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Ciências

Ciências aplicadas I - Física


Ciências aplicadas I - Física
004599 (46.65.11.212-4)

© SENAI-SP, 2008

3a Edição.

Trabalho editorado por Meios Educacionais da Gerência de Educação da Diretoria Técnica do SENAI-SP.

Coordenação editorial Gilvan Lima da Silva

2a Edição, 2007. Editoração

1a Edição, 2000.
Trabalho elaborado pela Unidade de Conhecimento Educacional (UCED) do Departamento Regional do
SENAI-SP

Coordenação Célio Torrecilha


Elaboração Dario do Amaral Filho
Colaboração Profa. Doroti Livramento Villas Boas (CFP 1.20)
Profa. Roseli Rogério Cardoso de Almeida (CFP 1.20)
Profa. Sílvia Maria Rehder Dória (CFP 1.21)
SENAI Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial
Departamento Regional de São Paulo
Av. Paulista, 1313 - Cerqueira César
São Paulo – SP
CEP 01311-923

Telefone (0XX11) 3146-7000


Telefax (0XX11) 3146-7230
SENAI on-line 0800-55-1000

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Ciências aplicadas I - Física

Sumário

Materiais 7
Origem dos materiais 7
Classificação dos materiais 8
Os materiais e o meio ambiente 13
Poluição 13
Poluição atmosférica 14
Poluição das águas 14
Poluição do solo 15
Desequilíbrio ecológico (poluição + desperdício) 16
Ciclo de vida dos materiais 16
Reciclagem dos materiais 17
Medidas físicas e unidades 21
Notação científica 21
Sistema Internacional de Unidades (SI) 23
A idéia de grandeza física 27
Classificação das grandezas físicas 30
Hora de laboratório 34
Prática 1: medidas físicas 37
Forças 45
Classificação das forças 45
Elementos de uma força 47
Leis de Newton 50
Força peso 57
Elementos de estática 59
Prática 2: sistema de forças concorrentes 65
Força de atrito 73
Prática 3: atrito de deslizamento 78
Atrito útil e prejudicial 87
Energia e trabalho 91
Formas de energia 91
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Transformações da energia 91
Princípio da conservação da energia 93
Trabalho mecânico 95
Potência mecânica e rendimento 98
Máquinas simples 105
Prática 4: momento ou torque de uma força 106
Fundamentos teóricos 106
Alavanca 114
Plano inclinado 121
Prática 5: Roldanas 126

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Materiais

Origem dos materiais

Se examinarmos o mundo físico que nos rodeia, iremos encontrar uma enorme
variedade de materiais: areia, aço, vidro, cimento, madeira, couro, papel, plásticos,
tintas, vernizes, tijolos, cobre, zinco, ouro, prata, petróleo, oxigênio, nitrogênio,
borracha, latão, bronze, álcool, água, etc.

Os materiais são utilizados pelos seres humanos para produzir os bens necessários
para o conforto de toda a sociedade, tais como: prédios, casas, carros, aviões, trens,
máquinas, ferramentas, equipamentos, utensílios, estradas pavimentadas, navios,
computadores, calçados, lâmpadas, remédios, adubos, vacinas, lentes, embalagens,
alimentos industrializados, roupas, perfumes, sabonetes, lubrificantes, etc.

E de onde provêm os materiais?

Os materiais provêm dos três reinos na natureza: mineral, vegetal e animal.

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Reinos Materiais

mineral

vegetal

animal

Materiais provenientes dos três reinos da natureza

Classificação dos materiais

Quando extraídos diretamente da natureza, os materiais recebem o nome de


materiais naturais. Por sua vez, sofrendo transformações, os materiais naturais dão
origem aos materiais artificiais ou sintéticos.

Materiais artificiais ou sintéticos

utensílios com carcaças


de plástico
Materiais artificiais ou sintéticos

Por sua vez, os materiais naturais e artificiais podem ser classificados em dois grandes
grupos: metálicos e não-metálicos.

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Os materiais metálicos são representados pelos metais como o ferro, o ouro, a prata,
o níquel, o cobre, o alumínio, o zinco, o vanádio, o tungstênio, etc, e pelas ligas
metálicas como o aço, o latão, o bronze, o monel, o zamak, etc.

Os demais materiais são considerados não-metálicos. Exemplos: carvão, diamante,


enxofre, água, acetona, benzina, cloro, nitrogênio, breu, sal de cozinha, gasolina,
álcool, fósforo.

Finalmente, os materiais metálicos pode ser classificados em duas categorias:


ferrosos e não-ferrosos.

Os materiais ferrosos são representados pelos ferros fundidos e pelos aços e os não
ferrosos pelos demais metais e ligas metálicas.

Salientemos que uma liga não-ferrosa pode conter ferro; porém, ele não será o
principal elemento da composição. Por exemplo, existe um latão constituído de 66% de
cobre, 23% de zinco, 6% de alumínio, 3% de ferro e 2% de manganês. O principal
elemento dessa liga é o cobre. Daí esse latão ser classificado como liga não-ferrosa,
apesar de apresentar 3% de ferro em sua estrutura.

Exercícios
1. Assinale (x) nos materiais naturais:
a. ( ) carvão mineral
b. ( ) aço inoxidável
c. ( ) couro de boi
d. ( ) vinagre
e. ( ) ossos
f. ( ) calcário
g. ( ) carvão mineral
h. ( ) cassiterita
i. ( ) bauxita
j. ( ) hematita
k. ( ) gás metano

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2. Assinale (x) nos materiais artificiais ou sintéticos:


a. ( ) leite de vaca
b. ( ) tubo de PVC
c. ( ) tarugo de aço 1040
d. ( ) gelo dos pólos da Terra
e. ( ) fio de algodão
f. ( ) fio de seda
g. ( ) fio de náilon
h. ( ) fórmica
i. ( ) gesso
j. ( ) enxofre
k. ( ) fio de alumínio
3. Assinale (x) nos materiais extraídos do reino vegetal:
a. ( ) óleo de soja
b. ( ) carvão de lenha
c. ( ) ossos de boi
d. ( ) madeira de lei
e. ( ) óleo de fígado de bacalhau
f. ( ) álcool comum
g. ( ) resina de hevea brasiliensis (seringueira)
h. ( ) ferro gusa
i. ( ) fibra de sisal
j. ( ) fibra de poliéster
k. ( ) óleo de baleia
4. Assinale (x) nos materiais não-ferrosos:
a. ( ) bronze
b. ( ) latão
c. ( ) duralumínio
d. ( ) zamak
e. ( ) aço ao carbono
f. ( ) aço inox
g. ( ) ferro fundido cinzento
h. ( ) ferro fundido branco
i. ( ) ouro 18 quilates
j. ( ) monel
k. ( ) constantan

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5. Assinale (x) nos materiais não-metálicos naturais:


a. ( ) couro de anta
b. ( ) chifre de boi
c. ( ) água do rio Amazonas
d. ( ) areia da praia
e. ( ) queijo fresco
f. ( ) mel
g. ( ) carvão coque
h. ( ) tábua de cedro
i. ( ) folha de papel almaço
j. ( ) resma de jornal
k. ( ) pólvora
6. Assinale (x) nos materiais não-metálicos artificiais ou sintéticos:
a. ( ) iogurte
b. ( ) vinagre
c. ( ) sal de cozinha
d. ( ) salsicha
e. ( ) papel celofane
f. ( ) vidro plano
g. ( ) batata inglesa
h. ( ) vacina anti-rábica
i. ( ) tinta acrílica
j. ( ) isopor
k. ( ) mel

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7. Complete o resumo sobre o assunto estudado:

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Os materiais e o meio
ambiente

Sem dúvida alguma, os seres humanos são os responsáveis pelo que ocorre de bom
ou de ruim com o meio ambiente.

Quando se descobre ouro no Pará, por exemplo, há uma corrida desenfreada para
retirar do leito dos rios e da terra o precioso metal. Árvores são destruídas, mercúrio é
lançado nas águas, enormes quantidades de terra são removidas e o cenário torna-se
desolador devido à poluição. Ocorre alterações dramáticas na região e essas
alterações afetam todo o ecossistema.

Por outro lado, os seres humanos não teriam alcançado o conforto atual sem a
utilização dos materiais e sem a presença das mais variadas formas de energia.
Por exemplo, poderíamos viver sem a presença do aço, do alumínio, dos plásticos, dos
tecidos, dos medicamentos, da eletricidade, do calor, dos transportes e dos sistemas
de comunicação no mundo atual?

Como poderemos resolver o impasse existente entre a obtenção dos materiais e


energia e a degradação do meio ambiente?

Poluição

“A poluição é uma modificação desfavorável do meio natural, que se apresenta no todo


ou em parte como um subproduto da ação humana, através de efeitos diretos ou
indiretos que vão alterar os critérios de distribuição dos fluxos de energia, dos níveis de
radiação, da constituição físico-química do meio natural e da abundância das espécies
vivas ou biodiversidade”.

“As modificações podem afetar o homem, seja diretamente, seja pela diminuição dos
recursos em produtos agrícolas, em água e em outros produtos biológicos. Podem
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afetá-lo, também, alterando os objetos físicos que o rodeiam, as possibilidades


recreativas do seu meio, ou ainda desfigurando a Natureza.”

Fontes de poluição
A produção de energia, as atividades das indústrias químicas e as atividades agrícolas
são as três principais causas de poluição nos dias atuais. Faça uma pesquisa sobre o
assunto e discuta-o com seus colegas sob a coordenação do professor.

Poluição atmosférica

Entende-se por poluição atmosférica a alteração das propriedades e composição do ar


por poluentes que o tornam prejudicial à saúde, à vida animal e vegetal e mesmo
danoso a certos materiais.

Dá-se o nome de poluente do ar a qualquer substância ou mistura de substâncias


sólidas, líquidas ou gasosas que seja lançada na atmosfera.

Estes poluentes costumam ser classificados em primários e secundários. Um poluente


é dito primário quando se mantém na atmosfera na forma em que foi emitido. É o caso
das poeiras, óxidos de carbono, compostos de enxofre e outros.

Um poluente é secundário se tiver sido produzido no ar, pela reação entre outros
poluentes. Um exemplo de poluente secundário é a chamada neblina de ácido
sulfúrico.

Os maiores problemas de poluição atmosférica são decorrentes do lançamento na


atmosfera de gases tóxicos produzidos por veículos movidos por derivados de petróleo
e pela indústria.

Faça uma pesquisa sobre: inversão térmica; chuva ácida; efeito estufa e buraco na
camada de ozônio. Discuta esses temas num seminário promovido pelo seu professor.

Poluição das águas

Considera-se poluição aquática qualquer alteração das propriedades físicas, químicas


e biológicas das águas, de forma tal que possa constituir prejuízo à saúde, à

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segurança e ao bem-estar das populações e, ainda, possa comprometer a fauna


ictiológica e a utilização das águas para fins comerciais, industriais e recreativos.

Poluição das águas doces


A poluição das água doces resulta da introdução de produtos que lhe são estranhos.
Estes produtos são de origem industrial, agrícola e mesmo resíduos das atividades
urbanas.

A concentração de produtos estranhos à água, acima de limites em que possam ser


degradados, causam danos às comunidades aquáticas.

Entre os agentes poluidores das águas doces temos os fluoretos, nitratos, metais
tóxicos (chumbo, cádmio, mercúrio, etc.) praguicidas e esgotos residenciais e
industriais.

Muitas indústrias, incluindo as usinas nucleares, quando não controlam o nível térmico
das águas utilizadas em suas atividades, passam a ser fontes de poluição, pois lançam
no meio ambiente as águas com temperaturas elevadas, prejudicando a flora e a
fauna.

Poluição das águas marinhas


O mar é um meio pouco favorável ao desenvolvimento de microrganismos causadores
de doenças. Contudo, recebe através dos rios, grande quantidade de poluentes e por
isso suas águas tornam-se próprias ao desenvolvimento de bactérias. Estas, sendo
ingeridas por animais, como moluscos, podem chegar ao homem.

O petróleo é outro agente poluidor dos mares. Os navios petroleiros que limpam seus
depósitos em alto-mar são em grande parte responsáveis por este tipo de poluição.
Derramamentos acidentais de petróleo causam danos brutais ao ambiente: animais
morrem, as praias ficam impregnadas de óleo, bloqueia-se a fotossíntese realizada
pelo fitoplâncton e assim por diante.

Poluição do solo

A poluição do solo é causada principalmente pelo lixo. A decomposição das


substâncias que compõem o lixo forma produtos ácidos que poluem o solo. Além
disso, muitas substâncias que compõem o lixo industrial são tóxicas e afetam a vida
vegetal e animal.
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Procure mais informações a respeito da poluição do solo e áreas de mananciais e


discuta-as em sala de aula com seus colegas sob a coordenação do professor.

Desequilíbrio ecológico (poluição + desperdício)

Por desperdício entende-se o uso exagerado, o mau aproveitamento, o esbanjamento


ou o uso sem controle dos produtos.

Ciclo de vida dos materiais

Os materiais metálicos e não-metálicos são processados para se obter produtos que


serão utilizados principalmente pelos seres humanos.

Desde o processo de obtenção até o processo de fabricação de produtos, tem-se o


ciclo de vida dos materiais cujo inventário se encontra no esquema, a seguir.

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Reciclagem dos materiais

Os recursos naturais do planeta estão diminuindo, a qualidade de vida nas grandes


cidades também.

Mudar isso não é tarefa fácil, mas cada um pode fazer sua parte. O primeiro passo é
perceber que o mundo começa dentro de nossa própria casa, ou seja, saber o que
está acontecendo com a Terra como um todo, e atuar dentro do que está ao nosso
alcance, seja em casa, no trabalho ou na cidade onde moramos.

Eis algumas informações que servem para reciclar nosso modo de pensar e agir:

Vidro
O vidro demora cerca de 500 anos para se decompor. Reciclar uma tonelada de vidro
gasta 70% menos energia do que a mesma quantidade de vidro fabricado. Para cada
garrafa de vidro reciclada, há uma economia de energia equivalente a uma lâmpada de
100 watts ligada por 4 horas.

Pode ser reciclado:


- garrafas de refrigerantes e cervejas não retornáveis.
- garrafas de sucos e águas minerais.
- potes de molhos e condimentos.
- garrafas de vinho e bebidas alcóolicas.
- potes de produtos alimentícios.
- frascos de medicamentos (não hospitalares) e perfumaria.

Não pode ser reciclado:


- espelhos e vidros planos.
- produtos de cerâmica.
- potes de barro e cristal.
- lâmpadas, vidros de janela, vidros pyrex e similares.
- tubos de TV e válvulas.

Latas de aço
As latas de aço, produzidas com chapa metálica, conhecidas como folhas-de-flandres,
têm como principais características a resistência, inviolabilidade e opacidade. São
compostas por ferro e pequena quantidade de estanho (0,20 a 0,22%) ou cromo

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(0,007%). Estanho e cromo são materiais que protegem as latas contra a oxidação e
evitam, por mais de dois anos, a decomposição de alimentos.

Quando reciclado, o aço volta ao mercado em forma de automóveis, ferramentas,


vigas para construção civil, arames, vergalhões, utensílios domésticos e outros
produtos, inclusive novas latas. No Brasil são consumidas cerca de 600 mil toneladas
de latas de aço por ano, o equivalente a quatro quilogramas por habitante.

A lata de aço corresponde a 3% do lixo domiciliar das grandes cidades brasileiras.

As latas de aço que não são recicladas enferrujam. Em quatro anos, elas se
decompõem, voltando ao estado natural: o óxido de ferro.

A reciclagem é efetuada em fornos elétricos de aciarias.

Plástico
Os sacos de plástico demoram 40 anos para desaparecer e as garrafas de plástico,
100 anos. Uma tonelada de plástico reciclado economiza 130kg de petróleo que é a
matéria-prima de onde provém o plástico.

Para uma maior eficácia da reciclagem dos plásticos, já está sendo aplicado em todo o
mundo um sistema de codificação para produtos plásticos, a fim de identificar o
material com que foram confeccionados.

