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CADERNOS DO PPGSD 2014

2014/1

Coordenação:
Wilson Madeira Filho - coordenador
Napoleão Miranda – vice-coordenador

Endereço:
Universidade Federal Fluminense
Instituto de Ciências Humanas e Filosofia
Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Direito
Avenida Marcos Valdemar Reis, s/n – Campus do Gragoatá
Bloco O, 3º andar, Niterói – RJ
Cep: 24210-340
Tel: 2629-2869 (atendimento com Conti, de 13 às 18h)

1º SEMESTRE LETIVO DE 2014


03 DE FEVEREIRO À 13 DE JUNHO

1
LINHAS DE PESQUISA/CORPO DOCENTE

Relações de trabalho, direitos sociais e instituições - As articulações entre instituições, direitos


sociais e relações de trabalho estão presentes em teorizações e estratégias sociopolíticas
diferenciadas que disputam construções múltiplas (políticas, jurídicas, sociais etc.) buscando uma
organicidade (sentido) para essas ações (falas e atos). As configurações assumidas pelas
instituições, direitos sociais e relações de trabalho bem como suas articulações são objeto de
estudo da presente linha de pesquisa voltada para questões teóricas e empíricas desse universo de
maneira a analisar as opções conceituais e materiais que se apresentam no mundo contemporâneo.
→ Professores Permanentes: Ivan da Costa Alemão Ferreira, Joaquim Leonel de Rezende
Alvim, Luiz Antonio Cardoso da Silva, Pedro Heitor Barros Geraldo, Roberto da Silva Fragale
Filho.
Colaboradores: Marília Salles Falci Medeiros e Maurício Vieira Martins.

Acesso à justiça e crítica das instituições político-jurídicas - Partindo-se da premissa de que a


busca de um fim justo pressupõe a construção de um meio justo, examina-se a qualidade da
prestação jurisdicional brasileira sob o enfoque do modelo constitucional de processo nas esferas
administrativa e judicial, privilegiando-se o debate das contradições entre direitos individuais e
direitos coletivos, o conflito de poderes envolvendo a efetivação de direitos fundamentais no
campo das reformas processuais civis. Paralelamente ao aperfeiçoamento das práticas processuais
no âmbito das instituições públicas (Ministério Público, Defensoria Pública, Advocacia Pública
etc.), propõe-se a construção de uma cidadania processual independente do Poder Público através
de meios alternativos de resolução de conflitos.
→ Professores Permanentes: Delton Ricardo Soares Meirelles, Edson Alvise Neves, Fernando
Gama de Miranda Netto, Ricardo Perlingeiro Mendes da Silva.

Teoria social e cultura contemporânea – Esta linha de pesquisa concentra estudos em teoria
social, examinando as relações entre as questões produzidas nos diversos campos disciplinares das
Ciências Sociais e Humanas, com seus rebatimentos nas Ciências Jurídicas. Dentre as temáticas
abordadas estarão as teorias sociológicas clássicas e contemporâneas, a cultura jurídica, o
pensamento social no Brasil, os textos literários e visuais, a relação entre a dinâmica social e a
cultura, e temas emergentes da sociedade brasileira.
→ Professores Permanentes: Carlos Eduardo Machado Fialho, Carmen Lucia Felgueiras, Luis
Carlos Fridman, Marcelo Pereira de Mello,
Colaboradoras: Daisy Stepansky Valmórbida, Márcia Cavendish Wanderley.

Direitos humanos, justiça social e cidadania - Estudar os direitos humanos, a justiça social e a
cidadania enfocando a questão da igualdade e a ausência, na sociedade brasileira, de uma cultura
sedimentada de valores de justiça, solidariedade e direitos. No atual processo histórico, em que se
verifica a colonização da economia sobre outras esferas, torna-se necessária a reflexão sobre a
justiça social. A linha de pesquisa dá ênfase à questão da desigualdade para uma reflexão sobre a
democracia, a cidadania e o direito. Muitas das questões teóricas e práticas, que são objeto de
discussão dos direitos humanos, podem contribuir para o debate nos planos da Filosofia do
Direito, da Ética e da Política, bem como na elaboração de planos e estratégias para uma
sociedade menos injusta.

2
→ Professores Permanentes: Gabriel Rached, Gilvan Luiz Hansen, Gizlene Neder, Letícia
Helena Medeiros Veloso, Luiz Antonio Cunha Ribeiro, Marcus Fabiano Gonçalves, Maria Alice
Chaves Nunes Costa.
Colaborador: José Fernando de Castro Farias

Conflitos socioambientais, rurais e urbanos - Os conflitos permeiam os usos e processos de


decisão (planejamento, legislação e gestão) sobre os territórios urbanos e rurais. Em sociedades
economicamente desiguais, instituições e mecanismos jurídico-políticos tanto são arenas
democráticas de gestão e solução de conflitos e de remediação de danos quanto são instrumentos
operantes da desigualdade. Os conflitos sócio-ambientais enfocam não apenas as disputas sobre
usos, posse, propriedade, planejamento e gestão de territórios urbanos e rurais, como também as
implicações sobre a qualidade e os modos de vida de seus habitantes. As políticas de
desenvolvimento econômico efetivadas no Brasil tem destinado a maior parte dos seus danos
sociais, econômicos e ambientais a grupos sociais vulneráveis (trabalhadores urbanos e rurais,
populações de baixa renda, comunidades tradicionais, segmentos raciais discriminados) e os
compelido a deslocarem-se, enquanto que os danos ambientais sistêmicos também não são
previstos nem remediados. A linha de pesquisa sobre os conflitos sócio-ambientais enfoca o meio
urbano e o meio rural e os instrumentos de planejamento, legislação e gestão dos territórios, tendo
como quadro de referência os direitos amplos de cidadania e de participação dos movimentos
sociais.
→ Professores: Ana Maria Motta Ribeiro, Napoleão Miranda, Ronaldo Joaquim da Silveira
Lobão, Selene de Souza Carvalho Herculano dos Santos, Valter Lúcio de Oliveira, Wilson
Madeira Filho.

3
Contatos dos professores:

Ana Maria Motta Ribeiro anamotta26@hotmail.com


Carlos Eduardo Machado Fialho carlosfialho@uol.com.br
Carmem Lúcia Tavares Felgueiras carmen.uff@hotmail.com
Christian Edward Cyril Lynch clynch3@hotmail.com
Daizy Valmorbida Stepansky daizystepansky@terra.com.br
Delton Ricardo Soares Meirelles deltonmeirelles@ig.com.br
Edson Alvisi Neves ealvisi@ig.com.br
Fernando Gama de Miranda Netto fernandojuris@yahoo.com.br
Gabriel Rached gabrielrached@gmail.com
Gilvan Luiz Hansen glhansen@oi.com.br
Gizlene Neder gizlene@superig.com.br
Ivan da Costa Alemão Ferreira ivanalemao@terra.com.br
Joaquim Leonel de Rezende Alvim alvimleonel@terra.com.br
José Fernando de Castro Farias jffarias@terra.com.br
Letícia Helena Medeiros Veloso lveloso.uff@gmail.com
Luis Antonio Cardoso da Silva luemar@domain.com.br
Luis Antonio Cunha Ribeiro advogados@superig.com.br
Luis Carlos Fridman lcfridman@bighost.com.br
Marcelo Pereira de Mello mpmello@unisys.com.br
Márcia Cavendish Wanderley marciacw@centroin.com.br
Marcus Fabiano Gonçalves marcusfabiano@terra.com.br
Maria Alice Chaves Nunes Costa alicecosta.rj@uol.com.br
Marília Salles Falci Medeiros marilia.mf@uol.com.br
Maurício Mello Vieira Martins mvm@unisys.com.br
Napoleão Miranda napomiranda@uol.com.br
Pedro Heitor Barros Geraldo pedroheitorbg@yahoo.com.br
Ricardo Perlingeiro Mendes da Silva r.perlingeiro@terra.com.br
Roberto da Silva Fragale Filho fragale@alternex.com.br
Ronaldo Joaquim da Silveira Lobão ronaldolobao@yahoo.com.br
Selene de Souza Carvalho Herculano
dos Santos selene@vm.uff.br
Valter Lúcio de Oliveira valterlu@yahoo.com.br
Wilson Madeira Filho wilsonmadeirafilho@hotmail.com

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Quadro de Horários para o 1o Semestre de 2014
Horário
Código Disciplina 2a 3a 4a 5a 6a Professor/ Sala
créditos
OBRIGATÓRIAS PARA O MESTRADO
ESD 00.020 Teoria do Direito 9/13 Joaquim A1
Leonel de
Rezende
Alvim e
José
Fernando
de Castro
Farias
ESD 00.021 Teoria Sociológica 13/17 Napoleão 303
Miranda e
Selene
Herculano
ESD 00.022 Metodologia Científica 10/14 Letícia 303
Veloso
ESD 00.056 Estágio Docência vários
ESD 00.057 Defesa de Projeto de vários
Dissertação
ESD 00.058 Orientação e Preparo de vários
Dissertação
OPTATIVAS (MESTRADO E DOUTORADO)
ESD 00.245 DIREITOS HUMANOS E 9/12 Gilvan A1
SOCIEDADE I: DIREITO Hansen
E ANTROPOLOGIA
ESD 00.024 TRABALHO E 10/13 Roberto 303
EXCLUSÃO SOCIAL II: Fragale
SOCIOLOGIA DAS
PROFISSÕES – O CASO
DA ADVOCACIA
ESD.00.246 DIREITOS HUMANOS E 10/13 Maria Alice 303
SOCIEDADE II: AS Chaves
VARIEDADES DA Nunes
DEMOCRACIA – Costa
GOVERNANÇA
POLÍTICA E
RESPONSABILIDADE
SOCIAL NO BRASIL
CONTEMPORÂNEO
ESD.00.249 CONFLITOS 13/16 Valter 303
SOCIOAMBIENTAIS E Lúcio de
URBANOS I: Oliveira
SOCIOLOGIA DOS
PROCESSOS SOCIAIS
RURAIS
ESD.00250 CONFLITOS 17/20 Wilson 303
SOCIOAMBIENTAIS E Madeira
URBANOS II: REVENDO Filho
MATRIZES DA JUSTIÇA
AMBIENTAL
PPGDC TEORIA GERAL DO 08/12 Marcus PPGDC/ FD
DIREITO : Hermenêutica Fabiano
e Sentimentos Morais Na
Teoria Geral Do Direito
PRATICAS DE PESQUISA (para orientandos e coorientandos)
ESD 00.052 Prática de Pesquisa I 15/18 Gilvan Nupij
Hansen

5
ESD.00.053 Prática de Pesquisa II 8/11 Delton Lafep
Meirelles
ESD 00.054 Prática de pesquisa III 13/16 Fernando Lafep
Gama
ESD 00.053 Prática de Pesquisa II: 14/17 Ana Motta 414
"Traduzindo o marxismo
inglês"
ESD 00.052 Prática de Pesquisa I 15/18 Luis 303
Antonio
Cardoso
ESD.00.052 Prática de Pesquisa I 9/12 Leonel Nupij
Alvim
OBRIGATÓRIAS PARA O DOUTORADO
ESD.00.221 Epistemologia e Pesquisa 16/20 Marcelo 303
dos Fenômenos Sócio- Pereira de
Jurídicos I Mello
ESD 00.056 Estágio Docência vários
ESD 00.238 Qualificação de Tese vários
ESD 00.232 Orientação de Tese vários
ESD 00.239 Defesa de Tese vários
Salas: 303 e 414, Bloco O, campus do Gragoatá; A1 – Térreo do prédio clássico da Faculdade de Direito;
Nupij e Lafep – segundo andar do prédio clássico da Faculdade de Direito

6
UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE – UFF

PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM SOCIOLOGIA E


DIREITO – PPGSD

TEORIA DO DIREITO Professores:

Joaquim Leonel de Rezende


Código da disciplina: ESD 00.020 Alvim,
Quintas-feiras, das 9h às 13h alvimleonel@terra.com.br
Carga horária: 60 horas (4 créditos)
José Fernando de Castro
Farias
jffarias@terra.com.br

1ª aula: Apresentação do programa (José Fernando e Leonel)

2ª aula: Modernidade e Direito (Leonel)

HABERMAS, Jürgen. Direito e democracia. Volumes II. Rio de Janeiro: Ed. Tempo Brasileiro,
1997, pp. 230/240.

