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Alfabetização: Um caminho a ser trilhado

Alfabetização: Processo de leitura e escrita. Seria mesmo esse o melhor conceito


para definir esta palavra? Existe uma definição exata deste processo? Para compreender
melhor este caminho, enfatiza-se alguns autores que conceituam o termo alfabetização:
Ferreiro (1999, p.47) afirma que “a alfabetização não é um estado ao qual se
chega, mas um processo cujo início é na maioria dos casos anterior a escola é que não
termina ao finalizar a escola primária”. Assim, compreende-se que este processo não
está diretamente ligado a escola, mas sim a leitura que o mundo propicia. A escola será
como uma máquina de aperfeiçoamento, na qual instruirá o educando a ser melhor cada
dia.
A autora afirma ainda que “O processo de alfabetização nada tem de mecânico
do ponto de vista da criança que aprende. A criança constrói seu sistema interativo,
pensa, raciocina e inventa buscando compreender esse objeto social complexo que é a
escrita. Ferreiro (1999, p.47). Atualmente, ainda há um paradigma que alfabetizar é
chegar na escola, e o educador ensinar as vogais, consoantes, e em seguida instruir a
fazer junção das silabas. Tudo de forma muito tradicional , não dando oportunidade para
que o educando use dos seus próprios conhecimentos. Ferreiro contradiz tal
entendimento quando afirma que este processo não é mecânico, pois o aluno tem a
capacidade de construir suas próprias conclusões, assim buscando seu aprendizado
através das associações que o mesmo consegue fazer, pois como a mesma autora afirma:

Para aprender a ler e a escrever é preciso apropriar-se desse conhecimento,


através da reconstrução do modo como ele é produzido. Isto é, é preciso
reinventar a escrita. Os caminhos dessa reconstrução são os mesmos para
todas as crianças, de qualquer classe social. Ferreiro (1999, p.47).

Os caminhos são os mesmos, porém cada criança trilha de forma diferente, pois
elas buscam o meio em que o aprendizado tenha significado, somente assim utilizará o
seu entendimento para construir o conhecimento.
Assim como Ferreiro, Soares também defende que a “alfabetização não é apenas
aprender a ler e escrever”, “alfabetizar é muito mais que apenas ensinar a codificar e
decodificar”, e outras semelhantes. ( Magda Soares).
Compreende-se, então, que alfabetizar é saber ler uma imagem e interpretá-la
nos diferentes contextos, no qual esta palavra pode se inserir. Alfabetização é ler uma
receita qualquer e compreender como preparar tal alimento. Alfabetização é ensinar é
saber que o vermelho de um sinal de trânsito significa “PARE” e que o verde orienta
para seguirmos. Assim, o tabu que implantado há muito tempo da decodificação de
letras e palavras, está aos poucos sendo quebrado.
Paulo Freire também acredita na alfabetização pela valorização dos
conhecimentos prévios, tal autor diz que é necessário que o educador tenha uma:

Uma visão de alfabetização que vai além do ba,be,bi,bo,bu. Porque implica


uma compreensão crítica da realidade social, política e econômica na qual
está o alfabetizando... a alfabetização é mais, muito mais que ler e escrever. É
a habilidade de ler e escrever o mundo, é a habilidade de continuar
aprendendo e é a chave da porta do conhecimento. (Paulo Freire, 2000)

Não se pode afirmar que uma determinada criança está alfabetizada,


porque conhece as letras do alfabeto e sabe juntá-las e formar famílias. A criança
precisa saber, além disso, é necessário que tenha entendimento de tais letras ou palavras
nos diferentes textos, perceber que de acordo com algumas palavras uma mesma letra
pode ter sons diferentes. Dessa forma o presente autor afirma que “A alfabetização
como ato de conhecimento”, ou seja, este processo parte do conhecimento que o
educando já possui, afinal, todas têm conhecimentos. Uns conhecem alguns números,
ou sabem contá-los, mesmo que na ordem errada. Outros sabem as vogais, embora não
as identifiquem. Assim, cabe ao educador aproveitar tais conhecimentos para terminar
de alfabetizar, valorizando toda a bagagem trazida pelo aluno.
Freire vai além e afirma que “O conhecimento é pessoal e intransferível”, ou
seja, cada individuo constrói seu próprio conhecimento, tendo por base a sua cultura,
sua leitura de mundo, e suas particularidades, porém precisa-se de algo ou alguém para
mediar tal aprendizado, Dessa forma, é necessário também reconhecer que a escola tem
como função principal orientar de forma sistemática, metódica, planejada, os processos de
alfabetização e, organizando o tempo escolar, para que a criança aproprie-se formalmente do
sistema alfabético e das práticas letradas. Cabe ao professor incentivar os alunos, pois a
motivação tem grande influência nesse processo, afinal alunos motivados se empenham nas
atividades, prestam atenção na aula e naturalmente constrói seu conhecimento.
O processo de alfabetização tem tudo para ser uma maravilhosa aventura, onde a
criança se lança num mundo mágico desempenhando atividades com seriedade e
motivação, construindo seu conhecimento seja em sala de aula ou em casa numa
interação com os objetos que as cercam, sobre as sequências de ações, nas experiências
vividas com os outros e através da mediação do professor. Esse conhecimento tem
características que se vão transformando ao longo do desenvolvimento.
Ferreiro ressalta que a escola precisa estimular sempre o aluno para que haja
aprendizado significativo, promovendo metodologias que vislumbrem resultados
satisfatórios. É importante colocar a criança em situações de aprendizagem, ou seja, a
partir de um mero papel produzir seu próprio conhecimento.

