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PREÂMBULO

Nos, representantes da comunidade pedritense, invocando proteção de Deus, promulgamos esta

LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DE DOM PEDRITO

TÍTULO I
Dos Princípios Fundamentais

Art. 1º — O Município de Dom Pedrito, integrante, de forma indissolúvel, do Estado do


Rio Grande do Sul, proclama e adota, nos limites de sua autonomia e competência, os
princípios fundamentais e os direitos individuais, coletivos, sociais e políticos
universalmente consagrados e reconhecidos pela Constituição Federal e pela
Constituição Estadual a todas as pessoas no âmbito de seu território.

Art. 2º — A soberania popular será exercida sufrágio universal e pelo voto direto e
secreto, com igual valor para todos e, nos termos da. lei, mediante:

I— plebiscito;

II— referendo;

III— iniciativa popular

TÍTULO II
Da Organização Municipal
CAPÍTULO I
Do Município
SEÇÃO I
Disposições Gerais

Art. 3º — São poderes do Município, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo e


o Executivo.
Parágrafo Único — É vedado, a qualquer dos poderes, delegar atribuições e, ao cidadão,
investido em um deles, exercer função em outro, salvo os casos previstos nesta Lei
Orgânica.

Art. 4º — São símbolos do Município a Bandeira, Hino e o Brasão, representativos de sua


cultura, historia e outros estabelecidos em lei.

Art. 5º — Constituem bens do Município todos os imóveis, moveis e semoventes, bem


como direitos e ações que, a qualquer titulo, lhe pertençam ou que lhe vierem a ser
atribuídos.

Art. 6º — A cidade de Dom Pedrito e a sede do Município.

SEÇÃO II
Da Divisão Administrativa do Município

Art. 7º — O atual território do Município divide-se em dois distritos:


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O primeiro distrito que, tendo por sede a cidade de Dom Pedrito, compreende cinco
subdistritos:

I — o 1º denominado Sede; o 2º Caveiras; o 3º, Vacaiquá; o 4º, Ponche Verde; e o 5º,


Fontouras;

II — o segundo distrito, tem por sede a Vila de São Sebastião. ( Alterado por Emenda
datada de 21/11/2000).

§ 1º — A criação do Distrito poderá efetuar-se mediante fusão de dois ou mais Distritos, que
serão suprimidos, sendo dispensada, nessa hipótese, a verificação dos requisitos do art. 8º desta
Lei Orgânica.

§ 2º — A extinção do Distrito somente se efetuara mediante consulta plebiscitária à população da


área interessada.

§ 3º — Suprimido. (Alterado por Emenda datada de 21/11/2000).

Art. 8º — São requisitos para a criação de distrito:

I — população, eleitorado e arrecadação ano inferiores a quinta parte exigida para a


criação de Município;

II — existência, na povoação-sede de, pelo menos, cinqüenta moradias, escola publica,


posto de saúde e posto policial.
Parágrafo Único — A comprovação do atendimento as exigências enumeradas neste artigo far-
se-á mediante:

a) declaração, emitida pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, de


estimativa de população;

b) certidão, emitida pelo Tribunal Regional Eleitoral, certificando o numero de eleitores;

c) certidão, emitida pelo agente municipal de estatística ou pela repartição fiscal do


Município, certificando o numero de moradias;

d) certidão do órgão fazendário estadual e do municipal, certificando a arrecadação na


respectiva área territorial;

e) certidão, emitida pela Prefeitura ou pelas Secretarias de Educação, de Saúde e de


Segurança Publica do Estado, certificando a existência da escola publica e dos postos de saúde
e policial na povoação-sede.

Art. 9º — Na fixação das divisas distritais serão observadas as seguintes normas:

I — evitar-se-ão, tanto quanto possível, formas assimétricas, estrangulamentos e


alongamentos exagerados;

II — dar-se-á preferencia, para a delimitação, às linhas naturais, facilmente identificáveis;

III — na inexistência de linhas naturais, utilizar-se-á linha reta, cujos extremos, pontos
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naturais ou ano, sejam facilmente identificáveis e tenham condições de fixidez;

IV — é vedada a interrupção de continuidade territorial do Município ou Distrito de origem.


Parágrafo Único — As divisas distritais serão descritas trecho a trecho, salvo, para evitar
duplicidade, nos trechos que coincidirem com os limites municipais.

Art. 10 — A alteração de divisão administrativa do Município somente pode ser feita


quadrienalmente, no ano anterior ao das eleições municipais.

CAPÍTULO II
Da Competência do Município
SEÇÃO I
Da Competência Privativa

Art.11 — Ao Município compete prover a tudo quanto diga respeito ao seu próprio
interesse e ao bem estar de sua população, cabendo-lhe, privativamente, dentre outras, as
seguintes atribuições:

I — legislar sobre assunto de interesse local;

II — suplementar a legislação federal e estadual, no que couber;

III — elaborar o Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado;

IV — criar, organizar e suprimir Distritos e Subdistritos, observado o disposto nesta Lei


Orgânica.

V — manter, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado,


programas de educação pré-escolar e do ensino fundamental;

VI — elaborar o orçamento anual, o plurianual de investimentos. e as diretrizes


orçamentarias;

VII — instituir e arrecadar tributos, bem como aplicar as suas rendas;

VIII — fixar, fiscalizar e cobrar tarifas ou preços públicos;

IX — dispor sobre organização, administração e execução dos serviços locais;

X — dispor sobre administração, utilização e alienação dos bens públicos;

XI — organizar o quadro e estabelecer o regime jurídico único dos servidores públicos;

XII — organizar e prestar, diretamente, ou sob regime de concessão ou permissão, os


serviços públicos locais;

XIII — planejar o uso e a ocupação do solo em seu território, especialmente, em sua zona
urbana;

XIV -- estabelecer normas de edificação, de loteamento, de arruamento e de zoneamento


urbano e rural; bem como as limitações urbanísticas convenientes a ordenação do seu território,
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observada a lei federal;

XV — conceder e renovar licença para localização e funcionamento de estabelecimentos


industriais, comerciais, prestadores de serviços e quaisquer outros;

XVI — cassar a licença que houver concedido ao estabelecimento que se tornar prejudicial
a saúde, a higiene, ao sossego, a segurança ou aos bons costumes, fazendo cessar a atividade
ou determinando o fechamento do estabelecimento;

XVII — estabelecer servidões administrativas necessárias a realização de seus serviços,


inclusive a dos seus concessionários;

XVIII — adquirir bens, inclusive mediante desapropriação;

XIX — regular a disposição, o traçado e as demais condições dos bens públicos de uso
comum;

XX — regulamentar a utilização dos logradouros públicos e, especialmente, no perímetro


urbano, determinar o itinerário e os pontos de parada dos transportes coletivos;

XXI — fixar os locais de estacionamento de taxis e demais veículos;

XXII — conceder, permitir ou autorizar os serviços de transporte coletivo e de taxis, fixando


as respectivas tarifas; devendo as planilhas de custo serem publicadas mensalmente. (Alterado
pela Resolução nº 77/93, datada de 04/08/1993).
Parágrafo Único — Suprimido (Resolução nº 77/93, datada de 04/08/1993).

XXIII — fixar e sinalizar as zonas de silencio , de transito e de trafego em condições


especiais;

XXIV — disciplinar os serviços de carpa e descarga e fixar a tonelagem máxima permitida


a veículos que circulem em vias publicas municipais;

XXV — sinalizar as vias urbanas e as estradas municipais, bem como regulamentar e


fiscalizar sua utilização;

XXVI — prover sobre a limpeza das vias e logradouros públicos, remoção e destino do lixo
toxico e do lixo domiciliar e de outros resíduos de qualquer natureza;

XXVII — ordenar as atividades urbanas, fixando condições e horários para o


funcionamento de estabelecimentos industriais, comerciais e de serviços, salvo acordo ou
convenção coletiva de trabalho;

XXVIII — dispor sobre os serviços funerários e de cemitérios;

XXIX — regulamentar, licenciar, permitir, autorizar e fiscalizar a fixação de cartazes e


anúncios, bem como a utilização de quaisquer outros meios de publicidade e propaganda, nos
locais sujeitos ao poder de polícia municipal;

XXX — prestar assistência nas emergências médico-hospitalares de pronto-socorro, por


seus próprios serviços ou mediante convênio com instituição especializada;
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XXXI — organizar e manter os serviços de fiscalização necessários ao exercício do seu


poder de policia administrativa;

XXXII — fiscalizar, nos locais de vendas, preços, pesos, medidas e condições sanitárias
dos gêneros alimentícios;

XXXIII — dispor sobre o deposito e venda de animais e mercadorias apreendidos em


decorrência de transgressão da legislação municipal;

XXXIV — estabelecer e impor penalidades por infração de suas leis e regulamentos;

XXXV — dispor sobre registro, vacinação e captura de animais, com a finalidade precípua
de erradicar as moléstias de que possam ser portadores ou transmissores;

XXXVI — prover os seguintes serviços:

a) mercados, feiras e matadouros;

b) construção e conservação de estradas e caminhos municipais;


c)
transportes coletivos estritamente municipais;
d)
iluminação publica;

e) construção e conservação de parques, praças e outras áreas de lazer;

XXXVII — regulamentar o serviço de carros de aluguel, inclusive o uso de taxímetro;

XXXVIII — assegurar a expedição de certidões requeridas as repartições administrativas


municipais, para defesa de direitos e esclarecimento de situações, estabelecendo os prazos de
atendimento;

§ 1º — As normas de loteamento e arruamento a que se refere o inciso XIV, deste artigo, deverão
exigir reservas de área destinadas a:
a) zonas verdes e demais logradouros públicos;
vias de tráfego e de passagem de canalizações publicas, de esgotos e de águas pluviais nos
fundos dos vales.

§ 2º — A lei complementar de criação da guarda municipal estabelecera a organização e


competência dessa força auxiliar na proteção dos bens, serviços e instalações municipais;

XXXIX — conceder ou repassar auxílios, convênios ou subvenções, mensalmente, para


serem aplicados na assistência social das Entidades Filantrópicas, constituídas;

XL — tornar obrigatória a utilização da estação rodoviária.

Art. 12 — O Município disporá, entre outros criados em lei, dos seguintes Conselhos:

I — Conselho Municipal de Educação e Cultura;


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II — Conselho Municipal de Desportos;

III — Conselho Municipal de Saúde e Meio Ambiente;

IV — Conselho Municipal de Habitação;

V — Conselho Municipal de Entorpecentes;

VI — Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural;

VII — Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Mulher – CODIM. (Alterado por
Emenda datada de 06/08/1995).

§ 1º — Os Conselhos Municipais são órgãos governamentais, que tem por finalidade auxiliar a
administração na orientação, fiscalização, planejamento, interpretação, normalização e
julgamento de matéria de sua competência.

§ 2º — A lei especificará as atribuições de cada Conselho, sua organização, composição,


funcionamento, forma de nomeação de titulares e suplentes e prazo de duração do mandato.

§ 3º — Os Conselhos Municipais são compostos de numero ímpar de membros, observado,


quando for o caso, a representatividade da administração, das entidades publicas, classistas e da
sociedade civil organizada.

SEÇÃO II
Da Competência Comum

Art. 13 — É da competência administrativa comum do Município, da União e do Estado,


observada a lei complementar federal, o exercício das seguintes medidas:

I — zelar pela guarda da Constituição, das leis e das instituições democráticas e conservar
o patrimônio publico;

II — cuidar da saúde e assistência publica, da proteção e garantia das pessoas portadoras


de deficiência e idosas.

III — proteger os documentos, as obras e outros bens de valor histórico, artístico e cultural,
os monumentos, as paisagens naturais notáveis e os sítios arqueológicos;

IV — impedir a evasão, a destruição e a descaracterização de obras de arte e de outros


bens de valor histórico, artístico ou cultural;

V — proporcionar os meios de acesso a cultura, educação, a ciência e tecnologia;

VI — proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas;

VII — preservar as florestas, a fauna e a flora;

VIII — fomentar a produção agropecuária e organizar o abastecimento alimentar;

IX — promover programas de construção de moradias e a melhoria das condições


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habitacionais e de saneamento básico;

X — combater as causas da pobreza e os fatores de marginalização, promovendo a


integração social e econômica dos setores desfavorecidos;

XI — registrar, acompanhar e fiscalizar as concessões de direitos de pesquisa e


exploração de recursos hídricos e minerais em seu território;

XII — estabelecer e implantar polícia de educação para a segurança do transito.

SEÇÃO III
Da Competência Suplementar

Art. 14 — Ao Município compete suplementar a legislação federal e estadual no que couber


e naquilo que disser respeito ao seu próprio interesse.
Parágrafo Único — A competência prevista. neste artigo, será exercida em relação as
legislações federal e estadual no que digam respeito ao próprio interesse municipal,
visando a adaptá-las a realidade local.

CAPÍTULO III
Das Vedações

Art. 15 — Ao Município é vedado:

I — estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o


funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança,
ressalvadas, na forma da lei, a colaboração de interesse publico;

II — recusar fé aos documentos públicos;

III — criar distinções entre brasileiros ou preferencias entre si;

IV — subvencionar ou auxiliar, de qualquer modo, com recursos pertencentes aos cofres


públicos, quer pela imprensa, radio, televisão, serviço de alto-falante ou qualquer outro meio de
comunicação, propaganda político-partidaria ou fins estranhos a administração;

V — manter a publicidade de atos, programas, obras, serviços e campanhas de órgãos


públicos que ano tenham caráter educativo, informativo ou de orientação social, assim como a
publicidade da qual constem nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal
de autoridades ou servidores públicos;

VI — outorgar isenções ou anistias fiscais, ou permitir a remissão de dividas, sem


interesse publico justificado, sob pena de nulidade do ato;

VII — exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça;

VIII — instituir tratamento desigual entre os contribuintes que se encontrem em situação


equivalente, proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou função por eles
exercida, independentemente da denominação jurídica dos rendimentos, títulos ou direitos;

IX — estabelecer diferença tributaria entre bens e serviços de qualquer natureza, em razão


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de sua procedência ou destino

X — cobrar tributos:

a) em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver
instituído ou aumentado;

b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou
aumentou;

XI — utilizar tributos com efeito de confisco

XII — estabelecer limitações ao tráfego de pessoas ou bens, por meio de tributos,


ressalvada a cobrança de plagio pela utilização de vias conservadas pelo Poder Púbico;

XIII — instituir imposto sobre:

a) patrimônio, renda ou serviço da União, do Estado e de outros Municípios;

b) templos de qualquer culto;

c) patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos, inclusive suas fundações, das
entidades sindicais dos trabalhadores, das instituições de educação e de assistência social, sem
fins lucrativos, atendidos os requisitos da lei federal;

d) livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão.

§ 1º — A vedação do inciso XIII, alínea a, é extensiva as autarquias e fundações instituídas e


mantidas pelo Poder Público, no que se refere ao patrimônio, a renda e aos serviços, vinculados
as suas finalidades essenciais ou as delas de correntes;

§ 2º — As vedações do inciso XIII, alínea a, e do parágrafo anterior ano se aplicam ao patrimônio,


a renda e aos serviços relacionados com exploração de atividades econômicas, regidas pelas
normas aplicáveis a empreendimentos privados, em que haja contraprestação ou pagamento de
preços ou tarifas pelo usuário, nem exoneram o promitente comprador da obrigação de pagar
imposto relativamente ao bem imóvel;

§ 3º — As vedações expressas no inciso XIII, alíneas b e c, compreendem somente o patrimônio,


a renda e os serviços relacionados com as finalidades nelas mencionadas;

TÍTULO III
Da Organização dos Poderes
CAPÍTULO I
Do Poder legislativo
SEÇÃO I
Da Câmara Municipal

Art. 16 — O Poder Legislativo do Município e exercido pela Câmara Municipal.


Parágrafo Único — Cada legislatura terá a duração de quatro anos, compreendendo, cada
ano, uma sessão legislativa.
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Art. 17 — A Câmara Municipal e composta de Vereadores, eleitos pelo sistema


proporcional, como representante do povo, com mandato de quatro anos.

§ 1º — São condições de elegibilidade para Vereador:

I — a nacionalidade brasileira;

II — o pleno exercício dos direitos políticos;

III — o alistamento eleitoral;

IV — o domicilio eleitoral na circunscrição;

V — a filiação partidária;

VI — a idade mínima de dezoito anos;

VII — ser alfabetizado.

§ 2º — O número de Vereadores, nunca inferior a quinze, será fixado pela Câmara Municipal, em
uma legislatura para a subsequente, em data anterior a realização das eleições para os
respectivos cargos, observado o que dispõe a Constituição Federal.

Art. 18 — No dia 1º de janeiro do ano subsequente ao da eleição, a Câmara Municipal,


independentemente de número, reúne-se, em sessão solene de instalação, no horário
estabelecido no Regimento Interno, para tomar o compromisso e dar posse aos
Vereadores, ao Prefeito e eleger a Mesa, a Comissão Representativa e as Comissões
Permanentes.

Art. 19 — A sessão de instalação da legislatura, presidida pelo mais idoso dos


Vereadores eleitos e presentes, obedecerá a seguinte Ordem do Dia:

I — entrega, pelos Vereadores, de seus diplomas e declaração de bens;

II — prestação do compromisso legal ê posse dos Vereadores presentes;

III Eleição e posse dos membros da Mesa;

IV — eleição e posse das Comissões Permanentes e da Comissão Representativa;

V — prestação do compromisso legal e posse do Prefeito e do Vice-Prefeito;

V — eleição e posse da Comissão Representativa e das Comissões Permanentes.

