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Instituto Superior Politécnico de Songo


LICENCIATURA EM ENGENHARIA HIDRÁULICA
CADEIRA: SANEAMENTO GERAL DO MEIO
3º ANO

Poluição e Controle da qualidade do Ar Ambiente

Discente:
Ivan Inácio António Nunes

Docente:
Eng. Ivaldo Soares

Vila de Songo
Abril, 2018
ii

Instituto Superior Politécnico de Songo

Poluição e Controle da qualidade do Ar Ambiente

Trabalho de pesquisa cientifica


Apresentado em cumprimento às
exigências da cadeira de: Saneamento
Geral Do Meio , do curso de licenciatura
em Engenharia Hidraulica, do Instituto
Superior Politécnico de Songo, orientado
pelo engenheiro Ivaldo Soares.

Vila de Songo
Abril, 2018

Poluição e Controle da Qualidade do Ar Ambiente | Saneamento


Geral do Meio
Resumo
O ar atmosférico pode ser utilizado em diversos processos que vão desde a
respiração de seres vivos até a utilização de combustíveis para geração de
energia. A emissão de particulados é um dos grandes problemas da poluição
I
atmosférica devido às consequências da presença desse poluente no
organismo humano, quanto menor o diâmetro da partícula, maiores são os
níveis alcançados no organismo humano. A combinação da água presente na
atmosfera com determinados poluentes emitidos pelas chaminés forma
substâncias extremamente nocivas à manutenção da vida na terra.

Sempre que os objectivos de qualidade do ar não forem atingidos, são tomadas


medidas da responsabilidade de diversos agentes em função das suas
competências, as quais podem estar integradas em planos de acção de curto
prazo ou planos de qualidade do ar, concretizados através de programas de
execução.
Índice
Resumo ............................................................................................................... I
Introdução .......................................................................................................... 1
Generalidades .................................................................................................... 2
Definições........................................................................................................... 3
Principais poluentes do ar .................................................................................. 4 II

Consequências da Poluição do Ar Ambiente ..................................................... 4


Factores a considerar na fixação dos valores limite e dos limiares de alerta . 6
Valores limite, margens de tolerância e limiares de alerta ................................. 6
Monitoramento Ambiental................................................................................. 10
Melhoria da qualidade do ar ambiente ............................................................. 11
Medidas aplicáveis nas zonas onde os níveis são superiores ao valor limite12
Importância do estudo do ar ambiente ............................................................. 13
Conclusão ........................................................................................................ 14
Bibliografia........................................................................................................ 15

Poluição e Controle da Qualidade do Ar Ambiente | Saneamento


Geral do Meio
Introdução
O Ar ambiente é hoje em dia motivo de discussão em lugares de debates, pois
uma visão ambiental contribui para um saneamento saudável do meio.
1
Entende-se por ar ambiente a mistura de gases que compõem a atmosfera
terrestre. Diversos processos antrópicos e naturais emitem poluentes que em
determinados níveis podem alterar a qualidade do ar ambiente. O estudo,
realizado para avaliar a qualidade do ar, prevê a quantificação dos poluentes
em termos de massa de poluente por volume de ar para comparativo com os
padrões estabelecidos pela Resolução CONAMA 03, de 28 de Junho de 1990
(Ambimet).

Moçambique baseia-se das legislações portuguesas contudo, ultimamente tem-


se feito muita referência em termos de pesquisa e didáctica o Brasil, o
estudante procurou conciliar estas influências para se adaptar a realidade de
Moçambique.
Generalidades

A qualidade do ar tem vindo a ser objecto de um vasto trabalho ao nível do


Ministério do Ambiente no quadro da Agência Portuguesa do Ambiente, em
coordenação com as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional
no território de Portugal Continental e com as Direcções Regionais do
2
Ambiente das Regiões Autónomas.

Recentemente, toda legislação comunitária nesta matéria foi revista com o


objectivo de incorporar os últimos progressos científicos e técnicos neste
domínio bem como a experiência adquirida nos Estados-Membros, tendo sido
publicada a Directiva 2008/50/CE de 21 de Maio, relativa à qualidade do ar
ambiente e a um ar mais limpo na Europa (Agência Portuguesa do Ambiente)
qualidades que tentam ser extrapoladas para Moçambique.

