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Direito de Registo e Notariado

Solicitadoria – PL
2017-2018

REGISTO CIVIL

OBJETO do Registo Civil

O Registo Civil guarda a constância dos factos que constituem o Estado Civil das
pessoas singulares, visando dar publicidade à sua situação jurídica.

O Estado Civil constitui o conjunto de qualidades jurídicas que a lei sujeita a registo,
sendo mais restrito que o estado pessoal

O Estado Pessoal é a qualidade que condiciona a atribuição de um conjunto de


direitos e vinculações cuja titularidade ou não titularidade é aspecto fundamental da
situação jurídica da pessoa.
Há qualidades com relevância jurídica importante que a lei não sujeita a registo civil –
ex. objetor de consciência, contumaz, uniões de facto  estas qualidades integram o
estado pessoal, mas não o estado civil.

O objeto do Registo Civil é dar publicidade à situação jurídica de pessoas singulares


através do registo de factos que integram o seu estado civil.

Estado civil distingue-se do que vulgarmente se designa de estado matrimonial

Factos sujeitos a Registo Civil – art.1º CRC


Princípio da Tipicidade
Apenas estão sujeitos a registo os factos enunciados na lei, não podendo ser lavrados
quaisquer outros factos que a lei não refira.

Registo obrigatório

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Quase todos os factos sujeitos a registo civil devem ser obrigatoriamente registados,
mas é a lei que define quais é que são ou não objeto de registo obrigatório.

Factos respeitantes a cidadãos portugueses – nº1


O nº1 do artigo 1º do CRC sujeita a registo obrigatório os factos enumerados nas
suas várias alíneas, respeitantes a cidadãos portugueses onde quer que eles se
encontrem.

Factos respeitantes a cidadãos estrangeiros que ocorram em Portugal – nº2


O nº2 do mesmo artigo estende a sujeição a registo relativamente aos mesmos factos
mas quando digam respeito a estrangeiros e ocorram em Portugal.

Outros factos sujeitos a registo obrigatório


Decisões estrangeiras – artigo 7º CRC
Nos termos do art.7º CRC estão sujeitas a registo obrigatório as sentenças
estrangeiras relativas ao Estado civil ou à capacidade civil dos portugueses e dos
estrangeiros.
Tais sentenças terão de ser revistas e confirmadas por tribunal português
(Tribunal da Relação).

Nacionalidade e naturalização - A Lei nº 37/81 de 3 de Outubro, alterada pela


Lei nº 25/94, de 19 de Agosto, sujeita a registo obrigatório as declarações para
atribuição, aquisição ou perda da nacionalidade e a naturalização de estrangeiros.

Decisões judiciais relativas às responsabilidades parentais – artigos 1920-B e


1920-C do Código Civil
São oficiosamente solicitadas pelo tribunal e não podem ser invocadas enquanto
não se mostrar efetuado o registo:
- decisões que regulem o poder paternal ou homologuem o acordo

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- decisões que homologuem reconciliação dos cônjuges judicialmente


separados de pessoas e bens
- decisões que façam cessar a regulação do poder paternal em caso de
reconciliação
- decisões que importam a inibição do exercício do poder paternal ou o
limitem

Outros factos sujeitos a registo mas não obrigatório


Artigo 304º CRC
- Convenções Antenupciais respeitantes aos casamentos celebrados antes de 1 de
Janeiro de 1959.
- Decisões judiciais anteriores a 1 de Abril de 1978 relativas à homologação,
regulação, suspensão, alteração, cessação e inibição do exercício do poder
paternal ou ao estabelecimento de providências limitativas desse poder.

Artigo 305º CRC


- Atos de registo lavrados em Macau.

Efeitos do Registo – artigo 2º


Presunção legal de veracidade
O registo goza da presunção legal de veracidade e de autenticidade relativamente aos
factos inscritos e os factos sujeitos a registo obrigatório só podem ser invocados
depois de registados, salvo disposição legal em contrário.