3 ª aula: Sistema, autopiesis e direito em Luhmann (Leonel)

AMADO, Juan Antonio Garcia. “A sociedade e o direito na obra de Niklas Luhmann.” In:
ARNAUD, A. J. e LOPES JR, D. Niklas Luhmann: do sistema social à sociologia jurídica. Rio
de Janeiro: Lumen Juris, 2004. Seminário: LUHMANN, Niklas. Sociologia do direito. Volumes
I e II. Rio de Janeiro: Ed. Tempo Brasileiro, 1983 e 1985, pp. 45/53 e 167/181 (Vol. I) e pp. 7/17
(Vol. II).

4ª aula: Razão, discurso e procedimento em Habermas (Leonel)

ALVIM, Joaquim Leonel de Rezende. "O modelo do direito procedimental-discursivo em Jurgen


Habermas" In: Confluências / Revista do PPGSD/UFF. no. 5, julho de 2006, Ed. PPGSD/UFF,
Niterói. Seminário: HABERMAS, Jürgen. Direito e democracia. Volumes I e II. Rio de Janeiro:
Ed. Tempo Brasileiro, 1997, pp. 48/63 e 154/168 (Vol. I) e pp. 221/247 (Vol. II).

5ª aula: A interlocução de Marcelo Neves com Luhmann e Habermas (Leonel)

NEVES, Marcelo: Entre Têmis e Leviatã: uma relação difícil. São Paulo: Martins Fontes, 2006,
pp. 215/258 Seminário: NEVES, Marcelo: Entre Têmis e Leviatã: uma relação difícil. São
Paulo: Martins Fontes, 2006, pp. 123/213

6ª aula: A teoria crítica do movimento crítico do direito na França. (Leonel)

7
MIAILLE, Michel. Introdução crítica ao direito. Lisboa: Ed. Estampa, 1994, pp.
63/84.Seminário: MIAILLE, Michel. Introdução crítica ao direito. Lisboa: Ed. Estampa, 1994,
pp. 84/103.

7ª aula: O impacto do movimento crítico do direito no Brasil (Leonel)

ALVIM, Joaquim Leonel de Rezende e FRAGALE, Roberto. “O movimento <<critique du


droit>> e seu impacto no Brasil” – Revista Direito GV, v. 3 no. 2 – jul/dez 2007. São Paulo/Rio
de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas Seminário: WARAT, Luis Alberto. Introdução geral ao
direito: a epistemologia jurídica da modernidade. Porto Alegre: Sérgio Fabris, 2002, Capítulo
Teoria crítica do direito e as condições de possibilidade da ciência jurídica, pp. 345/364

8ª aula: O positivismo jurídico de Hans Kelsen. (José Fernando)

KELSEN, Hans. Teoria Pura do Direito. Tradução de João Batista Machado. São Paulo: Martins
Fontes, 2006, pp. 1-25, pp.79-119, pp.215-249, pp.387-397.

TROPER, Michel. “Un système pur du droit: le positivism de H. Kelsen”, in: La Force du Droit.
Panorama des Débats Contemporains. Pierre Bouretz (dir.). Paris: Esprit, 1991, pp.117-137.

9ª aula: O positivismo jurídico de Herbert L. A. Hart. (José Fernando)

HART, H. L. A. O Conceito de Direito. Tradução de A. Ribeiro Mendes. Lisboa: Fundação

Calouste Gulbenkian, 1986. Capítulos I, II, V, VI e VII.

10ª aula e 11ª aula:- A teoria do direito de Ronald Dworkin (2 sessões). (José Fernando)

DWORKIN, Ronald. Levando os Direitos a Sério. São Paulo: Martins Fontes, 2002. Introdução,
capítulos 1, 2, 3 e 4.

DWORKIN, Ronald. Uma Questão de Princípio. São Paulo: Martins Fontes, 2000, parte dois.

DWORKIN, Ronald. O Império do Direito. São Paulo: Martins Fontes, 1999. Capítulos, I, II e VI.

12ª aula:- A teoria da justiça de John Rawls. (José Fernando)

RAWLS, John. Uma Teoria da Justiça. Tradução de Almiro Pisetta e Lenita M. R. Esteves.

São Paulo: Martins Fontes, 2000. Capítulos I, II, III e V.

Bibliografia complementar:

FARIAS, José Fernando de Castro. Ética, Política e Direito. Rio de Janeiro: Lumen Juris,

2004, pp. 39-50, pp. 144-153.

KUKATHAS, Chadran e PETTIT, Philip. Rawls: Uma Teoria da Justiça e seus Críticos.

Lisboa: Gradiva, 1995.

8
13ª aula: Teoria da argumentação jurídica de Chaïm Perelman. (José Fernando)

PERELMAN, Chaïm. Lógica Jurídica: nova Retórica. Tradução de Verginia K. Pupi. São

Paulo: Martins Fontes, 2000, pp.1-243.

PERELMAN, Chaïm. Chaïm e OLBRECHTS-TYTECA, Lucie. Tratado da Argumentação. A


Nova Retórica. Tradução de Maria Ermantina Galvão. São Paulo: Martins Fontes, 2000. Primeira
parte, pp. 15-70.

Bibliografia complementar:

ATIENZA, Manuel. As Razões do Direito. Teorias da Argumentação Jurídica. São Paulo: Landy,
2000, pp. 81-132.

14ª aula: Teoria da argumentação jurídica de Robert Alexy. (José Fernando)

ALEXY, Robert. Teoria da Argumentação Jurídica. Tradução de Zilda Hutchinson Schild Silva.
São Paulo: Landy, 2001, pp. 17-43, pp. 211-291.

15ª aula: Fechamento do curso. (José Fernando e Leonel)

9
UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE – UFF

PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM SOCIOLOGIA E


DIREITO – PPGSD

TEORIA SOCIOLÒGICA Professores:

Napoleão Miranda
Código da disciplina: ESD 00.021 napomiranda@uol.com.br
Quartas-feiras, de 13h às 17h
Selene Herculano
Carga Horária: 60hs, 4 créditos selene@vm.uff.br

Objetivos do curso: ambientar o aluno vindo de outras disciplinas com os principais autores,
conceitos e perspectivas sociológicas, traçando linhas de continuidade temática entre clássicos e
contemporâneos, da seguinte forma:
1. Apresentar ao aluno textos seminais dos autores clássicos e textos de autores
contemporâneos acerca da atualidade desses clássicos.
2. Apresentar correntes da sociologia contemporânea e seus autores.
3. Apresentar temas seminais da sociologia contemporânea e principais linhas da sociologia
brasileira.
Metodologia: sessões de debate com base na leitura dos textos designados
Avaliação final: resposta a questões propostas pelos professores ao final do período (9 pts);
presença com participação de qualidade em sala de aula (1 pt).
Programação: de 21/11/12 a 20/3/13 (sem aulas no recesso de Natal e nos dias 2/1 e 13/2)

- TEMÁTICA CLÁSSICA:

Primeira aula (21/11) - Introdução à Teoria Sociológica: contexto histórico e enfoques


metodológicos: uma comparação dos objetos, métodos e eixos teóricos em Durkheim, Marx e
Weber. Apresentação geral.
LAHIRE, B. Para que sirve la sociologia? Buenos Aires: Siglo XXI, 2006, Introdução e capítulos
1 e 3, pgs. 9-62 e 89-100.
GIDDENS, A. Em defesa da Sociologia, São Paulo, UNESP, 2001, Introdução, pg.11-20.

Segunda aula: Durkheim: moral e solidariedade (28/11)


DURKHEIM, Emile. A moral profissional (1ª a 3ª lições); A moral cívica: Estado e indivíduo (4ª
a 6ª lições); Deveres gerais, independentes de todo grupo social (10ª lição). Lições de Sociologia.
Sâo Paulo: T.A.Queiroz/EDUSP, 1983, pp 1 a 69 e 99 a 108.
DURKHEIM, E. Sociologia, J.A. Rodrigues (org.). São Paulo: Ática, 1984, Parte II, capítulos 5 a
10, os. 73 a 108
FILLOUX, J. Introdução, in, E. Durkheim, A Ciência Social e a ação, São Paulo, Difel,1975, pg.
7-67.

10
Terceira aula: MARX (5/12)
MARX, K. Trabalho Assalariado e Capital. Diversas edições
MARX, Karl. Prefácio à Contribuição à Crítica da Economia Política. Diversas edições
MARX & ENGELS- O Manifesto Comunista, diversas edições
ENGELS, Friedrich. Do socialismo utópico ao socialismo científico. Diversas edições

Quarta e quinta aulas: Weber: aspectos da racionalidade moderna: cidade, burocracia,


ética religiosa, capitalismo político e patrimonialismo. (12/12 e1 9/12)
WEBER, Max. Economia e sociedade. Brasília: Editora da UNB, 2009. Vol 2, pg. 465-482.
WEBER, Max. Os três tipos puros da dominação legítima, in, WEBER. Coleção Grandes
Cientistas Sociais, São Paulo, Editora Ática, pg. 128-141.
WEBER, Max. A burocracia. In: From Max Weber – ensaios de sociologia. Hans Gerth &
Wright Mills (orgs.). Rio de Janeiro: Zahar, 1974, pp 229 – 282. (Excertos de Economia e
Sociedade)
WEBER, Max. A ética protestante e o espírito do capitalismo: Introdução e Capítulo 2: O espírito
do capitalismo. São Paulo, Livraria Pioneira Editora, 4 edição, pgs. 1-15 e 28-51.
WEBER, Max. A objetividade do conhecimento nas ciências sociais. Capítulo da coletânea
“Weber”. São Paulo: Ática, 1989, p 79-127
Weber, Max. A psicologia social das religiões mundiais. In: From Max Weber – ensaios de
sociologia. Hans Gerth & Wright Mills (orgs.). Rio de Janeiro: Zahar, 1974, pp. 309 – 346.
(Excertos de Economia e Sociedade)
Sobre Weber:
COHN, G. Introdução a Weber Na coletânea “Weber”. São Paulo: Ática, pg. 7-34.
SCHLUCHTER, W. Politeísmo de valores. IN: A atualidade de Weber, Jessé de Souza (org).
Brasília: UnB, 2000 , p 13-48

Sexta aula: SIMMEL – aspectos da modernidade: cidade, individualismo, a mulher (9/1)


SIMMEL, Georg. Philosophie de La modernité. Paris: Payot, 1989. V. La ville; l’individualisme
moderne (pp. 233 - 304); La femme; la culture féminine; la coquetterie (p 69 – 232)
SIMMEL, G. Questões fundamentais de sociologia. Rio: Jorge Zahar Ed., 2006, capítulo 2: o
nível social e o nível individual, p. 39 a 58.
Sobre Simmel:
SOUZA, Jessé e OELZE, B. Simmel e a modernidade. Introdução e parte 1, pgs. 9-20, 23-40,107-
119, 159-168.

