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19/10/2018 5 escritores paraenses que você precisa ler | Pará.

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5 escritores paraenses que você precisa ler
15.01.2018 | Girotto Brito

PROJET
AS ÁGU
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19/10/2018 5 escritores paraenses que você precisa ler | Pará.grafo Editora

public
May 2, 2018

Postag

 
A literatura paraense possui nomes grandiosos que, embora pouco conhecidos nas regiões sul e
sudeste do país, são capazes de nos arrepiar durante a leitura. Eu poderia indicar mais de uma dezena
de ótimos escritores parauaras, mas vou listar apenas 5, que certamente vão lhe proporcionar
muuuuita coisa boa para ler em 2018. Vamos lá!
 
1. Dalcídio Jurandir
 
 
Nascido na Ilha do Marajó, em 1909, Dalcídio escreveu um conjunto de 11 romances, dos quais 10
formam o chamado Ciclo do Extremo Norte -- uma série literária que conta a saga de um menino
marajoara chamado Alfredo, que sonhava fugir da pequena Vila de Cachoeira para completar seus
estudos na cidade grande. A série inicia com o livro Chove nos campos de Cachoeira e finaliza em
Ribanceira. 
Dalcídio é considerado o maior romancista da Amazônia e recebeu vários prêmios nacionalmente
importante como o Prêmio Dom Casmurro  com o romance Chove nos campos de Cachoeira, Prêmio
Paula Brito e Prêmio Luiz Cláudio de Souza com o romance Belém do Grão-Pará, e o Prêmio Machado
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de Assis, da ABL - Academia Brasileira de Letras, pelo


conjunto da obra.
Sua literatura é marcante e poética, retratando de forma
genial o cotidiano e costumes dos povos ribeirinhos da
Amazônia.
A maioria dos seus livros estão esgotados por falta de
reedição (o que é triste), mas é possível garimpar em
sebos como o Estante Virtual ou outros do país e
encontrar as principais obras. O livro Ponte do Galo
pode ser encontra em livrarias e sebos de Belém, e
também na Livraria Virtual da Pará.grafo Editora. E os
livros Três casas e um rio & Os habitantes poderão ser
reeditados em breve através de uma Campanha de
financiamento coletivo que acontece no site Catarse
até o dia 31 de janeiro e visa arrecadar fundos para
resgatar essas duas importantes obras.
 
2. Jacques Flores
 
Jornalista, funcionário burocrático da polícia civil e principalmente poeta de excepcional senso de
humor no domínio da poesia, Jaques Flores (como gostava de ser conhecido o cidadão Luiz Teixeira
Gomes, nascido em 1898) em Belém viveu a vida toda que terminou a 12 de dezembro de
1962. Precocemente órfão de pai, aos 15 anos de idade, saiu dos bancos escolares do Primário direto a
uma oficina gráfica – e o convívio com livros que imprimia despertou nele o escritor e jornalista. O
tipógrafo fez nascer o poeta.
Muitos de seus trabalhos permanecem espalhados pelas páginas de jornais e revistas, para os quais
colaborou também sob outro pseudônimo que usava, “Zé Paraense”, desandando ferinas críticas sobre

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tudo e todos, particularmente contra os escândalos


públicos.
Ocupou cadeira na Academia Paraense de Letras a partir
de 1946. Embora casado e com seis filhos, nunca deixou
de ser boêmio, a ingênua boemia de então. 
Publicou Berimbau e Gaita  (Poesia humorística. Belém,
1925); Cuia Pitinga  (Poesia, 1936); Vespasiano Pesqu
Ramos  (Ensaio, 1942); Panela de Barro  (1947); e Obras
Escolhidas de Jaques Flores (Belém, CEJUP, 1993). Belém L
Sua literatura é cheia de humor e sarcasmo. Sem dúvida Marajó
um autor excepcional!
chamad
 
diagram
3. Lindanor Celina
impressã
 
lançame
Nasceu em Castanhal-PA, mas, como ela
mesmo afirmava, abriu os olhos para o literatura
mundo no município de  Bragança. Ao ser notícia
transferida para Belém, obteve a primeira
publicaç
colocação no concurso nacional promovido
pela Aliança Francesa, instituição da qual era
aluna. O tema do teste foi a estação de sua
preferência. "Eu não conhecia o outono, mas
tinha uma paixão por essa estação porque
havia lido o Verlaine, eu já cronicava desde Comp
1954, no jornal Folha do Norte, e este
concurso foi em 1957". O prêmio foi uma
viagem a Paris, onde mais tarde viveria, com os três filhos para criar e separada. Na Folha, escreveu

