Вы находитесь на странице: 1из 13

CARACTERIZAÇÃO DOS POÇOS DE

MONITORAMENTO DAS ÁGUAS SUBTERRÂNEAS


DO CRESU

Empreendedor:
CONSORCIO INTERMUNICIPAL DE RESIDUOS SOLIDOS URBANOS – CRESU

Responsável Técnico:
Mario Juliano Nunes Gaertner
Eng. Ambiental e de Segurança do Trabalho
CREA RS 144276

HORIZONTINA, RS
2017
2
SUMÁRIO

1 APRESENTAÇÃO ...................................................................................................................... 3
2 INFORMAÇÕES GERAIS .......................................................................................................... 3
2.1 Identificação do empreendedor .................................................................................................. 3
2.2 Identificação do empreendimento .............................................................................................. 3
2.3 Responsável técnico pela elaboração do projeto......................................................................... 4
3 INTRODUÇÃO ........................................................................................................................... 4
4 METODOLOGIA APLICADA .................................................................................................... 5
4.1 Procedimentos adotados na elaboração do plano ........................................................................ 5
4.2 Principais programas computacionais e equipamentos utilizados nos procedimentos ................. 5
4.3 Caracterização da área de estudo ............................................................................................... 6
4.4 Poços de monitoramento de água subterrânea ............................................................................ 7
4.5 Localização dos poços ............................................................................................................... 8
4.6 Componentes dos poços de monitoramento ............................................................................... 9
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS ..................................................................................................... 11
6 REFERÊNCIAS ......................................................................................................................... 13
3
1 APRESENTAÇÃO

O presente documento tem por finalidade apresentar as informações complementares


solicitadas no item 2, do Ofício no 00337/2017, Processo Administrativo no 001997-0567/17-1 –
LU, emitido pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental, referente ao processo no 18350,
sistema SOL, protocolado pelo CONSORCIO INTERMUNICIPAL DE RESIDUOS SOLIDOS
URBANOS – CRESU.
Este documento foi elaborado respeitando as condicionantes e características ambientais do
local, de acordo com a legislação ambiental e normas vigentes.

2 INFORMAÇÕES GERAIS

2.1 Identificação do empreendedor

Quadro 1 – Dados cadastrais do empreendedor.

Razão social: CONSÓRCIO INTERMUNICIPAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS


Tipo de Empreendimento: Atividades de associações de defesa de direitos sociais e outras
atividades constantes no CNPJ.
CNPJ: 03.628.611/0001-77
Endereço: Rua Afonso de Medeiros, no 562, bairro Centro – Pirapó, RS.
CEP: 97.885-000
Telefone: (55) 3351-1110
E-mail: pmpirap@pro.via-rs.com.br

2.2 Identificação do empreendimento

Quadro 3 – Dados cadastrais do empreendimento.


Empreendimento: ATERRO SANITÁRIO COM CENTRAL DE TRIAGEM DE RESÍDUOS
SÓLIDOS URBANOS – RSU
Localização: Localidade de Rincão dos Maciel, zona rural do município de São Nicolau, RS.
Coordenadas Geográficas: -28.157083o S e -55.186317o O
4
2.3 Responsável técnico pela elaboração do projeto

Quadro 3 – Dados do responsável técnico.

Nome: Mario Juliano Nunes Gaertner


CPF: 000.123.570-22
Titulação: Engenheiro Ambiental e de Segurança do Trabalho
Registro no Conselho: CREA RS 144276
Endereço: Rua Duque de Caxias, no 304, Sala 02 (ACIAP), Horizontina, RS, CEP 98920 – 000
Telefone: (55) 3537-3564 / (55) 99976-3945
E-mail: nr9@nr9engenharia.com.br

3 INTRODUÇÃO

Os Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) constituem um sério problema ambiental para as


