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CÂMARA DOS DEPUTADOS

Frente Parlamentar Evangélica

MANIFESTO À NAÇÃO

O Brasil para os Brasileiros

O monopólio da representação exercido pelos partidos políticos, uma vez ser


a filiação partidária requisito de elegibilidade, acabou por criar as condições objetivas para a
privatização do espaço público que hoje vivemos. Deveras, a corrupção endêmica e o
corporativismo tomaram o país de assalto, alienando o Estado do interesse público que
deveria presidi-lo. Em suma, o povo não vota em quem quer, mas sim em quem os partidos
políticos permitem, dessa forma afunilando demasiadamente o processo democrático. Dessa
feita, como ocorre em qualquer monopólio, distorções foram cunhadas, sendo a mais patente
delas a criação das oligarquias partidárias, com todas as disfuncionalidades daí decorrentes e 1
que há muito são testemunhadas pelos cidadãos brasileiros.

Divorciadas dos anseios populares, muitas agremiações partidárias sentiram o


peso da reprovação popular no último dia 7 de outubro, diminuindo consideravelmente sua
representação congressual. Logo, alterar as regras do sistema eleitoral e romper com o
monopólio da representação, no sentido de aproximar os parlamentares de seus eleitores e de
criar vida orgânica e democracia nos partidos, é medida que se impõe. Contudo, até que isso
ocorra, o Brasil não pode esperar. Nesse sentido, e diante do novo Brasil que se ora descortina
pela revolução democrática advinda do processo eleitoral em curso, a Frente Parlamentar
Evangélica cumpre seu papel histórico de apresentar à Nação brasileira sua contribuição, na
forma de uma agenda mínima para que se restitua o Estado ao seu único e verdadeiro dono:
o Povo brasileiro.

De fato, para além da pauta tradicionalmente por nós defendida, - de


preservação dos valores cristãos e de defesa da família -, compreendemos que é chegada a
hora de darmos uma contribuição maior à sociedade, a qual seja consentânea aos mais de 45
milhões de eleitores brasileiros que professam a fé evangélica. Nesse sentido, cerca de 180
parlamentares federais que comungam dessa visão de mundo foram eleitos no último pleito,
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o que por si só demonstra a importância deste documento programático, o qual servirá de


base de atuação da Frente Parlamentear Evangélica na próxima legislatura.

Estruturado em 4 eixos principiológicos que se subdividem em 16 diretrizes,


o plano “O Brasil para os Brasileiros” é um verdadeiro planejamento estratégico. Fundado
sobre os eixos MODERNIZAÇÃO DO ESTADO, SEGURANÇA JURÍDICA, SEGURANÇA FISCAL e
REVOLUÇÃO NA EDUCAÇÃO, o plano foi confeccionado para oferecer soluções para os
principais gargalos do desenvolvimento nacional. De fato, tendo a modernização do Estado
como o ponto de partida de um amplo processo de transformação da cultura político-
administrativa brasileira, o programa pugna que as bases de um novo Brasil se darão em cima
do tripé segurança jurídica, segurança fiscal e revolução na educação. Afinal, são
conceitos que uma vez aplicados na condução dos negócios de Estado, se retroalimentam em
um círculo virtuoso, propiciando estabilidade econômica e institucional perenes, associadas
ao desenvolvimento econômico e social substantivo.
2
Assim, ora viemos a público apresentar a síntese analítica de tal projeto,
demonstrando os valores-base que orientaram sua confecção, assim como alguns exemplos
de medidas de sua aplicação concreta. Com isso, esperamos dar a contribuição dos
parlamentares da Frente Parlamentar Evangélica para o Novo Brasil que todos queremos.

Viva o povo brasileiro! Que Deus abençoe o Brasil!

Feliz a nação cujo Deus é o SENHOR. Sl, 33:12, b.

Brasília, Capital da República, em 24 de outubro de 2018.

FRENTE PARLAMENTAR EVANGÉLICA


CÂMARA DOS DEPUTADOS
Frente Parlamentar Evangélica

TÁBUA SISTEMÁTICA DE MATÉRIAS

EIXO I - MODERNIZAÇÃO DO ESTADO.


1.1. Enxugamento da máquina e racionalidade administrativa.
1.2. Desburocratização, governança e transparência.
1.3. Governo digital e efetividade dos serviços públicos.
1.4. Princípio constitucional da subsidiariedade e as parcerias com o setor privado.

EIXO II - SEGURANÇA JURÍDICA.


2.1. A Segurança Jurídica como valor fundamental.
2.2. Consolidação normativa, racionalidade e cidadania.
2.3. O devido processo legal e o Novo Processo Administrativo brasileiro.
3

EIXO III- SEGURANÇA FISCAL.


3.1. Modernização tributária: racionalidade e justiça fiscal.
3.2. Modernização previdenciária: sustentabilidade econômica e combate aos privilégios.
3.3. Responsabilidade fiscal e independência da Autoridade Monetária.
3.4. Modernização Comercial: a nova “abertura dos portos às nações amigas”.

EIXO IV – REVOLUÇÃO NA EDUCAÇÃO

4.1 Mérito: a base de um sistema educacional de sucesso.


4.2 Escola sem ideologia e escola sem partido.
4.3 O novo ensino superior brasileiro.
4.4 Eficientização dos recursos destinados à educação. prioridade à universalização do ensino
básico e técnico de qualidade.

SÍNTESE ANALÍTICA
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EIXO I - MODERNIZAÇÃO DO ESTADO.

De fato, na ordem do dia da Nação a mais urgente de todas as pautas é, sem


dúvida alguma, a modernização do mastodôntico Estado brasileiro. Exageradamente grande e
sistematicamente ineficiente, o Estado foi erigido em plagas brasileiras sob a égide do
patrimonialismo, tornando-se um fim em si mesmo há muito divorciado dos anseios da 4
população que o sustenta a duras penas.

A modernização do Estado tem o objetivo de aumentar a eficiência e de reduzir


custos por meio da revisão da estrutura administrativa do Poder Executivo Federal, evitando o
retrabalho, a sobreposição de competências, a perda da geração de capacidade de inovar, a
ausência de ganho de produtividade e a não adoção de práticas racionais na gestão pública. É
parte de um instrumento de governança moderno, auxiliando, direta e indiretamente, a
transparência e o controle da Administração Pública. Não se trata unicamente de reduzir o
tamanho da Administração Federal, mas também de propiciar que esta opere com estruturas
mais eficientes, isto é, que possam compatibilizar os custos entre os meios e os objetivos do
Estado para que este seja eficaz nas suas ações.

A atual estrutura orgânica tornou o Estado excessivamente intervencionista,


gerador de déficits, incapaz de atender de forma eficaz às demandas da sociedade. Esvaziou,
por causa do seu tamanho e complexidade, a capacidade de o Estado planejar suas políticas
públicas. Tornou o Governo vulnerável no controle da corrupção, comum em estruturas
excessivamente burocráticas. Por fim, contribuiu para a desmotivação de seus quadros de
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servidores e para a perda de sinergia e coordenação entre os órgãos que compõem a


Administração Pública.

Enfim, nos dias de hoje, mais do que ajudar, a principal tarefa do Estado é
parar de atrapalhar o cidadão e, em especial, o empreendedor, única fonte de geração das
riquezas do país. Sinergia é a palavra de ordem e eficiência, eficácia e efetividade são os
desafios das instâncias de Governo.

1.1 - ENXUGAMENTO DA MÁQUINA E RACIONALIDADE ADMINISTRATIVA.

O gigantismo do Estado brasileiro contrasta com suas entregas acanhadas


diante das muitas necessidades dos cidadãos. No Brasil, ser servidor público é anseio dos
jovens, – em detrimento do empreendedorismo ou de uma carreira na iniciativa privada –,
5
tendo em vista o fim em si mesmo que o funcionalismo se tornou: um conjunto de privilégios,
com estabilidade, independentemente de qualquer avaliação de desempenho ou de satisfação
de seu cliente, o cidadão.

O governo e sua burocracia não devem ser o fim do Estado. É a completa


inversão da finalidade da formação de uma sociedade política. O governo deve ser o
instrumento para o Estado conseguir atingir seu fim, que é o bem comum, de todos os
indivíduos, para o Estado conseguir atingir seu fim, que é o bem comum, de todos os
indivíduos, empresas e organizações. A estrutura orgânica atual do Estado brasileiro não
permite essa desestatização ou desregulamentação das suas atividades, pois um governo que
possui milhares de órgãos acaba trabalhando para manter única e exclusivamente sua
burocracia.

Nesse sentido, o "enxugamento” da Administração Federal é essencial para


limitar a ação regulamentadora e intervencionista do Estado. Ademais, uma reforma orgânica
propicia a conquista e o apoio da sociedade, já cansada de tanto desperdício e da falta de
recursos para as funções precípuas do Estado. O caminho inicial pode ser a redução imediata
dos atuais 28 para 15 entes ministeriais.
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A partir desse momento, com tamanho exemplo, o Governo ganharia


autoridade para confrontar corporações mais fortes e igualmente nocivas aos interesses
nacionais, estendendo essa tendência aos demais Poderes constituídos. Há de simplificar a
máquina administrativa, liberando-a de encargos delegáveis ou, como em grande parte das
vezes, desnecessários. A estrutura orgânica atual do Estado brasileiro não permite essa
desestatização ou desregulamentação das suas atividades, pois um governo que possui
milhares de órgãos acaba trabalhando para manter única e exclusivamente sua burocracia.

Logo, urge não apenas diminuir o tamanho do Estado (sua intervenção no


domínio econômico e sua estrutura), como suas atividades devem ser desenvolvidas sob o
primado da racionalidade administrativa: planejamento, eficiência, eficácia e efetividade.

Ações propostas:
6
Proposta Detalhamento

Redução do número de Dos atuais 29 para 15, de forma estruturada e orgânica. Com
ministérios essa medida se calcula a redução de até 600 cargos
comissionados, representando um corte de 20% do total de
cargos DAS e FCPE hodiernamente empregados nas áreas
meio dos ministérios. Além disso, são inegáveis os ganhos de
produtividade obtidos pela maior transversalidade e
organicidade no trato dos assuntos dentro da Administração.

Proposta de nova
Nas alíneas constam as estruturas institucionais provenientes
estrutura ministerial
de ministérios extintos que serão adicionadas à pasta
supérstite. Os entes ministeriais que não tiverem observações
expendidas em alíneas mantêm sua estrutura organizacional
intacta. Em um estúdio mais aprofundado, poderão ser
extintas diversos órgãos finalísticos com competência
sobreposta.
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1. Casa Civil da Presidência da República (sendo


responsável pelas áreas fim da Presidência).
a) Subchefia de Assuntos Parlamentares;
b) Subchefia de Assuntos Federativos.
2. Secretaria-Geral da Presidência da República (sendo
responsável pelas áreas meio da Presidência).
3. Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da
República.
4. Ministério da Defesa.
5. Ministério da Justiça.
a) Ministério dos Direitos Humanos;
b) Secretaria Nacional da Juventude;
c) Secretaria de Inspeção do Trabalho, com um
Departamento de Registro Sindical;
d) Coordenação-Geral de Imigração.
6. Ministério da Segurança Pública.
7. Ministério das Relações Exteriores.
8. Ministério da Infraestrutura Nacional.
a)
b)
Ministério das Minas e Energia;
Ministério dos Transportes;
7
c) Secretaria de Radiodifusão;
d) Secretaria de Telecomunicações;
e) Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT.
9. Ministério do Desenvolvimento Regional.
a) Ministério das Cidades;
b) Ministério da Integração Nacional.
10. Ministério da Economia.
a) Ministério da Fazenda;
b) Ministério do Planejamento.
11. Ministério do Agronegócio.
a) Ministério da Agricultura;
b) Ministério do Meio Ambiente;
c) Secretaria Especial da Pesca;
d) Secretaria Especial da Agricultura Familar e do
Desenvolvimento Agrário.
12. Ministério da Educação, Cultura, Desporto, Ciência e
Tecnologia.
a) Ministério da Educação;
b) Ministério da Cultura;
c) Ministério dos Esportes;
d) Ministério da Ciência e Tecnologia.

