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COMPARAÇÃO DA POTÊNCIA DE CORTE NO PROCESSO

DE TORNEAMENTO
Gabriel José Dotto, gabriel_dotto7@hotmail.com
Universidade Federal do Paraná, Av. Coronel Francisco Heráclito dos Santos, 210, Jardim das
Américas – Curitiba

Resumo: Este trabalho têm como objetivo medir e comparar a potência de corte prática e teórica
num processo de usinagem. Com a necessidade de entender por que existe uma diferença na
potência de corte experimental da teórica, surgiu a ideia para a realização deste estudo. Assim,
foram analisados experimentos de usinagem em diferentes níveis de rotação e coletando as
informações em um software de computador. Foi possível descobrir a potência de corte
experimental gerando gráficos com os resultados. Posteriormente foram calculados a potência
de corte teórica para as rotações usadas no experimento através de fórmulas específicas. Os
resultados obtidos nos mostram que existe uma diferença entre as duas potências, sendo a teórica
maior, pois a equação de Kienzle não considera as perdas durante o processo.

Palavras-chave: usinagem, torneamento, potência de corte.

1. INTRODUÇÃO

Nos dias de hoje, com os altos custos envolvidos com o gasto de energia nas indústrias atuais
torna-se indispensável o estudo do consumo energético das operações presentes para um melhor
planejamento e escolha de maquinário, visando a maximização dos lucros. No experimento de
usinagem, foram realizadas medições para rotações de 657 rpm e 950 rpm, com medidas de raio
de avanço de 0,1mm/v e 0,2mm/v. Neste trabalho serão comparados valores práticos e teóricos
do consumo de energia em uma operação de torneamento, através de valores obtidos pelo sistema
em um computador e de valores teóricos obtidos pelas equações apresentadas na literatura.

2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

A eficiência energética na fabricação tornou-se um tema crítico entre pesquisadores e indústrias.


Dessa forma, tem sido gerado um esforço mundial para melhorar a transparência da eficiência
energética para todas as atividades de fabricação. Wen Li e Sami Kara (2015), apresentam uma
abordagem empírica para caracterizar a eficiência energética dos processos de usinagem.
Baseando-se nesse estudo, foi possível realizar uma comparação entre a potência de corte obtida
experimentalmente e a potência de corte obtida através de cálculos em equações apresentadas na
literatura.

Para calcular uma potência de corte teórica, é necessário calcular primeiramente a força de corte,
obtida através da equação de Kienzle (equação 1):

𝐹𝑐 = (1 − 0,01𝛾)𝐾𝑠1𝑏ℎ(1−𝑧) (1)

onde b (largura de corte) e h (seção de corte) são obtidos pelas equações 2 e 3, respectivamente:
𝑎𝑝
𝑏= (2)
𝑠𝑒𝑛(𝑘)

ℎ = 𝑓𝑠𝑒𝑛(𝑘) (3)

onde ap é profundidade de corte, f o avanço e k o ângulo de posição. Após calculados todos esses
valores, obtemos a potência de corte teórica (equação 4) multiplicando a força de corte calculada
pela velocidade de corte:

𝑃𝑐 = 𝐹𝑐𝑉𝑐 (4)

Depois de calculada a potência de corte teórica, pode-se descobrir a diferença percentual entre a
potência teórica e a potência experimental através da equação 5:

𝑃𝑐−𝑃𝑡
(5)
𝑃𝑡
onde Pt é a potência de corte teórica e Pc a potência de corte experimental.

3. MATERIAIS E MÉTODOS

A peça escolhida para ser usinada foi um tarugo cilíndrico de 100mm de diâmetro inicial, com o
material sendo uma liga de aço ST52, com propriedades Ks1 igual a 2200 N/mm² e (1-z) igual a
0,7. A máquina usada no procedimento foi um torno universal com potência nominal de 4KW,
onde um wattímetro foi conectado ao motor do torno e enviava medições para o computador a
cada 0,5s. Com relação a ferramenta, o código apresentado no porta-ferramentas era
MWLNR2525, com uma pastilha WMMG060408 feita de metal duro e com as definições
apresentadas na Tabela 1:

Tabela 1 - Definições da ferramenta.

Ângulo de saída -6°


Ângulo de folga 5°
Ângulo de ponta 80°
Ângulo de posição 95°
Raio de ponta 0,8mm

Para realizar o procedimento, os estudantes presentes foram divididos em dois grupos trabalhando
em paralelo, onde um observava o processo no torno e o outro os resultados no computador,
invertendo o lugar na etapa seguinte.

