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Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro

SECRETARIA DE ESTADO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

LEGISLAÇÃO
ADMINISTRATIVA
CABO-VERDIANA

2 a EDIÇÃO

VOL. IV

2009
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Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro

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Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro

REFORMA DA CONTABILIDADE PÚBLICA

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Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro

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Lei nº 78/V/98, de 7 de Dezembro

LEI DO ENQUADRAMENTO ORÇAMENTAL


Lei nº 78/V/98
de 7 de Dezembro
Por mandato do povo a Assembleia Nacional decreta, nos termos da alínea b) do artigo
186º da Constituição, o seguinte:
Artigo 1º
Objecto
A presente Lei define os princípios e as regras referentes ao Orçamento do Estado, os
procedimentos para a sua elaboração, discussão, aprovação, execução, alteração, e fisca-
lização e a responsabilidade orçamental, bem como as regras relativas à Conta Geral do
Estado.
CAPÍTULO I
Princípios e regras orçamentais
Artigo 2º
Anualidade
1. O orçamento do Estado é unitário e compreende todas as receitas e despesas da Ad-
ministração Central, independentemente da sua natureza, origem e fonte de financiamento,
bem como o orçamento da Segurança Social.
2. O ano económico coincide com o ano civil.
Artigo 3º
Unidade e universalidade
1. O Orçamento do Estado é unitário e compreende todas as receitas e despesas da
Administração Central, independentemente da sua natureza, origem e fonte de financia-
mento, bem como o orçamento da Segurança Social.
2. Em decorrência do disposto no número anterior, o Orçamento do Estado engloba:
a) O orçamento dos serviços simples da Administração Pública e os encargos
gerais da nação;
b) O orçamento dos serviços e fundos autónomos;
c) O orçamento da Segurança Social.
3. Integram os encargos gerais da nação os orçamentos da Presidência da Republi-
ca, da Assembleia Nacional, da Chefia do Governo, do Supremo Tribunal da Justiça, da
Procuradoria-Geral da Republica e do Tribunal de Contas.
4. Para efeitos da presente Lei, integram o orçamento dos serviços e fundos autó-
nomos, os serviços e fundos com autonomia financeira, os institutos públicos e quaisquer
outros organismos públicos com autonomia financeira e que não tenham natureza, forma e

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Lei nº 78/V/98, de 7 de Dezembro

designação de empresa pública, excluindo as entidades com autonomia financeira classifi-


cadas em “encargos gerais da nação”;
5. Os orçamentos dos organismos previstos nas alíneas a) e b) do nº 2 do presente
artigo, compõem o orçamento da Administração Central.
6. Os orçamentos dos organismos e entidades previstos no nº2 do presente artigo e
das autárquicas locais, compõem o orçamento do Sector Público Administrativo.
7. Sem prejuízo do disposto no artigo 5º, os orçamentos das autárquicas locais e das
empresas públicas são independentes na sua elaboração, aprovação e execução do Orça-
mento do Estado.
Artigo 4º
Unicidade de caixa
1. Integram a tesouraria do Estado:
a) Todas as receitas tributárias e não tributárias geradas por quaisquer organis-
mos e entidades públicos que não tenham a natureza, forma e designação de
empresa pública;
b) Todas as receitas de origem externa (donativos, empréstimo e outras transfe-
rências) destinadas ao Estado de Cabo Verde para financiamento de programas
ou projectos de investimento de programas ou projectos de investimentos pú-
blicos e despesas decorrentes da aplicação desses recursos.
2. O Banco de Cabo Verde como Caixa do Tesouro centraliza a posição consolidada
da tesouraria do Estado, através de operações sobre a conta corrente do Tesouro e contas
especiais, abertas junto do Banco Central.
3. O Governo definirá através de legislação específica as normas e os procedimentos
relacionados com a gestão do sistema de pagamentos e recebimentos dos organismos que
gerem os recursos do Estado, sejam eles de origem interna ou externa.
Artigo 5º
Consolidação Orçamental
Em obediência ao princípio da consolidação orçamental do Sector Público Adminis-
trativo, o Orçamento do Estado deverá integrar como elemento informativo, o orçamento
consolidado das autarquias locais.
Artigo 6º
Equilíbrio
1. O Orçamento do Estado deve prever os recursos necessários para cobrir todas as
despesas.
2. O deficit do Orçamento do Estado financiado com recursos internos não poderá
exceder 3% do Produto Interno Bruto (PIB).

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Lei nº 78/V/98, de 7 de Dezembro

Artigo 7º
Orçamento bruto
1. Todas as receitas são inscritas no Orçamento do Estado pela importância em que
foram avaliadas, sem dedução alguma para encargos de cobrança ou qualquer outra natu-
reza.
2. Todas as despesas são inscritas no Orçamento pela sua importância integral, sem
dedução de qualquer espécie.
3. Na elaboração do Orçamento do Estado deve obedecer – se rigorosamente os prin-
cípios da transparência e da integralidade na dotação das receitas e despesas.
Artigo 8º
Não consignação
1. No Orçamento do Estado não pode afectar-se o produto de quaisquer receitas à
cobertura de despesas específicas.
2. Exceptuam-se do disposto no número anterior os casos em que, por virtude de
autonomia financeira ou de outra razão especial, a lei determine expressamente a afectação
de certas receitas a determinadas despesas.
3. As receitas consignadas só poderão ser utilizadas para liquidação e pagamento das
despesas na medida das disponibilidades existentes e proporcionadas pela cobrança efecti-
va das receitas, confirmada pela sua entrada na Caixa do Tesouro.
4. As receitas consignadas deverão constar de um mapa informativo, com a indicação
das respectivas contrapartidas em despesas, sejam elas de funcionamento ou de investi-
mentos.
5. As despesas resultantes da consignação de receitas deverão ser orçamentadas nos
respectivos mapas a que se refere o artigo 18º da presente lei, assim como as receitas que
as dão origem.
Artigo 9º
Especificação
1. O Orçamento do Estado deve especificar claramente as receitas nele previstas e as
despesas nele fixadas.
2. Será inscrita no orçamento do Ministério das Finanças uma dotação provisional
destinada a fazer face a despesas não previstas e inadiáveis.
3. O Governo regulamentará o regime de utilização da dotação provisional e sua for-
ma de contabilização.
4. São nulos os créditos orçamentais que possibilitem a existência de dotações para
utilização confidencial ou para fundos secretos, sem prejuízo dos regimes especiais legal-

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Lei nº 78/V/98, de 7 de Dezembro

mente previstos de utilização de verbas que excepcionalmente se justifiquem por razoes


ponderosas de interesse público, designadamente segurança nacional, aprovadas pela As-
sembleia Nacional, sob proposta de Governo.
Artigo 10º
Classificação das receitas e despesas
1. A especificação das receitas rege-se por um código de classificação económica, o
qual as agrupa em correntes, de capital, créditos internos e externos e donativos.
2. A especificação das despesas rege-se por códigos de classificação orgânica, fun-
cional e económica mesmo no caso de o Orçamento ser estruturado, no todo ou em parte,
por programas.
3. A estrutura dos códigos de classificação referidos nos números anteriores é defini-
da por decreto-lei.
CAPITULO II
Elaboração, organização e estrutura do Orçamento do Estado
Secção I
Artigo 11º
Elaboração da proposta de orçamento
1. O Governo deve apresentar à Assembleia Nacional, uma proposta de Orçamento
para o ano económico seguinte, de acordo com a data fixada no Regimento da Assembleia
Nacional.
2. O Orçamento do Estado pode ser apresentado sob forma de Orçamento – Progra-
ma, englobando as receitas e as despesas, o qual deverá reflectir as politicas, os objectivos,
as metas e as actividades a serem desenvolvidas de acordo com o plano Nacional de De-
senvolvimento.
3. Sem prejuízo do disposto no nº 1 do artigo 2º da presente Lei, o Orçamento-Pro-
grama pode ser apresentado sob a forma de orçamento plurianual, abrangendo o período
de execução do Plano, não devendo em caso algum ultrapassar o período da legislatura em
curso.
4. São definidas as seguintes etapas e calendários para a preparação do Orçamento do
Estado, a serem executados anualmente:
a) Elaboração pelo departamento governamental responsável pelo Planeamen-
to governamental responsável pelo Planeamento do documento preliminar de
análise da conjuntura económico a que refere o Orçamento do Estado, até ao
dia 31 de Março.
b) Elaboração pelo departamento governamental responsável pelo Planeamento
do documento de orientações para a preparação do Programa Plurianual de

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Lei nº 78/V/98, de 7 de Dezembro

Investimentos do Governo para o ano económico a que se refere o Orçamento


do Estado, até ao dia 31 de Março;
c) Elaboração pelo departamento governamental responsável pela Administração
Pública do documento de política de gestão dos recursos humanos para o ano
económico a que se refere o Orçamento do Estado, até ao dia 31 de Março;
d) Elaboração pelo departamento governamental responsável pelas finanças do
documento de politicas de despesa pública, da dívida pública e fiscal, até ao
dia 31 de Março;
e) Elaboração e consolidação pelo órgão competente do Ministério das Finanças
responsável pela preparação do Orçamento do Estado, das previsões prelimi-
nares das receitas, despesas e equilíbrio orçamental, até ao dia 30 de Junho;
f) Apreciação e debate pelo Conselho de Ministros do documento preliminar de
análise de conjuntura, das prioridades e metas para a politica de investimen-
tos, das politicas de despesa pública, dívida Pública e fiscal, política de ges-
tão dos recursos humanos, das previsões preliminares das receitas, despesas e
equilíbrio orçamental, até ao dia 30 de Junho;
g) Elaboração pelos departamentos governamentais responsáveis pelo Planea-
mento e pelas Finanças da nota de orientação metodológica e directrizes ge-
rais para a elaboração do Orçamento do Estado, até ao dia 15 de Junho;
h) Aprovação pelo Conselho de Ministros da nota de orientação metodológica
e directrizes gerais para a elaboração do Orçamento do Estado, até ao dia 31
de Julho;
i) Aprovação pelo Conselho de Ministros do Orçamento do Estado e respectivos
anexos, até ao dia 15 de Setembro;
5. Os serviços e fundos autónomos e os serviços com orçamento privativo que inte-
gram os encargos gerais da nação, deverão remeter as suas propostas preliminares de or-
çamento (de receitas e despesas) ao departamento do Ministério das Finanças responsável
pela preparação do Orçamento do Estado, até ao dia 31 de Maio de cada ano.
6. O Instituto Nacional de Previdência Social deverá remeter aos departamentos go-
vernamentais responsáveis pelo Planeamento e pelas Finanças, o orçamento preliminar da
segurança social, até ao dia 31 de Maio.
Artigo 12º
Despesas obrigatórias
1. As despesas obrigatórias derivadas da satisfação de compromissos assumidos con-
tratualmente pelo Estado, impostos por lei ou por consignação de receitas, devem ser inte-
gralmente dotadas e ter primazia face a outras despesas.

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Lei nº 78/V/98, de 7 de Dezembro

2. Consideram-se despesas obrigatórias, nomeadamente, os encargos fixos e perma-


nentes com o pessoal que mantém vínculo contratual com o Estado, bem como os refor-
mados e pensionistas, os contratos de empreitada e de fornecimento em curso, as despesas
permanentes objecto de contratos, como sejam, as rendas de casa, os prémios de seguros, a
segurança, vigilância e higiene e outras obrigações resultantes de contratos de prestação de
serviços, o reembolso de empréstimos contraídos, as transferências correntes e de capital
impostas por lei ou assumidas pelo Estado.
3. Na preparação do Orçamento do Estado as despesas obrigatórias deverão ser devi-
damente identificadas e quantificadas servindo como o primeiro elemento para a determi-
nação do equilíbrio orçamental e para a apuramento das necessidades de financiamento.
Artigo 13º
Despesas com o pessoal
1. Pelo seu peso relativo no Orçamento do Estado, as despesas com o pessoal deve-
rão ter uma relevância especial no processo de preparação e elaboração do Orçamento do
Estado, nomeadamente através da observância dos seguintes princípios:
a) A elaboração do orçamento de despesas com o pessoal (vencimentos, salários,
pensões e abonos fixos) deve ser feita partindo das listas nominais dos efecti-
vos existentes, incluindo os reformados e pensionistas, à data da produção da
primeira estimativa do orçamento prevista na alínea c) do nº 2 do artigo 11º da
presente lei, ajustados sistematicamente até à produção final da proposta do
Orçamento do Estado, de acordo com as alterações registadas;
b) Os mapas de efectivos deverão indicar a situação funcional dos funcionários,
agentes e servidores do Estado, destacando-se de acordo com a classificação
económica, o pessoal do quadro especial, o pessoal dos quadros aprovados por
lei, o pessoal contratado, de acordo com a natureza dos contratos e o pessoal
reformado e pensionista, de acordo com a natureza das pensões;
2. Do orçamento de despesas com o pessoal deverão constar:
a) Os mapas de efectivos elaborados de acordo com o previsto nas alíneas a) e b)
do número anterior e com os modelos a serem aprovados por portaria conjunta
dos membros do governo responsáveis pelas finanças e pela Administração
Pública;
b) Os mapas das revisões de acréscimos de despesas com o pessoal, incluindo as
relativas à segurança social do regime contributivo e não contributivo, para o
exercício económico a que se refere o Orçamento do Estado;
c) A previsão de actualização salarial dos funcionários e das pensões para o exer-
cício económico a que se refere o Orçamento do Estado.
3. A dotação orçamental para a cobertura de despesas resultantes das situações pre-
vistas nas alíneas b) e c) do número anterior, é inscrita no Orçamento do Estado, como
encargos provisionais com o pessoal.

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Lei nº 78/V/98, de 7 de Dezembro

SECÇÃO II
Artigo 14º
Estrutura e organização do Programa Plurianual
de Investimentos Públicos (PPIP)
1. O orçamento de investimentos é apresentado sob a forma de programas e sub-
programas, para o exercício económico a que se refere o Orçamento do Estado e para os
anos seguintes correspondentes ao período de execução do PND, não devendo ultrapassar
em caso algum o período da legislatura em curso.
2. O PPIP é elaborado de harmonia com as Grandes Opções do Plano e o Plano Na-
cional de Desenvolvimento (PND).
3. O orçamento deve apresentar fichas de programa e sub-programa que integram o
PPIP.
4. As fichas devem conter de forma resumida e clara os seguintes elementos:
a) Descrição sumária, objectivos, metas, principais políticas e medidas e a estru-
tura de gestão de cada programa e o respectivo orçamento plurianual;
b) Objectivos, metas, principais políticas e medidas, indicadores de resultados de
cada sub-programa e respectivo orçamento plurianual.
5. A Lei de Bases do Planeamento regulamentará o processo de preparação, execução
e avaliação do PPIP.
Artigo 15º
Projectos
1. A execução do PPIP é feita através da realização de projectos.
2. Os projectos deverão estar enquadrados nos programas e sub-programas do PND
e deverão conter todos os elementos que permitam a sua avaliação para financiamento e
avaliação da sua execução, nomeadamente a coerência com as politicas, objectivos e metas
dos programas e sub-programas em que se integram, os custos directos e recorrentes, a pro-
gramação física e financeira das actividades a desenvolver e os indicadores de resultados.
3. Cada projecto deverá indicar obrigatoriamente as fontes de financiamento e todas
as informações relevantes para um adequado enquadramento, classificação e execução or-
çamental e financeira da despesas, nos termos a regulamentar pelo Governo.
SECÇÃO III
Artigo 16º
Conteúdo da proposta de orçamento
A proposta do orçamento deve conter o articulado da respectiva proposta de lei e os
mapas orçamentais, incluindo as fichas de programa do PPIP e ser acompanhada de anexos
informativos.

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Lei nº 78/V/98, de 7 de Dezembro

Artigo 17º
Conteúdo do articulado da proposta de lei
O articulado da proposta de lei deve conter:
1. As condições de aprovação dos mapas orçamentais e as normas necessárias para
orientar a execução orçamental.
2. A indicação das fontes de financiamento que acresçam as receitas efectivas, bem
como a indicação do destino a dar aos fundos resultantes de eventual excedente.
3. O montante e as condições gerais de recurso ao crédito público, interno e externo.
4. A indicação do limite dos avales a conceder pelo Governo durante o exercício
orçamental.
5. O montante de empréstimos a conceder e de outras operações activas a realizar
pelo Estado e pela Segurança Social, incluindo os serviços e fundos autónomos desde que
não sejam de dívida flutuante.
6. Todas as outras medidas que se revelem indispensáveis à correcta gestão orçamen-
tal do Estado para o ano económico a que o Orçamento se destina.
Artigo 18º
Estrutura dos mapas orçamentais
1. Os mapas orçamentais a que se refere o artigo 16º da presente lei são os seguin-
tes:
a) Mapa I – Receitas correntes e de capital do Estado, excluindo os impostos lo-
cais, segundo uma classificação económica, especificada por capítulos, grupos
e artigos;
b) Mapa II – Despesas de funcionamento do Estado, especificadas segundo uma
classificação económica e orgânica;
c) Mapa III – Despesas funcionamento e de investimentos do Estado, especifica-
das segundo uma classificação funcional;
d) Mapa IV – Receitas globais dos serviços e fundos autónomos, segundo uma
classificação orgânica e económica;
e) Mapa V – Despesas globais dos serviços e fundos autónomos, especificadas
segundo uma classificação económica e orgânica;
f) Mapa VI – Despesas globais dos serviços e fundos autónomos, especificadas
segundo uma classificação funcional;
g) Mapa VII – Orçamento consolidado das receitas correntes e de capital e das
despesas de funcionamento da Administração Central, segundo uma classifi-
cação económica;

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h) Mapa VIII – Orçamento consolidado das receitas correntes e de capital e das


despesas de funcionamento da Administração Central, segundo uma classifi-
cação económica;
i) Mapa IX – Orçamento consolidado das despesas da Administração Central,
segundo uma classificação funcional;
j) Mapa X – Programa Plurianual de Investimento Públicos, estruturado por pro-
gramas e sub-programas;
k) Mapa XI – Finanças Locais – Fundo de Equilíbrio Financeiro especificando
a sua distribuição pelos municípios, nos termos da Lei das Finanças Locais e
dos critérios de distribuição aprovados anualmente pela Lei do Orçamento do
Estado;
l) Mapa XII – Finanças Locais – Impostos Locais, especificando as receitas pre-
vistas da cobrança dos impostos locais, segundo uma classificação económi-
ca;
m) Mapa XIII – Finanças Locais – Transferências, especificando as transferên-
cias correntes e de capital a efectuar pelo Estado aos municípios no âmbito do
Orçamento do Estado;
n) Mapa XIV – Orçamento da Segurança Social;
o) Mapa XV – Despesas de funcionamento do Estado por unidade orgânica, es-
pecificadas segundo uma classificação económica;
p) Mapa XVI – Resumo das operações fiscais do Governo Central, especificando
os saldos e a natureza do seu financiamento.
Artigo 19º
Anexos informativos
1. O Governo apresentará à assembleia Nacional, com a proposta de orçamento, os
elementos necessários a justificação da política macro-economica para ao período vigente
do orçamento apresentado e designadamente, os seguintes relatórios e elementos:
a) Diagnóstico da conjuntura económica, especificação da politica macro-eco-
nomica a ser executada, bem como os efeitos sobre principais variáveis e in-
dicadores macro-económicos para o exercício económico a que se refere o
Orçamento do Estado;
b) Prioridades e metas principais da politica de investimentos;
c) Política de gestão dos recursos humanos;
d) Evolução dos últimos três anos, do stock da dívida pública, interna e externa,
e sua estrutura e composição, indicando a sua variação líquida e as previsões
para o exercício económico a que respeita o Orçamento do Estado;

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e) Operações de tesouraria e contas do Tesouro, com o apuramento dos respec-


tivos saldos;
f) A relação dos avales e garantias concedidas pelo Estado, nos termos da lei;
g) Mapas de evolução da execução das receitas e despesas do Estado dos últimos
três anos, e análise comparativa relativamente às previsões para o exercício
económico a que respeita o Orçamento do Estado;
h) Receitas consignadas, com a indicação das respectivas contrapartidas em des-
pesas de funcionamento e de investimentos;
i) Mapas dos efectivos, das previsões de acréscimos de despesas com o pessoal
e orçamento de encargos provisionais com o pessoal, previstos nas alíneas a)
e b) do nº 2 e no nº 3 do artigo 13º da presente Lei;
j) Situação financeira de todos os serviços e fundos autónomos;
k) Benefícios fiscais e estimativa da receita cessante.
2. Além disso, devem também ser remetidos os seguintes relatórios:
a) Formas de financiamento do eventual défice orçamental efectivo e das amor-
tizações;
b) Situação financeira da Segurança social;
c) Receitas e despesas das autárquicas locais;
d) Orçamento consolidado do Sector Público Administrativo;
e) Justificação económica e social dos benefícios fiscais;
f) Justificação das previsões das receitas fiscais com discriminação da situação
dos principais impostos.
SECÇÃO IV
Artigo 20º
Discussão e votação do orçamento
1. A Assembleia Nacional deve votar o Orçamento do Estado até 15 de Dezembro e
adoptar as medidas necessárias para a sua publicação até 20 de Dezembro.
2. O Orçamento do Estado é aprovado e publicado no Boletim Oficial com todos os
elementos previstos nos artigos 17º, 18º e 19º desta lei.
Artigo 21º
Atraso na votação ou aprovação da proposta de orçamento
1. Quando ocorrerem as situações previstas no nº 2 do artigo 98º da Constituição,
manter-se-á em vigor o orçamento do ano anterior, incluindo o articulado e os mapas or-

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Lei nº 78/V/98, de 7 de Dezembro

çamentais, com as alterações que nele tenham sido introduzidas ao logo da sua efectiva
execução.
2. A manutenção da vigência orçamento do ano anterior abrange a autorização para
a cobrança de todas as receitas nele previstas, bem como a prorrogação da autorização re-
ferente ao regime das receitas que se destinavam apenas a vigorar até ao final do referido
ano.
3. Durante o período que se mantiver em vigor o orçamento do ano anterior, a execu-
ção do orçamento das despesas deve obedecer ao princípio da utilização dos duodécimos
das verbas fixadas nos mapas das despesas.
4. Durante o período transitório referido nos números anteriores serão aplicáveis os
princípios sobre alterações orçamentais estabelecidos no artigo 26º da presente lei.
5. Ocorrida a situação prevista na parte final do nº 2 do artigo 98º da Constituição,
o Governo deve apresentar à Assembleia Nacional uma nova proposta de orçamento para
o respectivo ano económico, no prazo de 60 dias sobre a data da rejeição, quando a não
votação da proposta anterior tenha resultado da demissão do Governo proponente, ou sobre
o facto que tenha determinado, nos restantes casos, a não votação parlamentar.
6. O novo orçamento deve integrar a parte do orçamento anterior que tenha sido exe-
cutada até a cessação do regime transitório estabelecido nos números anteriores.
CAPITULO III
Execução do orçamento e alterações orçamentais
SECÇÃO V
Artigo 22º
Execução Orçamental
1. O Governo deve tomar as medidas necessárias para que o orçamento do Estado
possa começar a ser executado no inicio do ano económico a que se destina, devendo no
exercício do poder de execução orçamental, aprovar os decretos-leis contendo as dispo-
sições necessárias a tal execução sem prejuízo da imediata aplicação das normas da lei
do orçamento que sejam directamente exequíveis e tendo sempre em conta o principio da
mais racional utilização possível das dotações aprovadas e o principio da melhor gestão da
tesouraria.
2. O Governo deverá aprovar e publicar o decreto-lei de execução orçamental de cada
exercício económico, até ao dia 31 de Dezembro do ano anterior a que respeita a vigência
do Orçamento do Estado.
Artigo 23º
Efeitos do orçamento das receitas
1. Nenhuma receita pode ser liquidada ou cobrada, mesmo que seja legal, se não tiver
sido objecto de inscrição orçamental.

