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INSTITUTO PEDAGÓGICO DE MINAS GERAIS Módulo Básico Conceitos Fundamentais em Educação Especial Coordenação

INSTITUTO PEDAGÓGICO DE MINAS GERAIS

Módulo Básico

Conceitos Fundamentais em Educação Especial

Coordenação Pedagógica IPEMIG

Belo Horizonte

SUMÁRIO

1 CONCEITOS FUNDAMENTAIS EM EDUCAÇÃO ESPECIAL

03

2

2 ASPECTOS ÉTICOS NA EDUCAÇÃO ESPECIAL E

NAS PRÁTICAS INCLUSIVAS-A FORMAÇÃO DO PROFESSOR

06

3 A EDUCAÇÃO ESPECIAL E A EDUCAÇÃO INFANTIL

11

4 O ENSINO REGULAR E A EDUCAÇÃO ESPECIAL

17

5 AS DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM

23

6 EVITANDO RÓTULOS

27

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS UTILIZADAS E CONSULTADAS

30

AVALIAÇÃO

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1CONCEITOS FUNDAMENTAIS EM EDUCAÇÃO ESPECIAL

 

Para Melo (s/d, s/p) a educação especial é um tema que, de uns tempos para

 

cá, vem

sendo

mais e

mais estudada

dado

aos avanços das ciências médicas e

 

humanas de um lado e do reconhecimento da existência de pessoas que apresentam problemas de aprendizagem, mas que precisam estar inseridas no contexto sócio-educativo, do outro. Partindo dessa realidade, faz-se necessário que analisemos os conceitos que fundamentam as condições que delimita quem é e quem não é peculiar à mesma e que, portanto, acabam fundamentando filosoficamente e ideologicamente a própria natureza da educação especial que fazemos. Isso por uma razão bem simples: se os processos de desenvolvimento são peculiares nas “crian as especiais”, consequentemente, também o serão os de aprendizagem e, portanto, também devem sê-lo, os conceitos de adaptação e de

 

normalidade que fundamentam a educação especial. Como diz Mazzota (1987), (

)

A maioria dos indivíduos diagnosticados como mentalmente retardados revela certo

 

grau de diminuição nas áreas da maturação, aprendizagem e ajustamento social.

Ao

fazermos essa

análise, não

tardamos em

ver a

importância existente

na

quebra desses paradigmas que estão na base da educação especial e, por tabela,

 

na sua prática cotidiana, bem como, na rela ão das pessoas “normais” com as

 

Fazemos, exatamente, o

contrário disso.

Como

afirma

Fonseca

(1991), o

 

adulto

fixa

normas

e

facilita

ou

não

o

acesso

a

elas. Quando

a

criança

tem

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“pessoas especiais”, em particular, as crian as, decorrentes dessa pr tica. Em primeiro lugar, é imperativo que tenhamos a convicção da necessidade de se quebrar os conceitos aceitos acerca da normalidade apontando, concomitantemente, visões práticas e alternativas. Isso por ser importante uma desconstrução ideológica deste conceito, principalmente no que diz respeito à regra de se qualificar como errado aquilo que não se enquadra nas normas. Não podemos esquecer que tal regra impossibilita o próprio conceito de construção de conhecimento que, segundo Alencar, citando Piaget (1995), é construído no contexto das interações sujeito- objeto, tal que nas trocas incessantes entre ambos, algo sempre é corrigido. O que, é lógico, pressupõe a presença dos erros.

4

dificuldade em satisfazer as normas desejadas, o adulto elabora um julgamento

sobre ela e nunca sobre si próprio, adotando uma relação de poder, um certo tipo de

colonização e um esquema de conformidade. (MELO, s/d, s/p)

De acordo com Melo (s/d, s/p) é com essa ressignificação conceitual que, em relação a esse ponto, podemos ter a esperança de acreditar que a conduta das pessoas para com os alunos especiais seja a de absorver as diferenças dos diferentes, entendendo que ser diferente não é ser melhor nem pior que ninguém,

mas, simplesmente, ser único e, portanto, especial e, isso, não por ser deficiente ou

mais eficiente. Ainda citando Mazzotta

educação implica um relacionamento entre pessoas, de forma a exercerem influências recíprocas. E, essa relação supõe que cada um tenha o seu valor

reconhecido.

(1987), não podemos esquecer que a

Observe

que

essa

desconstrução

de

conceitos, por si, só, transforma

conceitos. Porém, fica

evidente

que

uma

educação

especial

com

conceitos

transformados só

tem

sentido

se

for também, ela

própria, transformadora de

conceitos, influenciando

diretamente

as condutas típicas de

pais, professores,

educadores, t cnicos e, o mais importante, as condutas típicas dos próprios “seres

especiais”, j

que, inseridos numa

sociedade, são

sujeitos sociais e

sujeitos a

sujeitos sociais, tal nos ensina o interacionismo de Vygotsky (1999), ao afirmar que o aprendizado humano pressupõe uma natureza social específica e um processo

que a educação especial que atualmente é realizada, excetuando-se raras

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através do qual as crianças penetram na vida intelectual daqueles que as cercam. Em segundo lugar, e seguindo a mesma lógica, devemos deixar clara a necessidade de fazer a mesma desconstrução ideológica no tocante ao conceito de adaptação ideal a partir dos conceitos de inadaptação existentes, pois é essa desconstrução que possibilitará, de imediato, uma nova visão de aprendizagem, entendida, como a define Weiss (2002), como um conjunto dinâmico que estrutura os conhecimentos que o sujeito já possui. (MELO, s/d, s/p)

Para melo (s/d, s/p) em relação a esse conceito, Mazzota (1991) afirma que se pensa mais em normas e valores sociais, e não em termos de independência funcional. As normas de adaptação são fixadas em função de critérios particulares de rendimento e eficácia. É a partir dessas quebras conceituais que podemos ver

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exceções, é uma educação especial que fortalece e perpetua a exclusão, portanto, o

preconceito, em detrimento de uma pedagogia inclusiva tão decantada e desejada,

desde que seja feita por alguém que não sejamos nós. Fazemos uma educação

especial que visa à inclusão dos inadaptados, “levando em

considera ão

as suas

especificidades”,

como

se

fosse

possível ser diferente, tentando

trazer

nossa

normalidade aqueles que não são normais de acordo com as nossas normas. Quem

não consegue, mesmo tendo motivos justificáveis para tal, é classificado como

especial, devendo receber uma educação singular.

É

por falta

dessa

desconstrução

ideológica dos conceitos de

normalidade

e

adaptação que perpetuamos na política educacional de inclusão a inclusão daqueles

que são diferentes, praticando, assim, apenas uma forma diferente de exclusão. É

por falta dessa desconstrução ideológica que continuamos colocando alunos

“especiais” em escolas regulares “preparando” professores, pais e alunos para

lidarem com ele, quando, no fundo, apenas estamos fazendo

um

arranjo para

continuarmos tratando os diferentes como iguais, perpetuando

na

discriminação

velada, a política preconceituosa da exclusão. Inclusão verdadeira trata de tratar de

modo desigual os desiguais e sabe que a sua existência só é real quando para todos

e não, apenas, para os portadores de deficiência.