13. Ministério da Saúde.


14. Ministério do Desenvolvimento Social.
15. Ministério da Produção Nacional.
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a) Ministério da Indústria e Comércio;


b) Secretaria de Políticas Públicas para o Emprego, com
um Departamento de Economia Solidária;
c) CCFGTS;
d) CODEFAT.

OBS 1: CGU e AGU ficam ligados diretamente ao Presidente


da República, sem status de ministério.

Extinção de todos os Eliminando a figura dos “chefes de si mesmo” na estrutura


cargos DAS e FCPE dos Ministérios remanescentes, ora consubstanciados nos
101.1 e 101.2 cargos comissionados de chefia níveis 1 e 2, serão extintos
10.538 cargos comissionados no Governo Federal sem
prejuízo do serviço, reduzindo quase pela metade o número
de cargos de livre nomeação e exoneração no âmbito do Poder
Executivo, com economia esperada de mais de meio bilhão de 8
reais por ano.

Unificação das áreas Além dos imensos ganhos em produtividade, escala e


meio dos Ministérios segurança jurídica, a unificação das áreas meio dos
ministérios em três órgãos centrais (Gestão de Pessoas,
Gestão de Recursos Logísticos, e de Planejamento,
Orçamento, Finanças e Contabilidade), reduzirá em 90% os
cargos comissionados utilizados nas áreas meio do
Governo Federal (de 3.000 para cerca de 300).

Criação das Casas da Unificação de todas as superintendências e escritórios


União nos Estados regionais de ministérios nas capitais dos Estados
Federados em um único local, propiciando assim não apenas
a economia de recursos (visto que todas se utilizarão do
mesmo imóvel e da mesma área meio), como facilitará em
muito a vida do cidadão, o qual terá acesso a todo o Serviço
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Público Federal em apenas um local.

Centralização do sistema De forma complementar às medidas de racionalização por


de autorização de meio do uso de tecnologia da informação, abaixo transcritas,
viagens e pagamento de sugere-se que a autorização de viagens e pagamento de diárias
diárias de todo o Governo Federal deva ser centralizada em um único
órgão, que adote critérios rígidos de concessão de diárias e
passagens áreas e de posterior prestação de contas.
Exceção a esse procedimento seria aplicável apenas à alta
Administração Pública Federal (ministros e secretários).

Criação de um programa Deve haver a criação de um programa, instituído por lei, de


nacional de conclusão de priorização da conclusão de obras públicas, com a
9
obras inacabadas. coordenação da Presidência da República (que poderia
inclusive definir limites de empenho e financeiros para as
dotações vinculadas ao programa), e com destinação
prioritária das verbas de investimentos do Orçamento Geral
da União para a execução das obras no âmbito do mesmo
(vedado o contingenciamento orçamentário), com um
regime especial de licenciamento ambiental (simplificado e
de análise prioritária), e com um sistema informatizado de
monitoramento das obras em tempo real (com
obrigatoriedade de fornecimento de dados pelos ministérios
finalísticos, com prazo peremptório para prestação de
informações, sob pena de responsabilidade), com a definição
de uma metodologia única de apuração e de lançamento de
dados sobre a execução das obras por parte dos ministérios
responsáveis.
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Uso intensivo da Com o advento da modernização das leis trabalhistas


terceirização de mão de recentemente ocorrida, amplamente ratificada pelo STF,
obra entende-se que a utilização de mão de obra terceirizada no
âmbito do serviço público deve ser potencializada, devendo
ser amplamente utilizada em todas as atividades que não
sejam tipicamente estatais e que não requeiram o uso do
poder de polícia administrativa. Com isso, não apenas se
reduzem custos, como se prestigia o servidor concursado, que
atuará apenas nas atividades mais nobres da Administração.

Ampliação do tempo e Como forma de qualificar o Serviço Público, o prazo para


exigências para adquirir estabilidade do servidor deve ser ampliado para 6 (seis)
estabilidade no Serviço anos, com a realização de provas objetiva e discursiva 10
Público anuais (cuja aprovação seja necessária para a continuidade no
serviço), produzidas e aplicadas pela ENAP – Escola Nacional
de Administração Pública.

Capacitação da Alta A Alta Administração Pública Federal (ministros, secretários


Administração Pública e diretores) deve obrigatoriamente frequentar um curso de
Federal imersão em Gestão Pública anualmente. Caso o nomeado
seja estranho aos quadros do Serviço Público, deve realizar
curso intensivo me Gestão Pública nos primeiros 15
(quinze) dias após a nomeação, com realização de prova
objetiva de conhecimentos básicos ao final do curso.

1.2 – DESBUROCRATIZAÇÃO, GOVERNANÇA E TRANSPARÊNCIA.


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A burocracia descrita por Max Weber hoje é conhecida por suas disfunções. Na
origem, os fundamentos da boa burocracia seriam o poder institucionalizado (e não o poder
do carisma e/ou da tradição), acompanhado de uma cadeia formal e explícita de comando e
informações, foco na especialização dos colaboradores, registro escrito e separação do
indivíduo do cargo que ocupa. Nada que leve a crer que a burocracia prega a procrastinação
do processo administrativo. Torná-la um fim em si mesma: esta é a disfunção que fez o termo
ser visto como pejorativo. A verdade do processo precisa estar registrada nos autos. Os
responsáveis precisam ser identificados. Uma leitura do moderno PMBOK (Project
management book of knowledge), da lavra do PMI, por exemplo, apenas reforça tal
convicção. O apelo das forças produtivas nacionais, repise-se, é que com a atual configuração
disfuncionala burocracia apenas deixe de interferir e diminua sua presença, tendo em vista, no
geral, apenas atrapalhar.

Nesse sentido, em 18 de julho de 2017 foi publicado no Diário Oficial da


11
União o Decreto n.º 9.094, simplificando o atendimento prestado aos usuários de serviços
públicos. Diversas foram as medidas inseridas nessa norma para desburocratizar os serviços
prestados pelo Estado, entre eles a dispensa de reconhecimento de firma com a presunção de
boa-fé do usuário, a emissão eletrônica de certidões e atestados, a racionalização de métodos e
procedimentos de controle. Chegaram em boa hora, momento em que o Brasil precisa se
adequar a uma realidade de um mundo extremamente competitivo. Essas ações fazem a
diferença entre permanecer e sair do mercado global de produtos e de serviços.

Entretanto, em que pese a necessidade de mecanismos como esse, o Governo


precisa ir além. É unânime a opinião de que o Estado brasileiro é muito grande, pesado, e
carece de agilidade e eficiência. A implementação das medidas de desburocratização já
mencionadas neste estudo, tal qual as abaixo arroladas, podem fazer a diferença entre o
sucesso e o fracasso de uma nova visão de Estado. Excesso de níveis hierárquicos, inflação de
processos de controle e sobreposição de competências retiram a eficácia e comprometem a
redução da burocracia governamental e, consequentemente, aumentam o espaço para a
corrupção.
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Ações propostas:

Proposta Detalhamento

Disponibilização de O cidadão-cliente precisa/deve estar conectado


aplicativo celular para permanentemente com as atividades de governo e, para isso,
utilização do Portal da um aplicativo para os telefones móveis mostra-se como o de
Transparência. melhor resultado.

Gestão estratégica Uso de mapas estratégicos corporativos, compostos por


baseada no BSC. objetivos, indicadores e metas, de fácil comunicação e que
12
(Balanced Scorecard, em permitem uma gestão focada na tomada de decisão qualificada.
português seria traduzido
como "Indicadores
Balanceados de
Desempenho", é uma
metodologia de medição
e gestão de desempenho
desenvolvida em 1992
pelos professores da
Harvard Business School
(HBS) Robert Kaplan e
David Norton).

Gestão de Projetos Padronização dos projetos estratégicos, com customização


Estratégicos baseada no para gerenciamento por ferramenta automatizada – MS
PMBOK/PMI (O guia Project – alinhada com o mapa estratégico.
Project Management
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Body of Knowledge Uma boa prática não significa que o conhecimento e as práticas
(PMBOK) é um conjunto devem ser aplicados uniformemente a todos os projetos, sem
de práticas na gestão de considerar se são ou não apropriados.
projetos organizado pelo
“O Guia PMBOK fornece e promove um vocabulário comum
instituto PMI e é
para se discutir, escrever e aplicar o gerenciamento de projetos
considerado a base do
possibilitando o intercâmbio eficiente de informações entre os
conhecimento sobre
profissionais de gerência de projetos.
gestão de projetos por
profissionais da área. O O guia é baseado em processos e subprocessos para descrever
Guia PMBOK identifica de forma organizada o trabalho a ser realizado durante o
um subconjunto do projeto. Essa abordagem se assemelha à empregada por outras
conjunto de normas como a ISO 9000 e o Software Engineering Institute's,
conhecimentos em CMMI.” 13
gerenciamento de
projetos, que é
amplamente reconhecido
como boa prática, sendo
em razão disso, utilizado
como base pelo Project
Management Institute
(PMI).

Criação do Processo O Processo Único de Licença, a ser instituído por lei, prevê a
Único de Licença criação da Câmara Brasileira de Licenciamento, onde todos os
órgãos federais responsáveis por licenciamento estejam
reunidos, assim como os órgão de controle (MPF, TCU,
CGU) . Uma vez o pedido de licença ser protocolado, o
processo é distribuído simultaneamente a todas as áreas
competentes, que terão prazo comum e peremptório de 60
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dias para emitirem seus pareceres. Caso não haja emissão de


licença no prazo legal ela será considerada tacitamente
outorgada, e o empreendimento poderá ser iniciado, desde que
feito seguro para cobrir eventuais danos. Nesse caso, na
ocorrência de sinistro, caso não haja cobertura por parte da
seguradora, a empresa e seus sócios são solidariamente
responsáveis por eventuais danos ocorrentes, com
responsabilidade objetiva. Dada a importância estratégica do
tema, a Câmara Brasileira de Licenciamento não poderá ter
recursos orçamentários contingenciados, terá poder de
requisição de servidores públicos (apenas imponível à
Presidência da República), e poderá fazer a contração de
consultorias em um processo de licitação simplificado. 14
Instituição do Sistema O processo decisório deixa de ser unipessoal e passa a ser
de Governança compartilhado por no mínimo 3 (três) servidores. Os ganhos
Colegiada em qualidade decisória, transparência e mitigação de atos de
corrupção são incontestes nas organizações que já adotaram
esse sistema.