O presente diploma de legislação aplicado em Moçambique define as linhas de


orientação da política de gestão da qualidade do ar e transpõe para a ordem
jurídica interna a Directiva n.º96/62/CE, do Conselho, de 27 de Setembro,
relativa à avaliação e gestão da qualidade do ar ambiente através da:

a) Definição e estabelecimento dos objectivos para a qualidade do ar


ambiente no território nacional, a fim de evitar, prevenir ou limitar os
efeitos nocivos sobre a saúde humana e sobre o ambiente na sua
globalidade;
b) Avaliação, com base em métodos e critérios comuns, da qualidade do
ar ambiente em todo o território nacional;
c) Obtenção de informações adequadas sobre a qualidade do ar ambiente
e sua disponibilização ao público, nomeadamente através de limiares
de alerta;
d) Preservação da qualidade do ar ambiente sempre que esta seja
compatível com o desenvolvimento sustentável e melhorá-la nos outros
casos.

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Geral do Meio
Definições
Para efeitos do presente Trabalho de Pesquisa e da respectiva
regulamentação usada no mesmo, entende-se por:

a) Aglomeração — zona caracterizada por um número de habitantes


superior a 250 000 ou em que a população seja igual ou fique
3
aquém de tal número de habitantes, desde que não inferior a 50
000, sendo a densidade populacional superior a 500 hab./km 2 ;
b) Ar ambiente — ar exterior, ao nível da troposfera, excluindo os locais
de trabalho;
c) Avaliação — métodos utilizados para medir, quantificar, prever ou
estimar o nível de um poluente no ar ambiente;
d) Margem de tolerância — percentagem do valor limite em que este
valor pode ser excedido, de acordo com as condições constantes no
presente diploma;
e) Limiar de alerta — nível de poluentes na atmosfera acima do qual
uma exposição de curta duração apresenta riscos para a saúde
humana e a partir do qual devem ser adoptadas medidas imediatas,
segundo as condições fixadas nas legislações moçambicanas em
vigor;
f) Nível — a concentração no ar ambiente ou a deposição superficial
de um poluente num dado intervalo de tempo;
g) Poluente atmosférico — substâncias introduzidas, directa ou
indirectamente, pelo homem no ar ambiente, que exercem uma
acção nociva sobre a saúde humana e ou meio ambiente;
h) Valor alvo — nível fixado com o objectivo de evitar a longo prazo
efeitos nocivos para a saúde humana e ou meio ambiente, a ser
alcançado, na medida do possível, num período determinado;
i) Valor limite — nível de poluentes na atmosfera, fixado com base em
conhecimentos científicos, cujo valor não pode ser excedido, durante
períodos previamente determinados, com o objectivo de evitar,
prevenir ou reduzir os efeitos nocivos na saúde humana e ou no
meio ambiente;

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Geral do Meio
j) Zona — área geográfica de características homogéneas, em termos
de qualidade do ar, ocupação do solo e densidade populacional.
k) «PM10» — partículas em suspensão susceptíveis de serem
recolhidas através de uma tomada de amostra selectiva, com
eficiência de corte de 50 %, para um diâmetro aerodinâmico de
4
10µm;
l) «PM2,5» — partículas em suspensão susceptíveis de serem
recolhidas através de uma tomada de amostra, com eficiência de
corte de 50 %, para um diâmetro aerodinâmico de 2,5µm

Principais poluentes do ar
Poluentes a analisar na fase inicial, incluindo os abrangidos na Portaria n.º
286/93, de 12 de Março:

 Dióxido de enxofre;
 Dióxido de azoto;
 Partículas finas, tais como fumos negros (incluindo PM 10);
 Partículas em suspensão;
 Chumbo;
 Ozono.

