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PARA ENTENDER COMO A TAXA DE JUROS PRATICADA INFLUENCIA NOSSAS VIDAS

Por Mauro Costa Assis

A taxa de juros determina o valor pago em juros pelo governo sobre os títulos da dívida pública
interna, que estão nas mãos dos capitalistas internacionais. É o próprio governo que estabelece a
taxa de juros, mas o governo é presionado pelo capital financeiro, pelos bancos.

Quanto menor a taxa, menores serão os gastos do Tesouro em juros transferidos para esses poucos
credores.

A questão importante, então, é a dívida pública interna. Os juros absorvem as receitas tributárias
do Estado e faz com que os investimentos públicos sejam diminuídos. Estes investimentos foram o
principal motor de desenvolvimento no Brasil, quando houve algum. Aumentar a taxa de juros
significa acelerar a indigência do Estado e a dos brasileiros carentes de bens e de emprego
razoavelmente remunerado.

A verdadeira “razão” da política financeira é proporcionar lucros excessivos aos bancos e aos
demais aplicadores de capital financeiro. Assim, as taxas reais de juros dos títulos do Tesouro são,
no Brasil, as mais altas do mundo, e as taxas dos juros pagos por empresas ou por pessoas físicas
correspondem a múltiplos dessas.

Não que os bancos só obtenham lucros aplicando em títulos da dívida pública e para ganho
próprio o dinheiro que as pessoas neles depositam. Também auferem muito, sugando diretamente
as pessoas físicas e jurídicas que deles precisam para tomar créditos, pois nesse caso as taxas são
enormes, como, por exemplo, no caso do cheque especial.

Assim como aquelas despesas retiram recursos do Estado que deveriam ser investidos nas infra-
estruturas econômica (transportes, energia, telecomunicações, progresso tecnológico) e social
(educação, saúde, previdência), também as pessoas físicas e jurídicas — que pagam juros a taxas
ainda mais elevadas que o Estado — deixam de produzir e consumir, e de gerar mercado para mais
investimentos.

O capital financeiro, que é o centro de acumulação capitalista, é que acumula e se reproduz através
das taxas de juros. E eles pressionam os governos, para lhes garantir altas taxas de juros. E o
Brasil é a economia que mais paga juros.

Os bancos estão cobrando do comércio e da indústria uma taxa muito alta de juros.

Do lado dos capitalistas, comerciantes e empresários da indústria que precisam tomar empréstimos
e pagar os juros altos, isso pode ser considerado uma extorsão dos bancos, pois pela teoria
econômica sabemos que para o funcionamento da economia capitalista, as taxas de juros
praticadas pelo mercado devem ser sempre inferiores da taxa média de lucro. Ora, um capitalista
para poder dividir sua taxa de lucro com o banco e lhe transferir o pagamento dos juros altos, tem
que auferir uma média de lucro que às vezes chega a ser impossível.

No caso dos consumidores individuais, a ampla maioria dos trabalhadores brasileiros estão
endividados em decorrência do consumismo que se estabeleceu na compra de automóveis,
eletrodomésticos etc. A população está endividada, iludida pela baixa inflação. Mas com essa taxa
de juros, logo poderá acontecer que as pessoas não consigam ter renda suficiente para saldar seus
compromissos.

Muitos economistas e empresários reclamam dessa política, pois com os juros altos a produção e o
consumo diminuem, e isso, segundo estes especialistas, provoca também os altos índices de
desemprego registrados nos últimos anos.

Os interessados nos juros elevados põem a grande mídia e demais veículos de comunicação a
repetir, sem cessar, que os juros elevados servem para conter a inflação.

O aumento das taxas de juros tem mais efeito para fazer subir os preços do que para diminuí-los.
Para começar, os juros são um componente dos custos de produção. Assim, juros mais altos
resultam em custos mais altos e preços também mais altos.

Os grupos que comandam as finanças privadas e públicas, a mídia e a academia conseguiram fazer
com que se acredite na elevação dos juros como meio de conter a inflação. Omitem que essa
elevação aumenta os custos de produção, o que, isso sim, causa maior inflação e inibe
investimentos produtivos, o que faz cair a oferta de bens e serviços, outro fator de inflação.
Diminuir a quantidade de bens e serviços é uma alternativa a ser descartada no Brasil, pois o
consumo é baixo e há urgência em resgatar para a vida 100 milhões de brasileiros privados dos
bens necessários à sua existência.

Os juros elevados fomentam, portanto, a inflação proveniente da administração dos preços pelas
empresas oligopolistas e monopolistas, que limitam, para isso, a quantidade produzida de bens e
serviços.

Resumindo: o povo brasileiro é extorquido diretamente pelos juros quando toma empréstimos, usa
cheque especial ou qualquer outra forma de crédito, e indiretamente, pagando impostos cuja
arrecadação escorre para o pagamento da dívida pública nos três níveis da Federação.