Paulo Freire: Defensor e amante da alfabetização

Sou predisposto à mudança, à aceitação do diferente. Nada do que


experimentei em minha atividade docente deve necessariamente repetir-se.
[...] Minha franquia ante os outros e o mundo mesmo é a maneira radical,
como me experimento enquanto ser cultural, histórico, inacabado e
consciente do inacabamento”. (FREIRE, 1998, p.55)

E a alfabetização pode então ser repetitiva? Como individuo cheio de cultura que
somos, pode-se permitir um conhecimento que tem dia para começar e dia para
terminar?
Alfabetizar vai muito além da simples decodificação dos códigos linguísticos. É
saber tais símbolos independentes do contexto, no qual o mesmo está inserido. É algo
que se inicia mesmo antes de ir para a escola, valorizando o saber cultural de cada
individuo, e como afirma Freire se torna inacabado. Nunca tem fim.
A presente pesquisa dá ênfase na alfabetização por meio da ludicidade, ou seja,
alfabetizar brincando. Assim compreende-se, que aquele modelo antigo em que o
educando decorava as sílabas e as suas pronúncias já está ultrapassado, e que o
conhecimento deve ser proporcionado de forma prazerosa, através de brincadeiras e
jogos. Porém é preciso saber que cada atividade lúdica organizada deve ter uma
finalidade. Roland Barthes afirma que:
“Abrir o texto, fundar o sistema de leitura, não é, pois, apenas pedir e mostrar
que é possível interpretá-lo livremente; [...] o jogo não deve ser aqui
compreendido como uma distração, mas como um trabalho[...] ler é fazer
trabalhar o nosso corpo ao apelo dos signos do texto, de todas as linguagens
que o atravessam e que formam como que a profundidade cambiante das
frases”. Roland Barthes
Percebe-se através do fragmento apresentado que o jogo deve ser um trabalho,
uma atividade, que a leitura pode ser conquistada por meio de gestos que o corpo
“físico” realiza. Dessa forma, tal atividade precisa ter significância. Se a sílaba a ser
aprendida é “ba”, o jogo precisa ter em seu contexto algo que realce isso. E mais, como
afirma na citação, o jogo tem que ser um trabalho. Não jogar para preencher “buracos”,
mas sim para completar e auxiliar no ensino a ser adquirido.
Paulo freire, defende que a alfabetização “não se esgota na descodificação pura
da escrita ou da linguagem escrita, mas que se antecipa e se alonga na inteligência do
mundo”, (FREIRE, 1986, p.11-3), ou seja, saber ler e escrever ainda não é o suficiente,
o individuo precisa ir além do domínio da leitura e da escrita num curto prazo, ser
alfabetizado então aos olhos de Freire é ser crítico dos problemas sociais, políticos e
econômicos que o cercam, através da percepção dos conteúdos culturais e do
conhecimento de mundo que o educando adquire. É saber onde empregar o “ba”
aprendido na escola, É entender que o jogo realizado traz um aprendizado sobre
determinada palavra. É compreender que as palavras soltas tem um significado único,
porém quando inseridas em frases apresenta uma multiplicidade de valores e
significados que precisam ser compreendidos. É necessário que o educando saiba que a
leitura ultrapassa o mundo das palavras, assim ler uma imagem de acordo com o
contexto da mesma, também está no processo de alfabetização. E saber fazer isso, é algo
maravilhoso. Para se obter uma alfabetização significativa é preciso partir do todo para
a parte, ou seja, do entendimento da frase para a significação de cada palavra, onde o
conhecimento de mundo do educando seja valorizado e faça parte inteiramente das
experiências vividas por ele. Como diz Freire “Minha alfabetização não me foi nada
enfadonha, porque partiu de palavras e frases ligadas à minha experiência, escritas com
gravetos no chão de terra do quintal” (FREIRE, 1997, p.3).
Quando Freire diz que o processo de alfabetização dele não foi chato,
pois se tratava das experiências vividas, ele quer enfatizar que nós educadores,
precisamos relembrar todos os dias isso, “Valorizar a realidade do educando”, partir
para alfabetização de acordo com o conhecimento de mundo, pois como este autor
mesmo ressalta “Aprendemos, não apenas para nos adaptar, mas sobretudo para
transformar a realidade, para nela intervir, recriando-a” (FREIRE, 1988, p.76).
Assim, o conhecimento produzido não deve ter como único objetivo o
aprendizado da leitura e escrita, é preciso ir além, usá-lo para a transformação da
realidade e da sociedade. Mas como um aluno de 6 anos conseguirá influenciar na
sociedade com o conhecimento adquirido na escola? Como um jogo pode trazer tantos
conhecimentos? Como o aprender de forma lúdica pode trazer tanto prazer?
Quando se fala de sociedade, configura-se inicialmente a casa da criança.
Essa é a primeira sociedade em que ela convive. Então aplicar o seu conhecimento
dentro desse espaço é saber entender um simples gestos, se comunicar através do
mesmo. Ler e entender uma determinada imagem, saber o significado de um
determinado objeto no contexto que o mesmo se insere. É aprender algo novo a cada
dia, partindo da experiência de vida, desmistificando o tradicional e buscar algo novo
que motive a buscar melhorias de forma positiva, afinal aprender ...“é uma aventura
criadora, algo, por isso mesmo, muito mais rico do que meramente repetir a lição dada.
Aprender para nós é construir, reconstruir, constatar para mudar, o que não se faz sem
abertura ao risco e à aventura do espírito” (FREIRE, 1988, p.77).
Aprender, então, as palavras, frases, textos tem que ser algo inovador,
pois é uma construção, e quando se faz algo, busca-se criar o melhor, algo inédito.
Assim também é o processo de alfabetização, é a busca pelo melhor entendimento,
significado da palavra ou frase estudada. É uma construção, por isso que quando uma
determinada criança consegue ler uma palavra, sua felicidade é nítida, afinal, para ela, é
uma construção, ela teve capacidade para criar algo. Os textos estão prontos, educador
só precisa reconstruir seu modo de ensinar, para que de forma significativa alcance o
objetivo, e se algo obtiver resultado na primeira vez ou da maneira ensinada, é preciso
colocar em prática o que Freire menciona “constatar para mudar”, ou seja, verificar
onde pode haver alteração para o favorecimento do aprendizado, pois o indivíduo
precisa ser autor da sua própria história, e não somente repetir aquilo que ouve e ver no
seu dia a dia.

