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Criminologia

Subintendente
Nuno Poiares
Palavras-chave
Criminologia
Criminologia e Ciência
Período científico e pré-científico
Criminologia Clínica e Criminologia Geral/Sociológica
Criminologia Clássica e Neoclássica
Criminologia Positiva
Atavismo
Criminologia etiologico/causal-explicativa
Criminologia Moderna
Criminologia Radical
Criminologia Ambiental
Criminologia Forense
Vitimação
Paul Topinard, Cesare Beccaria,
Cesare Lombroso, Raffaele Garofalo, Enrico Ferri
Etimologicamente, criminologia vem do latim crimen (crime) e
do grego logos (estudo, tratado), significando o estudo do crime.

Atualmente a criminologia não estuda apenas o crime, mas


também as circunstâncias sociais, a vítima, o criminoso, etc.
A palavra criminologia foi pela primeira vez usada em
1883 por Paul Topinard e aplicada internacionalmente
por Raffaele Garofalo, no seu livro Criminologia (1885).

(MACHADO, 2008; PENTEADO FILHO, 2012)


Uma crise de identidade…

“A diversidade dos objetos de estudo da Criminologia (criminoso,


crime, vítima, sistema de controlo formal, insegurança, etc.), a
multiplicidade de métodos de investigação empírica (da observação
participante ao método experimental), a sua proximidade a outras
disciplinas que igualmente produzem conhecimento sobre alguns dos
objetos acima mencionados, fazem com que a autonomia científica da
Criminologia seja muitas vezes posta em causa (Pires, 1995)”

(AGRA e FARIA, 2012: 27)


Desde a edição original de O homem delinquente de Lombroso, em
1876, usualmente apontada como a obra fundadora da criminologia,
que este campo de saber tem sido questionado acerca das suas
fronteiras (autonomia), conteúdo (identidade), forma de atuação
(método) e relação com o campo de decisões (aplicação).
(AGRA e FARIA, 2012, p. 27)

O próprio Cesare Lombroso não se dizia criminólogo e sustentava ser


adepto da escola antropológica italiana.
(PENTEADO FILHO, 2012)
Quem foi o pai da ideia original?

O fundador da criminologia moderna foi Cesare Lombroso, com


a publicação, em 1876, de seu livro O homem delinquente?

O antropólogo francês Paul Topinard (1830-1911) que, em


1883, terá empregue pela primeira vez a palavra criminologia?

Ou Raffaele Garofalo que usou o termo como nome de um livro


científico (Criminologia, 1885)?
Fases da Criminologia:

- Período pré-científico: desde a antiguidade, de onde


resultam preocupações com o fenómeno criminal.

- Período científico: a maioria da bibliografia disponível


aponta os estudos de Cesare Lombroso, com a sua obra
O homem delinquente (1876) como o marco inicial da
criminologia científica. Sua tese principal era o
delinquente sem livre arbítrio.
A Criminologia é o conjunto de conhecimentos sobre o crime enquanto
fenómeno social, e inclui os processos de elaboração das leis, de
infração a essas leis e de reação à infração das leis.

Ocupa-se, também, da extensão do fenómeno criminal.

A Criminologia é a ciência que se debruça sobre crime e o delinquente


como fenómeno individual e social.

Introdução à Criminologia, A criminologia enquanto ciência do crime, Cap. I, repositório UL


Atualmente a criminologia é a ciência que estuda:

a) As causas, as manifestações e efeitos dos delitos;

b) O deliquente, a vítima e o controlo social da conduta criminosa a


partir da observação da realidade.

c) As políticas públicas a desenvolver para prevenir/combater a


criminalidade e seus efeitos.

Trata-se de uma ciência empírica e interdisciplinar pois observa a


realidade dos factos, conjugando diversas áreas do Saber.
O objeto de estudo da moderna criminologia é o crime, as suas circunstâncias,
os autores, as vítimas e o controlo social.

Ela deverá orientar a política criminal na prevenção especial e direta dos crimes
socialmente relevantes.

Deverá ainda orientar a política social na prevenção geral e indireta das ações
que, embora não previstas como crimes, merecem reprovação da comunidade.

A Criminologia não se confunde com Política Criminal ou com a Criminalística.


Principais ramos da criminologia (interdependentes)

Criminologia Clínica (bioantropológica): análise de casos, biológico,


experimental e envolve a indução (particular para o geral).

