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Processo administrativo disciplinar. RCPN. Escrituração do livro caixa. Receita e despesa.

Delegação -
perda.

PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR - Serviço de Registro Civil - Irregularidades contábeis, relacionadas à escrituração do
livro de receitas e despesas e ao recolhimento de verbas públicas, e que abrangem longo período - Infrações graves e que revelam
desorganização do serviço e inaptidão ao exercício da prestação do serviço público delegado - Ofensa aos princípios que regem a
administração pública - pena de perda da delegação aplicada adequada e proporcionalmente - Recurso não provido.

CGJSP > PROCESSO: 31.314/2015 LOCALIDADE: São Paulo


DATA JULGAMENTO: 27/03/2015
Relator: Elliot Akel íntegra:
PODER JUDICIÁRIO - TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO - CORREGEDORIA GERAL DA JUSTIÇA

Proc. nº 2015/31314

PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR - Serviço de Registro Civil - Irregularidades contábeis, relacionadas à


escrituração do livro de receitas e despesas e ao recolhimento de verbas públicas, e que abrangem longo período - Infrações
graves e que revelam desorganização do serviço e inaptidão ao exercício da prestação do serviço público delegado - Ofensa
aos princípios que regem a administração pública - pena de perda da delegação aplicada adequada e proporcionalmente -
Recurso não provido.

Excelentíssimo Senhor Corregedor Geral da Justiça:

Trata-se de recurso interposto pelo Oficial de Registro Civil das Pessoas Naturais do 42º Subdistrito - Jabaquara, da Comarca da
Capital, Estado de São Paulo, contra a r. decisão da MM. Juíza Corregedora Permanente que em processo administrativo disciplinar lhe
aplicou a pena de perda da delegação, com fundamento no artigo 32, inciso IV, da Lei 8.935/94.

O recorrente informa que já se aposentou facultativamente, fato que tornou prejudicado o julgamento deste processo administrativo
disciplinar, porque perdeu a delegação por força do artigo 39, II, da Lei nº 8.935/94, e ressalva que é possível abordar a
responsabilidade do Oficial apenas para os fins do artigo 36 e parágrafos da mesma Lei. Diz que a aposentadoria facultativa decorre de
muitos anos de contribuição que efetuou durante o exercício de suas funções ao Instituto de Previdência do Estado, o que constitui
direito adquirido, e que essa situação não se confunde com a possibilidade de cassação da aposentadoria para os funcionários públicos
da Administração Direta, que recebem diretamente do Estado e não contribuem para qualquer previdência.

Argui a ocorrência da prescrição, porque diversas imputações da portaria teriam ocorrido há mais de 5 (cinco) anos, que é o prazo
previsto para extinção da punibilidade por tal motivo, previsto no inciso II do artigo 261 da Lei 10.261/68, o qual não poderia ser contado
de 2014, data do conhecimento do fato pelo juiz corregedor, sob pena de se aceitar a imprescritibilidade das faltas disciplinares, ao
talante da Administração, em prejuízo da segurança jurídica e contra a lei, pois, o § 1º do mesmo dispositivo legal, dispõe que a
prescrição começa correr do dia em que a falta foi cometida. Cita precedentes do Superior Tribunal de Justiça. Acrescenta que a
prescrição independe da efetividade da fiscalização.

Quanto ao mérito, justifica os atrasos no recolhimento de emolumentos diante da total impossibilidade, à época, de imediato
pagamento, e destaca o fato de ter optado e dado preferência ao pagamento dos salários de seus empregados. Alega que não é
incomum o atraso no pagamento por dificuldades financeiras e a conduta de postergar o recolhimento das custas em determinados
períodos para saldá-las posteriormente, em acordos que a própria Administração propicia, que as penalidades para o pagamento com
atraso já estão na lei, e que os recolhimentos atrasados são feitos com multa e juros. Diz que sofreu uma espécie de crise decorrente
da modernidade, no que diz respeito à informatização do cartório, e que, como muitas pessoas mais velhas, teve dificuldades de se
adaptar ao novo sistema e às exigências feitas pela Corregedoria Geral da Justiça. Afirma que contratou pessoas para cuidar do setor e
acreditava que tudo estava regular. Acrescenta que só soube das irregularidades relacionadas à ausência de lançamentos referentes
aos selos e papéis de segurança e da escrituração do Livro Diário, após as verificações feitas pelo interventor. Afirma que não agiu com
dolo, tanto que se aposentou facultativamente, por admitir que não tinha condição, pela idade e saúde abalada, de continuar
administrando a serventia, porém, jamais teve intenção de praticar irregularidades em proveito próprio ou de quem quer que seja.
Finaliza mencionando que a desorganização administrativa, mesmo decorrente de negligência, não se pode equiparar a fraudes ou a
outras atitudes dolosas. Invoca o princípio da razoabilidade, pede a aplicação de pena mais moderada e compromete-se a fazer os

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recolhimentos das diferenças constatadas e devidas ao Poder Público.