A aplicação do código, pelas indústrias produtoras de artigos plásticos facilita o


processo seletivo. O artigo plástico constituído por uma única resina simplifica
sobremaneira o processo de reciclagem.

O sistema de identificação adotado no Brasil é este:

PET (polietileno tereftalato): utilizado em garrafas para refrigerantes, fibras sintéticas, etc.

PEAD (polietileno de alta densidade): utilizado na confecção de engradados para


bebidas, baldes, garrafas para álcool, garrafas para produtos químicos domésticos,
bombonas, tambores, tubos para líquidos e gás, tanques de combustível para veículos
automotores, filmes, etc.
PVC (cloreto de polivinila): utilizado em tubos e conexões para água, encapamentos de
cabos elétricos, garrafas para água mineral e para detergentes líquidos, lonas, calçados,
esquadrias e revestimentos, equipamentos médico-cirúrgico, etc.
PEBD (polietileno de baixa densidade): utilizado nas embalagens de alimentos, sacos
industriais, sacos para lixo, lonas agrícolas, filmes, etc.

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PP (polipropileno): utilizado em embalagens para massas e biscoitos, potes para


margarina, seringas descartáveis, equipamentos médico-cirúrgico, fibras e fios têxteis,
utilidades domésticas, auto-peças, etc.
PS (poliestireno): utilizado na fabricação de aparelhos de som e TV, copos descartáveis
para água e café, embalagens alimentícias, revestimento interno de geladeira, etc.

Outros: resinas plásticas não identificadas anteriormente, produtos co-extrusados, etc.

Aproximadamente 24% dos plásticos consumidos se destinam à fabricação de


embalagens.

Nos lixões os plásticos atuais sobrevivem por muitos anos, pois não são
biodegradáveis. Incinerados, sem os devidos cuidados, alguns tipos de plástico exalam
substâncias tóxicas.

Num futuro bem próximo os plásticos serão biodegradáveis, pois serão produzidos por
via biotecnológica.

Alumínio
Embalagens de alumínio resistem 100 anos à ação do tempo. Reciclar uma tonelada
de alumínio gasta 95% menos energia do que fabricar a mesma quantidade. A cada
quilograma de alumínio reciclado são poupados 5 kg de bauxita (minério de onde o
alumínio é extraído). Uma lata de alumínio reciclada representa uma economia
equivalente a um aparelho de TV ligado por 3 horas.

No Brasil, a lata de alumínio corresponde a menos de 1% dos resíduos urbanos.

Papel
Reciclar uma tonelada de papel poupa 22 árvores e consome 71% menos energia
elétrica do que fabricá-lo. Além disso a reciclagem do papel polui o ar 74% menos. A
cada tonelada de papel reciclado economiza-se 26.000 litros de água e 100 litros de
óleo combustível.

Pneus
Cada pneu velho contém a energia de 9,4 litros de petróleo. Calcula-se que, no Brasil,
existam 500 mil pneus disponíveis para utilização como combustível, proporcionando
economia de 12 mil toneladas de óleo.

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Óleo lubrificante usado


Um (1) litro de óleo lubrificante usado contamina um milhão de litros de água! De todo
o óleo básico consumido no Brasil, 18% é rerrefinado. O Brasil consome anualmente
cerca de 900 mil metros cúbicos de óleo lubrificante e gera 380 mil metros cúbicos de
óleo usado, rerrefinando cerca de 160 mil metros cúbicos de óleo usado. O restante é
geralmente queimado ou despejado na natureza.

No Brasil, os óleos são geralmente trocados em garagens e postos de gasolina e


posteriormente coletados por empresas rerrefinadoras cadastradas no Departamento
Nacional de Combustíveis, conforme exigência da portaria 727/90.

Óleos lubrificantes usados devem ser acondicionados em tambores apropriados e


destinados, preferencialmente, ao rerrefinamento.

Madeira
A madeira é um material biodegradável, porém, resíduos como a serragem podem ser
aproveitados para fabricar aglomerados.

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Medidas físicas e unidades

Em todas as ocupações as pessoas estão medindo alguma coisa. Por exemplo, o


eletricista mede a bitola de um fio; o marceneiro mede o comprimento de uma mesa; o
pedreiro mede a altura do pé direito de uma parede; o mecânico de automóveis mede
o tamanho de um parafuso; o torneiro mede o diâmetro de uma peça; o sapateiro
artesanal mede o tamanho do pé de seu cliente; o tipógrafo mede o tamanho do papel
de impressão; o agrimensor mede a área de um terreno; o arquiteto mede o vão livre
de um viaduto, e assim por diante.

Além de medir, as pessoas expressam as medidas obtidas em certas unidades. Por


exemplo, o astrônomo expressa a distância entre galáxias em ano-luz; o agrônomo
expressa uma área em hectares; o torneiro expressa um diâmetro em milímetros; o
marceneiro expressa um comprimento em centímetros; um eletricista expressa uma
tensão elétrica em volts, e assim por diante.

Para compreender este capítulo, é fundamental familiarizar-se com a notação


científica.

Notação científica

A notação científica é uma ferramenta matemática que nos permite escrever grandes e
pequenos números. Ela se fundamenta basicamente em potências de base 10.

Podemos definir potência de base 10 como o produto de fatores iguais a 10, sendo que
o número de fatores que se repete é indicado pelo expoente.

Um número estará escrito em notação científica quando estiver na forma


A . 10n, sendo [A<10 e n∈Z].

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Exemplos:

a. 100 = 10 . 10 = 102

b. 1 000 000 = 10 . 10 . 10 . 10 . 10 . 10 = 106

c. 1 000 000 000 000 = 1012 esse 12 é igual a quantidade de zeros existentes no número

d. 500 = 5 . 102 esse 2 é a quantidade de zeros existentes no número

1
e. 0,1 = = 10 −1
101

1 1
f. 0,001 = = 3 = 10 − 3
1 000 10

g. 0,000 000 1 = 10−7

h. Escrever 0,000 45, em notação científica, com apenas um número inteiro.


Solução: 4,5 . 10−4

i. Escrever 54,300, em notação científica, com apenas um número inteiro.


Solução: 5,43 . 104

E como se efetua multiplicações e divisões com números exponenciais de


base 10? Acompanhe.

j. 104 . 106 = 104+6 = 1010

k. 1015 . 10−7 = 1015 + (−7) = 108

l. 105 : 102 = 105 – 2 = 103

m. 107 : 10−4 = 107 − (−4) = 1011

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Exercícios
1. Escreva em notação científica os números dados a seguir.
a. 2 000 =
b. 4 000 000 000 =
c. 0,000 01 =
d. 0,000 002 =
n. 50 =
o. 300 =
p. 0,001 =
q. 30 000 =
r. 10 000 000 000 =
s. 0,1 =

2. Escreva os números abaixo com apenas um número inteiro.


a. 255 000 =
b. 342 000 000 =
c. 0,002 1 =
d. 0,326 =
e. 0,000 048 =

3. Expresse o resultado das operações indicadas em notação científica.


a. 105 . 103 . 102 =
b. 106 : 106 =
c. 10−7 : 107
d. 20,8 . 10−14 : 5,2 . 10−9 =
e. 4,23 . 104 . 2,1 . 106

Sistema Internacional de Unidades (SI)

Com o crescente avanço dos conhecimentos científicos e com a evolução do comércio


mundial, os países interessados nos problemas das unidades de medidas
estabeleceram o Sistema Internacional de Unidades (SI) que foi ratificado na 11a
Conferência Geral de Pesos e Medidas ocorrida em 1960 e que encontra-se atualizado
desde a 18a Conferência Geral de Pesos e Medidas ocorrida em 1987.

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No caso do Brasil, o Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade


Industrial – CONMETRO , no uso de suas atribuições, adota como unidades de
medidas legais no País aquelas do Sistema Internacional de Unidades (SI).

Para implementar, fiscalizar, resolver casos omissos, dirimir dúvidas, propor alguma
modificação, o CONMETRO delegou plenos poderes ao Instituto Nacional de
Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial – INMETRO, por meio da
resolução no 12, em 12 de outubro de 1988.

Resumindo, o INMETRO é o órgão responsável pelos pesos e medidas utilizados no


Brasil.

Neste curso, salvo indicação em contrário, serão usadas somente as unidades SI, de
uso obrigatório no Brasil.

No Sistema Internacional de Unidades (SI) há sete unidades de base, cada uma


correspondente a uma grandeza física básica. Além das sete unidades de base, o SI
adota, também, duas unidades suplementares. As unidades das demais grandezas
físicas são derivadas, direta e indiretamente, das unidades de base e suplementares.

Grandeza física Unidade Símbolo da unidade

comprimento metro m

massa quilograma kg
Unidades De Base

tempo segundo s

corrente elétrica ampère A

temperatura termodinâmica kelvin K

quantidade de matéria mol mol

intensidade luminosa candela cd


Suplementares

ângulo plano radiano rad


Unidades

ângulo sólido esterradiano sr

Por conveniência operacional foram adotados múltiplos e submúltiplos para serem


utilizados como prefixos das unidades quando se necessita expressar quantidades
muito grandes ou muito pequenas em relação à unidade de medida da grandeza física
considerada.

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O quadro, a seguir, mostra o prefixo SI para os múltiplos e submúltiplos das unidades,


além do fator pelo qual a unidade é multiplicada. Exemplos são dados no próprio
quadro.

PREFIXO SI
Nome Símbolo Fator de multiplicação Exemplo
24
yotta Y 10 2Ym = 2.1024 m
zetta Z 1021 3Zm = 3. 1021m
exa E 1018 5EJ = 5.1018 J
peta P 1015 6PV = 6.1015 V
tera T 1012 4TN = 4.1012 N
giga G 109 6GHz = 6.109 Hz
mega M 106 2MW = 2.106 W
quilo k 103 8km = 8.103 m
hecto h 102 5hm = 5.102 m
deca da 10 2daN = 2.10N
deci d 10−1 9dm = 9.10−1 m
centi c 10−2 5cm = 5.10−2 m
mili m 10−3 9mA = 9.10−3 A
micro μ 10−6 3μm = 3.10−6 m
nano n 10−9 8nC = 8.10−9 C
pico p 10−12 2pm = 2.10−12 m
femto f 10−15 3fV = 3.10−15 V
atto a 10−18 7am = 7.10−18 m
zepto z 10−21 5zF = 5.10−21 F
yocto y 10−24 9yF = 9.10−24 F

Em sua profissão você não vai utilizar todos os prefixos SI mostrados, porém, se você
encontrá-los em livros técnicos, em catálogos de produtos, em artigos de jornais e
revistas, não ficará sem saber do que se trata.

Exercícios
Para resolver os exercícios a seguir, você pode usar regra de três simples. Não se
preocupe se não souber o nome das unidades das grandezas físicas envolvidas. O
objetivo é adquirir habilidade com as operações.

1. Transformar 7,4km em m.

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2. Transformar 1h em s.

3. Transformar 10cm em mm.

4. Transformar 40kJ em J.

5. Transformar 100mA em A.

6. Transformar 10mm em m.

7. Transformar 2000 MV em V.

8. Transformar 1pF em F.

9. Transformar 1000cm em m.

10. Transformar 72daN em N.

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A idéia de grandeza física

Considere um paralelepípedo de aço.

Assinale com X, na lista a seguir, o que pode ser medido em relação ao


paralelepípedo.

( ) largura ( ) comprimento ( ) altura ( ) volume

( ) massa ( ) peso ( ) densidade ( ) dureza

( ) temperatura ( ) resistência elétrica ( ) coeficiente de dilatação

Não se preocupe se você deixou de assinalar algum item da lista. Todos os itens são
grandezas físicas que se referem ao objeto (paralelepípedo), mas que não são o
próprio objeto (paralelepípedo).

Outras grandezas físicas referentes ao paralelepípedo podem ser mensuradas:


pressão que ele exerce na superfície de apoio; resistividade elétrica que ele
apresenta; ponto de fusão ao ser derretido; calor específico do material que o
constitui; etc.

É importante perceber que as grandezas físicas podem ser mensuradas ou medidas.


Se não pudermos mensurar ou medir alguma coisa, tal coisa não é grandeza física.

E o que significa medir uma grandeza física?

Medir uma grandeza física significa compará-la com outra da mesma espécie
denominada unidade.

Por exemplo, podemos usar o metro como unidade de medida para determinarmos o
comprimento do tampo da mesa.

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Ciências aplicadas I - Física

Digamos que o comprimento do tampo da mesa seja 2 metros. Isto significa que o
comprimento do tampo da mesa é duas vezes maior que o metro unitário.

Poderíamos, também, usar uma régua centimetrada para determinarmos o tampo da


mesa. Nesse caso estaríamos comparando o comprimento do tampo da mesa com um
dos submúltiplos do metro: o centímetro.

O milímetro (mm) e micrometro (μm) são dois submúltiplos do metro bastante


utilizados na eletrometalmecânica.

Na indústria moveleira o centímetro (cm) é o submúltiplo do metro mais utilizado no


dimensionamento de peças. Em rodovias, para indicar distâncias, a preferência é um
múltiplo da unidade metro chamado quilômetro (km).

Quando a Segunda Guerra Mundial estava no auge, balas de canhão americanas


eram enviadas para a Inglaterra, porém, quando os soldados ingleses tentavam
colocar as balas americanas em seus canhões ficavam desesperados porque elas não
se encaixavam. Esse drama retardou o término da guerra por um bom tempo e a culpa
estava exatamente na divergência do tamanho da polegada adotada pelos dois países:
Estados Unidos e Inglaterra.

Para evitar problemas envolvendo as medidas utilizadas entre os vários países, foram
criados os padrões de medidas.

Padrão é a representação material de uma unidade a partir do qual se obtém cópias


que servirão de parâmetros para uso de todos os países.

Por exemplo, o quilograma-padrão é um cilindro metálico constituído de platina e irídio


que se encontra guardado no Bureau Internacional de Pesos e Medidas, em Sèvres,
na França.

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CT034-08
Ciências aplicadas I - Física

Cada país que adotou o quilograma como unidade de massa possui uma cópia do
quilograma-padrão. A cópia brasileira do quilograma-padrão encontra-se na sede do
INMETRO no Rio de Janeiro.

A partir da cópia guardada no INMETRO reproduz-se outras cópias para atender as


necessidades da indústria, do comércio e instituições científicas.

Exercícios
Assinale com X aquilo que pode ser mensurado, ou seja, aquilo que pode ser
considerado uma grandeza física.
1. ( ) diâmetro de uma broca.
2. ( ) velocidade de corte de uma serra circular.
3. ( ) idade da vovó.
4. ( ) massa de uma chapa de alumínio.
5. ( ) tristeza do Jeca Tatu.
6. ( ) alegria de um goleiro ao pegar a bola chutada pelo artilheiro adversário.
7. ( ) pressão atmosférica reinante no interior da oficina.
8. ( ) comprimento de um sapato de couro.
9. ( ) massa de uma resma de papel.
10. ( ) alicate e martelo de bola.
11. ( ) imaginação de um jovem.
12. ( ) chapa de latão.
13. ( ) volume de tinta contida dentro de um frasco.
14. ( ) temperatura interna de um forno elétrico em funcionamento.
15. ( ) rotações por minuto desenvolvida pelo rebolo de um esmeril.
16. ( ) tensão elétrica existente numa tomada energizada.
17. ( ) intensidade da corrente elétrica no resistor de um chuveiro ligado.
18. ( ) escala de aço inoxidável graduada.
19. ( ) patriotismo de um cidadão.
20. ( ) idealismo de escoteiro.
21. ( ) intensidade luminosa emitida por uma lâmpada incandescente.
22. ( ) área de uma sala de aula.

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Classificação das grandezas físicas

As grandezas físicas são classificadas em duas categorias: escalares e vetoriais.

As grandezas físicas escalares ficam perfeitamente determinadas por um numeral,


geralmente seguido de uma unidade. Por exemplo, a área é uma grandeza física
escalar.