administrações públicas, em virtude do alto custo do tratamento e disposição, além do potencial
poluidor (BECK et al. 2010). No Brasil, a cada dia uma grande quantidade de RSU é depositada de
forma inadequada, onde de acordo com os resultados da Pesquisa Nacional de Saneamento Básico
realizada no ano de 2008, 50,8 % dos RSU são depositados em lixões (IBGE, 2010). Na Região
Sul, os municípios de seus três estados – Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná – registraram
as menores proporções de destinação dos resíduos sólidos aos lixões: 2,7%, 16,5% e 24,6%,
respectivamente.
A composição gravimétrica média dos Resíduos Sólidos Urbanos no Brasil, considerando
como base a quantidade de resíduos sólidos urbanos coletados no ano de 2008, apresenta valores
correspondentes a 31,9 % (58.527,40 ton.dia-1) de materiais recicláveis (papel, papelão, plástico,
metais, vidro, etc.), 51,4 % (94.335,10 ton.dia-1) de matéria orgânica e 16,7 % (30.618,90 ton.dia-1)
de rejeitos (outros) (IBGE, 2010). Tais resíduos podem contemplar, também, materiais perigosos,
como no caso dos resíduos industriais e dos próprios resíduos domésticos.
A disposição inadequada dos resíduos sólidos, sem impermeabilização do solo, sem
tratamento do lixiviado e dos gases gerados, pode causar sérios danos aos sistemas naturais (BECK
et al. 2010). O lixiviado, que segundo Tartari (2004), é originado da decomposição dos resíduos
sólidos, na presença de infiltração de água, especialmente da chuva, apresenta características físico-
químicas e microbiológicas que conferem concentrações variadas de compostos orgânicos e
inorgânicos perigosos. Esse líquido fica em contato com os resíduos, solubilizando os produtos da
decomposição e por ação natural da gravidade percola pela porosidade existente, até encontrar uma
camada impermeável, formada por rochas, ou mesmo superfícies previamente preparadas para
5
receber os resíduos, onde acumula e escoa. Dessa forma, O lixiviado pode permear as camadas de
fundo dos locais de disposição e, por consequência, contaminar o solo e a água subterrânea.
Em se tratando de aterros sanitários, mesmo que apresentem condições de controle das
contaminações, necessitam do monitoramento contínuo da qualidade das águas subterrâneas, uma
vez que a composição do lixiviado é muito variada e muitas vezes se desconhece o comportamento
da interação do contaminante com as barreiras de fundo (LANGE et al., 2002; PESSIN et al., 2003).
Assim, o monitoramento da qualidade das águas subterrâneas em áreas de disposição de
resíduos sólidos revela-se de fundamental importância, constituindo-se em uma ferramenta de
tomada de decisão na gestão de recursos hídricos, além de auxiliar na tomada de decisões de
gerenciamento no caso de suspeita de contaminação e degradação da qualidade hídrica
(MONDELLI et al., 2016; BECK et al., 2010).
Nesse contexto, este documento tem como objetivo apresentar uma caracterização dos poços
de monitoramento das águas subterrâneas a serem instalados na área do Aterro Sanitário com
Central de Triagem de Resíduos Sólidos Urbanos – RSU do CONSÓRCIO INTERMUNICIPAL
DE RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS – CRESU, localizado no município de São Nicolau, RS.

4 METODOLOGIA APLICADA

4.1 Procedimentos adotados na elaboração do plano

- Visita “in loco” da área e obtenção de dados;


- Análise das informações obtidas e diagnóstico da situação;
- Elaboração do documento final.

4.2 Principais programas computacionais e equipamentos utilizados nos procedimentos

- Software Google Earth Pro, para a orientação na localização e fornecimento das imagens de
satélite.
- Equipamento de Sistema de Posicionamento Global – GPS, modelo GARMIN – GPSmap 78, para
aquisição dos dados geográficos.
- Software GPS TrackerMaker professional, versão 4.8;
- Imagens SRTM, com resolução especial de 30 metros, para a elaboração das curvas de nível.
- Aplicativo computacional ArcGIS, versão 10.3 e QuantumGIS, versão 2.14.8, para manipulação
das informações geográficas.
- Pesquisas bibliográficas.
6

4.3 Caracterização da área de estudo

O Aterro Sanitário com Central de Triagem de Resíduos Sólidos Urbanos pertencente ao


CONSÓRCIO INTERMUNICIPAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS – CRESU, fica
localizado em zona rural da Localidade de Rincão dos Maciel, município de São Nicolau, noroeste
do estado do Rio Grande do Sul, sobre as coordenadas UTM 678.124 m E e 6.884.059 m S,
conforme a Figura 1.

Figura 1 – Localização do aterro sanitário do CRESU.

A área do terreno em que está inserido o aterro, perfaz uma extensão de 3.541,30 m2, sendo
que a célula de depósito de resíduos corresponde à uma área de 3.000,00 m2. O aterro, quando em
operação, compreendia uma capacidade de recebimento de 22,00 toneladas.dia-1, atendendo uma
população de 21.908,00 habitantes, referentes aos municípios de Pirapó, São Nicolau, Porto Xavier
e Dezesseis de Novembro.
Atualmente, a célula de disposição de resíduos encontra-se inativada. Dessa forma, será
desenvolvido o respectivo encerramento, onde a massa de resíduos será coberta por solo e material
7
impermeabilizante, seguido de processo de remediação. É importante salientar que até o momento
não se tem comprovação do estágio de degradação em que se encontram os resíduos aterrados, bem
como não se sabe se estão produzindo lixiviados que, quando em contato com águas pluviais,
podem ser carreados para cotas mais baixas do terreno causando contaminação de recursos naturais
(hipótese essa que se pretende investigar).