Extinção de todos os Com tal medida, além da redução pela metade da quantidade de
cargos DAS e FCPE cargos comissionados do Governo Federal já explicitada, se
101.1 e 101.2 busca otimizar e desburocratizar o Serviço Público, que
terá reduzido em um terço os níveis de decisão da máquina
pública (de 6 ara 4), com ganhos superlativos nos quesitos
tempo, produtividade e efetividade.

1.3 - GOVERNO DIGITAL E EFETIVIDADE DOS SERVIÇOS PÚBLICOS.


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A revolução digital é uma realidade. Os últimos 2 anos foram prodigiosos para


alinhar o Governo Federal com a agenda tecnológica “G2C”, ou “government to citizen”,
tendo em vista a realidade da base instalada de telefones móveis com capacidade de
processamento de dados que, aliás, já ocupam o topo do ranking de como o cidadão acessa a
rede mundial de computadores. Alguns projetos já consolidados e seus resultados, como o
aplicativo SINE Fácil (com seus dois módulos em operação, a saber, trabalhador e
empregador), o eSocial e a Carteira de Trabalho e Previdência Social digital são indicadores
da relevância deste tópico.
Mas há desafios a serem vencidos para alinhar o Brasil às melhores práticas
mundiais. A infraestrutura dos órgãos federais ainda apresenta precariedades, em especial no
tópico da transmissão de dados e da conectividade, que, em parte, comprometem a meta de
digitalização absoluta dos serviços prestados pelo governo. A identificação pessoal ainda
guarda resquícios de uma cultura cartorial, baseada em papel e reconhecimento de firma em 15
assinaturas. A biometria caminha velozmente e, em contextos mais avançados, utiliza o
reconhecimento facial e não mais a impressão digital.

Ações propostas:

Proposta Detalhamento

Uso intensivo de vídeo- Limitar ao máximo as necessidades de deslocamento dos


conferência servidores para outras localidades, diminuindo a despesa,
portanto, diárias e passagens.

Disseminação do Unificando os protocolos às unidades do Governo Federal,


Processo Eletrônico possibilitando o acompanhamento – e, em alguns casos a
entrada –, de processos pelo cidadão.

Teletrabalho intensivo Com a possibilidade da centralização das atividades de


para os servidores que governo em sedes únicas nos estados, – Projeto Casas da
não atendam União –, com o compartilhamento da área meio e de recursos
diretamente o público logísticos, faz todo o sentido manter o pessoal de serviço
técnico especializado da localidade em teletrabalho, com
espaço de trabalho apenas temporário na sede, com redução
dos custos de deslocamento, custos prediais e outros
insumos, assim como o aumento da produtividade,
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conforme comprovado por vasta literatura especializada.

Ampliação do Portal Ampliação de seu escopo, o tornando portal absoluto para as


Comprasnet aquisições governamentais, devidamente normalizado e
normatizado, com parâmetros e métricas claras e objetivas.
Caracterização dos itens a serem cotados de forma sintética
para possibilitar a comparação de preços e especificações.

Contratação da Dataprev Em órgãos como o Ministério do Trabalho – onde são


e do Serpro de forma fornecedores exclusivos ou em duopólio – não faz sentido o
simplificada uso de todos os ditames das Instruções Normativas para a
aquisição de Tecnologia de Informação.

Agenda digital de Modernização e desburocratização dos serviços públicos, com


governo redução de custos para o Estado e aumento de eficiência,
eficácia e efetividade para o cidadão.

INSS digital Agilizar e facilitar o atendimento ao cidadão, através da rede


mundial de dados e aplicativos, de forma complementar ao
atendimento nas agências físicas.
16
Ampliar o atual leque de serviços no portal Meu INSS com a
implantação do Serviço de Prova de Vida, para garantir a
identificação do beneficiário, validar seus dados e garantir o
recebimento dos benefícios.
Menos filas e mais qualidade no serviço para o cidadão e
menos custos para o erário.

Combate à fraude em Combate à fraude nos benefícios trabalhistas, como Seguro-


benefícios Desemprego e Seguro-Defeso, através do cruzamento das
bases de dados governamentais e com o avanço das
tecnologias de identificação dos cidadãos.
Combate à fraude nos benefícios previdenciários.
Combate à fraude nos benefícios assistenciais.

Benefícios 100% web Liberação de benefícios – como o Seguro-Desemprego – de


forma totalmente digital, desde a solicitação até a concessão,
com o incremento dos documentos digitais (como a CTPS) e
da identificação do cidadão, de forma transparente e mais
segura.

Leilão da Folha de Oferecer à iniciativa privada, por meio de leilão, a


Pagamento de Benefícios possibilidade de pagamento de benefícios (que hoje
consomem boa parte de recursos em contratos firmados com a
Caixa Econômica e com o Banco do Brasil).
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Gestão Pública Oferta de serviços de informações inteligentes, de alto valor


Estratégica Digital agregado, para a tomada de decisões e o alinhamento de
agendas, em especial as digitais, para gerar sinergia entre os
serviços ofertados à população.

Cadastro Básico do Criação de uma base de identificação do cidadão, a partir de


Cidadão um máster data management, para qualificar os dados
cadastrais do cidadão e aprimorar a auditoria destes dados.

Processamento de dados Implantação da nuvem de dados do Governo Federal (Gov


em Nuvem Cloud).

Autenticação digital Ampliação das possibilidades de autenticação por meio do


Núcleo de Autenticação Interbancária (NAI) para acesso à
plataformas governamentais nos moldes do que é feito para
acesso a serviços de internet banking.

Visão de Governo 360o Acompanhamento em tempo real de toda a gestão


governamental através de salas de situação à disposição do
Presidente da República, Ministros e Secretários-Executivos,
17
e de escritório de gerenciamento de projetos governamentais
estratégicos.
Interligação cidadãos e municípios distantes dos grandes
centros, de forma digital e remota.

Prontuário Eletrônico no Disponibilizar e compartilhar dados para atendimento do


SUS cidadão na rede pública, com registro de procedimentos e
medicação e, também, do nível de satisfação do paciente com
os serviços.

Qualificação profissional Disponibilização de cursos on-line, a partir da criação de hubs


digital tecnológicos entre universidades e escolas técnicas.

Guarda de informações Digitalização e guarda de todas as informações, processos e


documentos sensíveis da gestão pública, disponível em
ambiente de nuvem e com cópia em mídia de longa duração.

Rastreabilidade de itens Acompanhamento, pelo cidadão e pelos órgãos de governo, de


sensíveis itens como remédios (e também armamentos e munições),
através de informações de origem, lote, validade e outros.

Cadastro Digital Registro eletrônico da Pessoa com Deficiência para coletar,


Nacional de Inclusão processar, sistematizar e disseminar informações que
permitam a tomada de decisão e implantação de projetos e
políticas públicas para apoiar o cidadão nesta situação
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Computação cognitiva Implantar soluções de computação cognitiva e preditiva, para


a oferta de serviços inteligentes e antecipação de problemas
para solução mais rápida ou, até, prevenção dos mesmos

1.4 – O PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA SUBSIDIARIEDADE E AS PARCERIAS


COM O SETOR PRIVADO.

Dita a Constituição da República, em seu art. 1731, que o Estado só deve atuar
no domínio econômico quando o particular não puder desenvolver a atividade com bom
desempenho. Eis o princípio da subsidiariedade, tão maltratado pelo Estado brasileiro.
Renová-lo como um princípio de atuação da Administração Pública é tarefa de primeira hora 18
para todos aqueles que pensam em um Brasil mais eficiente e competitivo.

De fato, o material da Reforma do Estado, introduzida na Administração


Pública Federal na década de 90 do século passado, já trazia em seu bojo a separação das
atividades típicas de Estado (como o poder de polícia), daquelas passíveis de cessão em
diversas modalidades à iniciativa privada e/ou à sociedade civil organizada. Para estas
últimas, cabe o Estado apenas selecionar os melhores parceiros e monitorar seu trabalho,
prestando o auxílio que lhe cabe para garantir o bem-estar da sociedade.

O marco jurídico da matéria foi ampliado nos últimos 2 anos, em especial com
a publicação do Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (MROSC), e
com a Lei que instituiu o PPI – Programa de Parcerias e Investimentos do Governo
Federal, o qual tem se mostrado efetivo (191 projetos selecionados, 103 efetivamente
desestatizados, o que corresponde a 54% da carteira concluída em apenas 28 meses, com
228,3 bilhões de reais em investimentos).

1
Artigo 173, caput: "Ressalvados os casos previstos nesta Constituição, a exploração direta de atividade
econômica pelo Estado só será permitida quando necessária aos imperativos da segurança nacional ou a
relevante interesse coletivo, conforme definidos em lei".
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Ações como o PPI mostram qual o Estado brasileiro tem condições de


estabelecer parcerias virtuosas com a iniciativa privada em favor da população (gerando
melhor infraestrutura, competitividade e emprego e renda, assim como reforçando os cofres
públicos), não precisando se socorrer de expedientes manifestamente deletérios para
sociedade como, por exemplo, o projeto de retomada do funcionamento de casinos. Afinal,
como é de amplo conhecimento, o jogo é fator de destruição da família e forte ensejador da
lavagem de capitais.

Dessa feita, o que deve se fazer é, aproveitando os marcos legais já


constituídos, potencializar ações de parcerias entre o Estado e o setor privado mediante
iniciativa e empenho político, fazendo alterações pontuais no arcabouço normativo e abrindo
a Administração para alternativas inovadoras.

Abaixo, este documento traz à lume importantes sugestões para o Estado 19


brasileiro ampliar o volume de investimentos privados em infraestrutura no Brasil.
Estimativas recentes indicam que o Brasil precisará investir cerca de R$ 8,7 trilhões em
infraestrutura nos próximos 20 anos.

Ações propostas:

Proposta Detalhamento

Transferência da manutenção Entrada em operação de 145 UPAs e 993 UBSs,


das UPAs e UBSs para a concluídas, mas fora de operação por falta de recurso
sociedade civil dos Estados Federados, por intermédio de convênios
ou contratos de gestão com Organizações Sociais,
OSCIPs, ou entidades da Sociedade Civil
Organizada.

Continuidade e fortalecimento do Resta provado a pouca capacidade do governo


PPI – Programa de Parcerias e federal administrar de forma centralizada toda a
Investimentos, como um logística deste país-continente. As parcerias com
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programa de Estado, ligado grupos privados, especializados, e que podem lançar


diretamente à Presidência da mão de financiamento internacional para o
República estabelecimento de parcerias, mostra-se um caminho
sensato e possível para reverter o atual estado de
abandono da malha do país, o que aumenta o “custo
Brasil”, com perdas substanciais de competitividade.

Para tanto, o Programa de Parcerias de Investimentos


(PPI) foi criado pela Lei nº 13.334 de 2016, com a
finalidade de ampliar e fortalecer a interação entre o
Estado e a iniciativa privada, por meio da celebração
de contratos de parceria e de outras medidas de
desestatização, tendo 3 eixos de atuação: DIÁLOGO
/ SEGURANÇA JURÍDICA / PREVISIBILIDADE.
20
Em agosto de 2018, com a venda de três
distribuidoras de energia da Eletrobrás, chegou a 100
o número de projetos leiloados pelo programa. Na
conta, entram aeroportos, terminais portuários, usinas
hidrelétricas, linhas de transmissão de energia e as
distribuidoras.