O pensamento neoliberal também recomenda juros altos para atrair capitais estrangeiros porque,
segundo seus propositores, esse seria o meio de equilibrar o balanço de pagamentos. Sem tais
investimentos, ele seria deficitário, em função do saldo negativo nas transações correntes (saldo
das exportações e importações de bens e de serviços, inclusive juros e rendimentos do capital).
Acontece que a fonte primordial dos deficits externos é exatamente o controle da produção por
parte de oligopólios constituídos por empresas transnacionais pelos investimentos diretos
estrangeiros

Os Bancos comerciais e o Seu Papel


Contas Bancárias, Serviços Bancários / By Edgar Chauque

Muitas vezes ouvimos falar de bancos comerciais mas sem saber o que são. Contudo, saber o que
são os bancos comerciais é muito importante para todos nós. É fundamental saber como é que eles
funcionam, qual é o seu papel, e como é que eles se financiam.

Banco Comercial

Neste artigo falaremos sobre isso mesmo, o papel dos bancos comerciais na nossa sociedade e
porque é que eles são importantes para si e para mim. Lei para saber mais.
A actividade de um banco comercial tem sido importante ao longo da história do nosso país. A
crescente popularização dos seus serviços nos últimos anos tem servido para prestar apoio a
famílias nucleares através da concessão de créditos para a agricultura, indústria, transportes,
comércio e construção. De um modo geral, ajuda para o desenvolvimento da economia do país e a
gerar uma sociedade de poupança.

Banco Comercial

É uma instituição de crédito ou financeira, cuja actividade principal é proceder a captação de


recursos financeiros fazendo intermediação e canaliza esses recursos a quem precisa. Ou seja, o
banco capta dinheiro por meio de depósitos e canaliza o mesmo dinheiro, através de
financiamentos ou empréstimos a clientes que podem ser singulares ou empresas de acordo com as
necessidades dos beneficiários (clientes).

O Que é Um Depósito e Quais São os Tipos de Depósitos Comuns em Bancos Comerciais?

Depósito Bancário

É o montante colocado a guarda de um banco, que geralmente é objecto de juros em benefício do


depositante (cliente). Existem dois tipos de depósitos bancários;

Depósito a Ordem ou à Vista

O banco obriga-se a pagar ao cliente a qualquer momento o dinheiro que este lhe confiou. Este
dinheiro pode ser movimentado através do cheque, ordem de pagamento, transferências e cartão
de pagamento.

Depósito a Prazo

É o dinheiro guardado no banco por um período determinado e que só deve ser movimentado pelo
cliente (o depositante) nas condições acordadas com o banco. O banco compensa o cliente deste
deposito pagando-lhe um valor correspondente a taxa de juros.
Fontes de Financiamento de Um Banco Comercial

Do princípio para se constituir um banco tem que haver capital; o que significa que a primeira
fonte são as entradas dos acionistas (donos) e seguir constitui-se o banco. Posteriormente, o
mesmo vai ao mercado captar depósitos (buscar recursos de terceiros) para puder passar a outros.
Mas pode também financiar se através de outras intuições ou bancos. Pode até fazer emissão de
obrigações.

O Que São Produtos Financeiros Bancários?

Os particulares recorrem a créditos de consumo (caso queiram comprar eletrodomésticos e não


tenham dinheiro suficiente pode recorrer a um banco.

Os Bancos Comercias Cobram Taxas?

Quando os bancos intervêm numa transação financeira, naturalmente, que essa transação tem os
seus custos, mas é claro, que valor cobrado pelo serviço depende de cada banco.

Serviços Que os Bancos Comerciais Prestam aos seus Clientes

Fora os depósitos bancários, concessão de créditos, não só a singulares como também a empresas,
os bancos têm serviços de levantamentos, transferências e pagamentos de serviços e produtos.
Existem também outros serviços dependendo da inovação de cada banco, há bancos que tem por
exemplo: pacotes para viagens, transferências para o exterior, entre outros produtos.

Outras Actividades do Domínio dos Bancos Comerciais

Educação financeira; que envolve o ensino a sociedade, sobre poupança, a segurança e o


rendimento em deixar o valor no banco. Ao em vez de guardar dinheiro em casa, a poupança pode
futuramente ajudar na educação dos filhos, comprar uma casa e ajudar na realização de sonhos que
envolvem dinheiro. Citando como exemplo: no caso de calamidades, se o dinheiro estiver em casa
pode se perder, enquanto que no banco a qualquer altura pode se aceder o mesmo.

Funções dos Bancos Comercias

No desempenho do seu papel, o banco comercial aceita como cliente quaisquer concidadãos com
situação de plena legalidade, assim como intuições de diferentes vocações. Isto é; os clientes da
banca comercial podem ser particulares, empresas privadas e públicas, associações que tanto
podem depositar o seu dinheiro no banco, como também podem pedir financiamento através do
credito.

Então o banco tem produtos e soluções para todo o tipo de clientes, ele desenvolve soluções para
conseguir ajudar quem precisa de acordo com as suas necessidades financeiras.
Um banco comercial capta depósitos, concede créditos e presta uma gama de serviços bancários
que facilitam a vida dos cidadãos. Uma situação conhecida tem sido o apoio crescente que a banca
comercial proporciona a cidadãos ou intuição que pretendem se envolver na área de negócios
através da criação de produtos de créditos adequados aos rendimentos e as necessidades dos seus
clientes, como no caso das médias e grandes empresas.

