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TAYLOR - ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA


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economicidade e produtividade, todos baseados em simplicidade.

A abordagem básica da Administração Científica se baseia FAYOL - TEORIA CLÁSSICA DA ADMINISTRAÇÃO


na ênfase colocada nas tarefas.O nome se deve à tentativa de
aplicação dos métodos da ciência aos problemas da administração Na Teoria Clássica, parte-se do todo organizacional e da sua
a fim de aumentar a eficiência industrial. A preocupação original estrutura para garantir eficiência a todas as partes envolvidas,
foi eliminar o fantasma do desperdício e das perdas sofridas sejam elas órgãos (seções, departamentos) ou pessoas (gerentes
pelas indústrias e elevar os níveis de produtividade por meio da ou funcionários). A microabordagem no nível individual de
aplicação de métodos e técnicas da engenharia industrial. cada operário com relação à tarefa é enormemente ampliada no
nível da organização como um todo em relação à sua estrutura
Taylor descobriu que as indústrias de sua época sofriam de três organizacional. Fayol, um engenheiro francês, fundador da
males: Teoria Clássica da Administração, partiu de uma abordagem
sintética, global e universal da empresa, inaugurando uma
1. Vadiagem sistemática, que reduzia a produção a cerca de um abordagem anatômica e estrutural que rapidamente suplantou a
terço de que era capaz. Afinal, para quê trabalhar mais se ao final abordagem analítica e concreta de Taylor.
se ganha a mesma quantia de quem trabalhou menos?
2. Desconhecimento, pela gerência, das rotinas de trabalho e do Fayol define o ato de administrar em Prever, Organizar, Dirigir,
tempo necessário para sua realização. Coordenar e Controlar.
3. Falta de uniformidade das técnicas e dos métodos de trabalho.
Já os 14 Princípios Gerais da Administração, para Fayol, são:
A Administração Científica é uma combinação de: “Ciência em Divisão do trabalho, Autoridade e Responsabilidade, Disciplina,
lugar de empirismo. Harmonia em vez de discórdia. Cooperação Unidade de comando, Unidade de direção, Subordinação dos
e não-individualismo. Rendimento máximo em lugar de interesses individuais aos gerais, remuneração do pessoal,
produção reduzida. Desenvolvimento de cada homem a fim de Centralização, Cadeia escalar, Ordem, Equidade, Estabiliade do
alcançar maior eficiência e prosperidade”. pessoal, Iniciativa, Espírito de equipe.

Para Taylor, o operário não tem capacidade, nem formação, A Teoria Clássica concebe a organização como se fosse uma
nem meios para analisar cientificamente seu trabalho e estrutura. Essa maneira de conceber a estrutura organizacional
estabelecer racionalmente o método ou processo mais eficiente. é influenciada pelas concepções antigas de organização
Com a Administração Científica ocorre uma repartição da (principalmente Militar e Igreja Católica) tradicionais, rígidas
responsabilidade: a administração (gerência) fica com o e hierárquicas.
planejamento (estudo do trabalho do operário e o estabelecimento
do método de trabalho) e a supervisão (assistência contínua ao Para a Teoria Clássica, a estrutura organizacional é analisada de
trabalhador durante a produção) enquanto o trabalhador fica cima para baixo (da direção para execução) e do todo para as
somente com a execução do trabalho. A gerência pensa enquanto partes (da síntese para a análise), ao contrário da abordagem da
o trabalhador executa. Administração Científica.

A palavra-chave da Administração científica é eficiência. Para a Teoria Clássica a divisão do trabalho pode dar-se em
duas direções: Vertical, segundo os níveis de autoridade e
Os princípios da administração científica de Taylor são: responsabilidade; e Horizontal, segundo os diferentes tipos de
atividades da organização.
1. Princípio de planejamento: substituir no trabalho o critério
individual do operário, a improvisação e a atuação empírico- Entre os seguidores da Teoria Clássica de Fayol, destacam-se:
prática, por métodos baseados em procedimentos científicos.
2. Princípio de preparo: selecionar cientificamente os Luther Gulick e seus sete elementos da Administração:
trabalhadores de acordo com suas aptidões e prepará-los e Planejamento, Organização, Assessoria, Direção, Coordenação,
treiná-los para produzirem mais e melhor, de acordo com o Informação e Orçamento.
método planejado.
3. Princípio do controle: Controlar o trabalho para se certificar Urwick propôs sete funções do administrador: Investigação,
de que está sendo executado de acordo com os métodos Previsão, Planejamento, Organização, Coordenação, Comando
estabelecidos e segundo o plano previsto. e Controle. E propôs ainda quatro princípios da Administração:
4. Princípio da execução: Distribuir atribuições e Princípio da especialização, Princípio de autoridade, Princípio
responsabilidades para que a execução do trabalho seja da amplitude administrativa, Princípio da definição.
disciplinada.
As preocupações com Organização & Métodos, que veremos a
Entre os teóricos da Administração Científica, destacam-se: seguir, são resultados diretos da Teoria Clássica.

Harrington EMERSON e seus princípios de eficiência.


Henry FORD e seus princípios básicos: Intensificação,
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resultados da departamentalização. A departamentalização pode


ORGANIZAÇÃO, SISTEMAS & MÉTODOS ser considerada, entre todos os componentes e subcomponentes
da estrutura organizacional, como o mais conhecido pelos
O. S. M. - É uma atividade administrativa voltada para a obtenção funcionários da empresa.
da melhor produtividade possível dos Recursos Humanos Departamentalização é o agrupamento, de acordo com um
- RH, Recursos Materiais - RM, e Recursos Tecnológicos - critério específico de homogeneidade, das atividades e
RT, através de técnicas científicas que envolvem os aspectos correspondentes recursos (Humanos, Materiais e Tecnológicos)
comportamentais e instrumentais, no ambiente interno ou em unidades organizacionais.
externo da empresa. A estrutura organizacional é representada graficamente no
organograma, que entretanto, não apresenta todos os aspectos
ATIVIDADES DE OSM da estrutura organizacional.
Organograma é a representação gráfica de determinados aspectos
Projetar a criação, união ou eliminação de unidades, bem da estrutura organizacional.
como acompanhar a respectiva execução; Funcionograma é o organograma das funções exercidas por cada
Descrever e definir o objetivo e as funções de cada uma das departamento / setor da organização.
unidades empresariais; Fluxogramas são ferramentas de representação gráfica do
Divulgar, nos níveis competentes, os trabalhos desenvolvidos trabalho realizado na organização, possuindo vários tipos e graus
em OSM; de complexidade, de acordo com o objetivo a que se destinam.
Implantar e acompanhar in loco os trabalhos desenvolvidos QDT: Instrumento utilizado para analisar a efetividade na
por OSM; realização das atividades e atribuições das unidades da
Elaborar, emitir e divulgar as normas, regulamentos e manuais empresa, visando à distribuição e realização criteriosa, racional
necessários; e balanceada das tarefas.
Estudar os ciclos organizacionais;
Analisar as alternativas de ação para promover a maturidade Os principais tipos de organograma são:
organizacional; Linear, que constitui a forma estrutural mais simples e mais
Avaliar impactos ou desgastes provenientes das ações e dos antiga. Tem esse nome pois significa que existem linhas diretas
ciclos; e e únicas de autoridade e reponsabilidade entre superior e
Estruturar as formas e necessidades de treinamento de pessoal subordinados.
visando o desenvolvimento.
Funcional é o tipo de estrutura que aplica o princípio da
Estrutura organizacional é o conjunto ordenado de especialização das funções. É o germe do staff.
responsabilidades, autoridades, comunicações e decisões das
unidades organizacionais de uma empresa. Linha-staff combina a linear e a funcional, a fim de incrementar
as vantagens e reduzir as desvantagens de ambos os tipos de
Ao se considerar OS TIPOS DE ESTRUTURA organização.
ORGANIZACIONAL deve-se lembrar que estes são os
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Planejamento planejamento e sua implementação.


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O Planejamento faz acontecer, torna possível a ocorrência de Tipos de planejamento
eventos que, caso contrário, não aconteceriam. O planejamento envolve todos os membros de uma organização.
É um compromisso com a mudança, pois a viabiliza e controla. Planejamento estratégico é o planejamento da alta administração,
O Planejamento minimiza riscos, ao mesmo tempo em que tira que consiste no processo de decisão sobre os objetivos da
proveito das oportunidades. empresa, as mudanças nesses objetivos, os recursos, etc.
Ao planejar estrategicamente, as ameaças e oportunidades Afeta a empresa como um todo e a longo prazo. Está voltado para
do ambiente externo e interno são analisadas, objetivos são as relações entre a empresa e o ambiente e sujeito a incerteza
definidos, e decisões são tomadas com maior grau de certeza provocadas por esse ambiente.
para atingi-los. O planejamento intermediário é o desdobramento do
O planejamento compensa incertezas e mudanças. Não deixa o planejamento estratégico em planejamentos táticos.
futuro ao acaso, e com isso traz três benefícios relevantes para O planejamento intermediário ou tático se relaciona ao presente
a organização: permanência das decisões, equilíbrio e melhor ou ao futuro próximo, e sua função é controlar e integrar as
desempenho. operações na organização, garantindo a implementação das
decisões estratégicas.
Instrumentos do planejamento O planejamento tático é de médio prazo e da média administração.
Plano é uma linha de ação preestabelecida que, em um O planejamento operacional decide “o que fazer” e o “como
determinado período de tempo, orienta a ação na direção da fazer”. Está ligado aos procedimentos, detalhando tarefas
missão, ou seja, o que a instituição deve fazer. e operações, e deve estar sempre voltado à otimização dos
resultados.
Objetivos são o ponto final do planejamento e constituem o Tem caráter imediatista, é de curto-prazo e de abrangência local.
plano básico da organização. O planejamento em bibliotecas e unidades de informação
Consistem numa situação de futuro esperada, ou no que se localiza-se normalmente nos níveis tático e operacional.
pretende atingir com o esforço do planejamento, como forma
de concretização da missão. Os objetivos devem expressar Etapas do planejamento
intenções que levem ao cumprimento da missão. O planejamento é um processo cíclico, dinâmico e interativo.
As etapas do planejamento se interpenetram, ou seja, há uma
As metas são a quantificação dos objetivos. Devem ser expressas dinâmica entre elas.
com clareza e devem ser mensuráveis e de tempo definido. Meta
é o objetivo realista.

Missão: Nossa missão é oferecer produtos saudáveis e melhorar


a qualidade de vida das pessoas.
Objetivo: Ser o maior fornecedor de produtos saudáveis do
mundo.
Meta: Conquistar 30% de participação do mercado de produtos
alimentícios até 2010.
Avaliação
As políticas ou diretrizes são planos gerais de ação, guias A avaliação é, na prática, um processo catalisador de mudança.
genéricos que estabelecem linhas mestras, orientam a tomada de A avaliação deve determinar o que mudar e como mudar. A
decisão e dão estabilidade à organização. avaliação é uma ferramenta que auxilia a alcançar eficácia e
eficiência organizacionais.
Já as regras e procedimentos são guias para fazer o que as
políticas e diretrizes regem. Eficácia relaciona-se aos resultados.
Eficiência está ligada aos processos.
Política ou diretriz: A biblioteca só irá manter em seu acervo
livros atualizados. A confusão entre os dois termos acarreta em:
Regras ou procedimentos: Fazer inventários para verificar a
atualidade do livro. Buscar por novas edições junto aos editores. Fazer bem (eficiência) coisas que não precisariam ser feitas
Solicitar avaliações dos professores. (ineficácia);
Incapacidade de descrever a qualidade dos serviços;
Os programas são complexos de metas, políticas, procedimentos, Incapacidade de identificar prioridades para atividades e
regras, passos e recursos. serviços;
Os projetos podem ser parte de um programa geral, ou unidades Acreditar que coleções maiores implicam automaticamente
independentes que contemplarão determinado aspecto. melhor serviço;

Plano ≠ Projeto Relatório


O plano é um produto do planejamento. Os projetos são O relatório da biblioteca é o conjunto de informações sobre
partes de um programa geral. O plano está entre o processo de acervo, serviços prestados, usuários e recursos humanos, físicos,
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materiais e financeiros ordenados de modo a mostrar a situação e administrativo pelo qual indivíduos e grupos obtêm o que
da biblioteca em determinado período de tempo. necessitam e desejam através da criação e troca de produtos e
O relatório compara os resultados desejados, constantes do valores”.
plano de trabalho, com os resultados alcançados.
Relatório é o real, não o desejado. Marketing envolve saber o que o cliente deseja, o que o cliente
necessita.
Diagnóstico organizacional
O processo sistematizado, com tempo e espaço definidos, de De acordo com Cronin apud Amaral (1982), marketing significa
avaliação de serviços em organizações pode ser denominado fazer as perguntas certas sobre:
diagnóstico organizacional.
Consiste numa intervenção na rotina da administração, usando os objetivos da unidade de informação e da prestação dos
conceitos e métodos das ciências sociais para avaliar o estado da serviços;
organização num determinado momento e encontrar formas de as características da população usuária;
melhorar sua eficácia. a qualidade da oferta;
os benefícios proporcionados à clientela.
Os objetivos do diagnóstico são:
Identificar pontos fortes e fracos; Atenção para não confundir Propaganda com Marketing.
Compreender a natureza e a causa dos problemas ou desafios; Propaganda apenas divulga um serviço/produto. Marketing
Descobrir formas de solucionar esses problemas. busca satisfazer necessidades e desejos dos clientes.

O diagnóstico tem três etapas: Preparação, elaboração do projeto FERRAMENTAS DA QUALIDADE


do diagnóstico e Implementação.
Ciclo PDCA
Funções Gerenciais de Mintzberg É um ciclo de análise e melhoria, criado por Walter Shewhart,
em meados da década de 20 e disseminado para o mundo por
Mintzberg(1977) trabalha com 3 (três) categorias básicas, Deming. Esta ferramenta é de fundamental importância para
representadas por papéis gerenciais, classificados como: a análise e melhoria dos processos organizacionais e para a
* papéis interpessoais eficácia do trabalho em equipe. O Ciclo PDCA (em inglês
* papéis informacionais Plan, Do, Check e Action) é uma ferramenta gerencial de tomada
* papéis decisórios de decisões para garantir o alcance das metas necessárias
à sobrevivência de uma organização, sendo composto das
Os papéis interpessoais decorrem do status e autoridade inerente seguintes etapas:
aos cargos administrativos, são, em grande parte, de natureza
social e legal, implicando no relacionamento do gerente com Planejar (PLAN)
representantes da organização, com os subordinados e com o Definir as metas a serem alcançadas;
indivíduos ou grupos externos à organização. o Definir o método para alcançar as metas propostas.
Os papéis informacionais estão diretamente ligados às Executar (DO)
informações recebidas pelos gerentes, com a finalidade de se o Executar as tarefas exatamente como foi previsto na etapa de
inteirar do que acontece na organização, e posteriormente planejamento;
transmitidas aos subordinados ou quando se torna o porta-voz o Coletar dados que serão utilizados na próxima etapa de
da unidade/organização, falando em seu nome. verificação do processo;
Os papéis decisórios relacionam-se às tarefas de tomar decisões, o Nesta etapa são essenciais a educação e o treinamento no
seja através das atividades de planejamento, solucionador de trabalho.
problemas, alocador de recursos, negociador, dentre outras. Verificar, checar (CHECK)
o Verificar se o executado está conforme o planejado, ou seja,
Marketing se a meta foi alcançada, dentro do método definido;
o Identificar os desvios na meta ou no método.
Quando a unidade de informação está orientada para o marketing, Agir corretivamente (ACTION)
sua filosofia de atuação se volta para o atendimento, com ênfase o Caso sejam identificados desvios, é necessário definir e
na função de troca, mediante ações administrativas visando implementar soluções que eliminem as suas causas;
aos objetivos organizacionais. O composto de marketing, ou o Caso não sejam identificados desvios, é possível realizar um
marketing-mix, ou 4ps é: preço, praça, produto e promoção. trabalho preventivo, identificando quais os desvios são passíveis
de ocorrer no futuro, suas causas, soluções etc.
Marketing, em organizações que não visam ao lucro, utiliza os
mesmos conceitos básicos e o mesmo composto de marketing
tradicional, transferindo a prática da administração para novas
áreas de operação. Tem um sentido amplo, com aplicação em
produtos intangíveis, ou serviços, com dimensão social explícita.

De acordo com Kotler (1991) “Marketing é um processo social


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As sete ferramentas da qualidade Uma curiosidade sobre Ishikawa é que ele foi também o criador
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do famoso programa de qualidade 5S.
As 7 Ferramentas do Controle da Qualidade são recursos a
serem utilizados na aplicação da Metodologia de Solução de • Seiri: Senso de Utilização.
Problemas de qualidade. • Seiton: Senso de Organização.
• Seisou: Senso de Limpeza.
Diagrama de Pareto (Vilfredo Pareto) • Seiketsu: Senso de Saúde ou Melhoria Contínua .
• Shitsuke: Senso de autodisciplina.
O gráfico de Pareto é um gráfico de barras que mostra várias
causas ou características de defeitos e outros problemas. Essas Símbolos do fluxograma
causas ou fenômenos são mostradas em ordem decrescente
através de barras de tamanhos diferentes. O fluxograma utiliza um conjunto de símbolos para representar
Diagrama de barras que ordena as ocorrências, da maior para a as etapas do processo, as pessoas ou os setores envolvidos,
menor, para hierarquizar o ataque aos problemas. a sequência das operações e a circulação dos dados e dos
documentos. Os símbolos mais comumente utilizados são os
Diagrama de de Causa-e-Efeito (Ishikawa ou Espinha de seguintes:
peixe)
O diagrama de causa-e-efeito mostra sistematicamente as Operação: Indica uma etapa do processo. A etapa e quem a
relações entre problemas no trabalho (efeito) e suas causas. executa são registrados no interior do retângulo.
Decisão: Indica o ponto em que a decisão deve ser tomada.
Lista(Ou Folha) de Verificação (ou ainda Estratificação) A questão é escrita dentro do losango, duas setas, saindo do
Permite uma coleta de dados organizada, facilitando a sua losango, mostram a direção do processo em função da resposta
análise e interpretação. (geralmente as respostas são SIM e NÃO).
Sentido do fluxo: Indica o sentido e a sequência das etapas do
Fluxograma (ou ainda Gráfico linear) processo.
É uma representação gráfica mostrando os passos de um Limites: Indica o início e o fim do processo.
processo. Apresenta uma excelente visão do processo e pode
ser uma ferramenta útil para verificar como os vários passos do
processo estão ligados entre si.

Histograma
Histograma é um gráfico de barras que é usado para organizar
muitos dados. O eixo horizontal mostra os valores da Benchmarking
característica do efeito (problema), com a região entre o maior
valor e o menor valor sendo subdividido em vários espaços Processo sistemático e contínuo de avaliação de estratégias,
menores. O tamanho das barras verticais reflete o número de operações, processos, metodologias de trabalho, produtos e
dados que caem nesses espaços. serviços de organizações que efetivamente pratiquem e sejam
reconhecidas como melhores de uma determinada classe e como
Diagrama (ou Gráfico) de Dispersão (ou Correlação) exemplos organizacionais. Serve como guia para melhorias
É um gráfico onde pontos de dois conjuntos de dados que contínuas, dando subsídios ao estabelecimento de padrões de
compartilham de alguma dependência são colocados num excelência.
gráfico. É um instrumento que permite saber se os dois conjuntos
de dados são correlacionados, saber o grau da correlação, e Medidas de qualidade de Whitehall
encontrar causas que devem ser controladas e melhoradas.
Acessibilidade
Gráfico (Carta) de Controle (Tendências) Tempo de resposta
Permite avaliar se o comportamento de um processo, em termos Cobertura do acervo
de variação, é (ou não) previsível. Relevância do acervo

Ainda sobre qualidade... Indicadores

O brainstorming - também conhecido como “tempestade Indicadores são conceitos que começaram a surgir muito
cerebral” ou “tempestade de ideias” - é um método que recentemente na literatura referentes a projetos sociais e que
proporciona um grande número de ideias, alternativas e soluções precisam ser incorporados pela área de CI, em que é mais
rápidas. Tem também como objetivo a qualidade. comum encontrarmos a expressão medida de desempenho, cujo
significado é muito próximo ao de indicadores de desempenho.
Grupo focal é uma técnica qualitativa, não-diretiva, cujo
resultado foca o controle da discussão de um pequeno grupo de Com base em Tanaka e Melo (2001), podemos definir
pessoas. indicadores como variaveis, características ou atributos capazes
de sintetizar, representar ou dar maior sifnificado ao que se quer
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avaliar. Os indicadores transformam os objetivos e resultados de trabalho. É também denominada engenharia humana.
em parâmetros concretos, possiveis de verificação. Dessa forma, RACIONALIZAÇÃO é o emprego de métodos científicos de
pemitem avaliar mudanças. É, portanto, a partir da construção trabalho visando ao planejamento e à organização de atividades
de conceitos de consenso de determinado grupo que são para obter redução de custos e aumento da eficiência e da
estabelecidos os indicadores. Assim, por exemplo, diferentes produtividade dos operários.
visões do que seja um atendimento de qualidade poderão gerar PADRONIZAÇÃO é a aplicação de normas fixas para
diferentes indicadores. homogeneizar ciclos de produção para obter redução de custos e
aumento de eficiência.
O processo de transformar conceitos em indicadores requer a TEMPOS E MOVIMENTOS (T&M) é o setor da área de
identificação das dimensões mais fundamentais do objeto em organização e métodos (O&M) ou engenharia industrial que
questão - as variáveis - e a definição dos parâmetros concretos define o método científico e o tempo necessário para a realização
apropriados para medir essas variações. de determinado trabalho.
CLIMA ORGANIZACIONAL é a qualidade do ambiente
Armani (2000) alerta-nos para o fato de que os indicadores são psicológico de uma organização. Pode ser positivo e favorável
“sintomas das mudanças”, pois indicam que houve mudanças e (quando é receptivo e agradável) ou negativo e desfavorável
contam o grau de intensidade ou abrangência dessas mudanças. (quando é frio e desagradável).
QUALIDADE TOTAL é o processo de envolver todos os membros
O processo de escolha de indicadores se inicia pela definição dos da organização para assegurar cada atividade relacionada com a
aspectos que se deseja avaliar ou pelas perguntas avaliativas. produção de bens e serviços dentro do compromisso de melhorar
Definidas as perguntas, procura-se chegar aos elementos que, se continuamente e atender completamente às necessidades do
conhecidos, ajudariam a responder essas perguntas. cliente.
BALANCED SCORECARD (BSC) é um conjunto balanceado
Os principais métodos de avaliação de acervo classificam-se em: e equilibrado de indicadores e mensuradores para proporcionar
1) Quantitativos: tamanho e crescimento; a gestão estratégica das organizações.
2) Qualitativos: Julgamento por especialistas, uso de bibliografias MELHORIA CONTíNUA constitui a aplicação da filosofia
como padrão, bibliografias publicadas e análise de uso real. kaizen nos processos produtivos da organização. Começou com
os círculos de controle de qualidade (CCQ) para tornar-se cada
São três os tipos de liderança: autoritária, ou autocrática, liberal vez mais abrangente.
e democrática. CíRCULOS DE QUALIDADE ou círculos de controle de
qualidade (CCQ) são grupos de 6 a 12 empregados voluntários
Existem, basicamente, dois tipos de conhecimento: Tácito e que se reúnem semanalmente para decidir e resolver problemas
Explícito. O conhecimento tácito é aquele que está internalizado; que afetam suas atividades comuns de trabalho.
O explícito, claro está, é aquele que está socializado, explícito. TERCEIRIZAÇÃO é quando uma operação interna da
organização é transferida para outra organização que consiga
Origem Destino fazê-la melhor e mais barato. Significa uma transformação de
Internalização : Explícito Tácito custos fixos em custos variáveis e uma simplificação da estrutura
Externalização : Tácito Explícito e do processo decisorial da organização.
Combinação : Explícito Explícito EMPOWERMENT é o estilo de dar aos funcionários autoridade,
Socialização : Tácito Tácito informações e ferramentas que eles necessitam para realizar
suas tarefas com maior autonomia, liberdade e confiança. É um
passo além do desenvolvimento de equipes.
Leis de Ranganathan DESCENTRALIZAÇÃO: faz com que as decisões sejam
pulverizadas nos níveis mais baixos da organização. A tendência
1 - Os livros são para usar. Duas palavras estão associadas a esta moderna é no intuito de descentralizar para proporcionar
lei: acessibilidade e usabilidade. melhor utilização dos recursos humanos. O princípio que rege
2 - A cada leitor o seu livro. A palavra desta lei é disponibilidade. a descentralização é assim definido: a autoridade para tomar ou
Esta lei mostra a importância de se conhecer o leitor, de se iniciar a ação deve ser delegada tão próxima da cena quanto
conhecer o usuário. possível.
3 - A cada livro seu leitor. Mostra o dinamismo da biblioteca. CENTRALIZAÇÃO: Enfatiza as relações escalares, isto é,
Esta lei dá sustentação ao serviço de disseminação seletiva da a cadeia de comando, a unidade de comando. O indivíduo do
informação. topo possui a mais alta autoridade, e a autoridade dos demais é
4 - Poupe o tempo do leitor. É a lei do serviço de referência. escalada para baixo, de acordo com a posição no organograma.
5 - A biblioteca é um organismo em crescimento. A palavra- Índice de penetração pode ser entendido como o uso/consumo
chave é adaptabilidade. A biblioteca precisa estar preparada para de produtos por um público. Nesse sentido, é um índice
todas as eventualidades. Para isso, é preciso planejamento. quantitativo.
Os insumos são tangíveis e quantificáveis.