§ 1º — Considerados regulares os diplomas e as declarações de bens, e todos os presentes em


pé, o Presidente proferirá o seguinte compromisso: — "Prometo cumprir e fazer cumprir a Lei
Orgânica, as leis da União, do Estado e do Município e exercer o meu mandato sob a inspiração
do patriotismo, da lealdade, da honra e do bem comum". Ato contínuo, feita a chamada nominal,
cada Vereador declarará: — "Assim o prometo". O Presidente, então, declarara empossados os
Vereadores que prestarem compromisso.
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§ 2º — Presente a maioria absoluta dos vereadores, proceder-se-á a eleição da Mesa Diretora,


cargo a cargo, a começar pelo segundo secretário, mediante votação individual e aberta, em que
cada vereador anunciará seu voto, considerando-se eleito o mais votado para o cargo.

§ 3º — Havendo empate será considerado eleito o vereador mais idoso, persistindo o empate
será considerado eleito o mais votado no pleito municipal.

§ 4º — Imediatamente será dada posse à Mesa Diretora eleita.

§ 5º — Inexistindo número legal para eleição da Mesa Diretora, ou, em havendo, esta não ser
realizada, o vereador mais idoso, dentre os presentes, permanecerá na presidência e convocará
sessões diárias, até que seja eleita a Mesa e empossados seus membros.

§ 6º — A seguir, observados os Regimentos Interno e os artigos 32 e 36 desta Lei Orgânica,


serão eleitas, respectivamente, as Comissões Permanentes e a Comissão Representativa e seus
respectivos suplentes, sendo os eleitos empossados imediatmente.

§ 7º - Empossados os membros das Comissões, na forma do parágrafo anterior, o presidente, se


for necessário, suspenderá sessão, que será reaberta às 20h, quando prestarão compromisso
legal e serão empossados o Prefeito e o Vice-Prefeito.

§ 8º - Após, será concedida palavra pelo período de cinco minutos a um representante de cada
bancda que dela queira fazer uso e, logo após, será concedida a palavra ao Prefeito empossado.

§ 9º - O vereador que não tomar posse na sessão de instalação da legislatura deverá fazê-lo
dentro do prazo de quinze (15) dias do funcionamento normal da Câmara, sob pen de perda do
mandato, salvo motivo justo, aceito pela maioria absoluta dos membros da Câmara.

§ 10º - Em caso de emergência no município, capaz de justificar o ato, a partir da zero hora do
dia previsto para a posse, o mais idoso entre os vereadores eleitos convocará, a qualquer
momento, os vereadores, o prefeito e o vice-prefeito eleitos para comparecerem na sede da
Câmara de Vereadores a fim de tomarem posse, caso em que a mesma será dada na forma do
caput, incisos I e II, além da prestação de compromisso legal e posse do prefeito e vice-prefeitos
eleitos.

§ 11 – Caso a posse venha a correr na forma do parágrafo anterior, os demais atos serão
complementados no horário inicialmente previsto.

Art. 20 — A Câmara Municipal, independentemente de convocação, reunir-se-á,


anualmente, na sede do Município, de 15 de fevereiro a 30 de junho e de 1º de agosto a 15
de dezembro.

Art. 20. A Câmara Municipal de Dom Pedrito, independente de convocação, reunir-se-á


anualmente, na sede do Município de 1º de fevereiro à 16 de julho e de 1º de agosto a 22 de
dezembro, salvo por prorrogação ou convocação extraordinária. (Redação dada pela
Emenda a Lei Orgânica n.º 02, de 2006).

§ 1º — As reuniões marcadas para essas datas serão transferidas para o primeiro dia útil
subsequente, quando recaírem em sábados, domingos e feriados.
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§ 2º — A Câmara Municipal se reunira em sessões ordinárias, extraordinárias e especiais,


conforme dispuser o Regimento Interno.

§ 3º — A convocação extraordinária da Câmara Municipal far-se-á:

I — pelo Prefeito;

II — pelo Presidente da Câmara;

III — pela maioria de seus membros;

IV — pela Comissão Representativa, em casos de urgência ou interesse público relevante.

§ 4º — Nas sessões extraordinárias, a Câmara Municipal somente deliberará sobre a matéria


para a qual foi convocada e constante do ato de convocação.

Art. 21 — As deliberações da Câmara serão tomadas por maioria de votos, individuais e


intransferíveis, presente a maioria de seus membros, salvo disposição em contrario
constante na Constituição Federal e nesta Lei Orgânica.

Art. 22 — A sessão legislativa ordinária não será interrompida sem a deliberação sobre o
projeto de: lei orçamentaria.

Art. 23 — As sessões da Câmara deverão ser realizadas em recinto destinado ao


seu funcionamento, observado o disposto no art. 35, X , desta Lei Orgânica.

§ 1º — Comprovada a impossibilidade de acesso ao recinto da Câmara, ou outra causa que


impeça a sua utilização, as sessões poderão ser realizadas em outro local, escolhido pela
maioria absoluta de seus membros, com a imediata comunicação ao Juiz de Direito da
Comarca para verificação da ocorrência.

§ 2º — As sessões solenes poderão ser realizadas fora do recinto da Câmara.

Art. 24 — As sessões da Câmara serão públicas, salvo deliberação em contrário, de dois


terços (2/3) dos Vereadores, adotada em razão de motivo relevante.

Art. 25 — As sessões ordinárias e extraordinárias somente poderão ser abertas com a


presença de, no mínimo, um terço (1/3) dos membros da Câmara.
Parágrafo Único — Considera-se presente a sessão o Vereador que assinar o livro de
presença até o início da Ordem do Dia, participar dos trabalhos de Plenário e das votações.

Art. 26 — A Mesa da Câmara se compõe do Presidente, do 1º Vice-Presidente, do 2º Vice-


Presidente, do 1º Secretário e do 2º Secretário, os quais se substituirão nessa ordem.

§ 1º — A eleição da Mesa far-se-á sempre no dia 15 de fevereiro de cada sessão legislativa,


considerando-se empossados os eleitos.

§ 2º — Na constituição da Mesa é assegurada, quanto possível, a representação proporcional


dos partidos ou blocos parlamentares que participam da Câmara.

§ 3º — O mandato da Mesa será de um ano, podendo ser reconduzido por mais um período.
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§ 4º — Na ausência dos membros da Mesa, o Vereador mais idoso assumirá a Presidência.

§ 5º.— Qualquer componente da Mesa poderá ser destituído da mesma, pelo voto da maioria
absoluta dos membros da Câmara, quando faltoso, omisso ou ineficiente no desempenho
de suas atribuições regi- mentais, elegendo-se outro Vereador para a complementação do
mandato.

Art. 27 — A Mesa da Câmara, entre outras atribuições, compete:

I — tomar todas as medidas necessárias a regularidade dos trabalhos legislativos;

II — propor projetos que criem ou extingam cargos nos serviços da Câmara e fixem os
respectivos vencimentos;

III — apresentar projeto de lei ou de resolução dispondo sobre abertura de créditos


suplementares ou especiais, através de aproveitamento total ou parcial de consignações orça -
mentárias da Câmara;

IV — promulgar a Lei Orgânica e suas emendas;

V — representar, junto ao Executivo, sobre necessidades de economia interna;

VI — contratar, na forma da lei, por tempo determinado, para atender necessidade


temporária de excepcional interesse publico;

VII — Autorizar as despesas da Câmara, sem anuência do Plenário, no valor de ate


cinco salários mínimos.
Parágrafo Único — A Mesa da Câmara poderá encaminhar pedidos escritos de informação aos
Secretários Municipais, importando crime de responsabilidade, a recusa ou o ano atendimento no
prazo legal, bem como a prestação de informação falsa.

Art. 28 — Dentre outras atribuições, compete ao Presidente da Câmara:

I — representar a Câmara em juízo e fora dele;

II — dirigir, executar e disciplinar os trabalhos legislativos e administrativos da Câmara;

III — interpretar e fazer cumprir o Regimento Interno;

IV — promulgar as resoluções e decretos legislativos;

V — fazer publicar os atos da Mesa, as resoluções, decretos legislativos e as leis que vier
a promulgar;

VI — autorizar as despesas da Câmara;

VII — representar, por decisão de Câmara, sobre a inconstitucionalidade de lei ou ato


municipal;

VIII — solicitar, por decisão da maioria absoluta da Câmara, a intervenção no Município


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nos casos admitidos pela Constituição Federal e pela Constituição Estadual;

IX — manter a ordem no recinto da Câmara, podendo solicitar a força necessária para


esse fim;

X — encaminhar, para parecer prévio, a prestação de contas do Município ao Tribunal


de Contas do Estado ou órgão a que for atribuída tal competência.

Art. 29 — Os Lideres indicarão os respectivos Vice-Líderes, dando conhecimento


à Mesa da Câmara dessa designação.
Parágrafo Único — Suprimido. (Resolução nº 77/93, datada de 04/08/1993.

Art. 30 — Por deliberação da maioria de seus membros, a Câmara poderá convocar


Secretário Municipal para, pessoalmente, prestar informações acerca de assuntos
previamente estabelecidos.
Parágrafo Único — A falta de comparecimento do Secretário Municipal, sem justificativa
razoável, será considerado desacato a Câmara, e, se o Secretário for Vereador licenciado, o
não comparecimento nas condições mencionadas caracterizará procedimento
incompatível com a dignidade da Câmara, para instauracão do respectivo processo, na
forma da lei, e consequentemente, cassação do mandato.

Art. 31 — A critério da Mesa ou das Comissões, o Secretário Municipal, diretor ou Assessor


do Prefeito, a seu pedido, poderá comparecer perante o Plenário ou qualquer comissão da
Câmara para expor assunto e discutir projeto de lei ou qualquer outro ato normativo
relacionado com o seu serviço administrativo.

SEÇÃO II
Do Funcionamento das .Comissões

Art. 32 — A Câmara terá comissões permanentes e temporárias, constituídas na forma e


com as atribuições previstas nesta Lei Orgânica, no seu Regimento Interno ou no ato de.
que resultar a sua criação.

§ 1º — Na constituição de cada comissão será assegurada, quanto possível, a representação


proporcional dos partidos ou blocos parlamentares.

§ 2º — As comissões, em razão da matéria de sua competência, cabem, entre outras definidas


no Regimento, as seguintes a atribuições:

I - realizar audiências públicas com entidades da sociedade civil;

II — convocar Secretários Municipais e dirigentes de Órgãos da administração indireta ou


qualquer servidor público para prestarem informações sobre assuntos de suas atividades ou
atribuições;

III — receber petições, reclamações ou representação de qualquer pessoa contra atos ou


omissões de autoridades eu entidades publicas;

IV --- solicitar depoimento de qualquer autoridade ou cidadão para prestar informações;

V — ter livre acesso; às dependências arquivo. livros, papéis e documentos de qualquer


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natureza repartições municipais;

VI — apreciai programas de obras, planos municipais, regionais e setoriais de


desenvolvimento e, sobre eles emitir parecer;

VII — emitir parecer sobre matéria de competência legislativa;

VIII — exercer, no âmbito de sua competência, ampla fiscalização dos atos do Executivo e
da administração indireta;

IX — discutir e votar projetos de lei, convênios ou acordos que dispensarem, na forma do


Regimento, a competência do Plenário, salvo se houver recurso de um décimo (1/1º) dos
membros da Casa.

§ 3º — As comissões temporárias, criadas por deliberação do Plenário, serão destinadas ao


estudo ou acompanhamento de assuntos específicos e a representação da Câmara em con-
gressos, solenidades ou outros atos públicos.

§ 4º — As comissões parlamentares de inquérito, que terão poderes de investigação próprios das


autoridades judiciais, alem de outros previstos no Regimento, serão criadas para apuração de
fato determinado e por prazo certo, mediante requerimento de um terço (1/3) dos Vereadores.

§ 5º — O Poder Legislativo poderá credenciar entidades civis representativas de segmentos


sociais, legalmente constituídas, para participar em atividades das comissões permanentes com
direito a voz.

§ 6º — Se o Plenário entender procedentes as conclusões das Comissões Parlamentares de


Inquérito, determinará o envio do apurado ao Ministério Público, para que promova a
responsabilidade civil ou criminal dos infratores; se não, determinará o arquivamento, publicando
as conclusões de ambas decisões.

SEÇÃO III
Das Atribuições da Câmara Municipal

Art. 33 — A Câmara Municipal, observado o disposto nesta Lei Orgânica, compete elaborar
seu Regimento Interno, dispondo sobre sua organização, policia e provimento de cargos
de seus serviços e, especialmente, sobre:

I — sua instalação e funcionamento;

II — posse de seus membros;

III — eleição da Mesa, sua composição e suas atribuições;

IV — número de reuniões mensais;

V — comissões;

VI — sessões;
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VII — deliberações;

VIII — todo e qualquer assunto de sua administração interna.

Art. 34 — Compete a Câmara Municipal, com a sanção do Prefeito, dispor sobre


todas as matérias de competência do Município e, especialmente:

I — instituir e arrecadar os tributos de sua competência, bem como aplicar suas rendas;

II — autorizar isenções e anistias fiscais e a remissão de dividas;

III — votar o orçamento anual, o plurianual de investimentos e as diretrizes orçamentarias,


bem como autorizar a abertura de créditos suplementares e especiais;

IV — deliberar sobre obtenção e concessão de empréstimos e operações de crédito, bem


como a forma e os meios de pagamento;
V — autorizar a concessão de auxílios e subvenções;

VI — autorizar a concessão de serviços públicos;

VII — autorizar a concessão do direito real de uso de bens municipais;

VIII — autorizar a concessão administrativa de uso de bens municipais

IX — autorizar a venda, doação ou permuta de bens imóveis;

X — autorizar a aquisição de bens imóveis, salvo quando se tratar de doação sem encargo;

XI — criar, transformar e extinguir cargos, empregos e funções públicas e fixar os respectivos


vencimentos, inclusive os dos serviços da Câmara;

XII— criar, estruturar e conferir atribuições a Secretaria Municipal e órgãos da administração


pública.

XIII — aprovar o Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado;

XIV — autorizar convênios e contratos com entidades publicas ou particulares e consórcios com
outros Municípios;

XV — delimitar o perímetro urbano;

XVI — autorizar a alteração da denominação de próprios, vias e logradouros públicos;

XVII — estabelecer normas urbanísticas, particularmente as relativas a zoneamento e


loteamento.

XVIII — aprovar planos de loteamento e zoneamento urbano.

Art. 35 — Compete, privativamente, a Câmara Municipal exercer as seguintes atribuições,


dentre outras:
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I — eleger sua Mesa;

II — elaborar o Regimento Interno;

III — organizar os serviços administrativos internos e prover os cargos respectivos;

IV — propor a criação ou a extinção dos cargos dos serviços administrativos internos e a


fixação dos respectivos vencimentos;

V — conceder licença ao Prefeito, ao Vice-Prefeito e aos Vereadores;

VI — tomar e julgar as contas do Prefeito, deliberando sobre o parecer do Tribunal de


Contas do Estado no prazo máximo de sessenta (60) dias de seu recebimento, observados os
seguintes preceitos:
a) parecer do tribunal somente deixará de prevalecer por decisão de dois
terços (2/3) dos membros da Câmara;
b) decorrido o prazo de sessenta (60) dias, sem deliberação pela Câmara,
as contas serão consideradas aprovadas ou rejeitadas, de acordo com a
conclusão do parecer do Tribunal de Contas;
c) rejeitadas as contas serão estas, imediatamente, remetidas ao Ministério Publico
para os fins de direito;

VII — autorizar a realização de empréstimo, operação ou acordo externo de qualquer


natureza, de interesse do Município;

VIII — proceder a tomada de contas do Prefeito, através de comissão especial, quando


não apresentadas a Câmara, dentro de sessenta (60) dias após a abertura da sessão legislativa;

IX — aprovar convênio, contrato acordo ou qualquer outro instrumento celebrado pelo


Município com a União, o Estado, outra pessoa jurídica de direito publico interno ou entidades
assistências e culturais.

X — estabelecer e mudar, temporariamente, o local de suas reuniões;

XI — convocar o Prefeito, Secretario Municipal, Diretor ou Assessor do Prefeito para


prestar esclarecimentos, aprazando dia e hora para o comparecimento;

XII — deliberar sobre o adiamento e a suspensão de suas reuniões;

XIII — solicitar a intervenção do Estado no Município;

XIV — fiscalizar e controlar os atos do Poder Executivo, incluídos os da Administração


Indireta;

XV — fixar, observado o que dispõem os arts. 37,XI, 150,II, 153, III e 153,§ 2º,I da
Constituição Federal, a remuneração dos Vereadores, em cada legislatura para a
subsequente, sobre a qual incidirá o imposto sobre rendas e proventos de qualquer natureza;

XVI — fixar, observado o que dispõem os arts. 37,XI, 150,II, 153, III e 153, § 2º,I da
Constituição Federal, em cada legislatura para a subsequente a remuneração do Prefeito e do
Vice-Prefeito, sobre a qual incidirá o imposto sobre rendas e proventos de qualquer natureza;
9

XVII — aprovar referendo e convocar plebiscito, na forma da lei;

XVIII — emendar a Lei Orgânica, expedir decretos legislativos e resoluções;

XIX — destituir, por voto secreto e maioria absoluta, os diretores das escolas públicas
municipais;

XX — julgar o Prefeito, o Vice-Prefeito e os Vereadores, nos casos previstos em lei;

XXI — sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem o poder regulamentar
ou os limites da delegação legislativa;

XXII — decretar a perda do mandato do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos Vereadores, nos


casos indicados na Constituição Federal, nesta Lei Orgânica e na legislação aplicável a espécie;

XXIII — conceder título de cidadão honorário ou conferir homenagem a pessoas que,


reconhecidamente, tenham prestado relevantes serviços ao Município ou nele se destacado pela
atuação exemplar na vida pública e particular, mediante proposta de um ou mais Vereadores e
aprovação de, pelo menos, dois terços (2/3) dos membros da Câmara;

XXIV — criar comissão parlamentar de inquérito.