Outro importante papel desencadeado pelos bancos comercias é a atividade de poupança a qual
permite fazer reservas de valores para uso no futuro. Lembre se quer poupar significa guardar
parte do rendimento ou receita que não é gasta, e sim, ser usada no futuro. Nisso, quando
canalizamos ao banco a poupança, permite aumentar os nossos rendimentos, pois o banco
compensa ao cliente pagando juros.

Existem neste caso diferentes tipos de poupança: a curto, médio e longo prazo, de acordo com as
necessidades de cada um.

Para além dos produtos financeiro anteriormente referidos a banca comercial oferece serviços que
antes eram exclusivamente prestados por áreas de profissão para o efeito vocacionado. São
soluções que facilitam o dia a dia do cidadão, pois podem ser acedidos a qualquer hora sem
necessidade de se dirigir ao banco. Refere se ao uso do telefone ou de internet Banking, que pode
ser usado para pagamentos de serviços e produtos bem como das propinas escolares, facturas,
impostos, etc.

Não caso de um empregador, pode usar os serviços bancários para pagar salários aos seus
empregados.

Vantagens

É sempre melhor ter uma conta no banco onde poderá deixar o seu dinheiro em segurança ao em
vez de ficar com o valor em cada. Pode optar em fazer depósitos a prazo o que lhe permitirá ter
um valor acrescido depois de um período do tempo.

Xitique

É uma prática social de poupança coletiva e rotativa que é muito comum na sociedade
moçambicana. Para além de permitir a socialização nos membros, o xitique é uma forma de
guardar dinheiro que é usado no consumo negócios e pequenos investimentos. Tendo em conta os
montantes movimentados nessa forma de poupança informal, aconselha os seus praticantes que
façam xitiques através de contas bancárias, pois terão o seu dinheiro seguro e poderão ter acesso
aos serviços prestados pelos bancos.

Fonte: Banco de Moçambique

Banco central diz que dívida pública de Angola foi de 71% do PIB no ano passado
HÁ 7 MINUTOS

O Banco Nacional de Angola (BNA) colocou a dívida pública total do país no final do ano
passado em 78.500 milhões de dólares, representando 71,04% do PIB, devido à subida do
endividamento interno.

Autor

Agência Lusa

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O Banco Nacional de Angola (BNA) colocou esta quarta-feira a dívida pública total do país no
final do ano passado em 78.500 milhões de dólares, representando 71,04% do Produto Interno
Bruto (PIB), devido à subida do endividamento interno.

No Relatório e Contas de 2017, a que a Lusa teve acesso, o BNA diz que “a dívida pública total
situou-se em 78,57 mil milhões de dólares (68,9 mil milhões de euros), representando 71,04% do
PIB, situando-se fora da meta de SADC de 60% do PIB”.

No documento, explica-se que “esta evolução refletiu-se, essencialmente, no aumento do


endividamento interno para fazer face às necessidades de financiamento do Tesouro como forma
de compensar a dificuldade de arrecadação de receitas face à conjuntura”.

O relatório do BNA surge menos de duas semanas depois de a secretária de Estado do Orçamento,
Aia Eza da Silva, ter estimado a dívida do país em cerca de 70 mil milhões de dólares.

“A nossa dívida governamental hoje está a rondar os 70 mil milhões de dólares”, disse a
governante durante a apresentação do Quadro Macroeconómico 2019 e os Limites da Despesa
para Elaboração do Orçamento Geral do Estado (OGE) 2019, no dia 16.

No Relatório e Contas do BNA, especifica-se que “o stock da dívida interna (títulos públicos)
ascendeu a USD 34,83 mil milhões (31,49% do PIB). Por sua vez, o stock da dívida externa
ascendeu aos USD 43,74 mil milhões, passando a representar 39,55% do PIB”.

O aumento da dívida pública foi uma das razões que levou algumas agências de notação financeira
a descer o ‘rating’ de Angola no ano passado, sendo que as três principais (Moody’s, Standard &
Poor’s e Fitch) colocam o país abaixo do nível de recomendação de investimento, ou ‘lixo’ ou
‘junk’, como normalmente é conhecido.

“Em Agosto, a S&P desceu o rating de B para B-, no entanto, aumentou a perspetiva de negativa
para estável. Esta classificação recai para um nível de investimento especulativo, a justificação
para a redução foi os crescentes custos com o serviço da dívida”, exemplifica o BNA na parte do
relatório em que analisa a evolução da dívida pública em 2017 e as consequências do aumento do
endividamento para um nível que o FMI estima ser de 65% em 2017 e 80,5% este ano.

“Com o aumento do peso da dívida interna no PIB, as taxas de juro foram pressionadas em alta
como já foi verificado ao longo dos últimos três anos, uma vez que existe a possibilidade de os
investidores exigirem prémios de risco cada vez mais elevados à medida que o rácio Dívida/PIB
cresce e a arrecadação, quer de cambiais, quer de receitas em moeda nacional vai diminuindo”,
explica o BNA.