- TEMÁTICA CONTEMPORÂNEA:

Sétima aula: Funcionalismo, ação e sistema: a escola funcionalista de Talcott Parsons (16/1)
PARSONS, Talcott. The social system. New York: Macmillan, 1964 (1951): the action frame of
reference and the general theory of action systems: culture, personality and the place of social
systems (p. 3 – 23).
PARSONS, T. La Estructura de La Acción Social, Madrid, Ediciones Guadarrama, Vol.1, Cap. 1.
Pg. 35-80.
MERTON, Robert. Sociologia – teoria e estrutura. São Paulo: Mestre Jou, 1970 (1949). Capítulo
II – Sobre as teorias sociológicas de médio alcance (pp. 51 – 83); Capítulo III – Funções
manifestas e latentes (PP. 85 – 152); Capítulo VI – Estrutura social e anomia (pp 203 – 234).
Sobre o funcionalismo:
DOMINGUES, José Mauricio. A sociologia de Talcott Parsons. Niterói: Eduff, 2001. Caps. 1-3: a
teoria voluntarista da ação; interação, sistema e função e a apoteose do funcionalismo (p. 15 – 84)

11
GIDDENS, A. Funcionalismo: après la lutte. Em defesa da sociologia. São Paulo, UNESP, pg.
115-149.

Oitava aula: a Escola de Chicago: ecologia humana e cartografia social (23/1)


COULON, A. A Escola de Chicago. Campinas: Papirus, 1995.
BECKER, H. Uma teoria da ação coletiva. Rio: Zahar, 1977. Introdução (9-36) e Capítulos:
marginais e desviantes, tipos de desvio, as regras e sua imposição, os empresários morais (p 53-
121).
BECKER, H. A Escola de Chicago. Revista Mana vol.2 no.2 Rio de Janeiro Oct. 1996
http://dx.doi.org/10.1590/S0104-93131996000200008

VALLADARES, Lícia do Prado (Org.). A Escola de Chicago – impacto de uma tradição no


Brasil e na França. Belo Horizonte: Editora UFMG; Rio de Janeiro: IUPERJ, 2005.Conteúdo: A
Escola de Chicago ontem e hoje, por Juarez R. Brandão Lopes (p 23-51) ; Reflexões sobre a
Escola de Chicago, por Gilberto Velho (p 53-68); A respeito do bom uso da Escola de Chicago,
por Isaac Joseph (94-128)

Nona aula: a teoria crítica da escola de Frankfurt. (30/1)


ADORNO, Theodor & HORKHEIMER, Max. Dialética do esclarecimento. Rio de Janeiro: Jorge
Zahar Editor, 1985 (1944). O conceito de Esclarecimento; Ulisses ou o Mito e o Esclarecimento;
A indústria cultural: o Esclarecimento como mistificação das massas. Pp. 19 – 80 e 113 – 156.

Sobre a Escola de Frankfurt:

FREITAG, Barbara. A teoria crítica ontem e hoje. São Paulo: Brasiliense, 1986.

REESE-SCHAFER, W. Compreender Habermas. Petrópolis: Vozes, 2009. Introdução (p. 9 a 21)


e capítulos 1-3 (pg. 22 a 63; 83 a 105), e cap. 7 (123 a 133)

SLATER, Phil. Origem e significado da Escola de Frankfurt – uma perspectiva marxista. Rio de
Janeiro: Zahar, 1978 (1976). Capítulos: A parte histórica (Parte 1: a tradição pré-Horkheimer p.
15-33) e o capítulo 2: A teoria crítica da sociedade: a crítica materialista histórica da ideologia p.
49 – 86).

Décima aula: a sociologia fenomenológica (6/2)

BERGER, P & LUCKMAN. A construção social da realidade. Petrópolis, Ed. Vozes, 1999, pg.
35-171.

SCHUTZ, Alfred. Fenomenologia e relações sociais. Helmut R. Wagner (org.). Rio de Janeiro:
Zahar, 1979. Partes I e II: fundamentos da fenomenologia e o cenário cognitivo do mundo da vida
(meios sociais de orientação, sistema de signos, tipificações e zonas de relevância, p. 33 -122.

GOFFMAN, Erving. Manicômios, prisões e conventos. São Paulo: Perspectiva, 1996 (1961). As
características das instituições totais (p 13 – 108).

Sobre a sociologia fenomenológica:

GIDDENS, A. Política, sociologia e teoria social, capítulo 8, pgs. 283-296.

Décima-primeira aula: a vida cotidiana (20/2)

12
GOFFMAN, Erving. A representação do Eu na vida cotidiana. Petrópolis: Vozes, 1999 (1959)
MARTINS, José de Souza. A sociabilidade do homem simples – cotidiano e história na
modernidade anômala. São Paulo: Hucitec, 2000 (capítulos 2 e 4 – o senso comum e a vida
cotidiana; apontamentos sobre vida cotidiana e História)
LEFEBVRE, Henri. A vida cotidiana no mundo moderno. São Paulo: Ática, 1991 (1968).
Capítulo IV – Terrorismo e cotidianidade (pp. 154 – 204).
BECK, Ulrick. Sobre el Terrorismo y la Guerra. Barcelona, Paidós, 2003., pg. 13-35.
BORRADORI, Giovanna. Filosofia em Tempo de Terror. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor,
2004, pg. 37-56.
Sobre a vida cotidiana:
TEDESCO, João Carlos: Paradigmas do cotidiano. Santa Cruz do Sul: Edunisc, 1999. Parte II: as
teorias que problematizam o cotidiano: o interacionismo simbólico, a etnometodologia, o
presentismo formista de Maffesoli, o cotidiano na vertente marxista (p 69- 198)
HERCULANO, S. A vida cotidiana sob o olhar sociológico: Selene Herculano, em
www.professores.uff.br/seleneherculano/textos

Décima-segunda aula: Bourdieu (27/2)


BOURDIEU, Pierre. O poder simbólico. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2004. Capítulos: 1-
Sobre o poder simbólico, 2 - Introdução a uma sociologia reflexiva, 6- Espaço Social e gênese das
classes 8- A força do Direito – elementos para uma sociologia do campo jurídico.

BOURDIEU, Pierre (Coord.). A miséria do mundo, Petrópolis: Vozes, 1998. Compreender, pp.
693 - 711.

BOURDIEU, Pierre. Os usos sociais da ciência. Minha edição é em francês, mas tem em
português. (Sobre a noção de campo, capital cultural etc.)

Décima terceira a décima-quinta aulas: a definir com os alunos (6/2 a 20/3)


Fazer pesquisa inicial com os alunos sobre seus temas para as dissertações, e/ou focar os temas
religião; gênero; violência; nacionalismos (identidades de resistência)

TEXTOS GERAIS DE APOIO:


ANPOCS: Horizontes das ciências sociais no Brasil. Carlos Benedito Martins (coord. geral )e
Heloísa T. de Souza Martins (coord. de área). São Paulo: ANPOCS, 2010.
GIDDENS, Anthony. Capitalismo e Moderna Teoria Social, Lisboa, Editorial Presença, 2000.
GIDDENS, Anthony et al. Teoria Social Hoje. São Paulo, Ed. UNESP. 1996.
ARON, Raymond. Etapas do Pensamento Sociológico. São Paulo. Editora Martins Fontes, 1990.
Artigos diversos sobre o Manifesto Comunista hoje – ver coletâneas O Manifesto Comunista
150 anos depois. C.N. Coutinho et al. Rio de Janeiro: Contraponto e São Paulo:Perseu Abramo,
1998. E O Manifesto Comunista Hoje. São Paulo: Xamã, 1999. (Evento do Depto História da
USP)
BAUMAN, Zygmunt & MAY, Tim. Aprendendo a pensar com a sociologia. Rio de Janeiro:
Zahar, 2010 (1990). Introdução: a sociologia como disciplina; cap 1: alguém com os outros.
BAUMAN, Zygmunt. Por uma Sociologia crítica – um ensaio sobre senso comum e participação.
Rio de Janeiro: Zahar, 1977 (1976)
BOTTOMORE, Tom & NISBET, Robert. História da análise sociológica. Rio de Janeiro: Zahar,
1980 (1978)
BOTTOMORE, Tom. Introdução à Sociologia. Rio de Janeiro: Zahar, 1970 (1962)
CASTRO, Anna Maria & DIAS, Edmundo F. Introdução ao pensamento sociológico. Rio de
Janeiro: Eldorado, 1980.

13
CORCUFF, Philippe. As novas sociologias. Bauru: Edusc, 2001.
COULSON, Margaret A. & RIDDELL, David S. Introdução crítica à Sociologia. Rio de Janeiro:
Zahar, 1975 (1971)
ENGELS, F. (A situação da classe trabalhadora na Inglaterra. São Paulo: Boitempo, 2010 (1845):
As grandes cidades (pp 67 – 116); Resultados (pp. 135 – 171); A atitude da burguesia em face do
proletariado (pp. 307 – 328)
HERCULANO, Selene. Em busca da boa sociedade. Niterói: Eduff, 2006. Disponível para
download gratuito no site da Eduff.
LEFEBVRE, H. O pensamento marxista e a cidade. Póvoa de Varzim: Editora Ulisseia, 1972.
(Ver edição brasileira em A cidade do capital. Rio: DP&A Ed, 2001)
SKIDMORE, William. Pensamento teórico em Sociologia. Rio de Janeiro: Zahar, 1976 (1975)

14
UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE – UFF

PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM SOCIOLOGIA E


DIREITO – PPGSD
Professora:
METODOLOGIA CIENTÍFICA
Letícia Veloso,
Código da disciplina: ESD 00022 lveloso.uff@gmail.com
Sextas-feiras, de 10h às 14h
Carga Horária: 60hs, 4 créditos

Ainda sem programa

15
UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE – UFF

PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM SOCIOLOGIA E


DIREITO – PPGSD

ESTÁGIO DOCÊNCIA Professores:

Código da disciplina: ESD 00056 Bolsista ou voluntário, sob a


coordenação de seu orientador
Carga Horária: 60h, 4 créditos

REGULAMENTO DO PROGRAMA DE
PÓS-GRADUAÇÃO EM SOCIOLOGIA E DIREITO

CAPÍTULO II
Da Regulamentação do Estágio Docência

Art. 31 - O Estágio Docência deverá atender a finalidade de ensino, extensão e pesquisa estritamente
vinculada ao projeto de pesquisa de cada pós-graduando.