Por esses motivos, temos a

especial só

convicção

quando

que

da

uma

educação

especial para o

ideológica

aluno

conceitos que a fundamentam para, a partir daí, ter a legitimidade necessária para

adentrar na sua realidade, levando em conta a singularidade do desenvolvimento de

quem é portador de alguma deficiência que afeta a sua capacidade de aprender e

que precisa, portanto, de novo paradigma para o que é ser normal e para o que é

capacidade adaptativa. Enfim, como define Monte

especial que entenda que aprender, não se

escolar, mas se amplia a todas as aquisições que o homem realiza durante a vida,

no âmbito familiar, social e institucional. (MELO, s/d, s/p)

é

autêntica

parte

desconstrução

desses

Serrat (2000), uma

a

educação

na

resume

aquisições feitas

idade

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2ASPECTOS ÉTICOS NA EDUCAÇÃO ESPECIAL E NAS PRÁTICAS INCLUSIVAS A FORMAÇÃO DO PROFESSOR

De acordo com Di Palma, et al, (s/d, s/p) quando se trata da inclusão, deve-se

considerar aspectos ligados a formação do professor, uma vez que, este deve estar

preparado e seguro para trabalhar com o aluno com necessidade educacional

especial. Conforme

destacava

Piaget (1984, p. 62): (

)

a

preparação

dos

professores constitui questão

perspectiva, pois, enquanto

totalmente inútil organizar belos programas ou construir belas teorias a respeito do

pedagógicas em

primordial de

não

for à

todas as reformas

mesma

resolvida

de

forma

satisfatória, será

que deveria ser realizado. Ora esse assunto apresenta dois aspectos. Em primeiro

lugar, existe o problema social da valorização ou da revalorização do corpo docente

primário e secundário, a cujo serviço não são atribuídos o devido valor pela opinião

pública, donde o desinteresse e a penúria que se apoderaram dessas profissões e

que constituem

mesmo para a

um

dos maiores

perigos para o

progresso, e

sobrevivência de nossas civilizações doentes.

intelectual e

muito difícil, pois quanto melhores são os métodos preconizados para o ensino mais

penosos se tornam o ofício do professor, que os pressupõe não só o nível de uma

elite do ponto de vista dos conhecimentos do aluno e das matérias como também

uma verdadeira vocação para o exercício da profissão. Para esses dois problemas

existe uma única e idêntica solução racional: uma formação universitária completa

para os mestres de todos os níveis (pois quanto mais jovens são os alunos, maiores

dificuldades assumem no ensino, se levado a sério). Os três elementos apontados

por Perrenoud (2000) se constituem em aspectos fundamentais para a construção

A

seguir, existe

a

formação

moral do

corpo

docente, problema

de

profissionais que

assumam

a

tarefa

de

desbravar e

abrir novos caminhos,

construindo com isso uma autonomia individual e liderança na gestão de sala de

aula. Na condição de

profissionais reflexivos, as

receitas prontas não

são

mais

adequadas e sim as habilidades para identificar, definir, projetar, avaliar os desafios. Se para trabalhar com alunos que apresentam diferentes níveis de desempenho já se faz necessário desenvolver essas habilidades, mais importante ainda serão essas

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características diante das necessidades especiais dos alunos incluídos. (DI PALMA,

ET, AL, s/d, s/p)

Para Di

Palma,

et

al, (s/d,

s/p) a

responsabilidade

começa

com

a

compreensão de que é necessário estar em permanente processo de aprendizagem

e interação

com

outros profissionais para

conseguir

desenvolver as competências

docentes necessárias na contemporaneidade. Se considerarmos ainda, que a formação inicial perdeu sua característica de processo extenso, complexo e valorizado para se converter em uma atividade parcial, simplificada, desarticulada e

que ao longo das últimas décadas foi sendo gradativamente desvalorizada, pode-se

como essência do trabalho escolar, se apresenta como elemento fundamental no

resignificação da condição humana dos portadores de necessidades educativas

especiais.

Bueno

(1999) assinala

que

um

ensino

de

qualidade

para crianças com

necessidades especiais, na perspectiva de uma educação inclusiva, envolve pelo

menos, dois tipos de forma ão profissional docente: professores “generalistas” do

ensino regular, com um mínimo de conhecimento e prática sobre alunado

diversificado; e professores “especialistas” nas diferentes “necessidades

educacionais especiais”, quer seja para atendimento a essa população, quer seja

para apoio ao trabalho realizado pelos profissionais de classes regulares que

integrem esses alunos. O professor especializado deve participar de todas as ações,

opinando e discutindo com o professor do ensino regular e colaborando em todo o

planejamento em suas fases de elaboração, execução e avaliação. Desta forma,

profissionais da equipe contribuir para a melhoria da qualidade do ensino oferecido.

A integração

de

professores generalistas e

especialistas com

outros

profissionais como: pedagogos, psicólogos, psicopedagogos, intérpretes de língua

de sinais e assistentes sociais, levaria a capacitação dessa equipe colaborativa em

dessa integração entre pares, não se pode deixar de destacar a importância de tanto

professores quanto gestores em relação aos equipamentos e tecnologias assistivas,

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serviço, e contribuiria para uma mudança na qualidade da escola inclusiva. Além

vislumbrar o enorme desafio que a tarefa se impõe. Nesse aspecto, a Educação

processo de desenvolvimento de potencialidades que poderão contribuir para uma

ambos terão oportunidade de socializar o seu saber específico e junto aos outros

que

são

aquelas necessárias para facilitar o

deficiência.

(DI PALMA, ET AL, s/d, s/p)

processo

de

inclusão

de

8

alunos com

De acordo com Di Palma, et al, (s/d, s/p) o Brasil ainda apresenta um índice mínimo de acessibilidade digital, e as adaptações de material didático e livre acesso aos meios de comunicação ainda deixam muito a desejar em relação a outros países. É especialmente frustrante para pessoas com deficiências a impossibilidade de acessar os conteúdos disponibilizados na Internet, pelas instituições de ensino pela falta de teclados adaptados, caixas de som, ou mesmo acesso com rampas ou

bancadas adaptadas a cadeirantes nos laboratórios de informática.

O uso

melhorar

a

das Tecnologias

aprendizagem

Assistivas no

à

ambiente

de

devido

versatilidade

escolar

pode

linguagens

contribuir

envolvidas. Elas

permitem a integração de vários conteúdos, ensinando, revisando, corrigindo e reforçando conhecimentos, usando diferentes tipos de representações que são

trabalhadas por diferentes estilos de aprendizagem e diferentes talentos. Isso porque revestem os processos educativos com movimentos, cores, sons, emoções,

relacionamentos com pessoas e dados concretos, além de permitirem que a

aprendizagem se constitua por meio de outras abordagens. (CORTELAZZO, 1996)

Porém, os docentes precisam estar capacitados para explorar toda a riqueza desses

adaptações ao acaso. Demandam materiais e

sistemáticos, com informações organizadas em

palavras e imagens cuidadosamente selecionadas para facilitar a compreensão, a

retenção e a execução dos conhecimentos (PFROMM NETO, 2001, p. 74).

programas bem

sequências apropriadas, com

estruturados,

todo

instituições de ensino, fatalmente se estará comprometendo a formação de

professores, não apenas no curso de pedagogia, mas em todas as demais

Se

não

existe

uma

cultura inclusiva

na

sociedade

como

um

e

formação de professores na graduação em pedagogia tendo em vista a concepção

principalmente à falta de uma tradição histórica na lida com a problemática.

Associado a isso vive um momento histórico em que a falta de recursos compromete

a capacitação dos membros da equipe da escola em lidar com essa realidade. Para

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para

meios, por que o trabalho precisa ser minucioso e não admite improvisações ou

nas

licenciaturas. Portanto, ao retomar-se o problema quais são os desafios para a

de educação inclusiva? Pode-se afirmar que esses desafios são grandes, devido

9

isso faz-se necessário o desenvolvimento de um novo grupo de

profissionais/intelectuais, que deve ser entendido como aquele cuja atividade prática

- profissional - serve de base para a elaboração de novas teorias - intelectuais - que

vão propiciar o surgimento de práticas pedagógicas diferenciadas, flexíveis e

libertadoras. Portanto, o trabalho docente com portadores de necessidades

educativas especiais na contemporaneidade deve combinar estes dois aspectos, o

profissional e o intelectual, e para isso se impõe o desenvolvimento da capacidade

de reelaborar conhecimentos. Desta maneira, durante a formação inicial, outras

competências precisam ser trabalhadas como a

reinterpretação de currículos e programas que propiciam a profissionalização,

valorização e identificação do docente. (PIMENTA, 2002, p. 131-132, apud DI PALMA, ET AL, s/d, s/p)

elaboração,

a

definição, a

Di Palma, et al, (s/d, s/p) apontam que a verdadeira profissionalização se dá a partir do momento em que é permitido ao professor racionalizar e analisar a própria

prática, criticando-a, revisando-a, fundamentado-a na construção do crescimento da

unidade de ensino como um todo. O professor é um agente fundamental no

processo de inclusão, mas ele precisa ser apoiado e valorizado, pois sozinho não

poderá efetivar a construção de uma escola fundamentada numa concepção

inclusivista. Para tanto se faz necess rio “a preparação de todo o pessoal que

constitui a educação, como fator chave para a promoção e progresso das escolas

inclusivas.” (SALAMANCA, p. 27) E tamb m, “a provisão de servi os de apoio

de

importância primordial para o

sucesso

das políticas educacionais inclusivas.”

