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Aula 09

Português p/ TRT 6ª 2017/2018 (Todos os Cargos) - Com videoaulas

Professor: Décio Terror

30857098861 - RENATO PAES SILVA

PortuguÍs para TRT 6™R Teoria e exercÌcios comentados Prof. DÈcio Terror に Aula 9 Aula

PortuguÍs para TRT 6™R Teoria e exercÌcios comentados Prof. DÈcio Terror Aula 9

Aula 9: RedaÁ„o (confronto e reconhecimento de frases corretas e incorretas). IntelecÁ„o de texto.

SUM£RIO

P£GINA

1. IntelecÁ„o de texto

1

RedaÁ„o (confronto e reconhecimento de frases corretas e

incorretas)

2. 3. Lista das questıes apresentadas 4. Gabarito 27 46 63

2.

3. Lista das questıes apresentadas

4. Gabarito

27

46

63

2. 3. Lista das questıes apresentadas 4. Gabarito 27 46 63
2. 3. Lista das questıes apresentadas 4. Gabarito 27 46 63

Ol·, pessoal!

Vamos a mais uma aula!

Espero que vocÍs estejam se dedicando bastante, pois o ritmo com o qual comeÁamos deve ser mantido. Estudo È rotina, È regularidade! N„o esmoreÁam! Estejam sempre atentos, vigilantes! Foco total!

Agora, vamos partir para o primeiro tema da aula.

IntelecÁ„o de texto

… importante notarmos que, dentro de um texto, h· informaÁıes implÌcitas (aquilo que o texto sugere) e explÌcitas (aquilo que est· escrito literalmente). … mais f·cil o concursando encontrar as informaÁıes explÌcitas, por isso basicamente as bancas examinadoras exploram o outro tipo de informaÁ„o: o implÌcito o autor n„o mostra claramente, mas a interpretaÁ„o bem feita alcanÁa essa informaÁ„o.

Toda informação implícita do texto é “carregada” de vestÌgios. Como em uma investigaÁ„o, o criminoso n„o est· explÌcito, mas ele existe. Um bom investigador È um excelente leitor de vestÌgios. Assim, vestÌgios podem ser:

uma palavra irÙnica, as caracterÌsticas do ambiente e do personagem, a Època em que o texto foi escrito ou a que o texto se refere, o vocabul·rio do autor, o rodapÈ do texto, as figuras de linguagem, o uso da primeira ou terceira pessoa verbal etc. Tudo isso pode indicar a intenÁ„o do autor ao escrever o texto, daÌ se tira o vestÌgio que nos leva ‡ boa interpretaÁ„o.

Portanto, n„o se deixe levar pelo tamanho do texto antes de lÍ-lo. H· texto chato, e outros intrigantes. Ao iniciar sua leitura, faÁa-a duas ou trÍs vezes, atentamente, antes de responder a qualquer pergunta. Primeiro, È preciso captar sua mensagem, entendÍ-lo como um todo, e isso n„o pode ser alcanÁado com uma simples leitura. A cada leitura, novas ideias ser„o assimiladas. Tenha a paciÍncia necess·ria para agir assim. SÛ depois tente resolver as questıes propostas.

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As questıes da FundaÁ„o Carlos Chagas tÍm uma tendÍncia: elas podem ser localizadas (voltadas sÛ para um determinado trecho do texto) ou referir- se ao conjunto, ‡s ideias gerais do texto. No primeiro caso, leia n„o apenas o trecho (‡s vezes uma linha) referido, mas todo o par·grafo em que ele se situa. Lembre-se: quanto mais vocÍ ler, mais entender· o texto. Tudo È uma quest„o de costume, e vocÍ vai acostumar-se a agir dessa forma.

“sua

Lembre-se, ainda, de que a banca examinadora não opinião”, mas a “interpretação” da opinião do autor.

pede

a

Tenha paciÍncia, aplicaÁ„o e perseveranÁa: afinal, concurso È isso!

a) As informaÁıes implÌcitas

Observe a seguinte frase:

Fiz faculdade, mas aprendi algumas coisas.

Nela, o falante transmite duas informaÁıes de maneira explÌcita:

a) que ele frequentou um curso superior; b) que ele aprendeu algumas coisas.

Ao ligar essas duas informaÁıes com uma conjunÁ„o "mas", comunica tambÈm de modo implÌcito sua crÌtica ao sistema de ensino superior, pois a frase passa a transmitir a ideia de que nas faculdades n„o se aprende quase nada

Um dos aspectos mais intrigantes da leitura de um texto È a verificaÁ„o de que ele pode dizer coisas que parece n„o estar dizendo: alÈm das informaÁıes explicitamente enunciadas, existem outras que ficam subentendidas ou pressupostas. Para realizar uma leitura eficiente, o leitor deve captar tanto os dados explÌcitos quanto os implÌcitos. Leitor perspicaz È aquele que consegue ler nas entrelinhas. Caso contr·rio, ele pode passar por cima de significados importantes e decisivos ou - o que È pior - pode concordar com coisas que rejeitaria se as percebesse. N„o È preciso dizer que alguns tipos de texto exploram, com malÌcia e com intenÁıes falaciosas, esses aspectos subentendidos e pressupostos. Que s„o pressupostos? S„o aquelas ideias n„o expressas de maneira explÌcita, mas que o leitor pode perceber a partir de certas palavras ou expressıes contidas na frase, aqui chamadas de vestÌgios. Assim, quando se diz "O tempo continua chuvoso", comunica-se de maneira explÌcita que no momento da fala o tempo È de chuva, mas, ao mesmo tempo, o verbo "continuar" deixa perceber a informaÁ„o implÌcita de que antes o tempo j· estava chuvoso. Na frase "Pedro deixou de fumar" diz-se explicitamente que, no momento da fala, Pedro n„o fuma. O verbo "deixar", todavia, transmite a informaÁ„o implÌcita de que Pedro fumava antes. Na leitura e interpretaÁ„o de um texto, È muito importante detectar os pressupostos (vestÌgios), pois seu uso È um dos recursos argumentativos utilizados com vistas a levar o leitor a aceitar o que est· sendo comunicado. Ao introduzir uma ideia sob a forma de pressuposto, o autor transforma o

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leitor em c˙mplice, uma vez que essa ideia n„o È posta em discuss„o e todos os argumentos subsequentes sÛ contribuem para confirm·-la. Por isso, pode-se dizer que o pressuposto aprisiona o ouvinte ao sistema de pensamento montado pelo autor. A demonstraÁ„o disso pode ser encontrada em muitas dessas "verdades" incontest·veis postas como base de muitas alegaÁıes do discurso polÌtico, como:

O governo investiu 8 bilhıes de reais na merenda escolar. Assim, nossas crianÁas est„o mais saud·veis e certamente aprendem muito mais.”

Ora, È natural que crianÁa bem alimentada seja mais desperta para a aprendizagem, naturalmente h· possibilidade de a crianÁa aprender mais e melhor. Mas h· v·rias circunst‚ncias que permeiam a entrada de recurso da merenda, o uso efetivo desse recurso nas escolas e a consequente melhoria no ensino. Note que h· possibilidade de melhoria, n„o h· certeza.

Os

pressupostos

s„o

marcados,

nas

frases,

por

meio

de

v·rios

indicadores linguÌsticos (vestÌgios), como, por exemplo:

a) certos advÈrbios

Os resultados da pesquisa ainda n„o chegaram atÈ nÛs.

Pressupostos:

b) certos verbos

Os resultados j· deviam ter chegado. ou Os resultados v„o chegar mais tarde.

O caso do contrabando tornou-se p˙blico.

Pressuposto: O caso n„o era p˙blico antes.

c) as oraÁıes adjetivas

Os candidatos a prefeito, que sÛ querem defender seus interesses, n„o pensam no povo.

Pressuposto: Todos os candidatos a prefeito tÍm interesses individuais.

Mas a mesma frase poderia ser redigida assim:

Os candidatos a prefeito que sÛ querem defender seus interesses n„o pensam no povo.

No caso, o pressuposto seria outro: Nem todos os candidatos a prefeito tÍm interesses individuais.

No primeiro caso, a oraÁ„o È explicativa; no segundo, È restritiva. As explicativas pressupıem que o que elas expressam refere-se a todos os elementos de um dado conjunto; as restritivas dizem o que concerne a parte dos elementos de um dado conjunto.

d) os adjetivos

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Os partidos radicais acabar„o com a democracia no Brasil.

Pressuposto: Existem partidos radicais no Brasil.

Vamos ao macete da resoluÁ„o das questıes de interpretaÁ„o. NUNCA MARQUE A ALTERNATIVA CORRETA, sempre elimine as erradas. Esse È o princÌpio. Disso n„o se pode fugir.

Outro detalhe, h· palavras como , somente, apenas, nunca, sempre, ninguÈm, tudo, nada etc, que tÍm papel importante nas alternativas das questıes. Essas palavras s„o chamadas categÛricas, pois n„o admitem outra interpretaÁ„o e normalmente est„o nas alternativas para que o candidato as visualize como errada.

Vamos exercitar tomando como exemplo a seguinte frase:

… preciso construir mÌsseis nucleares para defender o Ocidente de ataques de extremistas.

Marque (C) para informaÁ„o de possÌvel inferÍncia do texto e (E) como informaÁ„o equivocada do texto.

1. O Ocidente necessita construir mÌsseis.

2. H· uma finalidade de defesa contra ataques de extremistas.

3. Os mÌsseis atuais n„o s„o suficientes para conter os ataques de extremistas.

4. Uma guerra de mÌsseis

extremistas.

5. A aÁ„o dos diplomatas com os extremistas È o ˙nico meio real de dissuadi-

los de um ataque ao Ocidente.

destruir o mundo inteiro e n„o apenas os

vai

6. Todo o Oriente est· contra o Ocidente.

7. O Ocidente est· sempre sofrendo invasıes do Oriente.

8. MÌsseis nucleares s„o a melhor saÌda para qualquer situaÁ„o bÈlica.

9. Os extremistas n„o tÍm bom relacionamento com o Ocidente.

10. O Ocidente aguarda est·tico um ataque do Oriente.

Vamos ‡s respostas com base nos vestÌgios!

1. O Ocidente necessita construir mÌsseis. (C)

(Inferência certa, pois o vestígio é “É preciso”)

2. H· uma finalidade de defesa contra o ataque de extremistas. (C)

(InferÍncia certa, pois o vestÌgio È a oraÁ„o subordinada adverbial de finalidade “para defender o Ocidente de ataques de extremistas.)

3. Os mÌsseis atuais n„o s„o suficientes para conter o ataque de extremistas.

(E) (InferÍncia errada, pois n„o h· evidÍncia no texto de que j· havia mÌsseis)

4. Uma guerra de mÌsseis vai destruir o mundo inteiro e n„o apenas os extremistas. (E) (Inferência errada, pois a expressão “destruir o mundo inteiro” é uma suposiÁ„o com base em express„o categÛrica. N„o h· certeza de que os mÌsseis destruir„o por completo o mundo, mas È certo que v„o abalar o mundo inteiro.)

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5. A aÁ„o dos diplomatas

dissuadi-los de um ataque ao Ocidente. (E) (InferÍncia errada, pois novamente h· express„o categÛrica e pode haver outros meios, outras negociaÁıes, n„o sÛ pelos diplomatas.)

6. Todo o Oriente est· contra o Ocidente. (E)

(InferÍncia errada, pois novamente h· express„o categÛrica. N„o se sabe se

todo o Oriente est· contra o Ocidente. Pelo texto, apenas os extremistas)

7. O Ocidente est· sempre sofrendo invasıes do Oriente. (E)

(Inferência errada, pois novamente há expressão categórica: “sempre”. Além disso, houve uma palavra que extrapolou o texto: “invasões”. Não foi afirmado nada sobre invas„o no texto.)

8. MÌsseis nucleares s„o a melhor saÌda para qualquer situaÁ„o bÈlica. (E)

(ConsideraÁ„o sem fundamento no texto. Veja as palavras categÛricas.)

9. Os extremistas n„o tÍm bom relacionamento com o Ocidente. (C)

(InferÍncia possÌvel, pois È vista a preocupaÁ„o de possÌvel ataque.)