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2. A cobrança pode, todavia, ser efectuada mesmo para além do montante inscrito no
orçamento.
3. Os actos administrativos que directamente envolvam perda de receita fiscal, tribu-
tária ou não tributária, devem ser fundamentados e publicados.
Artigo 24º
Disciplina e controlo orçamental
1. As dotações orçamentais constituem o limite máximo a utilizar na realização das
despesas, sem prejuízo das alterações orçamentais que forem efectuadas ao abrigo dos ar-
tigos 26º e 27º da presente Lei.
2. Exceptua-se do disposto no número anterior, as despesas realizadas com o pa-
gamento do serviço da dívida pública, interna e externa, relativamente aos empréstimos
contratados e em vigor à data da aprovação do Orçamento do Estado e cujos atrasos nos
pagamentos resultante de eventual insuficiência de dotação orçamental possam conduzir a
custos suplementares a assumir pelo Estado.
3. O mecanismo previsto no número anterior, designado por critérios evolutivos, não
deve ser utilizado porém para uma sub-avaliação das dotações orçamentais inscritas na Lei
do Orçamento do Estado.
4. Nenhuma despesa pode ser efectuada sem que, além de ser legal, se encontre su-
ficientemente discriminada no Orçamento do Estado, tenha cabimento no correspondente
crédito orçamental.
5. Nenhum compromisso que implique aumento de despesas públicas ou redução de
receita fiscal será assumido sem o acordo prévio e expresso do Ministro responsável pelas
Finanças e devida cobertura orçamental.
6. Todos os projectos de diplomas legais ou despachos que impliquem aumento de
despesas ou redução de receitas deverão incluir uma estimativa rigorosa das implicações
orçamentais e financeiras, a curto e médio prazo e ser submetidas a parecer prévio do Mi-
nistro responsável pela Finanças.
7. Nenhum concurso ou contrato de empreitada relativo ao PPIP, será lançado ou
celebrado sem o acordo prévio e expresso do Ministros responsáveis pelo planeamento e
pelas Finanças, sem o respectivo enquadramento orçamental e cobertura financeira e sem o
cumprimento das normas específicas prevsitas por lei quanto à execução das despesas.
8. Só serão executados projectos com financiamento garantido, não sendo permiti-
do ao Tesouro proceder a qualquer adiantamento por conta de eventuais atrasos casos de
utilização de descontos de haveres externos junto das instituições de crédito, devidamente
autorizadas pelo Ministro responsável pelas Finanças.
9. Não é permitida a cabimentação e a liquidação de despesas inscritas no orçamento
de funcionamento através da utilização de disponibilidades orçamentais previstas no orça-
mento de investimentos.

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Lei nº 78/V/98, de 7 de Dezembro

Artigo 25º
Administração orçamental e contabilidade pública
1. A aplicação das dotações orçamentais e o funcionamento da administração orça-
mental obedecem às normas de contabilidade pública.
2. A vigência do Orçamento do Estado obedece ao regime do ano económico.
SECÇÃO VI
Artigo 26º
Alterações orçamentais
1. São da competência do Governo as seguintes alterações orçamentais:
a) As transferências de dotações inscritas a favor de serviços que, no decorrer do
ano transmitem de um ministério ou departamento para outro ainda que haja
alteração da designação de serviço ou do ministério;
b) As inscrições ou reforços de verbas, com contrapartida em dotação provi-
sional inscrita no orçamento do Ministério das finanças e para as finalidades
previstas no nº 4 do artigo 9º da presente Lei;
c) As inscrições ou reforços de verbas, com contrapartida em dotação provisio-
nal com o pessoal previstos no nº 3 do artigo 13º da presente Lei;
d) A inscrição de dotações orçamentais relativos a donativos e empréstimos ex-
ternos que venham a ser disponibilizados ou utilizados durante o período de
execução orçamental para o financiamento de programas e projectos de in-
vestimentos e que à data da aprovação do Orçamento do Estado não estavam
efectivamente garantidos;
e) As alterações nos orçamentos dos serviços e fundos autónomos que não en-
volvam recurso ao crédito para além dos limites fixados na lei anual do orça-
mento.
2. O Governo poderá suspender ou condicionar a execução das despesas orçamentais
da administração central, dos serviços e fundos autónomos, se a situação financeira do país
o justificar.
3. As alterações previstas na alínea d) do nº 1 do presente artigo, deverão ser comuni-
cadas à Assembleia Nacional no prazo de 60 dias a contar da sua ocorrência.
4. As alterações previstas nas alíneas a), b) e c) do nº 1 do presente artigo, deverão
ser publicadas por portaria do membro do Governo responsável pelas Finanças, no período
máximo de 90 dias.
5. As alterações previstas na alínea e) do nº 1 do presente artigo, deverão ser publi-
cadas por portaria conjunta dos membros do Governo responsáveis pelas finanças e pela
superintendência do serviço cujo orçamento foi alterado, no período máximo de 90 dias.

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Lei nº 78/V/98, de 7 de Dezembro

Artigo 27º
Orçamento rectificativo
1. Salvo os casos previstos no artigo anterior, as alterações ao Orçamento do Estado
só poderão ser efectuadas através de orçamento rectificativo, proposto pelo Governo e
aprovado pela Assembleia Nacional.
2. O orçamento rectificativo destina-se a modificar, em caso de necessidade de in-
trodução de alterações que ultrapassam as competências do Governo previstas no artigo
anterior, o orçamento inicialmente aprovado.
3. O orçamento rectificativo deverá conter imperativamente, no que respeita às mo-
dificações introduzidas, a mesma estrutura de apresentação dos mapas orçamentais apro-
vados pelo Orçamento.
CAPÍTULO IV
Fiscalização e responsabilidade orçamentais
SECÇÃO VII
Artigo 28º
Fiscalização orçamental
1. A fiscalização administrativa da execução orçamental compete, além da própria
entidade responsável pela gestão e execução, a entidades hierarquicamente superiores de
tutela e a órgãos de inspecção e de controlo administrativo, devendo ser efectuada nos ter-
mos da legislação aplicável.
2. A Inspecção Geral das Finanças procederá trimestralmente À fiscalização admi-
nistrativa de execução orçamental das receitas e das despesas previstas no Orçamento do
Estado e sua adequação às normas e procedimentos legais, produzindo os respectivos re-
latórios.
3. A fiscalização jurisdicional da execução orçamental compete ao Tribunal de Con-
tas e é efectuada nos termos da legislação aplicável.
Artigo 29º
Responsabilidade pela execução orçamental
1. Os titulares de cargos políticos respondem politica, civil e criminalmente pelos
actos e omissões que pratiquem no âmbito do exercício das suas funções de execução or-
çamental, nos termos da legislação aplicável, que tipificará a natureza e efeitos das infrac-
ções, conforme sejam ou não cometidas com dolo.
2. Os funcionários e agentes do Estado e das demais entidades públicas são responsá-
veis civil, criminal e disciplinarmente pelas suas acções e omissões de que resulte violação
das normas de execução orçamental, nos termos do artigo 265º da Constituição e da legis-
lação aplicável.

18
Lei nº 78/V/98, de 7 de Dezembro

Artigo 30º
Informações a prestar à Assembleia Nacional
1. O Governo deve informar trimestralmente a Assembleia Nacional acerca do mon-
tante, condições, entidades financiadoras e utilização de todos os empréstimos contraídos,
bem como acerca do montante, condições e entidades beneficiárias de empréstimos e ou-
tras operações activas concedidas pelo Governo.
2. O Governo deve enviar regularmente à Assembleia Nacional os balancetes trimes-
trais relativos à execução orçamental elaborados pelos serviços da Contabilidade Pública.
SECÇÃO VIII
Artigo 31º
Contas públicas
1. O resultado da execução orçamental consta das contas provisórias trimestrais e da
Conta do Estado.
2. O Governo deve publicar contas provisórias trimestrais, 45 dias após o termo do
mês a que se referem.
3. O Governo deve apresentar à Assembleia Nacional a Conta do Estado e a conta da
Segurança Social de acordo com a data fixada na Constituição da Republica.
4. Compete à Assembleia Nacional a remessa ao Tribunal de Contas da conta do Es-
tado e da Segurança Social para parecer.
5. A Assembleia Nacional aprecia e aprova a Conta do Estado, incluindo a da Se-
gurança Social, precedendo parecer do Tribunal de Contas, até 180 dias a contar da data
referida no nº 3. No caso de não aprovação, determina, se a isso houver lugar, a efectivação
da correspondente responsabilidade.
6. O parecer do Tribunal de Contas será acompanhado das respostas dos serviços e
organismos às questões que esse órgão lhe formular.
Artigo 32º
Âmbito da conta do Estado
A Conta do Estado abrange as contas de todos os organismos da administração central
que não tenham natureza, forma e designação de empresa pública e a conta da Segurança
Social.
Artigo 33º
Princípios fundamentais
1. A conta do Estado deve ter uma estrtura idêntica a do Orçamento do Estado, sendo
elaborada com clareza, exactidão e simplicidade, de modo a possibilitar a sua análise eco-
nómica e financeira.
2. A conta poderá ser apresentada também sob a forma consolidada

19
Lei nº 78/V/98, de 7 de Dezembro

Artigo 34º
Princípios fundamentais
A Conta do Estado compreende:
I. O relatório do Ministro das finanças sobre os resultados da execução orça-
mental;
II. A conta da Assembleia Nacional;
III. O mapa da conta geral dos fluxos financeiros do Estado;
IV. Os mapas referentes à execução orçamental, de acordo com a organização e
estrutura prevista no artigo 18º da presente Lei;
V. Os mapas relativos à Situação de Tesouraria:
1. Fundos saídos para pagamento das despesas públicas orçamentais
2. Reposições abatidas nos pagamentos por ministério
3. Conta Geral de operações de tesouraria e transferência de fundos
4. Conta Geral, por cofres, de todo o movimento de receita e despesa e
respectivos saldos existentes no início e final do ano.
VI. Os mapas relativos a situação Patrimonial:
1. Aplicação do produto de empréstimo
2. Movimento da Dívida pública
3. Balanço da Segurança Social
Artigo 35º
Apresentação por programas
As contas referentes as despesas do Estado e dos serviços e fundos autónomos serão
apresentadas por programas quando se verificar a situação prevista no nº 2 do artigo 11º da
presente lei.
Artigo 36º
Anexos informativos
O Governo deve remeter à Assembleia Nacional com o relatório e os mapas a que se
refere o artigo 34º, todos os elementos necessários a justificação da conta apresentada e,
designadamente, os seguintes mapas:
a) Despesas com investimentos do PPIP;
b) Despesas excepcionais;
c) Relação nominal dos beneficiários dos avales do Estado.

20
Lei nº 78/V/98, de 7 de Dezembro

CAPÍTULO V
Disposições finais e transitórias
Artigo 37º
Orçamento do Estado para 1999
1. A presente Lei aplica-se à elaboração e aprovação do Orçamento do Estado para
1999 e seguintes.
2. Exceptuam-se do disposto no número anterior quando ao Orçamento do Estado
para 1999, os prazos previstos no nº 4 do artigo 11º da presente Lei.
3. Exceptua-se ainda do disposto no nº 1, quanto ao Orçamento do Estado para 1999,
o disposto no nº 3 do artigo 6º.
Artigo 38º
Revogação
É revogada a Lei nº 86/IV/93, de 29 de Novembro.
Artigo 39º
Entrada em vigor
A presente Lei entra em vigor imediatamente.
Aprovada em 30 de Outubro de 1998.
O Presidente da Assembleia Nacional, em exercício José Maria Pereira Neves.
Promulgada em 3 de Dezembro de 1998.
Publique-se.
O Presidente da Republica, ANTÓNIO MANUEL MASCARENHAS GOMES MON-
TEIRO.
Assinada em 3 de Dezembro de 1998.
O Presidente da Assembleia Nacional, em exercício José Maria Pereira Neves.

21
Decreto-Lei nº 29/2001, de 19 de Novembro

REGIME DO CONTROLO FINANCEIRO


DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
Decreto-Lei nº 29/2001
de 19 de Novembro
A Contabilidade Pública constitui um dos instrumentos privilegiados das Finanças Pú-
blicas, traduzindo-se num conjunto de regras jurídicas e técnicas aplicáveis à descrição,
execução e controlo das operações financeiras e dos fenómenos económicos dos organis-
mos públicos.
A Contabilidade Pública ainda vigente caracteriza-se fundamentalmente pela existên-
cia de vários tipos de contabilidade no Sector Público Administrativo, pelas variações nas
classificações orçamentais dificultando a análise e a comparabilidade das despesas públicas,
pela execução das despesas baseada apenas na óptica da legalidade formal e não também
nos critérios de economicidade, oportunidade, eficiência, eficácia e disponibilidades de
tesouraria, pela existência de uma contabilidade unigráfica, manual e baseada unicamente
na execução orçamental utilizando o regime de caixa.
A alteração das condições, económicas e socioculturais e a expressão clara da vontade
política consagrada no programa do Governo, justificam a transição progressiva de uma
gestão fechada para uma gestão aberta, transparente, rigorosa, baseada na legalidade e
orientada para o cidadão.
É premente a necessidade de o Governo dispor uma estrutura sistémica de informação
na Administração Financeira e de indicadores de natureza financeira que lhe permitam
introduzir oportunamente correcções que as circunstâncias de carácter político-financeiro
nacional e internacional aconselhem.
Para tanto é indispensável que o sistema em que se apoia a contabilização, o processo
de execução de despesas e receitas, a organização e o controle dos serviços, se encontre
técnica e juridicamente bem estruturado de forma a poder responder com clareza e celeri-
dade às exigências requeridas.
Um Sector Público Administrativo moderno e uma Administração Financeira dotada
de recursos actualizados e com uma visão clara apoiada na utilização de novas tecnologias
têm viabilidade e apresentam um conjunto muito importante de vantagens em relação a
uma Administração Pública tradicional, assente numa contabilidade concentrada, unigráfi-
ca e baseada exclusivamente numa execução orçamental regendo-se por movimentos sob
o regime de caixa.
A criação de um sistema de Contabilidade Pública Moderna, inovadora, digráfica e
informatizada, que prime pela transparência e que se preocupe com a produção das infor-
mações indispensáveis à gestão e ao controlo não só na óptica de funcionamento como
também financeira, patrimonial e de contingências, torna-se uma necessidade imperativa

22
Decreto-Lei nº 29/2001, de 19 de Novembro

de qualquer Estado que queira renovar o processo orçamental, modernizar a gestão pública
numa procura incessante da economicidade, eficiência e eficácia e sobretudo do desenvol-
vimento sustentado.
Com o presente diploma visa-se a REFORMA da Contabilidade Pública que assenta
nos princípios básicos do rigor, transparência, boa gestão e disciplina financeira, eficácia do
sistema financeiro, visão global da situação financeira do Sector Público Administrativo,
modernização do Estado e da gestão pública, nomeadamente através da utilização das no-
vas tecnologias de informação, maior desconcentração e responsabilização dos dirigentes
da Administração Pública, melhor controlo e rigor na realização das despesas públicas,
celeridade e segurança nos pagamentos, melhor gestão da tesouraria, da dívida pública, do
património público e dos recursos humanos.
Lançam-se, assim, as bases para a criação de um Sistema de Informação para a Gestão
Financeira orientado pelas novas e modernas correntes da Administração Pública e sus-
tentado nomeadamente pelo manual das finanças públicas do Fundo Monetário Internacio-
nal (FMI) e pelas recomendações da International Federation of Accountants (IFAC), que
abrangerá todo o Sector Público Administrativo e cujo objectivo maior é a Melhor Gestão
dos Recursos Públicos, procurando-se sempre a transparência na Gestão Pública.
Com o Novo Sistema de Contabilidade Pública, a consolidação das Contas Públicas
será uma realidade, o controle será facilitado, a sua utilização pelos decisores públicos e
pelos observadores das Finanças Públicas será grandemente facilitada e as Contas Nacio-
nais serão mais fiáveis.
Assim,
No uso da faculdade conferida pela alínea a) do nº 2 do artigo 203º da Constituição, o
Governo decreta o seguinte:
CAPÍTULO I
Disposições introdutórias
Artigo 1º
(Objecto e âmbito)
1. O presente diploma define os princípios e as normas relativos ao regime financei-
ro, à contabilidade e ao controlo da gestão financeira da Administração Central, aos seus
serviços dotados de autonomia administrativa, bem assim aos estabelecimentos públicos,
serviços personalizados e fundações públicas dotados de autonomia administrativa e finan-
ceira.
2. O controlo da gestão financeira compreende as normas, princípios e estruturas ne-
cessárias ao autocontrolo, ao controlo interno e ao controlo externo.
3. O disposto neste diploma é ainda subsidiariamente aplicável às empresas públicas
em tudo quanto não estiver especialmente previsto nos diplomas legais que lhes forem
aplicáveis.

23
Decreto-Lei nº 29/2001, de 19 de Novembro

4. Os princípios e disposições constantes deste diploma serão objecto de adaptação à


administração municipal.
Artigo 2º
(Princípios orientadores)
1. A actividade financeira pública rege-se nomeadamente pelos princípios da prossecu-
ção do interesse público, legalidade, transparência, responsabilização, controlo financeiro,
separação e segregação de funções e da boa gestão dos recursos públicos.
2. A gestão do património público orienta-se pelo princípio da economicidade tendo
por base um sistema de cadastro, inventariação e uma política de capitalização.
3. Todos os actos de gestão orçamental, financeira, patrimonial, contingencial bem
como as operações de regularização baseiam-se em documentos idóneos que comprovem
as operações e seus registos na contabilidade.
Artigo 3º
Designações)
Para efeitos deste diploma, a referência a:
a) “serviços autónomos” visa os serviços públicos dotados apenas de autonomia
administrativa;
b) “serviço ordenador” visa o serviço responsável pelo início e autorização das
operações de execução de receitas quando da sua própria iniciativa bem como
de despesas, podendo haver um ordenador principal com a faculdade de dele-
gar poderes em um ou mais ordenadores secundários;
c) “controlador financeiro” visa a pessoa encarregada de proceder ao controlo
prévio e concomitante da legalidade e regularidade financeira das operações
de receitas e despesas;
d) “administração financeira do Estado” visa tanto a parte administrativa do Di-
reito Orçamental e da Contabilidade Pública, constituída por normas, procedi-
mentos, operações e órgãos que possibilitam a obtenção de recursos públicos,
sua gestão e aplicação para a realização das finalidades públicas, como o Es-
tado em sentido estrito, compreendendo os seus serviços e fundos autónomos
e os institutos públicos, à excepção das empresas públicas;
e) “unidade orçamental” visa uma unidade funcional de serviços subordinados a
um mesmo órgão a que são consignadas dotações próprias.
Artigo 4º
(Objectivos)
O presente diploma visa no âmbito da Administração Central:
a) Garantir a aplicação dos princípios orientadores da actividade financeira pú-
blica indicados no art. 2º;

24
Decreto-Lei nº 29/2001, de 19 de Novembro

b) Sistematizar as operações de programação, gestão e avaliação dos recursos


públicos;
c) Desenvolver um sistema que proporcione informação fidedigna e actualizada
sobre o comportamento financeiro;
d) Impor à Administração a responsabilidade de implantar e manter um siste-
ma de contabilidade adequado às necessidades do registo, documentação e
informação de todos os actos de gestão orçamental, financeira, patrimonial e
contingencial;
e) Impor à Administração a responsabilidade de implantar um eficiente e eficaz
sistema de controlo interno e a adopção de procedimentos adequados que as-
segurem a condução económica das actividades, programas, planos e projec-
tos e a avaliação da gestão.
Artigo 5º
(Coordenação e execução)
1. Compete ao membro do Governo responsável pelas Finanças a coordenação da ad-
ministração financeira pública e a emissão dos regulamentos que se mostrarem necessários
à execuçãodeste diploma.
2. Compete conjuntamente aos membros do Governo responsáveis pelas Finanças e
pela tutela do poder local celebrar acordos ou protocolos com os municípios, com vista à
solução de problemas administrativos, técnicos e financeiros, com respeito pela sua auto-
nomia e sem prejuízo da legislação especial aplicável.
CAPÍTULO II
Regime Financeiro Geral da Administração Central
de Serviços Dotados de Autonomia Administrativa
SECÇÃO I
Disposições gerais
Artigo 6º
(Regime geral)
1. Neste capítulo definem-se as normas, órgãos e procedimentos respeitantes ao re-
gime jurídico e financeiro dos serviços da Administração Central dotados de autonomia
administrativa na gestão corrente.
2. O regime financeiro abrange as operações financeiras e contabilísticas resultantes
da execução orçamental relativas às receitas e às despesas, bem como das operações de
tesouraria e das operações diversas.
Artigo 7º
(Autonomia administrativa)
1. O regime jurídico e financeiro dos serviços da Administração Central é, em regra,
o da autonomia administrativa nos actos de gestão corrente, traduzida na competência dos

25
Decreto-Lei nº 29/2001, de 19 de Novembro

seus dirigentes para autorizar a realização de despesas e o seu pagamento e para praticar
nesse âmbito actos administrativos definitivos e executórios.
2. A gestão corrente integra a actividade desenvolvida pelos serviços para a normal
prossecução das suas atribuições, sem prejuízo dos poderes de direcção, supervisão e ins-
pecção do membro do Governo da área.
3. Excluem-se do âmbito da gestão corrente:
a) Os actos que envolvam opções fundamentais de enquadramento das activi-
dades dos serviços e organismos, nomeadamente os planos e programas de
actividades;
b) Os actos relativos a despesas de capital, sem prejuízo do que vier a ser regu-
lamentado por Portaria do membro do Governo responsável pelas Finanças;
c) Os actos relativos a recrutamento, desenvolvimento profissional e mobilida-
de do pessoal da Administração Pública.
d) Os actos relativos a transferência de verbas.
e) Os actos de montante e natureza excepcionais, os quais serão determinados
no decreto-lei de execução orçamental.
4. Os actos praticados no âmbito da autonomia administrativa na gestão corrente e
incidentes na autorização de despesas e autorização do respectivo pagamento são por si
susceptíveis de execução, não carecendo de confirmação, autorização, homologação, ratifi-
cação ou qualquer outra espécie de reforço hierárquico ou de superintendência.
5. A prática de actos que excedem a gestão corrente é da competência do Governo.
Artigo 8º
(Descrição e registo das operações)
As operações financeiras e contabilísticas resultantes da execução orçamental são des-
critas e registadas obedecendo às normas gerais do sistema contabilístico, em conformida-
de com o disposto no Capítulo VII, e são da responsabilidade dos serviços Ordenador, de
Contabilidade e do Tesouro Público.
Artigo 9º
(Controlador financeiro)
O controlador financeiro encarrega-se de proceder ao controlo prévio e concomitante
da legalidade e regularidade financeira das operações de receitas e despesas, podendo-se
ocupar de determinados departamentos governamentais em conformidade com portaria do
membro do Governo responsável pelas Finanças.
Artigo 10º
(Serviço ordenador)
1. O Serviço Ordenador é o responsável pelo início e autorização das operações de
execução de receitas, quando da sua própria iniciativa, bem como de despesas, verificando
sempre a correcção jurídico-financeira das mesmas.

26
Decreto-Lei nº 29/2001, de 19 de Novembro

2. Fora da gestão corrente os ordenadores principais são o Conselho de Ministros,


o Primeiro Ministro, o Vice-Primeiro Ministro, os Ministros, os Secretários de Estado, o
Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, o Presidente do Tribunal Constitucional, o Pre-
sidente do Tribunal de Contas e o Procurador-Geral da República.
3. No âmbito da gestão corrente os ordenadores principais são em regra constituídos a
partir do pessoal dirigente da função pública.
4. Sem prejuízo do seu poder de direcção, os ordenadores principais poderão delegar
poderes a um ou mais ordenadores secundários.
5. O acto de delegação referida no número anterior é obrigatoriamente publicado no
Boletim Oficial.
Artigo 11º
(Competência dos serviços ordenadores)
1. Em matéria de receitas da sua iniciativa, os serviços ordenadores procedem à liqui-
dação destas e emitem as respectivas ordens de recebimento para o Tesouro Público.
2. Em matéria de despesas, os serviços ordenadores procedem ao cabimento, compro-
misso, liquidação e emissão das ordens de pagamento para o Tesouro Público.
Artigo 12º
(Regime duodecimal)
O decreto-lei de execução orçamental definirá em cada ano os casos de sujeição ao
regime duodecimal e fixará os respectivos critérios.
SECÇÃO II
As receitas
Artigo 13º
(Espécies)
As receitas públicas compreendem os impostos, as multas e outras penalidades, as
taxas, preços públicos e contribuições especiais, os rendimentos financeiros, as transfe-
rências e outras previstas na lei.
Artigo 14º
(Correcção jurídico-financeira)
1. A Administração Financeira está obrigada a proceder à cobrança das receitas de-
pendendo a sua correcção jurídico-financeira da verificação dos seguintes requisitos:
a) Conformidade legal;
b) Regularidade financeira.
2. Por conformidade legal entende-se a prévia existência de lei que autorize a sua
cobrança, dependendo a regularidade financeira da sua inscrição orçamental, podendo to-
davia o seu montante exceder a previsão inicial.

