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Estimulando o contato visual no autista

Olhar nos olhos não é uma tarefa fácil para a maioria das criança autista, mas
é necessário estimular esse contato visual, segundo Kate Wilde da SON RISE
o contato visual é o fator mais importante para estimular a socialização da
criança. Quando olhamos nos olhos de uma criança autista ela pode ver nosso
rosto, expressões, sentir nosso afeto e ver que estamos a conversar com ela,
por vezes é difícil para eles saber que estamos a conversar com eles.

Quando estou a brincar com o meu filho ou ele esta no mesmo ambiente que
eu faço questão de olhar nos olhos dele para ele entender que eu estou a
interagir com ele. No inicio não foi uma tarefa fácil mas hoje se por algum
motivo não olhar nos olhos dele ele reclama comigo, ele esta a começar a
gostar que as pessoas olharem nos olhos deles, por vezes ele chega perto de
mim ou da minha esposa e fica a olhar nos nossos olhos e sorri, isso não tem
preço.

Olhar nos olhos parecesse algo desnecessário mas numa criança autista faz
toda a diferença, quando estabelecemos esse contato conseguimos estimular o
aprendizado e o afeto da criança autista.

E fazer com que a criança aceite este contato visual auxilia na aprendizagem e
melhora sua percepção do outro, pois começa a perceber expressões faciais e
passa a entender mais o que o outro espera dele, Sem este contato a criança
pode não entender que estamos conversando com ele e não se importar com
ordens ou até palavras carinhosas.

AUTISMO: DESVIAR O OLHAR PARA PENSAR

As crianças com autismo desviam o contacto ocular ao pensar, especialmente


perante aspectos desafiantes, de acordo com uma nova pesquisa da
Universidade de Northumbria.

Embora geralmente encorajados a manter contato visual como um meio de


melhorar suas habilidades sociais, os pesquisadores descobriram que as
crianças autistas seguem os mesmos padrões de outras crianças ao processar
informações complexas ou tarefas difíceis. Crianças com desenvolvimento
típico e adultos desviam o olhar quando questionados com perguntas difíceis e
já foi provado que a fuga ao contacto ocular é uma forma para melhorar a
precisão das respostas.

A Prof. Gwyneth Doherty-Sneddon apresentará suas conclusões no próximo


mês no Journal of Child Psychology and Psychiatry.

No primeiro estudo deste tipo, os investigadores pediram a 20 crianças com


autismo - caracterizada pela sua reduzida sociabilidade - e 18 com Síndrome
de Williams - associada com a hipersociabilidade - a realização de testes
aritméticos mentais. Ambos os grupos envolvidos desviavam o olhar (contacto
ocular) ao pensar, e aumentaram esse desvio consoante a dificuldade da
questão colocada aumentava.

Prof Doherty-Sneddon disse: "Pesquisas anteriores descobriram que as


crianças e os adultos tendem a desviar o seu olhar quando pensam em algo e
este princípio pode agora ser aplicado para crianças com autismo também.

Embora trabalhar as suas competências sociais seja importante para incentivar


o contato ocular das crianças com autismo, esta pesquisa demonstra que o
desvio do olhar, num determinado momento dentro de uma interação, é
funcional para ajudá-los concentrarem-se em tarefas difíceis."

Ao tentar recuperar informações da memória ou exercitar-se na complexa


resolução de problemas, olhar para o rosto de alguém pode realmente interferir
com o processamento de informações sobre a tarefa em questão. Esta é, em
parte, porque caras são fontes ricas de informações que captam a nossa
atenção.

Ela acrescentou:. "Esta pesquisa terá um grande impacto em termos da forma


como os professores interagem com as crianças Quando os professores ou os
pais colocarem a uma criança uma pergunta difícil e eles desviam o olhar, o
nosso conselho seria de esperar, que lhes seja permitido processar a
informação e se concentrarem em encontrar uma resposta adequada. "

Jornal de referência: Revista de Psicologia da Criança e 53:4 Psiquiatria


(2012), pp 420-430

Artigo traduzido da ScienceDaily

Porque as crianças com autismo podem evitar o contacto ocular?

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http://www.ciencia-online.net/2013/06/porque-as-criancas-com-autismo-
podem.html

As crianças com autismo muitas vezes têm dificuldade em fazer contato com
os olhos, e agora um novo estudo sugere que isso pode ser devido, em parte, à
forma como o cérebro processa a informação visual, ao invés de ser puramente
um défice social.

