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CIRCULAR DE INFORMAÇÃO AERONÁUTICA ● PORTUGAL

TELEFONE 218423500 INFORMAÇÃO AERONÁUTICA


AFTN - LPPTYAYI RUA B, EDIFÍCIO 4 18/2008
TELEX 12120 - AERCIV P 1749-034 LISBOA 17 de Dezembro
FAX 218410612
ais@inac.pt

Manual de Aeródromo

1. APLICABILIDADE

Aeródromos que pretendam obter certificação nos termos do disposto no Decreto-


Lei n.º 186/2007 de 10 de Maio.

2. DATA DE ENTRADA EM VIGOR

17 de Dezembro de 2008

3. OBJECTIVO

Divulgar junto dos operadores de aeródromos os princípios e informações a incluir


no Manual de Aeródromo.

4. DESCRIÇÃO

O Decreto-Lei n.º 186/2007 de 10 de Maio fixou as condições de construção,


certificação e exploração dos aeródromos civis nacionais e estabeleceu os requisitos
operacionais, administrativos, de segurança e de facilitação a aplicar nessas infra-
estruturas. Procedeu ainda à classificação operacional dos aeródromos civis
nacionais para efeitos de ordenamento aeroportuário.

Um dos elementos fundamentais do processo de certificação dos aeródromos será a


elaboração do “Manual de Aeródromo” de acordo com estabelecido no artigo 7.º do
diploma acima referido.

Para os efeitos do disposto no nº 2 do artigo 8.º, o INAC desenvolve, actualmente, a


fase avançada do processo de especificação dos elementos constituintes do manual
para publicação em regulamentação complementar.
…2/CIA 18/2008

Considerando que os princípios básicos a observar na elaboração do manual já


estão consolidados e que a elaboração desse manual exige aos operadores de
aeródromos um esforço e prazos consideráveis, julga-se oportuno publicar desde já
a presente Circular de Informação Aeronáutica a especificar os elementos que
deverão constar do referido manual.

A lista anexa a esta circular contém informação referente ao universo global dos
aeródromos, independentemente da sua classe e código de referência pelo que
alguns dos elementos dela constantes podem não ser aplicáveis a todos os
aeródromos.

5. REFERÊNCIAS

Decreto-Lei n.º 186/2007 de 10 de Maio.

O Vogal do Conselho Directivo

Anacleto Santos

Anexo: “Guia para a elaboração do Manual de Aeródromo”


…3/CIA 18/2008

Anexo à CIA 18/08

Guia para a elaboração do Manual de Aeródromo

1. Nome do aeródromo e sua localização geográfica


2. Finalidade e âmbito do manual - Descrição dos objectivos legais e operacionais
do manual com indicação dos se ctores nele incluídos (operacionais,
administrativos, segurança contra actos ilícitos, facilitação e outros quando
aplicáveis).

3. Requisitos legais para a certificação do aeródromo - Os requisitos legais para a


certificação do aeródromo, devem incluir a referência à lcassificação a
atribuir/atribuída ao aeródromo e o seu código de referência, de acordo com o
definido no Decreto-Lei nº. 186/2007, de 10 de Maio, Capítulo III.

4. Condições de utilização - Declaração indicando as condições gerais de utilização


do aeródromo.

5. Identificação do Operador do Aeródromo e sua estrutura organizacional com


indicação do seu responsável máximo - Indicação de elementos de referência
para os efeitos do disposto no artigo 19.º do Decreto-Lei nº.186/2007 de 10 de
Maio.

6. Obrigações do Operador do Aeródromo


Registo das obrigações do Operador do Aeródromo tal como estabelecido no artigo
19.º do Decreto-lei n.º 186/2007, de 10 de Maio.

7. Estrutura organizacional do Aeródromo e nome do director do aeródromo e


do seu substituto nas suas ausências

Descrição detalhada da estrutura organizacional do aeródromo, com especial


relevância para entidades com funções directamente relacionadas com a segurança
operacional, e com a indicação dos nomes e funções do pessoal essencial, bem
como as suas responsabilidades.

Deve igualmente incluir o nome do Director do Aeródromo e do seu substituto nas


suas ausências e respectivos contactos, para os efeitos do disposto no artigo 25.º
do Decreto-Lei nº.186/2007, de 10 de Maio.
…4/CIA 18/2008

8. Obrigações do Director do Aeródromo e do seu substituto nas suas ausências

Registo das obrigações do Director do Aeródromo e do seu substituto nas suas


ausências, para os efeitos do disposto no artigo 25.º do Decreto-Lei nº.186/2007, de
10 de Maio.