Os leilões geraram R$ 46,3 bilhões em outorgas


(pagamento fixo que a concessionária faz ao longo da
concessão pelo direito de explorar um bem público),
e mobilizaram investimentos de R$ 228,3 bilhões.

O PPI obteve excelentes resultados em pouco mais


de dois anos de Programa. Houve a participação de
empresas de mais de 20 países. O baixo grau de
investimento foi superado, demonstrando segurança
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jurídica.

Fundamental a permanência da PPI na estrutura da


Presidência da República, pois a mesma é a porta de
entrada para quem quer investir em infraestrutura no
Brasil. Ademais, dessa forma se demonstra a
importância e relevância que o tem para o Governo,
aumentando a solidez e a credibilidade internacional
do mesmo. Por fim, há um motivo institucional: o
Presidente da República é o presidente do Conselho
do PPI.

Criação de uma Diretoria Tal diretoria teria a prerrogativa de emitir vistos de


Especializado para Negócios com trabalho para empresas estrangeiras licitadas no
21
estrangeiros no âmbito da SPPI programa, de verificar de forma conclusiva os
documentos de habilitação (permitida a
autodeclararão), promover a atração de investimentos
mediante divulgação e publicidade no exterior dos
ativos habilitados no Programa.

Criação da Câmara de Licitação Tal Câmara, a ser instituída por lei, onde estejam
de Ativos no âmbito do PPI reunidos SPPI, Casa Civil, AGU, Ministério da
Infraestrutura, órgãos de licenciamento
ambiental, assim como representantes de usuários,
investidores nacionais e estrangeiros, e também
agências reguladoras e órgãos de controle (MPF,
TCU, CGU), servirá como um órgão de
aperfeiçoamento constante do processo licitatório de
ativos a serem desestatizados, os quais terão maior
agilidade, uma vez que todos os órgãos responsáveis
manterão uma interlocução direta e institucional
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desde o início do processo de estruturação do projeto


e da licitação em si.

Valorização Institucional da Dada a importância estratégica do tema, a SPPI não


SPPI poderá ter recursos orçamentários contingenciados,
terá poder de requisição de servidores públicos
(apenas imponível à Presidência da República), e
poderá fazer a contração de consultorias em um
processo de licitação simplificado.

Aumentar a efetividade do Elaborar e divulgar plano estratégico de longo prazo


planejamento de longo prazo que contenha os projetos estratégicos de
infraestrutura para o país, tendo outros países como
22
benchmarking

Lançar mão de instrumentos de análise de custo-


benefício e de risco para a seleção e priorização dos
projetos incluídos no plano estratégico, de modo
transparente e com consulta à sociedade

Delegar o planejamento de longo prazo a um órgão


de governo que possua equipe qualificada e cujos
dirigentes tenham mandato fixo e estabilidade no
cargo.

Implantar um sistema de informações sobre ativos


em infraestrutura, para subsidiar a elaboração do
plano estratégico contendo o estoque de capital e o
déficit de investimento do país.

Garantir um calendário de Priorizar, na carteira de projetos, a aqueles com grau


licitações mais adequado e de maturidade adequado para inclusão no calendário
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previsível de licitações, evitando a revisão excessiva de


detalhes após a divulgação pública.

Listar projetos prioritários, principalmente


estruturantes ou de alto impacto econômico, que
seriam poupados contra eventuais modificações

Comunicar o andamento dos projetos que ainda


estejam em fase de elaboração de estudos prévios,
com antecedência de um a dois anos antes da data
prevista para a licitação, sinalizando o grau de
avanço de cada projeto

Aumentar a oferta de projetos para o setor privado,


23
com licitações bem distribuídas ao longo do tempo.

Evitar licitações com muitos “lotes” simultâneos


(geralmente licitados no mesmo dia), o que dificulta
a participação de licitantes em mais de um lote.

Melhorar a estruturação de Criar unidade no governo para centralizar as funções


projetos a serem licitados de estruturação de projetos e de condução dos
processos licitatórios, dotada de conhecimento
técnico e de autonomia decisória

Atribuir a instituições qualificadas independentes o


papel de atestar a qualidade dos estudos prévios
disponibilizados pelo governo (certificação
acreditada).

Incrementar a utilização efetiva do BNDES para


custear a elaboração de projetos, o que teria um
efeito multiplicador muito superior ao efeito do
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financiamento de obras.

Utilizar instrumentos como o Fundo de Estruturação


de Projeto (FEP) e o Fundo de Apoio à Estruturação
de Parcerias (FAEP).

Evitar o modelo de contratação de consultorias pelo


critério do menor preço, em favor de modelos
alternativos que priorizem a melhor relação custo-
benefício entre técnica e preço.

Estudar alterações na legislação para acomodar


formatos mais flexíveis de contratação de
consultorias, tendo como referência a metodologia
24
adotada por instituições multilaterais (exemplos:
“carta-convite” e “shortlist”).

Ampliar as possibilidades de que investidores e


demais partes potencialmente interessadas (inclusive
usuários) participem mais ativamente da fase de
desenho dos projetos.

Aperfeiçoar as licitações de Aprimorar constantemente o processo, tendo em vista


parcerias as experiências negativas passadas e a evolução do
perfil de investidores em infraestrutura.

Privilegiar sempre que possível o critério de licitação


por maior valor de outorga, em vez de menor tarifa,
de modo a desestimular propostas excessivamente
arrojadas.

Exigir o pagamento à vista de eventuais ágios


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Em vez de focar em modicidade tarifária, levar em


conta o “retorno social” que uma tarifa um pouco
mais cara pode propiciar (serviços de melhor
qualidade e maior segurança, por exemplo).

Estabelecer exigências mais rigorosos para afastar


licitantes sem capacidade de cumprimento dos
contratos. Por exemplo, exigir maior aporte de capital
próprio ou a apresentação de carta de viabilidade
econômico-financeira emitida por banco ou
seguradora.

Aprimorar a fase de habilitação nas licitações,


instituindo práticas similares às de outros países, tais 25
como a certificação independente de licitantes, o
cadastro permanente de habilitados e o mecanismo de
“shortlist”.

Permitir a diferenciação dos requisitos de habilitação


de forma proporcional à complexidade da tecnologia
empregada no projeto.

Vedar a participação de empresas estatais, que às


vezes oferecem lances muito ousados e distorcem os
resultados afastando potenciais interessados das
licitações.

Diversificar as fontes de Fomentar a prática de estruturação do financiamento


financiamento para de longo prazo antes da licitação.
infraestrutura
Analisar a possibilidade de contrato com etapas de
início simultâneo, com ajuste do cronograma de
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investimentos para que as obras principais tenham


início somente após a contratação de financiamento
de longo prazo.

Estabelecer uma cláusula de eficácia nos contratos de


concessão que possibilite a devolução da concessão
sem ônus em caso de não aprovação do
financiamento de longo prazo.

Definir um “colchão de ajuste” no valor da outorga


para compensar eventuais perdas com atrasos na
concessão de financiamento.

Estimular uma maior participação dos fundos de


26
pensão em projetos maduros (“pós-completion”) por
meio de alterações regulamentares, o que permitiria a
reciclagem de capital de outros financiadores.

Rever as regras de enquadramento de operações de


“project finance” em infraestrutura para fins de
apuração do capital regulamentar dos bancos
brasileiros sujeitos às regras de Basileia.

Diminuir o impacto da variação Adotar mecanismo de proteção cambial por meio de


cambial nos financiamentos outorga variável, como proposto para concessões de
aeroportos e de rodovias do estado de São Paulo.

Vincular, ainda que parcialmente, o valor das tarifas


à variação cambial em projetos com perfil de
usuários integrados a cadeias exportadoras (portos e
ferrovias, por exemplo) e em setores com capacidade
para diluir o repasse cambial ao consumidor final
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(como transmissão de eletricidade)

Fomentar a oferta de produtos de proteção cambial


por bancos de desenvolvimento e fundos garantidores
brasileiros

Oferecer produtos de garantia explícita – como


operações de “swap” cambial – a concessionários que
obtiverem financiamento externo

Reduzir as incertezas quanto às Melhorar a qualidade dos estudos prévios para se ter
exigências para obtenção das informações mais confiáveis sobre os riscos de
licenças socioambientais e licenciamento ambiental e de desapropriações.
reduzir o tempo de concessão das
Idealmente, emitir a licença prévia antes da licitação.
27
licenças socioambientais
Quando isso não for possível, cumprir o máximo de
etapas do licenciamento antes da licitação

Estabelecer diretrizes mais claras sobre as exigências


que podem ser feitas pelos órgãos públicos no
processo de licenciamento, possivelmente por meio
de norma legal ou infralegal

Definir um “teto” para as compensações ambientais


dos empreendimentos de infraestrutura (por exemplo,
como percentual do investimento previsto)

Envolver os órgãos licenciadores ainda na etapa de


planejamento, de modo que as questões
socioambientais possam ser discutidas e muitas delas
equacionadas previamente.

Fortalecer os órgãos licenciadores com recursos


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materiais, quadros técnicos e novos processos de


gestão – rever continuamente os processos de modo a
torná-los mais ágeis, com melhor uso dos quadros
disponíveis.

Criar uma instância de integração dos órgãos


envolvidos no licenciamento, dispensando o
empreendedor da necessidade de se relacionar com
múltiplas instituições

Garantir maior estabilidade ao Buscar soluções jurídico-legais que dificultem


marco regulatório mudanças constantes de modelos regulatórios, tendo
como princípio orientador a construção da confiança
nos investidores.
28
Enfatizar o modelo de “regulação por contrato”, em
vez da “regulação discricionária”. As agências
deveriam dar maior ênfase ao monitoramento do
cumprimento dos contratos, evitando a edição
frequente de normas que alteram as regras vigentes.

Aumentar a autonomia decisória Reforçar os instrumentos que garantam nomeação de


das agências reguladoras em pessoas com perfil técnico para os cargos de direção
relação ao poder político das agências.

Alterar a prerrogativa de nomeação de diretores das


agências, com parte dos dirigentes passando a ser
indicados por representantes do setor privado, da
seguinte forma: 2 indicados pelo governo, 1 pelos
usuários, 1 pelos concessionários e 1 pela academia.

Aprovar o Projeto de Lei das agências reguladoras,


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que tramita no Congresso Nacional (PL nº


6621/2016) e que resolveria parte dos problemas
acima apresentados.

29
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EIXO II - SEGURANÇA JURÍDICA.

A segurança jurídica, - ao lado da dignidade da pessoa humana -, são os dois


principais valores que orientam o projeto de Nação delineado na Constituição Federal de
1988. Não para menos, a história da civilização nos mostra ser a segurança jurídica a
nota distintiva entre o subdesenvolvimento crônico e o desenvolvimento econômico e
social perene. Afinal, os agentes econômicos apenas desenvolverão a plenitude de suas
30
capacidades, potencialidades e talentos em uma sociedade que tenha como valores o respeito
aos contratos e a aplicação da lei sem tergiversações.

2.1 – A SEGURANÇA JURÍDICA COMO VALOR FUNDAMENTAL.

Dado o histórico brasileiro de desrespeito aos contratos e de grande mutação


normativa, dar assento constitucional ao tema segurança jurídica é uma necessidade premente.