Assim, se dissermos que a área de uma chapa metálica é 10 m2 não precisaremos


prestar nenhuma outra informação para as pessoas compreenderem o que estamos
dizendo. As pessoas entenderão que a área da chapa fica determinada pelo numeral
10 seguido da unidade de medida que é o metro quadrado (m2).

Outros exemplos de grandezas físicas escalares encontram-se a seguir.

Grandezas físicas escalares Exemplos


massa de uma saca de arroz 60kg
0
temperatura da sala de aula 20 C (lê-se vinte graus Celsius)
3
volume de uma caixa d´água 100m
tensão elétrica domiciliar 110 V (lê-se cento e dez volts)
tempo de duração de uma palestra 2h
3
vazão de água em uma torneira 5m /s
freqüência de uma emissora de rádio 700MHz (lê-se setecentos megahertz)
comprimento de um fio de cobre 100m
energia liberada numa explosão 1 000J (lê-se mil joules)

As grandezas físicas vetoriais ficam perfeitamente determinadas por uma direção e um


sentido, além de um numeral seguido de uma unidade de medida que vai indicar sua
intensidade ou módulo.

Para compreender o assunto, considere um helicóptero em pleno vôo.

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Ciências aplicadas I - Física

Vamos supor que alguém dissesse para você:

O helicóptero desloca-se com velocidade de 90km/h!


Somente com a informação a respeito da velocidade do helicóptero você seria capaz
de saber tudo a respeito do vôo? Por exemplo, o helicóptero voa na direção vertical ou
horizontal em relação ao solo? Voa para cima ou para baixo? Voa para a direita ou
para a esquerda? Dirige-se para o norte, sul, leste ou oeste?

Como se percebe, para determinar corretamente o vôo do helicóptero, além da


velocidade, é preciso saber a direção e o sentido do vôo.

De fato, o helicóptero pode voar tanto na direção horizontal ( ) como na direção


vertical ( ) em relação ao solo.

Voando tanto na direção horizontal quanto na direção vertical em relação ao solo, o


helicóptero poderá apresentar os seguintes sentidos de vôo:

Observe que uma mesma direção pode ter dois sentidos.

Supondo que o helicóptero voa na direção horizontal com sentido da esquerda para a
direita com velocidade de 90km/h temos uma idéia exata de seu vôo:

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• numeral : 90
• significado físico : velocidade (km/h)
• direção : horizontal ( ) em relação ao solo.
• sentido : da esquerda para a direita ( ).

Outros exemplos de grandezas físicas vetoriais: aceleração; força; posição;


deslocamento; momento; campo magnético; impulso; etc.

As grandezas físicas vetoriais podem ser representadas por meio de vetores.

O que é vetor?

Vetor é um ente matemático abstrato que pode ser representado por meio de um
segmento de reta orientado. Assim como o número é uma abstração, nós
representamos os números por meio de símbolos chamados numerais.

Observe a figura.

Vemos o operador.

⎯ Quantos?

Imaginamos o número para dizermos:

⎯ Um!

Representamos o número um com o numeral 1

E como podemos representar um vetor?


Um vetor deve ter um suporte, uma direção, um sentido e um módulo ou intensidade.

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Por exemplo:

Observe que a direção fica definida pelo suporte do segmento orientado; o sentido pela
“ponta da flecha” e a intensidade ou módulo pelo comprimento do segmento orientado
segundo uma dada escala.

Para indicar que uma grandeza física é vetorial,r deve-se


r colocar uma pequena seta
sobre o símbolo que a representa. Exemplos: V , F .

Quando desejamos expressar apenas a intensidade ou módulo de uma grandeza física


vetorial escrevemos o símbolo que a representa sem a seta. Exemplos: a, F, V.

Exercícios
1. Um automóvel está se deslocando com velocidade de 60km/h de norte
para sul. Pede-se a representação vetorial dessa velocidade.
Escala: 1cm = 30km/h.

Solução:

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2. Uma esfera metálica cai em queda livre de uma certa altura. Representar
vetorialmente a aceleração gravitacional que atua na esfera.
r
Dados: intensidade de g = 10m/s2 . Escala: 2cm = 10m/s2.

Solução:

Hora de laboratório

Você vai iniciar as atividades experimentais que objetivam auxiliá-lo a compreender,


com base em fatos, os princípios científicos que alavancam as tecnologias das várias
ocupações.

Por meio das atividades experimentais, espera-se que você desenvolva habilidades
de:
• manipular corretamente materiais, equipamentos e instrumentos;
• observar e analisar fenômenos;
• organizar e sintetizar informações;
• obter e criticar conclusões;
• discutir fatos;
• perceber conceitos e princípios aplicáveis à tecnologia de sua ocupação;
• buscar respostas lógicas para os problemas;
• pesquisar conhecimentos em outras fontes;
• transferir conhecimentos de uma área para outra.

As atividades experimentais permitirão, também, que você desenvolva hábitos de:


• trabalhar em equipe;
• manter a ordem e a limpeza do laboratório;
• praticar os preceitos de higiene e segurança;
• expor oralmente as opiniões com clareza e concisão;
• incrementar o convívio social;
• tecer e aceitar críticas construtivas;
• auto-avaliação.

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Conforme for vencendo as etapas dos estudos, você verificará que suas habilidades
manuais e intelectuais se aprimoram e que muitos hábitos começarão a fazer parte do
seu jeito de ser. Sua auto-confiança aumentará, pois os desafios serão aceitos de
forma racional e científica. Lembre-se que uma cultura científica é importante para a
própria cidadania.

Aprenda a identificar os equipamentos, instrumentos e materiais que serão utilizados


nas atividades experimentais e ouça atentamente as explicações do professor. Ele
estará sempre presente para auxiliá-lo em suas dificuldades.

Procure incorporar em suas atitudes as seguintes normas de segurança em


laboratório:
1. Seguir rigorosamente as instruções dadas pelo professor.
2. Localizar os extintores de incêndio mais próximos e familiarizar-se seu uso.
3. Não fumar.
4. Não trabalhar com material imperfeito, principalmente os de vidro que contenham
pontas ou arestas cortantes.
5. Fechar, com cuidado, as torneiras de gás. Caso haja suspeita de vazamento, fazer
um teste no local com espuma e sabão.
6. Nunca deixar próximo ao fogo frascos que contenham solventes inflamáveis.
7. Não deixar o bico de Bunsen aceso, com chama forte, se não estiver sendo
utilizado.
8. Não deixar vidro aquecido em local inconveniente, de onde possam pegá-lo
inadvertidamente.
9. Não provar ou ingerir qualquer droga ou reagente.
10. Evitar o contato de qualquer substância com a pele.
11. Ser particularmente cuidadoso no manuseio de substâncias corrosivas como
ácidos e bases.
12. Ao aquecer um tubo de ensaio que contenha qualquer substância, não dirigir a
boca do frasco para si ou para qualquer pessoa próxima.
13. Ao testar um produto químico pelo odor, não colocar o frasco sob o nariz. Procure
deslocar em sua direção os vapores que se desprendem do recipiente. Para isso
use uma das mãos.

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14. Usar pequenas quantidades de substâncias e de reagentes. Isto por duas razões:
economia e segurança. Se a reação for perigosa, usando porções pequenas o
efeito será muito menos e, consequentemente, os riscos serão mínimos.
15. Não jogar nas pias material sólido que possa provocar entupimentos.
16. Não brinca no laboratório; é essencial estar sempre atento ao que estiver fazendo.
17. Não aquecer reagentes em sistemas fechados.
18. Ao introduzir tubos de vidro em rolhas, umedecê-los com glicerina e enrolar a peça
de vidro numa toalha a fim de proteger as mãos.

19. Sempre que proceder à diluição de um ácido concentrado, adicioná-lo lentamente à


água e nunca o contrário. Esse procedimento evitará acidentes como mostra a
figura abaixo.

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20. Manter as mesas livres de material pessoal que não será utilizado nas
experimentações: blusas, bolsas, sacolas, marmitas, etc.
21. Ao se retirar do laboratório, verificar se não torneiras (água e/ou gás) abertas.
22. Lavar as mãos com água corrente e sabão.
23. Em caso de acidentes, comunicar imediatamente ao professor e procurar o serviço
de enfermagem da escola.
24. Não perder a calma, nunca!

LEMBRETE: se você acumular dúvidas a culpa será sua porque não as discutiu com
o professor.

Prática 1: medidas físicas

Objetivos
• Constatar a impossibilidade de obter medidas rigorosamente exatas.
• Identificar métodos de medição.
• Identificar fatores que interferem nas medidas.
• Calcular o valor mais provável de uma medida.

Material necessário
Uma régua milimetrada
Um paquímetro
Um cilindro de alumínio ou similar
Um termômetro
Uma balança

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Fundamentos teóricos
Por mais bem feitas que sejam as medições e por melhores que sejam os instrumentos
utilizados, sempre obteremos medidas afetadas por erros. Tais erros podem ser
grandes ou pequenos, dependendo da pessoa que fez a medição, do instrumento e do
método utilizado e também dos fatores imprevisíveis como, por exemplo, o meio
ambiente.

Os erros podem ser grosseiros (ou enganos), acidentais (ou fortuitos) e


sistemáticos (constantes).

Os métodos de medição podem ser diretos, indiretos e instrumentais e o valor


mais provável (A) de uma grandeza física é aquele obtido pela média aritmética ou
valor médio (VM) de diversas medidas efetuadas pelo mesmo operador, usando o
mesmo método e o mesmo instrumento de medida.

Por exemplo, um operador usando um paquímetro obteve os seguintes valores para o


comprimento de uma peça: 52,2mm; 52,1mm; 52,3mm e 51,8mm. O valor médio é
dado pela média aritmética que é obtida somando-se os valores das medidas obtidas e
dividindo-se o resultado pelo número de medidas efetuadas. No caso temos o seguinte
valor médio: 208,4mm/4 = 52,1mm.

As diferenças entre o valor médio e cada um dos valores obtidos denominam-se


desvios ou resíduos (D). No caso do exemplo temos os seguintes desvios ou
resíduos:

D1 = 52,1mm – 55,2mm = - 0,1mm


D2 = 52,1mm – 52,1mm = 0
D3 = 52,1mm – 52,3mm = - 0,2mm
D4 = 52,1mm – 51,8mm = 0,3mm

A média aritmética dos desvios, quando não se leva em consideração os respectivos


sinais, recebe o nome de desvio médio (Dm). No caso do exemplo, o desvio médio
arredondado vale 0,2mm.

Assim, o valor mais provável do comprimento da peça será:


A = (52,1 ± 0,2)mm. Isto significa que valores entre 52,3mm (52,1mm + 0,2mm) e
51,9mm (52,1mm – 0,2mm) exprimem os valores prováveis do comprimento da peça.

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As operações de arredondamento as vezes são necessárias. As regras de


arredondamento são aquelas estabelecidas pela Associação Brasileira de Normas
Técnicas (ABNT). Tais regras serão discutidas pelo seu professor.

Para expressar uma medida, deve-se levar em conta os algarismos significativos


envolvidos. Algarismos significativos são aqueles sobre os quais temos certeza, mais
um algarismo que apresenta dúvida. Por exemplo, a medida 14,1mm apresenta três
algarismos significativos. Já, a medida 0,012mm apresenta dois algarismos
significativos. Note que os zeros a esquerda de outros algarismos não são
significativos. Se o algarismo zero encontrar-se entre dois outros algarismos ele será
significativo. Por exemplo, a medida 2,102mm apresenta quatro algarismos
significativos.

Procedimentos
1. Com a régua e com o paquímetro, meça três vezes o diâmetro e a altura do cilindro
metálico, variando os locais de medição. Anote os valores encontrados no campo
abaixo.

Instrumentos Régua Paquímetro


Grandezas físicas diâmetro altura diâmetro altura
1a medida
2a medida
3a medida

2. Compare as medidas obtidas por meio da régua com aquelas obtidas por meio do
paquímetro e explique no que elas diferem. Anote suas explicações.

3. Calcule o valor médio das medidas referentes ao diâmetro e à altura do cilindro


obtidas com a régua e com o paquímetro. Registre no quadro abaixo os valores
obtidos.

Instrumentos Régua Paquímetro


Grandezas físicas diâmetro altura diâmetro altura
Valor médio (VM)

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4. Calcule o desvio médio das medidas referentes ao diâmetro e à altura do cilindro


obtidas com a régua e com o paquímetro.Registre no quadro abaixo os valores
obtidos.

Instrumentos Régua Paquímetro


Grandezas físicas diâmetro altura diâmetro altura
Desvio médio (Dm)

5. Exprima abaixo o valor provável do diâmetro e da altura do cilindro utilizando os


dados que você registrou nas tabelas anteriores.

Instrumentos régua paquímetro


Grandezas físicas diâmetro altura diâmetro altura
Valor provável (A)

6. Com o auxílio da balança determine a massa do cilindro metálico. Anote o valor


encontrado no campo abaixo.
massa do cilindro =_______________
7. Determine o volume do cilindro aplicando a seguinte fórmula: Vcil = π . r2 . h.
Considere π = 3,14 . No cálculo, utilize o valor provável do diâmetro e da altura do
cilindro considerando as medidas para mais obtidas com o paquímetro. Registre o
valor encontrado no local indicado.
Vcil =__________
8. Orientado pelo professor, apanhe um termômetro e aprenda a efetuar leituras
nesse instrumento. Chame o professor para conferir sua leitura.
9. Pois bem, com o termômetro em mãos, dá para determinar a temperatura do
cilindro metálico? Pense e discuta com seus colegas. Se der, anote abaixo a
temperatura do cilindro.
tcil =__________
10. Para concluir responda:
a. Quais foram as grandezas físicas que você determinou nessa atividade
experimental?

b. Dentre as grandezas físicas medidas havia alguma vetorial? Justifique.

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c. Para determinar o diâmetro e a altura do cilindro, qual método de medição foi


utilizado? Justifique.

d. Para determinar o volume do cilindro, qual método de medição foi utilizado?


Justifique.

e. Para determinar a massa do cilindro, qual método de medição foi utilizado?


Justifique.

f. Para determinar a temperatura do cilindro, qual método de medição foi


utilizado? Justifique.

g. A régua que você utilizou para determinar o diâmetro e a altura do cilindro pode
ser considerada um padrão de medida? Por quê?

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h. Quantos algarismos significativos existem nos valores registrados nos itens 7 e


9?

i. Quais fatores que mais interferiram nas medidas do diâmetro e da altura do


cilindro?

j. Foi possível calcular o valor exato do diâmetro, da altura e do volume do


cilindro? E o valor de sua temperatura e massa?
Explique.

Exercícios
1. Nas situações a seguir, escreva (a) para medição direta; (b) para medição indireta
e (c) para medição instrumental.
a. ( ) medida da área de uma chapa retangular por meio de uma trena.
b. ( ) medida do ângulo de um chanfro obtida por meio de um goniômetro.
c. ( ) medida do consumo de água de uma indústria obtida por meio de um
hidrômetro.
d. ( ) medida da densidade da solução de uma bateria de automóvel obtida por
meio de um densímetro.
e. ( ) medida do diâmetro de um fio de cobre obtida por meio de um micrômetro.

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f. ( ) medida da intensidade sonora na pista de decolagem de aviões em um


aeroporto, obtida por meio de um decibelímetro.
g. ( ) medida da intensidade luminosa da oficina obtida por meio de um
luxímetro.
h. ( ) medida da profundidade de um local do Oceano Atlântico obtida por meio
de um sonar.
i. ( ) medida da tensão elétrica existente na rede domiciliar obtida por meio de
um voltímetro analógico com ponteiro e escala.
j. ( ) medida do volume de óleo de freio por meio de uma proveta graduada em
cm3.
k. ( ) medida do consumo de energia elétrica de uma residência, obtida pela
leitura do medidor instalado pela companhia fornecedora.
l. ( ) medida da velocidade de corte de uma máquina-ferramenta em função
da circunferência do material a ser cortado e do número de rotações por
minuto com que o material gira.
m. ( ) medida da tangente de um ângulo existente no chanfro de um material
usinado.
n. ( ) medida da temperatura de uma forja por meio da leitura da escala de um
painel acoplado ao par termoelétrico existente no interior da forja.

