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Revista Filosofia Capital - ISSN 1982 6613


Vol. 12 (2017):
Edição Especial: Heranças e elementos educacionais [...] e ideológicos da sociedade brasileira.

UMA REFLEXÃO SOBRE O TDAH E O USO DE


MEDICALIZAÇÃO

A REFLECTION ON ADHD AND THE USE OF


MEDICALIZATION

SILVA, Daniele Conceição da1


HOLANDA, Ma Júlia B. de2
XIMENES, Aline Novaes3

RESUMO
Sabemos que há um processo crescente de medicação na vida cotidiana do aluno com TDAH. O olhar
reducionista sobre o diagnóstico e o uso da ritalina, e outros medicamentos, especificamente no tratamento
do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), como forma de sanar problemas de ensino-
aprendizagem. Intenta-se abordar que o uso da medicação seja ela qual for não é garantia de se evitar o
fracasso escolar. Os alunos que necessitam da intervenção medicamentosa estão inseridos nas salas de aula
de todo o país. A postura adotada por profissionais da educação e toda comunidade escolar é de extrema
importância, pois é fundamental propor novas ações, além de discutir com a família e especialistas todas as
intervenções pedagógicas necessárias para o processo de aprendizagem. Assunto como a indisciplina
também merece nossa atenção em virtude das muitas interpretações e que essa é uma das principais queixas
de professores no cotidiano escolar. Assim, a reflexão realizada por meio desse trabalho sugere que a
medicalização vem sendo utilizada de forma reducionista e milagrosa como resposta a todas as questões
voltadas ao comportamento impulsivo e ao mau desempenho na vida escolar do aluno com TDAH.

Palavras-chave: TDAH; Prática pedagógica; Medicalização.

ABSTRACT
We know that there is a growing process of medication in the daily life of the student with ADHD. The
reductionist view on the diagnosis and use of ritalin, and other medications, specifically in the treatment of
Attention Deficit Hyperactivity Disorder (ADHD), as a way to cure teaching-learning problems. It is tried
to approach that the use of the medication in any one is not guarantee of avoiding the school failure. The
students who need the medication intervention are inserted in the classrooms of the whole country. The
attitude adopted by education professionals and the whole school community is extremely important, since
it is fundamental to propose new actions, besides discussing with the family and specialists all the
pedagogical interventions necessary for the learning process. An issue like indiscipline also deserves our
attention because of the many interpretations and that this is one of the main complaints of teachers in
school everyday. Thus, the reflection carried out through this work suggests that medicalization has been
used in a reductionist and miraculous way as a response to all the issues related to impulsive behavior and
poor performance in the school life of the student with ADHD.

Keywords: ADHD; Pedagogical practice; Medicalization.

