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Resenha: Desarrollo comunitario y potenciación (Empoderamento) – Gonzalo

Mitsu Ochoa

Amanda Cunha Stefani 11411PSI063

O texto aborda o nascimento da teoria de empoderamento, do psicólogo


comunitário, Julian Rappapport, que propõe conceitos e princípios a se entender o objeto
da disciplina. Assim, é a partir do empoderamento que se pode vincular o conjunto de
condições pessoais e sociais que possibilitam a participação no bem-estar das pessoas.

Um conceito importante é a capacitação, que vai trazer aspectos proativos,


positivos e preventivos, onde se tenta achar soluções para problemas que tenham um foco
em déficits ou fraquezas, trazendo aspectos positivos, que quando em um grupo
capacitado, a qualidade de vida e bem-estar tende a melhorar.

Desta forma, o texto irá mostrar que os princípios básicos vão além de
potencializar os recursos e uma visão ecológica, entendendo o direito da individualidade
e diferenças de cada um. A diversidade e a relatividade cultural andam juntas nesse
sentido, e é aceitando os princípios da relatividade cultural, que se pode envolver a
compreensão de como as pessoas constroem sua realidade, ou seja, como eles organizam
e interpretam o mundo em que vivem, suas vidas diárias.

O profissional inserido na comunidade, deveria então estar em constante


colaboração, a partir de um diálogo horizontal, sem a presunção de um papel de
autoridade ou unilateral, a fim de diagnosticar o problema da comunidade. É preciso
aprender sobre os participantes e suas culturas, visões e conflitos diários, a fim de
trabalhar os objetivos em um clima de respeito e com uma linguagem esclarecedora que
propicie o aprimoramento das próprias habilidades e controle dos indivíduos da
comunidade.

O empoderamento aponta dois lados, onde um se implica na determinação


individual de cada um em sua própria vida, já o outro lado, implica na participação
democrática na comunidade através de estruturas como escolas, grupos de voluntários,
grupos de auto-ajuda, etc. A determinação estaria então relacionada ao senso do controle
pessoal e a participação estaria ligada ao interesse na influência social real, no poder
político e na defesa dos direitos legais.
Há influência mutua entre os diferentes níveis inidivual, organizacional e
comunitário, segundo Zimmerman, de modo que o fortalecimento em um nível estaria
diretamente relacionado ao potencial de fortalecimento em outro nível. Esse autor, vai
então propor um esquema a fim de capacitar cada nível.

A nível individual, é necessário trabalhar o empoderamento psicológico, que


inclui três componentes básicos: as crenças sobre a própria competência; a compreensão
do ambiente sociopolítico; os esforços para exercer controle sobre o meio ambiente. É
necessário então, incentivar a participação cidadã em movimentos sociais ou
organizações comunitárias, como associações de bairro, organizações de voluntários ou
grupos cívicos, etc a fim de promover o desenvolvimento de um senso de controle
pessoal, conhecimento crítico e conhecimento de comportamentos apropriados.

A nível organizacional, envolve-se o foco em um tipo particular de organização:


organizações civis ou sociais, que incluem organizações políticas e não políticas. O
processo de capacitação em uma comunidade é atribuído aos princípios da democracia
organizacional, onde a participação implicaria em primeiro lugar, ter conhecimento e
habilidades suficientes para se envolver nos processos de tomada de decisões. Então, aqui
se dá a importância de capacitar líderes comunitários, a fim desses ajudarem seus
membros a assumir responsabilidades e participar do processo. A experiência presencial
e a aprendizagem experimental, então, se fazem imprescindíveis. Assim, o
empoderamento nesse nível, envolveria um resultado concreto baseado nas forças
internas da organização e as inter-relações que ocorrem entre ele e o meio ambiente.

A nível comunitário, envolveria pontos fortalecidos, como: membros com


habilidades, motivação e recursos para realizar ações que melhorem a vida da
comunidade; identificar suas necessidades e capacidade de desenvolver estratégias para
resolução dos problemas; esforços para a melhora, oferecendo oportunidades de
participação cidadã e tendo a capacidade para atuar em situações que são consideradas
injustas ou ilegítimas. A partir de um espaço público, aberto à comunidade, que facilite a
difusão de ideias, é permitido um ponto de encontro para debate, reflexão crítica,
resolução de problemas, ou seja, um espaço para reforçar o valor da tolerância a
diversidade.