Parágrafo único – O Estágio Docente será obrigatório para os bolsistas, nos termos da regulamentação do
órgão competente.

Art. 32 - O cumprimento dessa finalidade poderá ser implementado de uma das seguintes formas, à escolha
do pós-graduando:

I - Oferecimento de curso, ou congênere, de curta duração, servindo como atividade complementar para
as graduações em Ciências Sociais e em Direito;
II – Outras atividades de ensino, pesquisa ou extensão, voltadas à graduação, acordadas entre o bolsista
e orientador com a devida aprovação do Colegiado do Programa.

Parágrafo único - O pós-graduando deverá matricular-se semestralmente no Estágio Docência e, ao final


do semestre letivo, apresentar um relatório, com a respectiva aprovação do orientador, encaminhando-o à
Coordenação do curso

Art. 33 - O curso de curta duração efetivar-se-á com uma carga horária prática de 20 (vinte) horas,
suplementada por atividades teóricas e de pesquisa de 40 (quarenta) horas, totalizando 60 (sessenta) horas,
submetido à prévia aprovação do orientador.

Art. 34 - O Estágio Docência na forma de outras atividades deverá constituir-se em atividades adicionais
àquelas previstas na elaboração da dissertação ou tese, devendo ser previamente submetido ao orientador
um plano de trabalho totalizando 60 (sessenta) horas anuais, em atividades de ensino, pesquisa ou extensão
voltadas à graduação como modalidades de atividade complementar.

16
UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE – UFF

PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM SOCIOLOGIA E


DIREITO – PPGSD

DEFESA DE PROJETO DE DISSERTAÇÃO Professor:

Código da disciplina: ESD 00057 Orientador

Carga Horária: 60h, 4 créditos

O aluno de mestrado, no terceiro semestre letivo, será inscrito no código de seu


orientador.

17
UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE – UFF

PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM SOCIOLOGIA E


DIREITO – PPGSD

ORIENTAÇÃO E PREPARO DE Professor:


DISSERTAÇÃO
Orientador
Código da disciplina: ESD 00057

Carga Horária: 255h, 17 créditos

O aluno de mestrado, a partir do quarto semestre letivo, será inscrito no código de


seu orientador.

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UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE – UFF

PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM SOCIOLOGIA E


DIREITO – PPGSD

DIREITOS HUMANOS E SOCIEDADE I: Professor:


DIREITO E ANTROPOLOGIA
Gilvan Luiz Hansen
Código da disciplina: ESD 00.247 gilvanluizhansen@id.uff.br
Segundas-feiras, de 9h às 12h
Carga Horária: 45hs, 3 créditos

I - OBJETIVOS

• Discutir filosoficamente, a partir da ótica de alguns pensadores na história, algumas das


principais compreensões de ser humano e seus reflexos nas sociedades contemporâneas;
• Analisar as conexões entre antropologia e direito, aprofundando o debate sobre o significado
de ambos no terceiro milênio.

II - EMENTA

Implicação e significados da condição humana. Perspectivas e debilidades para o futuro da


natureza humana. O significado e o papel do direito diante da atual condição humana.

III - CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

1. Introdução: implicações da condição humana


2. Immanuel Kant: antropologia em sentido pragmático
3. O fenômeno humano: Teilhard de Chardin
4. Hannah Arendt e a condição humana
5. Jürgen Habermas e o futuro da natureza humana

IV - METODOLOGIA

Aulas expositivo-dialogadas: reconstrução e análise dos argumentos dos principais textos da


disciplina por parte do professor, em debate com os alunos.

19
V - BIBLIOGRAFIA

A) BÁSICA

ARENDT, Hannah. A condição humana. 4.ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1989.
HABERMAS, Jürgen. O futuro da natureza humana. 2.ed. São Paulo: Martins Fontes, 2010.
KANT, Immanuel. Antropología en sentido pragmático. Tradução de José Gaos. Madri: Alianza
Editorial, 1991.
TEILHARD DE CHARDIN, Pierre. O Fenómeno Humano. Tradução e notas de José Luiz
Archanjo. São Paulo: Cultrix, s/d.

B) COMPLEMENTAR

ADORNO, Theodor; HORKHEIMER, Max. Dialética do Esclarecimento: fragmentos filosóficos.


2.ed. Tradução de Guido Antonio de Almeida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1986.
ARENDT, Hannah. Da revolução. Tradução de Fernando D. Vieira. São Paulo/Brasília: Ática/Ed.
UnB, 1988.
ARENDT, Hannah. Lições sobre a filosofia política de Kant. Tradução e ensaio de André Duarte
de Macedo. Rio de Janeiro: Relume-Dumará, 1993.
ARISTÓTELES. A Política. 2.ed. Trad. de Roberto Leal Ferreira. São Paulo: Martins Fontes,
2002.
CENCI, Elve Miguel; MÜLLER, Maria Cristina (orgs.). Ética, política e linguagem:
confluências. Londrina: Edições CEFIL, 2004.
CÔRTES GUIMARÃES, Aquiles. Cinco lições de Filosofia do Direito. Rio de Janeiro: Lumen
Juris, 1997.
COMTE, Auguste. Curso de Filosofia Positiva. In: Comte. Tradução de José Arthur. São Paulo:
Abril Cultural. 1983. (Col. Os Pensadores).
FREITAG, Bárbara. Itinerários de Antígona. São Paulo: Papirus, 1992.
FROMM, Erich. Conceito marxista de homem. 8. ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1983.
GIDDENS, Anthony. As conseqüências da modernidade. Tradução de Raul Fiker. São Paulo:
Editora UNESP, 1991. (Biblioteca Básica).
GIDDENS, Anthony. Mundo em descontrole. 6.ed. Tradução de Maria Luiz X. de A. Borges. Rio
de Janeiro: Record, 2007.
HABERMAS, Jürgen. A Crise de Legitimação no Capitalismo Tardio. Tradução de Vamireh
Chacon. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro. 1980. (Biblioteca Tempo Universitário, 60 – Série
Estudos Alemães).
HABERMAS, Jürgen. Mudança estrutural da esfera pública. Tradução de Flávio Köthe. Rio de
Janeiro: Tempo Brasileiro, 1984. (Biblioteca Tempo Universitário, 76 – Série Estudos Alemães).

20
HABERMAS, Jürgen. Conhecimento e interesse. Introdução e tradução de José N. Heck. Rio de
Janeiro: Ed. Guanabara, 1987.
HABERMAS, Jürgen. A nova intransparência. In: Novos estudos. São Paulo: CEBRAP, n. 18,
set. 1987, p. 103-114.
HABERMAS, Jürgen. Técnica e ciência como “ideologia”. Tradução de Artur Morão. Lisboa:
Edições 70. 1987.
HABERMAS, Jürgen. Consciência moral e agir comunicativo. Tradução de Guido Antonio de
Almeida. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1989. (Biblioteca Tempo Universitário, 84 – Série
Estudos Alemães).
HABERMAS, Jürgen. Para a reconstrução do Materialismo Histórico. 2.ed. Tradução de Carlos
Nelson Coutinho. São Paulo: Brasiliense, 1990.
HABERMAS, Jürgen. Pensamento pós-metafísico. Tradução de Flávio Beno Siebeneichler. Rio
de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1990. (Biblioteca Tempo Universitário, 90 – Série Estudos
Alemães).
HABERMAS, Jürgen. Teoría de la acción comunicativa. Madrid: Taurus, 1992. 2 v.
HABERMAS, Jürgen. La necesidad de revisión de la izquierda. Introdução e tradução de Manuel
Jiménez Redondo. 2. ed. Madrid: Tecnos, 1996.
HABERMAS, Jürgen. Direito e democracia: entre facticidade e validade. Tradução de Flávio
Beno Siebeneichler. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1997a. v. I. (Biblioteca Tempo
Universitário, 101).
HABERMAS, Jürgen. Direito e democracia: entre facticidade e validade. Tradução de Flávio
Beno Siebeneichler. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1997b. v. II. (Biblioteca Tempo
Universitário, 102).
HABERMAS, Jürgen. A constelação pós-nacional: ensaios políticos. Tradução de Márcio
Seligmann-Silva. São Paulo: Littera Mundi, 2001.
HABERMAS, Jürgen. A inclusão do outro: estudos de teoria política. Tradução de George
Sperber e Paulo Astor Soethe. São Paulo: Loyola, 2002.
HABERMAS, Jürgen. O ocidente dividido. Tradução de Luciana Villas Bôas. Rio de Janeiro:
Tempo Brasileiro, 2006.
HABERMAS, Jürgen. Entre naturalismo e religião. Tradução de Flávio Beno Siebeneichler. Rio
de Janeiro: Tempo Brasileiro, 2007.
HANSEN, Gilvan Luiz. Modernidade, utopia e trabalho. Londrina: EDUEL/CEFIL, 1999.
JAPIASSU, Hilton. As paixões da ciência. Estudo de História das Ciências. São Paulo: Letras &
Letras, 1991.
KANT, Immanuel. Resposta à pergunta que é o Esclarecimento? In: Immanuel Kant: textos
seletos. 2.ed. Introdução de Emmanuel Carneiro Leão; tradução de Floriano de Sousa Fernandes.
Petrópolis: Vozes, 1985. p. 100-117.
KANT, Immanuel. Fundamentação da metafísica dos costumes. Tradução de Paulo Quintela.
Lisboa: Edições 70, 1988.
KANT, Immanuel. Ideas para una historia universal en clave cosmopolita. In: KANT, Immanuel.
Ideas para una historia universal en clave cosmopolita y otros escritos sobre Filosofía de la

21
Historia. 2.ed. Estudo preliminar de Roberto Rodríguez Aramayo; tradução de Concha Roldán
Panadero e Roberto Rodríguez Aramayo. Madri: Tecnos, 1994. p. 3-23.
KANT, Immanuel. Probable inicio de la historia humana. In: KANT, Immanuel. Ideas para una
historia universal en clave cosmopolita y otros escritos sobre Filosofía de la Historia. 2.ed.
Estudo preliminar de Roberto Rodríguez Aramayo; tradução de Concha Roldán Panadero e
Roberto Rodríguez Aramayo. Madri: Tecnos, 1994. p. 57-77.
KANT, Immanuel. Replanteamiento de la cuestion sobre si el genero humano se halla en continuo
progreso hacia lo mejor. In: KANT, Immanuel. Ideas para una historia universal en clave
cosmopolita y otros escritos sobre Filosofía de la Historia. 2.ed. Estudo preliminar de Roberto
Rodríguez Aramayo; tradução de Concha Roldán Panadero e Roberto Rodríguez Aramayo.
Madri: Tecnos, 1994. p. 79-100.
MARX & ENGELS. Manuscritos econômico-filosóficos. Lisboa: Edições 70, 1987.
ROUANET, Sérgio Paulo. As razões do Iluminismo. 2.ed. São Paulo: Companhia das Letras,
1987.
ROUANET, Sérgio Paulo. Interrogações. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 2003.
ROUSSEAU, Jean-Jacques. Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os
homens. In: Rousseau. São Paulo: Nova Cultural, 1999. 2 v.
STEIN, Ernildo. Órfãos de utopia: a melancolia da esquerda. Porto Alegre: EDUFRGS, 1993.
WEBER, Max. A ética protestante e o espírito do capitalismo. 4.ed. São Paulo: Biblioteca
Pioneira de Ciências Sociais, 1985.