1
Graduada em Pedagogia pelo Centro Universitário Projeção, 1/2017. E-mail: dannhyqueiroz@hotmail.com.
2
Mestrado em Educação da Universidade Católica de Brasília - UCB/DF. Membro do Grupo de Pesquisa
ECOTRANSD - Ecologia dos saberes, Transdisciplinaridade e Educação - UCB/DF. Membro do Grupo de Pesquisa –
UnB/CNPQ: Currículo: Concepções Teóricas e Práticas Educativas. Professora do Centro Universitário Projeção de
Brasília, DF. E-mail: juliaholanda1@hotmail.com, CV Lattes: http://lattes.cnpq.br/4298961141386037.
3
Mestrado em Educação pela Universidade Católica de Brasília (2008). Membro do Grupo de Pesquisa –
UnB/CNPQ: Currículo: Concepções Teóricas e Práticas Educativas. Professora do Centro Universitário
UNIPROJEÇÃO e trabalha com estimulação cognitiva e motora com crianças e idosos. Atendimento clinico
Psicopedagógico. E-mail: alineximenes@hotmail.com. CV LATTES: http://lattes.cnpq.br/4949726197404091.
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Aparecida Affonso Moysés, e a professora
Introdução Dra. Cecília Azevedo Lima Collares, grandes
precursoras do Fórum Medicalização da
Esta pesquisa tem por tema "O uso de Educação e da Sociedade, bem como
medicamentos para alunos com TDAH" e visa estudiosas sobre o tema em questão. Todo
discutir o aumento no consumo de material utilizado para a realização dessa
medicamentos para sanar problemas de pesquisa é de fonte exclusiva e indicações
aprendizagem de alunos que apresentam o desse Fórum.
Transtorno do Déficit de Atenção, e que Com a natureza voltada para o resumo
muitas vezes, podem ser confundidos com de assunto, e na tentativa de nos familiarizar
problemas de origem neurológica, quando na com o tema em questão, a pesquisa
verdade, podem ser decorrentes de problemas bibliográfica dispõe de uma abordagem
social, familiar, psicológica e educacional. qualitativa e de caráter exploratório,
Nessa perspectiva, se considera que objetivando aprofundar conhecimentos, em
crianças apresentam dificuldades escolares cima de materiais já produzidos.
por causa de disfunções ou transtornos Assim sendo, o tema em questão teve
neurológicos, justificando assim, o fracasso como foco principal o processo de medicação
escolar. Diante do exposto, o problema a ser no tratamento de alunos com TDAH, como
investigado será: Quais os benefícios e resposta a todas as questões voltadas ao
malefícios do uso da medicação para comportamento e ao mau desempenho na vida
melhorar a aprendizagem dos alunos que escolar. Diante disso, é importante entender
apresentam TDAH? que vivemos na era dos diagnósticos de
Assim sendo, investigaremos os inúmeros distúrbios e transtornos. Na procura
benefícios e os malefícios do uso da por respostas mais rápidas e efetivas a esses
medicação na educação para melhorar o problemas, muitos diagnósticos equivocados
comportamento dos alunos que apresentam são realizados e muitos ainda o serão, caso a
TDAH. E ainda, o aumento do consumo de família e professores não se apropriarem do
medicamentos no tratamento do TDAH, com conhecimento acerca da caracterização e
o objetivo de sanar problemas de intervenção necessárias a cada transtorno
aprendizagem; os tipos e níveis do TDAH; os diagnosticado. Sendo peculiar analisar os
fatores decorrentes do TDAH no riscos das ações executadas, pois na
comportamento e desenvolvimento do aluno intempestividade de uma resposta, que, a
que podem conduzi-lo ao fracasso escolar, priori, parece inofensiva e assertiva, podemos
não apenas como um fator originário de ter inúmeras complicações no futuro.
distúrbios neurológicos, mas, na falta de
conhecimento dos pais e na falta de O aumento do consumo de medicamentos
capacitação dos professores em lidar com o na Educação
TDAH.
É inegável a existência de pessoas com Atualmente os diagnósticos são
doenças reais e que comprometem seu realizados cada vez mais precocemente, e o
desenvolvimento cognitivo, porém, falaremos Brasil destaca-se pelo crescente aumento na
de pessoas com comportamento típico e importação de medicamentos utilizados para
saudáveis (COLARES, MOYSÉS, 2010). tratamento de pessoas com Transtornos do
Traremos também temas como a Déficit de Atenção e Hiperatividade. De
indisciplina e o TDAH, fazendo um acordo com o Manifesto do Fórum sobre
parâmetro entre ambos, e esclarecendo Medicalização da Educação e da Sociedade
determinadas posturas adotadas por pais e de 2010, entendemos por Medicalização,
professores, fundamentando nossas reflexões
em autores como a professora Dra. Maria [...] o processo que transforma,