Exceções (podem ser invocadas entre as partes ainda que não registados:
- Casamento anterior não dissolvido – artigo 1601º
- Convenções antenupciais produzem efeitos entre os outorgantes e os herdeiros

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dos cônjuges – artigo 1711º/2


- Sentenças de interdição definitiva – artigo147º CRC
- Decisões que regulem o poder paternal – artigo1920º-C
- Decisões de reconciliação de cônjuges separados – artigo 1920º-C

PROVA DOS FACTOS – artigo 4º


A prova dos factos sujeitos a registo só pode ser feita pelos meios previstos no CRC
(remete para o artigo 211.º do CRC):
- Acesso à base de dados do registo civil
- Certidões
- em suporte físico, através de cópia integral do assento ou narrativas –
artigo 212.º
- disponibilizada em sítio próprio da Internet – www.civilonline.mj.pt –
215.º n.º 3

A prova resultante do registo civil quanto aos factos nele constantes não pode ser
ilidida por qualquer, salvo nas ações de estado e nas ações de registo.

Ações de estado – são aquelas em que se pretende alterar o estado tal como
consta do registo civil, ou seja, é o próprio facto registado que se contesta.
(Ex. Ações de investigação ou impugnação da paternidade; de anulação de
casamentos)
Ações de registo – são aquelas que têm por objeto o registo em si mesmo: a sua
inexistência ou omissão, nulidade, irregularidades ou deficiências.

Artigo 3.º n.º 2 do CRC - Os factos registados só podem ser impugnados se


simultaneamente for o pedido o seu cancelamento.

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VÍCIOS DO REGISTO – artigos 85º e seguintes do CRC


Inexistência
- Situações de inexistência – artigo 85º CRC
- Sanação – artigo 86º CRC
- Outras situações – artigo 1628º CC
- Regime – artigo 86º CRC

Nulidade
- Situações – artigo 87º CRC
- Regime – artigo 90º CRC

Irregularidade
- Situação residual – artigo 92º CRC
- Retificação Administrativa e Judicial

Em consequência dos vícios do registo, estes podem ser:

Cancelados – nos termos do artigo 91.º CRC


O cancelamento é feito mediante a inscrição da menção “cancelado”, indicando o
motivo. O registo cancelado não produz nenhum efeito como título do facto
registado

Retificados – nos termos do artigo 92.º CRC


É feita por averbamento.
Faz-se através de processo de justificação:
- administrativa: processo de justificação administrativa (artigo 241.º) ou
mero despacho do conservador (artigo 93.º)
- judicial – artigo 233.º e seguintes

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ORGANIZAÇÃO DO REGISTO CIVIL

Órgãos de Registo Civil e suas competências


Órgãos Privativos – artigo 8.º
- Conservatórias do Registo Civil – Competência (artigo 10º)
- Conservatórias dos Registos Centrais - Competência (art.11º)

Órgãos Privativos – artigo 9.º


- Agentes diplomáticos e consulares portugueses em país estrangeiro
(Consulados Gerais; Consulados; Vice consulados; Agências Consulares)
- Comissários da Marinha dos navios de Estado
- Capitães, mestres ou patrões nas embarcações particulares portuguesas
- Entidades designadas nos regulamentos militares
- Quaisquer indivíduos especialmente previstos na lei (ver artigo 156.º)

Os órgãos especiais têm competência excecional, sendo que os atos de registo por eles
diretamente lavrados são depois integrados nos livros da Conservatória competente –
artigo 5.º

Competência Funcional
Conservatórias de Registo Civil – artigo10º
A competência das Conservatórias do registo civil está prevista no artigo 10º.