2. Um operário mediu quatro vezes o diâmetro de um furo existente em uma peça. O


operário usou um paquímetro com precisão de 0,1mm e obteve as seguintes
medidas: 6,40mm; 6,40mm; 6,71mm e 6,81mm. Responda:

a. Qual foi a grandeza física que o operário mediu? A grandeza medida é escalar
ou vetorial?

b. Considerando que o paquímetro utilizado pelo operário é do tipo comum, qual


foi o método de medição que ele utilizou?

c. Considerando o paquímetro calibrado, qual o possível fator que interferiu nas


medidas obtidas pelo operário?

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d. Considerando que o paquímetro apresenta precisão de 0,1mm, corrija as


medidas efetuadas pelo operário.

e. Partindo da resposta do item anterior, quantos algarismos significativos possui


cada medida?

f. Determine o valor provável do diâmetro do furo e explique o significado desse


valor provável.

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Forças

A noção de força é primitiva. Ela está associada ao ato de empurrar ou puxar.

Se examinarmos as situações mostradas abaixo, notaremos que existem forças


presentes somente pelos efeitos visíveis que elas causam: deformações, movimentos,
parada de movimentos, e assim por diante.

Força é sempre uma causa que, agindo nos corpos, produz efeitos estáticos
(deformações, equilíbrio) e/ou dinâmicos (aceleração, equilíbrio).

Classificação das forças

As forças classificam-se em dois grandes grupos:


• de contato;
• de campo.

As forças de contato são as mais comuns no dia-a-dia. Elas surgem das interações
entre corpos, de forma tal que as massas dos corpos envolvidos tocam-se entre si.

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Ciências aplicadas I - Física

Exemplos:

Quando limamos uma peça, há interação direta entre


a massa da lima com a massa de nossas mãos e há
interação direta do picado da lima com a superfície da
peça. A força de atrito, responsável pelo desbaste, é
um típico caso de força de contato.

Quando chutamos uma bola de futebol há interação


entre a massa do pé com a massa da bola. A força
causadora do deslocamento da bola é de contato.

Quando um veículo se choca contra outro ocorre


deformações nas fuselagens. Há contato direto entre
as massas dos veículos e as forças postas em jogo
são de contato.

As forças de campo atuam à distância, isto é, as massas dos corpos envolvidos não se
tocam.

Exemplos:

A força gravitacional entre a Terra e a Lua é de


campo. A massa desses astros não se tocam.

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Ciências aplicadas I - Física

Estando a chave aberta, a agulha


está paralela ao fio. Fechando-se
a chave, a agulha sofre uma
deflexão. A massa da agulha não
toca a massa do fio. As forças
magnética (da agulha) e
eletromagnética (no fio
energizado) são de campo.

Quanto à direção as forças podem classificadas em concorrentes ou paralelas.

Exemplos:

Para arrastar a caixa os jovens aplicam forças nas


cordas. As cordas possuem um ponto de aplicação
comum, porém, formam um ângulo entre si. No caso
temos um sistema de forças concorrentes.

O carro enguiçou. Os rapazes empregam forças


paralelas de mesmo sentido para deslocarem o carro.

Elementos de uma força

Sendo uma grandeza física vetorial, uma força deve apresentar direção, sentido e
módulo. Além desses elementos, toda força apresenta um quarto elemento chamado
ponto de aplicação.

Por definição:

• ponto de aplicação: ponto material onde a força atua.


• direção: caminho seguido pela força segundo um referencial.
• sentido: orientação da força segundo um referencial.
• módulo: valor numérico da força.

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Ciências aplicadas I - Física

Na figura damos um exemplo onde destacamos todos os elementos de uma força que
está sendo aplicada em um bloco:

• ponto de aplicação: ponto A.


• direção : vertical.
• sentido : para cima.
• módulo : 50N.

Exercícios
1. Nos eventos abaixo há forças atuantes. Classifique-as usando o seguinte código:
(I) se a força for de contato; (II) se a força for de campo.
a. ( ) roda do trem desgastando o trilho da estrada de ferro.
b. ( ) fresa desbastando a peça de alumínio.
c. ( ) impacto do martelo na bigorna.
d. ( ) marés produzidas pela atração da gravidade lunar.
e. ( ) broca penetrando na peça de aço.
f. ( ) deflexão de um elétron dentro de um osciloscópio.
g. ( ) repulsão entre dois pólos iguais de dois ímãs.
h. ( ) atrito entre a sola do sapato e o chão.
i. ( ) pé pisando o freio de um carro.
j. ( ) atração entre cargas elétricas de sinais opostos entre as nuvens e um
pára-raios.
k. ( ) cisalhamento de um fio de cobre através de um alicate.
l. ( ) esmeril afiando ferramenta de corte.
m. ( ) soco no rosto do adversário.
n. ( ) queda de um satélite sobre o oceano, considerando apenas a queda.
o. ( ) freada de um pneu contra a rua asfaltada.
p. ( ) projétil de uma arma perfurando um tanque de guerra.
q. ( ) corte de uma chapa metálica na guilhotina.
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r. ( ) corte do formão na madeira.


s. ( ) empuxo que a água exerce contra um barco que nela flutua.

2. Talhar é uma operação manual que consiste em cortar um material metálico com
talhadeira ou bedame pela ação de golpes de martelo.Essa operação é executada
para abrir rasgos, cortar cabeças de rebites, fazer canais para lubrificação e cortar
chapas.

Baseando-se em seus conhecimentos, assinale com xis (X) a resposta correta que
completa cada afirmação dada a seguir.
a. A força muscular aplicada ao martelo transmite-se diretamente para a
( ) peça.
( ) talhadeira.
( ) morsa.
b. O ponto de aplicação da força exercida pelo impacto do martelo localiza-se na
( ) peça.
( ) talhadeira.
( ) morsa.
c. A talhadeira transmite a ação da força de impacto recebida do martelo para
( ) si mesma.
( ) a peça.
( ) a morsa.
d. A direção da força exercida pela talhadeira, de acordo com a figura e em
relação à peça é
( ) vertical.
( ) inclinada.
( ) horizontal.
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Ciências aplicadas I - Física

e. De acordo com a figura, o sentido da força exercida pela talhadeira contra a


peça é
( ) para cima à esquerda.
( ) para baixo à direita.
( ) para cima à direita.
( ) para baixo à esquerda.
f. O efeito produzido pela força muscular aplicada ao martelo é
( ) um movimento.
( ) uma deformação.
g. A força de impacto do martelo contra a extremidade arredondada da talhadeira
produz, na mesma, os seguintes efeitos:
( ) deformação e movimento.
( ) equilíbrio e deformação.
h. A força exercida pela ponta da talhadeira contra a peça produz
( ) equilíbrio e deformação.
( ) movimento e deformação.
( ) apenas deformação.
i. Para segurar o cabo do martelo o operador aplica uma força de
( ) campo.
( ) de contato.
j. A força de impacto do martelo contra a cabeça arredondada da talhadeira é de
( ) campo.
( ) contato.
k. A força que a ponta da talhadeira exerce contra a peça é de
( ) campo.
( ) contato.
l. A força de compressão exercida pelas mandíbulas da morsa contra a peça é de
( ) campo.
( ) contato.

Leis de Newton

Foi Sir Isaac Newton (1642-1727) quem estabeleceu a primeira teoria satisfatória a
respeito do movimento dos corpos. Essa teoria fundamenta-se em três princípios
denominados Princípios da Dinâmica, também conhecidos pelo nome de Leis de
Newton, assim enunciados:

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Princípio da Inércia ou 1ª Lei de Newton


Esse princípio estabelece que: “um ponto material, livre da ação de forças, ou está em
repouso ou em movimento retilíneo uniforme”.

Isto significa que um ponto material, livre da ação de forças possui velocidade vetorial
r r
constante : V = 0 (repouso) ou V = constante ≠ 0 (MRU).

Do princípio da inércia resulta o conceito dinâmico de força, assim enunciado: “força é


a causa que produz, num corpo, uma variação de velocidade, isto é, uma aceleração.”
Na prática é impossível obter-se um ponto material livre da ação de forças. No entanto,
se o mesmo estiver sujeito a forças que se equilibram (resultante nula), ou estará em
repouso ou realizará MRU.

A existência de forças não equilibradas (resultante não nula) produz variação da


velocidade do ponto material.

De acordo com o princípio da inércia, um ponto material em repouso, em relação a um


referencial, tende a permanecer em repouso e um ponto material em movimento, em
relação a um referencial, tende a manter constante sua velocidade.

Para um corpo extenso, livre da ação de forças, ele poderá estar em repouso em
relação a um dado referencial assim como poderá estar em translação retilínea
uniforme ou em rotação uniforme ou em movimento combinado.

Em suma, a propriedade da matéria em resistir às variações de velocidade chama-se


inércia. Por isso fala-se que a massa é uma medida da inércia de um corpo. Quanto
maior a massa, maior a inércia.

Exemplos do cotidiano mostrando a presença da inércia:


1. Quando um ônibus arranca, a partir do repouso, o passageiro desprevenido cai, por
insistir em manter-se em repouso.

SENAI-SP - INTRANET 51
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Para vencer a inércia de repouso do próprio corpo o passageiro precisa receber uma
força externa capaz de acelerá-lo juntamente com o ônibus.
2. Quando o ônibus, em pleno movimento em linha reta, freia bruscamente, o
passageiro desprevenido é projetado para a frente, por insistir em manter o seu
movimento inalterável. Para vencer essa inércia de movimento, mais uma vez será
preciso a intervenção de uma força externa.

3. Quando um carro viaja em uma estrada retilínea e repentinamente se defronta com


uma curva fechada, a tendência natural e espontânea do carro é de projetar-se
pela tangente à curva por insistir em manter a direção de sua velocidade vetorial.

52 SENAI-SP - INTRANET
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Para poder realizar a curva, o carro deve dispor seus pneus em posição adequada, de
modo a receber do solo uma força capaz de mudar a direção de sua velocidade.

Princípio Fundamental da Dinâmica ou 2ª Lei de Newton


O Princípio Fundamental da Dinâmica foi enunciado em 1700 por Newton e pode ser
enunciado assim: “quando uma força é aplicada a uma partícula, ela produz, na sua
direção e sentido, uma aceleração com módulo proporcional ao módulo da força
aplicada”.

r r
Sendo F a força aplicada numa partícula e a a aceleração produzida, temos a
seguinte relação:

r r
F = k.a

Quanto maior a constante k, maior deverá ser a intensidade da força a ser aplicada
para acelerar a partícula. Portanto, k é uma medida da inércia da partícula.

A constante k recebe o nome da massa inercial e é representada pela letra m. Logo:

r r
F = m.a

Princípio da Ação e Reação ou 3ª Lei de Newton


O princípio da ação e reação pode ser enunciado assim: “a toda força de ação
corresponde uma força de reação, com mesma intensidade, mesma direção e sentidos
contrários”.
Isto significa, em outras palavras que, quando um corpo A age sobre um corpo B, o
corpo B reage no corpo A e as forças trocadas somente diferem quanto ao sentido.
Esquematicamente:

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Matematicamente:

r r
FBA = FAB

Uma das forças é chamada de ação e a outra de reação. É importante salientar que as
forças de ação e reação se aplicam sempre em corpos distintos e, portanto,
nunca se equilibram.

Exemplos:

Quando uma pessoa dispara um rifle, a força de


ação é aplicada pelos gases da explosão sobre o
projétil. A força de reação é aplicada pelo projétil
sobre os gases da explosão, sendo em seguida
transmitida para a arma, provocando um recuo
(coice) da arma.

A pessoa sobre patins dá um tiro com um revólver.


A força de ação é aplicada pelos gases sobre o
projétil e a reação é aplicada sobre os gases, sendo
transmitida para a arma provocando o recuo do
indivíduo que vai para trás, pois está sobre patins.
Evidentemente as acelerações serão diferentes,
pois a massa do indivíduo é maior do que a massa
do projétil, ou seja, a aceleração do indivíduo será
menor que a aceleração do projétil.

Quando um jogador de futebol chuta uma bola, a


força de ação está aplicada na bola e vai
movimentá-la. A força de reação está aplicada no
pé do jogador e seu efeito será estático,
provocando uma deformação.

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Quando um burro puxa uma carroça ele empurra o


r
chão para trás, por meio de uma força de ação F 1.

O chão vai reagir, aplicando nas patas do burro,


r
uma força de reação − F 1, com a mesma
intensidade e dirigida para a frente.

Quando o burro começa seu movimento, ele aplica,


r
através de uma correia, uma força de ação
r F2
sobre a carroça. A força F 2 vai movimentar a
carroça.

A carroça reage no lombo do burro atravé da força -


r
F 2 aplicada pela correia. Essa força de reação vai
dificultar o movimento do burro.

É importante ressaltar, ainda, que a força resultante


no burro vai ser dada pela soma vetorial entre a
r r
reação do chão − F 1 e a reação da carroça − F 2.

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Exercícios

1. Quando um cavalo, em pleno galope,


pára bruscamente, o cavaleiro é
projetado para a frente. Por que isto
ocorre?
___________________________
___________________________
___________________________

r r
2. O bloco tem massa 4kg e está sujeito à ação das forças F 1 e F 2, cujos módulos
valem, respectivamente, 30N e 20N. Determine a aceleração do bloco.

Solução:

3. Uma força de 20N é aplicada a um corpo de massa 4kg durante 10s. Qual a
variação da velocidade sofrida pelo corpo ?
Solução:

4. Dê um exemplo prático da oficina onde estão presentes forças de ação e de


reação. Explique.

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Força peso

A força-peso ou simplesmente peso é a força de atração gravitacional à qual os corpos


encontram-se sujeitos.

Interessa-nos apenas a atração gravitacional que a Terra exerce sobre os corpos


situados em sua superfície ou próximos de sua superfície, não nos esquecendo que
todos os corpos do Universo exercem atrações gravitacionais uns sobre os outros.

r
Quando um corpo está em movimento sob ação exclusiva de seu peso P , ele adquire
r
uma aceleração g chamada de aceleração gravitacional.

Do princípio fundamental da Dinâmica, temos que:

r r
P = m.g

r
O módulo de g varia com a latitude e altitude. Através de várias experiências
r
constatou-se que, ao nível do mar, na latitude 450, o módulo de g vale: 9,806 65m/s2.
r r
Esse é valor normal de g . Na prática, costuma-se arredondar o valor de g para
r
9,81m/s2. Em problemas numéricos, é normal arredondar-se o valor de g para 10m/s2.

Tudo vai depender do professor.

Há diferenças entre peso e massa ?

Sim! Observe:
• o peso é uma grandeza física vetorial e massa é uma grandeza física escalar;
• o peso varia com a altitude e longitude e a massa é invariável;
• o peso é determinado por meio de aparelhos chamados dinamômetros e a massa
por meio de aparelhos chamados balanças;
• a unidade de peso no SI é o newton (N) e a unidade de massa no SI é o
quilograma (kg).

Sendo o peso uma força, eis seus elementos:


• ponto de aplicação: no centro de gravidade do corpo considerado;
• direção : vertical do local considerado;
• sentido : para baixo, orientado para o centro da Terra;
• módulo : variável, pois depende da massa do corpo considerado e da
longitude e altitude.
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Representação vetorial da força-peso


É muito fácil representar vetorialmente a força-peso. Observe os exemplos:

O corpo ao lado pesa 100N e encontra-se


apoiado no solo. A força-peso encontra-se
representada na escala 1cm = 50N.

Um corpo está caindo sobre a superfície


terrestre. O módulo da força-peso é 200N no
local considerado. O vetor-peso foi construído
na escala 1cm = 100N.

