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A EDUCAÇÃO EM SEXUALIDADE E OS MEDIA - Revista Elo, nº 19, 2012

Article · June 2012

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Fernando Moreira Marques


University of Aveiro
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A EDUCAÇÃO EM SEXUALIDADE E OS MEDIA 
 
Filomena Teixeira, 
ESE – Instituto Politécnico de Coimbra; 
CIDTFF – Universidade de Aveiro 
 
Fernando M. Marques, 
Fundação Portuguesa “A Comunidade Contra a Sida”; 
CIDTFF – Universidade de Aveiro 
 
Nas  sociedades  contemporâneas,  os  media  têm  vindo  a  assumir  um  protagonismo  crescente  nos 
processos  de  socialização  e  de  construção  das  identidades  juvenis.  A  exposição  mediática  de  crianças  e 
adolescentes  é  hoje  incomparavelmente  maior  do  que  a  das  gerações  anteriores.  O  tempo  passado  em 
conexão  com  a  televisão,  internet,  videojogos,  telemóveis,  música,  cinema  e  revistas  tem  sido  objeto  de 
pesquisa em vários campos científicos, procurando compreender e mapear os seus efeitos psicossociais. 
Alguns desses estudos têm evidenciado a influência dos media na hipersexualização do espaço público 
1
e  na  reprodução  de  estereótipos  sexuais .  São  disso  exemplo  os  trabalhos  centrados  nos  conteúdos  sobre 
sexualidade  e  género  veiculados  em  videojogos  (DíezGutiérrez,  2004),  revistas  juvenis  (Rubio  Gil  et  al,  2008; 
Teixeira  et  al,  2010),  programas  televisivos  (Fischer,  2002),  publicidade  (Zurinaga,  2001;  Teixeira,  Marques  e 
Martins,  2008;  Marques,  2010),  filmes  infantis  (Sabat,  2003)  e  recursos  pedagógicos  digitais  (Teixeira  e 
Marques, 2011). 
Por  influência  dos  estudos  culturais,  os  conceitos  de  currículo  cultural  e  pedagogia  cultural  tornam 
inteligível  a  natureza  construída  deste  tipo  de  mensagens  e  o  modo  como  se  inscrevem  nos  discursos 
mediáticos. Na perspetiva de Sabat (2001),o currículo cultural envolve um conhecimento organizado em torno 
de  relações  de  poder,  de  regulação  e  controle  que  se  concretizam  na  vida  quotidiana.  Esse  repertório  de 
significados está na base da construção de identidades hegemónicas, ensinando“modos de ser mulher e de ser 
homem, formas de feminilidade e de masculinidade”. 
Para Fisher (2002), o dispositivo curricular está muito para além dos programas e práticas escolares, 
relacionando‐se  diretamente  com  as  produções  e  significações  dos  diferentes  espaços  de  cultura.  No  seu 
vocabulário  crítico,  Silva  (2000)  aplica  o  conceito  de  pedagogia  cultural  a  qualquer  instituição  ou  dispositivo 
que,  tal  como  a  escola,  esteja  envolvido  no  processo  de  transmissão  de  atitudes  e  valores,  dando  como 
                                                            
1
Sobre a importância e atualidade desta questão ver ainda os seguintes documentos: Les exedans les médias : obstacle aux 
rapports égalitaires. Avis du Conseil du statut de la femme. Québec, 2008 e Entre le rose et le bleu: stéréotypes sexuels et 
construction sociale du féminin et du masculin. Étude du Conseil du statut de la femme. Québec, 2010. 

