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UFCD CUIDADOS NA HIGIENE, CONFORTO E

6574 ELIMINAÇÃO
Cuidados na higiene, conforto e eliminação

Índice

Introdução.......................................................................................................................................... 3
Âmbito do manual......................................................................................................................... 3
Objetivos ........................................................................................................................................ 3
Carga horária ................................................................................................................................. 5
1.Noções gerais sobre necessidades humanas básicas .............................................................. 6
1.1.Necessidades humanas básicas ao longo do ciclo de vida do Indivíduo o no contínuo
saúde/doença ................................................................................................................................ 6
1.2.O contributo do/a Técnico/a Auxiliar de Saúde, na equipa multidisciplinar, para a
satisfação das necessidades humanas básicas do utente: higiene e conforto;
alimentação; hidratação; eliminação ......................................................................................... 7
2.Cuidados de higiene e conforto a utentes que necessitam de ajuda parcial ou total....... 10
2.1.A importância da higiene e do conforto para a saúde do utente ................................. 10
2.2.Questões relativas à privacidade, intimidade e sexualidade do utente ....................... 11
2.2.1.Aspectos a ter em conta na interação ....................................................................... 11
2.3.Os principais fatores ambientais propiciadores de conforto/desconforto para o utente
....................................................................................................................................................... 12
2.4.Os principais fatores pessoais do utente propiciadores de conforto/desconforto ...... 13
2.5.A técnica do banho .............................................................................................................. 14
2.5.1.Banho na cama ............................................................................................................. 14
2.5.2.Banho no chuveiro/banheira ....................................................................................... 18
2.5.3.Banho na cadeira de banho assistido ........................................................................ 21
2.6.Técnicas de substituição de Roupas de cama e macas ocupadas ................................ 24
2.7.Técnicas de vestir e despir o utente ................................................................................. 28
2.8.Materiais e equipamentos de higiene e conforto ............................................................ 29
2.9.Produtos de higiene e conforto: características e sua aplicação .................................. 30

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Cuidados na higiene, conforto e eliminação

2.10.Outros cuidados básicos de higiene e apresentação .................................................... 31


2.10.1- Cabelo ......................................................................................................................... 31
2.10.2- Unhas .......................................................................................................................... 32
2.10.3- Barba ........................................................................................................................... 33
2.10.4- Higiene oral ................................................................................................................ 33
2.11.A colaboração em cuidados de higiene a utentes com sistemas de soros,
drenagens, tubagens e/ou outros dispositivos ....................................................................... 35
3.A Eliminação ................................................................................................................................. 36
3.1.Cuidados a ter no antes e após a eliminação .................................................................. 36
3.1.1- Condições ambientais e de privacidade ................................................................... 36
3.1.2.- A limpeza e higiene parcial dos genitais ................................................................. 37
3.2.Materiais e técnicas de apoio à eliminação ...................................................................... 40
3.2.1.- Colocação e remoção do urinol ................................................................................ 40
3.2.3- Colocação e substituição de fraldas ......................................................................... 43
3.2.4- Transferência e posicionamento na cadeira sanitária............................................ 44
3.2.5- Esvaziamento dos sacos coletores de urina com válvula ...................................... 44
3.2.6- Outros dispositivos de apoio à eliminação - noções básicas ................................ 46
4.Produtos de eliminação vesical e intestinal ............................................................................. 50
4.1.Urina: características, alterações e sinais de alerta ........................................................ 50
4.2.Fezes: características, alterações e sinais de alerta ....................................................... 52
5.Tarefas que em relação a esta temática se encontram no âmbito de intervenção do/a
Técnico/a Auxiliar de Saúde .......................................................................................................... 54
5.1.Tarefas que, sob orientação de um enfermeiro, tem de executar sob sua supervisão
direta............................................................................................................................................. 54
5.2.Tarefas que, sob orientação e supervisão de um enfermeiro, pode executar
sozinho/a ...................................................................................................................................... 55
Bibliografia ....................................................................................................................................... 57

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Cuidados na higiene, conforto e eliminação

Introdução

Âmbito do manual

O presente manual foi concebido como instrumento de apoio à unidade de formação de


curta duração nº 6574 – Cuidados na higiene, conforto e eliminação, de acordo com
o Catálogo Nacional de Qualificações.

Objetivos

 Adquirir noções sobre as necessidades humanas básicas: higiene e conforto,


alimentação, hidratação, eliminação.
 Adquirir noções básicas sobre os fatores de promoção e inibição de conforto e
desconforto.
 Identificar os aspetos referentes à privacidade, intimidade, sexualidade da pessoa
nos cuidados de higiene e eliminação.
 Explicar que as tarefas que se integram no âmbito de intervenção do/a Técnico/a
Auxiliar de Saúde terão de ser sempre executadas com orientação e supervisão de
um enfermeiro.
 Identificar as tarefas que têm de ser executadas sob supervisão direta do enfermeiro
e aquelas que podem ser executadas sozinho.
 Aplicar técnicas de apoio à higiene e conforto, na cama, ao utente que necessita de
ajuda parcial, segundo orientação do enfermeiro e mobilizando conhecimentos
fundamentais sobre métodos, materiais e equipamentos.
 Aplicar técnicas de apoio à higiene e conforto, na casa de banho, ao utente que
necessita de ajuda parcial, segundo orientação do enfermeiro e mobilizando
conhecimentos fundamentais sobre métodos, materiais e equipamentos.

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Cuidados na higiene, conforto e eliminação

 Aplicar técnicas de apoio à higiene e conforto na cama ao utente que necessita de


ajuda total, auxiliando o Enfermeiro na prestação de cuidados de higiene e conforto.
 Aplicar técnicas de apoio à eliminação, ao utente que necessita de ajuda parcial,
segundo orientação do enfermeiro e utilizando e manuseando adequadamente os
dispositivos indicados aos diferentes tipos de eliminação.
 Aplicar técnicas de apoio à eliminação, ao utente que necessita ajuda total,
auxiliando o enfermeiro na colocação dos dispositivos indicados aos diferentes tipos
de eliminação.
 Aplicar técnicas de substituição de roupa em camas e macas ocupadas, mobilizando
conhecimentos fundamentais sobre métodos, materiais e equipamentos.
 Explicar a importância de demonstrar interesse e disponibilidade na interação com
utentes.
 Explicar a importância de manter autocontrolo em situações críticas e de limite.
 Explicar o dever de agir em função das orientações do enfermeiro.
 Explicar o impacte das suas ações na interação e bem-estar emocional de terceiros.
 Explicar a importância da sua atividade para o trabalho de equipa multidisciplinar.
 Explicar a importância de assumir uma atitude pró-ativa na melhoria contínua da
qualidade, no âmbito da sua ação profissional.
 Explicar a importância de cumprir as normas de segurança, higiene e saúde no
trabalho assim como preservar a sua apresentação pessoal.
 Explicar a importância de agir de acordo com normas e/ou procedimentos definidos
no âmbito das suas atividades.
 Explicar a importância de adequar a sua ação profissional a diferentes públicos e
culturas.
 Explicar a importância de prever e antecipar riscos.
 Explicar a importância de demonstrar segurança durante a execução das suas
tarefas.
 Explicar a importância da concentração na execução das suas tarefas.
 Explicar a importância de desenvolver as suas atividades promovendo a
humanização do serviço.

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Cuidados na higiene, conforto e eliminação

 Explicar a importância de desenvolver uma capacidade de alerta que permita


sinalizar situações ou contextos que exijam intervenção.
 Explicar a importância de demonstrar compreensão, paciência e sensibilidade na
aplicação adequada de técnicas de higiene e conforto e mobilização do utente.
 Explicar a importância de agir em função da capacidade de autonomia do utente, e
de valorizar pequenos progressos.

