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Língua Portuguesa para o INSS (Teoria e Exercícios)

Prof. Albert Iglésia


Aula 2 – Regência e Crase

Seja bem-vindo!
Na aula de hoje, estudaremos a regência de alguns nomes e
verbos, além de casos de ocorrência (ou não) da crase.
Em relação à regência, digo “de alguns nomes e verbos” porque a
grande quantidade deles no léxico da nossa Língua não nos permite estudar o
assunto em sua inteireza.
Ficaremos, então, com o estudo da regência de um grupo de
nomes e verbos cujo conhecimento não pode faltar a você.

Regência Nominal

Regência nominal é a relação entre um substantivo, adjetivo ou


advérbio transitivo e seu respectivo complemento nominal. Essa relação é
intermediada por uma preposição. Vejamos três exemplos do que acabei de
falar:
(1) Os cursos do Ponto têm sido úteis a muitos candidatos.
ADJ. COMP. NOMINAL

PREP.

(2) A maioria votou favoravelmente ao projeto.


ADV. COMP. NOMINAL

PREP. (de + a)

(3) Todos vocês têm capacidade de passar no concurso!


SUBST. COMP. NOMINAL

PREP.

É importante você notar que muitos nomes seguem o mesmo


regime dos verbos correspondentes. Conhecer o regime de um verbo significa,
nesses casos, conhecer o regime dos nomes cognatos.
Abaixo está uma relação de nomes e suas regências que merecem
sua atenção, já que o emprego deles é frequente em concursos das mais
diversas bancas examinadoras:

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Resposta – Item certo.

1 Os 68.544 vereadores que serão eleitos, em 7 de


outubro, por 138.242.323 eleitores, nos mais de 5.500
municípios brasileiros, terão a tarefa de fiscalizar as
4 prefeituras, além de criar e modificar leis restritas às cidades.
[...]
Editorial, Estado de Minas, 19/7/2012

2. (Cespe/TRE-RJ/Técnico Judiciário/2012) O sinal indicativo de crase em


“restritivas às cidades” (L.4) justifica-se porque a palavra “restritas” exige
complemento regido pela preposição a e a palavra “cidades” vem
antecedida por artigo definido feminino, no plural.

Comentário – Esta questão confirma o que expliquei. A palavra “restritas” é


adjetivo que rege seu complemento (“as cidades”) por meio da preposição “a”.
Trata-se, portanto, de mais um caso de regência nominal. Sabemos que
a + as = às.
Resposta – Item certo.

1 As operadoras de planos de saúde deverão criar


ouvidorias vinculadas às suas estruturas organizacionais.
[...]
Internet: <www.ans.gov.br> (com adaptações).

3. (Cespe/ANS/Técnico Administrativo/2013) Na linha 2, o emprego do sinal


indicativo de crase em “às suas” justifica-se porque o termo “vinculadas”
exige complemento regido pela preposição a e o pronome possessivo
“suas” vem antecedido por artigo definido feminino plural.

Comentário – Se ainda resta dúvida, sugiro que você troque o substantivo


feminino “estruturas” por um de gênero masculino. Isso fará sobressair o
emprego do artigo antes do pronome possessivo. Veja: ouvidorias vinculadas

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aos seus estatutos (pode ser qualquer substantivo masculino). Então, diante
do substantivo feminino “estruturas”, existe realmente a preposição a e o
artigo as: vinculadas a as estruturas = vinculadas às estruturas.
Resposta – Item certo.

[...]
4 Sul (TCE/RS). O Tribunal enviou ofício aos
gestores municipais, alertando que o envio de dados
e documentos relacionados às inativações na esfera
7 municipal passará a ser realizado pela Internet, o que
[...]
Internet: <www1.tce.rs.gov.br/portal> (com adaptações).

4. (Cespe/TCE-RS/Oficial de Controle Externo/2013) O emprego do sinal


indicativo de crase em “às inativações” (l.6) justifica-se pela regência do
termo “envio” (l.5), que exige complemento regido da preposição “a”, e
pela presença do artigo definido feminino plural que determina o
substantivo “inativações” (l.6).

Comentário – Se você foi com muita sede ao pote, deve ter errado esta
questão. Nela está quase tudo certo, menos a referência ao nome “envio”. Na
realidade, a preposição é exigida pela forma nominal “relacionados” (linha 6).
Resposta – Item errado.

1 O uso indevido de drogas constitui, na atualidade,


séria e persistente ameaça à humanidade e à estabilidade das
estruturas e valores políticos, econômicos, sociais e culturais de
4 todos os Estados e sociedades. [...]
Internet: <www.direitoshumanos.usp.br>.

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5. (Cespe/DPF/Agente/2014) O acento indicativo de crase em “à humanidade


e à estabilidade” (L.2) é de uso facultativo, razão por que sua supressão
não prejudicaria a correção gramatical do texto.

Comentário – Este é mais um caso em que o nome exige preposição para


reger seu complemento. No caso, a preposição a, que se contraiu com o artigo
a que acompanha o substantivo feminino. Portanto a crase é obrigatória.
Resposta – Item errado.

[...]

direito à liberdade de expressão. O tribunal considerou que a


liberdade de expressão não se pode traduzir em desrespeito às
22 diferentes manifestações dessa mesma liberdade, pois ela
encontra limites no próprio exercício de outros direitos
fundamentais.
Internet: <http://ibde.org.br> (com adaptações).

6. (Cespe/2015/MPU/Técnico)Nas linhas 21 e 22, o emprego do sinal


indicativo de crase em “às diferentes” justifica-se pela regência de
“desrespeito”, que exige complemento antecedido da preposição a, e pela
presença de artigo feminino plural antes de “diferentes”.

Comentário – É isso mesmo! O substantivo “desrespeito” requer a preposição


a para reger seu complemento (desrespeito a quê?). Essa preposição se
contrai com o artigo as que acompanha o substantivo feminino
“manifestações” e seu adjetivo “diferentes”. Portanto a crase é obrigatória (a
+ as = às). Na dúvida, utilize um substantivo masculino para evidenciar a
presença de artigo e preposição: desrespeito aos diferentes manifestantes.
Resposta – Item certo.

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[...]
10 básica, isto é, exatamente aquelas que mantêm, em meio a
todas as dificuldades, um grau elevado de independência em
relação às injunções imediatas do mercado.
Franklin Leopoldo e Silva. Internet: <www.scielo.br> (com adaptações).

7. (Cespe/2015/FUB/Nível Médio) O acento indicativo de crase em “às


injunções” ( l.12) justifica-se pela regência de “independência” ( l.11),
que exige complemento regido pela preposição “a”, e pela presença de
artigo definido feminino plural antes de “injunções”.

Comentário – Está quase tudo certo. Quase! O problema está na referência


ao termo “independência” como regente. Na verdade, a expressão “em
relação” é que rege o complemento.
Resposta – Item errado.

A seleção de uma ou outra preposição para acompanhar o nome


regente parece não ter critérios bem definidos. Em consulta feita ao Dicionário
de regimes substantivos e adjetivos1, de Francisco Fernandes, observam-se,
por exemplo, variadas construções possíveis para satisfazer a regência do
substantivo dificuldade(s), entre elas estão:
(4) "Com pouco mais estaria o Dr. Luís em dificuldades com
fornecedores."
(5) "O ar carbonifica-se duma espessura ácida, que pelas
dificuldades de o respirar propende à sonolência."
(6) "Eu não tive dificuldade em mostrar que Felisbelo procurava
apenas uma achega."
(7) "Nunca encontrou dificuldade na realização de seus
projetos."

