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MADEIRA LAMINADA

COLADA
PROF. BARBARA TALAMINI VILLAS BÔAS
Madeira
A madeira é um dos materiais estruturais mais antigos utilizados pelo homem na construção de
edificações. No entanto, verificou-se nas últimas décadas , uma quase total substituição da sua
utilização como material estrutural pelo concreto armado e pelo aço, tendo passado a madeira
apenas a ser utilizada em elementos secundários e revestimentos.
Agora, e à medida que vai crescendo uma tomada de consciência para as questões de
preservação do nosso planeta, o impacte ambiental dos materiais de construção torna-se cada
vez mais um critério de escolha, tomando níveis de importância quase tão elevados como o
preço e a qualidade.
Madeira
A madeira constitui atualmente, o único material de construção estrutural oriundo de uma fonte
de regeneração contínua, a floresta, desde que sejam adoptadas regras para a sua utilização e
reflorestação.
A transformação dos produtos florestais para a construção é realizada com um consumo mínimo
de energia decorrente da sua facilidade de laboração e baixo peso específico. Além de que os
desperdícios resultantes desse processo são totalmente aproveitáveis.
A madeira como material de construção, além de contribuir para o desenvolvimento
sustentável, permitindo satisfazer as necessidades do presente sem comprometer a capacidade
de as gerações vindouras satisfazerem as suas próprias, não constitui resíduo no final da sua
vida útil uma vez que poderá ainda ser reutilizada
História
A MLC surgiu há mais de 100 anos como produto industrial na
Alemanha e, desde então, vem sendo utilizada em todos os tipos
de estruturas, de pontes a residências; de estádios a edifícios.
Utilizando-se pequenos pedaços de madeira para formar uma
peça maior, resistente e durável, a MLC permite um uso racional
das florestas plantadas, garantindo assim a sustentabilidade no
fornecimento.
A fabricação da madeira laminada colada (MLC) reúne duas
técnicas bastante antigas. como o próprio nome indica, a mesma
foi concebida a partir da técnica da colagem aliada à técnica da
laminação, ou seja, da reconstituição da madeira a partir de
lamelas (neste caso entendidas como tábuas).
História
Chama-se, portanto, "MADEIRA LAMINADA COLADA" as peças de madeira, reconstituídas a
partir de lâminas (tábuas), que são de dimensões relativamente reduzidas se comparadas às
dimensões da peça final assim constituída. essas lâminas, que são unidas por colagem, ficam
dispostas de tal maneira que as suas fibras estejam paralelas entre si.
Pelo que se tem conhecimento a sua aplicação concreta teve início no século XIX. O exemplo
mais marcante que pode ser citado é o de arcos compostos por lâminas (tábuas) encurvadas e
sobrepostas, mantidas unidas por ligações mecânicas.
No entanto, a junção das duas técnicas, para dar origem à Madeira Laminada-Colada (MLC)
empregada na fabricação de elementos estruturais a serem utilizados na construção civil, só foi
possível, com o surgimento de colas de alta resistência. Foi, portanto, em 1906, com o
aparecimento da cola de caseína (derivada do leite) que o mestre carpinteiro suiço Otto Hetzer
teve a ideia de substituir pela cola, as ligações metálicas de braçadeiras e parafusos.
História
Daí para frente, a MLC evoluiu em paralelo com o progresso ocorrido com as colas, que foram se
tornando cada vez mais eficientes.

No entanto, foi em 1940, com o aparecimento das colas sintéticas que o sistema laminado-
colado conheceu o seu grande progresso.

