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Teoria da Literatura

Aula 2
Sobre as Funções da Literatura e as
Relações da Literatura com o Contexto
e Outras Artes
Profª. Amanda Crispim Ferreira
Graduada em Letras (UEL)
Mestre em Estudos Literários (UFMG)
Doutoranda em Letras (UEL)
Objetivos:

Discutir as funções da Literatura;


Relacionar a produção literária com o contexto no
qual foi produzida;
Observar a relação da literatura com outras artes.
Qual é o poder da Literatura?
Até onde ela pode ir?
Vídeo

Escritores da Liberdade – (Contextualização)

Fonte:
https://www.youtube.com/watch?v=uO0wfJkhv3s
Funções da literatura

As discussões a respeito da função da Arte e da


Literatura são variadas, pois cada sociedade atribui
valores diferentes às coisas conforme as visões de
mundo vigentes na época;
Pode-se dizer que a literatura é plurifuncional.
Funções da literatura

Para Candido (1972), a literatura é vista como a arte


que transforma/humaniza o homem e a sociedade,
por meio de três funções: psicológica (estética),
formadora (pedagógica) e a social.
[...] A literatura não corrompe nem edifica, mas
humaniza em sentido profundo, por que faz viver.
(CANDIDO, 1972, P.806)
Função psicológica

Refere-se à capacidade que o homem tem de


fantasiar;
Imaginação e estética;
Não uma imaginação pura, mas ligada ao real.
Função formadora

A literatura pode formar; mas não segundo a pedagogia oficial.


[...] . Longe de ser um apêndice da instrução moral e cívica, [...], ela age
com o impacto indiscriminado da própria vida e educa como ela. [...].
Dado que a literatura ensina na medida em que atua com toda a sua
gama, é artificial querer que ela funcione como os manuais de virtude e
boa conduta. E a sociedade não pode senão escolher o que em cada
momento lhe parece adaptado aos seus fins, pois mesmo as obras
consideradas indispensáveis para a formação do moço trazem
freqüentemente aquilo que as convenções desejariam banir. [...]. É um
dos meios por que o jovem entra em contato
com realidades que se tenciona
escamotear-lhe[...]
(CANDIDO, Antonio. A literatura e a formação
do homem. Ciência e Cultura. 24 (9):
803-809, set, 1972.)
Função social
Integração do leitor ao universo das personagens
retratadas.
Integração que culmina na identificação de uma
realidade que não é a sua, mas que faz parte de uma
cultura própria, diferente daquela da qual participa.
Essa integração faz com que o leitor incorpore a
realidade da obra às suas próprias experiências
pessoais.
Vídeo

Escritores da Liberdade – (Leitura)

Fonte:
https://www.youtube.com/watch?v=TGMjsHmmfso
Literatura e sociedade

Como todo tipo de arte, a literatura está vinculada à


sociedade em que se origina;
Não há artistas imunes à realidade, porque todos
estão inseridos na sociedade e participam dos
problemas vividos por ela, apesar das diferenças de
classe social e de interesse;
Literatura e sociedade

A Literatura funciona como um “sintetizador” das


questões enfrentadas pela sociedade;
O artista com sua capacidade intuitiva altamente
especializada funciona como uma “antena” que
capta e exprime as angústias, desejos e sentimentos
da sociedade em que está inserido, ou da
humanidade de um modo geral.
Congresso Internacional do Medo
(Carlos Drummond de Andrade)
Provisoriamente não cantaremos o amor
Que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
Não cantaremos o ódio porque não existe,
Existe apenas o medo, nosso pai e
nosso companheiro
[...]
(Em Reunião, RJ: J. Olympio, 1980, p. 12)
Guernica, Pablo Picasso (Espanha – 1937)
Estilo individual

É a maneira própria e pessoal de cada indivíduo se


expressar;
Cada ser humano recebe distintamente influências
do contexto em que vive. O olhar de cada um
analisa e decodifica de maneira diferente um
mesmo fato ou informação;
Estilo de época