Um bloco de peso 20N está deslizando pela


superfície de um plano inclinado conforme
figura. A força-peso encontra-se representada
vetorialmente na escala 2cm = 20N.

Exercícios
1. Associe p, para peso; m, para massa
( ) varia.
( ) é determinada por meio de balanças.
( ) é uma grandeza física vetorial.
( ) é uma força.
( ) é invariável.
( ) é quantidade de matéria.
( ) é uma grandeza física escalar.
( ) diminui com a altitude.
2. Determine o peso de um corpo de massa 10kg num local onde a aceleração
gravitacional vale 10m/s2.
Solução:

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3. Determine a massa de uma pessoa de peso 588N num local onde a aceleração
gravitacional vale 9,8m/s2.
Solução:

4. Na lua um astronauta de massa 60kg possui um peso de 96N. Determine o valor


da aceleração lunar.
Solução:

5. Represente vetorialmente a força-peso de cada corpo esquematizado.


Escala: 1cm = 100N

Elementos de estática

A Estática é a parte da Mecânica que estuda as condições de equilíbrio de um corpo.

Na Estática é fundamental saber se o corpo em estudo se comporta como ponto


material (dimensões desprezíveis em comparação com as distâncias envolvidas) ou
como corpo extenso (dimensões relevantes no problema considerado).
Para ponto material só existe a possibilidade de movimento de translação e para corpo
extenso existe a possibilidade de movimento de translação e de rotação (girar em torno
de si mesmo).

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Um corpo estará em equilíbrio estático quando a velocidade de todos os seus pontos


for constantemente nula, o que implica em aceleração nula.

r
Da 2ª Lei de Newton resulta que: F R = 0.

Isto significa que para haver equilíbrio estático a resultante das forças que atuam no
corpo deve ser nula.

Antes de prosseguir, estude o assunto a seguir. Ele é pré-requisito para entender


composição e decomposição de forças.

Adição de vetores
Para adicionar vetores é preciso levar em consideração a direção, o sentido e o
módulo de cada vetor e aplicar algumas regras, pois em adição vetorial não é sempre,
por exemplo, que 2+2 = 4.

Adição de vetores de mesma direção e mesmo sentido


Nesse caso, o vetor resultante têm a mesma direção e o mesmo sentido dos vetores
que estão sendo somados e seu módulo é igual à soma dos módulos dos vetores
considerados.

Exemplo:

Adição de vetores de mesma direção e sentidos opostos


Nesse caso, o vetor resultante terá a mesma direção dos vetores que estão sendo
adicionados e o sentido do vetor de maior módulo. O módulo do vetor resultante será
igual à diferença entre os módulos dos vetores dados.

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Exemplo:

Adição de vetores com direções diferentes


Para somar vetores com direções diferentes recomenda-se aplicar a regra do polígono
ou a regra do paralelogramo.

r r
Consideremos dois vetores ortogonais a e b :

r
Pela regra do polígono, o vetor soma S é representado pelo segmento orientado que
tem origem na origem do primeiro vetor e extremidade na extremidade do segundo
vetor. Logo:

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r
Pela regra do paralelogramo o vetor soma S é representado pela diagonal do
paralelogramo que tem origem na origem comum dos vetores considerados. Logo:

Composição de forças
Muitas vezes um corpo é submetido à ação simultânea de duas ou mais forças, isto é,
atua sobre ele um sistema de forças.

Uma única força, que possa produzir em um corpo o mesmo efeito que um sistema de
forças a ele aplicado, chama-se resultante do sistema.

A composição de forças consiste em determinar a resultante do sistema. Por exemplo,


quando caminhamos, empurramos o chão para trás e dele recebemos um empurrão
para a frente que faz com que nos movemos (3a Lei de Newton). Observe as figuras
mostrando o sistema de forças e a resultante.

É importante não confundir resultante com equilibrante. Equilibrante é a força capaz de


equilibrar o sistema.

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A equilibrante e a resultante possuem:


• a mesma linha de ação;
• a mesma intensidade;
• o mesmo ponto de aplicação;
• sentidos opostos.

Decomposição de uma força


A decomposição de uma força, segundo duas direções ou dois eixos, é o problema
r
inverso da composição.
r r O problema consta do seguinte: dada uma força F , substituí-la
por duas outras, F1 e F2 , em duas direções pré-estabelecidas. Exemplo:

Caso as duas direções consideradas sejam ortogonais, poderemos facilmente calcular


as intensidades das forças componentes, conforme mostrado a seguir.

r r
Os módulos ou intensidades de F1 e F2 serão dados pelas relações:

F1 = Fx = F. cos θ e F2 = Fy = F.senθ

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Forças em ferramentas de corte


No caso de ferramentas de corte, utilizadas na usinagem de materiais, as forças são
decompostas.

A figura mostra uma ferramenta de corte utilizada para tornear materiais. Leia o texto
explicativo para adquirir as noções básicas.

A força de corte F e a resistência R são diretamente opostas e de mesma intensidade


e situam-se num plano perpendicular à aresta de corte, caso esta seja retilínea.
A análise dos efeitos justifica a decomposição das forças F e R em dois grupos de três
componentes iguais e opostas.
As forças F e R são diagonais dos paralelogramos (ação-reação).

Temos, então, os seguintes componentes:


Fc e Rc : força de corte e resistência ao corte. São forças tangenciais e
paralelas ao movimento de corte.

Fa e Ra : força de avanço e resistência ao avanço. São forças laterais e


paralelas ao movimento de avanço.

Fp e Rp : força de penetração e resistência a penetração. São forças radiais e


paralelas ao movimento de penetração.

O ponto de aplicação das forças, por convenção, localiza-se no centro da secção do


cavaco.

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A direção de cada força é dada segundo as direções dos movimentos de corte, de


avanço e de penetração.

O sentido é variável, de acordo com a peça ou a ferramenta que se liga diretamente ao


órgão motor da máquina.

Prática 2: sistema de forças concorrentes

Objetivos
• Localizar e determinar a resultante e a equilibrante de um sistema de forças
concorrentes.
• Identificar os elementos da equilibrante e da resultante de um sistema de forças
concorrentes.
• Identificar um dos fatores que modifica a intensidade da resultante de um sistema
de forças concorrentes.
• Determinar gráfica e analiticamente a resultante de um sistema de duas forças
concorrentes.

Material necessário
Uma caixa com pesos
Duas hastes universais
Dois fixadores
Duas roldanas fixas em hastes
Um gabarito com ângulos de 300, 600 e 900
Um gabarito com ângulo de 1200
Um gabarito com ângulo de 1500
Uma placa de madeira ou aglomerado para proteção da mesa
Cordonê ou barbante

Fundamentos teóricos
Sistema de forças é o conjunto de duas ou mais forças que atuam simultaneamente
em um corpo.

Cada força do sistema recebe o nome de componente.

Um sistema de forças é dito concorrente quando os pontos de aplicação de suas


componentes ou o prolongamento de suas linhas de ação atuam em um mesmo ponto

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formando ângulos entre si. Por exemplo, na figura a esquerda temos duas forças
concorrentes atuando no barco. Essas duas forças podem ser representadas
graficamente conforme mostra a figura a direita.

A força única capaz de substituir e produzir os mesmos efeitos que as componentes de


um sistema recebe o nome de resultante. Na prática a resultante é uma força fictícia.

Opostamente, a força única capaz de equilibrar um sistema de forças recebe o nome


de equilibrante.

A resultante de um sistema de forças concorrentes pode ser obtido pelo método do


paralelogramo. Por exemplo, a força resultante capaz de produzir os mesmos efeitos
que as duas componentes do sistema de forças concorrentes atuantes no barco pode
ser obtida conforme mostra a figura.

Analiticamente o módulo e a direção da resultante de um sistema de duas forças


concorrentes pode ser obtido por meio das seguintes fórmulas:

F1.senα
R = F12 + F2 2 + 2.F1.F2 . cos α e tgα =
F2 + F1. cos α

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Quando o sistema é formado por mais de duas forças concorrentes e coplanares,


deve-se empregar o método das projeções de cada força em dois eixos ortogonais.

Procedimentos r r
1. Faça a montagem indicada 4 usando para F1 o peso de 1N e para F2 o peso de
r
2N. Varie a intensidade de F3 até obter o equilíbrio do ponto A (nó do barbante)
com um ângulo de 900.

2. Responda:

a. Quantas componentes o sistema montado possui?


________________________________________________________________

r r r
b. Onde se localiza os pontos de aplicação das forças F1 , F2 e F3 ?
________________________________________________________________

r
c. Qual é o papel que F3 desempenha no sistema montado?
________________________________________________________________

r
d. Em relação ao plano da mesa, qual é a direção de F3 ?
________________________________________________________________

r
e. Qual é o sentido de F3 ?
________________________________________________________________

r
f. Qual é a intensidade de F3 ?
________________________________________________________________

r r
3. Segurando a extremidade do barbante e mantendo o ângulo de 900 entre F1 e F2 ,
r
retire a força F3 . Oriente-se pela figura.

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4. Responda:

r r
a. Qual é a tendência de movimentação de sua mão sob o efeito de F1 e F2 ?
________________________________________________________________
________________________________________________________________

b. Ao segurar o barbante, você pode perceber que tudo se passou como se em


sua mão atuasse uma só força. Que força é essa?
________________________________________________________________

c. Quais são os elementos da força que agiu em sua mão? Que nome recebe
essa força? Para facilitar a resposta, complete a tabela a seguir.

Nome da força que agiu na mão


Ponto de aplicação
Direção em relação ao plano da mesa
Sentido
Intensidade

r
5. Compare os elementos da força equilibrante F3 com os elementos da força
r
resultante R e termine de completar a tabela a seguir.

r r
Elementos de F3 Elementos de R
Ponto de aplicação ponto A ponto A
Direção em relação ao plano da mesa
Sentido
Intensidade

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6. Repita o item 1 e determine o valor da equilibrante para os seguintes ângulos: 600,


1200 e 1500. Encontrando o valor da equilibrante, automaticamente estará sendo
encontrando o valor da resultante. Registre os dados obtidos na tabela a seguir.

r
Ângulos Intensidade de R (N)
600
1200
1500

7. Qual fator foi responsável pela variação da intensidade da resultante nos sistemas
de duas forças concorrentes que você montou? Para responder examine o quadro
que você preencheu no item 6
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

r r
8. Usando a escala 1cm = 0,5N, represente graficamente as forças F1 e F2 para cada
sistema montado. A seguir, usando a regra do paralelogramo, determine
graficamente a resultante de cada sistema. Escreva também, o valor da
intensidade da resultante de cada sistema.

SENAI-SP - INTRANET 69
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9. Usando os dados da tabela a seguir, determine analiticamente o valor da


intensidade da resultante para cada sistema montado. Use o campo abaixo para
efetuar os cálculos.

Ângulos 600 900 1200 1500

co-seno 0,5 0 -0,5 -0,86

r
Ângulos Intensidade de R (N)
60º

90º

120º

150º

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r
10. Compare os valores de R obtidos experimentalmente com os valores obtidos
analiticamente. Houve divergências? Houve coincidências? Explique.
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
11. Releia os objetivos, os dados anotados e discuta com seus colegas as conclusões
a respeito desta experimentação.
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

Exercícios
Os exercícios 1, 2 e 3 deverão ser resolvidos de forma vetorial.

1. Você, dentro da oficina, caminha 6m para o norte e, em seguida, 8m para oeste.


Determine o vetor deslocamento resultante. Escala: 1cm = 2m.
Solução:

2. Um barco move-se de oeste para leste com velocidade constante de 80km/h. Se


houver um vento de leste para oeste com velocidade de 40km/h, qual será a
velocidade resultante do barco? Desprezar a velocidade das águas.
Escala: 1cm = 20km/h
Solução:

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r
3. Numa engrenagem helicoidal o módulo da força F1 é 800N e o módulo da força
r r
resultante FR é 850N. Determine o módulo da força axial Fa .
Escala: 1cm = 100N.

Solução:

4. Duas forças concorrentes, uma de 4N e outra de 5N, formam entre si um ângulo de


900. Determine o módulo da resultante do sistema pelo método gráfico e pelo
método analítico. Escala: 1cm = 1N.

Solução pelo método gráfico: Solução pelo método analítico:

72 SENAI-SP - INTRANET
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Ciências aplicadas I - Física

5. Determine o ângulo formado por duas forças concorrentes sabendo que a


resultante do sistema vale 100N e que as componentes valem, respectivamente,
60N e 80N.
Solução:

6. Decompor uma força de 50N em duas componentes que formam ângulos de 300 e
600 com a força dada. Escala: 1cm = 10N.
Solução:

7. Uma força de 25N deve ser decomposta em duas componentes ortogonais, de


modo que uma das componentes tenha intensidade de 24N. Qual o módulo da
outra componente? Use o método do paralelogramo ou o método analítico para
resolver.
Solução:

Força de atrito

A força de atrito aparece sempre que um corpo é solicitado a se mover ou quando já


estiver em movimento, interagindo com outros corpos, sejam eles sólidos, líquidos ou
gasosos.

SENAI-SP - INTRANET 73
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Sob o ponto de vista prático, interessa estudar o atrito entre superfícies sólidas que se
movimentam umas em relação às outras.

Os corpos sólidos podem deslizar ou rolar sobre outros. Assim, é comum falar-se em
atrito de deslizamento e em atrito de rolamento.

Atrito de deslizamento
O atrito de deslizamento ocorre quando uma superfície escorrega ou desliza em
relação à outra, sem que nenhuma das duas gire. O atrito de deslizamento pode ser
estático ou dinâmico (cinemático).

Se um corpo está sendo solicitado a entrar em movimento em relação à superfície na


qual se apóia, ele fica submetido à força de atrito estático que tentará impedir seu
movimento.

Após o início do movimento, o corpo continua sendo solicitado pela força de atrito que
passa a chamar-se força de atrito dinâmico ou cinemático.

Esquematicamente:

A força de atrito estático é maior do que a força de atrito dinâmico. De fato, a força de
atrito estático adquire valores crescentes que vão de zero até um determinado valor
limite. Aplicando-se ao corpo uma força maior que o valor limite, o corpo não mais se
mantém em repouso.

Iniciado o movimento, supostamente constante, a força de atrito dinâmico torna-se


inferior ao limite máximo da força de atrito estático.

74 SENAI-SP - INTRANET
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Esquematizando:

A força de atrito estático vai aumentando de


intensidade.

Aqui a força de atrito estático é máxima.

Aqui já existe o atrito dinâmico, de módulo inferior


ao módulo máximo da força de atrito estático.

Coeficiente de atrito de deslizamento


Consideremos um bloco de madeira maciço de peso 100N, sendo deslocado por uma
força de 20N.

Se duplicarmos o peso do bloco, deveremos puxá-lo com uma força de 40N para que
ele se movimente.

Pois bem, analisemos a primeira situação, representando graficamente as forças


atuantes no bloco:

SENAI-SP - INTRANET 75
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r
A força F que solicita o bloco a se mover horizontalmente em relação ao plano da
r
mesa, é numericamente igual à força de atrito dinâmico Fatd que se opõe ao
r r
movimento.O peso P é numericamente igual à força de reação normal N que a mesa

exerce contra o bloco.

Considerando somente o módulo da força de atrito dinâmico e o módulo da força


normal, dividamos uma pela outra:

Fat 20N
• para um bloco: = = 0,2
N 100N

Fat 40N
• para dois blocos: = = 0,2
N 200N

O valor 0,2 é o coeficiente de atrito dinâmico μ (lê-se “mi”) para o par de superfícies em
contato (bloco/ mesa). Resumindo:

Como a força de atrito estático é maior que a força de atrito dinâmico, devemos
considerar, para um mesmo par de superfícies, dois coeficientes de atrito: o coeficiente
de atrito estático (μe) e o coeficiente de atrito dinâmico (μd).