Criminologia Geral (ou sociológica): utiliza o método estatístico,


sociológico, histórico e que enfatiza o procedimento de dedução
(geral para o particular)
Criminologia Clínica

Biologia Criminal, Criminologia Genética, Psiquiatria Criminal, Psicologia


Criminal, Endocrinologia Criminal (etiologia do crime através do estudo das
hormonas e das glândulas de secreção interna), Estudos das Toxicomanias,
etc.

Procura uma explicação etiológica endógena do crime e do homem


criminoso. Procura apontar uma causa da conduta criminosa que estaria no
próprio homem, enquanto forma de anormalidade física e/ou psíquica.
Criminologia Sociológica

Para a criminologia sociológica as causas preponderantes da


criminalidade são ambientais ou exógenas.

Mais importante do que as características do homem criminoso, é


identificar o meio criminógeno/contexto em que ele se encontra.
Modelos/Escolas teóricos/as:

Criminologia Clássica e Neoclássica

Criminologia Positivista

Criminologia Moderna
Criminologia Clássica

Não se preocupa com a prevenção, ressocialização ou


reintegração social do delinquente, mas tão-só com a
dissuasão penal, defendendo que os meios de prevenir o
delito precisam de ter natureza penal consubstanciada na
ameaça do castigo/da pena.

A criminologia clássica coloca o seu foco na visão da


prevenção em torno da pena, do seu rigor e severidade.
Escola Clássica

Procurava estabelecer limites ao jus puniendi (direito de punir) do


Estado e proteger a liberdade individual.

Decorre do iluminismo e contrapõe-se às torturas e desrespeitos


aos direitos fundamentais.

Defende que a pena é um instrumento para restabelecer a ordem


perturbada pelo delito, devendo ser proporcional a esta.
Escola Clássica

O fundamento da responsabilidade penal encontra-


se no livre-arbítrio.

O homem, sendo livre para escolher entre o bem e o


mal, escolhe este último.

A metodologia é lógico-dedutiva, não existindo a


observação empírica dos factos.
Escola Clássica (séc. XVIII)

Os investigadores da Escola Clássica concentraram os


seus estudos na vontade livre e consciente do indivíduo.

Exemplos de autores da escola clássica: Cesare Beccaria


(1738-1794) e, ainda, Francesco Carrara e Giovanni
Carmignani.

Mas outros autores já tinham tratado de reflexões afins:


Hobbes (1588-1678), Montesquieu (1689-1755),
Voltaire (1694-1778) e Rousseau (1712-1778).
Escola Clássica

O ano de 1764 marca o momento do nascimento da moderna


racionalidade penal.

Com a obra Dos delitos e das penas de Cesare Beccaria, o Direito Penal
surge nas vestes que perduraram até aos dias de hoje: desligado da
teologia, como um subsistema complexo de regras de proibição e
sancionatórias, com procedimentos fechados sobre si mesmos e
autónomo.

(In Faria e Agra, 2012: 33)


Escola Clássica

A obra Dos delitos e das penas tem como principais temáticas o


fundamento e limites do direito de punir; a liberdade e segurança dos
indivíduos, incluindo as garantias processuais e uma teoria sobre a pena ”.

(In Faria e Agra, 2012: 33)


Criminologia Neoclássica

Preocupa-se também com a dissuasão penal (como a


criminologia clássica), mas coloca o acento tónico no
funcionamento do sistema normativo, ou seja, a forma
como os delinquentes encaram/sentem/percecionam
o sistema normativo.
Criminologia Positiva

Foi com o surgimento da Escola Positiva que se


abandonou a centralização na figura do crime,
passando o foco da pesquisa para o delinquente.

Assenta as suas bases no empirismo (observação e


experimentação.

O objeto de estudo é o deliquente.


Criminologia Positiva

A explicação da criminalidade é procurada na predisposição para a


prática de comportamentos desviantes.

Neste modelo teórico, a criminologia deve explicar as diferenças


físicas, psicológicas e sociais entre delinquentes e não delinquentes.
Criminologia Positiva

Os comportamentos humanos estão sujeitos ao determinismo, inexistindo


a liberdade de escolha, o livre-arbítrio.

Nesta corrente teórica destacam-se o positivismo antropológico


(antropologia criminal) de Lombroso, o determinismo social de Ferri e
jurídica/psicológica (Garofalo), expoentes da escola positiva italiana.