22
UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE – UFF

PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM SOCIOLOGIA E


DIREITO – PPGSD

TRABALHO E EXCLUSÃO SOCIAL II: Professor:


SOCIOLOGIA DAS PROFISSÕES – O CASO DA
ADVOCACIA Roberto Fragale
fragale@alternex.com.br
Código da disciplina: ESD 00.024
Segundas-feiras, de 10h às 13h

Carga Horária: 45hs, 3 créditos

OBJETIVO

O curso encontra-se dividido em duas partes: na primeira, examinar-se-á a especificidade teórica


da Sociologia das Profissões e, na segunda, concentrar-se-á o exame no caso específico da
advocacia.

ESTRUTURA

O curso será desenvolvido a partir da leitura de três livros:


- Sociologie des Professions (2009), de Florent Champy;
- American Lawyers (1989), de Richard Abel; e
- Lawyers in the Dock (2008), de Richard Abel.

A primeira leitura tem por objetivo reconstituir o debate em torno da especificidade teórica da
Sociologia das Profissões, distinguindo entre suas duas correntes principais de análise
(funcionalista e interacionista) e examinando a possibilidade de constituição de uma nova
abordagem de seu objeto.
Por sua vez, as duas outras leituras servem de base para o exame de uma profissão específica, a
advocacia, a partir do caso norte-americano.

BIBLIOGRAFIA

ABEL, Richard (1989). American Lawyers. Oxford: Oxford University Press.


ABEL, Richard (2008). Lawyers in the Dock. Oxford: Oxford University Press.
CHAMPY, Florent (2009). Sociologie des Professions. Paris: PUF.
HORÁRIO

AVALIAÇÃO
No prazo regimental, após o encerramento das aulas, os alunos deverão apresentar um texto de
15.000 caracteres com espaços, cujo conteúdo deverá necessariamente incorporar as discussões da
disciplina.

23
UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE – UFF

PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM SOCIOLOGIA E


DIREITO – PPGSD

DIREITOS HUMANOS E SOCIEDADE II: AS Professor:


VARIEDADES DA DEMOCRACIA –
GOVERNANÇA POLÍTICA E Maria Alice Nunes Costa
RESPONSABILIDADE SOCIAL NO BRASIL alicecosta.rj@uol.com.br
CONTEMPORÂNEO

Código da disciplina: ESD 00.246


Terças-feiras, de 10h às 13h

Carga Horária: 45hs, 3 créditos

EMENTA: Definições, tipos e padrões de governança; escolha pública (public choice); política
econômica brasileira; cidadania e democracia no Brasil; Reforma do Estado; redes sociais e
parcerias; qualidade de democracia; análise de políticas sociais desenvolvidas no Brasil, em
particular as das áreas de saúde, educação, política urbana e ambiental, a partir dos anos noventa.

OBJETIVO: Esta disciplina tem como objetivo realizar um estudo sobre os padrões e graus de
intensidades dos dispositivos institucionais de Governança, que têm sido adotados no Brasil pelo
governo federal e descentralizado aos governos locais, desde os anos noventa. O intuito é analisar
o processo e o ativismo dessa Governança, em face às políticas sociais instauradas por meio de
redes de parcerias entre diversos agentes sociais: governos; sindicatos; instituições privadas de
interesse público; movimentos sociais; e, empresas privadas interessadas em realizar investimento
social, sob o manto da responsabilidade social.

PROGRAMA:
I) DEMOCRACIA, CIDADANIA E DESENVOLVIMENTO
1.1. Variedades do Capitalismo e Estado Contemporâneo
1.2. Modelos e Qualidade da Democracia
1.3. Participação Social e Capital social

II) DILEMAS DA AÇÃO COLETIVA E DEMOCRACIA


2.1. Teoria da Escolha Racional
2.2. Escolha Pública e Liberalismo
2.3. Cultura Política e Democracia
2.4. Escolha Social, Conflitos e Ação Coletiva

III) REFORMA DO ESTADO E GOVERNANÇA NO BRASIL

24
3.1. Contexto Internacional e Nacional de Crise Econômica
3.2. Reforma do Estado e Governança: experiências internacionais e nacionais
3.3. Teorias sobre Governança e Governações
3.3. Marcos Legais e Institucionais na Gestão de Políticas Públicas no Brasil Atual

IV) RESPONSABILIDADE SOCIAL, GOVERNANÇA E POLÍTICAS PÚBLICAS NO


BRASIL
4.1. Elites Econômicas e a Redemocratização no Brasil
4.2. Governança no Brasil: Participação Social, Responsabilidade Social Empresarial e a Agenda
do Desenvolvimento Social Compartilhado
4.3. Ambiguidades e Ambivalências da Governança Democrática no Brasil
4.4. Estudo de Casos de Governanças e Políticas Públicas no Brasil Pós - 2000

BIBLIOGRAFIA:

PROGRAMAÇÃO DAS AULAS:

AULA 1 (7/10):

1.Introdução ao Curso

AULA 2 (14/10):

2. SANTOS, Boaventura de Sousa. Pela Mão de Alice. Ed. Cortez, 1999 – Capítulo 4 e 5

AULA 3 (21/10):

3. SCHMIDT, Vivien (2006) “Institutionalism” (p. 98 a 117) in HAY,COLIN, LISTER, M. e


MARSH, D. The State. Theories and Issues. New York, Palgrave Macmillan

4. PEREIRA, Paulo Trigo A teoria da escolha pública (public choice): uma abordagem
neoliberal? Texto digitalizado.

AULA 4 (28/10):

5. RHODES, BINDER and ROCKMAN, Bert. Political Institutions. Oxford University Press,
Political Institutions – Cap. 4: Economic Institutions and Capitalism.

6. DEEG, R (2005) “Path Dependency, institutional complementarity and change in national


business systems” in MORGAN, G., WHITLEY, R, e MOEN, E. (Editors) Changing
Capitalisms? Internationalization, institutional change and systems of economic organization
Oxford, Oxford University Press pp 21 a 52

7. SEN, Amatya. Desenvolvimento como Liberdade. Ed. Companhia das Letras, 2000. Capítulo:
Escolha Social e Comportamento Individual.

25
AULA 5 (4/11):

8. HALL, Peter e THELEN, Kathleen (2009) “Institutional Change in Varieties of Capitalism” in


HANCKÉ, Bob (Editor) Debating Varieties of Capitalism. A Reader. Oxford, Oxford University
Press (pp 251 a 272)

9. SHEAHAN, J. (2002) “Alternative Models of Capitalism in Latin America” in HUBER,


Evelyne (Editor) (2002) Models of capitalism. Lessons for Latin America. University Park,
Pennsylvania. Pennsylvania State University Press. Pp. 25 a 52

AULA 6 (11/11):

10. BOSCHI, R. (organizador) (2011) Variedade de Capitalismo, Política e Desenvolvimento na


América Latina. Belo Horizonte, Editora da UFMG. Cap. O desenvolvimento esquivo e as
tensões do desenvolvimento (Flavio Gaitán).

11. COSTA, Maria Alice Nunes. Teias e Tramas da Responsabilidade Social. Editora Apicuri,
2011. Capítulos 1 e 2.

AULA 7 (18/11):

12. LAZZARINI, Sergio. Capitalismo de Laços. Ed. Campus, 2011.Cap. 3, 4 e 7

AULA 8 (25/11):

13. COSTA, Maria Alice Nunes. Teias e Tramas da Responsabilidade Social. Editora Apicuri,
2011. Capítulos 3 e 4.

AULA 9 (2/12):

14. SANTOS, Boaventura de Sousa (2005), "Beyond Neoliberal Governance: The World Social
Forum as Subaltern Cosmopolitan Politics and Legality". Texto digitalizado.

15. BERGGRUEN, Nicolas e GARDELS, Nathan. Governança Inteligente para o Século XXI.
Ed. Objetiva, 2013. Capítulo 5

AULA 10 (9/12):

16. COMTE - SPONVILLE, André. O capitalismo é moral?. Ed. Martins Fontes, 2005. Cap. 1, 2,
3e4

AULA 11 (16/12):

17. HARRISON, Lawrence e HUNTINGTON, Samuel. A cultura importa.Ed. Record, 2002. Cap.
7e8

26
AULA 12 (7/1/2014):
18. SANTOS, Boaventura de Sousa (org.) Democratizar a Democracia. Ed. Civilização Brasileira,
2003. Introdução (BSS e AVRITZER): para ampliar o cânone democrático. Texto digitalizado.

19. RENNÓ, SMITH, LAYTON e BAPTISTA, Frederico. Legitimidade e Qualidade da


Democracia no Brasil: uma visão da cidadania. Parte I (livro digitalizado)

AULA 13:

20. Socio-Economic Review, Volume 10, Number 1, 2012. Special Issue: Corporate Social
Responsibility and institutional theory: new perspectives on private governance. EUA: Oxford
University.

AULA 14:

21. GUERRA, Isabel. Participação e Acção Colectiva. Interesses, Conflictos e Consensos. Ed.
Principia, 2006. Capítulo 1 e 2

AULA 15:

Apresentação de três estudos de caso de redes de parceria e governança em políticas públicas no


Brasil: Governo FHC e Governo Lula (Trabalho de Pesquisa).

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:

ALBERT, Michel (1991) Capitalisme contre Capitalisme Paris. Editions du Seuil, B. (2003). The
Diversity of Modern Capitalism. Oxford: Oxford University Press. Cap 1 (p. 1 a 25) e Cap. 3 (p.
74 a 114)

BOSCHI, R. (organizador) (2011) Variedades de Capitalismo, Política e Desenvolvimento na


América Latina. Belo Horizonte, Editora da UFMG
BOSCHI, R. e GAITÁN, F. (2008), “Gobiernos Progresistas, Agendas Neodesarrollistas y
Capacidades Estatales: La Experiencia Reciente en Argentina, Brasil y Chile”, in LIMA, M.R.
(org.), Desempenho de Governos Progressistas no Cone Sul. Rio de Janeiro, Edições IUPERJ.
BOYER, Robert (2005) “Why and How Capitalisms Differ” in Economy and Society 34 (4) (
pp. 509-557)

CROUCH, Colin (2009) ”Typologies of Capitalism” in HANCKÉ, Bob (Editor) (2009) Debating
Varieties of Capitalism. A Reader. Oxford e New York, Oxford University Press. (pp 75 a 94)

DEEG, R (2005) “Path Dependency, institutional complementarity and change in national


business systems” in MORGAN, G., WHITLEY, R, e MOEN, E. (Editors) Changing
Capitalisms? Internationalization, institutional change and systems of economic organization
Oxford, Oxford University Press pp 21 a 52

DEEG, R (2005) “Path Dependency, institutional complementarity and change in national


business systems” in MORGAN, G., WHITLEY, R, e MOEN, E. (Editors) Changing

27
Capitalisms? Internationalization, institutional change and systems of economic organization
Oxford, Oxford University Press pp 21 a 52

DELGADO, I. e outros (2009) “ Estado, Inserção Internacional e Variedades de Capitalismo.