1
FERNANDES, Francisco, 1980, Dicionário de regimes substantivos e adjetivos, Porto Alegre, Editora Globo.

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Resposta – Item errado

[...]
cidadania e do respeito mútuo. “Fazemos a aproximação por
7 meio de elementos do contexto onde as crianças estão
inseridas. As atividades de leitura, interpretação e escrita
[...]
João Campos. O ABC do cerrado. In: Revista Darcy, jun./2012 (com adaptações).

9. (Cespe/2014/ICMBio/Nível Superior) Na linha 7, a substituição do


vocábulo ‘onde’ pela expressão no qual não comprometeria nem a
sintaxe nem a significação do período de que o referido vocábulo faz
parte.

Comentário – A banca tem razão. Quero que você observe a presença da


preposição “em” contraída com a letra “o” que integra a forma pronominal: no
qual. A preposição é requerida pela forma nominal “inseridas” (quem está
inserido está inserido em...). Diante do vocábulo “onde”, essa preposição
desaparece, mas fica evidenciada perante outro pronome.
Resposta – Item certo.

Como você está indo até agora? Caso não tenha entendido alguma
explicação, sugiro que volte a ela imediatamente. Não prossiga sem que as
dúvidas tenham sido esclarecidas. Ao entrarmos no tópico sobre regência
verbal (faremos isso nas próximas linhas), é recomendável que você esteja
seguro em relação ao que acabamos de estudar. Outras informações serão
acrescentadas. Não deixe que as dúvidas se acumulem.
Regência Verbal

Comecemos este tópico trazendo à memória conceitos de


transitividade verbal. Você se lembra disso? Não é nenhum “bicho de sete
cabeças”! Quer ver?

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Verbos cujos complementos (objetos diretos ou objetos


indiretos) lhes integram os sentidos são classificados como transitivos.
Estão divididos em:
a) transitivos diretos: seus complementos (objetos diretos) não
são introduzidos obrigatoriamente por preposição;
(8) Quero água.
VTD OD

(9) A médico, confessor e letrado nunca enganes.


ODP VTD

Em (9), a preposição “A” é empregada simplesmente por motivo


de ênfase, e não pela exigência da transitividade do verbo. Nesse caso, o
complemento vem preposicionado; contudo permanece como objeto direto.

[...]
16 de dois mil reais por mês. Bisa rema quase sete horas para
chegar até a altura da Ermida Dom Bosco e, às vezes, dorme na
mata e retorna para casa só na manhã seguinte. “É uma vida de
19 muito trabalho, mas necessidade eu nunca passei”, diz o
pescador.
Lilian Tahan. Vivendo de pescaria. In: Veja Brasília, 2/10/2013 (com adaptações).

10. (Cespe/ICMBio/Nível Médio/2014) O complemento da forma verbal


‘passei’ (l.19) não está explicitamente expresso no texto, devendo ser
inferido pelo leitor.

Comentário – O complemento do verbo está, sim, expresso. É o termo


necessidade, que surgiu antecipado (mas eu nunca passei necessidade).
Repare que, quanto à regência, o verbo passei é transitivo direto e seu
complemento é um objeto direto.
Resposta – Item errado.

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b) transitivos indiretos: seus complementos (objetos indiretos)


são necessariamente introduzidos por uma preposição, exceto quando
empregado um pronome oblíquo átono (me, te, se, nos, vos, lhe);

(10) Gosto de água.


VTI OI

(11) Custou-me entender o assunto.


VTI OI

c) transitivos diretos e indiretos: reúnem, ao mesmo tempo,


objetos diretos e indiretos;

(12) Deram-lhe um presente.


VTD OI OD

Há também verbos considerados de sentidos completos, por não


exigirem complementos que lhes integrem os significados. São conhecidos
como intransitivos.
(13) Infelizmente, a vítima do acidente morreu.
VI

Todos esses verbos são considerados nocionais (possuem valor


semântico, denotam acontecimento, fenômeno natural, desejo, atividade
mental).
Existe ainda uma categoria de verbos que precisa ser mencionada
aqui. É a dos verbos de ligação, também considerados não nocionais ou
copulativos. Esses verbos, de significados indefinidos (ou predicações
incompletas), unem (ligam, servem de “ponte”) o sujeito da oração a seu
predicativo (função esta desempenhada por adjetivos, substantivos ou
pronomes).

(14) Maria é feliz.


Suj. VL Pred.

Verbos de ligação denotam situação permanente, situação


transitória, mudança de situação.

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(15) João é estudioso. (situação permanente)


(16) João está cansado. (situação transitória)
(17) João ficou alegre. (mudança de situação)

Estaria tudo muito bom se as coisas fossem tão certinhas assim,


não é mesmo? O fato é que a classificação de um verbo em transitivo direto,
transitivo indireto, transitivo direto e indireto, intransitivo ou de
ligação dependerá das relações semântico-sintáticas entre os termos da
oração.
(18) João anda cansado.
(19) João anda depressa.

Em (18), o verbo (“anda”) denota o estado de “João” no momento


da fala e liga o sujeito da oração (“João”) ao seu predicativo (“cansado”). É,
pois, verbo de ligação (copulativo, não nocional).
Em (19), o mesmo verbo agora indica a ação exercida pelo sujeito.
É, pois, verbo nocional. Notem que o vocábulo “depressa” não integra o
significado do verbo, mas indica a circunstância (de modo) em que a ação é
desenvolvida.
Uma vez entendido o porquê da classificação de um verbo em
transitivo (direto; indireto; direto e indireto), intransitivo ou de ligação, já
estamos aptos a tratar especificamente da regência de alguns verbos. Diga-se
ainda que “a regência verbal pretende estabelecer os diversos regimes com
que um verbo pode ser empregado”, como nos ensina o eminente professor
Décio Sena.

1 O Departamento Penitenciário Nacional


(DEPEN) informa que o crescimento da população
carcerária tem sofrido retração nos últimos quatro anos.
4 Segundo análise do DEPEN, essa redução do
encarceramento decorre de muitos fatores. [...]
Internet: <www.mj.gov.br> (com adaptações).

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11. (Cespe/Depen/Agente Penitenciário/2013) Mantêm-se a correção


gramatical e as informações originais do período ao se substituir “decorre
de” (L.5) por decorre em.

Comentário – Não é possível fazer essa substituição sem prejudicar o texto


original. Com sentido de ter origem em, ser consequência de e derivar, o verbo
derivar é transitivo indireto e requer a preposição de para reger seu
complemento.
Resposta – Item errado.

[...]

A regra da igualdade não consiste senão em quinhoar


10 desigualmente aos desiguais na medida em que se desigualam.

[...]

Ruy Barbosa. Oração aos moços. Internet: <http://home.comcast.net> (com adaptações).

12. (Cespe/MPU/Analista Administrativo/2013) A oração “quinhoar


desigualmente aos desiguais na medida em que se desigualam” (l.9-10)
exerce a função de complemento indireto da forma verbal “consiste” (l.9).

