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Informações importantes

Passamos a vida inteira repetindo o que aprendemos sem nunca


questionar os motivos e o que sentido para diversas coisas que
fazemos. Acredito que estamos vivendo um tempo impar na
nossa história. Podemos pesquisar, aprender e fnalmente
mudar, evoluir e crescer. Isso não é diferente no meio cristão.

Nossa religião está cheia de costumes e achismos que a bíblia


não apoia e sabemos isso. As vezes o medo de aprender é o que
mais nos aprisiona no erro, esse pdf tem a intenção de repensar
algo que muitos estão repetindo hoje sem parar para pensar nos
motivos.
Trata do divórcio sob uma ótica distinta e voltada à solução de
um problema, diferente dos métodos tradicionais que tendem a
colocar mais peso sobre o homem. Claro que nenhum ponto
desse texto reduz a culpa pelo pecado, mas há uma direção
melhor a ser percorrida após reconhecer nossos erros, é o que
esse texto propõe.

Devair S. Eduardo - 24/08/2018


Os Condenáveis
Algumas informações sobre o divórcio

Questões iniciais:

Antes de começar o estudo vou responder algumas perguntas


que podem surgir no meio do caminho, são elas:

1 – Você é a favor do divórcio?


Não na sua totalidade, apenas quando há violência familiar em
que os membros não podem mais ser recuperados, ou seja,
tratados e melhorados.

2 – Viver Junto é a mesma coisa de estarem casados?


Com certeza não. Casamento envolve responsabilidade,
maturidade e compromisso. Se realmente fosse a mesma coisa
todos os casais ajuntados desejariam se casar. Fica bem óbvio
ainda que inconscientemente que o casamento é algo maior do
que a vida a dois.

3 – O adultério tem perdão?


Com toda certeza, assim como o pecado confessado tem perdão o
adultério também precisa ser perdoado. Não signifca que o casal
seja obrigado a manter um relacionamento, como veremos mais
abaixo, porém, o perdão àquele que se arrepende é um
compromisso cristão. Para mais informações leia: Mateus 18.15-
35.
Alguns dados sobre o divórcio que precisam ser considerados.

Quando tratamos esse assunto é muito importante levar em


conta o que acontece hoje dentro da sociedade, ainda que
tratando de forma religiosa não podemos negar ou fugir do que
realmente acontece. Isso ajuda a não criarmos ideias e padrões
que fogem do comum e as vezes até da bíblia.

1 – O jovens estão se casando cada vez mais cedo;


2 – Uma pesquisa do IBGE de 2017 aponta que no ano de 2016 um
a cada três casais se divorciava, quanto a esse efeito social as
pesquisas anteriores mostram que esse número estava em
crescimento;
3 – O feminicídio se torna um termo popular e comum dentro da
sociedade brasileira em 2017, o que colabora ainda mais com os
números de divórcio;
4 – Muitos desses casais estão dentro da igreja e grande parte se
casou dentro de um templo religioso.

E agora? Negaremos a verdade até quando?

O que é divórcio?

Divórcio é o rompimento de um relacionamento ofcial de forma


legal, ou seja, é a permissão para o rompimento do casamento,
ainda que por motivos banais.

O que Jesus ensina sobre o divórcio?

Vamos ler nesse estudo um dos textos mais lidos quando se trata
desse assunto e estender ao recasamento, apenas neste texto há
essa extensão.
“Também foi dito: Qualquer que deixar sua mulher, dê-lhe carta de
divórcio. Eu, porém, vos digo que qualquer que repudiar sua
mulher, a não ser por causa de fornicação, faz que ela cometa
adultério, e qualquer que casar com a repudiada comete adultério”
(Mateus 5:31,32).