O papel do professor alfabetizador na aplicação do lúdico

O professor no processo de alfabetização tem uma função muito


importante, que é ser mediador do conhecimento, ou seja, ensinar o aluno a ler e
escrever, porém ser professor vai, além disso, são necessários algumas exigências, e
quando trata-se de educador que utiliza a ludicidade como parte da sua prática, a
responsabilidade é ainda maior, pois é preciso ensinar de forma diferente, divertida e
eficaz.
Freire diz que: “Ensinar exige pesquisa” (FREIRE, 1983, p.28), então para
aplicar o lúdico numa turma de alfabetização, brincar não é o suficiente, qualquer
brincadeira não surte efeito positivo. É necessário que haja um momento de pesquisa,
onde o educador possa buscar jogos e brincadeiras que estejam interligados com o
assunto a ser estudado, que a atividade seja prazerosa, mas ao mesmo tempo carregada
de ensinamentos, sendo algo inovador e criativo, pois ludicidade é uma necessidade do
ser humano em qualquer idade e não pode ser vista apenas como diversão. O
desenvolvimento do aspecto lúdico facilita a aprendizagem, o desenvolvimento pessoal,
social e cultural, colabora para uma boa saúde mental, prepara para um estado interior
fértil, facilita os processos de socialização, comunicação, expressão e construção do
conhecimento.
Continua Freire “Ensinar exige respeito aos saberes dos educandos”. Alfabetizar,
conhecimentos prévios dos alunos, respeito pela aprendizagem já adquirida, valorização
do conhecimento de mundo que o aluno possui eis aqui peças chaves para esse tão
severo jogo. Um educador que atua na alfabetização de crianças precisa respeitar o
conhecimento de mundo que as mesmas possuem, mas como fazer isso? Ao ensinar
uma palavra nova para uma determinada turma, pode-se antes, verificar com os
educandos quantos conhecem aquela palavra, qual o significado da mesma, se eles têm
ou já viram. Tais fatores vão despertar o interesse do educando em aprender. E ao fazer
essa sondagem, é muito importante que o conhecimento manifestado pelos educandos
sejam valorizado, elogiado e jamais desmerecido. Na aplicação de brincadeiras ou
jogos, verificar se algum aluno conhece a maneira de como realizar tal atividade, se já a
fez, se gostou, e mais ainda, o educador pode ir além, verificar se o aluno sabe qual a
relação de tal brincadeira com o assunto a ser estudados. Isso também é construção do
conhecimento.
“Ensinar exige criticidade” (FREIRE, 1983, p.28). Em uma sala de aula de 1º
ano, inicio da aula, Corrida do saco. Consiste, em duas crianças entrarem num saco e
apostarem corrida, vence quem chegar primeiro. Aula a ser ministrada: Palavras com a
sílaba “ba”. Então, indago: Qual a relação entre tal brincadeira e a aula a ser realizada?
Nenhuma. Está correto esta atuação do professor? Será que o mesmo pesquisou uma
atividade lúdica para ensinar tal aula? Qual a base utilizada para a escolha da
brincadeira? E da aula?
Então, quando Freire afirma que para se ensinar precisa ter criticidade, ele refere
ao educador saber qual jogo realizar e o momento que deve-se fazer. Não simplesmente
realizar para preencher o tempo. Pois alfabetizar é um processo complexo que precisa
seguir um determinado ritmo. Assim, o profissional envolvido com jogos e brincadeiras
no ambiente escolar, de acordo com Negrine (1994, p. 13) deve estar preparado não
apenas para atuar como animador, mas também como observador e investigador das