Comentário – Essa oração complementa o sentido do verbo consistir (ter


como fundamento, basear-se), o qual é transitivo indireto e pede a preposição
em para reger seu complemento.
Resposta – Item certo.

[...]

4 estrutura discursos de dominação. Assim, não basta proteger


o cidadão do poder com o simples contraditório processual e
a ampla defesa, abstratamente assegurados na Constituição.
[...]
Newton de Oliveira Lima. Um valor discursivo e político. In: Revista
Jus Vigilantibus. Internet: <http://jusvi.com> (com adaptações).

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13. (Cespe/CNJ/Analista Judiciário/2013) Na linha 5, o termo “do poder”


relaciona-se sintaticamente com o termo “o cidadão”, modificando-o.

Comentário – Não, não é isso. O termo “do poder” subordina-se, por meio da
preposição, ao verbo “proteger” (l. 4), o qual é bitransitivo. Eis a ideia:
proteger o cidadão (objeto direto) de quê? Protegê-lo do poder (objeto
indireto).
Resposta – Item errado.

[...]
atribuindo-lhes o papel de fiscalizar a lei e de promover
10 a acusação criminal. Existiam ainda o cargo de procurador dos
[...]
Internet: <www.mpu.mp.br> (com adaptações).

14. (Cespe/2015/MPU/Técnico) A correção gramatical do texto seria


preservada caso se substituísse a expressão “a acusação” (l.10) por à
acusação, pois, nesse caso, o emprego do sinal indicativo de crase é
opcional.

Comentário – Não é possível empregar o acendo grave. O verbo promover é


transitivo direto; seu complemento não é regido por preposição; o “a” é
simples artigo que acompanha o substantivo “acusação”.
Resposta – Item errado.

Precisamos ainda conhecer a regência de mais alguns verbos.

ASPIRAR
a) VTD = sorver, respirar: Gosto de aspirar o ar puro do campo.
b) VTI (prep. A) = desejar, almejar: O escriturário aspira ao cargo de
gerente.

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CHAMAR
a) VTD = convocar, solicitar a presença: Chamei o professor.
b) VTI (prep. POR) = invocar, pedir ajuda: Chamei por Deus.
c) VTD ou VTI = qualificar, nomear, apelidar: Chamei-o patriota (de
patriota) // Chamei-lhe patriota (de patriota). – a preposição que
acompanha o predicativo do objeto é facultativa.

[...]

15. (Cespe/EBC/Cargos de Nível Superior/Advocacia/2011) Em “que ele


chama metafísica dos costumes” (L.1-2), o trecho em itálico, que exerce,
na oração, a função de complemento verbal, deveria estar precedido da
preposição de.

Comentário – Existem dois problemas aqui, apesar de muitos candidatos


terem percebido apenas um deles. Começarei explicando o mais notável para a
maioria.
O primeiro problema foi o examinador ter dito que a
preposição de é obrigatória. Na verdade, ela é facultativa quando o verbo
chamar tem sentido de qualificar, nomear, apelidar. Nesse caso, ele é
transitivo direto ou transitivo indireto, tanto faz. Portanto a construção está
correta e correta também estaria se fosse assim: que ele chama de metafísica
dos costumes.
Agora vem o que muitos não viram. O trecho em itálico não
exerce função de complemento verbal (objeto direto e objeto indireto). Essa
função é desempenhada pelo pronome relativo “que”, o qual substitui o
antecedente “ética”. Veja a oração adjetiva reescrita de outra forma: ele
chama a ética (de) metafísica dos costumes. O termo “ética” funciona
como complemento verbal (objeto direto); o trecho destacado pelo examinador
(“metafísica dos costumes”) funciona como predicativo desse objeto, quer com
preposição, quer sem.
Resposta – Item errado.
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CUSTAR
a) VTI (conjugado na 3ª pessoa) = ser difícil, ser penoso: Custou-me
entender este assunto.
b) VTDI = acarretar: A imprudência custou-lhe lágrimas amargas.
c) VI = estabelecer preço: Este rádio custou vinte reais.

IMPLICAR
a) VTD = acarretar, trazer conseqüência: Teu nervosismo implicou a tua
reprovação.
b) VTI (prep. COM) = contender: Ela implica muito com o seu irmão.
c) VTI (prep. EM) = pronominal: Implicou-se em situações delicadas.

INFORMAR/AVISAR/CIENTIFICAR/NOTIFICAR
a) VTDI: Informei a prova ao aluno. Informei o aluno da (de + a) prova.

PREFERIR
a) VTDI (seu complemento indireto é regido pela preposição A): Prefiro
cinema a televisão. Prefiro o cinema à (a + a) televisão. (CERTO). Prefiro
mais cinema do (de + o) que televisão. (ERRADO).
Obs.: O significado de PREFERIR não admite gradações (mais... que; menos...
que; tanto... quanto). Além disso, a preposição que rege seu complemento
indireto é, obrigatoriamente, A.

VISAR
a) VTD = mirar, ver: O caçador visou o tigre.
b) VTD = rubricar, dar visto: O gerente visou o cheque.
c) VTI (prep. A)= almejar, ter como objetivo: Visamos ao bom ensino da
linguagem.

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MORAR/RESIDIR/SITUAR
a) VI (prep. EM): Ela reside na (em + a) rua Dr. Nilo Peçanha. (CERTO) / Ela
reside à (a + a) rua Dr. Nilo Peçanha. (ERRADO)

OBEDECER/DESOBEDECER
a) VTI (prep. A): Obedeço a meu pai. Não desobedeça a seus pais.

Crase

Vamos agora estudar os casos de ocorrência (ou não) de


crase, um fenômeno linguístico que consiste na pronúncia de vogais idênticas
e sequenciais em uma mesma sílaba. Observe como isso se dá nos versos do
poeta Casemiro de Abreu:

“Teu pensamento é como o Sol que morre


Há de cismando mergulhar-se em mágoas
Durante a noite quando o orvalho desce.”

Entretanto, o que nos interessa nesta aula são apenas os casos de


crase envolvendo a preposição A e a vogal A, que recebem notação gráfica
específica (acento grave): À.

(20) Fomos à (a + a) festa de aniversário do nosso vizinho.

Como regra geral, toda vez que um termo regente (seja nome,
seja verbo) exigir preposição A e o termo regido vier determinado pelo artigo
feminino A(S), a crase surgirá e deverá ser indicada pelo acento grave (`),
como no exemplo acima. Analise estas questões de prova:

16. (Cespe/TJ-ES/Cargos de Nível Superior/2011) Nos trechos “chegou à sala


de aula” (L.7) e “uma referência à xepa” (L.8), o emprego do sinal
indicativo de crase, opcional em ambos os casos, justifica-se pela
regência, respectivamente, da forma verbal “chegou” e do substantivo
“referência”.

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Comentário – O texto aqui é desnecessário. Tanto o verbo “chegou” como o


nome “referência” requerem a preposição para regerem seus respectivos
complementos (chegou a onde?; referência a que?). Mas isso é só um lado da
história. A ocorrência da crase depende ainda do que vem depois. Como os
termos seguintes são femininos e estão acompanhados pelo artigo definido
“a”, a crase ocorre. Portanto, dizer que a crase se justifica pela regência da
forma verbal “chegou” e do substantivo “referência” é o mesmo que
desconsiderar a segunda condição, que é essencial.
O outro problema é dizer que a crase é facultativa.
Experimente, por exemplo, substituir os termos femininos “a sala de aula” e “a
xepa” por outros masculinos (não precisa haver relação semântica entre os
termos substitutos e substituídos): “chegou ao auditório”; “referência ao
mercado”. Eis a regrinha de ouro: se usamos ao(s) para o masculino, usamos
à(s) para o gênero feminino.
Resposta – Item errado.

