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UNIVERSIDADE FEDERAL DOS VALES DO JEQUITINHONHA E MUCURI

BACHARELADO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA

ANÁLISE DA LOGÍSTICA REVERSA PARA A PLANO DE REUSO DOS


MATERIAIS RECICLÁVEIS NA PRODUÇÃO DE ENERGIAS RENOVÁVEIS

Julian Ribeiro Sena

Teófilo Otoni
2018
UNIVERSIDADE FEDERAL DOS VALES DO JEQUITINHONHA E MUCURI
BACHARELADO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA

ANÁLISE DA LOGÍSTICA REVERSA PARA A PLANO DE REUSO DOS


MATERIAIS RECICLÁVEIS NA PRODUÇÃO DE ENERGIAS RENOVÁVEIS

Julian Ribeiro Sena

Monografia apresentada ao curso de


Bacharelado Ciência & Tecnologia da
Universidade Federal dos Vales
Jequitinhonha e Mucuri, como parte dos
requisitos exigidos para a conclusão do
curso.

Orientador: Prof. Dr. Carlos Alexandrino

Teófilo Otoni
2018
UNIVERSIDADE FEDERAL DOS VALES DO JEQUITINHONHA E MUCURI
BACHARELADO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Julian Ribeiro Sena

Orientador: Prof. Dr. Carlos H. Alexandrino

ANÁLISE DA LOGÍSTICA REVERSA PARA A PLANO DE REUSO DOS


MATERIAIS RECICLÁVEIS NA PRODUÇÃO DE ENERGIAS RENOVÁVEIS

Monografia apresentada ao curso de


Bacharelado Ciência & Tecnologia da
Universidade Federal dos Vales
Jequitinhonha e Mucuri, como parte dos
requisitos exigidos para a conclusão do
curso.

Data de aprovação: ____ /____ /____

_______________________________________________________
Prof. Dr. Ciro Meneses Santos
Instituto de Ciência, Engenharia e Tecnologia - UFVJM

_______________________________________________________
Prof. Me. José Aparecido de Oliveira Leite
Instituto de Ciência, Engenharia e Tecnologia – UFVJM

_______________________________________________________
Prof. Dr. Carlos Alexandrino
Instituto de Ciência, Engenharia e Tecnologia – UFVJM
RESUMO

A aplicação da logística reversa permite proporcionar melhorias no gerenciamento do


fluxo reverso das mercadorias, favorecendo, com isso, a obtenção de vantagens
competitivas por meio do uso de produtos que foram objeto de reciclagem nos processos
produtivos. Sendo assim, é possível contemplar a proposta de reaproveitamento de
materiais recicláveis para se desenvolver fontes de energia renovável como estratégia
competitiva, que enaltece a concretização da responsabilidade socioambiental, que busca
incentivar projetos e estudos voltados à busca por fontes renováveis. O objetivo neste
trabalho é apresentar as vantagens e as dificuldades encontradas nos processos de
logística reversa, considerando a aplicação de questionário qualitativo acerca do tema em
uma associação de catadores de materiais recicláveis da região do Vale do Mucuri, em
Teófilo Otoni/MG. Os resultados obtidos apontaram para a existência de vários gargalos
no processo, expondo, também, os benefícios promovidos pela atividade de coleta
seletiva para a obtenção de fontes renováveis.

Palavras-chave: logística, materiais recicláveis, fontes renováveis.


ABSTRACT

The application of reverse logistics allows to provide improvements in the management


of the reverse flow of goods, favoring, therefore, the achievement of competitive
advantages through the use of products that have been recycled in the production
processes. Thus, it is possible to contemplate the proposal of reuse of recyclable materials
to develop renewable energy sources as a competitive strategy, which praises the
realization of socio-environmental responsibility, which seeks to encourage projects and
studies aimed at the search for renewable sources. The objective of this article is to present
the advantages and difficulties encountered in the reverse logistics processes, considering
the application of a qualitative questionnaire about the theme in an association of
collectors of recyclable materials from the Vale do Mucuri region in Teófilo Otoni/MG.
The obtained results pointed to the existence of several bottlenecks in the process, also
exposing the benefits promoted by the selective collection activity to obtain renewable
sources
Keywords: logistics, recyclable materials, renewable sources.
LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Figura 1 - Materiais posicionados na máquina de prensa.Erro! Indicador não definido.


Figura 2 - Materiais Plásticos prensados para transporte à Catavales.Erro! Indicador
não definido.
LISTA DE TABELAS
Tabela 1 - Fluxos na Logística .......................................................................................25
Tabela 2 - Preço dos materiais recicláveis em algumas cidades brasileiras ...................25
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO ............................................................................................................................. 9
1.1 PROBLEMAS E PREMISSAS .................................................................................................... 12
2 OBJETIVOS ................................................................................................................................ 12
2.1 Objetivo geral ........................................................................................................................ 12
2.2 Objetivos específicos ............................................................................................................. 12
3 JUSTIFICATIVA .......................................................................................................................... 12
3.1 METODOLOGIA...................................................................................................................... 13
3.1.1 Levantamento de dados ..................................................................................................... 14
3.1.2 Análise de dados ................................................................................................................ 14
4 REFERENCIAL TEORICO ............................................................................................................. 16
4.1 Logística reversa e sua conceituação .................................................................................... 16
4.1.1 Logística reversa e os aspectos ambientais ....................................................................... 19
4.1.2 Logística reversa como diferencial competitivo................................................................. 21
4.1.3 Logística reversa para reciclagem e reaproveitamento de materiais ................................ 22
4.2 RECICLAGEM E OS RESÍDUOS ................................................................................................ 24
Gráfico 1 - A cadeia produtiva de alumínio 2013 e 2014. ....................................................... 26
Gráfico 2 - Relação entre a sucata recuperada e o consumo interno de alumínio do Brasil e
de países selecionados. ........................................................................................................... 27
Gráfico 3 - A cadeia produtiva (T x Mil) .................................................................................. 28
Gráfico 4 - Reciclagem anual de papéis (T X Mil) .................................................................... 28
Gráfico 5 - Produção de transformados plásticos no Brasil (em R$ bilhões) ......................... 29
Gráfico 6 - Evolução da reciclagem de PET no Brasil (T X Mil) ................................................ 29
2.2.1 Reciclagem como atividade econômica e sustentável ....................................................... 30
2.3 ENERGIAS RENOVÁVEIS E SUSTENTABILIDADE ..................................................................... 31
3 PROCEDIMENTOS E MÉTODO .................................................................................................. 35
4 RESULTADOS E DISCUSSÕES..................................................................................................... 38
5 CONCLUSÃO ............................................................................................................................. 42
REFERÊNCIAS ............................................................................................................................... 45
APÊNDICE A – QUESTIONÁRIO QUALITATIVO ............................................................................. 51
1 INTRODUÇÃO

