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9 técnicas para lidar com as crises em Crianças com…

Salvo no Dropbox • 11 de jul de 2018 22@53

INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA

9 técnicas para lidar com as


crises em Crianças com Autismo
Por Psicologias do Brasil

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Muitas crianças autistas não são agressivas, mas


tantas outras têm colapsos e fazem birras incríveis
quando são expostas a circunstâncias complicadas
ou não conseguem o que querem. Elas não reagem
desse jeito “só para dar trabalho”, mas porque não
sabem como reagir. Com algumas técnicas simples,
você conseguirá reduzir essas crises e melhorar o
autocontrole da criança autista.

1. Pense na causa do colapso.

Um colapso acontece quando a criança autista não


consegue mais lidar com algum fator estressante
que tem sido contido de alguma forma, gerando
uma crise de birra. O colapso costuma ser causado
por frustrações também. Crianças autistas não
fazem birra de propósito, mas porque algo as
estressa. Essa é uma forma de expressarem que
não conseguem lidar com a situação, estímulo ou
alteração na rotina. Elas têm um ataque como
recurso de comunicação, especialmente quando
todas as outras tentativas não deram certo.

A birra tem muitas faces. Ela pode ocorrer em


forma de gritos, choros, a criança pode cobrir as
orelhas com as mãos, se machucar
propositalmente ou agressão.

2.Tente fazer a vida doméstica da


criança mais confortável.

Já que as birras são causadas pelo acúmulo do


estresse, criar um ambiente harmonioso e amigável
pode minimizar tais fatores na vida dela.

Desenvolva uma rotina para a criança sentir


estabilidade. Fazer uma agenda com imagens
pode ajudar a criança a visualizar e entender a
rotina.
Caso as mudanças sejam necessárias, prepare a
criança para o que acontecerá com imagens e
histórias sociais. Explique por que essas
mudanças são necessárias, isso a ajudará a a
entender o que está acontecendo e o que
esperar. Assim, ela ficará mais calma quando as
alterações ocorrerem.
Permita que a criança se retire das situações
estressantes quando for necessário.
3.Ensine-a técnicas para lidar com o
estresse.

Algumas crianças autistas simplesmente não sabem


como lidar com suas emoções e podem precisar de
uma mãozinha extra. Parabenize-a quando ela
mostrar que está usando as técnicas corretamente.

Crie alternativas para determinados fatores


estressantes (som muito alto, lugares muito
cheios, etc.).
Ensine técnicas para se acalmar: respirar fundo,
contar, se afastar, etc.
Desenvolva um método para a criança conseguir
comunicar que algo a está incomodando.
4.Perceba quando a criança está
estressada e dê importância aos
sentimentos dela.

Saber que as necessidades dela são normais e


importantes como as de qualquer um é importante
para ela se expressar adequadamente.

“Seu rosto está todo tenso. O barulho está


incomodando você? Posso falar para suas irmãs
brincarem lá fora.”
“Você parece irritado hoje. Quer me contar o que
está lhe aborrecendo?”

5.Demonstre bons exemplos de


comportamento.
A criança vê quando você está estressado e
aprende a imitar o seu jeito de lidar com as coisas.
Manter a calma, expressar seus sentimentos com
clareza e tirar um momento para se acalmar
ensinarão a criança a fazer o mesmo.

Tente verbalizar suas decisões: “Estou


aborrecido, vou parar um pouco e respirar fundo
algumas vezes, depois eu volto”.
Depois que você repetir um comportamento
algumas vezes, a criança provavelmente tentará
fazer o mesmo por conta própria.

6.Crie um ambiente calmo para a


criança.
É importante reconhecer que ela pode ter
dificuldades em processar e absorver muitos
estímulos visuais, sons, odores e texturas. Todos
esses fatores podem ser estressantes e
sobrecarregá-la, gerando crises de birra. Sendo
assim, um ambiente tranquilo pode ajudá-la a se
acalmar.

Ensine a criança a expressar que quer ir para o


quarto da calma. Pode ser apontando para o
cômodo, mostrando uma imagem que
represente quarto, linguagem de sinais e pedir
verbalmente.

7.Faça um registro dos colapsos.

Anotar cada vez que a criança tem um ataque pode


ajudar a entender as razões para o comportamento
dela. Tente responder as seguintes perguntas
quando escrever sobre a próxima ocorrência:

O que a chateou?(Talvez ela esteja segurando o


estresse há horas).
Quais sinais de estresse ela demonstra?
Quando/Se você percebeu que ela estava
aborrecida, o que fez? Deu certo?
Como você poderia prevenir um colapso futuro?
8.Converse com a criança sobre
agressões e mau comportamento.

Lembre-se, autismo não é uma desculpa para a


criança ser agressiva e maldosa. Caso ele exiba
esse comporamento, converse com a criança assim
que ela se acalmar. Explique qual atitude específica
é inaceitável e ofereça uma alternativa.

“Não foi legal bater no seu irmão. Eu entendo


que você esteja bravo, mas bater nas pessoas
machuca e não é legal fazer isso. Quando estiver
irritado, respire fundo por um tempo e conte
para mim o que aconteceu. Você não pode sair
batendo nas pessoas.”
9.Ligue para alguém responsável pela
criança além de você durante uma
crise.

Existem casos em que pessoas autistas foram


traumatizadas ou assassinadas pela polícia. Caso a
situação seja urgente, peça ajuda de outro
responsável.

Ligue para a polícia em casos extremos ou


situações potencialmente perigosas para a
saúde. Eles podem ser violentos com a criança,
o que pode desencadear o transtorno de
estresse pós-traumático (TEPT) e piorar a
situação.
Imagem de capa: Shutterstock/howtogoto

TEXTO ORIGINAL DE MODAKGSTORE

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*O conteúdo do texto acima é de responsabilidade do


autor e não necessariamente retrata a opinião da
página e seus editores.

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