9. Serviço de Controlo de Tráfego Aéreo ou de Informação de Tráfego de


Aeródromo

Referência à existência de Serviço de Controlo de Tráfego Aéreo ou de Informação


de Tráfego de Aeródromo, nome e contacto do respectivo responsável e
caracterização desse serviço, do espaço aéreo envolvente e do sistema de
comunicações e de ajudas rádio relevantes.
Documento comprovativo de que a relação do aeródromo com esta entidade está
formalmente estabelecida (protocolo, contrato, etc.). O processo completo relativo a
essa relação deve estar anexo ao documento comprovativo acima referido, ou
anexo ao manual do aeródromo, ou em local explicitamente indicado no mesmo.

10. Serviços de Fronteiras designadamente de controlo documental de


passageiros e tripulantes, controlo aduaneiro e controlo sanitário e
fitossanitário.

Referência à existência de serviço (s) responsável(eis) pelo controlo documental de


passageiros e tripulantes, controlo aduaneiro e controlo sanitário e fitossanitário,
nome(s) e contacto(s) do(s) respectivo(s) responsável(eis) e caracterização desse(s)
serviço(s).
Documento comprovativo de que a relação do aeródromo com estas entidades está
formalmente estabelecida (protocolo, contrato, etc.). O processo completo relativo a
essa relação deverá estar anexo ao documento comprovativo acima referido, ou
anexo ao manual do aeródromo, ou em local explicitamente indicado no mesmo.

11. Serviço de Informação Aeronáutica

Referência à existência de um Serviço de Informação Aeronáutica de Aeródromo


certificado, ou de um serviço que disponibilize a informação aeronáutica publicada,
ou ainda de equipamentos ou meios que permitam fornecer às tripulações a
informação aeronáutica pertinente e breve caracterização do mesmo. Deve incluir os
procedimentos para a divulgação da informação bem como as formas de acesso a
serviços de informação pré-voo.
Documento comprovativo de que a relação do aeródromo com esta entidade está
formalmente estabelecida (protocolo, contrato, etc.). O processo completo relativo a
essa relação deve estar anexo ao documento comprovativo acima referido, ou
anexo ao manual do aeródromo, ou em local explicitamente indicado no mesmo.

12. Serviço de meteorologia


Referência à existência de serviços de meteorologia, nome e contacto do
responsável e caracterização desse serviço.
…5/CIA 18/2008

Documento comprovativo de que a relação do aeródromo com esta entidade está


formalmente estabelecida (protocolo, contrato, etc.). O processo completo relativo a
essa relação deve estar anexo ao documento comprovativo acima referido, ou
anexo ao manual do aeródromo, ou em local explicitamente indicado no mesmo.

13. Serviços de segurança contra actos ilícitos

Referência à existência de serviço (s) responsável (eis) pela protecção da aviação


civil contra actos ilícitos, nome (s) e contacto (s) do (s) respectivo (s) responsável
(eis) e caracterização desse (s) serviço (s).
Documento comprovativo de que a relação do aeródromo com esta (s) entidade (s)
está formalmente estabelecida (protocolo, contrato, etc.). O processo completo
relativo a essa relação deve estar anexo ao documento comprovativo acima referido,
ou anexo ao manual do aeródromo, ou em local explicitamente indicado no mesmo.

14. Descrição da política do operador relativamente ao recrutamento e treino de


pessoal adstrito às áreas de segurança operacional e/ou segurança contra
actos ilícitos.

Nota: Os programas específicos resultantes da política acima referida devem estar


em anexo ao manual do aeródromo, ou em local explicitamente neste designado.

15. Descrição da política do operador relativa aos requisitos de competências e a


regras de conduta profissional nas áreas de segurança operacional e/ou de
segurança contra actos ilícitos, estabelecidas para pessoal não directamente
subordinado ao operador mas adstrito àquelas áreas, incluindo meios de
verificação do cumprimento desses requisitos.

Nota: Os programas específicos resultantes da política acima referida devem estar


em anexo ao manual do aeródromo, ou em local explicitamente indicado no mesmo.