10. O Ocidente aguarda est·tico um ataque do Oriente. (E) (ConsideraÁ„o sem fundamento no texto.)

Assim, quando vocÍ for realizar as questıes de interpretaÁ„o, ver· muitas dessas expressıes categÛricas ou palavras que extrapolam o conte˙do do texto. Normalmente, eliminamos essas expressıes j· na primeira leitura, por estarem bem fora do contexto. Assim, normalmente ficaremos entre duas alternativas. Aí vem o “burilamento”. Deve-se ter paciÍncia para encontrar os vestÌgios que comprovem sua resposta como a correta. ¿s vezes vocÍ nem a ache, mas encontra pelo menos o vestÌgio que torne errada a outra alternativa, sobrando uma como correta. ObservaÁ„o: antes que alguÈm pergunte no fÛrum, a banca FCC n„o cobra a diferença entre “vestígio”, “pressuposto”, “inferência”, “subentendido” e palavra “categórica”, o que importa é você observar que isso ajuda a achar os dados implÌcitos.

de

com os extremistas È o ˙nico meio real

Quest„o 1: TRE SP 2017 TÈcnico Judici·rio - £rea Administrativa (banca FCC)

O Centro de MemÛria Eleitoral do TRE-SP foi criado em agosto de 1999 e tem por objetivo a execuÁ„o de aÁıes que possibilitem cultivar e difundir a memÛria polÌtico-eleitoral como instrumento eficaz do aprofundamento e alargamento da consciÍncia de cidadania, em prol do aperfeiÁoamento do regime democr·tico brasileiro. Seu acervo re˙ne tÌtulos eleitorais desde a Època do ImpÈrio, urnas de votaÁ„o (de madeira, de lona e eletrÙnicas), quadros, fotografias e material audiovisual, entre outros itens. A realizaÁ„o de exposiÁıes tem·ticas, o lanÁamento de livros, a realizaÁ„o de palestras, alÈm de visitas escolares monitoradas na sede do tribunal e o desenvolvimento de um projeto de histÛria oral, s„o algumas das iniciativas do CEMEL.

(DisponÌvel em: www.tre-sp.jus.br)

Da leitura do texto, compreende-se que

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(A)

a preservaÁ„o da memÛria polÌtico-eleitoral consiste em resgatar o regime imperialista.

(B)

o acervo do CEMEL preserva um material t„o antigo que antecede a Època do ImpÈrio.

(C)

a consciÍncia de cidadania È condiÁ„o necess·ria para a consolidaÁ„o da democracia.

(D)

o estudo da histÛria È garantia do estabelecimento de um governo pautado pela cidadania.

(E)

a meta do CEMEL È assegurar o arquivamento sigiloso da documentaÁ„o da justiÁa eleitoral.

Coment·rio: A alternativa (A) est· errada. Veja que a afirmaÁ„o desta alternativa tentou iludir o candidato em referÍncia ‡ seguinte passagem do texto: “Seu acervo reúne títulos eleitorais desde a época do Império”

(segundo par·grafo). Ora, o fato de reunir tÌtulos eleitorais desde a Època do ImpÈrio n„o significa que se deseja resgatar o regime imperialista, concorda?!

 

A

alternativa (B) est· errada e faz referÍncia ‡ mesma parte do texto,

vista na alternativa anterior: “Seu acervo re˙ne tÌtulos eleitorais desde a

época do Império” (segundo par·grafo). Na realidade, a banca sÛ queria que o candidato percebesse que “desde” transmite um limite temporal e significa “a partir de”. Assim, entendemos que o material n„o antecede a Època do ImpÈrio. A alternativa (C) È a correta e È subentendida no final do primeiro

parágrafo, especificamente no seguinte trecho: “

aprofundamento

e

alargamento da consciÍncia de cidadania, em prol do aperfeiÁoamento do

regime democr·tico brasileiro.Assim, entendemos que o aprofundamento e alargamento da consciÍncia de cidadania levam ao aperfeiÁoamento do regime democr·tico brasileiro. Naturalmente, isso pressupıe que a consciÍncia de cidadania È condiÁ„o necess·ria para a consolidaÁ„o da democracia.

 

A

alternativa (D) est· errada, pois faz uma leitura deturpada do primeiro

par·grafo. Veja que o par·grafo n„o fala de forma generalizante sobre o “estudo da história”, mas apenas que foi criado o Centro de MemÛria Eleitoral

do TRE-SP. AlÈm disso, essa iniciativa leva ao cultivo e ‡ difus„o da memÛria polÌtico-eleitoral. Veja:

O Centro de MemÛria Eleitoral do TRE-SP foi criado em agosto de 1999 e tem por objetivo a execuÁ„o de aÁıes que possibilitem cultivar e difundir a memÛria polÌtico-eleitoral como instrumento eficaz do aprofundamento e alargamento da consciÍncia de cidadania, em prol do aperfeiÁoamento do regime democr·tico brasileiro.

Dessa forma, n„o se entende do texto que o estudo da histÛria seria uma suposta garantia do estabelecimento de um governo pautado pela cidadania.

 

A

alternativa (E) est· errada, pois se entende do terceiro par·grafo do

texto que o CEMEL n„o tem car·ter sigiloso, mas o contr·rio: tem a intenÁ„o de difundir o conte˙do dos arquivos.

Gabarito: C

 

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TRE SP 2017 TÈcnico Judici·rio - £rea Administrativa (banca FCC)

As crianÁas de hoje est„o crescendo numa nova realidade, na qual est„o conectadas mais a m·quinas e menos a pessoas, de uma maneira que jamais aconteceu na histÛria da humanidade. A nova safra de nativos do mundo digital pode ser muito h·bil nos teclados, mas encontra dificuldades quando se trata de interpretar comportamentos alheios frente a frente, em tempo real. Um estudante universit·rio observa a solid„o e o isolamento que acompanham uma vida reclusa ao mundo virtual de atualizaÁıes de status e “postagens de fotos do meu jantar”. Ele lembra que seus colegas estão perdendo a habilidade de manter uma conversa, sem falar nas discussıes profundas, capazes de enriquecer os anos de universidade. E acrescenta:

Nenhum anivers·rio, show, encontro ou festa pode ser desfrutado sem que você se distancie do que está fazendo”, para que aqueles no seu mundo virtual saibam instantaneamente como est· se divertindo. De algumas maneiras, as intermin·veis horas que os jovens passam olhando fixamente para aparelhos eletrÙnicos podem ajud·-los a adquirir habilidades cognitivas especÌficas. Mas h· preocupaÁıes e questıes sobre como essas mesmas horas podem levar a dÈficits de habilidades emocionais, sociais e cognitivas essenciais.

(Adaptado de: GOLEMAN, Daniel. Foco: a atenÁ„o e seu papel fundamental para o sucesso. Trad. C·ssia Zanon. Rio de Janeiro, Objetiva, 2013, p. 29-30)

Quest„o 2: Na opini„o do autor,

(A)

a

constante conex„o ‡s m·quinas n„o tem o potencial de contribuir para

o

desenvolvimento intelectual dos jovens.

(B)

a atenÁ„o exagerada que se d· aos meios virtuais tem como efeito o surgimento de problemas na interaÁ„o social.

(C)

a superficialidade das conversas travadas nas redes sociais È fruto da reduÁ„o gradual de eventos coletivos.

(D)

o

isolamento em um mundo virtual se torna preocupante quando o jovem

deixa de frequentar eventos sociais.

(E)

o ambiente virtual tornou-se mais atraente ao jovem na medida em que

este se viu in·bil para lidar com conflitos reais.

Coment·rio: A alternativa (A) est· errada e faz referÍncia ao primeiro perÌodo do terceiro par·grafo:

De algumas maneiras, as intermin·veis horas que os jovens passam olhando fixamente para aparelhos eletrÙnicos podem ajud·-los a adquirir habilidades cognitivas especÌficas. Assim, podemos entender que a constante conex„o ‡s m·quinas, de alguma maneira, tem o potencial de contribuir para o desenvolvimento intelectual dos jovens.

A alternativa (B) È a correta e tem como base v·rias passagens do texto que mostram justamente que a atenÁ„o exagerada que se d· aos meios virtuais tem como efeito o surgimento de problemas na interaÁ„o social. Veja as expressıes do texto que confirmam isso:

As crianÁas de hoje pessoas

est„o conectadas mais a m·quinas e menos a

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A nova safra de nativos do mundo digital

encontra dificuldades quando se

trata de interpretar comportamentos alheios frente a frente, em tempo real

seus

colegas est„o perdendo a habilidade de manter uma conversa, sem

falar nas discussıes profundas, capazes de enriquecer os anos de

universidade

preocupaÁıes e questıes sobre como essas mesmas horas podem levar

a dÈficits de habilidades emocionais, sociais e cognitivas essenciais

 

A

alternativa (C) est· errada e faz uma leitura equivocada do segundo

par·grafo. Nele foi afirmado que a vida reclusa ao mundo virtual, marcada pela solid„o e pelo isolamento, faz com a pessoa perca suas habilidades de manter uma conversa e de manter uma discuss„o aprofundada sobre algo.

 

A

alternativa (D) est· errada, pois se entende do segundo par·grafo e

do restante do texto que a preocupaÁ„o do isolamento em um mundo virtual

n„o se d· simplesmente porque um jovem deixaria de frequentar eventos sociais, mas ele perde a habilidade de manter conversas sadias, um aprofundamento em discussıes importantes para seu desenvolvimento, alÈm de, conforme o primeiro par·grafo, encontrar dificuldades em entender o outro, numa relação social, como se afirma em: “quando se trata de interpretar comportamentos alheios frente a frente, em tempo real”.

 

A

alternativa (E) est· errada, porque colocou como motivo do acesso ao

ambiente virtual o fato de o jovem se sentir in·bil em lidar com conflitos reais.

Na realidade, È o contr·rio, o fato de ele se manter fortemente no mundo virtual È que pode levar a uma inabilidade de lidar com conflitos reais.

Gabarito: B

 

Quest„o 3: Uma frase redigida em conformidade com as informaÁıes do texto È:

(A)

De tanto que tem dificuldade em interpretar as pessoas face a face, o nativo digital È h·bil nos teclados.

(B)

A despeito de ser h·bil nos teclados, o nativo digital tem dificuldade em interpretar as pessoas face a face.

(C)

Diante da dificuldade em interpretar as pessoas face a face, o nativo digital, portanto, È h·bil nos teclados.

(D)

O nativo digital tem dificuldade em interpretar as pessoas face a face, em virtude de ser h·bil nos teclados.

(E)

¿ presunÁ„o de ser h·bil nos teclados, o nativo digital tem dificuldade

em interpretar as pessoas face a face.

Coment·rio: Quatro alternativas colocaram, de maneira geral, uma relaÁ„o de causa e efeito entre a situaÁ„o de o jovem ser h·bil nos teclados e ele ter dificuldade de interpretar as pessoas face a face. Ora, o fato de ser h·bil nos teclados n„o ocorreu porque o jovem tem dificuldade em interpretar as pessoas face a face, ou vice-versa. N„o houve essa relaÁ„o de causa e consequÍncia no texto.

 

O

que houve foi uma relaÁ„o de contraste. Veja o segundo perÌodo do

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PortuguÍs para TRT 6™R Teoria e exercÌcios comentados Prof. DÈcio Terror に Aula 9 primeiro

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primeiro par·grafo do texto:

A nova safra de nativos do mundo digital pode ser muito h·bil nos teclados, mas encontra dificuldades quando se trata de interpretar comportamentos alheios frente a frente, em tempo real. Esse contraste se mantÈm na alternativa (B), por meio da locuÁ„o prepositiva de valor concessivo a despeito de”. Veja:

A despeito de ser h·bil nos teclados, o nativo digital tem dificuldade em interpretar as pessoas face a face.

