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Universidade Nilton Lins

Odontologia

PROPRIEDADES DOS MATERIAIS DENTÁRIOS

Manaus, 06 de abril de 2018

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Universidade Nilton Lins
Odontologia

PROPRIEDADES DOS MATERIAIS DENTÁRIOS

Profª: Renata Ximenes


Turma: ODO 031
Alunas: Flávia Andréia Santos 16491905
Cryslane Furtado Costa 17010690
Maria Eduarda Graça Batista 17010294
Geovana Barroso Barbosa 15103245
Caroline Pâmela Oliveira da Rocha 17010088
Thaiana Nunes da Costa 15011463
Amanda da Costa Lima

Manaus, 06 de abril de 2018

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INTRODUÇÃO

Na matéria de Materiais Dentários estudamos várias substâncias e


instrumentos que são utilizados na odontologia. Cada material tem suas
especificidades, portanto devemos estuda-los individualmente. Esse trabalho foi uma
pesquisa em livros para compreendermos mais a fundo o assunto estudado em sala
de aula.
As propriedades dos materiais são diversas, tanto física e quimicamente quanto
mecânica e biologicamente. Por causa disso, existem formas diferentes de
manipulação e aplicação, dependendo do caso a ser tratado.
Apresentamos neste trabalho um resumo das propriedades que um material
pode apresentar; também falamos um pouco do que alguns materiais específicos e
suas propriedades.

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Sumário

PROPRIEDADES DOS MATERIAIS DENTÁRIOS .......................................... 5

1.1 Propriedade química ............................................................................... 5

1.2 Propriedade física .................................................................................... 5

1.3 Propriedade Mecânica ............................................................................. 6

1.4 Propriedade biológica .............................................................................. 7

2. PROPRIEDADES DE ALGUNS MATERIAIS ESPECÍFICOS ...................... 7

2.1 Óxido de Zinco e Eugenol ....................................................................... 7

2.2 Resinas restauradoras ............................................................................ 8

2.3 Materiais de Moldagem ........................................................................... 8

2.4 Ceras Odontológicas ............................................................................... 8

2.5 Amalgama ............................................................................................... 9

CONCLUSÃO ................................................................................................. 11

REFERÊNCIAS .............................................................................................. 12

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PROPRIEDADES DOS MATERIAIS DENTÁRIOS

As propriedades dos materiais são específicas, lhes dando características e


comportamentos próprios; nos ajudam a entender melhor as transformações que
acontecem na natureza, assim, é oportuno e útil saber sobre as propriedades dos
materiais, das quais as principais são: químicas, físicas, mecânicas e biológicas. No
decorrer do desenvolvimento deste trabalho, teremos os fundamentos dessas
propriedades, e direcionaremos atenção para alguns materiais utilizados na área de
odontologia, mostrando suas características.
1.1 Propriedade química
A propriedade química refere-se à alteração da matéria, quando a substância
se transforma em outra por meio de reação química. No encontro entre duas
substâncias, a propriedade química determina como a substância resultante se
comportará. São exemplos de propriedades químicas: o poder de corrosão e
solubilidade.
A solubilidade é a propriedade da química que aborda a medida da capacidade
que uma substância tem de se dissolver em outra substância, o soluto, substância que
é dissolvida, e o solvente, que se encontra em maior quantidade e mesmo estado de
agregação da solução. Substâncias polares tendem a dissolver outras substâncias
polares, e da mesma forma, solventes apolares tendem a dissolver solutos apolares,
“semelhante dissolve semelhante”.
A corrosão pode ser defina como um processo de degradação do material
causado por ações químicas ou eletrolíticas, é uma reação que ocorre entre o meio e
o material. Há dois tipos de corrosão, a corrosão química, que ocorre em contato direto
entre o material e o agente corrosivo, nela há ausência de eletrólito e não se tem
formação de corrente elétrica. E a corrosão eletroquímica, que o eletrólito se faz
presente e envolve formação de corrente elétrica.
1.2 Propriedade física
As propriedades físicas são as características dos materiais, elas são baseadas
nas leis da mecânica, acústica, ótica, termodinâmica, eletricidade, magnetismo,
radiação, estrutura atômica e fenômenos nucleares. Essas propriedades não podem
ser alteradas por fatores externos. As propriedades visuais: matiz, luminosidade e
saturação; e translucidez são propriedades físicas que se encontram fundamentadas

