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ELETROSTÁTICA Num sistema isolado, a soma algébrica das cargas

positivas e negativas é sempre constante.


INTRODUÇÃO + -
+ +
A eletrostática estuda os fenômenos que ocorrem quando + A + - B -
as cargas estão em repouso em relação a um sistema +
+
+ -
inercial de referência. Q 1= + 8 Q 2= - 4
A n te s
Carga elementar: e = 1,6.10-19 C

A medida de carga elétrica de um corpo é chamada de + A + + B +


Coulomb (C), em unidade do Sistema Internacional.
Q ’1 = + 2 Q ’2 = + 2
Submúltiplos do Coulomb: D e p o is
Obs.:
milicoulomb mC 10-3 C - Nos corpos condutores, eletrizados, as cargas elétricas
microcoulomb C 10-6 C em excesso se distribuem pela superfície externa,
nanocoulomb nC 10-9 C como explica o princípio da atração e repulsão.
picocoulomb pC 10-12 C - Nos isolantes as cargas não têm facilidade de
locomoção, sendo, portanto mais fácil mantê-lo
Normalmente, um corpo qualquer, condutor ou isolante, eletrizado, ao contrário dos condutores, que podem
apresenta número de prótons igual ao número de elétrons, perder cargas para o meio ambiente.
e, portanto ele é neutro.
Quando o número de elétrons é diferente o número de
prótons, o corpo está carregado. Como quem se
movimenta é o elétron, corpo com excesso de elétrons CONDUTORES E ISOLANTES
estará carregado negativamente e o corpo com falta de
Um corpo é dito isolante quando as cargas elétricas, que
elétrons estará carregado positivamente.
nele surgem, ficam na mesma região. As cargas não têm
liberdade para se deslocar na superfície do corpo.
Q= n.e
Um condutor permite o espalhamento das cargas
1. PRINCÍPIOS DA ELETROSTÁTICA elétricas por toda a superfície, devido ao alto grau de
liberdade de suas cargas.
1.1 PRINCÍPIO DA ATRAÇÃO E REPULSÃO
Na prática não existem condutores e isolantes perfeitos, e
Cargas elétricas de mesmo sinal repelem-se e cargas sim bons condutores e bons isolantes.
elétricas de sinais contrários atraem-se.

2. MÉTODOS DE ELETRIZAÇÃO
+ + 2.1 ELETRIZAÇÃO POR ATRITO
O atritarmos dois corpos de materiais diferentes, um deles
cede elétrons para o outro, tendo, ao final, os dois
adquirido carga elétrica, de sinais opostos.
- -
O sinal que o corpo adquire depende de seu material.
Para sabermos o sinal, recorremos à série triboelétrica
que é uma relação dos materiais como mostramos abaixo:

+ - V id r o , m ic a , lã , s e d a , a lg o d ã o , e b o n ite , c o b r e , e n x o fr e
+ -

2.2 ELETRIZAÇÃO POR CONTATO

1.2 PRINCÍPIO DA CONSERVAÇÃO DA CARGA

EXTENSIVO
1
Colocando-se um corpo neutro (A) em contato com um Obs.:
corpo eletrizado (B), verifica-se que A se eletriza com - Observe que o fenômeno da indução magnética mostra
carga de igual sinal ao de B. que há uma força eletrostática entre corpos
carregados e copos neutros, devido à polarização
provocada no corpo neutro.
e
A B A B A B
3. ELETROSCÓPIOS

Aparelho utilizado par saber se um corpo está ou não


Se o corpo B for positivo, ele irá “puxar” elétrons de A e eletrizado. Ele não diz, diretamente, qual o sinal da carga
ambos ficarão carregados positivamente. do corpo.
É bom lembrar que o princípio da conservação da carga é
aplicado ao processo. 3.1 ELETROSCÓPIO DE FOLHAS

Obs.: O eletroscópio de folhas mostrado abaixo está neutro.