ERGONOMIA do grego ergon (trabalho) e nomos (uso,


regulamentação) é a ciência que estuda os ritmos e métodos de
trabalho no intuito de melhor adaptação do homem ao processo
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FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES


Teoria da seleção (tradução nossa), que emergiu nos anos de
O processo de desenvolvimento de coleções tem suas origens 1930, com Francis Drury, Helen Haines e ele, Ranganathan.
na Antiguidade, através da seleção de obras destinadas a
formar coleções em bibliotecas. A grande retomada da área 1 - Conforme a comunidade aumenta, aumenta o grau de
teve seu marco a partir da segunda metade do século XX, em divergência da necessidade de informação (cada indivíduo é
decorrência do ápice da explosão bibliográfica, quando, pela único, logo, quanto mais indivíduos, mais assuntos diferentes
primeira vez, é questionado o modo de se formarem coleções interessarão a cada um deles)
com base na acumulação, em detrimento da seleção orientada 2 - Conforme aumenta o grau de divergência, a necessidade por
para a qualidade, relevância, e acesso à informação. Novas programas de cooperação e compartilhamento de materiais de
metodologias, técnicas e procedimentos foram incorporados informação entre bibliotecas e centros de informação também
para fomentar esse novo enfoque, caracterizando o modelo de aumenta.
biblioteca baseado no acesso (WEITZEL, 2002). 3 - Jamais será possível satisfazer TODAS as necessidades de
informação, seja de um indivíduo ou seja de um grupo
O processo de formação, desenvolvimento e organização de
coleções deve ser encarado e equacionado como uma atividade Seleção positiva: é a que seleciona livros que irão compor o
de planejamento, onde o reconhecimento da comunidade a acervo da biblioteca.
ser servida e suas características culturais e informacionais, Seleção negativa: é aquela que seleciona livros para serem
oferecerão a base necessária e coerente para o estabelecimento de tirados da biblioteca. É o descarte.
políticas de seleção, para as decisões relativas ao processamento Crescimento zero significa que a biblioteca adquiriu o mesmo
técnico dos documentos e ao seu adequado armazenamento número de materiais que descartou.
(MACIEL; MENDONÇA, 2000).
Atenção para não confundir desbaste com descarte. Desbaste
Desenvolvimento de Coleções não é uma simples atividade é retirar o livro do acervo, seja para descarte, seja para retirá-lo
ou um grupo de atividades: é um processo de planejamento e de circulação por outro motivo. O descarte é desfazer-se do livro
de tomada de decisões. HENDRICH EDELMAN sugere que para sempre.
Desenvolvimento de Coleções, Seleção e Aquisição são termos
que representam uma hierarquia: A seleção numa biblioteca universitária deve ser feita em parceria
1 – Desenvolvimento de Coleções - Uma função de planejamento. dos bibliotecários com corpo docente, pois estes dominam a
2 – Seleção - Inclusão e exclusão de materiais informacionais. literatura nas suas respectivas áreas e podem, assim, selecionar
3 – Aquisição - Processo que implementa as decisões tomadas criteriosamente o material a ser obtido, arrolando-o através dos
na Seleção e no Desenvolvimento de Coleções. Planos de Ensino. Os bibliotecários devem permanecer cientes
das exigências do MEC para composição do acervo no que se
Tipos de bibliotecas e Desenvolvimento de coleções refere à qualidade e à quantidade mínima de títulos e exemplares.
Bibliotecas públicas: Devem atender a uma comunidade No tocante à quantidade, deve ser determinado um percentual de
variada. Por isso, a seleção deve seguir à risca a política de exemplares destinados à literatura básica e outro para a literatura
desenvolvimento de coleções. Uma dificuldade clara nesse tipo complementar (MIRANDA, 2007)
de biblioteca é a falta de verbas para compras. Esta biblioteca
costuma receber muitas doações, que devem ser bem avaliadas Material básico nacional: 01 exemplar para cada 10 alunos.
para entrar no acervo. Material complementar nacional: 03 exemplares.
Bibliotecas escolares: Elas dão suporte ao ensino em sala
de aula. Sua política de desenvolvimento deve acompanhar Organizando o processo de seleção ...
atentamente os currículos escolares.
Bibliotecas Universitárias: Devem atender aos objetivos da Desiderata: Lista de materiais que a biblioteca deseja adquirir
universidade, o ensino, a pesquisa e a extensão. Vai exigir, por Demanda reprimida: Títulos procurados pelos usuários e não
isso, uma coleção com forte tendência ao crescimento, pois existentes na biblioteca.
atividades de pesquisa exigem uma variada gama de materiais Lista de sugestões: Listas de títulos que foram sugeridos para
informacionais. aquisição, normalmente compostas por indicações de usuários.
Bibliotecas especializadas: Existem para atender às
necessidades das organizações a que estão subordinadas. As A organização do processo de seleção implica definir: 1 - Os
normas e os critérios de seleção para este tipo de biblioteca responsáveis pela tomada de decisão; 2 - Os mecanismos para
devem estar compatibilizados com os objetivos da instituição. identificação e registro dos itens a serem selecionados; 3 - A
política de seleção.
Seleção
Para os responsáveis pela tomada de decisão na seleção, existem
A seleção é o ato de escolher os documentos que a biblioteca três alternativas: 1 - Comissão de seleção decide; 2 - Comissão
deseja adquirir. A seleção de documentos é uma operação de seleção assessora o responsável; 3 - O Bibliotecário decide
intelectual delicada, que deve ser realizada por uma pessoa sozinho.
ou grupo de pessoas responsáveis e competentes na área do
conhecimento em questão, sempre preocupados com os usuários.
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Entre os principais instrumentos de auxílio à seleção, destacam-se: Catálogos de editoras; Resenhas publicadas em periódicos es-
pecializados; Bibliografias gerais e especializadas; Guias de literatura; Cadernos especiais encartados em jornais; Listas dos mais
vendidos; Sugestões de usuários; Internet.

CRITÉRIOS GERAIS DE SELEÇÃO DE MATERIAIS BIBLIOGRÁFICOS


Assunto enfoca o assunto, verifica se os materiais estão de acordo com os assuntos ou áreas de cobertura da
coleção;
Usuário considera o usuário, que tipo de benefício a aquisição desse material poderá trazer à comuniade de
usuários;
Documento proporciona uma definição precisa da necessidade do documento para o conjunto do acervo.
Preço identifica as condições da biblioteca para arcar com a aquisição de cada documento.

CRITÉRIOS QUE ABORDAM O CONTEÚDO DOS DOCUMENTOS


Autoridade procura definir a qualidade do material a partir da reputação de seu autor, editora ou patrocinador.
Precisão visa evidenciar o quanto a informação veiculada pelo documento é exata, rigorosa, correta.
Imparcialidade busca identificar se há uma apresentação justa de todos os lados do assunto, sem favoritismos nem
preconceitos.
Atualidade A velocidade com que as informações ficam desatualizadas irá variar de acordo com a área de
conhecimento em que a biblioteca atua.
Cobertura e tratamento é a forma como o assunto é abordado. Se é superficial ou avançado, se os aspectos fundamentais
foram cobertos ou se alguns foram deixados de fora.

CRITÉRIOS QUE ABORDAM A ADEQUAÇÃO AO USUÁRIO


Conveniência Aspectos relativos à idade do usuário, seu desenvolvimento intelectual, etc
Idioma Definição de acessibilidade do usuário aos idiomas.
Relevância/Interesse Utilidade para o usuário. Capacidade de despertar a imaginação, a criatividade, a
curiosidade.
Estilo Adequação do estilo ao usuário-alvo.

CRITÉRIOS RELATIVOS AOS ASPECTOS ADICIONAIS DO DOCUMENTO


Características físicas busca verificar características como tipografia, capa, material, entre outros.
Aspectos especiais analisa a inclusão e a qualidade de bibliografias, apêndices, notas, índices, etc.
Contribuição potencial identifica a contribuição da obra para o acervo e qual a perspectiva de enriqueci-
mento da coleção.
Custo busca identificar alternativas menos custosas para a biblioteca.

Aquisição
A aquisição é o procedimento que permite obter o As três principais modalidades de aquisição são: Compra,
documentos selecionados na etapa de seleção. A aquisição permuta e doação.
é uma tarefa administrativa e requer método e boa
organização. Compra é a aquisição de material por meio de pagamento. Para
É indispensável uma política de aquisição. As aquisições periódicos, o tipo de compra mais comum é a Assinatura.
não se fazem ao acaso e sim mediante decisões contínuas.
O conjunto dessas decisões formalizadas constitue a Compra em órgãos públicos (Lei 8.666/93) pode ser por:
Convite, Tomada de preço, Concorrência, Concurso, Leilão e
política de aquisição.
Pregão(Lei 10520/2002).

A aquisição inclui: Não confunda dispensa com inexibigilidade de licitação.


Gerenciamento dos recursos financeiros; É dispensável a licitação nos casos de guerra ou grave perturbação
Identificação dos materiais que serão adquiridos; da ordem; e nos casos de emergência ou de calamidade pública.
Acompanhamento da tramitação do processo; É inexigível a licitação quando houver inviabilidade de
Identificação do processo de licitação e pregão. competição.
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eficientemente.
Fatura pró-forma (pro-forma invoice) - formalização do pedido,
sujeito à aprovação do importador. Mecanismos do CBU

Fatura comercial (commercial invoice) - documento que Depósito Legal (Lei 10.994 de 14 de dezembro de 2004) -
transfere a propriedade da mercadoria para o comprador. É Consiste em, por meio de lei, obrigar que cada livro publicado
emitida pelo exportador, após a aprovação da pró-forma. no país tenha uma cópia depositada na Biblioteca Nacional. Seu
principal objetivo é assegurar o registro e a guarda da produção
Consórcios interbibliotecas intelectual nacional, além de possibilitar o controle, a elaboração
Quando um grupo de bibliotecas adquire conjuntamente o e a divulgação da Bibliografia Brasileira corrente, bem como a
mesmo material. É um tipo de aquisição novo, e que é usado defesa e a preservação da língua e da cultura nacionais.
para bases de dados eletrônicas, por exemplo.
A Biblioteca Nacional é a depositária da herança cultural de
A aquisição planificada e a aquisição cooperativa visam otimizar um país. No caso brasileiro, vale salientar, a Biblioteca Pública
o aproveitamento de recursos. Estadual assume esse papel para o seu respectivo estado, também
Aquisição planificada - a instituição faz um programa onde sendo a depositária de sua herança cultural e, em muitos casos
planeja formar ou ampliar sua coleção conforme princípio s por meio de lei, para cada livro publicado no Estado deve ser
definidos da filosofia e das diretrizes institucionais. feito seu depósito legal na biblioteca estadual.
Aquisição cooperativa - as instituições, mediante acordos e
convênios, estabelecem programas envolvendo os mesmos ISBN - International Standard Book Number - é um sistema
interesses e com especializações de assuntos, com a finalidade internacional padronizado que identifica numericamente os livros
de assegurar acesso a informações relevantes ao maior número segundo o título, o autor, o país, a editora, individualizando-os
possível de usuários (FIGUEIREDO, 1993). inclusive por edição.
Criado em 1967 por editores ingleses, passou a ser amplamente
Doação empregado tanto pelos comerciantes de livros quanto pelas
Doação é o único tipo de aquisição que não precisa ser bibliotecas, até ser oficializado, em 1972, como norma
iniciada pelo bibliotecário ou equipe de aquisição. É comum internacional pela International Standard Organization - ISO
que as bibliotecas recebam um número grande de doações da 2108 - 1972.
comunidade em que estão inseridos. Essas doações, porém
devem ser criteriosamente selecionadas antes de incorporarem A Agência Nacional do ISBN, no Brasil, é a Biblioteca Nacional.
o acervo.
O ISBN apresenta 13 dígitos, divididos em 5 grupos.
Doações com restrições e pedidos dos usuários não devem ser
recebidas. Ex.: 978 - 85 - 343 - 4444 - X
onde 978 (prefixo) - 85 (país ou grupo de países da mesma
Permuta língua) - 343 (Editora) - 4444 (Título) - X (Dígito identificador).
É a troca de materiais entre instituições, através de um acordo
entre as partes. Outro tipo de permuta comum é a troca de ISSN - Número Internacional Normalizado para Publicações
duplicatas entre bibliotecas. Seriadas (International Standard Serial Number) é o identificador
aceito internacionalmente para individualizar o título de uma
A avaliação da coleção deve ser sistemática e entendida publicação seriada, tornando-o único e definitivo. Seu uso
como um processo empregado para determinar a importância é definido pela norma técnica internacional da International
e a adequação do acervo com os objetivos da Biblioteca e da Standards Organization ISO 3297.
instituição, possibilitando traçar parâmetros quanto à aquisição,
à acessibilidade e ao descarte. A Agência Nacional do ISSN, no Brasil, é o IBICT.
Na avaliação do acervo são sugeridos os seguintes critérios:
O ISSN é composto por oito dígitos, incluindo o dígito
a) Distribuição percentual do acervo por área verificador, e é representado em dois grupos de quatro dígitos
b) A análise das estatísticas de uso do material consistirá na cada um, ligados por hífen, precedido sempre por um espaço e a
determinação dos títulos que requerem mais exemplares e sigla ISSN. Exemplo: ISSN 1018-4783
daqueles cuja duplicação é desnecessária
c) Sugestões dos clientes Catalogação-na-publicação (ou, na fonte, ou CIP) A Catalogação
na Publicação reúne num único lugar, geralmente no verso da
página de rosto, dados pertinentes à obra, como nome do autor,
Controle Bibliográfico Universal editora, ano de publicação, ISBN e assunto.

Conceito: Identificação padronizada de itens de informação A CIP auxilia as bibliotecas na seleção e compra de livros,
nos vários suportes, visando a sua recuperação subsequente. facilitando sua divulgação entre usuários; permite às editoras a
Como o nome indica, a função do CBU é controlar a organização de seus próprios arquivos, catálogos comerciais e
produção bibliográfica no mundo, a fim de poder recuperá-la matérias promocionais dentro de padrões uniformes e, por fim,
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proporciona aos livreiros informações concisas sobre a matéria Brasil, de acordo com a legislação vigente.
11
abordada nas obras, facilitando seu agrupamento por assunto e
favorecendo sua veiculação. Art. 8º – A fiscalização do exercício da profissão do Bibliotecário
será exercida pelo Conselho Federal de Biblioteconomia e pelos
No Brasil, são responsáveis: CBL (Câmara Brasileira do Livro) Conselhos Regionais de Biblioteconomia, criados por esta Lei.
e o SNEL (Sindicato Nacional de Editores de Livros).
Art. 9º – O Conselho Federal de Biblioteconomia e os Conselhos
A Lei que institui a Política Nacional do Livro (LEI Nº 10.753, Regionais de Biblioteconomia são dotados de personalidade
de 30 de outubro de 2003) defende o Controle Bibliográfico jurídica de direito público, autonomia administrativa e
Universal em seu artigo 6º, que diz: Na editoração do livro, é patrimonial.
obrigatória a adoção do Número Internacional Padronizado, bem
como a ficha de catalogação para publicação. Parágrafo único. DECRETO Nº 56.725, DE 16 DE AGOSTO DE 1965
O número referido no caput deste artigo constará da quarta capa Regulamenta a Lei no 4.084, de 30 de junho de 1962, que dispõe
do livro impresso. sobre o exercício da profissão de Bibliotecário.

DOI -Digital Object Identifier Art. 1º – A Biblioteconomia, em qualquer de seus ramos,


constitui objeto da profissão liberal de Bibliotecário, de natureza
É um sistema numérico que permite a identificação única e técnica de nível superior.
precisa de informação veiculada na Internet, facilitando as
transações entre usuários e produtores. Art. 3º – A profissão de Bibliotecário será exercida,
exclusivamente, pelos:
O DOI é formado por dois componentes, um prefixo e um
sufixo. O prefixo é fornecido pela agência de registro e identifica I. bacharéis em Biblioteconomia, possuidores de diplomas
a organização produtora. O sufixo é definido pela própria expedidos por Escolas de Biblioteconomia de nível superior,
produtora e irá determinar o objeto digital. oficiais, equiparadas ou oficialmente reconhecidas;
II. bibliotecários diplomados por escolas estrangeiras,
No Brasil, a plataforma lattes do Conselho Nacional de reconhecidas pelas Leis do país de origem, cujos diplomas
Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), por tenham sido revalidados no Brasil, de conformidade com a
exemplo, utiliza o DOI como uma forma de certificação digital legislação em vigor.
das produções bibliográficas registradas pelos pesquisadores em Parágrafo Único – Não poderão exercer a profissão de
seus currículos lattes. Quando um programa navegador encontra Bibliotecário os diplomados por escolas cujos estudos hajam
um número DOI, utiliza o prefixo para encontrar o banco de sido feitos através de correspondência, cursos intensivos, cursos
dados da editora e ali acessa as informações relativas ao livro de férias, seminários, etc.
ou ao periódico, que podem incluir dados do catálogo, resenhas
e links. Art. 4º – Os profissionais de que trata o artigo anterior somente
poderão exercer a profissão após satisfazerem os seguintes
Exemplo: requisitos:
Nome do artigo: Thirteenth International Conference of Flow
Injection Analysis I. registro dos diplomas ou títulos na Diretoria do Ensino
DOI: j.talanta.2005.09.033 Superior, do Ministério da Educação e Cultura;
II. registro no Conselho Regional de Biblioteconomia a cuja
A partir do código acima é possível acessar o site do artigo: jurisdição estiverem sujeitos;
http://dx.doi.org/10.1016/j.talanta.2005.09.033 III. pagamento da anuidade ao Conselho Regional de
Biblioteconomia, na forma estabelecida neste Regulamento.

LEI Nº 9.674, DE 26 DE JUNHO DE 1998


LEGISLAÇÃO PROFISSIONALDABIBLIOTECONOMIA Dispõe sobre o exercício da profissão de Bibliotecário e
determina outras providências.
LEI Nº 4.084, DE 30 DE JUNHO DE 1962
Dispõe sobre a profissão de Bibliotecário e regula seu exercício Art. 1 – O exercício da profissão de Bibliotecário, em todo o
território nacional, somente é permitido quando atendidas as
Art. 2º – O exercício da profissão de Bibliotecário, em qualquer qualificações estabelecidas nesta Lei.
de seus ramos, só será permitido: Parágrafo Único – A designação “Bibliotecário”, incluída no
Quadro das Profissões Liberais, Grupo 19, da Consolidação das
A) Aos Bacharéis em Biblioteconomia, portadores de diplomas Leis do Trabalho, é privativa dos Bacharéis em Biblioteconomia.
expedidos por Escolas de Biblioteconomia de nível superior,
oficiais, equiparadas, ou oficialmente reconhecidas. Art. 29 – O exercício da função de Bibliotecário é privativo dos
B) Aos Bibliotecários portadores de diplomas de instituições Bibliotecários inscritos nos quadros do Conselho Regional da
estrangeiras que apresentem os seus diplomas revalidados no respectiva jurisdição, nos termos desta Lei.
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reabilitação profissional mediante novo registro, satisfeitos,


§ 1º – É obrigatória a citação do número de registro no Conselho além das anuidades em débito, as multas e demais emolumentos
Regional, em todos os documentos de responsabilidade e taxas cabíveis.
profissional.
Art. 42 – Nenhuma penalidade será aplicada sem que tenha sido
Art. 30 – Ao profissional devidamente registrado no Conselho assegurado ao infrator amplo direito de defesa.
Regional serão fornecidas a carteira de identidade profissional
e a cédula de identidade de Bibliotecário, que terão fé pública, Art. 46 – As pessoas não habilitadas que exercerem a profissão
nos termos da Lei. regulamentada nesta Lei estão sujeitas às penalidades previstas
na Lei de Contravenções Penais e ao pagamento de multa, a ser
Capítulo X definida pelo Conselho Federal.
Das Infrações, Penalidades e Recursos
Curiosidade: A LEI Nº 9.674 também é conhecida como Lei do
Art. 38 – A falta de competente registro, bem como do pagamento Veto, devido ao grande número de artigos vetado.
da anuidade, caracterizará o exercício ilegal da profissão de
Bibliotecário.
RESOLUÇÃO CFB N.º 42, DE 11 DE JANEIRO DE 2002
Art. 39 – Constituem infrações disciplinares: Dispõe sobre Código do Ética do Conselho Federal de
Biblioteconomia.
I. exercer a profissão quando impedido de fazê-lo ou facilitar,
por qualquer modo, o seu exercício a não registrados; Art.1º - O Código de Ética Profissional tem por objetivo fixar
II. praticar, no exercício profissional, ato que a Lei defina normas de conduta para as pessoas físicas e jurídicas que
como crime ou contravenção penal; exerçam as atividades profissionais em Biblioteconomia.
III. não cumprir, no prazo estipulado, determinação emanada
do Conselho Regional em matéria de competência deste, após Art.2º - Os deveres do profissional de Biblioteconomia
reglarmente notificado; compreendem, além do exercício de suas atividades:
IV. deixar de pagar ao Conselho Regional, nos prazos previstos,
as contribuições a que está obrigado; a) dignificar, através dos seus atos, a profissão, tendo em
V. faltar a qualquer dever profissional previsto nesta Lei; vista a elevação moral, ética e profissional da classe; b) observar
VI. transgredir preceitos do Código de Ética Profissional. os ditames da ciência e da técnica, servindo ao poder público,
à iniciativa privada e à sociedade em geral; c) respeitar leis e
Parágrafo Único – As infrações serão apuradas levando-se em normas estabelecidas para o exercício da profissão; d) respeitar
conta a natureza do ato e as circunstâncias de cada caso. as atividades de seus colegas e de outros profissionais; e)
contribuir, como cidadão e como profissional, para o incessante
Art. 40 – As penas disciplinares, consideradas a gravidade da desenvolvimento da sociedade e dos princípios legais que regem
infração cometida e a reincidência das mesmas, consistem em: o país.

I. multa de uma a cinquenta vezes o valor atualizado da Art. 12 - Não se permite ao profissional de Biblioteconomia, no
anuidade; desempenho de suas funções:
II. advertência reservada; a) praticar, direta ou indiretamente, atos que comprometam a
III. censura pública; dignidade e o renome da profissão;
IV. suspensão do exercício profissional de até três anos; b) nomear ou contribuir para que se nomeiem pessoas sem
V. cassação do exercício profissional com a apreensão da habilitação profissional para cargos privativos de Bibliotecário,
carteira profissional. ou indicar nomes de pessoas sem registro nos CRB;
§ 1º – A pena de multa poderá ser combinada com qualquer das c) expedir, subscrever ou conceder certificados, diplomas
penalidades enumeradas neste artigo, podendo ser aplicada em ou atestados de capacitação profissional a pessoas que não
dobro em caso de reincidência da mesma infração. preencham os requisitos indispensáveis ao exercício da
§ 2º – A falta de pagamento da multa prevista neste Capítulo profissão;
no prazo estipulado determinará a suspensão do exercício d) assinar documentos que comprometam a dignidade da Classe;
profissional, sem prejuízo da cobrança por via executiva. e) violar o sigilo profissional;
§ 3º – A suspensão por falta de pagamento de anuidades, taxas e f) utilizar a influência política em benefício próprio;
multas somente cessará com o recolhimento da dívida, podendo g) deixar de comunicar aos órgãos competentes as infrações
estender-se a até três anos, decorridos os quais o profissional legais e éticas que forem de seu conhecimento;
terá, automaticamente, cancelado o seu registro, se não resgatar h) deturpar, intencionalmente, a interpretação do conteúdo
o débito, sem prejuízo da cobrança executiva. explícito ou implícito em documentos, obras doutrinárias, leis,
§ 4º – A pena de cassação do exercício profissional acarretará acórdãos e outros instrumentos de apoio técnico do exercício da
ao infrator a perda do direito de exercer a profissão, em todo profissão, com intuito de iludir a boa fé de outrem;
o território nacional, com apreensão da carteira de identidade i) fazer comentários desabonadores sobre a profissão de
profissional. Bibliotecário e de entidades afins à profissão;
§ 5º – Ao infrator suspenso por débitos será admitida a j) permitir a utilização de seu nome e de seu registro a qualquer
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instituição pública ou privada onde não exerça, pessoal ou efeti-


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e) Multa de 1 a 50 (cinquenta) vezes o valor atualizado da anui-
vamente, função inerente à profissão; dade.
l) assinar trabalhos ou quaisquer documentos executados por § 1º - A pena de multa, de um a cinquenta vezes o valor
terceiros ou elaborados por leigos, alheios à sua orientação, su- atualizado da anuidade, poderá ser combinada com qualquer
pervisão e fiscalização; das penalidades enumeradas nas alíneas “a a d” deste artigo,
m) exercer a profissão quando impedido por decisão administra- podendo ser aplicada em dobro no caso de reincidência.
tiva transitada em julgado; § 2º - A falta de pagamento da multa no prazo estipulado deter-
n) recusar a prestar contas de bens e numerário que lhes sejam minará a suspensão do exercício profissional, sem prejuízo da
confiados em razão de cargo, emprego ou função; cobrança por via executiva.
o) deixar de cumprir, sem justificativa, as normas emanadas dos § 3º - A suspensão por falta de pagamento de anuidade, taxas e
Conselho Federal e Regionais, bem como deixar de atender a multas somente cessará com o recolhimento da dívida, podendo
suas requisições administrativas, intimações ou notificações, no estender-se por até três anos, decorridos os quais o profissional
prazo determinado; terá, automaticamente, cancelado o seu registro, se não resgatar
p) utilizar a posição hierárquica para obter vantagens pessoais o débito, sem prejuízo da cobrança executiva.
ou cometer atos discriminatórios e abuso de poder; § 4º - A pena de cassação do registro profissional acarretará ao
r) aceitar qualquer discriminação no tocante a salário e critérios infrator a perda do direito de exercer a profissão em todo Ter-
de admissão por sexo, idade, cor, credo, e estado civil. ritório Nacional, e consequente apreensão da carteira de identi-
dade profissional.
Art.13 - A transgressão de preceito deste Código constitui in- § 5º - Ao infrator suspenso por débito será admitida a reabili-
fração ética, sujeita às seguintes penalidades: tação profissional, mediante novo registro, satisfeitos, além das
anuidades em débito, as multas e demais emolumentos e taxas
a) advertência reservada; cabíveis.
b) censura pública; § 6º - As penalidades serão anotadas na carteira profissional e no
c) suspensão do registro profissional pelo prazo de até três anos; cadastro do CRB, sendo comunicadas ao CFB, demais Consel-
d) cassação do exercício profissional com apreensão de carteira hos Regionais e ao empregador.
profissional;

CLASSIFICAÇÃO subordinação e de superordenação.


É um sistema de classificação decimal, isto é, adota como
Classificação Decimal de Dewey princípio fundamental a divisibilidade do todo, que é o
Melvil Dewey (1851-1931), bibliotecário norte-americano, em conhecimento, em dez classes.
1876, cria um sistema de classificação bibliográfica - a Dewey É um sistema de classificação primordialmente Bibliográfica ,
Decimal Classification - que nos dias atuais é o sistema de destinado a servir de base à organização de documentos e de
classificação mais utilizado em todo o mundo. Graduou-se em seus sucedâneos.
1874 no Amherst College, em Massachusetts (EUA). É um sistema de classificação estruturado.
Dewey foi influenciado pelas classificações filosóficas de É um sistema de classificação enumerativo.
Aristóteles, Bacon, Locke, e outros filósofos. Também É justamente o oposto das classificações analítico-sintéticas,
confessou, mais tarde, ter sofrido influências das classificações que proporcionam não listas fechadas (pré-coordenadas de
de Natale Battezzati (1871) e Jacob Schwartz (1879). assuntos), mas listas de propostas/possibilidades/facetas,
ficando a cargo do classificador a tarefa de combinar esses
Sistema Bacon assuntos e seus símbolos segundo a necessidade e as exigências
Memória - originando a História do contexto específico.
Imaginação - originando a Poesia
Razão - originando a Filosofia A CDD apresenta dois grandes tipos de síntese:
A) de dois ou mais números das tabelas auxiliares justapostos
Sistema Dewey a um número das tabelas principais, ou b) de dois ou mais
Razão - originando a Filosofia, Religião, Sociologia, Língua, números das próprias tabelas principais.
Ciências, Artes Aplicadas, Belas Artes.
Imaginação - originando a Literatura Não se deve esquecer de que na síntese, quando o número
Memória - originando a História base consistir de menos de três dígitos, deve-se inserir o ponto
decimal após o terceiro dígito no número resultante da operação.
A CDD é um sistema de classificação, isto é, um mapa
completo das áreas do conhecimento, mostrando todos os seus Filosofia da educação 370+01 = 370.1
conceitos e suas relações. T1-01 370
Enciclopédias brasileiras 030+69 = 036.9
Características 030 T6-69
É um sistema hierárquico, em que as idéias, os conceitos são Geografia da Turquia 910+561 = 915.61
representados em suas múltiplas relações de coordenação, de 910 T2-561
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Compêndio de geoquímica
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551.9 + 0202 = 551.90202 ser lidas e seguidas com atenção


T1 - 0202 551.9 + Espada - Remete para notas de rodapé
Dicionário do folclore brasileiro Standard Formas padrão
398+09+81+03 = 398.098103 Compre-hensive Works Obras gerais, sobre um assunto.