16. Procedimentos de facilitação

Especificação dos procedimentos estabelecidos incluindo a gestão do fluxo e o


encaminhamento de passageiros, com suporte de elementos gráficos que
representem esses procedimentos.

17. Sistema de gestão de segurança operacional

Especificação do sistema de gestão de segurança operacional (SMS) adoptado de


forma a assegurar o cumprimento de todos os requisitos de segurança operacional e
conseguir o melhoramento contínuo de segurança operacional, cujas características
essenciais são:

i. A política de segurança e o seu relacionamento com o processo operacional e


de manutenção;
…6/CIA 18/2008

ii. A estrutura ou organização do SMS, incluindo o pessoal responsável e a


atribuição de competências e responsabilidades individuais e de grupo para
questões de segurança;

iii. A estratégia e o planeamento do SMS, tais como o estabelecimento de


objectivos de segurança, atribuindo prioridades para a implementação de
iniciativas de segurança, estabelecendo um enquadramento de controlo de
riscos de forma a estes serem minimizados tanto quanto razoável e praticável, e
considerando sempre os requisitos da regulamentação nacional;

iv. A forma de m i plementação do SMS, incluindo instalações, métodos e


procedimentos para a comunicação efectiva de mensagens de segurança e
para a aplicação dos requisitos de segurança;

v. Um sistema para implementação de, e acção sobre áreas críticas de segurança


(programa de medidas de segurança);

vi. Medidas para a promoção da segurança e prevenção de acidentes e um


sistema para controlo de riscos que envolva a análise e a forma de lidar com
acidentes, incidentes, reclamações, defeitos e falhas, e a continuidade da
monitorização da segurança;

vii. O sistema de auditoria e de revisão (internas) do sistema de segurança,


detalhando os sistemas e programas para controlo da qualidade da segurança;

viii. O sistema de registos de todas as instalações no aeródromo relacionadas com


a segurança, bem como os registos operacionais e de manutenção do
aeródromo, incluindo informação sobre o projecto e construção dos pavimentos
para aeronaves e a iluminação do aeródromo. O sistema deve permitir a fácil
recolha de registos;

ix. As competências e os programas de treino do pessoal (desenvolvimento dos


pontos 14 e 15 desta CIA), incluindo a revisão e avaliação da adequação do
treino do pessoal em cargos relacionados com a segurança e do sistema de
certificação para avaliação das suas competências;

x. A incorporação e aplicação de cláusulas de contrato relacionadas com


segurança nos trabalhos de construção no aeródromo.

18. Sistema de registo

Descrição do sistema de registo de movimentos de aeronaves. Em aeródromos


controlados deve ser permitido o registo e alteração de dados dos movimentos
incluindo as horas a que se realizaram, a inserção de voos não pré-programados no
horário diário, acompanhamento do progresso dos voos e registo de informações
enviadas pelos operadores e, quando aplicável, indicação da ocupação de infra-
estruturas, posições de estacionamento, tapetes, portas de embarque ou balcões de
atendimento (check-in).
…7/CIA 18/2008

19. Descrição pormenorizada da localização geográfica e cadastral do aeródromo

Elementos que devem constar do manual:

a) Localização do aeródromo, incluindo plantas do aeródromo com indicação das


instalações e equipamentos, a localização de cada manga de vento, zonas
limítrofes e envolventes do aeródromo com indicação da localidade mais
próxima e de quaisquer instalações e equipamentos localizados fora dos limites
do aeródromo;
b) Dados relativos ao registo de propriedade do aeródromo, terrenos onde se
encontra localizado e especificidades inerentes a essa titularidade.

20. Informação a ser divulgada através do AIS

Toda a informação aplicável constante do Capítulo 2 do Anexo 14 Vols. I e/ou II e do


Anexo 15, designadamente:

a) Nome (denominação do aeródromo), localização do aeródromo, coordenadas


geográficas do ponto de referência do aeródromo (ARP) determinadas nos
termos do Sistema Geodésico Mundial – 1984 (WGS 84), elevação (elevação e
ondulação geóide do aeródromo, elevação de cada soleira e ondulação geóide,
a elevação do fim da pista e quaisquer pontos significativos que existam ao
longo da pista, e a elevação mais alta da zona de aterragem de uma pista de
aproximação de precisão), temperatura de referência, detalhes do farol rotativo
(beacon) e identificação do operador do aeródromo (nome do operador do
aeródromo, endereço e números de telefone onde o representante designado
do operador do aeródromo possa ser contactado a qualquer hora).