Conservatória dos Registos Centrais – artigo11º


A Conservatória dos Registos Centrais é competente para lavrar os registos
respeitantes a portugueses quando ocorridos no estrangeiro ou ocorridos em viagem, a
bordo de navio ou aeronave portugueses. Se, todavia, o assento de nascimento se
encontrar lavrado em outra Conservatória de Registo Civil é esta a competente.
Compete ainda à Conservatória dos Registos Centrais o registo dos factos para o qual

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não seja competente outra Conservatória do Registo civil.

Competência Territorial – art.12º

- Competência Genérica
Os factos sujeitos a registo civil podem ser lavrados em qualquer Conservatória,
salvo disposição especial.
O legislador atribui assim uma competência genérica às Conservatórias de Registo
Civil, ressalvando as disposições especiais que atribuam competência específica a cada
Conservatória.

- Competência Especifica
Constituem situações de competência específica as relativas a:
- Competência da Conservatória dos Registos Centrais (art.11º);
- Registo de nascimentos (art.101º)
- Organização do processo preliminar de publicações para o casamento (art.134º)
- Registo provisório de casamento urgente (art.157º)
- Transcrição de casamento católico (art.171º)
- Registo de óbito (art.200º)
- Processo de verificação da capacidade matrimonial de estrangeiro (art.261º)
- DL nº 272/2001 de 13 de Outubro

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ATOS DO REGISTO CIVIL EM GERAL

MODALIDADES:

Os factos sujeitos a Registo Civil são lavrados por meio de assento ou de


averbamento.

1 - ASSENTO
Os assentos são o ato primário de registo e podem ser lavrados:
por inscrição (artigo 52º) - inscrevem-se os factos declarados diretamente ou
ocorridos na Repartição competente para o seu Registo;
por transcrição (artigo 53º) - transcrevem-se os factos comprovados por título
lavrado por repartição intermediária ou por outra entidade legalmente competente
(ex. atos praticados por órgão especial)

Conteúdo e regras a observar – artigo 55.º e seguintes

2 - AVERBAMENTOS – artigo 68º e seguintes


Os averbamentos são alterações ao conteúdo dos assentos e meio de proceder à
retificação de registos.

Averbamentos especiais – artigos 69.º (nascimento) e 70.º (casamento)

Suportes dos atos – artigo 14


Os registos são lavrados em suporte informático
Antes eram lavrados em livros, designados por Livros de Assentos, estando os
diversos livros enumerados.

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INTERVENIENTES EM ATOS DE REGISTO


artigos 39º e seguintes

Nos atos de registo, para além do conservador (ou outro funcionário competente),
intervêm as partes e, consoante os casos, testemunhas, procuradores e interpretes.

- PARTES – artigo 39º


São partes em relação a cada registo:
- o declarante;
- as pessoas a quem o facto diga diretamente respeito;
- as pessoas de cujo consentimento dependa a plena eficácia deste.

Identificação do declarante – artigo 40º: nome completo e residência

Indivíduos surdos, mudos ou surdos-mudos (artigo 41º)


A intervenção de indivíduos surdos, mudos ou surdos-mudos em atos de registo
só pode fazer-se, consoante os casos, mediante leitura dos assentos e
documentos pelos próprios ou por intérprete idóneo.
Os mudos ou surdos-mudos que saibam ler e escrever devem exprimir a sua
vontade por escrito em resposta a perguntas escritas formuladas pelo funcionário
(artigo 41º n.º 3).

Indivíduos que não conheçam a língua portuguesa (artigo 42º)


Se alguma parte não conhecer a língua portuguesa e o funcionário não dominar a
língua dessa parte deve também ser-lhe nomeado um intérprete.

Representação por procurador – artigos 43º e 44º


As partes podem fazer-se representar por procurador com poderes especiais para
o ato.

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No caso de casamento, só um dos nubentes pode fazer-se representar – ver


minuta

- TESTEMUNHAS – artigo 45º


Função – n.º 3 - abonam a identidade das partes, bem como a veracidade das
declarações, respondendo em caso de falsidade civilmente e criminalmente.