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artificialmente, questões não médicas em presente no cotidiano escolar é o Transtorno
problemas de origem médicos. Problemas de Déficit de Atenção e Hiperatividade
de diferentes ordens são apresentados como (TDAH), e o medicamento mais prescrito
“doenças”, “transtornos”, “distúrbios” que para o tratamento dessa patologia é o
escamoteiam as grandes questões políticas, psicoestimulante cloridrato de metilfenidato,
sociais, culturais, afetivas que afligem a
mais conhecido como Ritalina entre outros.
vida das pessoas. Questões coletivas são
tomadas como individuais; problemas Sendo um estimulante da família das
sociais e políticos são tornados biológicos. anfetaminas (como a cocaína), atuante no
Nesse processo, que gera sofrimento sistema nervoso central, defende-se que se
psíquico, a pessoa e sua família são consumida em certa dosagem, a mesma no
responsabilizadas pelos problemas, desempenho de tarefas escolares e
enquanto governos, autoridades e acadêmicas, em virtude do aumento da
profissionais são eximidos de suas atividade das funções executivas, aumentando
responsabilidades. (MANIFESTO..., 2010). a concentração, além de atuar como atenuador
da fadiga (SILVA et al 2012 apud
Questões como essa se faz presente ITABORAHY,2009).
mais do que imaginamos, abusos do uso do Quanto a Ritalina,
metilfenidato, mais conhecido como Ritalina,
Concerta ou Rubifén, são utilizados em Seu mecanismo de ação no homem ainda
diferentes fases e faixas etárias, inclusive não foi completamente elucidado, mas
entre alunos de cursos superiores, ou acredita-se que seu efeito estimulante é
estudantes que prestarão provas devido a uma estimulação cortical e
classificatórias e precisam de “concentração”, possivelmente a uma estimulação do
pois acredita-se que o uso desses sistema de excitação reticular. O
medicamentos, maximiza a produtividade e mecanismo pelo qual ele exerce seus efeitos
diminui o cansaço físico, otimizando assim, o psíquicos e comportamentais em crianças
não está claramente estabelecido, nem há
aspecto cognitivo. (PASQUINI, 2013).
evidência conclusiva que demonstre como
Sabe-se que o discurso da conexão entre esses efeitos se relacionam com a condição
problemas neurológicos e o não aprender ou do sistema nervoso central (RITALINA,
não se comportar de forma considerada NOVARTIS, 2014).
adequada, apresenta-se de forma cada vez
mais frequente no cotidiano das escolas e dos A própria bula do medicamento revela
serviços públicos e particulares de saúde para uma fragilidade ligada ao mecanismo de ação,
os quais se encaminham grandes contingentes essa imprecisão quanto a sua ação no
de alunos com queixas escolares. organismo mostra que ainda existe uma
Nessa perspectiva, são consideradas as carência de estudos que comprovem a ação de
crianças que apresentam dificuldades tal fármaco. Evidencia-se dessa forma, uma
escolares por causa de disfunções ou preocupação da classe médica no que se
transtornos neurológicos (congênitas ou refere a sua prescrição, mesmo sendo
provocadas por lesões ou agentes largamente defendida.
químicos),que interferem nas funções Em todo caso, o que se faz necessário
executivas consideradas essenciais para a para essa reflexão é o entendimento de que o
aprendizagem, tais como: atenção, percepção TDAH pode ser crônico e persistir na vida
e processamento de informações; utilização adulta, tornando provável, mas não certa a
de estratégias cognitivas; habilidade motora; retirada da medicação, pois é receitado o uso
atenção; memória, linguagem; raciocínio contínuo por um longo período de tempo.
matemático; habilidades sociais etc. (MEIRA, (PERES, 2014)
2012). Ainda é escassa a literatura sobre o
Atualmente, um dos diagnósticos mais efeito em longo prazo do metilfenidato, como