b) Dimensões do aeródromo e informação relacionada, incluindo:

i. Caracterização da pista – rumo verdadeiro, número de designação,


comprimento, largura, localização de soleira deslocada, inclinação, tipo de
superfície, tipo de operação (VFR, IFR com instrumentos de não-precisão
ou de precisão, e categorias I, II ou III) e, para uma pista de aproximação de
precisão, a existência de uma zona livre de obstáculos (OFZ);

ii. Comprimento, largura e tipo de superfície da faixa ou da área de segurança


(nos heliportos), áreas de segurança nas extremidades da pista (RESA) e
áreas de paragem (stopways);

iii. Comprimento, largura e tipo de superfície dos caminhos de circulação


(taxiways);

iv. Tipo de superfície da placa de estacionamento (Apron) e das posições de


estacionamento das aeronaves (aircraft stands);

v. Comprimento e caracterização do solo na área livre de obstáculos


(clearway);
…8/CIA 18/2008

vi. Ajudas visuais para os procedimentos de aproximação, como por ex.,


sistema de luzes de aproximação e sistema indicador da inclinação para
aproximações visuais (PAPI, APAPI, HAPI, T-VASIS, AT-VASIS); marcação
e iluminação de pista, caminhos de circulação e placas de estacionamento;
outras orientações visuais e ajudas de controlo em caminhos de circulação
(incluindo posições de espera na pista, posições de espera n i termédia,
intersecção de caminhos de circulação e barras de paragem) e placa de
estacionamento, com localização e tipo de sistema visual de orientação
para estacionamento de aeronaves (visual docking system);

vii. Disponibilidade de energia de reserva para a iluminação;

viii. Localização e frequência-rádio dos pontos de verificação VOR do


aeródromo;

ix. Localização e designação de rotas padrão de circulação de aeronaves no


solo (standard taxi route);

x. Coordenadas geográficas no sistema WGS84, de cada soleira;

xi. Coordenadas geográficas no sistema WGS84, dos pontos notáveis do eixo


dos caminhos de circulação (taxilane);

xii. Coordenadas geográficas no sistema WGS84, de cada estacionamento de


aeronaves (stand);

xiii. Coordenadas geográficas no sistema WGS84, e elevação máxima de


obstáculos significantes nas áreas de aproximação e descolagem, nas
áreas de circuito de tráfego circundante e nas imediações do aeródromo
(esta informação pode ser apresentada sob a forma de cartas, tais como as
requeridas para a preparação de publicações de informação aeronáutica);

xiv. Caracterização do pavimento e sua resistência em função do PCN (obtido


de acordo com o sistema de classificação ACN – PCN);

xv. Identificação de um ou mais locais de verificação pré-voo do altímetro na


placa de estacionamento e a sua elevação;

xvi. Distâncias declaradas: distância disponível para corrida de descolagem


(TORA), distância disponível para descolagem (TODA), distância disponível
para aceleração-paragem (ASDA), distância disponível para aterragem
(LDA), e, apenas para os heliportos, distância necessária para a interrupção
da manobra de descolagem (RTODAH);

xvii. Extractos do plano de remoção de aeronaves imobilizadas: números de


telefone, telex e fax e endereços electrónicos do responsável, no
aeródromo, pela remoção de aeronaves imobilizadas na área de movimento
ou em local adjacente à mesma, informação sobre a capacidade de remover
…9/CIA 18/2008

uma aeronave imobilizada em relação ao avião crítico que o aeródromo tem


capacidade para remover;

xviii. Informação sobre salvamento e combate a incêndios: o nível de protecção


disponível, expresso em termos de categoria de serviços de salvamento e
combate a incêndios (que deve estar de acordo com o avião crítico
estabelecido para o aeródromo), referência à existência de protocolos
estabelecidos com corporações de bombeiros e, caso a categoria do
aeródromo seja inferior ou igual a 2 e, tratando-se de heliportos, H1, H2 ou
H3, o tipo e quantidade de agentes extintores normalmente disponíveis no
aeródromo.

c) Cartas aeronáuticas relativas à operação no aeródromo.