Gabarito: B

TRT 1™R - 2013 Analista Judici·rio ExecuÁ„o de mandados (banca FCC)

Confiar e desconfiar

Desconfiar È bom e n„o custa nada È o que diz o senso comum, valorizando tanto a cautela como a usura. Mas eu acho que desconfiar custa, sim, e ‡s vezes custa demais. A desconfianÁa costuma ficar bem no meio do caminho da aventura, da iniciativa, da descoberta, atravancando a passagem e impedindo quem sabe? uma experiÍncia essencial. Por desconfiar deixamos de arriscar, permitindo que a prudÍncia nos imobilize; por cautela, calamo-nos, n„o damos o passo, desviamos o olhar. Depois, ficamos ruminando sobre o que teremos perdido, por n„o ousar. O senso comum tambÈm diz que È melhor nos arrependermos do que fizemos do que lamentarmos o que deixamos de fazer. Como se vÍ, a sabedoria popular tambÈm hesita, e se contradiz. Mas nesse capÌtulo da desconfianÁa eu arrisco: quando confiar È mais perigoso e mais difÌcil, parece- me valer a pena. Falo da confianÁa marcada pela positividade, pela esperanÁa, pelo crÈdito, n„o pela mera credulidade. Mesmo quando o confiante se vÍ malogrado, a confianÁa ter· valido o tempo que durou, a qualidade da aposta que perdeu. O desconfiado pode atÈ contar vantagem, cantando alto: Eu n„o falei? Mas ao dizer isso, com os pÈs chumbados no ch„o da cautela temerosa, o desconfiado lembra apenas a est·tua do navegante que foi ao mar e voltou consagrado. As est·tuas, como se sabe, n„o viajam nunca, apenas podem celebrar os grandes e ousados descobridores. “Confiar, desconfiando” é outra pérola do senso comum. N„o gosto dessa orientaÁ„o conciliatÛria, que manda ganhar abraÁando ambas as opÁıes. Confie, quando for esse o verdadeiro e radical desafio.

(Ascendino Salles, inÈdito)

Quest„o 4: Quanto ao sentimento da desconfianÁa, o texto manifesta clara divergÍncia do senso comum, pois, para o autor, esse sentimento

(A)

(B)

(C)

leva, como È sabido, ‡ pr·tica da prudÍncia, que È a chave das grandes criaÁıes humanas.

traz, como poucos sabem, a consequÍncia de esperar que tudo acabe se resolvendo por si mesmo.

acaba, como poucos reconhecem, por impedir que se tomem iniciativas audazes e criativas.

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PortuguÍs para TRT 6™R Teoria e exercÌcios comentados Prof. DÈcio Terror に Aula 9 (D)

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(D)

traduz, como poucos sabem, a vantagem de se calcular muito bem cada passo das experiÍncias essenciais.

(E)

importa, como È sabido, em eliminar a dose de irracionalidade que deve acompanhar a prudÍncia conservadora.

Coment·rio: Esta quest„o de interpretaÁ„o de texto aborda basicamente os dois primeiros par·grafos do texto, os quais carregam a sua essÍncia, a ideia principal: “A desconfianÁa costuma ficar bem no meio do caminho da aventura, da iniciativa, da descoberta, atravancando a passagem e impedindo quem sabe? uma experiÍncia essencial. Por desconfiar deixamos de arriscar, permitindo que a prudÍncia nos imobilize; por cautela, calamo-nos, n„o damos o passo, desviamos o olhar.Assim, a alternativa correta È a (C), pois, segundo o autor, na express„o acima, a desconfianÁa realmente acaba por impedir que se tomem iniciativas audazes e criativas. A expressão “como poucos sabem”, nesta alternativa, cabe no contexto, pois o autor faz uma comparaÁ„o entre o que ele pensa e o senso comum, deixando a entender que poucas pessoas pensam como ele.

 

A

alternativa (A) est· errada, porque, segundo o autor, a prudÍncia n„o

È a chave das grandes criaÁıes humanas, ela nos imobiliza (segundo par·grafo). A alternativa (B) est· errada, pois, conforme o segundo par·grafo, a desconfianÁa n„o leva ‡ consequÍncia de esperar que tudo acabe se resolvendo por si mesmo.

 

A

alternativa (D) est· errada, pois calcular muito bem cada passo das

experiÍncias essenciais, conforme aponta esta alternativa, tem relaÁ„o com a

cautela, com a prudÍncia. Na vis„o do autor, isso imobiliza, n„o nos faz progredir (segundo par·grafo).

 

A

alternativa (E) est· errada, pois a prudÍncia conservadora baseia-se

na racionalidade, e n„o na irracionalidade.

Gabarito: C

 

Quest„o 5: Atente para as seguintes afirmaÁıes:

I. No primeiro par·grafo, os termos cautela e usura s„o atributos de que o autor se vale para exprimir o que vÍ como desvantagens da mais cega confianÁa.

II. No segundo par·grafo, o segmento ficamos ruminando sobre o que teremos perdido refere-se aos remorsos que sentimos depois de uma iniciativa intempestiva.

III. No terceiro par·grafo, a express„o mera credulidade È empregada para distinguir a ingenuidade do homem crÈdulo da consciÍncia ativa do confiante.

Em relaÁ„o ao texto, est· correto o que se afirma em

(A)

I, II e III.

(B)

I e III, apenas.

(C)

II e III, apenas.

(D)

II, apenas.

(E)

III, apenas.

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Coment·rio: Esta quest„o aborda a interpretaÁ„o localizada, pois nos aponta

o

ponto exato que devemos interpretar.

 

A

frase I está errada, pois “cautela” e “usura” são atributos que se

referem ‡ desconfianÁa, e n„o ‡ confianÁa.

 

A

frase II está errada, pois o segmento “Depois, ficamos ruminando

sobre o que teremos perdidose refere ‡ falta de ousadia, e n„o por ter

ousado de maneira intempestiva.

 

A

frase III È a correta, pois o autor quis distinguir a credulidade do

senso comum, a mera credulidade, apenas confiar, da credulidade voltada ‡ aÁ„o, ‡ vontade de fazer, de inovar, de acreditar: “Falo da confianÁa marcada pela positividade, pela esperanÁa, pelo crÈdito”.

Gabarito: E

 

Quest„o 6: Considerando-se o contexto, est· clara e corretamente traduzido

o

sentido deste segmento:

(A)

permitindo que a prudÍncia nos imobilize (2 par·grafo) = estacando o avanÁo da cautela.

(B)

a sabedoria popular tambÈm hesita, e se contradiz (3 par·grafo) = a proverbial sabedoria tambÈm se furta aos paradoxos.

(C)

o confiante se vÍ malogrado (3 par·grafo) = deixa-se frustrar quem n„o ousa.

(D)

pÈs chumbados no ch„o da cautela temerosa (3 par·grafo) = imobilizado pela prudÍncia receosa.

(E)

orientaÁ„o conciliatÛria (4 par·grafo) = paradigma incontest·vel.

Coment·rio: Outra quest„o tÌpica da FCC È a enumeraÁ„o de segmentos e seus significados contextuais.

 

A

alternativa (A) est· errada. Veja o contexto: Por desconfiar deixamos

de arriscar, permitindo que a prudÍncia nos imobilize. Note que a prudÍncia nos imobilizar, contextualmente, tem valor

parecido com o avanÁo da cautela. Assim, o uso do verbo “estacar” (paralisar, imobilizar) n„o cabe nesta frase.

 

A

alternativa (B) est· errada, pois o verbo “furtar”, quando transitivo

indireto (furtar a algo), significa afastar, desviar, esquivar. Pelo contexto,

entendemos que a proverbial sabedoria (a sabedoria popular) n„o se furta aos paradoxos (‡ contradiÁ„o), pois, na vis„o do autor, ela se contradiz.

 

A

alternativa (C) est· errada. Veja o contexto:

Mesmo quando o confiante se vÍ malogrado, a confianÁa ter· valido o tempo

que durou, a qualidade da aposta que perdeu.Note que tal express„o se refere a quem ousa. AlÈm disso, ver-se malogrado significa não ter êxito, e não “deixar-se frustrar”.

 

A

alternativa (D) é a correta, pois “pÈs chumbados no ch„o(numa

linguagem conotativa, figurada) é o mesmo que “imobilizado” (numa

linguagem denotativa, literal), e “cautela temerosaÈ o mesmo que prudÍncia receosa”.

 

A

alternativa (E) est· errada. Veja o contexto:

“Confiar, desconfiando” é outra pérola do senso comum. N„o gosto dessa

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orientaÁ„o conciliatÛria, que manda ganhar abraÁando ambas as opÁıes. OrientaÁ„o significa, neste contexto, uma tendÍncia, direÁ„o; j· “paradigma” é o mesmo que “modelo”, “padrão imposto”. Além disso, conciliar È o mesmo que “pôr em harmonia, aliar, combinar”. Já “incontestável” tem sentido bem diferente: algo sobre o qual n„o cabe discuss„o.

Gabarito: D

Quest„o 7: O autor afirma que a sabedoria popular tambÈm hesita, e se contradiz fato que se pode constatar quando se comparam os seguintes provÈrbios:

(A)

Quem vÍ cara n„o vÍ coraÁ„o e Nem tudo o que reluz È ouro.

(B)

Quem espera sempre alcanÁa e Deus ajuda quem cedo madruga.

(C)

Casa de ferreiro, espeto de pau e Santo de casa n„o faz milagre.

(D)

Depois da tempestade vem a bonanÁa e Nada como um dia depois do outro.

(E)

A uni„o faz a forÁa e Uma andorinha sÛ n„o faz ver„o.

Coment·rio: Nesta quest„o, devemos comparar os ditos populares e verificar em qual alternativa eles se contradizem. N„o alternativa (A), n„o h· contradiÁ„o entre os ditos populares, pois ambos se referem à imagem exterior (“Quem vê cara”, “Nem tudo o que reluz”) em contraposição à essência interior (“não vê coração”, “é ouro” (num sentido conotativo de boa caracterÌstica humana). A alternativa (B) È a correta, pois h· contradiÁ„o entre os ditos populares. Veja que o primeiro faz alus„o a quem espera algo acontecer; j· o segundo faz alus„o ‡ pessoa que busca o que se quer, n„o espera, luta por seus objetivos. Na alternativa (C), n„o h· contradiÁ„o, pois ambos os ditos se referem ‡ situaÁ„o de que nem sempre os descendentes seguem as atividades dos gestores da famÌlia. Na alternativa (D), n„o h· contradiÁ„o, pois ambos os ditos se referem ‡ situaÁ„o de que, apÛs um obst·culo, um problema, seguem dias melhores. Assim, os percalÁos s„o passageiros. Na alternativa (E), n„o h· contradiÁ„o, pois ambos os ditos se referem ‡ situaÁ„o de que deve haver uni„o de forÁas para vencer.

Gabarito: B

TRT 1™R - 2013 TÈcnico Judici·rio £rea Administrativa (banca FCC)

Vis„o monumental

Nada superar· a beleza, nem todos os ‚ngulos retos da raz„o. Assim pensava o maior arquiteto e mais invocado sonhador do Brasil. Morto em 5 de dezembro de insuficiÍncia respiratÛria, a dez dias de completar com uma festa, no Rio de Janeiro onde morava, 105 anos de idade, Oscar Niemeyer propusera sua prÛpria revoluÁ„o arquitetÙnica baseado em uma interpretaÁ„o do corpo da mulher. Filho de fazendeiros, fora o ˙nico ateu e comunista da famÌlia, tendo ingressado no partido por inspiraÁ„o de Luiz Carlos Prestes, em 1945. Como a

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PortuguÍs para TRT 6™R Teoria e exercÌcios comentados Prof. DÈcio Terror に Aula 9 agremiaÁ„o

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agremiaÁ„o partid·ria n„o correspondera a seu sonho, descolara-se dela, na companhia de seu líder, em 1990. “O comunismo resolve o problema da vida”, acreditou atÈ o fim. “Ele faz com que a vida seja mais justa. E isso È fundamental. Mas o ser humano, este continua desprotegido, entregue ‡ sorte que o destino lhe impõe.” E desprotegido talvez pudesse se sentir um observador diante da monumentalidade que ele prÛprio idealizara para BrasÌlia a partir do plano- piloto de Lucio Costa. Quem sabe seus museus, prÈdios governamentais e catedrais n„o tivessem mesmo sido construÌdos para ilustrar essa perplexidade? Ele acreditava incutir o ardor em quem experimentava suas construÁıes. Bem disse Le Corbusier que Niemeyer tinha “as montanhas do Rio dentro dos olhos”, aquelas que um observador pode vislumbrar a partir do Museu de Arte Contempor‚nea de NiterÛi, um entre cerca de 500 projetos seus. BrasÌlia, em que pese o sonho necess·rio, resultara em alguma decepÁ„o. Niemeyer vira a possibilidade de construir ali a imagem moderna do PaÌs. E como dizer que a cidade, ao fim, deixara de corresponder ‡ modernidade empenhada? Houve um sonho monumental, e ele foi devidamente traduzido por Niemeyer. No Planalto Central, construÌra a identidade escultural do Brasil.