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17. (Cespe/2014/TJ-SE/Nível Superior) É obrigatório o emprego do sinal


indicativo de crase em “à Internet” (l. 4) e “à criação” (l. 16).

Comentário – Vamos aplicar aqui a tal regrinha que ensinei: “conectados ao


provedor” e “que levaram ao criador das leis”.
Resposta – Item certo.

18. (Cespe/BRB/Analista de Tecnologia da Informação /2011) No trecho “essa


propensão tenderá à aceleração” (L.25), o uso do sinal indicativo de crase
não é obrigatório, haja vista que o verbo tender, com o sentido
empregado no texto, pode ter complementação direta ou indireta, isto é,
com ou sem preposição.

Comentário – A história pode até ter comovido você, mas não expressa a
verdade. O verbo é transitivo indireto e requer a preposição A para reger seu
objeto indireto: tenderá a + a aceleração. Basta trocar o substantivo feminino
“aceleração” por um masculino para comprovar o uso do artigo: tenderá ao
aumento.
Pessoalmente, acredito que a banca quis confundir os
candidatos com a regência do verbo atender. Este pode ser usado como
transitivo direto ou indireto: atendeu aos/os anseios dos alunos. Nesse caso,
crase seria facultativa.
Resposta – Item errado.

[...]

[...]

19. (Cespe/MJ-DPF/Papiloscopista/2012) Na linha 24, considerando-se a dupla


regência do verbo impor e a presença do pronome “mesmas”, seria

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facultado o emprego do acento indicativo de crase na palavra “as” da


expressão “as mesmas renúncias”.

Comentário – O verbo impor é transitivo direto e indireto. Pense assim:


quem impõe impõe algo a alguém. A coisa imposta (“as mesmas renúncias”) é
o objeto direto; portanto “as” é somente artigo, não existe aí preposição. A
pessoa a quem se impõe algo é o objeto indireto, representado pelo pronome
reflexivo “se”, que faz alusão ao termo “aqueles”. Como o pronome “se” é
átono, a preposição é desnecessária. Caso estivéssemos diante de um
pronome tônico, a preposição seria evidenciada: ...pela prisão daqueles que
não impõem as mesmas renúncias a si mesmos. Concluímos, pois, que o
emprego do acento indicativo de crase na palavra “as” da expressão “as
mesmas renúncias” é proibido.
Resposta – Item errado.

20. (Cespe/MPE-TO/Promotor de Justiça/2012) O emprego do sinal indicativo


de crase em “à lei” (L.5) é facultativo, razão por que sua retirada não
prejudicaria a correção gramatical do texto.

Comentário – O verbo “devem” é bitransitivo. Seu objeto direto é o termo


“obediência” e seu objeto indireto, introduzido pela preposição a é o termo “a
lei” (substantivo feminino que surgiu acompanhado do artigo a).

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22. (Cespe/INPI/Todos os Cargos/2013) Na linha 6, se a expressão “uso da


terra” fosse substituída por utilização da terra, o vocábulo “ao”, que a
antecede, deveria também ser substituído por à.

Comentário – Depois do que foi dito acima, não é difícil entender que o
examinador está certo. Na troca do substantivo masculino “uso” pelo
substantivo feminino utilização, a crase deve ocorrer. Lembre-se disto: se
usamos ao para o masculino, devemos usar à para o feminino.
Resposta – Item certo.

23. (Cespe/2014/TJ-SE/Técnico Judiciário) No trecho “envio de astronaves à


Lua e a Marte” (l.6), a ausência do acento grave indicativo de crase em “a
Marte” justifica-se pela presença do conectivo “e”, empregado para ligar
duas expressões de mesma função.

Comentário – A banca usou um tremendo “blá-blá-blá”. O certo é que alguns


nomes de lugar repelem o uso do artigo, que é outra condição para a
ocorrência da crase. Se surge apenas a preposição, a crase não existe. Você
pode usar o seguinte artifício: “Se vou a e volta da, crase há. Se vou a e volto
de, crase pra quê?”. Vamos aplicar isso na frase apresentada pelo
examinador: vou à Lua e volto da Lua (há crase); vou a Marte e volto de
Marte (não há crase).
Resposta – Item errado.

Também merecem destaque os casos de crase que surgem do


encontro da preposição A com a letra A que inicia os pronomes demonstrativos
AQUELA(S), AQUELE(S) e AQUILO, bem como com o A (= aquela) pronome
demonstrativo.

(21) O aluno referia-se àquela questão anulada da prova.


(22) O prêmio foi dado à que chegou primeiro.

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Em (23), a forma verbal “referia-se” (“se” é parte integrante do


verbo) é transitivo indireto. Seu complemento é regido pela preposição A, que
se une ao A inicial do pronome demonstrativo “aquela”.
Em (24), o complemento indireto de “dado” é regido também pela
preposição A, que se funde com o pronome demonstrativo A (= aquela).

Vejamos outras questões de prova:

[...]
do país. Já existia o Patronato Agrícola, ligado à Secretaria de
7 Agricultura, o qual se ocupava de tais questões. À época,
[...]
Internet: <www.trt10.jus.br> (com adaptações).

24. (Cespe/TRT-10ª Região (DF e TO)/Técnico Judiciário/2013) O emprego do


sinal indicativo de crase em “ligado à Secretaria de Agricultura” (L.6-7)
justifica-se porque o verbo ligar exige complemento regido pela
preposição a, e a palavra “Secretaria” (L.6) é antecedida pelo artigo
definido feminino singular a.

Comentário – É isso mesmo! O termo regente “ligado” exige preposição a e o


termo regido “Secretaria de Agricultura” surge acompanhado do artigo a. As
duas condições para o surgimento da crase foram satisfeitas.
Resposta – Item certo.

[...]
país. Para reverter esse quadro, a Federação Brasileira de
Bancos tenta convencer o Congresso Nacional a criar uma
22 legislação específica para punir os delitos eletrônicos,
semelhante àquela adotada há nove anos pela União Europeia.
André Vargas. Assalto.com.br. In: Veja, 24/11/2010 (com adaptações).

25. (Cespe/PC-ES/Perito Criminal Especial/2011) O uso do acento grave no


pronome “àquela” (L.23) é obrigatório.

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Comentário – Você reparou que antes do pronome demonstrativo existe o


adjetivo “semelhante”, que exige a preposição “a” (semelhante a quê?) para
reger seu complemento? Portanto a fusão da preposição “a” com a letra inicial
do demonstrativo “aquela” faz surgir obrigatoriamente “àquela”.
Resposta – Item certo.
Passarei à explicação de outros casos obrigatórios de emprego
do acento grave indicativo de crase.

1. Nas locuções adverbiais femininas


(23) Sairás às pressas.
(24) Todos, à uma, aplaudiram a decisão do professor.

26. (Cespe/TC-DF/Técnico de Administração Pública/2014) Mantêm-se o


sentido e a correção gramatical do texto caso se suprima o acento grave
no trecho “fez sentar à mesma mesa” (l.6-7).

