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NP2 – PSICOLOGIA COGNITIVA

DEPRESSÃO:
Até 12 anos, o diagnóstico se chama: Transtorno Disruptivo da desregulação do
humor.
As características mais comuns da depressão são, humor triste, sensação de vazio
ou irritação, tudo isso acompanhado de uma alteração somática e cognitiva.
 Afeta a capacidade de funcionamento do sujeito.
Transtorno depressivo maior, são episódios depressivos maior.
Transtornos depressivos persistente, chamamos também de distimia.
Lembremos que a Depressão anda de mãos dadas com o Suicídio.
Sempre é importante se questionar:
 É aguda ou crônica? - Leve, moderada ou grave?
 Tem risco de Suicídio? - Comorbidade?
 Há histórico de resistência ao tratamento? - Histórico de mania?
DSM - serve para que verificamos as hipóteses do paciente através da sintomatologia.
 Nem sempre o paciente vai chegar no seu consultório chorando!
Na Depressão, a tríade de cognitiva está sempre negativa:
 Sua visão de si.
 Sua visão dos outros e do mundo.
 Sua visão do futuro.
As emoções têm uma ligação direta com o cérebro.
 Na depressão, há uma alteração na eletricidade e na química do cérebro.
A TCC, por ser uma terapia de evidências ela modifica a alteração cerebral.
A pessoa deprimida tende a distorcer automaticamente informações sobre si e o
ambiente.
O remédio, como por exemplo o Cortisol, ajuda e age nos neurotransmissores
ativando áreas cerebrais, que quebra com esse ciclo vicioso da depressão onde,
houve uma mistura de aspectos neurobiológicos, neuropsicológicos e cognitivos que
manteve a depressão.
 Para um resultado eficaz, se trabalha a terapia cognitiva, esta corrigirá os
pensamentos negativos, modificando o humor, e assim, o fármaco, que são os
remédios como Cortisol, hormônio do estresse que corrigirá a química cerebral.
Quanto mais grave a depressão, mais pensamentos negativos ela vai ter.
Os 09 princípios da depressão por Beck:
Processamento Seletivo: Seleção de fatos congruentes com humor negativo.
Negatividade: Tríade cognitiva totalmente negativa.
Exclusão: exclusão ou redução dos pensamentos positivos acerca de si mesmo.
Universalidade: A negatividade de todo o processo depressivo, está em todo os tipos
de depressão:
Primazia: as cognições negativas e o processo distorcido de informações,
influenciam os sintomas comportamentais, afetivos, motivacionais e somático da
depressão.
Persistência e gravidade: a extensão dos pensamentos negativos, da redução dos
pensamentos positivos e do viés do processamento negativo, está ligada à
persistência e gravidade da depressão.
Especificidade de conteúdo: transtornos psicológicos estão relacionados a um perfil
específico de cognição negativa e vieses de processamento.
Ativação de esquema: estão ativados o tempo todo na depressão motivando os
aspectos afetivos negativos.
Processamento primário: as formas negativas de pensamentos, as avaliações e
perspectivas de futuro são resultadas de um processo primário involuntário, não
intencional, rápido e menos acessível a consciência.
PLANO DE TRATAMENTO PARA A DEPRESSÃO:
Avaliação: Cognitiva, comportamental e interpessoal.
 Quais os déficits e excessos na vida do paciente.
 Como ele interpreta o que acontece com ele.
 Distorções específicas de pensamentos, como ele pensa e quais suas
distorções cognitivas.
 Dificuldades interpessoais, seus relacionamentos.
 Verificar se há histórico de pessoas na família que possuem algum transtorno.
 Verificar se os seus comportamentos levam a pessoa a ser boazinha ou
abusiva.
TESTES E OUTRAS AVALIAÇÕES:
BDI – Escala de Depressão.
BAI – Escala de Ansiedade.
BSI – Escala de ideação suicida.
BHS – Escala de Desesperança.
Cartões de enfrentamentos: serve para quando a pessoa quer justamente tirar sua
vida.
 Ajuda a pessoa a olhar o outro lado mais positivo da vida. Exemplo: ‘’meus
filhos me amam, não podem ficar sem a minha presença...’’
 Quais as razões eu tenho para continuar vivendo.
 A pessoa pode levar embora e colar em algum lugar, como um recurso de
autoajuda.
Contrato Anti-Suicídio: para a prevenção do suicídio.
DEPRESSÃO GRAVE:
Cartões de enfrentamentos são uma ajuda a mais para o paciente, no enfrentamento
dos aspectos da sua vida. Este, funciona como mais um suporte da terapia cognitiva
para pacientes com depressão grave no qual, pacientes em estados profundos de
tristeza, desejam a morte ou têm ideias suicidas.