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exemplos  o  cinema,  a  televisão,  as  revistas  e  os  museus.  Neste  quadro  teórico,  currículo  escolar  e  currículo 
cultural  participam  nos  jogos  de  poder  pela  supremacia  simbólica  em  torno  da  significação  sobre  o  mundo. 
Convergentes  ou  divergentes,  explícitos  ou  ocultos,  formais  ou  informais,  as  leituras  do  real  que  esses 
currículos  supõem  ajudam  à  injunção  de  regimes  de  verdade.  Voltando  a  Silva  (2000),  onde  a  educação  e  o 
currículo são vistos como campos de conflito à volta de duas dimensões centrais da cultura: o conhecimento e 
a  identidade,  vemos  como  as  questões  de  sexualidade  e  género  disseminadas  pelos  media  jogam  um  papel 
decisivo no mapeamento das fronteiras que territorializam as sociabilidades juvenis. 
Uma  educação  em  sexualidade  abrangente  e  igualitária  centra‐se  no  conhecimento  e  respeito  do 
corpo,  na  segurança  das  práticas  sexuais,  na  partilha  das  responsabilidades,  no  reconhecimento  das  pessoas 
como sujeitos sexuais de pleno direito, na ausência de estereótipos, violência, dominação ou constrangimentos 
2
de  qualquer  espécie .  Esta  perspetiva  confronta‐se  diariamente  com  as  representações  do  género  e  da 
sexualidade que os media fazem circular no espaço público. 
Desde  2009  que,  em  Portugal,  a  estrutura  curricular  dos  ensinos  básico  e  secundário  prevê  a 
obrigatoriedade  do  desenho  e  implementação  de  um  projeto  de  educação  sexual,  centrado  na  escola,  no 
quadro de uma educação para a saúde, envolvendo6 ou 12 horas anuais em cada turma. Para o efeito foram 
3
definidos centralmente conteúdos mínimos por ciclos de ensino . 
Uma  análise  desses  conteúdos  evidencia  uma  fraca  articulação  com  a  problemática  do  currículo 
cultural. Tal facto descura a influência dos media na construção de identidades hegemónicas e na adoção de 
atitudes  sexistas  e  homofóbicas.  Esta  opção  de  política  curricular  diverge  de  orientações  emanadas  de 
organizações  internacionaise  de  linhas  diretrizes  sobre  educação  em  sexualidade  adotadas  noutros  países 
ocidentais, como por exemplo Estados Unidos, Canadá e França. 
Uma  publicação  recente  da  UNESCO  (2010),  realizada  em  parceria  com  UNAIDS,  UNFPA,  UNICEF  e 
WHO,  apresenta  uma  proposta  consistente  e  fundamentada  para  apoio  à  elaboração  de  programas  de 
educação  em  sexualidade.  O  documento,  intitulado  Orientação  Técnica  Internacional  sobre  Educação  em 
Sexualidade:  uma  abordagem  baseada  em  evidências  para  escolas,  professores  e  educadores  em  saúde, 
desenha um currículo básico destinado a crianças e jovens, dos 5 aos 18 anos, com necessário prolongamento 
ao longo da vida. A estrutura assenta em seis conceitos‐chave, desdobrados em vários tópicos e objetivos de 
4
aprendizagem, adequados a quatro níveis etários . 
                                                            
2
Veja‐se  a  propósito  do  desenvolvimento  do  conceito  de  sexualidade  igualitária  o  documento  Le  sexe  dans  les  médias: 
obstacle aux rapports égalitaires. Avis du Conseil du statut de la femme, Québec, 2008. 
3
 DR, I Série, Lei 60/2009 de 6 de Agosto e DR, I Série, Portaria 196‐A /2010 de 9 de Abril. 
4
  Os  conceitos‐chave  propostos  são:  1.  Relacionamentos;  2.  Valores,  atitudes  e  competências;  3.  Cultura,  sociedade  e 
direitos humanos; 4. Desenvolvimento humano; 5. Comportamento sexual; 6. Saúde sexual e reprodutiva. 