Atualmente, a demanda por energia no mundo cresce de forma tão


preocupante quanto o volume de lixo. Equilibrar inteligentemente essas curvas de
crescimento cria um dos grandes desafios tecnológicos do mundo atual.
A demanda e o consumo estão diretamente relacionados com a questão
fundamental das necessidades humanas. Embora sejam dois conceitos muito
diferenciados, ambos se realimentam a ponto de um ser consequência do outro. Pode-se
perceber que a demanda antecede o consumo, pois, para que este último aconteça, tem de
haver uma necessidade a ser satisfeita, a qual, por sua vez gera a procura de um objeto ou
bem (TRIGOSO, 2004).
A ação energética tende a um crescimento desordenado para atender as
necessidades da humanidade, em que o homem tem se voltado para a natureza buscando
nela alternativas capazes de lhe proporcionar a energia de que tanto necessita sendo esta
compatível ao seu nível de vida.
Para demonstrar este ponto de vista antropológico e evidente, Wilhite (1996)
realizou por meio de uma pesquisa etnográfica a comparação entre o comportamento dos
consumidores de energia de Fukuoka no Japão, e de Oslo na Noruega. Nesta pesquisa
foram analisadas diversas informações sobre as cidades como a infraestrutura, o clima,
as moradias, a renda familiar e as tradições culturais, em sua pesquisa todos esses
parâmetros se mostraram ser cruciais no consumo de energia, tendo as tradições culturais
como o mais perceptivo. “deveria dar-se prioridade à promoção de tecnologias que
proporcionem o mesmo serviço cultura com menor energia”.
Com esse fator determinado, as alternativas energéticas originárias dos
recursos naturais renováveis estão sendo retomadas, a utilização da situação atual já não
é mais possível, devido ao limite nas reservas disponíveis e os impactos ambientais.
Da mesma forma que o desenvolvimento tem pressionado o ser humano pela
eficiência, o meio ambiente está sendo pressionado para atender às demandas materiais e
para receber os resíduos gerados neste modelo que se curvou ao consumo. As energias
renováveis são a única solução para tais problemas, pois consideravelmente duráveis
(GOLDEMBER; LUCON, 2007).
A energia move todo ano vultosas cifras econômicas, algo em torno de 1,5
trilhão de dólares. As energias fósseis recebem vultosas somas de subsídios, das mais
variadas formas, algo como 151 bilhões de dólares ao ano entre 1995 e 1998. Os
renováveis receberam no mesmo período 9 bilhões de dólares ao ano (GOLDEMBER;
LUCON, 2007).
No Brasil, a busca por fontes alternativas revela uma característica ímpar, que
o difere em comparação com os outros países: a sua expressiva biodiversidade, que torna
possível gerar energia partindo de diversos meios distintos, como a energia formada pela
força dos águas (hidrelétrica), da ação do vento (eólica) e do sol (sola), além de outras
(AGRONEGÓCIOS, 2006).
Outro aspecto a se considerar é que, ao se optar pela aplicação de uma fonte
energética natural, como é o caso da energia solar, por exemplo, contribui-se, também,
para a preservação do meio ambiente, já que apresenta alternativa que prefere energia
renovável a fontes de energia não renovável, disponibilizada gratuitamente pela natureza.
Com isso, são reduzidos, também, a dependência dos recursos florestais (carvão e lenha)
e fósseis (gás), evitando, assim, maiores impactos ambientais.
Essas formas de aplicação que temos vem em benefício social para poupar
recursos ambientais e realizar a conservação natural. O processo de remanufatura
colabora para isso, afinal ele evita que os componentes sejam descartados sem controle
e, desta forma, poluam o meio ambiente.
É possível então com o uso da logística determina que os componentes
retornem para a indústria e seja descartado de forma correta. Pois após uma avaliação e
analise, dos componentes, parte pode ser aproveitada e outra descartada, seguindo os
critérios ambientais corretos.
A logística reversa está de forma direta ligada ao processo de remanufatura,
por meio da coleta dos produtos utilizados garantindo que a matéria-prima utilizada para
manter o processo e o uso de produtos reaproveitados ainda esteja em uso.
A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) define a logística reversa
como um “instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um
conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição
dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para o reaproveitamento, em seu ciclo ou em
outros ciclos produtivos, ou mesmo para outra destinação final ambientalmente
adequada”.
A logística reversa está ligada ao mesmo tempo, a questões legais e
ambientais e as econômicas, o que coloca em destaque e faz com que seja imprescindível
o seu estudo no contexto organizacional, porque é o processo por meio das quais as
empresas podem se tornar ecologicamente mais eficiente por intermédio da reciclagem,
reuso e redução da quantidade de materiais usados (CARTER; ELLRAM,1998).
A logística reversa é um termo bastante genérico e significa em seu sentido
mais amplo, todas as operações relacionadas com a reutilização de produtos e materiais,
englobando todas as atividades logísticas de coletar, desmontar e processar produtos e/ou
materiais e peças usadas a fim de assegurar uma recuperação sustentável (LEITE, 2003).
A logística reversa é muito interessante para o reuso de materiais e traz uma
importante referência para o reaproveitamento de matéria prima, essas alternativas trazem
diversos benefícios para meio ambiente, e o lixo industrial ser reutilizado e não
descartado, consegue mitigar os impactos ambientais e ainda trazer vantagens sobre
outras empresas.
A prática da reciclagem está se tornando cada vez mais presente como
modelo de incentivo a ajudar no desperdício de materiais que tinham como destino o lixo.
O lixo quando tratado adequadamente pode se tornar fonte de renda.
A reciclagem se constitui numa opção para o desenvolvimento sustentável, se
apresentando como alternativa social e econômica a geração e concentração de milhões
de toneladas de lixo produzido diariamente pelos grandes centros urbanos espalhados
pelo mundo (SILVA, LOPES e DANTAS, 2014).
Além da prática de reciclagem e reutilização, uma prática que pode ser
determinante para o problema energético e relacionado ao lixo é a geração de energia
elétrica aproveitando os resíduos assim de uma forma interessante para a produção de
energia.
É importante salientar que existem custos associados com o processo de
coleta e reciclagem em si. Por esta razão, a reciclagem deve ser considerada quando não
se pode reduzir ou reutiliza (LUCKE, 2012).
O grande problema da implantação de geração de energia a partir dos resíduos
sólidos, é o alto custo que é envolvido no processo, o que faz o número de usinas
especializadas sejam muito poucas, por esse entre tantos outros motivos a logística
reversa traz o diferencial para reaproveitamento de lixo e assim geração de energia.
O propósito do presente estudo se finca na necessidade de se analisar de que
modo a logística reversa, em conjunto com o reaproveitamento do lixo para geração de
energias renováveis, pode ser tida como estratégia competitiva para uma associação de
catadores de materiais recicláveis. Busca-se, com isso, evidenciar as vantagens existentes
na adoção da prática do reaproveitamento de material reciclável para gerar energia
renovável.

1.1 PROBLEMAS E PREMISSAS

Nos dias atuais, os recursos naturais existentes estão sendo esgotados para a
geração de energia cabe aos profissionais da área desenvolver métodos e soluções que
consigam trazer a geração de energia para um novo patamar, porém há uma grande
dificuldade encontrada que se dá aos investimentos necessários e métodos para aplicação
desses processos para geração de energia limpa.

2 OBJETIVOS

Esta parte demonstra de forma geral e especifica, a obtenção da conclusão ao


desenvolver este trabalho.

2.1 Objetivo geral

Este trabalho tem o objetivo de contribuir para a prática cientifica com a


aplicação de um método para geração de energia limpa utilizando a logística reversa.

2.2 Objetivos específicos

a) Demonstrar as dificuldades encontradas relacionadas a sustentabilidade e


ao reaproveitamento de materiais;
b) Explanar a prática de logística reversa em empresas e instituições através
de um questionário;
c) Propor a aplicação de um método para fonte de energia renovável;
d) Ilustrar a influência das atividades de coleta seletiva na sustentabilidade e
renda do trabalhador catador.

3 JUSTIFICATIVA
Os recursos naturais estão a cada ano se esgotando muito mais rápido,
diversos fatores influenciam a este acontecimento e cabe aos profissionais do assunto
junto com as instituições governamentais realizar pesquisas e investimentos neste campo
de estudo. A última vez que a Humanidade respeitou o orçamento natural anual foi em
1970. O “cartão de crédito” ambiental está a esgotar-se cada vez mais cedo no calendário,
alerta a associação ambientalista ZERO.
O dia em que o Mundo atinge o limite do uso sustentável de recursos naturais
para esse ano chega cada vez mais cedo. Em 2016, esse dia chegou a 8 de agosto. Este
ano, esgotamos os recursos naturais a 2 de agosto (RTP; ZERO, 2017).
E é possível através de várias formas melhorar esta situação. A ZERO aponta
alguns caminhos de mudança. Entre eles, o que se chama Economia Circular: utilizar e
reutilizar ao máximo. Ou seja, abandonar o paradigma de “usar e jogar fora” e passar a
reutilizar.
O uso de recursos naturais está aplicado a diversos âmbitos do nosso
cotidiano, energia, comida, roupas entre vários outros, cabe então a conscientização para
tentar mudar esse cenário e fazer uso de opções que não agridam o meio ambiente e não
cause impactos ambientais.