Essa técnica, que de alguma maneira surgiu também da necessidade de utilização da madeira de
reflorestamento, basicamente formada por Pinus encontrado em abundância em países do
hemisfério norte, teve nessa madeira de fácil trabalhabilidade, a sua grande aliada. O emprego
da madeira sob a técnica do laminado-colado, pouco utilizada no Brasil, é marcante naqueles
países.
Apenas para mostrar o potencial do mercado das estruturas de MLC, verifica-se que só na
França, chegou a existir mais de 40 indústrias trabalhando na fabricação de estruturas de MLC,
distribuídas nas diversas regiões do país.
Definição
Os elementos estruturais compostos de MLC compreendem, portanto a união das lâminas de
madeira pela cola.
Logo, sob o ponto de vista estritamente técnico, a cola age como um aglomerante das lâminas.
Sua função é a de realizar entre dois planos de fibras, uma ligação mecânica o mais próximo
possível da ligação existente naturalmente entre as fibras do material de origem.
Madeira e Adesivo
É possível colar praticamente todas as madeiras. Entretanto, algumas espécies possuem
características físicas e químicas que exigem o emprego de colas especiais ou a modificação das colas
normalmente comercializadas para o uso em madeiras.
Normalmente, as espécies mais aconselhadas para o emprego em MLC são as das coníferas e algumas
folhosas.
Em todo caso, como o processo da MLC é pouco utilizado no Brasil, é evidente que estudos devem ser
realizados no sentido de se proceder em cada região ou estado, uma investigação de espécie –
adesivo – tratamento para uma caracterização das madeiras que melhor possam se adaptar a essa
técnica.
Antes do desenvolvimento de resinas sintéticas para colar madeiras, utilizava-se cola animal, vegetal
e caseína de leite. Atualmente várias colas a base de resina sintética estão disponíveis, melhorando o
uso de madeiras coladas principalmente porque são a prova d'água.
As resinas comerciais de maior uso são a uréia-formaldeído, fenol-formaldeído, melaninas e colas de
resorcinol, sobretudo combinação de fenol-resorcinol
Escolha do Adesivo
Algumas recomendações de como escolher o adesivo por classe de exposição.
Intempérie exterior - alto perigo
Nesta categoria entram estruturas marítimas e exteriores onde a cola está exposta a intempéries.
Recomendado adesivos: Resorcina- formaldeído ou Fenol- formaldeído

Intempérie interior - alto perigo


Estruturas internas onde a umidade pode ultrapassar 18% na madeira e a temperatura exceder 50°C,
exemplo lavanderias e telhados.
Adesivos: resorcina – fenol ou Melanina ureia - formaldeído

Intempérie exterior - pouco perigo


Vigas de galpões e estruturas abertas Adesivo: resorcina, fenol ou melanina ureia-formaldeído.

Intempérie interior, pouco perigo


Estruturas onde a umidade não ultrapassa 18% na madeira e a temperatura não excede 50°C. Ex.
interior de casas e edifícios.
Adesivos: Resorcina-fenol, Melanina uréia-formaldeído, Uréia-formaldeído ou caseína

Especial
Estruturas para indústrias químicas, estruturas para piscinas internas.
Adesivos: classe 1
Utilização
A MLC tem seus usos mais frequentes em
estruturas de cobertura, elementos estruturais
principais para pontes, torres de transmissão,
edifícios, embarcações, escadas e corrimão,
equipamentos decorativos planos ou em
relevos, esquadrias e móveis.
Isso se deve ao fato da MLC adaptar-se a uma
significativa variedade de formas e apresentar
alta resistência a solicitações mecânicas em
função de seu peso próprio relativamente baixo.
Vantagens
◦ Grandes envergaduras: A MLC se caracteriza por uma alta capacidade de carga e um baixo peso próprio,
o que nos permite componentes de pequenas dimensões e grandes envergaduras;
◦ Formas livres: a MLC nos proporciona uma grande flexibilidade com curvaturas, arqueadas e dobradas
em sua forma;
◦ Alta resistência ao fogo: Uma estrutura de MLC é mais segura que um aço desprotegido em caso de
incêndio. Nesses casos a camada carbonizada é formada ao redor do núcleo reduzindo a entrada de
oxigênio e calor atrasando assim o colapso;
◦ Estabilidade Dimensional: a MLC é produzida em umidade de 12%, o que corresponde a uma umidade
de equilíbrio de 20C e 65% de umidade relativa. O comportamento de contração e inchamento se reduz
ao mínimo;
◦ Material Resistente: a MLC é resistente a substancias químicas e agressivas;
◦ Material Natural e processado: Devido às técnicas de secagem e homogeneização da matéria-prima, a
MLC tem uma estabilidade consideravelmente maior do que a madeira para a construção e aparência
convincente claramente de grande qualidade;
Vantagens
◦ Uma contribuição para a proteção do meio ambiente: Ao se usar a MLC, o CO2 armazenado durante o
crescimento de uma árvore é retirado da atmosfera e é absorvido por um longo período de tempo;
◦ Matéria Prima RENOVAVEL: A matéria-prima utilizada para fabricar a MLC vem das florestas plantadas
ou manejadas e funcionam sob o princípio da sustentabilidade para as gerações. Assim, não só o nosso
material bruto está sempre disponível, mas também cresce de forma constante;
◦ Energia para fabricação
Vamos supor que para se produzir 1 tonelada de madeira para a construção
civil se utiliza 1 barril de petróleo,
se mantermos esse pensamento e estendermos para os outros materiais de
construção terão que para se produzir
1 tonelada de cimento precisaríamos de 5 barris de petróleo e para a
produção de 1 tonelada de vidro teríamos
14 barris de petróleo e por final para a produção de 1 tonelada de aço
precisaríamos de 24 barris de petróleo,
FABRICAÇÃO
FABRICAÇÃO – FASE 1
1.a ) Checagem Dimensional
A primeira fase do processo fabril garante as dimensões básicas do elemento estrutural a ser
fabricado. As peças que estiverem fora dos limites de tolerância são excluídas do ciclo de
produção. O teor de umidade das lâminas deve ser tal que permita uma linha de cola