Carga horária

 50 horas

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Cuidados na higiene, conforto e eliminação

1.Noções gerais sobre necessidades humanas básicas

1.1.Necessidades humanas básicas ao longo do ciclo de vida


do Indivíduo o no contínuo saúde/doença

O conforto está interligado com as necessidades básicas do ser humano que se manifestam
pela necessidade de proteção diante dos perigos físicos, de ameaças psicológicas e de dor

Durante a sua hospitalização, o paciente deverá receber conforto e segurança. Os utentes


entendem que os cuidados de higienização necessários, bem como, todos consideraram a
higiene importante para a sua saúde, reconhecendo que esta interfere na qualidade de vida.

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Cuidados na higiene, conforto e eliminação

Pode-se observar que o significado e a importância da higiene e do banho para os utentes


estão associados com a ideia de saúde e de doença.

Afirmaram que o banho e uma boa higiene corporal auxiliam no alívio de dores e da própria
doença ajudando a recuperar ou manter a saúde.

Objetivos dos cuidados aos pacientes:


1. Assegurar limpeza do corpo
2. Assegurar o bem-estar e uma boa autoestima da pessoa cuidada
3. Prevenir a irritação da pele
4. Manter as mãos e unhas limpas e com bom comprimento
5. Favorecer o relaxamento e a comunicação

Os cuidados com a higiene são fundamentais para evitar problemas que podem surgir
durante o tratamento.

Manter a limpeza do ambiente, da cama e do cuidado nas trocas de roupas pois devem ser
mudadas várias vezes para evitar infeções e complicações.

1.2.O contributo do/a Técnico/a Auxiliar de Saúde, na equipa


multidisciplinar, para a satisfação das necessidades humanas
básicas do utente: higiene e conforto; alimentação;
hidratação; eliminação

No que respeita à satisfação das necessidades básicas dos utentes, compete aos técnicos
auxiliares de saúde, entre outras funções as seguintes:
 Colaborar sob supervisão, na prestação de cuidados de higiene e conforto aos
doentes.

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Cuidados na higiene, conforto e eliminação

 Auxiliar nas tarefas de alimentação.


 Preparar o material para a esterilização.
 Ajudar nas tarefas de recolha de material para análise.
 Velar pela manutenção do material utilizado nos cuidados prestados aos doentes.
 Assegurar o serviço de mensageiro e proceder à limpeza específica dos respetivos
sectores, assim como dos seus acessos.
 Assegurar a manutenção das condições de higiene nos respetivos locais de trabalho.

As práticas que usualmente têm maior impacto na higiene e no conforto físico dos pacientes
são: higiene do ambiente, banho de aspersão (banho de chuveiro), banho na cama, higiene
do couro cabeludo, oral e íntima, adequação da cama e sua arrumação, troca de fraldas,
massagem de conforto, mobilização no leito e readequação do vestuário.

Cabe ao profissional estabelecer um canal de comunicação com o paciente, mantendo um


bom vínculo de confiança, para o estabelecimento de práticas de conforto (medidas reais e
concretas). O mais importante é não conformar-se com o cuidado básico; é necessário a
reavaliação diária e constante para que o conforto impere.

Um paciente nunca é igual ao outro, ainda que a manifestação da doença seja igual para a
maioria. Observar a singularidade de cada um é o que nos guia para o conforto do paciente.

Paralelamente ao bom contacto humano, é necessária uma boa preparação técnica. Assim,
o auxiliar deve oferecer boa destreza manual, leveza e precisão de movimentos, limpeza e
método de trabalho, associados a uma adequada preparação teórica.

Inserido numa equipa, e em contacto diário com os colegas, os enfermeiros, os médicos,


ou outros técnicos, necessita de ter capacidade de relacionamento, à custa do respeito
mútuo, da consideração, da boa educação e do espírito de colaboração.

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Cuidados na higiene, conforto e eliminação

Relativamente ao utente, tem de ser compreensivo, amável, simpático, alegre, capaz de lhe
incutir coragem e confiança, que são premissas essenciais para a obtenção de um elevado
nível da qualidade de cuidados.

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Cuidados na higiene, conforto e eliminação

2.Cuidados de higiene e conforto a utentes que


necessitam de ajuda parcial ou total

2.1.A importância da higiene e do conforto para a saúde do


utente

A higiene é um conjunto de meios e regras que procuram garantir o bem-estar físico e


mental, promovendo a saúde e prevenindo a doença. Na vida quotidiana, satisfazemos as
nossas próprias necessidades, no entanto durante o envelhecimento e durante a doença, a
capacidade de nos auto-cuidarmos diminui e a carência de cuidados de higiene aumenta.

A higiene pessoal é decisiva no que respeita a fatores pessoais e ambientais que incidem
na saúde física e mental dos clientes. Por este motivo, os cuidados de higiene exigem uma

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Cuidados na higiene, conforto e eliminação

atitude integral e globalizante que valorize as condições físicas, psicológicas, sociais e


funcionais de cada cliente.

A falta de higiene não é apenas um problema que pode interferir com a saúde. Contribui
também, e de forma decisiva, para uma diminuição da autoestima e dificulta a integração
social. Sublinhemos que alguns residentes podem já sentir-se diminuídos nestas áreas por
negligenciarem habitualmente a sua própria higiene.

A equipa que assiste o paciente e sua família deverá realizar uma análise sistemática e
contínua do plano de cuidados objetivando, sempre, um planeamento assistencial viável.

Esta realidade faz com que os pacientes, particularmente os mais dependentes, tenham
uma grande necessidade de ajuda, seja parcial ou integral, para a manutenção da sua
higiene corporal, integridade da pele, asseio pessoal e estética necessária para assegurar a
sua dignidade e manutenção de seus papéis sociais frente a si mesmo e à família.

2.2.Questões relativas à privacidade, intimidade e


sexualidade do utente

2.2.1.Aspectos a ter em conta na interação

Os profissionais devem assegurar o cumprimento de boas práticas na prestação de cuidados


de higiene e imagem, nomeadamente, no que respeita à disponibilização de um conjunto
de ajudas técnicas institucionais - ajudas técnicas / tecnologias de apoio para cuidados de
higiene e imagem pessoais -, assegurando deste modo a promoção da sua manutenção e
autonomia.

Na prestação dos cuidados de higiene e imagem, cada paciente tem de ser tratado com
respeito pelos seus direitos e deveres, pela sua identidade, hábitos e modos de vida e ser-

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Cuidados na higiene, conforto e eliminação

lhe assegurada privacidade, autonomia, dignidade e confidencialidade, sob pena de se estar


a violar os direitos dos indivíduos e, consequentemente, não se garantir a qualidade dos
serviços.

No caso de ajudas técnicas/tecnologias de apoio para cuidados de higiene e imagem


individual, como sejam pentes adaptados, entre outros, a responsabilização pela sua
aquisição é do cliente, sendo os mesmos pessoais e intransmissíveis, no sentido de
salvaguardar o respeito pelas regras e condições de higiene e segurança individuais e
coletivas.

A sexualidade integra os aspetos biológicos, físicos, psicossociais e comportamentais,


expressos em necessidades e impulsos de masculinidade ou feminilidade em interação com
outros.

O respeito pela intimidade e sexualidade do paciente deve ser preservado durante os


cuidados de higiene, as consultas, as visitas médicas, o ensino, os tratamentos pré e pós
operatórios, radiografias, o transporte em maca e em todos os momentos do seu
internamento.

2.3.Os principais fatores ambientais propiciadores de


conforto/desconforto para o utente

Por higiene do ambiente entende-se a manutenção do espaço físico por onde o paciente
circula ou se encontra instalado.

O conjunto de práticas objetivando a redução do número de infeções hospitalares ou


comunitárias não é um fator secundário na execução da assistência ao paciente. De facto,
as precauções-padrão devem ser reforçadas pela equipe multiprofissional junto às equipas

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Cuidados na higiene, conforto e eliminação

de saúde em atenção básica, ambulatórios e aos cuidadores familiares que realizam os


cuidados diariamente.

O espaço físico onde o paciente está acomodado deve ser um ambiente que favoreça o
conforto, acolhimento e proteção de riscos externos à sua condição clínica atual.