A MM. Juíza Corregedora Permanente manteve integralmente a decisão proferida.

É o relatório.

Opinamos.

Embora o recorrente tenha se aposentado voluntária e recentemente, no curso deste processo, pela Carteira de Previdência das
Serventias Notariais e de Registro do Estado de São Paulo (fls.852) com a consequente extinção da delegação, nos termos do inciso II
do artigo 39 da Lei 8.245/94, os ilícitos que lhe foram imputados neste processo administrativo disciplinar, são anteriores à data da
aposentação.

É cediço que no âmbito disciplinar aplicam-se subsidiariamente à Lei nº 8.935/94 (Lei dos Notários e dos Registradores) a Lei nº
8.112/90, que dispõe sobre o regime jurídico dos servidores públicos civis da União, das autarquias e das fundações públicas federais,
e a Lei Estadual nº 10.261/68 (Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado de São Paulo), pois o registrador e o notário são
delegados do Estado, e, nesta condição, atuam como se fossem o próprio Estado a serviço dos particulares, com a finalidade de tutelar
e proteger os interesses destes com relevância e reflexos para a sociedade e para o próprio Estado. Nesta linha de raciocínio, estão
sujeitos aos princípios da administração e que são os da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da publicidade e da eficiência.

Assim sendo, se de um lado é certo que a causa da aposentadoria do recorrente foi o tempo de contribuição previdenciária, e que o ato
administrativo que a concedeu não poderá ser atingido pela decisão final deste processo administrativo disciplinar, pois, não há
possibilidade de cassação da aposentadoria, de outro lado, é certo que a razão (fundamento) que possibilita a continuidade deste
processo administrativo disciplinar para fatos ocorridos antes do ato de aposentação, é a de evitar que simplesmente sejam apagados
eventuais ilícitos cometidos, e, com isso, blindar e brindar o prestador do serviço público, que ficaria incólume de responsabilização.

Além do mais, a Lei Estadual nº 10.261/68 estabelece no artigo 259 "numerus clausus" às hipóteses em que o funcionário público
aposentado pode sofrer punição administrativa, que se cinge à cassação da aposentadoria, e assim o faz justamente pelo fato de a
aposentadoria extinguir o vínculo funcional, e por existir interesse da Administração de que as faltas de intensa gravidade praticadas
possam alcançar os funcionários que já estão aposentados.

Nestas condições, é possível decretar a pena de perda da delegação do recorrente, como reconhecimento da prática de ato de
natureza grave e incompatível com o exercício de uma função pública exercida pelo particular por delegação, apenas não será possível
a execução da pena, porém, fica registrada a prática de infração funcional grave que configurou a perda da delegação, referente a fatos
ocorridos antes da aposentadoria, quando o faltoso estava à frente do serviço público prestado em caráter particular.

A Colenda Câmara Especial do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo decidiu neste sentido em caso que se aplica ao ora
examinado por analogia, no Recurso Administrativo nº. 146.382-0/8, amparado na lição de J. Cretella Júnior:

"É engano pensar que o funcionário em disponibilidade e o aposentado estão a salvo de punições. Descoberta muito tempo depois a
infração cometida "in officio" ou "propter officium", o funcionário "reverterá" simbolicamente ao serviço, responderá ao processo e
sofrerá a pena de cassação de aposentadoria ou disponibilidade. Do mesmo modo o funcionário exonerado a pedido, embora nem
mais o vínculo remuneratório o ligue ao Estado, poderá sofrer sanção. Neste caso a exoneração a pedido (ou dispensa) será
transformada em exoneração-sanção (ou dispensa-sanção), com todas as consequências jurídicas diretas e reflexas advindas,
conforme a hipótese. Nestas três hipóteses aplicam-se as regras prescricionais como se o funcionário estivesse no serviço"
(Prescrição da Falta Administrativa, RT, 544/12-26). (Destaquei)

Assim sendo e não obstante a extinção da delegação decorrente da aposentadoria voluntária concedida pela autarquia previdenciária,
nada obsta a decretação da perda da delegação decorrente de infração funcional de natureza grave, pois, apenas a execução ficará
prejudicada.

A prescrição não está configurada. Em que pesem os três julgados do Superior Tribunal de Justiça transcritos pelo recorrente, um deles
de data recente, há entendimento diverso manifestado pelo mesmo Tribunal, após a vigência da redação dada ao artigo 261 da
Lei Estadual nº 10.261/68 pela Lei Complementar nº 942/03, que suprimiu o parágrafo único deste dispositivo legal e introduziu o §1º,
pelo qual a prescrição começa a contar do dia em que a falta for cometida.