Enrico Ferri (1856-1929), discípulo de Lombroso, foi o criador da chamada


sociologia criminal.
Criminologia Positiva

Raffaele Garofalo (1851-1934), jurista, afirmou que o crime estava no


homem e que se revelava como degeneração deste.

O seu grande trabalho foi conceber a noção de delito natural (violação


dos sentimentos altruísticos de piedade e probidade).

Classificou os criminosos em natos (instintivos), fortuitos (de ocasião) ou


pelo defeito moral especial (assassinos, violentos e cínicos).
Escola Positiva

Considera o delito um fenómeno natural, causalmente


determinado.

A criminologia recorre ao método científico capaz de


prever os meios de combater o crime.

A criminologia tem como finalidade a defesa do corpo


social; e não admite o livre-arbítrio da corrente clássica,
tendo como expoente máximo Lombroso, que procurou
criar uma nova ciência – a antropologia criminal.
Escola Positiva

Lombroso, por meio de pesquisa empírica, utilizou dados


estatísticos na tentativa de comprovar que fatores biológicos
estariam relacionados na etiologia do crime/estudo ou ciência das
causas do fenómeno criminal, defendendo o atavismo/do latim
atavus/ancestral, reaparecimento de uma certa característica no
organismo depois de várias gerações de ausência.
Escola Positiva

Em 1775 Lavater (1764-1801) publica Essai sur la


physiognomie destiné à faire connaitre l’homme et à le
faire aimer, onde concebe o Homem como reunindo vida
animal, intelectual e moral (Labadie, 1995), objeto de
uma ciência de superfície, a fisionomia, que busca no
corpo as manifestações exteriores das capacidades
interiores do ser humano.
Há que procurar as diferenças entre os indivíduos,
através de observações repetidas que venham
codificar os sinais emitidos pelos vários pontos do
corpo.

Nesta lógica, coloca-se a hipótese de haver


precisamente um corpo do Mal, do Vício e da
Imoralidade (Faria e Agra, 2012, p. 47).
Criminologia Moderna

Verifica-se um alargamento do espetro de análise.

Tem como finalidade explicar e prevenir o fenómeno


criminal, avaliar os diferentes modelos de controlo social e
intervir na pessoa do delinquente e da vítima (vitimologia).
Vitimologia

Vitimação primária é aquela que se relaciona com o indivíduo


atingido diretamente pela conduta criminosa.

Vitimação secundária é uma consequência das relações entre


as vítimas primárias e o Estado, face à burocracia do seu
aparelho repressivo (Polícia, Ministério Público, etc.).

Vitimação terciária é aquela que decorre de um excesso de


sofrimento, quando a vítima é abandonada, em determinadas
circunstâncias, pelo Estado e estigmatizada pela comunidade,
incentivando as cifras negras.
(PENTEADO FILHO, 2012).
Criminologia aplicada: aplicação científica nas práticas e
compreensão dos operadores do Direito

Criminologia académica: sistematização dos princípios


para fins meramente pedagógicos

Criminologia analítica: verificação do cumprimento do


papel das ciências criminais e da política criminal

Criminologia crítica ou radical: negação do capitalismo e


apresentação do delinquente como vítima da sociedade,
tendo as suas bases no marxismo
Criminologia Ambiental

Teoria das Atividades Rotineiras (Routine Activities Theory)

Teoria da Escolha Racional (Rational Choice Theory)

Teoria do Padrão Criminal (Crime Pattern Theory)

Teoria da Oportunidade (Crime Opportunity)


Criminologia Forense
Ciência auxiliar da Justiça.

Estudo científico do crime e dos criminosos com o objetivo de informar os


processos investigativo e penal. Pode também ser considerada uma ciência
forense e do comportamento (Petherick, Turvey & Ferguson, 2009).

Interessa-se pelos aspetos da Criminologia diretamente relacionados com os


tribunais mas tem metodologias próprias, como é o caso
do Profilling Criminal.

A Criminologia Forense é uma ciência comportamental e forense


caracterizada pela integração dos conteúdos de disciplinas como Ciências
Forenses, Investigação Criminal, Criminalística, Psicologia Forense,
Vitimologia, Reconstrução do Crime, Profilling Criminal, entre outras.

In http://profilingcriminal.com/websites/profilingcriminal/?page_id=20 (consulta em 02.02.2016)


MUITO OBRIGADO