21. Procedimentos e medidas de segurança operacional

Elementos que devem constar do manual:

a) Sistema de registos – Especificação dos procedimentos para relatar quaisquer


alterações à informação do aeródromo constantes nas publicações de
informação aeronáutica e procedimentos para requerer a publicação de
NOTAM, incluindo:

i. Procedimentos para notificar quaisquer alterações ao INAC e registo da


declaração das alterações durante e fora do horário de funcionamento do
aeródromo;
ii. Nomes e cargos dos responsáveis pela notificação das alterações, e
respectivos números de telefone para contacto durante e fora do horário de
funcionamento do aeródromo;
iii. Moradas e números de telefone para onde as alterações devem ser
notificadas ao INAC (disponibilizadas pelo INAC).

b) Acessos à área de movimentos – Especificação dos procedimentos que tenham


sido desenvolvidos e que devam ser seguidos em coordenação com o agente
responsável, de forma a prevenir interferência ilegal na aviação civil no
aeródromo e de forma a prevenir entradas não autorizadas de pessoas,
veículos, equipamento, animais ou outras na área de movimento, incluindo:

i. Função do operador do aeródromo, do operador da aeronave, dos


operadores fixos no aeródromo, da entidade responsável pela segurança
no aeródromo, da autoridade de aviação civil e de outros departamentos
governamentais, na medida do aplicável;
ii. Nomes e cargos do pessoal responsável pelo controlo do acesso ao
aeródromo, e respectivos números de telefone para contacto durante e fora
do horário de expediente.
…10/CIA 18/2008

c) Plano de emergência do aeródromo – Especificação do plano de emergência do


aeródromo, incluindo:

i. Planos para lidar com emergências que ocorram no aeródromo ou em


zonas circundantes, sabotagem, incluindo ameaças de bomba (aeronave
ou infra-estrutura) e incidentes no aer ódromo que contemplem
considerações sobre “durante a emergência” e “depois da emergência”;

ii. Detalhes de testes sobre as instalações e equipamentos a serem utilizados


em emergências, incluindo a frequência com que os testes são efectuados;
detalhes dos exercícios efectuados para testar os planos de emergência,
incluindo a frequência dos mesmos;

iii. Lista de organizações, agências e pessoas com autoridade, tanto fora


como dentro do aeroporto, que tenham funções no aeródromo, bem como
os respectivos números de telefone e fax, endereços electrónico e SITA e
rádio frequências, caso seja aplicável;

iv. Constituição de um comité de emergência para organizar treinos e outros


preparativos para lidar com emergências (Comité de Emergência do
Aeródromo);

v. Nomeação de um comandante “no ol cal” (On-scene-comander) para a


operação de emergência no seu global;

vi. Registo, em anexo, dos exercícios efectuados no âmbito do plano.

d) Salvamento e combate a incêndios – Especificação das instalações,


equipamento, pessoal e procedimentos de forma a satisfazer os requisitos de
salvamento e combate a incêndios, incluindo:

i. Os critérios de dimensionamento dos recursos humanos e materiais a


afectar;

ii. Os recursos humanos e materiais disponíveis;

iii. Os nomes e cargos dos responsáveis;

iv. Os programas de manutenção do equipamento;

v. Os programas aplicáveis referidos no ponto 14 deste manual.

e) Inspecção à área de movimento e superfícies livres de obstáculos –


Especificação dos procedimentos para inspecção da área de movimento do
aeródromo e das superfícies limitativas de obstáculos, incluindo:
…11/CIA 18/2008

i. Procedimentos para inspecções regulares, periódicas e não programadas,


incluindo verificação do coeficiente de atrito da pista e medidas de
acumulação de água na pista e nos caminhos de circulação, durante e fora
dos horários normais de funcionamento do aeródromo;

ii. Procedimentos e meios de comunicação com o serviço de tráfego aéreo ou


de informação de voo, caso existam, durante uma inspecção;

iii. Procedimentos para manter um e


r gisto de inspecções efectuadas e
localização desse registo;

iv. Detalhes dos intervalos entre inspecções e regularidade com que são
efectuadas;

v. Lista de verificação para essas inspecções;

vi. Procedimentos para reportar os resultados das inspecções e acções de


acompanhamento dos resultados para garantir correcções de situações
irregulares ou inseguras;

vii. Nomes e funções dos responsáveis pelas inspecções, bem como


respectivos números de telefone para contacto durante e fora das horas de
serviço.