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também é difícil encontrar relatos de aprendizagem.
indivíduos que tomaram a medicação desde a O Transtorno de Déficit de Atenção e
infância até a idade adulta, a isso pode se Hiperatividade (TDAH) é um transtorno que
atribuir o fato de que o medicamento é muitas atualmente tem surgido com maior frequência
vezes, utilizado de forma esporádica e, nos encaminhamentos de crianças a centros
também, pelo fato do mesmo ter tido o seu especializados de neurologia, estima-se que
uso popularizado recentemente no Brasil, há de 5% a 10% de crianças em idade escolar
cerca de 10 anos (SILVA et al, 2012). apresentam tal transtorno. Considerado um
No entanto, o que deve ser pensado é transtorno neurobiológico, que se manifesta
nas muitas ações adversas do uso do ainda na infância e evolui ao longo da vida.
metilfenidato, que afetam praticamente todo o Suas principais características são a falta de
sistema do corpo humano, causando uma atenção, indisciplina, agitação e
sensação de prazer, colocando o sujeito num impulsividade, que podem variar na
nível anestesiado, abduzido da vida, intensidade e sempre têm início na primeira
assujeitado, alienando a pessoa das suas infância, ou seja, ainda na creche ou na
próprias vivências. (PERES, 2014) pré‑escola, quando a criança passa a
A estratégia de marketing da indústria manifestar comportamentos considerados
farmacêutica é alcançar pessoas saudáveis, ou hiperativos (LUENGO, 2010, p. 69-70 apud
seja, vender doenças. A questão que muito se ARRUDA, 2006).
fala hoje em dia é que houve uma inversão de Ao observar os dados da estimativa,
valores, não se fabrica mais remédios para percebe-se que há um crescente aumento de
doenças, e sim doenças para remédios, que diagnósticos nos últimos anos, nos levando a
grosso modo, passa longe do conceito de ética pensar em quase uma epidemia de
(COLARES, MOYSÉS, 2010). transtornos, o que é muito complexo de se
Esse crescimento desenfreado na entender e nos deixa um questionamento:
produção e comercialização do metilfenidato todos esses diagnósticos já existiam antes?
chama atenção, pelo curto espaço de tempo A literatura indica que não, e segue
em que ocorreu e pela quantidade produzida, além, a medicalização surge para se
levando-nos a refletir sobre as causas deste estabelecer um padrão de sociedade, ou seja,
crescimento notório. O aumento da fabricação o que é diferente não serve, o estranho pode
de metilfenidato é um fenômeno global. O contaminar o restante. Então, a atitude mais
Brasil, apesar de não figurar entre os 10 viável seria controlar o que pode vir a ser um
maiores consumidores mundiais per capita, problema futuro (LUENGO, 2010).
apresenta crescente importação do fármaco, A mídia tem dado grande contribuição
sendo Porto Alegre e Distrito Federal uns dos para esse aumento de diagnósticos,
maiores consumidores a nível nacional. Os divulgando inadequadamente e de forma
dados indicam também que há uma queda precária e simplista, fazendo com a população
durante o recesso escolar, mas que o seu leiga se aproprie dessa ideia e acredite ser
consumo cresce concomitantemente ao longo capaz de diagnosticar todo e qualquer um que
do ano escolar, com aumento nas épocas onde fuja do padrão de normalidade.
há eminência de reprovação (ANVISA, Várias são as causas do TDAH,
2015). inclusive por problemas maternos que surgem
Portanto, a medicalização tem sido alvo durante a gravidez: depressão, tabagismo,
de grande preocupação, gerando muitos alcoolismo, irritabilidade e outros que são
debates, pesquisas, ações frente ao poder reconhecidos como indicadores genéticos e
público e articulação com os conhecimentos não como fatores psicossociais externos,
acadêmicos, pois se torna bem claro que há indicando uma contradição na perspectiva de
uma banalização no uso irracional de alguns especialistas da área, que o consideram
medicamentos para sanar problemas da determinado apenas geneticamente
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(LUENGO, 2010). poderemos compreender seus conflitos e
Seu diagnóstico é essencialmente pensar em estratégias que serão capazes de
clínico e subjetivo, baseado exclusivamente aliviar ou até mesmo resolver esses tais
no histórico do comportamento, devendo ser conflitos, respeitando sua singularidade sem
feito pela exclusão de outras doenças ou despontencializá-lo (FORÚM [...], 2013).
problemas socioambientais. Para tentarmos explicar as divergências
Porém, ainda não existem de literatura, e a dificuldade de diagnóstico, o
comprovações, nem exames que afirmem com Manual Diagnóstico e Estatístico de
precisão tal transtorno. Assim, como não há Transtornos DSM-V presume que o TDAH
nenhuma relação com o sexo das crianças, não se resume a uma doença uniforme, mas
pois pesquisas indicam que meninos existem vários padrões, tanto em termos de
apresentam maior índice de diagnósticos do comportamentos quanto pela gravidade.
que em meninas (LUENGO, 2010, p. 69-70 O TDAH pode ser Determinado por
apud ARRUDA, 2006). tipos:
Vale ressaltar que o diagnóstico pode Apresentação combinada: Falta de
ser prejudicado, pois em meninas essa conduta, oposição e desafio, maior prejuízo
patologia apresenta-se de forma diferente no funcionamento global.
fazendo com que elas fiquem apáticas e Apresentação predominantemente
desanimadas, enquanto nos meninos, estes desatenta: Mais frequente no sexo feminino e
ficam indisciplinados e desatenciosos. mais prejudicial na vida acadêmica.
A grande questão é que, quando um Apresentação predominantemente
estudante apresenta alguma dificuldade, esta é hiperativo-impulsiva: Mais agressivas e
logo entendida como algum mau impulsivas, e alta taxa de rejeição pelos
funcionamento orgânico, engessando colegas.
qualquer possibilidade de compreensão e Pode ser especificado por níveis da
intervenção, fazendo com que imediatamente gravidade atual:
essa pessoa seja vista como doente. Mas o que Leve: Poucos sintomas, se algum está
devemos nos questionar é: Será que é isso presente além daqueles necessários para fazer
mesmo? Acredita-se que não, pois o processo o diagnóstico, e os sintomas resultam em não
de aprendizagem é relacionado a vários mais do que pequenos prejuízos no
fatores que precisam estar em consonância funcionamento social ou profissional.
pois se existe uma falha em qualquer um todo Moderada: Sintomas ou prejuízo
o processo sofrerá algum tipo de prejuízo. funcional entre “leve” e “grave” estão
É necessário um novo olhar, tanto por presentes.
parte dos profissionais da educação quanto da Para facilitar a visualização destes
saúde, e principalmente, da família, pois a padrões, apresentamos a seguir um quadro
partir do momento que entendermos que esse síntese. Vejamos:
sujeito singular tem uma história de vida,
NÍVEIS DE
TIPOS DE TDAH COMPORTAMENTO GRAVIDADE SINTOMAS
ATUAL
Apresentação Poucos sintomas, se alguns estão
combinada Falta de conduta, oposição e Podem ser: presentes além daqueles necessários
desafio, maior prejuízo no para fazer o diagnóstico, e os sintomas
funcionamento global. resultam em não mais do que
Leve pequenos prejuízos no funcionamento
social ou profissional.
Apresentação Mais frequente no sexo Sintomas ou prejuízo funcional entre
predominantemente feminino e mais prejudicial na Moderada “leve” e “grave” estão presentes.
desatenta vida acadêmica.

