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Universidade Federal do Recôncavo da Bahia

Curso de Engenharia Elétrica


Circuitos Elétricos II – GCET230
Professor: Fábio Cruz

Relatório – Projeto

1. Phillipe Luis Silva Santana Matr.: 2018113993


2. Vinícius Costa de Almeidas Dias Matr.: 201320233

1 Objetivos

Construir um medidor de energia para calcular tensão RMS, corrente RMS, potência
ativa, potência reativa, potência aparente e fator de potência empregando um Arduino como
microcontrolador.

2 Metodologia

O projeto foi divido em três partes. A primeira parte consistiu em implementar um


medidor de corrente no Arduino. A segunda parte foi a construção de um medidor de tensão.
E por fim, na terceira, foram implementados os códigos para medições de potência juntamente
com o fator de potência.

3 Materiais e Métodos

3.1 Medidor de Corrente

Um dos grandes problemas de aferir corrente é o uso incorreto dos aparelhos de


medição para mensurar esse tipo de grandeza. Tentando minimizar esse problema, além de
garantir segurança para o protótipo de medição que foi criado, se fez uso do sensor de
corrente SCT-013, observe a Figura 1, que realiza leituras não invasivas e possui um
funcionamento similar a um alicate amperímetro.

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Figura 1 – Sensor SCT-013.


O sensor SCT-013 é um transformador de corrente ideal, sendo 100A no primário, com
saída de 50mA no secundário, possuindo a relação de espiras de 2000 para 1. A melhor faixa
de operação desse sensor está entre 10A até 120A. É importante lembrar que o sensor
funciona fora deste intervalo, todavia, sua precisão pode ser afetada.
A saída do sensor SCT-013 é uma variação de corrente, de acordo com informações
presentes no datasheet de seu fabricante. Assim sendo, a saída de variação de corrente pelo
sensor foi um fato que requereu atenção, visto que o Arduino consegue interpretar apenas
níveis de variações de tensão dentro do intervalo de 0 a 5V, sendo a entrada de tensões
negativas prejudiciais ao mesmo. Dessa forma, precisamos converter o sinal de corrente
alternada do SCT-013 para um valor de tensão que seja legível para o Arduino e o primeiro
passo para isso foi adicionar um resistor de carga entre os polos do sensor de corrente
conforme observado na Figura 2, a seguir.

Figura 2 – Montagem do circuito para adição do


resistor de carga.

O resistor de carga foi dimensionado para 100A que é a corrente máxima (que pode
ser medida no primário pelo sensor, sendo convertida para seu valor RMS conforme a Eq.1
abaixo:
𝐼𝑝1 = √2𝐼𝑅𝑀𝑆 = 141,4𝐴 (1)

A partir da relação de transformação de espiras do primário e secundário é possível


determinar a corrente de pico no secundário pela Eq. 2:
141,4
𝐼𝑝2 = = 70,7𝑚𝐴 (2)
2000

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O valor da faixa de operação do Arduino não deve ser excedido, caso contrário o
microcontrolador pode ser danificado. Como o sinal do sensor é alternado o mesmo teve de
ser condicionado para faixa de operação do Arduino. Sabendo disto, um divisor de tensão foi
utilizado com dois resistores iguais a 10kΩ para elevar a senoide até a tensão de 0V até 5V,
eliminando a tensão negativa. Foi usado também um capacitor eletrolítico de 10µF que atuou
como filtro passa baixa, tendo a função de eliminar ruídos no sinal que seria enviado para a
porta analógico/digital do Arduino, o resultado pode ser observado na Figura 3.

Figura 3 – Sinal antes e depois da filtragem,


respectivamente.

Para melhorar a resolução da medição, a voltagem através do resistor de carga no


pico de corrente deve ser igual a metade da tensão de referência do Arduino, como a tensão
de referência no Arduino é de 5V então será usado 2,5V para calcular a resistência de carga
que será:

2,5
𝑅𝑐 = = 35,4Ω (3)
0,070

Depois de todos os tratamentos realizados, o circuito da Figura 4 foi montado, de forma


que induzida corrente pelo sensor SCT-013 na resistência de carga, irá produzir uma tensão
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lida na entrada analógico/digital do Arduino foi manipulada via código com ajustes de escalas
para retornar com a medida em ampere.