Comentário – O texto aqui também não é importante. Pense, por exemplo, na


seguinte frase hipotética: Fez o filho sentar à mesma mesa. Fica claro que
a expressão “à mesma mesa” é uma locução adverbial feminina que indica
lugar. O emprego do acento grave é obrigatório. Caso ele fosse suprimido do
trecho original, o sentido seria alterado e a correção gramatical seria
prejudicada. Observe: Fez sentar a mesma mesa. A mesa que sentou
(estranho!)? Não seria mais adequado pensar que alguém se sentou à frente
dela?
Resposta – Item errado.

2. Nas locuções prepositivas femininas


(25) Vivia às expensas do (de + o) tio.
(26) A polícia saiu à procura da (de + a) quadrilha.

Observação: a crase será de rigor quando uma locução


prepositiva terminada por a estiver diante de artigo feminino que acompanha
substantivo.

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1 A participação e o lugar da mulher na história foram


negligenciados pelos historiadores e, por muito tempo, elas
ficaram à sombra de um mundo dominado pelo gênero
4 masculino. Ao pensarmos o mundo medieval e o papel dessa
[...]
Patrícia Barboza da Silva. Colunista do Brasil Escola. (com adaptações).

27. (Cespe/Antaq/Nível Superior/2014) O acento indicativo de crase em “à


sombra” (l.3) poderia ser omitido sem prejuízo da correção gramatical do
texto, visto que seu emprego é opcional no contexto em questão.

Comentário – O emprego do acento grave indicativo de crase é sempre


obrigatório diante de locuções femininas adverbiais, prepositivas e conjuntivas.
Resposta – Item errado.

1 Na organização do poder político no Estado moderno,


à luz da tradição iluminista, o direito tem por função a
preservação da liberdade humana, de maneira a coibir a
[...]
Fernanda Leão de Almeida. A garantia institucional do Ministério Público em
função da proteção dos direitos humanos. Tese de doutorado. São Paulo: USP,
2010, p. 18-9. Internet: <www.teses.usp.br> (com adaptações).

28. (Cespe/2015/MPU/Analista) O emprego do sinal indicativo de crase em “à


luz da tradição iluminista” (l.2) é facultativo, ou seja, a sua retirada não
prejudicaria a correção gramatical nem o sentido original do texto.

Comentário – Torna a repetir: o emprego do acento grave indicativo de crase


é sempre obrigatório diante de locuções femininas adverbiais, prepositivas e
conjuntivas.
Resposta – Item errado.

3. Nas locuções conjuntivas femininas


(27) À medida que estudo, mais aprendo.

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(28) À proporção que vocês estudam, mais se aproximam da


aprovação.

4. Antes de pronome possessivo feminino substantivo (retorne à aula


sobre classes gramaticais, se você tiver dúvida quanto ao que seja
pronome substantivo)
(29) Sou favorável à proposta dele e não à sua.
(30) Refiro-me a sua proposta e à minha.

5. Antes de nomes masculinos quando possamos subentender as


palavras MODA, MANEIRA
(31) Cortou cabelo à (maneira de) príncipe Danilo.
(32) Usava sapatos à (moda) Luís XV.
Há construções em que o fenômeno da crase pode ou não ocorrer.

São casos facultativos de emprego do acento grave.


1. Antes de nome próprio feminino (se for personagem histórica, o uso é
proibido)
(33) Refiro-me a (à) Joana.
(34) Refiro-me a Joana d’Arc.

2. Antes de pronome possessivo feminino adjetivo.


(35) Dedico a (à) minha irmã todo o meu trabalho.

Convém ressaltar que o emprego facultativo do acento deriva da


possibilidade de se omitir o artigo feminino A que antecede pronomes
possessivos femininos que acompanham substantivos.

29. (Cespe/2014/TJ-SE/Técnico Judiciário) No trecho “deu início à sua


caminhada cósmica” (l.16 e 17), o emprego do acento grave indicativo de
crase é obrigatório.

Comentário – O texto não é importante agora. Basta observar que “sua” é


pronome possessivo adjetivo e indica gênero feminino. Como eu já disse, a
crase é facultativa.
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Resposta – Item errado.

30. (Cespe/2015/CGE-PU/Auditor Governamental) No trecho “Chama-lhe à


minha vida uma casa” (l.7), é facultativo o emprego do sinal indicativo de
crase.

Comentário – Você não precisa do texto em questões como esta. Basta


observar que “minha” é pronome possessivo adjetivo feminino (surge ao lado
do substantivo). Como eu já disse, a crase é sempre facultativa diante dele.
Resposta – Item certo.

3. Quando o A (artigo) vem precedido pela preposição ATÉ.


(36) Correu até a (à) árvore.

Se pensarmos na frase Correu até o poste, por exemplo,


perceberemos que a preposição A (“...até ao poste”) não foi empregada
concomitantemente à preposição “até”. Daí vem a alegação de que o emprego
da preposição A é facultativo em casos semelhantes.

E há ainda os casos de crase proibida.

1. Antes de nomes masculinos


(37) Comprou a prazo.

(38) Dei aquela calça a este homem.

2. Antes de verbo.
(39) Começou a chover.

[...]
praia. E quanto a corrigir quem fala errado? É claro que os pais
devem ensinar seus filhos a se expressar corretamente, e o
34 professor deve corrigir o aluno, mas será que temos o direito de
advertir o balconista que nos cobra “dois real” pelo cafezinho?
Língua Portuguesa. Internet: <www.revistalingua.uol.com.br> (com adaptações)

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31. (Cespe/2015/FUB/Nível Médio) De acordo com o contexto, estaria


também correto o emprego do sinal indicativo de crase em “quanto a”
(l.32).

Comentário – A crase não ocorre diante de verbo porque ele não admite
artigo. O “a” é só preposição.
Resposta – Item errado.

3. Antes de pronome de tratamento (exceções: SENHORA, SENHORITA)

(40) Referiu-se a Vossa Excelência.

4. Antes de pronomes oblíquos


(41) Dedico o meu trabalho a ela.

[...]
comarcas e nos distritos. O Tribunal Superior — de justiça
eleitoral — com jurisdição em todo o território nacional,
10 compunha-se de oito membros efetivos e oito substitutos, e era
presidido pelo vice-presidente do Supremo Tribunal Federal
(STF). A ele se somavam dois membros efetivos e dois
13 substitutos, sorteados dentre os ministros do STF, além de dois
[...]
As formas de composição do TSE: de 1932 aos dias atuais.
Brasília: Tribunal Superior Eleitoral, Secretaria de Gestão da Informação,
2008, p. 11. Internet: <www.tse.jus.br> (com adaptações).

32. (Cespe/2015/TRE-GO/Técnico Judiciário) O emprego de acento indicativo


de crase na expressão “A ele" (l.12) — À ele — prejudicaria a correção
gramatical do texto

Comentário – O pronome “ele” é pessoal do caso oblíquo. Você já saber que a


crase não ocorre antes de pronomes desse tipo.
Resposta – Item certo.

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5. Antes de pronomes indefinidos


(42) Ofereci um presente a alguém desta sala.