Requisitos - só podem ser testemunhas pessoas maiores ou emancipadas que


saibam assinar e possam fazê-lo, podendo ser parentes ou afins das partes.

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ATOS DE REGISTO EM ESPECIAL

1 - NASCIMENTO – artigo 96º e seguintes


O nascimento ocorrido em território português deve ser declarado em qualquer
Conservatória de Registo Civil no prazo de 20 dias.
Artigo 101º - competente para lavrar o registo qualquer Conservatória do registo Civil,
unidade de saúde onde ocorreu o nascimento

A declaração de nascimento compete obrigatoriamente e sucessivamente às pessoas


enunciadas no artigo 97º.

A falta de declaração de nascimento – artigo 98º - há lugar a um processo de


suprimento de omissão de registo, dando lugar ao pagamento de uma coima nos
termos do artigo 295º CRC (entre 50 e 150 euros)

Menções do registo de nascimento


Além dos requisitos gerais dos assentos (artigo 55.º), o registo de nascimento deve
mencionar - artigo 102º:
- nome próprio e os apelidos (ver artigo 103 – composição do nome)
- sexo
- data de nascimento
- freguesia e concelho de naturalidade
- nome completo de pais e avós

2 - FILIAÇÃO – artigos 112º e seguinte


O assento de nascimento deve conter o nome dos pais do registando cuja menção
obedece às disposições dos artigos 112º e seguintes.
A maternidade deve, quando possível, ser indicada aquando da declaração do
nascimento.

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A paternidade presumida (decorrente do casamento dos pais) é obrigatoriamente


mencionada no assento de nascimento – artigo 118.º

3 - CASAMENTO – artigos 134º e seguintes


Relativamente ao casamento regem os artigos 134º e seguintes.
- processo preliminar para averiguar da capacidade dos nubentes para contrair
matrimónio
- a declaração para contrair casamento é feita pelos próprios nubentes, ou através de
procurador, junto de qualquer uma Conservatória do Registo Civil ou do pároco
- o processo é público
- no dia da celebração do casamento, devem intervir os dois nubentes, podendo um
deles ser representado por procurador com poderes especiais, e ainda podem estar
presentes duas ou quatro testemunhas.
- convenção antenupcial – artigo 189.º - feita por declaração prestada perante o
conservador, adotando um dos regimes legais que não o supletivo; ou feita por
escritura pública, devendo ser junta certidão da mesma ao processo (137.º n.º 1 b)).

4 - ÓBITO – artigos 192º e seguintes

Quando deve ser declarado?


O falecimento de qualquer indivíduo ocorrido em território português deve ser
declarado verbalmente, dentro de 48 horas, na Conservatória de Registo civil
competente.

A quem compete a declaração de óbito?


Aos sujeitos enunciados no art.193º.
Normalmente é a pessoa ou entidade encarregada do funeral.
O cumprimento por alguma das pessoas mencionadas no art.193º desonera as demais.
A falta de declaração no prazo legal - artigo 198.º - constitui uma contra-ordenação

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dando lugar ao pagamento de uma coima nos termos do artigo 295º CRC (entre 50 e
150 euros).

Requisitos
A declaração de óbito deve ser confirmada pela apresentação do certificado de óbito
passado pelo médico que o houver verificado.
O assento de óbito deve conter os requisitos especiais enunciados no artigo 201.º

Os notários devem comunicam às Conservatórias do Registo Civil as habilitações


feitas e os processos de Inventário que correm termos nos seus Cartório para que a
Conservatória mencione esses facto, por meio de cota de referência, nos assentos de
óbito – artigo 202-A e 202-B.

Óbitos ocorridos em viagem ou acidente (artigos 204.º a 209º)

Viagem por mar ou pelo ar – art.204º


Se ocorrer o falecimento em viagem por mar deve obedecer ao preceituado no art.109º,
ou seja, o Comandante do barco deve lavrar o registo de óbito de acordo com os
requisitos previstos no CRC, indicando a latitude e a longitude em que o mesmo tenha
ocorrido.