Algumas coisas precisam ser vistas nesse texto para que


possamos ampliar nossa percepção do que foi ensinado,
acompanhe um pequeno esboço:

1 – Jesus cita a lei e mostra como ela precisa ser observada, faz
assim com outros textos no mesmo capítulo;

2 – Um comentário histórico cultural pode nos ajudar a


compreender melhor o que o Mestre queria dizer, acompanhe: “A
maioria dos rabinos considerava o divórcio um fato trágico. Mas
os mestres mais rigorosos não viam o divórcio por motivos
triviais como inválido. Jesus, portanto, vai além da posição mais
restrita; ele não só permite o divórcio apenas se a mulher for
infel, mas considera inválido por qualquer outro motivo,
tornando o segundo casamento, nesses casos, um ato adúltero.
No entanto, essa parece ser uma hipérbole (como em 5.29,30)
uma forma enfática de proibir o divórcio a não ser em casos em
que o cônjuge já rompeu de maneira irreparável a aliança do
casamento” (Comentário Histórico Cultural – Ed. Vida);

3 – Jesus aprova o divórcio apenas em caso de fornicação ou,


como o comentário histórico cultural ensina, onde o laço da
união foi quebrado, isso pode acontecer em ambos os lados.
Percebemos que Ele estava ensinando usando exemplos pelo fato
de o seu ensino usar apenas a visão de uma mulher que
adulterou. Se fossemos levar ao pé da letra várias heresias
surgiriam a partir desse texto como por exemplo que o adultério
acontece apenas quando a mulher trai o marido ou que a mulher
pode repudiar o seu marido uma vez que Jesus não falou sobre
isso no texto. Por isso precisamos compreender o que o texto está
ensinando antes de seguir à risca o que está escrito;

4 – Seguindo o que o texto está ensinando nós podemos entender


que o divórcio acontece quando um dos lados rompe o
casamento, o que por si só já pode ser considerado adultério. O
termo usado no texto grego signifca: fornicação, prostituição, ou
o ato de conhecer a idolatria. Segundo o dicionário Strong
n.4202. Muito mais amplo que a simples palavra fornicação.
Qualquer uma dessas atitudes rompe um relacionamento,
inclusive o envolvimento com a idolatria dentro do lar cristão, o
que pode incluir até mesmo aquele pai de família viciado em
trabalho, ou aquela mãe que larga a religião cristã voltando-se
aos ídolos de barro. Outro detalhe, se o que autoriza a pessoa a
pedir o divórcio é o rompimento baseado na atitude de adultério
o que dizer do texto em Mateus 5.27-30 tratando exclusivamente
do assunto? Não estariam automaticamente 97% das mulheres
aptas a pedir divórcio? Certamente precisamos compreender
melhor o texto antes de aplicá-lo à vida do nosso próximo.

5 – O divórcio por motivos banais é um pecado declarado! Não há


como fugir dessa verdade, mas não se torna um pecado
imperdoável. Claro que isso não nos habilita a pedir divórcio toda
vez que enjoamos da pessoa ao nosso lado, ou quando mudamos
nosso gosto com respeito às mulheres, cada divórcio traz consigo
consequências e vamos ter de sofrer cada uma delas. Os motivos
considerados acima não são um apoio ao divórcio, não esqueça
de ler todo o texto.
Nos capítulos 5 - 8 de Mateus Jesus trata de vários pecados, não
apenas o divórcio, mas o adultério, a raiva e o assassinato são
tratados por Ele. Porém há algo importante em 7.1-5 que
precisamos tomar nota e colocar em prática todos os dias.
Lemos:
“Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo
com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes
medido vos hão de medir a vós. E por que reparas tu no argueiro
que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu
olho? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu
olho, estando uma trave no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do
teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu
irmão” (Mateus 7:1-5).

O que nos leva ao seguinte questionamento: Se pecamos


diariamente e somos tão sujos quanto qualquer pessoa, o que nos
capacita a julgar outras pessoas e condená-las? Veja que o texto
está nos apontando uma direção sadia no verso 5. Ele ensina que
precisamos tomar conta dos nossos erros e depois disso podemos
cuidar do nosso irmão. Acima Jesus fala sobre julgar, abaixo
sobre cuidar. Duas palavras com sentidos diferentes que nos leva
a conclusão de que precisamos cuidar uns dos outros e não julgá-
los.
[Julgar aqui não tem a mesma ideia de avaliar algo para tomar
uma decisão, apesar de ser a mesma palavra. Estou me referindo
ao ato de julgar e condenar muito praticado no meio cristão.]