Art. 36 — Ao término de cada sessão legislativa, a Câmara elegerá dentre seus membros,
em votação nominal aberta, uma Comissão Representativa, cuja composição reproduzirá,
tanto quanto possível, a proporcionalidade da representação partidária ou dos blocos
parlamentares na Casa, que funcionará nos interregnos das sessões legislativas
ordinárias, com as seguintes atribuições: (Alterado por Emenda datada de 26/03/2001).

I — reunir-se, ordinariamente, uma vez por semana e, extraordinariamente, sempre que


convocada pelo Presidente;

II — zelar pelas prerrogativas do Poder Legislativo;

III — zelar pela observância da Lei Orgânica e dos direitos e garantias individuais;

IV — autorizar o Prefeito a se ausentar do Município por mais de cinco (5) dias úteis;

V — convocar, extraordinariamente, a Câmara em caso de urgência ou interesse publico


relevante.

§ 1º — A Comissão Representativa, constituída por número ímpar de Vereadores, será presidida


pelo Presidente da Câmara, cuja substituição far-se-á na Forma regimental.

§ 2º — A Comissão Representativa deverá apresentar relatório dos trabalhos por ela realizados,
quando do reinicio do período do de funcionamento ordinário da Câmara.

SEÇÃO IV
Dos Vereadores
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Art. 37 — Os Vereadores são invioláveis no exercício do mandato, e na circunscrição do


Município, por suas opiniões, palavras e votos.

§ 1º — Os Vereadores tem livre acesso aos órgãos da administração direta e indireta do


Município, mesmo sem aviso prévio;

§ 2º — Os servidores do órgão visitado deverão prestar todos os esclarecimentos e as


informações necessárias, sendo-lhes devidas todas as informações solicitadas.

Art.38 — É vedado ao Vereador:

I — desde a expedição do diploma:

a) - firmar ou manter contrato com o Município, com suas autarquias, fundações,


empresas públicas, sociedades de economia mista ou com suas empresas concessionárias
de serviço público, salvo quando o contrato obedecer a cláusulas uniformes;

b) – aceitar cargo, emprego ou função, no âmbito da Administração Pública Direta ou


Indireta municipal, salvo mediante aprovação em concurso público e observado o disposto no art.
86,I,IV e V desta Lei Orgânica.

II — desde a posse:

a) - ocupar cargo, função ou emprego, na administração Pública Direta ou Indireta do Município,


de que seja exonerável ad nutum, salvo o cargo de Secretário Municipal, desde que se licencie do
exercício do mandato;

b) - exercer outro cargo eletivo federal, estadual ou municipal;

c) - ser proprietário, controlador ou diretor de empresa que goze de favor decorrente de contrato
com pessoa jurídica de direito público do Município, ou nela exercer função remunerada;

d) - patrocinar causa junto ao Município em que seja interessada qualquer das


entidades a que se refere a alínea "a" do inciso I.

Art.39 — Perderá o mandato o Vereador:

I — que infringir qualquer das proibições estabelecidas no artigo anterior;

II — cujo procedimento for declarado incompatível com o decoro parlamentar ou


atentatório as instituições vigentes;

III — que se utilizar do mandato para a prática de atos de corrupção ou de


improbidade administrativa;

IV — que deixar de comparecer, em cada sessão legislativa anual, a terça parte das
sessões ordinárias da Câmara, salvo doença comprovada, licença ou missão autorizada pela
edilidade;

V — que fixar residência fora do Município;


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VI — que perder ou tiver suspensos os direitos políticos.

§ 1º — Além de outros casos definidos no regimento Interno da Câmara Municipal,


considerar-se-á
incompatível com o decoro parlamentar, o abuso das prerrogativas asseguradas ao
Vereador ou a percepção de vantagens ilícitas ou imorais.

§ 2º — Nos casos dos incisos I e II, a perda do mandato será declarada pela Câmara, por
voto secreto e maioria absoluta, mediante provocação da Mesa ou de Partido Político
representado na Câmara, assegurada ampla defesa;

§ 3º — Nos casos previstos nos incisos III a VI, a perda será declarada pela Mesa da
Câmara, de oficio ou mediante provocação de qualquer de seus membros ou de
Partido Político representado na Casa, assegurada ampla defesa.

Art. 40 — O Vereador poderá licenciar-se:

I — por motivo de doença;

II — para tratar, sem remuneração, de interesse particular, desde que o afastamento não
ultrapasse cento e vinte (120) dias por sessão legislativa;

III — para desempenhar missões temporárias, de caráter cultural ou de interesse do Município.

§ 1º — Não perderá o mandato, considerando-se automaticamente licenciado, o


Vereador investido no cargo de Secretário Municipal, conforme previsto, no art. 38, inciso II,
alínea "a" desta Lei Orgânica.

§ 2º — O Vereador licenciado nos termos dos incisos I e III, perceberá sua remuneração
integral, como se no efetivo exercício estivesse.

§ 3º — Suprimido; (Resolução nº 77/93, datada de 04/08/1993)

§ 4º — A licença para tratar de interesse particular não será inferior a trinta (30) dias e o
Vereador não poderá reassumir o exercício do mandato antes do término da licença.

§ 5º — Independentemente de requerimento, considerar-se-á como licença o não


comparecimento as reuniões de Vereador privado, temporariamente, de sua liberdade, em
virtude de processo criminal em curso.

§ 6º — Na hipótese do parágrafo 1º, o Vereador poderá optar pela remuneração do mandato.

Art. 41 — Dar-se-á a convocação do Suplente de Vereador nos casos de vaga ou de


licença.

§ 1º — No caso de licença de que trata o inciso I do a Art. 4O, a convocação do Suplente


de Vereador se dará quando a licença for igual ou superior a quinze (15) dias;

§ 2º — O Suplente convocado deverá tomar posse no prazo de quarenta e oito (48)


horas, contados da data da convocação, salvo justo motivo aceito pela Câmara, quando se
prorrogará o prazo.

§ 3º — Enquanto a vaga a que se refere o parágrafo anterior não for preenchida, calcular-se-á
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o quorum em função dos Vereadores remanescentes.

SEÇÃO V
Do Processo legislativo

Art. 42 — O processo legislativo municipal compreende a elaboração de:

I — emendas a Lei Orgânica Municipal;

II — leis complementares;

III — leis ordinárias;

IV — leis delegadas;

V — resoluções;

VI — decretos legislativos.

Art.43 — A Lei Orgânica Municipal poderá ser emendada mediante proposta:

I — de um terço (1/3), no mínimo, dos membros da Câmara Municipal;

II — do Prefeito Municipal.

§ 1º — A proposta será votada em dois turnos, com interstício mínimo de dez dias e aprovada por
dois terços (2/3) dos membros da Câmara Municipal.

§ 2º — A emenda a Lei Orgânica Municipal será promulgada pela Mesa da Câmara com o
respectivo número de ordem.

§ 3º — A Lei Orgânica não poderá ser emendada na vigência de estado de sítio ou de


intervenção no Município.

Art. 44 — A iniciativa das leis cabe a qualquer Vereador, ao Prefeito e do eleitorado que a
exercera sob forma de moção articulada, subscrita, no mínimo, por cinco por cento (5%) do
número total de eleitores que tenham votado nas últimas eleições gerais do Município.

Art. 45 — As leis complementares somente serão aprovadas, se obtiverem maioria


absoluta dos votos dos membros da Câmara Municipal, observados os demais termos de
votação das leis ordinárias.
Parágrafo Único — Serão leis complementares, dentre outras previstas nesta Lei Orgânica:

I — Código Tributário do Município;

II — Código de Obras;

III — Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado;

IV — Código de Posturas;
9

V — lei instituidora do regime jurídico único dos servidores municipais;

VI — lei orgânica instituidora da guarda municipal;

VII — lei de criação de cargos, funções ou empregos públicos.

Art. 46 — São de iniciativa exclusiva do Prefeito, as leis que disponham sobre:

I — criação, transformação ou extinção de cargos, funções ou empregos públicos na


Administração Direta e autárquica ou aumento de sua r enumeração;

II --- servidores públicos, seu regime jurídico, provimento de cargos, estabilidade e aposentadoria;

III — criação, estruturação e atribuições das Secretarias e órgãos da Administração pública;


Parágrafo Único — Não será admitido aumento da despesa prevista nos projetos de iniciativa
exclusiva do Prefeito Municipal.

Art. 47 — É da competência exclusiva da Mesa da Câmara, a iniciativa das leis que


disponham sobre:

I — autorização para abertura de créditos suplementares ou especiais, através do


aproveitamento total ou parcial das consignações orçamentarias da Câmara;

II — organização dos serviços administrativos da Câmara, criação, transformação ou


extinção de seus cargos, empregos e funções e fixação da respectiva remuneração.
Parágrafo Único — Nos projetos de competência exclusiva da Mesa da Câmara não serão
admitidas emendas que aumentem a despesa prevista, ressalvado o disposto na parte final do
inciso II deste artigo, se assinada pela metade dos Vereadores.

Art. 48 — O Prefeito poderá solicitar urgência para apreciação de projetos de sua iniciativa.

§ 1º — Recebida a solicitação do Prefeito, a Câmara terá trinta (30) dias para apreciação do
projeto de que trata o pedido.

§ 2º — Esgotado o prazo previsto no parágrafo anterior, sem deliberação da Câmara, a


proposição será incluída na Ordem do Dia, sobrestando-se a deliberação quanto aos demais
assuntos, para que se ultime a votação, ressalvados os projetos de orçamento anual, plurianual
de investimentos, diretrizes orçamentárias e a apreciação dos vetos.

§ 3º — O prazo do § 1º não corre nos períodos de recesso, nem se aplica aos projetos de
códigos.

Art. 49 — Aprovado o projeto de lei será enviado ao Prefeito, que, aquiescendo, o


sancionará.

§ 1º - Se o Prefeito considerar o projeto, no todo ou em parte, constitucional ou contrario ao


interesse público, veta-lo-á total ou parcialmente, no prazo de quinze dias úteis contados da data
do recebimento e comunicará, dentro de quarenta e oito (48) horas, ao Presidente da Câmara os
motivos do veto.

§ 2º — O veto parcial somente abrangera texto integral de artigo, de parágrafo, de inciso ou de


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alínea.

§ 3º — Decorrido o prazo de quinze dias, o silêncio do Prefeito importará em sanção.

§ 4º — O veto será apreciado pela Câmara, dentro de trinta dias a contar de seu recebimento,
só podendo ser rejeitado pelo voto da maioria absoluta dos Vereadores.

§ 5º — Se o veto não for mantido, será o texto enviado ao Prefeito para promulgação, no prazo
de quarenta e oito (48) horas.

§ 6º — Esgotado, sem deliberação, o prazo estabelecido no § 4º, o. veto será colocado na Ordem
do Dia da sessão imediata, sobrestadas as demais proposições, até sua votação final, ressal-
vadas as matérias referidas no art. 48, § 2º.

§ 7º — Se a lei não for promulgada dentro de quarenta e oito (48). horas pelo Prefeito, nos casos
dos §§ 3º e 5º, o Presidente da Câmara a promulgará e, se este não o fizer, em igual prazo,
caberá ao Vice-Presidente fazê-lo, obrigatoriamente.

Art. 50 — As leis delegadas serão elaboradas pelo Prefeito, que deverá solicitar a
delegação a Câmara Municipal.

§ 1º — Os atos de competência privativa da Câmara, a matéria reservada a lei complementar


e os planos plurianuais e orçamentos não serão objeto de delegação.

§ 2º — A delegação ao Prefeito será efetuada sob a forma de decreto legislativo, que


especificará o seu conteúdo e os termos do seu exercício.

§ 3º — o decreto legislativo poderá determinar a apreciação do projeto pela Câmara que a


fará em votação única, vedada a apresentação de emenda.

Art. 51 — Os projetos de resolução disporão sobre matérias de interesse interno da


Câmara e os projetos de decreto legislativo sobre os demais casos de sua competência
privativa.
Parágrafo Único — Nos Casos de projeto de resolução e de projeto de decreto legislativo,
considerar-se-á encerrada com a votação final, a elaboração da norma jurídica, que será
promulgada pelo Presidente da Câmara.

Art. 52 — A matéria constante de projeto de lei rejeitado, somente poderá constituir objeto
de um novo projeto, na mesma sessão legislativa, mediante proposta da maioria absoluta
dos membros da Câmara.

Art. 53 — A iniciativa popular, no processo legislativo, será exercida mediante


apresentação de:

I — projetos de lei;

II — propostas de emendas a Lei Orgânica;

III — emendas aos projetos de lei orçamentaria, de lei de diretrizes orçamentárias e de


plano plurianual.
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§ 1º — A iniciativa popular, no caso dos incisos I e II, será tomada por, no mínimo, cinco por cento
(5%) do eleitorado que tenham votado nas ultimas eleições gerais do Município.

§ 2º — Durante o período de pauta regimental, poderão ser apresentadas emendas populares


aos projetos de lei do plano plurianual, diretrizes orçamentarias e do orçamento anual, desde que
firmadas por, no mínimo, cinqüenta eleitores ou por uma entidade, legalmente constituída no
Município.

§ 3º — Recebido o requerimento, a Câmara verificará o cumprimen to dos requisitos


previstos nos parágrafos 1º e 2º, dando-lhe tramitação idêntica a dos demais projetos ou
emendas.

§ 4º — Os projetos de iniciativa popular, quando rejeitados pela Câmara, serão


submetidos a referendo popular se, no prazo de sessenta dias, quinze por cento (15%) do
eleitorado que, tenha votado nas últimas eleições gerais do Município o requerer.

§ 5º — Os resultados das consultas referendarias serão promulgados pelo Presidente


da Câmara Municipal.

Art. 54 — Lei complementar especificará os atos dos Poderes Executivo e Legislativo que
ficam sujeitos a plebiscito e disciplinará o processo da consulta plebiscitaria.

SEÇÃO VI
Da Fiscalização Contábil, Financeira e Orçamentaria

Art. 55 — A fiscalização contábil, financeira, orçamentaria e patrimonial do Município e dos


órgãos da administração direta e indireta e de quaisquer entidades constituídas ou
mantidas pelo Município, quanto aos aspectos da legalidade, legitimidade, economicidade,
aplicação das subvenções e renuncias de receitas, será exercida pela Câmara Municipal,
mediante controle externo, e pelo sistema de controle de cada um dos poderes do
Município.

§ 1º — O controle externo da Câmara será exercido com o auxilio do Tribunal de Contas do


Estado ou órgão estadual a que for atribuída essa incumbência e, compreenderá a apreciação
das Contas do Prefeito e da Mesa da Câmara, o acompanhamento das atividades financeiras e
orçamentarias do Município, o desempenho das funções de auditoria financeira e orçamentaria,
bem como o julgamento das contas dos administradores e demais responsáveis por bens e
valores públicos.

§ 2º — As contas do Prefeito e da Câmara Municipal, prestadas anualmente, serão julgadas pela


Câmara dentro de sessenta (60) dias após o recebimento do parecer prévio do Tribunal de
Contas ou órgão estadual a que for atribuída essa incumbência, considerando-se julgadas nos
termos das conclusões desse parecer, se não houver deliberação dentro desse prazo.

§ 3º — Somente por decisão de dois terços (2/3) dos membros da Câmara Municipal deixará de
prevalecer o parecer emitido pelo Tribunal de Contas do Estado ou órgão estadual incumbido
dessa missão.

§ 4º — As contas relativas a aplicação dos recursos transferidos pela União e Estado serão
prestadas na forma da legislação federal e estadual em vigor, podendo o Município
suplementar essas contas, sem prejuízo de sua inclusão na prestação anual de contas.
9

Art. 56 — O Executivo manterá sistema de controle interno, a fim de:

I — criar condições indispensáveis, para assegurar eficácia ao controle externo e


regularidade a realização da receita e despesa;

II — acompanhar as execuções de programas de trabalho e do orçamento;

III — avaliar os resultados alcançados pelos administradores;

IV — verificar a execução dos contratos.

Art. 57 — As contas do Município ficarão, durante sessenta (60) dias, anualmente, a


disposição de qualquer contribuinte, para exame e apreciação, o qual poderá questionar-
lhes a legitimidade, nos termos da lei.

§ 1º — Prestará contas qualquer pessoa física, jurídica ou entidade que utilize, arrecade, guarde,
gerencie ou administre dinheiro, bens e valores públicos pelos quais o Município responda, ou
que, em nome deste, assuma obrigações de natureza pecuniária.

§ 2º — Qualquer cidadão, partido político, associação ou sindicato poderá, e os


funcionários públicos deverão, denunciar, perante o Tribunal de Contas do Estado, quaisquer
irregularidades ou ilegalidades de que tenham conhecimento, sobre a matéria tratada na
sessão.