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nas leis da ótica, que é a ciência que estuda os fenômenos da luz e da visão. A
condutividade térmica, que é a capacidade que o material possui de transferir calor, e
o coeficiente de expansão térmico, que estima as alterações de dimensão devidas às
mudanças de temperaturas, são propriedades embasadas nas leis da termodinâmica.
Um dos objetivos da odontologia é restaurar a cor e aparência da dentição
natural. A luz é uma radiação eletromagnética que pode ser detectada pelo olho
humano. Para descrever quantitativamente a cor e aparência de um dente, é
necessário ser feito em um espaço tridimensional pela mensuração das propriedades
visuais, a matiz é o nome da cor, a saturação é o que mede o grau de intensidade de
matiz e a luminosidade define a claridade e escuridão de uma cor. É importante
lembrar que a fonte de luz influência na cor de um objeto, ou seja, um objeto pode ter
a sua cor alterada sobre a influência de diferentes fontes de luz, como exemplo a luz
ultravioleta faz com que os dentes aparentam ser mais brancos contrastando com
restauração em compósito que não apresentam fluorescência.
O termo escoamento é aplicado com materiais amorfos, como exemplos a
massa de modelagem, ela se fratura durante um puxão rápido, entretanto caso seja
colocada sob a forma de esfera sobre uma mesa, irá se tornar achatada após certo
tempo devido ao seu próprio peso. O creep é quase sinônimo de escoamento, ele é
definido como a deformação plástica dependente do tempo de um material sob uma
carga estática ou tensão constante.
1.3 Propriedade Mecânica
As propriedades mecânicas são definidas pela lei da mecânica isto é a ciência
física que lida com energia e forças e seus efeitos nos corpos, focando principalmente
em corpos estáticos. A resistência se refere à habilidade do material de resistir as
forças aplicadas sem que haja fratura ou deformação excessiva.
A tensão é a força pela unidade de área atuando em milhões de átomos ou
moléculas em um dado plano de um material. A força de tração produz tensões de
tração, uma força compressiva produz tensões de compressão e uma força de
cisalhamento produz tensão de cisalhamento. Uma força de flexão pode produzir
todos os três tipos de tensão em uma estrutura, mas na maioria dos casos a fratura
ocorre decorrente do componente de tração. A deformação pode ser tanto elástica
quanto plástica ou uma combinação de ambas. Uma deformação elástica é reversível
e uma deformação plástica é permanente.

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1.4 Propriedade biológica
No Dicionário Médico Ilustrado de Dorland define a palavra biocompatível como,
“harmonioso com a vida e não possuindo efeitos tóxicos ou prejudiciais as funções
biológicas”, ou seja, tudo que for biocompatível não irá causar danos para os órgãos
do corpo humano. É exigido que os materiais odontológicos: não devem ser
prejudiciais a polpa nem aos tecidos moles; não devem ter conter substâncias toxicas
dispersíveis que possam ser liberadas e absorvidas pelo sistema circulatório causando
reação toxica sistemática; devem ser livres de agentes potencialmente sensibilizantes
que possam causar reações alérgicas; não devem ter potencial carcinogênico.
As respostas alérgicas a materiais odontológicos incluem dermatite de contado
alérgica, alergia a produtos de látex, estomatite de contato alérgica a controvérsia do
mercúrio, alergia ao níquel e toxidade e alergenicidade do berílio. Uma das soluções
para a alergia ao látex foi a criação a criação da luva de vinil e a luva de silicone.

