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homens, ele não estaria sendo servo de apenas o temor de ser ofuscado ou supe- Conclusão – As lições doutrinárias

Cristo (Gl 1:10). A própria forma severa rado. E antes que isso aconteça, a pessoa de Gálatas são importantes, mas não
com que repreendia os gálatas era evi- parte para o ataque pessoal, espalhando mais do que as éticas. Cristianismo
dência de que ele não buscava o favor de boatos, criando estereótipos, faltando não é apenas um conjunto de crenças,
homens (cf. Gl 1:8-9; 3:1). Para Paulo, o com a ética, tudo para enfraquecer ou mas, acima de tudo, um modo de vida.
que estava em jogo era a integridade do desmoralizar aquele que lhe parece re- De nada adianta ter a doutrina correta,
evangelho (Gl 1:6-9; 5:1-4), e não a busca presentar alguma ameaça. Sempre que ensinar e até defender a doutrina cor-
de benefícios pessoais. vaidades pessoais falam mais alto, as re- reta, se falhamos no teste mais simples
Fonte de autoridade. Outra acusa- lações interpessoais são as mais afeta- da doutrina, que é uma vida transfor-
ção era de que Paulo recebera o evan- das. E não há a necessidade de acusa- mada e guiada pelo Espírito. “Nisto co-
gelho de fontes suspeitas. Como não ha- ções abertas nem uma oposição decla- nhecerão todos que sois Meus discípu-
via pertencido ao grupo dos Doze, nem rada. Basta um boato aqui, uma crítica los: se tiverdes amor uns pelos outros”
tinha conhecido Jesus pessoalmente ali, uma pequena insinuação de descré- (Jo 13:35). Em Gálatas, a ênfase ética de
(1Co 15:7-8; Gl 1:11-12), ele não se tor- dito, e pouco a pouco os estereótipos vão Paulo é para que nos apeguemos a toda
nara cristão pelas vias oficiais. Sua con- se formando. “Um pouco de fermento,” e qualquer oportunidade para fazer o
versão era suspeita; seu evangelho, mais diz Paulo, “leveda toda a massa” (Gl 5:9). bem aos nossos irmãos na fé. Valorize-
ainda. De novo, em vez de apelar às Es- Quando falou sobre as obras da mos uns aos outros, invistamos nas vir-
crituras e discutir no nível das ideias, os carne, Paulo mencionou ciúme e inveja tudes, em vez de ficar explorando e ex-
judaizantes partiram para o ataque pes- (Gl 5:19-21). É claro que há outras, mas trapolando os defeitos, criando estere-
soal. Em sua defesa, Paulo deixou claro é notório que, no verso 26, mesmo de- ótipos com a intenção de desqualificar
o fato de que ele não havia recebido seu pois de falar sobre o fruto do Espírito, o moralmente aqueles de quem discorda-
evangelho de homem algum, mas me- apóstolo voltou a destacar a inveja, tal- mos ou com quem não simpatizamos.
diante a revelação direta de Jesus Cristo vez porque não haja nada mais pode- O cristão deve viver acima disso. Afinal
(Gl 1:12-13, 15-16). Ele fez questão de di- roso para destruir relações e arruinar de contas, quem dentre nós é perfeito?
vulgar seu itinerário desde o encontro vidas (e ministérios) que a inveja e seu Quem dentre nós nunca errou para que
com Cristo na estrada de Damasco para principal subproduto: a crítica dissi- se qualifique a atirar pedras nos que er-
não deixar nenhuma dúvida de que os mulada. Em última análise, talvez fosse ram? O pecado, além de nos afastar de
poucos contatos que tivera com os após- isso o que estivesse por trás da oposi- Deus, pode também nos alienar de nós
tolos (Gl 1:18-24) não foram suficientes ção dos judaizantes a Paulo e seus esfor- mesmos, gerando um equivocado senso
para que tivesse sido por eles instruído. ços em desmoralizá-lo. Poucos fizeram de virtude própria, quando nos compa-
Foi apenas quatorze anos após sua con- o que ele fez (1Co 15:10). Poucos enfren- ramos com os outros. Em outras pala-
versão que ele realmente teve a chance taram tantas dificuldades como ele en- vras, o pecado pode fazer com que nos
de expor perante os apóstolos o evan- frentou (2Co 11:23-27). Poucos passa- sintamos melhores que os outros (cf.
