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Dor ocular: Um desafio diagnóstico e terapêutico

/ Marcelo Antunes / Isabela Borges de Melo / Layana Vieira Nobre

INTRODUÇÃO: A dacrioadenite pode se apresentar como uma afecção aguda ou crônica da glândula
lacrimal podendo estar associada a patologias infecciosas, autoimunes ou mesmo tumorais causando dor
ocular cujos diagnósticos diferenciais são os mais diversos possíveis. RELATO DE CASO: MMS, 42
anos, sexo feminino, 60kg, em acompanhamento no serviço de cabeça e pescoço de nosso serviço
devido a quadro de dor ocular a esclarecer. Realizada consulta médica e solicitados exames de imagens
que não apresentaram alterações. Paciente é então encaminhada à oftalmologia que ao realizar exame
ocular detalhado afasta possibilidades como uveíte, descolamento de retina, edema de papila, infecções
em câmaras oculares (anterior e posterior), glaucoma (pressão ocular normal de 12mmHg) e devido a
quadro de dores osteoarticulares associadas a secura ocular interroga o diagnóstico de síndrome de
Sjogren. Devido aos dados clínicos escassos solicita a oculoplástica e a equipe da cirurgia de cabeça e
pescoço a realização de biópsia de glândula lacrimal. Neste ínterim a paciente é encaminhada para a
clínica da dor para realizar estratificação e tratamento da dor, EVA 9/10. Paciente refere dor contínua,
sem irradiação, em topografia de olho esquerdo e de caráter lancinante. Para tanto, procedeu-se bloqueio
do gânglio estrelado (lidocaína 50mg e clonidina 15mcg) associado a bloqueio dos nervos supraorbitário
e supratroclear ipsilateral (lidocaína 20mg e clonidina 15mcg). Paciente relata melhora imediata da dor
após bloqueios sendo marcado retorno com 15 dias. Desta vez verifica-se que o material da biópsia foi
insuficiente e a paciente é submetida a novo procedimento. Afirmou que ficou 5 dias sem dor após
bloqueios, mas que gradativamente a dor foi reaparecendo. Realizada nova sequência de bloqueios
devido a dor intensa 8/10, com melhora satisfatória. Em nova consulta, constatou-se por biópsia que a
paciente apresentava dacrioadenite crônica não específica e a equipe da oftalmologia inicia tratamento
com colírios compostos por antibióticos e corticoides com melhora significativa da dor. Efetuado o
último da sequência de 3 bloqueios (este último realizou-se apenas o bloqueio dos nervos supraorbitário
e supratroclear devido a confirmação do acometimento específico da glândula lacrimal), já com quadro
mais ameno, EVA 5/10 e paciente permanece assintomática desde então. DISCUSSÃO: A dor ocular é
um sintoma que pode admitir múltiplas etiologias trazendo para o cotidiano um desafio diagnóstico e
terapêutico, especialmente em pacientes com sinais e exames frustros, mas com quadro álgico
importante. Assim sendo, a utilização de bloqueios anestésicos diagnósticos e terapêuticos são extrema
importância na prática clínica, seja na alusão ao local específico da fonte da dor, no tratamento da
mesma ou no manejo em conjunto com as demais áreas da medicina para proporcionar o conforto do
paciente enquanto se prossegue com a investigação diagnóstica. REFERÊNCIAS: 1. Rootman J,
Robertson W, Lapointe JS. Inflamatory diseases. In: Rootman J, editor. Diseases of the orbit.
Philadelphia: Lippincott; 1988. p.159-75.

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