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LABORATÓRIO DE FLUIDOS

GRUPO 3

Curva de carga (HxQ) do sistema e ponto de operação

2017
1. INTRODUÇÃO

1.1. Objetivo

Determinar a altura de carga do sistema, Hs, para diferentes vazões, Q, traçar um gráfico

da curva Hs x Q, cruzá-lo com o gráfico de carga da bomba e obter o ponto de operação.

1.1. Formulação Teórica

Como foi visto na determinação da curva característica de uma bomba centrífuga,

quanto maior a vazão requerida da bomba, menor será sua altura de carga (energia por

unidade de peso do fluído). Por outro lado, a carga requerida para manter o escoamento em

um sistema de tubos aumenta com a vazão. Portanto, haverá um ponto de encontro entre o que

é requerido pelo sistema e o que é fornecido pela bomba, isto é, com a vazão para a qual a

altura de carga da bomba e a altura de carga requerida pelo sistema coincidem. Tal ponto é

denominado ponto de operação. O requisito de pressão do sistema, para uma dada vazão, é

composto da queda de pressão por atrito e das variações de pressão decorrentes da gravidade

(a elevação estática pode ser positiva ou negativa).

Todos os sistemas de escoamento reais tem alguma queda de pressão por atrito e alguma

variação de elevação. Assim, todas as curvas de altura-vazão de sistemas podem ser tratadas

como a soma de uma componente de atrito e uma componente de variação de elevação


estática. A altura de carga para o sistema completo, para qualquer vazão, é a soma das alturas

de atrito e de diferença de elevação.

O sistema que será analisado está representado abaixo:

Válvula de esfera Ponto 0 = Ponto 3

Ponto 2  

Bomba Ponto 1

Partindo-se do balanço de energia entre os pontos 0 e 3:

p V2 p V2
H= ( + +z −
ρg 2 g 3
) (
ρg 2 g 0
h
+ +z + ¿
g )
Onde:

z 0 e z3 : Elevações das superfícies dos reservatórios de entrada e de saída, respectivamente;

P0 e P3 : Pressão atmosférica;

V 0=V 3 =0  : Velocidade do fluido no ponto 0 e no ponto 3;

Adicionando os dados acima à equação de balanço de energia:

h¿ h h
H=( z 3−z 0 ) + =( z 3−z 0 ) + ¿01 + ¿23 =H ¿
g g g

A perda de carga total é a soma das perdas maiores com as perdas menores, de forma que:
Perda no trecho 0-1:

V1² L V ² L V 1²
h¿ 01=K ent
2 D1 2 (
+ f 1 1 1 = K ent + f 1 1
D1 2 )
A2 D
Como  V 1 A 1=V 2 A 2 , logo  V 1=V 2
A1 ( )
=V 2 2 ²
D1

L1 V 22 D 2 4

(
h¿ 01= K ent +f 1 ) ( )
D 1 2 D1

Perda no trecho 2-3:

L2 V 2 ² V ² V ² V ²
h¿23 =f 2 + K saida 2 + K VE 2 + 2 K C 90 2
D2 2 2 2 2

L2 V ²
(
h¿23 = f 2
D2 )
+ K saida + K VE +2 K C 90 2
2

Portanto:

L1 V 22 D 2 4 L2 V 2²
H ¿ =( ∆ z ) +
h¿
g (
=∆ z + K ent + f 1 ) ( )(
D1 2 g D 1
+ f2
D2
+ K saida + K VE +2 K C 90 )
2g

[( )]
4
L D2 L V 2²
H ¿ =( ∆ z ) +
h¿
g
=∆ z + K ent + f 1 1
D1 )( ) (
D1
+ f 2 2 + K saida + K VE +2 K C 90
D2 2g

Esta é a equação da perda de carga para o sistema. Para determinar o ponto de operação basta

cruzar a curva da perda de carga do sistema com a curva de carga da bomba.


2. SIMULAÇÃO

Com a equação acima (considerando D1=0.0504m, D2=0.0396m, L1=1m e L2=3.5m) foi

sumulado o seguinte resultado (utilizando o EES) para a curva do sistema:

Gráfico da perda de carga no sistema


3 - SISTEMA UTILIZADO EM LABORATÓRIO

Depois de realizada a simulação para o sistema representado pela Figura 1, o mesmo

procedimento de cálculo de perdas foi feito para o sistema presente no laboratório, o qual

possui a saída (Ponto 3) no mesmo nível da entrada (Ponto 0) e é composto pelos itens

relacionados abaixo

Tabela 1 – Quantidade de acessórios e seus respectivos diâmetros

1” 1.5” 2”
Cotovelos (90º) 7 2 1
Niples 8 4 3
Uniões 5 5 8
T-Transversal 1 1 1
T-Direto 0 0 1
Válvulas (Esféricas) 0 0 2
Portinhola 0 0 1
Flanges 0 1 0
Tubos 36.92m 1.258m 1.415m

Cada um dos itens acima impõe uma perda de energia ao sistema que pode ser calculada

como perda localizada ou perda distribuída (no caso das tubulações). Como já foi mostrado na

introdução teórica, tais perdas são dadas pelas seguintes expressões:

V2
Perda localizada: Kf
2

Onde K é a constante de perda, que varia de acordo com o item, f é o fator de atrito, o qual é

função do diâmetro, da rugosidade do material e do Número de Reynolds e V é a velocidade

do fluido no material.

L V2
Perda distribuída: f
D 2
Onde L e D são, respectivamente, o comprimento e o diâmetro do tubo.

Sendo assim, uma expressão, semelhante àquela da simulação, para o cálculo das perdas no

sistema do laboratório, é dada por:

H ¿=
[ K ent
2
+
L1
2
+
L2
2
+
L3
2
2 A2 2 D 1 A 1 2 D 2 A2 2 D 3 A 3
+ K 90
7
(2
1
+ 2+
1
2 A1 A2 2 A32
4 2
) ( 3
+K N 2 + 2 + 2 +K U
A1 A2 2 A3
5
2
+
5
2
2 A1 2 A 2 A
+
4
) (
As áreas A 1 , A 2 , A3 são, respectivamente, as áreas circulares para os diâmetros de 1, 1.5 e 2

polegadas.

Os valores das constantes de perda estão localizados abaixo.

K ent K 90 KN KU K TD K TT Kv KP
0.78 30 20 20 20 60 3 55

Não existe uma parcela de perda de carga ∆z na expressão, já que tanto a saída quanto a entrada

estão localizadas na mesma altura.


3. ANEXOS

Tabela com os resultados do EES

3. REFERÊNCIAS

[1] FOX, Robert W. et al. Introdução à Mecânica dos Fluidos. 8. ed. Lafayett, 2014.