3.1 METODOLOGIA

O presente trabalho se caracteriza como uma pesquisa bibliográfica, tentando


a partir das referências documentadas qualificar e quantificar as informações obtidas.
A revisão bibliográfica, ou revisão da literatura, é uma análise crítica,
meticulosa e ampla das publicações correntes em uma determinada área do conhecimento
(TRENTINI; PAIM, 1999).
A pesquisa bibliográfica procura explicar e discutir um tema com base em
referências teóricas publicadas em livros, revistas, periódicos e outros. Busca também
conhecer e analisar conteúdos científicos sobre determinado tema (MARTINS, 2001).
Pode-se agregar ao acervo consultas realizadas a base de dados, periódicos e
artigos referenciados com a finalidade de desenvolver a pesquisa.
O procedimento documental, conforme Gil (2002), tem o objetivo de
descrever e comparar dados, características da realidade presente e do passado.
A abordagem da pesquisa foi qualitativa, por se basear na realidade para fins
de compreender uma situação única (RAUEN, 2002) e quantitativa, por buscar
conhecimento por meio de raciocínio de causa e efeito, redução de variáveis específicas,
hipóteses e questões, mensuração de variáveis, observação e teste de teorias.
(CRESSWELL, 2007).

3.1.1 Levantamento de dados

A base de dados para estudo: Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da


USP, Biblioteca Digital da Unicamp, Portal de Periódicos CAPES/MEC, esses serviram
como instrumento para a coleta de dados, a partir dos seguintes termos e assuntos: Energia
renovável; Reaproveitamento de materiais; Logística reversa; Reciclagem; Geração de
energia renovável.

3.1.2 Análise de dados

Após o levantamento dos dados foi realizado a avaliação do material obtido


e separado aqueles para referencial e uso na aplicação do trabalho, compilando as
principais informações. Em seguida foi feita uma análise minuciosa, das mesmas de
forma a estabelecer uma conexão e compreensão com o tema a ser estudado e
desenvolvimento deste, para que então seu uso seja demonstrado no referencial teórico.
4 REFERENCIAL TEORICO

Após a introdução do trabalho, da apresentação do tema, dos problemas e dos


objetivos a sequência é a descrição dos assuntos propostos, com uma exposição ordenada
e pormenorizada.

4.1 Logística reversa e sua conceituação

A logística tradicional pode ser definida como a sistematização e otimização


do fluxo de materiais e recursos de materiais, informações e recursos de uma organização
que integra duas ou mais atividades gerenciais e operacionais, planejando,
implementando e controlando o fluxo eficiente de materiais, informações e recursos, do
ponto de origem ao ponto de destino, com o princípio de adequá-los às necessidades dos
fornecedores e clientes (ÁVILLA, 2012).
Em realidade com um âmbito de competitividade crescente, a logística, se
desenvolveu passando a considerar de maneira sistemática todas as atividades
relacionadas aos fluxos do processo logístico da empresa para efetivação e sustentação
de uma estratégia eficiente num mercado promissor.
Com isso a demanda cresceu conscientemente, e a exigência em relação a
prazo, qualidade e custo, a melhoria desse método de distribuição tem tido a atenção ao
que se considera a reintegração dos produtos no processo de produção, ou seja, o
reaproveitamento dos materiais e suas constituições.
Com isso, um novo conceito vem sendo aplicado, porque a Logística também
engloba o fluxo reverso de materiais, ou seja: materiais que vão do usuário final, ou de
outro ponto anterior, a um novo consumo ou reaproveitamento. Este processo é chamado
Logística Reversa (LR).
O termo Logística Reversa apresentado pelo Reverse Logistics Executive
Council (RLEC), é definido como: Processo do planejamento, implementação e controle
da eficiência e custo do fluxo de matérias-primas, estoques em processo, produtos
acabados e as informações correlacionadas do ponto do consumo ao ponto de origem com
o propósito de recapturar valor ou para uma disposição apropriada. (RLEC, 2004).
Atualmente, as definições de logística reversa, dependem da organização e do
setor da indústria em que ela atua para assim definir este conceito. Seu conceito evoluiu
ao longo do tempo, não só pela definição, mas também em relação as atividades e sua
abrangência, no início era vista como forma de distribuição e então passou a ganhar
notoriedade por conseguir adotar todas as atividades logísticas relacionadas ao retorno de
produtos.
As atividades da LR podem variar desde a revenda de um simples produto até
abranger diversos processos como: coleta, inspeção, separação, levando a uma
remanufatura ou reciclagem. A logística reversa envolve todas as operações relacionadas
à reutilização de produtos e materiais, na busca de uma recuperação sustentável (SOUZA;
FONSECA, 2009).
Se tratando de atividades logística, também se trata do fluxo de materiais que
retornam devido algum motivo (devolução de clientes, retorno de embalagens, retorno de
produtos e ou materiais para atender à legislação), a LR não trata somente do fluxo físico
de produtos, mas também das informações relacionadas a este procedimento.
A logística moderna engloba também os fluxos de retorno de peças a serem
reparadas, de embalagens e os seus assessórios, dos produtos vendidos devolvidos e dos
usados/consumidos a serem reciclados (LEITE, 2003).

Tabela 1 - Fluxos na Logística


Comparação entre os fluxos na logística
Com fornecedores (fornecimento de materiais e de componentes)
Fluxo Direto Com clientes (produtos, peças de reposição, materiais promocionais e de
propaganda)
Com fornecedores (embalagem, reparo)
Fluxo Reverso Com fabricantes (eliminação, reciclagem)
Com clientes (excesso de estoque, reparos)
Fonte: Adaptação Leite (2003).

Para o bom desempenho na LR, as organizações e empresas, precisam evitar


a ocorrência de retornos não planejados. Para que se tenha algum controle sobre retornos
não planejados, muitas medidas podem ser tomadas, desde testes para garantir a qualidade
dos produtos, passando por uma estrutura mais avançada de serviço de atendimento ao
cliente, como call centers, até mesmo o estabelecimento de políticas de retorno com os
distribuidores (SOUZA; FONSECA, 2009).
Outro fator considerável, é o tempo do ciclo do material, que introduz desde
a identificação da necessidade de reutilização até a sua remanufatura. Sabe-se que, se os
tempos de ciclos forem muito longos, eles acabam por adicionar custos desnecessários
porque atrasam a geração de caixa e ocupa espaço de armazenamento (LACERDA,
2000).
Os fatores que aumentam o ciclo de tempo de acordo com Stock (1998) são:
controles de entrada ineficiente, falta de infraestrutura dedicada ao fluxo reverso e falta
de procedimentos para tratar as exceções ou resíduos de produtos de baixa saída ou
elevado valor agregado.
A LR agrega valor econômico, ecológico, legal e de localização ao planejar
as redes reversas e as respectivas informações e ao operacionalizar o fluxo desde a coleta
dos bens de pós-consumo ou de pós-venda. Isto se dá por meio dos processos logísticos
de consolidação, separação e seleção, até a reintegração ao ciclo (ÁVILLA, 2012).
Portanto, as empresas precisam estar atentas para novos segmentos para esta área de
trabalho.
Nos últimos anos, houve um grande crescimento de atividades de reciclagem,
reaproveitamento de materiais, principalmente de embalagens e produtos, esse
crescimento se deve a amplas influencias econômicas, governamentais e ambientais que
trouxeram esse novo cenário. A Nat. Genius, unidade de negócios para logística reversa
da Embraco (empresa de tecnologia), processou quase 11 mil toneladas de material nos
últimos dois anos (FOLHA S.P., 2017).
As empresas podem obter resultados econômicos com a LR, no
reaproveitamento, na reutilização, nos reprocessamentos, nas reciclagens etc., mas
quando realizam este tipo de investimento em preservação ecológica dirigirá esforços
para defesa se sua imagem corporativa e seus negócios utilizam essas preocupações como
forma de diferenciação estratégica para seus produtos, posicionando no mercado com
vantagens competitivas ligadas ao aspecto ecológico (LEITE, 2003).
Com 12 empresas associadas, a Abinee (que reúne a indústria de eletrônicos)
criou a Green Eletron, primeira gestora da cadeia de reciclagem do setor. HP, Samsung,
Apple, Lenovo e Embraco, entre outras, integram a entidade, que tenta unificar ações no
setor e avançar no acordo nacional (FOLHA S.P., 2017). Esse tipo de ação demonstra a
força LR e sua aplicação no mercado como estratégia de negócio.
4.1.1 Logística reversa e os aspectos ambientais