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Apresentação Mais agressivas e impulsivas, Existe a presenças de muitos sintomas
predominantemente e alta taxa de rejeição pelos Grave o que pode resultar em prejuízo
hiperativa / colegas. acentuado no funcionamento social ou
impulsiva profissional

Indisciplina vs TDAH No entanto, a indisciplina trata em


especial da falta de limites, da falta de
Quando o assunto é TDAH o tema orientação familiar, da não diferenciação
indisciplina geralmente vem associado. E isso sobre o que é aceitável pela sociedade,
gera uma discussão com grande relevância valores morais, afetivos e até mesmo de
por ser um dos pilares que sustentam e autoestima, ou seja, trata-se de um desvio
justificam a medicalização na comportamental que pode ser corrigido com
contemporaneidade, pois, por muitas vezes, a orientação adequada, e principalmente, com a
relação entre indisciplina e o diagnóstico de ajuda da família. Porém, é necessário que
TDAH é confundida, chegando até a ser educadores reconheçam que a indisciplina não
tratada como se fossem a mesma coisa. Nesse é um problema tão somente da família, pois
sentido, consideramos que o ato de ensinar ambas são agentes educativos, e podem
tem sido confundido em seus muitos ângulos contribuir para a formação do indivíduo.
com ato de disciplinar, o que é totalmente Vale ressaltar também, que a
contrário ao caráter livre e criativo da indisciplina é um dos fatores que reforçam o
educação, fazendo com que crianças em vez fracasso escolar, pois o aluno indisciplinado
de serem consideradas, criativas, autônomas e potencializa suas atitudes e comportamentos
pensantes, sejam vistas como indisciplinadas inaceitáveis, e consequentemente,
e agitadas. impossibilita o bom andamento das atividades
O termo indisciplina não é estático, escolares.
uniforme, nem tampouco universal, se Já o TDAH tem origens biológicas; é
relaciona com valores e expectativas. Nesse uma patologia e deve ser acompanhada de
sentido, segundo o pensamento de Castro, preferência por especialistas da área.