No estudo, as crianças com autismo mostraram actividade numa área maior do


córtex do cérebro, quando uma imagem foi colocada na periferia do seu campo
visual, em comparação com quando a imagem foi colocada no centro do seu
campo visual. O oposto é verdadeiro em crianças que não são autistas.

Quando uma criança com autismo evita contato ocular, "estamos muito
inclinados a interpretar isso como um défice social", disse o pesquisador John
Foxe, neurocientista da Albert Einstein College of Medicine, em Nova York.
"Mas pode ser uma questão muito mais fundamental", decorrente de uma
redução da capacidade no início da vida para controlar os músculos que
controlam os movimentos dos olhos, disse ele.

No estudo, os pesquisadores analisaram 22 crianças com autismo e 31


crianças sem o transtorno. Um padrão de xadrez foi colocado na frente das
crianças numa tela, enquanto elétrodos foram usados para medir a sua
atividade cerebral. Os pesquisadores tentaram determinar quanta área do
córtex era dedicada ao processamento local do tabuleiro de xadrez.

Para a maioria das pessoas, uma área muito maior do córtex é dedicada ao
centro do campo visual, em oposição à periferia. No entanto, no estudo, os
pesquisadores descobriram que, de fato, em locais periféricos, as crianças com
transtornos do espectro autista apresentam respostas maiores no córtex.

O "mapa" do córtex, no qual o espaço alocado a cada campo visual é definido,


desenvolve-se precocemente. A nova descoberta sugere que "as crianças com
autismo têm uma diferença fundamental na forma como seu córtex visual é
mapeado", disse Foxe. "Mais neurónios estavam a ser dedicados a processar
informações na periferia".

Sabe-se que as crianças com autismo muitas vezes têm défice nas suas
habilidades motoras, e pode ser que durante a infância, isso se estenda a uma
reduzida capacidade de controlar os movimentos dos olhos, o que impede o
córtex de ser mapeado como acontece em pessoas sem a condição,
argumenta Foxe.
A incapacidade de controlar os movimentos dos olhos, certamente não causa
autismo, mas pode funcionar "como a gasolina no fogo", diz Foxe. Uma criança
com autismo pode não ser capaz de dirigir os olhos para exatamente onde eles
querem, e as pessoas na vida da criança reagir a não ter contato visual com a
criança.

As pessoas pensam que a criança está desativada nas interações sociais e tal
facto torna-se um ciclo. No entanto, muito mais pesquisa é necessária para
confirmar se isso é verdade, o novo estudo fornece apenas a primeira
evidência dessa ideia, disse ele.

Outras pesquisas também devem testar as crianças mais jovens, disse ele. As
crianças mais jovens do novo estudo tinham sete anos, mas o autismo pode
ser diagnosticado de forma confiável já aos 3 ou 4 anos, e pode até ser
detectado durante os primeiros meses de vida da criança, disse ele.

O autismo é como uma arte abstrata, com linhas e formas específicas , que só
quem é conhecedor consegue interpretar e admirar.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Olhar nos olhos!

Ao ensinar a criança uma nova habilidade , precisamos saber se ela está


prestando atenção no que você está fazendo ou dizendo. Ensinar a olhar é
importante para obter a atenção.

O contato ocular é uma habilidade não-verbal que no autismo ,


frequentemente, não desenvolve naturalmente. Em geral, as crianças podem
sentir-se desconfortáveis em olhar diretamente para uma pessoa, então temos
que ter cuidado em construir esta habilidade gradualmente.

Para encorajar o desenvolvimento do contato ocular, é importante ganhar a


atenção da criança e reforçar o olhar, utilizando -se inicialmente de bolhas de
sabão, balões, bonecos com sinetas, barulhos, luzes, brinquedos que brilham,
brinquedos de causa e efeito, comida ou outro qualquer item que a criança
goste.

Devemos trabalhar contato ocular em todos os momentos ; em casa, na escola,


.. Faça disso um exercício divertido usando brinquedos motivadores ou reforço
ou elogio.Se a criança se mantém firme em não olhar, fique trabalhando
sempre reforçando a melhor resposta, mesmo que ela seja mínima. Dê a
criança tempo suficiente para responder , mas não espere muito tempo, pois
ela irá perder o interesse pela atividade. Primeiramente, reforçar e elogiar , o
mais breve contato intencional dos olhos.