1.b ) Checagem de Umidade resistente e de tal modo que este teor de umidade, somado a quantidade de
água da cola, leve a peça a um teor de umidade de equilíbrio próximo ao seu
uso final.
Detecta alterações desde a medição feita pelo fornecedor. Os dados são registrados com
Em termos gerais considera-se satisfatório, para fins estruturais, um teor de
precisão e armazenados, e posteriormente incluídos na documentação exigida pelos organismos
umidade de 10 a 15%.
de certificação de qualidade.
1.c ) Checagem de Resistência
As lâminas podem pertencer a diferentes classes de resistência, e esta etapa permite a escolha
das peças mais adequadas a cada tipo de aplicação. (cont.)
FABRICAÇÃO – FASE 1
1.c ) Checagem de Resistência
O objetivo é retirar qualquer defeito que interfira na qualidade final do produto, principalmente
nós e esmoados de dimensões superiores às permitidas por norma.
Inclinação das fibras, rachas e fendilhados, encurvamento, encanoamento, arqueamento e
torcimento são igualmente aferidos, para que estejam dentro dos limites estabelecidos.
Ao fim desta Fase, as tábuas estão prontas para serem transformadas.

Há vários métodos de estimar a resistência da madeira: visual, através da massa


especifica e do módulo de elasticidade.
A Norma Brasileira adota coeficientes de segurança e sugere o uso do mesmo valor
para toda a madeira de uma determinada espécie.
A Norma Americana dá uma classificação visual para estimar a resistência de uma
determinada peça (ASTM D-245).
FABRICAÇÃO – FASE 1
1.d ) Espessuras das Lâminas/Tábuas
As espessuras de laminas retas podem variar de 38 a 50 mm. A AITC recomenda espessuras de
19 e 38mm. Peças com espessuras maiores que 50mm podem apresentar problemas de
secagem, com possível surgimento de rachaduras
Uma lamina pode ser dobrada a um raio de 40 a 60 vezes a sua espessura sem romper a lamina
(FREAS E SELBO).
Folhosas podem ser dobradas mais que coníferas.
No caso de haver nós ou outros defeitos, a curvatura deve ser menor. Para se obter peças de alta
resistência deve-se ter cuidado com a curvatura.
FABRICAÇÃO – FASE 2
2.a ) Emendas
Na fabricação de estruturas de madeira laminada é normal o uso
de tábuas de menor comprimento que o requerido. Para obter
peças maiores é necessário liga-las transversalmente.
Para compor as peças estruturais, as réguas de madeira são unidas
no comprimento até atingir a dimensão final e, então, cortadas.
Há três tipos principais de ligações transversais e muitas variações
destes três tipos.
Quanto maior a área de contato, maior a aérea de colagem, melhor
a ligação, porem maior é o desperdício de madeira.
Os três tipos são: Cunha, topo e dente
FABRICAÇÃO – FASE 2
2.a.1 ) Emendas de Topo (butt joint)
São as mais simples, não desperdiçam madeira, mas são de menor resistência mecânica.
Considera-se que as ligações de topo não podem transmitir nenhuma tensão. As tensões devem
passar através das laminas adjacentes.

Escalonar as juntas de topo para distribuir as


falhas uniformemente por toda viga
FABRICAÇÃO – FASE 2
2.a.2 ) Emendas em Cunha (scarf joint)
Há dois tipos de emendas em cunha.
◦ Simples e Encaixadas.

Cunha Simples
Variam de acordo com o ângulo nos quais são cortadas. Quanto menor o ângulo maior
será a área de colagem e maior a resistência.(Figura a)

Cunha Encaixada
Estes tipos de modificações no encaixe, impedem o deslizamento de uma
tábua em relação a outra. (Figura b)
FABRICAÇÃO – FASE 2
2.a.3 ) Emendas Dentadas (finger joint)

A maioria das emendas transversais é feita com emendas dentadas, embora existam outras
alternativas. Ocorre que emendas de topo têm pequena resistência à tensão e emendas de
cunha desperdiçam muita madeira.
Existem dois tipos de encaixe dentados:
◦ Estrutural, com dentes compridos e pontas finas. (Figura 4a)
◦ Não estrutural, com dentes menores e pontas mais largas.(Figura 4b)