2. PROPRIEDADES DE ALGUNS MATERIAIS ESPECÍFICOS

2.1 Óxido de Zinco e Eugenol


Óxido de Zinco e Eugenol são duas substâncias comumente usadas na
odontologia como cimentação, cimento cirúrgico, material de obturação temporária e
obturação de canais, pasta de registro de mordida, material para forramento
temporário de dentaduras e material de moldagem para bocas edentadas.
Misturadas, elas formam uma pasta relativamente dura que toma presa
quimicamente. Quando essa mistura é usada para moldagem, ela apresenta algumas
especificações: a consistência não pode ser nem viscosa nem muito dura; não existe
uma especificação para o escoamento do material, porque ele não é líquido, mas
existe um teste para materiais polimerizados que consiste em espatular o produto e
colocar um peso sobre ele e avaliar o quanto a mistura se espalha. No caso do Óxido
de Zinco e Eugenol, quanto mais o tempo passa, após a junção dessas duas
substâncias, menos ele se espalha devido ao tempo de presa.
Quanto a rigidez e resistência, as pastas de moldagem ZOE endurecidas
resistem a 7Mpa (1.000 libras/pol²) com 2 horas após a espatulação. Tem grande
estabilidade, com uma contração menor que 0,1%. Não se espera distorção alguma
do material após seu endurecimento, por seu grau de estabilidade.

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2.2 Resinas restauradoras

As restaurações existentes no mercado são classificadas como diretas e


indiretas. As restaurações mais utilizadas pelos cirurgiões dentistas são as diretas, ou
seja, diretamente na boca do paciente em sessão única, e o material empregado com
mais frequência é a resina composta que é a mais semelhante a cor do dente, também
existem as restaurações de amalgama que é de cor mais escura, porém de maior
resistência comparadas a de resina composta. As restaurações diretas são as mais
indicadas quando às cavidades são pequenas ou médias, o custo é menor e são
realizadas em sessão única em consultório. O material indicado para as restaurações
diretas depende do caso clinico, do estado em que se encontra o elemento dentário,
porem como foi dito acima, os cirurgiões têm dado preferência à resina composta por
ser semelhante á cor do dente, em cavidades pequenas ou medias. A durabilidade da
restauração depende de muitos fatores, tanto como do cirurgião quando realiza
procedimento, quanto do paciente; aos hábitos, e os cuidados necessários ou até
mesmo o tempo em que foi feito, pois após um certo período elas precisam ser
substituídas no qual podem infiltrar, fraturar e até mesmo por questões estéticas.
As restaurações indiretas tipo onlay são aquelas que o cirurgião faz um
pequeno preparo onde ele desgasta o dente do paciente, faz um molde da boca do
paciente e envia para o laboratório de prótese, porem diferente da restauração direta,
a indireta requer mais de uma sessão. Os materiais utilizados são as cerâmicas de
porcelana, cerômeros, resinas, ou as ligas metálicas e que também dependem do
caso clínico e da adaptação do paciente, também por preferência estética a cerâmica
(porcelana) é a mais utilizada. Em dentes anteriores as facetas de porcelana são as
mais utilizadas.
2.3 Materiais de Moldagem
Quando os materiais de moldagem (ZOE, gessos para moldagem e godivas)
pegam presa, ficam rígidos. Existem três tipos: os anelásticos,os mucoelásticos e os
elásticos. Os materiais elásticos são mais indicados por conseguirem reproduzir
melhor tanto os tecidos moles quanto os tecidos duros da boca.
2.4 Ceras Odontológicas
Propriedades desejáveis da cera odontológica:

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1. Quando amolecida, a cera deve apresentar-se uniforme. Em outras
palavras, ela deve ser feita com componentes que possam misturar-se entre
si, de tal modo que não se formem grânulos ou partes duras quando a cera for
plastificada.
2. A cor deve contrastar com a do material de troquei ou dente
preparado. É necessário esculpir as margens do padrão de cera próximas ao
troquei, e, por esse motivo, um contraste de cor definido facilita o acabamento
apropriado das margens.
3. Após o amolecimento, quando a cera é dobrada e modelada, ela não
deve descamar ou apresentar superfície rugosa. A descamação é comumente
presente em ceras de parafina, e por isso se justifica a necessidade da adição
de modificadores.
4. Após a solidificação do padrão de cera, é necessário esculpir a
anatomia original do dente na cera e das margens, de modo que o padrão se
adapte exatamente à superfície do troquei. Este último procedimento algumas
vezes faz com que as margens de cera se apresentem muito finas. Se a cera
se descamar ou descolar nestas regiões, em virtude dos procedimentos de
escultura, a adaptação precisa do modelo não poderá ser conseguida.
5. Após o padrão ter sido realizado, a cera é eliminada do molde. A
eliminação é geralmente feita por aquecimento do molde de revestimento para
queimar a cera. Se, após a queima, a cera deixar resíduos que possam formar
uma camada impermeabilizante nas paredes do molde, a fundição final da inlay
será adversamente afetada. Consequentemente, a cera deverá ser queimada,
formando carbono, que será posteriormente eliminado por oxidação,
transformando-se em gases voláteis. A Especificação No. 4 da ANSI/ADA
requer que a cera fundida, quando aquecida a 500 °C (932 °F), não deixe
resíduos sólidos que excedam 0,10% do peso original do corpo-de-prova.
6. O padrão de cera deve ser completamente rígido e
dimensionalmente estável em todas as etapas de trabalho, até sua eliminação.
O padrão de cera estará sujeito ao escoamento, caso não seja manuseado
cuidadosamente. Também estará sujeito ao relaxamento de tensões, um fator
que deve ser levado em consideração na sua manipulação.
A expansão e contração durante a fundição da cera são muito
sensíveis à temperatura. Normalmente, uma cera macia contrai mais do que
uma dura. A alta contração da cera pode causar significativa distorção do
padrão ao se solidificar. A excessiva contração e expansão por mudança de
temperatura devem ser evitadas. Por essa razão, algumas vezes são
acrescentadas partículas de cargas orgânicas às formulações das ceras. As
partículas de carga devem ser completamente miscíveis com os componentes
da cera para fundição durante sua fabricação, e não devem deixar nenhum
resíduo indesejável após a queima. (PHILLIPS, 2005, p. 268)