Ordem de citação da CDD A CDD é propriedade da OCLC (Online Computer


Assunto específico Library Center), que é responsável por sua atualização.
Aspecto geográfico
Atualmente, está na 23 edição.
Aspecto temporal
Forma
Classificação Decimal Universal (CDU)
Tabelas auxiliares da CDD
1 . T1 Subdivisões padrão – Forma CDU, Classificação Decimal Universal, é um sistema
2. T2 Subdivisões de área geográfica, períodos históricos e pes- de conceitos hierarquicamente estruturados em grandes
soas classes, destinado à classificação do conhecimento e
3. Subdivisões de literaturas individuais – Diversos detalhes da dos suportes físicos de seu registro, a que denominamos
literatura genericamente documentos.
Tabela 3-A Autores individuais Quatro grandes partes constituem a essência do Sistema:
Tabela 3-B Dois ou mais autores
um conjunto de dez Classes Principais de categorias do
Tabela 3-C Detalhes da tabela 3-B e do 808/809
4. T4 Subdivisões de línguas individuais conhecimento, a que se acrescentam dois grupos distintos
5. T5 Subdivisões raciais, étnicas, nacionais de Subdivisões Auxiliares: Comuns e Especiais, mais um
6.T6 Subdivisões de línguas Índice Alfabético relativo aos conceitos compreendidos
7.T7 Subdivisões de pessoas (foi excluída da CDD a partir da pelas Tabelas Principais e Auxiliares.
22 ed., de 2003, sendo agregada à subdivisão geográfica). Tem origem na CDD, Classificação de Dewey. Foi
desenvolvida por dois humanistas, Paul Otlet e Henry de
A CDD divide-se em quatro volumes: La Fontaine. Sua primeira edição é de 1905-1907. Seu
primeiro nome foi Manuel Du Répertoire Bibliographique
Vol. 1 Prefácio, Novas Características, In- Universel
trodução, Glossário, Índice para in-
trodução e glossário, Tabelas 1 - 7, Realo- Características
cação e redução, Tabelas Comparativas e
Equivalentes, Números Reusados. Decimalidade: o conhecimento está dividido em dez
classes.
Vol. 2 Esquemas 000 - 599 Universalidade: busca, por um lado, abranger o universo
Vol. 3 Esquemas 600 - 999 dos conhecimentos e, por outro, utiliza um sistema de
Vol. 4 Índice relativo, Manual, Divisão e Práticas símbolos e números conhecidos universalmente.
de Classificação da Biblioteca do Con- Caráter hierárquico: reflete a concepção do mundo
gresso. como uma unidade rigorosamente estruturada em partes
necessariamente subordinadas ao todo de que dependem e
PRINCIPAIS ABREVIATURAS, SINAIS E EXPRESSÕES de cuja natureza participam.
DA CDD Caráter analítico-sintético: a Classificação Decimal
Universal sabiamente concilia e equilibra as exigências e
s.s. Standard subdivision - Subdivisão padrão - tabela 1 os rigores dos esquemas hierárquicos com a multifacetação
area Area - Local - tabela 2 dos sistemas em que os diversos aspectos de um mesmo
lit.sub Literatures subdivisions - Subdivisões para literatura - assunto são tratados com o mesmo cuidado, ou com
tabela 3 o cuidado relativo à sua importância no contexto em
lang.sub. Language subdivision - Subdivisão para lín-
que ocorre, em razão dos pontos de vista e interesses
guas - tabela 4
r.e.n. Racial, ethnic, national groups - Grupos raciais, étnicos
divergentes dos usuários da informação nele contida.
e nacio nais - tabela 5
Síntese: é o mecanismo da CDU para a composição notações
lang. Languages - Línguas - tabela 6
compostas e complexas. Dá-se de três formas.
pers. Persons - Pessoas - tabela 7
A) dois ou mais números principais, de qualquer uma das dez
s.a See also - Ver também
classes, se combinam para representar um conceito novo.
spec.subj. Specific subject - Assunto específico
b) a um ou mais números da Tabela Principal são justapostos
[ ] Colchetes - Classificação usada em edições anteriores
( ) Parênteses - Preferência para classificar em outra classe outros pertencentes às tabelas Auxiliares para indicar
* Asterisco - Remete para notas de rodapé, que devem detalhes que elas representam.
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15
c) dois ou mais números das Tabelas Auxiliares se combinam enquanto o + adiciona números não consecutivos.
entre si para representarem de forma sintética conceitos se- Tabela Ib: RELAÇÕES
cundários diferentes e/ou múltiplos. Sinais: : (dois pontos). Subdividem com maiores detalhes um
número de Tabela Principal.
Ordem de citação: Também chamada de ordem horizontal, or- [ ] (colchetes), utilizados pela CDU com a função de delimitar
dena os elementos que irão formar a notação, ou número de clas- subconjuntos ou subgrupamentos, com a mesma função com
sificação da CDU. É importante lembrar que essa ordem é ap- que é utilizado na Álgebra, por exemplo.
enas sugerida, é opcional. E é o inverso da ordem vertical. Para :: (dois pontos duplos), empregados sempre que se pretende in-
gravar, a dica é: NA PO TEM RA LU FO LIN, onde: dicar a desnecessidade de inversão dos elementos do composto.
Tabela Id: AUXILIARES COMUNS DE FORMA
Ordem de Arquivamento, ou ordem vertical, ordena a locali- Sinal: (0...) (parênteses zero). Servem para representar carac-
zação dos livros nas estantes, por isso, chama-se ordem de ar- terísticas secundárias, formas, modos especiais de apresentação
quivamento. Ao contrário da ordem de citação, ela é obrigatória. dos documentos ou de tratamento do assunto.
Tabela Ie: AUXILIARES COMUNS DE LUGAR
ORDEM DE CITAÇÃO(NAPOTEMRALUFOLIN) Sinal: (1/9) (parênteses um a nove). Representa o lugar tratado
no documento.
Número CDU 1/9 Número da Tabela Principal
Tabela If: AUXILIARES COMUNS DE RAÇA E

NACIONALIDADE
.01/.09 Auxiliares Especiais com Ponto
SÍMBOLO: (=...) (parênteses igual). Representa a raça ou na-
Zero
cionalidade tratadas no documento.
-0/-9 Auxiliares Especiais com Hífen
Tabela Ig: AUXILIARES COMUNS DE TEMPO

SÍMBOLO: “...” (Aspas). Representa o tempo tratado no docu-
“...” Tempo
mento.

Tabela Ih: NOTAÇÕES QUE NÃO PERTENCEM À CDU
(=...) Raça
Subdivisão com asterisco. Sinal: * (asterisco). Informa que a no-

tação ou notações que se lhe seguem não pertencem ao Sistema
(1/9) Lugar
CDU.

Subdivisão alfabética. Sinal: A/Z (A barra Z). Detalha com pala-
(0...) Forma
vras (e não números, CDU ou outros) o assunto.

TABELA Ii: AUXILIARES COMUNS DE PONTO DE VISTA
= Língua
Sinal: .00 (ponto zero zero). Indica aspectos sob os quais um
assunto pode ser visto.
ORDEM DE ARQUIVAMENTO Quando, entretanto, os pontos de vista listados na tabela forem
+ ADIÇÃO insatisfatórios para representar a maneira de visualizar um
/ BARRA INCLINADA problema, pode-se lançar mão de qualquer uma das dez classes
5 NÚMERO PURO principais, utilizando-se seus conceitos sob a forma de pontos de
: DOIS PONTOS vista. Basta acrescentar ao símbolo .000. (ponto zero zero zero
:: DOIS PONTOS DUPLOS ponto) o número da Tabela Principal que se deseja representar
[ ] COLCHETES sob a forma de ponto de vista. (obs.:A tabela de ponto de
= IGUAL vista caiu em desuso, porém ainda é vez por outra pedida em
(0...) PARÊNTESES ZERO concursos)
(1/9) PARÊNTESES UM BARRA NOVE
(=...) PARÊNTESES IGUAL Subdivisões auxiliares especiais
“...” ASPAS Divididas em quatro categorias, têm a função de detalhar aspec-
* ASTERISCO tos de um assunto não cobertos por suas divisões principais ou
A/Z A BARRA Z (OU EXTENSÃO ALFABÉTICA) pelas Subdivisões Auxiliares Comuns.
.00 PONTO ZERO ZERO Auxiliares especiais -1/-9: denotam detalhes tais como elemen-
-03 HÍFEN ZERO TRÊS tos, técnicas, componentes, propriedades, estado e gênero dos
-05 HÍFEN ZERO CINCO assuntos representados pelos números principais, etc.
-1/-9 HÍFEN UM A HÍFEN NOVE Auxiliares especiais .01/.09: também denotam detalhes, apre-
.0 PONTO ZERO sentam maior riqueza de subdivisões. Teoria, estudos, proces-
‘ APÓSTROFO sos, atividades, características, ...
...1/...9 RETICÊNCIAS UM BARRA
Auxiliares especiais ‘1/’9: Mais do que uma Subdivisão Aux-
Tabelas Auxiliares iliar propriamente dita, como as duas anteriores, esta é, antes,
Tabela Ia: ADIÇÃO E EXTENSÃO um processo de síntese de duas ou mais subdivisões diretas de
Sinais: + (mais) e / (barra) respectivamente. Serve para adicion- um número principal, em que o . (ponto), da segunda subdivisão
ar números da tabela. A / (barra) adiciona número consecutivos, em diante, é substituído pelo apóstrofo, eliminando-se o radical
comum.
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Auxiliares especiais de dígitos finais: Também têm a função de relação mais estreita entre si.
aglutinação.
Identificam-se três tipos de vocabulários controlados:
Exemplos CDU Classificações bibliográficas (como CDU, CDD, CDDir,
BLISS), listas de cabeçalhos de assuntos (como o LCSH), e
347(81)(094.4) Código de Direito Civil brasileiro tesauros.
624.012 Estruturas de alvenaria
624.012.45 Estruturas de betão armado O que o indexador deve ler para fazer a indexação?
633.13-155(410)“18” Máquinas para colheita de aveia na Grã Título
Betanha no Século 19 Resumo (se houver)
681.3.04.071.8:025.3:05:07 Essenciais elementos de dados para Sumário
o intercâmbio de registros bibliográficos seriais. Introdução, frases e parágrafos de abertura de capítulos, e as
94(469.511):677”1781” - Real Fábrica de Laticínios de Por- conclusões;
talegre Ilustrações, gráficos, tabelas e legendas;
Palavras ou grupos de palavras que apareçam sublinhados ou
impressos com destaque.

INDEXAÇÃO Derivação X Atribuição


Indexação por derivação, ou derivada, ou derivativa, ou ainda,
Indexar é construir representações do conteúdo do documento por extração, palavras ou expressões que realmente ocorrem no
numa forma que se preste a sua inclusão em algum tipo de base documento são selecionadas para representar o seu conteúdo
de dados. temático. Uma forma primitiva de indexação derivada é o
Unitermo, que emprega apenas termos formados por uma única
Etapas da indexação: palavra tirada do documento.
Indexação por atribuição, ou atributiva, envolve a atribuição de
Em geral, as etapas são: termos ao documento a partir de uma fonte que não é o próprio
O conhecimento prévio do documento; documento.
A determinação de seu tema principal;
A identificação do elementos do conteúdo que devem ser descri- Exaustividade X Especificidade  Exaustividade: quantidade de
tos e a extração dos termos correspondentes; termos que descrevem um documento.
A verificação da pertinência dos termos escolhidos; Especifidade: quantidade de termos específicos que descrevem
A tradução do termos da linguagem natural para termos um documento.
correspondentes da linguagem documentária, se for o caso;
A verificação da pertinência da descrição; Precisão X Revocação
A formalização da descrição quando o sistema prevê regras es- Precisão: quantidade de documentos úteis encontrados. Ou,
peciais de apresentação ou de escrita. como coloca Lancaster, capacidade de evitar documentos
inúteis.
Para Lancaster:  Revocação (Recall): quantidade de documentos recuperados.
1. Análise conceitual é identificar os assuntos, os conceitos trata-
dos no documento. Pré-coordenação X Pós-Coordenação
2. Tradução é a conversão da análise conceitual num determi- Pré-coordenação: os termos já estão combinados no momento
nado conjunto de termos de indexação. da indexação, como nos Vocabulários controlados, nas Listas de
cabeçalhos de assunto e nas classificações bibliográficas.
Para Robredo: Pós-coordenados: os termos são combinados no momento da
I análise conceitual do conteúdo significativo do documento, ou busca.
seja, identificação do assunto;
II expressão desta análise através de um conjunto de palavras, Entre as formas de melhorar a indexação, destacam-se:
frases ou códigos que representem o assunto; Indexação ponderada: consiste em atribuir pesos aos termos, de
III tradução das descrições de assuntos relevantes para a lin- forma que o termo mais importante tenha mais peso na indexa-
guagem de indexação; ção.
IV organização das descrições padronizadas dos assuntos de Termo Peso
acordo com a sintaxe da linguagem de indexação. A 10
B 5
Vocabulários controlados: são essencialmente uma lista de ter- C 1
mos autorizados. Sua importância se deve a: 
Controlar sinônimos, optando por uma única forma padroniza- Elos entre termos: é um meio de evitar falsas associações. O
da, com remissivas para as outras. documento é segmentado em subdocumentos, cada um deles
Diferenciar homógrafos. referindo-se a um assunto separado ainda que os asuntos de cada
Reunir ou ligar termos cujos significados apresentem uma um estejam intimamente relacionados entre si.
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17
Oriente Médio, Nações Árabes, Líderes político, Israel, Egito registro temático da informação. Proporciona um contexto para
Opinião pública, Pesquisas por telefone, Estados Unidos, Ati- o termo.
tudes, Oriente Médio
Estados Unidos, Ajuda externa, Egito, Israel FATORES QUE INTERFEREM NA QUALIDADE DA IN-
Conferências de Paz, Oriente Médio DEXAÇÃO
Ligados ao Indexador Ligados ao vocabulário
Indicadores de função: têm como função evitar a relação in- Conhecimento do assunto Especifidade/Sintaxe
correta entre os termos. São códigos que tornam explícitas as Experiência Ambiguidade/Imprecisão
relações entre os termos. Concentração Qualidade do vocabulário de
Os elos e funções foram introduzidos na década de 1960. Capacidade de leitura e entradas
compreensão Qualidade da estrutura
KWIC(Keyword in context)|KWOC(KW out of context) Disponibilidade de instrumen-
São índices pré-coordenados. A diferença é que nos índices tos auxiliares afins
KWOC as palavras-chave são repetidas fora do contexto, usadas
como se fossem cabeçalhos de assunto. Há ainda o índice KWAC
Ligados ao documento Ligados ao “processo”
( Keyword and Context), cuja distinção do índice KWOC,
Conteúdo temático Tipo de indexação
segundo Lancaster (2004), não é muito útil.
Complexidade Regras e instruções
Língua e linguagem Produtividade exigida
Coerência na indexação
Extensão Exaustividade da indexação
Coerência interindexadores: quando vários indexadores concor-
Apresentação e sumari-
dam com a indexação.
zação
Coerência intra-indexador: quando o indexador concorda com
suas indexações anteriores.
Fatores ambientais Extraído, com adaptações, de:
Características dos índices pré-coordenados: Calor/Refrigeração
1. É difícil representar a multidimensionalidade das relações en- Iluminação LANCASTER. Indexação e
tre os termos. Ruído resumos. 2ed. Brasília: Briquet
2. Os termos somente podem ser listados numa determinada se- de Lemos, 2004. p. 89.
quência, o que implica que o primeiro é mais importante que os
demais. PMEST - São as 5 facetas (categorias) pensadas por Rangana-
3. Não é fácil, senão impossível, combinar termo no momento than para a Colon Classification (Classificação dos dois pontos).
em que se faz a busca. São elas:

SLIC (Selective Listing in Combination) é um programa que Personality - Personalidade


organiza a sequência de termos em ordem alfabética. Matter or property - Matéria
Energy - Energia
PRECIS (Preserved Context Indexing System) é um sistema de Space - Espaço
indexação de assuntos que emprega a pré-coordenação para o Time - Tempo

TESAURO BT Ciências Sociais Aplicadas


É um conjunto controlado de termos entre os quais se estabelecem NT Teoria da Classificação
relações hierárquicas e analógicas. Se é necessário, também são Métodos Quantitativos. Bibliometria
feitas relações de sinonímia com palavras da linguagem natural, Técnicas de Recuperação de Informação
e se aplicam a um campo particular do conhecimento. Processos de Disseminação da Informação
O tesauro tem a vantagem da especifidade, é flexível e eficaz
para descrever completamente a informação, mas na maioria Termo Ciência da Informação
dos casos requer um trabalho considerável. BT Ciências Sociais Aplicadas
NT Teoria da informação
Relação Genérico-Específica Relação de Equivalência Representação da Informação
TG TermoGenérico up usado por Economia da informação
TE TermoEspecífico USE para remeter ao termo Processos da Comunicação
preferencial RT Museologia

Relação Partitiva Termo Manuscrito


TGP TermoGenéricoPartitivo BT Fonte primária
TEP TermoEspecíficoPartitivo NT Códice
Relação Associativa
TA TermoAssociado FONTE: Tesauro em Ciência da Informação PUCMINAS
Termo Biblioteconomia (área de conhecimento)
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Resumos - NBR 6028 SERVIÇO DE REFERÊNCIA

Definições Contexto histórico:


“Foi o enorme incremento da indústria editorial e da alfabetização
2.1 palavra-chave: Palavra representativa do conteúdo do que provocou mudanças. Os estudos especializados expandiram-
documento, escolhida, preferentemente, em vocabulário se, com os livros sendo publicados sobre assuntos cada vez
controlado. mais específicos, e as bibliotecas aumentaram de tamanho.”
(GROGAN, 2001).
2.2 resumo: Apresentação concisa dos pontos relevantes de um
documento. A sua origem é decorrente de diversos fatores, são eles:
 mudanças dos padrões de conhecimentos com a explosão de
2.3 resumo crítico: Resumo redigido por especialistas com informações (multiplicação de artigos e livros científicos), bem
análise crítica de um documento. Também chamado de resenha. como a utilização de novas tecnologias (primeiras experiências
Quando analisa apenas uma determinada edição entre várias, com o computador);
denomina-se recensão.  crescimento do volume de publicações e incremento da
indústria editorial e da alfabetização;
2.5 resumo indicativo: Indica apenas os pontos principais do  possibilidade de comunicação entre pesquisadores;
documento, não apresentando dados qualitativos, quantitativos  criação de bibliotecas para reunir, armazenar, organizar e
etc. De modo geral, não dispensa a consulta ao original. disseminar as informações, bem como o aumento de tamanho;
 mais catálogos de assuntos, sistemas de classificação e ajuda
2.6 resumo informativo: Informa ao leitor finalidades, pessoal;
metodologia, resultados e conclusões do documento, de tal  contrato de especialistas que facilitassem o acesso às
forma que este possa, inclusive, dispensar a consulta ao original. informações solicitadas, tornando a busca eficiente e rápida,
aplicando recursos que produzissem inovações e oferecendo
3.1 O resumo deve ressaltar o objetivo, o método, os resultados assistência pessoal aos leitores (MARTINS; RIBEIRO, 1979;
e as conclusões do documento. A ordem e a extensão destes itens GROGAN, 2001).
dependem do tipo de resumo (informativo ou indicativo) e do
tratamento que cada item recebe no documento original. O primeiro trabalho sobre o SR data de 1876, tendo como
pioneiro Samuel Swett Green, teólogo e bibliotecário (EUA).
3.2 O resumo deve ser precedido da referência do documento,
com exceção do resumo inserido no próprio documento. Para Macedo (1990), o serviço de referência é a interface entre a
informação e o usuário mediado pelo bibliotecário de referência
3.3 O resumo deve ser composto de uma sequência de frases que apoiado em seus conhecimentos profissionais responde as
concisas, afirmativas e não de enumeração de tópicos. questões dos usuários.
Recomenda-se o uso de parágrafo único. O SR é a atividade responsável por identificar necessidades
de informação dos usuários e buscar soluções para atendê-las.
3.3.2 Deve-se usar o verbo na voz ativa e na terceira pessoa do O SR identifica essas necessidades a partir de métodos como
singular. observação e entrevista com o usuário e busca encontrar a
solução para elas nos recursos da biblioteca, inclusive recursos
3.3.3 As palavras-chave devem figurar logo abaixo do resumo, humanos. O SR é, em suma, um processo de pergunta-
antecedidas da expressão Palavras-chave:, separadas entre si por resposta, problema-solução, sempre em volta de uma questão
ponto e finalizadas também por ponto. de informação ou, melhor ainda, uma questão de referência
(NASCIMENTO NETO, 2006).
Deve-se evitar no resumo:
Aptidões do Bibliotecário de Referência
a) símbolos e contrações que não sejam de uso corrente; Inteligência, Precisão, Critérios, Conhecimento Profissional,
b) fórmulas, equações, diagramas etc., que não sejam Cortesia, Vigilância, Interesse no trabalho, Interesse nas pessoas,
absolutamente necessários; quando seu emprego for Cooperação, Presteza.
imprescindível, defini-los na primeira vez que aparecerem.
Quanto a sua extensão os resumos devem ter: Grogan e Nice Figueiredo colocam, respectivamente, 8 e 6
a) de 150 a 500 palavras os de trabalhos acadêmicos (teses, etapas ou passos para o processo de referência. O quadro abaixo
dissertações e outros) e relatórios técnico-cientifícos; relaciona os dois teóricos. Esses passos e etapas podem ocorrer
b) de 100 a 250 palavras os de artigos de periódicos; com o usuário, com o bibliotecário, ou com os dois ao mesmo
c) de 50 a 100 palavras os destinados a indicações breves. tempo.
Os resumos críticos, por suas características especiais, não estão
sujeitos a limite de palavras. Atributos dos Bibliotecários de referência, são de dois tipos:
Profissionais: instrução e talento para se comunicar.
Fatores que influem na extensão de um resumo: De caráter: imaginação, persistência, entusiasmo e devoção ao
serviço.
1. A extensão do item que está sendo resumido;
2. A complexidade do conteúdo temático; Os dois principais atributos pessoais do bibliotecário de
3. A diversidade do conteúdo temático; referência são: Criatividade e imaginação.
4. A importância do item para a intituição que elabora o resumo; Tipos de consulta de referência
5. A acessibilidade do conteúdo temático;
6. Custo. Consultas de caráter administrativo e de orientação espacial
7. Finalidade. Onde fica a secretaria?
Consultas de pesquisa
Consultas mutáveis
Consultas residuais
Como é que Jesus usava o cabelo?
Questões irrespondíveis
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Quantos homens lutaram na batalha de Hastings?


19
de dar maior assistência ao usuário, a coleção de referência conta
ainda com o apoio de outras fontes de informação não impressa,
“A finalidade do serviço de referência é permitir que as material especial para pessoas com deficiências, meio áudio
informações fluam eficientemente entre as fontes de informação e visual e base de dados automatizadas.
quem precisa de informações. Sem que o bibliotecário aproxime
a fonte do usuário, esse fluxo jamais existiria ou só existiria de Para que uma seção de referência se mantenha sempre viva é
modo ineficiente” (WHIATAKER apud GROGAN, 2001, p.8). necessário que se adquiram edições atualizadas e/ou suplementos,
Dessa forma, de maneira sucinta, temos: que se renovem as obras mais utilizadas e mantenha sempre
 Facilitar a procura de informações; renovadas as assinaturas bibliográficas, tudo levando em
 possibilitar a recuperação de informações; consideração a necessidade do usuário.
 aproximar o conhecimento às pessoas, permitindo sua
utilização;
 proporcionar esclarecimentos a quem deseja informação; SERVIÇO DE REFERÊNCIA DIGITAL
 apontar caminhos e apresentar formas de responder a
questionamentos; Serviço de referência iniciado eletronicamente, algumas vezes
 dar ao usuário condições para uma recuperação rápida e em tempo real, onde usuários utilizam computadores ou outras
eficiente; tecnologias de internet para se comunicarem com bibliotecários,
 solucionar necessidade de informação dos usuários. sem a presença física. Canais de comunicação frequentemente
usados na referência virtual incluem chat por videoconferência,
Entrevista de referência voz sobre IP, e-mail e mensagens instantâneas. Enquanto recursos
É o cerne do processo de referência. É onde o tema da consulta online são mais utilizados na provisão da referência virtual, o
tem de ser identificado, esclarecido e, se necessário, aprimorado. uso de recursos eletrônicos na busca por respostas não é por
Uma entrevista também pode ser necessária com finalidades si referência virtual. As questões de Referência virtual seguem
técnicas mesmo quando o assunto tenha sido delineado com por vezes por telefone, fax e e-mail, apesar desses modos de
suficiente precisão: o bibliotecário talvez precise saber qual a comunicação não serem considerados virtuais.
quantidade de informação que o consulente deseja e em que
nível. Talvez haja limitações de língua, período, formato ou A Online Computer Library Center (OCLC) (2005) divide
tempo que precisam ser determinadas. essas formas de dois modos: 1 – Referência digital assíncrona:
perguntas por e-mail e formulários web, em que o usuário
Grogan cita ainda os seis criados honestos de Kipling: submete uma consulta e o bibliotecário responde em outro
O quê, por quê, quando, como, onde e quem. momento. 2 - Referência digital síncrona: perguntas por chat ou
por voz sobre IP, em que o usuário e o bibliotecário comunicam-
As obras de referência dividem-se em dois grupos: se em tempo real.
*Obras gerais - com informações sobre todos os assuntos;
*Obras especializadas - com informação limitada a um
determinado assunto ou assuntos.
Nas obras de caráter geral a informação é apresentada de forma
sucinta, enquanto nas especializadas, a informação é extensa e
em muitos casos esgotam o assunto. Independente de como se
apresentam, elas são separadas do acervo geral da biblioteca.
Fazem parte da coleção os Atlas, as bibliografias, as biografias,
os catálogos coletivos, os dicionários, as enciclopédias, os guias e
manuais, os índices, as tabelas, entre outros. Ainda com o objetivo
Etapas (ou passos) do Processo de Referência para Grogan e para Figueiredo
Personagens da etapa Grogan Nice Figueiredo

1 - Usuário 1 - O PROBLEMA (pergunta)

2 - Usuário 2 - A NECESSIDADE DA INFORMAÇÃO (conhecimento


prévio)
3 - Usuário + Bibliotecário*
3 - A QUESTÃO INICIAL (descrição do problema) 1 - SELEÇÃO DA MENSAGEM
4 - Usuário + Bibliotecário 4 - A QUESTÃO NEGOCIADA (entrevista) 2 - NEGOCIAÇÃO

5 - Usuário + Bibliotecário 5 - A ESTRATÉGIA DE BUSCA (onde e o que consultar) 3 - ESTRATÉGIA DE BUSCA

6 - Bibliotecário 6 - O PROCESSO DE BUSCA (busca da informação) 4 - BUSCA

7 - Bibliotecário + Usuário 7 - A RESPOSTA (recuperação da informação) 5 - SELEÇÃO DA RESPOSTA