Resistência mecânica da emenda dentada


É obtida pelo equilíbrio entre a resistência ao cisalhamento, no plano de colagem, e a resistência à tração da madeira.
FABRICAÇÃO – FASE 2
2.a) Resumo sobre as emendas:

◦ As emendas transversais em cunha e em dente resistem mais à


tração.
◦ A ligação de topo não resiste a esforços, mas não desperdiça
madeira.
◦ A emenda dentada desperdiça de 3 a 4cm de material.
◦ A emenda em cunha desperdiça uns 35cm (usando inclinação 1/10
em peças de 3,5 cm de espessura).
◦ A emenda dentada requer máquinas especiais, sem estas
máquinas a solução é usar emendas em cunha.
◦ Deve-se evitar o uso de emendas em áreas de momentos
máximos.
FABRICAÇÃO – FASE 2
2.b ) Prensagem das tábuas já emenda
Uma vez que as emendas são usinadas, as placas vão para uma
prensa hidráulica de alto desempenho, com pressão adequada
ao tipo da madeira.

◦ Nas peças fletidas (retas ou curvas) as lâminas são coladas na


posição horizontal.
◦ Em peças retas submetidas à flexão, as lâminas podem também
ser coladas na posição vertical.
FABRICAÇÃO – FASE 2
2.c ) Aplainamento
Após a união no comprimento, as lâminas da MLC precisam ser aplainadas para ficarem com
espessura padrão.

2.d ) Estocagem
A fim de assegurar uma junta padrão, as lâminas são armazenadas por pelo menos seis horas em
uma área especial da planta.
FABRICAÇÃO – FASE 3
3.a ) Colagem
A colagem é elemento chave do ciclo de produção, com claro impacto na qualidade final do
produto.
O adesivo é aplicado em uma única face, onde os bicos do aplicador de cola formarão uma
cortina. Isso deve ocorrer dentro de 48h após o aplainamento, para evitar a oxidação da
superfície da madeira.
3.b ) Estratificação das Lâminas
Após a aplicação da cola, as lâminas são dispostas na prensa uma sobre a outra para a aplicação
da pressão necessária à união dessas, durante um determinado intervalo de tempo que varia
conforme o adesivo utilizado, temperatura e umidade relativa do ar.
Elementos de grandes dimensões superiores aos da madeira

Elementos com formas que com a madeira maciça seriam impensáveis


FABRICAÇÃO – FASE 3
3.c ) Aplainamento das Peças Coladas
No passo seguinte utilizamos a máquina de plaina, onde são removidas quaisquer
irregularidades das superfícies das vigas.

3.d ) Acabamentos e Impregnação


As vigas seguem para o setor de acabamento, onde é feito o tratamento de superfície através de
pistola – o produto é um impregnante com função hidrorepelente, fungicida e bactericida
FABRICAÇÃO – FASE 4
4.a ) Usinagem e Identificação
Excluídas as peças de grandes dimensões (h>50cm) e as peças curvas, que são usinadas
manualmente, todas as demais são usinadas em máquina de controle numérico, com altíssima
velocidade e precisão.
Cada peça é extraída de um modelo CAD tridimensional e exportada diretamente para o
software, garantindo a precisão desejada.
A identificação de cada peça, por sua vez, é parte essencial para a garantia de rastreabilidade e
montagem perfeita.
FABRICAÇÃO – FASE 4
4.b ) Embalagem
Após terminado o processo de fabricação, as peças são embaladas para transporte, garantindo a
qualidade do produto para a entrega na obra.
NO BRASIL
Apesar da MLC ser um produto do século XIX no Brasil, existem poucas indústrias de MLC, sendo
uma no estado do Rio Grande do Sul e duas no estado de São Paulo. O custo da MLC nessas
indústrias é da ordem de 2 mil dólares o metro cúbico, o que inviabiliza, no momento, a sua
competitividade com madeiras serradas tropicais e de reflorestamento. Somente para
informação a MLC no Chile custa 750 dólares o metro cúbico e, nos Estados Unidos e Canadá na
ordem de 1000 dólares o metro cúbico.
A Madeira Laminada Colada (MLC) é um produto engenheirado de madeira que requer precisão
de fabricação em todos os seus estágios. O produto acabado pode somente ser testado em
condições laboratoriais, entretanto, é necessário o controle de qualidade na produção para
assegurar que as propriedades da MLC sejam adequadas com as resistências especificadas para
o material de acordo com as normas
http://www.carpinteria.com.br

http://www.morettiinterholz.it/

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