[...]
19 pessoais. Segundo José Afonso da Silva, considera-se, pois,
universal o sufrágio quando se outorga o direito de votar a
todos os nacionais de um país, sem restrições derivadas de
22 condições de nascimento, de fortuna ou de capacidade especial.
[...]
Internet: <http://jus.com.br> (com adaptações).

33. (Cespe/TRE-MS/Técnico Judiciário/2013) Na linha 21, caso o trecho “todos


os nacionais de um país” fosse substituído por todas as pessoas de um
país, a partícula “a” empregada imediatamente após “votar” (L.20)
deveria receber acento indicativo de crase.

Comentário – O melhor jeito de resolver a questão é reescrevendo o trecho


como propõe o examinador: ...quando se outorga o direito de votar à todas
as pessoas de um país, sem restrições derivadas...

Já sabemos que a crase não ocorre antes de palara de


sentindo indiefinido.
Resposta – Item errado.

[...]
climáticas, escassez de mão de obra, inovação — essas são as
palavras-chaves que compõem o vocabulário das mudanças
4 pelas quais passa o mundo e que, inevitavelmente, impõem a
cada um de nós a busca por um novo modelo de vida no
[...]
Internet: <www.techoje.com.br> (com adaptações).

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35. (Cespe/Previc/Técnico Administrativo/2011) Na linha 21, a supressão do


termo ‘essas’, em ‘a essas intervenções externas’, provocaria a
necessidade do uso do acento indicativo de crase em ‘a’.

Comentário – Se você está sentindo falta do texto, digo que ele não é
necessário aqui. Acabei de dizer que a crase não ocorre antes do
demonstrativo essa(s). Mas vamos retirar esse pronome do trecho indicado,
conforme sugere a banca: a intervenções externas. Então, você acha mesmo
que a mudança provocaria a necessidade do uso do acento indicativo de crase?
É claro que não! A crase não ocorre na estrutura SINGULAR + PLURAL
(a intervenções).
Resposta – Item errado.

36. (Cespe/TC-DF/ACE/2012) No trecho “Exceção a essa regra” (L.22), é


opcional o emprego do sinal indicativo de crase no “a”.

Comentário – Questão fácil, fácil, não é mesmo? Você nem precisa do texto,
certo? Lembre-se da regra: antes dos pronomes demonstrativos ESTA(S),
ESSA(S), é proibido o uso do acento indicativo de crase.
Resposta – Item errado.

37. (Cespe/2015/TRE-GO/Analista Judiciário) No trecho “Em meio a esse


cenário" (L.23), a inserção de sinal indicativo de crase no “a" acarretaria
prejuízo à correção gramatical do texto.

Comentário – O acento grave indicativo de crase é proibido antes dos


pronomes demonstrativos ESTE(S), ESTA(S), ESSE(S), ESSA(S), ISSO e ISTO.
Resposta – Item certo.

14. Quando se atribui ao nome valor semântico indefinido


(56) Cristo não fazia jus a morte tão humilhante. (o “a” é apenas
preposição)

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[...]
16 informação. “Tudo o que eu aprendo está sujeito à imediata
erosão”, afirma. Isso provoca o que o autor chama de “liquidez
[...]
Mao Barros e Victor Guy. A Internet e a mente. In:
Época Negócios, abr./2010, p. 82 (com adaptações).

38. (Cespe/FUB/Médico/2011) O uso do sinal indicativo de crase em ‘à


imediata erosão’ (L.16-17) é obrigatório.

Comentário – Belíssima questão, apesar de algumas controvérsias por parte


de alguns candidatos. O nome “sujeito” rege preposição “a”; mas o seu
complemento pode ser usado sem o outro “a”, ou seja, sem a outra condição
para que ocorra a crase. Em outras palavras, a expressão “imediata erosão”
pode ser usada em sentido genérico. Compare com os exemplos abaixo:

– Ele está sujeito a multa. (que tipo de multa?)


– Ele está sujeito à (a + a) multa prevista no regulamento.
(está claro que se trata de uma multa específica)

O eminente gramático Cegalla (2008:277-8) nos ensina


claramente que não há crase diante de nomes femininos “usados em sentido
geral e indeterminado”. Entre os vários exemplos que ele nos fornece, estão
estes que lemos a seguir:

– Depois comprara um cone de papel com pipocas recendentes


a gordura vegetal. (Érico Veríssimo)

– O exército dos invasores, semelhante a serpe monstruosa...


(Alexandre Herculano)

Resposta – Item errado.

[...]
Deparamo-nos com situações de risco que ninguém
teve de enfrentar na história passada — das quais o

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28 aquecimento global é apenas uma. Muitos de novos riscos e


incertezas nos afetam onde quer que vivamos, não importa
quão privilegiados ou carentes sejamos. Eles estão
31 inextricavelmente ligados à globalização. A ciência e a
tecnologia tornaram-se elas próprias globalizadas.
Anthony Giddens. Mundo em descontrole. Rio de
Janeiro: Record, 2005, p. 13-4 (com adaptações).

39. (Cespe/MPE-PI/Cargos de Nível Médio/2012) O emprego do sinal


indicativo de crase em “ligados à globalização” (L.31) é facultativo, pois o
termo “globalização” poderia ser empregado, nesse contexto, de forma
indeterminada, indefinida e, consequentemente, sem o artigo definido.

Comentário – Bem, eu acredito que agora não há dificuldade para responder


a esta questão. Comparando o enunciado com as explicações anteriores,
concluímos que o examinador tem razão.
Resposta – Item certo.

15. Antes da palavra DISTÂNCIA usada sem qualquer especificação


(57) A vítima reconheceu o ladrão a distância.
Considerando que os fragmentos apresentados nos próximos dois itens
constituem partes sucessivas de um texto de Jamil Chade (O Estado de
S. Paulo, 18/12/2008), julgue-os quanto à correção gramatical.

Por hoje é só. Espero suas dúvidas e sugestões no fórum.


Fique com Deus e bons estudos!

Albert Iglésia

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exige complemento regido pela preposição a e o pronome possessivo


“suas” vem antecedido por artigo definido feminino plural.

[...]
4 Sul (TCE/RS). O Tribunal enviou ofício aos
gestores municipais, alertando que o envio de dados
e documentos relacionados às inativações na esfera
7 municipal passará a ser realizado pela Internet, o que
[...]

Internet: <www1.tce.rs.gov.br/portal> (com adaptações).

4. (Cespe/TCE-RS/Oficial de Controle Externo/2013) O emprego do sinal


indicativo de crase em “às inativações” (l.6) justifica-se pela regência do
termo “envio” (l.5), que exige complemento regido da preposição “a”, e
pela presença do artigo definido feminino plural que determina o
substantivo “inativações” (l.6).

1 O uso indevido de drogas constitui, na atualidade,


séria e persistente ameaça à humanidade e à estabilidade das
estruturas e valores políticos, econômicos, sociais e culturais de
4 todos os Estados e sociedades. [...]
Internet: <www.direitoshumanos.usp.br>.

5. (Cespe/DPF/Agente/2014) O acento indicativo de crase em “à humanidade


e à estabilidade” (L.2) é de uso facultativo, razão por que sua supressão
não prejudicaria a correção gramatical do texto.

[...]

direito à liberdade de expressão. O tribunal considerou que a


liberdade de expressão não se pode traduzir em desrespeito às

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22 diferentes manifestações dessa mesma liberdade, pois ela


encontra limites no próprio exercício de outros direitos
fundamentais.