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No conceito‐chave Cultura, Sociedade e Direitos Humanos inclui‐se o tópico Sexualidade e Media que 
propõe como objetivos de aprendizagem: i) a compreensão dos diferentes meios de comunicação e os níveis 
de  realidade  e  ficção  das  mensagens  que  veiculam;  ii)  o  reconhecimento  de  formas  de  representação  de 
homens  e  mulheres  associadas  a  diferentes  valores,  atitudes  e  normas  sociais  relativas  ao  género  e  à 
sexualidade;  iii)  a  análise  de  estereótipos  embutidos  nas  imagens  referentes  à  sexualidade  e  aos 
relacionamentos amorosos; iv) a análise críticada influência dos media na saúde e a necessidade de mobilizar o 
seu  potencial  comunicativo  para  promover  comportamentos  sexuais  seguros  num  quadro  de  igualdade  de 
género. 
A  UNESCO  incorporou  neste  documento  experiências  de  terreno  em  várias  regiões  do  globo  e 
propostas curriculares oriundas de centros especializados nos domínios da saúde, educação e sexualidade. 
Um  desses  contributos  foi  o  documento  de  referência  Guidelines  for  Comprehensive  Sexuality 
Education:  Kindergarten  ‐  12th  Grade,  publicado  em  2004  pelo  SIECUS  –  Sexuality  Information  and  Education 
Council of the United States – para apoio à elaboração de novos programas de educação em sexualidade e à 
avaliação dos currículos existentes. A estrutura do programa proposto baseava‐se já em seis conceitos‐chave, 
desdobrados  em  diversos  tópicos,  de  complexidade  crescente,  em  função  da  idade,  estádios  de 
5
desenvolvimento e níveis de escolaridade . 
O  conceito‐chave  Sociedade  e  Cultura  integra  o  tópico  Sexualidade  e  media  com  fundamento  no 
impacto  destes  dispositivos  culturais  nos  valores  e  atitudes.  Os  temas  a  tratar  incidem  sobre:  os  níveis  de 
verdade  das  mensagens;  a  confusão  entre  ficção  e  realidade;  a  deturpação  e  efabulação  do  quotidiano;  a 
desadequação  de  alguns  conteúdos  televisivos,  filmes  e  websites  para  crianças;  a  influência  dos  media  nos 
pensamentos  e  nas  crenças;  as  mensagens  irrealistas  sobre  género,  amor,  parentalidade  e  casamento;  o 
recurso a estereótipos e preconceitos relativos a determinados grupos sociais; o papel das famílias e demais 
pessoas  adultas  na  elucidação  e  escolha  dos  conteúdos  destinados  às  crianças  e  jovens;  a  importância  da 
tomada de decisão; a prevalência de normas heterossexuais; os riscos das redes sociais virtuais; a relevância 
dos modelos positivos de relacionamento e sexualidade; o reconhecimento da importância das reações cívicas 
aos estereótipos sexuais “naturalizados” no espaço público. 
Em  2008,  a  Agence  de  la  santé  publique  du  Canada  apresenta  o  documento  Lignes  directric 
escanadiennes  pour  l’éducation  en  matière  de  santé  sexuelle,  edição  que  revê  e  atualiza  as  linhas  diretrizes 
                                                            
5
Os  conceitos‐chave  propostos  neste  caso  são:  1.  Desenvolvimento  humano;  2.  Relacionamentos;  3.  Competências 
pessoais; 4. Comportamento sexual; 5. Saúde sexual; 6. Sociedade e cultura. 

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nacionais  de  2003.  Este  documento,  baseado  em  princípios  orientadores,  destina‐se  a  apoiar  os  esforços  no 
6
âmbito das políticas de planeamento, programação e avaliação da educação e saúde sexual .  
A problemática das relações entre sexualidade e media emerge em vários dos seus princípios e linhas 
diretrizes, sendo clara a defesa do papel que os media deveriam assumir na criação de ambientes favoráveis à 
promoção da saúde sexual, em vez de se constituírem como obstáculos. 
Relativamente à eficácia das abordagens e dos métodos educativos é claramente explicitado o papel 
dos  media  na  educação  sexual.  Nesse  sentido,  defende‐se  que  uma  educação  eficaz  em  matéria  de  saúde 
sexual prevê uma formação em estudo crítico dos media como contributo à desconstrução das mensagens e 
dos estereótipos sexuais aí dissimulados ou evidentes. No domínio da formação assume‐se a importância das 
competências  dos  formadores  na  promoção  de  estratégias  reflexivas  e  no  desenvolvimento  de  ferramentas 
para avaliar os efeitos nefastos dos media. No que respeita à planificação e avaliação de programas, para além 
de  se  encorajar  o  marketing social  na  promoção  da  saúde  sexual,  evidencia‐se a  consciencialização  do  papel 
dos  media  na  adoção  de  determinados  comportamentos  sexuais.  As  encenações  mediáticas  induzem 
expectativas  irrealistas  sobre  os  relacionamentos  amorosos  e  o  desempenho  sexual,  na  medida  em  que 
exercem  uma  forte  influência  sobre  a  percepção  que  as  pessoas  têm  de  si,  dos  outros  e  do  mundo  que  as 
rodeia. 
A  importância  da  avaliação  crítica  do  impacto  dos  media  na  educação  em  sexualidade  requer  uma 
reflexão  partilhada  sobre  o  que  as  crianças  e  jovens  veem,  o  que  entendem  e  o  que  leem  nas  mensagens, 
estabelecendo simultaneamente relações com as diversas normas e práticas sexuais. 
No mesmo ano de 2008, o Ministère de L`ÉducationNationale de França publica dois documentos de 
suporte pedagógico à Educação em Sexualidade intitulados: Guide d’intervention pour les collèges e tle slycées 
e Guide du Formateur. Os media são também aqui mencionados como um poderoso fator de socialização no 
domínio  do  género  e  da  sexualidade,  enquanto  difusores  de  normas  sexuais,  condutas  e  papéis  sociais.  Nas 
emissões para crianças e adolescentes, as linguagens, os códigos de vestuário e os universos ficcionais de séries 
televisivas,  campanhas  publicitárias,  videoclips  e  desenhos  animados  orientam  fortemente  um  certo  número 
de valores e de atitudes. A sexualidade é frequentemente apresentada sob uma forma fascinante, iludindo as 
eventuais consequências do ato sexual. Propõe‐se partir destas imagens e representações para falar de uma 
sexualidade  mais  quotidiana,  fundada  sobre  o  respeito  e  a  partilha  de  responsabilidades.  Podem  assim 
comparar‐se  as  implicações  dos  papéis  sexuais  propostos  nas  séries  televisas,  videoclips  ou  revistas  para 
adolescentes com a “realidade” dos projetos de vida. 
                                                            
