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PÓS-ABOLIÇÃO: ENCONTROS SILENCIOSOS DA VALORIZAÇÃO DO

NEGRO.

“Eu tenho um sonho, que os negros e os


brancos andassem em irmandade e sentassem-
se na mesma mesa em paz”. (Martin Luther
King)
INTRODUÇÂO

O artigo tem como objetivo, analisar os avanços e retrocessos relacionados ao


Ensino de História e Cultura Afro- Brasileira, nos currículos das redes de ensino
brasileiras. Tendo por base a lei 10.639/03 como instrumento de conscientização para o
Ensino de História e valorização da diversidade ética e cultural presente em nosso país.
A cultura afro-brasileira é riquíssima e variada a qual contribuiu para a formação da
cultura brasileira em uma infinidade de aspectos que, seguramente, vão além dadança,
religião, culinária, música entre outros. Sendo assim, a valorização da cultura afro-
brasileira, é um dos mecanismos de combate ao racismo, através de uma educação
antirracista.

Para a construção desta pesquisa, a metodologia adotada foi uma análise


historiográfica da temática, a qual buscou subsídios em livros, artigos e estudos já
realizados por historiadores e teóricos acerca do tema. A referente pesquisa está
estruturada da seguinte forma: Em um primeiro momento, falaremos da lei 10.639/03,
destacando suas conquistas e dificuldades para a sua aplicação na atualidade. No
segundo ponto, trataremos do Ensino de História, como instrumento para a construção
de uma consciência crítica. O terceiro ponto aborda o ensino de cultura africana, como
mecanismo de combate as práticas discriminatórias e preconceituosas. E por fim, o
último momento, as considerações finais, deste trabalho de pesquisa.

I. A LEI 10.639/2003.
Durante muito tempo em nosso país a educação foi sinônimo de privilégio, onde
apenas algumas pessoas pertencentes a classes abastadas tinham acesso à educação,
sendo este fato um reflexo de um sociedade escravista, onde a maior parte da população
era composta por escravos, negros “desafricanizados”, com o qual a elite aristocrata não
se preocupava, já que eram considerados como apenas mais uma propriedade. Essa
conjuntura perdurou por quase quatro séculos e a conquista definitiva da abolição da
escravatura só veio em fins do século XIX por intermédio de um longo e tortuoso
processo notabilizado por um amplo conjunto de luta e conflitos mas que ao
termino deixou no seu rasto uma dívida impagável para com os decentes dos ex-
escravos.

Sendo assim, se passaram mais de um século depois da conquista da abolição em


nosso país, e os debates em torno da inserção do negro na sociedade brasileira
continuam vigentes, pois a descriminação racial, infelizmente ainda está presente em
nossa sociedade e um dos mecanismos de combate desse problema é uma educação
antirracista. Nesse sentido, a implementação da lei 10.639/2003, que instituiu a
obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Africana e afro-brasileira nos currículos
da Educação Básica, pode ser considerada como um meio de conscientização contra os
ideais imaginários e a descriminação racial.

A lei foi aprovada em 9 de janeiro de 2003, e fez uma alteração a lei de


Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB/1996), especificamente com o
acréscimo de dois artigos 26-A e 79-B. Portanto, como medidas adotadas passou a
vigora a obrigatoriedade do ensino de história e cultura afro-brasileira, em todas as
escolas públicas e privadas de todo o país, o conteúdo programático passou a incluir o
estudo da história da África e dos africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra
brasileira e negro na formação da sociedade brasileira, resgatando a sua contribuição
para a formação da sociedade, outro fator importante, foi a decisão de ministrar os
conteúdos no âmbito de todas as disciplinas, em especial com maior ênfase em
educação artística, literatura e história do Brasil, além dessas medidas foi instituído o
dia 20 de novembro como dia Nacional da Consciência Negra.

O dia 20 de novembro é considerado a data da morte de Zumbi um dos


líderes do movimento negro, mais importante do Quilombo dos Palmares. O
artigo 79-B foi um dos resultados das pressões de grupos que visam criar
novas referências históricas para amparar uma concepção que a abolição foi
fruto da luta dos próprios negros. Para estes, abandonar outros marcos –
como a assinatura da Lei Áurea pela princesa Isabel no dia 13 de maio – e
valorizar uma data como esta, que faz referência à luta dos negros contra a
escravidão, fortalece esta concepção entre os brasileiros. (PORTO; SILVA,
2012, p. 31-32).

Nesse sentido, essa lei foi desenvolvida como uma política afirmativa, com
caráter compensatório, que buscar possibilitar a desconstrução de valores pejorativos e
preconceituosos, criados ao longo do tempo com relação as marcas deixadas pelo
sistema escravista, a lei é um instrumento para a desconstrução gradual das
desigualdades raciais, contemplando a diversidade de uma sociedade constituída por
indivíduos conscientes, com novos olhares e posturas poutadas na igualdade de direitos
e respeito as diversidades.