CAPÍTULO II
Do Poder Executivo
SEÇÃO I
Do Prefeito e do Vice-Prefeito

Art. 58 — O Poder Executivo Municipal e exercido pelo Prefeito, auxiliado pelos Secretários
Municipais.
Parágrafo Único — Aplica-se a elegibilidade para Prefeito e Vice-Prefeito o disposto no § 1º
do art. 17 desta Lei Orgânica e a idade mínima de vinte e um (21) anos.

Art. 59 — A eleição do Prefeito e do Vice-Prefeito realizar-se-á, simultaneamente, nos


termos estabelecidos no art. 29, incisos I e II na Constituição Federal.

Art. 60 — Decorridos dez (10) dias da data fixada para a posse, o Prefeito ou o Vice-
Prefeito, salvo motivo de força maior, não tiver assumido o cargo, este será declarado
vago.

Art. 61 — O Vice-Prefeito substituirá o Prefeito, em seus impedimentos, suceder-lhe-á


no caso de vaga e exercerá as funções delegadas por este ou conferidas em Lei.
(Alterado por Resolução nº 77/93, datada de 04/08/1993).

§ 1º — Suprimido. (Resolução nº 77/93, datada de 04/08/1993).

§ 2º — Suprimido. (Resolução nº 77/93, datada de 04/08/1993).

Art. 62 — Em caso de impedimento do prefeito e do Vice-Prefeito, ou vacância do


cargo ,assumirá a administração municipal, o Presidente da Câmara.
9

Parágrafo Único — O Presidente da Câmara recusando-se, por qualquer motivo a assumir


o cargo de Prefeito, renunciará, incontinente, a sua função de dirigente do Legislativo,
ensejando, assim, a eleição de outro membro para ocupar, como Presidente da Câmara, a
chefia do Poder Executivo.

Art. 63 — Verificando-se a vacância do cargo de Prefeito e inexistindo Vice-Prefeito,


observar-se-á o seguinte:

I — ocorrendo a vacância nos três primeiros anos do mandato, dar-se-á a eleição noventa (90)
dias após a sua abertura, cabendo aos eleitos completar o período de seus antecessores;

II — ocorrendo a vacância no último ano do mandato, assumirá o Presidente da


Câmara, que completará o período.

Art. 64 — O Prefeito, regularmente licenciado, terá direito a perceber a remuneração


,quando:

I — impossibilitado de exercer o cargo, por motivo de doença devidamente comprovada;

II — em gozo de férias;

III — a serviço ou em missão de representação do Município.

§ 1º—O Prefeito gozará de férias anuais de trinta (30) dias, sem prejuízo da remuneração,
ficando a seu critério a época para usufruir do descanso.

§ 2º — A remuneração do prefeito será estipulada na forma do inciso XVI, do art. 35 desta Lei
Orgânica.

Art. 65 — Na ocasião da posse e ao termino do mandato, o Prefeito fará declaração de seus


bens, as quais ficarão arquivadas na Câmara, constando das respectivas atas, o seu
resumo.

§ 1º — O Vice-Prefeito fará declaração de bens no momento em que assumir, pela primeira vez,
o exercício do cargo.

§ 2º — O Vice-Prefeito tem livre acesso aos órgãos da administração direta e indireta, mesmo
sem prévio aviso.

§ 3º — Os servidores do órgão visitado deverão prestar todos os esclarecimentos e as


informações necessárias, sendo-lhes devidas todas as informações solicitadas.

Art. 66 — O Prefeito e o Vice-Prefeito, quando no exercício do cargo, não poderão, sem


licença da Câmara Municipal, ausentar-se do Município por período superior a cinco (5)
dias úteis, sob pena de perda do cargo ou de mandato.

SEÇÃO II
Das Atribuições do Prefeito

Art. 67 — Ao Prefeito, como chefe da administração, compete dar cumprimento as


9

deliberações da Câmara, dirigir, fiscalizar e defender os interesses do Município, bem


como adotar, de acordo com a lei, todas as medidas administrativas de utilidade
pública, sem exceder as verbas orçamentárias.

Art. 68 — Compete ao Prefeito, entre outras atribuições:

I — nomear e exonerar os Secretários Municipais;

II — exercer, com auxilio dos Secretários Municipais, a direção superior da


administração municipal;

III — a iniciativa das leis, na forma e casos previstos nesta Lei Orgânica;

IV — representar o Município em juízo e fora dele;

V — sancionar, promulgar e fazer publicar as leis aprovadas pela Câmara e expedir os


regulamentos para sua fiel execução;

VI — vetar, no todo ou em parte, os projetos de lei aprovados pela Câmara;

VII — decretar, nos termos da lei, a desapropriação por necessidade ou utilidade pública, ou por
interesse social;

VIII — expedir decretos, portarias e outros atos administrativos;

IX — permitir ou autorizar a execução de serviços públicos, por terceiros;

X — prover os cargos públicos e expedir os demais atos referentes a situação


funcional dos servidores;

XI — encaminhar a Câmara, ate 15 de abril, a prestação de contas, bem como os balanços do


exercício findo;

XII — encaminhar aos órgãos competentes os planos de aplicação e as prestações de contas


exigidas em lei;

XIII — fazer publicar os atos oficiais;

XIV — prestar a Câmara, dentro de dez (10) dias, as informações pela mesma solicitadas, salvo
prorrogação, a seu pedido, por igual prazo, em face da complexidade da matéria ou da difi -
culdade de obtenção nas respectivas fontes, dos dados pleiteados;

XV — prover os serviços e obras da administração pública;

XVI — superintender a arrecadação dos tributos, bem como a guarda e aplicação da receita,
autorizando as despesas e pagamentos dentro das disponibilidades orçamentarias ou dos
créditos votados pela Câmara;

XVII — colocar a disposição da Câmara, dentro de dez (10) dias de sua requisição, as quantias
de que devam ser despendidas de uma só vez e ate o dia vinte (20) de cada mês, os recursos
correspondentes as suas dotações orçamentarias, compreendendo os créditos suplementares e
9

especiais;

XVIII — aplicar multas previstas em leis e contratos, bem como revelas quando impostas
irregularmente;

XIX — resolver sobre os requerimentos, reclamações ou representações que lhe forem dirigidas;

XX — oficializar, obedecidas as normas urbanísticas aplicáveis, as vias e logradouros públicos,


mediante denominação aprova da pela Câmara;

XXI — convocar, extraordinariamente, a Câmara, quando o interesse da administração o exigir;

XXII — aprovar projetos de edificação e arruamento;

XXIII — apresentar, anualmente, à Câmara, relatório circunstanciado sobre o estado das obras e
dos serviços municipais, bem como o programa da administração para o ano seguinte;

XXIV — organizar os serviços internos das repartições criadas por lei, sem exceder as verbas
para tal destinadas;

XXV — contrair empréstimos e realizar operações de crédito, mediante previa autorização da


Câmara;

XXVI — providenciar sobre a administração dos bens do Município e sua alienação, na forma da
lei;

XXVII — organizar e dirigir, nos termos da lei, os serviços relativos as terras do Município;

XXVIII — desenvolver o sistema viário do Município;

XXIX — conceder auxílios, prêmios e subvenções, nos limites das respectivas verbas
orçamentarias e do plano de distribuição, prévia e anualmente aprovado pela Câmara;

XXX — providenciar sobre o incremento do ensino;

XXXI — estabelecer a divisão administrativa do Município, de acordo com a lei

XXXII — solicitar o auxílio das autoridades policiais do Estado para a garantia do cumprimento de
seus atos;

XXXIII — adotar providências para a conservação e salva-guarda do patrimônio municipal;

XXXIV — publicar, até trinta (30) dias após o encerramento de cada bimestre, relatório resumido
da execução orçamentária;

XXXV — informar à Câmara, dentro de quinze (15) dias, de forma específica, detalhada e
justificada, se foram ou não atendidas as indicações apresentadas, por escrito, pelos Vereadores;
(Alterada por Emenda datada de 08/05/1995).

XXXVI — permitir ou autorizar o uso de bens municipais por terceiros, com exceção de bens
imóveis e de veículos automotores, que dependem de aprovação da Câmara Municipal.
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Parágrafo Único — Fica dispensada a aprovação da Câmara, nos casos de doença, prestação de
socorro e outros indicados em lei, bem como nos casos de urgência, determinada por comprova-
da necessidade ou utilidade pública, ou por relevante interesse social;

XXXVII — enviar a Câmara os projetos de lei relativos ao orçamento anual, a lei de diretrizes
orçamentarias e ao plano plurianual do Município e das suas autarquias.

Art. 69 — O Prefeito poderá delegar, por decreto, a seus auxiliares, as funções


administrativas previstas nos incisos X, XV e XXIV do art. 68.

SEÇÃO III
Da Perda e Extinção do Mandato

Art. 70 — É vedado ao Prefeito assumir outro cargo ou função na administração pública


direta ou indireta, ressalvada a posse em virtude de concurso público e observado o
disposto no art. 84,I,IV e V, desta Lei Orgânica.

§ 1º — É igualmente vedada ao Prefeito e ao Vice-Prefeito desempenhar função de


administração em qualquer empresa privada.

§ 2º — A infringência do disposto neste artigo e em seu § 1º importará em perda do mandato.

Art. 71 — Além dos previstos na lei federal, importam crime de responsabilidade os atos do
Prefeito ou do Vice-Prefeito que atentem contra a Lei Orgânica, a Constituição Federal e a
Constituição Estadual e, especialmente:

I— o livre exercício dos poderes constituídos;

II — o exercício dos direitos individuais, políticos e sociais;

III — a probidade na administração;

IV — a lei orçamentária;

V — a veracidade nas informações a que estiver obrigado a prestar;

VI — o cumprimento das leis e das decisões judiciais;

VII — a existência do Município.

Parágrafo Único — O Prefeito será julgado pela pratica de crime de responsabilidade, perante o
Tribunal de Justiça do Estado.
Art. 72 — São infrações político-administrativas do Prefeito, sujeitas ao julgamento pela
Câmara Municipal e sancionadas com a cassação do mandato:

I — impedir o funcionamento regular da Câmara;

II — impedir o exame de livros, folhas de pagamento e demais documentos que devam constar
do arquivo da Prefeitura, bem como a verificação de obras e serviços municipais, por comissão
de investigação da Câmara ou auditoria, regularmente instituída;
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III — desatender, sem motivo justo, as convocações ou os pedidos de informações da Câmara,


quando feitos a tempo e em forma regular;

IV — retardar a publicação ou deixar de publicar as leis e atos sujeitos a essa formalidade;

V — deixar de apresentar a Câmara, no devido tempo, e, em forma regular, a proposta


orçamentária;

VI — descumprir o orçamento aprovado para o exercício financeiro, desviando ou aplicando,


indevidamente, rendas ou verbas publicas;

VII — praticar, contra expressa disposição de lei, ato de sua competência ou omitir-se na sua
prática;

VIII — omitir-se ou negligenciar na defesa de bens, rendas, direitos ou interesses do Município,


sujeitos à administração da Prefeitura;

IX — ausentar-se do Município, por tempo superior ao permitido em lei, ou dele afastar-


se, sem autorização da Câmara Municipal;

X — deixar de transmitir o cargo a seu substituto legal, quando se afastar do Município, na


forma da lei;

XI — obstaculizar a ação de Vereador, quando no exercício de suas prerrogativas;

XII — proceder de modo incompatível com a dignidade e o decoro do cargo.


Parágrafo Único — O processo de cassação seguirá o rito estabelecido no Regimento Interno
da Câmara, assegurando-se ampla defesa ao Prefeito.

Art. 73 — Será declarado vago, pela Câmara Municipal, o cargo de Prefeito, quando:

I — ocorrer falecimento, renuncia ou condenação por crime funcional ou eleitoral;

II — deixar de tomar posse, sem motivo justo aceito pela Câmara, dentro do prazo de dez
(10) dias;

III — infringir as normas dos artigos 38 e 66 desta Lei Orgânica ;

IV — perder ou tiver suspensos os direitos políticos.

Art. 74 — As incompatibilidades declaradas no art. 38, seus incisos e letras, desta Lei
Orgânica, estende-se, no que forem aplicáveis, ao Prefeito, ao Vice-Prefeito e aos
Secretários Municipais.

SEÇÃO IV
Dos Auxiliares Diretos do Prefeito

Art. 75 — São auxiliares do Prefeito:

I — os Secretários Municipais;
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II — os Subprefeitos;

III — as Associações Representativas.


Parágrafo Único — Os Secretários Municipais, auxiliares diretos do Prefeito, exercem
cargo de livre nomeação e demissão.

Art. 76 — A lei estabelecerá as atribuições dos auxiliares diretos do Prefeito, definindo-


lhes a competência, deveres e responsabilidades.

Art. 77 — São condições para investidura no cargo de secretario:

I — ser brasileiro

II — estar no exercício dos direitos políticos;

III — ser maior de dezoito (18) anos.

Art. 78 — Alem das atribuições fixadas em lei, compete ao Secretário:

I — orientar, coordenar e superintender as atividades da administração municipal, na área


de sua competência;

II — subscrever os atos e decretos do Prefeito e expedir instruções para a execução das leis,
decretos e regulamentos relativos aos assuntos de sua Pasta;

III — praticar os atos pertinentes as atribuições que, na forma da Lei Orgânica, lhes forem
delegadas pelo Prefeito;

IV — apresentar ao Prefeito, ate primeiro de março de cada ano, relatório dos serviços
realizados, pela Pasta no exercício anterior;

V — comparecer a Câmara Municipal, quando por esta convocado, para prestar esclarecimentos
oficiais.

§ 1º — Os decretos, atos e regulamentos referentes aos serviços autônomos ou autárquicos


serão referendados pelo Secretário de Governo.

§ 2º — A infringência ao inciso V, deste artigo, importa em crime de responsabilidade.

Art. 79 — Os Secretários são solidariamente responsáveis com o Prefeito pelos atos que
assumirem, ordenarem ou praticarem.

Art. 80 — A competência do Subprefeito limitar-se-á ao Distrito ou Subdistrito para o qual


foi nomeado.
Parágrafo Único — Aos Subprefeitos, como delegados do Executivo, compete:

I — estabelecer, juntamente com a comunidade, as prioridades locais, indicando ao Prefeito as


providências a serem tomadas;

II — cumprir e fazer cumprir, na área de sua competência, as leis, resoluções, decretos,


regulamentos e demais atos do Prefeito e da Câmara;
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III — fiscalizar os serviços distritais e subdistritais;

IV — atender as reclamações dos munícipes e encaminha-las ao Prefeito, quando se tratar de


matéria estranha as suas atribuições, comunicando aos interessados a decisão proferida;

V — prestar contas ao Prefeito, mensalmente, ou quando solicita das.

Art. 81 — As associações representativas, uma para cada bairro ou vila da cidade de Dom
Pedrito, compete auxiliar a administração no planejamento municipal, bem como definir e
apresentar prioridades, em especial por ocasião da elaboração das leis concernentes ao
plano plurianual, diretrizes orçamentárias e orçamentos anuais.
Parágrafo Único — a lei poderá prever a representação e participação de outras entidades
ou associações, desde que representativas de segmentos organizados da comunidade.

Art. 82 — O Subprefeito, em caso de licença ou impedimento, será substituído por pessoa


de livre escolha do Prefeito.

Art. 83 — Secretários e Subprefeitos farão declaração de bens no ato da posse e no


término do exercício do cargo.

Art. 84 — A Procuradoria do Município é o Órgão que representa o Município, judicial e


extrajudicialmente, cabendo-lhe, nos termos da lei complementar que dispuser sobre sua
organização e funcionamento, as atividades de consultoria e assessoramento jurídico do
Poder Executivo. (Alterado por Resolução nº 77/93 datada de 04/08/1993).

§ 1º — A Procuradoria do Município tem por titular o Procurador do Município, na sua ausência ou


impedimento o Subprocurador, ambos os cargos de livre nomeação e exoneração pelo Prefeito.
(Alterado por Resolução nº 77/93, datada de 04/08/1993).

§ 2º — A destituição do Procurador Geral do Município, pelo Prefeito, devera ser precedida de


autorização da maioria absoluta da Câmara Municipal.

§ 3º — A Procuradoria do Município terá estrutura e nível de Secretaria Municipal. (Alterado por


Resolução nº 77/93, datada de 04/08/1993).

§ 4º — A Procuradoria Geral do Município terá a estrutura de Secretaria Municipal.