Internet: <http://ibde.org.br> (com adaptações).

6. (Cespe/2015/MPU/Técnico)Nas linhas 21 e 22, o emprego do sinal


indicativo de crase em “às diferentes” justifica-se pela regência de
“desrespeito”, que exige complemento antecedido da preposição a, e pela
presença de artigo feminino plural antes de “diferentes”.

[...]
10 básica, isto é, exatamente aquelas que mantêm, em meio a
todas as dificuldades, um grau elevado de independência em
relação às injunções imediatas do mercado.
Franklin Leopoldo e Silva. Internet: <www.scielo.br> (com adaptações).

7. (Cespe/2015/FUB/Nível Médio) O acento indicativo de crase em “às


injunções” ( l.12) justifica-se pela regência de “independência” ( l.11),
que exige complemento regido pela preposição “a”, e pela presença de
artigo definido feminino plural antes de “injunções”.

[...]

8. (Cespe/Banco da Amazônia/Técnico Científico/2012) Na linha 8, o


emprego da preposição em ‘do qual’ é exigido pela presença da palavra
‘sistema’.

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[...]
cidadania e do respeito mútuo. “Fazemos a aproximação por
7 meio de elementos do contexto onde as crianças estão
inseridas. As atividades de leitura, interpretação e escrita
[...]
João Campos. O ABC do cerrado. In: Revista Darcy, jun./2012 (com adaptações).

9. (Cespe/2014/ICMBio/Nível Superior) Na linha 7, a substituição do


vocábulo ‘onde’ pela expressão no qual não comprometeria nem a
sintaxe nem a significação do período de que o referido vocábulo faz
parte.

[...]
16 de dois mil reais por mês. Bisa rema quase sete horas para
chegar até a altura da Ermida Dom Bosco e, às vezes, dorme na
mata e retorna para casa só na manhã seguinte. “É uma vida de
19 muito trabalho, mas necessidade eu nunca passei”, diz o
pescador.
Lilian Tahan. Vivendo de pescaria. In: Veja Brasília, 2/10/2013 (com adaptações).

10. (Cespe/ICMBio/Nível Médio/2014) O complemento da forma verbal


‘passei’ (l.19) não está explicitamente expresso no texto, devendo ser
inferido pelo leitor.

1 O Departamento Penitenciário Nacional


(DEPEN) informa que o crescimento da população
carcerária tem sofrido retração nos últimos quatro anos.
4 Segundo análise do DEPEN, essa redução do
encarceramento decorre de muitos fatores. [...]
Internet: <www.mj.gov.br> (com adaptações).

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11. (Cespe/Depen/Agente Penitenciário/2013) Mantêm-se a correção


gramatical e as informações originais do período ao se substituir “decorre
de” (L.5) por decorre em.

[...]

A regra da igualdade não consiste senão em quinhoar


10 desigualmente aos desiguais na medida em que se desigualam.

[...]
Ruy Barbosa. Oração aos moços. Internet: <http://home.comcast.net> (com adaptações).

12. (Cespe/MPU/Analista Administrativo/2013) A oração “quinhoar


desigualmente aos desiguais na medida em que se desigualam” (l.9-10)
exerce a função de complemento indireto da forma verbal “consiste” (l.9).

[...]

4 estrutura discursos de dominação. Assim, não basta proteger


o cidadão do poder com o simples contraditório processual e
a ampla defesa, abstratamente assegurados na Constituição.
[...]
Newton de Oliveira Lima. Um valor discursivo e político. In: Revista
Jus Vigilantibus. Internet: <http://jusvi.com> (com adaptações).

13. (Cespe/CNJ/Analista Judiciário/2013) Na linha 5, o termo “do poder”


relaciona-se sintaticamente com o termo “o cidadão”, modificando-o.

[...]
atribuindo-lhes o papel de fiscalizar a lei e de promover
10 a acusação criminal. Existiam ainda o cargo de procurador dos
[...]
Internet: <www.mpu.mp.br> (com adaptações).

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14. (Cespe/2015/MPU/Técnico) A correção gramatical do texto seria


preservada caso se substituísse a expressão “a acusação” (l.10) por à
acusação, pois, nesse caso, o emprego do sinal indicativo de crase é
opcional.

[...]

15. (Cespe/EBC/Cargos de Nível Superior/Advocacia/2011) Em “que ele


chama metafísica dos costumes” (L.1-2), o trecho em itálico, que exerce,
na oração, a função de complemento verbal, deveria estar precedido da
preposição de.

16. (Cespe/TJ-ES/Cargos de Nível Superior/2011) Nos trechos “chegou à sala


de aula” (L.7) e “uma referência à xepa” (L.8), o emprego do sinal
indicativo de crase, opcional em ambos os casos, justifica-se pela
regência, respectivamente, da forma verbal “chegou” e do substantivo
“referência”.

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17. (Cespe/2014/TJ-SE/Nível Superior) É obrigatório o emprego do sinal


indicativo de crase em “à Internet” (l. 4) e “à criação” (l. 16).

18. (Cespe/BRB/Analista de Tecnologia da Informação /2011) No trecho “essa


propensão tenderá à aceleração” (L.25), o uso do sinal indicativo de crase
não é obrigatório, haja vista que o verbo tender, com o sentido
empregado no texto, pode ter complementação direta ou indireta, isto é,
com ou sem preposição.

[...]

[...]

19. (Cespe/MJ-DPF/Papiloscopista/2012) Na linha 24, considerando-se a dupla


regência do verbo impor e a presença do pronome “mesmas”, seria
facultado o emprego do acento indicativo de crase na palavra “as” da
expressão “as mesmas renúncias”.

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20. (Cespe/MPE-TO/Promotor de Justiça/2012) O emprego do sinal indicativo


de crase em “à lei” (L.5) é facultativo, razão por que sua retirada não
prejudicaria a correção gramatical do texto.

[...]
do país. Já existia o Patronato Agrícola, ligado à Secretaria de
7 Agricultura, o qual se ocupava de tais questões. À época,
[...]
Internet: <www.trt10.jus.br> (com adaptações).

21. (Cespe/TRT-10ª Região (DF e TO)/Técnico Judiciário/2013) O emprego do


sinal indicativo de crase em “ligado à Secretaria de Agricultura” (L.6-7)
justifica-se porque o verbo ligar exige complemento regido pela
preposição a, e a palavra “Secretaria” (L.6) é antecedida pelo artigo
definido feminino singular a.

[...]
4 sobre mudança do clima. Isso é particularmente relevante,
uma vez que 75% das emissões de gases de efeito estufa
(GEE) no Brasil são relacionadas ao uso da terra. [...]

Mudança do clima: uma contribuição da indústria brasileira. Brasília: CNI, 2009.


Internet: <http://arquivos.portaldaindustria.com.br>. (com adaptações).

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22. (Cespe/INPI/Todos os Cargos/2013) Na linha 6, se a expressão “uso da


terra” fosse substituída por utilização da terra, o vocábulo “ao”, que a
antecede, deveria também ser substituído por à.

23. (Cespe/2014/TJ-SE/Técnico Judiciário) No trecho “envio de astronaves à


Lua e a Marte” (l.6), a ausência do acento grave indicativo de crase em “a
Marte” justifica-se pela presença do conectivo “e”, empregado para ligar
duas expressões de mesma função.

