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AULA

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O que é arquitetura, breve história do desenvolvimento da
arquitetura e o papel do arquiteto hoje

REFERÊNCIAS
•STRICKLAND,  C.  Arquitetura  Comentada:  Uma  Breve  Viagem  pela  História  da  
Arquitetura.  Rio  de  Janeiro:  Editora  Ediouro,  2003.
•LEMOS,  C.  O  que  é  arquitetura.  Coleção  primeiros  passos.  São  Paulo:  Editora  
Brasiliense,  1994.
•REBELLO,  Y.  A  Concepção  estrutural  e  a  Arquitetura.  São  Paulo:  Zigurarte  Editora,  
2000.  

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UNIP-BRASÍLIA. CURSO DE ENGENHARIA CIVIL, DISCIPLINA DE ARQUITETURA E URBANISMO, 1SEMESTRE DE 2015 - AULA 1

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O que é arquitetura
• Para  Platão  (Séc  IV  a.c.)  a  arquitetura  não  seria  a  aparência  das  coisas,  mas  a  coisa  
em  si  própria.
• Para  Vitrúvio  (Séc.  I  a.c),  arquitetura  era  ordenação,  disposição,  euritmia,  simetria,  
conveniência  e  distribuição  (fundador  da  estéZca  da  arquitetura,  em  seus  “dez  livros  
de  arquitetura”).
• Para  os  homens  da  idade  média,  deveria  “dar  aos  fiéis  um  gosto  antecipado  da  
beleza  do  céu”  (Abade  de  Saint-­‐Denis,  1081-­‐1151).
• Para  os  renascenZstas,  era  expressão  construZva  das  relações  analíZcas  e  
aritméZcas.
• Para  modernistas  como  Sant`Elia  (1888-­‐1916),  era  o  esforço  de  harmonizar  o  
ambiente  e  o  homem,  tornando  o  mundo  das  coisas  uma  projeção  direta  do  mundo  
do  espírito.
• Segundo  Strickland  (2003),  "uma  forma  de  expressão  única,  que  combina  arte  e  
ciência,  beleza  e  praZcidade".

Embora  se  intente  uma  definição  universal  (atemporal)  da  arquitetura,  essa  varia  
ao  longo  da  historia,  depende  dos  valores  de  cada  sociedade  ao  longo  do  tempo
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breve história do desenvolvimento da
arquitetura
• Nos  primórdios  da  história  da  arte  (Séc.  IV  a.c.  -­‐  anZgüidade  clássica),  não  
havia  separação  entre  as  disciplinas  de  arquitetura  e  engenharia.  
Arquitetura  era  a  arte  de  construir,  portanto,  era  a  construção  em  si  
mesma,  que  alia  tecnologia  a  uma  intenção  plásZca  (estéZca,  beleza).

Partenon de Atenas (Grécia): Construído entre em 447 e 438 a.c, é tido como omais
perfeito templo dórico jamais construído, pela proporção entre o embasamento, o
estreitamento da nave e os entalhes das colunas, tendo sido ornado com com esculturas
decorativas consideradas pontos altos da arte grega. 3

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• Durante  o  Império  Romano  (data)  o  impulso  expansionista  tornou  os  
romanos  exímios  construtores  (estradas,  túneis  e  pontes),  desenvolvendo  
uma  arquitetura  própria,  desenvolvendo  os  processos  construZvos  de  arcos  
e  abóbodas,  que  combinavam  como  o  gosto  pelo  monumental  também  
próprio  dessa  cultura.

O  Panteão  de  Roma  (Itália),  construído  em  27  a.C  ,  foi  dedicado  a  todos  os  deuses,  ou  divindades  planetárias.   O
edincio,  circular,  tem  um  pórZco  sob  um  frontão.  O  interior  é  abobadado,  sob  uma  cúpula  que  apresenta  alvéolos  
em  direcção  a  um  óculo  que  se  abre  para  o  zénite.  Estes  alvéolos,  além  de  serem  uZlizados  esteZcamente,  
também  foram  pensados  para  diminuir  a  quanZdade  de  concreto  (betão)  a  ser  uZlizado  na  estrutura,  tornando-­‐a  
mais  leve.  Da  base  da  rotunda  até  ao  óculo  vão  43  metros  -­‐  a  mesma  medida  do  diâmetro  da  base. 5

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• Na  baixa  idade  média  (Séc  XII  d.c.),  a  interdisciplinaridade  era  guardada  nas  
corporações  de  oncio,  confundindo-­‐se  “a  figura  do  arquiteto  com  a  do  
mestre  do  risco.,  com  a  do  mestre-­‐de-­‐obras”.    A  ornamentação  góZca  
estava  intrinsecamente  ligada  ao  conhecimento  construZvo  )estrutura,  
mecânica  dos  solos,  resistência  dos  materiais  etc)

Catedral  de  Colonia  (Alemanha).  Iniciada  em  1248  e  inaugurada  em  1880,  possui  11  mil  cruzes  
decoraZva  distribuídas  em  duas  torres  com  157  metros  de  altura,  uma    nave  central  de  43  metros  de  
altura,  145  metros  de  comprimento  e  86  metros  de  largura;  e  em  um  espaço  interno  é  de  407  mil  
metros  cúbicos.  O  peso  total  chega  a  160  mil  toneladas.  Perfeita  integração  entre  ciência  e  arte. 7

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• No  renascimento  (entre  Séc.  XIV  e  XVII)  as  imensas  construções  Znham  
arquitetos  como  responsáveis  pelas  soluções  estruturais,  bem  como  pela  
ornamentação  clássica  a  elas  aplicadas.