relações e acontecimentos que ocorrem na escola, ou seja, realizar o jogo ou brincadeira
e de forma sábia observar o conhecimento adquirido e investigar o que mais pode ser
trabalhado a partir da ludicidade.
O professor é a peça chave desse processo, e deve ser encarado como um
elemento essencial e fundamental. Quanto maior e mais rica for sua história de vida
profissional, maiores serão as possibilidades de ele desempenhar uma prática
educacional consistente e significativa. Desse modo, Nóvoa (1991, p. 34) evidencia:
Não é possível construir um conhecimento pedagógico para além dos professores, isto
é, que ignore as dimensões pessoais e profissionais do trabalho docente. Não quer dizer,
com isso, que o professor seja o único responsável pelo sucesso ou insucesso do
processo educativo. No entanto, é de suma importância sua ação como pessoa e como
profissional. Sob essa perspectiva, o jogo, compreendido sob a ótica do brinquedo e da
criatividade, deverá encontrar maior espaço para ser entendido como importante
instrumento no processo educacional, na medida em que os professores compreenderem
melhor toda sua capacidade potencial de contribuir para com o desenvolvimento da
criança.
Freire afirma que “Ensinar exige respeito à autonomia do ser do educando”
(FREIRE, 1983, p.28). Cada individuo possui sua capacidade para construir e
transformar conhecimento, porém de forma diferente e particular, sendo assim dotado
de inteligência, as vezes, não na mesma área. Certos alunos são ótimos em português
outro em Matemática, uns gostam de inglês, outros tem paixão pela história. Cada um
com um gosto. Todos com capacidade. Nesse contexto, o educador precisa respeitar a
autonomia de cada ser, sabendo que o mesmo pode realizar e buscar o entendimento
acerca do que estuda. E mais, o educador precisa estar ciente que cada aluno possui um
tempo próprio para aquisição do conhecimento. Fortuna ressalta tal fator quando diz
que: “O professor deve se preocupar em construir uma relação democrática e respeitosa
com as crianças em todas as situações, valorizando seu conhecimento, na construção do
jogo e principalmente no que diz respeito à conservação dos jogos e brinquedos.”
Fortuna (2003, p.10)
Ensinar exige segurança, competência profissional e generosidade (FREIRE,
1983, p.28). O educador precisa ser seguro no conhecimento que vai transmitir ao seu
educando. Não se pode alfabetizar no “faz de conta”, é preciso saber o que está fazendo
para que os efeitos sejam visíveis. Ainda mais, o educador deve ter competência
profissional, pois se sabe que a tarefa de ensinar uma criança a ler e escrever não é algo
fácil, e de acordo com a ludicidade, a tarefa fica mais complexa, por isso o educador
deve ter a sua competência. Ser capaz de motivar o seu educando pela busca do
conhecimento.
Fortuna afirma que cabe ao educador oferecer materiais variados e interessantes
e que, principalmente, estimulem a imaginação infantil. (2003, p.10)
Além dos jogos e brinquedos estruturados (fabricados), sugere-se que o
educador incremente este aceso através da contribuição de novos jogos,
utilizando se basicamente de sucatas. Estes materiais (que normalmente são
descartados como lixo) apresentam uma infinita variedade de cores, formas,
texturas e tamanhos e possibilitam que as crianças montem, desmontem,
construam (castelos, cabanas, comidinha para o doente, um navio, etc.) e
brinquem. (2003, p.10)