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Decreto-Lei nº 29/2001, de 19 de Novembro

Artigo 15º
(Classificação das Receitas)
1. As receitas classificam-se por categorias económicas em receitas correntes e recei-
tas de capital e distribuem-se de acordo com o classificador económico das receitas.
2. As receitas correntes compreendem:
3. As receitas fiscais, constituídas pelas receitas coactivas, sem contrapartida nem
reembolso, arrecadadas e geridas pela administração financeira;
4. As receitas não fiscais, constituídas pelas receitas que têm como contrapartida
uma prestação de serviço bem assim as transferências obtidas e que resultem de uma pres-
tação unilateral para a administração financeira.
5. As receitas de capital compreendem:
a) As resultantes da alienação de bens de investimento;
b) As transferências de capital recebidas;
c) As provenientes da constituição da dívida fundada;
d) Os reembolsos relativos aos activos financeiros;
e) Outras previstas por lei.
Artigo 16º
(Cobrança das receitas)
1. A cobrança de todas as receitas por quaisquer serviços da Administração Central
dotados de autonomia administrativa, bem como as de origem externa destinadas ao Estado
de Cabo Verde compete, em regra, ao Tesouro Público.
2. Todos os serviços da Administração Central dotados de autonomia administrativa
e que forem legalmente autorizados a arrecadar receitas estão obrigados a proceder à sua
imediata transferência, sem deduções ou retenções, para o serviço do Tesouro Público,
salvo por força de lei especial.
3. Por portaria conjunta do membro do Governo responsável pelas Finanças e do mem-
bro do Governo da área poderão ser previstos casos especialmente justificados de consig-
nação de receitas.
Artigo 17º
(Processamento das receitas)
As receitas públicas processam-se através da liquidação e posterior cobrança.
Artigo 18º
(Liquidação)
1. A liquidação é o acto pelo qual a administração financeira determina o montante
exacto do valor a ser arrecadado pelo Estado provenientes da dívida do contribuinte, do
utente ou de outro valor em benefício do Estado.

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Decreto-Lei nº 29/2001, de 19 de Novembro

2. Todas as receitas públicas estão sujeitas a liquidação.


3. A cada receita liquidada é atribuído um número de código que servirá para a sua
identificação.
4. Os erros de liquidação dão lugar à emissão de uma ordem de anulação e a realização
de uma nova liquidação, à qual será atribuído novo código identificativo.
Artigo 19º
(Formas de Liquidação)
1. A liquidação pode ser efectuada originando um registo prévio da dívida do con-
tribuinte ou utente de que resultarão a emissão de uma ordem de recebimento e posterior
cobrança.
2. Cada ordem de recebimento deve indicar o respectivo número de código identifi-
cativo constante da liquidação.
3. Poderá ainda a liquidação ocorrer no momento em que se procede à cobrança ou
em momento posterior, para efeitos de regularização de operações de tesouraria, proceden-
do-se então à elaboração do respectivo documento.
Artigo 20º
(Registo da liquidação)
Cada liquidação deve ser devidamente registada segundo normas gerais da contabili-
dade definidas por este diploma e complementadas por portaria do membro do Governo
responsável pelas Finanças.
Artigo 21º
(Cobrança)
1. As receitas são inscritas no orçamento e cobradas pela sua importância integral,
sem dedução de qualquer espécie.
2. A cobrança das receitas mencionadas nas ordens de recebimento é feita de forma
voluntária ou coerciva, em conformidade com a lei.
3. A cobrança forçada poderá ser precedida de negociação.
Artigo 22º
(Meios de pagamento)
O contribuinte ou utente pode pagar as suas dívidas em numerário, por cheque, trans-
ferência bancária ou por qualquer outro meio permitido por lei.
Artigo 23º
(Emissão de recibo)
1. Todo o recebimento dá lugar à emissão e entrega de um recibo ou outro documento
comprovativo.

29
Decreto-Lei nº 29/2001, de 19 de Novembro

2. A forma e as condições de emissão de recibo são fixadas por portaria do membro


do Governo responsável pelas Finanças.
Artigo 24º
(Reposições)
1. A reposição de dinheiros públicos nos cofres do Estado efectiva-se através de com-
pensação, dedução ou pagamento através de guia, devendo porém a escrituração contabi-
lística reflectir os créditos pelo seu valor bruto.
2. A reposição poderá ser efectuada por prestações mensais mediante requerimento
fundamentado do interessado e despacho favorável do dirigente do respectivo serviço ou
organismo.
3. As reposições não estão sujeitas a juro de mora desde que o pagamento de cada
prestação ocorra no prazo legal ou judicialmente fixado.
4. A obrigatoriedade de reposição das quantias recebidas indevidamente prescreve no
prazo de dez anos após o seu recebimento.
5. É aplicável o regime geral previsto na lei civil para a suspensão e interrupção da
prescrição.
6. O prazo para pagamento de guias é de trinta dias a contar da notificação do deve-
dor pelo serviço competente.
Artigo 25º
(Liberação de devedor)
O devedor do Estado estará liberto da sua dívida quando apresentar um recibo ou outro
documento comprovativo do pagamento da sua dívida e ainda nos casos de prescrição da
receita ou noutros previstos na lei.
SECÇÃO III
As despesas
Artigo 26º
(Espécies)
As despesas públicas compreendem todos os gastos efectuados pelas entidades públi-
cas no atendimento dos serviços e encargos assumidos na prossecução do interesse público,
por força da lei ou em consequência de contrato ou doutros instrumentos.
Artigo 27º
(Correcção jurídico-financeira)
1. A correcção jurídico-financeira das despesas públicas depende da verificação dos
seguintes requisitos:
a) Conformidade legal;
b) Regularidade financeira;
c) Economia, eficiência e eficácia.

30
Decreto-Lei nº 29/2001, de 19 de Novembro

2. Por conformidade legal entende-se a prévia existência de lei que autorize a despesa
e por regularidade financeira a inscrição orçamental, o correspondente cabimento e a ade-
quada classificação da despesa.
3. Na realização de despesas ter-se-á em vista a obtenção dos melhores resultados
com o mínimo de custos, tendo em conta a utilidade e prioridade da despesa e o acrésci-
mo de produtividade daí decorrente.
Artigo 28º
(Classificação)
1. As despesas públicas classificam-se por categorias económicas, orgânicas e funcio-
nais.
2. Por categorias económicas as despesas subdividem-se em despesas correntes e des-
pesas de capital e distribuem-se de acordo com o classificador económico das despesas.
3. As despesas correntes compreendem:
a) Os gastos do funcionamento dos serviços públicos, constituídos nomeadamen-
te pelos encargos com o pessoal, aquisição de materiais, produtos e pequenos
equipamentos, fornecimentos e serviços externos;
b) Os juros da dívida pública;
c) As transferências correntes concedidas, constituídas pelos gastos sem qual-
quer contrapartida directa em bens ou serviços com a finalidade de satisfazer
necessidades correntes da entidade que as recebe.
4. As despesas de capital compreendem:
a) A aquisição de bens de investimento;
b) As transferências de capital concedidas;
c) A amortização da dívida pública fundada;
d) Empréstimos de retrocessão concedidos;
e) Outras previstas por lei.
5. Por categorias orgânicas as despesas distribuem-se por unidades orçamentais em
conformidade com a lei do Orçamento do Estado.
6. Por categorias funcionais as despesas traduzem as grandes opções políticas secto-
riais, através das funções geral, social, económica e outras de acordo com o classificador
funcional.
Artigo 29º
(Processamento de despesas)
1. As despesas processam-se através das fases do cabimento, do compromisso, da
liquidação e do pagamento.

31
Decreto-Lei nº 29/2001, de 19 de Novembro

2. O procedimento normal relativo à realização das despesas públicas é o seguinte:


a) O serviço ordenador procede à determinação do saldo orçamental disponível
na rúbrica orçamental apropriada, e, tendo em consideração o regime
duodecimal, se ao caso couber, e a programação da tesouraria, estabelece a
data da sua realização;
b) Estabelecida a referida data, o serviço ordenador assume determinado com-
promisso através do qual vincula o Estado a uma provável obrigação de paga-
mento;
c) Realizada a verificação da legalidade e do cabimento pelo controlador
financeiro, o serviço ordenador procede à liquidação da despesa, isto é, à
verificação da comprovação do direito do beneficiário e à determinação do
seu montante exacto após a constatação do serviço feito e a comprovação do
direito do beneficiário e emite uma ordem de pagamento;
d) Posteriormente o serviço do Tesouro Público faculta o meio de pagamento
adequado ao beneficiário.
3. Não há lugar ao disposto no número anterior quando:
a) As despesas parcelares provindas de uma mesma causa constituírem despesas
fixas mensais da Administração e tiverem já sido inicialmente objecto do pro-
cedimento normal na sua globalidade;
b) As despesas forem urgentes e inadiáveis, sem prejuízo do seu registo con-
tabilístico;
c) As despesas assumirem carácter confidencial, sem prejuízo do seu registo
contabilístico.

Artigo 30º
(Autorização da despesa e assunção de compromissos)
1. Os poderes dos ordenadores principais para assumir compromissos e autorizar des-
pesas no âmbito da gestão corrente variam em função do valor destas, nos termos que
vierem a ser definidos por lei.
2. A competência a que se referem os números anteriores pode ser delegada e subdele-
gada, nos termos do nº 5 do artº 10º.
Artigo 31º
(Autorização de despesas fora da gestão corrente)
A autorização de actos que excedam o âmbito da gestão corrente compete ao Governo,
em função dos valores que vierem a ser definidos por lei.

32
Decreto-Lei nº 29/2001, de 19 de Novembro

Artigo 32º
(Duplo cabimento)
Quando os serviços e organismos dispuserem de receitas consignadas, os pagamentos
a efectuar por conta destas ficam condicionados não só aos créditos orçamentais como ain-
da ao montante global da receita arrecadada.
Artigo 33º
(Prazos para a autorização)
A autorização de despesas por conta do orçamento do Estado deve ocorrer em data que
permita o compromisso, a liquidação e o pagamento nos prazos fixados no decreto-lei de
execução orçamental.
Artigo 34º
(Despesas urgentes e imprevistas)
As despesas urgentes, imprevistas e inadiáveis são autorizadas pelo membro do Go-
verno responsável pelas Finanças e suportadas pela verba provisional inscrita no orçamento
do Ministério das Finanças, devendo as mesmas serem comunicadas à Assembleia Nacio-
nal nos termos da lei.
Artigo 35º
(Despesas confidenciais)
São despesas de carácter confidencial as realizadas no interesse da segurança do Esta-
do e da manutenção da ordem política e social, que forem definidas por lei da Assembleia
Nacional.
As despesas confidenciais dependem de autorização da Assembleia Nacional e segui-
rão o regime que vier a ser definido por lei desta.
Artigo 36º
(Compromisso)
O compromisso é o acto pelo qual a administração financeira assume uma obrigação
de que resultará uma dívida provável.
Artigo 37º
(Encargos plurianuais)
1. Os compromissos contratuais que impliquem assunção de encargos com reflexo em
mais de um ano económico são parcialmente imputados aos anos em que se procederá ao
reembolso.
2. A assunção de encargos plurianuais é feita através de portaria conjunta do membro
do Governo responsável pelas Finanças e do ministro competente para o departamento a
que pertence o respectivo serviço ou organismo, salvo quando tais encargos resultarem da
execução de planos plurianuais já aprovados.

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Decreto-Lei nº 29/2001, de 19 de Novembro

Artigo 38º
(Liquidação)
1. A liquidação é o acto pelo qual a administração financeira determina o montante
exacto da obrigação assumida após constatação do serviço feito e comprova o direito do
beneficiário, tendo por base um título por este apresentado.
2. A cada despesa liquidada é atribuído um número de código que servirá para a sua
identificação.
3. Cada liquidação deve ser devidamente registada segundo normas gerais da conta-
bilidade pública definidas por este diploma e complementadas por portaria do membro do
Governo responsável pelas Finanças.
Artigo 39º
(Competência do controlador financeiro)
1.O controlador financeiro procede à fiscalização da correcção jurídico-financeira, nos
termos do artigo 9º.
2. Salvo o disposto nos artigos 34º e 35º, nenhuma ordem de pagamento pode ser emi-
tida sem o visto prévio do controlador financeiro.
Artigo 40º
(Requisitos do beneficiário)
1. As pessoas jurídicas ou empresas beneficiárias dalgum pagamento por parte da ad-
ministração financeira pública terão de estar regularmente inscritas na administração tribu-
tária e ter o correspondente número de identificação fiscal.
2. As entidades privadas beneficiárias de transferências públicas, para além do dispos-
to no número anterior, devem estar minimamente organizadas e ter apresentado as suas
contas relativas a transferências anteriormente recebidas.
3. Compete ao membro do Governo responsável pelas Finanças regulamentar os ins-
trumentos de prestação de contas pelas entidades privadas que recebam transferências pú-
blicas.
Artigo 41º
(Meios de pagamento)
Os meios de pagamento a emitir pela administração financeira pública são o cheque do
Tesouro, a transferência bancária ou outros aprovados por portaria do membro do Governo
responsável pelas Finanças.
Artigo 42º
(Compensação de créditos)
No caso de o credor ter dívida perante o Estado certificada por decisão judicial defini-
tiva, poderá o serviço proceder à compensação dos créditos, devendo porém a escrituração
contabilística reflectir os créditos pelo seu valor bruto.

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Decreto-Lei nº 29/2001, de 19 de Novembro

Artigo 43º
(Prazos de pagamento)
Por portaria do membro do Governo responsável pelas Finanças poderão ser fixados
prazos de pagamento a partir da assunção dos compromissos.
Artigo 44º
(Despesas militares)
As regras relativas ao compromisso, liquidação e ordem de pagamento de despesas
ligadas ao armamento militar do Estado, deverão ser estabelecidas por portaria conjunta
dos membros do Governo responsáveis pelas Finanças e pela Defesa, em obediência aos
princípios definidos neste diploma.
Artigo 45º
(Despesas de pequeno montante)
1. Para a realização de despesas de pequeno montante podem ser constituídos fundos
de maneio em nome dos serviços respectivos, nos termos que vierem a ser definidos por
lei.
2. A competência para a realização e pagamento de despesas por conta de fundo de maneio
cabe ao responsável pelo mesmo.
Artigo 46º
(Despesas em moeda estrangeira)
A realização de despesas em moeda estrangeira está sujeita ao cumprimento das for-
malidades especiais constantes da legislação cambial.
Artigo 47º
(Despesas de anos anteriores)
1. As despesas dos anos anteriores devidamente registadas serão satisfeitas por conta
do orçamento em vigor na data do pagamento.
2. É aplicável o regime geral previsto na lei civil para a prescrição, sua suspensão e
interrupção, salvo se prazos mais curtos não resultarem da lei.
Artigo 48º
(Restituições)
1. Devem ser restituídas as importâncias que tiverem dado entrada nos cofres do Es-
tado sem direito a essa cobrança.
2. Se as receitas tiverem sido cobradas por meios coercivos, devem restituir-se também
as custas dos respectivos processos.
3. O direito à restituição prescreve no prazo de cinco anos a partir da entrada nos cofres
do Estado das respectivas quantias, salvo se for legalmente aplicável prazo mais curto.
4. É aplicável o regime geral previsto na lei civil para a suspensão e interrupção da
prescrição.

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Decreto-Lei nº 29/2001, de 19 de Novembro

SECÇÃO IV
Operações da tesouraria
Artigo 49º
(Noção)
1. São operações de tesouraria os movimentos excepcionais de fundos nas contas fi-
nanceiras do Tesouro que não se encontrem sujeitos à disciplina orçamental bem como as
restantes operações escriturais com eles relacionados.
2.As operações de tesouraria são activas e passivas, correspondendo as activas à entra-
da de fundos e as passivas à saída de fundos nas contas financeiras do Tesouro
Artigo 50º
(Finalidades)
As operações de tesouraria têm por finalidade:
a) Antecipar receitas orçamentalmente previstas que se espera cobrar durante o
ano;
b) Colocar junto de instituições, designadamente do sistema bancário ou afins,
eventuais disponibilidades de tesouraria;
c) Assegurar a gestão de fundos a cargo do serviço do Tesouro.
Artigo 51º
(Proibição)
1. Salvo o disposto no número seguinte, é proibido o pagamento de quaisquer despesas
por operações de tesouraria.
2. Podem ser realizadas operações de tesouraria previstas na lei a título provisório e
por antecipação, garantindo-se no entanto a sua regularização e imputação às contas orça-
mentais.
Artigo 52º
(Competência)
1. Compete exclusivamente ao membro do Governo responsável pelas Finanças auto-
rizar e ordenar a realização de qualquer operação de tesouraria.
2. Compete ao serviço do Tesouro Público a execução das operações de tesouraria.
SECÇÃO V
Outras operações
Artigo 53º
(Operações diversas)
1. Além das indicadas nas secções anteriores, existem ainda as seguintes operações:
a) As operações de contingências;

36
Decreto-Lei nº 29/2001, de 19 de Novembro

b) As operações de regularização contabilística.


2. O conteúdo das operações e a forma do seu registo são objecto de regulamentação
por portaria do membro do Governo responsável pelas Finanças.
CAPÍTULO III
Regime Excepcional – Fundos Autónomos e Institutos Públicos
do Estado de Autonomia Administrativa e Financeira
Artigo 54º
(Âmbito)
As normas do presente capítulo aplicam-se aos fundos autónomos, estabelecimentos
públicos, serviços personalizados, fundações públicas e a quaisquer outras entidades dota-
das de autonomia administrativa e financeira.
Artigo 55º
(Atribuição da autonomia administrativa e financeira)
1. Salvo o disposto nos dois números seguintes, as condições cumulativas para atri-
buição da autonomia administrativa e financeira aos serviços e entidades referidos no artigo
anterior são as seguintes:
a) Haja justificação para uma adequada gestão que permita uma melhor realiza-
ção das atribuições em vista;
b) As receitas correntes próprias alcancem um mínimo das suas despesas corren-
tes que vier a ser definido por lei.
2. O disposto na alínea b) do número anterior poderá ser dispensado ou reduzido para
os estabelecimentos públicos, por resolução do Conselho de Ministros, fundamentada em
motivos de interesse público.
3. Poderá ainda ser atribuída autonomia administrativa e financeira quando existam ra-
zões ponderosas que o aconselhem, nomeadamente quando se tratar da gestão de projectos
integrados no Programa Plurianual de Investimentos Públicos .
4. A autonomia administrativa e financeira é conferida por lei.
5. Para efeitos do disposto na alínea b) do nº 1, não são consideradas receitas próprias
as provenientes de transferências do Orçamento do Estado ou de quaisquer serviços e orga-
nismos da Administração Central.
Artigo 56º
(Cessação do regime excepcional)
1. Quando a autonomia administrativa e financeira tenha sido concedida nos termos
do nº 1 do artigo anterior, a não verificação dos requisitos aí previstos durante dois anos

37
Decreto-Lei nº 29/2001, de 19 de Novembro

consecutivos determinará a cessação do respectivo regime financeiro e a aplicação do regi-


me geral de autonomia administrativa.
2. A constatação da situação prevista no número anterior será feita com base em ins-
pecção ou auditoria realizada pela Inspecção Geral de Finanças e a cessação do regime de
autonomia administrativa e financeira será efectivada através de portaria conjunta do mem-
bro do Governo responsável pelas Finanças e do Ministro da tutela que produzirá efeitos a
partir de 01 de Janeiro do ano económico seguinte ao da sua publicação.
3. Poderá, no entanto, ser mantida a autonomia financeira por portaria conjunta a que
se refere o número anterior se o relatório da Inspecção Geral de Finanças constatar uma
evolução positiva da gestão do serviço ou organismo autónomo que aponte para uma pos-
sível realização do requisito previsto na alínea b) do numero 1 do artigo anterior.
Artigo 57º
(Autonomia patrimonial)
1. Os serviços e entidades referidos no artigo 54º, dispõem de autonomia patrimonial.
2. O património é constituído pelos bens, direitos e obrigações recebidos ou adquiridos
para o exercício da sua actividade.
3. A alienação de bens e a realização de despesas de capital serão objecto de regula-
mentação pelos respectivos estatutos.
4. Poderão ainda os serviços e entidades referidos no artigo 54º administrar bens do
domínio público ou privado do Estado que lhes forem afectos nos termos da lei.
Artigo 58º
(Receitas)
1. São receitas próprias dos serviços e entidades referidos no artigo 54º :
a) As receitas provenientes da sua actividade específica;
b) O rendimento de bens próprios e bem assim o produto da sua alienação;
c) As doações, heranças e legados que lhes sejam destinados;
d) Quaisquer outros rendimentos que por lei ou contrato lhes devam pertencer.
2. As receitas próprias são classificadas e distribuídas de acordo com o Classificador
Económico, nos termos do nº 1 do artigo 15º.
3. Para além das receitas próprias, os serviços e entidades referidos no artigo 54º be-
neficiam ainda, nos termos da lei, de comparticipações, transferências e subsídios prove-
nientes do Orçamento do Estado ou de outras entidades públicas ou privadas.
4. Compete aos dirigentes dos serviços e entidades referidos no artigo 54º autorizar o
lançamento, a liquidação e a cobrança das receitas.

38
Decreto-Lei nº 29/2001, de 19 de Novembro

5. Os serviços e entidades referidos no artigo 54º estão obrigados por lei a depositar o
produto proveniente das receitas próprias arrecadadas em contas especificamente abertas
no Tesouro Público.
Artigo 59º
(Despesas)
1. Constituem despesas próprias dos serviços e entidades referidos no artigo 54º os
encargos com o seu funcionamento e os inerentes à realização das suas atribuições, bem
como os custos de aquisição, manutenção e conservação dos bens, equipamento de serviço
de que careça para o efeito.
2. As despesas próprias são classificadas e distribuídas de acordo com os classificado-
res económico e funcional, nos termos dos nºs 2 e 6 do artigo 28º.
3. Compete aos dirigentes dos serviços e entidades referidos no artigo 54º autorizar
o cabimento, o compromisso, a liquidação das suas despesas e ordenar o respectivo paga-
mento.
Artigo 60º
(Separação e segregação de funções)
1. Os serviços e entidades referidos no artigo 54º devem observar o princípio da se-
paração e segregação de funções na realização das operações de execução do orçamento,
operações de tesouraria e respectiva contabilização.
2. A segregação de funções a que se refere o número anterior deve estabelecer-se entre
diferentes serviços ou entre diferentes pessoas do mesmo serviço.
Artigo 61º
(Organização, gestão e controlo)
1. Na óptica da procura de uma melhor gestão pública, serviços e entidades referidos
no artigo 54º deverão adequar as suas estruturas por forma a:
a) Assegurar o cabimento, o compromisso, a liquidação e o pagamento das suas
despesas e bem assim a liquidação e cobrança das suas receitas;
b) Implementar um sistema adequado de contabilidade, nos termos do Capítulo
VII, e assegurar a sua tempestividade e supervisão por técnico de contas;
c) Possibilitar um controlo eficaz da sua gestão, nos termos do Capítulo VIII;
d) Assegurar uma visão de conjunto da Administração Central.
2. A gestão económica e financeira dos serviços e entidades referidos no artigo 54º é
disciplinada nomeadamente pelos seguintes instrumentos de gestão previsional:
a) Plano de actividades;
b) Orçamentos de exploração, investimento e de tesouraria;

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Decreto-Lei nº 29/2001, de 19 de Novembro

c) Demonstração de resultados previsionais;


d) Balanço previsional;
e) Anexos ao balanço e demonstração de resultados previsionais.
3. Devem ainda os fundos autónomos e institutos públicos elaborar:
a) As suas propostas de orçamento, com indicação dos objectivos a atingir e dos
programas a realizar, que deverão ser oportunamente apresentadas ao Minis-
tério das Finanças por ocasião da elaboração da proposta do Orçamento do
Estado;
b) As suas contas de gerência, as quais, sem prejuízo do disposto em lei especial,
discriminarão rigorosamente os objectivos alcançados, o grau de realização
dos programas aprovados e os constrangimentos encontrados, e que fornece-
rão elementos à elaboração da Conta Geral do Estado.
4. Independentemente do autocontrolo e do controlo externo exercido pelo Tribunal
de Contas, nos termos da legislação própria, os serviços e entidades referidos no artigo 54º
estão sujeitos ao controlo sistemático sucessivo da gestão orçamental por parte dos serviços
do Ministério das Finanças encarregados da execução do Orçamento do Estado.
Artigo 62º
(Prestação de contas)
1. A prestação de contas opera-se, com as devidas adaptações, nos termos da Secção
IV do Capítulo VII.
2. O relatório de actividades do órgão de gestão deverá proporcionar uma visão clara
da situação económica e financeira relativa ao exercício, espelhando a eficiência na utiliza-
ção dos meios afectos à prossecução dos seus fins e a eficácia na realização dos objectivos
propostos.
3. Os documentos de prestação de contas serão remetidos ao serviço da Contabilidade
Pública, nos prazos legalmente previstos.
4. A não apresentação de contas poderá dar lugar à não liberação de fundos provenien-
tes do Orçamento do Estado.
Artigo 63º
(Aplicação de normas do regime geral)
São aplicáveis aos fundos autónomos, estabelecimentos públicos, serviços persona-
lizados, fundações públicas e quaisquer outras entidades dotadas de autonomia adminis-
trativa e financeira, com as devidas adaptações, as normas sobre os serviços autónomos,
dotados de autonomia administrativa, em tudo o que não esteja especialmente regulado
neste capítulo.