Segure brinquedos interessantes e até comidas perto de sua face. Balance o


brinquedo , dizendo: Você quer o boneco? E dê imediatamente após ele olhar
para você. Soprar bolinha de sabão é outra atividade que favorece a criança a
olhar para você; balance a haste do tubinho perto do seu rosto e diga: Você
quer bolinhas? Espere a criança olhar antes de soprar.

Uma importante conquista que deve ser exercitada diariamente!!

Para favorecer o contato visual no Autismo

Seguem algumas dicas:

Posicione-se no mesmo plano que a criança.


Olhe-a sempre, mesmo quando ela não estiver te olhando.

Quando a criança olhar para você, procure não desviar o olhar. Se tiver que
pegar algum objeto ou mostrar algo, espere que ela desvie o olhar de você
primeiro.

Exagere em expressões faciais nas brincadeiras.

Direcione o olhar dela para você ou para o que você está mostrando.

A princípio, utilize qualquer coisa que for realmente atrativa para a criança.

Procure incentivar o olhar alternado, entre você e algum objeto de interesse.

Incentive-a a olhar seguindo o que você aponta (mais distante).

Traga objetos para o nível dos seus olhos, ao mostrá-los à criança.

Brinque com óculos, chapéus e tiaras divertidas. Seja criativo e busque usar
adereços diferentes, principalmente no rosto e cabeça.

Brinque em frente ao espelho sempre, mesmo que a criança não se olhe o


tempo todo. O espelho deve mostrar a criança de corpo inteiro.
Deixe alguns bonecos com rostos humanos bem acessíveis a ela e a você.
Posicione-os perto das brincadeiras que vocês fazem, como se fossem um
coadjuvante.

Utilize tais orientações, não só nos momentos de brincadeira, mas sim, sempre
que possível.

Sinais do autismo aparecem no olhar de recém-nascidos

Segundo pesquisadores dos EUA, a partir do segundo mês de vida, bebês que
têm o distúrbio apresentam dificuldade de estabelecer um contato visual com a
mãe e outros cuidadores. A descoberta poderá contribuir para o diagnóstico
precoce do problema

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Bruna Sensêve - Correio Braziliense

Publicação:13/12/2013 15:00Atualização:13/12/2013 10:54

SAIBA MAIS...

Desviar o olhar: um dos sinais mais precoces de autismo visto pela ciência

Estudo revela que induzir o parto pode aumentar risco de autismo

Descoberta de sinais do autismo em bebês pode ajudar em desafio da


medicina

Estudo de Harvard relaciona a poluição ao maior risco de o bebê nascer com


autismo

Autismo: Diagnóstico precoce é fundamental para estimular crianças na


comunicação e socialização

Frequência cardíaca indica infecção grave em bebê


Substância usada para controle da ansiedade reduz alguns sintomas do
autismo

Videogames aparecem como um novo método para trabalhar com crianças


autistas

Pesquisadores investigam técnica que pode reverter autismo ainda na


gestação

Cérebro de autistas tem mais conexões neurais

Antes mesmo de engatinhar ou andar, os bebês exploram o mundo de forma


muito intensa apenas olhando para ele. Observando atentamente o movimento
das pessoas, as expressões dos rostos, as cores e as formas de objetos nunca
vistos. Essa investigação natural das novidades que os rodeiam é necessária
para o desenvolvimento infantil e prepara o terreno para o crescimento cerebral
e suas funções cognitivas. Crianças autistas, no entanto, têm como
característica uma maneira diferente de explorar esse mundo e, principalmente,
de olhar para ele. É nesse ponto-chave do distúrbio que dois pesquisadores
norte-americanos pretendem encontrar uma maneira de diagnosticar o
problema a partir dos 2 meses de idade.

Warren Jones e Ami Klin, do Centro de Autismo Marcus, no Children’s


Heathcare of Atlanta e da Escola de Medicina da Universidade Emory, usaram
uma tecnologia de rastreamento ocular para medir a maneira como 110
crianças de até 3 anos observavam e respondiam a estímulos sociais. Eles
foram capazes de identificar sinais de autismo já nos primeiros meses de vida
de bebês, com diagnóstico confirmado posteriormente. O estudo, publicado na
revista científica Nature, dividiu os participantes em dois grupos.