[...] o conceito de indisciplina está sujeito a Fatores decorrentes do TDAH no


múltiplas interpretações, sendo que o sujeito comportamento e desenvolvimento do
indisciplinado “é, em princípio, alguém que aluno, o fracasso escolar e capacitação dos
possui um comportamento desviante em relação a professores em lidar com o TDAH
uma norma, explícita ou implícita, sancionada em
termos escolares e sociais” (BRAZ, et al, 2013
No Brasil, a educação é marcada pelos
apud CASTRO, 2010).
fracassos em atingir objetivos e metas, porém,
O fato é que em uma sociedade que é construída uma representação do precário
preza pelo disciplinamento, termo como desempenho escolar das crianças. No entanto,
indisciplina passa a ser doença com é necessário que esse foco seja desviado
indicações de tratamento. Geralmente, as dessas crianças e recaia nos seus devidos
crianças em questão apresentam uma maior culpados, recolocando a expressão como
impulsividade, desorganização, impaciência, “fracasso da escola”. Assim sendo, devemos
atenção dispersa, dificuldade de nos perguntar: a que tipo de escola as crianças
relacionamento, de comportamento e, por das classes populares vem tendo acesso?
consequência, de aprendizagem. Estes
Ainda que o acesso à educação primária
comportamentos, dependendo da intensidade
venha crescendo no mundo, muitas crianças
e frequência, são característicos do TDAH, não chegam a concluí-la, ou fazem em
que por sua vez, também são característicos tempo maior que o esperado. O Brasil
da indisciplina infantil. inclui-se entre os países que apresentam as
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mais elevadas taxas de repetência na sendo analisado, pois vivemos em um
educação primária, mesmo tendo mostrado, momento ao qual a instituição escolar abstém-
nos últimos anos, uma redução expressiva se da sua parcela de culpa, ratificando ainda
desse indicador. [...] Esse fenômeno da mais o conceito estabelecido entre educação e
educação brasileira tem sido denominado saúde.
‘cultura da repetência’ (COLLARES,
Mas, não deve ser somente a instituição
MOYSÉS, 2014 apud UNESCO, 2010).
escolar a principal interessada na melhoria
Dessa maneira, o fracasso escolar deste cenário aqui exposto.
deveria ser visto, como “resultado de Então, o que cabe a cada um destes
complexo jogo de fatores educacionais, atores?
sociais, culturais e econômicos, que refletem
a política governamental para o setor social” Aos Pais
(LUENGO 2010, p. 60-61apud COLLARES,
MOYSÉS, 1985). Se antes um aluno dito Muitas vezes, problemas familiares
como fracassado era um aluno desatento e aparecem como justificativa para supostos
preguiçoso, nos dias atuais é um aluno que desvios de atenção e comportamento da
apresenta alguma patologia de origem criança e do adolescente. Famílias
congênita. A subjetividade do aluno não é problemáticas, ausentes, desestruturadas, que
mais respeitada, ou seja, o diferente é visto seria então a causadora de supostas
como anomalia graças a um conceito de dificuldade de aprendizagem. Porém, ao se
normalidade definido socialmente. tratar de família, devemos nos abster de
Com isso, no âmbito escolar, o TDAH qualquer preconceito, pois a família nuclear,
surge como justificativa para o mau ou seja, aquela que convive no mesmo lar,
desempenho, resultando assim, em um alto nem sempre é a tradicional (FÓRUM [...],
índice de repetência. Crianças que apresentam 2013).
comportamentos ditos atípicos pelos As crianças também têm jornadas
professores são consideradas com esse intensas, estas precisam responder aos anseios
transtorno e sendo submetidas ao uso da de seus familiares e educadores, de que
medicação cada vez mais cedo. Como tenham futuro promissor, no entanto, é
resposta a essa questão, aconselhados pelos importante se perguntar: será que tanta
professores devido a queixas escolares e cobrança não afeta nossas crianças?
disciplinares, pais buscam ajuda médica na É necessário que pais e responsáveis
tentativa de sanar esses problemas de acompanhem seus filhos, não apenas na
comportamentos. escola, como também fora dela, pois o
Temos a concepção de queixa escolar conhecimento não está apenas dentro desta, é
como: importante olhar e ouvir seus filhos para
entender o que de fato essas crianças estão
[...] aquela que tem, em seu centro, o passando, qual conflito estão vivenciando, o