(SALAMANCA, p. 31)

 

Tendo

em

vista

o

aumento

considerável de

professores-alunos que

atualmente frequentam a graduação de Pedagogia, essa etapa constitui-se um

momento adequado para instrumentalizá-los a fazer uso dos recursos tecnológicos

como elementos não somente de mediação pedagógica, mas principalmente de

inclusão acadêmica e social, servindo para construir conhecimentos e dar sentido a

uma prática diferenciada. O investimento se concretiza na dedicação ao trabalho,

nas leituras, na busca de alternativas pedagógicas que permitam não somente o

desenvolvimento dos alunos regulares, mas a sua integração e interação com os

incluídos, de modo a que ambos se beneficiem e enriqueçam com a experiência. Por

fim a criatividade, que é resultante das experiências acumuladas e desenvolvimento

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pessoal, e

também

do

acesso

à

diferentes

recursos e

infraestrutura que

a

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escola

venha a disponibilizar. (DI PALMA, ET AL, s/d, s/p)

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3A EDUCAÇÃO ESPECIAL E A EDUCAÇÃO INFANTIL

- Educação

pré-escolar para alunos com

necessidades especiais: para Zacharias

(s/d, s/p) a validade da educação especial se justifica na certeza da importância da educação para todos. Assim, para alguns, ela deve se desenvolver de forma especial, para atender às diferenças individuais dos alunos, através da diversificação

dos serviços educacionais.

A educação consiste em um trabalho que visa desenvolver as oportunidades

para que cada um venha a ser uma pessoa em toda a sua plenitude, apoiando-se

nos recursos da pessoa, mediante a consideração de suas necessidades e

fraquezas, suas forças e esperanças. O princípio está na capacidade de crescimento

do ser humano, que é ilimitada. Crianças com necessidades especiais são aquelas

que, por alguma espécie de limitação requerem certas modificações ou adaptações

no programa educacional, a fim de que possam atingir seu potencial máximo. Essas

limitações podem decorrer de problemas visuais, auditivos, mentais ou motores, bem

como de condições ambientais desfavoráveis.

Principalmente a partir da década de 60, tem-se uma clara compreensão da importância e significação dos anos pré-escolares no desenvolvimento de um

padrão de comportamento para toda a vida. Para as crianças com deficiências, a

educação pré-escolar torna-se ainda mais necessária, pois oportuniza que

desfrutem ao máximo todas as possibilidades de um ambiente educacional

organizado, aproveitando

ainda

os benefícios do

convívio com

outras

crianças.

É a presença de necessidades educacionais especiais que irá indicar se um

aluno deve receber educação especial, e não apenas a presença de uma deficiência

ou superdotação, pois, a existência de uma deficiência, não torna obrigatório que

seu portador não possa ser bem atendido mediante os processos comuns de

educação. (ZACHARIAS, s/d, s/p)

De acordo com Zacharias (s/d, s/p) após a realização de um diagnóstico educacional por uma equipe interdisciplinar, pode-se recomendar, de acordo com cada caso, a

educação especial. As situações de ensino são especiais, quando utilizam recursos

físicos e materiais especiais, profissionais com preparo específico e alguns aspectos

curriculares que não são

encontrados nas situações comuns.

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- Diagnóstico

testagem, são

médica, psicológica,

e

classificação: Os termos: diagnósticos, classificação, avaliação,

definidos de

diferentes

O

diagnóstico

utilizados e

maneiras nas várias áreas:

na

educacional etc.

educacional consiste

utilização

de

recursos, meios e

técnicas

para analisar e

avaliar as situações

educacionais, os problemas e

conhecimento de suas causas para preveni-las e corrigi-las, quando possível. Todo

diagnóstico tem duas funções básicas:

as dificuldades dos alunos, bem

como, tomar

12

1) Localizar e analisar as causas das dificuldades dos alunos em todas as áreas das

suas atividades;

2) Identificar e avaliar as áreas de aprendizagem e ajustamento, tanto as positivas, quanto as negativas.

- Classificação

e

caracterização

dos

alunos excepcionais ou

portadores

de

necessidades

especiais: são

inúmeras as

desvantagens e

desvios existentes na

classificação

de

pessoas em

categorias, mas, elas acabam

tornando-se

necessárias, principalmente do ponto de vista da administração do Sistema

Educacional. A classificação abaixo decorre do modelo clínico, combinado sempre

que possível ao modelo educacional:

1. Excepcionais Intelectuais.

1.1- Superdotados.

1.2- Deficientes mentais.

a) educáveis.

b) treináveis.

c) dependentes.

2. Excepcionais por desvios físicos.

2.1- Deficientes físicos não sensoriais.

2.2- Deficientes físicos sensoriais.

a) deficientes auditivos.

b) deficientes visuais.

3. Excepcionais psicossociais.

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3.1- alunos com distúrbios emocionais.

3.2- alunos com desajustes sociais.

4. Excepcionalidade múltipla.

4.1- alunos com mais de um tipo de desvio.

- Recursos Educacionais Especiais: Segundo

Zacharias (s/d,

s/p) é

de

extrema

importância que sejam consideradas primeiramente todas as possibilidades de

utilização da escola comum, como um recurso integrado com outras formas de

atendimento que o aluno tenha necessidade. Nos estados e municípios do Brasil,

com suas extremas diferenças de estrutura e distribuição de renda, encontramos

locais com boas situações de atendimento a esses alunos, até aqueles locais, que

quase não dispõem de condições de atendimento adequado à faixa de sua

população escolarizável, quanto mais à

alunos portadores de

alguma

necessidade

especial. Os recursos mais frequentemente encontrados são:

1)

Ensino

Itinerante. Prestação

de

serviços,

por um

professor especializado, que

visita várias escolas comuns que recebem alunos excepcionais. Esse professor especializado atende tanto aos professores, para orientá-los, quanto aos próprios alunos.

2) Sala de

Recursos. É

uma

sala que

conta

com

materiais

e

equipamentos

especiais, na qual o professor especializado, fixo na escola, auxilia os alunos nos

aspectos específicos em que precisam de ajuda para manterem-se na classe

comum. Na maioria dos locais esse profissional também presta atendimento aos

professores das classes comuns, aos demais profissionais da escola e à família dos

alunos.

3)

de alunos classificados como da mesma categoria de excepcionalidade, que estão

sob a responsabilidade de um professor especializado. Tem sido mais utilizada para

alunos deficientes mentais educáveis.

Classe Especial. Instalada em escola comum, caracteriza-se pelo agrupamento

4) Escola Especial ou Educação Especial. É aquela que foi organizada para atender específica e exclusivamente a alunos excepcionais. Algumas atendem apenas a um

tipo de excepcionalidade, outras já atendem a diferentes tipos. Tem sido bastante

criticadas por reduzir o convívio do aluno excepcional com outras crianças não

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portadoras de desvios, bem como pelo estigma de que são objetos tanto a escola,

como seus alunos. É importante que nos lembremos que sempre existirão alunos

que necessitam desse tipo de atendimento. (ZACHARIAS, s/d. s/p)

- Educação infantil: conforme Aquino (2009, s/p) para compreender melhor a educação inclusiva, é preciso ter clareza que o imperativo por profundas transformações no âmbito escolar é decorrente das mudanças postas pela globalização, que a cada ano, intensifica a exclusão, impondo à escola o papel de aproximar as diversas culturas, o desafio de articular a igualdade e a diferença, isto

é, interligando

diversidades entre as mesmas.

e

considerando-as,

sem

ofender

contexto, surge

o

Neste

direito

posto

a

proposta

para

superar as

de

escola

inclusiva, onde todas as pessoas com necessidades educacionais especiais (NEE)

devem ir às escolas (da rede regular de ensino), ser bem atendidas e bem vidas. Segundo Mantoan, “a inclusão é uma inovação, cujo sentido tem sido muito

distorcido

e

um

movimento

muito

polemizados pelos

mais diferentes

segmentos

educacionais e sociais”.