No caso específico das artes, constitui o conjunto


de características (estilo) que predominou em
determinada época;
Em cada estilo de época, existem obras e autores
que apresentam semelhanças quanto à linguagem,
aos temas, à forma de ver e sentir o mundo.
Importante
Todo texto artístico apresenta os dois estilos:
Cada poeta ou escritor tem um estilo único, individual;
Mas o artista pertence a um contexto sociocultural, por
isso compartilha características com outros de sua
época.
Veja nos versos a seguir como os dois poetas, que
viveram na mesma época, expressam visões diferentes
em relação à morte:
Mocidade e morte
“Oh! Eu quero viver, beber perfumes
Na flor silvestre, que embalsama os ares;
Ver minh’alma adejar pelo infinito,
Qual branca vela n’amplidão dos mares.
[...]
No seio da mulher há tanto aroma...
Nos seus beijos de fogo há tanta vida...
Árabe errante, vou dormir à tarde
À sombra fresca da palmeira erguida.”
(Castro Alves, Espumas Flutuantes. SP:
Ática, 1999. P. 55)
Lembrança de morrer
“Quando em meu peito rebentar-se a fibra
Que o espírito enlaça a dor vivente,
Não derramem por mim nem uma lágrima
pálpebra demente.
[...]
Eu deixo a vida como deixa o tédio
Do deserto, o poento caminheiro
Como as horas de um longo pesadelo
Que se desfaz ao dobre de um sineiro...”
(Álvares de Azevedo, Lira dos vinte
anos. SP: FTD, 1994. P. 118)
Atividade 1

Aponte as semelhanças entre os dois textos


(referentes ao estilo de época) e as diferenças
(referentes ao estilo individual) entre os poemas
que acabamos de ler.
Vídeo

Escritores da Liberdade (Cartas para Miep Gies)

Fonte:
https://www.youtube.com/watch?v=9oD77Rz6UZM&ebc=AN
PxKoJRKPbVF-Rca8P
Vídeo

Escritores da Liberdade (Visita de Miep Gies)

Fonte:
https://www.youtube.com/watch?v=ct2sSmCmcNI&ebc=ANyP
KoJRKPbVF-
Periodização literária

Descrever um período literário é identificar o início,


o ponto culminante e o declínio desse estilo;
Não há um início, ou fim, preciso para um fato
cultural. Para facilitar o estudo, datas são
estabelecidas, marcadas por algum fato ligado ao
movimento, que servem como ponto de referência.
Cronologia
Antiguidade Clássica (autores greco-latinos) mitologia-
paganismo;
Trovadorismo / Humanismo (Idade Média /séc. XII a XV) -
teocentrismo;
Classicismo (Renascimento/ séc.XVI) retorno às regras
clássicas - antropocentrismo;
Barroco (séc.XVII) homem em conflito;
Arcadismo (Neoclassicismo/séc.XVIII) homem em equilíbrio;
Cronologia
Romantismo (1ª metade do séc.XIX )
liberdade/sentimentalismo;
Realismo – Naturalismo – Parnasianismo
(2ª metade séc.XIX ) cientificismo;
Simbolismo (fim do séc.XIX e começo do séc. XX começo)
psicologismo;
Modernismo (séc. XX )liberdade de criação,
pluridimensionalidade , Vanguardas.
Cronologia

Produção Contemporânea: séc. XX e séc. XXI


atomização da palavra;
discurso descontínuo;
denúncia do capitalismo desumano;
existencialismo – experimentalismo;
realismo fantástico – psicanálise ;
investigação verbal – mistura
de gêneros e estilos.
A literatura e outras artes