SEÇÃO V
Da Administração Pública

Art. 85 — A administração publica direta e indireta, de qualquer dos Poderes do Município,


obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e,
também , ao seguinte:

I — os cargos, empregos e funções publicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os
requisitos estabelecidos em lei;

II — a investidura em cargo ou emprego público municipal, bem como nas instituições


de que participe o Município, depende da aprovação prévia em concurso público de provas
ou de provas títulos, obedecida a ordem de classificação e o prazo de sua validade,
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ressalvadas as nomeações para cargo em comissão, declaradas em lei, de livre nomeação e


exoneração.

a) - as provas deverão aferir, em caráter eliminatório, os conhecimentos específicos exigidos


para o exercício do cargo;

b) - os pontos correspondentes aos títulos não poderão somar mais de trinta por cento
(30%) do total dos pontos do concurso;

c) - a não observância do disposto neste inciso acarretara a nulidade do ato e a punição da


autoridade responsável;

III — o prazo de validade do concurso público será de até dois anos, prorrogável uma vez, por
igual período;

IV — durante o prazo improrrogável, previsto no edital de convocação, aquele aprovado em


concurso público de provas ou de provas e títulos será convocado, com prioridade, sobre novos
concursados para assumir cargo ou emprego, na carreira;

V — os cargos em comissão e as funções de confiança serão exercidos, preferencialmente, por


servidores ocupantes de cargo de carreira técnica ou profissional, nos casos e condições pre-
vistos em lei;

VI — é garantido, ao servidor público civil, o direito a livre associação sindical;

VII — o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei complementar
federal;
VIII — a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de
deficiências e definirá os critérios de sua admissão;

IX — a lei estabelecerá os casos de contratação, por tempo determinado, para atender a


necessidade temporária de excepcional interesse público;

X — a revisão geral da remuneração dos servidores públicos far- se-á sempre na mesma data;

XI — a lei fixará o limite máximo e a relação de valores entre a maior e a menor remuneração dos
servidores públicos, observando, como limite máximo, os valores percebidos como remuneração,
em espécie, pelo Prefeito;

XII — os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo não poderão ser superiores aos pagos
pelo Poder Executivo;

XIII — é vedada a vinculação ou equiparação de vencimentos, para efeito de remuneração de


pessoal do serviço público, ressalvado o disposto no inciso anterior e no art. 88 § 1º desta Lei
Orgânica;

XIV — os acréscimos pecuniários percebidos por servidor publico não serão computados nem
acumulados. para fins de concessão de acréscimos ulteriores, sob o mesmo título ou idêntico
funcionamento;

XV — os vencimentos dos servidores públicos são irredutíveis e a remuneração observará o que


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dispõem os arts. 37,XI,XII; 150,II; 153,III; e 153 § 2º,I, da Constituição Federal;

XVI — é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto quando houver


compatibilidade de horários:

a) a de dois cargos de professor;

b) a de um cargo de professor com outro técnico ou cientifico;

c) a de dois cargos privativos de médico;

XVII — a proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange autarquias,


empresas públicas, sociedades de economia mista e fundações mantidas pelo Poder Público;

XVIII — a administração fazendária e seus servidores fiscais terão, dentro de sua área de
competência e jurisdição, precedência sobre os demais setores administrativos, na força da lei;

XIX — somente por lei específica poderão ser criadas empresas públicas, sociedade de
economia mista, autarquia ou fundação pública;

XX — depende de autorização legislativa, em cada caso, a criação de subsidiarias das entidades


mencionadas no inciso anterior, assim como a participação de qualquer delas em empresa
privada;

XXI — ressalvados os casos especificados na legislação, as obras, serviços, compras e


alienações serão contratados mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de
condições a todos os concorrentes, com cláusulas que estabeleçam obrigações de pagamento,
mantidas as condições efetivas da proposta, nos termos da lei, exigindo- se a qualificação
técnico-econômica indispensável a garantia do cumprimento das obrigações.

§ 1º — A não observância do disposto. no inciso III, implicará a nulidade do ato e a punição da


autoridade responsável, nos termos da lei.

§ 2º — As reclamações relativas a prestação de serviços públicos serão disciplinadas em lei.

§ 3º — Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos, a


perda da função publica, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e
gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação penal cabível.

§ 4º — As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado, prestadoras de serviços


públicos, responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros,
assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa.

XXII — fica proibido o exercício de cargo ou função pública remunerada, que não decorra de
concurso público, por parte de parentes consangüíneos ou afins, ate o 2º grau, do Prefeito, do
Vice-Prefeito e dos Secretários Municipais.

§ 1º — A proibição se aplica aos membros da Mesa, no âmbito do Poder Legislativo.

§ 2º — Em casos especiais, mediante requerimento fundamentado do Prefeito ou da


Mesa, a Câmara Municipal, por voto da maioria absoluta de seus membros, poderá autorizar as
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contratações ou nomeações proibidas no inciso.

Art. 86 — Ao servidor público, com exercício de mandato eletivo, aplicam-se as seguintes


disposições:

I — tratando-se de mandato eletivo federal ou estadual, ficará afastado de seu cargo,


emprego ou função;

II — investido no mandato de Prefeito ou de Vice-Prefeito, será afastado do cargo,


emprego ou função, sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração;

III — investido no mandato de Vereador, havendo compatibilidade de horários,


perceberá as vantagens de seu cargo, emprego ou função, sem prejuízo da
remuneração do cargo eletivo e, não
havendo compatibilidade, será aplicada a norma do inciso anterior;

IV — em qualquer caso que exija o afastamento para o exercício de mandato eletivo, seu tempo
de serviço será contado para todos os efeitos legais, exceto para promoção por merecimento;

V — para efeito de benefício previdenciário, no caso de afastamento, os valores serão


determinados como se no exercício estivesse;

VI — os servidores públicos e empregados da administração direta e indireta, quando assumirem


cargo eletivo, não poderão ser demitidos no período do registro de suas candidaturas ate um (1)
ano depois do término do mandato, nem serem transferidos do local do trabalho sem o seu
consentimento.

Art. 87 — É assegurado, aos servidores municipais, estabilidade, a partir do registro da


candidatura até um ano após o término do mandato sindical, salvo demissão precedida de
processo administrativo disciplinar ou judicial.

§ 1º — Ao Município é vedado qualquer ato de discriminação sindical em relação a seus


servidores, bem como influência nas respectivas organizações.

§ 2º — O órgão municipal encarregado da formulação da política salarial contará com a


participação paritária de representantes públicos municipais, na forma da lei.

SEÇÃO VI
Dos Servidores Públicos

Art. 88 — O Município instituirá regime jurídico único e planos de carreira para os


servidores da administração publica direta, das autarquias e das fundações publicas.
Parágrafo Único — A lei assegurará, aos servidores da administração direta, isonomia de
vencimentos para cargos de atribuições iguais ou assemelhadas do mesmo Poder ou entre
servidores dos Poderes Executivo e Legislativo, ressalvadas as vantagens de caráter
individual e as relativas a natureza ou local de trabalho.

Art. 89 — São direitos dos servidores públicos, além de outros que visem a melhoria de
suas condições sociais:

I — Salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas


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necessidades vitais básicas e as de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde,
lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe
preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim;

II — irredutibilidade do salário, salvo o disposto em convenção ou acordo coletivo;

III — garantia de salário, nunca inferior ao mínimo, para os que percebam remuneração variável;

IV — décimo terceiro salário com base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria;

V — remuneração do trabalho noturno superior a do diurno;

VI — salário-família para os seus dependentes;

VII — duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais,
facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção
coletiva de trabalho;

VIII — jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento,
salvo negociação coletiva;

IX — repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos;

X — remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em cinqüenta por cento (50%) à


do normal;

XI — gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço (1/3)a mais do que o salário
normal;

XII — licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, com a duração de cento e
vinte (120) dias;

XIII — licença-paternidade, nos termos fixados em lei;

XIV — proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos específicos, nos termos
da lei;

XV — aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, sendo no mínimo de trinta (30) dias,
nos termos da lei;

XVI — redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde,
higiene e segurança;

XVII — adicional de remuneração para as atividades penosas, insalubres ou perigosas, na forma


da lei;

XVIII — proibição de diferenças de salários, de exercício de funções e de critério de admissão


por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil;

XIX — proteção em face da automação, na forma da lei.


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Art. 90 — Lei complementar estabelecerá os critérios objetivos de classificação dos cargos


públicos de todos os Poderes, de modo a garantir isonomia de vencimentos.

§ 1º — Os planos de carreira preverão também:

I — as vantagens de caráter individual;

II — as vantagens relativas à natureza e ao local de trabalho;

III — os limites máximo e mínimo de remuneração e a relação entre esses limites, sendo
aquele o valor estabelecido de acordo com o art. 37, XI, da Constituição Federal.

§ 2º — As promoções de grau a grau, nos cargos organizados em carreira, obedecerão


aos critérios proporcionais de um por merecimento e dois por antigüidade, e a lei
estabelecerá normas que assegurem critérios objetivos na avaliação por merecimentos.
§ 3º — A lei poderá criar cargo de provimento efetivo isolado quando o número, no respectivo
quadro, não comportar a organização em carreira.
§ 4º —Aos cargos isolados aplicar-se-á o disposto no caput.

Art. 91 — Lei municipal definirá os direitos dos servidores do Município e acréscimos


pecuniários por tempo de serviço, assegurada a licença-prêmio por quinqüênio.

Art. 92 — O pagamento da remuneração mensal dos servidores públicos do Município


e da administração o indireta será realizado até o segundo (2º) dia útil do mês seguinte ao
do trabalho prestado.
Parágrafo Único — O pagamento da gratificação natalina, também denominada decimo
terceiro salário, será efetuado ate o dia vinte (20) de dezembro.

Art. 93 — As obrigações pecuniárias dos órgãos da administração direta e


indireta, para com os seus servidores ativos e inativos ou pensionistas, não cumpridas
no prazo do artigo anterior, serão liquidadas com valores atualizados pelos índices
aplicados para a revisão geral da remuneração dos servidores públicos do Município.

Art. 94 — Vencimento básico ou salário básico, nunca inferior ao salário mínimo,


fixado pela União para as trabalhadores urbanos e rurais são direitos dos servidores
públicos municipais, além de outros previstos na Constituição Federal, nesta Lei Orgânica
e nas leis:
Parágrafo Único — As gratificações e adicionais por tempo de serviço serão
assegurados a todos os servidores municipais e reger-se-ão por critérios uniformes
quanto a incidência, ao número e as condições de aquisição, na forma da lei.
Art. 95 — O servidor será aposentado:

I — por invalidez permanente, sendo os proventos integrais, quando decorrentes de


acidente em serviço, moléstia profissional ou doença grave, contagiosa ou incurável,
especifica das em lei e proporcionais aos demais casos;

II — compulsoriamente, aos setenta anos de idade, com proventos proporcionais ao


tempo de serviço;

III — voluntariamente:

a) - aos trinta e cinco anos de serviço, se homem, e aos trinta, se mulher, com proventos
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integrais;
b)
- aos trinta anos de efetivo exercício em função de magistério, se professor, e vinte
e cinco, se professora, com proventos integrais;
c)
- aos trinta anos de serviço, se homem, e aos vinte e cin co, se mulher, com proventos
proporcionais a esse tempo;
d)
- aos sessenta e cinco anos de idade, se homem, e aos ses senta, se mulher,
com proventos proporcionais ao tempo de serviço.

§ 1º — Lei complementar poderá estabelecer exceções ao disposto no inciso III, a e c, no caso


de exercício de atividades consideradas penosas, insalubres ou perigosas.

§ 2º — A lei disporá sobre aposentadoria em cargos ou empregos temporários.

§ 3º — O tempo de serviço público federal, estadual, municipal e mais os prestados


em atividades privadas, rural ou urbano, serão computados, integralmente, para
efeitos de aposentadoria e disponibilidade.

§ 4º — Os proventos de aposentadoria serão revistos, na mesma proporção e na mesma data,


sempre que se modificar a remuneração dos servidores em atividade, sendo também
estendidos aos inativos, quaisquer benefícios ou vantagens posteriormente concedidos
aos servidores em atividade, inclusive quando decorrentes da transformação ou
reclassificação do cargo ou função em que se deu a aposentadoria, na formada lei.

§ 5º — O benefício da pensão, por morte, corresponderá a totalidade dos vencimentos ou


proventos do servidor falecido, ate o limite estabelecido em lei, observado o disposto no
parágrafo anterior.

Art. 96 — São estáveis, após dois anos de efetivo exercício, os servidores


nomeados em virtude de concurso público.

§ 1º — O servidor público estável só perderá o cargo em virtude de sentença judicial transitada


em julgado ou mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa.

§ 2º — Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável, será ele


reintegrado, e o eventual ocupante da vaga reconduzido ao cargo de origem, sem direito a
indenização, aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade.

§ 3º — Extinto o cargo ou declarada a desnecessidade, o servidor estável ficará em


disponibilidade remunerada, até seu adequado aproveitamento em outro cargo.

Art. 97 — Ficam assegurados o vale transporte e o vale refeição para todos os servidores
públicos municipais, na forma da lei.

SEÇÃO VII
Da Segurança Pública

Art. 98 — O Município poderá constituir guarda municipal, força auxiliar destinada a


proteção de seus bens, serviços e instalações, nos termos da lei complementar.
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§ 1º — A lei complementar de criação da guarda municipal disporá sobre acesso,


direitos, deveres, vantagens e regime de trabalho, com base na hierarquia e disciplina.

§ 2º — A investidura nos cargos da guarda municipal far-se-á mediante concurso público


de provas e títulos.

TÍTULO IV
Da Organização Administrativa Municipal
CAPÍTULO I
Da Estrutura Administrativa

Art. 99 — A administração municipal e constituída dos órgãos integrados na estrutura


administrativa da Prefeitura e de entidades dotadas de personalidade jurídica própria.

§ 1º — Os órgãos da administração direta que compõem a estrutura administrativa da Prefeitura


se organizam e se coordenam, atendendo aos princípios técnicos recomendáveis ao bom
desempenho de suas atribuições.

§ 2º — As entidades dotadas de personalidade jurídica própria que compõem a Administração


Indireta do Município se classificam em:

I --- autarquia — o serviço autônomo, criado por lei, com personalidade jurídica, patrimônio e
receita próprios, para executar atividades típicas da administração pública, quê requeiram, para
seu melhor funcionamento, gestão administrativa e financeira descentralizadas;

II — empresa pública — a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, com


patrimônio e capital do Município, criada por lei, para exploração de atividades econômicas que o
Município seja levado a exercer, por força de contingência administrativa, podendo revestir-se de
qualquer das formas admitidas em direito;

III — sociedade de economia mista — a entidade dotada de personalidade jurídica de direito


privado, criada por lei ,para exploração de atividades econômicas, sob a forma de sociedade
anônima, cujas ações com direito a voto pertençam, em sua maioria, ao Município ou a entidade
da Administração Indireta;

IV — fundação pública — a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, criada


em virtude de autorização legislativa, para o desenvolvimento de atividades que ano exijam
execução por órgão ou entidades de direito público, com autonomia administrativa, patrimônio
próprio gerido pelos respectivos órgãos de direção e funcionamento custeado por recursos do
Município e de outras fontes.

§ 3º — A entidade de que trata o inciso IV do parágrafo anterior adquire personalidade jurídica


com a inscrição da escritura pública de sua constituição no Registro Civil de Pessoas Jurídicas,
não se lhe aplicando as demais disposições do Código Civil concernentes as fundações.

CAPÍTULO II
Dos Atos Municipais
SEÇÃO I
Da Publicidade dos Atos Municipais

Art. 100 — A publicação das leis e atos municipais far-se-á em órgão da imprensa local ou
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por afixação na sede da Prefeitura ou da Camara Municipal, nos termos da lei.

§ 1º — Quando ano existir imprensa local, as publicações poderão ser feitas em órgão regional.

§ 2º — A escolha do órgão de imprensa para a divulgação das leis e atos administrativos far-se-á
através de licitação, em que se levarão em conta não só as condições de preço, como as
circunstâncias de freqüência, horário, tiragem e distribuição.

§ 3º — Quando a urgência determinar a necessidade de imediata vigência das leis ou atos


administrativos, deverá constar do texto a dispensa da publicação pela imprensa.

§ 4º — Nenhum ato produzirá efeito antes de sua publicação.

§ 5º — A publicação dos atos ano normativos, pela imprensa, poderá ser resumida.

Art. 101 — O Prefeito fará publicar:

I — mensalmente, o balancete resumido da receita e da despesa;

II — mensalmente, os montantes de cada um dos tributos arrecadados e os recursos recebidos;

III — anualmente, até 15 de março, pelo órgão oficial do Estado, as contas da administração,
constituídas do balanço financeiro, do balanço patrimonial, do balanço orçamentário e
demonstração das variações patrimoniais, em forma sintética.

SEÇÃO II
Dos livros

Art. 102 — O Município manterá os livros que forem necessários ao registro de seus
serviços.

§ 1º — Os livros serão abertos, rubricados e encerrados pelo Prefeito ou pelo Presidente da


Câmara, conforme o caso, ou por funcionário designado para tal fim.

§ 2º — Os livros referidos, neste artigo, poderão ser substituídos por fichas ou outro sistema,
convenientemente autenticado.

SEÇÃO III
Dos Atos Administrativos

Art. 103 — Os atos administrativos de competência do Prefeito devem ser expedidos com
obediência as seguintes normas:

I — decreto, numerado em ordem cronológica, nos seguintes casos:

a) regulamentação de lei;

b) instituição, modificação ou extinção de atribuições ano constantes de lei;

c) regulamentação interna dos órgãos que forem criados na administração municipal;


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d) abertura de créditos especiais e suplementares, até o limite autorizado por lei, assim como
de créditos extraordinários;

e) declaração de utilidade publica ou necessidade social, para fim de desapropriação ou de


servidão administrativa;

f) aprovação de regulamento ou de regimento das entidades que compõem a administração


municipal;
g) medidas executórias do Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado;
h) normas de efeitos externos, ano privativos da lei;
i) fixação e alteração de preços.

II — portaria, nos seguintes casos:

a) provimento e vacância dos cargos públicos e demais atos de efeitos individuais;

b) lotação e relotação nos quadros de pessoal;

c) abertura de sindicância e processos administrativos, aplicação de penalidades e demais


atos individuais de efeitos internos;

d) outros casos determinados em lei ou decreto.