Ajudar aquele que comete assassinato, adultério ou se divorcia


faz muito mais sentido do que abandonar, excluir ou condenar. É
esse tratamento que Jesus ensina no capítulo sete e ele se torna
muito útil para o crescimento do reino de Deus.
[inserção - recasamento]
Sobre o recasamento, há algo que precisamos tomar nota. Muitos
dizem que o divorciado não pode mais se casar com base no
mesmo texto, eu diria que é um exagero e também entregar a
pessoa ao pecado, quando não muito à prostituição. Uma vez que
o homem ou mulher experimenta o ato sexual, proibir ela de ter
uma família é garantir que ela sofra até morrer em pecado.
Poderíamos considerar apenas o texto de Jesus aqui sobre o
assunto, mas estaríamos negando o fato de que com o
arrependimento vem a nossa purifcação, ou seja, após o
arrependimento de coração a pessoa se torna livre daquele
pecado, ainda que traga sobre si as consequências que iremos
tratar abaixo.
Se o divórcio é um pecado, não pode ser maior que o assassinato
ou ato de roubar, porém, ambos recebem nova oportunidade
com o arrependimento.
Para proibir o recasamento de todas as pessoas precisaríamos
negar que com o arrependimento vem o perdão dos nossos
pecados.
Veja como esses textos tratam o pecado confessado:

1 – Davi
“Lava-me completamente da minha iniquidade, e purifca-me do
meu pecado. Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu
pecado está sempre diante de mim... Purifca-me com hissopo, e
fcarei puro; lava-me, e fcarei mais branco do que a neve. raze-me
ouvir júbilo e alegria, para que gozem os ossos que tu quebraste”
(Salmos 51:2,3,7,8).

Davi ora para que seja completamente limpo do seu pecado


assumindo que ele está sempre diante de si, ou seja, ele está
arrependido e não consegue mais pensar nos erros que cometeu.
Ele chega a afrmar que Deus pode o purifcar a ponto de se
tornar mais branco que a neve e dar uma nova alegria para ele.
Isso não impediu o castigo divino, mas ele certamente foi
perdoado.

2 – Carta de Tiago
"Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós. Alimpai as mãos,
pecadores; e, vós de duplo ânimo, purifcai os corações. Senti as
vossas misérias, e lamentai e chorai; converta-se o vosso riso em
pranto, e o vosso gozo em tristeza. Humilhai-vos perante o Senhor,
e ele vos exaltará" (Tiago 4:8-10).

Tiago seguindo na mesma direção nos chama ao arrependimento


e a pureza, ou seja, abandonar o nosso erro e seguir em busca de
uma purifcação maior. Sentir as nossas misérias e lamentar e
chorar é um sinal de profundo arrependimento e isto precisa ser
aplicado, do repúdio à mentira, é algo que devemos fazer todos
os dias! O resultado não pode ser diferente, ao nos humilharmos
diante de Deus ele nos trará de volta!

3 – Carta de João
“Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão
uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu rilho, nos
purifca de todo o pecado. Se dissermos que não temos pecado,
enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. Se
confessarmos os nossos pecados, ele é fel e justo para nos perdoar
os pecados, e nos purifcar de toda a injustiça” (1 João 1:7-9).

João nos ensina sobre o caminho que devemos andar e qual será
o resultado dessa caminhada, seremos purifcados de nossos
pecados. E àqueles que afrmam não ter pecado algum ele diz:
vocês estão se enganando. O chamado novamente para o
arrependimento e confssão é seguido da promessa de que
seremos perdoados e purifcados de toda injustiça cometida.
Em todos os textos vemos que Deus realmente perdoa os nossos
pecados confessados e nos purifca do mal que cometemos, isso
faz com que tenhamos uma nova chance. Não podemos aplicar
esse princípio a nós e negarmos ao nosso próximo, isso não é
cristianismo. Assim como Jesus ensina em Mateus 7.1-5 devemos
ajudar e não julgar e condenar, estas coisas fcam por conta do
próprio Deus.
Logo algumas questões surgem, por exemplo: Como uma pessoa
que anteriormente se divorciou e casou-se novamente lida com o
fato de que os religiosos não a aceitam? Sabemos que cada um
dará contas de si, e podemos ver muito claramente o quanto
Deus abençoa ou não as pessoas na terra. Hoje muitos líderes de
ministérios tem tido sucesso na pregação do evangelho mesmo
que no passado tenham tido uma vida de pecado, algumas vezes
pior do que o divórcio. Vemos que Deus perdoa e reestabelece as
pessoas e isso não pode ser negado, Deus não faria assim com
pessoas que Ele não aceita em seu reino.