Com efeito, o Recurso Ordinário em Mandado de Segurança nº 10.985-SP, julgado em 23/04/04, Rel. Min. Paulo Medina, cuja ementa,

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na parte de interesse, assim dispõe:

"PROCESSUAL ADMINISTRATIVO. TITULAR DE CARTÓRIO. PERDA DA SERVENTIA. PRESCRIÇÃO. NÃO OCORRÊNCIA.


COMPETÊNCIA DO PODER JUDICIÁRIO PARA APLICAR A PENALIDADE. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR.

- A Prescrição quinquenal para a revisão do ato administrativo conta-se a partir da ciência pela Administração da ocorrência do ilícito, e
não dos fatos."

Diversos são os precedentes desta Corregedoria Geral da Justiça neste mesmo sentido, e sob o fundamento de que se aplica
subsidiariamente a Lei nº 8.112/90, por se tratar de Lei Federal que dispõe sobre a mesma matéria tratada na Lei Estadual nº 10.261/68
, de modo que aquela prevalece em relação a esta. No Processo nº 2012/00058240, a questão é bem exposta no r. parecer do MM.
Juiz Assessor Luciano Gonçalves Paes Leme, aprovado pelo então Corregedor Geral da Justiça, Desembargador José Renato Nalini,
nos termos da ementa e trechos de interesse que passo a transcrever:

"PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR - Pedido de revisão - Prescrição descartada com fundamento em normas extraídas do
ordenamento jurídico pátrio - Existência de precedentes administrativos que respaldam a conclusão impugnada - Inocorrência de
violação de texto expresso de lei - Indeferimento do pedido."

"A Lei nº 8.935, de 18 de novembro de 1994 - ao regulamentar o artigo 236 da CF de 1988 e, particularmente, ao disciplinar as
infrações disciplinares, as penas às quais sujeitos os oficiais de registro e os notários, as garantias a serem observadas durante o
processo administrativo-disciplinar e a fiscalização cometida ao Poder Judiciário - não enfrentou a extinção da punibilidade pela
prescrição.

Porque a regra é a prescritibilidade - por imposição constitucional e, especialmente, à luz do princípio da segurança jurídica -, é
indispensável, para definir os prazos prescricionais e as regras a respeito de sua contagem e marcos interruptivos, socorrer-se da
analogia, da analogia legis integradora do direito.

De acordo com Maria Helena Diniz, "para integrar a lacuna, o juiz recorre, preliminarmente, à analogia, que consiste em aplicar, a um
caso não contemplado de modo direto ou específico por uma norma jurídica, uma norma prevista para uma hipótese distinta, mas
semelhante ao caso não contemplado"[1]: ubi eadem legis ratio, ibi eadem legis dispositio.

Vossa Excelência, quando enfocou a interpretação analógica, interpretação extratextual escorada "no argumento a simili ou a pari
ratione, segundo o qual, de idênticos antecedentes, inferem-se idênticos consequentes", afirmou: "a razão que inspirou a produção de
uma norma é suficiente para disciplinar, também e de maneira idêntica, outros casos semelhantes, além daqueles expressamente
previstos."[2]

Destarte, sob inspiração do princípio da igualdade jurídica e da lógica do razoável, convém, sobre o tema, orientar-se pelas regras
previstas na Lei Federal nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990, que dispõe sobre o regime jurídico dos servidores públicos civis da
União, das autarquias e das fundações públicas federais.

Primeiro, porque, havendo lei federal disciplinando situação semelhante, deve prevalecer sobre a estadual, no caso de São Paulo, a
Lei nº 10.261, de 28 de outubro de 1968, porquanto o legislador constitucional confiou à União o regramento da responsabilidade dos
notários e dos oficiais de registro e a fiscalização de seus atos pelo Poder Judiciário (§ 1º do artigo 236 da CF): daí, no que interessa, a
razão dos artigos 31/38 da Lei Federal nº 8.935/1994.

Em segundo lugar, porque os tabeliães e os oficiais de registro, embora não titularizem cargos públicos nem ocupem empregos
públicos, exercem função pública e, por conseguinte, têm responsabilidade administrativa, sujeitando-se a penalidades por infrações
disciplinares, sanções semelhantes às quais os servidores públicos civis estão sujeitos.

Natural, portanto, na falta de disposição própria na Lei nº 8.935/1994, a incidência, em tema de prescrição, da Lei nº 8.112/1990 e,
apenas subsidiariamente, para reger as hipóteses não contempladas em tal diploma, a aplicação da Lei Estadual nº 10.261/1968.

Tal como se dá, por exemplo, com os magistrados, diante do silêncio da Lei Orgânica da Magistratura Nacional - LOMAN (
Lei Complementar nº 35, de 14 de março de 1979), consoante o julgamento pelo Superior Tribunal de Justiça, em 02 de março de 2004,
do Recurso Ordinário em Mandado de Segurança nº 13.439/MG, relator Ministro Félix Fischer, cuja ementa é abaixo reproduzida:

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ADMINISTRATIVO. MAGISTRADO ESTADUAL. PENALIDADE. CENSURA. PRESCRIÇÃO. PRAZO. LEGISLAÇÃO. APLICAÇÃO
SUBSIDIÁRIA DA LEI Nº 8.112/90. GARANTIA. UNICIDADE. TRATAMENTO. MAGISTRATURA NACIONAL.