4.4 Poços de monitoramento de água subterrânea

O sistema de monitoramento tem o papel de acusar a influência de uma determinada fonte


de poluição na qualidade da água subterrânea. As amostragens são efetuadas num conjunto de
poços distribuídos estrategicamente, nas proximidades da área de disposição do resíduo, oferecendo
subsídios para o diagnóstico da situação. A localização estratégica e a construção racional dos
poços de monitoramento, aliadas a métodos eficientes de coleta, acondicionamento e análise de
amostras, permitem resultados precisos sobre a influência do método de disposição dos resíduos, na
qualidade da água subterrânea.
Os poços deverão ser instalados de acordo com as orientações previstas nas normas NBR
15495-1 e NBR 15495-2 (ABNT, 2007), que descreve o procedimento para construção de poços de
monitoramento de aquíferos freáticos. Dessa forma, serão selecionados 4 pontos, sendo um à
montante (Poço 1), a fim de que seja avaliada a qualidade da água nas condições originais e, três à
jusante (Poços 2, 3 e 4), os quais devem ser posicionados transversalmente ao fluxo subterrâneo,
distribuídos próximos a área de disposição de resíduos, para que a possível pluma de contaminação
possa ser identificada, conforme apresentado na Figura 2.

Figura 2 – Disposição dos poços de monitoramento segundo a NBR 15.495-1.


8
Na figura 3, apresenta-se o esquema de distribuição dos poços de monitoramento em
perspectiva de seção.

Figura 3 – Distribuição dos poços de monitoramento sob a perspectiva de seção/corte.

4.5 Localização dos poços

A partir das informações apresentadas, bem como da visita técnica realizada, foram
determinadas as distribuições e localizações dos poços de monitoramento da água subterrânea da
área de interesse. Nesse contexto, estabeleceram-se quatro pontos, os quais podem ser verificados
na Figura 4, a qual apresenta, também, as curvas de nível do terreno em questão, além da célula em
que foram depositados os resíduos sólidos urbanos.
9
Figura 4 – Distribuição dos poços de monitoramento na área da antiga Pedreira.

Na Tabela 1, apresentam-se as localizações, em coordenadas UTM, e a altitude, em metros,


de cada poço de monitoramento.

Tabela 1 – Localização e altitude dos poços de monitoramento.

Localização UTM Altitude (m)


Poço 1 Lat: 6.884.097 m S / Long: 678.201 m E 206,00
Poço 2 Lat: 6.884.053 m S / Long: 678.132 m E 201,00
Poço 3 Lat: 6.883.976 m S / Long: 678.169 m E 196,00
Poço 4 Lat: 6.883.958 m S / Long: 678.097 m E 192,00

4.6 Componentes dos poços de monitoramento

Os poços de monitoramento, conforme mostra a Figura 3, são constituídos basicamente dos


seguintes elementos:
10
- Revestimento interno: Constituído de tubos de aço inoxidável, ferro fundido ou plástico,
encaixados no interior de perfuração, com a função de revestir a parede da mesma. O diâmetro deve
ser no mínimo de DN 100, suficiente para introdução do amostrador e para a medição do nível da
água.

- Filtro: Tem a propriedade de permitir a entrada da água e de impedir a penetração de


algumas impurezas plásticas do poço. Consiste em tubo com ranhuras vazadas, com larguras de 2
mm a 3 mm. É geralmente construído de PVC, entretanto, dependendo das substâncias existentes
nas águas subterrâneas, pode ser substituído por outro material. O comprimento do filtro depende de
fatores, como: espessura saturada, geologia, gradiente hidráulico, propriedades físico-químicas e
concentração do poluente.

- Pré-filtro: Ocupa o espaço anular, entre o filtro e a parede de perfuração. É constituído de


areia lavada de grãos quartzosos ou pedriscos de quartzo (inertes e resistentes). Deve ser
cuidadosamente disposto, com os grãos bem assentados, minimizando a formação de espaços
vazios.

- Proteção sanitária: Tem a função de evitar que a água superficial contamine o poço através
da infiltração pelo espaço anular. É o conjunto formado pelo selo sanitário (argamassa de cimento
da extremidade superior do espaço anular com aproximadamente 30 cm) e pela laje de proteção
(piso de cimento, construído com pequeno declive, ao redor da boca do poço).

