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Aforismo issenfático: 02/2018

Agredeço a mãe filosofia por não me tornar um filósofo no sentido real do conceito, porém sou
issenfático com visões mítica, filosófica, religiosa e científica sobre a vida. Pois, a filosofia
ensinou-me a aceitar com sinceridade, e, sobretudo a refutar de forma selvagem, contudo não
costumo refutar sentimentos, porque penso que refutar um sentimento é acto de baixária e
bruxária simultânea, ou seja, tem alguma coisa malígna a possuir o ser que refuta um sentimento.
Outrossim, gosto desta ideia porque na diversidade das ervas a pessoa deve ter a capacidade de
discernir a limba da quisaca, a primeira é ópio e a segunda bem tratada dá para comer com uma
boa funjada.

Fora isso, possivelmente já ouviste falar de Sócrates? claro que sabia que já ouviste falar, no
entanto, alguns dos conhecimentos sobre ele aprendeste num faísculo ou num livro de introdução
à filosofia e como é óbvio sabes que alguns teóricos tentam, ou melhor, comparam-no com
Cristo. Ipis verbis [reitero] gosto de refutar de forma selvagem, mas não qualquer pensamento,
na verdade, amo refutar os gurus ou os psis sem covardia, ressentimento, “fake news”,
ingenuidade, pusilamidade ou outro tipo de erro de apreensão da realidade. Desta feita, neste
aforismo pretendo criticar não directamente Sócrates, mas os seus defensores e proclamadores.
Calma ainda! Uma advertência se impõe não reduzirei, não castrarei, não dimuirei está
personagem platónica que eu inclusivo amo e uso com constância o método que ele usava nos
seus dialógos, ora, não obstante a admiração que nutro por este grande homem não resinarei de
criticá-lo, ou seja, às vezes exagero bocado na dúvida metódica, por isso não costumo a dar
mimos aos pensadores.

Duas observações rápidas farei a respeito de Sócrates que possivelmente os livros de introdução
à filosofia não fazem: A primeira diz respeito a celébre frase “conheça-te a ti mesmo”: existem
uma purrada de livros que dizem que está frase pertence a Sócrates, todavia não pertence a ele,
este e outras ladainhas de adágios, como “nada por excesso” lhe antecedem e estavam timbradas
na parede do templo de Delfo onde ele de forma constante costumava visitar presumo para
conhecer o seu futuro (destino). Meu caro, a ideia primitiva desta frase é a do humano ter
consciência do seu estado mortal e que não deve tencionar a imortalidade porque esta pertence
somente aos deuses. A segunda diz respeito a sua condenação defendida por uma legião de
pensadores que foi injusta incluisive o seu discípulo, Platão isto está timbrado num livro clássico
intitulado “Apologia de Sócrates”, meu caro, tenho de afirmar novamente o óbvio para chegar ao
inédito, Sócrates era grego, até onde se acredita era ateniense, no momento em que desenvolve o
seu pensamento Atenas era cidade-estado, isto é, era uma cidade independente onde o pai da
democracia Sólon ia implementando uma nova forma de viver politizando a vida social. Com
isso, a visão mítica ainda era presente entre os gregos e os gregos tinham um afinco aos deuses
do olimpo, possivelmente já ouviste falar dos jogos olímpicos, então, está associada a exaltação
aos deuses gregos, pois olimpo é o céus para os deuses gregos. Voltando ao assunto, Será que ele
não denigriu mesmo os deuses da cidade? Como assim que a sua morte é injustiça no sentido
grego do termo? Num outro livro de Platão intitulado “O banquete”, Sócrates e os seus amigos
(Agatão, Alcibíades, Apolodoro, Aristófanes, Erixímaco, Fedro, Pausânia) bebados estavam num
jantar na casa de Agatão em que fizeram libações, cantaram hinos e elogiaram os deuses, isto foi
caprichoso da parte deles para “facilitar a bebida”, tal como diz Aristófanes, isto porque, já
estavam ressacados (estavam com depressão líquida, digo eu), ainda mais eles elogiavam a deusa
do amor. Meu caro, sabes o que é pronunciar o nome dos deuses? Pois em algumas religiões para
pronunciar o nome de [D]eus tens de cobrir a cabeça, virar de costa e olhar em direcção ao livro
sagrado. Contudo, este posicionamente para os conservadores míticos era profano, ou seja,
Sócrates era herege e sabes o que aconteceu mais tarde com os hereges? É o que aconteceu com
ele.

Para terminar vou revelar algo: Eu acredito que os vampiros existem, contudo só acredito e ainda
não tenho como provar. Estamos empatados você continua acreditando no Sócrates introdutório
e eu nos meus vampiros. “Viver é eliminar as calorias psíquicas para não ficar obeso na mente”.
Máxima Issenfática