III — contrato, nos seguintes casos:

a) admissão de servidores para serviços de caráter temporário, nos termos do art. 85, IX,
desta Lei Orgânica;

b) execução de obras e serviços municipais, nos termos da lei.


Parágrafo Único — Os atos constantes nos itens II e III, deste artigo, poderão ser delegados.

SEÇÃO IV
Das Proibições

SEÇÃO V
Das Certidões

Art. 106 — A Prefeitura e a Câmara são obrigadas a fornecer a qualquer interessado, no


prazo máximo de quinze (15) dias, certidões dos atos, contratos e decisões, desde que
requeridas para fim de direito determinado, sob pena de responsabilidade da autoridade ou
servidor que negar ou retardar a sua expedição. No mesmo prazo, deverão atender as
requisições judiciais se outro não for fixado pelo juiz.
Parágrafo Único — As certidões relativas ao Poder Executivo serão fornecidas pelo
Secretário Municipal de Governo, exceto as declaratórias de efetivo exercício do Prefeito,
que serão fornecidas pelo Presidente da Câmara.

CAPÍTULO III
Dos Bens Municipais

Art. 107 — Cabe ao Prefeito a administração dos bens municipais, respeitada a


competência da Câmara quanto aqueles utilizados em seus serviços.
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Art. 108 — Todos os bens municipais deverão ser cadastrados, com a identificação
respectiva, numerando-se os móveis segundo o que for estabelecido em regulamento, os
quais ficarão sob a responsabilidade do chefe da Secretaria ou Diretoria a que forem
distribuídos.

Art. 109 — Os bens patrimoniais do Município deverão ser classificados:

I — pela sua natureza;

II — em relação a cada serviço.

Parágrafo Único — Devera ser feita, anualmente, a conferencia da escrituração patrimonial com
os bens existentes, e, na prestação de contas de cada exercício, será incluído o inventario de
todos os bens municipais.

Art. 110 — A alienação de bens imóveis, móveis veículos automotores e semoventes


municipais, subordinada a existência de interesse publico devidamente justificado, será
sempre precedida de avaliação e licitação, dispensada esta nos casos de doação e
permuta e dependera de autorização legislativa.

Art. 111 — O Município, preferencialmente, a venda ou doação de seus bens imóveis,


outorgara concessão de direito real de uso, me diante previa autorização legislativa e
licitação.

§ 1º — A licitação poderá ser dispensada, por lei, quando o uso se destinar a


concessionária de serviço público, a entidades assistências, ou quando houver relevante
interesse público, devidamente justificado.

§ 2º — A venda aos proprietários de imóveis lindeiros de áreas urbanas remanescentes e


inaproveitaveis para edificações, resultantes de obras públicas, dependerá apenas de
prévia avaliação e autorização legislativa, dispensada a licitação. As áreas resultantes de
modificações de alinhamento serão alienadas nas mesmas condições, quer sejam
aproveitáveis ou não.

Art. 112 — A aquisição de bens imóveis, por compra ou permuta, depende rá de


prévia avaliação e autorização legislativa.

Art. 113 — É proibida a doação, venda, concessão de uso e edificação de


qualquer espécie, exceto sanitários em qualquer, fração dos parques, praças, jardins
ou largos públicos, sem prévia autorização Legislativa. (Alterado por Emenda datada
de 30/11/1995).

Art. 114 — O uso de bens municipais, por terceiros, só poderá ser feito mediante
concessão, ou permissão a título precário e por tempo determinado, conforme o interesse
público o exigir.

§ 1º — A concessão de uso dos bens públicos de uso especial e dominicais dependerá de lei
e licitação e será feita mediante contrato, sob pena de nulidade do ato ressalvada a hipótese do
5 12 do art. 111, desta Lei Orgânica.

§ 2º — A concessão administrativa de bens públicos, de uso comum, somente poderá


9

ser outorgada para finalidades escolares, de assistência social ou turística, mediante autorização
legislativa.

§ 3º — A permissão de uso, nos casos previstos na Lei Orgânica, será feita, a título
precário, por ato unilateral do Prefeito, através de decreto.

Art. 115 — A utilização e administração dos bens públicos de uso especial, como
mercados, matadouros, estações, recintos de espetáculos e campos de esporte, serão
feitas na forma da lei e regulamentos respectivos.

CAPÍTULO IV
Das Obras e Serviços Municipais

Art. 116 — Nenhum empreendimento de obras e serviços do Município poderá ter


início sem prévia elaboração do plano respectivo, no qual, obrigatoriamente, conste:

I — a viabilidade do empreendimento, sua conveniência e oportunidade para o interesse comum;

II — os pormenores para sua execução;

III — os recursos para o atendimento das respectivas despesas;

IV — os prazos para o seu inicio e conclusão, acompanhados da respectiva justificação;

§ 1º — Nenhuma obra, serviço ou melhoramento, salvo casos de extrema urgência, será


executada sem prévio orçamento de seu custo.

§ 2º — As obras públicas poderão ser executadas pela Prefeitura, por suas autarquias e demais
entidades da administração indireta, e, por terceiros, mediante licitação.

§ 3º — Quando depender de concorrência, as obras do Poder Público municipal deverão ser


precedidas de ampla publicidade, em jornais e radias locais, inclusive em órgãos da
imprensa da capital do Estado, mediante edital ou comunicado resumido.

Art. 117 — A permissão de serviço público, a título precário, será outorgada por decreto do
Prefeito, após edital de chamamento de interessados para escolha do melhor pretendente,
sendo que a concessão só será feita com autorização legislativa, mediante contrato,
precedido de licitação.

§ 1º — Serão nulas de pleno direito as permissões, as concessões, bem como quaisquer outros
ajustes feitos em desacordo com o estabelecido neste artigo.

§ 2º — Os serviços permitidos ou concedidos ficarão sempre sujeitos a regulamentação e


fiscalização do Município, incumbindo, aos que o executem, sua permanente atualização e
adequação as necessidades dos usuários.

§ 3º — O Município poderá retomar, sem indenização, os serviços permitidos ou concedidos,


desde que executados em desconformidade com o ato ou contrato, bem como aqueles que se
revelarem insuficientes para o atendimento dos usuários.

§ 4º — As licitações para a concessão de serviços públicos deve ser precedidas de ampla


publicidade, em jornais e rádios locais, inclusive em órgãos da imprensa da capital do
9

Estado, mediante edital ou comunicado resumido.

Art. 118 — As tarifas dos serviços públicos deverão ser fixadas pelo Executivo,
tendo-se em vista a justa remuneração.

Art. 119 — Nos serviços, obras e concessões do Município, bem como nas compras
e alienações, será adotada a licitação, nos termos da lei.

Art. 120 — O Município poderá realizar obras e serviços de interesse comum,


mediante convênio com o Estado, a União ou entidades particulares, bem assim, através
de consorcio, com outros Municípios.

CAPÍTULO V
Da Administração Tributária e Financeira
SEÇÃO I
Dos Tributos Municipais

Art. 121. — São tributos municipais os impostos, as taxas e as contribuições de melhoria,


decorrentes de obras publicas, instituídos por lei municipal, atendidos os princípios
estabelecidos na Constituição Federal e nas normas gerais de direito tributário.

Art. 122 — São de competência do Município os impostos sobre:

I — propriedade predial e territorial urbana;

II — transmissão, inter vivos, a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis, por natureza ou
acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão de
direitos a sua aquisição;

III — vendas a varejo de combustíveis líquidos e gasosos, exceto óleo diesel;

IV - serviços de qualquer natureza, não compreendidos na competência do Estado, definidos na


lei complementar prevista no art. 146 da Constituição Federal.

§ 1º - O imposto previsto no inciso I poderá ser progressivo, nos termos da lei, de forma a
assegurar o cumprimento da função social.

§ 2º - O imposto previsto no inciso II não incide sobre a transmissão de bens ou direitos


incorporados ao patrimônio de pessoa jurídica em realização de capital, nem sobre a transmissão
de bens ou direitos decorrentes de fusão, incorporação, cisão ou extinção de pessoa jurídica,
salvo se, nesses casos, a atividade preponderante do adquirente for a compra e venda desses
bens ou direitos, locação de bens imóveis ou arrendamento mercantil.

§ 3º - A lei determinará medidas para que os consumidores sejam esclarecidos acerca dos
impostos previstos nos incisos III e IV.

Art. 123 - As taxas só poderão ser instituídas por lei, em razão do exercício do Poder
de Policia ou pela utilização efetiva ou potencial de serviços públicos, específicos e
divisíveis, prestados ao contribuinte ou posto a disposição pelo Município.

Art. 124 - A contribuição de melhoria poderá ser cobrada dos proprietários de imóveis
9

valorizados por obras públicas municipais, tendo como limite total, a despesa realizada e,
como limite individual, o acréscimo de valor que da obra resultar para cada imóvel
beneficiado.

Art. 125 - Sempre que possível, os impostos terão caráter pessoal e serão graduados
segundo a capacidade econômica do contribuinte, facultando a administração municipal,
especialmente para conferir efetividade a esses objetivos, identificar, respeitados os
direitos individuais e nos termos da lei, o patrimônio, os rendimentos e as atividades
econômicas do contribuinte.
Parágrafo Único - As taxas não poderão ter base de calculo própria de impostos.

Art. 126 - O Município poderá instituir contribuição, cobrada de seus servidores, para o
custeio, em beneficio destes, de sistemas de previdência e assistência social.

Art. 127 - A concessão de anistia, retiissao 3 isenção, benefícios e incentivos fiscais que
envolva matéria tributaria ou dilatação de prazos de tributo, serão concedidos, por prazo
deter minado, não podendo ultrapassar o primeiro ano da legislatura seguinte e mediante
autorização da Câmara Municipal.
Parágrafo Único- A concessão de anistia ou remissão fiscal no ultimo exercício de cada
legislatura só poderá ser admitido no ca só de calamidade pública.

Art. 128-Pertence ao Município:

I - o produto da arrecadação do imposto da União sobre a renda e proventos de qualquer


natureza, incidente na fonte, sobre rendimentos pagos, a qualquer título, por ele, suas autarquias
e pelas fundações que instituir e mantiver;

II - cinqüenta por cento (50%) do produto da arrecadação do imposto da União sobre a


propriedade territorial rural, relativamente aos imóveis nele situados;

III - cinqüenta por cento (50%) do produto da arrecadação do imposto do Estado sobre a
propriedade de veículos automotores licenciados em seu território;

IV - vinte e cinco por cento (25%) da arrecadação do imposto do


Estado sobre operações relativas a circulação de mercadorias e sobre prestação de serviço de
transporte interestadual, intermunicipal e de comunicações.

SEÇÃO II
Da Receita e da Despesa

Art. 129 - A receita municipal constituir-se-á da arrecadação dos tributos municipais, da


participação em tributos da União e do Estado, dos recursos resultantes do Fundo de
Participação dos Municípios e da utilização de seus bens, serviços, atividades e de outros
ingressos.

Art. 130 - A fixação dos preços públicos, devidos pela utilização d~ bens, serviços e
atividades municipais, será feita pelo Prefeito mediante edição de decreto.
Parágrafo Único - As tarifas dos servi públicos deverão cobrir os seus custos, sendo
reajustáveis, quando se tornarem deficientes ou excedentes.

Art. 131 - Nenhum contribuinte será obrigado ao pagamento. de qualquer tributo lançado
9

pela Prefeitura, sem prévia notificação.

§ 1º - Considera-se notificação a entrega do aviso de lançamento no domicilio fiscal do


contribuinte, nos termos da legislação federal pertinente.

§ 2º - Do lançamento do tributo cabe recurso ao Prefeito, assegurado para sua interposição o


prazo de quinze (15) dias, contados da notificação.

Art. 132 - A despesa pública atenderá aos princípios estabelecidos na Constituição


Federal e as normas de direito financeiro.

Art. 133 - Nenhuma despesa será ordenada ou satisfeita sem que exista recurso
disponível e crédito votado pela Câmara, salvo a que correr por conta de credito
extraordinário.

Art. 134 – Nenhuma lei que crie ou aumente despesa ser executada sem que dela
conste a indicação do recurso para atendimento do correspondente encargo.

Art. 135 - As disponibilidades de caixa do Município, de suas autarquias e fundações


e das empresas, por ele controladas, serão depositadas em instituições financeiras
oficiais, salvo os casos previstos em lei.

Art. 136 - O Município fará a divulgação prevista no art. 162 da Constituição Federal,
adotando uma forma simples e sintética, acessível ao leigo, para ser também
distribuída às instituições comunitárias.

SEÇÃO III
Do Orçamento

Art. 137 - A elaboração e a execução da lei orçamentária anual, plurianual de investimentos


e diretrizes orçamentárias obedecerão as regras estabelecidas na Constituição Federal, na
Constituição do Estado, nas normas de Direito Financeiro e nos preceitos desta Lei
Orgânica.
Parágrafo Único - O Poder Executivo publicará, até trinta dias após o encerramento de
cada bimestre, relatório resumido da execução orçamentaria.

Art. 138 - Os projetos de lei relativos as diretrizes orçamentarias, plano plurianual,


orçamento anual e créditos adicionais serão apreciados pela Comissão Permanente de
Orçamento e Finanças, a qual caberá:

I - examinar e emitir parecer sobre os projetos e as contas apresentadas anualmente pelo Prefeito
Municipal;

II - examinar e emitir parecer sobre os planos e programas de investimentos e exercer o


acompanhamento e fiscalização orçamentaria, sem prejuízo de atuação das demais Comissões
da Câmara.

§ 1º - As emendas serão apresentadas na comissão, que sobre elas emitirá parecer, e apreciadas
na forma regimental.

§ 2º - As emendas ao projeto de lei do orçamento anual ou aos pro jetos que o modifiquem
9

somente podem ser aprovados caso:

I - sejam compatíveis com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentarias;

II - indiquem os recursos necessários admitidos apenas os provenientes de anulação de despesa,


excluídas as que incidam sobre:
a) dotações de pessoal e seus encargos;
b) serviço de dívida; ou

III - sejam relacionados:

a) com a correção de erros ou omissões;

b) com os dispositivos do texto do projeto de lei.

§ 3º - Os recursos que, em decorrência de veto, emenda ou rejeição do projeto de lei


orçamentária anual, ficarem sem despesas correspondentes poderão ser utilizados, conforme o
caso, me diante créditos especiais ou suplementares, com previa e específica autorização
legislativa.

Art. 139 - Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão:

I - o plano plurianual;

II - as diretrizes orçamentárias;

III - os orçamentos anuais.

§ 1º - A lei que estabelecer o plano plurianual fixará, por distrito, subdistrito, bairro, vila e região,
as diretrizes, objetivos e metas da administração publica municipal para as despesas de capital e
outras delas decorrentes e para as relativas aos programas de duração continuada.

§ 2º - a lei das diretrizes orçamentarias compreendera as metas e prioridades da administração


pública municipal, incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro subsequente, que
orientara a elaboração da lei orçamentaria anual, disporá sobre as alterações na legislação
tributaria e estabelecera a política de fomentos.

Art. 140 - A lei orçamentária anual compreenderá:

I - o orçamento fiscal referente aos poderes do Município, seus fundos, órgãos e entidades da
administração direta e indireta;

II - o orçamento de investimento das empresas em que o Município, direta ou indiretamente,


detenha a maioria do capital social com direito a voto;

III - o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela


vinculados, da administração direta e indireta, bem como os fundos instituídos pelo Poder
Público.

Art. 141 - O Prefeito enviara a Câmara, no prazo consignado na lei complementar


federal a proposta de orçamento anual do Município para o exercício seguinte.
9

§ 1º - O não cumprimento do disposto no caput deste artigo implicara a elaboração pela Câmara,
independentemente do envio da proposta, da competente Lei de Meios, tomando por base a
lei orçamentaria em vigor.

§ 2º - O Prefeito poderá enviar mensagem à Câmara, para propor a modificação do projeto de


lei orçamentária, enquanto não iniciada a votação da parte que deseja alterar.

Art. 142 - A Câmara não enviando, no prazo consignado na lei complementar federal, o
projeto da lei orçamentária a sanção, será promulgada como lei, pelo Prefeito, o projeto
originário do Executivo.

Art. 143 - Rejeitado pela Câmara o projeto de lei orçamentaria anual, prevalecerá, para o
ano seguinte, o orçamento do exercício em curso, aplicando-se-lhe a atualização dos
valores.

Art. 144 - Aplicam-se ,aos projetos de lei do plano plurianual, da lei de diretrizes
orçamentarias e lei orçamentária, no que não contrariar o disposto nesta seção, as regras
do processo legislativo.

Art. 145 - O Município, para execução de projetos, programas, obras, serviços ou despesas
cuja execução se prolongue alem de um (1) exercício financeiro, devera elaborar
orçamentos plurianuais de investimentos.
Parágrafo Único - As dotações anuais dos orçamentos plurianuais deverão ser incluídas no
orçamento de cada exercício, para utilização do respectivo crédito.

Art. 146 - O orçamento será uno, incorporando-se, obrigatoriamente, na receita, todos os


tributos, rendas e suprimentos de fundos e incluindo-se, discriminadamente, na despesa,
as dotações necessárias ao custeio de todos os serviços municipais.

Art. 147 - O orçamento não conterá dispositivo estranho a previsão da receita, nem a
fixação da despesa anteriormente autorizada. Não se incluem nesta proibição a:

I - autorização para abertura de créditos suplementares;

II - contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita, nos termos da lei.