Outros poluentes atmosféricos:

 Benzeno;
 Monóxido de carbono;
 Hidrocarbonetos aromáticos policíclicos;
 Cádmio;
 Arsénio;
 Níquel;
 Mercúrio;

Consequências da Poluição do Ar Ambiente


Um dos grandes problemas ambientais da actualidade é a poluição
atmosférica, esse tipo de poluição é característico dos grandes centros urbanos
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Geral do Meio
e industriais. É consequência, principalmente, da queima de combustíveis
fósseis nos transportes, na geração de energia eléctrica e na produção fabril. O
dióxido de carbono (CO2), monóxido de carbono (CO), hidrocarbonetos (HC),
aldeídos (R-CHO), óxidos de nitrogénio (NOx), óxidos de enxofre (SOx) e
material particulado (MP) são os poluentes mais emitidos na atmosfera.
5
Esses poluentes afectam directamente o meio ambiente, provocando vários
problemas ecológicos (efeito de estufa, destruição da camada de ozónio,
inversão térmica, etc.), o homem, que também faz parte desse meio, tem sua
saúde afectada, pois doenças respiratórias crónicas e alérgicas, como a
bronquite e rinite, são uma das consequências desse processo.

O monóxido de carbono, liberado principalmente do escapamento dos veículos,


é extremamente nocivo para o ser humano, podendo ocasionar problemas
cardiovasculares, pois esse gás tem mais facilidade de reagir com a
hemoglobina do que o oxigénio, diminuindo o volume desse último no sangue.
Sua inalação provoca vertigem, náusea e, em quantidades elevadas,
inconsciência e até morte cerebral.

O dióxido de carbono não afecta de forma tão agressiva a saúde da população,


a não ser em grandes concentrações. Porém, é o principal responsável pelo
efeito de estufa e tem relação directa com as alterações climáticas.

Portanto, com todos esses aspectos prejudiciais gerados pela poluição


atmosférica, atitudes para minimizar esse processo devem ser realizadas. Além
da cobrança das autoridades para implantação de políticas públicas que gerem
menos poluentes (implantação de ciclo vias, maiores investimentos em
transporte colectivo para reduzir o número de automóveis nas cidades, entre
outros), devemos mudar alguns hábitos como: evitar a aquisição de produtos
que tenham CFC´s (Clorofluorcarboneto), não realizar queimadas, redução na
produção de lixo (realizar a colecta selectiva). Com a mudança de atitude
individual podemos contribuir para o meio ambiente, podendo desfrutar de um
ar puro e saudável.

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Geral do Meio
Factores a considerar na fixação dos valores limite e dos limiares de
alerta
Na fixação do valor limite, de modo apropriado, do limiar de alerta, os
factores a seguir referidos a título de exemplo poderão, nomeadamente,
ser considerados:
 Grau de exposição das populações, nomeadamente dos subgrupos
6
sensíveis;
 Condições climáticas;
 Sensibilidade da fauna e da flora e dos respectivos habitats;
 Património histórico exposto aos poluentes;
 Viabilidade económica e técnica;
 Transporte dos poluentes a longa distância, nomeadamente dos
poluentes secundários, incluindo o ozono.

Valores limite, margens de tolerância e limiares de alerta


Para efeitos do disposto no artigo 4.o do Decreto-Lei n.º276/99, de 23 de Julho,
os valores limite, as margens de tolerância, quando aplicáveis, e os limiares de
alerta para as concentrações no ar ambiente dos poluentes referidos no artigo
1º, são os fixados nas tabelas do presente trabalho, do qual fazem parte
integrante, a partir das datas neles fixados.

A fixação dos valores limite e dos limiares de alerta, no ar ambiente para os


poluentes enumerados no presente trabalho acima, do qual faz parte
integrante, é aprovada por portaria do Ministro do Ambiente, tendo em
consideração os factores constantes da norma, do qual faz parte integrante.

2 — No que respeita ao ozono, a portaria prevista no número anterior terá em


consideração os mecanismos específicos de formação deste poluente,
podendo, para o efeito, prever valores alvo e ou valores limite.

