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Você sabe como aplicar os Provérbios bíblicos na sua

vida?
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Por R. C. Sproul September 2, 2013

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Toda cultura parece ter a sua própria e única coletânea de sabedoria – breves insights de
seus sábios. Muitas vezes, essas porções de sabedoria são preservadas na forma de
provérbios. Nós temos provérbios na cultura americana. Refiro-me a ditados como “um
homem prevenido vale por dois” ou “dinheiro poupado é dinheiro ganho”.

A Bíblia, obviamente, tem um livro inteiro desses pequenos dizeres – o livro de Provérbios.
No entanto, essa compilação de sábios dizeres é diferente de todas as outras coletâneas,
visto que tais palavras refletem não apenas a sabedoria humana, mas a sabedoria divina,
pois esses provérbios são inspirados por Deus.

Ainda assim, é preciso ter muito cuidado na forma como abordamos e implementamos
esses sábios dizeres. Simplesmente o fato de serem inspirados não significa que os
provérbios bíblicos são como leis, que impõem uma obrigação universal. Mas algumas
pessoas os tratam como se fossem mandamentos divinos. Se nós os considerarmos
dessa forma, incorreremos em todos os tipos de problemas. Os Provérbios, mesmo sendo
divinamente inspirados, não se aplicam necessariamente a todas as situações da vida.
Antes, refletem percepções que são, em geral, verdadeiras.

Para ilustrar esse ponto, deixe-me lembrá-lo de dois provérbios da nossa própria cultura.
Primeiro, dizemos frequentemente: “Pense bem antes de agir!”. Essa é uma percepção
valiosa. Mas nós temos outro provérbio que parece contradizê-lo: “Quem não arrisca, não
petisca”. Se tentarmos aplicar esses dois provérbios ao mesmo tempo e da mesma forma,
em todas as situações, ficaríamos completamente confusos. Em muitas situações, a
sabedoria sugere que examinemos cuidadosamente onde devemos pisar, de forma que
não nos movamos cegamente. Ao mesmo tempo, não podemos ficar tão paralisados,
analisando os prós e contras do nosso próximo passo, que hesitemos demasiadamente
antes de tomar uma decisão, ao ponto de perdermos as oportunidades quando elas se
apresentarem a nós.

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Naturalmente, não nos incomoda encontrar provérbios aparentemente contraditórios em
nossa própria sabedoria cultural. Mas quando os descobrimos na Bíblia, nos encontramos
lutando com perguntas sobre a confiabilidade das Escrituras. Deixe-me citar um exemplo
bem conhecido. O livro de Provérbios diz: “Não responda ao insensato com igual
insensatez” (26:4a). No versículo seguinte, lemos: “Responda ao insensato como a sua
insensatez merece” (26:5a). Como podemos seguir essas instruções opostas? Como
ambas podem ser declarações de sabedoria?

Novamente, conforme o exemplo dado acima, a resposta depende da situação. Há certas


circunstâncias nas quais não é sábio responder ao tolo segundo a sua tolice, mas há
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outras circunstâncias nas quais é sábio responder ao tolo segundo a sua tolice. Provérbios
26:4 diz: “Não respondas ao insensato segundo a sua estultícia, para que não te faças
semelhante a ele” (grifo nosso). Se alguém está falando tolices, geralmente não é sábio
tentar falar com ele. Tal discussão não levará a lugar nenhum, e aquele que tenta continuar
a discussão com o insensato está em perigo de cair na mesma tolice. Em outras palavras,
há circunstâncias em que é melhor ficarmos calados.

Em outras ocasiões, todavia, pode ser útil responder ao tolo segundo a sua tolice.
Provérbios 26:5 diz: “Responda ao insensato como a sua insensatez merece, do contrário
ele pensará que é mesmo um sábio” (grifo nosso). Apesar de ser mais conhecida como
uma forma de arte utilizada pelos antigos filósofos gregos, os hebreus já entendiam e
usavam, por vezes no ensino bíblico, uma das formas mais eficazes de argumentação.
Refiro-me a reductio ad absurdum, que reduz o argumento da outra pessoa ao absurdo. Por
meio dessa técnica é possível mostrar a uma pessoa a conclusão necessária e lógica que
flui de seu argumento e, então, demonstrar que as suas premissas levam, em última
análise, a uma conclusão absurda. Portanto, quando uma pessoa possui uma premissa
tola e dá um argumento tolo, isso, às vezes, pode ser usado de forma muito eficaz para
responder ao tolo segundo a sua tolice. Você entra em seu território e diz: “Certo, eu vou
assumir o seu argumento, levá-lo à conclusão lógica e te mostrarei a tolice que há nele”.

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Assim, o livro de Provérbios tem o objetivo de nos dar orientações práticas para
experiências diárias. É um tesouro negligenciado do Antigo Testamento, com riquezas
incalculáveis em suas páginas, que está à nossa disposição, com o intuito de guiar as
nossas vidas. Ele detém conselho real e concreto, que vem da mente do próprio Deus. Se
quisermos sabedoria, esta é a fonte da qual devemos beber. Aquele que é tolo
negligenciará esta fonte. Aquele que está com fome da sabedoria de Deus beberá sempre
dela. Precisamos ouvir a sabedoria de Deus para darmos fim às muitas distrações e
confusões da vida moderna. Porém, como deve acontecer em toda a Palavra de Deus,
precisamos ser zelosos para aprender a lidar com o livro de Provérbios corretamente.

Por: R. C. Sproul. © Ligonier Ministries. Website: ligonier.org. Traduzido com permissão.


Fonte: Wisely Handling the Bible’s Wise Sayings.

Original: Você sabe como aplicar os Provérbios bíblicos na sua vida? © Voltemos ao
Evangelho. Website: voltemosaoevangelho.com. Todos os direitos reservados. Tradução:
Isabela Siqueira. Revisão: Renata do Espírito Santo.

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