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TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO


COMARCA DE SÃO PAULO
FORO REGIONAL XI - PINHEIROS
5ª VARA CÍVEL
Rua Jericó s/n, Sala 209, Vila Madalena - CEP 05435-040, Fone: (11)
3813-5564, São Paulo-SP - E-mail: pinheiros5cv@tjsp.jus.br

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0006271-02.2017.8.26.0011 e código 81DD670.
DECISÃO

CONCLUSÃO

Em 19 de dezembro de 2018 faço estes autos


conclusos ao MM. Juiz(a) de Direito da 5ª
Vara Cível do Foro Regional de Pinheiros,
Dr(a). Francisco Carlos Inouye Shintate Eu,
, FERNANDA BURBARELLI PIJANOVYSKI,
Estagiário Nível Superior.

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por LUCIANA BASSI DE MELO, liberado nos autos em 07/01/2019 às 14:02 .
Processo nº: 0006271-02.2017.8.26.0011 - Incidente de Desconsideração
de Personalidade Jurídica
Requerente: Paulo Marcelo Argentor Camargo
Requerido: Sindicato dos Empregados Em Estabelecimentos Bancários
de São Paulo, Osasco e Região

Juiz(a) de Direito: Dr(a). Francisco Carlos Inouye Shintate

Vistos.

PAULO MARCELO ARGENTOR CAMARGO requereu a


instauração de incidente de desconsideração da personalidade jurídica em face do
SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS
BANCÁRIOS DE SÃO PAULO, OSASCO E REGIÃO. Alegando que a
executada BANCOOP e o sindicato, ora requerido, possuíram por anos o mesmo
presidente, a mesma sede e que a executada usufruiu da gráfica pertencente a
requerida. Concluindo-se, assim, a caracterização de confusão patrimonial e
incidindo a aplicação da Teoria Menor da Desconsideração Personalidade Jurídica.
Diante disso requer a desconsideração da personalidade jurídica.

Houve interposição de recurso de Agravo de Instrumento contra a


decisão que negou a instauração do incidente às fls. 250.

Devidamente citado às fls. 351, o Sindicato apresentou contestação às

Processo nº 0006271-02.2017.8.26.0011 - p. 1
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fls. 364/388. Em sede preliminar, alega ilegitimidade do polo passivo. No mérito,
afirma que não estão presentes todos os requisitos para a desconsideração da
personalidade jurídica e acrescenta que a executada possui bens para quitar a dívida.
Neste passo, requer a improcedência do pedido em discussão.

Réplica às fls. 562/627.

Tréplica às fls. 643/657.

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por LUCIANA BASSI DE MELO, liberado nos autos em 07/01/2019 às 14:02 .
Ambas as partes se manifestaram a favor de oitivas de testemunhas,
fls. 997/1041 e 1073/1074.

É o relatório.

Fundamento e decido.

A preliminar de ilegitimidade passiva não deve ser acolhida, pois a


legitimidade de parte é uma relação processual composta pelas partes envolvidas na
discussão da lide. No presente caso, é discutida a desconsideração da personalidade
jurídica que visa impedir simulações e fraudes praticadas sob o manto que protege
as personalidades jurídicas.

Neste passo, essencial trazer à luz os dispositivos legais que regulam


a matéria em questão, principalmente a fim de se determinar eventuais situações que
permitam incidir o instituto da desconsideração da personalidade jurídica.

Em primeiro, o art. 50 do Código Civil prescreve que, havendo abuso


da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade ou confusão
patrimonial, tal instituto poderá incidir.

Neste sentido, torna-se fundamental a análise dos requisitos supra,


pois, na presença destes, é imperiosa sua aplicação. Observe-se transcrição do
referido dispositivo:

“Art. 50. Em caso de abuso da personalidade jurídica,

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caracterizado pelo desvio de finalidade, ou pela confusão
patrimonial, pode o juiz decidir, a requerimento da parte, ou do
Ministério Público quando lhe couber intervir no processo, que os
efeitos de certas e determinadas relações de obrigações sejam
estendidos aos bens particulares dos administradores ou sócios da
pessoa jurídica.”

Diante disto, conforme já citado, a determinação da incidência do

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por LUCIANA BASSI DE MELO, liberado nos autos em 07/01/2019 às 14:02 .
instituto passará, portanto, pela caracterização do desvio de finalidade da pessoa
jurídica ou pela confusão patrimonial entre sócios e empresa.

Desta maneira, trata-se de situação binária: na presença de qualquer


dos requisitos, ficará declarada a aplicação e, em hipótese contrária, indiscutível a
improcedência do pedido.

Ademais, a relação entre a executada e o exequente é de consumo, o


que permite também a aplicação do dispositivo 28, parágrafo 5 do CDC, que
autoriza a desconsideração em caso de insolvência, sem a necessidade de
comprovação dos requisitos do caput.

No caso em tela, com a leitura dos autos é nítido com o documento


de fls.32/39 e 40/45 que o Sindicato e a BANCOOP tiveram por anos presidentes
em comum, em épocas iguais. Nos documentos de fls. 101 e 144 é visível os
indícios da confusão patrimonial, uma vez que ambas as sedes possuem o mesmo
endereço da Junta Comercial. Assim, leva a compreensão de que o sindicato agia
conjuntamente com a executada e que os bens de ambas se confundem.

Por fim, no documento de fls. 628/633 afirma que a executada


recebeu R$18,1 milhões de reais do Sindicato, e ambos afirmam que não há
nenhuma irregularidade na transação proveniente de uma obrigação das partes.

Ademais, restou comprovado, que a executada não possui patrimônio


para adimplir suas obrigações. O que resta evidente, que a executada e o sindicato

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agem conjuntamente nas decisões, sendo de rigor a inclusão no polo passivo da ação
o SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS
DE SÃO PAULO, OSASCO E REGIÃO, passando o seu patrimônio a responder
pela dívida exequenda.

Diante do exposto, defiro a desconsideração da personalidade jurídica


em desfavor de SINDICATO DOS EMPREGADOS EM
ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS DE SÃO PAULO, OSASCO E

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por LUCIANA BASSI DE MELO, liberado nos autos em 07/01/2019 às 14:02 .
REGIÃO e reconheço a confusão patrimonial existente entre eles e a executada.
Int.

São Paulo, 19 de dezembro de 2018.

DOCUMENTO ASSINADO DIGITALMENTE NOS TERMOS DA LEI


11.419/2006, CONFORME IMPRESSÃO À MARGEM DIREITA

DATA
Em __ de Dezembro de 2018,
recebi estes autos em Cartório.
Eu, , subscrevi.

Processo nº 0006271-02.2017.8.26.0011 - p. 4