gelho que pregava (Gl 2:1-2). Mesmo as- ram por uma transformação tão radical Mt 7:3-5). Se a inveja se mistura a isso,
sim, ele não tinha ido a Jerusalém por como ele passou (At 9:21-22; Gl 1:13-14). então, os resultados são nefastos. Paulo
ter sido convocado a dar explicações, Poucos foram usados tão poderosa- que o diga! Mas ele não buscava honras
mas porque o Espírito lhe dissera que mente por Deus como ele (At 9:15; e glórias humanas. Não procurava agra-
o fizesse. E no fim da exposição, nem 1Co 15:9-10; Gl 1:15-16). Talvez, por isso, dar a homens. As marcas que trazia no
mesmo Tiago, Pedro e João, que eram poucos foram alvo de tanta oposição, in- corpo, de açoites, prisões e perigos, eram
“colunas” na igreja, puderam acrescen- veja e acusação na igreja apostólica. evidências irrefutáveis de que estava fa-
tar-lhe algo. Ao contrário, estenderam- No coração em que germina a inveja zendo a obra de Cristo de modo res-
lhe a mão direita em sinal de aprovação existe pouca ou nenhuma restrição ética, ponsável e desinteressado (Gl 6:12-17).
e aceitação (Gl 2:6-10). e o estrago pode ser irreparável, mas não Ele não estava preocupado com o preço
para sempre. Que ninguém se engane, que teria que pagar. Os homens pode-
O erro se repete – Esse episódio nos disse Paulo, “de Deus não se zomba; pois riam destruir-lhe a reputação, arruinar-
ensina uma importante lição. Os tem- aquilo que o homem semear, isso tam- lhe o ministério ou mesmo tirar-lhe a
pos mudaram. O cenário da igreja mu- bém ceifará” (Gl 6:7). O coração invejoso vida, mas ele continuaria fiel ao dever.
dou. Não mais estamos às voltas com pode se considerar bem-sucedido nesta A consciência de estar em paz com
problemas entre judeus e gentios, mas vida, mas esta vida não é tudo o que te- Deus era seu bem maior. Isso era algo
o ser humano é o mesmo. Ele continua mos. Deus há de trazer a juízo todas as que nada nem ninguém lhe poderia ti-
usando as mesmas táticas. Quantas vi- coisas, até as intenções ocultas do cora- rar (2 Tm 4:7-8).
das e quantos ministérios já foram arrui- ção humano (Ec 12:14). É por isso que
nados por causa da crítica dissimulada, Paulo apelou: “Não nos cansemos de fa- WILSON PAROSCHI é professor de
da desmoralização em nível pessoal, ge- zer o bem, porque a seu tempo ceifare- Novo Testamento na Faculdade de
ralmente quando faltam suficientes ar- mos. [...] Enquanto tivermos oportuni- Teologia do Unasp, campus
de Engenheiro Coelho, SP.
gumentos para se discutir no nível das dade,” ele insistiu, “façamos o bem a to-
ideias. Outras vezes, nem existe necessa- dos, mas principalmente aos da família * Nota: A última vez que estudamos Gálatas na Lição da Escola
Sabatina foi no 2o. trimestre de 1990. A lição tinha como título
riamente uma ideia a ser contestada, mas da fé” (Gl 6:9-10; cf. Rm 12:17). “Cristo, o único caminho”.

20 Revista Adventista I maiO • 2012