Numa instituição hospitalar é necessário que haja flexibilidade nos horários de visitas,
permanência no quarto e quanto à entrada de crianças; ter um espaço onde as famílias
possam relacionar-se umas com as outras também faz parte de uma unidade preparada
para o conforto e acolhimento.

Um desafio nas instituições hospitalares é adequar as normas para entrada de pertences


pessoais e adaptações no quarto.

A colocação de plantas no quarto, fotografias, objetos pessoais de decoração são medidas


possíveis e com implicações pequenas no controle das infeções hospitalares.

2.4.Os principais fatores pessoais do utente propiciadores de


conforto/desconforto

O conceito de conforto pode ser expresso de várias formas devido à complexidade da


palavra.

De acordo com a teoria holística, os seres humanos têm respostas globais aos estímulos
complexos. Com base nessa compreensão, o conforto é um objetivo e um resultado
desejável e pertinente a partir dos cuidados de saúde.

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Cuidados na higiene, conforto e eliminação

Os seres humanos esforçam-se para satisfazer as suas necessidades básicas de conforto;


os resultados das medidas de conforto são percebidos pelos sentidos do tato, olfato,
paladar, audição, visão. O conforto é individual, representando mais que ausência de dor.

O conforto pode ter influências com estímulos físicos, psicossociais, ambientais e


psicológicas, além da maneira como ocorre o cuidado prestado pelos profissionais de saúde.

Desta forma, o profissional deve atentar-se para os sinais de desconforto e também


conhecer as intervenções que aliviam ou dificultam o aumento da intensidade por meio de
uma abordagem sistemática.

Os cuidados devem ser prestados por meio de multiplicidade de ações, com a comunicação
verbal e não-verbal, cuidado respeito ao paciente e alívio à dor, assim como ações para
manter a calma, condição que reforça a relevância do relacionamento entre o cuidador e o
ser cuidado.

2.5.A técnica do banho

2.5.1.Banho na cama

O banho na cama providencia-se quando o paciente é totalmente dependente ou quando


há uma restrição do exercício.

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Cuidados na higiene, conforto e eliminação

Se o paciente for semi-dependente e seja necessário o banho no leito, deve-se providenciar


o material e auxilia-lo na higiene:

1. Reunir todo o material: luvas, bacia, esponjas, toalhas, lençóis, pijama,


camisa, calças, produtos de higiene (sabão, cremes, perfumes, etc.), fralda,
cadeirão, material de higiene parcial, tesoura, compressas, saco para lixos
e roupa suja, etc.;
2. Dobrar a roupa limpa adequadamente e coloca-la numa cadeira na ordem
pela qual vai ser utilizada;
3. Respeitar todos os aspetos anteriormente referidos;
4. Identificar-se e explicar o procedimento;
5. Desimpedir a área de trabalho e adapta-la ao procedimento;
6. Lavar as mãos, calçar luvas e avental (mudar de luvas e lavar as mãos
sempre que necessário);
7. Oferecer urinol ou aparadeira;

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Cuidados na higiene, conforto e eliminação

8. Posicionar o paciente em decúbito dorsal;


9. Preparar a bacia com água morna;
10. Despir o paciente, ocultando as áreas do corpo que não estão a ser
higienizadas (se decidir lavar o cabelo, não deve despir logo o paciente);
cobrir as partes do corpo limpas com roupa limpa;
11. Utilizando uma esponja com sabão, lavar a cara, as orelhas, o pescoço, o
tórax, os braços (começar pelo membro mais afastado), as mãos, as axilas,
a região infra-mamária, o abdómen (especial atenção ao umbigo), as
pernas, os pés;
12. Trocar a água da bacia;
13. Lavar a região perineal (região de eliminação urinária);
14. Posicionar o paciente em decúbito lateral direito ou esquerdo (de acordo
com a sua preferência);
15. Lavar a região posterior do corpo: a nuca, as costas, as nádegas, a região
perineal (região de eliminação intestinal);
16. Aplicar pomadas na região perineal, se necessário;
17. Desentalar o lençol de baixo sujo, do seu lado e dobra-lo em direção ao
paciente;
18. Colocar o lençol de baixo limpo, realizando metade da cama, efetuando já
os cantos do seu lado;
19. Colocar resguardos e fralda limpos (se necessário);
20. Posicionar o paciente no decúbito lateral oposto, rolando para o lado em
que já tem roupa limpa;
21. Retirar a roupa suja do lado contrário e fazer a cama desse mesmo lado;
22. Esticar o lençol e resguardo, certificando que não ficam dobras por baixo
do paciente;
23. Fechar a fralda;
24. Aplicar cremes;
25. Vestir o paciente;
26. Posicionar o paciente;

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Cuidados na higiene, conforto e eliminação

27. Colocar lençol de cima, cobertor e coberta, fazendo os cantos da parte


inferior da cama;
28. Preparar o cadeirão (se realizar levante não necessita de proceder ao ponto
26 e 27, antes do mesmo);
29. Realizar levante (transferir paciente para cadeira/cadeirão);
30. Realizar os cuidados de higiene parciais necessários;
31. Arrumar e limpar o meio envolvente;
32. Lavar as mãos.

Ajudas técnicas

Dispositivos para banho no leito


Para o indivíduo acamado. Pode ser dado banho com o chuveiro, e esvaziar a água, através
da mangueira.

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Cuidados na higiene, conforto e eliminação

2.5.2.Banho no chuveiro/banheira

Banho no chuveiro
O banho no chuveiro pode ser realizado pelo Idoso semi-dependente e independente. O
Idoso pode deambular até ao WC ou em cadeira de rodas.

Durante o banho pode permanecer sentado em cadeira (ou outro apoio semelhante) ou
apoiado em barras laterais de segurança (na posição vertical).

O princípio básico consiste em respeitar os aspetos já descritos, somando alguns: não deixar
o Idoso sozinho no WC, nem deixar que ele tranque a porta, levar todo o material necessário
para o WC, auxiliar o Idoso a lavar-se e secar-se, auxiliar o Idoso a vestir-se no WC ou
colocar um roupão e vestir posteriormente no quarto.

Ajudas técnicas

Assentos para duche


Na sua escolha é importante considerar:
• Equilíbrio sentado
• Movimentos involuntários

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Cuidados na higiene, conforto e eliminação

Fixos à parede Transportáveis: banco sem braços

Banco com braços (reguláveis em altura) Cadeira sem braços

Cadeira com braços

Cadeiras de rodas de banho


 Facilitam as deslocações
 Diminuem a necessidade de transferências
 Podem ser adaptadas às sanitas
 De fácil limpeza

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Cuidados na higiene, conforto e eliminação

Sem pedais Com pedais

Com rodas grandes permitindo a condução pelo próprio

Com suporte de tronco e encosto alto Sem suporte de tronco e encosto alto

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Cuidados na higiene, conforto e eliminação

Com braços móveis

2.5.3.Banho na cadeira de banho assistido

Banho na banheira
O banho na banheira pode ser realizado por Idosos semi-dependentes e independentes,
existem várias ajudas técnicas.

O princípio básico é promover a higiene, de acordo com todos os aspetos que já falamos,
sendo que neste caso, a questão de segurança deverá ser reforçada, pois é no banho que
ocorrem frequentemente as quedas. Talvez por esse motivo seja preferido o banho no
chuveiro, com auxílio de barras de proteção e com cadeira.

Ajudas técnicas

Assentos e pranchas para banheira


Podem melhorar consideravelmente a segurança, autonomia e acessibilidade.

Dentro dos tipos de assentos para banheira que a seguir exemplificamos, podem-se
encontrar no mercado em vários materiais e de diversas formas.

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Cuidados na higiene, conforto e eliminação

Assentos aplicados sobre os bordos da banheira

Sem encosto Com encosto

Assentos aplicados sobre o fundo da banheira

Sem encosto Com encosto

Cadeira rotativa
Permite uma transferência muito mais fácil. Existe no mercado em diferentes materiais.