A partir

desta

questão, Mantoan

nos mostra que

nem

sempre inovar é o

inusitado e que a constituição garante a educação como direito de todos os indivíduos com deficiências, de toda ordem. Porém, sabemos que para a escola “acolher” de fato esses indivíduos, necess rio melhorar as condi es da escola e requer várias mudanças, no âmbito da própria sociedade, para que os diferentes

sujeitos possam vivenciar processos sociais sem preconceito e sem barreira. E para que isso ocorra, as escolas inclusivas, as escolas que recebem as pessoas com NEE, devem assumir que as dificuldades de alguns alunos não são apenas deles, mas resultam em grande parte do modo como o ensino é ministrado, a

aprendizagem é concebida e mesmo avaliada. (AQUINO, 2009, s/p)

Para Aquino (2009, s/p) a perspectiva é de construção de uma nova escola,

uma escola inclusiva que se constitua em uma escola para todos, não apenas no papel ou em discursos como vemos e ouvimos, mas que rompa com a realidade de

exclusão a favor de uma escola aberta aos diferentes modos de ser e aprender dos

diferentes sujeitos. O desafio é a construção de uma escola organizada para atender as demandas postas por estas diferen as. Enfim, “(…) não se pode pensar de

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maneira

seja, os projetos de inclusão deverão considerar essas diferenças ao elaborarem e

homogênea

os processos educacionais de

um

aluno

cego

ou

surdo, ou

implantarem

suas novas diretrizes. Ao

contrário

de

como

vêm

sendo

implantados,

esses projetos deverão ser construídos a partir de formas diversificadas de ensino que levem em conta o tipo de experiência à qual o aluno tem que ser exposto para

aprender. Também é preciso que sejam valorizados estimulados projetos localizados

e experimentais e não que se imponham teorias e modelos uniformes, a serem

seguidos” (TARTUCI, s/d, p. 11-12).

Conforme Beyer (2005, p. 13) “uma escola para todos nunca existiu. A escola

inclusiva ou a escola com uma proposta inclusão escolar tem se proposto (ao menos

paradigmaticamente) atender todas as crianças, sem

qualquer exceção. Neste

sentido, não determina distinções de espécie alguma, no que tange às

características diversificadas de aprendizagem de seus alunos”. Nós sabemos que

essa proposta de inclusão parece um sonho possível, contudo será realidade

apenas com a implementação de uma escola de qualidade, igualitária, justa e

acolhedora para todos. Para tanto, é preciso punho e sustentação para enfrentar as

fragilidades ainda existentes, inclusive garantindo a presença de professores

capacitados e especializados, com formação inicial e, continuada em educação

especial, para atender as NEE desses sujeitos. Nesse sentido, ao discutir a inclusão

na Educa ão Infantil, Tartuci (2008, p. 57) afirma que “(

de professores não pode ser dissociado do processo de desenvolvimento

organizacional da escola, pois requer uma mudança de atitudes não só dos

professores, mas também de toda comunidade escolar, por isso os projetos de

formação docente deve estar associado ao de organização e adequação da

institui ão de Educa ão Infantil”. Assim, é necessário enfrentar as barreiras e

construir práticas pedagógicas e de gestão escolar que garanta educação de

qualidade a todos. Parafraseando Mantoan, é preciso construir uma escola onde

todas as crianças sejam bem vindas.

)

o processo de formação

Todavia,

vale ressaltar que

a

inclusão

social não

se

reduz

a

escola,

conforme afirma Tartuci (p. 15) “a escola apenas um mbito da questão, e em uma

ação isolada dos demais não

sociedade inclusiva, pois a desigualdade social é fruto das relações historicamente

estabelecidas entre os homens. A escola poderá contribuir para se efetuar

transformará

a

sociedade

que

está

em

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pois

uma

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mudanças, contudo

ela própria

tem

tido

o

papel de

16

manter as desigualdades

sociais”. A inclusão pressupõe ações articuladas de diferentes áreas, bem como de romper com a cultura de exclusão e instituir políticas públicas que permitam ao sujeito o exercício pleno de cidadania. Portanto, para se garantir o direito de

“Educa ão

para Todos (…)

exige-se

alterações complexas tanto

nas políticas

públicas e sociais, quanto na própria concepção presente no imaginário social e na cultura escolar a respeito destes alunos [necessidades educativas especiais]. Caso estas alterações não ocorram, a fim de propiciar condições efetivas, a inclusão será

mera utopia.” (TARTUCI, p. 13, apud AQUINO, 2009, s/p)

Os desafios e

os problemas, conforme

Tartuci “não

poderão

ser resolvidos

somente pelo professor no interior da sala de aula ou, mesmo, somente no contexto

escolar. Ao

amplas da

contrário,

exclusão

ela tem

que

ser (re)

vistas à

pensada

no

âmbito

de

das questões mais

social com

construção

uma

cultura escolar mais

comprometida com as diversas vozes (sujeitos) e como um espaço potencializador e mobilizador para constru ão de um mundo menos excludente e solid rio”. (AQUINO,

2009, s/p)

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17

 

4 O ENSINO REGULAR E A EDUCAÇÃO ESPECIAL

 
 

Valente

(s/d, s/p) aponta

que

desde

a

iniciativa

oficial dos organismos

educacionais no Brasil - Ministério e Secretarias - em promover a inclusão social de

portadores de necessidades especiais (os antes denominados “deficientes”) temos

notado, por parte do professorado, além da perplexidade em ter que trabalhar nas

salas de aula, com uma clientela para eles pouco conhecida, duas manifestações:

ignorância e preconceito. Ignorância e preconceito marcam, de fato, a percepção

que a maioria do professorado de escolas públicas tem da clientela portadora de

necessidades especiais - sejam portadores de deficiências físicas, sensoriais ou

mentais. Quando se fala na inclusão de alunos portadores de necessidades

especiais em salas de aula regulares, na escola pública, duas constatações se

fazem

sentir, expressadas pela

maioria

do

professorado:

ignorância e

preconceito:

ignorância: por não conhecerem adequadamente as características desse tipo de

clientela (os antigamente denominados “deficientes); e preconceito por

reproduzirem a percepção estereotipada de que se trata de “gente diferente”,

doentes, inadaptados, defeituosose outras expressões igualmente

equivocadas, alimentada por mitos ou representações equivocadas sobre a natureza

do problema dos portadores de necessidades especiais. (VALENTE, s/d, s/p)

 
 

Mas não podemos criticar nossos educadores: eles expressam a forma como

a

sociedade

geral sempre encarou

o

portador de

necessidades especiais -

como

pessoas esteticamente indesejáveis, cujo contato e convivência geram

constrangimento e como sujeitos incapacitados para desempenharem papéis sociais

autônomos na comunidade - ou seja - eternos dependentes. Nos últimos anos, a

preocupação com problemas de exclusão social ganharam impulso, tendo o conceito

tomado lugar de muitos outros: pobreza, miséria, desemprego, exploração,

 

discriminação, marginalização, segregação. Com o crescimento da preocupação

com a exclusão social, o seu oposto dialético - a inclusão social - tomou

impulso,

 

primeiro nos meios acadêmicos e técnicos, depois junto à mídia e, mais

especificamente, junto aos setores ligados à educação e promoção social.

 
 

No que

diz

respeito

à

educação, a

inclusão

de

portadores de

necessidades

especiais foi alvo

de

uma

lei específica e

regulamentada

somente

10

anos depois

 

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18

pelo Poder Executivo. A partir daí, deu-se a largada: a inclusão educacional, tornada lei, portanto obrigatória, caiu como um porretena cabeça dos educadores e dos organismos educacionais: incluir, a qualquer custo, clientes deficientes em salas de

perplexo) - o que fazer (e como fazer) - com essa clientela em sala de aula?