I - A Lei Orgânica da Magistratura Nacional - LOMAN é silente acerca da prescrição administrativa das penalidades nela
previstas. Nessa hipótese, o Superior Tribunal de Justiça decidiu ser possível a aplicação analógica daLei nº 8.112/90
a magistrado federal. Na ocasião concluiu, também, que o lapso a ser observado em relação à pena de censura, previsto no
referido Estatuto da Magistratura, seria semelhante àquele relativo à pena de suspensão, elencada no Regime Jurídico Único
dos Servidores Públicos Civis da União.

II - O art. 93 e seguintes da Constituição da República, além de fixarem os princípios, garantias e deveres básicos inerentes aos
magistrados, remeteram à lei complementar federal a disciplina das demais questões inerentes à magistratura.

III - Preocupação demonstrada, pelo Constituinte, no sentido de conceder tratamento isonômico a todos os integrantes da
magistratura nacional, sejam eles juízes vinculados à União ou aos Estados-membros.

IV - A questão da prescrição das penalidades cometidas por magistrado, sem dúvida, por estar diretamente ligada ao exercício
do cargo, é matéria a ser tratada no Estatuto da Magistratura. Entretanto, por ser a atual legislação vigente omissa quanto a
esse aspecto e, sendo necessário o tratamento uniforme da matéria, é aplicável subsidiariamente o Estatuto dos Servidores
Públicos Civis da União, ainda que se trate de juiz estadual.

V - Interpretando o artigo 142 e demais artigos relativos ao tema, insertos na Lei nº 8.112/90, o Supremo Tribunal Federal concluiu que,
embora haja a interrupção da prescrição com a instauração do processo administrativo, recomeçará o início da fluência do lapso
prescricional quando ultrapassados 140 (cento e quarenta) dias sem que tenha havido a conclusão do processo disciplinar, porquanto
esse seria o prazo legal para seu término.

VI - In casu, ocorreu a instauração da representação em 13 de agosto de 1997, por decisão da Corte Superior do Tribunal de Justiça do
Estado de Minas Gerais, sendo que, adicionando 140 dias à data, temos que o direito de punir tinha como prazo final o dia 30 de
dezembro de 1999.

VII - O julgamento definitivo ocorreu em 27 de outubro de 1999, com a publicação da decisão em 17 de dezembro do mesmo ano, tendo
sido, portanto, proferido antes que houvesse a prescrição.

Recurso desprovido, (grifei)

Trata-se de posicionamento, inclusive, prestigiado, posteriormente, pelo Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Mandado de
Segurança nº 25.191-3/DF, em 19 de novembro de 2007, relatora Ministra Carmen Lúcia, que ainda se reportou a outros precedentes,
no mesmo sentido, do Superior Tribunal de Justiça.

Na mesma linha, a regra do artigo 26 da Resolução nº 135, de 13 de julho de 2011, do Conselho Nacional de Justiça - que dispõe sobre
a uniformização de normas relativas ao procedimento administrativo disciplinar aplicável aos magistrados, acerca do rito e das
penalidades, e dá outras providências - in verbis:

Aplicam-se aos procedimentos disciplinares contra magistrados, subsidiariamente, e desde que não conflitem com o Estatuto da
Magistratura, as normas e os princípios relativos ao processo administrativo disciplinar das Leis 8.112/90 e 9.784/99.

Logo, para infrações disciplinares sujeitas às penas de repreensão - correspondente à de advertência da Lei Federal - suspensão e de
perda de delegação - equivalente à de demissão -, os prazos prescricionais serão de cento e oitenta dias, de dois e cinco anos,
respectivamente, salvo se a falta importar crime, quando será respeitado o prazo fixado na lei penal, nos termos do artigo 142, I, II e
III, e § 2º, da Lei nº 8.112/1990[3].

Para infrações sujeitas à pena de multa, não contida no rol do artigo 127 da Lei nº 8.112/1990[4], o prazo será de dois anos, nos termos
do inciso I do artigo 261 da Lei Estadual nº 10.261/1968[5]. Se não por isso, justificar-se-ia aplicar às infrações submetidas à pena de
multa o prazo definido, na Lei Federal, para as sujeitas à pena de suspensão, igualmente equivalente a dois anos, a reboque do
raciocínio construído na decisão do Superior Tribunal de Justiça, acima lembrada, ao fixar o prazo a ser respeitado para infrações
apenadas com censura, sanção não contemplada na Lei Federal.