Clique para ampliar e entender a pesquisa (Anderson Araujo / CB / DA Press)

Clique para ampliar e entender a pesquisa

O primeiro foi composto por crianças com grande possibilidade de desenvolver


transtornos do espectro de autismo (ASD, em inglês). Esse risco foi medido a
partir da existência de parentes em primeiro grau, especialmente irmãos, que já
tinham sido diagnosticados com o deficit. Fizeram parte do segundo grupo
bebês que não tinham relação próxima — de primeiro, segundo ou terceiro
graus — com o diagnóstico clínico. De acordo com os pesquisadores, o fator
hereditário pode aumentar em 20 vezes o risco de a criança ter o autismo.
“Seguindo esses bebês desde o nascimento e intensamente dentro dos
primeiros seis meses de vida, fomos capazes de coletar grandes quantidades
de dados muito antes que sintomas evidentes fossem tipicamente vistos”,
detalha ao Correio o autor principal do estudo, Warren Jones.

No desenvolvimento típico, os processos normais de interação social emergem


extremamente cedo. A partir das primeiras horas e semanas de vida, a atenção
preferencial para vozes familiares, rostos, estímulos similares a rostos e
movimentos biológicos guiam o desenvolvimento das crianças. Esses
processos são altamente conservados no âmbito filogenético, do processo
evolutivo, e estabelecem as bases para a especialização interativa da mente e
do cérebro, fazendo com que os bebês incorporem os sinais sociais de seus
cuidadores. Na pesquisa, os cientistas testaram quanto as medidas desses
processos de desenvolvimento inicial podem revelar o momento de ruptura do
autismo, buscando um ponto anterior à manifestação dos sintomas já
conhecidos.

“Nós medimos a atenção preferencial pelos olhos dos outros, uma habilidade
presente em lactentes típicos, mas significativamente prejudicada em crianças
de 2 anos com o espectro. Imaginamos que, em crianças mais tarde
diagnosticadas com ASD, a atenção preferencial aos olhos dos outros pode
começar a diminuir desde o nascimento”, explicou Jones. Equipes médicas
avaliaram as crianças durante os dois primeiros anos de vida em 10 períodos.
Os resultados do diagnóstico foram, então, confirmados quando as crianças
completaram 3 anos. Os pesquisadores avaliaram os dados dos primeiros
meses dos bebês para identificar quais fatores separaram aqueles que
receberam um diagnóstico de autismo daqueles diagnosticados sem a
desordem. O que eles descobriram foi surpreendente.

Queda de atenção

Segundo Ami Klin, as análises revelaram um declínio constante na atenção aos


olhos de outras pessoas, desde os 2 meses aos 2 anos, em crianças mais
tarde diagnosticadas com autismo. As diferenças mostraram-se evidentes,
mesmo nos primeiros 6 meses, o que tem implicações profundas para o
campo. “Em primeiro lugar, esses resultados revelam que existem diferenças
mensuráveis e identificáveis presentes já antes dos seis meses de vida. E, em
segundo lugar, observou-se a fixação dos olhos em declínio ao longo do tempo,
em vez de uma ausência absoluta. Ambos os fatores têm o potencial de mudar
dramaticamente as possibilidades futuras de estratégias para a intervenção
precoce.”

O contato visual desempenha um papel fundamental na interação social e no


desenvolvimento, e, no estudo, as crianças cujos níveis de contato com os
olhos diminui mais rapidamente também foram aquelas mais deficientes na
vida adulta. Essa diferença inicial de desenvolvimento também dá aos
cientistas uma visão fundamental para estudos futuros.

Os pesquisadores advertem, no entanto, que o observado não seria visível a


olho nu, requer tecnologia especializada e coleta de dados do desenvolvimento
da criança ao longo de meses. Por esse motivo, alertam aos pais que não se
preocupem caso uma criança não olhe para os olhos de seus cuidadores a
cada momento. “Usamos tecnologia muito especializada para medir as
diferenças de desenvolvimento acumuladas ao longo do tempo, da mesma
forma que as crianças assistiram a cenas muito específicas de interação
social”, reforça Jones. Para ele, as principais implicações do estudo se
relacionam com as descobertas em torno do desenvolvimento precoce de
deficiência social.