Algumas questões foram levantadas junto ao professorado, quanto ao problema em

relação a aluno com DM (Deficiência Mental), mas que serve também para os

demais tipos de necessidades especiais por deficiência:

Como integrar o aluno especial em classe comum, sendo que estas têm, no mínimo, 30 alunos?os demais tipos de necessidades especiais por deficiência: Como administrar a atenção especial que deveria ser

Comoclasse comum, sendo que estas têm, no mínimo, 30 alunos? administrar a atenção especial que deveria

administrar a

atenção

especial que

deveria

ser dispensada

especial, sem prejuízo dos demais alunos?

ao

aluno

Comoreceber um aluno especial se o professor não é habilitado em

receber um

aluno

especial se

o

professor não

é

habilitado

em

Educação Especial?

 

Comoo professor poderá fazer as adaptações curriculares e atividades

o

professor poderá fazer as adaptações curriculares e

atividades

didáticas, sem o suporte técnico-pedagógico de um especialista?

Como lidar com a dificuldade dos demais alunos e pais em aceitar um colega diferente?sem o suporte técnico-pedagógico de um especialista? Segundo o Valente quanto rol de os professores estão

Segundo

o

Valente

quanto

rol de

os professores estão

(s/d, s/p) do

claramente,

que mínimo, das características dos casos de

se

de

agora o

Estado

propõe

a

integrar

questões acima distanciados do

se

conhecimento, mesmo

partir

depreende,

a

necessidades especiais que

em

salas de

aula

regulares. E

esse

desconhecimento (a ignorância) pela falta de vivência com essa clientela ou por falta

de preparo nos cursos magistério e de licenciatura, aliado ao preconceito,

transforma os portadores de necessidades especiais em fantasmas assombrando o

cotidiano dos professores. Podemos, aqui, traçar um quadro simplificado dos

principais tipos de necessidades especiais que o professor da escola pública recebe

em sala de aula.

- Necessidades especiais de ordem:

Física:recebe em sala de aula. - Necessidades especiais de ordem: hemiplégicos, paraplégicos, tetraplégicos (incluindo

hemiplégicos,

paraplégicos,

tetraplégicos (incluindo

sujeitos com

membros amputados).

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aula comuns, dentro do prazo o mais curto possível. Mas (pergunta o professor

19

Sensorial: cegos, surdos e surdos-mudos.19 Mental: Síndrome de Down (ou trissomia): acidente genético (descoberto, enquanto caracterizado pela existência de um

Mental:19 Sensorial: cegos, surdos e surdos-mudos. Síndrome de Down (ou trissomia): acidente genético (descoberto, enquanto

Síndrome

de

Down

(ou

trissomia): acidente

genético

(descoberto,

enquanto

caracterizado pela existência de um filamento a mais de cromossoma no par 21 (ao invés de 23 pares e 46 filamentos, o sujeito conta com 23 pares e 47

filamentos). Em

seguintes características: rosto

olhos amendoados, membros curtos,

acidente

genético, recentemente, por Lejeune, em

1958)

função

disso,

os sujeitos apresentam, de

redondo,

cabelos finos

mãos e

e

modo

de

geral, as

textura peculiar,

dedos pequenos, baixa

estatura, tendência

a

sobrepeso, e

rebaixamento

intelectual.

São

indivíduos

altamente sociáveis e facilmente integráveis em qualquer ambiente. Em sala de aula, em função de algum rebaixamento intelectual (que pode ser muito brando ou severo), apresentam dificuldades em acompanhar o currículo,

sendo clientes de salas de reforço (salas de recursos especiais).

clientes de salas de reforço (salas de recursos especiais). Paralisia cerebral: também não se trata de
clientes de salas de reforço (salas de recursos especiais). Paralisia cerebral: também não se trata de

Paralisia cerebral: também

não

se

trata

de

doença,

mas, na

maioria

dos casos, sequela de parto acidentado ou mal feito. Nas ocorrências mais

comuns, a dificuldade da criança em passar pelo duto vaginal faz com que a

anóxia (privação de oxigênio) por mais de 3 minutos ocasione injúrias

neurológicas que, mais tarde, comporão o quadro denominado paralisia

cerebral. Em outras situações, é a agressão por instrumentos (fórceps) que

ocasiona fratura óssea no crânio, com possibilidades de hemorragia

intracraniana e comprometimento cerebral, vazamento de olho e outras

sequelas. Pode ocorrer, também, como sequela neurológica após uma

meningite viral ou bacteriana no recém-nascido. Outros casos de ocorrência

se

dão

por aneurisma de

vaso

sanguíneo

na

caixa

craniana

(geralmente

problema congênito) ou por sequelas após convulsões ocasionadas por

febres muito altas, comuns em crianças de pouca idade. Nota-se que muitos

dos casos de paralisia cerebral se dão por ignorância, miséria e falta de

interesse do poder público em instituir campanhas que estimulem a gestação

acompanhada por médico ou parteira.

Os portadores de paralisia cerebral não possuem controle de sua musculatura

e, na

surdez, mudez, paralisia total ou parcial de membros e mesmo rebaixamento

maior parte

dos casos, apresentam

deficiências múltiplas: cegueira,

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intelectual. É nesses quadros que se dão a maioria dos casos severos ou muito severos, tornando impraticável a inclusão escolar em salas de aula regulares, devendo o sujeito ser atendido em classes especiais ou classes

hospitalares.

ser atendido em classes especiais ou classes hospitalares. Autismo: até hoje a ciência não conseguiu definir
ser atendido em classes especiais ou classes hospitalares. Autismo: até hoje a ciência não conseguiu definir

Autismo:

até

hoje

a

ciência não

conseguiu definir

com

precisão

a

manifestação patológica, suas causas e tratamentos. O indivíduo autista vive

em

outra dimensão

do

psiquismo, diferente

da

das pessoas comuns. Não

nutre ou manifesta afetos e geralmente é dotado de rebaixamento intelectual.

Muitos executam movimentos automáticos, de balançar a cabeça, mover os

membros ou pronunciar interminavelmente palavras ou frases aparentemente

sem sentido - os estereótipos. O problema acomete mais a pessoas do sexo

masculino. O diagnóstico preciso, quanto à sua intensidade, é prejudicado

pelo fato de o autista não se comunicar, ou fazê-lo de modo restrito

precário. Da mesma forma, sem um quadro diagnóstico apontando a

intensidade do problema, é quase impossível a elaboração de currículos

adaptados ou flexibilizados para esses sujeitos quando em escolas. No caso

dos autistas, recomenda-se a terapia laboral (trabalhos manuais de qualquer

natureza) como

recurso para

que

aprendam

habilidades e

se

mantenham

atentos.

O grau

de

comprometimento

intelectual de

crianças com

DM

(aspectos

internos)

dessa população estão crianças que desenvolvem

comunicação eficientes e funcionais, têm um prejuízo mínimo nas áreas sensório-

motoras e podem apresentar comportamentos similares às crianças de idade não

portadoras de necessidades especiais. Esse rol de

corresponde a 85% dos casos, ficando os casos severos ou muito severos por conta

dos 15% restantes. (VALENTE, s/d, s/p)

abrange

uma

variada

escala,

podendo-se

dizer que

numa

das pontas

de

habilidades sociais e

crianças

acima

descrito

Outros casos:

habilidades sociais e crianças acima descrito Outros casos: TDAH: transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade

TDAH: transtorno

de

Déficit de

Atenção

e

Hiperatividade

-

recentemente

descrito como caso psiquiátrico, passível de tratamento com medicação,

psicoterapia e fisioterapia.

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ou

21

TDA:21 transtorno de Déficit de medicação específica. Atenção - também controlável através de Dislexia e disgrafia:

transtorno

de

Déficit de

medicação específica.