Santa Maria del Fiore, Florença (Itália): é o resultado de


um trabalho que se estendeu por seis séculos (1296 - 1436).
Sua planta é basilical, com três naves, divididas por grandes
arcos suportados por colunas monumentais. Tem 153 metros
de comprido por 38 metros de largo, e 90 metros no
transepto. Seus arcos se elevam até 23 metros de altura, e o
cume da cúpula, a 90 metros. pode acomodar até trinta mil
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• A  revolução  industrial  (Séc.  XVIII-­‐XIX)  trouxe  alterações  no  modo  de  vida,  tornando  a  
apreciação  arrsZca  (incluindo  a  arquitetura/  ornamentação  da  fachada)  mais  ao  
alcance  da  população.  Trouxe  também  novos  programas  (pontes,  estradas  de  ferro  
etc.),  e  inovações  estruturais,  como    o  concreto  armado  e  as  estruturas  de  ferro  pré-­‐
moldadas.  É  nessa  época  que  se  define  a  separação  entre  arquitetura  e  engenharia,  
ou  seja,  entre  as  exigências  de  beleza  e  as  exigências  programáZcas  (estruturais,  
funcionais).  
Torre Eiffel, Paris (França): com 324 metros de altura,
foi a estrutura mais alta do mundo até 1930.
Construída para a Exposição Universal de 1889, fruto
de uma competição de design arquitetônico cujo
vencedor foi o engenheiro Gustave Eiffel. Sendo uma
estrutura temporária, em 1909 quase foi demolida,
mas passou a ser utilizada como uma antena de
transmissão de rádio. . Os últimos vinte metros foram
adicionados posteriormente.

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breve história do desenvolvimento da arquitetura (cont.)
• Com  o  modernismo  (Séc.  XIX-­‐XX)  desenvolve-­‐se  uma  visão  da  arquitetura  
ligada  ao  racionalismo  tecnicismo,  que  afirma  que  a  beleza  só  pode  emanar  
das  corretas  fórmulas  matemáZcas  e  do  uso  adequado  dos  materiais,  
aproximando  a  arquitetura  da  engenharia.  Um  novo  elemento  surge  como  
integrador:  o  espaço.  

Pavilhão alemão para a Feira Mundial de 1929 em


Barcelona (Pavilhão Barcelona): é considerado um marco
importante na história da arquitectura moderna, sendo
conhecido pela sua geometria depurada e pelo uso inovador
e extravagante de materiais tradicionais, tais como o
mármore, ou de novos materiais industrializados, como o aço
e o vidro.
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breve história do desenvolvimento da arquitetura (cont.)
• ...
Pode-­‐se  dizer,  portanto,  que  “arquitetura  é  a  vontade  de  uma  época  traduzida  em  
espaço”.  Mies  van  der  Rohe  (1886-­‐1969).
• Ou,  nas  palavras  de  Le  Corbusier  (1887    1965),  “é  a  síntese  das  artes  maiores...  é  
forma,  volume,  cor,  acúsZca,  música”.

• No  Brasil,  a  maleabilidade  dos  métodos  construZvos  modernos,  em  especial  o  


concreto  armado,  junto  com  o  amor  insZnZvo  pela  curva,  propiciado  pela  forma  
ancestral  da  oca  e  afinidade  com  o  barroco  colonial,  permiZram  a  emergência  de  
um  vocabulário  plásZco-­‐construZvo  inovador,  como  o  expressado  pela  obra  de  
Oscar  Niemeyer,

Catedral de Brasília, Palácio da Alvorada em Brasília e Auditório do Parque do Ibirapuera em SP


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o papel do arquiteto hoje
• Arquiteto  como  construtor/  morador  -­‐  vernáculo,  popular,  informal
• Arquiteto  como  profissional
• LEI  No  5.194,  DE  24  DEZ  1966  -­‐  Regula  o  exercício  das  profissões  de  
Engenheiro,  Arquiteto  e  Engenheiro  -­‐  Agrônomo,  e  dá  outras  
providências.
• LEI  Nº  12.378,  DE  31  DE  DEZEMBRO  DE  2010  -­‐  Regulamenta  o  exercício  
da  Arquitetura  e  Urbanismo;  cria  o  Conselho  de  Arquitetura  e  
Urbanismo  do  Brasil  -­‐  CAU/BR  e  os  Conselhos  de  Arquitetura  e  
Urbanismo  dos  Estados  e  do  Distrito  Federal  -­‐  CAUs;  e  dá  outras  
providências.  
• CÓDIGO  DE  ÉTICA  E  DISCIPLINA  DO  CONSELHO  DE  ARQUITETURA  E  
URBANISMO  DO  BRASIL

Hoje,  dadas  as  especificações  técnicas  e  a  dimensão  dos  problemas  urbanos  que  
precisam  ser  enfrentados,  as  aRvidades  de  engenheiros  e  arquitetos  devem  ser  
vistas  como  complementares.  Os  profissionais  devem  saber  trabalhar  em  equipe  e  
saber  valorizar  o  conhecimento  de  cada  área.
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PARA  A  PRÓXIMA  AULA
MONTENEGRO,  G.  “O  Desenho  Arquitetônico”,  Editora  Edgard  Blucher,  São  
Paulo,  2001.
•Desenho  Arquitetônico  é  um  livro  de  consulta  para  desenhistas,  técnicos  de  
edificações,  arquitetos  e  engenheiros.  ele  mostra  o  uso  dos  instrumentos  de  
desenho,  convenções  gráficas,  normas  técnicas,  detalhes  construZvos  e  
Vocabulário  Técnico,  além  de  apresentar  as  medidas  dos  equipamentos  usuais  
de  uma  habitação.  É  fartamente  ilustrado  e  demonstra  como  um  livro  técnico  
não  tem  de  ser  chato:  nele  cabe  também  o  humor,  se  o  autor  Zver  isto  e  
imaginação.

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