É interessante ressaltar o fragmento, pois ao se falar de sucatas na alfabetização,


o educador já realiza duas tarefas: Trabalho diferenciado através da ludicidade e a
conscientização do aproveitamento de produtos para reciclagem.
Freire reforça que “Ensinar exige comprometimento e planejamento”, ser
comprometido com a aula a ser ministrada, com o educando que tem dificuldade, com a
criança que tem alguma limitação. E além desse comprometimento com o
desenvolvimento dos alunos é necessário planejar. De certa forma, se o educador é
comprometido com o seu trabalho, o planejamento fará parte dele sem nenhum
obstáculo. Antunes (1998, p. 37) destaca que: “Jamais pense em usar os jogos pedagógicos
sem um rigoroso e cuidadoso planejamento, marcado por etapas muito nítidas e que
efetivamente acompanhem o progresso dos alunos, Antunes (1998, p. 37)
Planejar para alfabetização com o aporte da ludicidade é pensar na tarefa a ser
dada e num jogo que tenha relação com a mesma. Observando a capacidade da turma
para realizar ambas atividades de forma produtiva. Planejamento é adequar o ensino a
realidade vivida pelo educando. Não se pode ministrar uma aula e lançar um jogo que
não tenha elo nenhum, pois assim o educando não conseguirá compreender o objetivo
nem da aula nem do jogo.
Freire defende arte de ensinar, acreditando que somente quem tem tal
capacidade, no caso o educador, tem em suas mãos o poder de mudar o mundo que os
cerca. Assim, o autor reforça que:
Ensinar exige compreender que a educação é uma forma de intervenção no
mundo.
Ensinar exige saber escutar.
Ensinar exige disponibilidade para o diálogo.
Ensinar exige bom senso.
Ensinar exige humildade, tolerância e luta em defesa dos.direitos dos
educadores.
Ensinar exige alegria e esperança
Ensinar exige a convicção de que a mudança é possível
Ensinar exige curiosidade
Ensinar exige o reconhecimento e assunção da identidade cultural. (FREIRE,
1983, p.28).
Ensinar apresenta uma série de exigências. E então, indago: E ensinar no
contexto da alfabetização? É mais fácil? E a ludicidade como pode contribuir para tal
processo?
Quando Freire afirma que a educação é uma forma de intervenção no mundo,
pode-se analisar que a alfabetização também intervém no meio vivido. Saber ler e
escrever, e mais compreender qualquer tipo de leitura nos diferentes contextos é
participação da sociedade, contribuindo para o desenvolvimento da mesma.
“Ensinar exige saber escutar”. Conforme afirmado, precisa-se respeitar o
conhecimento do educando no processo de alfabetização. E partir para aquisição de algo
novo, a partir da realidade do mesmo, dos seus conhecimentos prévios, para isso se
fortalecer, é preciso ouvir o aluno. O que ele tem a repassar, a ensinar. O educador deve
ser o mediador do conhecimento, e não depositador. Assim, ao ouvir a criança, ele pode
usar as palavras da mesma para inserir o assunto a ser trabalhado. Assim enfatiza o
pensamento de Freire quando diz que o educador precisa estar disponível para o
diálogo, este que favoreça o aprendizado ou entendimento de algo.
Alfabetizar vai além do saber ler e escrever, é preciso entender e interpretar o
mundo que nos cerca. A ludicidade nesse processo tem grande contribuição, haja vista,
que tal processo exige muitas competências. Trabalhar com jogos e brincadeiras para se
ensinar algo tão complexo não é fácil ,por isso exige do educador alegria para ministrar
os jogos, bom censo para saber que algo não está dando certo, e mudar a metodologia
do ensino, assim diz o próprio Paulo Freire, acreditar que a mudança é possível. É
possível mudar a atuação como educação em busca de uma melhor aula, é possível
mudar a metodologia, e todo o jogo.
É possível fazer de tal processo um mundo de fantasias e alegrias.

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