Atenção

-

também

controlável através de

Dislexiaespecífica. Atenção - também controlável através de e disgrafia: distúrbios de aprendizagem, perfeitamente

e

disgrafia:

distúrbios

de

aprendizagem, perfeitamente

controláveis,

correspondendo

linguístico

digitar perfeitamente bem).

a

uma

dificuldade

do

(o

disgráfico não

consegue

sujeito

em

escrever com

decodificar

o

código

a

mão, mas consegue

Gagueira: emocional de causas variadas, passíveis de tratamento através da intervenção concomitante de profissionais de fonoaudiologia e psicologia.em escrever com decodificar o código a mão, mas consegue Lentidão: distúrbio de aprendizagem - alunos

Lentidão: distúrbio de aprendizagem - alunos que apresentam dificuldades emde profissionais de fonoaudiologia e psicologia. acompanhar o desenvolvimento do currículo regular,

acompanhar o

desenvolvimento

do

currículo regular, geralmente

baseados

em conteúdos lógico-dedutivos ou de memorização, e ocasionados por

motivos variados, entre eles problemas emocionais ou Q. I. (Quociente de

Inteligência) muito abaixo da média. São facilmente recuperáveis através da

dispensa de atenção redobrada, com reforço nos conteúdos curriculares.

É conveniente lembrar que todos nós, indistintamente, tivemos, um dia, algum problema de aprendizagem, de maior ou menos intensidade e que muitas vezes não

foram totalmente superados (por exemplo, dificuldades em cálculo matemático).

- A

Superdotação: para Valente

(s/d, s/p) ao

contrario

dos

portadores de

necessidades especiais por deficiência, os denominados superdotados possuem

uma capacidade intelectual (mensurável pelo teste de Q. I.) muito acima da média. A

legislação recomenda, nesses casos, cuidar para que haja “acelera ão” de currículo

e/ou que os sujeitos superdotados sejam encaminhados para serviços especiais de

atendimento - praticamente inexistentes no Brasil. Em função disso na falta de

atendimento escolar qualificado e especializado são, provavelmente, centenas os

cérebros superdotados que se perdem no anonimato e no perigo das ruas - já que a

superdotação, democraticamente, pode acontecer com filhos da classe média e com

crianças vítimas da exclusão social.

Acreditamos

que

o

medo, a

ignorância,

e

o

preconceito,

que

ainda

caracterizam o professorado tendam a diminuir e transformar-se em atitudes

positivas quanto ao atendimento dos portadores de necessidades especiais em

salas de aula regulares. Para tanto, será necessária uma intervenção dos sistemas

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de ensino, no sentido de, no mínimo, fazer cumprir as exigências da legislação vigente e oferecer adequações físicas às escolas, salas e equipamentos (recursos)

especiais, transporte nos casos devidos, professores especialistas para assistir aos

coordenadores pedagógicos e professores regentes de classe na adaptação e flexibilização curricular, treinamento em serviço para os professores de classe, além de um esforço de conscientização da equipe escolar como um todo e da própria

comunidade, para a

garantido

necessidade

uma

da

integração

de

e

uma

de

clientela que

qualidade,

tem

pela Constituição, a

educação

gratuita

e dignidade

enquanto pessoa humana e consciência de cidadania. (VALENTE, s/d, s/p)

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direito,

23

5 AS DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM

Para Silva (2006, s/p) a aprendizagem e a construção do conhecimento são

processos naturais e espontâneos do ser humano que desde muito cedo aprende a

mamar, falar, andar, pensar, garantindo assim, a sua sobrevivência. Com

aproximadamente três anos, as crianças são capazes de construir as primeiras

hipóteses e já começam a questionar sobre a existência. A aprendizagem escolar

também é considerada um processo natural, que resulta de uma complexa atividade

mental, na qual o pensamento, a percepção, as emoções, a memória, a motricidade

e os conhecimentos prévios estão envolvidos e onde a criança deva sentir o prazer

em aprender.

O estudo

do

processo

de

aprendizagem

humana

e

suas dificuldades são

desenvolvidos pela Psicopedagogia,

interna e externa, utilizando-se de vários campos do conhecimento, integrando-os e

sintetizando-os. Procurando compreender de forma global e integrada os processos

cognitivos, emocionais, orgânicos, familiares, sociais e pedagógicos que determinam

levando-se

em

consideração

as realidades

situações que resgatem a aprendizagem em sua totalidade de maneira

prazerosa.

Segundo Maria L cia Weiss, “a aprendizagem normal d -se de forma integrada no

aluno (aprendente), no seu pensar, sentir, falar e agir. Quando começam a aparecer

“dissocia es de campo” e sabe-se que o sujeito não tem danos orgânicos, pode-se

pensar que estão se instalando dificuldades na aprendizagem: algo vai mal no

pensar, na sua expressão, no agir sobre o mundo”.

Atualmente, de acordo com Silva (2006, s/p) a política educacional prioriza a educação para todos e a inclusão de alunos que, há pouco tempo, eram excluídos

do sistema escolar, por portarem deficiências físicas ou cognitivas; porém, um

grande número de alunos (crianças e adolescentes), que ao longo do tempo

apresentaram dificuldades de aprendizagem e que estavam fadados ao fracasso

escolar pôde frequentar as escolas e eram rotulados em geral, como alunos difíceis.

Os alunos difíceis que apresentavam dificuldades de aprendizagem, mas que não tinha origens em quadros neurológicos, numa linguagem psicanalítica, não

estruturam uma psicose ou neurose grave, que não podiam ser considerados

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à condição do sujeito e interferem no processo de aprendizagem, possibilitando

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24

portadores de deficiência mental, oscilavam na conduta e no humor e até dificuldades nos processos simbólicos, que dificultam a organização do pensamento, que consequentemente interferem na alfabetização e no aprendizado dos processos

lógico-matemáticos, demonstram

sua aprendizagem.

potencial cognitivo, podendo

ser resgatados na

Raramente as dificuldades de aprendizagem têm origens apenas cognitivas.

Atribuir

comprometimento no seu desenvolvimento psicomotor, cognitivo, linguístico ou

emocional (conversa muito, é lento, não faz a lição de casa, não tem assimilação,

entre outros.), desestruturação familiar, sem considerar, as condições de

aprendizagem que a escola oferece a este aluno e os outros fatores intraescolares

que favorecem a não aprendizagem.

ao

próprio

aluno

o

seu

fracasso, considerando

que

haja algum

As dificuldades de aprendizagem na escola podem ser consideradas uma das

causas que podem conduzir o

desconsiderar que o fracasso do aluno também pode ser entendido como um

ao

aluno

fracasso

escolar. Não

podemos

fracasso da escola por não saber lidar com a diversidade dos seus alunos. É preciso

que o professor atente para as diferentes formas de ensinar, pois, há muitas

maneiras de aprender. O professor deve ter consciência da importância

de

criar

vínculos com os seus alunos através das atividades cotidianas, construindo

e

reconstruindo sempre novos vínculos, mais fortes e positivos. O aluno, ao perceber

que apresenta dificuldades em sua aprendizagem, muitas vezes começa a

apresentar desinteresse, desatenção, irresponsabilidade, agressividade, etc. A

vontade própria. (SILVA, 2006, s/p)

Durante

muitos anos,

para Silva

(2006, s/p) os alunos foram

penalizados,

responsabilizados pelo fracasso, sofriam punições e críticas, mas, com o avanço da

ciência, hoje não

podemos nos limitar a

acreditar, que

as

dificuldades de

questão muito mais complexa, onde vários fatores podem interferir na vida escolar,

tais como os problemas de relacionamento professor-aluno, as questões de

metodologia de ensino e os conteúdos escolares. Se a dificuldade fosse apenas

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aprendizagem, seja uma questão de vontade do aluno ou do professor, é uma

originada pelo aluno, por danos orgânicos ou somente da sua inteligência, para

dificuldade acarreta sofrimentos e nenhum aluno apresenta baixo rendimento por

25

solucioná-lo não teríamos a necessidade de acionarmos a família, e se o problema estivesse apenas relacionado ao ambiente familiar, não haveria necessidade de recorremos ao aluno isoladamente. A relação professor/aluno torna o aluno capaz ou incapaz. Se o professor tratá-lo como incapaz, não será bem sucedido, não

permitirá a sua aprendizagem e o seu desenvolvimento. Se o professor mostrar-se

despreparado para lidar com o problema apresentado, maior chance terá de

transferir suas dificuldades para o aluno.