Diversos foram os motivos para o incentivo e uso da LR, a sensibilidade


ecológica e os aspectos ambientais foram essenciais para isto. A difusão do
desenvolvimento sustentável, colocando a ideia de se comprometer com a
sustentabilidade com as gerações futuras, as legislações ambientais sobre os resíduos
sólidos, e até a imagem da empresa como suas atividades ecológicas influenciaram essas
mudanças.
A preocupação da sociedade com os aspectos ambientais e o equilíbrio
ecológico está aumentando e a sensibilidade social com relação ao meio ambiente
influenciaram diversas empresas que tiveram que tomar providências e mudar seus
processos de descartes, de reaproveitamento e reciclagem, e a LR teve grande
participação nesse cenário.
Alguns desses aspectos afetam os canais de distribuição reversos como:
disposição do lixo urbano devido aos seus efeitos nocivos, baixa porcentagem de
reciclagem das embalagens descartáveis e produtos/materiais passíveis de serem
reciclados ou reutilizados, como é o caso do lixo orgânico que pode ser transformado em
composto (fertilizantes) para utilização na agricultura brasileira, por exemplo esses
componentes orgânicos somam cerca de 65% do peso do lixo coletado (CABRAL, 2001).
A legislação ambiental também teve participação como fator importante, a
legislação sobre resíduos sólidos, devido ao impacto ambiental que antes era dos agentes
governamentais passou a ser das empresas.
Nos últimos 25 anos, 14 países latino-americanos promulgam novas
constituições, todas elas contendo capítulos específicos tratando sobre a questão
ambiental. As empresas deverão contabilizar os custos de caráter ecológico em seus
produtos a fim de cumprir estas novas regulamentações (ROSE, 2002).
No Rio de Janeiro por exemplo, temos a lei Nº 3183, de 28 de Janeiro de 1999
e Nº 3206, de 12 de Abril de 1999, que autorizam o Poder Executivo a criar normas e
procedimentos para os serviços de coleta e disposição final de pilhas e de
garrafas/embalagens plásticas.
O desenvolvimento tecnológico vem trazendo produtos com uma vida útil
cada vez menor e muito mais produtos desenvolvidos o que gera uma quantidade grande
de resíduos sólidos, e esses resíduos dependendo dos sistemas de disposição municipais,
que já estão no seu limite demonstram a necessidade de um novo processo para descarte
final dos mesmos, para que possam ser reciclados e reutilizados novamente no processo
de fabricação, isso consegue além de ser beneficial para o meio ambiente trazer a empresa
uma boa qualificação perante ao mercado.
Uma empresa pode se diferenciar e ser ecologicamente correta, através de
políticas, regras e normas eficientes na devolução do produto, bem como também realizar
certificações ambientais como o selo verde, a ISO 14000, etc., e assim se demonstrar aos
consumidores e clientes sua posição com relação a sensibilidade ecológica, agregando
valor a empresa e melhorando sua imagem no mercado.
Além de que a reutilização de produtos pode trazer a empresa grande
economias com relação aos seus custos no processo de fabricação. Grandes controles
econômicos podem ser obtidos, na reutilização de embalagens e no reaproveitamento de
materiais no processo de fabricação. Segundo a Associação Brasileira do Alumínio
(ABAL) para reciclar 1 tonelada de latas gasta-se apenas 5% da energia necessária para
produzir a mesma quantidade de latas feitas a partir de alumínio virgem – agregando valor
dessa forma à LR.
Desse modo, conforme Lambert et al. (1993), pode-se apontar que, em um
primeiro momento, a atenção direcionada à logística reversa se voltou, especificamente,
para questões de natureza ambiental, em função de ser a reciclagem um de seus pontos
forte. Entretanto, ainda segundo os autores, as iniciativas relacionadas à logística reversa
têm promovido, na atualidade, oportunidades de ganho ou de melhoria para as empresas
em função do reaproveitamento de materiais no processo produtivo. Tal constatação,
conforme Lacerda (2002), demonstra a essencialidade dessa modalidade da logística para
as empresas contemporâneas, justificando-se a sua adoção não apenas pela questão
financeira, como, também, pela oportunidade que promove de diferenciação dos níveis
de serviços prestados pela empresa em mercados de características globalizante e
competitiva, o que pode fazer com que se considere a logística reversa como verdadeira
estratégia competitiva.
Outro conceito de grande relevância para o presente estudo é o de tecnologia
limpa, que, segundo Nascimento (2004), se refere a uma nova tecnologia, com menor
poder de impacto e maior adequação ao meio no qual é aplicada, que promove melhor
compatibilização entre o desenvolvimento dos processos produtivos e os recursos naturais
do planeta. Trata-se, pois, conforme o autor, do procedimento de racionalização do uso
da água, da energia e de todas as matérias-primas que são utilizadas pelos mais variados
setores de produção.
Desta forma, verificou-se o quão a Logística Reversa é fundamental nos dias
de hoje, justificando-se não somente pela oportunidade de recuperar o valor de bens
materiais, mas também, pela oportunidade de diferenciação de níveis de serviços
oferecidos em mercados globalizados e altamente competitivos, acarretando diversos
benefícios ao meio ambiente.

4.1.2 Logística reversa como diferencial competitivo

A exigência dos consumidores sobre produtos com menor custo e que cause
menor danos ao meio ambiente, exerce pressão sobre as empresas. Durante muito tempo
pouca atenção foi dada ao retorno de produtos não consumidos e devolvidos, pois suas
quantidades não ofereciam maiores dificuldades para as empresas em geral e as empresas
conseguiam absorver desperdícios em função de maiores margens de lucro (LEITE,
2005).
Por isso se torna necessário que a empresa conheça a estrutura que abrange
sua área de atuação, determinando desta forma todos os processos que são responsáveis
pela funcionalidade da empresa, ainda podendo identificar melhorias e realizar a sua
aplicação, e então utilizar a LR para melhorar a eficiência nos caminhos de distribuição
e processos da organização.
A diferenciação dos serviços em logística é um processo gerencial eficiente e
econômico do produto em todas as fases do processo, assim como as informações
relativas ao mesmo, com objetivo de atender às exigências dos consumidores
(LAMBERT; STOCK; VANTINE, 1998).
A logística contribui para o sucesso das empresas não apenas por oferecer aos
consumidores a entrega de seus produtos, mas também por praticar o suporte ao produto
após sua venda ou consumo.
Desta forma, para desenvolver vínculos que impeçam a troca de fornecedor é
necessário oferecer aos seus clientes um serviço de retorno eficaz da mercadoria que não
esteja vendida ou defeituosa e a capacidade de dar possiblidades aos seus clientes. Uma
política empresarial bem estruturada de receber os produtos de volta de forma eficiente
pode se tornar uma arma poderosa de marketing e influenciar substancialmente o
acréscimo das vendas (MUKHOPADHYAY; SETAPUTRA, 2004;
MUKHOPADHYAY; SETAPUTRA, 2006).
As organizações que se anteciparem quanto à implantação da logística reversa
em seus processos irá se sobressair no mercado, porque passará para a sociedade uma
imagem de empresa ecologicamente correta, inovando e revalorizando seus produtos,
uma vez que podem atender seus clientes de forma melhor e diferenciada de seus
concorrentes (BARBOSA et al., 2005).

