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Teresa Colomer Andar entre livros A leitura literdria na escola Titulo original en espanol: Andar erure libros D.R. © (2005) KONDO DE CULTURA ECONOMICA. Carretera Picacho-Ajusco 227, CP 14200, MC F* Boicio, Sio Paria, 200 Ditetor Kéltortat JERFERSON L. ALVES Bidido ce Testo S14 REGGIANI LOPES Gonente de Produgao FLAVIO SAMUEL Cape Enuarbo OxvNo LAURA SANDRONI Revisto FArsta vr CARVALHO M, DE SoUz8 EAitoragdo Blewontca Axtosto Sitvio LOPEs one cr nara Sota Se ea) Direitos Reservadas GrowaL EDITORA E. Disrawunora Lrpa, Rua Pirapitingili, 111 — Liberdade CEP 01508-020 ~ Sao Paulo ~ SP Tel.: 11 3277-7999 — Fax: 11 3277-8141 e-mail: global@globaleditora.com.br www. globaleditora.com.br Colabore com a produc cientifica ¢ cultural. Proibida’ a reproducio total ou parcial desta obra em. a autorizacio do editor. N* DE carsioco: 2943 4. A articulacao escolar da leitura literdria Aqui hi um livto maravlhoso, ali hé am grupo de ciangas, © que acon: Quando nosso melhor amigo nos diz que leu umm lio maravilhoso & ‘ece em seguida? Em seguida fae ( pens que nds também devemos le-o, a que fa para ajudar-nos a come ar € dizer-nos o que nel enconcrou, Assim nos faniliaria com ese lvro novo ¢, por iso, ameacador: Diz-nos algo sobre seu enredo. Indica quais so as partes emocionantes. Diz-nos com que outros livros se parece, livros que ele sabe que jf lemos. E compart-os ou fala sobre suas difeten- 68. Sto similares nestes aspects, diz, e diferentes nestes outros. Tambeém Prepars-nos para as dificuldades. “Siga adiante até o terccieo eapitlo”, pode dlze-nos o amigo, “ dif aé esse ponto, mas depois vocé nio ppodert parar". Em outras palaveas, convence-nos a lero livo por as ‘mesmos. Iso ¢ exatamente, 0 que os melhores promotores de etura fem sempre: convencer-nos ale. Aidan Chambers Ne picts kaneler faery qc oe poeee tines an RIE livros na escola: no primeiro capitulo se sustentou que o ensino escolar evo- luiu em dirego & consciéncia de que uma aula onde se Ié ¢ se fala sobre livros €0 centro de sua tarefa literéria; no segundo nos situamos na perspectiva de meninos € meninas que progridem na sua capacidade de interpreta¢io dos textos; no terceiro evocou-se uma literatura que se coloca na altura da crian- ‘2 para acompanhar os Icitores no itinerério de aprendizagem cultural que fizeram, Nesta segunda parte entraremos na escola para contemplar a leitura em fancionamento. Para pd-la em marcha, hé que estimular sua presenca e plancjar os diferentes tipos de lugar em que parece conveniente ativar 0 encontro entre criangas e livros. Este capitulo trata destas questdes Aidan Chambers, “Como formar lectores, in Hojas de lecture, 45, 1997, pp. 67. 101