3 — Para efeitos do disposto no número anterior, sempre que seja excedido


um valor alvo fixado para o ozono, devem ser tomadas as medidas necessárias
para atingir aquele valor, as quais são comunicadas à Comissão da União
Europeia, pelo GRI, sendo implementadas medidas adicionais, sempre que se
revele necessário.
Poluição e Controle da Qualidade do Ar Ambiente | Saneamento
Geral do Meio
4 — A aquisição de conhecimentos técnicos e científicos, verificados nos
domínios apropriados da epidemiologia, ambiente e metrologia, são factores de
enquadramento para a alteração das portarias aprovadas ao abrigo do n.º 1.

5 — Sempre que se verifique a necessidade de fixar valores limite ou limiares


de alerta relativamente a poluentes não previstos na norma, a sua fixação é
7
feita por portaria do Ministro do Ambiente, tendo em conta os critérios fixados
em outros documentos do presente diploma, do qual faz parte integrante, após
consulta, através do GRI, à Comissão da União Europeia.

Os valores limite serão expressos em microgramas por metro cúbico,


normalizados à temperatura de 293 K e à pressão de 101,3 kPa., e de acordo
com a ordem seguinte:

I. Dióxido de enxofre no ar ambiente


Tabela 1 Valores limite e limiar de alerta para o dióxido de enxofre (SO2) no ar ambiente

Período Valor limite Margem de tolerância


considerado
Valor limite Uma hora. 350µg/m3 (valor 90µg/m3 à data de entrada em vigor
horário para a não exceder do presente decreto-lei.
protecção da mais de 24
saúde humana. vezes em cada
ano civil)
Valor limite diário Vinte e quatro 125µg/m3 (valor Não se aplica.
para protecção horas não exceder
da saúde mais de três
humana. vezes em cada
ano civil)
Valor limite para Ano civil e 20µg/m3 Não se aplica.
protecção dos período de
ecossistemas Inverno (1 de
Outubro a 31 de
Março).
O limiar de alerta para o dióxido de enxofre é de 500µg/m3, medido em
três horas consecutivas, em locais que sejam representativos da
qualidade do ar numa zona, numa aglomeração ou numa área de pelo
menos 100 km2, consoante a que apresentar menor área.
II. Dióxido de azoto no ar ambiente

Tabela 2 Valores limite para o dióxido de azoto (NO2) e óxidos de azoto (NOx) e limiar de alerta para
o dióxido de azoto no ar ambiente

Período Valor limite Margem de tolerância


considerado

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Geral do Meio
Valor limite Uma hora. 200µg/m3 (valor 80µg/m3 à data de entrada em vigor
horário para a não exceder do presente decreto-lei.
protecção da mais de 18
saúde humana. vezes em cada
ano civil)
Valor limite diário Ano civil 40µg/m3 NO2 16µg/m3 à data de entrada em vigor
para protecção do presente decreto-lei.
da saúde
humana. 8
Valor limite para Ano civil 30µg/m3 NO2 Não se aplica.
protecção dos
ecossistemas
O limiar de alerta para o dióxido de azoto é de 400µg/m 3, medido em
três horas consecutivas, em locais que sejam representativos da
qualidade do ar numa área de pelo menos 100 km 2, ou numa zona ou
aglomeração, consoante o espaço que apresentar menor área.
III. Partículas em suspensão (PM10) no ar ambiente

Tabela 3 Valores limite para as partículas em suspensão (PM 10) no ar ambiente

Período Valor limite Margem de tolerância


considerado
1ª Fase Vinte e quatro 50µg/m3 (valor a 15µg/m3 à data de entrada em vigor
Valor limite diário horas. não exceder do presente decreto-lei.
para protecção mais de 35
da saúde vezes em cada
humana. ano civil)
Valor limite Anual Ano civil 40µg/m3 5µg/m3 à data de entrada em vigor
para protecção do presente decreto-lei.
da saúde
humana.
2ª Fase1 Vinte e quatro 50µg/m3 (valor a A calcular em função dos dados, de
Valor limite diário horas. não exceder modo a ser equivalente ao valor
para protecção mais de 7 vezes limite da 1ª fase
da saúde em cada ano
humana. civil)
Valor limite Anual Ano civil 20µg/m3 50 % Em 1 de Janeiro, devendo
para protecção depois sofrer uma redução de 12
da saúde em 12 meses, numa percentagem
humana. anual idêntica, até atingir 0 % em 1
de Janeiro 5 anos depois.