40
Decreto-Lei nº 29/2001, de 19 de Novembro

CAPÍTULO IV
Tesouro Público
Artigo 64º
(Conteúdo)
Constituem o Tesouro Público todos os recursos financeiros do Estado resultantes tan-
to das operações orçamentais como das operações de tesouraria.
Artigo 65º
(Serviço do Tesouro Público)
1. Sem prejuízo do disposto em lei ou regulamento, compete ao serviço do Tesouro
Público nomeadamente:
a) Administrar o sistema de caixa única da Administração Central, dando ao
BCV, sem prejuízo da autonomia deste, as orientações que se mostrarem per-
tinentes;
b) Executar e centralizar as operações de tesouraria;
c) Gerir a dívida pública e proceder ao reembolso dos respectivos títulos, en-
quanto não for criada a entidade referida no nº 2 do artigo 75º;
d) Guardar e conservar os títulos e valores da Administração Central a seu cargo;
e) Coordenar o funcionamento e exercer supervisão técnica sobre todas as unida-
des ou serviços de tesouraria do sector público;
f) Programar a tesouraria, anual e periódica, e realizar o seguimento e sua ava-
liação, sem prejuízo do disposto no artigo seguinte;
g) Centralizar a cobrança das receitas da Administração Central, distribuí-las,
nos termos da lei e da programação financeira, e proceder ao pagamento de
todas as despesas resultantes da execução do Orçamento do Estado;
h) Elaborar e actualizar as reconciliações bancárias;
i) Elaborar os relatórios de gestão da tesouraria.
2. O Serviço do Tesouro Público é ainda responsável:
a) Pela cobrança das ordens de recebimento enviadas pelo serviço ordenador,
dos proveitos originados por contrato e dos demais proveitos dos organismos
públicos, previstos na lei;
b) Pelo pagamento de todas as despesas originadas por ordens de pagamento
emitidas pelo serviço ordenador, pelas operações de tesouraria e pela conser-
vação do arquivo relativo às operações do fluxo de tesouraria.

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Decreto-Lei nº 29/2001, de 19 de Novembro

Artigo 66º
(Programação anual da tesouraria)
A elaboração do programa anual da tesouraria é realizada conjuntamente pelos servi-
ços do Tesouro e do Planeamento e pelo Banco de Cabo Verde.
Artigo 67º
(Composição)
Funcionam como agentes do Tesouro Público todos os serviços e organismos que ar-
recadem receitas públicas ou procedam a pagamentos em conformidade com a lei e regu-
lamentos, designadamente as Alfândegas, as Contribuições e Impostos e as Embaixadas e
Consulados.
Artigo 68º
(Disposição de fundos)
O Tesouro Público pode dispor dos fundos à sua guarda até percentagem permitida em
cada ano por decreto-lei de execução orçamental, mantendo-se sempre a sua capacidade
de resposta às solicitações feitas pelas entidades referidas no artigo 54º titulares das contas
nele abertas.
Artigo 69º
(Títulos do tesouro)
Para fazer face a dificuldades de tesouraria, pode o Tesouro emitir títulos de tesouro,
nos limites previstos no nº 3 do artigo 80º.

CAPÍTULO V
Património Público
Artigo 70º
(Composição e gestão)
1. Constituem o domínio público do Estado os bens consagrados na Constituição da
República e o domínio privado os bens definidos por lei.
2. A gestão, coordenação e fiscalização dos bens dos domínios público e privado do
Estado regem-se pela legislação sobre a matéria.
Artigo 71º
(Serviço do Património Público)
Compete ao Serviço do Património Público gerir o módulo auxiliar de imobilizado e
em particular:
a) Organizar e actualizar o cadastro dos bens de investimento;
b) Registar e manter actualizados os movimentos dos imobilizados;

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Decreto-Lei nº 29/2001, de 19 de Novembro

c) Elaborar os inventários em conformidade com a lei e regulamentos;


d) Calcular as quotas de amortizações, reintegrações do exercício e acumula-
das;
e) Disponibilizar extractos individualizados da posição do património;
f) Elaborar relatórios de gestão dos imobilizados;
g) Manter o arquivo do imobilizado.
Artigo 72º
(Inventariação e avaliação)
1. As regras relativas à elaboração do inventário, classificação, avaliação dos bens
patrimoniais, definição das categorias e das taxas de amortização a serem aplicadas são
estabelecidas por regulamento.
2. Os bens figurarão pelos respectivos valores de incorporação primitiva sendo suces-
sivamente actualizados em função das avaliações efectuadas.
Artigo 73º
(Nulidade)
São nulos os actos de alienação do património público que lesem de forma objectiva
os superiores interesses do Estado, sem prejuízo da responsabilidade das pessoas que os
realizarem.
CAPÍTULO VI
Crédito Público
SECÇÃO I
Disposições Gerais
Artigo 74º
(Composição)
Constituem o crédito público a dívida pública activa e a dívida pública passiva.
Artigo 75º
(Serviço do Crédito Público)
1. Compete ao serviço do Crédito Público nomeadamente:
a) Registar e actualizar o stock do crédito público;
b) Calcular os encargos relativos aos títulos do tesouro, nomeadamente o princi-
pal, os juros e as comissões;

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Decreto-Lei nº 29/2001, de 19 de Novembro

c) Gerir o módulo do crédito público;


d) Elaborar o relatório de gestão do crédito público;
e) Disponibilizar extractos individualizados da posição do stock da dívida públi-
ca activa e passiva;
f) Manter o arquivo do crédito público.
2. Poderá ser criado um organismo que se encarregue da gestão do crédito público,
cuja competência será definida por lei da sua criação.
Artigo 76º
(Obrigatoriedade de publicitação)
A situação do crédito público é objecto de publicitação semestral no Boletim Oficial e
em meios electrónicos.
SECÇÃO II
Dívida Pública Activa
Artigo 77º
(Composição)
1. Constituem dívida pública activa:
a) As receitas públicas, fiscais e não fiscais, liquidadas e não cobradas até fim de cada
exercício financeiro;
b) Os empréstimos de retrocessão concedidos pelo Estado aos sectores público e pri-
vado, para a prossecução do interesse público e realização de projectos de desenvolvimento
nas condições definidas nos respectivos acordos subsidiários de crédito.
2. Compete ao membro do Governo responsável pelas Finanças fixar por portaria as
condições e requisitos a observar pelos acordos subsidiários.
SECÇÃO III
Dívida Pública Passiva
Artigo 78º
(Objectivos)
1. O recurso ao crédito pelo Estado tem por objectivos a captação de meios para a reali-
zação de investimentos ou para o atendimento de casos de flagrante necessidade nacional.
2. O recurso ao crédito não poderá ser utilizado para custear despesas correntes, salvo
para socorrer a dificuldades de tesouraria.
Artigo 79º
(Formas de endividamento)
1. Para efeitos deste diploma a dívida pública classifica-se em dívida flutuante e dívida
fundada, directa e indirecta, interna e externa.

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Decreto-Lei nº 29/2001, de 19 de Novembro

2.A dívida flutuante é constituída pelos encargos financeiros, traduzidos no principal e


nos juros, advenientes de empréstimos a curto prazo contraídos para resolver dificuldades
de tesouraria, antecipações de receitas e restos a pagar.
3. A dívida fundada é aquela que é constituída por encargos financeiros, traduzidos no
principal e nos juros, resultantes de empréstimos de médio e longo prazos.
4. Por dívida directa entende-se aquela assumida pelo Estado na posição de devedor
principal.
5. A dívida indirecta é aquela assumida pelo Estado na posição de devedor secundário
ou acessório em virtude de garantia prestada.
6. Considera-se dívida interna aquela contraída perante pessoas residentes ou domici-
liadas em Cabo Verde e cujo pagamento pode ser exigido no território nacional.
7. A dívida externa é aquela que é contraída perante outro Estado ou organização in-
ternacional ou qualquer outra pessoa sem residência ou domicílio em Cabo Verde e cujo
pagamento pode ser exigido fora do território nacional.
Artigo 80º
(Limites ao endividamento)
1. O recurso ao crédito gerador da dívida fundada está sujeito à observância das con-
dições gerais definidas por lei da Assembleia Nacional.
2. A dívida pública, interna e externa, de curto e médio prazo, não poderá exceder 60%
do PIB.
3. O recurso ao crédito gerador de dívida flutuante realiza-se tendo por critério a recei-
ta prevista no Orçamento do Estado até ao limite que for fixado por portaria do membro do
Governo responsável pelas Finanças.
4. A concessão de garantias geradoras da dívida indirecta está sujeita à observância do
disposto nas leis do Orçamento do Estado.
Artigo 81º
(Parecer do BCV)
Sempre que se trate de recurso ao crédito gerador de dívida externa é obrigatória a
audição do Banco de Cabo Verde (BCV).
Artigo 82º
(Reestruturação da dívida)
Com vista à reestruturação e melhoramento das condições da dívida pública quanto
aos montantes, dilação de prazos ou diminuição dos juros, o membro do Governo respon-
sável pelas Finanças poderá realizar as operações relativas à sua consolidação, conversão
ou negociação.

45
Decreto-Lei nº 29/2001, de 19 de Novembro

Artigo 83º
(Nulidade)
As operações efectuadas em desrespeito ao disposto neste capítulo são nulas, sem pre-
juízo da responsabilidade das pessoas que as realizarem.
Artigo 84º
(Operações especiais)
As operações do Banco Central com vista a garantir a estabilidade monetária e cambial
estão sujeitas a lei especial.
CAPITULO VII
Sistema de Contabilidade
SECÇÃO I
Disposições Gerais
Artigo 85º
(Objectivos e âmbito da contabilidade)
1.O Sistema da Contabilidade Pública integra um conjunto de princípios, órgãos, nor-
mas e procedimentos técnicos com a finalidade de:
a) Registar sistematicamente todas as operações que afectam ou podem afectar a
situação económico financeira e patrimonial dos organismos;
b) Processar e produzir informação financeira para a tomada de decisão dos res-
ponsáveis da condução das finanças públicas e para terceiros interessados;
c) Apresentar as informações contabilísticas e os respectivos documentos de
apoio ordenados de forma a facilitar as tarefas de controle e auditoria interna
ou externa.
2. A contabilidade abrange as áreas orçamental, financeira, patrimonial e contingen-
cial, podendo haver uma contabilidade analítica em função da natureza e especifidades
própria de cada organismo público.
3. A contabilidade pública, para cada organismo e de forma consolidada, organiza-se
de modo a permitir:
a) O conhecimento e o controle das operações de execução orçamental e da mo-
vimentação financeira;
b) O conhecimento da situação patrimonial;
c) O conhecimento das relações com terceiros e consequentemente do stock da
dívida pública activa e passiva;
d) O conhecimento das responsabilidades por avales e demais garantias presta-
das pelo Estado;
e) O conhecimento dos custos da prestação de serviços;

46
Decreto-Lei nº 29/2001, de 19 de Novembro

f) A determinação, análise e interpretação dos resultados anuais económicos e


financeiros;
g) A integração das operações nas contas nacionais;
h) O conhecimento e acompanhamento da situação perante as Finanças de todos
os serviços e entidades que arrecadam receitas, efectuam despesas e adminis-
tram ou guardam bens àquelas pertencentes ou que lhes tenham sido confia-
dos;
i) A organização periódica de balancetes e quadros demonstrativos da gestão em
todas as vertentes orçamental, financeira, económica, patrimonial e contin-
gencial;
j) A organização anual dos balanços gerais consolidados e demonstrativos da ges-
tão que integram a prestação de contas à Assembleia Nacional pelo Governo.
Artigo 86º
(Características da contabilidade)
A contabilidade pública assume as seguintes características:
a) É única, uniforme e aplicável a todos os organismos, sem prejuízo de especi-
ficidades próprias de cada um;
b) O registo dos movimentos contabilísticos em contas patrimoniais e de resulta-
dos apropriadas é efectuado a partir de actos correspondentes de execução
do orçamento, de operações de tesouraria e de operações diversas, garantindo
desse modo o princípio do registo único e da automatização dos registos
c) Baseia-se em requisitos, princípios e normas contabilísticos geralmente acei-
tes aplicáveis ao sector publico.
Artigo 87º
(Método de escrituração)
1. As operações contabilísticas são escrituradas pelo método das partidas dobradas em
subordinação do Plano Nacional de Contabilidade Pública (PNCP).
2. O Plano Nacional de Contabilidade Pública terá em consideração o Plano Nacional
de Contabilidade para as empresas.
Artigo 88º
(Suporte informático)
O suporte informático que sustenta o sistema de contabilidade pública deverá ser uni-
formemente utilizado pelos serviços públicos e garantirá a coerência, exactidão e automa-
tismo nos registos das diversas operações contabilísticas, estabelecendo a concordância
entre os diferentes níveis de informação detalhados e consolidados.

47
Decreto-Lei nº 29/2001, de 19 de Novembro

Artigo 89º
(Publicitação das informações)
1. Os instrumentos demonstrativos de gestão financeira devem ser objecto de divul-
gação periódica, nomeadamente através de meios electrónicos de acesso público.
2. A periodicidade da publicitação das informações financeiras é fixada por lei ou re-
gulamento.
Artigo 90º
(Arquivo)
1. Todos os actos de gestão orçamental, financeira ou patrimonial devem ser supor-
tadas por peças justificativas previstas na nomenclatura que comprove a operação e seu
registo na contabilidade.
2. As peças justificativas das operações servirão de justificação das receitas, despesas,
operações de tesouraria, operações financeiras e patrimoniais sobre que incidirá a Conta
Geral do Estado e o respectivo parecer do Tribunal de Contas.
3. A regulamentação do arquivo, nomeadamente das peças justificativas, formas de
conservação, nomenclatura e as condições em que se processa a sua substituição ou des-
truição, será efectuada através de portaria do membro do Governo responsável pelas Fi-
nanças.
4. Compete aos serviços ordenadores e de Contabilidade Pública organizar um adequa-
do sistema de arquivo e conservação de toda a documentação e informação contabilística
por forma a garantir a sua integridade física e a sua célere colocação à disposição dos ór-
gãos de controlo.
5. O prazo para a conservação das peças justificativas corresponde ao prazo de prescri-
ção da responsabilidade financeira.
6. Findo o prazo a que se refere o número anterior, os documentos com valor histórico
serão encaminhados à entidade responsável pelo Arquivo Histórico Nacional.
Secção II
Organização contabilística
Artigo 91º
(Organização)
A Contabilidade Pública compreende uma contabilidade orçamental, uma contabili-
dade geral e, conforme as necessidades e especificidades de cada organismo público, uma
contabilidade analítica e módulos auxiliares de contabilidade, nomeadamente, os módulos
das existências, de terceiros, do imobilizado, de recursos humanos e de contingências.
Artigo 92º
(Contabilidade orçamental)
1. A contabilidade orçamental é o sistema que tem por objecto a descrição, o conheci-
mento, o acompanhamento e o controlo:

48
Decreto-Lei nº 29/2001, de 19 de Novembro

a) Da previsão das receitas, suas alterações e modificações bem como da sua


liquidação e recebimento.
b) Da dotação inicial das despesas, suas alterações e modificações, seu cabimen-
to, compromisso, liquidação e pagamento.
2. A contabilidade orçamental permite a determinação do grau de execução do orça-
mento dos serviços públicos.
Artigo 93º
(Contabilidade geral)
1. A contabilidade geral é o sistema que produz as informações contabilísticas sobre
a situação económica, financeira, patrimonial e contingencial dos serviços públicos e suas
relações com o exterior e permite a determinação dos resultados do exercício.
2. A contabilidade geral compreende:
a) As operações de tesouraria;
b) As operações com existências;
c) As operações com terceiros;
d) Os movimentos do património;
e) Os valores de exploração;
f) Os movimentos de contingência.
Artigo 94º
(Contabilidade analítica)
1. A contabilidade analítica é o sistema que produz informação baseada nas operações
internas realizadas pelos serviços públicos e permite a formação e o controlo dos resultados
destes.
2. Tem por objecto a produção de elementos de cálculo dos custos dos serviços pres-
tados ou do preço de venda dos bens e produtos produzidos.
3. A contabilidade analítica é autónoma.
4. Dependendo da natureza dos organismos públicos, os objectivos da contabilidade
analítica e os modelos da sua organização, são fixados pelo membro do Governo respon-
sável pelas Finanças em coordenação com o ministro da área.
Artigo 95º
(Módulos auxiliares)
Os módulos auxiliares da contabilidade publica têm por objecto a descrição detalhada
e individualizada dos factos patrimoniais que lhes são específicos e compreendem os mó-
dulos de terceiros, de existências, de imobilizado, de recurso humanos e de contingências.

49
Decreto-Lei nº 29/2001, de 19 de Novembro

Artigo 96º
(Módulo de terceiros)
O módulo de terceiros regista de forma detalhada e individualizada todas as operações
derivadas de relações devedoras e credoras com terceiros e tem por objecto a produção de
informações que permitam o conhecimento, acompanhamento e controlo da situação dos
contribuintes utentes e clientes e a dívida pública activa e passiva.
Artigo 97º
(Módulo de existências)
O módulo de existências tem por objecto o registo, conhecimento, acompanhamento
e controlo de todo o movimento de existências adquiridas ou produzidas pelos serviços
públicos com o objectivo de venda ou utilização própria no curso normal de suas activida-
des.
Artigo 98º
(Módulo de imobilizado)
1. O módulo de imobilizado tem por objecto o registo, conhecimento, acompanha-
mento e controlo dos movimentos de bens de investimentos.
2. O módulo de imobilizado permite:
a) A organização do cadastro;
b) A elaboração do inventário;
c) O apuramento do valor dos bens de investimento;
d) A obtenção de informações sobre as alterações patrimoniais, nomeadamente
os acréscimos e as diminuições dos bens de investimento ocorridos durante o
exercício;
e) a obtenção de informação sobre as quotas de amortização do exercício e acu-
muladas.
3. A avaliação e a reavaliação dos bens de investimentos são realizadas segundo crité-
rios fixados pelo membro do Governo responsável pelas Finanças.
Artigo 99º
(Módulo de recursos humanos)
O módulo de recursos humanos permite o processamento e o cálculo de todas as rúbri-
cas de despesas com o pessoal ao serviço da Administração Pública.
Artigo 100º
(Módulo de contingências)
O módulo de contingências tem por objecto o conhecimento, acompanhamento e o
controlo das responsabilidades resultantes de avales e demais garantias prestadas pelo Es-
tado que possam afectar mediata ou indirectamente o seu património.

50
Decreto-Lei nº 29/2001, de 19 de Novembro

Artigo 101º
(Órgãos da Contabilidade Pública)
1. São órgãos da Contabilidade Pública a Comissão Nacional de Normalização Conta-
bilística e o Serviço de Contabilidade Pública.
2. Os órgãos da Contabilidade Pública são os principais órgãos responsáveis pelo nor-
mal funcionamento do Sistema da Contabilidade Pública e pela correcção técnica da Conta
Geral do Estado.
Artigo 102º
(Comissão Nacional de Normalização Contabilística)
1. Sem prejuizo do disposto em lei especial, compete à Comissão Nacional da Norma-
lização Contabilística:
a) Propor as normas de contabilidade pública e a metodologia contabilística
adequada para todo o sector publico nacional;
b) Propor a periodicidade, estrutura e característica dos sistemas de contabilísti-
cos e financeiros a produzir pelos organismos públicos;
c) Actualizar os sistemas contabilísticos em função da sua natureza, característi-
cas operativas e necessidades de informação dos organismos públicos;
d) Assessorar e assistir, tecnicamente a todas as entidades do sector público na-
cional na implementação das normas e metodologias que produzirem.
2. A composição, a designação dos membros e o funcionamento da Comissão Nacional
da Normalização Contabilística são definidos por lei.
Artigo 103º
(Serviço da Contabilidade Pública)
Compete ao Serviço da Contabilidade Pública zelar pela disciplina na execução orça-
mental e pela correcção formal dos registos contabilísticos, devendo nomeadamente:
a) Conferir, validar e alterar, com base em justificativos originais, os registos
contabilísticos, de natureza provisória, efectuados pelos serviços autónomos;
b) Coordenar o sistema de contabilidade vigente na administração, consolidando
dados de todas as entidades, realizando operações de ajuste e de fecho neces-
sárias e produzir anualmente os estados contabilísticos financeiros para serem
disponibilizados publicamente;

c) Elaborar as contas económicas do sector público, de acordo com o sistema de


contas nacional;

51
Decreto-Lei nº 29/2001, de 19 de Novembro

d) Remeter à Inspecção Geral de Finanças e ao Tribunal de Contas os casos de


violações constatadas de disposições legais;
e) Solicitar à Inspecção Geral de Finanças a realização da inspecção ou auditoria
a que se refere o n.º 2 do artigo 56º;
f) Propor aos órgãos competentes a substituição dos reiterados infractores;
g) Coordenar e gerir a parte técnico-informática referente à contabilidade públi-
ca que compõe o sistema integrado de gestão financeira.
SECÇÃO III
Exercício financeiro
Artigo 104º
(Exercício financeiro)
O exercício financeiro do sector público administrativo começa no primeiro dia de
Janeiro e termina no último dia de Dezembro de cada ano.
Artigo 105º
(Âmbito)
1. Pertencem ao exercício financeiro:
a) Todas as receitas públicas, fiscais e não fiscais, nele liquidadas;
b) Todas as despesas nele liquidadas;
c) Todas as operações de tesouraria feitas as longo do ano bem como as opera-
ções de regularização.
2. Consideram-se restos a pagar as despesas liquidadas mas não pagas até ao dia 31 de
Dezembro, distinguindo-se as operações orçamentais das operações de tesouraria.
3. A execução orçamental tem por base o regime puro de caixa, considerando no pe-
ríodo financeiro como receitas as entradas efectivas e como despesas as saídas efectivas,
de modo a que o resultado orçamental corresponda à diferença entre entradas e saídas de
caixa.
4. O resultado económico corresponde à diferença entre as receitas e as despesas liqui-
dadas, tendo por base o regime do exercício.
SECÇÃO IV
Prestação de contas
Artigo 106º
(Demonstrativos da Gestão)
1. Os resultados de gestão dos serviços com autonomia administrativa e fundos au-
tónomos e institutos públicos serão enviados ao Serviço de Contabilidade Pública mensal

52
Decreto-Lei nº 29/2001, de 19 de Novembro

e trimestralmente através de balancetes, e, anualmente, mediante balanços e demonstração


de resultados completados por anexos analíticos das operações.
2. Sem prejuízo do referido no número anterior, a gestão poderá ser acompanhada
mensalmente através de demonstrativos parciais organizados e consolidados pelo Serviço
da Contabilidade Pública.
3. As contas do exercício constituem-se fundamentalmente:
a) Do balanço orçamental em conformidade com a Lei de Enquadramento Orça-
mental;
b) Dos balanços financeiro, patrimonial e contingencial;
c) Da demonstração das variações patrimoniais;
d) Da demonstração de resultados.
4. Integram ainda as contas do exercício:
a) O relatório de gestão, incluindo o balanço social, de cada ordenador principal
acompanhado dos respectivos balancetes;
b) O relatório do Serviço da Contabilidade Pública;
c) Os balanços consolidados do Estado, reflectindo os aspectos orçamental, fi-
nanceiro, patrimonial e contingencial;
d) Os anexos ao balanço e a demonstração de resultados que serão previstos por
portaria do membro do Governo responsável pelas Finanças.
Artigo 107º
(Verificação e certificação das contas)
A verificação da legalidade e da regularidade financeira dos actos e causas dos factos
patrimoniais será previa, concomitante e subsequente e constituirão objecto do autocon-
trolo, do controle interno e do controlo externo, por forma a garantir sempre a produção
actualizada de uma informação contabililística fiável, oportuna, própria e adequada aos
agentes destinatários.
Artigo 108º
(Organização e aprovação das contas)
1. Nos termos do artigo 106º, compete ao Serviço de Contabilidade Pública organizar
o documento de prestação de contas em documento apropriado que o apresentará ao mem-
bro do Governo responsável pelas Finanças para efeito de aprovação.
2. A conta geral do Estado é encerrada, verificada, apresentada e aprovada em confor-
midade com a Lei do Enquadramento Orçamental.