Ações propostas:

Proposta Detalhamento

Inserção de inciso no Art. 5º da A insegurança jurídica é algo que, infelizmente,


Constituição Federal, via PEC, marca a história da nação brasileira, sendo o maior
definindo a segurança jurídica e o entrave aos desenvolvimentos econômicos e sociais
respeito aos contratos como direito do Brasil. Fator especialmente relevante na
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fundamental dos cidadãos e dificuldade que o país tem para conquistar


empresas, a ser regulado na forma investimento estrangeiro de viés produtivo, dar à
de Lei Complementar. segurança jurídica e o respeito aos contratos status
constitucional, sinaliza ao mundo que o Brasil se
esforça no sentido de obter um novo patamar na
relação entre Estado e administrados.

Edição de Lei Complementar, Instituir Comissão de Alto Nível, formada pelos


criando o Estatuto da Segurança maiores juristas brasileiros, para confeccionar um
Jurídica, ditando um arcabouço anteprojeto de Estatuto da Segurança Jurídica,
legal de proteção à confiança. criando meios materiais e processuais de
valorização e efetividade da boa-fé e proteção à
31
confiança, ampliando e sistematizando o trabalho já
iniciado pela Lei n.º 13.655/2018.

Edição de Emenda Constitucional Tal medida é proposta no sentido de possibilitar


para dar nova redação ao propositura de ações de indenização diretamente
parágrafo 6º do art. 37 da CF. contra agentes públicos que, por dolo ou erro
grosseiro, causarem danos a terceiros (hoje só
respondem em ação regressiva).

Edição de Emenda Constitucional Com isso, se exclui do regime de precatórios


para, dando nova redação ao art. execuções contra a Fazenda Pública também nos
100 da Constituição. casos de inadimplemento contratual da
Administração Pública (o regime de precatórios,
nessas hipóteses, enseja corrupção, com agentes
públicos condicionando o cumprimento das
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obrigações contratuais da Administração Pública ao


pagamento de propina.

Revisão legal das prerrogativas da A margem de discricionariedade no que concerne à


Administração Pública nos rescisão unilateral de contratos administrativos deve
contratos administrativos ser radicalmente reduzida, com a demonstração
cabal de ilícito que motive tal decisão. Hoje, há a
previsão de se rescindir os contratos por razões de
interesse público, o que é deveras muito vago. Em
caso de rescisão por motivo de conveniência e
oportunidade, o particular deve ser previamente
indenizado.

32

2.2. CONSOLIDAÇÃO NORMATIVA, RACIONALIDADE E CIDADANIA.

A Lei Complementar n.º 95/19982 determina que toda a legislação federal


deve ser codificada e consolidada. Com efeito, há 20 anos já se tinha ciência do
verdadeiro manicômio legal no qual se tinha tornado o Brasil, dada a insuportável
densidade normativa que já inviabilizava a cidadania e os negócios há duas décadas.
Contudo, até os dias de hoje, tal tarefa de sobeja importância estratégica
para o futuro nacional ainda resta não realizada, sendo sua efetivação uma das mais
prementes tarefas a serem enfrentadas pelo conjunto da sociedade brasileira. Assim,
segue abaixo a sugestão para a realização de tal intento.

2
Art. 13. As leis federais serão reunidas em codificações e consolidações, integradas por volumes contendo
matérias conexas ou afins, constituindo em seu todo a Consolidação da Legislação Federal.
(Redação dada pela Lei Complementar nº 107, de 26.4.2001)
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Instituir Comissão de Alto Nível, Seriam instituídas por decreto do Presidente da


formada pelos maiores juristas República comissões de alto nível, formadas pelos
brasileiros, para confeccionar um mais renomados juristas do Brasil em suas
anteprojeto de consolidação e respectivas áreas de especialização, para apresentar
codificação normativa. no prazo impostergável de 90 (noventa) dias
anteprojetos de consolidação e codificação das leis
referentes á Direito Administrativo, Direito do
Trabalho, Direito Previdenciário, Direito Penal e
Processo Penal. Uma vez chancelados pelo Poder
Executivo, seriam remetidos à apreciação do
Congresso Nacional.

33

2.3. O DEVIDO PROCESSO LEGAL E O NOVO PROCESSO ADMINISTRATIVO


BRASILEIRO.

Como é cediço, a Constituição e as leis de direito material de um país, quando


desprovidas de um devido processo legal que as tornem realidade, não passam de “folhas de
papel escrito”, sem cogência e efetividade. Assim, substantivar o devido processo legal no
âmbito do processo administrativo brasileiro, para que a Administração Pública cumpra de
fato a lei e não crie insegurança jurídica, é das tarefas mais urgentes da agenda nacional.

Ações propostas:
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Proposta Detalhamento

Criação de Tribunais Tais tribunais teriam composição tripartite (órgão


Administrativos. administrativo, sociedade, AGU), com a
composição de câmaras especializadas por assunto,
tendo poder de suspender liminarmente decisões
administrativas (desde que preenchidos requisitos
legais). Seriam organizados no âmbito da AGU.
Além disso, teriam a obrigação de manter sua
jurisprudência consolidada à disposição da
sociedade pela internet, de maneira organizada e
com fácil acesso. Igualmente poderiam editar
súmulas, que uma vez aprovadas pelo Advogado- 34
Geral da União se tornariam vinculantes para todos
os órgãos do Governo Federal. Os ganhos em
segurança jurídica e transparência seriam
inestimáveis.

Combate aos decisionismo Editar norma que sancione severamente o servidor


administrativo público que cometer ato administrativo no exercício
do regular poder de polícia administrativa em
desacordo com a lei em sentido amplo ou com a
jurisprudência, ou que não motivar suficientemente
o ato, expondo de forma clara e exaustiva os fatos
ensejadores da decisão e sua correlação com as
questões de direito.
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Universalização do Processo Os ganhos em produtividade, eficiência e celeridade


Eletrônico em toda a são imensos, como comprova a utilização de tal
Administração Pública Federal ferramenta no Poder Judiciário. Ademais, a
economia em papel é superlativa, e a transparência
se torna uma realidade, dado que o cidadão pode
acompanhar em tempos real, via internet, todos os
atos e processos administrativos que não estejam
cobertos por sigilo.

35
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EIXO III - SEGURANÇA FISCAL.

A segurança fiscal deve ser a meta das metas. Sem sustentabilidade


econômica todos os demais projetos e objetivos restarão frustrados. A responsabilidade
fiscal deve ser considerada como um valor intrínseco à gestão, e conduta exigida de todos
os agentes políticos que administrem a coisa pública. 36
Ter um Estado que obtenha superávits primários consecutivos é medida de
higiene institucional, pois disso depende a saúde da economia nacional e das instituições do
país, assim como a proteção dos mais necessitados, que sempre são os mais vulneráveis à
volta da carestia provocada por surtos inflacionários. Afora isso, o sistema tributário deve
ser simplificado, e a tributação deve ser deslocada do consumo para a renda, não apenas
por questão de justiça social como para impor dinamismo à economia brasileira.

Ademais, a modernização previdenciária deve ter como princípios a


contributividade e a sustentabilidade financeira, lastreada em robusto cálculo atuarial.

Por fim, a independência da Autoridade Monetária de um lado ajuda a


blindar a economia de governos populistas e perdulários, e de outro dá aos agentes
econômicos um nível de confiança superior, que torna o dinheiro mais barato e dinamiza
investimentos; gerando trabalho, emprego, renda e tributos.
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3.1 – MODERNIZAÇÃO TRIBUTÁRIA, RACIONALIDADE E JUSTIÇA FISCAL.

Proposta Detalhamento

Criação de um IVA nacional, Padronização da tributação nacional conforme os


composto de IPI, ICMS, modelos mundiais; redução do custo tributário do
PIS/COFINS, ISS, arrecadado Brasil; inserção nas cadeias produtivas
pelos Estados (com participação internacionais, facilitando o aumento de
na repartição pelos Estados e competitividade do país.
Municípios

Redução para cinco alíquotas no Simplificação do sistema tributário; redução dos


37
IVA: isenção, reduzida, normal, custos de transação e melhoria do ambiente de
elevada e agravada. negócios.

Imposto monofásico sobre Garantia de arrecadação estadual; tributação


eletricidade, combustíveis, simplificada de setores especiais.
comunicações, bebidas, fumo e
outras mercadorias, sob
competência dos Estados.

Fusão do IR com a CSLL. Simplificação do sistema tributário; redução dos


custos de transação e melhoria do ambiente de
negócios

Fusão de todas as CIDES em Simplificação do sistema tributário; redução dos


uma legislação complementar custos de transação e melhoria do ambiente de
única. negócios
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Tributação municipal sobre a Simplificação do sistema tributário; redução dos


propriedade e sua transmissão custos de transação e melhoria do ambiente de
em um imposto único, negócios e garantia de arrecadação municipal
englobando ITR, IPTU, ITCD e
ITBI.

Municipalização do IPVA, que Medida de justiça fiscal.


passará a incidir sobre aeronaves
e embarcações.

Tributação dos dividendos e Justiça fiscal; redução da carga tributária das


distribuição dos lucros. empresas, com aumento de investimentos na
produção e no empreendedorismo 38
Redução da tributação sobre Melhoria da matriz produtiva.
investimento e depreciação
acelerada para bens de elevado
potencial inovador ou ambiental.

Viés tributário ambiental e Melhoria da matriz produtiva; redução dos custos de


social, especialmente em relação transação e melhoria do ambiente de negócios.
às energias renováveis.

Tributação sobre exportação de Melhoria da matriz produtiva; proteção do


minérios in natura e outros bens patrimônio nacional.
estratégicos.

Ampliação para 60 países com Melhoria da inserção internacional do país; redução


acordos para evitar a dos custos de transação e melhoria do ambiente de
bitributação. negócios.
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Citação de uma lei nacional Justiça fiscal; redução dos custos de transação e
sobre processo tributário. melhoria do ambiente de negócios.

Substituição do CARF por um Justiça fiscal; redução dos custos de transação e


Conselho Fiscal, composto por melhoria do ambiente de negócios.
juízes especializados, sem
vinculação ao fisco ou ao
contribuinte.

Aplicação de arbitragem Justiça fiscal; redução dos custos de transação e


tributária para casos envolvendo melhoria do ambiente de negócio.
conflitos tributários
internacionais de elevada 39
complexidade (planejamento
tributário, etc.).

Criação de um órgão da RFB Justiça fiscal; redução dos custos de transação e


para solução de consultas melhoria do ambiente de negócio.
tributárias de elevada
complexidade (planejamento
tributário, preços de
transferência, etc).

Desoneração da folha de Justiça fiscal; redução dos custos de transação e


pagamento de setores altamente melhoria do ambiente de negócios.
intensivos em mão-de-obra.

Redução da tributação do Justiça fiscal; redução da carga tributária das


consumo e folha de pagamento; empresas, com aumento de investimentos na
tributação dos lucros não produção e no empreendedorismo.
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reinvestidos, objetivando a
formação de poupança interna e
consumo.

3.2 – MODERNIZAÇÃO PREVIDENCIÁRIA: SUSTENTABILIDADE ECONÔMICA E

COMBATE AOS PRIVILÉGIOS.