Conhecendo todos esses pontos, fica claro que para intervir, o psicólogo
comunitário deverá promover e incentivar os recursos disponíveis. O empoderamento
envolve o desenvolvimento das capacidades dos indivíduos, organizações e comunidades,
e as capacidades estão relacionadas com a identidade.

Resenha 2: Suporte Social: Origens, Conceitos e I Areas de Investigacão – José Ornelas

Amanda Cunha Stefani 11411PSI063

O autor do artigo apresenta o suporte social, pensando em diversos autores e suas


contribuições. Caplan, por exemplo, introduz o termo Sistema de Suporte, que abrangerá
os serviços informais baseados na vizinha (Centros Paroquiais, Clubes, Associações de
Voluntários, etc), núcleo familiar e amigos. Três atividades são proporcionadas pelo
sistema: o apoio prestado ao indivíduo na mobilização dos seus recursos psicológicos de
modo a permitir-lhe a gestão dos seus problemas emocionais; a partilha de atividades e a
prestação de ajuda material, como por exemplo, o apoio monetário ou o ensino de
competências; a orientação na resolução de situações específicas.

Cassel pensa no Suporte Social, como um auxiliador na resolução dos


desequilíbrios relacionados com as situações de stress, correlacionando ecologicamente
às condições sociais nas áreas urbanas. Para esse autor, existia uma controvérsia em
relação a existência de pessoas que não possuíam adoecimento menta nem físico, apesar
de estarem sujeitas a adversas condições do meio, assim, criou-se um suporte social
percepcionado pelos grupos mais próximos e significativos dos indivíduos sujeitos a tais
condições adversas.

Já Cobb refere-se ao Suporte Social como um cuidado, que se tem com um


integrante da rede social, preenchendo as necessidades sociais e protegendo o indivíduo
de consequências adversas relacionadas com uma situação de crise ou de stress.

Essencialmente, é preciso levar conta o Suporte Social, como algo que leva em
conta três fatores: 1. A quantidade de relações sociais; 2. A sua estrutura formal (por
exemplo: a densidade e a reciprocidade); 3. O conteúdo destas relações no que diz respeito
ao Suporte Social. Assim, levando em conta as funções do Suporte Social, não seriam
envolvidas atividades especificas, mas sim consequências destas e como se dão as
relações.
Ao longo do texto, inúmeros autores e suas definições de Suporte Social são
citados, me fica a impressão de uma certa confusão e multiplicidade de saberes acerca
desse assunto. Porém percebo que o fica é a função do sentimento de pertença, respeito e
envolvimento tem sobre os indivíduos, envolvendo uma interação sobre ele e sua rede de
suporte.

Pensando já nas medidas para o Suporte Social, o autor elenca três categorias,
sendo elas: a dimensão de Redes (integração social do indivíduo num grupo e as
interligações deste no contexto do grupo); a dimensão de Suporte Recebido (suporte que
o indivíduo na realidade recebe ou considera ter recebido); a dimensão do Suporte
Percepcionado (suporte que o indivíduo acredita ter disponível em caso de necessidade).
Esses instrumentos identificam por exemplo, a estrutura da rede, medindo as suas relações
como o tamanho e a densidade e outros, ou também sobre a qualidade de cada uma das
relações em termos da sua duração, frequência de contato e intensidade, outros ainda
exploram as funções de cada membro de rede.

As áreas de investigação do Suporte Social, são divididas em categorias e


classificações de acordo com os tipos de relações que lhe dão origem. Se tem centrado
muito nas interações dos indivíduos em contexto de sua rede social e como isso gera
marcas no processo de adaptações dele com seu meio social. As mais comuns são: gênero,
estado civil, etnia e estatuto sócio econômico.

O autor cita diversos estudos investigativos feitos nessas áreas e finaliza


apontando que o Suporte Social funciona de forma diferente de acordo com os grupos,
desempenhando um papel amortecedor. Porém, diz que esses estudos não oferecem
consistência suficiente em larga escala. Diz que num futuro, essa área devera focalizar
em comparações concretas e orientadas, a fim de refletir as características dos grupos
envolvidos.