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Cuidados na higiene, conforto e eliminação

Para indivíduos em que não é possível a posição sentada. A prancha adapta-se à banheira
e permite o escoamento da água.

Banheira suspensa
Existe em várias dimensões, sendo adequada tanto na infância, como na idade adulta.

Útil para o banho de imersão, elevando a altura da banheira e facilitando a ação do


prestador de cuidados.

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Cuidados na higiene, conforto e eliminação

2.6.Técnicas de substituição de Roupas de cama e macas


ocupadas

Procedimento:
 Providenciar os recursos para junto do indivíduo.
 Aprontar uma cadeira aos pés da cama com as costas voltadas para quem executa
 Lavar as mãos
 Trocar as roupas de cama segundo a técnica abaixo descrita:
 Posicionar-se de um dos lados da cama
 Remover a roupa debaixo do colchão de toda a cama, começando pela
cabeceira até aos pés (à esquerda) e continuar a desentalar dos pés para a
cabeceira (à direita), ou vice-versa;
 Executar três dobras na colcha começando de cima para baixo, depois dobrar
outra vez ao meio, no sentido da largura e colocar nas costas da cadeira;
 Executar de igual modo para o cobertor;
 Manter a dobra em cima do lençol que cobre o indivíduo, fazer outra em
baixo, seguida de duas dobras laterais, começando pelo lado oposto;
 Assistir o indivíduo a voltar-se para o lado oposto da cama, ajustando a
almofada;

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Cuidados na higiene, conforto e eliminação

 Remover o resguardo, enrolando-o ou dobrando-o em leque até ao meio da


cama, encostando-o bem ao indivíduo. Executar do mesmo modo ao lençol
de baixo.
 Posicionar o lençol de baixo limpo a meio da cama, da cabeceira para os pés,
abri-lo e enrolar ou dobrar em leque a metade oposta para dentro até meio
da cama. Entalar a metade da cabeceira e fazer o canto, depois a metade
dos pés e respetivo canto e por fim a parte lateral.

Cantos dos lençóis

 Posicionar o resguardo a meio da cama e enrolar a metade oposta para


dentro até junto do indivíduo, enrolando-o desse lado.

Aplicação do resguardo

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Cuidados na higiene, conforto e eliminação

 Virar o indivíduo, ajustando a almofada


 Posicionar-se do lado oposto
 Remover o resguardo e o lençol de baixo descartando-os no saco da roupa
suja
 Tapar o colchão desenrolando e entalando o lençol de baixo, fazendo os
cantos na extremidade superior e inferior. Entalar o resguardo desse lado.
 Posicionar ou assistir o indivíduo a posicionar-se no meio da cama
 Aprontar o lençol que cobre o indivíduo, desfazendo as dobras laterais
 Posicionar-se de novo no lado oposto onde iniciou a cama
 Cobrir o peito do indivíduo com o lençol de cima limpo e dobrado, pedindo-
lhe para o segurar. Se não for possível, entalar sob os ombros.

Colocação do lençol de cima

 Reunir a extremidade inferior do lençol limpo e a extremidade superior do


que se vai retirar. Remover o lençol sujo, cobrindo simultaneamente o
indivíduo com o limpo. Executar o canto desse lado.
 Aplicar um cobertor ou edredão sobre o lençol de cima

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Cuidados na higiene, conforto e eliminação

 Executar o canto do cobertor ou edredão e do lençol em simultâneo, fazendo


uma dobra junto aos pés, depois de entalar a roupa na extremidade inferior
da cama

Prega de protecção aos pés

 Aplicar a colcha sobre o cobertor ou edredão e fazer o respetivo canto


 Executar uma dobra para dentro na extremidade superior da colcha, de
forma a envolver o cobertor ou edredão e executar a dobra do lençol sobre
ambos

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Cuidados na higiene, conforto e eliminação

Acabamento da cama

 Posicionar ou assistir o indivíduo a posicionar-se


 Assegurar a recolha do material
 Lavar as mãos.

2.7.Técnicas de vestir e despir o utente

As roupas devem ser confortáveis, simples de se vestir e adequadas ao clima e aos desejos
do paciente; sempre que possível, dê preferência aos tecidos de algodão por serem macios
e permitir uma melhor movimentação.

Resíduos de produtos químicos usados na lavagem das roupas podem ser causa de irritações
na pele. O uso de tecidos sintéticos e inflamáveis e de colchetes, correntes e alfinetes deve
ser abolido, evitando, com isso, possíveis acidentes e traumatismos.

É importante que, para o paciente impossibilitado de manifestar a sua sensibilidade à


temperatura externa, o profissional esteja atento para a colocação ou retirada de agasalhos.

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Cuidados na higiene, conforto e eliminação

Também é importante que os cuidadores mantenham a calma no auxílio do vestuário. Os


pacientes cansam-se com facilidade e, por isso mesmo, é correto manter roupa simples com
aberturas laterais ou frontais e uso de fechos de velcro. Aos pacientes limitados a cadeiras
de rodas, é bom optar por roupas confortáveis, largas, especialmente nos quadris.

Para pacientes com lesões extensas de pele, independentemente da causa, oriente


adaptações de roupas e camisolas: as mangas podem ser desmembradas do corpo da roupa
e adaptadas ao corpo do paciente através dos dispositivos acima citados.

Relativamente a este aspeto, compete ao profissional o seguinte:


 Colaborar no posicionamento dos doentes nos diversos decúbitos (dorsal, lateral
direito, lateral esquerdo, ventral);
 Posicionar os doentes de forma a que a roupa da cama se mantenha sempre esticada
e sem rugas;
 Deixar sempre o doente em posição confortável;
 Colaborar na massagem das principais zonas de pressão (ombros, costas…)
 Manter as regiões mais íntimas do corpo dos doentes sempre cobertas
 Ajudar na passagem dos doentes da cama para o cadeirão e vice-versa, aquando do
seu levante.

2.8.Materiais e equipamentos de higiene e conforto

Descrevem-se algumas atividades dentro deste âmbito, que o profissional terá que
desenvolver:
 Colaborar na preparação do material que se mostre necessário à execução de
tratamentos

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Cuidados na higiene, conforto e eliminação

 Colaborar durante o tratamento, mantendo o doente em posição adequada à


execução do mesmo
 Cedência de urinóis ou arrastadeiras aos doentes, devendo a colocação da
arrastadeira ser efetuada em colaboração com o enfermeiro – ter atenção à
temperatura da arrastadeira e se está seca
 Só proceder à eliminação da urina ou fezes após confirmação de que não são
necessários para análise, para quantificação ou para observação das suas
características
 Efetuar a lavagem e desinfeção dos urinóis e arrastadeiras, em máquina existente
para o efeito, na sala de sujos;
 A mudança de sacos coletores de todas as drenagens existentes, é da única e
exclusiva responsabilidade do enfermeiro
 O despejo dos sacos coletores de urina (Urimeteres), deverá ser efetuado no final
de cada turno ou sempre que se mostre necessário (trocar apenas se quantidade
igual ou superior a 150 ml). Deverá mudar de luvas de doente para doente
 A inutilização da urina será efetuada posteriormente para o esgoto ou colocado o
saco de recolha diretamente no saco de cor branca, em caso de doentes submetidos
a isolamento de contacto/respiratório. Excetuam-se os casos em que exista indicação
para o doente guardar a urina para análise.
 Sempre que o doente urine no urinol ou arrastadeira, toda a urina é medida em
frasco graduado.