- Se os corpos forem de mesmo material e mesmas E s fe ra


dimensões, as novas cargas serão a média aritmética d e c o b re
do total de cargas, ou seja, soma-se as cargas de todos
os corpos e divide-se pelo número de corpos em F io d e c o b r e
contato.
F o lh a d e
c o b re
2.3 ELETRIZAÇÃO POR INDUÇÃO

Quando aproximamos um corpo carregado de outro Ao aproximarmos um corpo carregado, observamos que as
neutro, provocamos uma separação nas cargas deste. folhas se abrem, independente da carga desse corpo.
Esse processo é denominado de indução. O corpo
carregado é chamado de indutor e o corpo onde ocorreu
a separação das cargas (polarização) é chamado de
induzido.

Acompanhe o processo esquematizado abaixo:

O que ocorre com o eletroscópio de folhas, é explicado


pelo fenômeno da indução eletrostática.
In d u z id o In d u to r
Lembrando que quem se movimenta são as cargas
negativas.

3.2 PÊNDULO ELETROSTÁTICO


In d u z id o In d u to r
l ig a d o à É constituído de uma esfera, feita de material condutor
Trra extremamente leve e por um fio isolante. Seu
funcionamento também se baseia na indução. Acompanhe
F io -te r r a o esquema:

Na hora de retirar o fio-terra, o indutor ainda tem que estar


presente. Só afastamos o indutor após desfazer a F io d e
conexão com a Terra. n á ilo n
Para este caso demonstrado, como o induzido recebeu
elétrons da Terra, ele ficará carregado negativamente,
carga contrária à do indutor. E s fe r a p e n d u la r
Caso o indutor estivesse carregado negativamente, o (c a s c a d e a lu m ín io )

induzido iria perder elétrons para a Terra e ficaria


carregado positivamente.

EXTENSIVO
2
 
 Se q > 0  F e E têm o mesmo sentido;
 
 Se q < 0  F e E têm sentidos opostos.
F
A intensidade do campo elétrico é dada por: E
q

No SI, a unidade de medida de campo elétrico é o N/C


(Newton/Coulomb).

4. FORÇA ELÉTRICA 5.2 CAMPO ELÉTRICO DE UMA CARGA PUNTIFORME

“A intensidade da força de interação entre duas cargas Seja uma carga central, fixa, Q, puntiforme, e uma carga
puntiformes é diretamente proporcional ao produto dos de prova q, mergulhada no campo elétrico de Q.
módulos das cargas e inversamente proporcional ao
quadrado da distância que as separa”. Q>0 Q<0
k q  Q
F
d2

q q
- F d F q>0
C a rg a s d e Q Q
q s in a i s i g u a i s Q

F d - F

q C a rg a s d e Q
s in a i s o p o s t o s
Q>0 Q<0
Onde K é a constante de proporcionalidade, denominada
constante eletrostática. Para o vácuo, o valor determinado
empiricamente é: K0 = 9,0.109 N.m²/C².
q q
Obs.: q<0
- Como a força varia com o inverso do quadrado da Q Q
distância, o gráfico F x d tem esse aspecto:

Podemos concluir, através da figura, que:


 
Se Q > 0, o vetor E é de Se Q < 0, o vetor E é de
d
afastamento (divergente): aproximação (converge):

5. CAMPO ELÉTRICO
E
E
Região do espaço em torno de uma carga ou superfície
carregada (Q), onde qualquer corpo eletrizado fica sujeito
à ação de uma força de origem elétrica.

5.1 VETOR CAMPO ELÉTRICO ( E )

De forma análoga ao campo gravitacional terrestre,


podemos definir o vetor campo elétrico da seguinte forma:
 A intensidade desse campo, gerado

E 
F  
pela carga puntiforme, é facilmente K Q
ou F  q E
E
q demonstrada e dada por: d2
Conclusão:
E

EXTENSIVO
3

d
Assim como a força eletrostática, o gráfico E x d, tem o
seguinte aspecto:

6. CAMPO ELÉTRICO DE VÁRIAS CARGAS


PUNTIFORMES

O campo elétrico gerado num ponto devido a presença de


várias cargas é, naturalmente, uma soma vetorial de todos Obs.:
os campos gerados por cada carga individualmente. - Quanto mais próximas estiverem as linhas de
força, mais intenso será o campo nesta região.
E 1     
Q 2 ER  E1  E2  E3  ....  En
E 2

E 3 8. CAMPO ELÉTRICO UNIFORME (CEU)


Q 3
É o campo cujo vetor campo elétrico é constante em
Q 1 qualquer ponto.
Sendo assim, as linhas de força têm que estar igualmente
7. LINHAS DE FORÇA distanciadas umas das outras.
Linhas imaginárias, tangentes aos vetores campo elétrico
em cada ponto do espaço sob influência elétrica e no E
mesmo sentido dos vetores campo elétrico.
E C

EB C

B
E A
A Como mostra a figura acima, podemos fazer um campo
elétrico uniforme com placas paralelas entre si e
- As linhas de força nunca se cruzam. carregadas com cargas de mesmo módulo, mas de sinais
- Elas “nascem” nas cargas positivas e “morrem” opostos.
nas cargas negativas.

9. POTENCIAL ELÉTRICO (V)

Conceito relacionado à medida da quantidade de energia


potencial (EPot) – de natureza elétrica – adquirida por
unidade de carga, quando um corpo eletrizado é imerso
num campo elétrico. É uma grandeza escalar.
E
V  Pot
q

A unidade de medida, no SI, é o J/C. 1J/C = 1 Volt (V).

9.1 POTENCIAL CRIADO POR UMA CARGA PONTUAL


Através de cálculos matemáticos de nível superior, pode-
se demonstrar que a energia potencial elétrica adquirida
por uma carga de prova (q) imersa k Qq
num campo elétrico gerado por uma E Pot 
carga Q, é calculado por:
d
Substituindo esta expressão na anterior, chegamos a:

EXTENSIVO
4
Q 2 d 2

Q
VP  K  VP = V1 + V2 + V3 + .... + Vn
d 3 d
P d Q 1
d 3

Que é o potencial num Q 1


Q ponto P, numa região do Obs.: Se o potencial for nulo num ponto, não significa que
espaço que contém um o campo elétrico também o seja.
campo elétrico gerado por
uma carga puntiforme. 10. TRABALHO DA FORÇA ELÉTRICA
Não é difícil mostrar que o campo elétrico é conservativo e
que, portanto, o trabalho da força elétrica não depende da
Construindo-se o gráfico v x d: trajetória.
Sendo assim, o trabalho da força gerada pelo campo pode
V V ser calculado pela diferença entre as energias potenciais
Q > 0 adquiridas pelo corpo entre os pontos onde ocorre o
d movimento. Então, ao levarmos uma carga entre dois
pontos A e B de um campo:
Q < 0
d
 AB  EPOTA  EPOTB
Obs.: EPot
Mas já sabemos que: V   EPOT  V  q
- Se a carga que gera o potencial elétrico for positiva, ao q
se afastar da carga central, o potencial elétrico
diminui.
- Se a carga central que gera o potencial elétrico for
Substituindo na expressão anterior τ AB  q VA  VB 
encontramos:
negativa, ao se afastar, o potencial elétrico aumenta.
- Ou seja, caminhando-se no mesmo sentido das linhas Onde VA – VB = U (d.d.p.  diferença de potencial)
de força, o potencial diminui e caminhando-se no
sentido oposto das linhas de força, o potencial aumenta. Obs.:
- Perceba que as cargas positivas abandonadas em - O potencial elétrico expressa o trabalho que se realiza
repouso num campo elétrico deslocam-se, para se levar uma carga unitária positiva de um ponto
espontaneamente para um ponto de menor potencial. do campo para o infinito.
O oposto ocorre com as negativas que se deslocam pra - Esta expressão encontrada acima pode ser aplicada a
pontos de maior potencial. qualquer campo, seja uniforme ou não.