8 - Bibliotecário 8 -A SOLUÇÃO (resposta à pergunta) 6 - RENEGOCIAÇÃO

*Para Grogan esta etapa ocorre apenas no usuário. Porém, a questão será lançada a um bibliotecário de referência.
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20
FONTES DE INFORMAÇÃO
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de indexação e resumo contendo citações bibliográficas e outros


campos adicionais” e diretórios, “que contêm dados cadastrais
Representação Tradicional do Processo de Comunicação Humana sobre instituições, softwares etc”.
Já as de acesso aos textos completos podem ser várias. Sua
EMISSOR -------------- CANAL -------------- RECEPTOR organização em quatro tipos: bases de texto completo, bases de
dicionários, bases numéricas - com dados numéricos estatísticos
Canais de Comunicação - e bases de imagens/gráficos, que “[...] contêm, sob a forma
gráfica, fórmulas químicas, imagens de logotipo, desenhos ou
Não Estruturados – Informais figuras”.
Pessoa a Pessoa (face to face)
Privada - a uma ou várias pessoas conhecidas “As bibliotecas digitais combinam recursos tecnológicos e
De uma a várias pessoas (one to many) - modelo tradicional de informacionais para acessos remotos, quebrando barreiras físicas
aulas entre eles.” Oferecem vantagens, uma vez que ampliam o acesso
De várias a várias pessoas (many to many) - discussão em grupos, à informação, permitindo consultar o texto na íntegra de vários
listas em Internet tipos de documentos em formato digital. Além disso, podem
ser acessados pelos usuários a qualquer momento e de qualquer
Estruturados - Formais lugar.
De uma a várias pessoas (one to many) - tv de sinal aberto,
cinema, exposições, imprensa escrita, informação bibliográfica Bibliotecas digitais de teses e dissertações
De várias a várias pessoas (many to many) - discussão em grupos, As bibliotecas digitais de teses e dissertações são ferramentas de
listas em Internet. pesquisa em meio eletrônico e on-line, que contêm os trabalhos
oriundos de cursos de pós-graduação. As teses e dissertações são
Colégio invisível é um grupo de cientistas trabalhando em uma consideradas um tipo de literatura cinzenta, por não possuírem
pesquisa. Eles mantêm contato direto entre si e evitam os canais um sistema de publicação e distribuição comercial.
mais lentos de comunicação. Por isso tem esse nome, pois a
comunicação entre esses cientistas não é visível.
O que publicam os Diários Oficiais
Documentos como Fontes de Informação
Diário Oficial da União
Convencionais - Literatura branca - livros, artigos.
Não-Convencionais - Literatura cinzenta não é comercializada Seção 1 - Leis, decretos, resoluções, instruções normativas,
e, por isso, é de difícil acesso, como teses, relatórios, manuais. portarias e outros atos normativos de interesse geral.
Seção 2 - Atos de interesse dos servidores da Administração
Tipologia das Fontes de Informação Pública Federal.
Seção 3 - Contratos, editais, avisos e ineditoriais.
Fontes Primárias - informação nova ou original, não submetida a
interpretação ou condensação. Diário da Justiça
Fontes Secundárias - dados ou informação organizada segundo
esquemas determinados. Produtos de análise de fontes primárias Publicação de atos de caráter judicial dos Tribunais Superiores,
submetidas a descrição, condensação ou qualquer tipo de do Ministério Público da União, dos Conselhos Nacionais, dos
reorganização . Tribunais Regionais Federais, da Ordem dos Advogados do Brasil
Fontes Terciárias - recompilação da informação contida nas fontes – Conselho Federal e Seção do Distrito Federal, dos Tribunais
primárias e secundárias, dentro de um critério de organização Regionais do Trabalho-10ª Região e Eleitoral do Distrito Federal,
para torná-las mais acessíveis aos usuários. do Tribunal Marítimo, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal,
da Justiça Desportiva e aqueles decorrentes de determinação
As bases de dados são recursos que apresentam muitos modos de se legal emanados dos Tribunais de Justiça dos Estados (Comarcas).
pesquisar, com diversos pontos de acesso, possibilitando a busca
por campos específicos, como palavras-chave, pelo(s) nome(s) Cada Estado também publica seu Diário Oficial do Estado e
do(s) autor(es), utilizando-se de lógica booleana, escolhendo o seu Diário da Justiça do Estado. Porém, a organização varia de
período de cobertura, e outros recursos que permitem buscas Estado para Estado. Por isso, convém ler atentamente o programa
muito específicas, mais eficientes que os demais, como os índices para saber se será necessário estudar o Diário do Estado ou da
impressos utilizados anteriormente. União, ou mesmo os dois.
Normalmente, disponibilizam apenas as referências, mas também
podem trazer os textos completos dos documentos .
As bases referenciais dividem-se em dois tipos:
bibliográficas, que podem ser “versão eletrônica dos periódicos
Fontes primárias Fontes secundárias Fontes terciárias mais comuns
mais comuns Mais comuns
Bibliografias de bibliografias
Congressos e conferências Bases de dados e bancos de dados
Legislação Bibliografias e índices Bibliotecas e centros de informação
Nomes e marcas comerciais Biografias
Normas técnicas Catálogos de bibliotecas Atenção: Alguns teóricos colocam “livros”
Patentes Centros de pesquisa e laboratórios como fonte primária, outros como fonte
Periódicos Dicionários e enciclopédias secundária. Em recente concurso, a doutrina
Projetos e pesquisa em andamento Dicionários bilíngues e multilíngues aceita foi a do livro como fonte primária.
Relatórios técnicos Feiras e exposições
Teses e dissertações Filmes e vídeos
Traduções Fontes históricas
Livros Prêmios e honrarias
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Informação Jurídica
21
Portaria: Ato administrativo que consiste na determinação de
“Informação jurídica, sob o aspecto genérico, pode ser providências para o bom andamento do serviço público.
conceituada como qualquer dado ou fato, extraído de toda e Código: Na terminologia jurídica, significa coleção de leis. É a
qualquer forma de conhecimentos da área jurídica, obtido por denominação que se dá a todo conjunto de leis compostas pela
todo e qualquer meio disponibilizado e que pode ser usado, autoridade competente, normalmente poder Legislativo.
transferido ou comunicado sem a preocupação de estar integrado Consolidação: Reelaboração de material legislativo preexistente,
a um contexto. É um dado ou qualquer elemento identificado em dotado de nova redação e de unificação num só diploma
sua forma bruta que por si só não conduz a uma compreensão de legislativo. Ao contrário do código, a consolidação não inova,
determinado fato ou situação. apenas agrega, conformizando. Ex.: CLT.
Regimento: Insere normas de conduta ou estabelece a forma
Informação jurídica, sob o aspecto da documentação organizada, de ação e direção, instituídas para a boa ordem ou governo das
é o produto da análise dos dados existentes em toda e qualquer coisas.
forma de conhecimentos obtidos na área jurídica, devidamente Ordem de serviço: Ato administrativo de efeito interno, destinado
registrados, classificados, organizados, relacionados e a regular procedimentos para a execução de serviços ou tarefas.
interpretados dentro de um contexto para transmitir conhecimento Circular:Ato administrativo de caráter geral, uniforme. Diferente
e permitir a tomada de decisões de forma otimizada. A do aviso, que é privativo.
disponibilização desses dados, devidamente trabalhados, é feita
através de meios manuais/mecânicos/magnéticos aos interessados Fontes secundárias:
(Cecília Atienza Alonso, 1998).
Jurisprudência: Consiste no conjunto de decisões reiteradas de
Documentação jurídica juízes e tribunais sobre determinada tese jurídica, revelando o
“A reunião, análise e indexação da doutrina, da legislação, e de mesmo entendimento, orientando-se pelo mesmo critério e
todos os documentos oficiais e atos normativos e administrativos” concluindo do mesmo modo.
(Cecília Atienza, 1979).
Súmula: é o conjunto de decisões proferidas por um Tribunal.
A informação jurídica pode ser gerada, registrada e recuperada, Assim, é o conjunto de, no mínimo, três acórdãos, que adotam
basicamente, em três formas distintas: analítica (doutrina), uma mesma interpretação acerca de um determinado assunto.
normativa (legislação) e interpretativa (jurisprudência). São usadas, no direito brasileiro, como forma de uniformizar o
entendimento dos Tribunais, aumentando a segurança jurídica do
Fontes de informação jurídica sistema.

Fonte principal: É a Lei. É a norma geral, escrita, coercitiva, que Doutrina: é, na sua maior parte, elaboração teórica sobre outras
obedece um rito peculiar de elaboração, proveniente do processo fontes. É interpretação de autores, juristas e escritores acerca de
legislativo pela entidade competente. uma norma ou decisão jurídica.

Chama-se legislação a reunião de leis, isto é, o conjunto de Outras fontes secundárias do Direito: costumes, analogia,
diplomas legais ou disposição de autoridades em diversos níveis princípios gerais do Direito e a equidade (Barros, 2004).
de atuação.
Tipos de Fontes de informação jurídica
Formas de legislação
Primárias: uma vez que a fonte principal é a Lei, as fontes de
Constituição: é o texto fundamental que dispõe sobre a informação jurídica primárias são os diários oficiais, pois é onde
organização política, institui os poderes públicos, regula suas a Lei é publicada oficialmente.
funções e delineia os direitos e os deveres essenciais dos cidadãos
de uma nação soberana. Secundárias
Emendas Constitucionais: são textos que alteram parcialmente
disposições da Constituição vigente, a fim de torná-la mais viável, Livro jurídico: é um recurso informacional não seriado,
ou de incorporar-lhe disposições apropriadas ao desenvolvimento geralmente apresentado como um item completo em uma só
da Nação. parte ou que se pretende completar em número preestabelecido
Lei: Ordem geral obrigatória, que emanando de uma autoria de partes separadas. Entre as principais editoras brasileiras,
completamente reconhecida, é imposta coativamente à obediência destacam-se: Forense, Saraiva, Lex, Ltr (esta especializada em
de todos (Beviláqua). direito do trabalho), Malheiros, Fórum, Renovar, Manole, RT
Subdivide-se em: (Revista dos Tribunais), Juarez de Oliveira, Brasília Jurídica,
Lei Complementar: são espécies de Leis ordinárias, destina-se a Lumen Juris, Juruá, Juspodium, entre outras.
completar os dispositivos não executórios da constituição. Cartilhas e apostilas: São categorias de livros jurídicos mais
Lei Delegada: Lei que implica delegação de poderes, atribuída destinadas ao uso por participantes de concursos público. Em
pelo Congresso Nacional ao presidente da República ou à geral, abordam temas jurídicos de forma simplificada para quem
Comissão Especial do próprio Parlamento. não é operador do direito.
Lei Ordinária: é denominada simplesmente Lei. É votada Pergunta: Qual a diferença entre cartilha e apostila?
mediante processo ordinário.
Medidas provisórias: É uma medida baixada pelo Presidente da Periódicos jurídicos: O primeiro periódico publicado no Brasil,
República, com força de lei. É a sucessora do Decreto-Lei. logo após a criação da Imprensa Régia, foi a Gazeta do Rio de
Decreto: Ato administrativo emanado pelo Poder Executivo. Janeiro, que também foi o primeiro periódico jurídico, pois tinha
Decreto Legislativo: Visa regular matérias do Congresso uma função similar a de um Diário Oficial, que é publicar os atos
Nacional no âmbito administrativo. administrativos e jurídicos da corte.
Decreto reservado: São decretos que tratam de assuntos que não Em 1843 apareceu o primeiro periódico dedicado à doutrina, a
podem ser divulgados, por exemplo, os que tratam da segurança Gazeta dos Tribunaes, dos Juízos e Factos Judiciaes, do Foro e
nacional. da Jurisprudência.
Decreto Sem número: Atos do Poder Executivo de caráter
administrativo, mas interessado apenas a um grupo ou um
indivíduo, como nomeações, designações, etc.
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Vade-mécuns: Obras de referência de grande auxílio para quem Banco Central, que possibilita à autoridade judiciária encaminhar
trabalha na área jurídica. O termo vem do latim “vade mecum”, requisições de informações e ordens de bloqueio, desbloqueio e
“anda comigo”, e designa um compêndio que reúne as obras transferência de valores bloqueados.
básicas do direito para serem consultadas facilmente. Pode ser
genérico ou especializado. LEGIN - Sistema informatizado de Legislação - Na base de dados
do legislação “LEGIN - Sistema de Legislação Informatizada”,
Fontes de informação jurídica internacionais poderão ser consultados os textos de leis, decretos, decretos
legislativos, decretos-leis, medidas provisórias, dentre outros. É
Eur-Lex: Portal para o Direito da União Européia. Jornal oficial, da Câmara dos Deputados.
tratados, legislação, jurisprudência, documentos de interesse
público. BDJUR - A BDJur/STJ é uma iniciativa de acesso livre à
EJN - Rede Judiciária Europeia em matéria civil e comercial. informação. Integra o Consórcio BDJur, uma rede de bibliotecas
Inclui informações sobre os Estados-Membros, o direito digitais formada pelo Poder Judiciário e órgãos essenciais e
comunitário, o direito europeu e diferentes temas de direito civil auxiliares da Justiça. Sua missão é prover o acesso gratuito a
e comercial. informações jurídicas de interesse à sociedade, em formato
digital e inteiro teor. No repositório é possível encontrar doutrina,
Fontes de Informação Jurídica no Brasil legislação e jurisprudência, assim como palestras, discursos,
teses e outros materiais pertinentes à atividade judicante.
SILEG<http://sileg.sga.df.gov.br/sileg/>
A instituição do Sistema Informatizado de Legislação da Gestão A BDJUR utiliza o software DSPACE.
Administrativa - SILEG, representa importante e pioneiro passo
dado no âmbito do Governo do Distrito Federal na conquista A Rede Virtual de Bibliotecas - Congresso Nacional - RVBI -
para a democratização da informação, pois disponibiliza através originou-se da extinta Rede SABI - Subsistema de Administração
do mais moderno veículo de comunicação - a Internet - o acesso de Bibliotecas, iniciada em 1972. O esforço de criação da Rede
aos principais documentos que norteiam a área governamental SABI deveu-se especialmente ao pioneirismo de duas grandes
responsável pela gestão administrativa. Ou seja, de uma maneira bibliotecárias e ex-diretoras da Biblioteca do Senado Federal:
fácil e amigável, disponibiliza toda a legislação federal e distrital Maria Elisa Nogueira Loddo e Maria Lúcia Vilar de Lemos.
norteadora dos procedimentos operacionais nos campos de Durante seus 28 anos de funcionamento veio adaptando-
pessoal, administração de material, patrimonial, serviços gerais, se às inovações tecnológicas e técnicas para possibilitar a
comunicações administrativas e outros correlatos. Disponibiliza compatibilidade com outras redes e sistemas de informação.
os documentos que estabelecem as regras sobre direitos, deveres
e responsabilidade dos servidores públicos da administração A Rede SABI era um dos componentes do Sistema de Informação
direta, autárquica e fundacional do Distrito Federal. do Congresso Nacional - SICON. O SICON se fundamenta na
alimentação, processamento e manutenção de bases de dados
SILEG (Sistema de Informações Legislativas) CÂMARA: destinadas às atividades do Senado Federal e do Congresso
Busca proposições e projetos de leis. Nacional, englobando as áreas parlamentar, legislativa,
orçamentária e administrativa. Essas bases, por sua vez, se
SISLEX - O Ministério da Previdência Social desenvolveu compõem de vários registros interrelacionados e organizados de
o Sislex com o objetivo de organizar, manter e disponibilizar forma a atender às necessidades de informação dos usuários e a
para as diversas linhas de atuação dos seus órgãos, Banco de promover o intercâmbio e a interação dessas informações.
Dados como fonte integrada de consulta sobre Legislação
Previdenciária, de maneira a facilitar a interação com o usuário Em 2000, implantou-se o novo software de gerenciamento de
servidor, possibilitando maior eficiência e produtividade. bibliotecas denominado Aleph, que adota o mesmo formato
bibliográfico internacional usado pelo seleto grupo das
LEMA - A Base de Legislação do Ibama é alimentada pelo bibliotecas digitais. É com a implantação dessa nova tecnologia
CNIA - Centro Nacional de Informação, Tecnologias Ambientais de base de dados multimídia que nasce a RUBI.
e Editoração. A base apresenta referências dos atos legais,
normativos e administrativos relativos à área de meio ambiente O acervo registrado na base de dados bibliográficas da RVBI
e correlatas, emanados da esfera Federal, incluindo os Poderes tem como prioridade temática a área do Direito, especificamente
Executivo e Legislativo e os Órgãos da Administração Direta doutrina. Abrange, também, outras áreas das Ciências Humanas e
e Indireta. Armazena leis, decretos-leis, decretos, acordos, Sociais. Cada Biblioteca da Rede possui uma base administrativa
portarias, resoluções, convênios etc. com dados particulares de sua coleção, usuários, fornecedores,
etc.
LEXML: Trata-se de um portal especializado em informação
jurídica e legislativa. Pretende-se reunir leis, decretos, acórdãos, O Vocabulário Controlado Básico - VCB é a linguagem
súmulas, projetos de leis entre outros documentos das esferas documental adotada pela Rede Virtual de Bibliotecas –
federal, estadual e municipal dos Poderes Executivo, Legislativo Congresso Nacional – RVBI para manter a uniformidade da
e Judiciário de todo o Brasil: uma rede de informação legislativa indexação e da recuperação das informações de sua base de
e jurídica que pretende organizar, integrar e dar acesso às dados bibliográficos. Possui cerca de 9.500 descritores de todos
informações disponibilizadas nos diversos portais de órgãos do os campos do conhecimento cientifico, com destaque para as
governo na Internet. Ciências Sociais e Humanas e, neste campo, ênfase no Direito,
O LexML significa mais do que a unificação da informação refletindo as áreas de atuação das bibliotecas participantes da
legislativa e jurídica em um único portal: trata-se de uma infra- Rede.
estrutura que permitirá manipular eficazmente a gigantesca
quantidade de informações existentes no país. O LexML O Autorias Padronizadas - AUTR é um índice, em ordem
facilitará o acesso do cidadão à informação, cumprindo assim alfabética, das autorias padronizadas para pessoas, entidades,
o preceito constitucional que define o cidadão como o titular do congressos e conferências, tratados, planos e programas e títulos
direito de acesso à informação (CF, Art 5º, XIV), e contribuirá na uniformes na forma autorizada para registro na base de dados
agilização de processos judiciais, administrativos e legislativos. bibliográficos. Os critérios adotados para a escolha da forma
dos nomes são baseados nas regras do Código de Catalogação
Bacen-jud - É um sistema eletrônico de relacionamento entre o Anglo-Americano (AACR2), adotado pela RVBI.
Poder Judiciário e as instituições financeiras, intermediado pelo
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A Bibliografia Brasileira de Direito reúne referências


23
Colaboração Cochrane. O acesso à Biblioteca Cochrane através
bibliográficas de livros, artigos de revistas e outros textos afins, da BVS está disponível aos países da América Latina e Caribe,
publicados no Brasil em língua portuguesa, e inseridas na base de exclusivamente.
dados alimentada pelas bibliotecas que compõem a RVBI. LIS - O Localizador de Infornação em Saúde (LIS) é o portal
da Biblioteca Virtual em Saúde que contém o catálogo de fontes
No período de 1978 a 1985, a BBD era editada pelo Instituto de informação em saúde disponíveis na Internet e selecionadas
Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT). Em segundo critérios de qualidade. Descreve o conteúdo destas
1986, o IBICT, empenhado em estimular a produção e edição, de fontes e oferece links para elas na Internet.
forma descentralizada, das bibliografias nacionais especializadas A metodologia LIS é resultado da cooperação entre o Centro
por áreas do conhecimento, enviou consulta à Biblioteca Nacional de Información de Ciencias Médicas (CNICM), a
Acadêmico Luiz Viana Filho, do Senado Federal, sobre a Red Telemática de Salud de Cuba (INFOMED) e a BIREME.
possibilidade desse órgão assumir a responsabilidade pela edição A metodologia segue normas e formatos internacionais adotados
regular da BBD, incluindo o controle bibliográfico retrospectivo em bibliotecas e centros de documentação. É baseada no GILS
relativo aos anos em que a Bibliografia esteve interrompida. (Global Information Locator Service) e no formato Dublin Core,
com alguns campos de dados adicionais.
Desde então, a Biblioteca do Senado passou a editar regularmente
a BBD. A partir de 1994, passaram a ser incluídos artigos de DeCS - O vocabulário estruturado e trilíngue DeCS - Descritores
jornais do Caderno de Direito e Justiça, do Correio Braziliense, em Ciências da Saúde foi criado pela BIREME para uso na
de autoria de renomados juristas brasileiros, com o objetivo de indexação de artigos de revistas científicas, livros, anais de
acrescentar esse tipo de material até então ausente de bibliografias congressos, relatórios técnicos, e outros tipos de materiais, assim
especializadas. como para ser usado na pesquisa e recuperação de assuntos da
literatura científica nas bases de dados LILACS, MEDLINE e
Fontes na área de Saúde outras.
BIREME - BIREME é um Centro Especializado da OPAS - Periódicos
Organização Pan-Americana de Saúde, estabelecido no Brasil
desde 1967, em colaboração com Ministério de Saúde, Ministério Periódicos CAPES - O Portal .periodicos. CAPES oferece
da Educação, Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo e acesso aos textos completos de artigos de mais de 11.419 revistas
Universidade Federal de São Paulo. Sua missão é contribuir com internacionais, nacionais e estrangeiras, e a mais de 90 bases
o desenvolvimento da saúde fortalecendo e ampliando o fluxo de de dados com resumos de documentos em todas as áreas do
informação em ciências da Saúde. conhecimento. Inclui também uma seleção de importantes fontes
de informação acadêmica com acesso gratuito na Internet. O
BVS - Biblioteca Virtual em Saúde. A BVS, como biblioteca, é uso do Portal é livre e gratuito para os usuários das instituições
uma coleção descentralizada e dinâmica de fontes de informação participantes. O acesso é realizado a partir de qualquer terminal
que tem como objetivo o acesso equitativo ao conhecimento ligado à Internet localizado nas instituições ou por elas autorizado.
científico em saúde. Esta coleção opera como rede de produtos
e serviços na Internet, de modo que satisfaça progressivamente SCIELO - A Scientific Electronic Library Online - SciELO é
às necessidades de informação em saúde de autoridades, uma biblioteca eletrônica que abrange uma coleção selecionada
administradores, pesquisadores, professores, estudantes, de periódicos científicos brasileiros.
profissionais, dos meios de comunicação e do público em geral. A SciELO é o resultado de um projeto de pesquisa da FAPESP
Distingue-se do conjunto de fontes de informação disponíveis - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo,
na Internet por obedecer a critérios de seleção e controle de em parceria com a BIREME - Centro Latino-Americano e do
qualidade. Caribe de Informação em Ciências da Saúde. A partir de 2002,
A BVS constitui-se em um espaço comum entre usuários, o Projeto conta com o apoio do CNPq - Conselho Nacional de
intermediários e produtores de informação. Fundamenta-se no Desenvolvimento Científico e Tecnológico.
paradigma de informação estabelecido pela Internet, no qual O Projeto tem por objetivo o desenvolvimento de uma metodologia
o usuário interatua com redes de fontes de informação e com comum para a preparação, armazenamento, disseminação e
outros usuários. A principal consequência deste paradigma é a avaliação da produção científica em formato eletrônico.
confluência na Internet e, em particular na BVS, das funções
e atividades de produção, intermediação e uso das fontes de Livre! - LivRe! é o portal desenvolvido pela CNEN - Comissão
informação. Nacional de Energia Nuclear, através do CIN - Centro de
LILACS - A base de dados LILACS (Literatura Latino- Informações Nucleares, para facilitar a identificação e o acesso a
Americana e do Caribe em Ciências da Saúde) é produzida de periódicos eletrônicos de acesso livre na Internet.
forma cooperativa pelas instituições que integram o Centro Os periódicos incluem revistas científicas (journals), revistas de
Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências divulgação científica (magazines) e boletins técnicos (bulletins/
da Saúde e é coordenada pela Bireme. Contém referências newsletters).
bibliográficas na área da Saúde publicadas nos países da América
Latina e do Caribe, desde 1982. Contém 605 revistas da área de Saber - Portal do conhecimento da USP. Disponibiliza Teses e
Saúde, abrangendo mais de 290 mil registros. Dissertações da Universidade.
MEDLINE - MEDLINE é uma base de dados da literatura
internacional da área médica e biomédica, produzida pela NLM Nou-rau - Não é uma fonte de informação, e sim um software
(National Library of Medicine, USA) e que contém referências desenvolvido para a Biblioteca Digital da UNICAMP. O Rau-tu
bibliográficas e resumos de mais de 5.000 títulos de revistas é também um software da mesma biblioteca, que cria um fórum
publicadas nos Estados Unidos e em outros 70 países. Contém onde colaboradores voluntários possam responder perguntas dos
referências de artigos publicados desde 1966 até o momento, visitantes.
que cobrem as áreas de: medicina, biomedicina, enfermagem,
odontologia, veterinária e ciências afins. A atualização da base PROSSIGA - Criado em 1995, o programa Prossiga tem por
de dados é mensal. objetivo promover a criação e o uso de serviços de informação
COCHRANE - A Biblioteca Cochrane consiste de uma coleção na Internet voltados para as áreas prioritárias do Governo
de fontes de informação atualizada sobre medicina baseada em Federal, assim como estimular o uso de veículos eletrônicos de
evidências, incluindo a Base de Dados Cochrane de Revisões comunicação pelas comunidades dessas áreas.
Sistemáticas - que são revisões preparadas pelos Grupos da O Prossiga é um programa que oferece metodologias consolidadas
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de organização e tratamento da informação em ambiente web. química, cujas consequências se refletem nas propriedades
Suas metodologias são utilizadas quando uma instituição decide químicas e físicas do papel.
estabelecer uma parceria com o IBICT para organizar e difundir Hemiceluloses: As hemiceluloses também são polímeros de
seus conteúdos temáticos glicose, porém diferem da celulose por constituírem-se de cadeias
de moléculas curtas e ramificadas. Devido às suas características,
Biblioteconomia e Ciência da Informação as hemiceluloses são responsáveis por diversas propriedades de
pastas celulósicas, sendo por isso exploradas na fabricação de
LISA - Library and Information Science Abstracts é uma diferentes tipos de papéis.
ferramenta de indexação e resumos para profissionais
bibliotecários e outros profissionais da informação. Lignina: A lignina é um polímero natural, amorfo e de
Os seus abstracts cobrem atualmente 440 periódicos de 68 países, composição química complexa, que confere solidez às fibras
em 20 idiomas diferentes. de celulose. Embora abundante nos vegetais, a lignina não é a
mesma para todos. A lignina, devido à sua reatividade química,
INFOBILA - A base de dados INFOBILA (Informacion y pode tornar-se fortemente colorida, o que explica o progressivo
Bibliotecologia Latinoamericana) oferece informação sobre amarelecimento dos papéis.
biblioteconomia, documentação, informação, arquivologia e Aditivos: Os aditivos são materiais que se juntam em pequenas
temas relacionados e pode ser consultada via Internet no site quantidades para conferir determinadas características dos
do Centro Universitario de Investigaciones Bibliotecologicas. papéis. Dentre os aditivos incluem-se as cargas - destinadas a
Contém cerca de 12 mil registros. dar opacidade, lisura e printabilidade aos papéis - e agentes de
Os dados da base são fornecidos por uma rede regional de colagem - que atuam como aglomerantes de fibras celulósicas.
cooperação da qual participam instituições de vários países Como exemplos de cargas citam-se o caulim e o carbonato
latino-americanos, entre eles, o Brasil. de cálcio. Por outro lado, os agentes de colagem podem ser
de natureza ácida - à base de resinas derivadas do breu -, e de
ELIS - é repositório de acesso aberto para documentos científicos natureza alcalina - à base de substâncias reativas com a celulose
ou ténicos sobre biblioteconomia, ciência da informação e na presença de carbonato de cálcio.
tecnologia, e áreas correlatas. Utiliza o software Eprints. Corantes e pigmentos: Nesse grupo estão as substâncias
destinadas ao acabamento cromático de papéis, de acordo com
Outras Bases suas finalidades de utilização, ou seja, o mercado consumidor.
Outros materiais: Nesse contexto incluem-se diversos
ERIC - ERIC - Education Resources Information Center - é uma materiais responsáveis pelas propriedades físicas e químicas
biblioteca digital de pesquisa e informação em educação. dos papéis. Dentre esses citam-se amidos, retentores de carga,
A coleção de ERIC inclui registros de mais de 1,2 milhões itens, antiespumantes, bactericidas, fungicidas, etc.
indexados a partir de 1966.
Agentes de deterioração do papel
Web of Science - Importante base de informações nas áreas das
ciências, ciências sociais, artes e humanidade. Traz 9.300 jornais Biológicos: Dentre os agentes de degradação de acervos
de pesquisa mais prestigiosos e de alto impacto do mundo. documentais, os agentes biológicos, notadamente insetos, fungos
Através do Century of Science™ (século da ciência), é possível e roedores, constituem certamente ameaças sérias devido aos
acessar conteúdos científicos multidisciplinares datados desde danos que podem gerar, por vezes irreparáveis. Em razão disso,
1900. vigilância e controle de proliferação devem constituir um cuidado
permanente dentro da política de preservação de acervos.
ARC – A Cross Archive Search Service: projeto desenvolvido
pela Old Dominion University Digital Library Research Group Químicos: acidez do papel, tintas, poluição.
(ODU) que utiliza softwares livres e o modelo OAI. Físicos: luminosidade, temperatura, umidade.
Metalis: provedor de serviço para a área de Biblioteconomia e
Ciência da Informação baseado em software livre e protoloco Ação humana: Os critérios para se manusear um documento
OAI. (livro, gravura, mapa, etc.) são determinantes de sua vida útil e de
OAIster: projeto da University of Michigan Digital Library sua permanência. Recomenda-se, portanto, a adoção de normas e
Production Service que faz a coleta de metadados de repositórios procedimentos básicos que contribuirão consideravelmente para
temáticos ou institucionais que adotam o modelo OAI. melhor conservação do acervo.
• Manter sempre as mãos limpas.
Repositórios: de caráter institucional, pessoal ou de comunidades • Usar ambas as mãos ao manusear gravuras, impressos, mapas,
que podem ser especializadas ou gerais. etc., sobre superfície plana.
Provedores de Serviços ou Serviços Agregadores: constituídos • Documentos, gravuras, etc. Nunca devem ser colocados
de serviços comerciais ou oferecidos pela comunidade, como o diretamente uns sobre os outros sem uma proteção. Recomenda-
OAIster ou financiados por agências de fomento. se o uso de algum papel neutro de baixa gramatura para separá-
las, pois os aditivos químicos de um poderão atingir o outro pelo
efeito de migração.
• Ter controle quanto ao uso de colas plásticas (PVA), devido ao seu
PRESERVAÇÃO E CONSERVAÇÃO teor de acidez, que por vezes geram manchas comprometedoras.
Optar sempre que possível pelo
Constituintes do Papel uso da cola metilcelulose.
Celulose: A celulose é o principal componente de matéria fibrosa • Nunca umedecer os dedos com saliva ou qualquer outro tipo de
que constitui a estrutura do papel. É um polímero linear à base de líquido para virar as páginas de um livro, pois, esta ação pode
glicose. A celulose é sintetizada pelos vegetais através do processo desencadear reações ácidas (manchas) comprometedoras. O
de fotossíntese -reação química entre dióxido de carbono e água ideal é virar a página pelo parte superior da folha.
na presença de clorofila e luz. A celulose é insolúvel em água, Quanto à colocação de carimbos de propriedade da instituição,
porém apresenta grande afinidade com ela. Essa característica é seção, etc., em obras de seu acervo, observar as seguintes normas:
responsável pelos movimentos de contração e alongamento do • Aplicar o carimbo no verso da folha de rosto dos volumes;
papel devido às variações de umidade relativa no ambiente que
circunda o acervo documental. Além da afinidade com a água, Métodos de conservação
a celulose se caracteriza por apresentar uma grande reatividade
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Fumigação: ato de exterminar todos os organismos vivos 


25
instalação de um bom sistema de detecção de incêndio e
que afetam acervos documentais, por meio da volatização de sinalização;
substâncias específicas em câmaras herméticas.  instalação de um sistema de aspersão automático
(sprinklers) para todo o ambiente.
Higienização: Este tratamento é de fundamental importância para
um acervo bibliográfico e documental. Dentre todas as vantagens Esses conceitos estão nos cadernos técnicos, podem ser
que apresenta, há uma, ou seja, a eliminação do máximo possível encontrados no site do Projeto Conservação Preventiva em
de todas as sujidades extrínsecas às obras, que é inerente ao Bibliotecas e Arquivos CPBA, que tem o objetivo de ampliar o
seu próprio desenvolvimento e tem um caráter de destaque, na conhecimento da preservação dos acervos documentais por meio
medida em que compõe uma sistemática de limpeza de volumes de um programa de informação e intercâmbio. Suas atividades se
e estanterias. realizam em cooperação com um grande número de instituições.
<http://www.cpba.net/> [Publicações]
Reestruturação: Este tratamento destina-se, objetivamente, a
redispor e ordenar as partes que compõem uma obra encadernada, São mais de 50 cadernos técnicos focando em cada ponto
podendo ser aplicado também a álbuns fotográficos; como específico da preservação, como: armazenagem e manuseio,
também à execução dos remendos, enxertos e consolidações que administração de emergências, planejamento e prioridades etc.
se façam necessários, ao resgate estrutural destes, enquanto bens
culturais. ATENÇÃO

Acondicionamento: Como o nome indica, é o acondicionamento Para uma boa conservação do papel, do ponto de vista químico
de documentos (livros, fotografias, etc.) em caixas e envelopes e físico, aconselha-se manter a temperatura entre 18 e 22oC e a
apropriados. umidade relativa entre 45 e 55%. A medição desses índices pode
ser feita através da utilização de aparelhos termohigrômetros e
Alguns conceitos: devem ser realizadas diariamente.