Foram quase 20 anos de luta no congresso para que a lei 10.639/03, pudesse ser
promulgada em 2003, fruto de vários embates do movimento negro, sendo assim, a lei é
vista como um avanço para o reconhecimento e valorização do negro na formação da
sociedade brasileira, no entanto, persiste a dificuldade de comprimento de seus
preceitos, pois a lei por si só não garante a sua efetivação. E Mesmo se passado quase
15 anos de sua aprovação os obstáculos para a implementação da lei 10.639/03, nas
escolas, ainda esbara em diversos problemas como a formação de profissionais de
ensino, a intolerância religiosa, a falta de materiais didáticos entre outros, portanto, ela
continua sendo atual, e por isso requer ainda uma maior atenção.

II. O ENSINO DE HISTÓRIA.

Começaremos este capítulo fazendo a seguinte pergunta: O que é História?


Vejamos algumas definições para esta termo: A palavra história vem do antigo grego
historie é significa testemunho, aquele que ver, podendo também significar procurar ou
pesquisar. Outros significados: História é o nome dado a uma disciplina que estuda
fatos passados; História matéria prima de análise de historiadores; História narrativa de
acontecimentos falsos ou verdadeiros. Como vimos não há um conceito único do
significado de história, no entanto a “história” que nos interessa diz respeito a História
como campo disciplinar.

A História como campo disciplinar começou a surgir ao longo do século XIX,


quando o conhecimento histórico, adquiriu um caráter cientifico. Dessa forma, a
História como campo disciplinar se diferencia das outras histórias, por se baseada em
métodos e técnicas próprias. “Embora toda vez que falamos em história tenhamos o
passado como objetivo principal, o campo disciplinar da História, possui regras bem
delimitadas para produzir um discurso sobre o que já se passou”. (FERREIRA;
FRANCO, 2010, p. 13). Nesse sentido, nem tudo que se é contado ou narrado, por
qualquer pessoa virá História, até porque todos temos histórias.

Portanto, quando falamos de “História”, estamos nos referindo ao conhecimento


da história da humidade ao longo do tempo, a qual é reconstruída parcialmente por
historiadores que buscam recuperar os seus vestígios. Essa história escrita pelos
historiadores, é construída a partir de acontecimentos considerados relevantes em um
determinado período, a partir do uso de documentos e outras fontes o historiador
constrói sua interpretação, a qual não é absoluta, pois a interpretação de um fato
histórico, pode mudar conforme as circunstâncias analisadas e a mudança da
historicidade de onde surgem novas interpretações. Além disso, o alargamento
conceitual e empírico dos campos de pesquisa histórica e perspectivas analíticas
implicam, geralmente, o advento de novas interrogações e novos objetos de estudo.

Dessa forma, o conhecimento que é produzido pelos historiadores, transforma-se


na base de sustentação dessa disciplina. Consequentemente, quando esse conhecimento
histórico chega a uma sala de aula, torna-se uma tarefa difícil para o professor, ensinar
História, pois essa prática pode se resumir a simples repetição de conteúdo, deixando
de lado assim a produção do conhecimento, causando assim um grande desinteresse por
parte dos alunos com relação a disciplina que por muitas vezes é esquecida após a
conclusão do ensino médio. Deste modo, sabemos que “a simples repetição de
conteúdos acaba por dificultar o entendimento da disciplina, obrigando professores e
alunos a repetição de conteúdos e afastando o ensino de História do processo de
elaboração do conhecimento”. (FERREIRA; FRANCO, 2010, p. 102).

Nesse sentido, fazer-se necessário perceber que o Ensino de História, tem que
sair da linha da repetição, podendo ser (des) construído por alunos e professores ao
longo do processo de ensino – aprendizagem sem perder seu objetivo principal que é o
estudo do conjunto de acontecimentos e transformações da humanidade ao longo do
tempo. Contundo, é preciso também compreender que o conhecimento histórico,
produzido por historiadores em universidades é diferente do produzido por alunos e
professores, entretanto não menos importante, pois o ambiente escolar é o lugar onde
professores e alunos podem criar o seu próprio conhecimento.