Elementos para a Análise dos Capitalismos Reais” Trabalho apresentado no Seminário
Internacional INC|T-PPED Nov 2009

DINIZ, Eli (2009) “Estado, Variedades de Capitalismo e Desenvolvimento em Países


Emergentes”. Trabalho apresentado no Seminário Internacional INCT-PPED Nov 2009 VD
DOCTOR, Mahrukh (2009) “Brazil and the Varieties of Capitalism” paper apresentado no
Seminario INCT/PPED Junho

HALL, P. e SOSKICE, D. (2001) An Introduction to Varieties of Capitalism


in HALL, P. e SOSKICE, D. Varieties of Capitalism: The Institutional Foundation of
Comparative Advantage, Oxford, Oxford University Press ( p. 1 a 68).

HALL, Peter e THELEN, Kathleen (2009) “Institutional Change in Varieties of Capitalism” in


HANCKÉ, Bob (Editor) Debating Varieties of Capitalism. A Reader. Oxford, Oxford University
Press (pp 251 a 272)

HALL, Peter e THELEN, Kathleen (2009) “Institutional Change in Varieties of Capitalism” in


HANCKÉ, Bob (Editor) Debating Varieties of Capitalism. A Reader. Oxford, Oxford University
Press (pp 251 a 272)

HANCKÉ, Bob RHODES, M. e THATCHER, M (Editors) (2008) Beyond Varieties of


Capitalism. Conflict, Contradictions and Complementarities in the European Economy. Oxford,
Oxford University Press. Introduction (p. 3 a 38) e Peter Hall !The Evolution of Varieties of
Capitalism in Europe” pp. 39 a 85)

HOLLINGSWORTH, J. R. e BOYER, Robert (1997) “Coordination of Economic Actors and


Social Systems of Production” in HOLLINGSWORTH, J.R. e BOYER, R. Contemporary
Capitalism. The Embeddedness of Institutions. Cambridge, Cambridge University Press, (pp.1 a
47).

JACKSON, Gregory e DEEG, Richard (2008) “From Comparing Capitalisms to the Politics of
Institutional Change” Review of International Political Economy 15:4, Outubro (pp 680-709)

KITSCHELT, H., LANGE, P., MARKS, G. & STEPHENS, J. D. (1999) Continuity and Change
in Contemporary Capitalism. Cambridge: Cambridge University Press. Introduction (p 1 a 8) e
Conclusion (p 427 a 460)

KISSLER, Leo e HEIDEMANN, Francisco G. Governança pública: novo modelo regulatório para
as relações entre Estado, mercado e sociedade, 2004.

PROCOPIUCK, Mario e FREY, Klaus. Rev. Sociol. Polít., Curitiba, v. 17, n. 34, p. 63-83, out.
2009. Redes de Políticas Públicas e de Governança e sua Análise a partir da Websphere Analysis.

28
UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE – UFF

PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM SOCIOLOGIA E


DIREITO – PPGSD

CONFLITOS SOCIOAMBIENTAIS E URBANOS Professor:


I: SOCIOLOGIA DOS PROCESSOS SOCIAIS
RURAIS Valter Lúcio de Olivera
valterlu@yahoo.com.br
Código da disciplina: ESD 00.249
Terças-feiras, de 13h às 16h

Carga Horária: 45hs, 3 créditos

OBJETIVO
Abordar os temas clássicos e contemporâneos da sociologia rural de maneira que sejam
mapeadas algumas de suas principais tradições intelectuais. Será dado destaque às transformações
produzidas na relação rural e urbano e nos processos de desenvolvimento rural experimentados
pelo Brasil. A partir de pesquisas e debates recentes se refletirá acerca das transformações nas
relações sociais e na forma de compreender o rural considerando, particularmente, a sua
diversidade social e a emergência de novas ruralidades. Também serão analisadas as
características dos movimentos sociais e as múltiplas formas de resistência que são promovidas
pelos diversos atores sociais do campo.
A cada aula um conjunto de leituras fundamentais será recomendado e, conforme o
interesse da turma e pertinência identificada pelo professor, poderá sofrer alterações antes do
início do período letivo e ao longo do seu desenvolvimento. O mesmo é válido para as temáticas
sugeridas.

PROCEDIMENTOS DIDÁTICOS
A disciplina será desenvolvida com base na indicação de leituras, aulas expositivo-
dialogadas, apresentação e discussão de textos pelos discentes.

AVALIAÇÃO
Além da leitura obrigatória dos textos e na participação das discussões em aula, ao final da
disciplina o discente deverá apresentar um artigo discutindo um tema de livre escolha que aborde
o conteúdo ministrado ao longo da disciplina. Antes do término da disciplina o discente deverá
apresentar ao prof. um resumo do que pretende desenvolver no artigo.

1. Apresentação da disciplina e do programa, apresentação da turma e identificação das


expectativas com possíveis reformulações no programa sugerido.

2. Sociologia rural: críticas e desafios

29
MARTINS, J. S. Crítica da sociologia rural: o futuro da sociologia rural e sua contribuição para a
qualidade de vida rural. In: MARTINS, J. S. A Sociedade vista do abismo. Petrópolis, Vozes,
2002 (p. 219-228);
TAVARES DOS SANTOS, J. V. Crítica da sociologia rural e a construção de uma outra
sociologia dos processos agrários. Ciências Sociais Hoje, São Paulo: Editora Vértice, ANPOCS,
1991, pp. 13-51.
JOLLIVET, M. A vocação atual da sociologia rural. Estudos Sociedade e Agricultura. Rio de
Janeiro, n.11. out. 1998, pp.5-26

3. O rural e o urbano pensados a partir de Marx e Weber


MARX, K. Formas que preceden La produccion capitalista. In.: GODELIER, M. Antropología y
economía. Barcelona: Ed. Anagrama, 1974, pp. 21-46.
WEBER, M. Capitalismo e sociedade rural na Alemanha. In WEBER, M. Ensaios de sociologia.
Rio de Janeiro: Zahar, 1982, pp. 413-437.
WEBER, M. Conceito e categorias de cidades. In. WEBER, M. Economia e sociedade. Brasília:
Ed. UnB, 2004, pp. 408-424.

4. Diferentes perspectivas sobre o rural e o urbano I


SOROKIN, P.A.; ZIMMERMAN,C.A.; GALPIN, C.J. Diferenças fundamentais entre o mundo
rural e o urbano. In: MARTINS, J.S. (org.). Introdução crítica à Sociologia Rural. São Paulo:
Hucitec, 1986 [1930]. p. 198-224.
MENDRAS, H. O campo e a cidade. In. QUEIROZ, M. I. P.(org.) Sociologia rural. Rio de
Janeiro: Zahar, 1969, pp. 33-40.
LEFEBVRE, H. Da cidade à sociedade urbana. In. LEFEBVRE, H. A revolução urbana. Belo
Horizonte: Editora UFMG, 2002 [1970]
KAYSER, Bernard. La renaissance rurale. Sociologie des campagnes du monde occidental.
Paris: Armand Colin, 1990.

5. Diferentes perspectivas sobre o rural e o urbano II

QUEIROZ, M. I. P. Do rural ao urbano no Brasil. In.: SZMRECSANYI, T.; QUEDA, O. Vida


rural e mudança social. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1976.
VEIGA, J. E. "Nascimento de outra ruralidade". Estudos. Avançados, 20 (57), 2006, pp. 333–353
CARNEIRO, M. J. O rural como categoria de pensamento. Ruris, vol 2, n. 1, março de 2008, pp.
9-38.
WANDERLEY, M. N. B. Olhares sobre o “rural” brasileiro. WANDERLEY, M. N. B. O mundo
rural como um espaço de vida: reflexões sobre a propriedade da terra, agricultura familiar e
ruralidade. Ed. Ufrgs, 2009.

6. Marx, Kautsky, Lenin e a questão agrária

30
MARX, K. Rascunhos da carta à Vera Sassulitich de 1881. Raízes, Campina Grande, vol. 24, n.01
e 02, p.110-123, jan/dez. 2005. Introduzido por MALAGODI, E. Marx e os camponeses Russos.
Raízes, Campina Grande, vol. 24, n.01 e 02, p.104-109, jan/dez. 2005.
LÊNIN, V. O desenvolvimento do capitalismo na Rússia. São Paulo: Editora Nova Cultural,
1988 [1899]. (páginas: a definir)
KAUTSKY, K. A questão agrária. São Paulo: Editora Nova Cultural, 1986 [1899]. (páginas: a
definir)
ABRAMOVAY, R. Os paradigmas do capitalismo agrário em questão. São Paulo – Rio de
Janeiro – Campinas: Ed. HUCITEC/ANPOCS/UNICAMP, 1992. Pp.31-50.
BAPTISTA, F. O. Marxismo e agricultura: a questão agrária de Karl Kautsky. Vértice, n. 85,
jul/ago , 1998, pp. 13-18.

7. A contribuição de Alexander Chayanov


CHAYANOV, A. Sobre a teoria dos sistemas econômicos não-capitalistas. SILVA e STOLKE.
1981. A questão agrária. São Paulo: Brasiliense, p. 133/164.
WANDERLEY, M. Nazareth B. Em busca da modernidade social: uma homenagem a Alexander
V. Chayanov. WANDERLEY, M. N. B. O mundo rural como um espaço de vida: reflexões
sobre a propriedade da terra, agricultura familiar e ruralidade. Ed. Ufrgs, 2009.
CHAYANOV, A. V. La Organización de la Unidad Economica Campesina. Buenos Aires,
Nueva Vision, 1974 (Cap. 1, 2 e 3);

8. Questão agrária e as lutas sociais no campo


MARTINS, J. S.. O cativeiro da terra. São Paulo: Ciências Humanas, 1979. 157p. (Brasil ontem
e hoje, 6).
HOUTZAGER, P. Estado e sindicato na transformação do mundo rural brasileiro – 1964-1979.
In: Os últimos cidadãos: conflito e modernização no Brasil rural (1964-1995). São Paulo. Ed.
Globo, 2004. (p. 46-89)
ROSA, M. Reforma agrária e land reform: estado, ações coletivas e mundo rural no Brasil e na
África do Sul. Apresentado no 33º Encontro Anual da ANPOCS, 26 a 30 de outubro de 2009.