40
Dada a complexidade da necessária e urgente modernização das leis
previdenciárias, mais do que propostas concretas a respeito da temática, que devem ser objeto
de amplo debate nacional, propomos princípios norteadores que informem os debates. Quais
sejam:

a) Proteção ao direito adquirido e à expectativa de direito;


b) Sistema previdenciário baseado na contributividade e no cálculo
atuarial;
c) Instituição de Comissão de Notáveis (atuários, lógicos matemáticos e
juristas) para propor a melhor fórmula atuarial possível, após amplo
ciclo de debates com o parlamento e com a sociedade, que garanta a
sustentabilidade financeira da Previdência Pública e a proteção aos
segurados;
d) Combate aos privilégios, com a igualdade de regras entre a
aposentadoria do setor privado e do setor público;
e) Contribuição mensal simbólica para o segurado especial rural, no valor
de 0,5 % do salário-mínimo, como forma de combater o grande número
de fraudes nessa modalidade.
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3.3 – RESPONSABILIDADE FISCAL E INDEPENDÊNCIA DA AUTORIDADE


MONETÁRIA.

No tocante ao tema, propomos a criação do Conselho de Gestão Fiscal, já


previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal, mas jamais implementado, modo de permitir
maior controle dos gastos e aumento de eficiência do setor público.

Ademais, a independência do Banco Central é medida urgente, dado o tamanho


e grau de complexidade da economia brasileira, afora as considerações já anteriormente
expendidas.

3.4 – MODERNIZAÇÃO COMERCIAL. A NOVA “ABERTURA DOS PORTOS ÀS


41
NAÇÕES AMIGAS”.

O nível de comércio internacional do Brasil é de cerca de 25% de seu PIB – o


que o coloca entre os países mais fechados do mundo. Tal situação de profundo isolamento
comercial faz com que a sociedade brasileira não se beneficie dos ditos ganhos com o
comércio, o que gera impactos negativos na eficiência da sua economia, nas suas empresas e
nos níveis de bem-estar da população.

Há evidências consistentes, na literatura acadêmica brasileira e internacional,


de que a liberalização comercial:

a) Aumenta a eficiência da economia, ao incentivar a alocação de


recursos em setores e produtos nos quais o país tem vantagem
comparativa e ao conduzir à especialização;
b) Aumenta a produtividade das firmas, ao liberar recursos (capital e
trabalho) hoje empregados em empresas menos competitivas para
serem realocados em setores e empresas mais competitivas;
c) Permite ganhos crescentes de escala no nível da firma, ao dar acesso a
insumos mais baratos e de melhor qualidade via importações;
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d) Reduz o nível de preços, ao introduzir maior competição no mercado


doméstico e reduzir os custos do investimento;
e) Aumenta as exportações, em função da maior especialização e da
queda nos custos de produção.

O aumento de produtividade e da competição alavanca o crescimento


econômico. Países em desenvolvimento que liberalizaram as importações apresentaram
um aumento médio de cerca de 2% ao ano no crescimento do PIB real.

A questão atual não é mais se o país deve abrir a economia ao comércio. É


consensual o diagnóstico de que parte importante dos nossos problemas advém do nível
excessivamente elevado das barreiras que impomos às importações, – um dos mais altos do
mundo –, e que para fazer crescer o comércio internacional como proporção do PIB é
fundamental diminuir esse protecionismo. 42
A questão que se coloca é sobre a estratégia de abertura comercial: se unilateral
ou negociada com outros países, quão rápida deve ser e se deve vir associada a medidas para
suavizar o ajuste dos trabalhadores e das empresas a uma economia mais aberta à
concorrência internacional.

Ações propostas:

A nova missão institucional do Ministério das Relações Exteriores: conquistar


mercados e atrair investimentos estrangeiros (do protagonismo retórico ao
protagonismo real).

Proposta Detalhamento

Gestão no MRE A nova missão institucional do MRE, de caráter


pragmático, deve ser delineada em um planejamento
estratégico, com a definição clara de objetivos, com
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metas e métricas quantitativas e qualitativas a serem


alcançadas.

Universalizar a adidância Permitir que as representações diplomáticas lancem


comercial mão de profissionais capacitados e especialistas,
externos á carreira diplomática, para atuarem com
advisors em projetos críticos.

Rever a formação generalista A formação contemporânea, diante dos desafios


dos diplomatas apresentados, demanda indivíduos que, apesar de
ampla visão generalista, possaem, também,
conhecimento ultra-especializado em determinadas
matérias, em especial no que diz respeito ao comércio
43
e ao direito internacional.

Interface ABIN-MRE, com a A Agência de Inteligência deve ter papel ativo na


criação do Conselho Estratégico prestação de informações estratégicas ao Chanceler e
de Inteligência. embaixadores.

Medidas focadas na melhoria do ambiente de negócios.

Proposta Detalhamento

Aumentar o número de Tratados Tais ações facilitariam o investimento ao aumentar a


Bilaterais sobre o Investimento; estabilidade de regras e a segurança jurídicas para
aderir aos Códigos da OCDE de investidores estrangeiros. Os Códigos da OCDE
Liberalização de Capitais e incluiriam a adoção de padrões de transparência, não-
Operações Correntes Invisíveis; e discriminação e não restrição, por parte da Fazenda e
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tornar o Brasil membro do do Banco Central, relativas a investimentos


Centro Internacional para a estrangeiros e outros fluxos de capitais, bem como
Arbitragem de Disputas sobre comércio em serviços, inclusive serviços financeiros.
Investimentos (ICSID), parte do O último, a possibilidade de resolução de disputas
Banco Mundial. internacionais via arbitragem do Banco Mundial.

Focalizar os investimentos no Como existe um défice na capacidade de avaliação


INPI na automação do processo de processos e a fila para avaliação aumenta a cada
de avaliação de pedidos de ano, sem uma aceleração no ritmo de avaliação de
propriedade industrial e, no caso processos, o regime de proteção à propriedade
de contratação de novo pessoal, industrial no Brasil vai restar fragilizado
em novos avaliadores.

44
Trabalhar para dar prioridade Tal trabalho, de alto nível técnico, empreendido pelo
na agenda legislativa, às Senado Federal, traz exaustivo rol de medidas que
propostas derivadas do Grupo de uma vez implementadas melhorariam em muito o
Trabalho de Reformas ambiente de negócios no Brasil.
Microeconômicas da Comissão de
Assuntos Econômicos do Senado
Federal.

Medidas de liberalização comercial.

Proposta Detalhamento

Priorizar, conforme Cada um dos 22 órgãos anuentes do comércio


recomendação do Ministério da exterior brasileiro possui seus próprios sistemas de
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Indústria, Comércio Exterior e controle de importações e exportações. A


Serviços, a integração completa operacionalização plena do Portal Único do
dos órgãos anuentes ao Portal Comércio Exterior depende da harmonização de
Único de Comércio Exterior processos e integração tecnológica de cada um desses
sistemas. Os dois principais entraves ao
desenvolvimento do projeto do Portal Único dentro
do cronograma previsto têm sido (i) a falta de
priorização da agenda de Facilitação de Comércio
por alguns órgãos anuentes e (ii) contingenciamentos
orçamentários nestes mesmos órgãos

Alterar a redação do Decreto nº O exame de similaridade, que prevê a verificação de


6.759/093, extinguindo o exame de existência de produção nacional em qualidade 45
similaridade nas importações de equivalente e especificações adequadas ao fim a que
bens de capital e de tecnologia o produto importado se destina, com preço não
superior ao custo de importação, e prazo de entrega
normal ou corrente para o mesmo tipo de mercadoria,
tem o efeito de inibir a concorrência e atrasar a
atualização tecnológica do parque industrial
brasileiro

Alinhar as tarifas brasileiras Ela é viável dentro da estrutura regulatória do


sobre importações de bens de Mercosul, uma vez que tais bens têm a possibilidade
capital, e bens de informática e de ter regimes especiais em cada país membro. Tal
telecomunicações, às dos demais simplificação reduziria distorções econômicas e
sócios do Mercosul, convergindo aumentaria a competitividade da indústria nacional.
para uma tarifa máxima de 4% Além disso, pouparia recursos públicos ao reduzir o
até 2021 uso do tempo de altos funcionários da Administração
Pública Federal na discussão de produtos muito

3
O Decreto nº 6.759/09 “regulamenta a administração das atividades aduaneiras, e a fiscalização, o controle e a
tributação das operações de comércio exterior”.
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específicos no âmbito da CAMEX. Essa ação


dependeria de nova Resolução da CAMEX.

Propor, no âmbito do Mercosul, O Mercosul passa, atualmente, por um momento de


a redução da Tarifa Externa rara potencialidade para reduções tarifárias
Comum (TEC), utilizando uma unilaterais. Historicamente, as maiores resistências a
fórmula transversal, como a uma redução da TEC vinham de Brasil e Argentina,
fórmula suíça ou outra fórmula sendo Uruguai e Paraguai mais favoráveis a uma
de redução linear maior liberalização. Com as mudanças recentes na
orientação da política econômica de Brasil e
Argentina somadas à suspensão da Venezuela, há
uma janela de oportunidade para uma redução
unilateral da TEC. A fórmula suíça é um método de 46
harmonização tarifária que permite o corte linear nas
bandas tarifárias, reduzindo proporcionalmente as
tarifas mais altas4, mas outras fórmulas de redução
transversal podem ser utilizadas. A utilização de uma
fórmula universal é importante porque impede as
dinâmicas de rent seeking que são características de
negociações que incluem exclusões para setores
específicos.

Eliminar totalmente as tarifas ao Trata-se de acelerar os atuais calendários de


comércio nas transações entre desgravação de tarifas incidentes sobre importações
Mercosul e Aliança do Pacífico provenientes de países membros de um dos blocos,
visando aumentar as preferências tarifárias já
concedidas no âmbito dos Acordos de
Complementação Econômica (ACE), seja por meio

4
Matematicamente, a fórmula suíça define que 𝑡 ∗ = (𝑙 ∗ 𝑡)/(𝑙 + 𝑡), em que 𝑡 ∗ é a nova tarifa para o produto, 𝑡 é
a tarifa antiga e 𝑙 é o limite máximo negociado. A fórmula é tal que quando 𝑡 tende ao infinito, 𝑡 ∗ tende a 𝑙. Já
quando 𝑡 tende a zero, 𝑡 ∗ tende a 𝑡.
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de inclusão de mais linhas tarifárias (aumento da


cobertura dos ACEs) ou pelo aumento das margens
de preferência outorgada (aumento da efetividade dos
ACEs). De fato, este pilar já está sendo endereçado
pelo Brasil por meio de maior esforço para a
aceleração dos calendários de desgravação tarifária
no âmbito dos seus Acordos de Complementação
Econômica com México, Peru e Colômbia,
comprovando a sua viabilidade de implementação e
geração de resultados relativamente rápidos. Com
Colômbia e Peru, a expectativa é que tenhamos livre
comércio em 2018 e 2019, respectivamente. As
negociações com o México, no entanto, não vêm 47
evoluindo com o mesmo dinamismo se comparadas
às dos demais sócios da Aliança do Pacífico, com
significativas dificuldades na composição de ofertas
satisfatórias pelo lado mexicano, em função de
resistências do setor privado daquele país.