- Tampão: A extremidade superior do tubo (boca do poço) deve ser protegida contra a
penetração de substâncias indesejáveis, que podem alterar os resultados de análise. É necessário
instalar tampão removível e com chave.

- Caixa de proteção: O tubo de revestimento sobressai ao nível do terreno aproximadamente


0,20 m para evitar a penetração de água superficial e de elementos estranhos no poço. A caixa de
proteção de alvenaria ou tubo de aço deve ter dimensões apenas suficientes para envolver a parte
saliente do tubo de revestimento. Uma tampa na parte superior permite o acesso ao poço.

- Selo: Obturador com a função de vedar o espaço anular em torno do tubo de revestimento,
acima do limite máximo de variação do nível do aquífero, evitando a contaminação do poço por
líquidos percolados pelo espaço anular. O material vedante (bentonita, cimento) deve obstruir uma
11
pequena parte do espaço anular, o suficiente para impedir a passagem de água de um nível para
outro.

- Preenchimento: O espaço anular entre a parede de perfuração e a superfície externa do tubo


de revestimento deve ser preenchido por material impermeável (argila, solo da escavação), em toda
a extensão não saturada (acima do nível da água), a fim de fixar o tubo de revestimento e dificultar
a penetração de líquidos provenientes da superfície.

- Guias centralizadoras: Dispositivos salientes, distribuídos ao longo do tubo de


revestimento, fixados por seu lado externo. Tem a função de mantê-lo centrado em relação ao eixo
do poço.

Figura 5 – Perfil esquemático de poços de monitoramento.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
12
Com base nas informações apresentadas neste documento, pode-se concluir que a partir da
instalação dos poços de monitoramento das águas subterrâneas da área do Aterro Sanitário com
Central de Triagem de Resíduos Sólidos Urbanos – RSU do CRESU, poderá ser analisado e
avaliado a qualidade dessas águas. Essa medida permitirá a tomada de decisões de gerenciamento
no caso de suspeita de contaminação e degradação da qualidade hídrica.

Nesses termos, é o que se apresenta até o momento.

Horizontina, 25 de agosto de 2017.

Mario Juliano Nunes Gaertner


13
Eng. Ambiental e de Segurança do Trabalho
CREA RS 144276

6 REFERÊNCIAS

ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. (1997) ABNT NBR 13895/1997: Construção
de Poços de Monitoramento e Amostragem – Procedimento, 21 p.

ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. (2007) ABNT NBR 15495 1/2007: Poços de
monitoramento de águas subterrâneas em aquíferos granulados. Parte 1: Projeto e construção,
25 p.

BECK, M. H.; KORF, E. P.; SANTOS, V. R. DOS; THOMÉ, A.; ESCOSTEGUY, P. A. V.


Monitoramento das águas subterrâneas e lixiviado do Local de Disposição dos Resíduos Sólidos
Urbanos do Município de Passo Fundo – RS. REGA – Vol. 7, no. 1, p. 29-44, jan./jun. 2010.

IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Pesquisa Nacional de


Saneamento Básico. Rio de Janeiro, RJ. 2010. Disponível em:
<http://www.mma.gov.br/port/conama/processos/E99F974D/Doc_PNRS_consultaspublicas1.pdf>.
Acesso em: ago. 2017.

LANGE, L. C et al. Estudo do transporte de contaminantes em meios porosos aplicado a


aterros de disposição de resíduos sólidos urbanos. In: JUNIOR, A. B. C. et al. Alternativas para
disposição de resíduos sólidos urbanos para pequenas comunidades: coletânea de trabalhos técnicos.
Florianópolis: PROSAB, 2002. p. 13-17.

MONDELLI, G.; GIACHETI, H. L.; HAMADA, J. Avaliação da contaminação no entorno de um


aterro de resíduos sólidos urbanos com base em resultados de poços de monitoramento. Eng Sanit
Ambiental. v.21, n.1. pag. 169-182. jan/mar 2016.

PESSIN, N.; SILVA, A. R.; PANAROTTO, C. T. Monitoramento de aterros sustentáveis para


município de pequeno porte. In: JUNIOR, A. B. D. C. (Org.) Resíduos sólidos Urbanos: Aterro
sustentável para município de pequeno porte. Florianópolis: PROSAB, 2003. p.142- 197.

TARTARI, L. C. Avaliação do processo de tratamento do chorume do aterro sanitário de novo


Hamburgo. 2003. Dissertação (Programa de Pós-graduação em Engenharia – Energia, Ambiente e
Materiais – Mestrado) – Universidade Luterana do Brasil, Novo Hamburgo, 2003.