2.5 Amalgama

A Odontologia é uma profissão que apresenta um grande risco de


contaminação química para a saúde de quem a pratica, pois o mercúrio metálico é um
dos principais componentes do amálgama dentário, havendo, durante todo o processo
de manipulação desse composto, liberação de vapor de mercúrio.
O amalgama é um material restaurador utilizado na odontologia, é um material
resistente usado em restauração de dentes posteriores. E feito de uma liga de
mercúrio, prata e estranho, e usado na restauração de dentes devido que é um
material resistente à oxidação e por isso é usado na restauração de dentes, também

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pode ser a mistura de elementos diferentes. As propriedades físicas e mecânicas
desse material possui durabilidade, tem baixo coeficiente de dilatação, possui boa
estabilidade dimensional e resistência. A liga de amálgama possui boa estabilidade
dimensional e resistência, todavia possui um baixo escoamento (creep). Exemplo: O
creep de um metal geralmente ocorre à medida que a temperatura se aproxima de
algumas centenas de graus de seu ponto de fusão (temperatura a qual uma
substância passa do estado sólido ao estado líquido).
Os metais empregados em odontologia para a confecção de restaurações
fundidas ou subestruturas para faces de porcelanas possuem ponto de fusão que são
bem mais altos que a temperatura da boca, portanto não são susceptíveis à
deformação por creep, exceto quando submetidos a altas temperaturas. A mais
importante exceção é o amálgama dental, cujos componentes possuem pontos de
fusão ligeiramente acima da temperatura ambiente. Devido ao seu ponto de fusão
baixo, o amálgama dental pode sofrer o creep lentamente em um local restaurado
mantido sob estresse periódico, como o imposto por pacientes que possuem o hábito
de apertar seus dentes. Pelo fato do creep causar uma deformação plástica contínua,
este processo pode ser destrutivo para uma restauração dentária.

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CONCLUSÃO
Com esta pesquisa bibliográfica salientamos a importância do conhecimento
das propriedades ideais dos materiais, bem como saber a sua forma correta de uso
para trabalhar com eles e como eles vão se comportar antes, durante e depois da
manipulação.
Existem muitos materiais no mercado. Os quatro grupos de materiais
empregados em odontologia hoje são: metais, cerâmicas, polímeros e resinas
compostas; cada um com suas especificações, usos e finalidades.
O livro de PHILLIPS Materiais dentários usado nessa como base teórica para
este trabalho contém explicações sobre uma vasta variedade de materiais
odontológicos, tanto em uso quanto os usados antigamente. É interessante realizar a
leitura deste para melhores esclarecimentos sobre o assunto.

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REFERÊNCIAS

PHILLIPS. Materiais dentários de Skinner. 8ª edição. São Paulo: Editora Guanabara


Koogan S.A, 1998.

PHILLIPS. Materiais Dentários. 10ª edição. São Paulo: Editora Guanabara Koogan
S.A, 2004.

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