Síndrome do vinagre, para Reilly (1997), é uma forma lenta


de deterioração. Praticamente toda grande coleção de filmes já
sofreu perdas devido à síndrome do vinagre, e muitas outras
perdas são esperadas no futuro. Os principais sintomas deste ERGONOMIA (NR 17)
problema são o odor de vinagre, o descolamento da emulsão, o
estado quebradiço e o encolhimento do filme. Para a definição de ergonomia é interessante colocar a da
Associação Internacional de Ergonomia - IEA e outros autores.

Migração ácida: transferência da acidez de um material ácido A IEA, através da tradução da ABERGO, dá a definição para
para outro não ácido (ou com grau menor de acidez), quando os ergonomia tradução: “A Ergonomia (ou Fatores Humanos) é uma
dois materiais estão juntos. disciplina científica relacionada ao entendimento das interações
entre os seres humanos e outros elementos ou sistemas, e à
PH - valor tomado para representar o grau de acidez ou aplicação de teorias, princípios, dados e métodos a projetos a
alcalinidade de um material, grandeza associada à concentração fim de otimizar o bem estar humano e o desempenho global do
do íon de hidrogênio. sistema.”

Sílica-gel: grãos de sílica especialmente preparados para serem Para alguns autores existem dois tipos de ergonomia:
utilizados como auxiliares na absorção de umidade de ambientes
de pouca dimensão. 1 - ergonomia de correção: procura melhorar as condições de
trabalho já existentes, normalmente tem eficácia limitada e é
Velatura: ato de colar sobre o verso de documentos executados onerosa do ponto de vista econômico;
sobre suporte de papel uma folha de papel japonês com o uso
de cola metilcelulose, tendo o objetivo de conferir-lhe maior 2 - ergonomia de concepção: procura introduzir os conhecimentos
resistência física. sobre o homem desde o projeto do posto de trabalho, instrumento,
máquina ou sistemas de produção.
Termoigrôgrafo e Termoigrômetro: aparelhos para medição de
temperatura e que, no processo de medição, entra em equilíbrio Dois objetivos da ergonomia:
térmico com o ambiente.
Garantir a eficácia e a eficiência com os quais o trabalho e outras
Higrômetro: instrumento utilizado para medir a umidade de um atividades são conduzidos, p. ex. melhoria da conveniência no
ambiente. uso, redução de erros e aumento da produtividade
(SOARES, 2007)
Incêndio:
Trinkley (2001) diz que embora não se possa criar nenhuma A Ergonomia estuda os diversos fatores que influem no
instituição completamente segura contra incêndios, a melhor desempenho do sistema produtivo e procura reduzir as suas
proteção envolve a integração de sete elementos no planejamento: consequências nocivas sobre o trabalhador (Iida, 2005)
 utilização de construção resistente ao fogo ou à prova de
fogo; Dul e Weerdemeester (1995) apresentam vários aspectos
 compartimentalização da biblioteca e instalação de estudados pela ergonomia: a postura e os movimentos corporais,
paredes e portas corta-fogo; fatores ambientais, fatores informacionais e controles e tarefas.
 eliminação de condições para correntes de ar verticais;
 utilização mínima de materiais combustíveis em Estuda vários aspectos da estrutura corporal do homem, dentro
acabamentos e equipamentos internos; de suas atividades, como:
 instalação de dispositivos de proteção, como portas de
incêndio automáticas, dutos de circulação de ar com fechamento Postura Sentado, em pé, empurrando, puxando e levantando
da ventilação e extintores de incêndio portáteis apropriados; pesos;
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Fatores ambientais: ruídos, vibrações, iluminação, clima agentes elementos, planejado para facilitar a descrição de recursos
químicos; informações captadas pela visão, audição e outros eletrônicos. Suas principais características deste padrão são
sentidos. a simplicidade na descrição dos recursos, o entendimento
semântico universal (dos elementos), o escopo internacional
e a extensibilidade (o que permite adaptações às necessidades
adicionais de descrição).

1. Title: Título
2. Creator: Criador
3. Subject: Assunto
4. Description: Descrição
5. Publisher: Publicador
6. Contributor: Contribuidor
7. Date: Data
8. Type: Tipo
9. Format: Formato
10. Identifier: Identificador
11. Source: Origem
12. Language: Idioma
13. Relation: Relação
14. Coverage: Abrangência
15. Rights: Direitos

As funções dos metadados são:


Postura ergonômica Ajudar o usuário a identificar os recursos digitais;
Fonte: http://www.ccohs.ca/products/publications/pdf/office_ Ajudar os usuários a conhecer as condições de acesso aos
ergo_port.pdf. recursos selecionados;
Ajudar os usuários a utilizar os recursos digitais;
Antropometria Ajudar o gestor do recurso digital na atividade de preservação.
É uma disciplina que estuda as dimensões do corpo humano.
“A antropometria ocupa-se das dimensões e proporções do corpo Os metadados são classificados em três tipos conceituais:
humano” (Dul & Weerdmeester, 1998). Metadados descritivos: usados para a indexação, a identificação
e a recuperação de recursos digitais;
Biomecânica Metadados estruturais: informação empregada para visualização
A biomecânica ocupacional trata dos movimentos corporais e e folheio dos recursos digitais que inclui também a organização
forças relacionadas ao trabalho interna do recurso.
Metadados administrativos: representam a informação para
“Muitos produtos e postos de trabalho inadequados provocam gestão do objeto digital, que inclui a informação da qual o
tensões musculares, dores e fadiga”. (Iida, 2004) usuário precisa para ter acesso ao recurso.

LER/DORT Os metadados são utilizados de três maneiras:


Lesões por Esforços Repetitivos / Distúrbios Osteomusculares
Como metaetiquetas (meta tags) no cabeçalho de documentos
Relacionados ao Trabalho. São lesões ou traumas(muscular,
html;
esqueléticos) causados por atividades. Como um arquivo separado de matainformação, por exemplo, a
ficha catalográfica de um livro;
O conceito de DORT, por si só, já apresenta a origem do Como sistema distribuído de informação baseado em mecanismo
problema: o trabalho. de busca e vinculados ao download do documento, se isso for
permitido.
Os metadados que são empregados ou interessam às bibliotecas
Metadados e Dublin Core são:

Pode-se definir metadados como dados codificados e estruturados MARC: formato bibliográfico (apenas o USMARC descreve
que descrevem a característica de recursos de informação, sejam recursos digitais);
eles produtos ou serviços. Elementos como autor, título, assunto, TEI: Text Encoding Iniciative;
são exemplos de metadados e podem ser usados para descrever EAD: Encoded Archive Description baseado na SGML;
tanto um livro em um catálogo de uma biblioteca on line ou não, ONIX: Online Information Exchange, desenvolvido por editoras
quanto para descrever uma home page, uma base de dados ou para as publicações digitais na rede;
qualquer outro recurso eletrônico em ambiente web. DC: Dublin Core metadata;
MODS: Metadata Object and Description Schema, elaborado
Os metadados são importantes na organização, gestão, pela Library of Congress, é considerado uma ponte entre o
recuperação da informação digital, principalmente, e na MARC 21 e o Dublin Core.
descoberta de recursos, ou seja, possibilitam a busca de recursos METS: Metadata Encoding and Transmission Standard,
de informação por critérios relevantes, identificação de recursos, elaborado também pela LC, é um esquema baseado na XML, que
agrupamento de recursos similares, diferenciação de recursos permite a transmissão (ou vinculação) no conjunto de metadados
não similares e a obtenção de informação de localização. A descritivos, administrativos ou estruturais relativo ao recurso
descrição de recursos por meio de metadados permite que eles digital.
sejam compreendidos por programas, sendo, pois, essenciais à SGML (Structured Generalized Markup Language) é
interoperabilidade entre aplicações e ao compartilhamento de reconhecida pelo ISO como norma para descrição da estrutura
dados entre sistemas. lógica de documentos;
O Dublin Core é um padrão de metadados, composto por 15 XML (eXtensible Markup Language) é uma linguagem que
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possibilita que cada um crie uma linguagem de formatação final da década de 70.
27
própria que, pelo fato de atender às SGML específicas, possui a Intranet
característica de ser inteligível por todos. Rede tipo lan ou han interna a uma empresa ou conjunto de
empresas e que se utiliza de recursos semelhantes aos dispositivos
INFORMÁTICA na Internet.
Software Extranet
Conjunto de programas destinados a executar uma função Internet exclusiva entre cliente e fornecedor, que permite a mais
específica ou um conjunto de funções. Também é definido como precisa complementação das ações de business to business.
um conjunto de programas, procedimentos, regras e qualquer
documentação associada com a operação de um sistema de Teclas de atalhos
processamentos de dados. Alt + Esc: Alterna entre janelas na ordem em que foram abertas
Exemplo: Nero (gravação de CD e DVD), Mozila Firefox Alt + F4: Fecha programa
(navegador da internet, como Internet Explorer, Ópera etc.). Alt + espaço, depois N ou X: Minimiza ou maximiza janela
Hardware Ctrl + Esc: Abre menu Iniciar
O hardware, material ou ferramental, é a parte física do Ctrl + Z: Desfaz última ação
computador, ou seja, é o conjunto de componentes eletrônicos, Ctrl + Shift + Esc Abre o Gerenciador de Tarefas do Windows
circuitos integrados e placas, que se comunicam através de F1: Abre a ajuda
barramentos. F2: Renomeia o item selecionado
Exemplo: Placa mãe, HD, processador etc. F3: Realiza pesquisa
Dispositivos de entrada Print Screen: Captura tela
São dispositivos que fornecem dados para operações em um Alt + Print Screen: Captura somente janela ativa
programa, também chamados de unidades de entrada. Shift: Ao inserir CD-ROM no drive, evita que ele seja reproduzido
Exemplo: Teclado, mouse, scanner, webcam, microfone, leitor de automaticamente
código de barras, pendrive, Máquina fotográfica digital, joystick Shift +F10: Equivale ao clique com o botão direito do mouse
e outros acessórios de jogos. Shift + Tab: Retrocede entre itens de um documento
Dispositivos de saída Tab: Avança entre itens de um documento
São dispositivos que exibem dados e informações processadas Alt + Enter Abre janela de “Propriedades” para item selecionado
pelo computador, também chamados de unidades de saída. Alt + Tab Abre janela para seleção dentre programas abertos
Exemplo: Monitor, impressora, caixas-de-som, placa gráfica, Alt + F4 (na área de trabalho) Abre a caixa de diálogo do “Iniciar/
projetor de vídeo. Desligar” do Windows ou fecha alguma janela que estiver aberta
Dispositivos de entrada e saída Ctrl + R (ou tecla F5) Atualiza a página ou janela aberta
Também chamados dispositivos híbridos Shift + Delete Apaga permanentemente arquivo (não envia para
Exemplo: disco rígido, disco flexível ou disquete, monitor a ‘Lixeira’)
sensível a toques, joystick vibratório etc.
Obs: Vale salientar que existem também monitores sensíveis Operadores Booleanos
ao toque e são muito usados em caixas de banco, quiosques Os operadores booleanos são, em algumas situações, substituídos
multimídia, computadores de mão, e vários outros equipamentos. por símbolos.
São os chamados Touch Screen. Assim, seriam também Abaixo segue um pouco das estruturas desses símbolos booleanos.
dispositivos de entrada e saída. NOT representa o (NÃO) Serve para excluir os termos que nós
Mas, para efeito de concursos, é bom considerar mesmo o especificamos na hora da busca.
monitor como dispositivo de saída de dados. Dependendo, claro, AND representa o (E) recupera todos os termos especificados no
da questão. mesmo registro, ou seja, efetua intersecções entre eles.
Sistemas operacionais OR representa o (OU) recupera documentos com uma das
Windows: Sistema operacional pago e fechado, desenvolvido palavras ou as duas.
pela Microsoft, empresa de Bill Gates. Algumas versões são:
Windows 98, windows 2000, windows ME, windows XP e Software livre
windows Vista. Open source ou software livre são softwares que obedecem às
Linux: é um sistema operativo baseado na arquitectura Unix. seguintes regras da Open Source Initiative (OSI):
Foi desenvolvido por Linus Torvalds, inspirado no sistema
Minix. O Linux é um dos mais proeminentes exemplos de 1. Distribuição livre
desenvolvimento com código aberto e de software livre. O seu 2. Código fonte
código fonte está disponível sob licença GPL para qualquer 3. Trabalhos Derivados
pessoa utilizar, estudar, modificar e distribuir de acordo com os 4. Integridade do autor do código fonte
termos da licença. Algumas disctribuições são: Debian, Morphix, 5. Não discriminação contra pessoas ou grupos
Kurumin e Ubuntu. 6. Não discriminação contra áreas de atuação
Internet 7. Distribuição da Licença
Desenvolvida pela empresa ARPA (Advanced Research and 8. Licença não específica a um produto
Projects Agency) em 1969, com o objetivo de conectar os 9. Licença não restrinja outros programas
departamentos de pesquisa, esta rede foi batizada com o nome 10. Licença neutra em relação a tecnologia
de ARPANET.
No Brasil, a internet, teve seu início em 1991 com a RNP (Rede Softwares livres não são exatamente softwares gratuitos!
Nacional de Pesquisa), uma operação acadêmica subordinada ao
MCT (Ministério de Ciência e Tecnologia). Até então, liberada Destacam-se os seguintes softwares que seguem essa filosofia:
apenas para fins de pesquisa. Em 1995 foi liberada para fins Apache (servidor)
comerciais. Linux (Sistema operacional)
A Internet é um conglomerado de redes em escala mundial de Open Office (Aplicativos de escritório)
milhões de computadores interligados pelo Protocolo de Internet Mozilla Firefox (Navegador)
que permite o acesso a informações e todo tipo de transferência Mozilla Thunderbird (email)
de dados. Audacity (Editor de áudio)
Ethernet GIMP (Editor de imagens)
É o nome de um tipo de cabeamento e especificações de
sinalização de rede, originalmente desenvolvido pela Xerox, no
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FUNDAMENTOS DE BIBLIOTECONOMIA E CI a subestimar tudo o que é europeu, inclusive textos escritos
em línguas neolatinas. Acontece que os melhores textos sobre
0.1 A palavra biblioteconomia é composta por três elementos documentação são de autores dessas línguas, como o belga Paul
gregos biblíon (livro) + théke (caixa) + nomos (regra) aos Otlet, a francesa Suzanne Briet e os espanhóis Lasso de la Vega
quais juntou-se o sufixo ia. Etimologicamente, portanto, e López Yepes.
biblioteconomia é o conjunto de regras de acordo com as quais os 0.30 Repetimos que, para nós, a biblioteconomia, a documentação
livros são organizados em espaços apropriados: estantes, salas, e a ciência da informação têm objetivos diferentes. Dentre os da
edifícios. primeira, podemos salientar a democratização da cultura através
0.2 Organizar livros implica tanto ordená-los segundo um sistema de bibliotecas públicas , a preservação e difusão do patrimônio
lógico de classificação dos conhecimentos e conservá-los para bibliográfico de cada nação, tarefa das bibliotecas nacionais e
que resistam a condições desfavoráveis de espaço e de tempo, das bibliografias nacionais correntes e retrospectivas o apoio
como torná-los conhecidos por meio de catálogos, bibliografias, documental ao ensino e à pesquisa oferecido pelas bibliotecas
resumos, notícias, exposições etc. para que sejam utilizados pelo universitárias; à documentação compete fornecer resumos de
maior número possível de pessoas interessadas nos elementos pesquisas, em processo ou já concluídas, tanto quanto de artigos,
formativos, informativos, estéticos ou simplesmente lúdicos comunicações a congressos, relatórios, teses, patentes etc., e,
neles contidos. A organização começa antes mesmo do ingresso eventualmente, traduções e reproduções desses documentos,
dos livros nas bibliotecas que se faz por compra, doação ou muitos dos quais não-impressos; a ciência da informação não
permuta através de uma seleção cuidadosamente atenta aos veio substituir a documentação, eis que seu objetivo é estudar a
perfis dos respectivos usuários. gênese, transformação e utilização da informação.
0.16 Preocupados com este problema, os pesquisadores belgas
Henri La Fontaine (1854-1943) e Paul Otlet (1868-1944) Para Le Coadic
fundaram em Bruxelas, no ano de 1895, um Instituto Internacional O que caracteriza as quatro disciplinas que foram atuantes,
de Bibliografia. Seu objetivo era registrar em fichas a produção até o presente, no campo da informação - a biblioteconomia, a
mundial de impressos: o Repertório Bibliográfico Universal, museoconomia, a documentação e o jornalismo - é que todas
então inaugurado naquela cidade. atribuíram um interesse particularmente grande aos suportes da
0.17 O desenvolvimento da ciência e o da tecnologia que são informação e não à informação.
mutuamente corolários provocaram o advento de documentos
não-impressos, como as patentes de invenções e as marcas de Para Le Coadic, a biblioteconomia não é nem uma ciência, nem
fábricas, a que se juntaram os resultantes de aperfeiçoamentos uma técnica rigorosa, mas uma prática de organização: a arte de
nas técnicas de registro do som e da imagem. O norte-americano organizar bibliotecas.
Thomas Alva Edison (1847-1931), que durante sua vida É importante enfatizar que para o autor a Ciência da Informação
registrou mais de mil patentes, inclusive as da lâmpada elétrica é uma ciência interdisciplinar, pois nela há uma colaboração
incandescente, do fonógrafo e do projetor cinematográfico entre diversas disciplinas.
propôs a substituição da expressão ‘bibliographic explosion’ por
‘documentation explosion’. Por ocasião de seu 10.° congresso Também é importante colocar que, grosso modo, a Ciência da
anual (Haia, 1931), o Instituto Internacional de Bibliografia Informação é uma ciência social, pois não se preocupa com a
passou a denominar-se Instituto Internacional de Documentação. informação em si, e sim com os impactos sociais que ela provoca.
Seis anos depois, fundava-se nos Estados Unidos o American
Documentation Institute. Estava constituída a nova ciência, Conceito revisitado de Ciência da Informação (ROBREDO,
sistematizada por Otlet em seu Traité de documentation.1° 2003)
0.18 Enquanto a matéria-prima da biblioteconomia sempre
fora o texto impresso avulso (livro) ou periódico (revista) a Pioneiros: vai até o período da Primeira Grande Guerra (1914-
documentação passou a interessar-se pelos documentos de 1918). Teve como expoentes Paul Otlet, Henri La Fontaine,
qualquer natureza, também chamados documentos não- dois advogados belgas. Foi o período chamado por Lópes Yepes
convencionais. Mas documento é, por definição, o suporte (1989) “Movimento da Documentação”. Nesse período surgiram
da informação, cuja origem, transmissão e uso passaram a ser a CDU, o IIB (Insituto Internacional de Bibliografia), a FID
estudados por especialistas em diferentes áreas do conhecimento (Federação Internacional de Documentação); e o programa de
científico e humanístico. Controle Bibliográfico Universal.
0.19 Já em 1924 começara a funcionar em Londres uma
Association of Special Libraries and Information Bureaux Segundo período (1919 à II Guerra - 1939-1945): O IIB é
(ASLIB), sob os auspícios de instituições de pesquisas reestruturado e se constitui numa Federação de Organizações de
metalúrgicas. Em 1958 fundou-se na mesma cidade o Institute Documentação. Otlet e Goldschimidt apresentam uma biblioteca
of Information Scientists. E dez anos depois o American portátil composta de microfichas, equivalente a cerca de 500
Documentation Institute transformava-se em American Society metros de estantes cheias de livros. Otlet publica o seu Tratado
for Information Science. Estava institucionalizada a ciência da de Documentação (1934).
informação, chamada por alguns informatologia.
0.24 A ciência da informação surgiu em consequência de um Terceiro período (Do pós-guerra à Conferência Internacional
acordo tácito entre bibliotecários e documentalistas, tendo estes sobre Informação Científica, 1958): É o período da explosão da
aceito a nova denominação e aqueles imposto a palavra biblioteca, informação. Destaca-se Vannevar Bush e seu conhecido texto As
do que resultou a frase hifenizada por George E. Bennett library- we may think, de 1945.
and information science: frase consagrada, sem os hífens, tanto
nos nomes de várias escolas de pós-graduação como nos títulos Quarto período (1960 à década de 80): Ocorrem as conferências
de importantes obras de referência. Uma delas, a monumental do Georgia Tech (1961 e 1962). Destaca-se Robert Taylor e seus
Encyclopedia of library and information science, cujo corpus estudos sobre CI, que teriam como escopo, para ele, “o estudo
principal, em 36 volumes, vem sendo permanentemente das propriedades, estrutura e transmissão do conhecimento
atualizado por suplementos. especializado e o desenvolvimento de métodos para sua
0.29 É claro que tais conflitos não devem perturbar nossa visão organização e disseminação úteis.”
do problema. Eles retardam, mas jamais deterão o progresso
da ciência, que é inexorável. O fato de os norte-americanos Quinto período (Da década de 90 aos dias atuais): Destacam-
terem substituído a documentação pela ciência da informação se Wersig e Saracevic. Ciência da Informação como ciência
não deve obrigar-nos a adotar essa simplificação do problema, interdisciplinar. Saracevic afirma que há diferença substancial
talvez decorrente de um complexo de superioridade que os leva entre CI e Biblioteconomia.
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Direito Autoral WEB SEMÂNTICA


29
A lei brasileira de Direito Autoral é Lei 9610, de 19 de fevereiro
de 1998. A Web semântica é uma extensão da Web atual, que permitirá
aos computadores e humanos trabalharem em cooperação. A Web
Art. 2º Os estrangeiros domiciliados no exterior gozarão da semântica interliga significados de palavras e, neste âmbito, tem
proteção assegurada nos acordos, convenções e tratados em vigor como finalidade conseguir atribuir um significado (sentido) aos
no Brasil. conteúdos publicados na Internet de modo que seja perceptível
Parágrafo único. Aplica-se o disposto nesta Lei aos nacionais tanto pelo humano como pelo computador.
ou pessoas domiciliadas em país que assegure aos brasileiros ou A Web atual tem sido desenvolvida para o leitor humano. Uma
pessoas domiciliadas no Brasil a reciprocidade na proteção aos máquina não pode entender muito do conteúdo da Web, mas
direitos autorais ou equivalentes. apenas oferecê-lo para que alguém o interprete. Assim, a Web
semântica, ou Internet de significados, é uma visão da próxima
Art. 3º Os direitos autorais reputam-se, para os efeitos legais, geração da Web.
bens móveis. Para isso, é necessária uma mudança de paradigma, para que
a informação seja armazenada de modo que os dados sejam
Art. 18. A proteção aos direitos de que trata esta Lei independe processados direta ou indiretamente por computadores. Essa
de registro. mudança de paradigma tem evoluído em quatro estágios:
Informações organizadas em forma de texto ou armazenadas em
Art. 41. Os direitos patrimoniais do autor perduram por setenta bancos de dados (pré-XML);
anos contados de 1° de janeiro do ano subsequente ao de seu Informações organizadas no padrão XML, em um domínio
falecimento, obedecida a ordem sucessória da lei civil. específico;
Parágrafo único. Aplica-se às obras póstumas o prazo de proteção Taxonomias e documentos com vocabulários misto, onde
a que alude o caput deste artigo. a informação pode ser composta por diversos domínios e
cuidadosamente classificada em uma taxonomia hierárquica;
Licenças Ontologias e regras, onde novos dados ou informações podem ser
inferidos a partir de dados existentes, por meio de regras lógicas
GNU/GPL - significa General Public License (ou traduzindo pré-existentes.
grosseiramente: Licença Pública Geral) e foi criada pela Free Uma ontologia é um conjunto hierarquicamente estruturado de
Software Foundation. termos para descrever um domínio que pode ser usado como
A licença GPL permite que o autor do código distribua livremente um esqueleto fundamental para uma base de conhecimentos
o seu código. Outras pessoas podem simplesmente pegar este (SWARTOUT, 1997).
código, modificar de acordo com suas próprias necessidades
e usar à vontade. O único requerimento é que a pessoa que Gerações da WEB
modificou deve lançar o código modificado em GPL e manter
também o seu código aberto (e não apenas distribuir os binários). Primeira - Apresentação separada da localização, baseada em
HTML, PDF, CSS;
Creative Commons: é um projeto global, presente em mais de 40 Segunda - Estrutura separada da apresentação, baseada em XML,
países, que cria um novo modelo de gestão dos direitos autorais. XSL.
No Brasil, ele é coordenado pela Escola de Direito da Fundação Terceira - Significado separado da estrutura, baseada em RDF,
Getulio Vargas no Rio de Janeiro. Ele permite que autores e DAML+OIL, XOL.
criadores de conteúdo, como músicos, cineastas, escritores,
fotógrafos, blogueiros, jornalistas e outros, possam permitir CLASSIFICAÇÃO DE BIBLIOTECAS
alguns usos dos seus trabalhos por parte da sociedade. Assim, Bibliotecas Polimídias: são similares às tradicionais, porém,
se eu sou um criador intelectual, e desejo que a minha obra seja convivendo com livros, estão vídeos, fitas, CDROMs, microfilmes
livremente circulada pela Internet, posso optar por licenciar etc (Gonzalez, 2001);
o meu trabalho escolhendo alguma das licenças do Creative Bibliotecas Eletrônicas: implicam na existência de um acervo
Commons. Com isso, qualquer pessoa, em qualquer país, vai físico e usam recursos computacionais de uma forma ampla para
saber claramente que possui o direito de utilizar a obra, de acordo recuperação e armazenamento de registros, disponibilização e
com a licença escolhida. construção de índices eletrônicos, busca e recuperação de textos
completos em outras bibliotecas digitais (Gonzalez, 2001);
Principais licenças CC Bibliotecas Digitais: são semelhantes dentre as outras, porém
Atribuição diferenciam-se das demais porque suas informações existem
Não a obras derivativas somente de forma digital (em winchester, CDs, fitas, disquetes
Uso Não Comercial etc.), não contendo livros no formato tradicional. Dispõem
Compartilhamento pela mesma licença de todos os recursos de uma biblioteca eletrônica, oferecendo
Recombinação (Sampling) visualização e pesquisa dos documentos (vídeo, full text, etc.),
tanto local como remotamente por meio de redes de computadores.
Copyleft é uma forma de usar a legislação de proteção dos A informação digitalizada tem uma grande vantagem, pois ela
direitos autorais com o objetivo de retirar barreiras à utilização, pode ser compartilhada facilmente e instantânea, com o custo
difusão e modificação de uma obra criativa devido à aplicação relativamente baixo (Marchiori, 1997);
clássica das normas de propriedade intelectual, sendo assim Biblioteca Virtual: este termo expede a duas definições principais.
diferente do domínio público, que não apresenta tais restrições. O conceito de realidade virtual e, portanto, utiliza recursos de
“Copyleft” é um trocadilho com o termo “copyright” que, software que simulam um ambiente de biblioteca na tela do
traduzido literalmente, significa “direitos de cópia”. computador, criando imagens de duas ou três dimensões, criando
A Common Development and Distribution License (CDDL) um ambiente de total interação e imersão. É então possível entrar
é uma licença para código aberto que parte da Mozilla Public e circular pelas prateleiras de uma biblioteca virtual, ler livros e
License (MPL) e a torna reutilizável sem modificações. Ela acessar, possuindo, assim, a característica de imersão (Marchiori,
nasceu da necessidade de uma licença copyleft que fornecesse as 1997). Por outro lado, conceitua-se biblioteca virtual como
proteções e liberdades necessárias para o open-source verdadeiro, uma relação de sites organizados segundo um critério temático,
bem como uma licença que permitisse a criação de trabalhos. como se fosse um catálogo, não estando vinculada a nenhuma
biblioteca do mundo real (Cianconi, 1997).
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MANIFESTO DA IFLA/UNESCO SOBRE BIBLIOTECAS