 

(Adaptado de Rosane Pavam. CartaCapital, 07/12/2012,

 

www.cartacapital.com.br/sociedade/a-visao-monumental-2/)

Quest„o 8: O texto sugere que,

 

(A)

ainda que a construÁ„o de BrasÌlia, projetada por Niemeyer, possa n„o ter concretizado a modernidade sonhada pelo arquiteto, a cidade teria se tornado genuÌna representaÁ„o desse sonho grandioso.

(B)

considerados os seus mais importantes projetos, a revoluÁ„o empreendida por Oscar Niemeyer na arquitetura estaria evidentemente ligada a sua filiaÁ„o ao partido comunista.

(C)

mesmo que n„o se possa estender esse sentimento para o conjunto da obra de Niemeyer, BrasÌlia provocaria certo mal-estar no observador, o que teria origem no projeto monumental de Lucio Costa.

(D)

na biografia de Niemeyer, ressaltaria uma contradiÁ„o insol˙vel entre sua origem e suas convicÁıes polÌticas, o que acabaria se resolvendo em suas obras monumentais, que misturam sonho e realidade.

(E)

embora BrasÌlia seja considerada a principal criaÁ„o de Oscar Niemeyer, o prÛprio arquiteto n„o teria ficado satisfeito com a cidade, pois n„o corresponderia ao que havia sonhado.

Coment·rio: A alternativa (A) È a correta, pois se refere ‡s ˙ltimas frases do texto. Compare os fragmentos:

Texto: E como dizer que a cidade, ao fim, deixara de corresponder ‡

modernidade

empenhada?

Houve

um

sonho

monumental,

e

ele

foi

devidamente traduzido por Niemeyer. No Planalto Central, construÌra a identidade escultural do Brasil.

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PortuguÍs para TRT 6™R Teoria e exercÌcios comentados Prof. DÈcio Terror に Aula 9 Alternativa:

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Alternativa: ainda que a construÁ„o de BrasÌlia, projetada por Niemeyer, possa n„o ter concretizado a modernidade sonhada pelo arquiteto, a cidade teria se tornado genuÌna representaÁ„o desse sonho grandioso.

 

Veja as demais alternativas:

A

alternativa (B) est· errada, pois o primeiro par·grafo nos esclarece

que “Oscar Niemeyer propusera sua prÛpria revoluÁ„o arquitetÙnica baseado

em uma interpretaÁ„o do corpo da mulher.”, e não em sua filiaÁ„o ao partido comunista, como afirma a alternativa.

 

A

alternativa (C) est· errada, pois BrasÌlia n„o provoca mal-estar no

observador. Na realidade, o texto afirma que “ talvez pudesse

desprotegido

se sentir um observador diante da monumentalidade que ele prÛprio idealizara

para BrasÌlia a partir do plano-piloto de Lucio Costa.A alternativa (D) est· errada e n„o encontra amparo nos argumentos do

texto. Nele, n„o h· contradiÁ„o entre a origem e as convicÁıes polÌticas de Niemeyer. O texto apenas indica que ele foi o ˙nico ateu e comunista da famÌlia, mas isso n„o quer dizer contradiÁ„o. TambÈm n„o nos mostra que suas obras se baseiam na mistura de sonho e realidade.

 

A

alternativa (E) est· errada. Primeiramente, devemos observar que o

texto n„o nos informou explÌcita ou implicitamente que o projeto de BrasÌlia tivesse sido a principal criaÁ„o de Niemeyer. AlÈm disso, n„o se pode afirmar que Niemeyer n„o ficou satisfeito com a cidade, pois o texto informa que BrasÌlia, em que pese o sonho necess·rio, resultara em alguma decepÁ„o. Bom, haver certa decepÁ„o n„o significa insatisfaÁ„o com BrasÌlia. AlÈm disso, o texto finaliza que “Houve um sonho monumental, e ele foi devidamente

traduzido por Niemeyer.” Isso vai contra a afirmação da alternativa de que a cidade “n„o corresponderia ao que (ele) havia sonhado”.

Gabarito: A

 

Quest„o 9: Quem sabe seus museus, prÈdios governamentais e catedrais n„o tivessem mesmo sido construÌdos para ilustrar essa perplexidade? (3 par·grafo)

De acordo com o contexto, o sentido do elemento grifado acima pode ser adequadamente reproduzido por:

(A)

descompasso.

(B)

problem·tica.

(C)

melancolia.

(D)

estupefaÁ„o.

(E)

animosidade.

Coment·rio: A perplexidade È prÛpria de quem est· espantado, admirado, atÙnito. O mesmo sentido ocorre com o substantivo “estupefaÁ„o”, isto é,

aquele que est· espantado, pasmado, quase sem aÁ„o. Assim, a alternativa

(D)

È a correta.

A

alternativa (A) está errada, pois “descompasso” significa desacordo,

desarmonia, divergÍncia, desajustamento; por isso n„o tem relaÁ„o com o

contexto.

 

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PortuguÍs para TRT 6™R Teoria e exercÌcios comentados Prof. DÈcio Terror に Aula 9 A

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A

alternativa (B) est· errada, pois “problem·tica” significa conjunto de

problemas em relaÁ„o a um assunto. Isso n„o tem relaÁ„o sem‚ntica com o

substantivo “perplexidade”.

A

alternativa (C) est· errada, pois “melancolia” significa estado mÛrbido

de tristeza e depress„o, languidez e tristeza indefinida. Isso tambÈm n„o tem relação com “perplexidade”.

A alternativa (E) está errada, pois “animosidade” significa má vontade, rancor. Isso nada tem a ver com “perplexidade”.

Gabarito: D

 

TRE TO 2011 Analista (banca FCC)

 

Cart„o de Natal Pois que reinaugurando essa crianÁa pensam os homens reinaugurar a sua vida

e

comeÁar novo caderno,

fresco como o p„o do dia; pois que nestes dias a aventura parece em ponto de voo, e parece que v„o enfim poder explodir suas sementes:

que desta vez n„o perca esse caderno sua atraÁ„o n˙bil para o dente; que o entusiasmo conserve vivas suas molas,

e

possa enfim o ferro

comer a ferrugem

o

sim comer o n„o.

 

Jo„o Cabral de Melo Neto

Quest„o 10: No poema, Jo„o Cabral

(A)

critica o egoÌsmo, e manifesta o desejo de que na passagem do Natal as pessoas se tornem generosas e faÁam o sim comer o n„o.

(B)

demonstra a sua avers„o ‡s festividades natalinas, pois nestes dias a aventura parece em ponto de vÙo, mas depois a rotina segue como sempre.

(C)

critica a atraÁ„o n˙bil para o dente daqueles que transformam o Natal em uma apologia ao consumo e se esquecem do seu car·ter religioso.

(D)

observa com otimismo que o Natal È um momento de renovaÁ„o em que os homens se transformam para melhor e fazem o ferro comer a ferrugem.

(E)

manifesta a esperanÁa de que o Natal traga, de fato, uma transformaÁ„o, e que, ao contr·rio de outros natais, seja possÌvel comeÁar novo caderno.

Coment·rio: Um poema n„o deve ser lido como um texto em prosa. VocÍ deve perceber que o poema deve ser curto e sugestivo; pois poucas palavras devem induzir o leitor a entender algo alÈm do que est· apenas escrito.

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PortuguÍs para TRT 6™R Teoria e exercÌcios comentados Prof. DÈcio Terror に Aula 9 SÛ

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SÛ h· delicadeza, arte e valor quando o poema n„o diz diretamente o tema, mas sugere por sensibilidade, sonoridade, linguagem figurada. Veja que

o

poeta n„o fala da passagem do ano. Ele a sugere como consequÍncia da

expressão “reinaugurando essa criança”. A expressão “essa criança” é uma menÁ„o ao menino Jesus. Ao reinaugur·-lo, È manifestada a passagem de natal e o desejo do homem em mudar (reinaugurar) sua vida e pensar a mudanÁa desta vida (comeÁar novo caderno). Note no final da segunda estrofe a expressão “explodir suas sementes”.

lÛgico que ela n„o est· em seu sentido direto, denotativo; mas figurado,

conotativo. Veja os dois-pontos na sequÍncia. Isso quer dizer que h· uma explicaÁ„o dessa explos„o de sementes. Para que as sementes explodem? Para germinar, para florescer, para gerar nova vida. … o que pensamos nas passagens de ano, n„o È o mesmo? Queremos sempre mudanÁa, sempre pensando positivo para que a vida melhore. … esse o desejo do poeta. Mas ele n„o fala diretamente, sugere. AÌ est· a arte, a melodia, o ritmo. Veja que “este caderno” é a vida, na qual escrevemos nossa histÛria. O verso “que não perca sua atração núbil para o dente” mostra o desejo de que os problemas (“o dente”) não destruam nossos objetivos, nossa união (“atração núbil”) e que tenhamos sempre entusiasmo em nossa vida para que tudo corra bem (conserve vivas suas molas). E assim a vida possa ser melhor com nosso desejo vencendo os problemas (o ferro comer a ferrugem / o sim comer o n„o). Pela forma como abordamos, veja agora a alternativa (E):

”No poema, João Cabral manifesta a esperanÁa de que o Natal traga, de fato, uma transformaÁ„o , e que, ao contr·rio de outros natais , seja possÌvel comeÁar novo caderno³.”

 

Pois que reinaugurando essa crianÁa pensam os homens reinaugurar a sua vida

e

comeÁar novo caderno ,

fresco como o p„o do dia; pois que nestes dias a aventura parece em ponto de voo, e parece que v„o enfim poder explodir suas sementes:

que desta vez n„o perca esse caderno sua atraÁ„o n˙bil para o dente; que o entusiasmo conserve vivas suas molas,

e

possa enfim o ferro

e possa enfim o ferro  
 

comer a ferrugem

1
1

o

sim comer o n„o.

Gabarito: E

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Quest„o 11: … correto perceber no poema uma equivalÍncia entre

(A)

ferrugem e aventura.

 

(B)

dente e entusiasmo.

(C)

caderno e vida.

(D)

sementes e p„o do dia.

(E)

ferro e atraÁ„o n˙bil.

Coment·rio: Veja que o terceiro e quarto versos s„o paralelos, ligados pela conjunção “e”. Isso mostra a junção de mesmas ideias, mesmos princípios. Veja abaixo o poema com as palavras das alternativas em destaque e em seguida o significado dessas palavras.

 

Pois que reinaugurando essa crianÁa pensam os homens reinaugurar a sua vida

e

comeÁar novo caderno,

e comeÁar novo caderno ,

fresco como o p„o do dia;(amanhecer) pois que nestes dias a aventura (vontades, desejos) parece em ponto de voo, e parece que v„o enfim poder explodir suas sementes: (trazer consequÍncias boas, nova vida)

que desta vez n„o perca esse caderno sua atraÁ„o n˙bil para o dente; (casamento, enlace) X (problema) que o entusiasmo conserve vivas (vontade, desejo) suas molas,

e

possa enfim o ferro (nosso desejo)

comer a ferrugem (nossos problemas)

o

sim comer o n„o.

Gabarito: C

 

Quest„o 12: Pois que reinaugurando essa crianÁa

O segmento grifado acima pode ser substituÌdo, no contexto, por:

(A)

Mesmo que estejam.

 

(B)

Apesar de estarem.

(C)

Ainda que estejam.

(D)

Como est„o.

(E)

Mas est„o.

Coment·rio: Note que essa estrutura È uma oraÁ„o reduzida de ger˙ndio. A banca nos ajudou muito inserindo 4 alternativas com valor de oposiÁ„o. As alternativas (A), (B) e (C) transmitem valor adverbial concessivo. A alternativa (E) possui valor coordenado adversativo. O ˙nico diferente È a alternativa (D), com o valor adverbial de causa. Por isso esta È a correta.

Gabarito: D

 

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Quest„o 13: que desta vez n„o perca esse caderno

Com a frase acima o poeta

(A)

alude a uma impossibilidade.

(B)

exprime um desejo.

(C)

demonstra estar confuso.

(D)

revela sua hesitaÁ„o.

(E)

manifesta desconfianÁa.

Coment·rio: Pela nossa explicaÁ„o anterior, verificamos que h· vontade de mudança. O verbo “perca” encontra-se no presente do subjuntivo, e sabemos que esse tempo verbal exprime desejo, possibilidade. Isso confirma a alternativa (B) como correta.