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Tanto o coeficiente de atrito estático quanto o dinâmico não apresentam unidades; são
números adimensionais. A seguir, damos uma tabela contendo alguns coeficientes de
atrito de deslizamento. Os valores tabelados foram obtidos experimentalmente.

Par de superfícies μe μd

Superfície seca Superfície lubr.

aço X aço 0,2 – 0,3 0,1 – 0,2 0,02 – 0,06

mancais de aço X bronze - - 0,02 – 0,08

aço X madeira 0,5 0,25 – 0,5 0,02 – 0,01

madeira X madeira 0,5 – 0,6 0,2 – 0,4 -

correia de couro X aço 0,5 – 0,6 0,3 – 0,4 -

borracha X asfalto 0,5 0,8 – 0,9 0,3 – 0,45 (molh.)

cobre X aço 0,53 0,36 -

Força normal de compressão


r
A força normal de compressão N é a força que aperta um corpo contra o outro. Em
cada problema estudado, precisamos pesquisar qual a força que faz o papel de força
normal.
Para um bloco sobre um plano horizontal, sujeito à ação de uma força motriz
r
horizontal, a força normal N tem intensidade igual ao peso do corpo.
Se a força aplicada for inclinada de θ em relação à horizontal, ela admite uma
componente vertical de intensidade Fy = Fsenθ que é somada vetorialmente com o
r
peso do bloco para fornecer a força N .

Esquematicamente:

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Prática 3: atrito de deslizamento

Objetivo
• Determinar o coeficiente de atrito estático entre madeira e madeira.

Material necessário
Um paralelepípedo de madeira de peso conhecido
Uma tábua
Um transferidor
Uma tabela de seno e co-seno ou máquina de calcular com essas funções

Fundamentos teóricos
Consideremos um corpo apoiado sobre um plano inclinado conforme figura.

As forças atuantes no corpo são as abaixo representadas:

Legenda:
r
P = peso do corpo.
r
Pn = componente do peso, normal ao plano.
r
N = força normal.

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r
P t = componente do peso, tangente ao plano.
r r
Fat = força de atrito que se opõe à P t
Considerando somente as forças em módulo temos:
Pt = P . sen θ (1)
N = P . cos θ (2)
Fat
Mas, Fat = μ . N ⇒ N = (3)
μ
Fat
Substituindo (3) em (2) resulta : = P . cos θ ⇒
μ
Fat = μ.P.cosθ (4)

Igualando (1) com (4) temos:

μ = tgθ

Observe que a tangente é numericamente igual ao coeficiente de atrito!

Procedimentos
1. Faça a montagem sugerida pelo professor.
2. Quando o corpo começar a deslizar, meça o ângulo entre a tábua e o plano da
mesa, usando o transferidor.
3. Repita o item 2 por mais 4 vezes e tire a média aritmética do valor do ângulo
experimental.
4. Anote o valor encontrado para o ângulo experimental.
5. Determine o coeficiente de atrito estático entre madeira e madeira, lembrando-se
que tgθ = μe. Faça os cálculos no campo abaixo.

Atrito de rolamento
Consideremos uma roda de aço apoiada sobre uma superfície plana e rígida.

SENAI-SP - INTRANET 79
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A roda, estando apoiada sobre uma superfície, causa uma pequena depressão na
mesma. Esta depressão é causada pelo próprio peso da roda. Chamemos de A e B os
pontos que delimitam a depressão.

r r
Agora, representemos o peso P da roda; seu raio (r) e uma força F que, aplicada à
roda, tende a girá-la.

r r r
Determinemos a resultante (R ) entre (P) e (F) :

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r
Se a resultante R ultrapassar os limites da depressão, delimitado pelos pontos A e B,
r
a roda rolará. Opostamente, se a resultante R encontrar-se entre A e B, a roda
deslizará dentro da cavidade.

r r
A distância f entre P e R funciona como verdadeiro coeficiente de atrito de rolamento.

O coeficiente de atrito de rolamento depende da natureza das superfícies em contato.

De fato, à medida que os corpos rolantes forem apresentando menores deformações


r r
nas áreas em contato, a força R tende a se aproximar de P . Em conseqüência, f
diminui e o atrito de rolamento diminui também. Esse conhecimento é aplicado na
fabricação de mancais de rolamentos que diminuem a perda de trabalho das
máquinas.

É importante salientar que o coeficiente de atrito de rolamento f apresenta unidade de


comprimento. Essa unidade, normalmente, é o centímetro.

r
Consideremos, agora, uma roda de aço sendo submetida a uma força F que tende a
r
girá-la e a força de atrito de rolamento Frol que tenta impedir o giro da roda:

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r
Pelo esquema a roda rolará porque R encontra-se fora da depressão delimitada pelos
r
pontos A e B. Nessas condições o módulo de F é numericamente igual ao módulo de

r
Frol :

r r
F = Frol (1)

r r
Determinando o momento das forças F e P teremos:

r r
F.r = P.f (2)

Substituindo (1) em (2) teremos:

r
r r r P.f
Frol .r = P.f ⇒ Frol =
r

Alguns coeficientes de atrito de rolamento são dados a seguir.

Elementos rolantes f (cm)


Ferro fundido sobre ferro fundido 0,05
Roda de aço sobre trilho de aço 0,003
Roda de automóvel sobre estrada asfaltada 0,015
Roda de automóvel sobre estrada pavimentada 0,025
Esferas de aço em mancais de aço 0,001

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Exercícios
1. Um bloco de madeira de peso 100N é solicitado a entrar em movimento através de
uma força horizontal de módulo 65N. O bloco encontra-se apoiado em uma
superfície plana e horizontal. Calcular o coeficiente de atrito estático entre a
superfície do bloco e a superfície de apoio.
Solução:

2. Um bloco de alumínio de peso 100N desliza com velocidade constante sobre uma
superfície plana e horizontal. O coeficiente de atrito dinâmico entre ambas as
superfícies em contato vale 0,12. Determine o valor da força de atrito atuante no
bloco.
Solução:

3. Um corpo de massa 4kg movimenta-se sobre a superfície de uma mesa sob a ação
r
de uma força F de intensidade 30N. Sabendo-se que o coeficiente de atrito
dinâmico entre as superfícies em contato vale 0,5, determine a aceleração do
corpo. Adote g = 10m/s2.
Solução:

4. Um bloco de massa 5kg desliza, descendo por um plano inclinado que forma um
ângulo θ com a horizontal. Sabe-se que: μd = 0,5; senθ = 0,6; cosθ = 0,8 e que g =
10m/s2. Nessas condições determine:
a. o módulo da força normal;
b. o módulo da força de atrito;
c. o módulo da componente Pt;
d. a aceleração do bloco.

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Solução:

a.

b.

c.

d.

5. Um bloco de massa 10kg repousa em uma superfície horizontal. Uma força


horizontal de intensidade crescente é aplicada ao bloco.

r
O gráfico a seguir representa a intensidade da força de atrito em função de F .
Adote g= 10m/s2.

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a. determine os coeficientes de atrito estático e dinâmico entre o bloco e o plano


de apoio, suposto horizontal;
b. determine o valor do módulo da aceleração que o bloco adquire quando é
aplicada uma força horizontal de intensidade F=80N.
Solução:

a.

b.

r
6. Um bloco de peso 10N é puxado por meio de uma força F de módulo 10N
conforme esquema. Determine a aceleração do bloco desprezando a resistência do
ar. Dados: μd=0,25; senθ = 0,6; cosθ = 0,8; g=10m/s2.

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Solução:

7. Uma roda de aço de 40cm de raio percorre um trilho de aço. A roda faz parte de
um vagonete que exerce sobre ela uma carga total de 800N. Determine a força de
atrito de rolamento entre a roda e o trilho sabendo que f = 0,003cm.
Solução:

8. Uma roda gira sobre uma superfície plana e rígida. Sabendo que a roda pesa 200N
e que a força de atrito de rolamento atuante vale 2N, determine o raio da roda.
Dado: f= 0,02cm.
Solução:

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Atrito útil e prejudicial

Geralmente temos a impressão de que o atrito deveria ser eliminado do mundo dos
fenômenos físicos porque é considerado sempre prejudicial devido às seguintes
conseqüências:
• desgasta as superfícies onde ele se manifesta;
• reduz a vida útil dos mecanismos;
• produz calor que pode fundir os elementos das máquinas;
• diminui o rendimento das máquinas;
• promove soldagem entre elementos de máquinas;
• produz eletricidade estática; etc.

Contudo, se não houvesse atrito não poderíamos:


• andar;
• limar uma peça;
• frear um carro;
• furar uma peça;
• serrar um material;
• riscar uma placa metálica;
• escrever com lápis;
• apertar parafusos;
• acionar polias através de correias;
• fresar uma peça;
• acender um palito de fósforo na lixa da caixa;
• etc.

Se não houvesse atrito não teríamos, com certeza, passado do estágio pré-histórico. A
conquista do fogo, pelo homem, necessitou da presença do atrito:

Realmente, dois pedaços de madeira seca e dura, roçando-se entre si, produzem calor
e fogo. Essa técnica ainda é utilizada por tribos primitivas para obter fogo.

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Afinal de contas, o atrito é útil ou prejudicial?

Para responder é preciso analisar os efeitos que ele produz e os resultados que
desejamos obter, pois existe uma relatividade entre o útil e o prejudicial.

Para exemplificar, consideremos uma fresagem conforme figura.

Pergunta-se:

⎯ O atrito entre as arestas cortantes da fresa e o material é útil ou prejudicial?

Para responder devemos indagar:

⎯ O que desejamos?

Se a resposta for: ⎯ desbastar o material para obter uma peça – então o atrito é útil!
Sem ele não seria possível trabalhar o material. O fato da fresa sofrer desgaste nas
arestas cortantes é o preço que devemos pagar para obter a peça.

Consideremos, agora, duas engrenagens funcionando a seco.

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O atrito, no caso, é útil ou prejudicial?

Novamente devemos indagar: - o que desejamos?


Resposta: - mover as engrenagens sem danificá-las!

Então, como as engrenagens estão sem graxa e o atrito encontra-se em nível muito
alto, o atrito está sendo prejudicial!

Exercícios
Analise as situações a seguir e escreva ( U ) se o atrito for útil e ( P ) se for prejudicial.
a. ( ) atrito entre a polia e a correia.
b. ( ) atrito entre o bedame e a mão que o segura.
c. ( ) atrito entre um eixo e um mancal sem óleo ou graxa.
d. ( ) atrito nas engrenagens da caixa marchas de um carro com lubrificação
deficiente
e. ( ) atrito entre uma peça e o mordente de uma morsa de bancada.
f. ( ) atrito do rebolo de um esmeril contra uma ferramenta sendo afiada.
g. ( ) atrito entre o ar e um paraquedas.
h. ( ) atrito entre um meteoro contra a camada de ar de nosso planeta.
i. ( ) atrito entre os pneus de um carro contra o solo.
j. ( ) atrito entre o vento e um carro de corrida fórmula-1.
k. ( ) atrito das sapatas dos freios de um trem contra as rodas.
l. ( ) atrito entre o giz e o quadro-negro.
m. ( ) atrito entre a sola do sapato contra o chão.
n. ( ) atrito entre uma broca e uma peça a ser perfurada.
o. ( ) atrito entre um carro de fórmula 1 contra o ar.
p. ( ) atrito entre um parafuso e uma porca de sujeição.
q. ( ) atrito entre um prego e uma ripa de madeira que deve ficar presa.
r. ( ) atrito entre uma serra circular contra uma tábua de madeira.
s. ( ) atrito entre uma palhinha de aço (bom bril) contra o fundo de uma panela de
alumínio a ser polida.
t. ( ) atrito entre uma mesa a ser deslocada contra a superfície do carpete onde se
encontra apoiada.

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Energia e trabalho

Um dos conceitos primitivos mais importantes no mundo científico é o de energia, uma


grandeza escalar que se manifesta de várias formas no Universo.

Formas de energia

São conhecidas diversas modalidades ou formas de energia, conforme sua natureza:


elétrica, térmica, química, luminosa, nuclear, sonora, mecânica, radiante, magnética,
etc, podendo ocorrer transformações mútuas entre elas.

Transformações da energia

A energia relaciona-se diretamente com o trabalho. Se um sistema físico possui


energia, ele é capaz de realizar trabalho. Durante a realização do trabalho uma forma
de energia pode transformar-se em outra.

Alguns exemplos auxiliam no esclarecimento desta idéia:

A água represada de um rio possui energia


potencial gravitacional armazenada. Quando em
movimento pelo escoadouro, a energia potencial
da água transforma-se em energia cinética.
Dotada de energia cinética a água gira a turbina,
onde a energia magnética transforma-se em
energia elétrica. Nessas transformações de
energia há realização de trabalho para mover as
pás da turbina e para movimentar as cargas
elétricas pelos condutores.

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Um combustível, como a gasolina por exemplo,


possui energia química armazenada. Quando
queimada para acionar o motor de um automóvel,
a energia química transforma-se em energia
calorífica, sonora e mecânica. Há realização de
trabalho para movimentar os pistões do motor.

Robin Hood aponta uma flecha. O sistema flecha-


arco possui energia potencial elástica
armazenada. Ao soltar a flecha a energia
potencial elástica transforma-se em energia
cinética . Há realização de um trabalho para
movimentar a flecha .

No Sistema Internacional de Unidades (SI) a unidade de energia e trabalho é o joule


(J).

Transformações da energia
Qual é a principal fonte de energia de nosso planeta?

A principal fonte de energia de nosso planeta é o Sol. Sem ele não haveria vida neste
planeta, tal como a conhecemos.

Graças à luz e ao calor do Sol ocorrem:


• a fotossíntese nos vegetais clorofilados
• o ciclo das água na natureza
• a movimentação das massas de ar
• a manutenção de uma temperatura compatível para a vida
• o ciclo do gás carbônico e o ciclo do oxigênio na natureza

A utilização da energia solar, na sua forma direta, é objeto de intensa pesquisa nesses
últimos anos e promete ser, num futuro bem próximo, a mais importante fonte de
energia à disposição do homem. Aquecedores e fornos solares já são uma realidade.

Industrialmente, as fontes de energia mais utilizadas são aquelas que possibilitam a


obtenção de calor, de energia mecânica e eletricidade.

No Brasil, o calor é obtido através da combustão de derivados do petróleo, tais como


óleos combustíveis e gases naturais, além da combustão do carvão mineral e vegetal.
Merece destaque a obtenção do calor através da combustão da lenha.

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O álcool, obtido a partir da cana-de-açúcar, também é uma importante fonte de energia


mecânica, ao lado da gasolina e óleo diesel, nas atividades de transportes. O
importante é que o álcool é obtido a partir de uma fonte renovável de energia.

A eletricidade, no Brasil, é obtida principalmente através das usinas hidrelétricas


(Itaipu, Paulo Afonso, Ilha Solteira, Jupiá, Furnas, etc.) e também de usinas
termelétricas, mediante a queima de óleos combustíveis. Atualmente, a eletricidade já
está sendo obtida em usinas nucleares. É o caso da usina nuclear de Angra dos Reis,
no estado do Rio de Janeiro.

Princípio da conservação da energia

Todo progresso alcançado até hoje pelo homem deve-se às investigações e


descobertas de diferentes formas de energia. Deve-se também à constatação de que
as várias modalidades de energia conhecidas obedecem a um princípio geral que
estabelece: “na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma ou em
matéria ou em energia“ (Lavoisier – Einstein).

Segundo o princípio enunciado, a energia pode ser transformada ou transferida, mas


nunca destruída. Isto significa que a energia do Universo é constante.

Exercícios
1. Para andar, correr, amarrar os cordões do tênis, sorrir, chorar, saltar, pensar,
sonhar, enfim, executar todas as atividades, você precisa de energia. De onde
provém essa energia em última análise? Explique

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2. De modo resumido, explique as transformações energéticas envolvidas num bate-


estacas em operação. Baseie-se nas figuras para responder.

3. Quais transformações energéticas ocorrem quando você risca um palito de fósforo


na lixa da caixa de fósforos?