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muitos anos na coluna "Minarete". Conviveu com vários jornalistas, poetas e escritores da cidade, mas
quem acreditou no trabalho dela foi Machado Coelho, autor da orelha do romance Breve Sempre, em
seguida Dalcídio Jurandir e depois o filósofo Benedito Nunes.
No ano de 1963, publicou seu primeiro livro, o romance  Menina que vem de Itaiara. Foi citada como
romancista de costumes pelo crítico  Afrânio Coutinho, em virtude das "cenas e situações do livro que
mostram a boa observação da autora".  O Estado de S. Paulo  escolhe o romance como "o livro do
semestre",  marco inicial de uma fecunda trajetória literária, abrindo caminho para  Estrada de tempo-
foi, Breve sempre, Pranto por Dalcídio Jurandir, A viajante e seus Espantos, Diário da Ilha e Eram seis
assinalados.
Lindanor foi uma romancista de primeira linha e deixou obras muito ricas e gostosas de se ler. Seus
livros hoje só podem ser encontrados em sebos por falta de novas reedições.
 
4. Antonio Tavernard
 
 "Grandes homens suportam grandes dores, os maiores transformam a dor em poesia". Benilton Cruz
 
É este o caso de Antônio Tavernard, o mais moço dos poetas paraenses, e que não merece ser taxado
de “exilado” ou de “mártir” como se reportou Vicente Salles. A alegria em sua poesia supera a dor de ter
sofrido, em toda a sua juventude, do mal de Hansen, doença que o vitimou aos 28 anos de idade. Sua
poesia contorna toda essa tragédia para transparecer luminosa e alegre, como a dos grandes poetas
que fizeram da juventude o seu entusiasmo. É por isso que eu defendo Antônio Tavernard como o
poeta de um entusiasmo vital, aquele que faz da poesia uma condutora da humanidade.
 
Nasceu no dia 10 de outubro de 1908, no mês do Círio de Nazaré e por isso foi batizado com o nome de
Antônio de Nazareth Frazão Tavernard.  Seu talento para a literatura se revelara quando obtém o
segundo lugar no concurso de Contos Nacionais da Revista Primeira. A influência para a literatura vem
diretamente de seu pai, leitor de Eça de Queirós, Alexandre Herculano, Machado de Assis, Álvares de

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Azevedo, dentre outros autores da pequena, mas criteriosa


biblioteca.
Foi jornalista, dramaturgo e compositor, além de poeta lírico.
Também foi um dos redatores da revista A Semana, uma das
mais importantes a circular em Belém na década de 1930.
 
Principais obras:
 
Prosa
 
• Fêmea
• Os Sacrificados (está desaparecido e nem mesmo seus
parentes sabem onde estão os originais)
 
Poesia
 
• Sonetos de Tavernar (Org. Alfredo Garcia) - É possível
encontrar em livrarias de Belém-PA
• 1953: Místicos e Bárbaros (publicado postumamente)
 
Teatro
 
• A Casa da viúva Costa
• A Menina dos 20 mil
• Seringadela
 
5. Maria Lúcia Medeiros
 

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Nasceu e morou em Bragança  até os doze anos, quando se mudou


para  Belém do Pará. Licenciou-se em Letras pela  Universidade Federal do
Pará  (UFPA), onde foi professora e pesquisadora. Estreou na ficção com o
livro de contos Zeus ou a menina e os óculos (1988). Depois publicou Velas,
por quem? (1990), Quarto de Hora (1994), Horizonte Silencioso (2000) e Céu
Caótico (2005).
 
Um de seus contos, "Chuvas e Trovoadas", foi adaptado para o cinema em
um curta da paraense Flávia Alfinito. Neste conto de Maria Lúcia Medeiros,
quatro meninas têm aulas de costura nas tardes entediantes que se
arrastam nos trópicos da belle époque na Amazônia.
 
Acometida de uma enfermidade que lhe reduziu os movimentos e lhe tirou a fala, mas não a lucidez e o
domínio da palavra, continuou produzindo e mantendo intenso diálogo com seus pares e seus
contemporâneos.
 
Sua escrita lembra um pouco Clarice Lispector, mas com toques próprios e característicos de
criatividade que surpreendem o leitor. Vale muito a pena.
 

É isso, amigos leitores. Se tiverem a oportunidade de conhecer a literatura desses feras não
percam a chance, pois certamente vão gostar e se tornar leitores fiéis assim como eu. Abraços e
até a próxima!
 

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Marcadores: literatura paraense dalcidio

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Angelim Silva
ótima lista, obrigado
Curtir · Responder · 28 sem

Synthia Sousa
Quem está lendo so para o concurso do Banpará, tamo junto...kkkkkkkk
Curtir · Responder · 24 sem

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