Gabarito: B

 

Assembleia Legislativa SP - 2010 - Analista (banca FCC)

"Nenhum homem È uma ilha", escreveu o inglÍs John Donne em 1624, frase que atravessaria os sÈculos como um dos lugares-comuns mais citados de todos os tempos. Todo lugar-comum, porÈm, tem um alicerce na realidade

ou nos sentimentos humanos e esse n„o È exceÁ„o. Durante toda a histÛria da espÈcie, a biologia e a cultura conspiraram juntas para que a vida humana adquirisse exatamente esse contorno, o de um continente, um relevo que se espraia, abraÁa e se interliga.

A

vida moderna, porÈm, alterou-o de maneira dr·stica. Em certos

aspectos partiu o continente humano em um arquipÈlago t„o fragmentado que uma pessoa pode se sentir totalmente separada das demais. Vencer tal dist‚ncia e se reunir aos outros, entretanto, È um dos nossos instintos b·sicos. E È a ele que atende um setor do mercado editorial que cresce a passos largos: o da autoajuda e, em particular, de uma autoajuda que se pode descrever como espiritual. N„o porque tenha necessariamente tonalidades religiosas (embora elas, ‡s vezes, sejam nÌtidas), mas porque se dirige ‡quelas questıes de alma que sempre atormentam os homens. Como a

perda de uma pessoa querida, a rejeiÁ„o ou o abandono, a dificuldade de conviver com os prÛprios defeitos e os alheios, o medo da velhice e da morte, conflitos com os pais e os filhos, a frustraÁ„o com as aspiraÁıes que n„o se realizaram, a perplexidade diante do fim e a d˙vida sobre o propÛsito da existÍncia. Questıes que, como sÈculos de filosofia j· explicitaram, nem sempre tÍm soluÁ„o clara mas que s„o suport·veis quando se tem com quem dividir seu peso, e esmagadoras quando se est· sÛ.

As

mudanÁas que conduziram a isso n„o s„o poucas nem sutis: na sua

segunda metade, em particular, o sÈculo XX foi prÛdigo em abalos de natureza social que reconfiguraram o modo como vivemos. O campo, com suas relaÁıes prÛximas, foi trocado em massa pelas cidades, onde vigora o anonimato. As mulheres saÌram de casa para o trabalho, e a instituiÁ„o da "comadre" virtualmente desapareceu. Desmanchou-se tambÈm a ligaÁ„o quase compulsÛria que se tinha com a religi„o, as famÌlias encolheram drasticamente n„o sÛ em n˙mero de filhos mas tambÈm em sua extens„o. A vida profissional se tornou terrivelmente competitiva, o que acrescenta

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ansiedade e reduz as chances de fazer amizades verdadeiras no local de trabalho. TambÈm o celular e o computador fazem sua parte, aumentando o n˙mero de contatos de que se desfruta, mas reduzindo sua profundidade e qualidade.

 

Perdeu-se aquela vasta rede de seguranÁa que, È certo, originava fofoca

e

intromiss„o, mas tambÈm implicava conselhos e experiÍncia, valores sÛlidos

e

afeiÁ„o desprendida, que n„o aumenta nem diminui em funÁ„o do sucesso

ou da beleza. Essa È a lacuna da vida moderna que a autoajuda vem se propondo a preencher: esse sentido de desconex„o que faz com que em certas ocasiıes cada um se sinta como uma ilha desgarrada do continente e sem meios de se reunir novamente a ele.

 

(Isabela Boscov e Silvia Rogar. Veja, 2 de dezembro de 2009, pp. 141143, com adaptaÁıes)

Quest„o 14: A afirmativa inicial do texto significa, em outras palavras, que

(A)

fato de uma pessoa se manter isolada das demais È um dos aspectos inerentes ‡ natureza humana.

o

(B)

todos os homens podem usufruir, por decis„o prÛpria, situaÁıes de

 

afastamento dos demais, ‡ semelhanÁa de uma ilha.

(C)

o sentimento coletivo transforma os homens num aglomerado de ilhas, como num arquipÈlago.

(D)

o

isolamento entre os homens pode fazer parte de sua natureza, embora

 

eles vivam em sociedade.

(E)

os homens s„o dependentes uns dos outros por natureza, distintos das

 

ilhas, que s„o isoladas por definiÁ„o.

Coment·rio: Esta È outra quest„o localizada, em que a banca situa a interpretaÁ„o a partir de um ponto determinado no texto. Na alternativa (A), o erro È dizer que se manter isolado È uma caracterÌstica do ser humano, mas o primeiro par·grafo prova o contr·rio em:

Durante toda a histÛria da espÈcie, a biologia e a cultura conspiraram juntas para que a vida humana adquirisse exatamente esse contorno, o de um continente, um relevo que se espraia, abraÁa e se interliga.” Na alternativa (B), uma ilha n„o tem decis„o prÛpria. Ali·s, ela n„o decide nada!!!!! Na alternativa (C), o sentimento coletivo faz o contr·rio, ele une, n„o d· margem ‡ individualizaÁ„o (ilha). Na alternativa (D), o primeiro par·grafo nos mostra que n„o faz parte do ser humano a cultura de se isolar, mas de se agrupar. A alternativa (E) È a correta, pois o homem se interliga (primeiro par·grafo); diferente da ilha, cuja definiÁ„o j· È a de isolar-se.

 

Gabarito: E

Quest„o 15: De acordo com o texto,

(A)

as mudanÁas sociais ocorridas no sÈculo XX alteraram o modo de vida das pessoas, permitindo maior aproximaÁ„o entre elas.

(B)

a

transformaÁ„o de um mundo rural em uma sociedade urbana favoreceu

 

o

surgimento de uma rede de contatos pessoais mais prÛximos.

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(C)

a ausÍncia de um verdadeiro sentimento religioso induz as pessoas a uma insatisfaÁ„o que marca atÈ mesmo as relaÁıes de trabalho na sociedade moderna.

(D)

a beleza e o sucesso pessoal passaram a ser mais importantes na vida moderna, em detrimento das relaÁıes de verdadeira e desinteressada afeiÁ„o.

(E)

a vida moderna instituiu novos padrıes e valores que regem a sociedade, aproximando os homens em torno de serviÁos oferecidos pelas cidades.

Coment·rio: A correta È a alternativa (D); pois, no ˙ltimo par·grafo, temos os vestígios “Perdeu-se” e “que n„o aumenta nem diminui em funÁ„o do sucesso ou da beleza. Isso nos faz inferir que hoje s„o muito valorizados o sucesso e a beleza, algo que não era antigamente e com isso se perdeu “a vasta rede de segurança”. Note que as demais alternativas possuem ideias bem fora do contexto. (A): Segundo o texto, as mudanÁas ocorridas no sÈculo XX est„o fazendo o ser humano distanciar-se dos outros. (B): Esta alternativa est· errada pelo mesmo motivo da anterior. Com a urbanizaÁ„o, o homem teve a tendÍncia de isolar-se. (C): Esta alternativa extrapolou o conte˙do do texto. N„o h· no texto indÌcio de que n„o h· verdadeiro sentimento religioso e que isso induza as pessoas a uma insatisfaÁ„o. (E): Esta alternativa tambÈm extrapolou o conte˙do do texto no fragmento aproximando os homens em torno de serviÁos oferecidos pelas cidades”.

Gabarito:D

Quest„o 16: Considerando-se o 2 par·grafo, est· INCORRETO o que se afirma em:

(A)

O par·grafo se articula com o 1 por meio de uma ressalva, expressa por porÈm.

(B)

O segmento grifado em partiu o continente humano pode ser substituÌdo por partiu-lhe.

(C)

H· relaÁ„o de causa e consequÍncia no segmento um arquipÈlago t„o fragmentado que uma pessoa pode se sentir totalmente separada das demais.

(D)

H· nele enumeraÁ„o de situaÁıes que exemplificam as questıes de alma que sempre atormentam os homens.

(E)

Substituindo-se o segmento grifado em quando se est· por estamos, a palavra dever· ir obrigatoriamente para o plural sÛs.

Coment·rio: Basta notar que foi pedida a alternativa errada. Assim, o verbo “partiu” é transitivo direto e “o continente humano” È o objeto direto, sÛ cabendo o pronome oblíquo átono “o”. Na alternativa (A), bastava o candidato ver a conjunção “porém” deslocada (“A vida moderna, porÈm, alterou-o”) e se lembrar de que as conjunÁıes coordenadas adversativas e adverbiais concessivas transmitem contraste, oposiÁ„o e ressalva.

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Na alternativa (C), bastava o candidato verificar a estrutura da oraÁ„o subordinada adverbial consecutiva, a qual exploramos na aula de sintaxe do perÌodo. A conjunção consecutiva “que” se ligou ao intensificador “tão”, assim temos a oração principal (“um arquipélago tão fragmentado” - valor de causa) e a oração subordinada adverbial consecutiva (“que uma pessoa pode se sentir totalmente separada das demais- consequÍncia). Na alternativa (D), a palavra denotativa de exemplificação “Como” inicia uma sequÍncia de situaÁıes (enumeraÁ„o). Isso serve para confirmar o que se diz na oração anterior: “‡quelas situaÁıes de alma que sempre atormentam os homens”. Na alternativa (E), bastava atentar-se quanto ‡ concord‚ncia nominal do adjetivo “só”/”sós”.

Gabarito: B

Quest„o 17: A express„o cujo sentido est· corretamente transcrito, com outras palavras, È:

(A)

um alicerce na realidade = uma base na existÍncia efetiva.

(B)

alterou-o de maneira dr·stica = substituiu-o paulatinamente.

(C)

um arquipÈlago t„o fragmentado = ilhas de relevo acidentado.

(D)

foi prÛdigo em abalos de natureza social = permitiu algumas alteraÁıes na sociedade.

(E)

a ligaÁ„o quase compulsÛria = uma convicÁ„o extrema.

Coment·rio: Esta quest„o È tÌpica da FundaÁ„o Carlos Chagas e vamos explorar bastante na prÛxima aula, com as provas comentadas. N„o se quer que o candidato conheÁa o sentido de todos os voc·bulos, o que deve ser feito È a contextualizaÁ„o da palavra. Numa leitura bem atenta do texto, conseguimos interpretar o sentido destes voc·bulos, mesmo n„o conhecendo seu sinÙnimo extratextual. Assim, vamos por eliminaÁ„o. Normalmente, devemos eliminar as alternativas que est„o bem fora do contexto. Se ficarmos em d˙vida em alguma, voltamos ao texto e tiramos a d˙vida. Veja:

Na alternativa (A), “alicerce” tem a ver com “base”, “realidade” tem a ver (conotativamente) com “existência efetiva”. Assim, não eliminamos esta alternativa, porque tem possibilidades de ser a correta. Na alternativa (B), “alterou” tem a ver com “substituiu”, mas “maneira drástica” não tem nada a ver com “paulatinamente”. Eliminamos, portanto, esta alternativa. Na alternativa (C), “arquipélago” tem a ver com “ilhas”, porém “tão fragmentado” (sentido figurado, conotativo) não tem nada a ver com “relevo acidentado” (sentido real, concreto, denotativo). Também eliminamos. Na alternativa (D), “pródigo em abalos” (cheio de, em excesso) não tem nada a ver com “permitiu algumas alterações”. Eliminamos mais uma. Na alternativa (E), “compulsória” (algo forçado, exigido) não tem nada a ver com “extrema”, além de “ligação” não ter a ideia de “convicção”.

Gabarito: A

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PortuguÍs para TRT 6™R Teoria e exercÌcios comentados Prof. DÈcio Terror に Aula 9 Quest„o

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Quest„o 18: As mudanÁas que conduziram a isso n„o s„o poucas nem

sutis

(3 par·grafo)

A express„o grifada refere-se, corretamente,

(A)

‡s condiÁıes impostas tanto pela biologia quanto pela cultura ao modo de vida que se desenhou nos dias de hoje.

(B)

ao crescimento de um tipo de literatura que se difundiu pelo mundo todo, como alternativa ‡ perda do antigo sentimento religioso.

(C)

‡ retomada do espÌrito de uni„o que sempre caracterizou os agrupamentos humanos, com a consciÍncia de que cada um È parte de um todo social.

(D)

‡s questıes existenciais que se agravaram diante da percepÁ„o de isolamento existente nas contingÍncias da vida moderna.

(E)

‡ certeza de que frases que se tornam repetitivas ao longo do tempo constituem a base da autoajuda, t„o importante nos dias de hoje.