processo de escolarização. Trata-se de um que elas estão querendo dizer, acompanhar
emergente de uma rede de relações que tem como é feito esse diagnóstico e que tipo de
como personagens principais, via de regra, prática estão sendo exercida, para então,
a criança/adolescente, sua escola e sua poder ajudá-los. Assim, se os pais
família. O cenário principal em que surge e conseguirem enxergar a criança além de um
é sustentada é o universo escolar (SOUZA, diagnóstico, será um avanço significativo.
2014 apud SOUZA, 2007, p.100).
Aos Professores
Nessa perspectiva, é possível perceber o
fracasso escolar, todavia, cabe salientar os Por ter um caráter ditatorial, a escola
reais motivos pelos quais esse problema vem acaba por influenciar em suas inúmeras faces
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o comportamento dos professores dentro da Nessa linha, diferentes estratégias de
sala de aula. Esta por sua vez precisa ser um mudança comportamental podem ser
espaço de trocas onde professor e aluno reflita utilizadas por parte dos pais e professores,
sobre questões que vão além dos livros. O dentro e fora da sala de aula, para auxiliar
professor não é um mero transmissor de tanto a vida acadêmica quanto a social,
conhecimento, assim como o aluno não é um ajudando essa criança a construir uma história
mero receptor, essas são faces de um processo de sucesso.
de aquisição de construção cognitiva, nesse Atualmente, existem vários modelos e
sentido, é necessário que haja afetividade caso programas de intervenções nessa área, e o
contrário esse processo permanece precário ideal é que essas crianças tenham orientação
(LUENGO, 2010). de um profissional especializado, dada a falta
Na tentativa de moldar, controlar e de capacitação dos professores em lidar com
punir, a escola priva a criança da liberdade, de esses estudantes, no entanto, algumas
procurar seus próprios interesses, de errar, de propostas podem ser utilizadas pelos
reivindicar de socializar, levando a nos professores em sala de aula com alunos
questionar qual a concepção de criança que os diagnosticados com TDAH (ESTANISLAU,
profissionais que atuam na educação infantil BRESSAN, 2014), por exemplo:
possuem, pois estes apontam casos de Minimizar estímulos distratores;
indisciplina e as encaminham ao serviço de sinalizar o que é importante, enfatizando e
saúde sem ao menos procurar compreender destacando sempre que necessário; usar
socialmente o que de fato caracteriza essa recursos visuais; lembrar onde estão
criança como incomum. informações e instruções importantes; repetir
Devemos com isso, entender que todo instruções; fazer contato visual; evitar
processo de construção de conhecimento instruções longas; dividir tarefas complexas;
enfrenta dificuldades, e que são essas combinar sinais que sirva como alerta;
dificuldades que fazem com que a monitorar o progresso; antecipar situações
aprendizagem aconteça. A escola é o lugar de particularmente difíceis; envolver os alunos
trocas, de erros e acertos, onde professor e na rotina da sala (ajudantes); valorizar os
aluno devem aprender juntos. deveres de casa; evitar reprimendas; utilizar
atenção estratégica; evitar elogios ambíguos;
Capacitação do docente para intervenção fazer adaptações no programa escolar; ser
criativo; manter a calma e a esperança, pois a
O ambiente escolar é lugar de muitos criança com TDAH é energética e recorrem
desafios e aprendizagens, é na escola que as em erros os quais vem sendo alertadas
crianças passam a maior parte do seu tempo, repetidas vezes; reforçar a parceria com a
estabelecem relação, e são submetidas às família; não descuidar da auto estima do
experiências inerentes a esse processo. Para aluno (ESTANISLAU, BRESSAN, 2014).
aqueles que apresentam o quadro de TDAH, a É importante ressaltar que os
vida escolar pode ser ainda mais difícil, e professores precisam perceber primeiramente
sabemos também que tratamentos quais são os comportamentos-alvo, ou seja, os
medicamentosos por sua vez não são os mais comportamentos problemáticos específicos
eficientes, como vem sendo discutido ao que cada criança apresenta bem como os
longo da pesquisa. É imprescindível entender fatores que provocam esse comportamento,
que a medicação por si não trará resultados se sua manutenção e sua ausência, para só então