 Quando receber um paciente com depressão no consultório, é importante
investigar todas as informações sobre ele e sua vida, sua rotina, diagnósticos,
medicamentos, entre outros.
Pacientes com depressão grave, trabalhamos com ele técnicas comportamentais.
 Tal técnica permite reativar aos poucos comportamentos que foi deixado de
funcionar antes do seu estado depressivo, sendo assim, permitindo que ele
volte ao estado parecido antes da depressão.
Vale lembrar que o paciente deprimido passa a focar somente em aspectos negativos
da vida, ele não tem energia para agir ou se comportar de maneira ativa.
Na TCC, iremos fazer experimentos comportamentais, na tentativa de ativar
comportamentos do paciente.
 Promovo uma mudança cognitiva através das mudanças comportamentais,
restaurando o funcionamento do paciente ao período anterior à depressão
severa.
 Objetivo de neutralizar seu isolamento, envolvendo-o em atividades mais
construtivas. Atividades estas que ele acreditava não conseguir mais fazer.
 Mostrar a ele que não perdeu suas habilidades de funcionar, que suas
conclusões negativas estavam incorretas, permitindo que ele possa ter mais
segurança e volte a funcionar de modo mais feliz.
Observação: as vezes, uma pessoa pode realizar uma tarefa parecendo superar a
depressão, mas poderá manter suas crenças de incapacidades.
QUESTÃO DE PROVA:
ESTRATÉGIAS COMPORTAMENTAIS: MONITORAÇÃO DE ATIVIDADES PARA
DEPRESSÃO.
1° Domínio e Prazer: pede-se ao paciente que registrem o que fazem, de hora em
hora, e que avaliem cada atividade numa escala que vai até 10, com relação ao
Prazer (P) e Domínio (D).
 P – mostra o quanto a pessoa sentiu prazer nas atividades.
 D – o quanto a pessoa se sentiu no momento, o quanto a atividade representou
em termos de conquistas.
 Esses dois permitem mostrar também a relação de humor e atividades.
2° Programação de Atividades: o objetivo é aumentar o nível de atividades e
maximizar (aumentar) o domínio e prazer.
 Haverá um aumento de proporções de atividades satisfatórias.
 Aumenta o controle do paciente sobre a sua vida.
 As informações obtidas nesse cronograma, podem ser usadas para confrontar
pensamentos automáticos negativos.
3° Tarefa de casa Gradativa: podem ser usadas para ajudar pacientes a lidar com a
inercia e enfrentar situações de ansiedade.
 Paciente e terapeuta planeja, juntos atividades com objetivo de tentar inicia-las
e não a obrigatoriedade de cumprir toda a agenda. Exemplo: Leitura de um
texto (frase, depois parágrafo, página...).
4° Ensaio Cognitivo: Imaginar o procedimento de uma tarefa a ser realizada na
imaginação.
 Exemplo: um paciente com dificuldades de ir à academia de ginástica. Fazer
todo processo na imaginação.
5° Treino Assertivo e Dramatização:
 Técnicas de Modelagem, treinamento e ensaio comportamental, dramatização
entre paciente e o terapeuta a fim de entender as relações sociais, esclarecer
cognições autoderrotistas.
TÉCNICAS COGNITIVAS PARA A DEPRESSÃO:
1° RPD: aquilo que o paciente traz, vou encaixa-lo no modelo cognitivo. Flexibilização
do pensamento (debate socrático).
2° Debate Socrático: Perguntas que estimulam a cognição através de exames de
evidências, levando a uma resposta racional.
3° Técnica de Distração (contagens de pensamentos): distanciamento dos
pensamentos negativos. Coloca o paciente como observador de seus pensamentos
negativos.
ANSIEDADE:
Estão presentes, sintomas físicos, cognitivos, emocionais e comportamentais.
Sintomas Físico: Taquicardia, respiração rápida, pressão no peito, tontura, suor,
calafrios, náuseas, tremores, fraqueza e boca seca.
Sintomas Cognitivo: medo de perder o controle, medo de se machucar ou morrer,
medo de enlouquecer, medo da avaliação negativa por parte de outras pessoas,
dificuldades de raciocínio, memória fraca, percepção de irrealidade ou desconexão,
passa tempo inteiro preocupada com tudo ao seu redor.
Sintomas Comportamentais: fuga, busca de segurança, evitação de possíveis
ameaças ou situações, agitação, congelamento, dificuldades de falar.
Sintomas Emocionais: nervoso, tenso, amedrontado, impaciente, frustrado.
O Transtorno de Ansiedade tende a ser uma ansiedade mais exagerada (irrealista,
intensa, persistente) que prejudica a vida dos sujeitos.
 Diferente de uma ansiedade comum que pode ser parte da personalidade de
um sujeito ansioso, herdado da família, uns mais, outros menos.
Quais os pensamentos que levam as pessoas terem crises de ansiedades?