Propor, no âmbito do Mercosul, Alternativamente, como tal disposição nunca foi


a revogação da Decisão 32/00 do incorporada ao ordenamento jurídico nacional e a
Conselho do Mercado Comum, Constituição Federal define como competência
que define que seus Estados- exclusiva do Congresso Nacional ratificar tratados
Parte só podem negociar acordos internacionais, o governo deve averiguar se tal
comerciais em bloco Decisão é de fato vinculante ou se pode ser
renunciada unilateralmente. Ainda não há parecer
jurídico vinculante da Advocacia Geral da União (ou
de outro órgão competente) sobre o assunto

Alterar, conforme recomendação Direcionar os recursos dessas medidas ao órgão que


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do Ministério da Fazenda, a Lei determina se elas devem ser aplicadas cria fortes
9.019/95, que determina que os incentivos para que o órgão sempre concorde com
recursos provenientes de sua aplicação, além de potencialmente ferir o
cobranças de medidas princípio da impessoalidade que deve reger a
retaliatórias antidumping sejam Administração Pública.
direcionados ao MDIC

Alterar o Decreto nº 8058/135, Atualmente, a análise de interesse público é tida


determinando que a petição como exceção e, via de regra, não se avalia se os
inicial de antidumping deva benefícios sociais da medida antidumping são
demonstrar que a aplicação da maiores do que seus custos sociais. Com esta
medida não é prejudicial ao alteração, seria possível que o Grupo Técnico de
interesse público; e Avaliação em Interesse Público (GTIP) fosse 48
regulamentar, via nova notificado dos argumentos de interesse público da
Resolução da CAMEX, o conceito peticionária assim que a investigação de dumping
de interesse público como a fosse iniciada – e não somente a posteriori.
maximização do bem-estar da
sociedade brasileira

Reduzir os níveis tarifários Atualmente as tarifas efetivamente aplicadas pelo


consolidados na Organização Brasil (aquelas que o Governo realmente decide
Mundial do Comércio (OMC). implementar) são mais baixas do que aquelas
consolidadas junto à OMC (o limite máximo ao qual
as tarifas podem chegar segundo as regras
internacionais). A modificação das tarifas
consolidadas tornaria menos provável uma futura
escalada protecionista brasileira, já que elevações
tarifárias dependem da aprovação de outros membros
da OMC. A redução dessas tarifas pode ser feita

5
O Decreto nº 8058/13 “regulamenta os procedimentos administrativos relativos à investigação e à aplicação de
medidas antidumping”.
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unilateralmente.

Concluir a adesão do Brasil, O Acordo de Compras Governamentais da OMC está


como membro pleno, ao Acordo em vigor há mais de 20 anos, sem que o Brasil tenha
de Compras Governamentais da assinado sua adesão. Estar fora de tal acordo significa
OMC perda de oportunidades de economia em compras
sensíveis para o bem-estar do cidadão brasileiro,
notadamente de produtos e equipamentos para o
Sistema Único de Saúde.

Políticas de requalificação profissional.


49
Proposta Detalhamento

Estabelecer o Programa Esse seria um ato político da Presidência sinalizando


Qualifica Brasil como a política para os órgãos federais qual a política de qualificação
federal de mercado de trabalho profissional. O CODEFAT, por sua vez, deverá se
com monitoramento da Casa preocupar mais com políticas ativas de mercado de
Civil trabalho. O monitoramento da Casa Civil será
fundamental para que não haja esforços duplicados,
bem como para que os órgãos se articulem
corretamente e os recursos sejam aplicados nos
objetivos corretos da política.

Estabelecer, por portaria do Com a transmissão instantânea dessas informações


MTb (ou órgão que vier a sucedê- de frequência ao MTb, os pagamentos podem ser
lo), que a frequência de cursos efetuados às escolas contratadas somente após
seja atestada por biometria atestada frequência. Esse novo regime reduziria os
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custos posteriores com fiscalização do programa e


traria dados precisos que poderão ser utilizados, a
posteriori, para a avaliação objetiva dos resultados
dos programas.

Estabelecer uma parceria formal Essa parceria faria com que o modelo do Pronatec
entre o MTb (ou órgão que vier a que obteve ganhos significantes em empregabilidade
sucedê-lo), e o MDIC, por meio – o Pronatec Setor Produtivo – seja universalizado
de um Acordo de Cooperação na forma de outro programa, havendo sempre uma
Técnica (ACT) segundo o qual o adequação da oferta de cursos à demanda local por
MDIC seja responsável por habilidades
captar as demandas de
qualificação via SuperTEC e o 50
MTb se encarregue da execução
dos cursos e da intermediação da
mão de obra

Limitar, nos futuros editais de Tal limitação garantiria a qualidade dos cursos
convênios do MTb (ou órgão que ofertados e permitiria um melhor acompanhamento
vier a sucedê-lo), a oferta de do programa, impedindo que instituições que não
cursos para instituições possuem a educação como sua atividade principal
habilitadas de ensino àqueles que possam oferecer os cursos. A limitação ocorreria nos
têm mais retorno em editais para qualificação lançados pelo MTb,
empregabilidade para cada restringindo as instituições ofertantes.
região, segundo o SuperTEC e as
perspectivas de abertura
comercial

Alterar Portaria MEC 12/2016, Com o GuiaFIC constantemente atualizado, será


para garantir a flexibilização e possível disponibilizar os cursos mais recentes de
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periodização de alterações no acordo com as novas demandas de mercado


guia de cursos FIC disponíveis
(GuiaFIC).

Alocar 323,6 milhões de reais por Com essa realocação orçamentária seria possível
ano para a Função do MTb (ou garantir recursos para o treinamento profissional dos
órgão que vier a sucedê-lo), trabalhadores, sem aumento de gastos da perspectiva
ligada à qualificação profissional, do Governo Federal – o que é relevante no contexto
por meio de redirecionamento do cálculo do Resultado Primário do Governo
dos aportes do Tesouro Nacional Federal e das disposições da Emenda Constitucional
ao FAT ao MTb ou aprovação de n. 95. Como trata-se de treinamento de trabalhadores,
gastos de qualificação pelo essa transferência também estará compatível com os
CODEFAT objetivos do FAT. Esses recursos devem ser gastos 51
exclusivamente com treinamento profissional de
trabalhadores e sugere-se monitoramento da
execução pela Casa Civil.
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EIXO IV - REVOLUÇÃO NA EDUCAÇÃO.

De todos os eixos, este é o de maior arco de tempo – de longo prazo – e o que


garante a sustentabilidade dos ganhos e avanços dos eixos anteriores. Investir em educação é
agregar valor ao cidadão e fator de emancipação do mesmo e do país

É patente que só haverá desenvolvimento humano efetivo e desenvolvimento


52
econômico duradouro se a qualidade do sistema educacional brasileiro mudar de patamar,
alcançando níveis adequados de eficiência, com a formação de cidadãos aptos a
desenvolverem as mais variadas funções na sociedade e no mercado laboral. Para tanto,
consideramos que os valores infra listados devem servir como diretrizes para a construção de
um novo sistema educacional.

Vai longe a lembrança em que a quase totalidade dos estudantes estavam na


escola pública e ela era para todos e tinha a confiança de todos que cumpria seu papel:
proporcionar uma educação de qualidade aos seus alunos. Na lembrança, professores bem-
sucedidos e que sentiam orgulho em ser professores. Ser professor este era o sonho de
diversas crianças. Não apenas pelos salários, mas havia um sentimento de orgulho e se falava
da importância e da deferência que significava ser um professor.

A prova de vestibular era difícil e o nível superior tinha um significado


diferente dos dias de hoje: era uma promoção a um nível de escolaridade que criaria um
diferencial. Se saberia mais, se teria um conhecimento aprofundado da sua área de atuação.
Por causa da sua persistência e escolha em estudar mais teria mais oportunidades, poderia
ganhar mais, mas teria também mais responsabilidade em função de saber mais.
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Enfim, a realidade de hoje é diametralmente diferente do antes por nós


vivenciado. Contudo, uma premissa segue firme: a grande revolução se dará pela
educação.

4.1 – MÉRITO: A BASE DE UM SISTEMA EDUCACIONAL DE SUCESSO.

Valorizar e incentivar o mérito em todo o sistema educacional nacional como


condição do sucesso individual e, por extensão, no sucesso do Brasil. A tragédia que se
instituiu no Brasil nas últimas décadas teve como uma das causas o desprezo pelo esforço,
pelo estudo, pelo mérito conquistado ao longo do tempo, em benefício do caminho mais curto
53
da demagogia, do uso político-partidário das escolas e universidades públicas, que se
tornaram instrumentos ideológicos que preparam os jovens para a Revolução Comunista, para
a ditadura totalitária a exemplo da União Soviética e demais regimes sanguinários.

A destruição dos valores e princípios do mérito escolar e do mérito acadêmico-


universitário contribuiu para a violência contra a civilização judaico-cristã, atingindo
duramente o Cristianismo, tal como aconteceu na URSS e demais Estados totalitários, como
na Itália Fascista e na Alemanha Nacional-Socialista, China, Cuba etc. O mérito é
rigorosamente democrático, todos podem conquistá-lo.

O democratismo comunista é a destruição do ensino de qualidade, pois, quanto


mais ideológico, mas ele se torna improdutivo, ineficiente e corrupto. O populismo
educacional gerou incompetentes em todas as profissões, e as pessoas só conseguem superar
esse atraso quando resistem a essa pressão e estudam por si mesmas.

A corrupção dos valores e princípios da meritocracia atinge duramente a


qualidade da Educação, que é sempre universal. Não existem Ciências Naturais que somente
tenham validade no Brasil. Quem não sabe Ciências e Matemática no Brasil não sabe em
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nenhum lugar no mundo. Portanto, o demérito não resolve nenhum problema de Educação, e
cria todos os gravíssimos problemas que resultaram no gigantesco atraso do Brasil.

Educação é sistema insustentável ou sustentável. A sustentabilidade se forma


quando todo o sistema, da Educação Básica ao Doutorado, se baseia na meritocracia. É isso
que colocará o Brasil no grupo das nações mais desenvolvidas do mundo, pois a Ciência &
Tecnologia são resultado da Educação. O Brasil é muito forte em Commodities, mas na
criação de tecnologia temos somente 0,1% das patentes mundiais. O Brasil não cria
patentes. Para começarmos a vencer esse atraso impressionante é necessário termos um
sistema de ensino fundado na meritocracia, em permanente ascensão de conhecimento,
sempre visando a mais alta qualidade em todas as etapas, da Educação Básica ao Doutorado.
Mesmo aqueles que terminarem seus estudos na Graduação, terão excelente nível para
trabalharem em todas as áreas que escolherem.
54
O mundo contemporâneo no Século XXI é e será cada vez mais competitivo e
exigente. Portanto, todas as sociedades que ainda praticam uma educação ideológica,
populista e demagógica, vão cada vez mais ficando para trás, e jamais conseguirão superar o
abismo crescente que as separam das mais avançadas, já que estas sempre avançam mais,
melhor e mais rápido. É uma condenação milenar ao atraso e à dependência em tudo. As
sociedades mais avançadas do mundo não discutem a meritocracia como solução, pois todas
são necessariamente meritocráticas, e desconhecem o populismo e a ideologia na educação,
por isso são extremamente avançadas.

4.2 – ESCOLA SEM IDEOLOGIA E ESCOLA SEM PARTIDO.