O prazo prescricional correrá da data em que o fato se tornou conhecido, da data em que a autoridade administrativa tomou
conhecimento inequívoco da falta disciplinar

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- não daquela na qual a infração foi cometida - e, interrompido pela abertura de sindicância ou instauração de processo administrativo-
disciplinar (§ 3º do artigo 142 da Lei nº 8.112/1990[6]), retomará seu curso, por inteiro, findo o prazo idealizado para a conclusão do
procedimento administrativo, isto é, a partir do 141º dia após a sua instauração (STF - Recurso Ordinário em Mandado de Segurança
nº 23.436-2/DF, relator Ministro Marco Aurélio).

Para a exata compreensão do § 1º do artigo 142 da Lei nº 8.112/1990[7], relativo ao dies a quo do prazo prescricional, é de rigor
examiná-lo em conjunto com o artigo 143 da Lei nº 8.112/1990[8]. O Supremo Tribunal Federal, ao interpretá-lo, no dia 01° de junho de
2004, no julgamento do Recurso Ordinário em Mandado de Segurança nº 24.737-5/DF, relator Ministro Carlos Britto, assentou: o prazo
prescricional tem início na data em que a Administração toma ciência do fato. Anos depois, manteve o mesmo entendimento (Mandado
de Segurança nº 25.191-3/DF, antes lembrado).

Com fundamentos outros e, particularmente, sem socorrer-se da aplicação subsidiária da Lei nº 8.112/1990, há precedentes desta
Corregedoria Geral da Justiça fixando o dies scientiae como o marco inicial da contagem do prazo prescricional[9]: os três últimos se
orientam pelo rumo traçado pelo primeiro deles, que, porém, cuidou de fatos ocorridos antes da vigência da Lei Estadual nº 10.261/1968
e da Lei nº 8.112/1990. De fato, a decisão paradigmática definiu odies a quo escorado em posicionamento pretoriano.

Valoradas, assim, a transformação introduzida nos serviços notariais e de registro pela CF/1988, a edição dos diplomas legais aludidos
e as sucessivas redações recebidas pelo artigo 261 da Lei Estadual nº 10.261/1968 - cujo texto original, com reflexo no início da
contagem do prazo prescricional, foi modificado pelas Leis Complementares Estaduais nº 61, de 21 de agosto de 1972, e nº 942, de 6
de junho de 2003 - , é oportuno definir, como acima se pretendeu estabelecer, balizas claras, mormente sobre a lei a ser aplicada por
analogia, em tema de prescrição administrativo-disciplinar.

Evita-se que, sobre o tema, a Corregedoria Geral da Justiça emita sinais equívocos, ambíguos, pois não se ignora a existência de
precedente, recente, como três dos já citados (nota de rodapé nº 8), afirmando, com apoio no § 1º do artigo 261 da Lei Estadual nº
10.261/1968[10], que a data da prática da falta sinaliza o início do prazo prescricional[11].

Em resumo, para resguardar tratamento isonômico e uniforme aos notários e oficiais de registro do Brasil - independentemente do
Estado da federação que, por meio do Poder Judiciário, realizou o concurso e outorgou a delegação para o exercício da atividade -, em
assunto referente ao exercício de função pública, cuja disciplina é própria de Lei Federal (§ 1º do artigo 236 da CF/1988), convém, por
analogia, aplicar a lei federal que mais se aproxima da realidade dos tabeliães e oficiais de registro: a Lei nº 8.112/1990."

No mesmo sentido foi o parecer da lavra do MM. Juiz Assessor desta Corregedoria Geral da Justiça, Gabriel Pires de Campos Sormani,
aprovado por Vossa Excelência, no Processo nº 2014/00112945, no qual há menção a outros análogos - Processos nºs. 2012/00058240
, 2011/00156082 e 2011/00156067.

Ainda que assim não fosse e mesmo que, apenas a título de argumentação, fosse considerado o termo inicial do prazo prescricional a
data em que a falta foi cometida, apenas parte dos ilícitos estariam prescritos, pois, outros de igual natureza, referentes ao período de
22 de julho de 2009 em diante, considerando que a Portaria é datada de 22 de julho de 2014, não foram atingidos pela prescrição.

Quanto ao mérito, verifica-se que as apurações que resultaram na instauração deste processo administrativo disciplinar tiveram início
por determinação desta Corregedoria Geral da Justiça, a partir da visita correcional realizada em 16/03/13 (fls.02-G e 03), quando foram
solicitados livros e documentos relacionados às receitas e despesas, recolhimentos etc., porém, boa parte deles não foi apresentada
(fls.03/22).