Coment·rio: Esta quest„o trabalha o assunto coes„o referencial, isto È, a quem o voc·bulo se refere. Perceba onde se localiza esta palavra, ela retoma express„o anterior: a enumeraÁ„o dos exemplos de situaÁıes que envolvem as questıes existÍncias. Por isso, a alternativa (D) È a correta.

Gabarito: D

Quest„o 19: E È a ele que atende um setor do mercado editorial que cresce a

passos largos

(2 par·grafo)

O pronome grifado acima substitui corretamente, considerando-se o contexto,

(A)

um arquipÈlago fragmentado.

(B)

um relevo que se espraia.

(C)

um dos nossos instintos b·sicos.

(D)

um dos lugares-comuns mais citados de todos os tempos.

(E)

um setor de autoajuda do mercado editorial.

Coment·rio: Outra quest„o de coes„o referencial. Observe o posicionamento no texto deste pronome. Veja a quem se liga: ao termo anterior. Esse termo È um dos nossos instintos básicos”. Note que “ele” retoma o núcleo “um”, por isso est· no singular e masculino.

Gabarito: C

DNOCS 2010 Superior (banca FCC)

Cultura de massa e cultura popular O poder econÙmico expansivo dos meios de comunicaÁ„o parece ter abolido, em v·rios momentos e lugares, as manifestaÁıes da cultura popular, reduzindo-as ‡ funÁ„o de folclore para turismo. Tal È a penetraÁ„o de certos programas de r·dio e TV junto ‡s classes pobres, tal È a aparÍncia de modernizaÁ„o que cobre a vida do povo em todo o territÛrio brasileiro, que, ‡ primeira vista, parece n„o ter sobrado mais nenhum espaÁo prÛprio para os modos de ser, pensar e falar, em suma, viver, tradicionais e populares. A cultura de massa entra na casa do caboclo e do trabalhador da periferia, ocupando-lhe as horas de lazer em que poderia desenvolver alguma forma criativa de autoexpress„o; eis o seu primeiro tento. Em outro plano, a

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PortuguÍs para TRT 6™R Teoria e exercÌcios comentados Prof. DÈcio Terror に Aula 9 cultura

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cultura de massa aproveita-se dos aspectos diferenciados da vida popular e os explora sob a categoria de reportagem popularesca e de turismo. O vampirismo È assim duplo e crescente; destrÛi-se por dentro o tempo prÛprio da cultura popular e exibe-se, para consumo do telespectador, o que restou desse tempo, no artesanato, nas festas, nos ritos. PoderÌamos, aqui, configurar com mais clareza uma relaÁ„o de aparelhos econÙmicos industriais e comerciais que exploram, e a cultura popular, que È explorada. N„o se pode, de resto, fugir ‡ luta fundamental: È o capital ‡ procura de matÈria- prima e de m„o de obra para manipular, elaborar e vender. A macumba na televis„o, a escola de samba no Carnaval estipendiado para o turista, s„o exemplos de conhecimento geral. No entanto, a dialÈtica È uma verdade mais sÈria do que supıe a nossa v„ filosofia. A exploraÁ„o, o uso abusivo que a cultura de massa faz das manifestaÁıes populares n„o foi ainda capaz de interromper para sempre o dinamismo lento, mas seguro e poderoso da vida arcaico-popular, que se reproduz quase organicamente em microescalas, no interior da rede familiar e comunit·ria, apoiada pela socializaÁ„o do parentesco, do vicinato e dos grupos religiosos.

 

(Alfredo Bosi. DialÈtica da colonizaÁ„o. S. Paulo: Companhia das Letras, 1992, pp. 328-29)

Quest„o 20: Tomando como referÍncias a cultura de massa e a cultura popular, o autor do texto considera que, entre elas,

(A)

n„o h· qualquer relaÁ„o possÌvel, uma vez que configuram universos distintos no tempo e no espaÁo.

(B)

h· uma relaÁ„o de necess·ria interdependÍncia, pois n„o h· sociedade que possa prescindir de ambas.

(C)

h· uma espÈcie de simbiose, uma vez que j· n„o È possÌvel distinguir uma da outra.

(D)

h· uma relaÁ„o de apropriaÁ„o, conforme se manifestam os efeitos da primeira sobre a segunda.

(E)

h· uma espÈcie de dialÈtica, pois cada uma delas se desenvolve ‡ medida que sofre a influÍncia da outra.

Coment·rio: Notamos ao longo do texto um contraste entre a cultura de massa e a cultura popular, em que a primeira tenta se apoderar da segunda. Assim, a alternativa (D) È a correta, pois realmente h· uma relaÁ„o de apropriaÁ„o da cultura de massa sobre a cultura popular. Note que esta alternativa n„o possui palavras categÛricas. Assim, entendemos que de maneira geral ocorre essa apropriaÁ„o, mesmo n„o sendo total.

VocÍ poderia ter ficado na d˙vida em relaÁ„o ‡ alternativa (E), mas veja que nela È dito que uma sofre a influÍncia da outra. Como n„o h· uma identificaÁ„o das culturas, nenhum trecho nos induz a interpretar que haveria uma influÍncia m˙tua: a cultura de massa influenciaria a cultura popular e vice-versa. Isso confirma a alternativa como errada.

A alternativa (A) está bem fora, pois a palavra “qualquer” é categórica e transmite uma interpretaÁ„o bem equivocada.

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A alternativa (B) est· errada, pois n„o h· uma relaÁ„o de necess·ria

interdependÍncia.

A alternativa (C) est· errada, pois todo o texto mostra os contrastes entre essas culturas, assim n„o h· simbiose (associaÁ„o entre dois seres em comum).

Gabarito: D

Quest„o 21: Atente para as seguintes afirmaÁıes:

I. No primeiro par·grafo, afirma-se que a modernizaÁ„o È determinante para a sobrevivÍncia de algumas formas autÍnticas da cultura popular.

II. No segundo par·grafo, a expropriaÁ„o sofrida pela cultura de massa È vista na sua concomit‚ncia com o desprestÌgio da cultura popular.

III. No terceiro par·grafo, aponta-se a resistÍncia das manifestaÁıes de cultura popular, observadas em determinados cÌrculos sociais.

Em relaÁ„o ao texto, est· correto SOMENTE o que se afirma em

(A)

I.

(B)

II.

(C)

III.

(D)

I e II.

(E)

II e III.

Coment·rio: A afirmativa I est· errada, pois a modernizaÁ„o n„o È determinante para a cultura popular. A afirmativa II est· errada, pois quem sofre expropriaÁ„o È a cultura popular. A afirmativa III est· correta, pois realmente no terceiro par·grafo h· um contraste, mostrando que a cultura popular ainda resiste (“A exploraÁ„o, o uso abusivo que a cultura de massa faz das manifestaÁıes populares n„o foi ainda capaz de interromper para sempre o dinamismo lento, mas seguro e poderoso da vida arcaico-popular”). AlÈm disso, foi afirmado que isso ocorre em alguns cÌrculos sociais. Veja o trecho que comprova isso: ”que se reproduz quase organicamente em microescalas, no interior da rede familiar e comunit·ria, apoiada pela socializaÁ„o do parentesco, do vicinato e dos grupos religiosos. Assim, a alternativa correta È a (C).

Gabarito: C

Quest„o 22: Um mesmo fenÙmeno È expresso pelos segmentos:

(A)

poder econÙmico expansivo e socializaÁ„o do parentesco.

(B)

aparÍncia de modernizaÁ„o e forma criativa de autoexpress„o.

(C)

aspectos diferenciados da vida popular e reportagem popularesca.

(D)

aparelhos econÙmicos e a dialÈtica È uma verdade mais sÈria.

(E)

o dinamismo lento e se reproduz quase organicamente.

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PortuguÍs para TRT 6™R Teoria e exercÌcios comentados Prof. DÈcio Terror に Aula 9 Coment·rio

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Coment·rio: Esta quest„o cobrou simplesmente a localizaÁ„o dos trechos no texto e a observaÁ„o da referÍncia ao mesmo argumento (fenÙmeno). Na alternativa (A), poder econÙmico expansivorefere-se aos meios de comunicaÁ„o (cultura de massa); já “socializaÁ„o do parentesco” refere-se ‡ cultura popular. Assim, fenÙmenos diferentes. Na alternativa (B), aparÍncia de modernizaÁ„oÈ o mascaramento provocado pela cultura de massa; já a “forma criativa de autoexpress„ose refere ‡ cultura popular. Assim, fenÙmenos diferentes. Na alternativa (C), aspectos diferenciados da vida popular” se refere à cultura popular; já “reportagem popularescarefere-se ‡ cultura de massa. Assim, fenÙmenos diferentes. Na alternativa (D), aparelhos econÙmicosrefere-se ‡ cultura de massa; mas “dialÈtica È uma verdade mais sÈriaÈ trecho que trata da cultura popular. Assim, fenÙmenos diferentes. A alternativa (E) È a correta, pois se refere ao mesmo fenÙmeno: a cultura popular. Para isso, basta verificar este trecho no texto: "o dinamismo lento, mas seguro e poderoso da vida arcaico-popular, que se reproduz quase organicamente em microescalas".

Gabarito: E

 

Quest„o 23: Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento em:

(A)

reduzindo-as ‡ funÁ„o (1 par·grafo) = incitando-as ‡ extrapolaÁ„o.

(B)

vampirismo (

)

crescente (2 par·grafo) = progressiva avidez.

(C)

seu primeiro tento (2 par·grafo) = sua primitiva meta.

(D)

estipendiado para o turista (2 par·grafo) = estilizado para o visitante.

(E)

socializaÁ„o do parentesco (3 par·grafo) = sociabilidade dos vÌnculos.

Coment·rio: Na alternativa (A), "reduzindo-as ‡ funÁ„o" restringe algo, diminui suas possibilidades. J·, em "incitando-as ‡ extrapolaÁ„o", o sentido È oposto. Na alternativa (B), veja que, no contexto em que se encontra, "vampirismo" significa sugar as potencialidades. Esse È o sentido prÛximo de avidez(cobiÁa, ambiÁ„o). Os voc·bulos "crescente" e "progressiva" tambÈm s„o sinÙnimos contextuais. Assim, È a alternativa correta. Na alternativa (C), a express„o "seu primeiro tento" significa o primeiro dos objetivos, a primeira meta. Esse sentido È bem diferente de "primitiva" meta. Este voc·bulo tem o sentido de prim·rio (original). No contexto, È bem diferente de primeiro. Na alternativa (D), "estipendiando" significa cobrando, tirando proveito pecuni·rio. Bem diferente de estilizado, concorda? Se vocÍ n„o sabia o que significava a palavra "estipendiando", a palavra estilizado nos ajudou a perceber que n„o cabe no contexto. Ent„o, tambÈm conseguirÌamos eliminar esta alternativa. Na alternativa (E), "parentesco" e "vÌnculo", fora do contexto, atÈ poderiam ter proximidades de sentido. Mas, no contexto, "parentesco" È um subgrupo dos diversos tipos de vÌnculos. Assim, o primeiro possui um valor bem mais restrito, especÌfico, enquanto o outro tem um valor bem

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PortuguÍs para TRT 6™R Teoria e exercÌcios comentados Prof. DÈcio Terror に Aula 9 generalizante,

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generalizante, o qual engloba os outros termos do texto, como "vicinato", "grupos religiosos", os quais est„o paralelos a "parentesco".

Gabarito: B

 

Quest„o 24: No 3 par·grafo, o autor vale-se do termo dialÈtica para indicar

(A)

a din‚mica pela qual a cultura popular ainda resiste ‡ cultura de massa.

(B)

a absoluta absorÁ„o que a cultura de massa impıe ‡ cultura popular.

(C)

a contradiÁ„o entre interesse econÙmico e a macumba na televis„o.

(D)

o contraste entre manifestaÁıes populares e relaÁıes de vicinato.

(E)

o apoio que a cultura de massa acaba representando para a popular.

Coment·rio: Perceba que o terceiro par·grafo inicia-se com a conjunÁ„o coordenada adversativa “No entanto”, para fazer um contraste ao que foi dito anteriormente. Nos dois par·grafos anteriores, observa-se a Ínfase na tentativa de absorÁ„o da cultura popular pela cultura de massa. No terceiro par·grafo, mostra-se a sobrevivÍncia da cultura popular, mesmo com a forÁa que a cultura de massa possui.

