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ÍNDICE

Introdução ............................................................................................................. 2

Contrato de Trabalho ............................................................................................ 3

Prestação de Serviços ............................................................................................ 4

A diferenciação da prestação de trabalho com ou sem vinculação trabalhista ..... 5

Distinção entre o contrato de trabalho e o contrato de prestação de serviço ........ 7

Conclusão .............................................................................................................. 11

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INTRODUÇÃO

A presente disciplina de Direito Empresarial compreende objectivos


em três áreas do Direito Privado que, no seu conjunto, representam o
universo imediato da actividade empresarial, a saber: o Direito Comercial, O
Regime Jurídico das Sociedades Comerciais e O Direito do Trabalho, em
qual me vou especificar neste trabalho.

O Direito do Trabalho denomina-se pelo conjunto de normas jurídicas


que regem as relações entre empregados e empregadores, e os direitos
resultantes da condição jurídica dos trabalhadores.

O tema principal deste trabalho recai sobre as diferenças entre o


Trabalho em si e a Prestação de Serviços.

O contrato de trabalho a termo designa-se como uma duração


previamente fixada, o contrato de prestação de serviços é o resultado do
trabalho manual ou intelectual com ou sem retribuição (Código Civil, Art.
1154º).

Para isso utilizarei artigos do Código Civil e do Código do Trabalho


para melhor ajudar à percepção do tema escolhido.

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Contrato de trabalho

O contrato de trabalho é definido pelo artigo 1152º do Código Civil e


pelo artigo 1º do regime jurídico do contrato individual de trabalho,
aprovado pelo Decreto-Lei nº 49408 de 24/11/1969, da seguinte forma:

“Contrato de trabalho é aquele pelo qual uma pessoa se obriga,


mediante retribuição, a prestar a sua actividade intelectual ou
manual a outra pessoa, sob a autoridade e direcção desta”.

A partir do momento em que exista um trabalho prestado mediante


retribuição, e em que esteja presente uma sujeição do prestador à autoridade
e direcção de outrém, encontrar-nos-emos perante um contrato de trabalho,
com a aplicação de todas as regras que lhe são inerentes, nomeadamente no
que respeita a férias, subsídio de férias e de natal, limitações ao período
normal de trabalho e à protecção contra os despedimentos.

Importa salientar que a posição de trabalhador no âmbito de um


contrato de trabalho é incompatível com a de empresa, ou seja, a pessoa do
trabalhador deverá ser uma pessoa singular e não uma pessoa colectiva.

À qualificação do contrato como de trabalho, não obsta a designação


que as partes deram ao contrato. Se a noção de contrato de trabalho estiver
preenchida, não é pelo facto de as partes o terem designado como contrato
de prestação de serviços que deixa de ser contrato de trabalho.

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Prestação de Serviços

O regime geral da prestação de serviços encontra-se regulado no


artigo 1154º e seguintes do Código Civil.

Art. 1154º do Código Civil

“Contrato de prestação de serviço é aquele em que uma das partes se


obriga a proporcionar à outra certo resultado do seu trabalho intelectual ou
manual, com ou sem retribuição”.

Sempre que as partes não tenham acordado num certo resultado, mas
numa actividade a ser desenvolvida de forma regular e periódica, qualquer
uma delas pode livremente fazer cessar o contrato quando não tenham
estabelecido uma duração, ainda que indirecta, para o mesmo.

Em alguns casos este tipo de contrato goza de parte da protecção que


encontramos no contrato de trabalho. Esse é o caso da regulamentação do
trabalho no domicilio.

Genericamente, a prestação de serviços pode ser assegurada sob


diversas formas, tais como profissional liberal, sociedade comercial e
comerciante em nome individual. Estas formas estão sujeitas a diferentes
regimes legais e tributários.

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A diferenciação da prestação de trabalho com ou sem
vinculação trabalhista

Cumpre esclarecer, como se dá a diferenciação da prestação de


trabalho com ou sem vinculação trabalhista.

Diz o artigo 3º da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) que:


considera-se empregado toda pessoa física que presta serviços de natureza
não eventual a empregador, sob a dependência deste e mediante salário.