Figura 4 – Circuito montado para o medidor de


corrente

3.2 Medidor de Tensão

Para construção do medidor de tensão não se fez necessário o cálculo da resistência


de carga, visto que a porta analógica/digital do Arduino consegue ler variações de tensão em
uma faixa anteriormente citada, todavia, as mesmas implicações presentes no medidor de
corrente para as tensões de entrada no leitor do microcontrolador são válidas nesse medidor,
sendo preciso, novamente, deslocar a tensão de referência da senoide para eliminar a parte
negativa da mesma, além de garantir tensões iguais ou inferiores a 5V na porta
analógica/digital do Arduino junto com a eliminação dos ruídos presentes no sinal.
Foi usado um transformador com entrada de 127V e saída 6,4V pra construção desse
medidor de tensão, observe o sinal gerado na Figura 5, logo a seguir.

Figura 5 – Sinal de saída do transformador.

Para obter os resultados da Figura 6, foi preciso aplicar um divisor de tensão para
reduzir o nível de tensão AC do secundário do transformador, de modo que a tensão de pico
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caia para 2,5V, esse fato se fez importante para simplificar o dimensionamento do circuito,
aproveitado o mesmo circuito montando para filtrar e deslocar o sinal construído para o
medidor de corrente.
Com o cálculo do divisor de tensão teremos:

𝑅1 . 𝑉 82𝑘. 6,4
𝑉𝑝𝑖𝑐𝑜 = √2 ( ) = √2 ( ) (4)
𝑅1 + 𝑅2 82𝑘 + 270𝑘
Então,

𝑉𝑝𝑖𝑐𝑜 = 2,31𝑉 (5)

O uso de resistências de valores comerciais garantiu o deslocamento sinal, tornando


o ciclo todo positivo, variando entre aproximadamente de 0V e 5V. A montagem do circuito foi
similar a Figura 4, exceto pelo resistor de carga que foi substituído pelo divisor de tensão
composto pelas resistências R1 e R2. As variações de tensão em cima do resistor de 270kΩ
foram

Figura 6 – Deslocamento da senoide para as


tensões de operação do Arduino.

3.3 Calibração e Potências

Para a mensuração das grandezas como potência aparente, real, reativa, fator de
potência e o ângulo se fez da biblioteca EmonLib.h. Nessa biblioteca os valores aferidos pelo
sensor de tensão e corrente são os paramentos de entrada para as funções do calculo das
potências no código do Arduino. Essas funções descritas com mais detalhes no trabalho de
Sacaninha

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3.4 Armazenamento e Leitura

4 Resultados e Discussão

Para validar os medidores foram montadas algumas configurações combinando


cargas capacitivas e resistivas. As medidas aferidas por aparelhos de medição (alicate
amperímetro e voltímetro) e pelo Arduino serão apresentadas a seguir:

 Resistor 80Ω

Arduino Aparelhos de Medição

Corrente (A) 1,68 1,61

Tensão (V) 127,9 127,8

Potência Aparente (VA) 216,06 -

Potencia Real (W) 217,05 -

Potência Reativa (VAr) 0,0 -

Fator de Potencia 1,0 -

e a sua faixa de operação varia de tem uma taxa de variação de seu valor nominal que
vai se 10% a 120%, equivalente a 10A até 120A. Isso quer dizer
que essa faixa são os melhores valores para se trabalhar.
1

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Nesta configuração temos as cargas ligadas na configuração delta, como mostrado na
Figura 1. Neste caso, não temos nenhuma ligação neutra da fonte para a carga.