Viagem por terra – artigo 205º


Se o falecimento ocorrer em viagem por terra, o assento de óbito é lavrado na
Conservatória correspondente ao lugar onde o cadáver é encontrado ou vier a ser
desembarcado.

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Acidente
Em caso de acidente (incêndio, desmoronamento, terramoto) o funcionário do registo
civil deve lavrar o assento de óbito para cada uma das vítimas cujo corpo tiver sido
encontrado em condições de ser identificado.
Se não for possível fazer a identificação do cadáver, cabe ao agente do Ministério
Público da comarca onde tiver ocorrido o acidente promover a justificação do óbito. O
mesmo se passa em caso de naufrágio em que pereça toda ou parte da tripulação.

5 – PROCEDIMENTO DE MUDANÇ ADE SEXO E DE NOME PRÓPRIO


Lei 7/2011 de 15/03
Procedimento de natureza secreta, apresentado em qualquer conservatória do registo
civil, pelo interessado que não esteja interdito, inabilitado ou a quem não tenha sido
diagnosticada perturbação de identidade de género (através de relatório médico).

6 – PROCEDIMENTOS SIMPLIFICADOS DE SUCESSÃO HEREDITÁRIA

Visam a promoção dos atos de titulação, registo e garantia do cumprimentos das


obrigações fiscais respeitantes à sucessão hereditária – artigo 210-A n.º 1, e são os
seguintes:
- habilitação de herdeiros, partilha e registos
- habilitação de herdeiros com ou sem registos
- partilha e registos

Legitimidade – só o cabeça de casal, representante legal ou mandatário – artigo 210-B


Prazo – até ao final do terceiro mês seguinte ao óbito (devido às questões fiscais); se
for iniciado depois desse prazo, a Conservatória comunica esse facto ao Serviço de
Finanças para eventuais coimas – artigo 210.º-C.

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PROCESSOS PRIVATIVOS DO REGISTO CIVIL

Os processos privativos do Registo Civil são os processos instaurados, instruídos e


informados numa Conservatória de Registo Civil.

Esquema de processos:

Processos comuns
- Justificação Judicial – artigos. 233º a 240º
- Justificação Administrativa – artigos.241º a 244º

Processos especiais
- Impedimento de casamento – artigos. 245º e ss.
- Dispensa de impedimentos – artigos. 253º e ss.
- Suprimento de autorização para casamento de menores – artigos 255º e ss.
- Sanação de anulabilidade do casamento por falta de testemunhas - artigos 258º
- Suprimento da certidão de registo – artigos. 266º e ss.
- Alteração do nome – artigos.278º e ss.

(DL nº 272/2001 de 13 de Outubro)


- Separação de pessoas e bens ou divórcio por consentimento – artigos 12º e 14º e
artigos 272.º a 274.º-C do CRC
- Atribuição da casa de morada de família – artigos 5º e ss
- Alimentos a filhos maiores e emancipados – artigos 5º e ss
- Privação do direito ao uso dos apelidos do outro cônjuge – artigos 5º e ss
- Autorização de uso dos apelidos do ex-cônjuge – artigos 5º e ss
- Reconciliação dos cônjuges separados – artigos 12º e 13º
- Declaração de dispensa de prazo internupcial – artigos 12º e 15º (1605 CCivil)

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Tipos:
PROCESSOS COMUNS
- Justificação Judicial – artigos 233º a 240º - Visa a retificação de registo
irregular ou às situações de óbito previstas no artigo 204º, 207º e 208º.
Sendo judicial é um processo julgado no tribunal de 1ª instância da área a que
pertence a conservatória.

- Justificação Administrativa – artigos 241º a 244º - Destina-se a suprir a


omissão de registo, declarar a sua inexistência ou nulidade.
Sendo administrativa a organização, instrução e decisão do processo é efetuada
na Conservatória onde o mesmo corre termos.