 

A

alternativa (A) È a correta, pois reforÁa que a cultura popular ainda

resiste à cultura de massa por meio de seu “dinamismo lento, mas seguro e

poderoso da vida arcaico-popular”.

 

A

alternativa (B) est· errada, pois n„o houve absoluta absorÁ„o. Veja

isso na expressão “n„o foi ainda capaz de interromper”.

 

A

alternativa (C) est· errada, porque n„o houve contradiÁ„o entre

interesse econÙmico e a macumba na televis„o. A alternativa (D) est· errada, pois n„o h· contraste entre manifestaÁıes populares e relaÁıes de vicinato.

 

A

alternativa (E) est· errada, percebemos ao longo do texto e mais

enfaticamente no terceiro par·grafo que n„o h· apoio da cultura de massa para a popular.

Gabarito: A

 

Quest„o 25: No segundo par·grafo, o elemento sublinhado na construÁ„o

(A)

ocupando-lhe as horas de lazer refere-se ao termo casa.

(B)

eis o seu primeiro tento refere-se ‡ express„o forma criativa.

(C)

eis o seu primeiro tento refere-se ‡ express„o cultura de massa.

(D)

ocupando-lhe as horas de lazer refere-se ‡ express„o cultura de massa.

(E)

eis o seu primeiro tento refere-se ‡ express„o horas de lazer.

Coment·rio: O pronome “lhe” retoma “caboclo” ou “trabalhador” e o pronome “seu” retoma “cultura de massa”. Assim, a alternativa correta é a (C).

Gabarito: C

 

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Vamos partir para o ˙ltimo assunto: PortuguÍs para TRT 6™R Teoria e exercÌcios comentados Prof.

Vamos

partir

para

o

˙ltimo

assunto:

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RedaÁ„o

(confronto

e

reconhecimento de frases corretas e incorretas).

Neste tema, temos v·rias frases em que a banca pede para verificar se h· respeito ‡ norma culta, e, ‡s vezes, pede qual das alternativas possui atendimento ‡ clareza, ‡ coes„o e ‡ coerÍncia. Na realidade, a banca È bem objetiva. Ela quer nos testar quanto ao conhecimento gramatical como um todo.

Uma leitura atenta das alternativas nos ajuda muito. Por isso, vamos direto ‡ pr·tica.

Quest„o 26: TRT 24™R 2017 TÈcnico Judici·rio (banca FCC)

A frase que est· escrita em conformidade com a norma-padr„o da lÌngua È:

(A)

A

cultura e os costumes de um povo representam aspectos sÛcio-culturais

que tendem a ser reproduzidas pelos seus membros em geral e passadas

a

seus descendentes, geraÁ„o a geraÁ„o.

(B)

A cultura e os costumes de um povo representa aspectos sÛcio-culturais

que tendem a ser reproduzidas pelos seus membros em geral e passadas

a

seus decendentes, geraÁ„o ‡ geraÁ„o.

(C)

A cultura e os costumes de um povo representa aspectos socioculturais que tendem ‡ ser reproduzido pelos seus membros em geral e passados

a seus descendentes, geraÁ„o a geraÁ„o.

(D)

A cultura e os costumes de um povo representam aspectos socioculturais

que tendem a ser reproduzidos pelos seus membros em geral e passados

a seus descendentes, geraÁ„o a geraÁ„o.

(E)

A cultura e os costumes de um povo representam aspectos socioculturais

que tendem a serem reproduzidos pelos seus membros em geral e passados ‡ seus decendentes, geraÁ„o a geraÁ„o.

Coment·rio: Primeiro, vamos eliminar os erros de grafia. O correto È

socioculturais” e “descendentes”. Assim, j· eliminamos as alternativas

(A),

(B) e (E).

A alternativa (C) est· errada, porque o sujeito composto forÁa o verbo “representa” ao plural. Portanto, a alternativa (D) È a correta:

A cultura e os costumes de um povo representam aspectos socioculturais que tendem a ser reproduzidos pelos seus membros em geral e passados a seus descendentes, geraÁ„o a geraÁ„o.

Gabarito: D

 

Quest„o 27: TRE SP 2017 TÈcnico Judici·rio-£rea Administrativa (banca FCC)

A frase redigida com clareza e correÁ„o È:

(A)

A humanidade assiste a uma revoluÁ„o tecnolÛgica e comportamental inÈdita, cujas consequÍncias ainda n„o s„o passÌveis de mensuraÁ„o.

(B)

As duas primeiras dÈcadas deste sÈculo, tem assistido uma transformaÁ„o vertiginosa que entretanto, n„o satisfaz os desejos de expans„o humano.

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(C)

… comum pessoas negligenciarem ao instante presente para tirar fotos de que ser„o apreciadas por amigos virtuais, com o qual n„o se tem intimidade.

(D)

… possÌvel que o cÈrebro da nova safra de nativos digitais, adapta-se ao contato exacerbado com as m·quinas, afim de aproveitar-lhe ao m·ximo.

(E)

Os jovens que obterem melhor desempenho com as novas tecnologias far„o jus ‡ mais sucesso, porÈm h· outras habilidades, que podem prejudic·-lo.

Coment·rio: A alternativa (A) é a correta. Veja que o verbo “assiste” é transitivo indireto e rege a preposição “a”. Note que o pronome relativo “cujas” transmite relação de posse. A expressão “cujas consequÍncias” é o sujeito do verbo “são”. A vírgula foi também corretamente empregada por separar oraÁ„o subordinada adjetiva explicativa.

A

humanidade assiste a uma revoluÁ„o tecnolÛgica e comportamental inÈdita,

cujas consequÍncias ainda n„o s„o passÌveis de mensuraÁ„o.

A alternativa (B) est· errada, pois n„o pode haver vÌrgula entre o sujeito As duas primeiras dÈcadas deste sÈculo” e o verbo “tem”. Além disso, tal verbo deve concordar com esse sujeito plural. A locução verbal “tem assistido” apresenta o verbo principal transitivo indireto, o qual rege a preposição “a”. Ademais, a conjunção adversativa deslocada “entretanto” deve ser separada por dupla vírgula. Por fim, o adjetivo “humano” caracteriza o substantivo “desejos” e com ele deve concordar.

As duas primeiras dÈcadas deste sÈculo tÍm assistido a uma transformaÁ„o vertiginosa que, entretanto, n„o satisfaz os desejos de expans„o humanos.

A alternativa (C) está errada, pois o verbo “negligenciarem” é transitivo direto e não rege preposição “a”. O infinitivo “tirar” pode se flexionar no plural, pois pode fazer referÍncia ao substantivo “pessoas”. Porém, o emprego no singular È admitido por entendermos um infinitivo impessoal, isto È, o que importa é a ação e não quem a executa. O pronome relativo “que” se encontra na função de sujeito em relação à locução verbal “ser„o apreciadas. Assim, não pode ser preposicionado. O pronome relativo “o qual” deve concordar com o seu referente “amigos virtuais”.

comum pessoas negligenciarem o instante presente para tirar fotos que

ser„o apreciadas por amigos virtuais, com os quais n„o se tem intimidade.

A alternativa (D) est· errada, pois n„o pode haver vÌrgula entre o sujeito “o cÈrebro da nova safra de nativos digitais” e o verbo “adapta”. A expressão “… possÌvel” transmite possibilidade. Assim, o tempo verbal ideal é o presente do subjuntivo: “adapte-se”. A grafia correta é “a fim de”. O verbo “aproveitar” é transitivo direto, por isso não cabe o pronome “lhe”.

possÌvel que o cÈrebro da nova safra de nativos digitais adapte-se ao

contato exacerbado com as m·quinas, a fim de aproveit·-las ao m·ximo.

A alternativa (E) est· errada, pois a flex„o no futuro do subjuntivo do verbo “obter” é “obtiverem”. Não cabe crase diante da palavra masculina

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sucesso”. Como o pronome “o” deve concordar com “jovens”, deve se flexionar no plural.

Os jovens que obtiverem melhor desempenho com as novas tecnologias far„o jus a mais sucesso, porÈm h· outras habilidades, que podem prejudic·- los.

Gabarito: A

Quest„o 28: TRT 2™R 2014 Analista Judici·rio £rea Administrativa

Est· clara e correta a redaÁ„o deste livre coment·rio sobre o texto:

(A)

Pelo simples fato de ignorarmos o futuro, Guyau n„o desiste de valorizar no presente ‡s aÁıes que poder„o projetar-se nele.

(B)

O desconhecimento do futuro n„o nos exime de sermos respons·veis por tudo aquilo que empreendemos.

(C)

Sendo certo que o Desconhecido cercea nossa vida, nem por isso deixaremos de investir sobre o nosso futuro.

(D)

Est· no futuro o sentido mesmo de tudo o que nos dispormos a fazer nos limites naturais do tempo presente.

(E)

Mesmo sem assenhorearmos qualquer certeza diante do futuro, nossas aÁıes presentes ressalvam toda liberdade.

Coment·rio: Como comento na aula em vÌdeo, o fato de a quest„o afirmar que vocÍ deve julgar a redaÁ„o de um livre coment·rio sobre o texto significa que vocÍ n„o tem que voltar ao texto para fazer interpretaÁ„o. H· apenas um livre coment·rio, sem vÌnculo necess·rio com o texto. Neste tipo de quest„o, cobra-se simplesmente a correÁ„o gramatical e a clareza. A alternativa (A) est· errada, pois o verbo “valorizar” é transitivo direto e não admite a preposição “a”. Assim, não cabe crase. Veja a correção:

Pelo simples fato de ignorarmos o futuro, Guyau n„o desiste de valorizar no presente as aÁıes que poder„o projetar-se nele.

A alternativa (B) È a correta. Note que o advÈrbio de negaÁ„o atraiu o pronome pessoal oblíquo átono “nos”.

O desconhecimento do futuro n„o nos exime de sermos respons·veis por tudo aquilo que empreendemos.

A alternativa (C) está errada, pois o verbo “cercear”, na terceira pessoa do presente do indicativo, deve receber a semivogal “i” (cerceia). Além disso, o verbo “investir” rege a preposição “em”. Veja a correÁ„o:

Sendo certo que o Desconhecido cerceia nossa vida, nem por isso deixaremos de investir no nosso futuro.

A alternativa (D) est· errada, pois o contexto impıe que o verbo “dispor” seja empregado no presente do indicativo (“dispomos”), e não no infinitivo (“dispormos”). Veja a correção:

Est· no futuro o sentido mesmo de tudo o que nos dispomos a fazer nos limites naturais do tempo presente.

 

A alternativa (E) est· errada. Ressalte-se que o verbo

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assenhorearmos” está corretamente empregado, pois significa “dominar”, “apoderar-se”. Também o verbo “ressalvam” está corretamente empregado, pois significa “pÙr a salvo”, “livrar-se de dano”. Porém, o pronome indefinido “toda” tem o mesmo sentido de “qualquer”. Assim, é incoerente afirmar que nossas aÁıes presentes ressalvam qualquer liberdade. Para haver clareza e correÁ„o, devemos inserir uma caracterÌstica restritiva a esse substantivo. Veja a correÁ„o:

Mesmo sem assenhorearmos qualquer certeza diante do futuro, nossas aÁıes presentes ressalvam toda a nossa liberdade.

Gabarito: B

Quest„o 29: TRT 2™R 2014 Analista Judici·rio £rea Administrativa

Por falha estrutural de redaÁ„o, impıe-se reescrever a seguinte frase:

(A)

Muitos ensinamentos dos antigos escritores e filÛsofos mantÍm-se atuais, por forÁa do permanente interesse p˙blico pelos temas que abordaram.

(B)

S„o inspiradores os intelectuais antigos que, como Voltaire, discutiram temas cuja relev‚ncia n„o sofreu qualquer declÌnio atÈ nossos dias.

(C)

A discuss„o atual sobre o direito de se publicar uma biografia n„o autorizada pode enriquecer-se, quando se recorre a princÌpios defendidos por Voltaire.

(D)

A liberdade de pensamento constituiu uma preocupaÁ„o central para os intelectuais do sÈculo XVIII, destacando-se, entre eles, o gÍnio de Voltaire.

(E)

Mesmo que haja grande evoluÁ„o no que diz respeito aos costumes, vÍ- se que no sÈculo XVIII era permanente a preocupaÁ„o com os direitos civis.