Nas escolas, alunos e professores geralmente dialogam com os


conhecimentos eruditos da História, produzem e (re) produzem
conhecimentos históricos. Os professores, então, não são meros reprodutores
de conhecimentos produzidos por pensadores que se encontram fora do
ambiente escolar. A velha noção de divisão do trabalho entre “os que pensam
e os que executam o pensado” não se se enquadra nesse caso. (PORTO;
SILVA, 2012, p. 10)

Nessa perspectiva, Ensinar e Aprender História, requer sair da zona de conforto,


e ir além da simples reprodução de fatos. “Cabe a professores e alunos a compreensão
de que reler os vestígios do passado e reinterpretá-los, constitui a base do conhecimento
histórico”. (FERREIRA; FRANCO, 2010, p. 103). Portanto, o ensino de História não
deve se limitar apenas a aquisição do conhecimento histórico, ele deve fornece também
ferramentas para a leitura dos acontecimentos no tempo presente, embasados em fatos
do passado. “Nesse sentido, a disciplina tem um papel de ensinar a refletir e a ler o
mundo a partir de uma orientação histórica”. (FERREIRA; FRANCO, 2010, p. 103-
104).

Dessa maneira, os educandos podem compreender o presente a partir da


compreensão do passado. “Ao conhecer a sua história, um povo compreende melhor a
sua origem, o seu presente e pode, projetar melhor o seu futuro”. (PORTO; SILVA,
2012, p. 20). O Ensino de História, é uma das ferramentas que auxilia na formação do
indivíduo para uma atuação cidadã dentro da sociedade. Tendo em vista este fator
podemos considerá-lo também como um instrumento de conscientização e valorização
da diversidade étnica e cultural existente no Brasil.

III. O ENSINO DE CULTURA AFRICANA

A cultura africana é diversificada, uma das mais influentes para a formação do


povo brasileiro, composta por tradições milenares. “Formas estas que se expressam
desde as canções de ninar, os cuidados com a saúde, nas ervas, medicamentos e práticas
religiosas, às festividades danças e sabedoria diante da vida”. (CASCO; FERNANDES;
SANTOS, 2015, p.7). Práticas vindas de várias civilizações do continente africano,
muitas destas ao contrário, do que se pensa, eram desenvolvidas e sofisticadas, podendo
se comparar com as civilizações europeias. “Cabe lembrar que não chegaram em terras
brasileiras povos primitivos e iletrados, ao contrário, aqui se enraizaram nações negras,
etnias que com variadas formações histórico-sociais fazem do Brasil um outro país,
ainda que desconhecido por muitos”. (CASCO; FERNANDES; SANTOS, 2015, p. 6).
Mesmo diante de tamanha riqueza cultural herdada dessas sociedades africanas, o
Ensino de História e Cultura Africana ainda figura quase que imperceptível no campo
educacional. Tomaremos como exemplo as aulas de História, onde o ensino sobre
História da África e dos africanos por muitas vezes se limitar a conteúdos relacionados
ao antigo Egito e principalmente a transposição forçada de indivíduos desse continente
para a América portuguesa.
Dessa forma, consequentemente, quando pensamos em história da África e dos
africanos, imediatamente relacionamos com o tema da escravidão em nosso país,
esquecendo assim qualquer outra contribuição desses povos para a nossa formação
cultural, tendo em vista que a instituição escravista perdurou por quase quatro séculos,
onde a mão de obra, escrava sustentou a economia brasileira.

Infelizmente, a história do negro no Brasil ainda fica restrita ao seu papel de


escravo vivido no período colonial, como sujeitos que foram submetidos a
exploração e a violência. O tronco, a chibata e outros instrumentos de tortura
são os ícones que alimentam o imaginário social do negro na história
brasileira. (CASCO; FERNANDES, SANTOS, 2015, p. 6)

No entanto, cabe ressaltar que a trajetória do negro na sociedade brasileira, não se


resume apenas a este triste episódio, infelizmente, grande parte da riqueza cultural desse
povo é negligenciada deliberadamente. Conforme sabemos “a história do Brasil
contada e reproduzida no cotidiano apresenta uma dificuldade em compreender os
negros antes e para além das correntes”. (CASCO; FERNANDES; SANTOS, 2015,
p.7). Isto posto, tornou o ensino de história da África e dos africanos de valor
insignificativo, a rica história cultural desse continente foi deixada de lado, sendo
substituída pela visão de superioridade da cultura europeia, como resultado para isso
esbaramos consequentemente no preconceito criado pelo estigma de superioridade entre
culturas.

Durante décadas o ensino nas escolas brasileiras reforçou a visão


eurocentrista. Ou seja, colocou a cultura europeia como a mais importante na
formação da sociedade brasileira. Os conteúdos voltados ao continente
africano eram muito sucintos, o que não deixava evidente a real influência
que esta cultura possuía no Brasil. (BORGES, [200?]).
Diante desta abordagem eurocêntrica, que ainda existe abundantemente na
historiografia e na educação brasileira, é preciso romper com esses ideais difundidos por
uma cultura branca, elitista e oligárquica. Nesse sentido, precisamos “romper com esta
história racista que legitima práticas preconceituosas e discriminatórias é luta necessária
a ser encampada para garantia de direitos à população negra”. (CASCO; FERNANDES;
SANTOS, 2015, p.7). Entretanto, lutar contra essa cultura, é um grande desafio, a ser
vencido em nossa sociedade, pois o ensino de cultura africana, ainda discorre na
invisibilidade, sendo considerado complexo, e marcado pela resistência.