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São  apresentados  cinco  princípios  organizadores:  1.  Uma  educação  em  matéria  de  saúde  sexual  acessível  a  todos  os 
canadianos;  2.  A  integralidade  da  educação  em  matéria  de  saúde  sexual;  3.  A  eficácia  das  abordagens  e  dos  métodos 
educativos; 4. Formação e apoio administrativo; 5. Planificação, avaliação e atualização de programas e desenvolvimento 
social. 

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Com  base  nestes  pressupostos,  apresentam‐se  fichas  pedagógicas  sobre  diversos  temas,  como  por 
exemplo a exploração comercial da sexualidade nas mensagens publicitárias e videoclips, onde a violência e o 
sexismo têm forte expressão. 
Partindo  destas  propostas  e  de  diversos  outros  documentos  produzidos  em  fóruns  internacionais,  a 
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Carta  de  Aveiro ,  aprovada  no  I  Congresso  Internacional  de  Sexualidade  e  Educação  Sexual,  realizado  em 
Novembro de 2010, na Universidade de Aveiro, apela à promoção da saúde sexual, no respeito pela igualdade 
de  género,  multiculturalidade  e  diversidade,  manifestando  a  importância  de  uma  educação  em  sexualidade 
abrangente,  cientificamente  fundamentada  e  culturalmente  relevante,  baseada  no  respeito  pelos  Direitos 
Humanos. Aqui se alerta para a necessidade de regulação da produção de conteúdos veiculados pelos media de 
modo a evitar a difusão de informações erróneas e degradantes sobre sexualidade e género. 
Como fica patente, a proposta de conteúdos mínimos de Educação Sexual surgida em 2009, no nosso 
país, afasta‐se das abordagens mais atuais sobre sexualidade e género, não só pela ausência das problemáticas 
ligadas  à  sexualização  do  espaço  público,  mas  também  por  outras  razões  pertinentes,  como  sejam,  a  fraca 
articulação temática, a ausência de uma visão interdisciplinar e a cedência a um olhar ainda algo marcado pelo 
modelo biomédico da sexualidade.  
Para  preencher  estas  lacunas,  as  escolas  têm  de  saber  utilizar,  no  seu  quadro  de  autonomia,  os 
corredores de liberdade de que dispõem para a construção do currículo. Na elaboração do projeto de educação 
sexual,  as  comunidades  escolares  não  podem  deixar  de  enfrentar  criticamente  e  criativamente  estas 
realidades. Atendendo à dinâmica dos saberes científico‐pedagógicos, aos desafios dos contextos socioculturais 
e  à  matriz  ético‐política  dos  Direitos  Humanos,  devem  desenhar  os  percursos  de  aprendizagem  que  melhor 
capacitem os/as jovens para fazerem escolhas informadas, seguras e responsáveis nos seus relacionamentos e 
na sua vida sexual. 
Assumindo a abordagem crítica dos media como essencial na educação em sexualidade, temos vindo a 
desenvolver  investigação  sobre  a  hipersexualização  das  mensagens  mediáticas  com  a  finalidade  de  conceber 
recursos didáticos para trabalho em sala de aula que sejam úteis ao crescimento saudável de crianças e jovens. 
Entendemos  que  é  no  desenvolvimento  de  ferramentas  críticas  capazes  de  desconstruir  os  estereótipos 
sexistas difundidos pelosmediano espaço público que reside um dos maiores desafios para docentes e escolas. 
Uma outra aposta, que se liga estreitamente à anterior, centra‐se na formação inicial e contínua de 
professores/as,  já  que  a  melhoria  das  competências  científicas,  metodológicas  e  relacionais  é  crucial  nos 
programas de educação em sexualidade. A introdução de unidades curriculares de Sexualidade em Cursos de 
                                                            