2.9.Produtos de higiene e conforto: características e sua


aplicação

Para os cuidados de higiene e conforto podem ser usados, entre outros, os seguintes
produtos:
 Copo com água

30
Cuidados na higiene, conforto e eliminação

 Escova de dentes, espátula ou esponja com cabo


 Pasta dentífrica
 Solução desinfetante da mucosa oral
 Champô ou sabão líquido
 Pente ou escova
 Secador
 Bolas de algodão ou tampões para os ouvidos;
 Sabão líquido com emoliente e dermoprotetor
 Substância hidratante
 Pó de talco

Em pacientes semi-dependentes, sem alterações da pele pode-se utilizar sabão, sabonete


ou gel de banho convencional, no entanto em pacientes dependentes deverá ser utilizado
sabão hipoalergénico, pois tem menor potencial de provocar alergias, promove higiene e
não carece de passar por água limpa.

Poder-se-á aplicar cremes ou óleos, dando preferência ao creme hidratante. Não utilizar pós
(talco), pois impedem os poros da pele de respirar.

Verificar alterações de toda a pele, desde feridas por traumatismos ou pressão, alergias,
desidratação, alterações da pigmentação, da temperatura, sensibilidade, etc.

2.10.Outros cuidados básicos de higiene e apresentação

2.10.1- Cabelo

Os cuidados básicos dos cabelos incluem: observar, lavar, escovar, pentear e cortar. Atender
a alguns aspetos importantes:

31
Cuidados na higiene, conforto e eliminação

1. Reunir o material necessário: luvas, bacia, caneca, toalhas ou resguardo, produtos


de higiene do paciente, pente, escova, tesoura, secador, etc.;
2. Se possível lavar cabelo no chuveiro;
3. Observar alterações do couro cabeludo (lesões, parasitas, etc.);
4. Aplicar produtos do paciente;
5. Respeitar hábitos do paciente (frequência de lavagem, no caso das senhoras a ida
ao cabeleireiro, etc.);
6. Massajar couro cabeludo com as pontas dos dedos;
7. Se possível manter o cabelo do curto, cortando se necessário e houver consenso;
8. Lavar o cabelo no leito.

2.10.2- Unhas

Os objetivos principais da higiene das unhas são: prevenir a infeção ou inflamação, evitar
traumatismo devido a unhas encravadas, longas ou ásperas, evitar acumulação de sujidade,
etc.

Os cuidados a ter em conta são:


1. Preparar material necessário: luvas, bacia, esponja, toalhas, sabão, tesoura ou corta-
unhas, creme, óleo, vaselina, etc.
2. Durante o banho, lavar com água e sabão, introduzir as mãos e os pés do paciente
na bacia de água (posteriormente trocar de água), lavando especialmente as unhas
e espaços interdigitais, assim como ter o cuidado de secar bem os mesmos;
3. Hidratar com creme, óleos ou aplicar vaselina nos locais de maior calosidade (por
exemplo os calcanhares);
4. Cuidar das unhas, corta-las ou lima-las se necessário (cortando de forma reta e não
muito próximo da pele), amolecendo-as previamente em água morna;
5. Observar as alterações dos pés, mãos e unhas, verificando presença de lesões
cutâneas;

32
Cuidados na higiene, conforto e eliminação

6. Não cortar calosidades (pode provocar hemorragia);


7. Considerar micoses (usar instrumentos de uso pessoal ou desinfetá-los).

2.10.3- Barba

Sendo feita com lâminas comuns, de segurança ou com um barbeador elétrico, o barbear
integra o cuidado normal diário para o paciente do sexo masculino. Além de reduzir o
crescimento de bactérias sobre a face, o barbear melhora o conforto do paciente ao remover
pêlos que poderiam coçar e irritar a pele, bem como produzir uma aparência descuidada.

Como cortes e arranhões ocorrem com maior frequência ao serem utilizadas lâminas de
barbear, o uso de um barbeador elétrico será indicado para pacientes com problemas de
coagulação ou que estejam em tratamento com anticoagulantes.

O barbear pode ser contraindicado para pacientes com problemas de pele ou ferimentos na
face.

2.10.4- Higiene oral

A higiene oral deverá ser realizada idealmente após cada refeição e sempre que necessário.

Os objetivos da higiene oral centram-se na necessidade de manter a boca limpa e húmida,


ajudar a conservar os dentes e mucosa oral, remover restos alimentares, massajar as
gengivas, estimular a circulação e prevenir complicações.

Se o paciente for capaz de se Auto cuidar, deverá ser realizada supervisão e, se necessário
ensino. Caso contrário, deverão ser seguidas as seguintes instruções:

33
Cuidados na higiene, conforto e eliminação

1. Reunir todo o material: luvas, escova de dentes ou espátula com compressa, pasta
dentífrica, antisséptico oral, copo, bacia, toalha, resguardos, palhinha, vaselina ou
pomadas.
2. Posicionar o paciente, de preferência sentado, ou em decúbito lateral (de lado) se
inconsciente;
3. Associar, no copo, o antisséptico e a água em partes iguais;
4. Se possível pedir ao Doente para gargarejar com o líquido previamente preparado
(podendo utilizar a palhinha), relembrando que não pode deglutir.
5. Embeber a espátula envolvida com compressa ou escova de dentes na mesma
solução preparada anteriormente;
6. Realizar a limpeza da língua do paciente, movendo-a de um lado para o outro para
evitar provocar o vómito. Não esquecer de limpar também as partes laterais, inferior
e palato (céu da boca), além das gengivas;
7. No caso do paciente possuir prótese dentária, esta deve ser retirada e lavada (água
morna), escova e pasta de dentes, devendo-se lavar a boca normalmente como
anteriormente foi referido; colocar prótese dentária em locais adequados (não
embrulhar em lenços ou outro material).
8. Hidratar os lábios do paciente com vaselina ou outro produto semelhante.
9. No caso de pacientes semi-dependentes, promover uma correta higiene oral,
aconselhando escovar os dentes após as refeições, lavando todas as faces dos
dentes, língua, gengivas, palato e parte interna das bochechas, em movimentos
circulares, utilizando uma escova com cerdas suaves. Pode também ser aconselhada
a utilização do fio dentário.

34
Cuidados na higiene, conforto e eliminação

2.11.A colaboração em cuidados de higiene a utentes com


sistemas de soros, drenagens, tubagens e/ou outros
dispositivos

As principais tarefas a desenvolver e cuidados a ter relativamente a este aspeto, são:


 Preparação do carro de higiene de acordo com lista existente
 Preparar material para lavagem da cabeça, caso a mesma se preveja
 Ter em atenção a privacidade do doente, tendo o cuidado de manter os cortinados
fechados
 Aquando dos cuidados de higiene, não efetuar movimentos bruscos ao doente
 Ter em atenção a correta secagem de zonas como os olhos, orelhas, axilas, umbigo,
região infra-mamária e pregas cutâneas
 Ter em atenção se todos os sistemas de soros, prolongadores, traqueias do
ventilador e sacos coletores estão livres e permitem acompanhar os movimentos dos
doentes
 Nunca colocar roupa suja no chão, devendo colocá-la diretamente no saco de roupa
suja
 Arrumar todo o material utilizado, no final dos cuidados de higiene
 Proceder à desinfeção do carro de higiene e preparação de novo carro para outro
doente.

Prestar atenção especial a pacientes com presença de sonda nasogástrica ou necessidade


de aspiração de secreções, tendem a apresentar maior acumulação de sujidade na boca e
maior desidratação da mucosa oral. Pelo que é fundamental a higiene cuidada da mesma.

Dever-se-á trocar o adesivo de fixação da sonda nasogástrica diariamente, após o banho.

35
Cuidados na higiene, conforto e eliminação

3.A Eliminação

3.1.Cuidados a ter no antes e após a eliminação

3.1.1- Condições ambientais e de privacidade

A eliminação é um tipo de função com as características específicas: movimento e evacuação


de resíduos sob a forma de excreção.

Uma parte importante dos cuidados prestados pelos auxiliares de saúde ao paciente centra-
se em ajudá-lo a superar as dificuldades de eliminação de fezes e urina. A sua atuação pode
consistir em ensinar, supervisionar, ajudar ou realizar procedimentos. Sempre que possível
tornar o paciente autónomo, dando-se especial importância à higiene e ao conforto.