O ensino da cultura africana é complexo e exige muita desenvoltura dos


docentes para ultrapassarem as barreiras da resistência dos pais e alunos, do
racismo e em como lidar com ele no âmbito educacional, dos estigmas e em
como desenvolver trabalhos gradativos que mudem a visão, a percepção e a
ação dos seus alunos perante as temáticas que envolvam tal cultura.
(BORGES, [200?]).

Á vista disso, percebemos que a principal barreira existente no ensino de história e


cultura africana ainda é o preconceito racial, ainda que escondido por novas roupagens o
racismo se faz presente na mentalidade da maior parte da população, representado por
uma falsa democracia racial, a qual acontece de forma silenciosa, e se esconde detrais
de uma falsa universalidade de direitos e igualdades. “Romper com esta história racista
que legitima práticas preconceituosas e discriminatórias é luta necessária a ser
encampada para garantia de direitos à população negra”. (CASCO; FERNANDES;
SANTOS, 2015, p.7)
Que mesmo após 130 anos do pós abolição, a figura do negro no imaginário da
população brasileira ainda não mudou, continua carregada de estereótipos negativos e
preconceituosos. “A ideologia racista nutre e fortalece no imaginário social brasileiro o
negro como escravo, aquele que está em uma relação de subordinação frente ao
branco”. (CASCO; FERNANDES; SANTOS, 2015, p.7). O que nos leva a uma reflexão
a inserção social do negro, ainda é uma questão social presente na nossa sociedade,
portanto, a valorização da cultura negra pode ser a principal arma contra o racismo.

CONCLUSÃO

A inserção social do liberto na sociedade brasileira, no imediato do pós abolição


resulta em um processo complexo que buscou a implementação da cidadania e da
igualdade após a conquista da abolição da escravatura em nosso país. Na atualidade é
possível ainda encontrar resquícios desse período, o racismo é um deles, e contra ele,
que devemos lutar, conscientizando nossas crianças e jovens, através da valorização da
cultura africana.
Nesse sentido, a lei 10.639/03, que determina a obrigatoriedade da inclusão do
estudo de História e Cultura Afro-Brasileira, nos currículos das redes de ensino do
Brasil, vigora como um grande avanço na luta dos afrodescendentes, pelo resgate de sua
memória, afirmação de sua identidade e cultura. Portanto, essa lei 10.639/03, deve ser
usada como instrumento de conscientização para o ensino de história, através de
abordagens que ressaltem a história da África e dos negros no Brasil, para além da
escravidão, demostrando que estes também são protagonistas na história da construção
da sociedade brasileira, os quais muitas vezes desempenharam papeis de destaque
dentro da nossa sociedade.
Por fim, é importante ressaltamos que o Ensino de História e Cultura Afro-
Brasileira, deve ser colocado em prática assim como determina a lei, acompanhando por
uma didática objetiva e impulsionadora de mudanças, capaz de fortalecer os ideias de
valorização da cultura negra, tornando assim a nossa sociedade, um lugar de respeito
mútuo a diversidade de etnias e culturas.

REFERÊNCIAS:

ALMEIDA, Marco Antonio Bettine; SANCHEZ, Lívia Pizauro. Implementação da


Lei 10.639/2003 – Competências, Habilidades e Pesquisas para a Transformação
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BORGES, Ana Paula. AFRICANIDADES: Um Olhar Pedagógico para o Ensino da


Cultura Africana na Sala de Aula. [200?]. Disponível em
https://monografias.brasilescola.uol.com.br/pedagogia/africanidades-um-olhar-
pedagogico-para-ensino-cultura-africana-sala-de-aula.htm Acesso em: 18 de agosto de
2018.

CASCO, Ricardo; Fernandes, Saulo, Luders; SANTOS, Alessandro de Oliveira. A


Importância da Cultura Africana e Afro-brasileira na História do Brasil. 2015.
Disponível em
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agosto de 2018.

FERREIRA, Marieta de Moraes; FRANCO, Renato. Aprendendo História: reflexão e


ensino. 2010, Editora do Brasil, 1ª ed. São Paulo.

PORTO, Amélia; SILVA, Marco. Nas Trilhas do Ensino de História: Teoria e


Prática Anos Iniciais do Ensino de Fundamental Regular. Editora Rona, 1ª ed. Belo
Horizonte, 2012.

ROCHA, Solange; SILVA, José Antonio Navaes. Á Luz da lei 10.639/03, Avanços e
Desafios: Movimentos Sociais Negros, Legislação Educacional e Experiências
Pedagógicas. Revista da ABPN. V. 5, n. 11. Jul – Out 2013.