7
Carta de Aveiro sobre Sexualidade e Educação Sexual. In Teixeira et al [org.] (2010) pp. 413‐416. 

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formação  de  professores/as   e  a  realização  de  Oficinas  de  Formação para  docentes  de  todos  os  níveis  de 
ensino,  fazem  parte  de  uma  estratégia  sustentada  de  qualificação  e  desenvolvimento  profissional  que 
gostaríamos  de  ver  mais  desenvolvida  e  também  alargada  à  formação  básica  de  todos  os  profissionais  de 
saúde. 
Num  país  com  elevadas  taxas  de  violência  de  género,  abuso  sexual,  gravidez  na  adolescência,  sexo 
comercial, tráfico de mulheres, adição à pornografia, infeção VIH/SIDA, institucionalização de crianças e jovens, 
pobreza, exclusão étnica ‐ às quais acresce, quer uma memória histórica saturada de hipocrisia e puritanismo 
sexual, quer uma reverência provinciana às formas tradicionais da masculinidade ‐ deparamo‐nos a cada passo 
com fenómenos de sexismo, desigualdade de género e intolerância à diversidade sexual. 
Num  tempo  de  incertezas  e  de  ressurgimento  de  retrógradas  tendências  hegemónicas  que 
prescrevem a penitência, a humilhação e a culpa como meio eficaz de regeneração da sociedade, cada vez mais 
se torna claro que o campo da educação em sexualidade é incómodo e emancipador, primeiro, porque lembra 
felicidade  e  prazer  e  depois,  porque  exige  autenticidade,  ética  da  responsabilidade  e  pleno  respeito  pela 
singularidade de cada ser humano.  
 
BIBLIOGRAFIA 
Díez Gutiérrez, E. J. [dir.] (2004). La diferencia sexual en el análisis de los videojuegos. Madrid: CIDE, 
Instituto de la Mujer. 
Fisher, R. M. B. (2002) O dispositivo pedagógico da mídia: modos de educar na (e pela) TV. Educação e 
Pesquisa, janeiro‐junho, vol. 28, número 1, pp. 151‐162. Universidade de São Paulo, Brasil. 
Marques, F. M. (2010) Os trajetos da sexualidade entre a esfera pública e a esfera íntima. In Teixeira, 
F. et al [org.] Sexualidade e Educação Sexual: políticas educativas, investigação epráticas. Braga: Edições CIEd – 
Centro de Investigação em Educação. Universidade do Minho, pp. 261‐270.  
Rubio  Gil,  Á.,  Martín  Pérez,  A.  M.,  Mesa  Olea,  M.  J.  &  Mesa  Olea,  M.  B.  (2008).Influencias  de  las 
Revistas Juveniles en la Sexualidad de las e los Adolescentes. Madrid: CIDE/Instituto de la Mujer. 
Sabat, R. (2001). Pedagogia cultural, género e sexualidade. Estudos Feministas, ano 9, nº 1, pp. 9‐21. 
                                                            
8
 A Escola Superior de Educação de Coimbra tem oferta formativa das seguintes unidades curriculares: Sexualidade e Saúde 
no Curso de Educação Básica; Sexualidade, Saúde e Envelhecimento do Curso de Gerontologia Social e Sexualidade, Saúde, 
Cultura  e  Media  no  Mestrado  em  Educação  para  a  Saúde.  Os  programas  e  a  lecionação  destas  unidades  curriculares  são 
assegurados por F. Teixeira desde 2007. 
9
  No  quadro  do  projeto  Sexualidade  e  Género  no  Discurso  dos  Media,  em  desenvolvimento  no  CIDTFF  –  Centro  de 
Investigação Didática e Tecnologia na Formação de Formadores ‐ da Universidade de Aveiro, acreditámos junto do CCPFC 
uma  Oficina  de  Formação  sobre  Sexualidade  e  Género  nos  Media:  desafios  éticos  e  educacionais.  As  sessões  têm  como 
suporte  guiões didáticos  elaborados  intencionalmente  para  uma  abordagem  crítica  dos  media  em  sala  de  aula,  incidindo 
sobre publicidade, séries televisivas, videojogos, revistas juvenis e campanhas de prevenção da infeção VIH/SIDA. 