Mostremos isso abaixo: 10.1RELAÇÃO ENTRE “E” E “U” NO CEU


d

A B
q F

Como no campo elétrico uniforme a força elétrica é


constante, podemos calcular o trabalho para levar uma
9.2 POTENCIAL CRIADO NO CAMPO DE VÁRIAS
carga de A até B, pela expressão:
CARGAS
Como o potencial é uma grandeza escalar, o potencial
elétrico no ponto P do campo é a soma algébrica dos  AB  F.d , onde: F = q.E, e temos então:
potenciais elétricos em P, gerados individualmente pelas
cargas Q1, Q2, Q3,..., Qn.  AB  q.E . d
Mas, como vimos antes, o trabalho da força elétrica pode
ser calculado através de:

 AB  q VA  VB 

EXTENSIVO
5
carga Q apresenta potencial V, ao adquirir carga 2Q,
Ao igualarmos as expressões, chegamos a: U = E . d apresentará potencial 2V.
Q
Observe que esta relação só é válida no campo elétrico C
V
uniforme.
Ela nos mostra ainda, que além da unidade de campo A capacitância depende das características geométricas
N/C, temos V/m, ou seja, essas unidades se equivalem. do condutor e também do meio onde ele se encontra.
11. CONDUTOR EM EQUILÍBRIO ELETROSTÁTICO No Si, a unidade de capacitância é o farad (F), nome
dado em homenagem ao cientista inglês Michael Faraday.
Um condutor está em equilíbrio eletrostático quando não
há fluxo ordenado de elétrons livres em seu interior. 14.1CAPACITÂNCIA DE UM CONDUTOR ESFÉRICO
11.1 CAMPO E POTENCIAL ELÉTRICOS DE UM Para um condutor esférico de raio R, valem as relações:
CONDUTOR ESFÉRICO EM EQUILÍBRIO
ELETROSTÁTICO
Q K Q Q
V e C
R R V
d P

Substituindo uma na outra: R


C
K
Observe que, a capacitância depende do meio que o
Para pontos externos ao condutor esférico em equilíbrio envolve (K) e é diretamente proporcional ao raio (R).
eletrostático, o campo elétrico e o potencial são 14.2 ENERGIA POTENCIAL ELÉTRICA (EPOT)
calculados como se a carga fosse puntiforme e
concentrada no centro da esfera. (Teorema de Newton). Considere um condutor isolado, em equilíbrio eletrostático,
de capacidade C, quantidade de carga Q e potencial V. A
Cálculo do potencial: energia potencial elétrica do condutor é calculada por:
12. BLINDAGEM ELETROSTÁTICA K Q Q2
Vext  EPOT 
– A Gaiola de Faraday – d 2C
Como você viu, o campo elétrico no
interior de um condutor em equilíbrio eletrostático é nulo. Sendo Q = C.V ou C = Q/V,pode-se escrever:
Uma aplicação dessa propriedade é a blindagem
eletrostática. C V2 QV
Constitui-se, basicamente, de uma capa ou rede de metal E POT  e EPOT 
2 2
que envolve o aparelho que se quer proteger.
Michael Faraday, originário de uma família humilde,
estudou sozinho e com grande dificuldade, mas se tornou,
mercê de seu esforço e dedicação, um notável cientista. A
ele a Eletricidade deve uma grande parte de seu
desenvolvimento.
Dentre muitas experiências e realizações de Faraday,
destaca-se a construção de uma gaiola metálica para
demonstrar que condutores eletrizados eletrizam-se
apenas em sua superfície externa. O próprio Faraday
entrou na gaiola, grande o suficiente para abriga-lo, e fez
com que seus assistentes a eletrizassem intensamente.
Da gaiola, mantida sobre suportes isolantes, chegaram a
sair faíscas, mas o cientista no seu interior não sofreu
nenhum efeito elétrico. Foi a partir de então que se
começou a utilização de blindagens eletrostáticas na
proteção de aparelhos sensíveis a interferências elétricas.

13. CAPACITÂNCIA
Experimentalmente verifica-se que o potencial adquirido
por um condutor eletrizado é diretamente proporcional à
sua carga elétrica. Assim, se um condutor eletrizado com

EXTENSIVO
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