Art. 148 - São vedados:

I - o início de programas ou projetos não incluídos na lei orçamentaria anual;

II - a realização de despesas ou a assunção de obrigações diretas que excedam os créditos


orçamentários ou adicionais;

III - a realização de operações de créditos que excedam o montante das despesas de capital,
ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares e especiais com finalidade precisa,
aprovados pela Câmara, por maioria absoluta;

IV - a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, ressalvadas a repartição do


produto de arrecadação dos impostos a que se referem os arts. 158 e 159 da Constituição
Federal, a desatinação de recursos para manutenção e desenvolvimento do ensino, como
9

determinado velo art. 118 desta Lei Orgânica e a prestação de garantias as operações de crédito
por antecipação de receita, prevista no art. 147, II desta Lei Orgânica.

V - a abertura de credito suplementar ou especial, sem previa autorização legislativa e sem


indicação dos recursos correspondentes;

VI - a transposição, o remanejamento ou a transferencia de recursos de uma categoria de


programação para outra ou de um órgão para outro, sem previa autorização legislativa;

VII - a concessão ou utilização de créditos ilimitados;

VIII - a utilização, sem autorização legislativa específica, de recursos dos orçamentos fiscal e da
seguridade social para suprir necessidade ou cobrir déficit de empresa, fundações e fundos,
inclusive dos mencionados no art. 140 desta Lei Orgânica;

IX - a instituição de fundos de qualquer natureza, sem prévia autorização legislativa.

§ 1º - Nenhum investimento cuja execução ultrapasse um (1) exercício financeiro poderá ser
iniciado sem prévia inclusão no plano plurianual, ou sem lei que autorize a inclusão, sob pena de
crime de responsabilidade.

§ 2º - Os créditos especiais e extraordinários terão vigência no exercício financeiro em que forem


autorizados, salvo se o ato de autorização for promulgado nos últimos quatro meses daquele
exercício, caso em que, reabertos nos limites de seus saldos, serão incorporados ao orçamento
do exercício financeiro subsequente.

§ 3º - A abertura de credito extraordinário somente será admitida para atender a despesas


imprevisíveis e urgentes, como as decorrentes de calamidade pública.

Art. 149 - Os recursos correspondentes as dotações orçamentarias, compreendidos os


créditos suplementares e especiais destina dos a Câmara Municipal, ser-lhes-ão entregues
ate o dia vinte (20) de cada mês.

Art. 150 - A despesa com pessoal ativo e inativo do Município não poderá exceder os
limites estabelecidos em lei complementar.
Parágrafo Único - A concessão de qualquer vantagem ou aumento de remuneração, a
criação de cargos ou alteração de estrutura de carreiras, bem como a admissão de
pessoal, a qualquer titulo, pelos órgãos e entidades da administração direta ou indireta, só
poderão ser feitos se houver prévia dotação orçamentária suficiente para atender as
projeções de despesa de pessoal e aos acréscimos dela decorrentes.

Art. 151 - O Poder Executivo devera apresentar ao Poder Legislativo, trimestralmente,


demonstrativo do comportamento das finanças publicas, considerando:

I - as receitas, despesas e evolução da dívida pública;

II - os valores realizados desde o inicio do exercício até o último mês do trimestre objeto de
analise financeira;

III - as previsões atualizadas de seus valores ate o fim do exercício financeiro.


9

TÍTULO V
Da Ordem Econômica e Social
CAPÍTULO I
Disposições Gerais

Art. 152 - O Município, dentro de sua competência, organizara a ordem econômica e social,
conciliando a liberdade de iniciativa com os superiores interesses da coletividade.

Art. 153 - A intervenção do Município, no domínio econômico, terá por objetivo estimular e
orientar a produção, defender os interesses do povo e promover a justiça e solidariedade
sociais.

Art. 154 - A ordem econômica e social tem por base o primado do trabalho e, como
objetivo, o bem-estar e a justiça social.

Art. 155 - O trabalho e obrigação social, garantido a todos o direito ao emprego e a justa
remuneração, que proporcione existência digna na família e na sociedade.

Art. 156 - O Município considerará o capital não apenas como instrumento produtor de
lucro, mas também como meio de expansão econômica e de bem-estar coletivo.

Art. 157 - O Município assistira os trabalhadores rurais e suas organizações legais,


procurando proporcionar-lhes, entre outros benefícios, meios de produção e de trabalho,
credito fácil e preço justo, saúde e bem-estar social.

Art. 158 - O Município manterá órgãos especializados 3 incumbidos de exercer ampla


fiscalização dos serviços públicos por ele concedidos e da revisão de sua tarifas.
Parágrafo Único - A fiscalização de que trata este artigo compreende o exame contábil e as
perícias necessá- rias a apuração das inversões de capital e dos lucros auferidos pelas
empresas concessionárias.

Art. 159 - O Município dispensará, a microempresa e a empresa de pequeno porte,


assim definidas em lei federal, tratamento jurídico diferenciado, visando a incentiva-
las pela simplificação de suas obrigações administrativas, tributarias, previdenciárias
e creditícias ou pela eliminação ou redução destas, por meio de lei.

Art. 160 - O Município instituirá concessões de uso, comunitárias, no meio rural, em


terras de seu patrimô- nio, ou para tal fim adquiridas.
Parágrafo Único- A lei disporá sobre as concessões de uso comunitárias.

Art. 161 - O Município, no desempenho de sua organização econômica, planejará e


executará políticas voltadas para a agricultura e o abastecimento, especialmente, quanto:

I - ao desenvolvimento da propriedade em todas as suas potencialidades, a partir da votação e da


capacidade de uso do solo, levada em conta a proteção ao meio ambiente;

II - ao incentivo a agro-industria, com prioridade a matéria-prima local;

III - ao incentivo ao cooperativismo, ao sindicalismo e ao associativismo;


9

IV - a implantação de cinturões verdes;

V - ao estímulo a criação de centrais de compras para abastecimento de microempresas,


microprodutores rurais e empresas de pequeno porte, com vistas a diminuição do preço final das
mercadorias e produtos na venda ao consumidor;

VI - ao incentivo, a ampliação e a conservação da rede de estradas vicinais e da rede de


eletrificação rural.

CAPÍTULO II
Da Previdência e Assistência Social

Art. 162 - O Município, dentro de sua competência, regulara o serviço social, favorecendo e
coordenando as iniciativas particulares que visem a este objetivo.

§ 1º - Caberá ao Município promover e executar as obras que, por sua natureza e extensão, não
possam ser atendidas pelas instituições de caráter privado.

§ 2º - O plano de assistência social do Município, nos termos que a lei estabelecer, terá por
objetivo a correção dos desequilíbrios do sistema social e a recuperação dos elementos
desajustados, visando a um desenvolvimento social harmônico, consoante previsto no art. 203 da
Constituição Federal.

Art. 163 - Compete ao Município suplementar, se for o caso, os plano de previdência social,
estabelecidos na lei federal.

CAPÍTULO III
Da Saúde

Art. 164 - Sempre que possível, o Município promoverá:


Parágrafo Único – O Município aplicará, excepcionalmente no exercício de 2003, 11,8%
(onze inteiros e oito décimos) e, a partir de 2004, 15% (quinze por cento) do produto da
arrecadação dos impostos a que se refere o Art. 156 da Constituição Federal e dos
recursos de que tratam os artigos 158 e 159, I, b e § 3º, da Constituição Federal, para
financiamento das Ações e Serviços Públicos de Saúde. (Alterado por Emenda datada de
26/11/2002).

I - formação de consciência sanitária individual nas primeiras idades, através do ensino primário;

II - serviços hospitalares e dispensários, cooperando com a União e o Estado, bem como com as
iniciativas particulares e filantrópicas;

III - combate as moléstias especificas, contagiosas e infecto-contagiosas;

IV - combate ao uso de tóxico;

V - serviço de assistência a maternidade e a infância;

VI - assistência medica nas instituições de idosos, deficientes físicos e excepcionais.

Art. 165 - O Município integra, com a União e o Estado, com os recursos da seguridade
9

social, o Sistema Único de Saúde, cujas ações e serviços públicos na sua circunscrição
territorial, são por ele dirigidos, com as seguintes diretrizes: (Alterado por Resolução nº
77/93, datada de 04/08/1993).

I - atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas, sem prejuízo dos serviços
Assistênciais;

II - participação da comunidade.

§ 1º - A assistência a saúde e livre a iniciativa privada.

§ 2º - As instituições privadas poderão participar, de forma complementar do sistema único de


saúde, segundo
diretrizes deste, mediante contrato de direito publico ou convênio tendo preferencia as entidades
filantrópicas e as sem fins lucrativos.

§ 3º - É vedado ao Município a destinação de recursos públicos para auxílios e subvenções as


instituições privadas com fins lucrativos.

Art. 166 - Ao Sistema Único de Saúde (SUS), compete, alem de outras atribuições, nos
termos da lei: (Alterado por Resolução nº 77/93, datada de 04/08/1993).

I - controlar e fiscalizar procedimentos, produtos e substancias de interesse para a saúde e


participar da produção de medicamentos, equipamentos imunobiologícos, hemoderivados e
outros insumos;

II - executar as ações de vigilância sanitária e epidemiológica, bem como as de saúde do


trabalhador;

III - ordenar a formação de recursos humanos na área da saúde;

IV - participar da formulação da política e da execução das ações de saneamento básico;

V - incrementar, em sua área de atuação, o desenvolvimento científico e tecnológico;

VI - fiscalizar e inspecionar alimentos, compreendido o controle de seu teor nutricional, bem como
bebidas e águas para consumo humano;

VII - participar do controle e fiscalização produção, transporte, guarda e utilização de substâncias


e produtos psícoativos, tóxicos e radioativos;

VIII - colaborar na proteção do meio ambiente, nele compreendido o do trabalho.

Art. 167 - A inspeção médica nos estabelecimentos de ensino municipal, terá caráter
obrigatório.
Parágrafo Único - Constituirá exigência indispensável a apresentação, no ato da matrícula,
de atestado de vacina contra moléstias infecto-contagiosas.

Art. 168 - O Município cuidará do desenvolvimento das obras e serviços relativos ao


saneamento e urbanismo, com a assistência da União e do Estado, sob condições
estabelecidas em lei complementar federal.
9

CAPÍTULO IV
Da Família, da Educação, da Cultura e do Desporto

Art. 169 - A lei disporá sobre a assistência aos idosos, a maternidade e aos excepcionais
legislação federal;

§ 1º - Compete ao Município suplementar a legislação federal e a estadual, dispondo sobre a


proteção a infância, a juventude e as pessoas portadoras de deficiência, garantindo-lhe o acesso
a logradouros, edifícios públicos e veículos de transporte coletivo.

§ 2º - Para a execução do previsto neste artigo, serão adotadas, entre outras, as seguintes
medidas:
I - amparo as famílias numerosas e sem recursos;

II - ação contra os males que são instrumentos da dissolução da família;

III - estímulo aos pais e as organizações sociais para formação moral, cívica, física e intelectual
da juventude;

IV - colaboração com as entidades Assistenciais que visem a proteção e educação da criança;

V - amparo as pessoas idosas, assegurando sua participação na comunidade, defendendo sua


dignidade e bem-estar, garantindo-lhe o direito a vida e executando esses programas,
preferencialmente, em seus lares.

VI - colaboração com a União, com o Estado e com outros Municípios para a solução dos
problemas dos menores desamparados ou desajustados, através de processos adequados de
permanente recuperação.

Art. 170 - O Município estimulará o desenvolvimento das ciências, das artes, das letras e
da cultura em geral, observado o disposto na Constituição Federal.

§ 1º - A lei disporá sobre a fixação de datas comemorativas de alta significação para o Município.

§ 2º - A administração municipal cabe, na forma da lei, a gestão da documentação


governamental e as provi- dências para franquear sua consulta a quantos dela necessitem.

§ 3º - Ao Município cumpre proteger os documentos, as obras e outros bens de valor


histórico artístico e cultural, os monumentos, as paisagens naturais notáveis e os sítios
arqueológicos.

Art. 171 - O Município complementará o ensino público municipal com programas


permanentes e gratuitos de material didático-escolar, transportes, alimentação,
assistência a saúde e de atividades culturais e esportivas.

Art. 172 - O sistema de ensino municipal assegurará aos alunos, necessitados, condições
de eficiência escolar.

Art. 173 - O ensino oficial do Município será gratuito em todos os graus e atuará,
prioritariamente, no ensino fundamental e pré-escolar.
9

§ 1º - O ensino religioso, de matricula facultativa, constitui disciplina dos horários das escolas
oficiais do Muni-
cípio e será ministrado de acordo com a confissão religiosa do aluno, manifestada por ele, se
for capaz, ou por seu representante legal ou responsável.

§ 2º - O ensino fundamental regular será ministrado em língua portuguesa;

§ 3º - O Município orientará e estimulará, por todos os meios, a prática de educação


física, ministrada por professores legalmente habilitados, que será obrigatória em todos os
níveis nos estabelecimentos municipais de ensino e nos particulares, que recebam auxilio do
Município.

Art. 174 - O ensino e livre a iniciativa privada, atendidas as seguintes condições:

I - cumprimento das normas gerais da educação nacional;

II - autorização e avaliação de qualidade, pelos órgãos competentes.

Art. 175 - Os recursos do Município serão destinados as escolas públicas, podendo ser
dirigidos a escolas comunitárias, confessionais ou filantrópicas, definidas em lei federal
que:

I - comprovem finalidade não- lucrativa e apliquem seus excedentes financeiros em educação;

II - assegurem a desatinação de seu patrimônio a outra escola comunitária, filantrópica ou


confessional ou ao Município, no caso de encerramento de suas atividades.
Parágrafo Único - Os recursos de que trata este artigo serão destina dos a bolsas de estudo para
o ensino fundamental, na forma da lei, para os que demonstrarem insuficiência de recursos,
quando houver falta de vagas e cursos regulares da rede publica na localidade da residência do
educando, ficando o Município obrigado a investir, prioritariamente, na expansão de sua rede na
localidade.

Art. 176 - O Município auxiliará, pelos meios ao seu alcance, as organizações beneficentes,
culturais e amadoristas, nos termos da lei, sendo que as amadoristas e as colegiais terão
prioridade no uso de estádios, campos e instalações de propriedade do Município.

Art. 177 - O Município manterá o professorado municipal em nível econômico, social e


moral a altura de suas funções.

Art. 178 - O Município aplicará, anualmente, trinta e cinco por cento (35%), no mínimo,
da receita resultante de impostos, compreendendo a proveniente de transferências, assim
discriminados:

I - trinta por cento (30%), na manutenção e desenvolvimento do ensino publico;

II - um e meio por cento (1,5%) no apoio, incentivo, valorização e difusão das manifestações
culturais, de preferencia, as de natureza local;

III - um e meio por cento (1,5%), no fomento as práticas desportivas, dando prioridade aos
alunos da rede municipal de ensino e a promoção desportiva das entidades locais.

IV - Dois por cento (2%) para a criação de um fundo destinado a estudantes de 3º Grau e cursos
9

de formação técnica e/ ou profissionalizante, de baixa renda familiar, que efetivamente residam


em Dom Pedrito. (Alterado por Emenda datada de 19/05/1995).
Parágrafo Único- É vedada, às escolas públicas municipais, a cobrança de taxas ou contribuições
a qualquer título.

Art. 179 - É da competência comum da União, do Estado e do Município proporcionar os


meios de acesso a cultura, a educação e a ciência.

Art. 180 - As escolas públicas municipais contarão com Conselhos Escolares


constituídos de representantes da comunidade escolar, na forma da lei.

§ 1º - Os diretores das escolas públicas municipais serão escolhidos, mediante eleição direta,
pela comunidade escolar, na forma da lei.

§ 2º - Os estabelecimentos públicos de ensino municipal estarão a disposição da comunidade,


através de programações organizadas em comum ou pelo Conselho Escolar.

Art. 181 - A educação é um direito de todos e um dever do Município e da família,


baseada na justiça social, na democracia e no respeito aos direitos humanos, ao meio
ambiente e aos valores culturais, visando o perfeito desenvolvimento do educando
como pessoa e sua qualificação para o trabalho e o exercício consciente da cidadania.

Art. 182 - O ensino municipal será ministrado com base nos seguintes princípios:

I – ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiverem acesso na
idade própria;

II - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;

III - progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio;

IV - atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, bem como aos


superdotados, preferencialmente na rede regular de ensino;

V - atendimento em creche e pré-escola as crianças de zero a seis anos de idade;

VI - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a
capacidade de cada um;

VII - oferta de ensino noturno regular, adequado as condições do educando;

VIII - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber;

IX - pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas e coexistência de instituições públicas e


privadas de ensino;

X - gestão democrática do ensino publico;

XI - garantia de padrão de qualidade do ensino;

XII - valorização dos profissionais do ensino, garantindo, na forma da lei, plano de carreira para o
magistério, com piso salarial profissional, ingresso no magistério exclusivamente por concurso
9

público de provas e títulos e regime jurídico único para todas as instituições mantidas pelo
Município.

§ 1º - O acesso ao ensino obrigatório e gratuito e direito publico subjetivo; (Alterado por


Resolução nº 77/93, datada de 04/08/1993).

§ 2º -O não oferecimento do ensino obrigatório pelo Município, ou sua oferta irregular, importa
responsabilidade da autoridade competente.