9. O camponês e suas formas de resistência (duas aulas)


WOORTMANN, K. “Com parente não se neguceia”. O campesinato como ordem moral. Anuário
Antropológico 87, RJ. Tempo Brasileiro, 1990.
SCOTT, J. Formas cotidianas da resistência camponesa. Revista Raízes, vol 21, n. 01, jan./jun de
2002, p. 9-44.
WOLF, E. As guerras camponesas do século XX. São Paulo: Global, 1984. Prefácio e conclusão.
BOURDIEU, P. Une class objet. Actes de la Recherche en Sciences Sociales. 17-18, 1977
PLOEG, J. D. van der. O que é, então, o campesinato? In: Camponeses e Impérios alimentares:
lutas por autonomia e sustentabilidade na era da globalização. Porto Alegre: UFRGS, 2008.

31
10. A emergência e o debate sobre a agricultura familiar

WANDERLEY, M. N. B. Raízes históricas do campesinato brasileiro. In WANDERLEY,


M. N. B. O mundo rural como um espaço de vida: reflexões sobre a propriedade da terra,
agricultura familiar e ruralidade. Ed. Ufrgs, 2009.
CARNEIRO, M. J. em que consiste o familiar da agricultura familiar? COSTA, L.F.C; FLEXOR,
G; SANTOS, R. (orgs.) Mundo Rural Brasileiro. Ensaios interdisciplinares. Rio de Janeiro:
Mauad X-EDUR, Seropédica, 2008.
ABRAMOVAY, R. Os paradigmas do capitalismo agrário em questão. São Paulo – Rio de
Janeiro – Campinas: Ed. HUCITEC/ANPOCS/UNICAMP, 1992.
SCHNEIDER, S.; NIEDERLE, P. A. Agricultura Familiar e Teorias Social: a diversidade das
formas familiares na agricultura. In: FALEIRO, F.G. e FARIAS NETO, A.L. (ed.) SAVANAS:
desafios e estratégias para o equilíbrio entre sociedade, agronegócio e recursos naturais.
Planaltina/DF, Embrapa, 2008, p. 989-1014.

11. Desenvolvimento rural e o processo de mediação social

RIST, G. La cultura y el capital social: cómplices o víctimas del desarrollo? In: KLIKSBERG, B.;
TOMASSINI, L. (comp.) Capital social y cultura: claves estratégicas para el desarrollo.
Buenos Aires: BID, Fundación Felipe Herrera, Universidad de Maryland, Fundo de Cultura
Económica, 2000. p.129-150.
NEVES, D. P. O desenvolvimento de uma outra agricultura: o papel dos mediadores sociais. In:
FERREIRA, A. D. D.; BRANDENBURG, A. (org.) Para pensar outra agricultura. Curitiba:
Editora da UFPR, 1998. p. 147-168.
COWAN ROS, C.; NUSSBAUMER, B. Trajectoria conceptual de la mediación social:
expedicionários, patrones, políticos e profesionales técnicos en la interconección y produztion de
mundos de significados. In.: COWAN ROS, C.; NUSSBAUMER, B. Mediadores sociales en la
producción de prácticas y sentidos de la política pública. Buenos Aires: Fudacción CICCUS,
2011, pp.17-68.

12. Temas contemporâneos: novos atores, novas questões

ALMEIDA, Mauro W., Barbosa de. Narrativas agrárias e a morte do campesinato. Ruris, Revista
do Centro de Estudos Rurais IFCH-UNICAMP, v. 1, n.2, set. 2007, p. 157-186.
MELLO, M. A. et al Sucessão hereditária e reprodução social da agricultura familiar. Agricultura
São Paulo, São Paulo, 50 (1): 11-24, 2003.
CAMARANO, A. A., ABRAMOVAY, R. Êxodo rural, envelhecimento e masculinização no
Brasil: panorama dos últimos cinqüenta anos. IPEA, Brasília, Textos para Discussão, 1999
HEREDIA, B.; PALMEIRA, M.; LEITE, S. Sociedade e economia do “agronegócio” no Brasil.
Revista Brasileira de Ciências Sociais, v. 25, n.74, out. 2010.

13. Temas contemporâneos: o rural para pensar o ambiental

GUIVANT, J.S. Encontros e desencontros da sociologia rural com a sustentabilidade agrícola:


uma revisão bibliográfica. BIB, RJ, nº 38, 1994, p. 51-78;

32
ALMEIDA, J. A agroecologia entre o movimento social e a domesticação pelo mercado. Ensaios
FEE, Porto Alegre, v.24, n.02, p.479-498, 2003.
LUGINBUHL, Y. Le rural pour repenser la nature ?. In. : MATHIEU, N. ; JOLLIVET, M. (org.)
Du rural a l’environnement : la question de la nature aujourd’hui. Paris : L’Harmattan / A.R.F.
Éditions, 1989, pp.100-110.
BILLAUD, J. P.; SOUDIÈRE, M. La nature pour repenser le rural ? In. : MATHIEU, N. ;
JOLLIVET, M. (org.) Du rural a l’environnement : la question de la nature aujourd’hui. Paris :
L’Harmattan / A.R.F. Éditions, 1989, pp.180-194.

14. Apresentação sucinta e discussão dos trabalhos finais, avaliação e encerramento da


disciplina

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
BOURDIEU, P. Reprodução proibida: simbólica da dominação econômica. In: Campo
econômico: a dimensão simbólica da dominação. Campinas: Papirus, 2000.
GAIGER, L. I. G. Agentes religiosos e camponeses sem terra no sul do Brasil: quadro de
interpretação sociológica. Petrópolis: Vozes, 1987.
GRAZIANO DA SILVA, J. Do complexo rural aos complexos agroindustriais In: A Nova
Dinâmica da Agricultura Brasileira. São Paulo, Unicamp, 1996, (p. 1-40);
MACEDO, M. H. Entre a “violência” e a “espontaneidade”: reflexões sobre o processo de
mobilização para ocupações de terra no Rio de Janeiro. Mana – Estudos de
Antropologia Social. Vol.11, N.2, Rio de Janeiro: Contra Capa, Outubro de 2005,
pp.473-497
MARTINE, G. (1991) A Trajetória da Modernização Agrícola: a quem beneficia? Lua Nova , nº
23, (p. 7-38);
MARTINS, J. S. (org.), Travessias – as vivências da reforma agrária nos assentamentos. Porto
Alegre: Editora da UFRGS, 2003, pp.53-106.
MARX, K. O 18 Brumário e cartas a Kugelmann. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2000.
MEDEIROS, L. História dos movimentos sociais no campo. Rio de Janeiro: FASE, 1986.
MEDEIROS, L. e LEITE, S. (orgs.) A formação dos assentamentos rurais no Brasil: processos
sociais e políticas públicas. Porto Alegre / Rio de janeiro: Editora da Universidade /
CPDA-UFRRJ, 1999.
MITRANY, D. Marx Contra o Camponês. Rio de Janeiro: Ed. Ipanema, 1957.
NEVES, D. P. (org.) Desenvolvimento social e mediadores políticos. Porto Alegre: Editora da
Ufrgs: PGDR, 2008
NOVAES, R. R. De corpo e alma: catolicismo, classes sociais e conflito no campo. Rio de
Janeiro: Graphia, 1997.
SAUER, S. Agricultura Familiar versus Agronegócio: a dinâmica sociopolítica do campo
brasileiro. Embrapa-DF, Texto para Discussão, Nº 30, 2008;
SCHNEIDER, S. Da crise da sociologia rural à emergência da sociologia da agricultura. In:
Cadernos de Ciência e Tecnologia, Brasília, Embrapa, Volº 14, nº 02, 1997 (pp.225-
238);
SIGAUD, L. Os acampamentos da reforma agrária: história de uma surpresa. In: L’ESTOILE, B.
de & SIGAUD, L. (orgs.). Ocupações de terra e transformações sociais. Rio de
Janeiro: Editora FGV, 2006, pp.29-63.
TAVARES DOS SANTOS, J. V. Os colonos do vinho: estudo sobre a subordinação do trabalho
camponês ao capital. São Paulo: Hucitec, 1978.

33
UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE – UFF

PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM SOCIOLOGIA E


DIREITO – PPGSD

CONFLITOS SOCIOAMBIENTAIS E URBANOS Professor:


II: REVENDO MATRIZES JUNTO À JUSTIÇA
AMBIENTAL Wilson Madeira Filho
wilsonmadeirafilho@hotmail.com
Código da disciplina: ESD 00.250
Quartas-feiras, de 17h às 20h
Carga Horária: 45hs, 3 créditos

Objetivo do curso:

Rever pressupostos epistemológicos e metodológicos dos conceitos de justiça ambiental, racismo


ambiental e correlatos, com base nas matrizes utilizadas por redes de pesquisadores, ONGs e
políticas públicas.

Avaliação:
Participação nas aulas (2,0), Seminários (1,0), Trabalho final (7,0) com 15 a 20 páginas
em TNR 12, esp 1,5, citações TNR 11 esp simples, recuo 4cm – versando sobre
matrizes metodológicas e utilizando obrigatoriamente e de forma expressiva a
bibliografia do curso.

Programa preliminar do curso

Módulo I – Revendo bases epistemológicas

1 - SLOTERDJIK, Peter. Regras para o parque humano: uma resposta à carta de Heidegger
sobre o humanismo. Tradução de José Oscar de Almeida Marques. 3ª. Edição. São Paulo: estação
Liberdade, 2000.

WINTER, Steven L. A clearing in the forest: law, life, and mind. Chicago: The University of
Chicago Press, 2001.

2 – LATOUR, Bruno. Políticas da natureza: como fazer ciência na democracia. Tradução de


Carlos Aurélio Mota de Souza. Bauru SP: EDUSC, 2004.

3 – Tese de doutorado de Leonardo Alejandro Gomide Alcântara (Conflitos socioambientais no


entorno da REBIO Rio Trombetas e da FLONA Saracá-Taquera). Dissertação de mestrado de
Deborah Zambrotti Pinaud (População tradicional da Praia do Sono). Debates com os autores.

34
4 – CROSBY, Alfred W. Imperialismo ecológico: a expansão biológica da Europa 900-1900.
Tradução de José Augusto Ribeiro e Carlos Afonso Malferrari. São Paulo: Companhia das Letras,
2011.

5 - THOMAS, Keith. O homem e o mundo natural: mudanças de atitudes em relação às plantas e


aos animais (1500-1800). Tradução de João Roberto Martins Filho. São Paulo: Companhia das
Letras, 2010.

Módulo II – Matrizes metodológicas

6 - DYE, Thomas R. Mapeamento dos modelos de análise de políticas públicas. In:


HEIDEMANN, Francisco G; SALM, José Francisco. Políticas públicas e desenvolvimento: bases
epistemológicas e modelos de análise. Tradução de Francisco G. Heidemann. Brasília: UnB,
2010, p. 99-132

7 – Mapa de conflitos envolvendo injustiça ambiental e saúde, disponível em


www.conflitoambiental.icict.fiocruz.br/

8 – Estudos de casos

9 – FASE; ETTERN. Projeto Avaliação de Equidade Ambiental como instrumento de


democratização dos procedimentos de avaliação de impacto de projetos de desenvolvimento:
Relatório síntese. Rio de Janeiro: FASE e ETTERN, 2011.