No decorrer do procedimento instaurado pelo Juízo Corregedor Permanente (Pedido de Providências), constatou-se a prática de
irregularidades, e foi instaurado processo administrativo disciplinar, mediante nomeação de interventor pelo prazo inicial de 90 (noventa)
dias (fls.240/245). O interventor apresentou extenso relatório acerca das irregularidades verificadas, acompanhado de documentos, no
qual informa sobre os recibos emitidos sem indicação do destino das parcelas; os recibos emitidos no setor de 2ª via de certidões
somente quando solicitados pelos usuários; a inexistência do número do ato, ou do livro ou da folha onde foi praticado o lançamento da
receita, de modo a impossibilitar sua identificação; inexistência de lançamentos das informações de declaração de receitas e despesas
no Portal do Extrajudicial da Corregedoria Geral da Justiça, e inexistência de lançamento no período de abril de 2013 a abril de 2014
das informações referentes aos selos, papéis de segurança para certidões de registro civil e traslados de atos notariais e de etiquetas
de termos de comparecimento danificados no Portal do Extrajudicial (fls. 249/251 e documentos de fls.255 e segs.).

Posteriormente, novo relatório instruído com documentos foi apresentado (fls.375/750) noticiando o recolhimento da parcela dos
emolumentos devidos ao Estado de São Paulo, à Carteira de Previdência das Serventias não Oficializadas da Justiça do Estado e à
Santa Casa, referentes aos períodos de 2000 a 2008, 2009, 2010 e 2011, de julho a dezembro de 2012, 2013 e 2014, com atraso e

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sem o pagamento dos encargos da mora fixados em lei; inexistência de recolhimento da parcela dos emolumentos devidos ao Estado
de São Paulo e à Carteira de Previdência das Serventias não Oficializadas da Justiça do Estado nos períodos de 15 de julho a 29 de
dezembro de 2000, de 02 a 24 de janeiro de 2001, de 16 de março a 27 de junho de 2005, nos dias 8 e 15 de fevereiro, 22, 24 e 25 de
abril, 12 de maio, 08 de agosto e 27 e 28 de novembro de 2006, 17 de maio a 30 de outubro de 2007, e, ainda, no período de 02 de
julho a 29 de dezembro de 2012, este último inclusive em relação aos devidos à Santa Casa; cálculos e recolhimentos realizados em
desacordo com a tabela vigente nos anos de 2009, 2010, 2011 e 2012; inexistência de lançamento nos livros diários de receita e
despesa de números 15 e 16, referentes aos anos de 2011, 2012, 2013 e até 13 de maio de 2014, dos valores recebidos pelo
SINOREG-SP, relativo ao fundo de compensação dos atos gratuitos; lançamento indevido nos livros diários de receita e despesa de
números 15 e 16, referentes aos anos de 2012, 2013 e 2014, dos emolumentos ao SINOREG-SP, Tribunal de Justiça do Estado de São
Paulo e Carteira de Previdência das Serventias não Oficializadas da Justiça do Estado, como despesas, em trinta e um meses,
totalizando o valor de R$ 459.973,60; lançamento incorreto nos livros de receita e despesa dos anos de 2011, 2012, 2013 e 2014, nos
quais constou como receita valor foi lançado a menor, e, como despesa, valor lançado a maior, e lançamento incorreto, no mesmo livro,
referente aos anos de 2012, 2013 e 2014, de valores de salários maiores do que os consignados na folha de pagamento.

As irregularidades acima mencionadas e que foram minuciosamente descritas na Portaria que instaurou este processo disciplinar, estão
comprovadas pela prova documental trazida aos autos e não foram impugnadas pelo recorrente, ao contrário, este admitiu a prática
destas faltas, e, apesar de ter mencionado nas razões do recurso que não é nunca foi incomum que os cartórios em dificuldade
financeira, principalmente os de registro civil das pessoas naturais, posterguem o recolhimento de custas em determinados períodos,
para saldá-las, em momento algum, inclusive quando foi interrogado, o recorrente justificou tais condutas em razão de dificuldades
financeiras, ao contrário, disse que se atrapalhou em determinado momento, e que deu preferência ao pagamento dos salários (fls.816).

Ocorre que nem mesmo eventual dificuldade financeira serviria de justificativa para as condutas ilícitas verificadas e que configuram
infração funcional, além de abrangerem longo período - do ano 2000 a 2014 - de maneira que não convence a alegação do recorrente
de que em determinado momento se atrapalhou, pois teve muito tempo para regularizar eventual descontrole momentâneo, mas não o
fez.

Além do mais, não se trata apenas de descontrole e sim de lançamentos erróneos e indevidos a favor do Oficial, tais como receitas
lançadas em valor menor e despesa em valor maior, lançamento de salários em valores mais elevados em relação aos que constam da
folha de pagamento. E, mesmo em época anterior às infrações descritas na Portaria deste processo, de acordo com as informações
prestadas a fls.802/807, referentes aos antecedentes funcionais do Oficial, este foi condenado em processo administrativo disciplinar,
por ter cobrado valores acima daqueles previstos na tabela do Regimento de Custas, Emolumentos e Contribuições, com fundamento
no artigo 31, III, 32, II e 33, II, da Lei Federal nº 8.935/94 e do item 9.1 do Capítulo V das Normas de Pessoal dos Serviços
Extrajudiciais (Processo Administrativo nº 02/97).