IV. Chumbo (Pb) no ar ambiente


Período Valor limite Margem de tolerância
considerado
Valor limite anual Ano civil 0.5µg/m3 16µg/m3 à data de entrada em vigor
do presente decreto-lei.2

1 Valores limite indicativos a rever à luz de novas informações sobre os efeitos na saúde e no
meio ambiente, viabilidade técnica e experiência adquirida com a aplicação dos valores limite
para a 1ª fase.
Poluição e Controle da Qualidade do Ar Ambiente | Saneamento
Geral do Meio
para protecção
da saúde
humana.
V. Benzeno (C6H6) no ar ambiente
Período Valor limite Margem de tolerância
considerado
Valor limite anual Ano civil 5µg/m3 5µg/m3 à data de entrada em vigor
para protecção do presente decreto-lei.3
da saúde 9
humana.
VI. Monóxido de carbono (CO) no ar ambiente
Período Valor limite Margem de tolerância
considerado
Valor limite anual Máximo diário 10µg/m3 Data de entrada em vigor do
para protecção das médias de presente decreto-lei.
da saúde oito horas.
humana.
O valor máximo diário da concentração média por períodos de oito horas
deve ser seleccionado pela análise das médias por períodos
consecutivos de oito horas, calculadas a partir de dados horários e
actualizados hora a hora. Cada média de oito horas assim calculada
deve ser atribuída ao dia em que termina, ou seja, o primeiro período de
cálculo para um dia determinado será o período decorrido entre as 17
horas do dia anterior e a 1 hora desse dia: o último período de cálculo
para um dia determinado será o período entre as 16 e as 24 horas desse
dia.
As informações a fornecer ao público deverão incluir, no mínimo:
a) Data, hora e local de ocorrência, bem como razões de ocorrência,
sempre que sejam conhecidas;
b) Previsões:
o Variação das concentrações (melhoria, estabilização ou
agravamento) e razões das alterações previstas;
o Área geográfica afectada;
o Duração da ocorrência;
c) Tipo de população potencialmente vulnerável à ocorrência;
d) Precauções a tomar pela população vulnerável em causa.

2 A existência de fontes específicas deve ser comunicada, com justificação apropriada, ao IA,
para efeitos de notificação à Comissão.
3 Com excepção das zonas ou aglomerações abrangidas por eventual prorrogação do prazo

concedida nos termos dos nºs 1 e 2 do artigo 6 (MINISTÉRIO DO AMBIENTE E DO


ORDENAMENTO).
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Sempre que os objectivos de qualidade do ar não forem atingidos, são tomadas
medidas da responsabilidade de diversos agentes em função das suas
competências, as quais podem estar integradas em planos de acção de curto
prazo ou planos de qualidade do ar, concretizados através de programas de
execução.
10

Monitoramento Ambiental
Os parâmetros avaliados nesse tipo de monitoramento consideram os
processos que acontecem após as emissões dos poluentes. O Ozónio (O3) é
um exemplo, pois a sua formação é dada pela reacção entre gás oxigénio (O 2)
e Dióxido de Nitrogénio (NO2), na presença de luz solar, esta reacção é
acelerada com a presença de Compostos Orgânicos Voláteis (VOC).

No monitoramento da qualidade do ar ambiente, as amostragens são


realizadas com o AGV (Amostrador de Grandes Volumes) e APV (Amostrador
de Pequenos Volumes). Alguns parâmetros são realizados com equipamentos
de leitura específica, obedecendo à periodicidade dos padrões estabelecidos
pelo CONAMA. Nesse monitoramento, os resultados obtidos retratam a
influência das emissões de diversas fontes não obrigatoriamente conhecidas
em um determinado ponto; portanto, esse monitoramento é amplamente
utilizado por órgãos de fiscalização ambiental, para orientação das emissões
de uma determinada região, podendo ser reduzidos os limites de emissões
caso haja necessidade.