Libertar a educação pública do autoritarismo da ideologia de gênero, da


ideologia da pornografia, e devolver às famílias o direito da educação sexual das suas crianças
e adolescentes. Defender o direito à inocência da criança como direito humano universal.
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Na verdade, ou temos Escola ou temos Ideologia. São inconciliáveis. Teremos


que reinserir a Escola e a Universidade públicas em seu leito tradicional e conservador:
ensinar. Assim é desde a Mesopotâmia, considerada o berço da escola mundial. A
instrumentalização das escolas e universidades públicas a serviço de ideologias totalitárias e
ditaduras comunistas envenenou a alma e o espírito das últimas gerações, e destruiu a
qualidade de ensino.

A ideologia de gênero é a mais nova invenção do pensamento totalitário, que


imediatamente foi adotada pelas autoridades dos Governos do PT, e demais frações de
esquerda autoritária. Ela desvia a escola das suas atribuições normais e investe na subversão
de todos os valores e princípios da civilização. Ela consciente e deliberadamente usa o
respeito inalienável da pessoa humana individual em suas tendências sexuais, direito
garantido pela Constituição, em instrumento de destruição de todos os direitos e todo o
respeito às crianças e adolescentes, assim como a destituição das famílias na educação da
55
intimidade humana, direito inquestionável e universal.

O ataque às crianças, adolescentes e suas famílias tem por objetivo destruir os


alicerces da Civilização como condição prévia para a criação das condições objetivas de
instituir uma ditadura totalitária, escravizando as consciências pela força do Estado. A
sociedade civil fica refém do Estado. Com isso, introduziram nas escolas todo tipo de
pornografia, licenciosidade, perversão etc. Será necessária uma campanha ininterrupta de
combate à sexualização e erotização das crianças e adolescentes em todo o Brasil, utilizando-
se todos os meios possíveis, e punindo severamente todos que atentarem contra a inocência
infantil.

De outro lado, devemos instituir o Ensino Moral como conteúdo transversal em


todas as disciplinas, visando a formação e sustentabilidade moral, ética e cívica das gerações.
Difundir os mais elevados e profundos princípios e valores da Civilização. Universalizar o
respeito à vida da pessoa humana individual.
CÂMARA DOS DEPUTADOS
Frente Parlamentar Evangélica

O ensino formal como instrução pública é essencial, contudo, de pouca valia tem
se não conseguir transmitir e incutir nas crianças, adolescentes e jovens algo imaterial como o
espírito reto na direção da moralidade. Não há grande nação e grande Estado sem o Ensino
Moral transversal, que faz a liga da cidadania, e cria resistências contra o crime organizado
em todos os setores da vida nacional.

Universalização do amor à Pátria, aos Símbolos Nacionais, aos Heróis Nacionais


e demais manifestações que agem no plano simbólico.

4.3 O NOVO ENSINO SUPERIOR BRASILEIRO.

Libertar a Pós-graduação Mestrado e Doutorado da repressão aos professores


pela CAPES. Rever todos os métodos de uso do dinheiro público. Rever o Ensino Superior e
56
modernizar a Graduação.

Conforme já exposto acima, o Brasil precisa trabalhar em duas frentes


complementares: o desenvolvimento das commodities, e o desenvolvimento das patentes
tecnológicas. Raríssimos países são capazes de ter as duas em harmonia. E para isso, a
CAPES não pode descumprir a Constituição Federal no Art. 207. “As universidades gozam de
autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial, e
obedecerão ao princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão.” Os docentes
orientadores de Mestrado e Doutorado só podem orientar até 8 estudantes, o que explica o
imenso atraso do Brasil, salas de aula vazias, e um custo gigantesco para um resultado
microscópico.

Alfabetização Solidária – Determinar nos termos da lei a obrigatoriedade que


todos os graduandos e pós-graduandos em universidades públicas trabalhem por um semestre
para uma turma de analfabetos, da criança ao idoso, em todo o território nacional, como forma
de retribuir à nação os impostos pagos pelo povo brasileiro para o ensino público. O programa
visa atrais os jovens para as práticas de solidariedade, justiça social, igualdade e fraternidade.
Mutirão de massa. As universidades públicas estaduais e municipais farão parte igualmente
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do ALFABETIZAÇÃO SOLIDÁRIA, pois todas recebem verbas federais através da CAPES,


CNPq, FINEP e demais órgãos federais que dão apoio. São bolsas de estudo, de pesquisa,
viagens nacionais e internacionais, laboratórios, aquisição de equipamentos & mobiliário &
livros, publicações, auxílios em geral etc.

4.4 EFICIENTIZAÇÃO DOS RECURSOS DESTINADOS À EDUCAÇÃO. PRIORIDADE


À UNIVERSALIZAÇÃO DO ENSINO BÁSICO E TÉCNICO DE QUALIDADE.

O senso comum diz que o desempenho decepcionante da educação no Brasil


estaria quase exclusivamente associado à falta de investimentos, tanto historicamente quanto
no momento atual. Um maior direcionamento e priorização da área certamente ajudariam a
melhorar a situação, mas os dados refutam a ideia que o Brasil é um país que investe pouco.
57
Contudo, estudos mostram que o investimento público em educação como
percentual do PIB no Brasil é maior do que diversos países que tem uma educação de melhor
qualidade que a brasileira.

Apesar das críticas referentes à análise PIB versus gastos, não deixa de ser
curioso constatar que, enquanto nas medidas de eficiência (desempenho no PISA, v.g.), o
Brasil se destaca entre os piores da amostra. Já quando se fala em gasto, estamos entre os
mais elevados.

Uma outra medida de gasto, que parece justa para uma avaliação, seria o
desembolso efetivo, em valores comparáveis, por aluno, que mostramos na Figura 1. Note que
o Brasil volta a figurar entre os piores.

Note também, que começam a surgir algumas comparações


desconfortáveis como os desembolsos por aluno semelhantes a Chile e Argentina, cujo
desempenho no PISA é bem superior ao do Brasil.
CÂMARA DOS DEPUTADOS
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Figura 1: Investimentos do Setor Público em Educação por Aluno (em USD equivalente)

30,000

25,000 24,045

20,000

15,00014,549 13,235

10,000

5,000 3,245

Brasil
Chile
Suécia
Suíça

Argentina
Eslovênia

Estonia

Eslováquia
Japão

França

Colômbia
Canadá

Bélgica

Espanha

Letônia
Lituânia
Hungria

Turquia
Portugal

Israel

México
Luxemburgo

Coréia

Polônia
Estados Unidos
Noruega

Dinamarca
Holanda

Finlândia

Austrália

Irlanda

Indonésia
Islândia

Itália
Áustria

Alemanha

Rep. Tcheca
Nova Zelândia
Grã Bretanha

Assim, tais dados permitem afirmar, sem sombra de dúvida, que existem 58
ineficiências importantes no sistema, cuja correção poderia permitir um melhor
aproveitamento dos recursos atualmente alocados, assim como de eventuais aumentos
orçamentários destinados à educação.

O diagnóstico a seguir é baseado no estudo “Um Ajuste Justo: Análise de


eficiência e equidade do gasto público no Brasil”, conduzido pelo Banco Mundial. O estudo
apresenta diagnósticos e propõe soluções para tornar mais eficiente o sistema educacional
brasileiro. Destacamos as principais constatações dos pesquisadores:

• Os investimentos em educação no Brasil já atingem 6% do PIB, acima


dos 4,9% mostrados na Figura 6, que tinha como base os dados de 2014. Esse patamar coloca
o Brasil acima da média dos países da OCED (5,5%), dos BRICS (5,1%) e da América Latina
(4,6%).

• Os alunos nas universidades públicas custam, em média, duas a três


vezes mais do que os alunos matriculados nas universidades privadas. Entre 2013 e 2015 o
custo médio por estudantes em universidades privadas esteve próximo de R$ 13.000,
enquanto esse número chega a R$ 40.900 nas universidades federais (e R$ 32.200 nas
estaduais).
CÂMARA DOS DEPUTADOS
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• O baixo desempenho escolar do sistema educacional brasileiro reflete-


se nas altas taxas de reprovação e evasão, apesar das baixas e decrescentes razões
aluno/professor.

• Existe grande variabilidade de desempenho escolar por município


brasileiro, do ponto de vista da relação entre gastos e desempenho no IDEB. A variação das
despesas explica somente 11% do desempenho, o que indica que boas práticas gerenciais têm
impacto importante no resultado. Os mesmos dados sugerem que uma economia de 1% do
PIB poderia ser obtida se todos os municípios replicassem a eficiência daqueles que estão na
fronteira.

• Uma das ineficiências do sistema brasileiro está associada ao tempo


dedicado pelos professores à aula. Em média, o professor brasileiro dedica 65% do seu tempo
ao ensino e o restante a outras atividades. As melhores práticas internacionais sugerem um 59
percentual de 85%.

• O absenteísmo chega a 16% em São Paulo e 10% em Pernambuco (nos


Estados Unidos é 5%).

• A vinculação constitucional dos gastos em educação a 25% das receitas


pode contribuir para gerar ineficiências. Municípios mais ricos tendem a desperdiçar mais
recursos, enquanto os municípios mais pobres alocam o investimento de forma mais
cautelosa.

• Os gastos públicos com os ensinos fundamental e médio beneficiam


os mais pobres (são progressivos). Já os gastos no ensino superior tendem a ser
regressivos. A grande maioria dos brasileiros matriculados em ensino superior estudam
em universidades privadas. Em 2015, dos aproximadamente 8 milhões de alunos
universitários, apenas cerca de 2 milhões estavam em universidade públicas
(predominantemente estudantes oriundos de famílias mais ricas). E 15% dos estudantes
de ensino superior estavam entre os 40% mais pobres da população.
CÂMARA DOS DEPUTADOS
Frente Parlamentar Evangélica

• Limitar os gastos por aluno aos níveis das universidades mais


eficientes geraria uma economia imediata de 0,26% do PIB.

• PROUNI, FIES, SISU, PRONATEC, e todos os demais programas do


Ministério da Educação precisam passar por rigorosa auditoria independente, visando uma
avaliação rigorosa dos resultados práticos educacionais, e uma avaliação de eventuais
problemas de corrupção até agora não percebidos pelas autoridades. A Secretaria de
Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres) tem particular importância nessas
análises que se imporão natural e necessariamente.

Enfim, é preciso desburocratizar, mas ao mesmo tempo ter um sistema de


acompanhamento e controle sofisticado. Todo o Ministério da Educação deve ter no
Ministério Público Federal, Polícia Federal e demais órgãos federais fortes aliados na tarefa
de imprimir lisura, transparência e sustentabilidade ética e cívica, e eliminar todas as 60
possibilidades de corrupção.

BIBLIOGRAFIA

MENDES, Gilmar Ferreira; STRECK, Lenio Luiz; SARLET, Ingo Wolfgang; LEONCY, Léo
Ferreira; CANOTILHO, J. J. Gomes – Saraiva
Comentários À Constituição do Brasil

KALOUT, Hussein; DEGAUT, Marcos; PIO, Carlos et al. Abertura Comercial para o
Desenvolvimento Econômico. Brasília: Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos da
Presidência da República, 2018

PIO, Carlos; BARBOZA, Marden de Melo; ANDRADE, Rodrigo Bonfim et al. Relatório de
Conjuntura no. 5. Brasília: Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos da Presidência
da República, 2018

World Bank. 2017. A fair adjustment : efficiency and equity of public spending in Brazil :
Volume I : síntese (Portuguese). Washington, D.C. : World Bank Group