53
Decreto-Lei nº 29/2001, de 19 de Novembro

CAPITULO VIII
Sistema do comtrolo da gestão financeira
SECÇÃO I
Disposições gerais
Artigo 109º
(Sistema de controlo)
As diversas formas do controlo financeiro no seio da Administração Pública e do Es-
tado na sua globalidade integram um sistema de controlo integrado, harmónico e comple-
mentar, sem prejuízo da autonomia dos diversos órgãos dele encarregados, que incide sobre
a execução orçamental e as operações de tesouraria.
Artigo 110º
(Objectivos gerais e formas de controlo)
1. O controlo financeiro tem por objectivos gerais a apreciação da conformidade legal
e da regularidade financeira bem como da economia, eficiência e eficácia da gestão numa
visão da melhoria da organização e actividade da Administração Pública.
2. A gestão orçamental de todos os serviços, fundos e institutos públicos abrangidos
pelo presente diploma está sujeita às seguintes formas de controlo:
a) Autocontrolo pelos órgãos competentes dos próprios serviços, fundos e insti-
tutos públicos e em particular pelo controlador financeiro;
b) Controlo interno, sucessivo e sistemático, designadamente através de audito-
rias, por órgãos especializados da Administração, para além do próprio Minis-
tério das Finanças, nos termos dos artigos 114º a 118º;
c) Controlo externo, nos termos dos artigos 119º a 122º.
3. Cada departamento governamental elaborará anualmente um relatório anual de ac-
tividades e gestão que englobará todos os serviços e organismos que o integram, tanto os
com autonomia administrativa como os com autonomia administrativa e financeira e que
servirá de base à elaboração da Conta Geral do Estado.
Artigo 111º
(Exercício, instrumentos e divulgação)
1. O controlo financeiro deve ser actual, exercido com objectividade e isenção e incidir
preferencialmente sobre os actos com maior expressão financeira.
2. Os instrumentos do controlo financeiro são essencialmente a prestação de contas,
o acompanhamento da execução dos programas de trabalho e a realização de auditorias,
inquéritos e outras inspecções, nos termos regulados por lei.
3. Os resultados do controlo financeiro devem ser objecto de divulgação pública, sal-
vaguardando-se sempre a intimidade das pessoas envolvidas.

54
Decreto-Lei nº 29/2001, de 19 de Novembro

Artigo 112º
(Dever de colaboração)
Todos os serviços da Administração Pública estão sujeitos ao dever de colaboração para
com os órgãos de fiscalização encarregues tanto do controlo interno como do externo.
SECÇÃO II
Auto-controlo
Artigo 113º
(Competência)
O auto-controlo é exercido pelos ordenadores e pelos controladores financeiros.
SECÇÃO III
Controlo interno
Artigo 114º
(Âmbito do controlo interno)
1. O controlo interno é exercido sobre todas as unidades administrativas dos Poderes
Legislativo, Executivo e Judicial do Estado.
2. Os serviços especializados existentes ou que venham a existir nos departamentos
governamentais e que se encarreguem do controlo interno devem ser devidamente capaci-
tados.
3. Os órgãos do controlo interno devem ser tecnicamente independentes.
4. Estão sujeitos ao controlo interno:
a) Os serviços ordenadores e do Tesouro Público bem como agentes ou gestores
que arrecadem receitas resultantes da execução orçamental ou de operações
de tesouraria ou que tenham sob sua guarda ou administração bens, numerá-
rios ou outros valores públicos;
b) Os servidores do Estado, serviços e fundos autónomos e dos institutos públi-
cos que derem causa a perda, extravio, dano ou destruição de bens, numerários
ou outros valores pelos quais respondam;
c) As entidades privadas beneficiárias de transferências públicas.
Artigo 115º
(Objectivos específicos)
O controlo interno, sucessivo e sistemático da gestão, designadamente através de au-
ditorias, obedecerá de um modo geral aos seguintes objectivos:
a) criar as condições indispensáveis para assegurar a eficácia ao controlo ex-
terno;
b) verificar a regularidade na cobrança da receita bem como na realização das
despesas abarcando os aspectos económicos, financeiros, patrimoniais e con-
tingenciais;

55
Decreto-Lei nº 29/2001, de 19 de Novembro

c) acompanhar a execução dos orçamentos e dos programas de trabalho;


d) avaliar os resultados alcançados da execução de programas e projectos tendo
por base os critérios de economia, eficácia e eficiência;
e) verificar a fidelidade dos agentes responsáveis por bens, numerários e valores.
Artigo 116º
(Órgãos de controlo interno)
1. São competentes para o desempenho do controlo interno:
a) A Inspecção-Geral de Finanças;
b) Os órgãos especializados existentes nos departamentos governamentais;
c) O serviço da Contabilidade Pública através dos controladores financeiros.
2. Os departamentos governamentais procurarão criar e pôr em funcionamento servi-
ços especializados encarregados do controlo interno.
3. Os demais órgãos de soberania instituirão os seus órgãos de controlo interno visando
a observância do disposto neste diploma.
4. Cabe à Inspecção-Geral de Finanças a coordenação técnica de todo o sistema de
controlo interno existente na Administração Pública.
Artigo 117º
(Dever de colaboração e poder de requisição)
1. Os serviços e organismos da Administração Pública têm o dever de prestar toda a
colaboração indispensável à realização do controlo interno.
2. Os órgãos competentes para efectuar o controlo interno poderão requisitar todos os
processos e documentos respeitantes à gestão financeira efectuada.
Artigo 118º
(Resultados do controlo)
Os relatórios que resultarem das auditorias e inspecções realizadas serão remetidos
ao membro do Governo responsável pelas Finanças e ao membro do Governo responsável
pelo respectivo departamento.
SECÇÃO IV
Controlo interno
Artigo 119º
(Controlo político)
1. O controlo político da actividade financeira do Estado compete à Assembleia Nacio-
nal e é exercido com o auxílio do Tribunal de Contas.
2. A Conta Geral do Estado é apreciada e julgada pela Assembleia Nacional após a
emissão do correspondente parecer pelo Tribunal de Contas.

56
Decreto-Lei nº 29/2001, de 19 de Novembro

3. O parecer do Tribunal sobre a Conta Geral do Estado é simultaneamente enviado ao


Presidente da Assembleia Nacional e ao Primeiro Ministro e é tornado público, nomeada-
mente através da sua publicação no Boletim Oficial.
Artigo 120º
(Controlo jurisdicional)
O controlo jurisdicional da actividade financeira do Estado compete ao Tribunal de
Contas.
Artigo 121º
(Dever de colaboração)
1. Os órgãos de fiscalização encarregues do controlo interno, nomeadamente as inspec-
ções-gerais, estão sujeitos a um dever especial de colaboração com o Tribunal de Contas.
2. O dever de colaboração referido no número anterior compreende:
a) A comunicação prévia ao Tribunal dos seus programas, anuais e plurianuais,
de actividades e respectivos relatórios de actividades;
b) O envio dos relatórios das suas acções sempre que tenham interesse para a
acção do Tribunal;
c) A realização de acções de fiscalização a solicitação do Tribunal.
Artigo 122º
(Auditoria externa)
1. O controlo externo pode ainda ser exercido através de auditorias realizadas por em-
presas especializadas que serão previamente seleccionadas mediante concurso público.
2. Compete ao Governo, através do membro do Governo responsável pelas Finanças,
solicitar a realização de auditorias externas.
CAPÍTULO IX
Responsabilidade
Artigo 123º
(Responsabilidade financeira)
1. O não cumprimento do disposto neste diploma pode determinar responsabilidade
financeira, nos termos da lei aplicável.
2. O não cumprimento reiterado do dever de colaboração a que se refere este diploma
faz o infractor incorrer em responsabilidade financeira sancionatória, nos termos do artº 35º
da Lei nº 84/IV/93, de 12 de Julho.
3. A responsabilidade financeira reintegratória prescreve no prazo de dez anos a contar
da ocorrência dos factos que lhe dão origem.

57
Decreto-Lei nº 29/2001, de 19 de Novembro

Artigo 124º
(Responsabilidade civil)
1. Determina a obrigação de indemnizar o Estado pelos prejuízos sofridos:
a) A falta de produção da documentação necessária à comprovação de qualquer
acto de gestão orçamental, financeira ou patrimonial;
b) A omissão do registo contabilístico de qualquer acto ou operação relativos à
gestão orçamental, financeira ou patrimonial;
c) A emissão de qualquer ordem, ainda que verbal, de que resulte prejuízo público.
2. Incorre na responsabilidade civil referida no número anterior quem, independente-
mente da posição ou cargo assumido, se encontrava funcionalmente obrigado a produzir tal
documentação, a efectuar tal registo ou a emitir ordem em conformidade com a lei.
3. Incumbe ao devedor provar que o não cumprimento ou o cumprimento defeituoso
do disposto no número 1 não procede de culpa sua.
Artigo 125º
(Responsabilidade solidária)
1. Os membros dos órgãos colegiais são solidariamente responsáveis pelos prejuízos
ou danos causados ao Estado por deliberação tomada.
2. A responsabilidade solidária só é afastada quando se demonstrar que determinado
membro de órgão colegial não tomou parte na deliberação ou, tendo tomado parte, votou
contra a posição que fez vencimento.
Artigo 126º
(Responsabilidade penal)
A prossecução de interesse privado em detrimento do interesse público determina res-
ponsabilidade penal, nos termos de lei penal aplicável.
CAPITULO X
Normas finais e transitórias
Artigo 127º
(Criação de órgãos do controlo interno)
Enquanto não forem criados e não estiverem em funcionamento os órgãos a que se
refere o n.º 2 art.º 114º e o n.º 2 do art.º 116º, o controlo interno da Administração Pública
será exercido pela Inspecção Geral de Finanças.
Artigo 128º
(Informatização e formação)
1. A reforma da contabilidade pública baseia-se na informatização de um sistema
integrado de gestão da Administração Pública bem como na formação do pessoal nela en-
volvido.

58
Decreto-Lei nº 29/2001, de 19 de Novembro

2. Os serviços e organismos existentes deverão prosseguir e concluir em prazo razo-


ável a informatização do seu sistema de contabilidade e a formação do seu pessoal com o
apoio técnico de serviço especializado no âmbito da reforma da administração financeira
do Estado.
Artigo 129º
(Revogação)
1. São revogados o Regulamento Geral da Fazenda de 1901 e todos os diplomas que
sucessivamente lhe introduziram alterações.
2. É revogado o disposto no artigo 90º do Diploma legislativo nº 74, de 25/02/1928.
Artigo 130º
(Período transitório)
A transição para o novo regime previsto no presente diploma far-se-á durante os anos
de 2002 e 2003.
Artigo 131º
(Entrada em vigor)
O presente diploma entra em vigor no dia 01 de Janeiro de 2002.
Visto e aprovado em Conselho de Ministros.
José Maria Pereira Neves - Carlos Augusto Duarte de Burgo.
Promulgado em 14 de Novembro de 2001.
Publique-se.
O Presidente da República, PEDRO VERONA RODRIGUES PIRES.
Referendado em 15 de Novembro de 2001.
O Primeiro-Ministro, José Maria Pereira Neves.

59
Decreto-Regulamentar nº 1/2007, de15 de Janeiro

REGULAMENTA O FUNDO DE MANEIO


Decreto-Regulamentar nº 1/2007
de15 de Janeiro
A regulamentação do Fundo de Maneio, admitida pelo artigo 45º do Decreto-Lei nº
29/2001, de 19 de Novembro, insere-se no âmbito da filosofia subjacente à reforma da
Contabilidade Pública. Uma vez constituído, permitirá que os serviços adaptem os seus
sistemas contabilísticos e financeiros aos novos condicionalismos de controlo.
O Fundo de Maneio baseia-se nomeadamente nos seguintes princípios:
– Desconcentração de poderes financeiros no seio da Administração Pública;
– Responsabilização do pessoal dirigente e de chefia operacional;
– Celeridade e agilização da Administração Pública na tramitação dos procedimen-
tos, numa óptica de facilitação da actividade dos serviços.
O Fundo de Maneio destina-se exclusivamente à realização de despesas de peque-
no montante, no quadro da satisfação das necessidades inadiáveis dos serviços. Funciona
como uma antecipação de receitas previamente disponibilizadas, garantindo-se, no en-
tanto, a sua regularização e posterior imputação às contas orçamentais, com respeito pelo
princípio da unidade de tesouraria do Estado.
A constituição do Fundo de Maneio permite aos serviços uma maior rapidez na
realização de despesas de pequeno montante, sem, contudo, se perder de vista os objec-
tivos da disciplina e consolidação de contas públicas.
Com a aprovação do Decreto-Lei nº 44/2004, de 8 de Novembro, que regula a
estruturação interna dos serviços da administração directa e indirecta do Estado, o Fundo
de Maneio deve ser constituído a favor da Direcção Geral do Planeamento, Orçamento e
Gestão, que possui competências específicas aos níveis da gestão orçamental, financeira
e patrimonial em cada departamento governamental onde se encontra estruturada. Na
ausência dessa estruturação, a sua constituição será processada a favor do serviço admi-
nistrativo e financeiro.
Assim,
Nos termos do artigo 45º do Decreto-Lei nº 29/2001, de 19 de Novembro, que define
os princípios e as normas relativos ao regime financeiro da Contabilidade Pública, e
No uso da faculdade conferida pela alínea b) do artigo 204º da Constituição da
República, o Governo decreta o seguinte:
Artigo 1º
Objecto
O presente diploma regulamenta o Fundo de Maneio, doravante designado FM, en-
quanto instrumento de gestão de despesas de pequeno montante, a nível de cada departa-
mento governamental, institutos, serviços e fundos autónomos, visando a simplificação dos
procedimentos para a sua realização e a rápida satisfação das necessidades decorrentes do
funcionamento dos serviços.

60
Decreto-Regulamentar nº 1/2007, de15 de Janeiro

Artigo 2º
Constituição
1. A iniciativa da criação do FM cabe aos serviços administrativos e financeiros do
departamento governamental ou organismo interessados na sua constituição, mediante pro-
posta aprovada pelo Membro do Governo ou responsável máximo do organismo compe-
tente.
2. Após a entrada em vigor do decreto-lei de execução orçamental, qualquer pedido
de constituição do FM deve ser dirigido ao Membro do Governo responsável pela área das
Finanças, que o autoriza, por despacho, ouvido o Director-Geral do Tesouro.
3. O FM é constituído a favor da Direcção Geral do Planeamento, Orçamento e Gestão
ou, no caso desta não se encontrar estruturada, do serviço responsável pela gestão adminis-
trativa e financeira.
4. Nos serviços desconcentrados a constituição do FM é feita em nome do responsável
pelo serviço desconcentrado, mediante proposta do dirigente central do serviço, aprovado
pelo membro de Governo competente.
5. O extracto do despacho a que se refere o nº 2 deste artigo é publicado na Segunda
Série do Boletim Oficial.
Artigo 3º
Gestão
1. A autorização para a realização de despesas por conta do FM, designadamente a
prática dos actos de cabimento, liquidação e pagamento, cabe ao dirigente ou responsável
do serviço referido nos nºs 3 e 4 do artigo anterior.
2. Na gestão do FM, o dirigente ou responsável do serviço referido no nº 1 deste artigo
é coadjuvado por um funcionário do mesmo serviço, afecto à área financeira, que for de-
signado pelo membro do Governo competente ou pelo Responsável máximo do organismo
a que disser respeito.
3. A requisição de fundos para os fins previstos no artigo primeiro processa-se em
conformidade com o modelo anexo [I] ao diploma, que contem as especificações seguintes,
podendo, no entanto, ser adaptado pelo serviço utilizador às suas necessidades concretas:
a) Identificação do tipo de documento;
b) Número do documento;
c) Valor do documento;
d) Classificação orçamental;
e) Serviço requisitante;
f) Data na forma «dia/mês/ano»;
g) Fim a que se destina;
h) Ano a que respeita a operação financeira;
i) Certificação do Controlador Financeiro;
j) Data na forma «dia/mês/ano»;

61
Decreto-Regulamentar nº 1/2007, de15 de Janeiro

k) Serviço responsável pela autorização do adiantamento de fundos;


l) Data na forma «dia/mês/ano»;
m) Serviço responsável pelo depósito de fundos adiantados;
n) Data na forma «dia/mês/ano»;
o) Instituição de crédito;
p) Número da conta;
q) Descrição;
r) Movimentos;
s) Saldo;
t) Observações.
Artigo 4º
Composição e plafond
1. O FM só pode constituir-se em relação a rubricas orçamentais que se enquadram no
código correspondente a «fornecimentos e serviços externos» da classificação económica
das despesas.
2. As rubricas orçamentais abrangidas pelo FM são as correspondentes aos sub-códi-
gos seguintes da classificação económica das despesas:
a) Equipamentos de desgaste rápido;
b) Consumos de secretaria;
c) Limpeza, higiene e conforto;
d) Outros fornecimentos e serviços externos;
e) Conservação e manutenção.
3. O plafond do FM pode ir até 10% do duodécimo das rubricas orçamentais abrangi-
das, mediante parecer prévio da Direcção Geral do Tesouro.
4. O estabelecimento do plafond do FM fica sujeito às regras concernentes a cativações
e transferências de créditos orçamentais fixadas na Lei do Orçamento do Estado.
Artigo 5º
Creditação e movimentação
1. Para os efeitos previstos neste diploma, cada organismo promove junto do Tesouro
a abertura de uma conta denominada “Fundo de Maneio”, a qual serve exclusivamente para
o depósito e a movimentação dos fundos disponibilizados.
2. Enquanto não sejam criadas as condições para bancarização do Tesouro, pode, ex-
cepcionalmente ser autorizado a abertura de contas nos Bancos Comerciais para gestão dos
Fundos de Maneio.    
3. Os recursos financeiros adiantados, relativos a requisições de fundos, são deposita-
dos pelo Tesouro na conta bancária de cada organismo.
4. A movimentação da conta bancária será efectuada através da assinatura conjunta
de dois funcionários indicados pelo organismo onde se constituiu o FM, sendo um deles

62
Decreto-Regulamentar nº 1/2007, de15 de Janeiro

o responsável máximo pela Direcção Geral ou pelo serviço referidos no número três do
artigo segundo.
Artigo 6º
Reconstituição
1. A reconstituição do FM é feita mensalmente de acordo com as necessidades dos
serviços, não podendo ultrapassar o limite máximo do plafond estabelecido no número três
do artigo quarto.
2. A reconstituição do FM está condicionada à aceitação pelo Controlador Financeiro
dos justificativos das despesas anteriormente realizadas, com os detalhes que servirão de
suporte às informações obrigatórias previstas no Sistema da Contabilidade Pública e ainda
às informações que, em cada caso concreto, se julgar serem vantajosas, nos termos do nú-
mero um do artigo sétimo.
Artigo 7º
Contabilização e regularização
Sem prejuízo do disposto na Lei da Contabilidade Pública, os responsáveis pela gestão
dos FM devem trimestralmente apresentar à Direcção Geral da Contabilidade Pública, me-
diante «Termo de Entrega» os justificativos das despesas realizadas e os mapas reflectindo
o seu enquadramento orçamental, por rubricas, devidamente visados pelo Controlador Fi-
nanceiro, contendo nomeadamente as especificações seguintes:
a) Ano;
b) Número;
c) Fim a que se destina;
d) Data de emissão do documento;
e) Serviço responsável pela emissão do documento;
f) Data de recepção do documento;
g) Serviço responsável pela recepção do documento.
2. A justificação das despesas é feita com base no modelo anexo [II] ao diploma.
3. Em caso algum são aceites facturas pró-formas como justificativos de despesas rea-
lizadas no âmbito da gestão dos FM.
4. O Controlador Financeiro dispõe de cinco dias úteis para se pronunciar no sentido
da aceitação ou não dos justificativos das despesas realizadas.
5. O prazo referido no número anterior conta-se a partir da data de recepção dos justi-
ficativos de despesas pelo Controlador Financeiro.
6. Em caso da não aceitação dos justificativos apresentados, a Direcção Geral da Con-
tabilidade Pública, terminado o prazo referido no número quatro deste artigo, comunica
logo de seguida o facto à Direcção Geral do Planeamento, Orçamento e Gestão ou ao ser-
viço administrativo e financeiro do departamento governamental onde se constituiu o FM,
para se proceder a sua imediata regularização.

63
Decreto-Regulamentar nº 1/2007, de15 de Janeiro

7. A comunicação da Direcção Geral da Contabilidade Pública, a que se refere o nú-


mero seis deste artigo, deverá ser feita conjuntamente com a devolução dos justificativos
de despesas, devendo a regularização destes processar-se no prazo máximo de cinco dias,
a contar da data em que forem recebidos pelo respectivo destinatário.
8. A não apresentação dos justificativos de despesas dentro do prazo estabelecido no
número um deste artigo implicará a suspensão imediata do processamento das operações
referidas no número dois do artigo quinto.
9. A retomada do processamento das operações referidas no número dois do artigo
quinto, no âmbito da reconstituição do FM, só pode ocorrer desde que regularizada a situ-
ação prevista no número sete deste artigo.
Artigo 8º
Encerramento do Fundo de Maneio
1. Os serviços e organismos abrangidos pelo presente diploma procederão obrigatoria-
mente ao encerramento dos FM até 15 de Dezembro do ano a que disser respeito.
2. A partir da data referida no número anterior, quaisquer saldos existentes nas contas
respeitantes aos FM são integrados pelo Tesouro na sua normal programação financeira.
Artigo 9º
Controlo
Para além dos controlos previstos neste diploma, a gestão do Fundo de Maneio pode
ser objecto de controlo, inspecção e auditoria nos termos da Lei.
Artigo 10º
Responsabilização
O incumprimento dos dispositivos normativos contidos neste diploma determina res-
ponsabilidades financeiras, civis e penais, nos termos previstos nos artigos 123º a 126º da
Lei da Contabilidade Pública.
Artigo 11º
Legislação subsidiária
Ao presente diploma aplica-se subsidiariamente o disposto no Decreto-Lei nº 29/2001,
de 19 de Novembro.
Artigo 12º
Entrada em vigor
O presente diploma entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação.
Visto e aprovado em Conselho de Ministros
José Maria Pereira Neves – Cristina Duarte – Filomena Martins.