PROVA COMUNITÁRIA

A Psicologia Comunitária surge em meados da década de 60, no decurso de um período de


grandes transformações, não somente na área da Saúde Mental, mas também na sociedade em
geral.

A perspectiva da Saúde Mental Comunitária, segundo Bloom (1973), pode ser descrita em
termos da sua localização (na comunidade), nível de intervenção (numa comunidade global ou
grupo específico, por exemplo, área geográfica ou uma população em risco), o tipo de serviços
(serviços preventivos) e a forma como são prestados (serviços indirectos, através da consultoria
e educação), bem como a sua estratégia (o maior número de indivíduos possível), o tipo de
planeamento (focalização em necessidades prevalentes em populações de alto-risco e
coordenação de serviços), os seus recursos humanos (utilização de profissionais e não-
profissionais como estudantes e pessoas, de alguma forma, ligadas ao grupo-alvo), os processos
de decisão (responsabilidade partilhada) e, finalmente as suas concepções etiológicas (realce
das causas ambientais das perturbações emocionais).

O termo Psicologia Comunitária surge em 1965, no âmbito da Conferência de Swampscott –


Boston, que incidiu sobre o papel dos psicólogos no Movimento da Saúde Mental Comunitária.
Nesta Conferência foram definidas três grandes prioridades: (1) Intervir a nível da Prevenção
Primária; (2) intervir a nível da comunidade e (3) intervir numa perspectiva de mudança.
Rappaport (1977), realça que estamos com a Psicologia Comunitária perante uma mudança de
paradigma, tendo verificado-se alterações na forma como as questões são levantadas e nos
métodos usados para se obter respostas.

James Kelly 1966 – analogia psicologia comunitária e ecologia :

1. Componentes da unidade social são interdependentes


2. Caráter critico dos recursos
3. Adaptação
4. Sucessão

Princípios básicos da psi comunitária:

1. Problema contextualizado
2. Interdependência
3. Foco na eficácia
4. Suporte e serviços em consonância com os objetivos e valores do contexto
5. Prestação de suporte

Psicologia Comunitária e teoria da crise:

1. CRISE – DECIDIR (grego)


2. Respostas dos indivíduos as questões sociais tornam-se insatisfatórias
3. Acontecimento negativos que causam estresse levam a mudança
4. Natureza do problema X recursos dos indivíduos e comunidade
5. Fase aguda da crise é momento de maior vulnerabilidade. Primeiro o impacto inicial
depois o aumento da tensão.

É necessário então compreender o processo pelo qual o estresse gera perturbações emocionais
e considerar como fundamental o conceito de adaptação. Aumento da capacidade de
ajustamento entre o indivíduo e as exigências e pressões do meio.

Psicologia Comunitária e suporte (apoio) social:

1. O suporte social tem impacto no aumento ou redução das resistências individual ao


estresse e a presença de suporte muda a natureza do contexto situacional do indivíduo.
Kelly: ajuste do indivíduo ao meio
2. Broadhead etc: bem-estar do indivíduo relacionado a rede alargada de suporte social.
3. O suporte social se dá através de redes.

Intervenção social:
Pode ser operacionalizada através de influencias, orientações ou ações concretas no sentido de
modificar os sistemas sociais e políticos com incidência em áreas como a saúde, educação, bem-
estar físico e emocional, domínios religiosos e judiciais.

1. Objetivo e destinatário da intervenção


2. Estado inicial
3. O tipo de mudança pretendida
4. Os objetivos e metas
5. O âmbito da aplicação
6. As técnicas e estratégias
7. A duração
8. Auto-gestão.

Participação comunitária:

1. Participação dos cidadãos


2. Estrutura cidadã (conselhos)
3. Sistema de valores (empowerment)

Empowerment – consiste em identificar, facilitar ou criar contextos em que as pessoas isoladas


ou silenciadas possam ser compreendidas, ter uma voz e influência sobre as decisões que lhes
dizem respeito ou que de algum modo afetam suas vidas.