Geralmente, os monitoramentos são realizados pontualmente numa


periodicidade anual ou semestral, porém há a possibilidade da instalação de
estações fixas de monitoramento da qualidade do ar para avaliações
permanentes das concentrações dos poluentes. Nos dois casos, é fundamental
que o estudo de dispersão atmosférica seja realizado para decisão dos pontos
de amostragem, considerando que variáveis como direcção e velocidade do
vento influenciam directamente na forma com que os poluentes se comportam
após lançados na atmosfera.

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Geral do Meio
A legislação brasileira prevê diferentes padrões para avaliação dos poluentes
existentes no ar ambiente; os padrões primários são definidos como as
concentrações que, se ultrapassadas, poderão afectar a saúde da população;
já os padrões secundários são as concentrações de poluentes abaixo das
quais se prevê o mínimo efeito adverso sobre o bem-estar da população, assim
11
como o mínimo dano à fauna, à flora, aos materiais e ao meio ambiente em
geral.

As estações de monitoramento da qualidade do ar são ferramentas


fundamentais no estudo da poluição atmosférica. O diagnóstico da qualidade
do ar de uma determinada região é realizado através dos dados obtidos nas
estações. Este tipo de acção permite a criação de índices de qualidade do ar,
necessários para comunicação entre sociedade e poder público.

Melhoria da qualidade do ar ambiente


1. As DRA (Direcções Regionais do Ambiente) devem tomar as medidas
necessárias para garantir a observância dos valores limite em todo o
território nacional.
2. Para implementação dos objectivos do presente diploma, deve ter-se em
conta:
a. A abordagem integrada da protecção do ar, água e solo;
b. A legislação relativa à protecção da segurança e saúde dos
trabalhadores no local de trabalho;
c. A poluição transfronteira.
3. Sempre que se verifique o risco dos valores limite e ou dos limiares de
alerta serem excedidos, as DRA estabelecem planos de acção imediata
a fim de reduzir este risco e limitar a duração da sua ocorrência.
4. Os planos referidos no número anterior podem prever, conforme os
casos, medidas de controlo e, se necessário, de suspensão das
actividades, incluindo o tráfego automóvel, que contribuam para que os
valores limite sejam excedidos.

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5. A implementação e execução das medidas referidas no número anterior
são da competência das entidades responsáveis em razão da matéria,
mediante proposta das DRA com jurisdição na área.

Medidas aplicáveis nas zonas onde os níveis são superiores ao valor


limite
Segundo o (MINISTÉRIO DO AMBIENTE): 12

1. As DRA devem elaborar listas onde constem:


a. As zonas e aglomerações em que os níveis de um ou mais
poluentes são superiores ao valor limite acrescido da margem de
tolerância;
b. As zonas e aglomerações em que os níveis de um ou mais
poluentes se situam entre o valor limite e o valor limitem
acrescidos da margem de tolerância.

2. Quando, em relação a um determinado poluente, não tiver sido fixada


uma margem de tolerância, as zonas e aglomerações em que o nível
desse poluente exceder o valor limite serão tratadas da mesma forma
que as zonas e aglomerações referidas na alínea a do número anterior,
sendo-lhes aplicáveis os nos 3, 4 e 5.
3. Nas zonas e aglomerações referidas na alínea a do nº 1 e no número
anterior, as DRA devem elaborar e aplicar planos ou programas
destinados a fazer cumprir o valor limite no prazo fixado.
4. Nas zonas e aglomerações referidas na alínea a do nº 1e no nº 2 em
que os níveis de um ou mais poluentes excedam os valores limite, as
DRA devem estabelecer planos integrados abrangendo todos os
poluentes em questão.
5. Os planos, referidos no nº 3, a que o público deve ter acesso incluirão,
pelo menos, as informações enumeradas no anexo IV do presente
diploma, do qual faz parte integrante, e devem ser comunicados, através
do GRI, à Comissão da União Europeia, de modo que esta examine os
progressos alcançados e as tendências da poluição atmosférica.