36
Cuidados na higiene, conforto e eliminação

Antes de se estabelecer qualquer plano de cuidados, deverá ser avaliada a capacidade do


paciente em identificar a localização da casa de banho, chegar até ela, tirar a roupa, sentar-
se na sanita, alcançar e utilizar os utensílios de higiene, levantar-se, voltar e vestir-se e lavar
as mãos.

A autonomia na eliminação é um tipo de autocuidado com as características específicas:


levar a cabo as atividades de eliminação, fazendo a sua própria higiene íntima, limpar-se
depois de urinar ou evacuar, deitar fora os produtos de eliminação, por exemplo puxar o
autoclismo de maneira adequada, no sentido de manter o ambiente limpo e evitar a infeção.

De forma a promover a autonomia do paciente deve-se:


 Explorar os hábitos de eliminação;
 Planear horários de eliminação;
 Ensinar sobre a importância de:
o Eliminação regular;
o Técnicas de relaxamento e privacidade;
o Identificar fatores que podem influenciar/modificar a eliminação
(medicamentos, bactérias, ...);
o Higiene adequada;
o Exercício físico;
o Posicionamento;
o Alimentos que favorecem a eliminação/Dieta.

3.1.2.- A limpeza e higiene parcial dos genitais

A higiene perineal refere-se à limpeza dos genitais externos e região circundante, que
normalmente é realizada durante o banho.

37
Cuidados na higiene, conforto e eliminação

No entanto, em pacientes dependentes, há necessidade de realizar os cuidados perineais


várias vezes ao dia. Este facto deve-se a situações como: infeções geniturinárias,
incontinência fecal e urinária, secreções excessivas, irritações ou escoriações, presença de
algália, cirurgia perineal, etc.

O Períneo está localizado entre as coxas e estende-se desde o topo dos ossos pélvicos até
ao ânus, contendo as estruturas anatómicas sensíveis, relacionadas com a sexualidade,
eliminação e reprodução.

Os cuidados perineais são providenciados com a finalidade de prevenir a infeção, promover


a saúde e conforto. Devido a existência de vários orifícios no períneo, esta é uma área
vulnerável a entrada de microrganismos patogénicos.

Para a realização dos cuidados perineais dever-se-á:


1. Reunir material necessário: luvas, bacia, aparadeira, urinol, dispositivo urinário, saco
coletor, esponjas, toalhas, resguardos, cremes, sabão, fralda, pomadas, etc.;
2. Questionar o paciente se pretende urinar ou evacuar antes de proceder a higiene
perineal. Colocar urinol ou aparadeira, se necessário;
3. Colocar o paciente em decúbito dorsal (barriga para cima), se possível com pernas
fletidas, lavar a região de eliminação urinária e posteriormente, colocar o paciente
de decúbito lateral (de lado) para proceder a higiene da região de eliminação
intestinal:
a. Homem: começar a lavar com movimentos circulares pela ponta do pénis,
puxando o prepúcio para baixo e lavando a glande, posteriormente o pénis
e o escroto (não esquecer de voltar a colocar o prepúcio na sua posição
normal, nomeadamente em caso de Idoso não circuncisado); a estimulação
da glande pode provocar ereção, pelo que este procedimento deverá ser
realizado com respeito pela privacidade do Idoso e num ambiente de
descontração;

38
Cuidados na higiene, conforto e eliminação

b. Mulher: lavar da frente para trás (do meato urinário para orifício vaginal e
posteriormente para a região anal), prestando atenção à sujidade acumulada
entre os lábios, utilizando uma mão para afastar os lábios e outra para lavar;
poder-se-á utilizar uma esponja ou uma caneca de água para conseguir obter
maior eficácia.
4. Lavar da zona limpa para a zona suja;
5. Promover a privacidade do paciente;
6. Observar alterações;
7. Atender ao paciente algaliado: que apresenta um risco de infeção aumentado, pelo
que devem ser tomadas as devidas precauções, tais como:
a. Algaliação deverá ser realizada por Enfermeiro;
b. Manter o saco coletor abaixo do nível da bexiga (para a urina não refluir
novamente);
c. Não desadaptar saco da algália, exceto se o saco se romper e for necessário
substituir;
d. Despejar a urina do saco coletor várias vezes ao dia (2 a 3 vezes e sempre
que necessário);
e. Observar as características da urina e a quantidade (urina concentrada, urina
com sangue ou coágulos, etc.);
f. Verificar se a algália ou tubo do saco coletor não fica dobrada ou a
traumatizar alguma parte do corpo do Idoso;
g. Considerar perdas extra-algália e pacientes que não usam saco coletor;
8. Ponderar colocação de dispositivo urinário: que é uma película fina de borracha, que
se encaixa no pénis, semelhante a um preservativo, mas com orifício na
extremidade, para ser conectado ao saco coletor. Coloca-se da seguinte forma:
a. Realizar a tricotomia da região (retirar pêlos com Gillette onde o adesivo vai
colar);
b. Lavar o pénis com água e sabão, secando bem;
c. Observar a pele, se houver alguma lesão, não colocar;

39
Cuidados na higiene, conforto e eliminação

d. Colocar o dispositivo como se fosse um preservativo e deixar espaço livre na


ponta do pénis;
e. Colocar adesivo próprio ou antialérgico em torno do dispositivo, metade no
mesmo e metade sobre a pele, não deixando muito apertado;
f. Conetar o saco coletor.

3.2.Materiais e técnicas de apoio à eliminação

3.2.1.- Colocação e remoção do urinol

Urinóis e arrastadeiras deveriam ser preferencialmente em inox por permitir uma melhor
desinfeção do dado material. A manipulação destes utensílios deveria ser o mais cuidadosa
possível no sentido de evitar focos de infeção, quer para quem a utiliza (cliente) quer para
quem a manipula (cuidador).

O cuidador deveria utilizar material de proteção, nomeadamente luvas, aquando da sua


manipulação e lavar frequentemente as mãos, antes e após, da manipulação do referido
material já que as luvas não substituem a lavagem.

O urinol é um utensílio exclusivo para homens permitindo que estes quando acamados
possam urinar. É colocando introduzindo o pénis no urinol.

40
Cuidados na higiene, conforto e eliminação

Colocação do urinol

3.2.2- Colocação e remoção da arrastadeira

Colocação da Arrastadeira
 Se o cliente for colaborante devemos pedir que flirta os joelhos e faça força de modo
a levantar o corpo;
 Se o cliente não for colaborante, deve colocar-se em decúbito lateral para aplicação
da arrastadeira e após a colocação posicionar a pessoa
 em decúbito dorsal (barriga para cima);
 A parte achatada da arrastadeira fica posicionada para a parte superior do corpo;

41
Cuidados na higiene, conforto e eliminação

Colocação da arrastadeira

A arrastadeira deverá ficar corretamente colocada de modo a que o conteúdo excretado


fique no interior da arrastadeira.

Colocação correcta da arrastadeira

A lavagem dos utensílios é fundamental no controlo da infeção.

42
Cuidados na higiene, conforto e eliminação

Arrastadeiras e urinóis após utilização deveriam sofrer uma esterilização em esterilizadores


próprios para o efeito, uma vez que as lavagens manuais com antisséptico não removem
todos os microrganismos desejáveis.

3.2.3- Colocação e substituição de fraldas

Procedimento:
 Limpe a pele do paciente:
 Limpe a zona entre as pernas com papel higiénico;
 Limpe-a com um toalhete molhado em água morna e sabonete neutro;
 Seque muito bem sem friccionar;
 Inspecione a pele e veja se esta apresenta quaisquer lesões;
 Aplicar pomada com vitamina A para proteger a pele;
 Calce as luvas descartáveis;
 Coloque um resguardo à prova de água debaixo da pessoa;
 Descole a fita em ambos os lados da fralda.
 Vire a pessoa de lado, fletindo-lhe o joelho em direção ao peito
 Embrulhe a fralda usada de modo a cobrir a parte suja.
 Coloque os seguintes objetos num local de fácil alcance:
o Papel higiénico.
o Água morna.
o Sabonete com PH neutro.
o Toalha e toalhetes
o Luvas descartáveis.
o Fralda limpa
o Pomada com vitamina A
 Abra completamente a fralda nova;
 Coloque metade da fralda limpa debaixo da pessoa;
 Rode a pessoa na sua direção;

43
Cuidados na higiene, conforto e eliminação

 Retire a outra metade da fralda limpa de debaixo da pessoa;


 Deite a pessoa de costas e cole as fitas adesivas em ambos os lados da fralda.