4. Quando você está tomando um gostoso banho, quais transformações de energia


ocorrem no chuveiro elétrico?

5. Quando a mamãe está fazendo um prato saboroso no fogão a gás da cozinha,


quais transformações de energia ocorrem com o gás no queimador?

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Trabalho mecânico

Consideremos um corpo numa posição A sendo submetido à ação de uma força


r
constante F que o desloca até um ponto B. Nessas condições o corpo percorre uma
distância d.

r r r
A força F pode ser decomposta em duas componentes: F1 e F2 conforme esquema.

r
Pelo esquema percebe-se que a força F1 possui o mesmo sentido do deslocamento do
corpo, sendo a responsável pela realização do trabalho mecânico.
r
Tomando a força F1 , em módulo, temos que:

τ = F1.d (1)

r r
Contudo, o módulo da força F1 é igual ao produto do módulo da força F pelo co-seno
r r
do ângulo θ existente entre F1 e F :

F1 = F. cos θ (2)

SENAI-SP - INTRANET 95
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Substituindo (2) em (1) resulta:

τ = F. cos θ.d

A expressão τ = F. cos θ.d nos permite tirar importantes conclusões:

1ª) Se a força não produz deslocamento ela não realiza trabalho, isto é, o trabalho
mecânico é nulo.

τ = F. cos θ.d ⇒
τ = F. cos θ.0 ⇒
τ=0

2ª) Se a força é perpendicular ao sentido do deslocamento o trabalho mecânico é nulo,


pois cos 900 = 0.

τ = F. cos θ.d ⇒
τ = F. cos 90°.d ⇒
τ = F.0.d ⇒
τ=0

3ª) Se a força atua em sentido contrário ao deslocamento o trabalho mecânico


realizado será negativo, pois cos 1800 = -1.

τ = F. cos θ.d ⇒
τ = F. cos 180º.d ⇒
τ = F.( −1).d ⇒
τ = negativo

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4ª) Se a força atua no sentido do deslocamento, o trabalho mecânico será máximo,


pois cos 00 = 1.

τ = F. cos θ.d ⇒
τ = F. cos 0º.d ⇒
τ = F.1.d ⇒
τ=F.d

No SI a unidade de trabalho é o joule (J).

Por definição: “um joule é o trabalho realizado por uma força constante de um newton
que, aplicada a um corpo, comunica-lhe um deslocamento de um metro na mesma
direção da própria força”.

Em símbolos: 1J = 1N . 1m

Salientemos que na realização de trabalho há intervenção de energia. A unidade de


energia no SI é o joule (J) também!

Exercícios
1. Examine as afirmações dadas a seguir e assinale ( V ) para as verdadeiras e ( F )
para as falsas.
a. ( ) É possível realizar trabalho mecânico sem aplicar força.
b. ( ) Sempre que uma força age sobre um corpo há realização de trabalho.
c. ( ) Um indivíduo parado com uma mochila nas costas está realizando trabalho
mecânico.
d. ( ) Existe trabalho mecânico sem a intervenção de energia.

2. Qual o trabalho realizado para elevar um corpo de peso 200N a uma altura de 5m ?
Considere que a força aplicada tem o mesmo sentido do deslocamento do corpo.
Solução:

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3. Um indivíduo A suspende uma carga de peso 200N por meio de uma corda que
passa por uma roldana fixa, conforme figura. Se ele exerce uma força de 250N, a
carga sobe 4m. Determine:

a. o trabalho realizado pelo indivíduo;

b. o trabalho realizado pela força-peso;

c. o trabalho resultante sobre a carga.

Dados: cos 00 = 1 e cos 1800 = -1

Solução:

a.

b.

c.

Potência mecânica e rendimento

Define-se potência mecânica ( P ) ao trabalho realizado por uma força num certo
intervalo de tempo. Por exemplo, se um mecanismo A realiza um trabalho de 1 000J
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em 10s e um outro mecanismo B realiza o mesmo trabalho de 1 000J em 5s o


mecanismo B é mais eficiente.

A potência mecânica pode ser expressa pela fórmula:

τ
P=
Δt

No SI a unidade de potência mecânica ou elétrica é o watt (W).

1J
Por definição: 1W = .
1s

Apesar das unidades SI serem obrigatórias no Brasil, ainda é comum usar-se duas
outras unidades de potência mecânica: o cavalo-vapor (CV) e o horse-power (HP).

Equivalências: 1CV = 735W


1HP = 746W

Exercícios
1. Nas construções usam-se máquinas chamadas bate-estacas. Qual é a potência
mecânica desenvolvida pela força do motor de um bate estacas para elevar o
martelo de peso 3 000N a 6m de altura em 5s ? Expresse o resultado em kW.

Solução

2. Demonstre que a potência de uma força pode ser dada pela expressão P = F . V
Solução:

SENAI-SP - INTRANET 99
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3. Uma locomotiva desloca-se com velocidade constante de 20m/s e ela exerce uma
força de tração de 73 500N na composição. Calcule a potência desenvolvida pela
locomotiva em CV.
Solução:

Consideremos, agora, um motor de automóvel, cuja finalidade é fazer o automóvel se


deslocar.

Com relação ao motor, definiremos trabalho motor ou motriz ( τm ) , trabalho útil


( τu ) e trabalho passivo ( τp ).

Para que o motor do automóvel possa funcionar, deveremos fornecer-lhe uma certa
quantidade de trabalho (as explosões do combustível). Em troca, o sistema fornece um
certo trabalho (o deslocamento do automóvel).

O trabalho que fornecemos ao sistema chama-se trabalho motor ou motriz ( τm ) e o


trabalho que o sistema devolve chama-se trabalho útil ( τu ).

O trabalho útil ( τu ) é sempre menor que o trabalho motriz ( τm ), pois uma certa parte
do trabalho motriz é gasta para vencer resistências passivas, principalmente o atrito.

A parcela do trabalho motriz ( τm ) que é gasta com as resistências passivas chama-se


trabalho passivo ( τp ).

100 SENAI-SP - INTRANET


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Ciências aplicadas I - Física

Conclusão: τu = τm + τp

Para alguns dispositivos, o trabalho útil representa uma parcela maior do que para
outros, dependendo da natureza do dispositivo e do seu estado de conservação.

Por exemplo, dados dois automóveis de características idênticas, aquele cujo motor
estiver mais bem regulado andará mais quilômetros, com um litro de gasolina, do que o
outro menos regulado.

Para qualificar o dispositivo quanto à sua eficiência, ou seja, quanto ao grau de


aproveitamento do trabalho motriz, define-se a grandeza física escalar chamada
rendimento (η).

O rendimento (η) de um dispositivo é a relação entre o trabalho útil ( τu ) e o trabalho


motriz ( τm ):

τu
η=
τm

Como o trabalho útil é sempre menor que o trabalho motor o rendimento será sempre
menor que 1, ou seja, menor que 100%.

Se dividirmos o numerador e o denominador da expressão anterior pelo tempo,


obteremos o rendimento em função das potências útil e motora:

Pu
η=
Pm

É evidente que, sendo η< 1, teremos que Pu < Pm.

O rendimento total ( ηT ) de um sistema é dado pelo produto dos rendimentos parciais:

ηT = η1.η2 .η3 ........ηn

A tabela abaixo mostra o rendimento de alguns equipamentos e máquinas.

SENAI-SP - INTRANET 101


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Ciências aplicadas I - Física

Máquinas e equipamentos Rendimento (η)


locomotiva a vapor 0,10
máquina a vapor 0,20
turbina a vapor 0,23
turbina d´água 0,85
motor a gasolina 0,27
motor diesel 0,33
motor elétrico 0,85
transmissão por engrenagem 0,97
torno mecânico 0,70
plaina limadora 0,70
fresadora 0,30
rosca de movimento (1 entrada) 0,30
rosca de movimento (2 entradas) 0,60
transformador 0,95

Exercícios
1. Uma peça de diâmetro 200mm é torneada sob a ação de uma força de corte de
1 600N. A peça executa 48rpm sob a ação da força do motor. Determine a potência
mecânica do motor em kW

Solução:

2. Um motor aciona um sistema de engrenagens. O rendimento do motor é 75% e o


rendimento do sistema de engrenagens é 80%. Determine:
a. o rendimento total de todo o sistema;
b. a potência útil do motor sabendo que sua potência motora é 4kW.

102 SENAI-SP - INTRANET


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Solução:

3. O rendimento de uma determinada máquina é de 80%. Sabendo-se que ela recebe


uma potência de 10kW, determine:
a. a potência útil oferecida.
b. A potência dissipada.
Solução:

a.

b.

SENAI-SP - INTRANET 103


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Ciências aplicadas I - Física

104 SENAI-SP - INTRANET


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Ciências aplicadas I – Física

Máquinas simples

Máquinas são aparelhos destinados a transmitir e multiplicar a ação das forças.


Quando a força muscular de um homem é insuficiente para levantar uma pedra, por
exemplo, ele pode recorrer a uma alavanca.

Com a alavanca o homem poderá executar um trabalho que não poderia ser executado
somente com sua força muscular. Portanto, pelo fato de realizar trabalho, a alavanca é
uma máquina.

Por mais complicada que seja uma máquina (torno convencional, torno CNC,
retificadora, plaina, desempenadeira, guilhotina, prensa, máquina de costura, motor de
automóvel, rotativa, etc.) ela não passa de uma combinação de máquinas simples.

As máquinas simples permitem a transferência de energia mecânica de um ponto da


máquina para outro ponto da mesma máquina.

São três as máquinas simples fundamentais:


• a roda e o eixo;
• o plano inclinado;
• a alavanca.

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CT034-08
Ciências aplicadas I – Física

As demais máquinas simples são derivações das citadas.

A força que se aplica à máquina, isto é, a que deve ser transmitida pela máquina,
r
chama-se força motriz ou força potente ( F P)

A força que se opõe a realização do trabalho e que deve ser vencida pela força motriz
r
chama-se força resistente ou carga ( F R).

A razão entre o módulo da força resistente e o módulo da força potente recebe o nome
de vantagem mecânica (VM). Em símbolos:

FR
VM =
FP

Prática 4: momento ou torque de uma força

Objetivo
• Identificar o efeito de uma força em relação a um eixo de rotação.

Material necessário
Uma caixa com pesos
Três hastes universais
Dois fixadores
Uma alavanca universal
Uma mola de aço
Uma chapa de aglomerado
Um suporte para pesos
Uma régua

Fundamentos teóricos

Quando estamos apertando ou desapertando um parafuso, por exemplo, conseguimos


produzir uma rotação no parafuso através de uma força aplicada no cabo de uma
chave.

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Ciências aplicadas I – Física

Quando desejamos abrir ou fechar uma porta comum, aplicamos uma força na
maçaneta.

A partir dos exemplos vistos, podemos definir momento ou torque de uma força do
seguinte modo: “momento de uma força ou torque é a capacidade que uma força
têm de produzir rotação no corpo ao redor de um eixo”.
A eficiência de uma força para girar um corpo ao redor de um eixo depende:
• da intensidade da própria força;
• do braço de alavanca, isto é, da distância em que a força atua em relação ao eixo
de rotação.

No caso do exemplo da porta, as afirmações anteriores ficam bem claras:

Podemos abrir a porta puxando a maçaneta com pequeno esforço, pois a distância do
ponto de aplicação de nossa força, em relação ao eixo de rotação (dobradiças) da
porta é grande.

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Ciências aplicadas I – Física

Podemos abrir a porta com mais dificuldade, empurrando-a em um local próximo do


eixo de rotação (dobradiças). Nesse caso, a força aplicada terá que ser mais intensa
para produzir o mesmo efeito, ou seja, abrir a porta.

O momento de uma força (M) é calculado multiplicando-se o seu módulo pelo braço de
alavanca (d):

M = ±F.d

A finalidade do sinal algébrico (±) é distinguir os momentos que dão tendência de


rotação no sentido horário, daqueles que dão tendência de rotação no sentido anti-
horário.

Em cada problema, devemos convencionar que sinal será atribuído ao momento.

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Ciências aplicadas I – Física

Não devemos confundir momento de uma força com trabalho mecânico. O momento
de uma força é uma grandeza física vetorial e o trabalho mecânico é uma grandeza
física escalar.

No SI a unidade de momento é newton.metro (N.m) que não tem nome especial.

Agora, observe o espargidor de água de jardim e a representação das duas forças, de


mesma intensidade, mesma direção e sentidos opostos que o fazem funcionar.

Tal sistema constitui um binário.

Um binário tende a produzir apenas uma rotação no corpo em que é aplicado. Só pode
ser equilibrado por outro binário, pois uma força sozinha que atuasse no corpo
provocaria uma resultante não nula. A resultante de um binário é nula e o seu
momento, em módulo, é dado por:

Mbinário = F.d

Procedimentos: r
1. Faça a montagem indicada utilizando um peso de 2N para F1 . A alavanca deverá
ficar na horizontal.

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Ciências aplicadas I – Física

r
2. Estabelecido o equilíbrio, afaste F1 distanciando-o do eixo de rotação da alavanca,
sem mexer na mola.

3. Responda:

r
a. Quando você afastou F1 o efeito (deformação) da força sobre a mola
aumentou ou diminuiu?

b. Como podemos obter um efeito maior, numa rotação, usando uma mesma
força?

r
4. Substitua F1 pelos pesos indicados no quadro abaixo. Para cada novo peso você
deverá determinar a distância correta para manter a alavanca em equilíbrio e na
horizontal, sem mexer na mola.

r
Força ( F ) em N Distância (d) em m Momento em N.m
1N
3N
4N
5N

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Ciências aplicadas I – Física

5. Examinando o quadro, você diria que, para manter o mesmo efeito, as forças
aplicadas deverão ser diretamente ou inversamente proporcionais às distâncias em
relação ao eixo de rotação? Anote sua resposta.

Exercícios
1. Para movimentar um mecanismo, um operador imprime uma força de 150N ao
cabo da manivela. Determine o momento de força que atua no eixo do mecanismo.

Solução:

2. Um parafuso deve ser apertado com um momento pré-estabelecido de 40N.m. Se


o comprimento do torquímetro é de 0,20m, que força se deve aplicar no seu cabo
para obter o aperto ideal do parafuso?

Solução:

3. Um motorista de ônibus faz uma curva para a esquerda, aplicando um binário ao


volante.

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Ciências aplicadas I – Física

Determine o momento desse binário, sabendo que a força exercida pelo motorista,
no volante, tem intensidade 20N e que o raio do volante é de 20cm.
Solução:

4. Considere as forças atuantes sobre a barra AD de peso desprezível, indicadas na


figura.

Determine:
a. o momento de cada uma das forças em relação ao ponto O;
b. o momento resultante em relação ao ponto O.
Solução:

a.

b.

5. Uma barra rígida e homogênea de peso 10N articula-se sem atrito em O. Pelo
centro de gravidade da barra suspende-se um corpo A de peso 30N. Determine a
r
intensidade da força F que equilibra o sistema.

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Solução

6. Arnaldo desejava arrancar um prego usando um martelo de orelha. A figura mostra


as forças, de mesma intensidade, que podem ser aplicadas ao cabo do martelo.

Com certeza a força mais eficiente a ser aplicada por Arnaldo é a força:
a. ( )A
b. ( )B
c. ( )C
d. ( )D
e. ( )E

r r r
7. Calcule o momento das forças F1 = 50N; F2 = 6N e F3 = 5N em relação ao ponto
O indicado na figura.

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Solução:

Alavanca

Alavanca é um sólido alongado (geralmente uma barra) que pode girar ao redor de um
ponto de apoio, também conhecido pelo nome de fulcro ou eixo de rotação.

Em toda alavanca encontramos três elementos:


• braço motriz ou braço potente ou braço de potência (BP);
• braço resistente ou braço de resistência (BR);
• fulcro ou eixo de rotação ou ponto de apoio (PA).