Os primeiros ensinantes são

os

pais,

com

eles

aprendem-se

as primeiras

interações e ao longo do desenvolvimento, aperfeiçoa. Estas relações, já estão

constituídas na criança, ao chegar à escola, que influenciará consideravelmente no

poder de produção deste sujeito. É

relação positiva de cooperação, de alegria e motivação. Torna-se necessário

orientar aluno, família e professor, para que juntos, possam buscar orientações para

lidar com alunos/filhos, que apresentam dificuldades e/ou que fogem ao padrão,

preciso

uma

dinâmica familiar saudável, uma

buscando a intervenção de um profissional especializado. Dicas para os pais:

Estabelecer uma relação de confiança e colaboração com a escola;de um profissional especializado. Dicas para os pais: Escute mais e fale menos; Informe aos professores

Escute mais e fale menos;uma relação de confiança e colaboração com a escola; Informe aos professores sobre os progressos feitos

Informeaos professores sobre os progressos feitos em

aos professores sobre os progressos feitos em

casa

em

áreas de

interesse mútuo;

Estabelecer horários para estudar e realizar as tarefas de casa; 

 

Sirva de exemplo, mostre seu interesse e entusiasmo pelos estudos; 

 

Desenvolver estratégias demodelação, por exemplo, existe um problema

modelação, por exemplo,

existe

um

problema

para ser solucionado, pense em voz alta;

Aprenda com eles ao invés de só querer ensinar;um problema para ser solucionado, pense em voz alta; Valorize sempre o que o seu filho

Valorize sempre o que o seu filho faz, mesmo que não tenha feito o que você pediu;voz alta; Aprenda com eles ao invés de só querer ensinar; Disponibilizar materiais para auxiliar na

Disponibilizar materiais para auxiliar na aprendizagem;seu filho faz, mesmo que não tenha feito o que você pediu; É preciso conversar, informar

É

preciso

conversar, informar e

discutir

com

o

seu

filho

sobre

quaisquer

observações e comentários emitidos sobre ele. Cada pessoa é uma. Uma vida é

uma história de vida. É preciso saber o aluno que se tem e como ele aprende. Se ele

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construiu uma coisa, não se pode destruí-la. O psicopedagogo ajuda a promover mudanças, intervindo diante das dificuldades que a escola nos coloca, trabalhando

com os equilíbrios/desequilíbrios e resgatando o desejo de aprender. (SILVA, 2006, s/p)

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6 EVITANDO RÓTULOS

27

Segundo Colli (2009, s/p) a escola é o primeiro lugar que a criança frequenta

fora de seu círculo familiar e a maneira como ela é tratada lá pode marcar toda a sua

vida. Por isso, me preocupa quando, em encontros de formação com

professores,

percebo que alguns, muitas vezes, de forma inconsciente, rotulam

os alunos,

principalmente os que têm

perceber isso ao ouvir, deles mesmos, expressões fortes, capazes de marcar os

necessidades especiais de

aprendizagem. É

possível

estudantes. Por exemplo: “o Marcos é

no lugar de “ser”, como “o Marcos tem Down.

Down. Melhor seria que o

verbo fosse “ter”

Quando

dizemos que

alguém

é, automaticamente

imputamos

a

ele um

significante que o distingue dos outros. É como se o Antônio, por exemplo,

recebesse uma placa: deficiente intelectual. Fardo, inclusive, bastante pesado de

carregar, pois determina de maneira categórica que o indivíduo só pode ser aquilo

na vida, sem alternativas. Tudo o que ele vier a produzir, ou mesmo deixar de

produzir, será creditado a essa característica. Quando os educadores agem assim,

petrificam o estudante numa identidade que pode mortificá-lo.

Uma

das funções da

escola é

possibilitar à

criança

perceber-se

de

maneira

diferente da qual é reconhecida na estrutura familiar. Nesse sentido, ela tem a

obrigação de exercer sua função libertadora. Quando há uma falha nessa atribuição,

o que acontece é preocupante. Vamos dar um exemplo. Um pai, ao matricular o filho

na Educação Infantil, fez questão de alertar a equipe pedagógica: “Ele é deficiente e

acho que não vai aprender como os outros meninos. Se ficar aqui até o 5º ano, tá

bom.” A equipe, que era despreparada, aceitou a fala do pai. Durante boa parte da

vida escolar, o estudante foi tomado como alguém incapaz de se desenvolver no

campo cognitivo. Porém, num determinado semestre, a professora titular precisou

ausentar-se e a substituta, nova no quadro docente, e, portanto, desinformada sobre

o significante previamente anunciado, conseguiu alfabetizá-lo em tempo considerado

recorde por desconhecer a senten a “ele não aprenderá a ler e escrever. Ela nada

mais fez do que sua obrigação: ensinou o que deveria ensinar. O menino respondeu

à demanda e conseguiu se libertar do único significante que o marcava (e que lhe

custou tanto tempo, tanta vida). (COLLI, 2009, s/p)

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28

28 Ilustração: Adriana Komura Colli (2009, s/p) questiona: por que a rotulação de alunos com deficiência

Ilustração: Adriana Komura

Colli (2009, s/p) questiona: por que a rotulação de alunos com deficiência ou

com qualquer dificuldade de aprendizagem ocorre com tanta frequência? Quando o

educador percebe que a criança não aprende da forma como planejou, ele começa a

procurar uma explicação para o fato. Quem tem qualquer tipo de deficiência

geralmente recebe a “marcade suas deficiências. Os outros, na maioria das vezes,

são encaminhados para a área de saúde para que seja feito um diagnóstico. Muitos

educadores esperam

conhecimentos específicos, uma

que

médicos, psicólogos e

justificativa

psiquiatras elaborem, com

fracasso

seus

para o

escolar. Infelizmente,

alguns atendem à demanda. O diagnóstico é importante, sim, mas apenas para que

todos os adultos que convivem com esses jovens possam sempre ajudá-los a

usufruir da relação com o outro que se estabelece na escola, a sentir prazer no ato

de aprender e a aproveitar os ambientes que frequentam da melhor maneira

possível, com propriedade e conhecimento. O parecer médico jamais pode ser usado com a finalidade de marcar o indivíduo. (COLLI, 2009, s/p)

Sigmund

Freud

(1856-1939) defendeu

que

educar é

da

ordem

das coisas

impossíveis. Com isso, ele quis dizer que o aluno nunca corresponderá totalmente

às expectativas de quem ensina. Por mais que se tente, algo sempre faltará e é

essa falta que faz com que o aprendiz busque saber mais. Esses desencontros são

de ordem estrutural e sempre existirão nessa relação. Assim, educadores e

estudantes viveriam uma condição de impossibilidade. Quem não suporta nem

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aceita

essa

situação

tende

a

fazer do

diagnóstico

a

justificativa

29

desencontros, e dificuldades, em vez de buscar maneiras de enfrentá-los. Mesmo ciente de que os impasses fazem parte do jogo, assim como perguntas sem respostas e angústias sem solução, o educador deve ter certeza de que ele é, sim, o responsável pela aprendizagem de cada um dos alunos e tem de educá-lo até o

limite das suas possibilidades.

Uma

das funções do

orientador educacional é

observar os detalhes do

cotidiano escolar e descobrir se ocorrem situações em que as crianças com deficiência ou necessidades especiais de aprendizagem estejam sendo rotuladas, intencionalmente ou não. Ele pode oferecer permanentemente à equipe pedagógica

e a todos os funcionários, que também são educadores, as informações necessárias

para que possam exercer o papel de agentes da socialização desses alunos e assegurar que as condições de aprendizagem de todos estejam garantidas. (COLLI,

2009, s/p)

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para os possíveis

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AVALIAÇÃO

34

1)

De acordo com Di Palma, et al, (s/d, s/p) quando se trata da inclusão, deve-se

considerar aspectos ligados a formação do professor. Com base nisso assinale a

alternativa que corresponde ao pensamento deste autor.