faz necessário um trabalho multidisciplinar de intervir de forma correta.
atendimento a criança com TDAH. Os Não há uma forma rígida e única para o
especialistas que fazem parte dessa equipe tratamento de alunos com TDAH em sala de
orientarão tanto a família como os professores aula, as rotinas precisam ser claras, com
no que tange ao atendimento dessas crianças. variedade e flexibilidade, no entanto é
Revista Filosofia Capital – RFC ISSN 1982 6613, Brasília, DF.
Edição Especial: Heranças e elementos educacionais [...] e ideológicos da sociedade brasileira. Vol. 12 (2017) p. 74-83.
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Edição Especial: Heranças e elementos educacionais [...] e ideológicos da sociedade brasileira.
importante recompensar cada pequena O que se propõe aqui não é ignorar os
realização, até que novos hábitos sejam sintomas do TDAH, nem tampouco invalidar
formados. sua importância, muito menos seus processos
de intervenção. No entanto, não devemos
Considerações Finais recair na tentativa reducionista de que
somente a medicina poderá dar respostas às
Investigamos sobre a medicalização e o questões que poderão ser também de caráter
uso de medicamentos para crianças com social. O que se sugere aqui é a possibilidade
TDAH. O que se percebeu, entre outras de minimizar a medicalização o tanto quanto
coisas, que existe uma diversidade de ideias e possível, até que os sintomas do TDAH
conceitos sobre a necessidade, benefícios e possam ser evidenciados. É ainda, sustentar
malefícios do uso da medicação. Ao se que existe uma individualidade, que é
medicalizar, é possível que se esteja necessário, sobretudo, reconhecer a existência
condenando essa criança a outros tipos das diferenças e entender que ‘eu’ desconheço
problemas, como os sociais, camuflando todas aquele sujeito e não sei o que o rodeia, antes
as outras questões envolvidas, pois uma vez de estigmatizá-lo.
internalizando essa ideia, damos o aval da não
responsabilização, até mesmo para a criança Referências
que pode atribuir seus fracassos, limitações e
incapacidades à sua condição, abrindo mão
inclusive, da possibilidade de tentar, por não ABNT – Associação Brasileira de Normas
acreditar em si mesmo. Por conseguinte, Técnicas. NBR 14724: Informação e
passam a ter uma necessidade de proteção, documentação. Trabalhos Acadêmicos -
seja por parte da família ou de médicos, Apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, 2002.
tornando-se apenas aquilo que as opiniões ANVISA (2007-2014). Fórum Sobre
dizem que podem ser. Medicalização da Educação e da
O objetivo desse trabalho foi fazer uma Sociedade. Nota Técnica: O Consumo de
reflexão a respeito de que tipo de educação Psicofármacos no Brasil dados do Sistema
estamos oferecendo às nossas crianças que Nacional de Gereciamento de Produtos
divergem do padrão que lhes é imposto. Controlados, 2015.
Refletir a respeito dos benefícios e malefícios
do uso da medicação na educação para BRATS, Boletim Brasileiro de Avaliação de
melhorar o comportamento dos alunos que Tecnologias em Saúde. Metilfenidato no
apresentam TDAH. Diante disso, outro tratamento de crianças com transtorno de
questionamento calou profundamente: O que déficit de atenção e hiperatividade. Ano
aconteceu no processo de escolarização que VIII nº 23, 2014.
faz com que essa criança que diverge do BRAZ, Carolinne dos Santos; CORRÊA,
padrão imposto não aprenda? O fato é que a Lourdes Maria Campos; NUNES, Débora
medicação não pode mais ser vista como a Cristina de Oliveira; FERREIRA, Fernanda
única solução para que a criança com TDAH Helena Nogueira. IN: Diversa Prática
aprenda. Revista Eletrônica da Divisão de Formação
O que se faz necessário entender, é que, Docente. Indisciplina na sala de aula: a visão
ao medicalizar podemos inserir a criança em de alunos e professores. v. 1, n. 2, p. 112-135,
um contexto que não estimule sua infância, 2013.
rotulando-a e, consequentemente, separando-
a, e mudando literalmente o significado de ALFANO, Ângela; Bruno Sini, SCARPATO;
infância, abstraindo e estigmatizando algo que ESTANISLAU, Gustavo. Manejo do
é inato, pelo simples fato de tentar massificar transtorno do déficit de
sua subjetividade e igualá-la às demais. atenção/hiperatividade em sala de aula. (Org.)

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