[...]
do país. Já existia o Patronato Agrícola, ligado à Secretaria de
7 Agricultura, o qual se ocupava de tais questões. À época,
[...]

Internet: <www.trt10.jus.br> (com adaptações).

24. (Cespe/TRT-10ª Região (DF e TO)/Técnico Judiciário/2013) O emprego do


sinal indicativo de crase em “ligado à Secretaria de Agricultura” (L.6-7)
justifica-se porque o verbo ligar exige complemento regido pela
preposição a, e a palavra “Secretaria” (L.6) é antecedida pelo artigo
definido feminino singular a.

[...]
país. Para reverter esse quadro, a Federação Brasileira de
Bancos tenta convencer o Congresso Nacional a criar uma
22 legislação específica para punir os delitos eletrônicos,
semelhante àquela adotada há nove anos pela União Europeia.

André Vargas. Assalto.com.br. In: Veja, 24/11/2010 (com adaptações).

25. (Cespe/PC-ES/Perito Criminal Especial/2011) O uso do acento grave no


pronome “àquela” (L.23) é obrigatório.

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26. (Cespe/TC-DF/Técnico de Administração Pública/2014) Mantêm-se o


sentido e a correção gramatical do texto caso se suprima o acento grave
no trecho “fez sentar à mesma mesa” (l.6-7)

1 A participação e o lugar da mulher na história foram


negligenciados pelos historiadores e, por muito tempo, elas
ficaram à sombra de um mundo dominado pelo gênero
4 masculino. Ao pensarmos o mundo medieval e o papel dessa
[...]

Patrícia Barboza da Silva. Colunista do Brasil Escola. (com adaptações).

27. (Cespe/Antaq/Nível Superior/2014) O acento indicativo de crase em “à


sombra” (l.3) poderia ser omitido sem prejuízo da correção gramatical do
texto, visto que seu emprego é opcional no contexto em questão.

1 Na organização do poder político no Estado moderno,


à luz da tradição iluminista, o direito tem por função a
preservação da liberdade humana, de maneira a coibir a
[...]
Fernanda Leão de Almeida. A garantia institucional do Ministério Público em
função da proteção dos direitos humanos. Tese de doutorado. São Paulo: USP,
2010, p. 18-9. Internet: <www.teses.usp.br> (com adaptações).

28. (Cespe/2015/MPU/Analista) O emprego do sinal indicativo de crase em “à


luz da tradição iluminista” (l.2) é facultativo, ou seja, a sua retirada não
prejudicaria a correção gramatical nem o sentido original do texto.

29. (Cespe/2014/TJ-SE/Técnico Judiciário) No trecho “deu início à sua


caminhada cósmica” (l.16 e 17), o emprego do acento grave indicativo de
crase é obrigatório.

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30. (Cespe/2015/CGE-PU/Auditor Governamental) No trecho “Chama-lhe à


minha vida uma casa” (l.7), é facultativo o emprego do sinal indicativo de
crase.

[...]
praia. E quanto a corrigir quem fala errado? É claro que os pais
devem ensinar seus filhos a se expressar corretamente, e o
34 professor deve corrigir o aluno, mas será que temos o direito de
advertir o balconista que nos cobra “dois real” pelo cafezinho?
Língua Portuguesa. Internet: <www.revistalingua.uol.com.br> (com adaptações)

31. (Cespe/2015/FUB/Nível Médio) De acordo com o contexto, estaria


também correto o emprego do sinal indicativo de crase em “quanto a”
(l.32).

[...]
comarcas e nos distritos. O Tribunal Superior — de justiça
eleitoral — com jurisdição em todo o território nacional,
10 compunha-se de oito membros efetivos e oito substitutos, e era
presidido pelo vice-presidente do Supremo Tribunal Federal
(STF). A ele se somavam dois membros efetivos e dois
13 substitutos, sorteados dentre os ministros do STF, além de dois
[...]

As formas de composição do TSE: de 1932 aos dias atuais.


Brasília: Tribunal Superior Eleitoral, Secretaria de Gestão da Informação,
2008, p. 11. Internet: <www.tse.jus.br> (com adaptações).

32. (Cespe/2015/TRE-GO/Técnico Judiciário) O emprego de acento indicativo


de crase na expressão “A ele" (l.12) — À ele — prejudicaria a correção
gramatical do texto

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[...]
19 pessoais. Segundo José Afonso da Silva, considera-se, pois,
universal o sufrágio quando se outorga o direito de votar a
todos os nacionais de um país, sem restrições derivadas de
22 condições de nascimento, de fortuna ou de capacidade especial.
[...]

Internet: <http://jus.com.br> (com adaptações).

33. (Cespe/TRE-MS/Técnico Judiciário/2013) Na linha 21, caso o trecho “todos


os nacionais de um país” fosse substituído por todas as pessoas de um
país, a partícula “a” empregada imediatamente após “votar” (L.20)
deveria receber acento indicativo de crase.

[...]
climáticas, escassez de mão de obra, inovação — essas são as
palavras-chaves que compõem o vocabulário das mudanças
4 pelas quais passa o mundo e que, inevitavelmente, impõem a
cada um de nós a busca por um novo modelo de vida no
[...]
Internet: <www.techoje.com.br> (com adaptações).

34. (Cespe/2015/FUB/Nível Médio) Estaria também correto o emprego de


sinal indicativo de crase em “a cada” (l. 4 e 5).

35. (Cespe/Previc/Técnico Administrativo/2011) Na linha 21, a supressão do


termo ‘essas’, em ‘a essas intervenções externas’, provocaria a
necessidade do uso do acento indicativo de crase em ‘a’.

36. (Cespe/TC-DF/ACE/2012) No trecho “Exceção a essa regra” (L.22), é


opcional o emprego do sinal indicativo de crase no “a”.

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37. (Cespe/2015/TRE-GO/Analista Judiciário) No trecho “Em meio a esse


cenário" (L.23), a inserção de sinal indicativo de crase no “a" acarretaria
prejuízo à correção gramatical do texto.

[...]
16 informação. “Tudo o que eu aprendo está sujeito à imediata
erosão”, afirma. Isso provoca o que o autor chama de “liquidez
[...]
Mao Barros e Victor Guy. A Internet e a mente. In:
Época Negócios, abr./2010, p. 82 (com adaptações).

38. (Cespe/FUB/Médico/2011) O uso do sinal indicativo de crase em ‘à


imediata erosão’ (L.16-17) é obrigatório.

[...]
Deparamo-nos com situações de risco que ninguém
teve de enfrentar na história passada — das quais o
28 aquecimento global é apenas uma. Muitos de novos riscos e
incertezas nos afetam onde quer que vivamos, não importa
quão privilegiados ou carentes sejamos. Eles estão
31 inextricavelmente ligados à globalização. A ciência e a
tecnologia tornaram-se elas próprias globalizadas.

Anthony Giddens. Mundo em descontrole. Rio de


Janeiro: Record, 2005, p. 13-4 (com adaptações).

39. (Cespe/MPE-PI/Cargos de Nível Médio/2012) O emprego do sinal


indicativo de crase em “ligados à globalização” (L.31) é facultativo, pois o
termo “globalização” poderia ser empregado, nesse contexto, de forma
indeterminada, indefinida e, consequentemente, sem o artigo definido.

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