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1- Quem foi Louis Lavelle ?

2-Movimento Filosófico?
3- Recuperação da metafísica e a ideia que perpassa toda a sua filosofia:A experiência
do eu no Ser.
4- O que é essa Ontologia Lavelliana ?
Etimologicamente: Ser – Onto ; Logos – Sentido , Razão. O estudo do Ser pressupõe
tudo àquilo que é real, isto é, na incontornável dimensão da existência. Portanto,estudar
o Ser,fazer ontologia é, justamente, se perguntar sobre essa dimensão da existência das
coisas.
Então ,como o Lavelle vai fazer a sua ontologia? Ou o que é o Ser para o Lavelle ?
O Ser não é somente um conceito ( explicar ), mas é algo concreto ( explicar), por essa
razão, o ser é uma fonte que ilumina todas Às coisas , que está latente(explicar) a elas.
Ou seja, essa ontologia Lavelliana, recupera a metafísica, dando respostas diferentes à
filosofia de Kant ou Husserl, por exemplo. Se em Kant,existem categorias do
entendimento, pertencentes ao sujeito transcendental, que são as condições de
possibilidades para qualquer conhecimento , e se , em Husserl , as coisas mesmas são
apreendidas como Eidos carregados com intencionalidade no interior de uma
consciência, para Lavelle, as categorias kantianas, ou as Eidos apreendidas na
fenomenologia , estão inseridas e derivam desse Ser, desse concreto. Em outras
palavras, é o Ser que é a condição de possibilidade para qualquer conhecimento.
Conceito:Conceptum , Con = Junto ; Ceptum = Agarrar . Seria apreender e agarrar
junto os nexos lógicos e os nexos reais de algo e , transforma-lo em conceito.
Concreto: concresco ou concretum Con = Junto ; Cresco : A ideia de crescer, nascer ou
derivar. Outra ideia é de uma agregação de partes,um todo condensado , junto, de onde
as coisas derivam.
Latente: Particípio de Lateo. Tem o sentido não só de estar oculto, mas de estar a
espreita, escondido de forma segura.
5- O esforço de conhecimento se dá por um reconhecimento por presença das coisas no
interior do Ser. Mas o que é presença ?
Pode-se , em um primeiro momento, entender a presença como “algo há”,mas
etimologicamente , praesentia , é em frente à vista, algo que impressiona, que marca,
portanto , essa busca da presença do ser é um esforço de tornar “visível” realidades
contidas no Ser. É um esforço de atualização: um diálogo com o Ser. Portanto, esse
esforço é um estar atento, é um se fazer também presente no ser( visto , ouvido),para
assim intuir essas realidades. Lavelle diria que foi por esse processo que Descartes
chegou à certeza do Cogito. Ele intui o seu Eu , na medida que o seu Eu se torna
presente , isto é , ele trás essa presença “o eu” ,para o aqui e agora – e o marca.
Se pararmos para pensar ,todos os dados intencionais da minha consciência,como
descritos pela fenomenologia, todos os dados que eu penso, só podem encontrar a sua
existência nessa realidade concreta: O Ser.
6 – Participação:
Então, passando para o próximo conceito, há uma atividade que é exercida no interior
do Ser, por meio da minha consciência.
Essa atividade é ,para Lavelle, entendida como um ato denominado de: Participação.
Bom , a participação é ,por excelência um ato de presença. É nesse ato que se
clareia a existência do meu próprio “eu” no seio do Ser. A participação não é só um ato
de iniciativa de apreensão e percepção das coisas nesse voltar da minha atenção
espiritual para o aqui e agora , mas é um tomar posse da Luz mesma do Ser, é um
clarear – e esse é o movimento próprio da nossa inteligência, que parece sempre estar
saindo do turvo, obtuso, e indo em direção ao claro,evidente.
Mas se a participação é um ato de apreensão das coisas no seio do Ser, ela é,
também, um ato de recolhimento de perspectivas finitas do Ser. Se eu fizer um paralelo
com Bergson vocês vão entender:
Bergson diz que as atividades da nossa consciência possuem uma certa “duração”. Essa
duração não é igual do tempo físico, a do relógio, que você pode marcar e contar. A
duração ,como uma experiência da consciência, é um tempo de uma atividade real
vivida,isto é, de uma atividade mesma do espírito.Então,se eu penso quanto tempo eu
levei para chegar à Uerj e respondo “ 2 horas “, eu estou falando do tempo físico,
mensurável. Mas se eu penso no tempo como duração, ou seja, relembrando os
pensamentos que eu tive, as memórias que vieram à minha cabeça enquanto eu vinha
pra Uerj, eu estou pensando nesse tempo da dimensão do espírito – e por isso há esse
estranhamento do físico com o espiritual ( nossa passou tão rápido ), ( demorou muito
para chegar ).
Bom, o que o Lavelle diria para Bergson, é que essa atividade de duração da
consciência , é a participação viva do nosso eu no interior do Ser e extraindo
experiências e perspectivas finitas dele.
O interessante é que, se formos fazer uma interpretação lavelliana do ato da leitura,
podemos reconhece-la como uma atividade espiritual que é , por excelência, um ato de
participação que tenta atualizar todos os atos de participação percorridos por outra
pessoa, o autor no caso, então, quando lemos, estamos tentando trazer à luz perspectivas
extraídas por um ato vivo de participação no interior do Ser.