64
34 I SÉRIE — Nº 3 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 15 DE JANEIRO DE 2007
Decreto-Regulamentar nº 1/2007, de15 de Janeiro

ANEXO

FOLHA DE FUNDO DE MANEIO

SERVIÇO: _______________________________ NIF:_________________


De _____ de __________ a _____ de __________ de ________ N.º

VALOR
DATA DOC.N.º DESCRIÇÃO

Montante por extenso:


TOTAL

Reposição por cheque nº _____________ do Tesouro, emitido em ___/___/___

O responsável pelo Fundo, O Controlador Financeiro, Autorizado por,

_________________________ __________________________ ___________________

B6L4Q2H8-15110C70-9X1Q0C3S-29J3GJEH-7D1K4Q9R-13WMFXIJ-8X5N0Q1E-5M8O0E8O

65
I SÉRIE — Nº 3 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 15 DE JANEIRO DE 2007 35
Decreto-Regulamentar nº 1/2007, de15 de Janeiro

NORMA DE PREENCHIMENTO MODELO

Modelo: FOLHA DE FUNDO DE MANEIO

CAMPOS DE INFORMAÇÃO
PREENCHIMENTO ANOTAÇÕES
Nº. Designação

Período de utilização do fundo


1 PERÍODO
disponivel

Numero de sequência da folha de Referencial sequencial de acordo com


2 NUMERO
Fundo de Maneio as regras estabelecidas

Dia / mês, de realização da despesa


3 DATA Data do documento relacionado
paga com o fundo

Numero de controlo interno do


4 DOC. Nº.
suporte justificativo relacionado

Descrição do movimento realçando a


5 DESCRIÇÃO Beneficiário e serviço / compra paga
natureza e o destino da despesa

Valor pago com o fundo, constando do


6 VALOR
suporte justificativo relacionado

7 TOTAL Soma da coluna, campo 6.

Numero e data do cheque do emitido Dados referente a reposição do fundo


8 REPOSIÇÃO
pelo Tesouro. de maneio

Rúbrica dos intervenientes


RESPONSÁVEL DO FUNDO
responsaveis pela correcção juridica e
9 / CONTROLO
financeira da folha elaborada para
/AUTORIZADO POR
efeitos de reposição de fundo

B6L4Q2H8-15110C70-9X1Q0C3S-29J3GJEH-7D1K4Q9R-13WMFXIJ-8X5N0Q1E-5M8O0E8O

66
Decreto-Regulamentar nº 2/2007, de15 de Janeiro

REGULAMENTA A MISSÃO, CARREIRA E O RECRUTAMENTO


DO CONTROLADOR FINANCEIRO.
Decreto-Regulamentar nº 2/2007
de15 de Janeiro
O Decreto-Lei nº 29/2001, de 19 de Novembro, introduziu alterações de certo modo
profundas no Sistema da Contabilidade Pública. Iniciava-se desse modo a reforma do sis-
tema até então em vigor, atingindo áreas de importância fundamental para o desenvolvi-
mento do país. Dava-se assim cumprimento a uma decisão consubstanciada no programa
do Governo.
Um dos objectivos fundamentais com a reforma em curso visa dotar os serviços com
uma maior autonomia e operacionalização na preparação, execução orçamental garantindo
a salvaguarda da transparência na gestão e consequente controlo na prestação de contas.
Neste sentido a reforma fez emergir novas figuras no ordenamento jurídico cabo-
verdiano e definiu com grande precisão as suas áreas de intervenção. Dentre tais figuras
sobressai, pelo papel a desempenhar no quadro do processo orçamental, a de contro-
lador financeiro, que ficará jurídica e funcionalmente agregado à Direcção Geral da
Contabilidade Pública.
O diploma aborda em profundidade a problemática do controlo em matéria de finanças pú-
blicas, que se revela de importância particular no contexto da instalação do novo sistema. É no
quadro dessa abordagem que se impõe definir o leque de competências do controlador financeiro,
o seu perfil profissional e a sua independência técnica enquanto órgão de controlo.
Definidos os modos de controlo e as funções de controlo, no quadro do princípio se-
gundo o qual todas as receitas e despesas públicas devem ser susceptíveis de controlo,
para balizar o campo de controlo aos níveis da legalidade e regularidade financeira das
operações de receitas e despesas, torna-se necessário criar as condições indispensáveis à
intervenção do controlador financeiro.
O presente diploma procura, pois, consagrar um conjunto de regras que permitirão
compatibilizar as exigências da execução descentralizada do orçamento do Estado, a ne-
cessidade de clarificação do papel reservado ao controlador financeiro, tendo em vista os
modos de controlo e as funções de controlo, e a salvaguarda dos princípios básicos do rigor,
da transparência, da boa gestão e disciplina financeira.
Assim:
Nos termos do regime jurídico estabelecido pelo Decreto-Lei nº 29/2001, de 19 de
Novembro que define os princípios e as normas relativos ao regime financeiro da Contabi-
lidade Pública, e
No uso da faculdade conferida pela alínea b) do artigo 204º da Constituição da Repúbli-
ca, o Governo decreta o seguinte:

67
Decreto-Regulamentar nº 2/2007, de15 de Janeiro

CAPITULO I
Disposições gerais
Artigo 1º
Objecto e âmbito
1. O presente diploma regulamenta a missão, a carreira e o recrutamento do Controla-
dor Financeiro, doravante designado de CF.
2. O CF é o responsável pelo controlo prévio e concomitante da legalidade e regulari-
dade financeira das operações de receitas e despesas.
3. Estão sujeitos à intervenção do CF, os serviços simples, os serviços com autonomia
administrativa, os fundos autónomos, os estabelecimentos públicos, os serviços personali-
zados e as fundações públicas.
4. A actuação do CF sujeita-se aos princípios e normas consagrados no regime finan-
ceiro da contabilidade pública e da legislação orçamental.
Artigo 2º
Atribuições
1. Ao CF incumbe, na respectiva área de intervenção, proceder ao controlo prévio e
concomitante da legalidade, regularidade, economicidade, eficácia, e boa gestão financeira
das operações de receitas e despesas.
2. No âmbito das atribuições referidas no número antecedente, o CF pode ocupar-se de
determinados departamentos governamentais, mediante portaria do membro do Governo
responsável pelas Finanças.
Artigo 3º
Competências
1. Ao CF compete exercer um controlo concomitante da execução orçamental, fisca-
lizando a correcção jurídico–financeira dos actos de gestão financeira e execução orça-
mental, nos termos da legislação que define os princípios e as normas relativos ao regime
financeiro da contabilidade pública, da legislação orçamental e do estabelecido no presente
diploma.
2. Compete ainda ao CF, designadamente:
a) Garantir, no âmbito da correcção jurídico–financeira, o controlo de conformi-
dade legal e de regularidade financeira;
b) Verificar a regularidade na cobrança das receitas e na realização das despesas,
abarcando os aspectos económicos, financeiro, patrimoniais e contingenciais;
c) Verificar a fidelidade dos agentes responsáveis por bens, numerários e valores;
d) Acompanhar a execução do orçamento e dos programas de actividades;

68
Decreto-Regulamentar nº 2/2007, de15 de Janeiro

e) Garantir, no âmbito da gestão orçamental, o controlo prévio, com o objectivo


de evitar a realização de despesas não previstas no orçamento ou que ultrapas-
sem o montante de crédito autorizado;
f) Garantir, sempre que possível, a oportunidade da despesa, nomeadamente,
quanto a sua necessidade e programação da tesouraria;
g) Garantir a conformidade legal das peças justificativas da execução das despe-
sas;
h) Garantir, através da certificação, a recepção dos bens ou serviços adquiridos
por uma unidade orçamental, no âmbito da execução orçamental;
i) Visar as peças justificativas de execução da despesa por unidade orçamental;
j) Garantir o cumprimento de procedimentos previstos em instruções e manuais
de procedimentos do regime financeiro e da contabilidade pública;
k) Garantir a imediata regularização das imputações provisórias das receitas e
despesas;
l) Identificar e comunicar as tendências de risco para os objectivos de consolida-
ção das finanças públicas;
m) Exercer outras competências que lhe sejam cometidas por lei ou superiormen-
te determinadas.
3. O CF deve ainda fazer um acompanhamento na elaboração dos planos estratégicos
de médio prazo, dos projectos e programas e ainda dos planos operacionais tendo em conta
o respectivo impacto financeiro.
CAPITULO II
Actuação do Controlador Financeiro
Artigo 4º
Fases de Intervenção do Controlador Financeiro
No exercício de funções, o CF intervém tanto na fase de execução orçamental, exer-
cendo o poder de controlo conferido por este diploma e demais legislação aplicável, como
na fase de prestação de contas, em que colabora com o serviço, objecto de controlo, na pre-
paração da documentação necessária à prestação de contas visando a melhoria da qualidade
de informação desses documentos.
Artigo 5º
Poderes do Controlador financeiro
No exercício de funções de controlo da legalidade e regularidade financeira, o CF
detém acesso a toda a informação financeira relevante e todos os poderes de investigação
sobre o processo de execução orçamental e sobre todas e quaisquer peças justificativas.

69
Decreto-Regulamentar nº 2/2007, de15 de Janeiro

Artigo 6º
Relatórios do Controlador Financeiro
1. O CF deve remeter mensalmente ao Director Geral da Contabilidade Pública relató-
rios da execução orçamental, reflectindo a evolução prevista e os problemas identificados,
com as respectivas propostas de solução.
2. Com base nos relatórios referidos no número antecedente, o Director Geral da Con-
tabilidade Pública deve produzir e remeter trimestralmente ao Ministro responsável pela
área das Finanças, com conhecimento à Inspecção-Geral das Finanças, um documento re-
flectindo as conclusões extraídas da análise desses relatórios e propondo recomendações e
soluções para os problemas inventariados.
Artigo 7º
Intervenção do controlador financeiro
1. O CF intervém nas seguintes etapas de despesas:
a) Cabimento;
b) Compromisso;
c) Liquidação;
d) Pagamento;
2. A não certificação pelo CF, através da recusa de oposição do visto, nas diferentes etapas
da realização das despesas impede o prosseguimento do processo para as etapas seguintes.
3. Na arrecadação de receitas, a intervenção do CF deve processar-se no sentido de
permitir que, através da efectivação do controlo, sejam garantidas a correcta liquidação e
cobrança das receitas nos termos dos artigos 17º a 25º do Decreto-Lei n.º29/2201 de 19 de
Novembro, assegurando designadamente:
a) A não compensação das receitas;
b) A regularização de receitas cuja situação se encontra em estado de imputação
provisória;
c) A certificação da receita liquidada e da receita cobrada pelo sistema da banca-
rização.
Artigo 8º
Etapas de intervenções na execução da despesa
1. O CF efectua o controlo à priori de todos os actos de engajamento de despesas, po-
dendo, no entanto, dar prioridade aos actos cuja incidência financeira seja mais importante,
nomeadamente:
a) Qualquer acto relativo ao pessoal, em sintonia com o Tribunal de Contas;
b) Despesas com deslocações e estadias;

70
Decreto-Regulamentar nº 2/2007, de15 de Janeiro

c) Despesas de fornecimento e serviços de terceiros que excedam o valor fixado


por portaria ou despacho do membro do governo responsável pela área das
finanças;
d) Transferências e subsídios;
2. O exercício do controlo financeiro traduz-se por um visto dado pelo CF, bem como
por pareceres, relatórios e recomendações emanados dos serviços ordenadores.
3. O visto referido na alínea anterior, a ser exarado sobre o dossier relativo às despesas
ou receitas, poderá efectivar-se no Sistema Integrado da Gestão Orçamental e Financeira,
abreviadamente designado por SIGOF.
4. O CF tem um prazo máximo de 5 dias para dar a conhecer sua posição sobre um
dossier de despesa, considerando-se aceite a correspondente proposta, findo esse prazo.
5. O CF visa todas as etapas da realização da despesa, nomeadamente:
a) Cabimento;
b) Compromisso;
c) Liquidação;
d) Pagamento.
6. O visto da etapa concernente à liquidação é o acto através do qual se autoriza ao
serviço do Tesouro o pagamento da despesa efectuada pelo serviço ordenador.
7. Para a efectivação do visto referido na alínea anterior, o CF deve receber do respon-
sável da administração do serviço ordenador, a certificação da recepção dos bens requisita-
dos ou dos serviços prestados. Esta certificação deve, sempre que possível, verificar-se no
Sistema Integrado de Gestão Orçamental e Financeiro.
8. O CF deve constituir um arquivo, por cada serviço ordenador, das certificações
feitas.
9. Nenhum visto na etapa de liquidação deve ser emitida sem a referida certificação.
10. Com excepção das despesas urgentes, imprevistas e confidenciais previstas nos
artigos 34º e 35º do Decreto-Lei n.º29/2001, de 19 de Novembro, nenhuma ordem de paga-
mento pode ser emitida sem o visto prévio do CF.
Artigo 9º
Despacho conjunto
As iniciativas e os compromissos que não forem objecto de aprovação do CF só podem
ter continuidade mediante despacho conjunto do Ministro ou entidade sectorial responsável e
o Ministro responsável pela área das Finanças.

71
Decreto-Regulamentar nº 2/2007, de15 de Janeiro

Artigo 10º
Manual do Controlador Financeiro
As actividades inerentes ao conteúdo funcional do cargo de CF são objecto de um ma-
nual específico de procedimentos, aprovado por despacho do Ministro das Finanças.
CAPITULO III
Carreira e Recruamento
Artigo 11º
Carreira
1. Enquanto não for criada nos quadros de pessoal a respectiva carreira, os CF consti-
tuem um corpo técnico especializado integrado no quadro privativo das Finanças
2. Os CF ficam jurídica e funcionalmente enquadrados na Direcção Geral da Conta-
bilidade Pública, sendo sujeitos a regras especificam de ingresso, acesso, remunerações e
demais normativos que regem a carreira do quadro privativo de Finanças, aprovado pelo
Decreto-Lei nº 73/95, de 21 de Novembro.
3. Podem candidatar-se aos concursos de ingresso na categoria de CF, os indivíduos
habilitados com curso superior que confira grau de licenciatura em Direito, Economia,
Finanças, Ciências Contabeis, Auditoria, Controlo Financeiro, Gestão, Administração ou
equiparado.
Artigo12º
Selecção
O recrutamento para o preenchimento de lugares de ingresso ou de acesso na categoria
de CF processa-se sempre através de concurso e é precedido de estágio probatório e de
formação destinados à apreciação das aptidões dos candidatos e de sua preparação profis-
sional.
Artigo 13º
Poder da direcção
1. Compete ao Director-Geral da Contabilidade Publica a direcção, coordenação e
supervisão das actividades do CF.
2. Os CF exercem suas funções com relação a um ou mais departamentos ou institui-
ções, sempre que as circunstâncias assim o exigirem, mediante portaria do Ministro respon-
sável pela área das Finanças.
Artigo 14º
Rotatividade
1. O mandato do CF coincide com o ano económico.
2. Os CF por conveniência de serviço e da sua missão são anualmente objecto de rota-
ção entre os serviços objecto da sua actuação.

72
Decreto-Regulamentar nº 2/2007, de15 de Janeiro

Artigo 15º
Nomeação e Posse
1. O CF é nomeado pelo Ministro responsável pela área das Finanças.
2. A posse do CF é conferida pelo Director Geral da Contabilidade Publica.
CAPITULO IV
Direitos, Obrigações, incompatibilidades e responsabilidades
Artigo 16º
Direitos e Garantias
O CF, quando em serviço, e sempre que se revelar necessário ao desempenho das suas
funções, goza dos seguintes direitos e garantias, para além de outros previstos na lei geral:
a) Independência funcional no exercício das suas funções;
b) Acesso aos serviços e dependências das entidades objectos de intervenção no
âmbito do controlo financeiro;
c) Utilização, junto das entidades objecto de intervenção, de instalações e equi-
pamentos adequados ao exercício das suas funções, em condições de dignida-
de e eficácia;
d) Obtenção de colaboração e informação adequadas dos agentes em actividade
nos serviços objecto de intervenção no âmbito do controlo financeiro;
e) Efectivação do exame de quaisquer elementos em poder dos serviços ou enti-
dades objectos de intervenção no âmbito do controlo financeiro, quando esse
exame se mostrar indispensável à realização das tarefas a seu cargo.
Artigo 17º
Deveres especiais
Para além dos deveres gerais do funcionalismo público, o CF está sujeito aos seguintes
deveres especiais:
a) Desempenhar com sentido de responsabilidade, criatividade, iniciativa, efici-
ência, correcção e diligencia as funções inerentes ao cargo;
b) Guardar rigoroso sigilo relativamente a factos de que tiver conhecimento no
exercício do cargo ou por causa dele;
c) Zelar pela aplicação das leis relativas a administração financeira, tomando as
providências que estiverem no âmbito das suas competências para o seu exac-
to cumprimento;
d) Participar as entidades superiores todas as infracções de natureza disciplinar
ou criminal de que tiver conhecimento no exercício das respectivas funções

73
Decreto-Regulamentar nº 2/2007, de15 de Janeiro

Artigo 18º
Incompatibilidades
Sem prejuízo das incompatibilidades gerais previstas na lei, é vedado ao CF:
a) Executar quaisquer acções de controlo financeiro em que sejam visados pa-
rentes ou afins em qualquer grau de linha recta ou ate ao terceiro grau da linha
colateral;
b) Exercer, por si ou interposta pessoa, qualquer ramo de comércio ou indústria;
c) Exercer actividades alheias aos serviços que respeitem a entidades relativa-
mente as quais o funcionário tenha realizado nos últimos três anos quaisquer
acções de natureza inspectiva;
d) Exercer quaisquer outras actividades privadas remuneradas alheias ao serviço,
salvo as que decorrem do exercício de funções docentes ou de investigação.
Artigo 19º
Responsabilidades
Sem prejuízo da responsabilidade civil e penal nos termos da Lei, os CF incorrem em
responsabilidade financeira, nos termos da legislação aplicável, pelo incumprimento do
disposto no presente diploma.
Artigo 20º
Legislação subsidiária
Ao presente diploma aplica-se subsidiariamente o disposto no Decreto-Lei nº 29/2001,
de 19 de Novembro
Artigo 21º
Entrada em vigor
O presente diploma entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação.
Visto e aprovado em Conselho de Ministros
José Maria Pereira Neves – Cristina Duarte – Filomena Martins
Promulgado em 4 de Janeiro de 2007
Publique-se.
O Presidente da República, PEDRO VERONA RODRIGUES PIRES
Referendado em 5 de Janeiro de 2007.
O Primeiro-Ministro, José Maria Pereira Neves.

74
Decreto-Regulamentar nº 3/2007, de15 de Janeiro

REGULAMENTA O SERVIÇO ORDENADOR


E A FUNÇÃO DE ORDENADOR FINANCEIRO
Decreto-Regulamentar nº 3/2007
de 29 de Janeiro
A reforma da contabilidade pública retomada e aprofundada pelo Decreto-Lei nº
29/2001, de 19 de Novembro, visa atingir importantes objectivos no quadro do sistema
integrado de gestão financeira do Estado. O diploma definiu um conjunto de regras jurídi-
cas e técnicas aplicáveis à descrição, execução e controlo das operações financeiras e dos
fenómenos económicos dos organismos públicos.
Para renovar o processo orçamental, modernizar a gestão pública, numa procura in-
cessante da economicidade, eficiência e eficácia e, sobretudo, do desenvolvimento susten-
tado, há que observar fundamentalmente os princípios orientadores que o próprio diploma
enuncia: prossecução do interesse público, legalidade, transparência, responsabilização,
controlo financeiro, separação e segregação de funções, boa gestão dos recursos públicos
e disciplina financeira.
As regras da contabilidade pública visam fazer respeitar as decisões da autoridade
orçamental, não só instituindo controlos internos, mas dando a esta autoridade a possibi-
lidade de garantir a conformidade da execução com a decisão final. Assim, o diploma ins-
titucionalizou, no âmbito da gestão orçamental desconcentrada e administração financeira
do Estado, o Serviço Ordenador de uma unidade orçamental e criou, entre outros, a figura
de Ordenador Financeiro.
O diploma estabelece que o Serviço Ordenador visa o serviço responsável pelo início
e autorização das operações de execução de receitas, quando da sua própria iniciativa, e de
despesas, e indica os termos em que essa responsabilidade deve ser assumida e exercida.
Por outro lado, põe em evidência os poderes do Ordenador Financeiro, em matéria de as-
sunção de compromissos e autorização de despesas no âmbito da gestão corrente.
A contabilidade pública tem o objectivo de informar de maneira rápida, completa e
precisa sobre o ritmo de execução das operações orçamentais e sobre a evolução dos re-
cursos da tesouraria. Deste modo, pela natureza das suas atribuições, o Serviço Ordenador
desempenha um papel importante nesse sentido, tendo em vista o grau de consumo dos
créditos orçamentais, tanto no estádio de compromisso como no pagamento, a cadência das
tributações fiscais, o grau de adiantamento dos programas, entre outros.
Porém, não obstante as responsabilidades que detém em matéria de operações finan-
ceiras e contabilísticas resultantes da execução orçamental desconcentrada, o Serviço Or-
denador, onde o Ordenador Financeiro desenvolve sua acção, não foi ainda objecto de re-
gulamentação. A regulamentação do Serviço Ordenador permite instituir um certo número
de mecanismos destinados a assegurar que as operações de execução orçamental serão
conformes com as autorizações iniciais da autoridade orçamental.

75
Decreto-Regulamentar nº 3/2007, de15 de Janeiro

É necessário, pois, criar um quadro regulador visando essencialmente a desconcen-


tração na execução de receitas e despesas, pelo que se torna imperativo regulamentar o
Serviço Ordenador e a intervenção do Ordenador Financeiro, tendo em vista os objectivos
a prosseguir no quadro da reforma da contabilidade pública e administração financeira do
estado.
Assim,
Nos termos do regime jurídico estabelecido pelo Decreto-Lei nº 29/2001, de 19 de
Novembro que define os princípios e as normas relativos ao regime financeiro da Contabi-
lidade Pública, e
No uso da faculdade conferida pela alínea b) do artigo 204º da Constituição da Repú-
blica, o Governo decreta o seguinte:
CAPITULO I
Disposições gerais
Artigo 1º
Objecto e âmbito
O presente diploma regulamenta, nos termos do n.º 1 do artigo 10º do Decreto-Lei n.º
19/2001, de 19 de Novembro, o Serviço Ordenador e a função do Ordenador Financeiro.
Artigo 2º
Conceito
O Serviço Ordenador de uma Unidade Orçamental é o serviço responsável pelo início
e autorização das operações de execução das receitas, quando de sua própria iniciativa,
bem como de despesas, verificando sempre a correcção jurídico-financeira das mesmas.
Artigo 3º
Atribuições
São atribuições do Serviço Ordenador:
a) Proceder, em matéria de receitas da sua iniciativa, a liquidação destas e emitir
as respectivas ordens de recebimento para o Tesouro Público;
b) Proceder, em matéria de despesas, ao cabimento, compromisso e liquidação
destas e emitir as respectivas ordens de pagamento para o Tesouro Público;
c) Organizar o sistema de arquivo e conservação da documentação e informação
contabilísticas;
d) O mais que lhe for cometido por lei ou por determinação superior.
Artigo 4º
Direcção
1. O Serviço Ordenador é dirigido pelo Ordenador Financeiro Principal, a quem com-
pete, no âmbito da gestão corrente, proceder ao controlo prévio e concomitante da legali-
dade e regularidade financeira das operações de receitas e despesas.

76
Decreto-Regulamentar nº 3/2007, de15 de Janeiro

2. Fora da gestão corrente, são ordenadores financeiros principais:


a) O Presidente da República;
b) O Presidente da Assembleia Nacional;
c) O Conselho de Ministros;
d) O Primeiro-ministro;
e) O Presidente do Supremo Tribunal de Justiça;
f) O Presidente do Tribunal Constitucional;
g) O Vice-Primeiro Ministro;
h) Os Ministros;
i) Os Secretários de Estado;
j) O Presidente do Tribunal de Contas, e
k) O Procurador-geral da República.
3. Os ordenadores financeiros principais podem ocupar-se de determinados departa-
mentos governamentais ou unidades orçamentais, em conformidade com portaria do mem-
bro do Governo competente, e delegar poderes a um ou mais ordenadores secundários, sem
prejuízo do seu poder de direcção.
Artigo 5º
Recrutamento dos Ordenadores Financeiro
1. No âmbito da gestão corrente os ordenadores financeiros principais são designados
em regra, de entre o pessoal dirigente da função pública e equiparado, preferencialmente
com formação na área de gestão financeira ou afins, por despacho conjunto do Ministro
das Finanças e do Ministro responsável pelo departamento onde os mesmos se encontram
afectos.
2. Os ordenadores financeiros secundários são designados por despacho do Ministro
responsável pelo departamento onde os mesmos se encontram afectos, sob proposta do
Ordenador Financeiro Principal.
3. A delegação de poderes nos ordenadores financeiros secundários é feita directamen-
te pelo ordenador financeiro principal, não podendo em momento algum pôr em causa o
princípio de separação e segregação de funções.
4. Os despachos de designação dos ordenadores financeiros principais e secundários
devem ser publicados no Boletim Oficial.
Artigo 6º
Competências dos Ordenadores financeiros
1. Compete ao ordenador financeiro principal, no âmbito da gestão corrente, iniciar e
autorizar o processo de execução de receitas, quando da própria iniciativa do serviço orde-
nador, e de despesas, verificando sempre a correcção jurídico-financeira das mesmas.