PÚBLICAS 1994 (Português de Portugal) Financiamento, legislação e redes
A liberdade, a prosperidade e o desenvolvimento da sociedade
e dos indivíduos são valores humanos fundamentais. Só serão * Os serviços da biblioteca pública devem, em princípio,
atingidos quando os cidadãos estiverem na posse da informação ser gratuitos. A biblioteca pública é da responsabilidade das
que lhes permita exercer os seus direitos democráticos e ter autoridades locais e nacionais. Deve ser objecto de uma legislação
um papel activo na sociedade. A participação construtiva e específica e financiada pelos governos nacionais e locais. Tem
o desenvolvimento da democracia dependem tanto de uma de ser uma componente essencial de qualquer estratégia a longo
educação satisfatória, como de um acesso livre e sem limites ao prazo para a cultura, o acesso à informação, a alfabetização e a
conhecimento, ao pensamento, à cultura e à informação. educação.
A biblioteca pública - porta de acesso local ao conhecimento * Para assegurar a coordenação e cooperação das bibliotecas,
- fornece as condições básicas para uma aprendizagem a legislação e os planos estratégicos devem ainda definir e
contínua, para uma tomada de decisão independente e para o promover uma rede nacional de bibliotecas, baseada em padrões
desenvolvimento cultural dos indivíduos e dos grupos sociais. de serviço previamente acordados.
Este Manifesto proclama a confiança que a UNESCO deposita * A rede de bibliotecas públicas deve ser concebida tendo em
na Biblioteca Pública, enquanto força viva para a educação, a consideração as bibliotecas nacionais, regionais, de investigação
cultura e a informação, e como agente essencial para a promoção e especializadas, assim como com as bibliotecas escolares e
da paz e do bem-estar espiritual nas mentes dos homens e das universitárias.
mulheres.
Assim, a UNESCO encoraja as autoridades nacionais e locais a Funcionamento e gestão
apoiar activamente e a comprometerem-se no desenvolvimento
das bibliotecas públicas. * Deve ser formulada uma política clara, definindo objec-
A Biblioteca Pública tivos, prioridades e serviços, relacionados com as necessidades
A biblioteca pública é o centro local de informação, tornando da comunidade local. A biblioteca pública deve ser eficazmente
prontamente acessíveis aos seus utilizadores o conhecimento e a organizada e mantidos padrões profissionais de funcionamento.
informação de todos os géneros. * Deve ser assegurada a cooperação com parceiros relevantes,
Os serviços da biblioteca pública devem ser oferecidos com por exemplo, grupos de utilizadores e outros profissionais a nível
base na igualdade de acesso para todos, sem distinção de idade, local, regional, nacional e internacional.
raça, sexo, religião, nacionalidade, língua ou condição social. * Os serviços têm de ser fisicamente acessíveis a todos os
Serviços e materiais específicos devem ser postos à disposição membros da comunidade. Tal supõe a existência de edifícios
dos utilizadores que, por qualquer razão, não possam usar os bem situados, boas condições para a leitura e o estudo, assim
serviços e os materiais correntes, como por exemplo minorias como o acesso a tecnologia adequada e horários convenientes
linguísticas, pessoas deficientes, hospitalizadas ou reclusas. para os utilizadores. Tal implica igualmente serviços destinados
Todos os grupos etários devem encontrar documentos adequados àqueles a quem é impossível frequentar a biblioteca.
às suas necessidades. As colecções e serviços devem incluir todos * Os serviços da biblioteca devem ser adaptados às diferentes
os tipos de suporte e tecnologias modernas apropriados assim necessidades das comunidades das zonas urbanas e rurais.
como fundos tradicionais. É essencial que sejam de elevada * O bibliotecário é um intermediário activo entre os utili-
qualidade e adequadas às necessidades e condições locais. As zadores e os recursos disponíveis. A formação profissional con-
colecções devem reflectir as tendências actuais e a evolução da tínua do bibliotecário é indispensável para assegurar serviços
sociedade, bem como a memória da humanidade e o produto da adequados.
sua imaginação. * Têm de ser levados a cabo programas de formação de po-
As colecções e os serviços devem ser isentos de qualquer tenciais utilizadores de forma a fazê-los beneficiar de todos os
forma de censura ideológica, política ou religiosa e de pressões recursos.
comerciais.
Missões da Biblioteca Pública Implementação do Manifesto
As missões-chave da biblioteca pública relacionadas com a Todos os que em todo o mundo, a nível nacional e local, têm
informação, a alfabetização, a educação e a cultura são as poder de decisão e a comunidade de bibliotecários em geral são
seguintes: instados a implementar os princípios expressos neste Manifesto.
1. Criar e fortalecer os hábitos de leitura nas crianças, desde a
primeira infância;
2. Apoiar a educação individual e a auto-formação, assim como ESTUDO DE USUÁRIOS
a educação formal a todos os níveis;
3. Assegurar a cada pessoa os meios para evoluir de forma 1 Introdução
criativa;
4. Estimular a imaginação e criatividade das crianças e dos A temática “estudo de usuários” vem sendo pesquisada por mais
jovens; de 40 anos. Ao longo dessas décadas os seus objetivos parecem
5. Promover o conhecimento sobre a herança cultural, o apreço que permaneceram imutáveis quais sejam: coletar dados para
pelas artes e pelas realizações e inovações científicas; criar e/ou avaliar produtos e serviços informacionais, bem
6. Possibilitar o acesso a todas as formas de expressão cultural como entender melhor o fluxo da transferência da informação.
das artes do espectáculo; Grande número de trabalhos foi realizado nessas décadas,
7. Fomentar o diálogo inter-cultural e a diversidade cultural; entretanto, parte desses estudos não pode ser comparada, devido,
8. Apoiar a tradição oral; principalmente, à utilização de técnicas tão variadas de coleta de
9. Assegurar o acesso dos cidadãos a todos os tipos de dados. Além disso, há necessidade de mais estudos longitudinais
informação da comunidade local; para que se possa medir as variações de uso e necessidade de
10. Proporcionar serviços de informação adequados às empresas informação ao longo de um prazo maior.
locais, associações e grupos de interesse;
11. Facilitar o desenvolvimento da capacidade de utilizar a 2 A pesquisa quantitativa
informação e a informática;
12. Apoiar, participar e, se necessário, criar programas e A pesquisa quantitativa caracteriza-se, tanto na fase de coleta
actividades de alfabetização para os diferentes grupos etários. de dados quanto no seu tratamento, pela utilização de técnicas
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estatísticas. Em estudos de usuários, ela teve um papel


31
preponderante durante as décadas de 1960 a 1980. O seu uso 3.1.2 O modelo de Kuhlthau
intensivo teve por objetivo garantir uma maior precisão na
análise e interpretação dos resultados, tentando, assim, aumentar Kuhlthau (1999) afirma que o modelo do processo de busca foi
a margem de confiabilidade quanto às inferências dos resultados desenvolvido após uma serie de pesquisas sobre a experiência e
encontrados. o comportamento de usuários de bibliotecas, e, mais tarde, em
ambientes de trabalho. Para a autora, as pessoas que buscam
2.1 Década de 1960 informação utilizam muitas fontes de informação em diversas
fases da busca e esse processo gera incerteza para o usuário em
Os estudos de usuários de bibliotecas se preocupavam em identificar distintos momentos da sua busca. Seu modelo para observação
notadamente a frequência de uso de determinado material e do processo da busca da informação prevê as seguintes
outros comportamentos de forma puramente quantitativa e não etapas: início, seleção, exploração e formulação. A primeira
detalhavam os diversos tipos de comportamentos informacionais. etapa (início) acontece quando o usuário sente a falta de uma
informação para a solução de um problema. Na fase seguinte
2.2 Década de 1970 (seleção), o usuário seleciona a informação mais relevante para
resolver seu problema, nesta fase os sentimentos de incerteza e
Nesta fase, destacam-se os estudos que tiveram a preocupação otimismo são comuns. Na fase formulação, os sentimentos de
de identificar como a informação era obtida e usada. Foram incerteza diminuem e a compreensão aumenta, ficando mais
realizados estudos sobre a transferência/acesso à informação, clara a resposta para questão inicial.
utilidade da informação e tempo de resposta.
3.1.3 O Sense Making Brenda Dervin
2.3 Década de 1980
Dervin (1998, p. 39) explica que o sense making promove
A preocupação com a automação aparece na década de 1980, uma forma de pensar sobre a diversidade, complexidade e
e Pinheiro (1982) afirma que o estudo de usuários teria como a incompletude, utilizando a metáfora de um ser humano
objetivo possibilitar o planejamento de serviços ou sistemas de atravessando pelo tempo e espaço e caminhando com uma
informação que fossem capazes de satisfazer as necessidades, mas instrução parcial, encontrando lacunas, construindo pontes,
os resultados obtidos não foram os almejados, principalmente avaliando achados e se movendo.
devido à complexidade de se determinar o comportamento e as
necessidades de informação dos usuários. Ferreira (1997) afirma que esta abordagem qualitativa procura
entender os usuários com necessidades cognitivas, afetivas,
3 A fase dos estudos qualitativos psicológicas e fisiológicas. A autora dá exemplos das questões
que podem surgir:
Passou-se de uma fase quantitativa para uma fase qualitativa
quando os estudiosos do comportamento de busca da informação • Como o indivíduo interpreta e transpõe este momento?
perceberam que as pesquisas com métodos quantitativos não • Quais estratégias usadas para solucionar a situação na qual se
contribuíam para a identificação das necessidades individuais e defrontou com a lacuna?
para a implementação de sistemas de informação adequados a • Como interpreta esse problema e as possibilidades de resolvê-
essas necessidades. lo?
• Como se move taticamente para isso?
A pesquisa qualitativa focaliza a sua atenção nas causas das • Como reinicia sua jornada? (FERREIRA, 1997, p. 17)
reações dos usuários da informação e na resolução do problema
informacional, ela tende a aplicar um enfoque mais holístico do 3.1.4 A usabilidade
que o método quantitativo. Além disso, ela dá mais atenção aos
aspectos subjetivos da experiência e do comportamento humano. Os estudos de usabilidade têm crescido na procura de soluções
para sistemas de informação automatizados, com as páginas da
De acordo com Westbrook (1994), a ação de coletar dados Web e outros tipos de interação via sistemas amigáveis. O termo
para um estudo qualitativo envolve mais do que a obtenção de usabilidade substituiu o termo user friendly que tinha conotações
informações sobre as unidades de informação. O pesquisador subjetivas. A usabilidade pode ser mensurada de acordo com os
deve começar um processo que envolve movimentos reiterados atributos ergonômicos do produto, em termos do esforço mental
e cíclicos entre a coleta de dados e a sua análise. Na verdade, e atitudes dos usuários e pela forma como os usuários interagem
essa coleta de dados é vista mais como um processo do que um com o produto e sua aceitação (BEVAN; MACLEOD, 1994).
procedimento, requerendo constantes julgamentos analíticos.
4 Métodos mais utilizados na coleta de dados
A pesquisa qualitativa focaliza a sua atenção nas causas das
reações dos usuários da informação e na resolução do problema Os métodos utilizados na coleta de dados em estudo de
informacional, ela tende a aplicar um enfoque mais holístico do usuários estão relacionados com tipo de abordagem qualitativa
que o método quantitativo. Além disso, ela dá mais atenção aos ou quantitativa. Sendo assim, os questionários são utilizados
aspectos subjetivos da experiência e do comportamento humano. em estudos quantitativos (que podem ter questões abertas que
coletem dados qualitativos) e entrevistas e observações em
3.1 Estudos com a abordagem qualitativa estudos qualitativos.
3.1.1 Abordagem de Taylor
4.1 Questionário
Taylor (1982, p. 342) discute a questão da busca da informação
pelo usuário e o processo de transformar dados em informação é um dos métodos mais utilizados. Consiste numa lista de
útil, ao que dá o nome de “informação com valor agregado”. Para questões formuladas pelo pesquisador a serem respondidas pelos
o autor, os processos de seleção, análise e julgamento podem sujeitos pesquisados. A ausência do pesquisador no momento
transformar um dado em informação útil. Essa informação do preenchimento das questões implica um maior cuidado na
poderá ser empregada para esclarecer, informar e contribuir em formulação dessas questões.
relação ao crescimento pessoal, cultural e afetar as decisões e
ações pessoais do usuário de um sistema de informação. Cunha (1982) aponta as vantagens e desvantagens do questionário:
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vantagens: método rápido em termos de tempo; baixo custo; A abordagem tradicional enfoca o “conteúdo” ou à “tecnologia”.
permite se atingir uma grande população dispersa; dá maior grau Os estudos voltados ao conteúdo são os relacionados às linhas
de liberdade e tempo ao respondente; dá a possibilidade de serem temáticas de interesse de grupos de usuários, com base nos
menores as distorções; permite a obtenção de dados muitas vezes modelos tradicionais de classificação do conhecimento. Os
superficiais e os dados mais detalhados podem ser obtidos com estudos voltados à tecnologia são os que focalizam o uso de
as questões abertas. livros, fontes, bases de dados, obras de referência, computador
ou o próprio sistema. Estes dois tipos de estudos concebem o
desvantagens: dificulta o esclarecimento de dúvidas; nem usuário apenas como o informante, portanto, não como objeto do
sempre refletem os problemas dos usuários, a terminologia pode estudo (Figueiredo, 1999).
ser inadequada; o índice de resposta é quase sempre baixo; muitos
questionários não são computados; difícil saber se a resposta foi A abordagem alternativa, conhecida também como “abordagem
espontânea e as respostas podem ser afetadas ou direcionadas. da percepção do usuário”, é vista por Dervin e Nilan (1986)
como bem coloca Ferreira, (2002), como novos estudos de
4.2 Entrevista comportamento de usuários caracterizados por:

Após o questionário, a entrevista é o método mais utilizado. Ela 1) observar o ser humano como sendo construtivo e ativo;
pode ser: a) não-estruturada; b) semi-estruturada e c) estruturada. 2) considerar o indivíduo como sendo orientado situacionalmente;
3) focalizar os aspectos cognitivos envolvidos;
Cunha (1982) menciona as vantagens e desvantagens da 4) analisar sistematicamente a individualidade das pessoas;
entrevista: 5) empregar maior orientação qualitativa.

vantagens: permite captar reações, sentimentos, hábitos do Por essa abordagem alternativa, o usuário é compreendido como
entrevistado e possibilita que o entrevistador esclareça alguma elemento central dos sistemas de informação.
pergunta ou terminologia não compreendida pelo entrevistado e

desvantagens: possibilidade de dupla distorção; possibilidade


de afetar as respostas do entrevistado; necessidade de que o AUTOMAÇÃO DE BIBLIOTECAS
entrevistador ganhe a confiança para que as respostas sejam
confiáveis; os custos são maiores do que o questionário e a É a utilização da informática visando modernizar e aperfeiçoar as
obtenção dos dados é conseguida com riqueza de detalhes. rotinas, produtos e serviços de uma biblioteca. Mas automatizar
uma biblioteca não é somente introduzir computadores e instalar
O grupo focal é um método de coleta de dados considerado por um software de gerenciamento de acervo, e sim um planejamento
alguns autores como uma espécie de entrevista. Para a aplicação sistemático que envolve recursos humanos, treinamento de pessoal
da técnica, reúne-se um grupo relacionado com o problema a ser e pesquisa sistemática de todo os processos administrativos da
explorado e um moderador para assegurar que o assunto será instituição.
discutido sem distorções. As vantagens da técnica consistem na
obtenção de um maior número de informações com riqueza de Gerenciar, selecionar e avaliar softwares de automação de
detalhes. biblioteca é uma atividade fundamental para o bibliotecário e
este deve se manter atualizado com a literatura da área e com o
4.3 Observação mercado.
A observação é um método pelo qual o pesquisador capta a Abaixo, categorias que devem ser levadas em conta na avaliação
realidade que se pretende analisar. Ela pode ser: de um software.

Espontânea não estruturada; Características gerais do software


Ergonomia
Observação participante não sistemática; Tecnologia (hardware, compatibilidade e rede)
Seleção e aquisição
Observação sistemática. Processamento técnico
Circulação
4.4 Análise do conteúdo Recuperação da informação
Disseminação da informação
A análise de conteúdo é usada, desde os primórdios do século Processo gerencial
XX, para determinar a ênfase relativa ou a frequência de vários Características da empresa fornecedora
fenômenos da comunicação. Ela busca uma situação já definida
a priori, utiliza um texto para demonstrar esta existência do ISO 2709
embasamento teórico da situação analisada. Na coleta de dados,
a sua fase inicial é quantitativa, com ênfase na tabulação das A norma ISO 2709 – Documentation Format for Bibliographic
frequências dos termos contidos no texto. Em seguida, ela torna- Interchange on Magnetic Tape foi desenvolvida pelo Comitê
se menos rígida, sendo possível a interpretação qualitativa dos Técnico ISO/TC 46, Informação e Documentação, Subcomitê SC
dados. 4 – Aplicativos de computador na informação e documentação,
da International Organization for Standardization (ISO). Esta
norma especifica os requisitos para o formato de intercâmbio
de registros bibliográficos que descrevem todas as formas de
Temos duas abordagens aplicadas aos estudos de usuário: documentos sujeitos à descrição bibliográfica.
Não define a extensão do conteúdo de documentos individuais e
a) abordagem tradicional – estudos dirigidos ao sistema de nem designa significado algum para os parágrafos, indicadores
informação; e ou identificadores, sendo essas especificações as funções dos
b) abordagem alternativa – estudos dirigidos ao próprio usuário formatos de implementação. Os dados, em meio magnético, estão
da informação. estruturados de forma a possibilitar o intercâmbio de registros
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bibliográficos. SOFTWARES UTILIZADOS POR ALGUMAS BIBLIOTECAS


33
Porém, esta característica não elimina a incompatibilidade BRASILEIRAS(2012)
entre os registros que utilizam diferentes formatos de entrada
e, principalmente, diferentes regras de entrada de dados. A ISO RVBI - ALEPH
se preocupa em apresentar uma estrutura generalizada, ou seja, PGR - PERGAMUM
um arcabouço projetado especialmente para a comunicação PGT - PERGAMUM
entre sistemas de processamento de dados, e não para uso como USP - ALEPH/DEDALUS
formato de processamento dentro dos sistemas. Da forma como IBICT - PHL
foi estruturada, é item indispensável que deve ser contemplado INMETRO - SYSBIBLI
pelos produtores de softwares para automação de bibliotecas, UNIFESP - PHL
pois possibilita a padronização entre registros no que se refere à UFMG - PERGAMUM
estrutura para intercâmbio de informações que, do ponto de vista UFPE - PERGAMUM
técnico, é a base filosófica que norteia, direciona e fundamenta ABL - SOPHIA
as ações de uma biblioteca. Este preceito legitima o uso desta TCU - SOPHIA
norma nos processos de automação. BIBLIOTECA MARIO DE ANDRADE (SP) - SOPHIA
UNB - PERGAMUM
Z39.50 FIOCRUZ - PHL
INPI - PERGAMUM
Protocolo originalmente proposto em 1984 para ser utilizado INPE - SOPHIA
com informações bibliográficas pela National Information ITA - SOPHIA
Standard Organization (NISO). Foram disponibilizadas as TRT 2(SP) - SIABI
versões 1988, 1992, 1994 e, finalmente, aprovado com a versão
1995. É o protocolo próprio para recuperação de informação
bibliográfica de computador para computador, possibilitando NORMALIZAÇÃO - ABNT
ao usuário de um sistema pesquisar e recuperar informações de
outro sistema, ambos implementados neste padrão. Especifica NBR 6023 - Informação e documentação -
formatos e procedimentos administrando a troca de mensagens Referências - Elaboração
entre um cliente e um servidor, habilitando o cliente a solicitar
que o servidor consulte um banco de dados, identifique registros Definições
e recupere um ou todos os dados identificados. Destina-se à Separata: Publicação de parte de um trabalho (artigo de
comunicação entre aplicações para recuperação de informações, periódico, capítulo de livro, colaborações em coletâneas etc.),
e não promove a interação entre o cliente e o usuário. mantendo exatamente as mesmas características tipográficas e
O cliente é o computador pessoal ou a estação de trabalho do de formatação da obra original, que recebe uma capa, com as
usuário que executa parte ou todo o processamento do aplicativo. respectivas informações que a vinculam ao todo, e a expressão
O servidor é o computador central que mantém os bancos de “Separata de” em evidência. As separatas são utilizadas para
dados e atende a solicitações dos clientes. O padrão Z39.50 é distribuição pelo próprio autor da parte, ou pelo editor.
um padrão de “midleware” cliente-servidor. Isto quer dizer que Suplemento: Documento que se adiciona a outro para ampliá-lo
fica entre a comunicação do cliente com o servidor. Com o uso ou aperfeiçoá-lo, sendo sua relação com aquele apenas editorial
deste padrão, permite-se que determinado servidor possa usar e não física, podendo ser editado com periodicidade e/ou
os serviços de diversos servidores ou fornecedores diferentes, numeração própria.
e um determinado servidor possa prestar serviços para diversos
clientes ou fornecedores. Para exemplificar e melhor esclarecer, Elementos da referência
se este protocolo não existisse, a biblioteca que quisesse recuperar Cada referência é composta de elementos essenciais. Quando
registros bibliográficos de vários bancos de dados deveria dispor necessário, são acrescentados elementos complementares.
de tantos clientes quantos fossem os catálogos ou bancos de
dados que se quisesse consultar. Elementos essenciais: São as informações indispensáveis à
Certamente é mais um instrumento tecnológico disponível para identificação do documento. Os elementos essenciais estão
facilitar o processo de intercâmbio bibliográfico. As informações estritamente vinculados ao suporte documental e variam,
aqui apresentadas sobre o Protocolo Z39.50 são aquelas portanto, conforme o tipo.
necessárias e suficientes à compreensão do bibliotecário. Tal Elementos complementares: São as informações que,
qual a ISO 2709, este protocolo deve ser utilizado com maior acrescentadas aos elementos essenciais, permitem melhor
habilidade pelos analistas de sistemas do que pelo bibliotecário. caracterizar os documentos.

