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OSTENSIVO CTAA-112/022 + Judicidrio E 0 Poder que julga. Cabe a ele resolver conflitos, seja entre os cidados, entre os cidaddos e 0 Estado ou entre os Poderes do Estado, Quando julgam, os juizes ¢ os tribunais ditam a solugdo juridica para 0 conflito levado a sua apreciagao. © Poder Judiciério da Unido tem sua estrutura contemplada pelo artigo 92 da Constituigdo da Republica Federativa do Brasil e ¢ integrado pelo Supremo Tribunal Federal (érgio méximo do Judiciério brasileiro); pelo Superior Tribunal de Justiga; pelos Tribunais e Juizes da Justiga Federal, da Justiga do Trabalho, da Justia Eleitoral e da Justiga Militar Federal. Poder Judicidrio estadual ¢ exercido pelos tribunais ¢ juizes estaduais: Tribunal de Justiga, pelos Juizes de Direito, Tribunais do iri e Juizados Especiais (que atuam no julgamento das chamadas "pequenas causas"). Ha ainda a Justiga Estadual Militar, que julga crimes praticados por policiais c bombeiros militares estaduais. 2.2 - DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS — ART. 5° ao 17 - CF/88 Direitos humanos fundamentais é 0 conjunto institucionalizado de direitos ¢ garantias do ser humano que tem por finalidade bésica o respeito a sua dignidade, por meio de sua protegdo contra o arbitrio do poder estatal (poder do estado) ¢ 0 estabelecimento de condigbes minimas de vida e desenvolvimento da personalidade humana. 2.2.1 - Direitos Humanos de Primeira Geracio Os Direitos Humanos de Primeira Geragio ou Direitos da Liberdade tém por titular o individuo, traduzem-se como faculdades ou atributos da pessoa e ostentam uma subjetividade que é o seu trago mais caracteristico, enfim, sto direitos da resisténcia ou de oposiggo, no caso de arbitrio do Estado. Constituem-se no primeiro patamar do reconhecimento do ser humano por uma Constituiso, surgindo a ideia do Estado de Direito. Em nossa Constituigdo os Direitos Humanos de Primeira Geragdo estfio estabelecidos no artigo quinto. 2.2.2 - Conceito e Destinatarios dos Direitos e Garantias Individuais Os Direitos Individuais so os direitos fundamentais do homem. Esses direitos fundamentais reconhecem a autonomia aos individuos ¢ lhes garante a iniciativa e independéncia diante dos demais membros da sociedade OSTENSIVO -2-9- ORIGINAL OSTENSIVO (CIAA-112/022 politica e do proprio Estado. Séo destinatirios dos Direitos e Garantias Individuais os brasileiros e os estrangeiros no Brasil 2.2.3 - Classificagao dos Direitos e Garantias Fundamentais, Ha autores que classificam os direitos garantias fundamentais em trés geragées, seguindo de certa forma a sequéncia dada pelo lema da Revolugdo Francesa — liberdade, igualdade e fraternidade. A primeira geracSo refere-se @ liberdade do individuo em relagdo ao Estado, com a conteng&o do arbitrio estatal e o respeito aos direitos civis (direitos fundamentais individuais, correspondendo, por exemplo: ao direito a igualdade perante a lei; 0 direito a um julgamento justo; o direito de ir e vir; 0 direito & liberdade de opiniaio; entre outros) e politicos do cidadao. A segunda geracio (igualdade) refere-se aos direitos sociais, econdmicos ¢ culturais, com 0 compromisso do Estado de promover o bem-estar social. A terceira geracdo (fratemidade) dirige-se A protego de direitos coletivos © difusos, como 0 meio ambiente, a paz, os direitos do consumidor, a qualidade de vida. 2.2.4 - Prinefpios Constitucionais e os Direitos Individuais Os Direitos Individuais esto expressos na Constituigio da Repiblica Federativa do Brasil, no seu artigo quinto, entre os quais se destacam: + Prinejpio da Igualdade ou Isonomia © objetivo do Principio da Igualdade & extinguir as diferenciagdes arbitrérias e as discriminagies absurdas ndo sendo apenas uma utopia, mas ‘uma realidade se vista adequadamente. Pois, todos so seres humanos perante a lei, devendo ser tratados como tal, com direitos ¢ garantias a vida, a liberdade, @ igualdade, & seguranga e A propriedade. A Constituigéo Federal de 1988 adotou o principio da igualdade de direitos, prevendo a igualdade de aptidio, uma igualdade de possibilidades de que todos os Cidadtos tém o direito de tratamento idéntico determinado pela lei. Dessa forma, 0 que se veda sio as diferénciagbes arbitririas, as discriminagées absurdas, pois, o tratamento desigual dos casos desiguais, na medida em que se desigualam, é exigéncia do proprio conceito' de Justica. Como por exemplo, a exigéncia de altura minima de 1,5 metros para inscrigdo em concurso de advogado da Prefeitura, seria inconstitucional, pois o fator OSTENSIVO -2-10- ORIGINAL OSTENSIVO CIAA-112/022 discriminatério adotado nao demonstra nexo de causalidade com a fungio disputada. De forma diversa seria se o mesmo fator fosse exigido em prova para a carreira militar, cuja altura e vigor fisico so pressupostos 20 cargo disputado. + Prinefpio da Legalidade Ninguém serd obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senéio em virtude de lei. Prinefpio consagrado no Estado de Direito, vem contemplado além do artigo 5°, também no artigo 37 ¢ artigo 84, inciso IV do texto Constitucional. A leitura do Principio tem sentido diverso para as relagdes particulares, comparado com as relagdes com a administrago piblica. Para os particulares vigora o Principio da Autonomia da Vontade, em que tudo 0 que nio é proibido ¢ permitido. Para o administrador, entretanto, vigora o Principio da Legalidade Estrita, em que somente seré permitido o legalmente previsto. A conduta do militar somente seré punivel se prevista na legislago, como, por exemplo, 0 Cédigo Penal Militar e o Regulamento Disciplinar para Marinha. + Principio da Dignidade da Pessoa Humana © Principio da Dignidade da Pessoa Humana impée um dever de abstengo ¢ de condutas positivas tendentes a efetivar e proteger a pessoa humana. A dignidade é uma qualidade prépria da pessoa humana que nio pode ser afastada de quem quer que seja. Sendo assim, ninguém serd submetido a tortura, nem a tratamento desumano ou degradante. O crime de tortura consiste em constranger alguém com emprego de violéncia ou grave amneaga, causando-Ihe softimento fisico ou mental: + Com o fim de obter informagao, declarago ou confissto da vitima ou de terceira pessoa; + Para provocar ago ou omissio de natureza criminosa; +» Em raziio de discriminagao racial ou religiosa. Submeter alguém, sob sua guarda, poder ou autoridade, com emprego de violéncia.ou grave ameaga, a intenso sofrimento fisico ou mental, como forma de castigo pessoal ou medida de cardter preventivo. OSTENSIVO 2ll- ORIGINAL