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6. Sempre que se verifique, com origem noutro Estado membro, a
observância de um nível de poluente superior, ou tendencialmente
superior ao valor limite acrescido da margem de tolerância, bem como
ao limiar de alerta, será disponibilizada, de acordo com o regime de
reciprocidade e equivalência, a informação necessária para obviar a
13
situação.

Importância do estudo do ar ambiente


O ar atmosférico pode ser utilizado em diversos processos que vão desde a
respiração de seres vivos até a utilização de combustíveis para geração de
energia. A emissão de particulados é um dos grandes problemas da poluição
atmosférica devido às consequências da presença desse poluente no
organismo humano, quanto menor o diâmetro da partícula, maiores são os
níveis alcançados no organismo humano. A combinação da água presente na
atmosfera com determinados poluentes emitidos pelas chaminés forma
substâncias extremamente nocivas à manutenção da vida na terra.

Estudos comprovam que a poluição emitida de escapamentos de veículos é um


factor que aumenta o risco de desenvolver doenças cardiovasculares. Não só a
contaminação do ar, mas outros agentes como barulho e violência agem
directamente na saúde do coração das pessoas. Diante de tais factores, as
frequências cardíaca e respiratória aumentam, favorecendo a inalação de mais
poluentes e o descompasso cardíaco.

A matriz energética encontrada em grande parte das regiões do planeta, bem


como a produção de bens de consumo e os processos industriais em geral, são
por essência poluidores; então, numa análise emergencial, torna-se necessária
a criação e/ou utilização de tecnologias suficientemente eficazes para abater os
poluentes antes deles atingirem a atmosfera, mas essas não são medidas
cabíveis à resolução do problema, pois os resíduos gerados pelos sistemas de
abates devem ser tratados e destinados com responsabilidade ambiental, e
nem sempre essa é uma tarefa fácil. A busca por novas fontes de energia,
como a utilização de biocombustíveis e energia solar, são exemplos de
alternativas eficazes encontradas pelo homem no controle da qualidade do ar.

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Conclusão
A poluição do ar tem alcançado níveis alarmantes nas grandes cidades.
Estima-se que, por ano, morram 2 milhões de pessoas em decorrência da
poluição atmosférica. Um dos maiores perigos encontrados em suspensão no
ar são as partículas finas e ultrafinas, conhecidas como PM10 e PM2,5.
Presentes por exemplo na fuligem liberada pelos carros, essas partículas 14

invisíveis podem penetrar nos pulmões e na corrente sanguínea, causando


doenças cardíacas, câncer de pulmão, asma e infecções respiratórias.

Falar da qualidade do Ar ambiente é actividade do saneamento, e em


Moçambique, estima-se que a taxa de crescimento natural da população é da
ordem dos 3%/ano e que devido a migração campo-cidade nos centros
urbanos esta taxa é da ordem dos 5%/ano, então este tema deve merecer uma
apreciação diferente da actual.

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Bibliografia
MINISTÉRIO DO AMBIENTE, ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO E
ENERGIA. “Decreto-Lei n.º 43/2015.” Diário da República (2015): 1711-
1713.
Agência Portuguesa do Ambiente. “APA - Políticas > Ar > Qualidade do Ar
Ambiente.” s.d. Ambiente Portugal. 12 de Abril de 2018
<https://www.apambiente.pt/index.php?ref=16&subref=82&sub2ref=316> 15
.
Ambimet. Ar Ambiente - Ambimet. 2015. 12 de 04 de 2018
<http://www.ambimet.com.br/segmento/ar-ambiente/>.
Francisco, Wagner de Cerqueria e. “Poluição Atmosférica. Consequências da
poluição atmosférica - Alunos Online.” s.d. Alunos Online. 13 de Abril de
2018
<https://alunosonline.uol.com.br/geografia/poluicaoatmosferica.html>.
MINISTÉRIO DO AMBIENTE. “Decreto-Lei n.º 276/99.” DIÁRIO DA
REPÚBLICA — I SÉRIE-A (1999): 4599-4604.
MINISTÉRIO DO AMBIENTE E DO ORDENAMENTO. “Decreto-Lei n.º
111/2002.” DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A (2002): 3711-3722.

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