Sob esse conceito, não serão todas as relações de trabalho que serão
abrangidas pelos direitos contidos na consolidação das leis do trabalho,
sendo necessário que estejam presentes os 5 elementos caracterizadores do
trabalho subordinado, quais sejam:

a) Prestação do trabalho por pessoa física;

b) Pessoalidade;

c) Trabalho não eventual;

d) Subordinação ou dependência;

e) Onerosidade;

Tais elementos também chamados de pressupostos, quando


conjugados, caracterizam a relação de trabalho como contrato admitindo
consequências legais e direitos ao trabalhador protegidos pela CLT.

Vou passar a analisar o primeiro elemento:

a) Trabalho por pessoa física: a prestação de serviços protegida pelo direito


do trabalho, exige que a pactuação seja necessariamente realizada por uma
pessoa física. O empregador poderá ser ou não pessoa física, mas o
empregado deverá ser pessoa física para que se caracterize o contrato de
trabalho.

Obviamente que na prática, muitas vezes, a realidade concreta


denuncia uma situação simulatória de utilização indirecta de uma pessoa

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jurídica para acobertar a prestação dos serviços de pessoa natural, com
intuito de eximir-se das obrigações legais, citando-se como exemplo, a
exigência por parte de uma empresa para que o seu prestador de serviço, se
cadastre como pessoa jurídica e emita notas fiscais de serviços quando, na
realidade, este cumpre ordens internas, horário e recebe salário fixo do
empregador. Tais situações não excluirão a responsabilidade do tomador dos
serviços e deverão ser apuradas em processo judicial, se for o caso.

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Distinção entre o contrato de trabalho e o contrato de
prestação de serviço

A destrinça fundamental entre o trabalho subordinado e o trabalho


autónomo, situada no plano dos conceitos operatórios, reflecte-a a lei na
conformação de correspondentes tipos de contratos por ela definidos em
termos que já supõem um critério (o legal) de demarcação dos dois campos e,
portanto, de delimitação do âmbito do Direito do Trabalho.
O tipo de contrato especificamente destinado a cobrir o trabalho
subordinado é o contrato de trabalho.
Como mostra o seguinte artigo do Código Civil:

Art. 1152º do Código Civil

“Contrato de trabalho é aquele pelo qual uma pessoa se obriga, mediante


retribuição, a prestar a sua actividade intelectual ou manual a outra pessoa,
sob a autoridade e direcção desta”.

Nos exactos termos usados:

Art. 1º das Leis de Contrato e Trabalho (LCT)

“Contrato de trabalho é aquele pelo qual uma pessoa se obriga, mediante


retribuição, a prestar a sua actividade intelectual ou manual a outra pessoa,
sob a autoridade e direcção desta”.

E há cerca dele, limita-se o legislador civil a acrescentar:

Art. 1153º do Código Civil

“O contrato de trabalho está sujeito a legislação especial, que ficará sujeito


a regime especial”.

Logo depois, no Art. 1154º do Código Civil, introduz-se com efeito a


noção do “contrato de prestação de serviços”, nestes termos:

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“Aquele em que uma das partes se obriga a proporcionar à outra certo
resultado do seu trabalho intelectual ou manual, com ou sem retribuição”.

Avulta, neste enunciado, a contraposição fundamental do resultado do


trabalho à actividade, em si mesma, que caracteriza o contrato de trabalho.

A exterioridade dos meios utilizados, relativamente à vinculação do


prestador de serviço, pode não ser absoluta – e daí que, mais uma vez, o
critério fundado na distinção entre obrigações de resultado se revista de
notória relatividade na distinção entre contrato de trabalho e contrato de
prestação de serviço.
Pode dar-se o caso de o trabalhador autónomo se encontrar
contratualmente obrigado a utilizar certos materiais, ou a seguir um dado
modelo ou figurino, ou até a realizar pessoalmente a actividade necessária à
consecução do resultado.
Mas tratar-se-á então de condições contratualmente estabelecidas,
fundadas no consenso das partes e não na autoridade directiva (supra
ordenação) de uma perante a outra.
Dentro dos limites traçados pelas estipulações contratuais, a escolha dos
meios e processos a utilizar, bem como a sua organização no tempo e no
espaço, cabe ao prestador de serviço.