O braço de potência (BP) é a distância existente entre o ponto de apoio (PA) e o ponto
r
de aplicação da força potente ( F P).

O braço de resistência (BR) é a distância existente entre o ponto de apoio (PA) e o


r
ponto de aplicação da força resistente ( F R).

O ponto de apoio (PA) é o local onde a alavanca se apóia.

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Ciências aplicadas I – Física

Conforme a posição do ponto de apoio em relação à força potente e à força resistente,


as alavancas são classificadas em três espécies: interfixa; inter-resistente e
interpotente.

• Alavanca interfixa: o ponto de apoio localiza-se entre o ponto de aplicação a


força potente e o ponto de aplicação da força existente.
Esquematicamente:

• Alavanca inter-resistente: o ponto de aplicação da força resistente encontra-se


entre o ponto de apoio e o ponto de aplicação da força potente.
Esquematicamente:

• Alavanca interpotente: Ponto de aplicação da força potente encontra-se de apoio


e o ponto de aplicação da resistente.
Esquematicamente:

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Ciências aplicadas I – Física

Muitas ferramentas e dispositivos que utilizamos funcionam como se fossem


alavancas. Por exemplo, o alicate funciona como alavanca interfixa; a guilhotina
manual de cortar chapas e papel funciona como alavanca inter-resistente e a pinça de
depilar funciona como alavanca interpotente.

Para resolver problemas envolvendo alavancas, basta igualar os momentos em


módulo, ou seja:

MFP = MFR ⇒ FP.BR = FR.BR

Evidentemente, na prática, para deslocar cargas com alavancas, é necessário que o


momento da força potente seja ligeiramente maior que o momento da força resistente.
É interessante estudar a vantagem mecânica que certas ferramentas apresentam
quando funcionam como alavancas. Compreender a aplicação dos torques é
fundamental. Acompanhe.

Alicate
O alicate, assim como a tesoura, é uma associação de duas alavancas. Quando
dobramos ou cortamos um pedaço de fio com um alicate, a força feita no cabo é
transferida e ampliada na extremidade contrária.

Para determinar a vantagem mecânica do alicate, calculemos o torque da força feita


com a mão sobre o cabo e a força que aparece ampliada na ponta da ferramenta em
relação ao eixo de rotação (ponto O).

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Ciências aplicadas I – Física

A força feita no cabo produz um torque fazendo-o girar em relação ao ponto O.


Como o braço b desta força é a distância entre o eixo e o ponto de aplicação da força,
o módulo do torque é determinado pela expressão:

M no cabo = FP no cabo . b (I)

Na ponta do alicate, a força é mais intensa que no cabo, e também produz um torque
em relação ao ponto O. Neste caso o braço r da força é menor que o anterior,
correspondendo à distância entre o local onde o fio é comprimido e o ponto O. O
módulo do torque desta força é dado por:

M na ponta = FR na ponta . r (II)

Como os torques têm a mesma intensidade podemos igualar as expressões (I) e (II):

FR na ponta b
M no cabo = M na ponta ⇒ FP no cabo . b = FR na ponta . r ⇒ = = VM
FPno cabo r

Observe que a vantagem mecânica pode ser obtida pela relação entre os módulos das
forças de resistência e potente como pode ser obtida pela relação entre os braços das
forças. A vantagem mecânica indica o quanto foi ampliada a força feita pela mão do
operador sobre o cabo do alicate.

Observe, também, que quanto menor for o braço da força ampliada (braço r), maior
será a vantagem mecânica do alicate. É por esta razão que o local do corte fica bem
próximo da articulação (ponto O), pois aí o braço é o menor possível e a força terá
ampliação máxima.

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Ciências aplicadas I – Física

Chave de fenda
Quando usamos uma chave de fenda para apertar um parafuso, a mão exerce no cabo
duas forças paralelas de sentidos opostos, simétricas ao eixo de rotação, constituindo
um binário.

A ponta da chave também aplica um binário de forças no parafuso, só que os valores


das forças que compõem este binário devem ser maiores do que as do cabo para
produzir o mesmo torque em relação ao eixo, uma vez que o braço na fenda R é
menor do que o braço no cabo (b).

Supondo que as forças aplicadas pela mão tenham a mesma intensidade, o torque
produzido por elas em relação ao eixo de rotação tem também a mesma intensidade.
Este dois torques produzem um giro da chave no mesmo sentido e por isso, o torque
resultante é dado por:

M resultante no cabo = 2FP . b (I)

Este mesmo torque resultante é produzido na cabeça do parafuso, ou seja:

M resultante na ponta = 2FR . r (II)

Igualando as expressões (I) e (II) obtemos:

2P . b = 2R . r ⇒

Mesmo aplicando um torque pode não ocorrer rotação, como é o caso de um parafuso
enferrujado, em que o torque da força de atrito, entre o parafuso e a porca, constitui

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um torque oposto ao produzido pela pessoa com a chave de fenda. Nestas situações,
o torque resultante é nulo.

Assim para que um objeto permaneça em repouso, isto é, não translade e não gire em
relação um referencial, além de a força resultante ser nula, o torque resultante também
deve ser nulo.

Pé de cabra e martelo de unha


Tanto para o pé de cabra quanto para o martelo de unha, quando utilizados para
arrancar cravos ou pregos, a vantagem mecânica será dada por:

FR prego d
MPmão = MRprego ⇒ FPmão . d = FRprego . x. cos α ⇒ = = VM
FP mão x . cos α

Salientemos que não há economia de trabalho usando máquinas. O trabalho sempre


se conserva, ou seja, o trabalho realizado pela força potente é igual ao trabalho
realizado pela força resistente. De fato, o que ganhamos em força perdemos em
distância e vice-versa.

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Exercícios

1. O braço de resistência de uma tesoura de bancada Solução:


mede 0,20m e o braço de potência mede 1,60m. Se um
operador exerce uma força muscular de 40N para
cortar uma chapa de aço, determine o módulo da força
resistente oferecida pela chapa.

2. Uma chave de fenda é usada para apertar um Solução:


parafuso. Determine a vantagem mecânica dessa
ferramenta, supondo que seu cabo tenha diâmetro de
20mm e sua ponta 4mm.

r
Solução:
3. Determine o módulo da força
r R no sistema, sabendo
que o módulo da força P vale 210N.

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4. Determine a distância d1 do pedal de freio abaixo, no Solução:


qual se aplica uma força potente de módulo 280N. O
óleo oferece uma força de resistência de módulo 280N.

5. A figura mostra um sistema de freio. Determine o Solução:


r
módulo da força-peso P que deve ser aplicada
r
para proporcionar uma força de frenagem R de
módulo 300N.

Plano inclinado

O plano inclinado é uma superfície plana e inclinada que forma com a horizontal um
ângulo compreendido entre 0º e 90º.

Por ser encontrado na natureza, o plano inclinado é a máquina simples mais antiga
que se conhece. De fato, encostas de montanhas são planos inclinados.

Já estudamos alguma coisa a respeito de plano inclinado no capítulo de atrito.

Recordando:

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CT034-08
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r r r r
No equilíbrio estático temos que Pt = Fat ou seja: P.senθ = μ.P. cos θ

Considerando apenas o módulo da força resistente e o módulo da força potente e


desprezando a força de atrito, a vantagem mecânica de um plano inclinado é dada
pela seguinte relação:

FR h
VM = =
FP C

Legenda: h = altura do plano inclinado


C = comprimento do plano inclinado

Derivando do plano inclinado encontramos a cunha e o parafuso.

A cunha funciona como dois planos inclinados ao mesmo tempo.

Veja os exemplos ilustrativos mostrando a presença de cunhas.

122 SENAI-SP - INTRANET


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Ciências aplicadas I – Física

gume do machado gume da faca gume do formão

gume da ferramenta de corte gume do corta frio gume do alicate de corte lateral

O parafuso é um plano inclinado enrolado em um cilindro.

O passo de um parafuso corresponde ao espaço compreendido entre dois fios de


rosca. Esse espaço equivale a uma volta completa do parafuso. O passo de um
parafuso é a altura de seu plano inclinado.

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CT034-08
Ciências aplicadas I – Física

Os parafusos são utilizados como elementos de fixação e também podem ser


utilizados para movimentar os corpos. É o caso do macaco articulado utilizado para
trocar pneus

Consideremos, agora, uma morsa de bancada.

r
Se avançarmos um passo (p) o parafuso deslocará uma resistência ( FR ), com
velocidade constante. Assim, o trabalho da força resistente (τR) é dado pelo produto
do módulo da força resistente pelo passo, ou seja, FR . p . Porém, para darmos um
passo, será necessário darmos uma volta completa no manípulo da morsa sob a ação
r
de uma força potente FP .

124 SENAI-SP - INTRANET


CT034-08
Ciências aplicadas I – Física

r
Como a força FP é aplicada ao punho do manípulo, ela agirá sempre tangencialmente
a uma trajetória circular de raio r.

Portanto, o trabalho da força potente (τP) será dado pelo produto: FP . 2 . π . r .

Como o trabalho da força potente é igual ao trabalho da força resistente (princípio da


conservação do trabalho), teremos, desprezando os atritos, a seguinte vantagem
mecânica:

FR 2 . π . r
τ P = τ R ⇒ FP . 2 . π . r = FR . p ⇒ VM = =
FP p

Exercícios
1. Um trabalhador carrega um caminhão com grandes bobinas de fios de cobre. Para
cada bobina o trabalhador aplica uma força de 250N. A altura do piso até a
carroçaria mede 1,5m e as pranchas utilizadas têm o comprimento de 3m.
Determine o módulo da força resistente oferecida por cada bobina, desprezando os
atritos.

Solução:

2. Em relação ao problema anterior, considerando que o ângulo formado pelas


pranchas em relação ao solo é de 250, determine o módulo da força potente
necessária para elevar uma carga de 8000N até a carroçaria do caminhão.
Dados: sen 250 = 0,42 e cos 250 = 0,90.
Solução:

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Ciências aplicadas I – Física

3. Um operador aplica uma força potente F1 de módulo 200N no manípulo de um


balancim, cujo passo de rosca é 4mm. Determine o módulo da força resistente F2
oferecida pela peça que vai receber uma bucha.

Solução:

Prática 5: Roldanas

Objetivos
• Identificar roldanas fixas e móveis.
• Determinar a vantagem mecânica de roldanas fixas e móveis.

Material necessário
Uma haste universal
Uma roldana com haste
Duas roldanas com gancho
Uma haste auxiliar
Um fixador
Uma caixa com pesos
Uma chapa de aglomerado para proteção da mesa
Cordonê

Fundamentos teóricos
A roda, com certeza, é uma das mais importantes invenções do homem. Como ela foi
inventada ninguém sabe. Contudo, podemos imaginar que, devido às necessidades de
deslocar grandes cargas a longas distâncias, o homem primitivo não podia contar
somente com sua força ou com a força de animais domesticados. Era preciso
descobrir alguma coisa para facilitar a tarefa. Surgiu, então, a roda.

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CT034-08
Ciências aplicadas I – Física

Mas, para ser útil, a roda precisa estar acoplada a um eixo que não passa de uma
segunda roda.

No mundo moderno a presença das rodas é imprescindível. Sem elas não teríamos
automóveis, caminhões, tratores, aviões, polias, roldanas, volantes, engrenagens, etc.
Não teríamos tantos progressos tecnológicos, com certeza.

As primeiras aplicações da roda foram o sarilho e a roda d’água .

As engrenagens ou rodas dentadas também derivam da roda. As engrenagens são


utilizadas na transmissão de movimentos. Substituem polias e correias quando é
preciso eliminar prováveis perdas de rotação em transmissões de grandes esforços.

Também as roldanas derivam das rodas. As roldanas giram ao redor de eixos que
passam por seus centros. Cordas ou cabos de aço, por exemplo, se encaixam em
sulcos denominados garganta, gola ou gorne e as contornam parcialmente.

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CT034-08
Ciências aplicadas I – Física

As roldanas podem ser fixas ou móveis. Na roldana fixa, o eixo é fixado a um suporte
e, quando em uso, ela não acompanha a carga.

Opostamente, a roldana móvel, quando em uso, desloca-se juntamente com a carga.

As roldanas fixas e móveis, quando combinadas, dão origem aos mais diversos
aparelhos: moitão, cadernal, talha exponencial, talha diferencial, etc.
A figura abaixo mostra um moitão.

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CT034-08
Ciências aplicadas I – Física

Observe que o moitão apresenta a mesma quantidade de roldanas fixas e


móveis. No moitão ao lado temos três roldanas fixas e três roldanas móveis.
Para o moitão é válida a seguinte relação entre os módulos das forças
resistente e potente:

FR
FP = onde m é o número de roldanas móveis.
2.m

Uma pergunta para você pensar:

⎯ Existe diferença entre polia e roldana ?

Procedimentos
1. Faça a montagem indicada usando pesos de 1N de intensidade.

2. Um dos pesos desempenhará o papel de força resistente e o outro desempenhará


o papel de força potente.
3. O sistema encontra-se em equilíbrio?
__________________________________________________________________
4. Repita o item 1 usando como carga os pesos indicados no quadro a seguir e
termine de preenchê-lo. Interessa somente o módulo dos pesos.

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CT034-08
Ciências aplicadas I – Física

R (N) P (N) VM
1 1
2
3

5. Que tipo de roldana você utilizou neste experimento?


__________________________________________________________________
6. Qual é a vantagem mecânica da roldana estudada?
__________________________________________________________________
7. Para que serve o tipo de roldana estudada?
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
8. Faça a montagem conforme figura, equilibrando o sistema para que o peso da
roldana com gancho não interfira no resultado. Mantenha os fios paralelos.

9. Com cuidado e com o auxílio de um colega, coloque um peso de 2N no gancho da


roldana e procure determinar o valor da força P capaz de equilibrá-lo.
10. Transfira os dados para a tabela abaixo e determine a vantagem mecânica do
mecanismo. Aproveite para completar a tabela determinando o valor da força P
para cada força R indicada. Determine, também, a vantagem mecânica para cada
situação.

R (N) P (N) VM
2
3
6

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CT034-08
Ciências aplicadas I – Física

11 Que tipo de roldana foi utilizada para fixar a carga?


__________________________________________________________________
12 Qual é a vantagem mecânica da roldana utilizada para fixar a carga?
__________________________________________________________________
13 Na prática, quais são as vantagens apresentadas pelas roldanas fixas? Quais as
vantagens apresentadas pelas roldanas móveis?
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

Exercícios

1. Um corpo de massa 10kg é suspenso por um Solução:


operador até a altura h de 2m em relação ao
solo. Considerando g = 10m/s2 e desprezando
o peso da roldana móvel e os atritos,
determine o módulo da força motriz exercida
pelo operador.

SENAI-SP - INTRANET 131


CT034-08
Ciências aplicadas I – Física

2. Um servente de pedreiro eleva um balde cheio Solução


de concreto por meio do mecanismo mostrado
abaixo. Sabendo que a massa do balde é 1kg
e que a massa do concreto é 9kg e que g =
9,8m/s2, determine o módulo da força motriz
exercida pelo servente.

3. Um pintor de peso 800N é elevado por meio Solução


do sistema de roldanas mostrado abaixo.
Determine o valor da força motriz aplicada no
cabo para elevar o pintor. Determine, também,
a distância d1 percorrida pelo cabo quando o
pintor tiver percorrido a distância d2 = 3m.
Sugestão: d1 = n . d2 onde n é o número de
ramos do cabo.

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CT034-08
Ciências aplicadas I – Física

4. Um fazendeiro aplica uma força de 12,5N para Solução


elevar um fardo de feno por meio de um
sistema de roldanas. Desprezando os atritos,
determine o valor da força resistente oferecida
pelo fardo.

5. Uma carga de peso 300N é elevada por meio Solução:


da combinação de um plano inclinado com um
moitão. O plano inclinado possui comprimento
de 1m e altura de 0,6m. Desprezando os
r
atritos, determine o valor da força motriz F P.

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CT034-08
Ciências aplicadas I – Física

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