4.1.3 Logística reversa para reciclagem e reaproveitamento de materiais

O objetivo principal da logística reversa é o de atender aos princípios de


sustentabilidade ambiental como o da produção limpa, em que a responsabilidade é do
“início ao fim”, ou seja, quem produz deve responsabilizar-se também pelo destino final
dos produtos gerados, de forma a reduzir o impacto ambiental que eles causam (SOUZA;
FONSECA, 2009). Desta forma as empresas, determinam formas e métodos de retorno
dos materiais, seja para conserto, reuso, ou outros, os materiais devem ter uma melhor
destinação final, seja por reparo, reutilização e ou reciclagem.
A destinação final desses materiais traz um grande problema ao meio
ambiente, mas apresenta oportunidades de reciclagem ou reuso que podem incentivar
diversas outras operações capazes de trazer resultados positivos (SHIBAO; MOORI;
SANTOS, 2010). Como demonstrado, a reciclagem se mostra como fator resultante
positivo que pode trazer diversos benefícios a organização, e o processo da logística
reversa auxilia e estimula essa atividade.
No processo da logística reversa, os produtos passam por uma etapa de
reciclagem e voltam à cadeia até ser finalmente descartado, percorrendo o “ciclo de vida
do produto”, que envolve desde a escolha de materiais a serem utilizados nos produtos e
em suas embalagens e que sejam ambientalmente adequados e dentro da concepção do
ecodesign, passando pela manufatura limpa que reduza consumo de materiais, energia, e
produção de resíduos, pela distribuição que busque economizar combustível e reduzir a
emissão de poluentes, e no controle das cadeias de retorno da pós-venda e pós-consumo
que atendam no mínimo as legislações aplicáveis, e participe na conscientização do
consumidor em seu papel dentro deste sistema sustentável (SETAC, 1993).
Na LR, quando se fala que o produto deve retornar a sua origem, não se
pretende dizer que ele deve ser devolvido exatamente ao ponto em que foi fabricado, mas
sim voltar para a Empresa que o produziu. A Empresa, por sua vez, dará o destino que
lhe for mais conveniente, pode ser recuperá-lo, reciclá-lo, vendê-lo para outra empresa
ou, até mesmo, jogá-lo no lixo (SHIBAO; MOORI; SANTOS, 2010). É possível realizar
a percepção de que existe o fluxo de materiais que retornam a empresa.
Porém existem alguns pontos que precisam ser resolvidos, devido aos
problemas originados no processo de retorno dos produtos, de acordo com Shibao, Moori
e Santos (2010), os pontos a serem notados são:

a) Normalmente, existem muitos pontos onde os resíduos precisam ser


coletados;
b) O recolhimento das embalagens dos produtos é geralmente uma questão
problemática;
c) A cooperação do remetente é necessária;
d) Os produtos tendem a ter um baixo valor.

Mesmo com todas essas contrariedades, a resposta a sustentabilidade dada


pela logística reversa se mostra uma atividade muito efetiva. A reintegração dos resíduos
nos processos produtivos permite um desenvolvimento mais sustentável, reduzindo o
risco para as gerações futuras (SHIBAO; MOORI; SANTOS, 2010).
Produtos duráveis poderão ter seus componentes ou materiais constituintes
aproveitados ou serem reaproveitados em uma extensão de sua utilidade. Os bens
descartáveis apresentam interesse na reciclagem dos materiais constituintes dos mesmos.
Existem diversos tipos de materiais que podem ser reciclados. No entanto, é
preciso tomar cuidado porque, em muitos casos, esses materiais apresentam derivações
que não são recicláveis (SOUZA; FONSECA, 2009).
Na fabricação de uma tonelada de papel, a partir de papel usado, o consumo
de água é muitas vezes menor e o consumo de energia é cerca da metade. Economizam-
se 2,5 barris de petróleo, 98 mil litros de água e 2.500 kw/h de energia elétrica com uma
tonelada de papel reciclado (SOUZA; FONSECA, 2009).
A demonstração desses dados, enfatizam que a reciclagem como fator
econômico contribui de forma direta e construtiva para a rentabilidade da empresa, esse
aspecto é importante e deve ser levado em considerado na realização dos custos de uma
empresa nesse nicho de negócio.
E estas também contribuem para um fator importante apresentado pela LR
que é o reaproveitamento de materiais neste caso demonstrado de forma direta no
processo produtivo, mas um este se demonstra um efeito excelente a ser considerado nos
processos de produção das organizações e instituições.
O reaproveitamento de materiais e a economia com embalagens retornáveis
têm trazido ganhos que estimulam cada vez mais iniciativas e esforços para implantação
da logística reversa, visando à eficiente recuperação de produtos, segundo Rogers e
Tibben-Lembke (1998).
A aplicação do processo de logística reversa oferece um melhor desempenho
para redução dos custos, segundo Lacerda (2000), devido à obtenção de economia com a
utilização de embalagens retornáveis e reaproveitamento de materiais.
Economias com a utilização de embalagens retornáveis ou com o
reaproveitamento de materiais para produção têm resultado em ganhos que estimulam
essas iniciativas, sendo o reaproveitamento de materiais um dos processos com mais
possibilidades para se agregar valor aos materiais retornáveis no processo de logística
reversa (LACERDA, 2002).
A logística reversa possibilita que alguns materiais sejam 100%
reaproveitados em várias aplicações. As organizações com infraestrutura para fazer a
reciclagem do lixo demonstram obter importante vantagem econômica e imagem
positiva, com essa prática (CORBELLINI, 2014).
Devido a legislações ambientais cada vez mais rígidas, a responsabilidade do
fabricante sobre o produto está se ampliando. Portanto, não é suficiente o
reaproveitamento e remoção de refugo que fazem parte diretamente do seu próprio
processo produtivo, o fabricante está sendo responsabilizado pelo produto até o final de
sua vida útil.
Assim, a implantação da logística reversa é uma grande oportunidade de se
desenvolver a sistematização dos fluxos de resíduos, bens e produtos descartados, seja
por intermédio do fim de sua vida útil, seja por obsolescência tecnológica, e o seu
reaproveitamento, dentro ou fora da cadeia produtiva que o originou, contribui para a
redução do uso de recursos naturais e dos demais impactos ambientais (SHIBAO;
MOORI; SANTOS, 2010).