A(

com necessidade educacional especial

) o professor este deve estar preparado e seguro para trabalhar com o aluno

B(

e um esquema de conformidade.

) o professor deve adotar a uma relação de poder, um certo tipo de colonização

C(

interdisciplinar

) o professor deve

realizar um diagnóstico educacional junto com

uma equipe

D(

) n.r.a

2)

diz respeito a : Educação especial e a Educação infantil:

Leia atentamente as questões abaixo e marque a alternativa correta, no que

I- Educação

Zacharias (s/d, s/p) a validade da educação especial se justifica na certeza da importância da educação para todos.

pré-escolar para alunos com

necessidades especiais: para

II- Crianças com necessidades especiais são aquelas que, por alguma

de limitação requerem certas modificações ou adaptações no programa educacional,

a fim de que possam atingir seu potencial máximo.

espécie

III- A educação consiste em um trabalho que visa desenvolver as oportunidades

para que cada um venha a ser uma pessoa em toda a sua plenitude, apoiando-se nos recursos da pessoa, mediante a consideração de suas necessidades e fraquezas, suas forças e esperanças.

A ) Estão corretas as afirmativas I e II

(

B ) Estão corretas as afirmativas II e III

(

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C ) Todas as afirmativas estão erradas

(

D ) Todas as afirmativas estão corretas

(

35

3) Recursos Educacionais Especiais: Segundo Zacharias (s/d, s/p) é de extrema

importância que sejam consideradas primeiramente todas as possibilidades de

utilização da escola comum, como um recurso integrado com outras formas de

atendimento que o aluno tenha necessidade. Com base nisso, estabeleça a relação

entre as duas colunas, e marque a alternativa correta:

1)Ensino Itinerante

A- ( )Instalada em escola comum,

classificados como da mesma categoria excepcionalidade.

2) Sala de Recursos

B -

(

)

É

aquela que

foi

organizada

atender

específica e

exclusivamente a

alunos excepcionais.

 

3) Classe Especial

professor

especializado,

fixo na

auxilia os

alunos nos

4)Escola Especial ou Educação

 

Especial.

D-( ) Prestação de serviços, por um professor especializado, que visita várias escolas comuns que recebem alunos excepcionais.

caracteriza-se pelo agrupamento de alunos

de

para

C- ( ) É uma sala que conta com materiais e equipamentos especiais, na qual o

escola,

aspectos específicos

em que precisam de ajuda para manterem- se na classe comum.

A

(

)1-A, 2-B, 3-D, 4-A

 

B

(

) 1-D, 2-C, 3-A, 4-B

C

(

)1-B, 2-C, 3-A, 4-C

D

(

) 1-C, 2-A, 3-B, 4-D

4)

A

inclusão

pressupõe

ações articuladas de

diferentes áreas, bem

como

de

romper com

a

cultura

de

exclusão

e

instituir

políticas públicas que

sujeito

o

exercício pleno

de

cidadania. Portanto, para se

“Educa ão para Todos” exige-se:

garantir

o

direito

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permitam

de

ao

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A(

) alterações complexas tanto nas políticas públicas e sociais, quanto na própria

36

concepção presente no imaginário social e na cultura escolar a respeito destes alunos [necessidades educativas especiais].

B(

)identificar e avaliar as áreas de aprendizagem e ajustamento, tanto as positivas,

quanto as negativas.

C(

) localizar e analisar as causas das dificuldades dos alunos em todas as áreas

das suas atividades.

D (

) n.r.a

5) Quando se fala na inclusão de alunos portadores de necessidades especiais em

salas de

expressadas pela maioria do professorado. Marque a alternativa que corresponde a

essas constatações:

aula

regulares, na

escola

pública, duas constatações se

fazem

sentir,

A

(

) preconceito e indignação

B

(

) ignorância e preconceito

C

(

) descaso e ignorância

D

(

) n.r.a

6)

Para Silva (2006, s/p) a aprendizagem e a construção do conhecimento são

processos naturais e espontâneos do ser humano que desde muito cedo aprende a

mamar, falar, andar, pensar, garantindo assim, a sua sobrevivência. De acordo com

esse autor, marque (V) para as alternativas verdadeiras e (F) para as falsas:

( ) Com

primeiras hipóteses e já começam a questionar sobre a existência.

aproximadamente

três

anos, as

crianças são

capazes de

construir as

( )

resulta de uma complexa atividade mental, na qual o pensamento, a percepção, as

emoções, a memória, a motricidade e os conhecimentos prévios estão envolvidos e

onde a criança deva sentir o prazer em aprender.

A

aprendizagem

escolar também

é

considerada

um

processo

natural, que

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( ) A

aprendizagem

normal dá-se

de forma

seu pensar, sentir, falar e agir.

integrada

no

aluno

37

(aprendente), no

( )a escola é o primeiro lugar que a criança frequenta fora de seu círculo familiar e

a maneira como ela é tratada lá pode marcar toda a sua vida.

A ) F, V, V, F

(

B ) V, F, F ,V

(

C (

) F, V ,V ,V

D (

) V, V, F, F

7) Os primeiros ensinantes das crianças são os pais, com eles aprendem-se as

primeiras interações e ao longo do desenvolvimento,

É preciso uma

dinâmica familiar saudável, uma relação positiva de cooperação, de alegria e motivação. Dentre as alternativas abaixo, marque a opção que não corresponde a

uma dica importante para os pais, na educação de seus filhos:

A (

) Aprenda com eles ao invés de só querer ensinar;

B (

) Valorize sempre o que o seu filho faz, mesmo que não tenha feito o que você

pediu;

C (

D (

) Fazer as atividades escolares para os filhos;

) Disponibilizar materiais para auxiliar na aprendizagem;

8) Sigmund Freud (1856-1939) defendeu que educar é da ordem das coisas

impossíveis. O que este autor quis dizer com essa colocação:

A ) O aluno nunca corresponderá totalmente às expectativas de quem ensina.

(

B ) As dificuldades de aprendizagem na escola podem ser consideradas uma das

(

causas que podem conduzir o aluno ao fracasso escolar.

C ) Cada pessoa é uma. Uma vida é uma história de vida.

(

D ) n.r.a

(

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38

9)

diferente

obrigação

Dentre as alternativas abaixo, marque

importante nesse processo:

Uma

das funções da

qual é

exercer

escola é

da

de

reconhecida

uma

função

possibilitar à

criança

perceber-se

de

maneira

na

no

estrutura familiar. Nesse

sentido, ela

tem

processo

de

aprendizagem

das crianças.

a

opção

que

corresponda

uma

função

A ) função de questionar

(

B ) função libertadora

(

C( ) função de orientar

D (

) n.r.s

10)

O orientador educacional tem funções importantes na escola. Com base nisso

a

julgue os itens abaixo, e assinale a alternativa correta.

I-Uma

das

funções do

orientador educacional é

observar os detalhes

do

cotidiano escolar e descobrir se ocorrem situações em que as crianças com deficiência ou necessidades especiais de aprendizagem estejam sendo rotuladas,

intencionalmente ou não.

II -Oferecer permanentemente à equipe pedagógica e a todos os funcionários,

que também são educadores, as informações necessárias para que possam exercer

o papel de agentes da socialização desses alunos e assegurar que as condições de

aprendizagem de todos estejam garantidas.

III- Disponibilizar materiais para auxiliar na aprendizagem.

A ) Estão corretas as afirmativas I e II

(

B ) Estão corretas as afirmativas II e III

(

C ) Todas as afirmativas estão erradas

(

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D (

) Todas as afirmativas estão corretas

Nome do aluno:

Matrícula:

Curso:

Data do envio:

/

/

Ass. do aluno:

GABARITO

39

 

CONCEITOS FUNDAMENTAIS EM EDUCAÇÃO ESPECIAL

 

1)

2)

3)

4)

5)

6)

7)

8)

9)

10)

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