CONVERSÃO RETROSPECTIVA Localização


A referência pode aparecer:
As bibliotecas, ao iniciar o processo de automação, possuem, a) no rodapé;
na maioria das vezes, um acervo acumulado contendo o b) no fim de texto ou de capítulo;
registro bibliográfico de diversos tipos de documentos, acervo c) em lista de referências;
este organizado manualmente com a elaboração de fichas d) Antecedendo resumos, resenhas e recensões.
catalográficas dispostas em ordem alfabética por autor, título e
assunto, ou mesmo em sistemas informatizados. Qualquer que Regras gerais de apresentação
seja a opção pelo software, a biblioteca precisará incluir estes
registros no novo sistema. A esta ação denomina-se Conversão Os elementos essenciais e complementares da referência devem
Retrospectiva (CR), que significa converter os dados existentes
ser apresentados em sequência padronizada.
para que sejam utilizados pela novo software. As referências são alinhadas somente à margem esquerda do texto
e de forma a se identificar individualmente cada documento, em
Em resumo, para a automação de bibliotecas sum software deve espaço simples e separadas entre si por espaço duplo. Quando
casar bem ISO 2709, o protocolo Z39.50 e o formato MARC. aparecerem em notas de rodapé, serão alinhadas, a partir da
segunda linha da mesma referência, abaixo da primeira letra da
primeira palavra, de forma a destacar o expoente e sem espaço
entre elas.
A pontuação segue padrões internacionais e deve ser uniforme
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para todas as referências. As abreviaturas devem ser conforme data ou intervalo de publicação e particularidades que identificam
a NBR 10522. a parte (se houver).
O recurso tipográfico (negrito, grifo ou itálico) utilizado
para destacar o elemento título deve ser uniforme em todas GURGEL, C. Reforma do Estado e segurança pública. Política e
as referências de um mesmo documento. Isto não se aplica às Administração, Rio de Janeiro, v. 3, n. 2, p. 15-21, set. 1997.
obras sem indicação de autoria, ou de responsabilidade, cujo
elemento de entrada é o próprio título, já destacado pelo uso de Em meio eletrônico:
letras maiúsculas na primeira palavra, com exclusão de artigos
(definidos e indefinidos) e palavras monossilábicas. SILVA, M. M. L. Crimes da era digital. .Net, Rio de Janeiro,
Os casos omissos devem ser resolvidos utilizando-se o Código nov. 1998. Seção Ponto de Vista. Disponível em: <http://www.
de Catalogação Anglo-Americano vigente. brazilnet.com.br/contexts/brasilrevistas.htm>. Acesso em: 28
nov. 1998.
Como fazer referências
Artigo e/ou matéria de jornal
Monografia no todo Inclui comunicações, editorial, entrevistas, recensões,
Elementos essenciais: autor(es), título, edição, local, editora e reportagens, resenhas e outros.
data de publicação. Ex.:
Os elementos essenciais são: autor(es) (se houver), título, título
GOMES, L. G. F. F. Novela e sociedade no Brasil. Niterói: do jornal, local de publicação, data de publicação, seção, caderno
EdUFF, 1998. ou parte do jornal e a paginação correspondente. Quando não
houver seção, caderno ou parte, a paginação do artigo ou matéria
Quando se tratar de obras consultadas online, também são precede a data.
essenciais as informações sobre o endereço eletrônico,
apresentado entre os sinais < >, precedido da expressão COSTURA x P.U.R. Aldus, São Paulo, ano 1, n. 1, nov. 1997.
Disponível em: e a data de acesso ao documento, precedida Encarte técnico, p. 8.
da expressão Acesso em:, opcionalmente acrescida dos dados
referentes à hora, minutos e segundos. Em meio eletrônico
NOTA – Não se recomenda referenciar material eletrônico de
curta duração nas redes. ARRANJO tributário. Diário do Nordeste Online, Fortaleza, 27
nov. 1998. Disponível em: <http://www.diariodonordeste.com.
ALVES, Castro. Navio negreiro. [S.l.]: Virtual Books, 2000. br>. Acesso em: 28 nov. 1998.
Disponível em: <http://www.terra.com.br/virtualbooks/
freebook/port/Lport2/ Evento como um todo
navionegreiro.htm>. Acesso em: 10 jan. 2002, 16:30:30. Inclui o conjunto dos documentos reunidos num produto final do
próprio evento (atas, anais, resultados, proceedings, entre outras
Parte de monografia denominações).
Elementos essenciais: autor(es), título da parte, seguidos da
expressão “In:”, e da referência completa da monografia no todo. Os elementos essenciais são: nome do evento, numeração (se
No final da referência, deve-se informar a paginação ou outra houver), ano e local (cidade) de realização. Em seguida, deve-se
forma de individualizar a parte referenciada. Ex.: mencionar o título do documento (anais, atas, tópico temático
etc.), seguido dos dados de local de publicação, editora e data da
POLÍTICA. In: DICIONÁRIO da língua portuguesa. Lisboa: publicação.
Priberam Informática, 1998. Disponível em: <http://www.
priberam.pt/dlDLPO>. Acesso em: 8 mar. 1999. IUFOST INTERNATIONAL SYMPOSIUM ON CHEMICAL
CHANGES DURING FOOD PROCESSING, 1984, Valencia.
Publicação periódica como um todo Proceedings... Valencia: Instituto de Agroquímica y Tecnología
A referência de toda a coleção de um título de periódico é de Alimentos, 1984.
utilizada em listas de referências e catálogos de obras preparados
por livreiros, bibliotecas ou editoras. Em meio eletrônico
Os elementos essenciais são: título, local de publicação, editor a,
datas de início e de encerramento da publicação, se houver. CONGRESSO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DA UFPe, 4.,
1996,
REVISTA BRASILEIRA DE GEOGRAFIA. Rio de Janeiro: Recife. Anais eletrônicos... Recife: UFPe, 1996. Disponível em:
IBGE, 1939- <http://www.propesq.ufpe.br/anais/anais.htm>. Acesso em: 21
jan.
Quando necessário, acrescentam-se elementos complementares 1997.
à referência para melhor identificar o documento.
Trabalho apresentado em evento
REVISTA BRASILEIRA DE GEOGRAFIA. Rio de Janeiro: Inclui trabalhos apresentados em evento (parte do evento).
IBGE, 1939- . Trimestral. Absorveu Boletim Geográfico, do
IBGE. Índice acumulado, 1939-1983. ISSN 0034-723X. Os elementos essenciais são: autor(es), título do trabalho
apresentado, seguido da expressão In:, nome do evento,
Artigo e/ou matéria de revista, boletim etc. numeração do evento (se houver), ano e local (cidade) de
Inclui partes de publicações periódicas (volumes, fascículos, realização, título do documento (anais, atas, tópico temático
números especiais e suplementos, com título próprio), etc.), local, editora, data de publicação e página inicial e final da
comunicações, editorial, entrevistas, recensões, reportagens, parte referenciada.
resenhas e outros.
BRAYNER, A. R. A.; MEDEIROS, C. B. Incorporação do tempo
Os elementos essenciais são: autor(es), título da parte, artigo ou em
matéria, título da publicação, local de publicação, numeração SGBD orientado a objetos. In: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE
correspondente ao volume e/ou ano, fascículo ou número, BANCO DE DADOS, 9., 1994, São Paulo. Anais... São Paulo:
paginação inicial e final, quando se tratar de artigo ou matéria, USP, 1994. P. 16-29.
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Patente NORMALIZAÇÃO - VANCOUVER


35
Os elementos essenciais são: entidade responsável e/ou autor,
título, número da patente e datas (do período de registro). Em 1978, um pequeno grupo de editores das mais tradicionais
Exemplo: EMBRAPA. Unidade de Apoio, Pesquisa e revistas internacionais da área médica, reunido em Vancouver,
Desenvolvimento de Instrumentação Agropecuária (São Carlos, Canadá, estabeleceu as diretrizes para os formatos dos originais
SP). Paulo Estevão Cruvinel. Medidor digital multissensor de submetidos às suas revistas, onde foram incluídos também
temperatura para solos. BR n. PI 8903105-9, 26 jun. 1989, 30 os formatos de referências bibliográficas desenvolvidas pela
maio 1995. National Library of Medicine (NLM, Bethesda, EUA). Estas
diretrizes foram
Documentos jurídicos publicadas pela primeira vez em 1979. O grupo de editores ficou
conhecido como Grupo de Vancouver que se expandiu e evoluiu
Legislação para Comitê Internacional de Editores de Revistas Médicas
Os elementos essenciais são: jurisdição (ou cabeçalho da (International Committee of Medical Journal Editors - ICMJE).
entidade, no caso de se tratar de normas), título, numeração, data
e dados da publicação. No caso de Constituições e suas emendas, VANCOUVER é uma norma bastante utilizada, portanto, na área
entre o nome da jurisdição e o título, acrescenta-se a palavra de informação em saúde.
Constituição, seguida do ano de promulgação, entre parênteses.
Semelhanças com a NBR 6023
BRASIL. Congresso. Senado. Resolução no 17, de 1991. Coleção
de Leis da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, v. 183, p. Existem algumas semelhanças entre a nossa NBR 6023 e a
1156-1157, maio/jun. 1991. VANCOUVER. A principal delas é a ordem dos elementos.
BRASIL. Constituição (1988). Emenda constitucional no 9, de 9 Vejamos as referências abaixo:
de novembro de 1995. Lex: legislação federal e marginália, São
Paulo, v. 59, p. 1966, out./dez. 1995. Brasil. Consolidação das leis do trabalho. São Paulo: EDUSP;
1990.
Jurisprudência
Os elementos essenciais são: jurisdição e órgão judiciário BRASIL. Consolidação das leis do trabalho. São Paulo: EDUSP,
competente, título (natureza da decisão ou ementa) e número, 1990.
partes envolvidas (se houver), relator, local, data e dados da
publicação. A ordem dos elementos é a mesma: Responsabilidade, Título
e Imprenta (ou dados da publicação, Cidade, editora e ano).
BRASIL. Tribunal Regional Federal (5. Região). Apelação cível A principal diferença está na forma de apresentação desses
no 42.441-PE (94.05.01629-6). Apelante: Edilemos Mamede elementos.
dos Santos e outros. Apelada: Escola Técnica Federal de
Pernambuco. Relator: Juiz Nereu Santos. Recife, 4 de março de A entrada é feita em caixa-baixa (apenas a primeira letra em
1997. Lex: jurisprudência do STJ e Tribunais Regionais Federais, maiúsculas) com as letras iniciais dos nomes juntas e sem ponto.
São Paulo, v. 10, n. 103, p. 558- 562, mar. 1998. Assim:
BRASIL. Supremo Tribunal Federal. Súmula no 14. Não é
admissível, por ato administrativo, restringir, em razão de idade, Almeida JC
inscrição em concurso para cargo público. Disponível em: Casanova MA
<http://www. truenetm.com.br/jurisnet/sumusSTF.html>. Acesso Lourenço Filho MB
em: 29 nov. 1998. Almeida Júnior A
Coelho Netto NM
NBR 6022 - Artigos Lima Sobrinho AE
Estrutura Levi-Castilho R
A estrutura de um artigo é constituída de elementos pré-textuais, Monte Castelo E
textuais e pós-textuais.
Note-se que assim como na 6023 os sobrenomes que indicam
Elementos pré-textuais parentesco aparecem após o último sobrenome, os sobrenomes
Os elementos pré-textuais são constituídos de: com hífen e que formem expressão também não se separam.
a) título e subtítulo (se houver);
b) nome(s) do(s) autor(es); Além disso, as principais diferenças são quanto ao título, que não
c) resumo na língua do texto; recebe nenhum destaque, e ao ; (ponto-e-vírgula) que precede a
d) palavras-chave na língua do texto. data.

Elementos textuais Artigo científico


Os elementos textuais constituem-se de: Bertho AMM. Museu Paraense, a antropologia na perspectiva de
a) introdução; um saber sobre e na Amazônia (1866-1921), I parte. Bol. Mus.
b) desenvolvimento; Para. Emílio Goeldi sér. Antropol 1994; 9 (1):5-101.
c) conclusão.
Motoyoma S. Ciência e tecnologia e a história da dependência do
Elementos pós-textuais Brasil. Rev. Bras. Tecnol 1984 maio-jun.; 15(3):5-17.
Os elementos pós-textuais são constituídos de:
a) título e subtítulo (se houver) em língua estrangeira; Artigo de periódico eletrônico
b) resumo em língua estrangeira; Autor.Título do artigo. Título da publicação seriada. [tipo de
c) palavras-chave em língua estrangeira; suporte]. Ano. Volume (n.º) [capturado dia mês ano]; paginação
d) nota(s) explicativa(s); ou indicação de tamanho. Disponibilidade de acesso.
e) referências;
f) glossário; Clark SC. The industrial arts paradigm: adjustment, replacement
g) apêndice(s); or extinction?. Journal of Technology Education [online].
h) anexo(s). 1989 Fall [capturado 15 mar. 1995]; 1(1). Disponível em:
URL:gopher://borg.lib.vt.edu:70/1/jte
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Teses, dissertações e monografia Bethesda (MD): National Council on radiation Protection and
Autor. Título e subtítulo da tese. Localidade; ano de apresentação Measurements (US), Council’s Scientific Committee 49 on Ra-
Grau da tese [Curso de Pós-Graduação] – Instituição onde foi diation Protection Guidance for Paramedical Personnel; 1976.
apresentada. NCRP. Report nº 48.

Duque SS. Avaliação técnica de PCR na detecção de fatores de Eventos


virulência Eschericha Coli diarreiogênia empregando culturas Autoria. Título. [suporte]. Título do Evento (se houver); ano
fecais primárias. Rio de Janeiro; 2000. Mestrado [Dissertação [captura dia mês ano]; Local (para Evento). Disponibilidade de
em Biologia Molecular e Celular] – Instituto Oswaldo Cruz. acesso.

Relatório científico ou técnico Figueiredo C. A linguagem racista no futebol brasileiro. [online]


Autor. Título do relatório. Local de publicação: Entidade respon- Trabalho apresentado no 4. Congresso Brasileiro de História do
sável; data de publicação. número do relatório. Esporte, Lazer e Educação Física; 1998 [capturado 8 fev. 2001]
; Rio de Janeiro. Disponível em: http://www.geocities.com./Ath-
Quimby EH, Shafiro G, Stickley EE, orgs. Radiation protection ens/Strux/9231/racismo.html
for medical and allied health personnel: recommendations of the
National Council on Radiation Protection and Measurements.

CATALOGAÇÃO Ponto-e-vírgula (;): separa a paginação da ilustração. Separa


também a ilustração da dimensão.
Catalogação, para concursos, deve ser trabalhada em dois Dois pontos(:): usados para especificar a indicação. Ex: 2v. : il.
tópicos: Descrição e Acesso. Descrição é baseada no ISBD. Vírgula(,): separa a indicação de ilustração(il.) da sua
Acesso, no AACR2. coloração(color.).
Parênteses( ): agrupa o número da série e seu número.
Descrição - ISBD Ponto-e-vírgula(;): separa o nome da série do seu número.
Parênteses( ): indica a qualificação do ISBN.
A Descrição Bibliográfica International Normalizada das Ponto-espaço-travessão-espaço(. ): Separa dois ISBNs entre si.
Publicações Monográficas - ISBD(M) especifica os elementos
necessários à descrição e à identificação dessas publicações, [S.l.: s.n.]: Sem local e sem nome, serve para os livros em que é
atribui uma ordem a esses elementos e prescreve um sistema de impossível definir a cidade e/ou a editora. Importante: não existe
pontuação para essa descrição. s.d(sem data).
A ISBD(M) é uma das muitas das ISBDs publicadas ; as
outras cobrem as publicações em série e obras em continuação Níveis de descrição
(ISBD(CR)), recursos electrónicos (ISBD(ER)), materiais não
livro (ISBD(NBM)), monografias anteriores a 1801 (ISBD(A)) e São três, e vão do mais simples ao mais complexo. Devem
música impressa (ISBD(PM))). Todas as ISBDs são baseadas na sempre levar em conta a necessidade dos usuários e os objetivos
ISBD geral (ISBD(G)). da biblioteca.

Pontuação Primeiro nível de descrição


Título principal / primeira indicação de responsabilidade, se
Cada elemento, exceto o primeiro elemento da área 1, é precedido diferir do cabeçalho da entrada principal em forma ou número,
ou enquadrado pela pontuação prescrita. ou se não houver cabeçalho de entrada principal. Indicação
Cada área das ISBDs, exceto a área 1, é precedida de um ponto, de edição. Detalhes específicos do material (ou do tipo de
espaço, traço, espaço (. - ), salvo se a área em causa estiver , publicação). Primeiro editor etc., data de publicação etc.
claramente, separada da anterior por um parágrafo, sendo neste Extensão do item. Nota(s). Número normalizado.
caso apenas utilizado o ponto (. ). Segundo nível de descrição
Título [designação geral do material] = Título equivalente
Pontuação básica : outras informações sobre o título / Primeira indicação de
responsabilidade ; cada uma das indicações subsequente de
Barra inclinada (/): precede a primeira indicação de responsabilidade. Indicação de edição / primeira indicação
responsabilidade. de responsabilidade relativa a edição. Detalhes específicos do
Igual (=): indica o título equivalente. material (ou tipo de publicação). Primeiro lugar de publicação
Ponto (.): separa os diversos autores e títulos em obras sem título etc., primeiro editor etc., data de publicação etc. Extensão do
coletivo. item : outros detalhes físicos : dimensões. (Título principal da
Dois pontos (:): separam o título do subtítulo. série / indicação de responsabilidade relativa à série, ISSN da
Ponto-e-vírgula (;): separa os autores de obra de responsabilidade série ; numeração dentro da série. Título da subsérie, ISSN da
mista, por exemplo, um ilustrador de um gravurista. Separa subsérie ; numeração dentro da subsérie). Nota(s). Número
também o autor do tradutor. normalizado.
Vírgula (,): separa o nome do prenome, separa entre si os autores Terceiro nível de descrição
de obra de responsabilidade compartilhada. Para o terceiro nível de descrição inclua todos os elementos
Travessão (-): substitui as reticências que aparecem no título especificados nas regras seguintes, aplicáveis ao item que está
original. sendo descrito.
Reticências (...): servem para indicar que o título continua.
Vírgula (,): separa o número da edição de alguma nota sobre ela.
Igual (=): cada menção de edição é separada por espaço igual
espaço. Para memorizar
Ponto-e-vírgula (;): separa as cidades entre si. Toda informação retirada de uma fonte que não é fonte principal,
Dois pontos (:): separa a cidade da editora e as editoras entre si. deve estar entre colchetes.
Vírgula (,): separa a editora da data e as datas entre si. Quando um elemento termina por um ponto e a pontuação
Adição (+): serve para indicar material adicional, como um seguinte começa por um ponto, escreve-se apenas um ponto.
encarte.
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Tipos de catálogo representação dos assuntos dos itens.


37
Os tipos de catálogos são basicamente dois: 1 - os do público, Catálogo dos números de classificação: permite a organização
ou externos, para uso do público, e 2 - os auxiliares, ou internos, das fichas pelo número de classificação utilizado.
para uso dos bibliotecários. Catálogos de títulos: permite organização pelo título. Se for
organizado pelo título da série, chama-se catálogo de séries. Se
Tipos de catálogos externos for organizado pelo título uniforme, chama-se título uniforme.
Neste, a ficha deve trazer explicações sobre o uso do título
Catálogo dicionário: as entradas são organizadas uniforme.
alfabeticamente, como um todo. Caso as entradas estejam Catálogo decisório: serve para indicar todas as decisões
organizadas separadamente, cada uma formando um catálogo, tomadas quanto à catalogação, a fim de garantir a continuidade e
denomina-se catálogo dividido. a coerência do trabalho.
Catálogo sistemático: as entradas são organizadas pelo número Catálogo topográfico: indica a topografia, ou seja, a localização
de classificação do sistema utilizado. de todos os itens nas estantes. É o catálogo utilizado para
inventários.
Tipos de catálogos internos Catálogo oficial: é uma réplica dos catálogos externos, mas
inclui apenas um dos registros completos - normalmente, aquele
Catálogo de identidade: para Mey (1995), erroneamente do ponto de acesso principal.
chamado também de catálogo de autoridade, compreende os Catálogo de registro: é um controle patrimonial, administrativo,
cabeçalhos autorizados para nomes de pessoas ou de entidades do acervo. O registro assinala a incorporação do livro ao acervo,
coletivas. e a baixa,ou saída. Esse controle também é feito através de livros
Catálogo de assuntos: abrange os termos autorizados para de tombo.
Áreas da descrição - São atualmente 9 áreas, já que a área 0 foi incorporada. Abaixo, tabela com as infor-
mações básicas sobre as áreas
Áreas da descrição Fonte(s) prescrita(s) Elementos

0 - Área da forma do conteúdo 0 - O item em si. 0 - Forma do conteúdo e tipo de mídia.


e do tipo de mídia
1 - Folha de rosto 1 - Título, subtítulo,autor
1 - Área do título organizador, e demais
e da responsabilidade 2 - Folha de rosto, Responsáveis pela obra.
Outras preliminares
2 - Área da edição e colofão. 2 - Número da edição e
e da responsabilidade responsáveis pela edição.
3 - Toda a publicação.
3 - Área dos detalhes 3 - Materiais cartográficos, Música, Recursos
específicos do material eletrônicos, Microformas (alguns casos),
4 - Folha de rosto, Recursos contínuos
4 - Área da publicação outras preliminares
e colofão. 4 - Cidade, editora
E ano de publicação.
5 - Área da descrição física 5 - Toda a publicação.
5 - Material adicional,
6 - Área da série 6 - Folha de rosto, outras preliminares,paginação, ilustrações,
capa e colofão. dimensão, etc.
7 - Área das notas
7 - Qualquer fonte 6 - Título, número, e
8 - Área do ISBN demais informações
e modalidade de aquisição 8 - Qualquer fonte sobre a série ou coleção.

7 - Qualquer nota.

8 - ISBN e modalidade

Pontos de acesso
Nome, termo, código etc., sob o qual pode ser procurado e identificado um registro bibliográfico.

Fonte principal de informação (Fonte prescrita)


Varia de acordo com o tipo do item. Para monografias, a fonte principal de informação é a página de rosto ou outra parte da
publicação que venha a substituí-la.
Autor pessoal
O principal ponto de acesso para um item é o seu autor, que poderá ser pessoa ou entidade, e na ausência de ambos, o título da obra
ou um título uniforme.

Atenção: Para o AACR2, a entrada principal (ponto de acesso) se dá pelo autor. Quando uma pessoa exerce outra função, vai para
a entrada secundária. Pode ser compilador (comp.), arranjador (arr.) , coordenador (coord.), tradutor (trad.) e ilustrador (il.)
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Obras aceitas, como a bíblia, por um grupo religioso;


Autor coletivo (Autor entidade)
É a entidade, organização, ou assembléia de pessoas conhecida e Casos especiais
identificada por um nome coletivo ou corporativo. Obras com até 3 autores, sem responsabilidade principal indicada:
Caso haja dúvida, o documento deve ser tratado como se não se Entrada principal para o primeiro autor; secundária para os
enquadrasse em nenhum caso, indicando-se a entrada pelo autor demais.
principal ou pelo título. Se a indicação de responsabilidade principal é para um editor,
O documento deve ser tratado como se não se enquadrasse em organizador, coordenador, a entrada principal é pelo título.
nenhum caso, indicando-se a entrada pelo autor principal ou pelo (Cuidado para não confundir com a NBR 6023 Referências)
título.
Comunicações oficiais
Entrada padronizada A entrada principal se dá pelo cabeçalho apropriado à entidade
A entrada padronizada se dá pelo sobrenome, o último elemento representada, e a secundária para a pessoa investida no cargo.
do nome do autor. Exemplo: ANDRADE, João Paulo Principal: JURISDIÇÃO. DESIGINAÇÃO DO CARGO. DATAS
Quando o sobrenome indica parentesco, a entrada é pelo elemento DO MANDATO. NOME DA AUTORIDADE (Abreviado ou o
anterior. Ex.: Nascimento Neto, Gustavo Henrique. mais conhecido).Ex.:
Quanto à escolha do nome que será a base para o cabeçalho
(ponto de acesso padronizado), as regras determinam que se Rio de Janeiro (Estado). Governador (1947-1951 : Macedo
escolha (Mey, 1995): Soares e Silva)
Brasil. Presidente (2002 - : Lula).
A forma do nome pela qual a pessoa é conhecida, isto é, a forma Atenção: se forem comunicações não oficiais de autoridade, a
encontrada na página de rosto de suas obras, seja seu nome ou entrada é a padronizada, ou seja, pelo nome do autor.
pseudônimo;
Quando as formas do nome variam em diferentes obras, dar Papas
preferência à forma predominante; Entrada pelo nome direto do Papa em português:
Quando as formas do nome variam e não há forma predominante, Bento XVI, Papa.
dar preferência à forma mais recente;
Quando a pessoa usa seu nome e/ou vários pseudônimos, não Monarcas
havendo forma predominante, fazer o cabeçalho de acordo com Entrada pelo prenome e designação do título.
o encontrado na folha de rosto; Ex.: Juan Carlos, Rei da Espanha
Quando duas ou mais pessoas usam um único pseudônimo para
obras escritas em conjunto, escolher o pseudônimo. CUIDADO!
Na tradução, a entrada é pelo autor da obra original. Na adaptação,
Atenção: Na língua espanhola, o sobrenome é o penúltimo a entrada é pelo nome do adaptador, pois se trata de uma nova
elemento do nome, se o sobrenome contiver um artigo, sem obra, ainda que baseada em outra.
preposição, o cabeçalho começará pelo artigo. Ex.: Márdero
Arellano, Miguel. Las Haras, Raúl Manoel. Peña, Ivan de la
Para coleção de leis, usar [Leis etc.] como título uniforme.Ex.:
Sobrenomes ligados por hífen e sobrenomes que formam João Pessoa
expressão permanecem como estão, não se separam: [Leis etc.]
Couto-Pereira, João do / Boa Morte, Luís / Castelo Branco, Ivo Coleção das leis do Município de João Pessoa...

Entrada por pseudônimo Para uma compilação de leis sobre um assunto específico, se
Será pelo pseudônimo com remissiva para o nome verdadeiro, tiver um título mais conhecido, a entrada será por ele.Ex.:
caso conhecido.
Entrada para santos Brasil
Nome, e a palavra santo (a) [Consolidação das Leis do Trabalho]
Ex.: Antonio, Santo. Brasil
Livros mediúnicos [Leis de Diretrizes e bases da educação]
Entrada pelo nome, seguido de (espírito): Emmanuel (espírito)
Entrada por congresso Leis individuais devem dar preferência à forma mais conhecida,
Nome do congresso (número da edição. : ano : local) caso não tenha, ao título oficial. Ex.:
Ex.: Congresso Brasileiro de Enfermagem (10. : 2002 : Recife,
PE) Brasil.
[Estatuto da Criança e do Adolescente]
Entrada pelo título Lei n. 8069, de 13 de julho de 1990.

Terão entrada pelo título, principal ou uniforme, os seguintes Anteprojeto de Lei A entrada se dará pela pessoa ou entidade
documentos: autora do projeto.Ex.:
Partido dos Trabalhadores.
Documentos de autoria desconhecida; Anteprojeto de Lei para ...
Documentos emanados de uma entidade;
Coletânea ou obras produzidas sob a orientação de um
coordenador;

FORMATO MARC - MACHINE READING CATALOGUE por máquina. Sua principal finalidade é possibilitar o intercâmbio
(extraído de http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/) de dados, ou seja, importar dados de diferentes instituições ou
exportar dados de sua instituição para outros sistemas ou redes de
O formato MARC é um conjunto de códigos e designações de bibliotecas através de programas de computador desenvolvidos
conteúdos definido para codificar registros que serão interpretados especificamente para isto.
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39
microforma de um livro. O mesmo se aplica para Arquivo de
Um registro MARC é composto por três elementos: estrutura, computador.
indicação do conteúdo e conteúdo propriamente dito. A estrutura
do registro é uma implementação dos padrões internacionais Componentes do Registro Bibliográfico
ANSI Z39.2 e ISO 2709. As indicações de conteúdo são códigos e
convenções estabelecidos para identificar e caracterizar os dados Um registro bibliográfico em formato MARC é composto de três
dentro do registro e permitir sua manipulação.Os conteúdos dos elementos principais: o Líder, o Diretório e os Campos Variáveis.
dados que compõem um registro MARC geralmente são definidos Líder - contém informações que possibilitam o processamento
por padrões externos ao formato, como: International Standard do registro; apresenta números e códigos que são identificáveis
Bibliographic Description (ISBD), Anglo-American Cataloguing pela sua posição; compreende as 24 primeiras posições de um
Rules (AACR2), Library of Congress Subject Headings (LCSH) registro.
ou outros códigos usados pela instituição criadora do registro. Diretório - apresenta uma série de entradas de tamanho fixo, uma
para cada campo variável do registro. Cada entrada possui 12
O formato MARC 21 para dados bibliográficos inclui informação posições e apresenta três partes: a tag ou etiqueta do campo, o
sobre material textual impresso ou manuscrito, arquivo de tamanho do campo e a posição inicial do campo. O Diretório
computador, mapas, música, recurso contínuo, material visual vem em seguida ao Líder e está localizado na posição 24 do
e material misto; os dados bibliográficos normalmente incluem registro, sendo gerado automaticamente.
título, nome, assunto, nota, dado de publicação e descrição física. Campos Variáveis - os dados ou informação do registro estão
Livro (BK) - usado para material textual impresso, eletrônico, organizados em campos variáveis ou de conteúdo variável,
manuscritos e microformas, por natureza monográficos, por cada um identificado por uma tag ou etiqueta composta por três
exemplo: livros, teses, etc.; caracteres numéricos. Existem dois tipos de campos variáveis:
Recurso Contínuo (CR) - usado para material textual impresso,
eletrônico, manuscritos e microformas, com publicação campos de controle - que são os campos 00X; não contêm
frequente, por exemplo, periódicos, jornais e anuários. Até 2002 indicadores nem sub-campos;
era designado como Publicação Seriada (SE); campos de dados - são agrupados em blocos, de acordo com
Arquivo de Computador (CF) - usado para programas de o primeiro caractere da tag; o tipo de informação no campo é
computador (softwares), dados numéricos, arquivos multimídias identificado pelos caracteres restantes da tag. Apresenta dois
desenvolvidos para computador, serviços e sistemas on-line. tipos de designação de conteúdo: indicadores, as duas primeiras
Outros tipos de recursos eletrônicos são codificados de acordo posições no campo de dados variáveis; são representados por
com seu aspecto mais relevante; um caractere numérico ou alfabético minúsculo; e os códigos de
Mapas (MP) - usado para todos os tipos de material cartográfico sub-campos, representados por dois caracteres que distinguem
- impresso, eletrônico, manuscritos e microformas, incluindo as informações dentro do campo; apresenta um delimitador ($) e
mapas planos e globos; um identificador de dados - que pode ser um caractere numérico
Música (MU) - usado para música impressa, eletrônica, ou alfabético minúsculo.
manuscritas e microformas, registros sonoros musicais e não-
musicais; Repetitividade de campos e subcampos
Material Visual (VM) - usado para mídias projetáveis e não
projetáveis, gráficos bidimensionais, artefatos tridimensionais Teoricamente, todos os campos (exceto o 001 - número de
ou objetos naturais e kits; controle) e 005 (data e hora da última atualização) e subcampos
Material Misto (MX) - usado para documentos com formas podem ser repetidos. A natureza do dado, entretanto, não
mistas principalmente para coleções de arquivos e manuscritos. permite a repetitividade. Por exemplo, um registro do formato
Até 1994, Material Misto (MX) era designado como Material de bibliográfico pode conter somente um título principal, ou seja o
Arquivo e Manuscrito (AM). campo 245 subcampo $a não é repetitivo.