§ 3º - Compete ao Poder Público recensear os educandos no ensino fundamental, fazendo-lhes a


chamada e zelar, junto aos pais ou responsáveis, pela freqüência a escola.

§ 4º - A direção das creches compete à Secretaria Municipal de Educação e Cultura.

Art. 183 - O Município desenvolverá programas gratuitos e eficazes para erradicação do


analfabetismo.

Art. 184 - O Município criara cursos profissionalizantes, de natureza permanente e abertos


a comunidade.

Art. 185 - O Município incentivara a pesquisa e a publicação de obras no campo da


educação.

Art. 186 - O Município promovera o constante estimulo e incentivo ao permanente


aperfeiçoamento do pessoal docente.

Art. 187 - O Município manterá o Cadastro Geral do Acervo do Patrimônio Histórico,


Artístico e Cultural.
Parágrafo Único- O referido Cadastro Geral deverá manter-se atualizado e de livre pesquisa
pública.

Art. 188 - constituem direito e valores culturais garantidos pelo Município:

I - liberdade na criação e expressão artísticas;

II - acesso a educação artística e ao desenvolvimento da criatividade, principalmente nos


estabelecimentos de ensino, nas escolas de arte, nos centros culturais e espaços de associações
de bairros;

III - amplo acesso a todas as formas de expressão cultural, das populares às eruditas e das
regionais às universais;

IV - apoio e incentivo a produção, difusão e circulação dos bens culturais;

V - o acesso ao patrimônio cultural do Município estende-se ao patrimônio natural, aos bens de


natureza material e imaterial, portadores de referenciais a identidade, a ação e a memória dos
diferentes grupos formadores da sociedade riograndense regional, nos quais se incluem os
seguintes bens:

a) as formas de expressão;
9

b) os modos de fazer, criar e viver;

c) as criações artísticas, científicas e tecnológicas; d) as obras, objetos, monumentos


naturais e paisagens, documentos, edificações e demais espaços públicos e privados destinados
as manifestações políticas, artísticas e culturais;

e) os conjuntos urbanos e sítios de valores histórico, paisagístico, artístico, arqueológico,


científico e ecológico.

Art. 189 - O Município, através do Serviço do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural, em


colaboração com a comunidade, protegera o patrimônio cultural, por meio de inventario,
registro, vigilância, tombamento, desapropriações e outras formas de acautelamento e
preservação.

§ 1º - Os proprietários de bens de qualquer natureza, tombados pelo Município, receberão


incentivos para preservação, na forma da lei.

§ 2º - Os danos e ameaças ao patrimônio cultural serão punidos, na forma da lei.

§ 3º - As instituições públicas municipais ocuparão, preferencialmente, prédios tombados, desde


que não haja ofensa a sua preservação.

Art. 190 - Lei municipal regulará o e utilização dos Museus Municipais, respeitada a
competência do Estado e da União.

Art. 191 - O Município propiciará o acesso às obras de arte, com exposição destas
em locais públicos e incentivará a instalação e manutenção de bibliotecas, bem como a
instalação de galerias de arte, na sede do Município.

Art. 192 - É assegurado aos pais, professores, alunos e funcionários organizarem-se, em


todos os estabelecimentos de ensino, através de associações, grêmios ou outras formas.
Parágrafo Único - Será responsabilizada a autoridade educacional que embaraçar ou
impedir a organização ou funcionamento das entidades referidas neste artigo.

Art. 193 - O Município manterá escolas técnicas ou profissionalizantes, de grau elementar e


médio.
Parágrafo Único - Para a instalação e funcionamento dessas escolas poderá associar-se a
entidades públicas, de outro nível, fundacionais ou privadas, com elas firmando
convênios.

Art. 194 - Fica o desporto vinculado a Secretaria Municipal de Educação e Cultura.

Art. 195 - Até o dia dez (10) de cada mês, o Poder Executivo enviará, à Câmara e a
direção das escolas públicas municipais, relatório circunstanciado, indicando,
discriminadamente, todas as despesas efetuadas e realizadas com as verbas
orçamentárias, destinadas a Secretaria Municipal de Educação e Cultura, relativa- mente
ao mês imediatamente anterior.

Art. 196 - Junto as concessões de uso comunitárias, funcionarão escolas


predominantemente técnico ruraís, com programas de ensino próprios.

Art. 197 - O Município proporcionará meios de recreação sadia e construtiva a


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comunidade, mediante reservas de espaços verdes ou livres, em forma de parques,


bosques, jardins, praias e assemelhados, como base física da recreação urbana.

Art. 198 - É assegurada a gratuidade aos maiores de sessenta e cinco (65) anos e aos
deficientes físicos, no transporte coletivo urbano e rural.

Art. 199 - Todas as entidades filantrópicas ou sindicatos constituídos, que ministrarem


cursos profissionalizantes ou de educação a seus associados, terão os mesmos
custeados pelo Município, através de verba específica e com prestação de contas.
Parágrafo Único - Ficam excluídos de tal beneficio as entidades e sindicatos patronais.

Art. 200 - O Escotismo deverá ser considerado como método complementar da educação,
merecendo o apoio dos órgãos do Município.
Parágrafo Único - O Município poderá ceder áreas de suas reservas ecológicas para a
criação de Parques Escoteiros, proporcionando, na medida do possível, condições para o
seu bom funcionamento.

CAPÍTULO V
Da Ciência e Tecnologia

Art. 201 - O Município promoverá e incentivará, no âmbito de sua competência, o


desenvolvimento científico, a pesquisa e capacitação tecnológica, nos termos da lei.

§ 1º - O desenvolvimento científico e a pesquisa tecnológica terão por base o respeito a vida, a


saúde, a dignidade humana e aos valores culturais do povo, na proteção, controle e recuperação
do meio ambiente e no aproveitamento dos recursos naturais.

§ 2º - Caberá a Secretaria Municipal de Educação e Cultura, enquanto não for criado, por lei,
órgão especifico, cuidar da promoção e do incentivo ao desenvolvimento científico e a pesquisa e
capacitação tecnológica.

Art. 202 - O Município, para o desenvolvimento da ciência e da tecnologia, no âmbito de


sua competência, além dos recursos materiais e humanos, alocara recursos financeiros,
via incentivos, ao órgão municipal que cuidará da política municipal de ciência e
tecnologia.

CAPÍTULO VI
Da Política Urbana

Art. 203 - A política de desenvolvimento urbano, executada pelo Poder Público Municipal,
conforme diretrizes gerais fixadas em lei, tem por objetivo ordenar o pleno
desenvolvimento das funções sociais da cidade e garantir o bem-estar de seus habitantes.

§ 1º - O plano diretor, aprovado pela Câmara Municipal, é o instrumento básico da política de


desenvolvimento e de expansão urbana.

§ 2º - A propriedade urbana cumpre sua função social, quando atende as exigências


fundamentais de ordena- ção da cidade, expressas no plano diretor.

§ 3º - As desapropriações de imóveis urbanos serão feitas com prévia e justa indenização


em dinheiro.
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Art. 204 - O direito à propriedade, seu uso e limites devem estar de acordo com a
conveniência social.

§ 1º - O Município poderá, mediante lei específica, para área incluída no plano diretor, exigir,
nos termos da lei federal, do proprietário do solo urbano não edificado, subutilizado ou não
utilizado, que promova seu ade- quado aproveitamento, sob pena, sucessivamente, de:

I - parcelamento ou edificação compulsória;

II - imposto sobre propriedade predial e territorial urbana progressivo no tempo;

III - desapropriação, com pagamento mediante titulo da divida publica de emissão previamente
aprovada pelo Senado Federal, com prazo de resgate de ate dez (10) anos, em parcelas anuais,
iguais e sucessivas, assegurados o valor real da indenização e os juros legais.

§ 2º - Poderá também o Município organizar fazendas coletivas, orientadas ou administradas pelo


Poder Público, destinadas a formação de elementos aptos as atividades agrícolas.

Art. 205 - Será isento de impostos sobre propriedade predial e territorial urbana o prédio ou
terreno destinado a moradia do proprietário de pequenos recursos ou entidades
filantrópicas que não possuam outro imóvel, nos termos e no limite do valor que a lei fixar.

CAPÍTULO VII
Do Meio Ambiente

Art. 206 - Todos tem direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso
comum do povo e essencial a sadia qualidade de vida, impondo-se, ao Poder Público
municipal e a coletividade, o dever de de- fendê-lo e preservá-lo para as presentes e
futuras gerações.

§ 1º - Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao Poder Publico:

I – preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo ecológico das


espécies e ecossistemas;

II - preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do Pais e fiscalizar as


entidades dedicadas a pesquisa e manipulação de material genético;

III - definir espaços territoriais e seus componentes a serem especialmente protegidos,


sendo a alteração e a supressão permitidas somente através de lei, vedada qualquer
utilização que comprometa a integridade dos atributos que justifiquem sua proteção;

IV - exigir, na forma da lei, para instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de


significativa degradação do meio ambiente, estudo prévio de impacto ambiental, a que se dará
publicidade;

V - controlar a produção a comercialização e o emprego de técnicas, métodos e substâncias que


comportem risco para a vida, a qualidade de vida e o meio ambiente;

VI - promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública


para a preservação do meio ambiente;
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VII - proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as praticas que coloquem em risco
sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade;

VIII - informar, sistematicamente, e, amplamente, a população sobre os níveis de poluição, a


qualidade do meio ambiente, as situações de risco de acidente e a presença de
substâncias potencialmente danosas a saúde na água potável e nos alimentos;

IX - incentivar a integração do ensino superior da região, instituições de pesquisa e


associações civis nos esforços para garantir e aprimorar o controle do meio ambiente, inclusive
no ambiente de trabalho, como também estimular a pesquisa e o desenvolvimento de
alternativas e práticas agrícolas compatíveis com a preservação do ambiente natural;

X - vedar a concessão de incentivos fiscais as atividades que desrespeitem as normas e


padrões de proteção ao meio ambiente, natural e de trabalho.

§ 2º - Aquele que explorar recursos minerais fica obrigado a recuperar o meio ambiente
degradado, de acordo com a solução técnica exigida pelo órgão publico competente, na forma da
lei.

§ 3º - As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os


infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a sanções penais e administrativas, independentemente
da obrigação de reparar os danos causados.

CAPÍTULO VIII
Do Meio Rural

Art. 207 - O Município dará ampla assistência técnica a todo o pequeno proprietário
rural por intermédio da Secretaria Municipal de Agricultura, relativamente as tarefas
agrícolas e pecuárias, bem como: (Alterado por Resolução nº 77/93, datada de 04/08/1993).

I - formação de consciência sanitária nas propriedades rurais e urbanas;

II - exames de Brucelose e Tuberculose em todos os animais utilizados para produção


leiteira, periodicamente.

Art. 208 - O Poder Público Municipal, implementara, como incentivo a permanência do


homem no campo, a construção e reforma de habitações rurais de pequenos
proprietários, com base em lei complementar que regulamentara os meios de definir
estes, relativamente a propriedade.

Art. 209 - São isentos de tributos os veículos de tração animal e os demais instrumentos
de trabalho do pe- queno agricultor, empregados no serviço da própria lavoura ou no
transporte de seus produtos.

Art. 210 - O Município, por todos os seus meios, dará ao habitante do meio rural, toda a
assistência disponível ao urbano.

TÍTULO VI
Disposições Gerais e Transitórias

Art. 211-Incumbe ao Município:


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I - auscultar, permanentemente, a opinião publica; para isso, sempre que o interesse público não
aconselhar o contrário, os Poderes Executivo e Legislativo divulgarão, com a devida.
antecedência, os projetos de lei para o recebimento de sugestões;

II - adotar medidas para assegurar a celeridade na tramitação e solução dos expedientes


adminis- trativos, punindo, disciplinarmente, nos termos da lei, os servidores faltosos;

III- facilitar, no interesse educacional do povo, a difusão de jornais e outras publicações


periódicas, assim como das transmissões pelo rádio e pela televisão;

IV - facilitar, aos profissionais da educação e servidores públicos municipais, sua


participação em cursos, seminários, congressos e conclaves, que lhes propiciem aperfeiçoar
seus conhecimentos, para melhor desempenho das respectivas funções.

Art. 212 - É lícito a qualquer cidadão obter informações e certidões sobre assuntos
referentes a administração municipal.

Art. 213 - Qualquer cidadão será parte legítima para pleitear a declaração de nulidade ou
anulação dos atos lesivos ao patrimônio municipal.- Art. 214-O Município não poderá dar
nome de pessoas vivas a bens e serviços públicos de qualquer natureza.
Parágrafo Único - Para fins desse artigo, somente após um (1) ano do falecimento poderá
ser homenageada qualquer pessoa, que reconhecidamente tenha prestado relevantes
serviços ao Município.

Art. 215 - Os cemitérios, no Município, terão sempre caráter secular, e serão administrados
pela autoridade municipal, sendo permitida, a todas as confissões religiosas, praticar neles
os seus ritos.
Parágrafo Único - As associações religiosas e os particulares poderão, na forma da lei
manter cemitérios próprios, fiscalizados porém, pelo Município.

Art. 216 - Até a promulgação da lei complementar, referida no art. 150 desta Lei Orgânica, é
vedado ao Muni- cípio despender mais do que sessenta e cinco por cento (65%) do valor
da receita corrente, no pagamento de despesas com pessoal ativo e inativo, limite este a
ser alcançado no máximo, em cinco (5) anos, a razão de um quinto (1/5) por ano.

Art. 217 - Até a entrada em vigor da lei complementar federal, o projeto do plano
plurianual, para vigência até o final do mandato em curso do Prefeito, e o projeto de lei
orçamentária anual, serão encaminhados a Câmara até quatro meses antes do
encerramento do exercício financeiro e devolvidos para sanção, até o encerramento da
sessão legislativa.
Parágrafo Único - O projeto de lei de diretrizes orçamentárias, até a entrada em vigor da lei
complementar federal, será encaminha do a Câmara, até oito meses e meio antes do
encerramento do exercício financeiro e devolvido para sanção, até o encerramento da
sessão legislativa.

Art. 218 - A lei municipal que dispor sobre zoneamento, parcelamento do solo, seu
uso e sua ocupação, as construções e edificações, proteção do meio ambiente,
licenciamento e fiscalização e os parâmetros bási- cos, todos objetos do plano diretor,
contará, necessariamente, com a participação das entidades afins, no seu processo de
elaboração.
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Art. 219 - No prazo de um ano da promulgação da Lei Orgânica, a Câmara Municipal


revisará todos os contra- tos de comodato e permissões de uso de imóveis urbanos
e rurais, pertencentes ao Município.
Parágrafo Único - Será transferida a propriedade dos terrenos urbanos aos
comodatários e permissionários, a seu cônjuge, descendentes, ascendentes ou irmão,
que residir no imóvel, há pelo menos, cinco (5) anos, na forma da lei.

Art. 220 - O Município intervirá no domínio econômico com o objetivo de criar fontes
hídricas para irrigação de culturas ou para estimular a sua prática.

Art. 221 - O Município complementará, mediante convênio, com recursos orçamentários e


humanos próprios, o serviço oficial de competência da União e do Estado, da pesquisa,
assistência técnica e extensão rural, garantindo o atendimento gratuito aos
pequenos produtores que trabalham em regime de economia familiar e assalariados
rurais.

Art. 222 - Todos os beneficiados com casas ou terrenos, através do sistema Mutirão,
ficam impedidos de negocia-los por um prazo de dez (10) anos.

Art. 223 - A lei que instituir o plano plurianual deverá prever, nos próximos vinte (20) anos,
recursos destina- destinados a programas de despoluição do rio Santa Maria e seus
afluentes e a manutenção da potabilidade e balneabilidade.
Parágrafo Único - A lei de diretrizes orçamentarias e os orçamentos anuais especificarão
os recursos necessários, anualmente, para a implementarão do programa previsto neste
artigo.

Art. 224 - O Município criará, decorridos dois anos da promulgação da Lei Orgânica, a
Casa do Estudante Pedritense.

Art. 225 - No prazo de dois anos da promulgação da Lei Orgânica, o Poder Executivo
enviará a Câmara projeto de lei, instituindo o Centro de Educação Integrado
Municipal, respeitadas as peculiaridades da comunidade.

Art. 226 - A Câmara editará Lei, estabelecendo normas sobre, funcionamento,


representação, participação e atribuições das Associações Representativas. (Alterado
por Resolução nº 77/93, datada de 04/08/1993).

Art. 227 - No prazo de dois anos da promulgação da Lei Orgânica, o Poder Executivo
enviará a Câmara projeto de lei, instituindo Núcleo Educacional Rural.

Art. 228 - No prazo de sessenta (60) dias da promulgação da Lei Orgânica, o Executivo
Municipal providên- ciará na instalação de Gabinete para o Vice-Prefeito.

Art. 229 – Suprimido (Resolução nº 77/93, datada de 04/08/1993)

Dom Pedrito, 02 de abril de 1990.

INCORPORAÇÃO DE EMENDAS
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Esta Lei Orgânica foi atualizada, com a incorporação de Emendas no ano 2004, sob
a Direção da Mesa da Câmara, composta pelos Vereadores:

Ver. Paulo Gilberto Bordin - Presidente


Ver. Sérgio Roberto Vieira – 1º Vice-Presidente
Ver. Nilton da Rosa Vargas – 2º Vice-Presidente
Ver. Lucidoro Rodrigues Rodrigues – 1º Secretário
Ver. Valmir Gomes Sanches - 2° Secretário