Sem problemas iniciais

Embora os resultados indiquem que a atenção aos olhos dos outros está em
declínio já nos 2 a 6 meses de bebês diagnosticados mais tarde com o
autismo, é importante perceber que essa mesma atenção não é
completamente ausente. “Esse mecanismo básico de adaptação social do olho
não é imediatamente reduzido em crianças mais tarde diagnosticadas com o
distúrbio. Em vez disso: o contato ocular parece ter níveis normais antes da
queda”, frisa Jones. Segundo a dupla de pesquisadores, se a identificação do
distúrbio for feita precocemente, as intervenções poderiam obter mais sucesso
nos níveis de contato com os olhos que permanecem.
Segundo Guilherme Polanc-zyk, coordenador do Programa de Diagnóstico e
Intervenções Precoces do Serviço de Psiquiatria da Infância e Adolescência do
Instituto de Psiquiatria do Hospital de Clínicas da Universidade de São Paulo, é
exatamente o fator de as crianças não diferirem até os 2 meses que chama a
atenção nas descobertas de Jones e Klin. “O grande diferencial do trabalho é
mostrar que, diferentemente do imaginado até então, existe uma diferenciação
aos 2 meses de idade. Até esse período, tanto os que vão desenvolver o
autismo, quanto os que não vão ter a desordem apresentam a mesma
interação ocular.”

Polanczyk explica que uma das características bastante presentes no autismo


é a dificuldade de interação social, que se dá de diferentes formas. “A primeira
delas é a interação com o contato ocular, o olho no olho. A comunicação por
meio do olhar entre a mãe e a criança é a primeira que a gente estabelece.”
Somente a partir do segundo mês de vida, conforme indica os resultados da
pesquisa, a criança com desenvolvimento normal terá cada vez uma atração
maior pelo olhar humano e a criança com autismo sofrerá uma trajetória
diferente. As descobertas, de acordo com o especialista, trazem impactos
futuros sobre o desenvolvimento do espectro na infância, mas não deve gerar
tão cedo uma forma de diagnóstico.

(Soraia Piva / EM / DA Press)

Análise é clínica

“Sobre o estudo em questão, os resultados vêm ao encontro de fatos já


conhecidos, como o de que o autismo é um transtorno do desenvolvimento
cujos sintomas estão presentes antes dos 3 anos de idade e que o padrão de
rastreamento ocular é diferente quando comparado com crianças sem
transtornos do desenvolvimento. O achado que contradiz a hipótese de que
acontece uma falha congênita em comportamentos sociais adaptativos e
sugere que alguns desses comportamentos podem estar inicialmente intactos é
interessante, mas deve ser investigado, pois existem casos de pessoas com
autismo em que ocorre regressão do desenvolvimento e outros casos em que
não. Outra questão é que o estudo comparou apenas um grupo de crianças
com diagnóstico de autismo e outro grupo de crianças com desenvolvimento
típico. Seria importante também comparar com grupos de crianças que têm
outros diagnósticos psiquiátricos, como TDAH (transtorno do deficit de atenção
com hiperatividade) e deficiência intelectual. Para finalizar, o diagnóstico de
autismo é iminentemente clínico, ou seja, ainda não existem exames ou
marcadores biológicos que determinem esse procedimento.”

Letícia Amorim, psiquiatra da Associação de Amigos dos Autistas (AMA) de São


Paulo.

Recentemente, Samsung lançou um aplicativo para smartphones com Android


instalado cujo objetivo era ajudar as crianças com autismo a fazerem contato
visual com as pessoas que lhe rodeiam e compreender as emoções dos outros,
o que é sempre muito complicado para eles. De fato, muitos não conseguem
fazer isso.

“Look At Me” pretende melhorar esta situação de um modo divertido para eles,
para isso utiliza a câmera do smartphone para que estas identifiquem o humor
das pessoas próximas.

Além disso, permite conhecer diferentes expressões faciais para relacioná-las


com as emoções transmitidas. O fato disso tudo ser feito com jogos divertidos é
um ponto a seu favor, já que apesar das crianças o verem como uma simples
diversão, estarão realizando grandes progressos enquanto usam o aplicativo e
procuram superar sua pontuação anterior.

Depois de finalizado o programa -que pode ser completado em


aproximadamente 8 semanas com 15 minutos de uso por dia-, os pais foram
perguntados e 60% das crianças melhorou a forma de fazer contato visual com
sua família, além de ser capaz de identificar diferentes emoções de uma forma
mais rápida que antes de começar o programa.