20
 
Sabat,  R.  (2003).  Filmes  infantis  e  a  produção  performativa  da  heterossexualidade.  Porto  Alegre: 
UFRGS. [Tese de Doutoramento]. 
Silva, T. T. (2000) Teoria cultural e educação. Um vocabulário crítico. Belo Horizonte: Autêntica. 
Teixeira, F., Marques, F.M. (2011). A dimensão de género nos recursos educativos digitais de Ciências 
da Natureza. Cadernos Sacausef, nº 8. Lisboa: MEC/DGIDC, pp 67‐71.  
Teixeira,  F.,  Marques,  F.  M.,  &  Martins,  I.  P.  (2008).  Sexualidade  e  género  no  discurso  publicitário: 
implicações  educacionais.  Anais  [recurso  electrónico]:  currículo,  teoria,  métodos/IV  Colóquio  Luso‐Brasileiro 
sobre Questões Curriculares e VIII Colóquio sobre Questões Curriculares. Florianópolis: UFSC, FAPESC, 2008.  
https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=explorer&chrome=true&srcid=0Bzof6gyAaUoMNDQzNzZm
MTEtNjU0ZS00ODM4LTkyN2EtYmQyNDVkNTQwNDNm&hl=en_US 
  Teixeira, F., Marques, F. M., Sá, P., Vilar‐Correia, M. R., Couceiro, F., Folhas, D., Portugal, S., Silva, I. V., 
Cardoso, S., Vilaça, T., Frias, A. & Lopes, P. (2010). Sexualidade e género nas revistas juvenis: o caso da Bravo. In 
Teixeira et al [org.] Sexualidade e Educação Sexual: Políticas Educativas, Investigação e Práticas, pp. 285‐291. 
Braga: Edições CIEd ‐ Universidade do Minho. 
Teixeira, F., Martins, I. P., Ribeiro, P. R. M., Chagas, I., Maia, A. C. B., Vilaça, T., Maia, A. F., Rossi, C. R., 
&  Melo,  S.  M.  M.  [org.]  (2010).  Sexualidade  e  Educação  Sexual:  Políticas  Educativas,  Investigação  e  Práticas. 
Braga: Edições CIEd ‐ Universidade do Minho. (Ebook)  
http://www.fpccsida.org.pt/images/stories/Livro_I_CISES.pdf 
Zurinaga, M. C. (2001). El Género femenino a través de la publicidad. Madrid: Mujeres jóvenes. 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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FICHA TÉCNICA 
Diretor  Jorge do Nascimento Pereira da Silva 
   
Coordenador  Francisco Teixeira ‐ Jorge do Nascimento 
   
Conselho Científico  Almerindo Janela Afonso – Universidade do Minho 
  Carlinda leite – Universidade do Porto 
  Carla Serrão – Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico do Porto 
  Duarte Vilar – Associação para o Planeamento da Família   
  Fernando Ribeiro Gonçalves – Universidade do Algarve 
  Francisco Teixeira – Escola Secundária Francisco de Holanda 
  José Augusto Pacheco – Universidade do Minho 
  Manuela Esteves – Universidade de Lisboa 
   
Conselho Redatorial  Jorge do Nascimento Pereira da Silva 
  Agostinho Ferreira 
  António Oliveira Sousa 
  Francisco Teixeira 
  Maria Lucinda Palhares da Cunha Bessa 
   
Capa  Pedro Almeida 
   
Maquetagem  Francisco Teixeira 
   
Propriedade e edição  Centro de Formação Francisco de Holanda 
Escola Secundária Francisco de Holanda 
Alameda Dr. Alfredo Pimenta 
4814‐528 Guimarães 
cfaecff@cffh.pt 
www.cffh.pt 
253 513 073 
 