Coment·rio: O erro de estrutura ocorreu na alternativa (E), tendo em vista que o fato de haver “grande evoluÁ„o no que diz respeito aos costumes” é a causa de se ver que no sÈculo XVIII era permanente a preocupaÁ„o com os direitos civis”. Assim, não cabe a locução conjuntiva adverbial concessiva “Mesmo que”, mas um conectivo de valor adverbial causal. Veja a correÁ„o:

Como havia grande evoluÁ„o no que diz respeito aos costumes, vÍ-se que no sÈculo XVIII era permanente a preocupaÁ„o com os direitos civis.

 

A

alternativa (A) est· correta, pois h· uma relaÁ„o de consequÍncia

(“Muitos ensinamentos dos antigos escritores e filÛsofos mantÍm-se atuais”)

e causa (“por forÁa do permanente interesse p˙blico pelos temas que abordaram”), por isso este ˙ltimo segmento foi iniciado pela preposiÁ„o “por”. Veja:

Muitos ensinamentos dos antigos escritores e filÛsofos mantÍm-se atuais, por forÁa do permanente interesse p˙blico pelos temas que abordaram.

 

A

alternativa (B) est· correta, pois as oraÁıes subordinadas adjetivas

est„o corretamente empregadas e pontuadas. Veja:

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S„o inspiradores os intelectuais antigos que, como Voltaire, discutiram temas cuja relev‚ncia n„o sofreu qualquer declÌnio atÈ nossos dias.

A alternativa (C) est· correta, pois, conforme o texto fez, a referÍncia ‡s palavras de Voltaire sobre publicaÁ„o de livros enriquece a discuss„o atual sobre o direito de publicaÁ„o. Assim, o uso da oraÁ„o subordinada adverbial temporal “quando se recorre a princÌpios defendidos por Voltaireest· correta e contextualmente bem empregada.

 

Veja:

A discuss„o atual sobre o direito de se publicar uma biografia n„o autorizada pode enriquecer-se, quando se recorre a princÌpios defendidos por Voltaire.

A alternativa (D) est· correta. AlÈm da boa ligaÁ„o entre as oraÁıes, È importante notar o uso adequado da preposição “entre” (“entre eles”), pois se entende que, entre os intelectuais, devemos destacar o gÍnio de Voltaire. Ressalte-se que também caberia a contração “dentre”, pois também se pode entender que devemos destacar daquele universo de intelectuais do sÈculo

XVIII

o gÍnio de Voltaire.

A liberdade de pensamento constituiu uma preocupaÁ„o central para os intelectuais do sÈculo XVIII, destacando-se, entre eles, o gÍnio de Voltaire.

 

Gabarito: E

Quest„o 30: TRT 16™R 2014 Analista Judici·rio £rea Administrativa

De acordo com a lÛgica do texto, as afirmaÁıes O homem esquece seu criador e Deus chama-o para si est„o clara e corretamente articuladas na seguinte frase:

(A)

Ainda quando se esqueÁa de seu criador, o homem busca seu chamado.

(B)

Embora Deus o chame para si, o homem esquece seu criador.

(C)

N„o obstante o homem possa esquecer seu criador, este o chama para si.

(D)

Deus chama o homem para si, conquanto ele n„o deixe de esquecÍ-lo.

(E)

Mesmo que viesse a esquecÍ-lo, o chamado de Deus seria ouvido pelo homem.

Coment·rio: Nos segmentos em negrito, h· uma relaÁ„o coordenada adversativa. Assim, a conjunção “e” poderia ser substituída por “mas”, para que tenhamos maior clareza. Veja:

 

O homem esquece seu criador, mas Deus chama-o para si.

Analisando as alternativas, todas possuem conjunÁıes ou locuÁıes

conjuntivas de valor adverbial concessivo. Assim, sabemos que a quest„o

quer

nos cobrar a transposiÁ„o da estrutura coordenada adversativa em

adverbial concessiva. Para realizarmos tal transposiÁ„o, devemos notar que a Ínfase no

contraste encontra-se na oração coordenada sindética adversativa “mas

Deus

chama-o para si”. Assim, na transposição, ela passa a oração principal.

A oração inicial “O homem esquece seu criador” passa a oração subordinada

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adverbial concessiva. Assim, para encontrarmos a alternativa correta, verificamos quais delas inseriram conjunÁ„o adverbial concessiva na oraÁ„o O homem esquece seu criador. Com isso, eliminamos as alternativas (B) e (D).

Agora, devemos partir para as demais alternativas, prestando atenÁ„o ao pedido de clareza. Assim, a alternativa (A) est· errada, porque os dois pronomes possessivos “seu” transmitem pouca clareza quanto a quem se referem, pois o referente pode ser “homem” ou “criador”. Mesmo que subentendamos o referente, ele n„o est· claro. Assim, eliminamos tambÈm esta alternativa. A alternativa (E) tambÈm est· pouco clara, pois n„o est· explÌcito ou facilmente subentendido o sujeito do verbo “viesse”. Esse vício fica ainda mais evidente, porque o possível referente é o substantivo “homem”, o qual se encontra muito distante do verbo da primeira oraÁ„o e È o agente da passiva da segunda. Além disso, o pronome “lo” deve ser usado para retomar palavra j· escrita, porÈm isso n„o ocorre. Tal pronome faz referência à expressão posterior “o chamado de Deus”. Finalizando, a mudança do tempo verbal de presente (“esquece”, “chama”) para pretérito imperfeito do subjuntivo (“viesse”) e futuro do pretérito do indicativo (“seria”) prejudica a articulação, conforme a frase original. Assim, a alternativa correta È a (C). Confirme:

oraÁo inicial

O homem esquece seu criador,
O
homem
esquece
seu
criador,
oraÁ„o coordenada sindÈtica adversativa
oraÁ„o
coordenada
sindÈtica adversativa
seu criador, oraÁ„o coordenada sindÈtica adversativa o r a Á „ o p r i n
seu criador, oraÁ„o coordenada sindÈtica adversativa o r a Á „ o p r i n

oraÁo principal

N„o obstante o homem possa esquecer seu criador, este o chama para si.

o homem possa esquecer seu criador, este o chama para si . oraÁ„o subordinada adverbial concessiva

oraÁ„o subordinada adverbial concessiva

Gabarito: C

mas

Deus

chama-o

para

si.

Quest„o 31: TRT 11™R 2012 Analista Judici·rio £rea Administrativa

… preciso reelaborar, para sanar falha estrutural, a redaÁ„o da seguinte frase:

(A)

O autor do texto chama a atenÁ„o para o fato de que o desejo de promover a igualdade corre o risco de obter um efeito contr·rio.

(B)

Embora haja quem aposte no critÈrio ˙nico de julgamento, para se promover a igualdade, visto que desconsideram o risco do contr·rio.

(C)

Quem vÍ como justa a aplicaÁ„o de um mesmo critÈrio para julgar casos diferentes n„o crÍ que isso reafirme uma situaÁ„o de injustiÁa.

(D)

Muitas vezes È preciso corrigir certas distorÁıes aplicando-se medidas que, ‡ primeira vista, parecem em si mesmas distorcidas.

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(E)

Em nossa Època, h· desequilÌbrios sociais t„o graves que tornam necess·rios os desequilÌbrios compensatÛrios de uma aÁ„o corretiva.

Coment·rio: A frase com erro estrutural È a (B), pois faltou a oraÁ„o principal neste período. Veja que “Embora hajaÈ uma oraÁ„o subordinada adverbial concessiva, “quem aposte no critÈrio ˙nico de julgamentoÈ uma oração subordinada substantiva objetiva direta, “para se promover a igualdadeé uma oração subordinada adverbial de finalidade, e “visto que desconsideram o risco do contr·rioÈ uma oraÁ„o subordinada adverbial causal. Para que haja coes„o e coerÍncia, devemos fazer com que a ˙ltima oraÁ„o seja a principal e que mantenha relaÁ„o de contraste com a primeira e segunda orações. Assim, o verbo “desconsideram” perde o prefixo de negação “des-“. Veja:

Embora haja quem aposte no critÈrio ˙nico de julgamento, para se promover a igualdade, alguns consideram o risco do contr·rio.

As demais alternativas mantÍm uma relaÁ„o lÛgica entre os segmentos com correÁ„o gramatical.

Gabarito: B

Quest„o 32: TRF 2™R 2012 Analista Judici·rio (banca FCC)

Aqui, nesta casa, criamos projetos e atividades que mantenham o tecido urbano e social de Paraty em harmonia. A frase acima foi reelaborada, sem prejuÌzo para a correÁ„o e a coerÍncia, nesta nova redaÁ„o:

(A)

… para manter em harmonia o tecido urbano e social de Paraty que se criam projetos e atividades nesta casa.

(B)

A fim de que se mantenham o tecido urbano e social de Paraty em harmonia que criamos nesta casa projetos e atividades.

(C)

S„o projetos e atividades que criamos nesta casa com vistas a harmonia aonde se mantenha o tecido urbano e social de Paraty.

(D)

Nesta casa, cria-se projetos e atividades visando ‡ manter-se o tecido urbano e social de Paraty de modo harmonioso.

(E)

Os projetos e atividades criados nesta casa È para se manter em harmonia tanto o tecido urbano quanto o social de Paraty.

Coment·rio: A alternativa correta È a (A). Note que ocorre a express„o

denotativa de realce “

que

a fim de transmitir ênfase à informação. Tal

estrutura pode ser omitida sem alteraÁ„o da informaÁ„o principal. Compare:

para manter em harmonia o tecido urbano e social de Paraty que se criam projetos e atividades nesta casa.

Para manter em harmonia o tecido urbano e social de Paraty, criam-se projetos e atividades nesta casa.

AlÈm disso, o verbo criam” é transitivo direto, o pronome “se” é apassivador e o sujeito paciente é “projetos e atividades”, o qual mantém o verbo no plural.

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A

alternativa (B) está errada, pois faltou o verbo “È” da expressão

denotativa de realce “È

que”.

Assim, devemos retirar o vocábulo “que” e

inserir vÌrgula para separar a oraÁ„o subordinada adverbial de finalidade da oraÁ„o principal.

Além disso, o verbo “mantenham” é transitivo direto, o pronome “se” é apassivador e o sujeito paciente possui núcleo singular “tecido”, o qual força o verbo ao singular. Note que o termo composto “urbano e social” é apenas o adjunto adnominal, o qual n„o interfere na concord‚ncia verbal. Veja a correÁ„o:

A fim de que se mantenha o tecido urbano e social de Paraty em harmonia, criamos nesta casa projetos e atividades.

A

alternativa (C) está errada, pois o vocábulo “harmonia” se liga ao

verbo “mantenha”. Além disso, não cabe o pronome relativo “aonde”, pois não

há verbo que exija preposição “a”. S„o projetos e atividades que criamos nesta casa onde se mantenha em harmonia o tecido urbano e social de Paraty.

A

alternativa (D) está errada, pois o verbo “cria” deve se flexionar no

plural, tendo em vista ser transitivo direto, o pronome “se” ser apassivador e

haver o sujeito paciente plural “projetos e atividades”.

AlÈm disso, note que n„o pode haver crase antes de verbo.

Nesta casa, criam-se projetos e atividades visando a manter-se o tecido urbano e social de Paraty de modo harmonioso.

A

alternativa (E) está errada, pois o verbo “È” deve se flexionar no

plural, a fim de concordar com o sujeito plural “Os projetos e atividades”. AlÈm disso, tal verbo È de ligaÁ„o e, para haver coes„o e coerÍncia, devemos trocar a expressão “È para se manter” por “mantÍm”.

Os projetos e atividades criados nesta casa mantÍm em harmonia tanto o tecido urbano quanto o social de Paraty.

Gabarito: A

 

Quest„o 33: DNOCS 2010 Analista (banca FCC)

as pessoas dirigem mensagens a quem n„o conhecem, a propÛsito de assuntos que n„o dizem respeito ao infeliz destinat·rio.

(

)

Dando nova redaÁ„o ‡ frase acima, e iniciando-a com O infeliz destinat·rio recebe mensagens, a complementaÁ„o que se mantÈm clara, correta e coerente com o sentido original È

(A)

em que o emissor lhe È desconhecido, tanto quanto o assunto dela, que n„o lhe diz respeito.

(B)

sobre assuntos que em nada dizem respeito, haja visto que tambÈm desconhece os prÛprios emissores.

(C)

aonde os assuntos n„o lhe cabem conhecer, dando-se o mesmo com as pessoas que as enviaram.

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