4.2 RECICLAGEM E OS RESÍDUOS


O avanço tecnológico acelerou a introdução de novos produtos no mercado,
levando a maiores condições de consumo e ao crescimento do descarte de produtos
usados, aumentando o lixo urbano, principalmente em países com menor
desenvolvimento econômico e social. De acordo com Foladori (1999, p.31) quando a
extração de recursos ou a geração de dejetos é maior do que a capacidade do ecossistema
de reproduzi-los ou reciclá-los, estamos frente à depredação e/ou poluição, as duas
manifestações de uma crise ambiental.
O lixo pode ser considerado como um dos maiores poluentes ambientais,
tanto nos impactos causados quanto pela imagem degrada na evidenciação de uma cidade.
A destinação inadequada ocasiona problemas relativos à saúde e à contaminação
ambiental, além de referir-se às questões sociais, pois muitas pessoas sobrevivem direta
ou indiretamente da renda advindo do lixo urbano (FIGUEREDO, 1995).
O Brasil se tornou o quarto maior gerador de resíduos sólidos no mundo,
mesmo com toda a crise econômica impactando sobre o poder de compra da população.
A quantidade de lixo urbano produzida no país em 2015 atingiu 79,9 milhões de
toneladas, 1,7% a mais do que no ano anterior. Nesse mesmo período, foi observado
também crescimento de 0,8% na geração per capita de resíduos sólidos: de 1,06 quilo (kg)
ao dia em 2014, para 1,07 kg ao dia em 2105 (ABRELPE, 2015).
O decurso dos anos e o avanço tecnológico por eles trazido fez com que a
introdução de novos produtos no mercado assumisse ritmo mais acelerado,
proporcionando melhores condições de consumo. Paralelamente, passou-se a contemplar
um crescimento correlato do descarte de produtos já usados, fazendo com que o volume
de lixo urbano aumentasse, especialmente nos países menos desenvolvidos econômica e
socialmente. Tal movimento, conforme Leite (2003), ocorre em função da constatação de
que, normalmente, os canais reversos de distribuição não apresentam boa estruturação,
com visível desequilíbrio entre as quantidades de material que são descartados e os que
são destinados ao reaproveitamento.
É o caso, por exemplo, da coleta seletiva do lixo urbano, que, embora
necessária, não é prática comum no Brasil, o que dificulta ações no sentido de
estabelecimento de um canal de distribuição reversa, já que produtos recicláveis, como
vidro, embalagens PET e papelão, por exemplo, são descartados juntamente com outros
tipos de lixo, inviabilizando, com isso, a destinação de parte deles para reaproveitamento.
A reciclagem aparece, então, como uma ferramenta para amenizar tais
problemas. Reciclar é economizar energia, poupar recursos naturais e trazer de volta ao
ciclo produtivo o que é jogado fora (BRASIL; SANTOS, 2004). Desta forma a
importância da reciclagem incide em diminuir os impactos ambientais causados. Pela sua
utilização, se mostra possível reaproveitar o material já utilizado, reduzindo a poluição e
preservando os recursos naturais.
A reciclagem é o reaproveitamento dos materiais como matéria-prima para
um novo produto. Muitos materiais podem ser reciclados e os exemplos mais comuns são
o papel, o vidro, o metal e o plástico. As implicações da reciclagem são muito
contundentes tanto na área ambiental, econômica e social.
De acordo com Brasil e Santos (2004), a reciclagem traz diversos benefícios
para o meio ambiente, e para a sociedade. São eles: a diminuição da exploração de
recursos naturais; a diminuição da contaminação do solo, da água, do ar e de alimentos;
a economia de energia e matérias-primas; a melhoria da qualidade de vida e da limpeza
nas cidades; a geração de novas fontes de renda/empregos; e a formação de uma
consciência ecológica.
Em sequência será apresentado uma sequência de dados obtidos em relação a
produção e reciclagem dos materiais alumínio, papel e plástico, obtidos pela ABRELPE
(2015).
Em 2015, a produção de alumínio primário no Brasil atingiu a marca de 962
toneladas, quantidade inferior à produzida no ano anterior, que foi de 1.304 toneladas
(ABRELPE, 2015).

Gráfico 1 - A cadeia produtiva de alumínio 2013 e 2014.

Fonte: ABAL.
O dado mais recente mostra que, em 2013, o Brasil reciclou 486 mil toneladas
de alumínio, correspondente a 33,7% do consumo doméstico registrado no período, o que
garante ao país uma posição de destaque, conforme indica o Gráfico 2, em eficiência no
ciclo de reciclagem de alumínio, cuja média mundial em 2013 foi de 30,7% (ABRELPE,
2015).

Gráfico 2 - Relação entre a sucata recuperada e o consumo interno de alumínio do Brasil


e de países selecionados.

Fonte: Aluminum Statistics Review 2013 - The Aliminum Association, cálculo ABAL.

Em 2015, a produção de papel no Brasil foi cerca de 10,3 milhões de


toneladas, e a evolução de 2014 a 2015 pode ser observada no Gráfico 3 (ABRELPE,
2015).
Gráfico 3 - A cadeia produtiva (T x Mil)

Fonte: IBA- Indústria Brasileira de Árvores

Em 2015, o Brasil registrou uma taxa de recuperação de 63,4%, com


crescimento de aproximadamente 4% em relação ao ano anterior, conforme apresentado
a seguir (ABRELPE, 2015).

Gráfico 4 - Reciclagem anual de papéis (T X Mil)

Fonte: Ibá / ANAP


O consumo aparente de plásticos atingiu, em 2015, a quantidade de 6,99
milhões de toneladas, representando um decréscimo de cerca de 9,8% em relação a 2014
(ABRELPE, 2015).

Gráfico 5 - Produção de transformados plásticos no Brasil (em R$ bilhões)

Fonte: PIA Empresa Unidade Local (2013) - IBGE. Elaboração: ABIPLAST.

Dentre os diversos tipos de plásticos utilizados, os dados disponíveis indicam


que a reciclagem de PET diminuiu em 2015 com um índice de 51%, conforme a evolução
apresentada a seguir.

Gráfico 6 - Evolução da reciclagem de PET no Brasil (T X Mil)

Fonte: ABIPET- Associação Brasileira da Indústria de PET. Não foram divulgados


dados referentes ao ano de 2013.
É possível após a análise destes dados que a reciclagem é um fator importante
e contribui para a economia das industrias por isso sua atividade deve sempre ser
valorizada e tida como um processo continuo nas cadeias de produção das industrias. No
aspecto econômico a reciclagem contribui para a utilização mais conscientizada dos
recursos naturais e reutilização destes recursos na sua reposição.

2.2.1 Reciclagem como atividade econômica e sustentável

Um grande número de pessoas está desenvolvendo atividades no mercado de


trabalho relacionados a reciclagem de lixo e sua comercialização, e essas atividades tem
gerado rentabilidade para algumas pessoas que trabalham na área.
Essas atividades proporcionam redução expressiva nas toneladas de resíduos
sólidos que seriam jogados ao meio ambiente. A reciclagem de lixo possibilita a economia
de energia, água, matéria prima. Quando se descarta os resíduos sólidos sem controle,
estes poluem o meio ambiente, contribuem para o efeito estufa, o aquecimento global, a
poluição dos lençóis freáticos, dos rios e provocam emissão de metano (OLIVEIRA,
2008).
O descarte final do lixo, na maioria das vezes leva uma grande quantidade de
pessoas excluídas da sociedade a utilizarem a coleta seletiva com sua fonte de renda única.
Desta forma, encontra-se na exclusão social em que se deparam muitas pessoas,
determinadas pelas poucas possiblidades de renda em que se encontram na sua situação
atual. Essas pessoas, por sua vez, têm formado cooperativas para reciclagem do lixo, com
a finalidade de melhor serem aceitas na cadeia produtiva, dentro da perspectiva do
reaproveitamento de materiais recicláveis (OLIVEIRA, 2008).
Embora a realização da coleta seletiva demonstrar a geração de trabalho e
rentabilidade, desenvolvendo a comercialização de materiais recicláveis, em
Cooperativas de Lixo, esta atividade ainda não se demonstra suficiente para realizar uma
melhoria de vida são necessárias políticas públicas, capacitação com novas gestões nos
procedimentos operacionais das cooperativas, no sentido de poder produzir com os
materiais descartados separadamente, novas opções de produtos a serem oferecidos no
mercado. A mão de obra desqualificada, as desigualdades sociais representam um regime
de trabalho de aprendizagem no processo de reaproveitamento e comercialização dos
materiais reciclados (OLIVEIRA, 2008).
Para se ter uma relação dos valores obtidos pela venda dos materiais
reciclados segue uma relação de valores por localidade:

Fonte: CEMPRE.

Tabela 2 - Preço dos materiais recicláveis em algumas cidades brasileiras.

De acordo com estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea),


o desperdício pela falta de reaproveitamento do lixo no Brasil gira em torno de R$ 8
bilhões anuais (IPEA, 2013).
Um bom incentivo para que a população aprenda mais sobre os objetos
recicláveis, coleta seletiva e alguns fatores que contribuem para a preservação do meio
ambiente, é a implantação da educação ambiental no dia a dia.