Conforme bem observou a MM. Juíza Corregedora Permanente em sua r. decisão, ao mencionar acerca do não recolhimento devido ao
Estado, à Carteira de Previdência das Serventias não Oficializadas da Justiça do Estado e Santa Casa, "...é certo que,
concomitantemente com os valores que recebe em razão dos atos praticados, o titular da delegação tem o inafastável compromisso de
promover o repasse de parte desse montante aos cofres públicos, sob pena de se apropriar indevidamente dos valores. Nessa linha,
coloco que o Oficial, decididamente optou por inadimplir os recolhimentos, invocando sua desorganização financeira, produzindo
estragos aos cofres públicos, em evidente comportamento de indiferença à sagrada obrigação que recai àquele que é investido no
serviço público delegado e, assim, descuidando de seu dever constitucional de guardar fé pública, que, no caso dos autos, ficou
maculada. Como visto, o Oficial perpetrou inúmeros desvios de condutas, destacando-se dentre todos a expressiva e longínqua
inadimplência que reflete o apoderamento de valores que não lhe pertenciam."

Não há como atribuir culpa a tais condutas reiteradas ao longo do tempo, as quais configuram dolo, nem tampouco socorre o Oficial a
alegação de desconhecimento da situação e da falta de condições de acompanhar a dinâmica administrativa do cartório, diante dos
avanços impostos pelos sistemas dos computadores, com os quais não estava acostumado.

O fato de não ter sido encontrado erro técnico nos atos praticados pelo Oficial não apaga nem compensa as graves faltas praticadas.

Não é demais repetir que o registrador e notário são delegados do Estado, e, nesta condição, atuam como se fossem o próprio Estado
a serviço dos particulares, com a finalidade de tutelar e proteger os interesses destes com relevância e reflexos para a sociedade e para
o próprio Estado. Estão, pois, sujeitos aos princípios da administração e que são os da legalidade, da impessoalidade, da moralidade,
da publicidade e da eficiência, e devem operar, também, em obediência aos princípios de direito privado.

A respeito do tema referente à responsabilidade do tabelião pelos atos de seus prepostos, que bem se aplica ao caso em tela em

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relação ao Oficial Registrador, Luís Paulo Aliende Ribeiro, na obra "Regulamentação da Função Pública Notarial e Registrai" (Editora
Saraiva, 2009, p.183) assim dispõe:

"A responsabilidade imputada ao Tabelião não é objetiva, derivada da conduta de seus prepostos, mas pessoal, por ausência de
fiscalização e omissão quanto à regularidade do serviço prestado.

Ademais, possibilidade de designação de serventuários para a prática de atos notariais de fiscalização, controle e direção do Titular da
Delegação, obviamente, não retira o dever de atuação daquele.

Desse modo, é possível a conclusão da pessoalidade do Titular da Delegação Estatal quanto ao exercício da direção e fiscalização dos
serviços notariais de natureza pública."

Os deveres do administrador público são os de eficiência, de probidade e de prestar contas, e, nos dizeres de Hely Lopes Meirelles, na
clássica obra "Direito Administrativo Brasileiro", o dever de eficiência corresponde ao "dever de boa administração", em menção à obra
de Carvalho Simas, "Manual Elementar de Direito Administrativo", Rio, 1974, págs.98 e 237, segundo o qual, todo e qualquer serviço
prestado, quer pelo delegado, quer pelo preposto, em decorrência da delegação, faz parte do serviço público delegado, pois,
"A eficiência funcional é, pois, considerada em sentido amplo, abrangendo não só a produtividade do exercente do cargo ou função,
como a perfeição do trabalho e a sua adequação técnica aos fins visados pela Administração, para o quê se avaliam os resultados,
confrontando-se os desempenhos, e aperfeiçoa-se o pessoal através da seleção e treinamento. Assim, a verificação da eficiência atinge
os aspectos quantitativo e qualitativo do serviço, para aquilatar de seu rendimento efetivo, do seu custo operacional, e da sua real
utilidade para os administrados e para a Administração." (p.186, 16ª ed., RT)

Em suma, é farta e convincente a prova produzida acerca das inúmeras e graves infrações praticadas pelo Oficial, nos termos acima
expostos e minuciosamente especificados na r. decisão do Juízo Corregedor Permanente, o que mostra inaptidão do recorrente à
prestação do serviço que vinha sendo exercido de modo temerário e irresponsável, quer pessoalmente, quer por meio de seus
prepostos, e deste modo, a aplicação da pena da perda da delegação é adequada e proporcional à situação verificada.