Figura 1 - Motor montado em configuração delta

Nesta configuração (delta) as tensões sobre as impedâncias das cargas são iguais as

tensões de linha (𝑰𝐿 ), porém defasadas de 120º devido se tratar de um circuito trifásico, dessa
maneira, a partir pode-se obter as correntes de fase:

𝑽
𝑰= Eq. 1
𝒁
Em que as correntes de fase (𝑰𝑃 ), possuem as mesmas magnitudes e assim como as
tensões são defasadas em 120º.
As correntes de linhas são obtidas a partir das correntes de fase, pela aplicação da Lei
do Nós, onde pode-se demostrar que a Magnitude das 𝑰𝐿 é √3 vezes a magnitude da corrente

de fase 𝑰𝑃 , assim temos:

𝑰𝐿 = √3𝑰𝑃 Eq. 2

5 ESTRELA

Na montagem da configuração em estrela temos um ponto em comum interligando


todas a cargas com a presença de um condutor neutro, como demonstrado na Figura 2.

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Figura 2 - Motor montado em configuração Estrela

Nesta configuração, agora temos que as correntes de fase tem a mesma magnitude
que as correntes de linha, porém a magnitude da tensão de linhas (𝑽𝐿 ) é √3 vezes a
magnitude das tensões de fase (𝑽𝑃 ), assim tem-se que:

𝑽𝐿 = √ 3𝑽 𝑃 Eq. 3

6 POTÊNCIA EM CIRCUITSO TRIFÁSICOS

O cálculo da potência em circuitos trifásicos equilibrado é constante, ou seja, ela não


muda independente da configuração que esteja se utilizando, devido ao fato de sempre haver
um fator entre a linha e a fase sendo compensado por √3, sendo a corrente na configuração
estrela ou atenção tensão na configuração delta.
Sendo assim, para o cálculo das potencias totais é entendida como a soma das
potências médias nas fases, assim tem-se que:

Potência média total como sendo:


𝑃 = √3𝑉𝐿 𝐼𝐿 cos 𝜃 Eq. 4
Potência Reativa total:
𝑄 = √3𝑉𝐿 𝐼𝐿 sin 𝜃 Eq. 5
e a potência complexa como:

∗ 2 3𝑉𝑃 2
𝑆 = 3𝑆𝑃 = 3𝑉𝑃 𝐼𝑃 = 3 𝐼𝑃 𝑍𝑃 = Eq. 6
𝑍𝑃 ∗

3 Resultados

Abaixo serão apresentados os resultados medidos e calculados, nas duas


configurações de cargas dos motores:

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São apresentados na Tabela 1, os valores aferidos na configuração equilibrada em
estrela, através do aparelho multimedidor trifásico fabricado pela empresa De Lorenzo, como
apresentado na Figura 3.

Figura 3 – Imagem do Aparelho Multimedidor.

Ainda na Tabela 1 é possível observar que os valores de tensão, corrente, potência


são os mesmos para as três fases (R, S e T) devido ao equilíbrio do sistema mesmo com uma
pequena diferença entre os valores, que pode ser atribuída a pequenas perdas do sistema,
além disso, nota-se um fator de potência atrasado devido a característica indutiva do sistema,
pelo fato da utilização um motor trifásico.

Tabela 1: Sistema equilibrado em estrela.

Il (A) Vf (V) Vl (V) P (W) Q S (VA) FP θ


(VAr)
R 0,105 129,7 223,4 6 11 13 0,45L 243,0
S 0,099 128,5 222,9 6 11 13 0,43L 243,3
T 0,103 129,2 225,0 6 11 13 0,48L 242,9

Foi utilizado um alicate amperímetro para a medições apresentadas na Tabela 2.


Sabe-se que no sistema equilibrado em delta, a tensão de linha é igual a tensão de fase. Com
isso, foi possível calcular a potência aparente adaptando a Eq. 6, para cada uma das fases,
por outro lado, não foi possível calcular as potências ativa e reativa, pois não pode - se
determinar os valores das impediências das cargas ou o fator de potência, desta forma o
cálculo dessas potências foi inviabilizado.

Tabela 2: Sistema equilibrado em delta.

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Il (mA) If (mA) Vl (V) S (VA)
V 0,26 0,15 223 33,45
W 0,26 0,15 223 33,45
U 0,26 0,15 225 33,75

6 Referências

ALEXANDER, Charles K.; SADIKU, Matthew N. O. FUNDAMENTOS DE CIRCUITOS


ELÉTRICOS. 4. ed. Porto Alegre: Book man , 20 0 3

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