2.3 ENERGIAS RENOVÁVEIS E SUSTENTABILIDADE

Os seres humanos vêm enfrentando problemas grandiosos em diversas


épocas, mas na atualidade é necessário olhar para o sistema ambiental no qual está sendo
ameaçado em escalas globais pela ação humana. E esses problemas são bastante
associados a exploração de recursos naturais do planeta, que são limitados, e tem trazido
diversas consequências para a humanidade.
A Organização Mundial do Comércio (OMC) afirma em seu relatório World
Trade Report – Natural Resources que recursos naturais são “estoques de materiais
existentes em ambiente natural que são escassos e economicamente úteis”. Ou seja, se
forem usados de forma excessiva (e estão sendo) terminarão e teremos (já temos um)
problema dos grandes (S.I., 2016).
A energia é uma forma fundamental de sobrevivência e desenvolvimento
humano, e muitos dos recursos que são explorados se dá para geração de energia. A
Agência Internacional de Energia publicou em seu relatório anual World Energy Outlook,
de 2010, que a produção de petróleo deve atingir seu pico por volta de 2035. Depois disso
será ladeira abaixo. Ninguém sabe ainda com qual velocidade, mas que vai acontecer, vai.
Ou seja: um dia, o mundo terá de viver sem petróleo, o que talvez não seja uma má ideia.
O problema: a matriz energética planetária ainda é pesadamente dependente de
combustíveis fósseis (S.I., 2016).
Em resposta a isso, a mudança para recursos e sistemas sustentáveis de
energia determina a conveniência de procurar múltiplas necessidades ambientais,
econômicas e de desenvolvimento. Do ponto de vista ambiental, está cada vez mais claro
que os atuais hábitos da humanidade em relação à energia devem mudar para reduzir
riscos significativos de saúde pública, evitar pressões insuportáveis sobre sistemas
naturais fundamentais e, em especial, gerenciar os riscos substanciais causados pelas
mudanças climáticas globais (FABESP, 2007).
A relação entre o uso de energia e a qualidade do meio ambiente sempre
foram determinantes, nos últimos anos com os avanços da tecnologia e da capacidade de
monitoramento e medição têm grande importância na conscientização sobre os efeitos
relacionados ao impacto ambiental, a saúde humana, a conversão e o uso de energia.
Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o consumo de energia deverá
crescer uma taxa de 3,8% ao ano até 2022 (ONS, 2017).
As fontes renováveis de energia – biomassa, eólica, solar, hidrelétrica,
geotérmica e oceânica – contribuíram para satisfazer as necessidades energéticas da
humanidade por milhares de anos. Uma maior contribuição das modernas tecnologias de
energia renovável pode ajudar a promover o avanço de importantes metas de
sustentabilidade (FABESP, 2007).
Entretanto, como acontece com as opções de energia renovável, elas
apresentam algumas peculiaridades, muitas delas é pouco difundida e tem baixa
densidade de potência, a questão do investimento em relação aos custos e retornos não
são interessantes para investidores e agentes governamentais, enfim diversos fatores
atrapalham o emprego dessas metodologias.
Espera-se então a partir de todas essas relações a necessidade de utilizar um
meio renovável e sustentável para suprir a demanda de energia necessária para
sobrevivência e desenvolvimento humano, esse fator coloca uma nova disposição e um
novo âmbito para o cenário de energia renovável cabendo aos profissionais e especialistas
da área, a imposição destes novos métodos.
3 PROCEDIMENTOS E MÉTODO

Com o intuito de proporcionar novas visões sobre as perspectivas de


realização deste estudo foi desenvolvido um questionário, de forma que este contribua
para a conscientização e realizações impostas, com relação a reutilização de materiais,
reciclagem e o uso de materiais renováveis.
O questionário possui 15 questões (Apêndice A), indagando com relação as
empresas de forma a determinar se as empresas realizam as atividades sustentáveis para
assim qualifica-las em determinação de suas práticas e técnicas, o enfoque do questionário
é contextualizar a logística reversa, o reaproveitamento de materiais, a reciclagem de
materiais e a utilização de energia renovável, procedimentos que auxiliam e definem um
fator contribuinte para a sustentabilidade e como disposta na apresentação teórica
determina a economia financeira e ajuda como um fator competitivo no mercado.
E este questionário tenta de forma subjetiva realizar a conscientização aos
responsáveis da empresa e aos envolvidos, como estes fatores quando realizados podem
contribuir para empresa de forma direta em diversos fatores tanto econômicos, quanto em
prazo, colaborando para o crescimento da empresa em relação ao nicho de mercado que
está envolvido.
A visita técnica realizada para a aplicação do questionário elaborado para o
presente artigo foi efetivada em uma associação que promove a coleta seletiva de
materiais recicláveis, localizada na região central de Teófilo Otoni, no Estado de Minas
Gerais. Atualmente, a associação é referência no Estado no desenvolvimento da atividade
de coleta seletiva de materiais que são selecionados para reaproveitamento.
Fundada em 2002, a associação é fruto da união de catadores de material
reciclável autônomos, sem nenhuma afiliação anterior. Hoje, são nove associados em um
centro de depósito, local que serve para recolhimento do material coletado, bem como
para os procedimentos de prensa e pesagem, com encaminhamento posterior para venda
do material já compactado.
O questionário qualitativo foi desenvolvido para identificar as dificuldades
encontradas na aplicação da logística reversa, questionando dessa forma como a aplicação
deste princípio, para que seja conscientizado este recurso que se torna tão determinante
no processo produtivo, agindo de forma direta no reaproveitamento de materiais.
Assim de acordo como avaliar por meio das perguntas-chave, a situação em
que a empresa se encontra diante da proposta de se aplicar o reaproveitamento dos
materiais, subjetivando para a empresa os fatores de realização da reciclagem como um
fator interessante e importante a ser utilizado.
Para a proposta da utilização e para a produção de fontes energéticas
renováveis, foram utilizadas perguntas no intuito de a empresa se conscientizar e refletir
de energia renováveis, na utilização de materiais recicláveis, discriminando a viabilidade
do uso dessa possiblidade com relação aos concorrentes que já fazem esta prática, e sobre
o possível uso no caso como alternativa viável, o desenvolvimento do forno solar.
Para determinação das atividades com relação a sustentabilidade da empresa
e assim sua qualificação com relação a essas práticas foram utilizadas as perguntas 05,
09, 11 e 14, como as mais relevantes para a análise teórica da problemática que a
associação enfrenta para o desenvolvimento da atividade de coleta seletiva, utilização de
energia renovável e o reaproveitamento de materiais.
O objetivo desse questionário se determina de forma prática e também
subjetiva, de forma prática afim de levantar dados e realizar a análise das atividades
sustentáveis de modo a qualificar a empresa com esses dados e demonstrar os efeitos
benéficos desta prática, e de forma subjetiva afim de gerar o conceito de responsabilidade
socioambiental da associação explorando possíveis futuras mudanças nas atividades da
empresa, dentro da cidade de Teófilo Otoni e região.
4 RESULTADOS E DISCUSSÕES

A partir da realização do procedimento utilizado foi possível obter os dados


de forma a analisar as informações obtidas e assim realizar a sua qualificação para
determinação da possiblidade de conclusão dos objetivos proposto neste trabalho.
Como determinado anteriormente foi utilizado um questionário para
levantamento dos dados para análise, o entrevistado em questão se demonstrava com
conhecimento de logística, isso possível determinar a partir de sua resposta na pergunta
05, onde o mesmo definiu o processo logístico da associação.
O representante da associação entrevistado demonstrou pleno conhecimento
sobre logística, como é possível observar na resposta por ele dada à primeira pergunta, na
qual definiu o processo logístico da associação como sendo a movimentação de material
reciclável que é coletado, abrangendo todas as etapas do processo, que contempla desde
o recolhimento do material, sua acomodação no depósito para separação dos materiais, o
prensamento do material coletado (Figura 2) e comercialização, após pesagem, para
empresa associada.