Conforme indica o Art. 1155º do Código Civil:

“O mandato, o depósito e a empreitada, regulados nos capítulos


subsequentes, são modalidades do contrato de prestação de serviço”.

São modalidades do contrato de prestação de serviço o mandato, o


depósito e a empreitada. E estes tipos contratuais aparecem definidos e
regulados nas disposições subsequentes.

O contrato de mandato, é aquele pelo qual uma das partes se obriga a


praticar um ou mais actos jurídicos por conta da outra:

Art. 1157º do Código Civil

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“Mandato é o contrato pelo qual uma das partes se obriga a praticar um ou
mais actos jurídicos por conta da outra”.

E presume-se gratuito salvo se os actos a praticar forem próprios da


profissão do mandatário

Art. 1158º/1 do Código Civil

“O mandato presume-se gratuito, excepto se tiver por objecto actos que o


mandatário pratique por profissão; neste caso, presume-se oneroso”.

Avulta aqui a natureza do serviço a prestar: trata-se de actos jurídicos ou


seja, actos produtivos de efeitos jurídicos, efeitos esses que interessam ao
mandante, e que, havendo prévia atribuição de poderes de representação ao
mandatário, se vão imediatamente produzir na esfera jurídica do mesmo
mandante, como se fosse ele a praticar.

O contrato de depósito, é aquele pelo qual


Art. 1185º do Código Civil

“Uma das partes entrega à outra uma coisa, móvel ou imóvel, para que
a guarde, e a restitua quando for exigida”.

Presumindo-se gratuito, isto é, sem remuneração do depositário, excepto


se este fizer disso profissão (art. 1186º CC).

Art. 1186º do Código Civil

“É aplicável ao depósito o disposto no artigo 1158º”.

Art. 1158º do Código Civil

“1. O mandato presume-se gratuito, excepto se tiver por objecto actos que o
mandatário pratique por profissão; neste caso, presume-se oneroso.

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2. Se o mandato for oneroso, a medida da retribuição, não havendo ajuste
entre as partes, é determinada pelas tarifas profissionais; na falta destas,
pelos usos; e, na falta de umas e outros, por juízos de equidade”.

O contrato de empreitada, porventura até a mais importante, quer pela


sua frequência real, quer pela proximidade que, nalgumas das suas formas
concretas, ele mostra relativamente ao contrato de trabalho. A lei define-o do
seguinte modo

Art. 1207º do Código Civil:

“Empreitada é o contrato pelo qual uma das partes se obriga em


relação à outra a realizar certa obra, mediante um preço”.

Afirma-se aqui, em termos mais concretos, a ideia de obra, isto é, de


“produto” em que se incorpora o trabalho e a retribuição, agora já como
elemento característico do contrato.

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CONCLUSÃO

Com este trabalho podemos concluir a diferenciação da prestação de


trabalho com ou sem vinculação trabalhista, a distinção entre o contrato de
trabalho e o contrato de prestação de serviço, bem como as noções de
contrato de trabalho e de prestação de serviços.
Para tal e melhor compreensão do tema escolhido utilizei como
auxiliares o Código Civil, o Código do Trabalho, as Leis de Contrato e
Trabalho (LCT) e a Consolidação das Leis Trabalhistas.

Contrato de trabalho é aquele pelo qual uma pessoa se obriga, mediante


retribuição, a prestar a sua actividade a outra ou outras pessoas, sob a
autoridade e direcção destas.

Contrato de prestação de serviços é aquele em que uma das partes se


obriga a proporcionar à outra certo resultado do seu trabalho intelectual ou
manual, com ou sem retribuição.

Presume-se, porém, que as partes celebraram um contrato de trabalho,


sempre que o trabalhador, cumulativamente:

 Esteja na dependência do beneficiário da actividade;


 Esteja inserido na sua estrutura organizativa;
 Realize a sua prestação sob as ordens, direcção e fiscalização deste.

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