77
Decreto-Regulamentar nº 3/2007, de15 de Janeiro

2. Compete nomeadamente aos ordenadores financeiros principais:


a) Iniciar e acompanhar e efectivar os processos de execução de receitas e de
despesas;
b) Assegurar a coordenação do processo de execução de receitas e de despesas,
garantindo a necessária transversalidade, nomeadamente a integração e con-
solidação das contas e promovendo a articulação entre as diversas etapas do
processo de execução;
c) Manter como suporte gestionário o processo de comunicação entre os agentes
integrantes no âmbito do processo de execução orçamental;
d) Assegurar o auto controlo no âmbito do controlo interno ou concomitante do
processo de execução orçamental de receitas e de despesas;
e) Participar na elaboração dos planos anuais de aquisição e quadros de despesas
de médio prazo, assim como em negociações visando a fixação de plafonds
anuais para as respectivas áreas de jurisdição;
f) Elaborar relatórios de seguimento e avaliação;
g) Elaborar relatórios de gestão e proceder a prestação de contas;
h) Dar seguimento e proceder ao controle dos indicadores de desempenho;
i) Proceder a avaliação do impacto das actividades;
j) Assegurar a preparação dos pedidos de realimentação do fundo de maneio;
k) Assegurar a guarda e boa conservação do arquivo de todos os documentos e
outros suportes contabilísticos;
l) O mais que lhe for conferido por lei ou por determinação superior.
3. As competências referidas no presente artigo são conferidas ao ordenador financeiro
secundário por via de delegação de poderes.
CAPITULO II
Gestão
Artigo 7º
Princípios de gestão
1. A gestão e a actuação dos ordenadores financeiros sujeitam-se aos princípios e nor-
mas consagrados no regime financeiro da contabilidade pública, nomeadamente o princípio
da qualidade na gestão da coisa pública e o da gestão por objectivo, para além dos deveres
gerais do funcionalismo público.
2. Sem prejuízo do estabelecido no número antecedente, a actividade do Ordenador
Financeiro obedece aos princípios da prudência, economicidade, eficiência, eficácia, trans-
parência, do rigor e da boa gestão dos recursos públicos.

78
Decreto-Regulamentar nº 3/2007, de15 de Janeiro

Artigo 8º
Instrumentos de gestão previsional
1. A gestão do ordenador financeiro deve enquadrar-se e orientar-se pelos seguintes
instrumentos de gestão provisional:
a) Instrumentos de gestão plurianuais, designadamente o Quadro de Despesa de
Médio;
b) Prazo e o Orçamento Programa;
c) Programa anual de actividades;
d) Orçamento e sua alteração;
e) Programa financeiro de desembolso.
f) Sistema Integrado de Gestão, Orçamentação e Financeira (SIGOF)
2. Os Ordenadores Financeiros obrigam-se à certificação de suas assinaturas pela Di-
recção Geral do Orçamento.
Artigo 9º
Direcção e Coordenação
1. No âmbito da gestão corrente o ordenador financeiro depende hierarquicamente do
Ministro de tutela.
2. O Ordenador Financeiro, no âmbito da execução e processamento de receitas e de
despesas, actua em coordenação com a Direcção Geral do Orçamento e Direcção Geral
da Contabilidade Pública, tendo sempre presente a respectiva programação financeira do
Tesouro Público.
CAPITULO III
Direitos, Obrigações, Incompatibilidades e Responsabilidades
Artigo 10º
Direitos e Garantias
O Ordenador Financeiro, para além de outros previstos na lei geral goza de autonomia
e independência funcional no exercício das suas funções;
Artigo 11º
Deveres especiais
Para além dos deveres gerais do funcionalismo público, o Ordenador Financeiro está
sujeito aos seguintes deveres especiais:
a) Desempenhar com sentido de responsabilidade, eficácia, eficiência, correcção
e diligência as funções inerentes ao cargo;

79
Decreto-Regulamentar nº 3/2007, de15 de Janeiro

b) Zelar pela rigorosa aplicação das leis relativas a administração financeira, to-
mando as providências que estiverem no âmbito das suas competências para o
seu exacto cumprimento;
c) Exercer os poderes disciplinares nos termos da lei;
d) Participar as entidades competentes todas as infracções de natureza criminal
em violação às normas aplicáveis a correcta gestão da coisa pública de que
tiver conhecimento.
Artigo 12º
Incompatibilidades
1. Sem prejuízo das incompatibilidades gerais previstas na lei, é vedado ao Ordenador
Financeiro executar quaisquer operações financeiras em que sejam visados parentes ou
afins em qualquer grau de linha recta ou até ao terceiro grau da linha colateral;
2. Em caso de incompatibilidades, as situações previstas no número antecedente são
automaticamente transferidas para o Ordenador Secundário, que executa as operações fi-
nanceiras respectivas.
Artigo 13º
Responsabilização administrativa e criminal
1. Os Ordenadores Financeiros respondem administrativa e criminalmente pelas auto-
rizações em desacordo com especificações orçamentárias e legislação aplicável.
2. A responsabilidade dos Ordenadores Financeiros termina logo que o Tribunal de
Contas julgue e considere regulares os processos de contas submetidos a julgamento no
âmbito da legislação aplicável.
CAPITULO IV
Intervenção do Ordenador Financeiro
Artigo 14º
Exercício de poderes
O exercício dos poderes e competências conferidos ao ordenador financeiro, em ma-
téria de execução orçamental e financeira, é feito essencialmente no quadro do Sistema
Integrado de Gestão Orçamental e Financeira (SIGOF), praticando os actos necessários
e convenientes à cobrança de receitas e realização de despesas, bem como produzindo e
extraindo os relatórios nos termos do presente diploma.
Artigo 15º
Processo de execução de receitas
No processo de execução de receitas, o Ordenador Financeiro, no exercício de fun-
ções, procede a sua liquidação, emitindo a respectiva ordem de recebimento ao Tesouro.

80
Decreto-Regulamentar nº 3/2007, de15 de Janeiro

Artigo16º
Processamento de execução de despesas
No processamento de execução de despesas, o ordenador financeiro actua nas fases de
cabimento, do compromisso e da liquidação, da seguinte forma:
a) O ordenador financeiro procede à determinação do saldo orçamental dispo-
nível na rubrica orçamental apropriada e, tendo em consideração o regime
duodecimal, se ao caso couber, e a programação financeira, estabelece a data
da sua realização;
b) Estabelecida a data referida na alínea anterior, o ordenador financeiro assume
determinado compromisso através do qual vincula o Estado a uma provável
obrigação de pagamento;
c) Realizada a verificação da legalidade e do cabimento pelo controlador finan-
ceiro, o ordenador financeiro procede à liquidação de despesas, isto é, à ve-
rificação da comprovação do direito do beneficiário e emite uma ordem de
pagamento;
d) O serviço do Tesouro Público faculta, posteriormente, o meio de pagamento
adequado ao beneficiário.
2. Não se aplica o disposto no número antecedente quando:
a) As despesas parcelares provindas de uma mesma causa, constituem despesas
fixas mensais da Administração e tenham sido inicialmente objecto do proce-
dimento normal na sua globalidade;
b) As despesas são urgentes e inadiáveis, sem prejuízo do seu registo contabilís-
tico, processando-se a sua regularização no prazo de trinta dias;
c) As despesas assumem carácter confidencial, sem prejuízo do seu registo con-
tabilístico, nos termos da legislação vigente.
3. No âmbito da do processamento das despesas e receitas o Ordenador Financeiro
actua em coordenação com a Direcção Geral do Tesouro.
4. O Ordenador Financeira realiza todos os actos de engajamento de despesas, poden-
do, no entanto, priorizar aqueles cuja incidência financeira se revestem de maior importân-
cia, nomeadamente:
a) Quaisquer despesas relativos ao recrutamento, promoção ou reforma na fun-
ção pública;
b) Despesas com deslocações e estadias dentro e fora do país;
c) Despesas de fornecimento de serviços de terceiros que excedam o valor fixado
por portaria ou despacho do membro do governo responsável pela área das
finanças;

81
Decreto-Regulamentar nº 3/2007, de15 de Janeiro

d) Despesas de investimentos;
e) Despesas de representação de serviço.
5. Em nenhuma das etapas de intervenção pode o ordenador financeiro ficar na posse
de um dossier por mais de cinco dias, salvo motivos de força maior.
Artigo 17º
Cabimentação
Para efeitos de cabimentação as despesas classificam-se em:
a) Ordinárias – quando destinadas a atender despesas cujo pagamento se proces-
sa de uma só vez;
b) Por Estimativa – quando destinadas a atender despesas para as quais não se
possa previamente determinar o respectivo montante;
c) Globais – quando destinadas a atender despesas contratuais e outras sujeitam
a parcelamento, cujo montante exacto possa ser determinado.
Artigo 18º
Fase de cabimentação
Na fase de cabimentação cabe ao ordenador financeiro através do serviço ordenador:
a) Verificar a conformidade dos pressupostos referidos para a formulação da re-
quisição interna que deverá expressar a identificação do centro de custo requi-
sitante ao qual deverá ser afectada a despesa requerida e ser acompanhada da
respectiva fundamentação da pertinente necessidade;
b) Enviar um correio electrónico ao centro de custo requisitante, com a indicação
da sua conformidade, bem como a indicação do número de processo atribuído,
quando verificada a conformidade dos pressupostos;
c) No contexto do quadro normativo legal, proceder ao enquadramento legal da
requisição interna formulada, quanto ao tipo de procedimento a adoptar, de
modo a que o mesmo seja procedido dos respectivos procedimentos previstos
na Lei e que todos os seus pressupostos sejam devidamente salvaguardados;
d) Proceder a análise e a outorga das propostas externas apresentadas pelos po-
tenciais fornecedores, verificando a sua conformidade e garantir a negociação
interna e externa, tendo sempre presente os princípios de economicidade e
eficiência e a perspectiva do resultado;
e) Concluída a fase prévia da contratação, integra, sob forma de proposta or-
çamental, a requisição de bem (s) e/ou serviço (s) na aplicação informática
SIGOF, de onde procederá de acordo com a dotação disponível, a cobertura
financeira e o visto do Controlador Financeiro, à cabimentação ou não do pro-
posto;

82
Decreto-Regulamentar nº 3/2007, de15 de Janeiro

f) Caso o processo mereça a objecção do Ordenador Financeiro, este serviço


deverá remeter o processo ao serviço requisitante para reformulação de modo
a ser colmatada a falha;
g) Proceder a emissão da nota de cabimento
Artigo 19º
Compromisso
1. Na fase do Compromisso o Ordenador Financeiro assume a obrigação do Estado
com o Terceiro de que resulta uma divida provável, desde que tenha a devida cobertura
orçamental. Para o efeito, nesta fase, caberá ao Serviço Ordenador:
a) Proceder à requisição efectiva (requisição externa) do (s) bem (s) e/ou serviço
(s) proposto (s), nos termos da proposta aceite;
b) Proceder à informação mensal dos responsáveis das unidades e serviços, en-
viando-lhes o mapa resumo do estado de evolução dos processos de execução
de despesas requeridos;
c) Proceder a análise e assinatura de contratos ou acordos de fornecimentos es-
critos, depois de verificada a conformidade com o quadro de referência legal;
d) Dar instruções claras aos fornecedores no intuito de todas as entregas de bem
(s) serem efectuadas, no Serviço Ordenador, de modo a serem verificados e
lavrado o competente termo de certificação de despesa.
2. Os compromissos contratuais que ultrapassem um ano económico são parcialmente
transferidos para o ano seguinte ao período de gestão orçamental corrente.
3. Os encargos plurianuais serão assumidos nos termos do nº. 2, do artigo 37º, do De-
creto-Lei n.º 29/2001, de 19 de Novembro, ou seja, através de portaria conjunta do membro
do Governo responsável pelas Finanças e do ministro competente para o departamento a
que pertence o respectivo serviço ou organismo, salvo quando tais encargos resultarem da
execução de planos plurianuais já aprovados.
4. Nenhum compromisso que implique aumento de despesas pode ser validamente
assumido sem o acordo prévio e expresso do ministro responsável pelas Finanças.
Artigo 20º
Liquidação
1.Na liquidação, o Ordenador Financeiro determina o montante exacto da obrigação
assumida, após análise do título apresentado pelo beneficiário e comprovação do serviço
executado e emite ordem ao Tesouro para pagamento do montante apurado, mediante visto
do controlador financeiro.
2. É obrigatório o registo de cada liquidação segundo normas gerais da contabilidade
pública.
3. Por portaria do membro do Governo responsável pela área das Finanças são defini-
das as regras gerais da contabilidade pública sobre a matéria.

83
Decreto-Regulamentar nº 3/2007, de15 de Janeiro

Artigo 21º
Formas de pagamento
Os pagamentos são feitos pela Direcção Geral do Tesouro, em cheques, ordens de
pagamento, crédito em conta ou, em casos especiais, ou por quaisquer outros meios de
pagamento permitidos por Lei.
Artigo 22º
Manual do Serviço Ordenador
Por portaria do Ministro das Finanças são definidos os documentos que constituem os
suportes justificativos e comprovativos das receitas e despesas.
Artigo 23º
Relatório
1. O Ordenador Financeiro deve mensalmente remeter um relatório circunscrito sobre
a execução orçamental à Direcção Geral da Contabilidade Pública e ao Ministro da tutela.
2. Os relatórios são elaborados com base no SIGOF e devem fazer menção expressa
de todos os intervenientes sectoriais de execução orçamental, natureza e histórico de todas
as operações realizadas.
3. Trimestralmente são produzidos relatórios consolidados com uma descrição porme-
norizada da execução orçamental bem como uma projecção para o trimestre seguinte.
Artigo 24º
Arquivo
Os documentos previstos no artigo 22º do presente diploma ficam arquivados no órgão
do Serviço Ordenador respectivo e à disposição das autoridades responsáveis pelo acom-
panhamento administrativo e fiscalização financeira, bem assim dos agentes incumbidos do
controle externo de competência do Tribunal de Contas.
Artigo 25º
Legislação subsidiária
Ao presente diploma aplica-se subsidiariamente o disposto no Decreto-Lei n.º 29/2001,
de 19 de Novembro.
Artigo 26º
Entrada em vigor
O presente diploma entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação.
Visto e aprovado em Conselho de Ministros
José Maria Pereira Neves - Cristina Duarte
Promulgado em 11 de Janeiro de 2007
Publique-se.
O Presidente da República, PEDRO VERONA RODRIGUES PIRES
Referendado em 22 de Janeiro de 2007
O Primeiro-Ministro, José Maria Pereira Neves.-

84
Lei nº 79/VI/2005, de 5 de Setembro

REGIME FINANCEIRO DAS AUTARQUIAS LOCAIS


Lei nº 79/VI/20051
de 5 de Setembro
Por mandato do Povo, a Assembleia Nacional decreta, nos termos da alínea b) do arti-
go 174º da Constituição, o seguinte:
CAPÍTULO I
Disposições Gerais
Artigo 1º
(Objecto)
A presente lei estabelece o regime financeiro das autarquias locais.
Artigo 2º
(Autonomia patrimonial e financeira)
1. Os Municípios têm finanças e património próprios, cuja gestão compete aos respec-
tivos órgãos autárquicos no âmbito da autonomia administrativa, financeira e patrimonial.
2. O regime da autonomia financeira e patrimonial das Autarquias Locais assenta,
designadamente, no exercício autónomo, nos termos da lei, dos poderes de:
a) Elaborar, aprovar, alterar e executar os respectivos plano de actividades e or-
çamento próprios;
b) Elaborar e aprovar os respectivos balanços e contas de gerência;
c) Lançar, liquidar e cobrar as respectivas receitas próprias e arrecadar as demais
receitas, que por lei, para eles devam reverter;
d) Recorrer ao crédito, nos termos da lei;
e) Ordenar, processar e liquidar as suas despesas próprias orçamentadas;
f) Realizar investimentos públicos municipais;
g) Ter, gerir e dispor de património próprio.
3. São nulas as deliberações de qualquer órgão das Autarquias Locais que criem impos-
tos ou determinem o lançamento de taxas, derramas ou mais valias não previstas na lei.
4. São também nulas as deliberações de qualquer órgão das Autarquias Locais que
determinem ou autorizem a realização de despesas não permitidas por lei.
Artigo 3º
(Novas atribuições e competências)
1. Os projectos ou propostas de lei que confiram ou transfiram novas atribuições ou
competências aos Municípios não poderão ser discutidos sem consulta prévia, por escrito,
da Associação Nacional dos Municípios Cabo-Verdianos (ANMCV).
1Este diploma, apesar de não integrar a reforma da contabilidade pública, uma vez que não foi introduzido nos três primei-
ros volumes, é introduzido neste último, com o qual tem maior relação.

85
Lei nº 79/VI/2005, de 5 de Setembro

2. A lei que confira ou transfira novas atribuições ou competências aos Municípios


deve também dotá-los dos recursos necessários ao seu exercício e ao suporte das despesas
inerentes e recorrentes.
3. A entrada em vigor da lei que confira ou transfira novas atribuições ou competências
aos Municípios é sempre reportada ao início do ano económico seguinte e condicionada:
a) A um período de vacatio legis não inferior a seis meses;
b) À inscrição no Orçamento de Estado para o ano económico de entrada em vi-
gor da lei de verba necessária ao suporte das despesas inerentes e recorrentes,
nos termos do nº 4;
c) Ao estabelecimento pelo Governo, ouvida a ANMCV, dos mecanismos de
transferência efectiva, regular e atempada dos recursos da verba prevista na
alínea b) para os Municípios;
d) À celebração entre o Governo e a ANMCV de um contrato-programa de for-
mação de pessoal dos Municípios necessário ao exercício das novas atribui-
ções e competências;
e) À celebração entre o Governo e a ANMCV de um contrato-programa de mo-
bilidade de pessoal qualificado do Estado para os Municípios, preliminar,
complementar ou alternativo do programa referido na alínea d);
f) À celebração entre o Governo e a ANMCV de um contrato-programa de apoio
técnico na organização, adaptação ou instalação dos serviços municipais ne-
cessários ao exercício das novas atribuições e competências;
g) Ao estabelecimento pelo Governo, ouvida a ANMCV, de uma administração
de missão para o acompanhamento e a supervisão do processo de operaciona-
lização do exercício das novas atribuições ou competências.
4. A dotação de recursos financeiros aos Municípios em virtude de novas atribuições
e competências inclui sempre a municipalização das taxas, tarifas e preços correspondentes
aos actos e actividades inerentes aos novos poderes funcionais e dos impostos consignados
por lei ao seu exercício e pode ainda consistir em:
a) Financiamento temporário, por período não excedente a cinco anos, da totali-
dade ou parte das despesas inerentes ou recorrentes;
b) Aumento das receitas fiscais dos Municípios.
Artigo 4º
(Contratos-programa)
1. O Governo poderá celebrar com os Municípios contratos-programa, designadamen-
te para a execução descentralizada do Programa Plurianual de Investimentos Públicos.

86
Lei nº 79/VI/2005, de 5 de Setembro

2. O Governo regulamentará as condições e critérios para a celebração dos contratos-


programa.
CAPÍTULO II
Receitas Municipais
Artigo 5º
(Receitas municipais)
Constituem receitas do Município:
a) O produto da cobrança do Imposto Único sobre o Património (IUP), liquidado
no respectivo território;
b) O produto da cobrança do Imposto Municipal sobre os Veículos Automóveis;
c) A comparticipação de 49% no produto da venda de terrenos estaduais incluí-
dos nas Zonas Turísticas Especiais (ZTE) que se situem no respectivo territó-
rio, depois de deduzidas as percentagens estabelecidas na lei;
d) Uma comparticipação no produto da renda paga pela entidade concessionária
das Zonas de Desenvolvimento Industrial ou de Parques Industriais que se
situem no respectivo território;
e) O produto das derramas lançadas, nos termos do artigo 7º da presente lei;
f) A participação do Fundo de Financiamento dos Municípios, nos termos da
presente lei;
g) O produto da cobrança das taxas e das tarifas ou preços por serviços munici-
pais;
h) A participação no lucro das empresas municipais;
i) O rendimento dos serviços municipais administrados directamente e a renda
dos dados em concessão;
j) O rendimento dos bens do domínio público ou privado municipal;
k) O produto de heranças, legados, doações e outras liberalidades;
l) Os subsídios e as comparticipações do Estado e de outras entidades públicas,
e bem assim os obtidos no âmbito de programas e projectos da cooperação
internacional descentralizada;
m) O produto da alienação de bens do património municipal;
n) O produto de empréstimos contraídos, incluindo o lançamento de obrigações
municipais;
o) O produto da cobrança de encargos de mais-valias destinadas por lei aos mu-
nicípios;

87
Lei nº 79/VI/2005, de 5 de Setembro

p) O produto das coimas aplicadas pelos seus órgãos ou que por lei ou regula-
mento para ele revertam;
q) A uma participação, a determinar pelo Governo, na renda pela concessão da
exploração de recursos naturais do domínio público do Estado situados no
território municipal;
r) A comparticipação de 50% na renda pela utilização de áreas aeroportuárias
paga ao Estado pela Empresa Nacional de Aeroportos e Segurança Aérea
(ASA) aos Municípios que possuam aeroportos ou aeródromos, nos termos a
regulamentar;
s) Quaisquer outras que, por lei, regulamento ou contrato, lhe sejam destinadas.
Secção I
Artigo 6º
(Taxas dos Municípios)
1. Os Municípios podem cobrar taxas por:
a) Concessão de licenças de loteamento, de execução de obras de particulares, da
utilização da via pública por motivo de obras e de utilização de edifícios;
b) Construção, manutenção ou reforço de infra-estruturas urbanísticas e de sane-
amento;
c) Ocupação do domínio público e aproveitamento dos bens de utilização;
d) Ocupação e utilização de locais reservados nos mercados e feiras;
e) Aferição de pesos, medidas e aparelhos de medição;
f) Estacionamento de veículos em parques ou outros locais a esse fim destinado;
g) Licenciamento sanitários das instalações;
h) Extinção de incêndios;
i) Autorização para o emprego de meios publicitários com fim comercial;
j) Autorização de venda ambulante nas vias e recintos públicos;
k) Enterramento, concessão de terrenos e uso de jazigos, de ossários e de outras
instalações em cemitérios municipais;
l) Registos e licença de cães;
m) Utilização de matadouros e talhos municipais;
n) Utilização de quaisquer instalações destinadas ao conforto, comodidade ou
recreio público;

88
Lei nº 79/VI/2005, de 5 de Setembro

o) Comparticipação dos proprietários de solos urbanos nos custos da urbaniza-


ção, nos termos das leis de ordenamento do território e de planeamento urba-
nístico;
p) Comparticipação dos proprietários de imóveis situados em áreas urbanizadas
nos custos de conservação de espaços públicos, nos termos das leis de ordena-
mento do território e de planeamento urbanístico;
q) Extracção de materiais inertes, em explorações particulares autorizadas a céu
aberto;
r) Concessão de licenças de obras no solo e subsolo do domínio público munici-
pal;
s) Ocupação ou utilização do solo e subsolo do domínio público municipal e do
espaço aéreo do território municipal;
t) Aproveitamento dos bens de utilidade pública situados no solo e subsolo do
domínio público municipal e no espaço aéreo do território municipal, desig-
nadamente por empresas e entidades das comunicações e distribuição de água
e energia;
u) Instalação de antenas parabólicas;
v) Instalação de antenas de operadores de telecomunicações móveis;
w) Prestação de serviços ao público por unidades orgânicas, funcionários ou
agentes municipais, quando não realizadas no âmbito do artigo 14º;
x) Conservação e tratamento de esgotos, quando não realizadas no âmbito do
artigo 14º;
y) Emissão de qualquer outra licença não prevista nas alíneas precedentes, da
competência dos municípios;
z) Outros registos não previstos nas alíneas anteriores, da competência dos mu-
nicípios.
2. Compete à Assembleia Municipal, sob proposta da Câmara Municipal, estabele-
cer as taxas e o regime de concessão de isenções ou reduções a entidades que apresentem
projectos de investimento de especial interesse para o desenvolvimento do Município e
aprovar os respectivos quantitativos.
3. Compete, também, à Assembleia Municipal, sob proposta da Câmara Municipal,
deliberar a concessão de isenção ou redução de taxas às entidades referidas no número
anterior.
4. A Câmara Municipal poderá acordar com serviços da administração central ou
de empresas concessionárias de serviços públicos instalados no território municipal a co-

89
Lei nº 79/VI/2005, de 5 de Setembro

brança das taxas a que tenha direito e a transferência do respectivo produto, deduzido da
comissão contratada, até 15 dias do mês seguinte ao da cobrança.
Secção II
Artigo 7º
(Derrama)
1. Os Municípios podem lançar, anualmente, uma derrama até o máximo de 10% da
colecta do Imposto Único sobre os Rendimentos (IUR) das pessoas colectivas que propor-
cionalmente corresponda ao rendimento gerado no respectivo território por sujeitos passi-
vos que nele exerçam uma actividade de natureza comercial ou industrial.
2. A derrama só pode ser lançada para ocorrer ao financiamento de investimentos
importantes para o desenvolvimento do Município ou da recuperação ou reconstrução de
infra-estruturas sociais e económicas fundamentais danificados ou destruídos em situações
de calamidade pública ou, ainda, no quadro de contratos de reequilíbrio financeiro.
3. A deliberação sobre o lançamento de derrama é da competência da Assembleia
Municipal, aprovada por maioria de dois terços, sob proposta da Câmara Municipal, ouvi-
dos o Governo e as associações empresariais com actividade no território do Município ou
grupos de empresários locais, na ausência daquelas, e deve ser tomada até 15 de Setembro
do ano económico anterior ao da sua aplicação.
4. A deliberação de lançamento da derrama e o respectivo processo devem ser comu-
nicados, até 30 de Setembro, ao membro do Governo responsável pela área das Finanças.
5. A deliberação de lançamento da derrama deve ser comunicada pela Câmara Muni-
cipal ao serviço central de contribuições e impostos e ao serviço central de tutela sobre os
municípios, até 31 de Outubro do ano anterior ao da sua aplicação, para efeitos de divul-
gação, cobrança e transferência da respectiva receita por parte dos serviços competentes
da administração fiscal do Estado, sob pena de a derrama não poder ser liquidada nem
cobrada.
6. Para efeitos de aplicação do disposto no nº 1, considera-se que o rendimento é ge-
rado no município onde se situa a sede ou a direcção efectiva do sujeito passivo ou, tratan-
do-se de sujeitos passivos considerados para fins fiscais como não residentes em território
nacional, no Município em que se situa o estabelecimento estável onde esteja centralizada
a respectiva contabilidade.
7. Nos casos não abrangidos pelo número anterior, sempre que os sujeitos passivos
tenham estabelecimentos estáveis ou representações em mais de um município, a colecta
do IUR relativa ao rendimento gerado no território de cada município é determinada pela
proporção da massa salarial correspondente ao estabelecimento ou representação que o
sujeito passivo nele possua na massa salarial global, correspondente à totalidade dos seus
estabelecimentos ou representações no território nacional.