Figura 2 – Materiais recicláveis posicionados na máquina de prensa

Fonte: associação de coleta analisada

Em outro questionamento, desta vez relacionado à análise e busca de recursos


para proposta de uso de material reciclável coletado para produzir fontes renováveis,
como o forno solar, por exemplo, pronunciou-se o entrevistado no sentido de que, a seu
ver, a integração de diversas destinações para o material reciclável deve ser tida como
prática benéfica para a empresa, na medida em que se possibilita maior quantitativo de
aplicações para o material. Com isso, a seu ver, desenvolve-se, a partir da produção de
energia renovável, um conceito de responsabilidade socioambiental para o negócio,
trazendo como benefício, também, o fato de gerar energia por uma fonte natural, como é
o caso da energia solar. No caso especificamente do forno solar, entende o entrevistado
que, por estar a associação localizada em uma cidade de clima quente, com sol forte na
maior parte do ano, além da questão ambiental, a produção de energia renovável por meio
de sua adoção contribuiria, também, para gerar economia quanto aos custos mensais
suportados pela instituição.
À terceira questão, na qual se questionou sobre as práticas de logística reversa
adotadas pela empresa, dispôs o entrevistado que, com o apoio recebido da Rede
Catavales, empresa associado que presta auxílio na destinação final do material reciclável
coletado, a logística reversa é estabelecida a partir do momento em que a associação libera
o material reciclável da inspeção. A atuação da Rede Catavales é mais pontual nas etapas
de transporte desse material para empresas conveniadas (Figura 3), que, a seu turno, farão
a reutilização dos materiais coletados em produção artesanal. A gestão da Rede Catavales
é feita por uma empresa estatal, que auxilia as atividades de logística reversa e de
reaproveitamento dos materiais recicláveis coletados.

Figura 3 – Materiais recicláveis prensados, prontos para transporte até a Rede Catavales
Fonte: associação de coleta analisada

Mesmo com as dificuldades que são encontradas no processo de gestão dos


serviços na associação, ao responder o quarto questionamento, o entrevistado deixou clara
a sua percepção em relação à missão da associação, ao assim dispor: ainda que faltem
recursos para promover melhorias na infraestrutura do depósito, é certo que a atividade
de coleta seletiva que é realizada pelos catadores associados contribui para a difusão da
prática de responsabilidade socioambiental no município, propagando, assim, a adoção
da sustentabilidade como meio de gerar renda e de preservar o meio ambiente para as
presentes e futuras gerações.
5 CONCLUSÃO

Dentre os vários conceitos discriminado neste trabalho a Logística Reversa é


uma ferramenta de desenvolvimento econômico e social, ela se caracteriza por diversas
ações, procedimentos e formas de viabilizar a coleta, o reparo e o reaproveitamento de
materiais, resíduos, produtos, para uma determinada destinação, definida pelo setor
empresarial.
A sua caracterização e prática demonstrou que a Logística Reversa contribui
de forma direta para a sustentabilidade, e conscientização dos aspectos ambientais que se
beneficiam com a sua prática. Esta também se dá devido aos motivos que levam a sua
realização, eles se devem pela sensibilidade ecológica atual do consumidor, se deve
também a legislação ambiental que teve seu desenvolvimento e até na idealização da
empresa com a imagem de práticas sustentáveis agregando valores aos seus serviços.
Além dos fatores que levaram a prática da Logística Reversa, seu conjunto de
práticas do caminho inverso se demonstra muito eficiente no aspecto econômico, pois
como contextualizado, as práticas sustentáveis agregam diversos valores a empresa que
realizam essas atividades com relação ao seu aspecto no interesse do consumidor, e
também a eficiência econômica gerada pela reciclagem, reparo e reaproveitamento dos
materiais, que traz uma economia exorbitante, economia que afeta diversas etapas do
processo produtivo de um produto, atingindo assim diretamente os custos de produção da
empresa.
As práticas sustentáveis que são demonstradas pela LR são muito benéficas
para a sociedade e apresentam oportunidades para outros setores que podem se sustentar
com essa prática, como a reciclagem e a coleta seletiva, mesmo fazendo uso destas
atividades ela ainda é pouco aplicada pelo setor empresarial, e a oferta da separação e
coleta desses materiais demonstra novas oportunidades que se relacionam a logística
reversa e contribuem para conscientização ambiental.
A reciclagem se torna essencial quando abordado o tema sustentabilidade, o
aumento da produção de resíduos demonstra que a sua realização se torna cada vez mais
necessária, os dados apresentados neste trabalho com relação a reciclagem e a produção
de materiais andam atrelados, e este processo que é a reciclagem se demonstra essencial
para a mitigação de resíduos no país.
Este processo de coleta e separação de materiais, traz também uma prática
rentável como atividade econômica, embora possua pouca valorização no mercado, o que
possibilita poucas atividades neste ramo, a valorização deste nicho de trabalho, se
apresenta com uma rentabilidade baixa em relação a carga de trabalho a ser realizada e a
falta de incentivo seja pública ou privada contribui para as atividades recicláveis no país.
É do teor deste trabalho também como interesse sustentável, a prática e
utilização de fontes de energia sustentáveis, os fatores e recursos utilizados pela sociedade
demonstram o esgotamento, e cabe ao setor seja ele público ou privado a renovação da
fonte energética consumida, diversos fatores demonstram a necessidade dessa renovação
e cabe sensibilidade ambiental a interagir para que sejam demonstradas novas soluções
que satisfazem a necessidade com relação ao seu uso e que seja viável nos aspectos
ambientais.
Com o que cede os procedimentos realizados para qualificação e análise das
informações e dados a dispor, sobre as referências apresentadas neste trabalho, deve-se
ao questionário desenvolvido e a entrevista realizada a determinação dos resultados.
Este questionário tem como objetivo apresentar as principais dificuldades
diagnosticadas dentro dos processos de reaproveitamento de materiais recicláveis,
logística reversa, a partir da aplicação de uma entrevista qualitativa sobre o tema a uma
associação de trabalhadores catadores de materiais recicláveis, localizada na região do
Vale do Mucuri na cidade de Teófilo Otoni/MG.

A proposta de desenvolvimento de fonte de energia renovável considerando


o uso de materiais recicláveis impacta todo o processo de valorização e adequação da
atividade de coleta seletiva que é realizada pelos catadores da associação analisada,
contribuindo, com isso, para gerar renda para os trabalhadores, proporcionando, também,
uma fonte de energia renovável, ainda que em escala menor, o que agrega um conceito
sustentável e social ao catador que atua na coleta seletiva.
Baseado no resultado da coleta de dados, é evidente a dificuldade encontrada
pela falta de estrutura e suporte para os associados. O quadro se torna ainda mais notório
quando se diz respeito aos problemas relatados pelo entrevistado, devido à falta de
recursos que regulamentam esse setor, não oferecendo nenhum apoio direto, em relação
à saúde do associado acaba baixando a autoestima, em exercer a profissão.
A proposta subjetiva com relação ao questionário em conscientizar e
autorreflexão sobre as práticas utilizadas na empresa e a propagação da reflexão social e
ambiental se demonstra eficiente, pois como demonstrado nos resultados o entrevistado
no final do questionário analisa a importância das atividades de reciclagem e a sua
influência na responsabilidade socioambiental e rentabilidade através das práticas
sustentáveis.
REFERÊNCIAS

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Acessado em 02/02/2018
APÊNDICE A – QUESTIONÁRIO QUALITATIVO

1. Qual o ramo de atividade desta empresa?

2. Quando a empresa foi fundada?

3. Qual é o histórico da empresa?

4. De que forma é feito o processo logístico pela empresa no recolhimento do material??

5. Para o funcionamento do processo de produção da empresa, qual a influência da


logística? Dê exemplos.

6. Quais as falhas existentes no processo realizada pela empresa?

7. Vocês têm empresas parceiras ou algum contato que auxiliam no processo logístico na
atividade de coleta?

8. Dentre esses parceiros, algum reaproveita o material coletado na produção de energias


renováveis?

9. Como é avaliado o desenvolvimento de produção de energias renováveis a partir da


proposta de coleta dos materiais?

10. A partir do material reciclável coletado e analisando a proposta da questão anterior,


existe alguma viabilidade de alternativa para energias renováveis, sejaam elas solar,
eólica, biomassa?

11. No quesito logística reversa, a empresa utiliza dessa prática? O que levou a sua
utilização?
12. Quais resultados benéficos foram obtidos na prática da logística reversa baseado na
questão anterior?

13. De acordo com os critérios de certificação, como a empresa se auto avalia no quesito
qualidade de serviço?

14. Quanto ao aspecto socioambiental, existe algum benefício da atividade proposta?

15. Para a cidade e região de Teófilo Otoni, no contexto socioambiental, a empresa tem
algum projeto social de inclusão a partir da atividade sustentável?