3.2.4- Transferência e posicionamento na cadeira sanitária

Procedimento:
 Providenciar os recursos para junto do paciente;
 Lavar as mãos;
 Instruir o paciente sobre o procedimento;
 Instalar a cadeira de rodas ao lado da sanita, fazendo com esta um ângulo de 90º.
Travar a cadeira.
 Remover os pedais da cadeira ou abri-los, se necessário
 Verificar se os pés do paciente estão totalmente apoiados no chão
 Posicionar-se de frente para o paciente a fletir o tronco, segurando-o pelo cinto, se
necessário
 Orientar e/ ou assistir o paciente a fazer o impulso do corpo para a frente e para
cima, assumindo a posição de pé, mantendo as nossas mãos no cinto, se necessário
 Manter os joelhos bloqueados, virar ou assistir o paciente a virar-se até ficar
enquadrado com a sanita
 Despir calças do pijama/ cuecas, se necessário
 Controlar a flexão do tronco do paciente e sentá-lo progressivamente
 Assegurar que o paciente sinta conforto e segurança
 Lavar as mãos

3.2.5- Esvaziamento dos sacos coletores de urina com válvula

Cuidados ao doente com cateter vesical:


 Descontaminar as mãos e usar luvas limpas antes da manipulação do cateter e/ou
sistema de drenagem e lavar as mãos após a remoção das luvas;

44
Cuidados na higiene, conforto e eliminação

 A higiene do meato deve ser efetuada com soro fisiológico diariamente ou em


intervalos apropriados de modo a mantê-lo livre de incrustações e contaminação,
após uma cuidada higiene com água e sabão;
 Os sacos de drenagem devem obedecer a requisitos mínimos: encerramento seguro
e fácil de posicionar, com válvula antirreflexo, com torneira de despejo, com
tubagem resistente, com sistema de medição fiável da urina; posição e integridade
do sistema devem ser mantidas de modo a serem compatíveis com o conforto e
mobilidade do doente;
 O saco coletor deve ser mantido sempre abaixo do nível da bexiga para manter o
fluxo urinário e colocado num suporte que previna o contacto com o chão e a
contaminação da válvula de despejo;
 As lavagens/irrigações/instilações da bexiga não previnem a ITU pelo que devem ser
efetuadas apenas por razões clínicas específicas e não como prática de rotina;
 Incentivar o doente a uma ingestão hídrica de 3 litros por dia (dependente do
doente);
 Incentivar a ingestão de alimentos acidificantes da urina;
 Evitar a tração do cateter;
 O circuito de drenagem vesical deve ser fechado para evitar infeções;
 Os fabricantes recomendam habitualmente que os sacos de drenagem sejam
substituídos com intervalos de 5-7 dias. A sua substituição prematura deve ser
baseada na acumulação de sedimento, presença de coágulos, cheiro ou fugas de
conteúdo ou desconexão acidental do saco, caso contrário só se substitui aquando
a substituição do cateter;
 Os sacos devem ser despejados e não substituídos;
 Sempre que ocorrer quebra de técnica asséptica ou desconexão acidental do sistema
de drenagem, o mesmo deve ser substituído, usando técnica asséptica após
desinfeção da junção cateter-saco com álcool.

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Cuidados na higiene, conforto e eliminação

3.2.6- Outros dispositivos de apoio à eliminação - noções básicas

Algálias ou Sondas vesicais

Tubos de consistência variável com, no mínimo, duas pontas, uma das quais é introduzida
na bexiga e a outra, na extremidade oposta, fica ligada a um saco, no qual se vai depositar
a urina e que está marcado com uma escala de modo a facilitar a medição da diurese.

Pode ser utilizada de modo transitório em pacientes que sofrem de incontinência não
tratável por outros meios, que têm úlceras de pressão, dermatites importantes, ou em
pacientes em estado terminal.

Não é um método recomendável para o controle da incontinência, já que tem inconvenientes


importantes, como o risco de infeções urinárias ou o desaparecimento do desejo de urinar.

Um dia antes de retirar a sonda vesical, deve-se mantê-la pinçada, despinçando-a a cada 2
ou 3 horas para a eliminação da urina. Isto tem como objetivo restaurar o tónus muscular
da parede vesical, até regularizar a sua função e tornar consciente o desejo de urinar.

Sonda rectal

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Cuidados na higiene, conforto e eliminação

A sonda rectal é indicada para aliviar a tensão provocada por gases e líquidos no intestino
grosso. Utilizável também para retirada de conteúdo fecal através do reto.

Sacos de urostomia

Existem vários tipos de sacos adaptados às diversas necessidades e tamanhos dos estomas.

Os sacos são normalmente constituídos por:


 Uma peça – Dispositivo constituído por saco e placa (que irá fazer a aderência à
pele).

47
Cuidados na higiene, conforto e eliminação

 Duas peças – Dispositivos em que a placa pode permanecer vários dias (dispositivo
que irá fazer a aderência à pele), sendo só substituído o saco, ou seja, o saco e a
placa encontram-se separados.

A substituição do saco deverá ser realizada preferencialmente à hora do banho, sendo mais
fácil descolar o adesivo da placa que se encontra aderente a pele da pessoa.

Sacos de nefrostomia

O catéter de nefrostomia é um tubo flexível colocado dentro do rim para drenar urina retida
por causa de uma obstrução nos ureteres.

O catéter de nefrostomia tem aproximadamente o mesmo tamanho de um tubo intravenoso.


O cateter será ligado a uma bolsa de drenagem, e a urina será drenada do organismo para
dentro da bolsa.

Uma complicação que pode ocorrer com um catéter de nefrostomia é a infeção da pele ao
redor do local do cateter ou do rim. É importante manter a área limpa e o curativo intacto.

Sacos de colostomia

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Cuidados na higiene, conforto e eliminação

Regra geral, as colostomias utilizam saco fechado e com filtro. No entanto, as colostomias
com fezes líquidas ou semilíquidas poderão utilizar saco aberto com ou sem filtro.

Torna-se necessário que o saco adira perfeitamente à pele, evitando qualquer fuga de fezes.

A remoção do saco faz-se de cima par abaixo, com suavidade. Enquanto uma mão puxa o
saco para descolar, em sentido descendente, a outra ajuda, segurando a pele repuxada e
acompanhando a descolagem até ao fim.

Todo o tipo de saco deve ser mudado diariamente, quando se encontre a meio da sua
capacidade e sempre que se verifique infiltração de fezes entre a superfície de colagem e a
pele.

No caso de possuir placa e saco, a placa é trocada de 2/2 ou 3/3 dias. No entanto, e seja
qual for o sistema escolhido, se notar qualquer mau estar (ardor, humidade), o sistema
deve ser trocado de imediato.

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Cuidados na higiene, conforto e eliminação

4.Produtos de eliminação vesical e intestinal

4.1.Urina: características, alterações e sinais de alerta

Eliminação vesical - é um tipo de eliminação com as características específicas: fluxo e


excreção da urina por meio de micção, habitualmente 4/6 vezes durante o período diurno,
comum a quantidade média excretada de aproximadamente 1000 a 2000 ml nas 24 horas
em condições dietéticas normais

Características da urina

Aspeto:
• Transparente
• Turva em contacto com o ar

50
Cuidados na higiene, conforto e eliminação

• Se a urina fresca se apresenta turva - bactérias, líquido prostático ou esperma

Cheiro:
• Urina fresca - cheiro característico
• Cheiro amoniacal - contacto ar
• Se infetada - cheiro desagradável
• Cheiro adocicado - presença acetona ou corpos cetónicos

A urina normal é transparente e de coloração âmbar. Quando se concentra, parece mais


escura e, estando muito diluída, será mais clara. A cor pode ser afetada por certos fármacos
e alimentos. O aspeto turvo indica infeção.