Depósito Legal  75362/94 
 
ISBN  972‐96465 
   
Impressão  Gráfica Covense, Ldª 
Polvoreira – Guimarães 
   
Número  Revista ELO 19 – Junho de 2012 
   
Tiragem 
 
500 Exemplares 
 
 
   

Apoios 
 
MEC 
 
 
   

Revisão por pares  Revisão por pares da responsabilidade do Conselho Científico 


 
ÍNDICE 
 
NOTA DE ABERTURA‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  9
Jorge do Nascimento Pereira da Silva, 
Diretor do Centro de Formação Francisco de Holanda 
 

TEÓRICOS 
 

A EDUCAÇÃO EM SEXUALIDADE E OS MEDIA‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  15
Filomena Teixeira, 
Instituto Politécnico de Coimbra; 
Fernando M. Marques, 
Fundação portuguesa “A Comunidade Contra a Sida”  
 

O SEXO E A ONTOLOGIA DO HUMANO‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  23
Francisco Teixeira, 
Escola Secundária Francisco de Holanda 
A FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES (AS) NO BRASIL E EM PORTUGAL: 
REFLEXÕES ACERCA DA EDUCAÇÃO SEXUAL NAS INSTITUIÇÕES ESCOLARES‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  35 
Célia Rossi, Departamento de Educação ‐ IB ‐ Rio Claro/ SP; 
Dilma Lucy de Freitas, Insituto de Educação da Universidade de Lisboa; 
Isabel Chagas, Insituto de Educação da Universidade de Lisboa 
 

EDUCAÇÃO SEXUAL E MASCULINIDADE‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  41
Duarte Vilar, 
Diretor Executivo da Associação para o Planeamento da Família 
 

EDUCAÇÃO SEXUAL PARA EDUCADORES DE CRIANÇAS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  47
Ana Cláudia Bortolozzi Maia, 
Bruna Belusse Demonico, 
Juliana Spinelli Ferrari, 
GEPESEC – Universidade Estadual Paulista 
 

EDUCAÇÃO SEXUAL E FORMAÇÃO CONTÍNUA DE PROFESSORES: 
UMA ESTRATÉGIA PARA A PRÁTICA PEDAGÓGICA EM SALA DE AULA‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  55 
Andreza Marques de Castro Leão, 
Paulo Rennes Marçal Ribeiro, 
Núcleo de Estudos da Sexualidade – Universidade Estadual Paulista 
 

EDUCACIÓN SEXUAL EN LA FAMILIA Y LA ESCUELA‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  63
Félix López Sánchez, 
Universidad de Salamanca 


 
EDUCAR A SEXUALIDADE OU EDUCAR PARA A SEXUALIDADE‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  75
Daniel Serrão, 
Universidade Católica Portuguesa ‐Porto 
 

LA EDUCACIÓN SEXISTA DE LOS VIDEOJUEGOS EN EL ÁMBITO ESCOLAR Y SOCIAL‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  83
Enrique J. Díez Gutiérrez, 
Universidad de León 
 

METODOLOGIA DE ENSINO PARA UMA SEXUALIDADE POSITIVA E RESPONSÁVEL‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  91
Teresa Vilaça, 
IE ‐ Universidade do Minho 
 

A EDUCAÇÃO SEXUAL DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐ 103
Ana Cláudia Bortolozzi Maia,
Faculdade de Ciências, Universidade Estadual Paulista 
O CAMINHO FAZ‐SE CAMINHANDO: A FORMAÇÃO DE PROFESSORES/AS EM EDUCAÇÃO SEXUAL‐‐‐‐‐  109
Carla Serrão,  
Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico do Porto 
 

ORIENTAÇÕES EUROPEIAS PARA A EDUCAÇÃO SEXUAL NAS ESCOLAS‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  115
Manuela Moura,  
Vice‐Presidente – Norte ‐ da Associação para o Planeamento da Família 
 

PINCELADAS SOBRE A ADOLESCÊNCIA‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐ 121
Milice Ribeiro dos Santos,
Sociedade Portuguesa de Terapia Familiar 
EDUCAÇÃO SEXUAL: DA OBRIGATORIEDADE À REALIDADE‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  129
Alexandra Santos, 
Agrupamento dos Centros de Saúde de Guimarães – Vizela 
 