f) Ajudas visuais luminosas e sistemas eléctricos – Especificação dos


procedimentos para a inspecção, manutenção e testes da iluminação
aeronáutica (incluindo iluminação de obstáculos), sinais, marcas e sistemas
eléctricos do aeródromo, incluindo:

i. Procedimentos para inspecção durante e fora do horário de funcionamento


do aeródromo, e a lista de verificações para essas inspecções;

ii. Procedimentos para registar o resultado das inspecções e as acções


seguidas para corrigir deficiências;

iii. Procedimentos para manutenção de rotina e manutenção de emergência;

iv. Procedimentos para sistemas auxiliares secundários de fornecimento de


energia, se houver e, se aplicável, os detalhes de outros métodos para
obviar uma ruptura total ou parcial do sistema;

v. Nomes e funções dos responsáveis pela inspecção e manutenção da


iluminação, e respectivos números de telefone para contacto permanente.

g) Manutenção da área de movimento – Especificação das instalações e


procedimentos para a manutenção da área de movimento, tanto preventiva
como correctiva, incluindo:
…12/CIA 18/2008

i. Procedimentos para manutenção das áreas pavimentadas; procedimentos


para manutenção das pistas não pavimentadas e caminhos de circulação;

ii. Procedimentos para manutenção da faixa de pista e dos caminhos de


circulação;

iii. Procedimentos para manutenção do sistema de drenagem do aeródromo.

h) Segurança dos trabalhos e obras no aeródromo – Especificação dos


procedimentos necessários para planear e levar a cabo obras e trabalhos de
manutenção de forma segura (incluindo trabalhos que tenham de ser
executados com pouca antecedência) na área de movimento ou na
proximidade da área de movimento, e que possam perfurar as superfícies
limitativas de obstáculos, incluindo:

i. Procedimentos para comunicar com os serviços de tráfego aéreo ou de


informação de voo durante a execução dos trabalhos;

ii. Nomes, números de telefone e u f nções das pessoas e organizações


responsáveis pelo planeamento e execução dos trabalhos, assim como
procedimentos para contactar essas pessoas e organizações em qualquer
momento;

iii. Nomes e números de telefone, durante e fora das horas de expediente, dos
operadores com base fixa no aeródromo e operadores de aeronaves que
devam ser notificados dos trabalhos;

iv. Lista de distribuição de planos de trabalho; normas de segurança a cumprir


durante os trabalhos;

v. Sinalização da área de trabalhos;

i) Gestão da placa – Especificação dos procedimentos de gestão da placa de


estacionamento, incluindo:

i. Procedimentos de coordenação entre os serviços de tráfego aéreo e os


responsáveis pela gestão da placa; procedimentos para atribuição de
posições de estacionamento na placa;

ii. Procedimentos para lançamento de motor e push-back em segurança;


iii. Serviços de sinalização (marshalling);

iv. Serviços de guiamento de aeronaves por viaturas (Follow-me).

j) Gestão da segurança operacional da placa – Procedimentos para assegurar a


segurança operacional na placa, incluindo:
…13/CIA 18/2008

i. Protecção contra o sopro de jacto das aeronaves (jet blast);

ii. Aplicação das precauções de segurança durante as operações de


reabastecimento das aeronaves;

iii. Limpeza da placa;

iv. Lavagem da placa;

v. Procedimentos para reportar incidentes e acidentes na placa de


estacionamento;

vi. Procedimento para auditar o cumprimento das regras de segurança por


parte de todo o pessoal a trabalhar na placa.

k) Controlo de veículos no lado ar – Procedimentos para controlo de veículos à


superfície que operem na área de movimento ou nas zonas circundantes à
área de movimento, incluindo:

i. Detalhes das normas de circulação aplicadas (incluindo limites de


velocidade e meios para garantir o cumprimento das regras);

ii. Método de emissão de licenças ou outro título de autorização de condução


para operar veículos na área de movimento;

iii. Normas específicas de segurança na operação quando haja proximidade


de aeronaves;

iv. Segurança no abastecimento de combustíveis a aeronaves.

l) Gestão de riscos de intrusão de vida animal – Especificação dos


procedimentos para lidar com o risco apresentado às operações com
aeronaves devido à presença de pássaros ou mamíferos no circuito de voo da
aeronave ou na área de movimento, incluindo:

i. Procedimentos para determinar os riscos induzidos pela presença de


animais;

ii. Procedimentos para implementar programas de controlo da vida animal;

iii. Procedimentos para minorar a interferência da vida animal nas operações,


incluindo técnicas de dispersão;

iv. Procedimentos para notificação de colisão de aeronave com vida animal;