Sendo possível, deve-se coletar uma amostra estéril da primeira urina da manhã, já que é
quando se concentra a maior quantidade de germes. Esta análise é feita quando há suspeita
de infeção.
 Se a amostra é obtida por micção espontânea:
o Lavar a zona genital, secando-a com compressas esterilizadas.
o Urinar diretamente no recipiente estéril, desprezando o início da micção.
o Manipular o frasco com precaução, para evitar a sua contaminação.
 Se o paciente tem sonda vesical, procede-se à coleta da amostra de forma asséptica:
o Manter a sonda pinçada durante uma hora, com uma pinça ou similar.
o Colocar luvas esterilizadas
o Desinfetar com antisséptico o local da sonda, onde se realizará a punção.
o Extrair, com uma seringa e uma agulha, cerca de 10 cc de urina, vertendo-
os no recipiente estéril.
o Retirar a pinça.

Até ser processada, a amostra deve ser guardada sob refrigeração.

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Cuidados na higiene, conforto e eliminação

 Urina tipo I – recolhe-se uma pequena quantidade de urina, a primeira da manhã, e


m um frasco não esterilizado. A amostra pode ser obtida por micção espontânea ou
por sonda vesical.
 Citologia – realiza-se quando há suspeita da formação de um tumor no aparelho
urinário, e exige a coleta de uma amostra fresca de urina.
 Urina de 24 horas – recolhe-se o total de urina eliminada em 24 horas, em um frasco
graduado. Descarta-se a primeira micção da manhã e inclui-se a primeira micção do
dia seguinte. Mede-se o volume total e regista-se no recipiente. Frequentemente, é
difícil realizar esta atividade de modo correto, sobretudo quando o paciente sofre de
deterioração mental ou está incontinente.

4.2.Fezes: características, alterações e sinais de alerta

Eliminação intestinal - é um tipo de eliminação com as características específicas:


movimento e evacuação das fezes pela defecação, habitualmente uma vez por dia e em
fezes moles e moldadas.

Exame da eliminação intestinal


 Padrão de eliminação:
o Existem inúmeras variações do normal
o É fundamental determinar o que é peculiar a cada doente (frequência,
esforço para expelir as fezes, recursos utilizados para a eliminação).

Características das fezes:


•Cor
•Odor
•Consistência
•Formato

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Cuidados na higiene, conforto e eliminação

•Existência de componentes incomuns

As fezes são analisadas com fins diagnósticos, quando se suspeita da presença de parasitas,
germes ou outras substâncias anormais. Recolhe-se uma pequena amostra com uma
espátula ou colher pequena, introduzindo-se no recipiente adequado.
 Coprocultura – envia-se, quanto antes, a amostra ao laboratório em um recipiente
estéril; até então, deve ser guardada sob refrigeração.
 Parasitas – envia-se a amostra antes de 2 horas após a coleta e nunca se guarda
sob refrigeração. Podem ser necessárias três amostras em dias sucessivos.
 Sangue nas fezes (hemorragias ocultas) – é necessário fazer uma dieta especial 3
dias antes e durante os dias em que se colhem as amostras. Recolhe-se uma
pequena quantidade de fezes, 3 dias consecutivos.

53
Cuidados na higiene, conforto e eliminação

5.Tarefas que em relação a esta temática se encontram


no âmbito de intervenção do/a Técnico/a Auxiliar de
Saúde

5.1.Tarefas que, sob orientação de um enfermeiro, tem de


executar sob sua supervisão direta

São diversas as áreas em que os técnicos/as auxiliares de saúde pode intervir, executando
funções autónomas e colaborando com outros profissionais, por forma a melhorar o trabalho
assistencial ao utente.

O/A Técnico/a Auxiliar de Saúde é o/a profissional que auxilia na prestação de cuidados de
saúde aos utentes, na recolha e transporte de amostras biológicas, na limpeza, higienização

54
Cuidados na higiene, conforto e eliminação

e transporte de roupas, materiais e equipamentos, na limpeza e higienização dos espaços e


no apoio logístico e administrativo das diferentes unidades e serviços de saúde, sob
orientações do profissional de saúde.

No que respeita à higiene e conforto, estre profissional deve auxiliar na prestação de


cuidados aos utentes, de acordo com orientações do enfermeiro:
 Ajudar o utente nas necessidades de eliminação e nos cuidados de higiene e conforto
de acordo com orientações do enfermeiro;
 Auxiliar o enfermeiro na prestação de cuidados de eliminação, nos cuidados de
higiene e conforto ao utente e na realização de tratamentos a feridas e úlceras;
 Auxiliar o enfermeiro na prestação de cuidados ao utente que vai fazer, ou fez, uma
intervenção cirúrgica;
 Executar tarefas que exijam uma intervenção imediata e simultânea ao alerta do
profissional de saúde;
 Auxiliar na transferência, posicionamento e transporte do utente, que necessita de
ajuda total ou parcial, de acordo com as orientações do profissional de saúde.

5.2.Tarefas que, sob orientação e supervisão de um


enfermeiro, pode executar sozinho/a

Pode considerar-se de forma genérica, que o AO tem três áreas de competência que estão
bem definidas e que são:
 Colaboração nos cuidados aos doentes
 Limpeza e higienização
 Apoio ao serviço e/ou à unidade.

Nesta matéria, espera-se que o técnico/a auxiliar de saúde tenha autonomia suficiente para
o desempenho das seguintes tarefas:

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Cuidados na higiene, conforto e eliminação

 Aplicar as técnicas de higienização das mãos, de acordo com normas e


procedimentos definidos.
 Aplicar técnicas de apoio à eliminação manuseando os dispositivos indicados: cadeira
sanitária; arrastadeira; urinol; fralda; saco de drenagem de urina (despejo).
 Aplicar técnicas de apoio à higiene e conforto, na cama e na casa de banho.
 Cumprir e aplicar procedimentos definidos.
 Preparar e aplicar os diferentes tipos de produtos de lavagem, desinfeção e
esterilização.

Para o efeito, deve dominar os seguintes conhecimentos técnicos:


 Privacidade e intimidade nos cuidados de higiene e eliminação; fatores ambientais e
pessoais propiciadores de conforto e desconforto.
 Cuidados de apoio à eliminação: materiais, técnicas e dispositivos de apoio, sinais
de alerta.
 Cuidados de higiene e conforto: materiais, técnicas e dispositivos de apoio.
 Posicionamento, mobilização, transferência e transporte: conceito, princípios, e
ajudas técnicas.
 Técnicas de banho na cama e na casa de banho.
 Técnicas de fazer de desfazer camas, berços e macas desocupadas.
 Técnicas de vestir e despir.
 Tipologia de materiais e produtos de higiene e limpeza da unidade do utente: tipo
de utilização, manipulação e modo de conservação.

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Cuidados na higiene, conforto e eliminação

Bibliografia

AA VV: Manual de normas de enfermagem: procedimentos técnicos, Ministério da saúde,


2008

AA VV: Manual de processos-chave: Lar residencial, Programa de cooperação para o


desenvolvimento da qualidade e segurança das respostas sociais, Instituto da Segurança
Social, 2005

Aleixo, Fernando, Manual de Enfermagem, Ed. Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio.,


EPE, 2007

Aleixo, Fernando, Manual do Assistente Operacional, Ed. Centro Hospitalar do Barlavento


Algarvio., EPE, 2008

Sites Consultados

Ordem dos Enfermeiros


http://www.ordemenfermeiros.pt/

Portal da saúde
http://www.portaldasaude.pt/

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