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Estudo de caso: TITANIC

Prof. MSc. Antonio


Coleta das amostras
• Em 1996, pesquisadores
utilizando submarinos
robotizados trouxeram alguns
pedaços de aço do casco do
TITANIC para análise
metalúrgica do material.
Composiç
Composição quí
química
• No aço do casco do TITANIC constatou-se teores
elevados de P, S que associados ao baixo teor de Mn
(baixa relação Mn/S) são responsáveis pela tendência
ao comportamento frágil em baixas temperaturas.
Ferrita
Perlita MnS
Microestrutura

• Por meio de análise


metalográfica convencional
pode-se notar o bandeamento
(alongamento), principalmente na
seção longitudinal;
Seç
Seção longitudinal
• Na seção longitudinal também
verifica-se além das fases da
ferrita e perlita, quantidades de
partículas de sulfeto de
manganês (MnS).

Seç
Seção transversal
Microestrutura: fragilizaç
fragilização
• DOMIZZI (2001) investigou a influência do enxofre contido e da distribuição das
inclusões de MnS em chapas de aço para vasos de pressão e tubulações, e
sumarizou que a resistência a HIC (trincas induzidas por hidrogênio) é
correlacionada com as inclusões alongadas de sulfetos e, ainda, que um teor
muito baixo de enxofre não é necessário para se alcançar boa resistência a HIC,
desde que a microestrutura do aço esteja livre de bandas espessas de perlita, ou
seja, que o aço possua baixo bandeamento microestrutural.
Microestrutura: fragilizaç
fragilização

• Segundo a literatura (BLONDEAU, R., 1996), P e Mn são


elementos que diminuem a resistência a HIC dos aços, por
promoverem segregação e também por favorecerem a formação
de estruturas bandeadas. A figura abaixo mostra um perfil de
distribuição de P e Mn ao longo de áreas segregadas de duas
diferentes chapas, sendo que uma exibe presença de trinca de
HIC. Verifica-se que a principal diferença entre as regiões
trincada e não-trincada é, fundamentalmente, a segregação de
P.
Microestrutura: fragilizaç
fragilização
Microestrutura (A36 x Titanic)

Na micrografia pode-se
notar o tamanho de
grão bem maior no aço
do TITANIC em
ASTM A36 comparação ao aço
A36.

Através da análise com um microscópio


eletrônico de varredura (MEV), pode-se
observar partículas de MnS (estruturas
elípticas)
Microestrutura (AISI1018 x Titanic) Ferrita
Grão

Perlita

MnS

As Figuras acima denotam as diferenças entre os dois CDPs, principalmente,


no tamanho do grão, espaçamento nas lamelas da perlita e também no
tamanho das partículas de MnS.
Ensaio de impacto: Charpy

MnS Realizou-se ensaios Charpy em uma


faixa de temperaturas entre -55
55°
55°C e
179°
179°C em três séries de corpos de
prova de dimensões padrão.
• As figuras ilustram uma superfície
Charpy recém fraturada a 0°C;
• Planos de clivagem na ferrita são
bastante evidentes;
• As figuras ilustram uma região da
MnS
superfície contendo MnS;
• Existem superfícies planas de
clivagem em diferentes níveis que são
definidos por linhas retas;
• Além disso, existem linhas de
deslizamento curvas no
planos de clivagem.
Ensaio de impacto: Charpy
“Dimples”
Dimples” alongados no curso de lamelas
de Perlita
Mn

Facetas
S

Linhas de rio de clivagem que


emanam da partícula

“Dimples”
Dimples” = Avé
Avéolos

Propagaç
Propagação de trinca de
clivagem por fratura dú
dúctil
Ensaio de impacto: Charpy

Os resultados de impacto das três séries de CDPs :

• Em altas temperaturas, as amostras


longitudinais do casco tem melhor propriedade
que as transversais;
• Em baixa temperatura, as amostras
longitudinais e transversais tem a mesma
energia de impacto;
• A temperatura de transição dúctil-frágil
• para energia de impacto de 20J é de -27°C
(ASTM A 36), 32°C (casco longitudinal) e 56
°C (casco transversal);
• Durante a colisão, a temperatura da água do
mar era de -2oC.
Ensaio de impacto: Charpy

• Esta forma de mensurar as mudanças


de tenacidade com a temperatura
consiste em se avaliar o aspecto da
fratura em termos de fração de área
fibrosa (dúctil) em relação ao total da área
transversal do CDP.

• Utilizando-se como referência o valor de


50 % de fratura fibrosa, as temperaturas
de transição para cada amostra testada
seriam de: -3 °C (para ASTM A36), 49 °C
(casco longitudinal) e 59 °C (casco
transversal).
Consideraç
Considerações finais

Fatores que contribuíram para o evento do naufrágio do TITANIC:

• Ângulo de impacto que


propiciou aberturas em
vários compartimentos do
navio;
• Alta velocidade de
navegação;
• Aço com grande tendência
ao comportamento frágil
daquela época;