Todos estes materiais, podem ser monográficos ou seriados, A repetitividade ou não de um campo ou subcampo está
dependendo da sua característica. representada pelas abreviaturas R (Repetitivo) e NR (Não
Repetitivo), apresentadas ao lado de cada campo e subcampo.
Tipos de registros bibliográficos
Níveis de Catalogação
Os tipos de registro e de material são especifícados através de
códigos, indicados no Líder 06 (Tipo de material), que identificam O formato MARC21 apresenta dois níveis de catalogação,
os seguintes tipos de registro bibliográfico: utilizados nos EUA: nacional e mínimo. Os registros com nível
nacional contêm informações de catalogação suficientes para
Tipos de registros bibliográficos permitir o uso por várias agências nacionais e internacionais.
Material textual Os registros com nível mínimo de catalogação contêm apenas
Material manuscrito informações essenciais, embora informações adicionais possam
Arquivo de computador ser fornecidas.
Material cartográfico impresso São utilizados códigos para indicar a exigência ou não de um
Material cartográfico manuscrito determinado dado ou informação no registro:
Música impressa
Música manuscrita A - Obrigatório, se aplicável: a informação referente aquele
Gravação de som não musical campo ou subcampo deve estar presente se a utilização dos
Gravação de som musical mesmos for apropriada ao documento que está sendo descrito e
Mídia projetável se a informação estiver disponível;
Material gráfico não projetável M - Obrigatório: é obrigatória a utilização do campo ou
Artefatos tridimensionais e objetos da natureza subcampo;
Kit O - Opcional: a utilização do campo ou subcampo é opcional.
Material misto
Caractere cheio e valores relacionados
Microformas, sejam elas originais ou reproduções, não são
identificadas como um tipo especial de registro. A microforma Um caractere cheio (ASCII 7C hex), representado neste
é um aspecto secundário do material original, por exemplo a documento por uma barra vertical (|), pode ser utilizado em
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um registro quando o formato especifica que se deve utilizar Requisitos Funcionais para Registros Bibliográficos (FRBR)
um código, porém o criador do registro decide não fornecer
este código. Este caractere não deve ser utilizado em nenhuma Os Requisitos Funcionais para Registros Bibliográficos (FRBR,
posição do Líder, tags, indicadores ou códigos de subcampos. do original Functional Requirements for Bibliographic Records)
são um modelo conceitual do tipo entidade-relacionamento.
O código u - desconhecido ou não especificado - é utilizado para Por ser um modelo conceitual, ou seja, a representação de
indicar que o criador do registro tentou fornecer um código, algo, os FRBR não são um novo código de catalogação, não
porém não foi capaz de determinar o código apropriado. descrevem a forma de apresentação dos elementos descritivos.
O código n - não se aplica - é utilizado para indicar que as Em suma, os FRBR não anulam ISBD, MARC, AACR2. Pelo
características definidas pela posição não se aplicam ao tipo contrário, os FRBR se tornaram a base conceitual utilizada para
específico de documento ou registro. o aperfeiçoamento dessas normas.

Convenções Tipográficas Os FRBR estabeleceram:


0 – representa o dígito zero nas etiquetas, campos fixos e
indicadores e outros lugares numéricos. Não confundir com a As entidades dos registros bibliográficos
letra “O” maiúscula, em exemplos e textos. Os atributos de cada uma das entidades
# (Sustenido)- é usado para espaço em branco em campos As relações entre as entidades
codificados e em outras situações especiais, onde a existência do
espaço em branco poderia ser ambígua. As entidades “representam os principais objetos de interesse para
$ - indicador de subcampo – utilizado como delimitador de os usuários de dados bibliográficos”. São 10 entidades divididas
código de subcampo. No texto, os códigos de subcampo são em três grupos:
indicados como subcampo $a, por exemplo.
/ (barra diagonal) – posições específicas de caracteres do Líder, Grupo 1- Obra
Diretório, campo 007 e 008, subcampo $7 dos campos de entradas Expressão
de ligação são expressas utilizando-se uma barra e o número da Manifestação
posição do caractere. Exemplo: Líder/06, 007/00, 008/12. Item
1 – o símbolo gráfico 1 representa o número 1. Não confundir
com a letra i “I” maiúscula e a letra L “l” minúscula. Grupo 2 - Pessoa
Entidade Coletiva
| (barra vertical) – representa um caractere cheio em exemplos
do MARC para casos em que um código pode ser usado mas Grupo 3 - Conceito
o criador do registro decide não fornecê-lo. Podemos utilizá-lo Objeto
nos campos 006, 007 e 008 e subcampo $7 do campo 533 e nas Evento
entradas de ligação (760-787). Não utilizamos este símbolo no Lugar
Líder, nas tags, nos indicadores ou nos códigos de subcampos.
Em termos gerais, as entidades do Grupo 1 representam os
Caracteres do Líder produtos do trabalho intelectual ou artístico. As do Grupo 2
representam os responsáveis por seus conteúdos, produção,
00-04 Tamanho lógico de registro disseminação, etc. As do Grupo 3 representam os assuntos de
05 Status do registro uma obra.
06 Tipo de registro
07 Nível bibliográfico Os relacionamentos que ocorrem entre entidades, para os FRBR,
08 Tipo de controle “proporcionam informação adicional que ajuda o usuário a fazer
09 Esquema de codificação de caracteres novas conexões entre a entidade encontrada e outras entidades
10 Contagem de indicador que se relacionam com aquela entidade.” (IFLA, 1998, p. 56).
11 Contagem de código de subcampo Estes relacionamentos podem ser entre obras, entre expressões
12-16 Endereço do dado na Base da mesma obra, entre expressões de diferentes obras e entre
17 Nível de catalogação manifestações, sendo subdivididos em tipos, servindo como uma
18 Forma de catalogação descritiva maneira de o usuário navegar pelas entidades que está buscando
19 Ligação de registro e por outras relacionadas.
20-23 Mapa de entrada
Os atributos são similares aos elementos de dados encontrados
Principais tags MARC 21 no formato Machine Readable Cataloging – MARC. Nos FRBR,
013 Patente 020 ISBN 022 ISSN os atributos foram criados de acordo com o tipo de entidade e
080 – Número da CDU 082 – Número da CDD servem para demonstrar as diferenças de conteúdo (intelectual ou
084 – Outro Número de Classificação artístico). Entretanto, nem todos os casos de um tipo de entidade
090 - Classificação local apresentarão todos os atributos listados. Os atributos abarcam
100 Entrada principal pelo nome pessoal mais que os elementos de descrição em si, pois foram definidos
110 Entrada principal pelo nome de uma entidade em um nível lógico.
111 Entrada principal pelo nome de um evento
130 Entrada principal pelo título uniforme O RDA está construído sobre dois modelos conceituais,
240 Título uniforme 245 Indicação de título principal desenvolvidos pela Federação Internacional de Associações
250 Edição 260 Área da publicação, distribuição, etc de Bibliotecas e Instituições, FIABI (sigla em inglês, IFLA) –
300 Descrição física 440 Indicação de série Requisitos Funcionais para Dados Bibliográficos (RFDB), em
500 Nota geral 505 Nota de conteúdo inglês Functional Requirements for Bibliographic Data (FRBR),
600 – Assunto – Nome Pessoal e Requisitos Funcionais para Dados de Autoridade (RFDA), em
610 – Assunto – Entidade Coletiva inglês, Functional Requirements for Authority Data (FRAD).
611 – Assunto – Nome de evento FRBR e FRAD identificam as relações que uma obra pode
630 – Assunto – Título Uniforme ter com seu criador, assim como suas relações com quaisquer
650 – Assunto Tópico traduções, interpretações, adaptações ou formatos físicos dessa
700 – Entrada Secundária – Nome Pessoal mesma obra.
710 – Entrada Secundária – Entidade Coletiva
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ONTOLOGIAS a) classes (organizadas em uma taxonomia);


41
(extraído de: CAFÉ, L.M.A.; VITAL, L.P. Ontologias b) relações (representam o tipo de interação entre os conceitos de
e taxonomias: diferenças. Perspectivas em Ciência da um domínio);
Informação, v.16, n.2, p.115-130, abr./jun. 2011) c) axiomas (usados para modelar sentenças sempre d) instâncias
(utilizadas para representar elementos específicos, ou seja, os
A palavra ontologia deriva do grego onto (ser) + logia próprios dados).
(estudo). Ciência que estuda o ser, como tal. As primeiras
definições de ontologia surgiram na Filosofia, com o uso do Noy e Guinness (2001) determinam sete passos para a criação de
termo metafísico (o que vem antes da física), designando uma ontologia, descritos a seguir. Eles ressaltam que não existe
“aquilo que existe”, no mesmo sentido de ontologia (SMITH, apenas um caminho para a construção de ontologias, a decisão irá
2003). O filósofo alemão Edmund Husserl, no início do século depender do propósito ao qual ela se destina.
XX, definia a ontologia como sendo a ciência das essências. 1º. Passo: determinar o domínio e o alcance da ontologia -
Ele dividia as ontologias em: a) Formais – fundamentos de estabelecer os objetivos e os domínios a serem cobertos;
todas as ciências e 2º. Passo: considerar ontologias já existentes (reutilização) – buscar
interessando-se pelas essências e b) Materiais – conjunto de em bibliotecas de ontologias, trabalhos já validados, no sentido de
ontologias setoriais que se preocupa dos fatos (HUSSERL, poupar esforços e utilizar ferramentas já disponíveis;
1996). 3º. Passo: enumerar termos importantes na ontologia – estabelecer
Na organização e representação do conhecimento, o sentido é os termos a serem tratados e suas propriedades;
diferente. A partir de uma determinada área de domínio (campo 4º. Passo: definir as classes1 e hierarquias – estabelecer que classes
do conhecimento que se deseja representar), a ontologia se serão trabalhadas e as relações hierárquicas entre elas, das mais
propõe a classificar as coisas em categorias, na perspectiva do gerais para as mais específicas (Top level), das específicas para
sujeito e da linguagem do domínio. Partindo da definição de as gerais (Bottom level) ou uma combinação de ambas (Middle
Gruber (1996, p.1) onde “Uma ontologia é uma especificação level) 5º. Passo: definir as propriedades das classes – estabelece as
explícita de uma conceitualização”, Guarino e Giaretta (1995 propriedades e relações entre elas;
apud ALMEIDA; BAX, 2003, p.2) explicam que: 6º. Passo: definir as facetas2 das propriedades – relações e variáveis
permitidas para cada propriedade; e
[...] um ponto inicial nesse esforço de tornar claro o termo será 7º. Passo: criar instâncias3 – criação de instâncias dentro das
uma análise da interpretação adotada por Gruber. O principal classes.
problema com tal interpretação é que ela é baseada na noção
conceitualização, a qual não corresponde à nossa intuição. [...] Formando, assim, uma estrutura que parte das classes até a criação
Uma conceitualização é um grupo de relações extensionais das instâncias, em uma relação hierárquica. As ontologias organizam
descrevendo um ‘estado das coisas’ particular, enquanto o conhecimento em forma de uma teia de relações, assim como a
a noção que temos em mente é uma relação intensional, mente humana, em uma relação intensional (conforme definição
nomeando algo como uma rede conceitual a qual se superpõe anterior). Essa forma de organização corrobora a afirmação de
a vários possíveis ‘estados das coisas’. Almeida e Bax (2003, p. 17), de que as ontologias “[...] permitem
formas de representação baseadas em lógica, o que possibilita o
Segundo Neches (1991 apud FEITOSA, 2005, p. 26), uso de mecanismos de inferência para criar novo conhecimento a
“uma ontologia define os termos básicos e as relações, partir do existente”. Sendo assim, utilizada em processos de Gestão
compreendendo o vocabulário de uma área de tópico, bem do Conhecimento, o desenvolvimento das ontologias possibilita
como as regras para a combinação de termos e as relações para a formação de relações entre conceitos, assim como, propicia a
definir as extensões do vocabulário”. Na área da Ciência da representação de várias relações de um mesmo objeto.
Computação apresenta a seguinte definição: “uma ontologia
é uma TAXONOMIAS
especificação formal e explícita de uma conceitualização (extraído de: CAFÉ, L.M.A.; VITAL, L.P. Ontologias e taxonomias:
compartilhada” (BORST, 1997, p. 12). Esta definição é diferenças. Perspectivas em Ciência da Informação, v.16, n.2,
classificada por Almeida e Bax (2003, p. 9) como simples e p.115-130, abr./jun. 2011)
completa. Estes autores (2003, p. 9) afirmam que:
Taxonomia vem do grego taxis=ordem e onoma=nombre e
Nessa definição, “formal” significa legível para computadores; derivouse de um dos ramos da Biologia que trata da classificação
“especificação explícita” diz respeito a conceitos, lógica e científica dos seres vivos, fruto do trabalho do médico
propriedades, relações, funções restrições, axiomas, e botânico sueco Carolus Linnaeus (ou Karl von Linné). Apesar
explicitamente definidos; “compartilhado” quer dizer das taxonomias terem sido primeiramente empregadas na área da
conhecimento consensual; e “conceitualização” diz respeito a Biologia, nos ambientes digitais, seu uso, segundo autores como
um modelo abstrato de algum fenômeno do mundo real. As Edols (2001), Adams (2000) e Plosker (2005), está relacionado com
ontologias, inerentes aos estudos da web semântica, objetivam as formas automatizadas de organização da informação, tornando-
o processamento automatizado da informação. Gruber (1996); se alvo de estudos da Ciência da Informação.
Noy e Guinness (2001) citam como componentes básicos de
uma ontologia: No âmbito da Gestão do Conhecimento, as taxonomias são
definidas como “elementos estruturantes, estratégicos e centrais
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para negócios baseados em informação e conhecimento [...] b) construir manualmente uma taxonomia;
para classificar e facilitar o acesso à informação” (TERRA et c) construir automaticamente uma taxonomia; e
al., 2005, p. 1). d) uma combinação de automática e manual (híbrida).
Para Martinez et al. (2004, p. 106) “a taxonomia, em um
sentido amplo, é a criação da estrutura (ordem) e dos rótulos Holgate (2004) afirma que a forma mais adequada depende de alguns
(nomes) que critérios que variam em cada organização, como:
ajudam a localizar a informação relevante. Em um sentido
mais específico, é o ordenamento e rotulação de metadados, a) o problema que a taxonomia está tendo que responder;
que permite organizar sistematicamente a informação b) o tipo e o alcance da informação corporativa;
primária”. c) o volume do conteúdo; e
d) a disponibilidade dos especialistas da área para estarem
A taxonomia organiza a informação da mais genérica a mais desenvolvendo a taxonomia.
específica, utilizando-se da relação hierárquica ou relação
de gênero-espécie entre os termos. Essa relação é definida Woods (2004) explica que, em ambientes organizacionais, as
por Dahlberg (1978b, p.104) como sendo aquela que aparece taxonomias precisam:
“[...] entre dois conceitos que têm idênticas características, a) fazer parte de um processo de gestão do conhecimento mais
sendo, porém, que uma em relação à outra, apresenta uma amplo;
característica adicional, de modo que surge entre eles uma b) estar relacionadas com arquiteturas de administração da
hierarquia”. informação, como portais, datawarehousing, etc; e
c) estar relacionadas a um ambiente de informações integrado,
O objetivo da taxonomia não é unicamente classificar e facilitar procurando entender o fluxo de informação e semântico da
o acesso à informação, mas, igualmente, [...] representar organização.
conceitos através de termos, agilizar a comunicação entre
especialistas e outros públicos; encontrar o consenso; propor Na construção de taxonomias, alguns critérios devem ser observados:
formas de controle da diversidade de significação e oferecer a)Comunicabilidade: termos utilizados devem transparecer
um mapa de área que servirá como guia em processo de os conceitos carregados de acordo com a linguagem utilizada
conhecimento (TERRA et al., 2005, p. 1). pelos usuários do sistema. Ex. Cloreto de sódio (utilizado para
especialistas) e sal (utilizado para leigos).
o conceito de taxonomia, algumas vezes, é limitado a b) Utilidade: apresentar somente os termos necessários. Ex. Frutas,
termos organizados em categorias hierárquicas, porém, sem especificar cada uma como maçã, pêra.
quando tratamos de taxonomias em ambientes corporativos, c) Estimulação: uso de termos que induzem o usuário a continuar a
encontramos definições mais específicas. Woods (2004) navegação pelo sistema.
explica que uma taxonomia corporativa é uma forma de d) Compatibilidade: contém somente estruturas de campo que se
representar toda a informação disponível na organização. está ordenando e que façam parte das atividades ou
Segundo o autor, “Uma taxonomia clássica funções da organização (TERRA et al., 2005, p. 3).
supõe que cada elemento só pode pertencer a um ramo da
árvore hierárquica. No entanto, em um ambiente corporativo A formação de taxonomias, assim como outras formas de organização
isso não é possível nem desejável” (WOODS, 2004, p. 3)5. e representação do conhecimento, se beneficia da marcação
Um documento pode ser de interesse de vários departamentos dos documentos. A marcação é um passo importante, não só para
dentro da organização, com implicações e objetivos diferentes garantir que mecanismos de busca encontrarão os documentos
e precisa estar representado dentro desses diversos interesses. mais facilmente, e os organizarão em classes, como também para a
disseminação dos documentos com base em regras de personalização.
Outros tipos de relação entre conceitos como as de O conceito de metadados, ou dados que representam informações
funcionalidade também são importantes. A relação funcional contidas em dados, base das linguagens de marcação como o XML,
é aquela em que, segundo Dahlberg (1978a, p. 105) “Pode-se é central para a evolução da Internet, tanto em sua parte pública
conhecer o caráter semântico [...] tendo por base as chamadas quanto na corporativa, representada pelos portais.
valências semânticas dos verbos [...]”. Valência semântica é
caracterizada como “a soma dos lugares a serem preenchidos
de acordo com a ligação deste conceito com outros”
(DALHBERG, 1978a, p. 105). As relações entre os conceitos
também podem ser intensionais, redes de conceitos, usadas
tanto nas ontologias quanto nas taxonomias. Sendo que, nas
taxonomias corporativas, segundo Woods (2004) as relações
necessitam ser flexíveis, pragmáticas assim como coerentes.

De acordo com Holgate (2004), há quatro formas de se


construir uma taxonomia:

a) adquirir uma taxonomia pré-definida;


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43
BIBLIOMETRIA Mateus, sobre o qual Merton (1968) diz que “aos que mais têm será
dado em abundância e, aos que menos têm, até o que têm lhes será
A Bibliometria possui três leis básicas: Lei de Bradford tirado” é aplicável a estas afirmações.
(produtividade de periódicos), Lei de Lotka (produtividades de
autores) e Lei de Zipf (freqüência de ocorrência de palavras).
A lei de Bradford é também conhecida como lei da A Lei de Zipf é também conhecida como Lei do Menor Esforço e
dispersão e “ permite, mediante a medição da produtividade incide na medição de frequência do aparecimento das palavras em
das revistas, estabelecer o núcleo e as áreas de dispersão vários textos. Assim, é gerada uma lista ordenada de termos de uma
sobre um determinado assunto em um mesmo conjunto de determinada disciplina ou assunto. (Vanti, 2002). Meadows (1999)
revistas” (Vanti, 2002, p. 153). O enunciado da lei diz que “se diz que as palavras mais citadas são também as mais curtas, sendo
os periódicos forem ordenados em ordem de produtividade as mais longas difíceis de absorver. O autor utiliza o exemplo do
decrescente de artigos sobre um determinado assunto, poderão termo DNA, amplamente empregado em textos científicos, contra
ser distribuídos num núcleo de periódicos mais particularmente o termo ácido desoxirribonucléico. Assim, é poupado esforço no
devotados a esse assunto e em diversos grupos ou zonas momento da leitura na qual é a todo o instante citado o composto.
contendo o mesmo número de artigos que o núcleo, sempre A Lei de Zipf divide-se em (Guedes; Borschiver, 2005):
que o número de periódicos e das zonas sucessivas for igual
a 1:n:n2.” a) Primeira Lei de Zipf: a primeira lei diz que o produto da ordem
de série de uma palavra multiplicado pela freqüência de ocorrência
A Lei de Lotka, de 1926, é também conhecida como Lei era aproximadamente constate. Representada pela fórmula: r . f =
do Quadrado Inverso devido a sua premissa: o número de c, onde: r = produto; f= frequência; c = constante.
autores que tenham publicado exatamente (n) trabalhos b) Segunda Lei de Zipf: a segunda lei “enuncia que, em um
é inversamente proporcional a (n²). Maltrás Barba (2003) determinado texto, várias palavras de baixa frequência de
utiliza exemplo dado por Derek J. de Solla Price, afirmando ocorrência (alta ordem de série) têm a mesma frequência” (Guedes;
que a cada 100 autores com um trabalho somente, haverá 25 Borschiver, 2005, p. 6). Esta lei foi modificada em 1967 por Booth,
autores com 2 trabalhos, 11 autores com 3 trabalhos e assim que a representou matematicamente através da fórmula apresentada
sucessivamente. na equação 1:

A Lei de Lotka pode também ser vista com uma função de


probabilidade da produtividade. Quanto mais se publica,
mais parece que se facilita publicar um novo trabalho e os
pesquisadores que publicam resultados mais interessantes
ganham mais reconhecimento e acesso a recursos para
melhorar sua pesquisa. (Maltrás Barba, 2003). O Efeito

PRESERVAÇÃO DIGITAL danificados (preservação retrospectiva).


(Extraído de: MARDERO ARELLANO, M. Preservação de
documentos digitais. Ci. Inf., Brasília, v. 33, n. 2, p. 15-27, Para Margaret Hedstrom (1996), a preservação digital é “(...)
maio/ago. 2004) o planejamento, alocação de recursos e aplicação de métodos
e tecnologias para assegurar que a informação digital de valor
Na preservação de documentos digitais, assim como nos contínuo permaneça acessível e utilizável”. A preservação digital
documentos em papel, é necessária a adoção de ferramentas compreende os mecanismos que permitem o armazenamento em
que protejam e garantam a sua manutenção. Essas ferramentas repositórios de dados digitais que garantiriam a perenidade dos
deverão servir para reparar e restaurar registros protegidos, seus conteúdos.
prevendo os danos e reduzindo os riscos dos efeitos naturais As condições básicas à preservação digital seriam, então, a adoção
(preservação prospectiva), ou para restaurar os documentos já desses métodos e tecnologias que integrariam a preservação física,
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lógica e intelectual dos objetos digitais. A preservação física preservação dos documentos digitais da seguinte forma:
está centrada nos conteúdos armazenados em mídia magnética
(fitas cassete de áudio e de rolo, fitas VHS e DAT etc.) e discos • fixar os limites do objeto a ser preservado;
óticos (CD-ROMs, WORM, discos óticos regraváveis). A • preservar a presença física;
preservação lógica procura na tecnologia formatos atualizados • preservar o conteúdo;
para inserção dos dados (correio eletrônico, material de • preservar a apresentação;
áudio e audiovisual, material em rede etc.), novos software e • preservar a funcionalidade;
hardware que mantenham vigentes seus bits, para conservar sua • preservar a autenticidade;
capacidade de leitura. • localizar e rastrear o objeto digital;
• preservar a proveniência;
No caso da preservação intelectual, o foco são os mecanismos • preservar o contexto.
que garantem a integridade e autenticidade da informação
nos documentos eletrônicos. Segundo Borbinha & Correia Esses novos requisitos especificam os elementos que deverão ser
(2001), a preservação digital representa um novo agrupamento efetivamente mantidos, a série de bits que deverá ser recuperada;
da perspectiva que se tinha dos requisitos associados com as referem-se à capacidade de acesso aos conteúdos dinâmicos
atividades tradicionais nessa área. A preservação física continua independentemente da sua apresentação, componentes de
relevante na mídia eletrônica, ainda que o seu armazenamento multimídia, hipertextualidade e interatividade. Observar essas
tenha mostrado a necessidade de constante atividade de condições significa identificar o objeto digital na sua origem e
migração para novos materiais (disquete, fita VHS, CD-ROM, pelas suas dependências de hardware e software .
DVD etc.).
Para Beagrie & Greenstein (1998), algumas precauções
No caso dos materiais impressos, a preservação lógica é devem ser tomadas para reduzir o perigo daperda dos
pouco relevante, por estar garantida no formato específico materiais digitais:•armazenar em ambiente estável e
em que foram publicados (periódico, revista, livro etc.). Na controlável;•implementar ciclos de atualização (refreshment)
publicação digital, a preservação lógica está associada à para cópia em nova mídia;•fazer cópias de preservação
necessidade de garantir a conversão dos formatos originais que (assumindo licenças epermissões de copyrights);•implementar
tem se convertido em obsoletos ou de custosa manutenção. A procedimentos apropriados de manuseio;•transferir para uma
importância da preservação intelectual torna-se maior no caso mídia de armazenamento padrão. Segundo vários autores, o dado
dos materiais digitais devido principalmente à capacidade de e a mídia que suportama informação devem possuir um nível de
o objeto digital ser passível de modificação no seu desenho funcionalidade representacional que permita a sua reprodução
(leiaute), apresentação ou interação no formato de publicação. a qualquer momento que a instituição mantenedora precisar
Com isso, a perda do conteúdo intelectual original pode ser recuperar o dado. Cada mídia pode armazenar uma seqüência de
declarada inaceitável pelo autor. bits de forma diferente, segundo as propriedades físicas da mídia.
O bit stream precisa então ser interpretado, já que toda seqüência
Esse último requisito envolve a preservação da propriedade significativa de bits pode representar qualquer coisa. Os objetos
intelectual - Intelectual Proprity Rights (IPR), que tem um digitais são salvos como coleções de bits representando documentos
significado mais argüível do que na mídia tradicional. O IPR específicos, significativos apenas para oprograma que os criou.Os
deve considerar não apenas o conteúdo, mas também qualquer principais métodos recomendados para a preservaçãodos objetos
ação relacionada ao software (cópias, encapsulamento de digitais podem ser agrupados em dois tipos: os estruturais e os
conteúdo, emulação de software, migração de conteúdo) que operacionais. Os estruturais tratam dos investimentos iniciais por
envolva atividades que podem infringir permissões específicas parte das instituições queestão se preparando para implementar
daqueles que mantêm os direitos. Para Bullock (1999), o IPR algum processode preservação e que adotam ou adaptam um dos
é uma das principais barreiras que interferem na preservação modelos de metadados existentes ou seu próprio esquema. As
dos objetos digitais. Bullock também enumera os requisitos de atividades operacionais são as medidas concretas aplicadas aos
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45
objetos digitais. No quadro 3, estão enumerados os métodos
depreservação mais freqüentemente usados.

As estratégias operacionais que englobariam os novos requisitos


de preservação seriam a migração de suportee o refrescamento
do meio (preservação física), a conversão dos formatos, a
emulação (preservação lógica)e a preservação do conteúdo
(intelectual).

OS METADADOS DE PRESERVAÇÃO
(Extraído de: MARDERO ARELLANO, M. Preservação de
documentos digitais. Ci. Inf., Brasília, v. 33, n. 2, p. 15-27,
maio/ago. 2004)

A criação e uso de metadados é uma parte importante em todas as


estratégias operacionais de preservação digital, uma vez que elas
estão baseadas na conservaçãode software e hardware, emulação
ou migração, como um meio para garantir a autenticidade,
registrar o gerenciamento de direitos e coleções de dados, e
para ainteração com recursos de busca (Rothenberg, 1996).Os
metadados informam as partes importantes do objetodigital e
indicam a sua localização. Os metadados depreservação são
uma forma especializada de administrar metadados que podem
ser usados como um meio de estocar a informação técnica que
suporta a preservação dos objetos digitais. Os metadados para
preservação visama apoiar e facilitar a retenção a longo prazo
da informação digital (OCLC/RLG, 2001).

Na parte operacional do desenvolvimento do esquema


de metadados para preservação, algumas atividades são
necessárias:•a implementação do padrão de metadados;•criação
de repositórios de metadados de preservação integrados a outros
repositórios de metadados usados pela instituição;•definição do
script para extrair os metadados depreservação, que produza um
relatório em XML* do que os metadados identificaram como
importante para apreservação, para depois serem transferidos
para orepositório de metadados.Segundo a National Library
of New Zealand (2003), os metadados de preservação contêm
informações sobre: •políticas e técnicas de preservação
adotadas;•efeitos da estratégia adotada;•gerenciamento de
coleções;•gestão de direitos autorais;•autenticidade do recurso
digital.
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