PRÁTICOS 
 
A EDUCAÇÃO SEXUAL NO AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE PEVIDÉM‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  133
Maria Fernanda Faria, 
Coordenadora do Projeto Educação para a Saúde do Agrupamento de Escolas de Pevidém 
 

A EDUCAÇÃO SEXUAL NA ESCOLA: UMA ABORDAGEM PRÁTICA‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  137
Beatriz Costa, 
Coordenadora do Projeto de Educação para a Saúde do AVE Briteiros; 
Marta Araújo, 
Enfermeira Especialista de Saúde Infantil e Pediátrica 
 

6
 
A EDUCAÇÃO SEXUAL EM MEIO ESCOLAR NA PERSPETIVA DAS POSSIBILIDADES‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  145
Manuela Nunes, 
Coordenadora da Educação para a Saúde ‐ Agrupamento de Escolas Prof. João de Meira 
 

CRESCER NUMA SEXUALIDADE CONSCIENTE E SAUDÁVEL‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  149
Fernando Jorge Oliveira Novais Ribeiro, 
Coordenador de Educação para Saúde do Agrupamento de Escolas Mário Cardoso; 
Ana Paula Pimentel Monteiro 
Psicóloga do Serviço de Psicologia do Agrupamento de Escolas Mário Cardoso 
 

EDUCAÇÃO PARA A SAÚDE/EDUCAÇÃO SEXUAL NO CURRÍCULO ESCOLAR‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  159
Alexandra Pereira,  
Coordenadora do projeto educação para a saúde/educação sexual –  
Agrupamento de Escolas D. Afonso Henriques  
 

PROJETO 5 SENTIDOS‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  163
Equipa do projeto de educação sexual,  
Escola Secundária Francisco de Holanda 
 

EDUCAÇÃO SEXUAL NA ESCOLA ‐ COMO? PARA QUÊ?
PERFIL DO FORMADOR E MODALIDADES E TÉCNICAS DE IMPLEMENTAÇÃO‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  171 
Alexandrina Melo Silva, 
Escola Secundária das Taipas 
 

EDUCAÇÃO SEXUAL NO AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE ARÕES‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  175
Helena Sofia Dias Pereira, 
Sílvia Cristina Moreira Carneiro, 
Sílvia Maria Barros de Lemos, 
Professores do Projeto Educação Para a Saúde e Educação Sexual do Agrupamento de Escolas de Arões 
 

A EDUCAÇÃO SEXUAL NO AGRUPAMENTO VERTICAL DE ESCOLAS SANTOS SIMÕES‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  181
Equipa do Projeto de Educação para a Saúde, 
AVE Santos Simões 
 

IMPLEMENTAÇÃO  DE  UM  PROJETO  DE  EDUCAÇÃO  SEXUAL  NO  AGRUPAMENTO  DE  ESCOLAS 
PROFESSOR ABEL SALAZAR‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  189 
Sérgio Silva, 
Professor Coordenador da Equipa de Saúde Escolar; 
Sandra Fernandes, 
Professora formadora PRESSE; 
Helena Azevedo, 
Psicóloga 


 
PROJETO DE EDUCAÇÃO SEXUAL DO AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DAS TAIPAS‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  193
Beatriz Sousa, 
Coordenadora do PES do Agrupamento de Escolas das Taipas 
 

UMA PROPOSTA DE PROJETO DE EDUCAÇÃO SEXUAL‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  199
João António Fernandes Vieira, 
Professor do Agrupamento Vertical de Escolas de Briteiros 
 

A RESISTÊNCIA DOS PROFESSORES À EDUCAÇÃO PARA A SEXUALIDADE, NA ESCOLA‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  205
Natércia Daliana Leite da Silva 
AEDUCAÇÃO SEXUAL NO AGRUPAMENTO DE ESCOLAS PROFESSOR CARLOS TEIXEIRA‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  221
Adosinda Machado, 
Coordenadora do projeto de educação para a saúde do Agrupamento de Escolas Carlos Teixeira 
 

A TEATRALIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO SEXUAL EM MEIO ESCOLAR 
COM RECURSO ÀS TIC‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  227 
Cláudia Arnaud Marques, 
Agrupamento de Escolas Padre Joaquim Flores 
 

CARINHOS, AFETOS E EMOÇÕES ‐ A FAMÍLIA DE SILVARES‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  241
Sandra Leal, 
Agrupamento de Escolas de Silvares 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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