10 – RIBEIRO, Teresa; PACHECO, Tania. Mapa de conflitos causados por racismo ambiental no
Brasil. Disponível em
http://www.fase.org.br/projetos/clientes/noar/noar/UserFiles/17/File/Microsoft%20Word%20-
%20MAPA_DO_RACISMO_AMBIENTAL_NO_BRASIL.pdf

11 – IBASE. Indicadores de Cidadania. Disponível em


http://www.ibase.br/pt/2012/01/indicadores-da-cidadania-incid

12 – Dissertações de mestrado de Eduardo Castelo Branco e Silva (Prostitutas do Rio Trombetas)


e de Alessandra Dale Giacomin Terra (Gentrificação no Centro de Niterói). Debates com os
autores.

13 – Políticas de Segurança Alimentar

14 – Estudos de casos

15 – Estudos de casos

35
UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE – UFF

PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM SOCIOLOGIA E


DIREITO – PPGSD

Prática de Pesquisa I (apenas para orientandos e Professor:


co-orientandos)
Gilvan Luiz Hansen
Código da disciplina: ESD 00.052 gilvanluizhansen@id.uff.br
Segundas-feiras, 15h às 18h

Carga Horária: 45hs, 3 créditos

I - OBJETIVOS

• Analisar e aprofundar os temas atinentes às dissertações e teses dos orientandos, a partir de


bibliografias-chave aos mesmos

• Debater os textos elaborados pelos orientandos, com vistas ao aprimoramento para a


publicação e participação em eventos acadêmico-científicos.

II - CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

1. Introdução: exposição da metodologia e do conteúdo da disciplina


2. Exposição e discussão das dissertações e teses em elaboração
3. Elaboração de textos
4. Seminários sobre os textos produzidos

III - METODOLOGIA

Aulas expositivo-dialogadas: reconstrução e análise dos argumentos dos principais textos da


disciplina por parte do professor, em debate com os alunos.

36
IV - BIBLIOGRAFIA

A) BÁSICA

HANSEN, Gilvan Luiz. Conhecimento, verdade e sustentabilidade: perspectivas ético-morais em


cenários contemporâneos. In: REBEL GOMES, Sandra Lúcia; NOVAIS CORDEIRO, Rosa Inês;
MENDES DA SILVA, Ricardo Perlingeiro (Orgs.). Incursões interdisciplinares: Direito e
Ciência da Informação. Rio de Janeiro: Beco do Azougue, 2012, v. 1, p. 55-76.
HANSEN, Gilvan Luiz. Projeto de pesquisa: significado e estruturação. Niterói: UFF, 2013.

B) COMPLEMENTAR

CENCI, Elve Miguel; MÜLLER, Maria Cristina (orgs.). Ética, política e linguagem:
confluências. Londrina: Edições CEFIL, 2004, pp. 13-25.
HABERMAS, Jürgen. Técnica e ciência como “ideologia”. Tradução de Artur Morão. Lisboa:
Edições 70. 1987.
HABERMAS, Jürgen. Dialética e Hermenêutica. Tradução de Álvaro Valls. Porto Alegre:
L&PM, 1987.
HABERMAS, Jürgen. Conhecimento e interesse. Introdução e tradução de José N. Heck. Rio de
Janeiro: Ed. Guanabara, 1987.
HABERMAS, Jürgen. La Lógica de las Ciencias Sociales. 2.ed. Tradução de Manuel Jiménez
Redondo. Madrid: Tecnos, 1990.
HABERMAS, Jürgen. Para a reconstrução do materialismo histórico. Tradução de Carlos
Nelson Coutinho. 2.ed. São Paulo: Brasiliense, 1990.
HABERMAS, Jürgen. Consciência moral e agir comunicativo. Tradução de Guido Antonio de
Almeida. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1989. (Biblioteca Tempo Universitário, 84 – Série
Estudos Alemães).
HABERMAS, Jürgen. Pensamento pós-metafísico. Tradução de Flávio Beno Siebeneichler. Rio
de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1990. (Biblioteca Tempo Universitário, 90 – Série Estudos
Alemães).
HABERMAS, Jürgen. Teoría de la acción comunicativa: complementos y estudios previos. 3.ed.
Tradução de Manuel Jiménez Redondo. Madri: Cátedra, 1997. (Col. Teorema).
HABERMAS, Jürgen. Verdade e justificação. Tradução de Milton Camargo Mota. São Paulo:
Loyola, 2004.
HANSEN, Gilvan Luiz. Habermas e o projeto de uma Teoria Crítica da Sociedade. In:
MARTINS, Clélia Aparecida; POKER, José Geraldo A. B. (Orgs.). O pensamento de Habermas
em questão. Marília/SP: Oficina Universitária UNESP, 2008. p. 77-96, 2008.
JAPIASSU, Hilton. As paixões da ciência. Estudo de História das Ciências. São Paulo: Letras &
Letras, 1991.
KANT, Immanuel. Resposta à pergunta que é o Esclarecimento? In: Immanuel Kant: textos
seletos. 2.ed. Introdução de Emmanuel Carneiro Leão; tradução de Floriano de Sousa Fernandes.
Petrópolis: Vozes, 1985. p. 100-117.

37
KANT, Immanuel. Crítica da Razão Pura. 4.ed. Tradução de Valério Rohden e Udo Baldur
Moosburger. São Paulo: Nova Cultural, 1991. 2 v. (Col. Os Pensadores).

38
UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE – UFF

PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM SOCIOLOGIA E


DIREITO – PPGSD

Prática de Pesquisa II (apenas para orientandos e Professor:


co-orientandos)
Delton R.S. Meirelles,
Código da disciplina: ESD 00.053 Delton R. S. Meirelles
Terças-feiras, 08h às 11h deltonmeirelles@id.uff.br

Carga Horária: 45hs, 3 créditos

I - OBJETIVOS

• Acompanhar as investigações feitas pelos orientandos no doutorado e mestrado, de forma a


articular as pesquisas em andamento, rever textos e encaminhar para publicação em periódicos
e obras coletivas;

• Organizar eventos científicos, articulando ensino de graduação, extensão e pesquisa, buscando


na medida do possível registrar e publicar a produção;

• Orientar semanalmente todos os orientandos, na forma de reuniões temáticas de trabalho.

II - CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

1. Apresentação geral das investigações em andamento;


2. Elaboração, revisão e apresentação dos textos, na forma de seminários;
3. Organização de eventos, estágio-docência e outras atividades afins.

III - METODOLOGIA

Reuniões semanais de trabalho, com uso de repositórios virtuais de referências bibliográficas,


dados relevantes e produção do grupo.

39
UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE – UFF

PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM SOCIOLOGIA E


DIREITO – PPGSD

Prática de Pesquisa III (apenas para orientandos e Professor:


co-orientandos)
Fernando Gama
Código da disciplina: ESD 00.054
Terças-feiras, 13h às 16h

Carga Horária: 45hs, 3 créditos

Ainda sem programa

40
UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE – UFF

PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM SOCIOLOGIA E


DIREITO – PPGSD

Prática de Pesquisa III (apenas para orientandos e Professor:


co-orientandos)
Ana Motta
Código da disciplina: ESD 00.054
Quartas-feiras, 14h às 17h

Carga Horária: 45hs, 3 créditos

Ainda sem programa

41
UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE – UFF

PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM SOCIOLOGIA E


DIREITO – PPGSD

Prática de Pesquisa I (apenas para orientandos e Professor:


co-orientandos)
Leonel Alvim
Código da disciplina: ESD 00.052
Sextas-feiras, 9h às 12h

Carga Horária: 45hs, 3 créditos

EMENTA

0 Debate de pontos das dissertações e teses dos orientandos a partir de questões centrais
dessas (relacionadas ao mundo do trabalho) visando à elaboração de papers para publicação e
participação em eventos acadêmicos.

BIBLIOGRAFIA:

A definir no primeiro encontro em função das pesquisas em curso e da socialização de papers dos
orientandos.

42
UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE – UFF

PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM SOCIOLOGIA E


DIREITO – PPGSD

EPISTEMOLOGIA E PESQUISA DOS Professor:


FENÔMENOS SÓCIO-JURÍDICOS I
Marcelo Pereira Mello,
Código da disciplina: ESD 00.221 mpmello@unisys.com.br
Terças-feiras, 16h às 20h

Carga Horária: 45hs, 3 créditos

Unidade I – Duas Matrizes Filosóficas do Pensamento Científico Contemporâneo


1ª. aula – apresentação do programa e introdução ao tema
2ª. aula – Racionalismo e Metafísica
DESCARTES, René– Meditações Metafísicas. (1ª. 2ª. 3ª. e 4ª. meditações). São Paulo: Martins
Fontes, 2011.
3ª. aula - Racionalismo e Empiria
HUME, David – Investigação acerca da Natureza do Entendimento Humano. (Seções 1 a 7). São
Paulo: Editora Unesp, 2004

Unidade II - Desdobramentos
4ª. aula – Ciência e Empiria
POPPER, Karl. A Lógica da Investigação Científica. (capítulos 1 e 2). São Paulo: Editora Cultrix,
1972
5ª. aula - Fenomenologia e Metafísica.
HUSSERL, Edmund. Ideas Relativas a una Fenomenología Pura Y una Filosofía
Fenomenológica. México: Fondo de Cultura Econômica (1913), 1986.

Unidade III – A tradução sociológica da fenomenologia


6ª. e 7ª. aulas -
SCHUTZ, Alfred e LUCKMAN, Thomas. Las estruturas del mundo de la vida. Buenos Aires:
Amorrortu, 2009.
8ª. aula
BERGER, Peter e LUCKMAN, Thomas. A Construção Social da Realidade. Petrópolis: Vozes,
1988.
9ª. e 10ª. aulas -
GARFINKEL, Harold. Studies in Ethnomethodology. Cambridge: Polity Press, 2012.

Unidade IV – Estudos Práticos na Sociologia


11a. aula
EWICK, Patricia e SILBEY, Susan S. The common Place of Law. Stories from everyday life.
Chicago: The University of Chicago Press, 1998.
12a. aula
MELLO, Marcelo P. Imigração e Fluência Cultural. Curitiba: Juruá, 2012.

43
Unidade V- O Interacionismo Simbólico
13ª. aula
BLUMER, Herbert. Symbolic Interacionism. Berkely e Los Angeles: University of California
Press, 1997.

Unidade VI - Cultura
14ª. aula
GEERTZ, Cliford. A interpretação das Culturas. Rio de Janeiro: Editora Guanabara, 1989.
SAHLINS, Marshall. Cultura na Prática. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2004.

44
UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE – UFF

PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM SOCIOLOGIA E


DIREITO – PPGSD

ORIENTAÇÃO III a VI Professor:

Código da disciplina: vários Orientador

Carga Horária: 75h, 5 créditos

O aluno de doutorado, conforme o semestre letivo, será inscrito no código de seu orientador.

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