…14/CIA 18/2008

v. Nomes e funções dos responsáveis pelos riscos induzidos pela presença


de animais, e respectivos números de telefone durante e fora das horas de
serviço.

m) Controlo de obstáculos – Especificações que determinem os procedimentos


para:

i. Monitorização das superfícies limitativas de obstáculos e das cartas tipo A


para obstáculos na superfície de descolagem;

ii. Controlo de obstáculos sujeitos à autoridade do operador, tais como os


originados por obras no aeródromo e procedimentos para a respectiva
sinalização e divulgação;

iii. Monitorização da altura das construções ou de estruturas localizadas no


interior dos limites das superfícies limitativas de obstáculos;

iv. Controlo de novos empreendimentos nas zonas confinantes com o


aeródromo;

v. Notificação ao INAC da natureza e localização de obstáculos e


subsequente criação ou remoção de obstáculos, conforme o caso, incluindo
emissões de NOTAM e emendas às publicações de informação
aeronáutica.

n) Remoção de aeronaves – Especificação dos procedimentos de remoção de


aeronaves imobilizadas na área de movimento ou em zonas adjacentes à área
de movimento, incluindo:

i. Competências e funções do operador do aeródromo e do proprietário do


registo de propriedade da aeronave;

ii. Procedimentos para notificar o proprietário do registo de propriedade;

iii. Procedimentos para mediar o contacto com os serviços de tráfego aéreo;

iv. Procedimentos para obtenção do equipamento e pessoal necessários à


remoção da aeronave imobilizada;

v. Nomes, funções e números de telefone dos responsáveis pela remoção da


aeronave imobilizada.

o) Manuseamento e armazenamento de matérias perigosas – Especificação dos


procedimentos para um manuseamento seguro e armazenamento de matérias
perigosas no aeródromo, incluindo:
…15/CIA 18/2008

i. Procedimentos para preparação de áreas específicas para armazenamento


de líquidos inflamáveis (incluindo combustível destinado às aeronaves) e
quaisquer outras matérias perigosas;

ii. O método a ser seguido na recepção, armazenamento, distribuição e


manuseamento de matérias perigosas.
(Nota. – As matérias perigosas compreendem líquidos e sólidos
inflamáveis, líquidos corrosivos, gases comprimidos e materi ais
magnetizados ou radioactivos. Os procedimentos para lidar com derrames
acidentais de matérias perigosas devem estar incluídos no plano de
emergência do aeródromo).

p) Operações com baixa visibilidade – Especificação dos procedimentos a serem


introduzidos em operações com baixa visibilidade, incluindo a medição e
divulgação do alcance visual da pista, como e quando requerido, e os nomes e
números de telefone, para contacto durante e fora das horas de trabalho e fora
das horas de trabalho, das pessoas responsáveis pela medição do alcance
visual da pista.

q) Protecção das instalações de a r dar, ajudas rádio, telecomunic ações e


respectivas servidões – Especificação dos procedimentos para protecção dos
locais onde se encontram os radares e as ajudas de navegação por rádio, de
forma a assegurar que o seu funcionamento não seja degradado, incluindo:

i. Procedimentos para o controlo de actividades nas imediações do radar e


das instalações de apoio à navegação;

ii. Procedimentos para a manutenção do solo nas imediações dessas


instalações;

iii. Procedimentos para o fornecimento e instalação de sinalização que


notifique a presença de perigos de radiação de microondas.

r) Procedimentos para impedir a aterragem de aeronaves sempre que o


aeródromo esteja encerrado e descrição dos meios existentes para esse fim.

22. Cópia do seguro obrigatório de responsabilidade civil.

23. Quaisquer outras informações, procedimentos, etc., que caracterizem o


aeródromo e a sua operação ou que possam contribuir para a segurança e
normal funcionamento do aeródromo.

Nota: Sempre que se verificar o não cumprimento dos requisitos legais e gerais
estabelecidos em normativo apropriado, mas que foram objecto de derrogação
ou aprovação por parte do INAC em sede de processo específico decorrente de
situações legalmente previstas, esse facto deve ser referido no manual.