PROCESSOS ESPECIAIS
- Impedimento de casamento – artigos 245º e ss.
Serve para declarar a existência de impedimentos à celebração de casamento.
Ver impedimentos nos artigos 1600.º, 1601.º, 1602.º e 1604.º do Cod Civil

- Dispensa de impedimentos – artigos. 253º e ss.


Serve para declarar a dispensa de impedimentos à celebração de casamento.
Ver casos de dispensa no artigo 1609 do Cod Civil

- Suprimento de autorização para casamento de menores – artigos. 255º e ss.


Serve para suprir a falta de autorização ao casamento de menor.

- Sanação de anulabilidade do casamento por falta de testemunhas – artigos. 258º


e ss.

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Serve para sanar a anulabilidade do casamento por falta de testemunhas quando


obrigatório – artigo 154.º n.º 3 CRC

- Suprimento da certidão de registo – artigos. 266º e ss.


É utilizado pelos indivíduos que não tenham possibilidade de obter em tempo útil uma
certidão de registo de nascimento para efeitos de casamento, pelo facto de o mesmo ter
sido feito no estrangeiro ou se ter extraviado.

- Alteração do nome – artigos.278º e ss


Em regra o nome é imutável sendo permitidas algumas alterações - ver artigo 104.º

DIVÓRCIO POR MÚTUO CONSENTIMENTO

Legislação aplicável – alterações legislativas


- DL 272/2001 de 13/10 (entrou em vigor a 01/01/2002)
- Código de Registo Civil – artigos 271º e ss.
- Código Civil – artigos 1773.º e ss

Noção
- Divórcio requerido por ambos os cônjuges sem revelação da causa;

Processo
- Conservatória competente – art.12º/2
É competente qualquer Conservatória de Registo Civil escolhida pelos cônjuges
- Documentos necessários – artigo 271.º CRC e 1775.º Cod Civil;
- Requerimento
- Relação especificada dos bens comuns, com indicação do valor;
- Acordo sobre o poder paternal ou decisão judicial se já houve regulação deste

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- Acordo sobre a prestação de alimentos ao cônjuge que deles careça


- Acordo sobre o destino da casa de morada de família
- Certidão da escritura de convenção antenupcial, se existir

- Tramitação – art.14º
Recebido o requerimento com os referidos documentos, o Conservador convoca os
cônjuges para uma conferência em que tenta reconciliá-los.

Mantendo os cônjuges o propósito de se divorciar ou separar, o Conservador verifica o


preenchimento dos pressupostos legais, podendo determinar para esse efeito a prática
de atos e a produção de prova, declarando o divórcio se estiver tudo conforme, e
registando o pedido.

Se existirem filhos menores


Se existirem filhos menores e seja apresentado acordo, o processo é remetido ao
Ministério Público para que este se pronuncie sobre o acordo no prazo de 30 dias –
artigo 14.º n.º 4 e 1776-A Cod Civil
Se o MP considerar que o acordo tutela os interesses do menor, o processo é remetido
novamente ao Conservador que convoca os cônjuges para a Conferência de tentativa
de reconciliação.
Se o MP considerar que o acordo não acautela os interesses do menor, o processo é
devolvido ao Conservador que notifica os interessados para apresentarem novo acordo
ou alterarem o acordo entregue.
Se as partes entregarem novo acordo o processo vai de novo com vista ao MP para que
este se pronuncie.
Se alterarem o acordo no sentido que MP propôs o processo já não vai ao MP, e o
Conservador pode marcar a data da Conferência.

Se os interessados não se conformarem com as alterações indicadas pelo MP e

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mantenham o propósito de se divorciar o processo é remetido ao Tribunal da Comarca


a que pertença a Conservatória para haver regulação do poder paternal.

A decisão do divórcio é da competência exclusiva do Conservador cabendo


recurso para o tribunal da Relação.

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