A primeira etapa foi realizada com o torno programado a 657 rpm, com dois procedimentos, um
com medida de raio de avanço de 0,1mm/v e outro com 0,2mm/v. Depois, os grupos trocaram os
lugares e o torno foi programado a 900rpm, realizando também dois procedimentos, a 0,1mm/v e
0,2mm/v. Os dados foram enviados para um computador, onde um software denominado de
“Wattímetro” recolhe todas as informações e as organiza em um arquivo de texto.
4. RESULTADOS E DISCUSSÕES

Com os resultados obtidos nos quatro processos, foi possível construir dois gráficos, um de
0,1mm/v (657 rpm e 950 rpm) e um com 0,2mm/v (também com 657rpm e 950rpm). Através
deles, podemos notar um aumento significativo da potência no momento em que se inicia o corte.
Também é possível calcular a potência de corte experimental, onde devemos utilizar a média da
potência durante o corte e subtrair a média da potência no vazio. De acordo com o Imagem 1,
com 657rpm, a ferramenta começa a tocar na peça em aproximadamente 23 a 24 segundos
enquanto que a 950rpm, a ferramenta toca em aproximadamente 14 a 15 segundos

4000

3500

3000
Potência (w)

2500

2000
657 rpm
1500
950 rpm
1000

500

0
40,5
0
4,5
9
13,5
18
22,5
27
31,5
36

45
49,5
54
58,5
63
67,5
72
76,5
81
85,5
90
94,5
99
103,5
Tempo (s)

Imagem 1 – Potência Elétrica Ativa x Tempo com 0,1mm/v.

Para 657rpm, fazendo a média da potência durante o corte (2065,211W) e a média da potência no
vazio (1229,344W) obtemos a potência de corte igual a 835,8668W, enquanto que para 950 rpm,
temos a média da potência durante o corte (3234,671W) e a média da potência no vazio
(1942,561W), resultando numa potência de corte igual a 1292,11W.

Na Imagem 2, com um avanço de 0,2mm/v, podemos perceber que a 657rpm a ferramenta começa
a tocar na peça em aproximadamente 10 segundos, e a 950rpm, em aproximadamente 8 segundos.
4500

4000

3500

3000
Potência (W)

2500

2000 657 rpm

1500 950 rpm

1000

500

0
0
2
4
6
8

18

28
10
12
14
16

20
22
24
26

30
32
34
36
38
40
Tempo (s)

Imagem 2 – Potência Elétrica Ativa x Tempo com 0,2mm/v.

Para 657rpm, fazendo a média da potência durante o corte (2689,9W) menos a média da potência
no vazio (1356,7W), obtemos a potência de corte igual a 1333,2W, enquanto que para 950 rpm,
temos a média da potência durante o corte (3802,8W) menos a média da potência no vazio
(1799,2W), resultando numa potência de corte igual a 2003,6W.

Utilizando as equações apresentadas anteriormente, foi possível descobrir os valores da seção de


corte, largura do corte, força do corte e potência do corte, tanto para um avanço de 0,1mm/v
(Tabela 2), quanto para um avanço de 0,2mm/v (Tabela 3). São eles:

Tabela 2 - Cálculos com avanço de 0,1mm/v.

AVANÇO 0,1mm/v
Rotação 657rpm 950rpm
Seção de Corte (h) 0,0683mm
Largura de Corte (b) 1,46mm
Força de Corte (Fc) 320,1N
Potência de Corte 701,01W 953,7W

Tabela 3 - Cálculos com avanço de 0,2mm/v.

AVANÇO 0,2mm/v
Rotação 657rpm 950rpm
Seção de Corte (h) 0,137mm
Largura de Corte (b) 1,46mm
Força de Corte (Fc) 519,97N
Potência de Corte 1187,43W 1613,8W
5. CONCLUSÃO

Com os experimentos realizados em um processo de usinagem, foi possível coletar dados, calcular
as potências de corte experimentais e observar as diferenças existentes entre os dados
experimentais e os dados teoricamente calculados. Para uma melhor visualização e para facilitar
a comparação, os dados foram inseridos nas tabelas abaixo, onde na Tabela 4 temos um avanço
de 0,1mm/v e na Tabela 5, um avanço de 0,2mm/v:

Tabela 4 - Comparação teórica e prática (0,1mm/v).

AVANÇO 0,1mm/v
Rotação (rpm) 657 950
Potência Teórica (W) 701 953,7
Potência Experimental
(W) 835,9 1292,1
Diferença Percentual (%) 16,1 26,2

Tabela 5 - Comparação teórica e prática (0,2mm/v).

AVANÇO 0,2mm/v
Rotação (rpm) 657 950
Potência Teórica (W) 1187,4 1613,8
Potência Experimental
(W) 1333,2 2.003,6
Diferença Percentual (%) 10,9 19,5

Foi observado que existe uma pequena diferença nas potências encontradas experimentalmente e
teoricamente. Isso se dá ao fato de que a equação de Kienzle corrige erros de operação que
ocorrem no torno porém não considera as perdas que ocorrem durante o processo de torneamento.
Além disso, o aquecimento da ferramenta durante o corte não foi considerado e a força de corte
não foi medida com a ajuda de um dinamômetro, resultando numa alteração nos valores.
6. BIBLIOGRAFIA
Dalberto Dias da Costa, 2017, “Anotações de Aula”, Universidade Federal do Paraná,
Departamento de Engenharia Mecânica.
Alessandro Marques, Dalberto Dias da Costa, Eduardo Márcio de Oliveira Lopes, Mauricio Klein
Gussoli, 2015, “Avaliação da eficiência energética de tornos convencionais baseada no valor
médio da energia especifica de corte”, Universidade Federal do Paraná, Departamento de
Engenharia Mecânica.
Wen Li, Sami Kara, 2015, “Caracterização da Eficiência Energética de Usinagem de Descarga
Elétrica”, Science Direct.