 Essas pessoas sempre vão pensar da forma mais catastróficas possíveis ou/
questionando tudo (vai dar certo, será que eu consigo, eles gostaram de mim,
será que vou bem?).
Sim, o transtorno de ansiedade pode chegar a ser um transtorno do pânico, más isso
não é uma regra.
Para diagnosticar alguém com Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), o
paciente precisa apresentar 6 meses continuo dos sintomas ansiosos intensos.
Evitação: faz com que o transtorno se fortaleça, então a TCC trabalha na intensão
de desfazer o pareamento dos sintomas de ansiedade.
Inibição reciproca: fazer a pessoa sair de um estado de euforia para um estado de
calma.
 Primeiro acalmo o corpo com técnicas comportamentais, depois o cognitivo
com técnicas cognitivas. Tudo isso através de exercícios de Respiração e
relaxamento.
TÉCNICAS CIGNITIVAS E COMPORTAMENTAIS PARA TRATAMENTO DE
ANSIEDADE:
Respiração Diafragmática: contato com a forma de respirar. (Exemplo: inspira em 4
segundos e expira pela boca em 5).
Relaxamento: existe por indução e sugestão.
Relaxamento Bioprogressivo Jacobson: essa funciona muito bem em casos de
transtornos de ansiedade contida por exercícios de contração e relaxamento de
partes do corpo.
Exposição: chamado de fenômeno de habituação.
 Se a pessoa se aproximar mais vezes do objeto fóbico, ela passa a habituar-
se a ele. (para pânicos e fobias).
Dessensibilização Sistemática: (uso da imaginação). É uma técnica muito eficaz
para suavizar o processo de extinção de um reflexo condicionado e amenizar o
sofrimento do indivíduo.
 Consiste então de três etapas: treino de relaxamento, construção de hierarquia
e dessensibilização do estímulo.
 Nessa técnica o cliente é treinado a relaxar, é colocado em contato com uma
hierarquia de situações geradoras de ansiedade e é solicitado a relaxar
enquanto imagina cada uma delas, assim o paciente atinge um estado de
completo relaxamento, quando é exposto ao estímulo que provoca a resposta
de ansiedade.
 Nesse caso a reação negativa de ansiedade é inibida pelo estado de
relaxamento, num processo chamado de inibição recíproca.
RPD: para a flexibilização do pensamento.
Teste de Hipóteses: Testar se uma determinada antecipação é verdadeira ou não,
através de uma pequena experiência planejada em que o paciente tenha condição de
sucesso.
Reatribuição: o paciente ansioso tende a assumir responsabilidade total sobre um
dado evento e a se preocupar com outros tantos sobre os quais não tem nenhum
controle. (DISSERTATIVA).
 Deve-se levantar os aspectos do problema sobre os quais o paciente não tem
controle ou responsabilidade, focalizando aqueles em que pode atuar de
maneira mais eficaz e nos quais uma mudança possa ser efetuada.
Autosugestão: ajudar o paciente a lidar com medos, crenças e ansiedades.
 Lembrar o paciente que ele tem controle sobre si próprio, mesmo na vigência
de um ataque de pânico por exemplo.
Técnica Solução de Problemas: para aqueles sujeitos que não tem se quer energias
para pensar, se concentrar e tomar decisões por si só. Uma técnica baseada em
evidências.
 Faz-se uma lista de vantagens de cada escolha.
Técnica Semântica: Uma elaboração de perguntas como;
 O que é dar certo para você?
 O que é fracasso para você?
 O que é ser feliz para você?
 Saber o sentido das palavras para a pessoa.
Lista de Mérito: escreve as atividades que consegue fazer. (DISSERTATIVA).
Critérios para o diagnóstico da TAG:
O principal sintoma do transtorno de ansiedade generalizada (TAG) é a preocupação
excessiva e crônica, difícil de ser controlada, relacionada a diversas áreas que
fazem parte do cotidiano normal das pessoas. Associados a ela, há uma série de
sintomas físicos e psicológicos.
Diagnóstico: (DISSERTATIVA).
 Excessiva ansiedade e preocupação (expectativa apreensiva) durante, no
mínimo, seis meses a respeito de uma série de atividades da vida diária.
 Reconhecimento da dificuldade para controlar as preocupações.
 Ansiedades e preocupações associadas a, pelo menos, três dos seguintes
sintomas: inquietude, sensação de "estar no limite", cansaço, dificuldade de
concentração, irritabilidade, tensão muscular, distúrbios do sono.
 Há sofrimento e prejuízo associado aos sintomas.
 Agitação ou uma sensação de tensão ou nervosismo;
 Tendência a cansar-se facilmente;
 Dificuldade de concentração;
 Irritabilidade;
 Tensão muscular;
 Sono perturbado.