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14ª SEMIC - Semana de Iniciação Científica da UERJ - CIÊNCIAS BIOLÓGICAS – ECOLOGIA

Distribuição espacial da ictiofauna do Parque Estadual da Pedra Branca, Rio de Janeiro


Autor(es): Bárbara de Castro Dias (PIBIC/UERJ)
Orientador: TIMOTHY PETER MOULTON (CBI / INSTITUTO DE BIOLOGIA ROBERTO ALCÂNTARA
GOMES)
Co-orientador(es): Paulo Andreas Buckup

O objetivo deste trabalho é caracterizar a distribuição da fauna de peixes em relação a


gradientes de impacto urbano em seis cursos d’água situados no Parque Estadual da Pedra
Branca (PEPB), no município do Rio de Janeiro. Dentro da área protegida do PEPB os riachos
estudados percorrem áreas pouco impactadas, porém quando ultrapassam os limites do
Parque encontram áreas urbanizadas, com conseqüentes alterações na ictiofauna. Foram
estudados os seguintes cursos d’água: Rio Paineiras, Rio Sacarrão, Rio Vargem Pequena, Rio
Camorim, Rio Engenho Novo e Rio Pequeno. Em cada riacho foram amostrados 9 pontos,
distribuídos de forma que os pontos a montante se situem em áreas de baixo impacto
antrópico, e os pontos a jusante se situem na área impactada. Com base nas amostras
obtidas, foram calculados os índices de riqueza de espécies, diversidade, abundância e
similaridade faunística (utilizando o coeficiente de Jaccard). O estudo revelou a existência de
10 espécies de peixes no PEPB. Entretanto, a distribuição destas espécies foi bastante
heterogênea, existindo baixa similaridade entre as comunidades dos diferentes riachos
(coeficiente de Jacard inferior a 50%). O curso d’água com maior riqueza de espécies foi o Rio
Paineiras onde ocorrerem 6 espécies. Os maiores valores de diversidade foram encontrados
no Rio Camorim (0,619) e no Rio Paineiras (0,565). A distribuição da ictiofauna mostrou que
algumas espécies nativas, tais como Trichomycterus zonatus e Characidium interruptum, não
ocorrem em todos os cursos d’água e têm sua ocorrência restrita a áreas pouco impactadas.
Já a espécie alóctone Poecilia reticulata foi a mais abundante e encontrada em todos os
riachos, inclusive nas áreas de maior impacto ambiental. Os gradientes longitudinais
observados em cada riacho correlacionaram-se com a incidência de cargas de esgoto, lixo e
assoreamento na região baixa dos rios. Como consequência restaram apenas pequenos
peixes nativos confinados em pequenas áreas ainda livres de impacto urbano. A estes fatores
alia-se a introdução de espécies alóctones, que, por sua grande tolerância ambiental, parecem
afetar negativamente as espécies nativas. Na medida em que os organismos sensíveis são
perdidos, há um aumento na abundância de organismos tolerantes que ampliam a sua
distribuição ao longo dos riachos em função da eutrofização e maior disponibilidade de
nutrientes. Consequentemente ocorre uma diminuição da diversidade das espécies. Este
fenômeno também se verifica quando são comparados diferentes riachos sujeitos a diferentes
níveis de urbanização. Assim, a alta diversidade encontrada no rio Paineiras correlaciona-se
com a menor intensidade de ocupação urbana, que ainda permite ampla conectividade
biológica com a região estuarina. O conjunto de dados sugere que a fauna dos riachos do
PEPB tenha sofrido um processo de depauperamento durante a expansão da cidade do Rio
de Janeiro.