PARCERIA COMUNITARIA

Considerando uma parceria como sendo uma organização de organizações que se conjugam
para um propósito comum (Wolf, 2001), podemos identificar como relevantes quatro
estratégias que facilitam o seu bom funcionamento e podem contribuir para o aprofundamento
do trabalho em parceria:

a) Trabalho em Rede (Networking) – implica troca de informação para benefício mútuo, a


alteração de actividades para contribuir para o conjunto, a partilha de recursos para benefício
mútuo e construção de um propósito comum. O trabalho em rede requer muito tempo e níveis
elevados de confiança.

b) Coordenação – para além dos factores contidos na alínea anterior, neste parâmetro
enquadra- -se a alteração concreta de actividades e/ou procedimentos para um propósito
comum e a partilha de recursos e a vontade de aumentar a capacidade dos parceiros para
benefício mútuo e propósito comum. Esta acção requer níveis elevados de tempo e de confiança
e implica a partilha de conteúdos para a acção conjunta.

c) Cooperação – Neste domínio realça-se o aprofundamento e a alteração de actividades que


requeiram a mudança de processos organizacionais que são, por natureza, complexos,
implicando a construção de acordos com vista à obtenção de maiores benefícios decorrentes da
acção mútua

d) Colaboração – Para além dos domínios descritos anteriormente implica a noção e a prática
da partilha de recursos com vista a aumentar a capacidade dos parceiros para benefício mútuo
e propósito comum, bem como a partilha de conteúdos e dos resultados e/ou impactos da acção
conjunta.
Deste modo, as parcerias que tendem a ser mais eficazes (segundo Butterfoss, Godman &
Wandersman, 1993; Bond & Keys, 1993; Allen, 2005; Wolf, 2006 entre outros), são aquelas onde
se constatam elementos como:

1. A abrangência, isto é, não se constituem em torno de uma só questão ou problema, mas têm
uma perspectiva holística acerca da complexidade dos problemas sociais e dos processos de
mudança social e comunitária;

2. A flexibilidade e orientação para respostas concretas, que implica que a constituição de uma
parceria deve estar adaptada ao contexto concreto e ter em consideração os problemas e as
prioridades dos agentes intervenientes e dos grupos sociais a que se destinam; se tomarmos
como exemplo os jovens, as parcerias que incentivam a sua participação, tendem a ter muito
mais sucesso em termos da redução do crime e da incidência da violência (cf. Zeldin, 2004);

3. A promoção da ligação à comunidade, que implica o reconhecimento da importância da


participação do(s) grupo(s) sociais em torno dos quais se organiza a parceria;

4. O desenvolvimento do empowerment comunitário, que implica um esforço de compreensão


das pessoas e dos seus contextos (Rappaport, 1987), assim uma parceria que o promove,
procura permanentemente proporcionar oportunidades para que a comunidade ganhe maior
controlo sobre o que lhe diz respeito e, através de mecanismos de liderança partilhada, promova
a participação e a consultoria dos vários sectores da comunidade (cf. Zimmerman, 2000);

5. A diversidade da comunidade, isto é, uma parceria que reflicta a estrutura e composição


específica dos vários sectores da comunidade, abrangendo realidades emergentes como por
exemplo, grupos étnicos ou de imigrantes ou outros grupos com presença mais recente na
comunidade;

6. A inovação, que implica a adopção de um espírito de experimentação e inclusão nos processos


de mudança, nos programas de prevenção e nas respostas concretas face aos problemas sociais
identificados;

7. A gestão da divergência e do conflito que se reconhece como sendo inerente às parcerias


comunitárias e que quando estas desenvolvem estratégias para gerir divergência e construir
consensos, aumentam grandemente a sua capacidade de intervenção e sustentabilidade;

8. A orientação para resultados preventivos e reactivos, implica a estruturação e o planeamento


focalizado em objectivos claros e mensuráveis e, finalmente

9. o desenvolvimento de sistemas de avaliação colaborativa, organizada a partir de um sistema


de assistência técnica eficaz e que assegure a circulação de informação e suporte logístico. Estas
características e critérios de eficácia fornecem um conjunto de pistas criativas para a
estruturação e desenvolvimento de parcerias bem estruturadas, fortes, ancoradas na
comunidade e com potencialidades para funcionarem como catalisadores dos processos de
mudança social.

As parcerias comunitárias são assim um veículo privilegiado para a construção e implementação


de intervenções preventivas, ao mobilizarem sectores diversificados da comunidade,
permitirem a troca de conhecimento e experiência e ainda fomentarem articulação e
combinação de práticas e/ou serviços.