A arte, através de suas formas de expressão,


procura sempre retratar experiências humanas.
A relação entre a literatura e as demais artes é
reconhecida desde a Antiguidade clássica, através
de suas maneiras de expressão:
Música – Pintura – Teatro – Dança
Enem 2005 7 – Literatura
Leia o texto e examine a ilustração:
Óbito do autor
(….) expirei às duas horas da tarde de uma sexta-feira do mês de agosto
de 1869, na minha bela chácara de Catumbi. Tinha uns sessenta e quatro
anos, rijos e prósperos, era solteiro, possuía cerca de trezentos contos e
fui acompanhado ao cemitério por onze amigos. Onze amigos! Verdade
é que não houve cartas nem anúncios. Acresce que chovia − peneirava −
uma chuvinha miúda, triste e constante, tão constante e tão triste, que
levou um daqueles fiéis da última hora a intercalar esta engenhosa idéia
no discurso que proferiu à beira de minha cova: −”Vós, que o
conhecestes, meus senhores, vós podeis dizer
comigo que a natureza parece estar chorando
a perda irreparável de um dos mais belos
caracteres que tem honrado a humanidade.
Este ar sombrio, estas gotas do céu, aquelas
nuvens escuras que cobrem o azul como um...
Enem 2005 7 – Literatura
...
crepe funéreo, tudo isto é a dor crua e má que lhe rói à natureza as mais
íntimas entranhas; tudo isso é um sublime louvor ao nosso ilustre
finado.” (….)
(Adaptado. Machado de Assis. Memórias póstumas de Brás Cubas.
Ilustrado por
Cândido Portinari. Rio de Janeiro: Cem Bibliófilos do Brasil, 1943.
p.1.)
Limite (Sylvia Plath)
A mulher está perfeita.
Seu corpo

Morto enverga o sorriso de completude,


A ilusão de necessidade

Grega voga pelos veios da sua toga,


Seus pés

Nus parecem dizer:


Já caminhamos tanto, acabou.

Cada criança morta, enrodilhada, cobra


branca,
Uma para cada pequena
Limite (Sylvia Plath)
Tigela de leite vazia.
Ela recolheu-as todas

Em seu corpo, como pétalas


Da rosa que se encerra, quando o jardim (translated by Luiz
Carlos de Brito Rezende.
Enrija e aromas sangram In: FOLHETIM Poemas
Da fenda doce, funda, da flor noturna. Traduzidos, Ed. Folha de
S. Paulo, Brazil, 1987, p.
65)
A lua não tem porque estar triste
Espectadora de touca

De osso; ela está acostumada.


Suas crateras trincam, fissura.
O Hospital Henry Ford, Frida Kahlo (Estados Unidos – 1932)
Vídeo

“Levantados do chão” (Chico Buarque) e


fotografia de Sebastião Salgado

Fonte:
https://www.youtube.com/watch?v=MVR1UYrs_gs
Atividade 2

Estabeleça relações entre o fragmento de Vidas de


Secas de Graciliano Ramos e a fotografia de
Sebastião Salgado a seguir :
Atividade 2

[...] Na planície avermelhada os juazeiros alargavam duas manchas


verdes. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro, estavam cansados
e famintos. Ordinariamente andavam pouco, mas como haviam
repousado bastante na areia do rio seco, a viagem progredira bem três
léguas. Fazia horas que procuravam uma sombra. A folhagem dos
juazeiros apareceu longe, através dos galhos pelados da catinga rala.
[...] Ainda na véspera eram seis viventes, contando com o papagaio.
Coitado, morrera na areia do rio, onde haviam descansado, à beira de
uma poça: a fome apertara demais os
retirantes e por ali não existia sinal de
comida.[...]
(RAMOS, Graciliano. Vidas Secas. Rio de
Janeiro: Record, 2003.)
Atividade 2

Sebastião Salgado. Disponível em:


https://www.bing.com/images/
search?q=sebasti%c3%a3o+salgado+fotos&view
Acesso em 22 mar.16
Vídeo

Escritores da Liberdade (Mudança 1)

Fonte:
https://www.youtube.com/watch?v=wwwmbgTCIrk
Vídeo

Escritores da Liberdade (Mudança 2)

Fonte:
https://www.youtube.com/watch?v=_fwE09jTyQE
Vídeo

Escritores da Liberdade (Final)

Fonte:
https://www.youtube.com/watch?v=aYlE3e3Z1ok
Referências
ALVES, Castro. Espumas Flutuantes. SP: Ática, 1999.
ANDRADE, Carlos Drummond. Em Reunião, RJ: J. Olympio, 1980.
AZEVEDO, Álvares de. Lira dos vinte anos. SP: FTD, 1994.
CANDIDO, Antonio. A literatura e a formação do homem. Ciência e
Cultura. 24 (9): 803-809, set, 1972.
PLATH, Sylvia. “Limite”.In: FOLHETIM Poemas Traduzidos, Ed. Folha de
S. Paulo, Brazil, 1987.
RAMOS, Graciliano. Vidas Secas. Rio de Janeiro: Record, 2003.