Atividades interativas para o desenvolvimento de


habilidades
As atividades interativas abaixo são exemplos de como procuramos elaborar atividades
educacionais divertidas com o objetivo de promover o desenvolvimento das habilidades
socioemocionais, cognitivas, sensório-motoras e de comunicação de pessoas com diagnósticos
do Espectro do Autismo, Transtornos Globais do Desenvolvimento, Síndrome de Asperger e
características similares. Nosso objetivo é inspirar a pessoa com dificuldades de interação e
comunicação para que ela queira interagir conosco e, dentro desta interação prazerosa,
aprenda novas habilidades.

Quanto mais motivadora e divertida for a interação, maior a chance da pessoa com autismo
permanecer espontaneamente na atividade conosco. Ao construirmos a interação, procuramos
ajudar a pessoa com autismo a ficar altamente motivada por nossa ação. Oferecemos com
empolgação alguma ação divertida baseada nas motivações e interesses da criança, daí o
nome “ação motivadora”. Então se a criança gosta de música, por exemplo, nós podemos
cantar, dançar e tocar algum instrumento musical. Se ela gosta de pular, nós podemos oferecer
ajuda para ela pular na bola de fisioterapia.

Quando a criança já estiver altamente motivada por nossa ação, começamos a solicitar algo
desafiador para ela. Por exemplo, o adulto faz cócegas (ação motivadora) várias vezes na
criança sem pedir nada para ela. Apenas quando a criança já está altamente motivada pelas
cócegas e demonstra de alguma forma querer mais, este adulto solicita algo desafiador para
ela (o papel da criança na brincadeira), como falar uma palavra isolada ou uma sentença, olhar
nos olhos, fazer algum gesto ou performance física específica, etc.

No momento em que a pessoa com autismo está altamente motivada por uma ação do adulto
que a acompanha, ela tem a motivação como sua aliada para superar suas dificuldades e
desenvolver habilidades. Ela supera suas dificuldades enquanto brinca com um outro ser
humano! O prazer e a diversão na interação social levam a pessoa com autismo a querer
interagir cada vez mais com outras pessoas e, conseqüentemente, aprender novas habilidades
socioemocionais, cognitivas, sensório-motoras e de comunicação. Investir na conexão amorosa
e divertida com a pessoa com autismo beneficia o relacionamento e o aprendizado.

É importante que cada atividade seja elaborada levando-se em conta as necessidades, os


interesses e o estágio de desenvolvimento de cada indivíduo, de forma que a atividade seja
motivadora, acessível e que promova com eficácia o desenvolvimento de habilidades
específicas. Uma mesma atividade pode ser adaptada alterando-se: a meta educacional; o
grau do desafio relacionado a uma mesma meta; a ação motivadora; o personagem ou a
temática. As atividades a seguir trazem exemplos de como podemos oferecer estas variações
para melhor atender às metas, aos interesses e necessidades da criança.

Clique aqui para baixar um pdf com todas as atividades interativas para pessoas com autismo.

Clique nos links das atividades para ler a descrição completa das brincadeiras contendo as
dicas de como brincar, variações e observações.

Atividade 1: Cócegas do personagem favorito

Interesses
Metas principais
Ação motivadora (o papel do adulto)
Solicitação (o papel da criança)
Estrutura da atividade
Atividade 2: Passeio no super carro
Interesses
Metas principais
Ação motivadora (o papel do adulto)
Solicitação (o papel da criança)
Estrutura da atividade

Atividade 3: O sapo comedor de bolhas

Interesses
Metas principais
Ação motivadora (o papel do adulto)
Solicitação (o papel da criança)
Preparação da atividade
Estrutura da atividade

Atividade 4: A TV musical
Interesses
Metas principais
Ação motivadora (o papel do adulto)
Solicitação (o papel da criança)
Preparação da atividade
Estrutura da atividade

Atividade 5: Dado das brincadeiras

Interesses
Metas principais
Ação motivadora (o papel do adulto)
Solicitação (o papel da criança)
Preparação da atividade

Atividade 7: O show das charadas (sessão a 3)


Interesses
Metas principais
Ação motivadora (o papel do adulto líder)
Modelo social (o papel do adulto assistente ou da 2a criança)
Solicitação (o papel da criança)
Preparação da atividade

Atividade 9: O seu próprio jogo de tabuleiro

Interesses
Metas principais
Preparação da atividade

Atividade 10: Bolhas de sabão com o bob esponja

Interesses
Metas principais
Ação motivadora (o papel do adulto)
Solicitação (o papel da criança)
Estrutura da atividade