Isso faz com que o divórcio seja uma prática bem vista ou aceita?
De forma alguma, porém, não faz com que aquele que cometeu o
erro seja condenado para sempre. Não apoio o divórcio, porém,
não posso usar a bíblia que fala sobre perdão e purifcação para
condenar aquele que se arrepende dos seus pecados. Sobre o ato
do divórcio precisamos tomar nota das suas consequências, que
não levam em conta o arrependimento e serão sempre vistas em
qualquer tipo de pecado.
A realidade sobre o divórcio

Eis algumas consequências que seguirão os divorciados:


1 – Os dois lados vão terão recomeçar tudo – Seria muito mais
fácil curar as feridas, acertar os erros e não se divorciar, porém
quem se divorcia assume para si o recomeço de tudo e isso
envolve não apenas a nossa vida material como também o
preconceito da sociedade e até mesmo da igreja;
2 – Um dos lados sempre sairá mais ferido que o outro – O
divórcio pode deixar consequências maior em um dos lados de
forma que não é a maneira justa de resolver muitos problemas
dentro do casamento;
3 – O processo pode ser demorado e penoso – Em alguns casos
o divórcio não acontece de um dia pro outro, há muitos recursos
e muita coisa que pode ser buscada, por exemplo num processo a
esposa pode conseguir todos os bens do marido e enquanto esse
processo não termina ambos vão continuar se vendo, sempre
com aquele clima de tristeza e algumas vezes raiva;
4 – Algumas consequências durarão por toda vida – Desde a
pensão a um dos flhos até a pensão à antiga esposa, quando se
trata de divórcio algumas coisas lhe perseguirão por muito
tempo ou toda a vida. Os flhos são exemplos disso. Quebrados
pelo processo do divórcio constantemente serão motivos de
brigas entre o antigo casal entre outros problemas que
certamente durarão muito tempo;
5 – A superação pode ser um processo demorado – Após a
tragédia sempre vem a superação, mas não é assim com todas as
pessoas. Algumas demoram anos e precisam de
acompanhamento e tratamento para serem reestabelecidas e
acreditarem que podem ter uma vida normal. Vou relembrar que
o divórcio é a pior saída para um problema e que seus resultados
podem ser piores do que a decisão de acertar ou corrigir os erros
durante o casamento.
Estas consequências podem acompanhar ambos, ainda que haja
arrependimento, como este texto é apenas uma introdução
podem haver mais consequências que não são listadas aqui.
Quero tratar agora da maneira mais correta de lidar com este
tema, apesar de que os mesmos princípios precisam ser
aplicados a todos os pecadores vou focar apenas no que o texto
propõe, antes precisamos pensar em como as igrejas tem tratado
isso hoje, para que possamos repensar a melhor forma de
corrigir e seguir alguma direção.

Para a maioria das igrejas o divorciado não pode mais se casar ou


ser parte de um ministério, o que para mim já viola o que Jesus
nos ordenou uma vez que ir ao mundo e pregar o evangelho já é
um ministério dado por Ele mesmo a todos os crentes. O
isolamento e preconceito não me parecem uma atitude cristã,
mas é o que mais ouvimos sobre os divorciados dentro da igreja
de forma que é muito mais fácil uma pessoa assim ser bem
sucedida fora dela do que como membro, isso é uma triste
constatação. A igreja que deveria ser o hospital dos feridos se
torna a juíza de todas as pessoas. É certamente um erro que
afasta muitos brasileiros da igreja e precisa ser revista e corrigida
o quanto antes, por isso os próximos tópicos tratarão de como
evitar ou tratar o divórcio.

O ministério do aconselhamento

Vemos pastores para tudo que é gosto, mas não vemos o


ministério de aconselhamento como algo ativo dentro das
igrejas. Não o vemos sendo incentivado ou exercido, ele não
aparece nas páginas mais famosas do Facebook ou como tema
principal de vídeos no Youtube, mas por que não?
Porque ele não dá ibope, não recebe seguidores e portanto não é
um alvo desejável para grande parte dos pastores. Infelizmente
muitos querem ser um sucesso e isso também acontece com
muitos pregadores. Sendo um aconselhador você não é visto,
suas histórias não são mostradas e você se torna uma ferramenta
invisível que contribui para o crescimento de outras pessoas, não
parece ser um ministério muito chamativo, mas seria o
ministério mais importante nos dias de hoje.
Precisamos incentivar as igrejas a criar aconselhadores, não
apenas o pastor mas vários membros porque nem sempre o
pastor pode aconselhar, muitas vezes ele é a pessoa que mais
precisa de um aconselhador. Veja o que Gary R. Collins disse
sobre esse ministério dentro da igreja:

“A igreja local pode diminuir ou eliminar a sensação de


isolamento dos indivíduos ao atender à necessidade que todos
nós temos de fazer parte de um todo. Além disso, pode dar apoio
aos abatidos, curar os doentes e proporcionar orientação às
pessoas que precisam tomar decisões ou que estão a caminho da
maturidade. É lamentável que muitas igrejas, hoje em dia, não
passem de grupos de pessoas indiferentes e infexíveis, que
nunca admitem que têm necessidades ou problemas, que
assistem a cultos maçantes por puro hábito, e que deixam a
maior parte do trabalho nas mãos de um pastor sobrecarregado”.
(Aconselhamento Cristão – edição Século 21 – Ed. Vida Nova)

Conheça agora algumas ideias que podem ser aplicadas com a


ajuda de um aconselhador dentro da igreja em duas situações
distintas: Antes do divórcio X Depois do divórcio.
1 – Antes do divórcio

Antes do divórcio signifca antes do problema, em alguns casos


antes mesmo do casamento, estas ideias podem e devem ser
copiadas e melhoradas a fm de ajudar as pessoas dentro da
igreja, as consequências serão vistas em todos os aspectos da
vida uma vez que um bom casamento também é algo edifcante
para ambos.

A – É preciso falar sobre maturidade dentro da igreja – Com


respeito ao casamento o que mais vemos muitas pessoas
imaturas tendo problemas, e quando se trata de imaturidade
qualquer problema pode ser sufciente para o rompimento do
casamento. Porém, é necessário que seja tratado esse assunto a
fm de evitar ao máximo que pessoas se casem antes de atingir
um grau de maturidade sufciente para isso. Casamento é algo
que envolve muita maturidade, quanto mais maduros se tornam
mais féis são dentro do casamento.
B – Precisamos falar sobre os nossos defeitos – Quanto aos
noivos é necessário conhecer o máximo um do outro e se
possível corrigir estes erros antes do casamento, não havendo
solução para um defeito que possa atrapalhar o casamento os
noivos precisam frear as coisas e decidir se vale a pena viver com
as consequências sem pensar no divórcio. Como namoro e
noivado não são casamento eles podem ser interrompidos caso
haja indecisão ou seja comprovado que o casamento será
problemático se persistirem. Quanto aos casados o melhor a ser
feito é assumir os defeitos e buscar as soluções cabíveis ao invés
de entrar pela porta do divórcio. Aqui novamente entra o
primeiro ponto, sem maturidade essas questões não serão
resolvidas facilmente.
C – É preciso que a igreja fale mais abertamente sobre
casamento – Certamente antes do casamento todo casal está
sonhando! Tudo é muito bonito, as fores parecem cair do nada
entre o casal, porém, casamento é muito mais do que isso. Como
disse no início o casamento envolve compromisso e maturidade e
negar as informações mais relevantes sobre uma vida a dois é
certamente um erro que leva ao sofrimento. O aconselhador
precisa ser o máximo claro sobre o que envolve um casamento
para que as pessoas que desejam se casar não se surpreendam no
futuro.

2 – Depois do divórcio

Se tudo foi tentado e não houve sucesso, há muito trabalho pela


frente. O divórcio não mata uma pessoa, ele apenas machuca,
esse machucado precisa ser tratado e curado para que ambos
voltem a ser alguém dentro da sociedade e família da fé. Indo
contrário a ideia, ainda que de forma inconsciente, de que
alguém se torna menos salvo por causa do divórcio o que
precisamos fazer é ajudar a reestruturar uma pessoa que por
muitos motivos está quebrado. Mesmo que isso não leve o antigo
casal a reatar o casamento, a ideia é fazer com que as pessoas
superem os problemas e caminhem novamente. São passos mais
difíceis para pessoas que carregam antigas ideias
preconceituosas e criadas as vezes em cima de um único verso,
fca mais fácil pensar quando vemos que por um erro nosso nos
encaixaríamos facilmente nessa “perdição” por conta de um
pecado, mas ao invés disso Deus nos ajuda ainda que sofrendo
castigos pelos nossos pecados. Eis algumas ideias:

A – A igreja precisa compreender que o divórcio é uma tragédia


e que nenhum dos lados ganham, ainda que um deles pareça
estar gostando. O divórcio vai contra os sonhos de qualquer casal
e precisa ser encarado desta forma para que consigamos ajudar
de verdade.
B – A igreja, junto do pastor precisa trabalhar ao máximo para
que a família de fé seja um hospital de pessoas doentes (pelo
pecado) e não um tribunal divino antecipado. As pessoas que
deveriam buscar uma igreja são justamente as quebradas,
problemáticas e feridas. Nosso papel é colaborar para que Deus
através da sua palavra transforme e dê vida nova, se fazemos o
contrário a nossa igreja não refete o que Jesus fazia na terra.
Portanto, é aqui que estas pessoas precisam ser tratadas. Isso
pode envolver uma simples conversa ou meses de atendimento,
mas o resultado precisa ser buscado. A pessoa que falhou e está
ferida por causa do seu pecado precisa ser esclarecida quanto a
isso e deve-se buscar um caminho para o arrependimento.
C – É preciso compreender que a palavra de Deus garante,
independente do nosso achismo, que, se uma pessoa se
arrepender de seu pecado e confessar a Deus será perdoada.
Realmente não importa tanto o pecado depois de ter sido
cometido, o que importa é se nos arrependemos de coração pois,
essa é uma operação do Espírito Santo em nós e deve ser esse o
sinal de que Deus está realmente nos chamando para si. Negar
isso é negar as próprias escrituras. Portanto, o pecador
arrependido precisa ser visto como alguém perdoado e se
perdoado ele precisa voltar ao corpo de Cristo para continuar o
que fomos chamados a fazer, este processo pode envolver um
acompanhamento com o pastor local ou com o líder do
ministério de aconselhamento e a decisão de ambos sobre o
retorno do crente deve ser considerada pelos membros da igreja.
Este acompanhamento deve levar em conta o fato de a pessoa
conseguir ou não viver sozinho(a), pois, sabendo que alguém não
consegue viver sozinho sem cair em pecado seja da prostituição
ou qualquer ato parecido e proibir essa pessoa de se casar
novamente é a mesma coisa que entregá-la à morte uma vez que
o salário do pecado é a morte.
D – Essas ideias nos ajudam a pecar com maior tranquilidade?
Fico extremamente preocupado com o que estas informações
farão dentro da cabeça de quem as lê, não deixo de lembrar que
Deus nos corrige e podemos ver como sua correção pode ser
dolorosa a partir da história de Davi, então o que fazer? Bom, se
você está acostumado a sofrer nas mãos de Deus e não se
preocupa em não saber como será o próximo castigo… realmente
você precisa de ajuda.

Enfm, precisamos pensar muito bem no que estamos fazendo a


respeito do nosso próximo, o culpado e o inocente… sabendo que
o culpado certamente será punido, por nós momentaneamente,
mas por Deus de forma mais dura e talvez até eterna, então o que
cada crente precisa fazer é tentar cuidar. Mostrar o caminho e
ajudar a seguir, tanto o culpado quanto o inocente e muitas vezes
acharemos dois culpados, ou dois inocentes e isso não nos
capacita a tomar outra decisão que não seja ajudar a reestruturar.
É claro que algumas vezes (muito mais comum do que parece)
um dos lados precisará ser severamente punido pela justiça e
isso nós não podemos e não devemos retardar, mas o amor ao
nosso próximo precisa ser aplicado até mesmo a estas pessoas.

Alguns pontos que precisamos relembrar antes de terminar este


pequeno texto:
1 – O divórcio é algo detestável para todos;
2 – Pode ser evitado;
3 – Não é o fm do relacionamento entre o Deus e crente;
4 – Traz consequências difíceis para ambos os lados;
5 – Precisa ser encarado com sabedoria, humildade e
honestidade por todos nós;
6 – É uma tragédia, mas Deus pode reestabelecer aquele que se
arrepende.

Devair S. Eduardo
blog Palavras em Chamas

Fonte de pesquisa: https://veja.abril.com.br/brasil/um-a-cada-


tres-casamentos-termina-em-divorcio-no-brasil/