A respeito da gravidade dos atos ilícitos praticados e da proporcionalidade da aplicação da pena da perda da delegação, a Corregedoria
Geral da Justiça assim decidiu em casos análogos:

"Processo Administrativo Disciplinar - Oficial de Registro Civil das Pessoas Naturais - Inadequado gerenciamento financeiro da
unidade - Não pagamento total de obrigações devidas ao IPESP - Ilícito administrativo caracterizado - Gravidade da falta administrativa
praticada - Antecedentes desabonadores - Ratificação da pena de perda da delegação - Não provimento do recurso." (Processo nº
2012/00154982)

"Procedimento administrativo disciplinar - Tabelião de Notas e Protesto de Letras e Títulos - Irregularidades contábeis - Observância de
garantias constitucionais - Inexistência de prejuízo ao direito de defesa - Não comprovação das despesas lançadas - Ilícito
administrativo configurado - Proporcionalidade na aplicação da pena de perda da delegação - Preliminares rejeitadas e recurso não
provido." (Processo nº 2011/00057489).

Observo, por fim, que o Juízo Corregedor Permanente já determinou a extração de cópias para encaminhamento à Central de
Inquéritos Policiais e Processos - CIPP, à Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, à Secretaria da Receita Federal, ao INSS e
ao IPESP (fls.795 e 847/848).

À vista do exposto, o parecer que respeitosamente submetemos ao exame de Vossa Excelência, é de que seja negado provimento ao
recurso.

Sub Censura.

São Paulo, 27 de março de 2.015.

ANA LUIZA VILLA NOVA

Juíza Assessora da Corregedoria Geral da Justiça.

(Relatora)

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GABRIEL PIRES DE CAMPOS SORMANI

Juiz Assessor da Corregedoria Geral da Justiça

GUSTAVO HENRIQUE BRETAS MARZAGÃO

Juiz Assessor da Corregedoria Geral da Justiça

SWARAI CERVONE DE OLIVEIRA

Juiz Assessor da Corregedoria Geral da Justiça

CONCLUSÃO

Aprovo o parecer da MMª Juíza Assessora da Corregedoria, e, por seus fundamentos, que adoto, nego provimento ao recurso.

São Paulo, 31 de março de 2015.

HAMILTON ELLIOT AKEL

Corregedor-Geral da Justiça

[1] Lei de introdução ao Código Civil brasileiro interpretada. 4ª ed. São Paulo: Saraiva, 1998. p. 110.

[2]Comentários ao novo Código Civil: livro complementar das disposições finais e transitórias. Sálvio de Figueiredo Teixeira (Coord.).
Rio de Janeiro: Forense, 2007, p. 152-153. vol. XXII.

[3] Artigo 142. A ação disciplinar prescreverá: I - em 5 (cinco) anos, quanto às infrações puníveis

com demissão, cassação de aposentadoria ou disponibilidade; II - em 2 (dois) anos, quanto à

suspensão; III - em 180 (cento e oitenta) dias, quanto à advertência. (...) § 2º Os prazos de prescrição previstos na lei penal aplicam-
se às infrações disciplinares capituladas também como crime. (...). (grifei)

[4] Artigo 127. São penalidades disciplinares: I - advertência; II - suspensão; III - demissão; IV - cassação de aposentadoria ou
disponibilidade; V - destituição de cargo em comissão; VI - destituição de função comissionada.

[5] Artigo 261. Extingue-se a punibilidade pela prescrição: 1 - da falta sujeita à pena de repreensão, suspensão ou multa, em 2 (dois)
anos; (...).

[6] Artigo 142. (...). § 3º. A abertura de sindicância ou a instauração de processo disciplinar interrompe a prescrição, até a decisão final
proferida por autoridade competente. (...).

[7] Artigo 142. (...). § 1º. O prazo de prescrição começa a correr da data em que o fato se tornou conhecido.

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[8]Artigo 143. A autoridade que tiver ciência de irregularidade no serviço público é obrigada a promover a sua apuração imediata,
mediante sindicância ou processo administrativo disciplinar, assegurada ao acusado ampla defesa.

[9] Processo CG nº 000932/1997, parecer de autoria do magistrado Marcelo Martins Berthe, aprovado, em 25 de junho de 1997, pelo
Desembargador Márcio Martins Bonilha; processo CG nº 00138123/2009, parecer da lavra do magistrado Jomar, aprovado, em maio
de 2010, pelo Desembargador Antônio Carlos Munhoz Soares; e processos CG nº 2011/121111 e CG nº 2011/121474, ambos de
autoria do magistrado Roberto Maia Filho e aprovados, em 06 de dezembro de 2011, pelo Desembargador Mário Devienne Ferraz.

[10] Artigo 261. Extingue-se a punibilidade pela prescrição: (...). § 1º. A prescrição começa a

correr: 1. do dia em que a falta for cometida; 2. do dia em que tenha cessado a continuação ou a

permanência, nas faltas continuadas ou permanentes. (...).

[11] Processo CG nº 43.381/2010, da lavra do magistrado Walter Rocha Barone, aprovado, no dia 04 de agosto de 2010, pelo
Desembargador Antônio Carlos Munhoz Soares.

NE: original obtido no site do TJSP.

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