90
Lei nº 79/VI/2005, de 5 de Setembro

8. Entende-se por massa salarial, para efeitos do presente artigo, o valor das despesas
efectuadas com o pessoal e escrituradas no exercício a título de remunerações, ordenados
ou salários.
9. O apuramento da derrama devida será efectuado pelo próprio contribuinte, se optar
pela autoliquidação nos termos das leis do IUR, ou pelos serviços competentes da adminis-
tração fiscal do Estado, nos demais casos, observando-se sempre os prazos e procedimentos
definidos na lei do IUR.
10. No caso de comunicação aos contribuintes dos valores postos à cobrança, por força
do presente artigo, a mesma deverá conter a menção de que se trata de derrama munici-
pal.
11. O produto das derramas é transferido aos municípios respectivos pelos serviços
competentes da administração fiscal do Estado, até ao fim do mês seguinte ao da respectiva
cobrança.
12. O serviço central de contribuições e impostos fornecerá aos municípios e ao servi-
ço central de tutela sobre os municípios informação periódica actualizada e discriminada da
derrama liquidada, cobrada e transferida pelos serviços da administração fiscal do Estado.
Secção III
Artigo 8º
(Recurso ao crédito)
1. Os Municípios podem contrair empréstimos, sob qualquer forma, junto de qual-
quer instituição autorizada por lei a conceder crédito, bem como emitir obrigações e cele-
brar contratos de locação financeira para financiar investimentos municipais, nos termos da
lei.
2. Os Municípios podem contrair empréstimos no exterior nas seguintes condições
cumulativas:
a) Junto de instituições financeiras internacionais ou de instituições de coopera-
ção internacional descentralizada, vocacionadas para financiar o desenvolvi-
mento regional ou local;
b) Para financiar projectos de investimento de médio ou longo prazos;
c) As condições de juro e reembolso forem melhores do que as praticadas no
mercado interno;
d) Mediante autorização do Governo, por despacho do membro do Governo res-
ponsável pela área das Finanças.
3. Os empréstimos de curto prazo só podem ser contraídos para ocorrer a dificuldades
de tesouraria, não podendo o seu montante exceder, em momento algum, 10% das receitas
efectivamente cobradas no ano económico anterior, excluídas as contas de ordem.

91
Lei nº 79/VI/2005, de 5 de Setembro

4. Os empréstimos para saneamento financeiro destinam-se à consolidação de passivos


financeiros ou outros, designadamente nos casos de desequilíbrio financeiro grave, estão
sujeitos ao limite de endividamento e não podem ter um prazo de vencimento superior a
dez anos.
5. Os empréstimos para reequilibro financeiro destinam-se à resolução de situações de
desequilíbrio financeiro estrutural ou de ruptura financeira, desde que se mostre esgotada
a capacidade de endividamento e não podem ter um prazo de vencimento superior a dez
anos.
6. Os empréstimos contraídos para aplicação em investimentos não podem, em caso
algum, exceder a vida útil do respectivo investimento e o limite máximo de vinte anos.
7. Compete à Assembleia Municipal, sob proposta da Câmara Municipal, autorizar o
recurso pelo Município ao crédito.
8. A possibilidade de recurso ao crédito a curto prazo nos termos do n.º 3 carece apenas
de deliberação da Câmara Municipal e não pode exceder o final do ano económico em cur-
so, ficando esta na obrigação de informar a Assembleia Municipal na sessão seguinte.
9. A proposta da Câmara Municipal, quando se refira a crédito que não seja de curto
prazo, é obrigatoriamente acompanhada de informações que incluam, necessariamente:
a) A demonstração, de forma inequívoca e verificável por entidade externa, da
relevância do investimento e a capacidade de reembolso por parte do Municí-
pio;
b) Um mapa demonstrativo da capacidade de endividamento do Município, no-
meadamente os encargos com juros e amortização do capital de cada um dos
empréstimos não reembolsados e sua incidência anual num horizonte de cinco
anos.
10. Os encargos anuais com amortizações e juros de crédito de médio e longo prazos,
incluindo os dos empréstimos obrigacionistas, não podem exceder o maior de um dos se-
guintes limites:
a) 15% do valor das receitas correntes, incluindo as transferências a que o muni-
cípio tem direito nos termos dos artigos 10º a 13º da presente lei;
b) 25% do valor dos investimentos realizados pelo Município no ano anterior.
11. Dos limites estabelecido no nº10, ficam excluídos os juros e amortizações de em-
préstimos com o fim exclusivo de ocorrer a despesas extraordinárias resultantes de calami-
dades públicas ou para aquisição, construção ou recuperação de habitação social.
12. Os empréstimos municipais podem beneficiar de bonificação de juros, dentro dos
limites fixados no Orçamento de Estado e nos termos do decreto regulamentar a que se
refere o n.º 17 do presente artigo.

92
Lei nº 79/VI/2005, de 5 de Setembro

13. Apenas podem constituir garantias dos empréstimos contraídos pelo Município:
a) As respectivas receitas municipais, com excepção dos subsídios, compartici-
pações e receitas consignadas;
b) A hipoteca de imóveis do domínio privado disponível, quando os empréstimos
se destinem a habitação social;
c) A consignação de rendimentos esperados dos investimentos que possam auto-
financiar-se.
14. Os empréstimos municipais podem também ser garantidos por aval do Estado
quando seja demonstrada cabalmente a viabilidade dos projectos de investimento a que
se destinam e o Município requerente demonstre uma situação financeira e de tesouraria
saudáveis.
15. Para efeitos do disposto no número anterior, o Município requerente do aval deve
apresentar ao membro do Governo responsável pela área das Finanças um estudo técnico-
económico e financeiro do projecto de investimento e da sua situação financeira relativa-
mente aos três últimos exercícios, bem como um orçamento previsional para os três anos
subsequentes.
16. É proibido aos Municípios o aceite e saque de letras de câmbio, a concessão de
avales cambiários, bem como a subscrição de livranças e a concessão de garantias pesso-
ais.
17. O regime do crédito municipal é estabelecido por decreto regulamentar.
Secção IV
Artigo 9º
(Alienação de bens)
A alienação de bens patrimoniais do Município faz-se por concurso público ou em
hasta pública, nos termos da lei.
Secção V
Artigo 10º
(Fundo de Financiamento dos Municípios)
1. Os Municípios participam, por direito próprio, nas receitas provenientes dos impos-
tos directos e indirectos do Estado, nomeadamente o Imposto Único sobre os Rendimentos
(IUR), o Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA), o Imposto sobre Consumos Especiais
(ICE), o Imposto de Selo e os Direitos Aduaneiros.
2. Para efeitos do disposto no número 1, é criado o Fundo de Financiamento dos Mu-
nicípios (FFM).
3. O FFM é anualmente dotado no Orçamento de Estado pela transferência não consig-
nada de 10% do valor dos impostos directos e indirectos efectivamente cobrados no penúl-

93
Lei nº 79/VI/2005, de 5 de Setembro

timo ano anterior àquele a que o Orçamento se refere, excluindo os impostos consignados
por lei, bem como as derramas e outros impostos municipais eventualmente cobrados pela
administração fiscal do Estado.
4. O FFM é repartido da seguinte forma:
a) 75% Para o Fundo Municipal Comum (FMC);
b) 25% Para o Fundo de Solidariedade Municipal (FSM).
Artigo 11º
(Fundo Municipal Comum)
O FMC é uma verba na qual todos os Municípios participam nos seguintes termos:
a) 20 % Repartidos igualmente por todos os Municípios;
b) 50 % Repartidos na razão directa da população residente de cada Município;
c) 15% Repartidos na razão directa da população infanto-juvenil residente, dos
zero aos dezassete anos, de cada Município;
d) 15% Repartidos na razão directa da superfície do território de cada Municí-
pio.
Artigo 12º
(Fundo de Solidariedade Municipal)
1. O FSM visa reforçar a coesão municipal, promovendo a correcção de assimetrias em
benefício dos Municípios mais pobres.
2. No FSM só participam os Municípios que tenham um nível de capitação média dos
impostos municipais inferior à média nacional e que tenham uma proporção de população
de pobres distantes da linha de pobreza superior ou igual à média nacional, à luz dos crité-
rios estabelecidos pelo Instituto Nacional de Estatística.
3. A repartição do FSM faz-se com base nos índices de insuficiência fiscal e de pobreza
referidos no nº 2 e nas fórmulas indicadas nos números seguintes.
4. A distribuição da verba do FSM pelos Municípios com direito a nele participar
efectua-se de conformidade com a fórmula:
CF = Pm*(Cni-Cmi)
5. Na fórmula prevista no número anterior, CF é o valor da correcção fiscal do Muni-
cípio, Pm é a população residente no Município, Cni é a capitação nacional de impostos
municipais e Cmi é a capitação em impostos municipais do Município.
6. O montante do FSM remanescente depois da repartição referida no nº 4 é repartido
em conformidade com a fórmula.

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Lei nº 79/VI/2005, de 5 de Setembro

vi
P = ---------
∑vi
7. Na fórmula prevista no número anterior, P é o índice, ou o peso atribuído a cada
município na distribuição do FSM ∑vi corresponde à soma dos de todos os Municípios
que têm direito a FSM.
8. Para efeitos do disposto no nº 6: vi = popi * p1 * Z
9. Na fórmula prevista no número anterior, popi é a população em cada Município com
direito a FSM, e z a Profundidade da Pobreza em cada Município que tem direito a FSM e
corresponde ao Limiar da Pobreza calculado pelo Instituto Nacional de Estatística.
Artigo 13º
(Garantia de crescimento mínimo e máximo
da transferência para os Municípios)
1. Quando da aplicação dos critérios estabelecidos nos artigos 11º e 12º resultar valor
do FFM inferior ao do ano anterior, este é corrigido para igual montante.
2. A diferença apurada entre o valor total obtido pela aplicação do número anterior e
o total do FFM previsto é deduzida proporcionalmente pelo FFM de cada Município que
tenha um aumento em relação ao ano anterior superior à média geral de crescimento.
3. O disposto nos números anteriores não é aplicável quando haja alteração significati-
va e cumulativa dos indicadores referidos nas alíneas b), c) e d) do artigo 11.º
Artigo 14º
(Tarifas e preços de serviços)
1. As tarifas e preços de serviços a que se refere a alínea g) do artigo 5º respeitam
às seguintes actividades realizadas directamente por serviços municipais ou em regime de
concessão:
a) Abastecimento de água e energia;
b) Recolha, depósito e tratamento de lixos e resíduos sólidos;
c) Ligação, conservação e tratamento de esgotos e outros sistemas de drenagem
de águas residuais;
d) Transportes urbanos colectivos de passageiros e transporte de mercadorias;
e) Transporte escolar;
f) Produção e distribuição de inertes em locais autorizados;
g) Quaisquer outros serviços prestados em regime de concessão;
h) Quaisquer outras actividades cuja prestação incumba a serviços autónomos
municipais ou a empresas municipais;
i) Outras actividades que, por deliberação da Assembleia Municipal, sob pro-
posta da Câmara Municipal, devam ser prestadas em regime empresarial por
serviços municipais.
2. Salvo tratando-se de serviços de interesse vital para as populações, a determinar pela
Assembleia Municipal, sob proposta da Câmara Municipal, as tarifas e preços a praticar

95
Lei nº 79/VI/2005, de 5 de Setembro

devem assegurar uma exploração equilibrada do serviço, permitindo cobrir os encargos da


exploração e administração e a reintegração dos equipamentos.
Artigo 15º
(Cooperação técnica e financeira)
1. O Governo e os Municípios poderão, mediante acordos específicos e dentro dos
limites e condições estabelecidos no presente artigo, cooperar técnica e financeiramente na
realização das respectivas atribuições, designadamente:
a) Na modernização administrativa dos Municípios;
b) No processo de transferência de novas atribuições e competências para os
Municípios;
c) Na execução descentralizada do Programa Plurianual de Investimentos Públi-
cos;
d) Na execução de projectos municipais relevantes para o desenvolvimento re-
gional ou local;
e) Na liquidação e cobrança de impostos, taxas e outras receitas municipais.
2. A cooperação técnica e financeira prevista na presente lei está sujeita, nomeadamen-
te, aos princípios da igualdade, da imparcialidade, da justiça e da transparência.
3. Não são permitidas quaisquer formas de subsídios ou comparticipações financeiras
aos Municípios por parte do Estado, dos serviços e fundos autónomos, das empresas pú-
blicas, das empresas mistas ou das empresas concessionárias de serviços públicos, salvo o
disposto na presente lei.
4. Poderão ser excepcionalmente inscritas no Orçamento do Estado verbas para o fi-
nanciamento de projectos dos Municípios de grande relevância para o desenvolvimento
regional ou local quando se verifique a sua urgência e a manifesta e comprovada incapaci-
dade financeira dos Municípios interessados em os realizar.
5. O Governo pode ainda tomar providências orçamentais para conceder auxílios fi-
nanceiros aos Municípios, nos seguintes casos:
a) Calamidade publica;
b) Instalação de novas autarquias locais;
c) Recuperação de áreas degradadas ou renovação urbana, quando o peso do
investimento ultrapasse a capacidade de financiamento municipal;
d) Desencravamento de povoações;
e) Resolução de bloqueamentos graves que afectem de modo relevante o funcio-

96
Lei nº 79/VI/2005, de 5 de Setembro

namento dos serviços municipais, nomeadamente os de saneamento básico, de


protecção civil, de transporte colectivo de passageiros, de produção e distri-
buição de energia eléctrica e de abastecimento de água;
f) Verificação de circunstâncias anormais que comprometam o equilíbrio das fi-
nanças municipais, não imputáveis aos órgãos municipais;
g) Construção, reconstrução, recuperação ou reparação de edifícios sede dos
Municípios negativamente afectados na respectiva funcionalidade;
h) Transferência de novas atribuições ou competências;
i) Bonificação de juros nos termos do decreto regulamentar a que se refere o nº
12 do artigo 8º da presente lei.
6. As providências orçamentais a que se referem os nºs 4 e 5 deverão ser discriminadas
por sectores, Municípios e programas.
7. A cooperação técnica e financeira deve ser formalizada através de instrumentos con-
tratuais entre o Estado e os Municípios, obrigatoriamente publicados no Boletim Oficial.
8. O Governo estabelece, por decreto regulamentar, a cooperação técnica e financeira
prevista no presente artigo.
Artigo 16º
(Coimas)
1. O Município pode estabelecer coimas por contra-ordenação municipal, nos termos
da lei.
2. Considera-se contra-ordenação municipal a violação às posturas ou regulamentos
policiais de natureza genérica e execução permanente.
3. Salvo disposição legal em contrário, o Município não pode estabelecer coimas de
montante inferior a 3.000$00 (três mil escudos) nem superior a 300.000$00 (trezentos mil
escudos) para pessoas singulares, ou 4.000.000$00 (quatro milhões de escudos) para pes-
soas colectivas.
4. Salvo disposição legal em contrário, as coimas são estabelecidas pela Assembleia
Municipal, sob proposta da Câmara Municipal.
5. A aplicação das coimas estabelecidas nas posturas e regulamentos policiais do Mu-
nicípio compete aos respectivos órgãos executivos, às suas delegações municipais e aos
seus serviços municipais organizados a nível dos bairros e povoados, dentro dos limites
máximos estabelecidos pela Assembleia Municipal para cada uma das entidades aplicado-
ras.
6. Às contra-ordenações municipais e ao seu processamento é aplicável o regime geral
das contra-ordenações estabelecido por lei.

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Lei nº 79/VI/2005, de 5 de Setembro

7. Pertence também ao Município o produto da cobrança das coimas que, por lei ou
regulamento, para ele reverta, total ou parcialmente.
Artigo 17º
(Regime geral dos impostos municipais)
1. São impostos municipais:
a) O Imposto Único sobre o Património (IUP);
b) O Imposto Municipal sobre Veículos Automóveis;
c) Outros que venham a ser criados como tais.
2. Os impostos municipais são criados pela Assembleia Nacional nos termos previstos
na Constituição e na lei.
3. Na criação de impostos municipais são tidos em conta os princípios gerais do sis-
tema fiscal e do regime de finanças locais estabelecidos na Constituição e no Código Geral
Tributário (CGT).
4. As taxas dos impostos municipais podem ser alteradas pela lei do Orçamento do
Estado ou por lei específica.
5. Podem ser concedidas isenções, reduções de taxas ou outros benefícios fiscais rela-
tivamente aos impostos municipais em casos de reconhecido interesse económico, social
ou cultural, nos termos e formas previstas no Código Geral Tributário (CGT), com as ne-
cessárias adaptações quanto ao processo administrativo.
6. À reclamação graciosa ou impugnação judicial da liquidação de impostos munici-
pais, bem como das taxas, encargos de mais-valias e demais receitas municipais de nature-
za fiscal, e às infracções às respectivas normas reguladoras aplicam-se as normas do CGT e
do Código de Processo Tributário (CPT), salvo disposição expressa em contrário.
Artigo 18º
(Liquidação e cobrança dos impostos municipais)
1. A liquidação e cobrança dos impostos municipais incumbe aos serviços municipais,
salvo o disposto no presente artigo.
2. A Câmara Municipal pode, por acordo com o Estado, delegar nos serviços fiscais
da administração central a liquidação e cobrança dos respectivos impostos municipais, me-
diante uma comissão que não poderá exceder 5% dos montantes liquidados ou cobrados,
respectivamente.
3. Nos casos referidos no número anterior, a receita dos impostos municipais cobrados
é transferida para os respectivos municípios até ao fim do mês seguinte ao da cobrança,
deduzida da comissão.

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Lei nº 79/VI/2005, de 5 de Setembro

Artigo 19º
(Compensação por benefícios fiscais)
Os Municípios têm direito a ser compensados, através de verba a inscrever no Orça-
mento de Estado, pelo montante de receita perdida em virtude de isenções ou reduções de
impostos municipais concedidas pelo Estado no ano anterior.
Artigo 20º
(Execução fiscal municipal)
1. A cobrança coerciva de créditos do Município é feita mediante processo de execu-
ção fiscal municipal e mediante reclamação de créditos em processo de execução que não
seja fiscal.
2. O processo de execução fiscal municipal destina-se à cobrança coerciva dos créditos
do Município por:
a) Impostos e taxas municipais e respectivos juros e demais encargos legais;
b) Encargos de mais valias;
c) Reembolsos e reposições;
d) Coimas fixadas em decisões, sentenças ou acórdãos relativos a contra-ordena-
ções fiscais, salvo quando aplicadas pelos tribunais comuns;
e) Outras dívidas, que não provenham de contrato, cuja obrigação de pagamento
tenha sido reconhecida por deliberação da Câmara Municipal.
3. O processo de execução fiscal municipal segue os termos do processo de execução
fiscal regulado no CPT, com as seguintes adaptações:
a) A execução fiscal corre pela secretaria municipal, salvo o disposto no n.º 5;
b) Tem legitimidade para promover a execução fiscal o Presidente da Câmara
Municipal ou vereador em quem tenha delegado tal competência, salvo o dis-
posto no n.º 5;
c) As competências atribuídas ao membro do Governo responsável pela área das
finanças, à Direcção Geral das Contribuições e Impostos ou ao seu Director
Geral, são exercidas pelo Presidente da Câmara Municipal ou por Vereador
em quem tenha delegado;
d) As competências atribuídas ao chefe da repartição de finanças e à repartição
de finanças são exercidas pelo secretário municipal e pela secretaria munici-
pal, salvo o disposto no n.º 5;
e) As competências atribuídas ao representante da Fazenda Pública e à Fazenda
Pública são exercidas pelo tesoureiro municipal;
f) As funções de escrivão do processo e de oficial de diligências são exercidas
por funcionários ou agentes municipais designados como tais pela Câmara
Municipal, salvo o disposto no n.º 5.

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Lei nº 79/VI/2005, de 5 de Setembro

4. Poderá o Município, em alternativa ao regime estabelecido no número anterior, criar


um serviço autónomo encarregado da cobrança coerciva dos créditos municipais.
5. Nos casos em que se tenha criado o serviço referido no número precedente:
a) Correrão por ele os processos de execução fiscal municipal;
b) Competirá ao respectivo chefe, habilitado com curso superior que confira o
grau de licenciatura, a legitimidade para promover a execução fiscal muni-
cipal, bem como a representação do Município em processos executivos co-
muns para cobrança de créditos municipais ou em negociações para cobrança
extra-judicial de tais créditos;
c) Competirá a um quadro do serviço com formação jurídica, designado pelo
respectivo chefe ou a um licenciado em direito exterior ao serviço, contratado
em regime de prestação de serviços, o exercício da competência atribuída pelo
Código do Processo Tributário ao chefe da repartição de finanças ou à reparti-
ção de finanças;
d) As funções de escrivão do processo e de oficial de diligências serão exercidas
por funcionários ou agentes do serviço, designados como tais pelo respectivo
chefe.
6. O Município poderá, ainda, em alternativa aos regimes previstos nos nºs 3 e 4, optar
por, mediante contrato, delegar a execução fiscal municipal nos serviços desconcentrados
de execução fiscal do Estado no respectivo Concelho.
CAPÍTULO III
Princípios e Regras Orçamentais
Artigo 21º
(Autonomia orçamental)
O orçamento do Município é independente na sua elaboração, aprovação e execução,
sem prejuízo do disposto na presente lei e, quanto à consolidação orçamental do Sector
Publico Administrativo, na Lei de Enquadramento do Orçamento de Estado.
Artigo 22º
(Anualidade)
1. O orçamento do Município é anual, sem prejuízo de possibilidade de nele serem
integrados programas e projectos que implicam encargos plurianuais.
2. O ano económico coincide com o ano civil.
Artigo 23º
(Unidade e universalidade)
1. O orçamento é unitário e compreende todas as receitas e despesas do Município.
2. As receitas e despesas dos serviços autónomos municipais deverão ser indicadas,
em termos globais, no orçamento do Município, em contas de ordem.

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Lei nº 79/VI/2005, de 5 de Setembro

3. Em anexo ao orçamento do Município devem constar os orçamentos discriminados


dos serviços autónomos e empresas municipais.
Artigo 24º
(Equilíbrio)
1. O orçamento deverá prever os recursos necessários para cobrir as despesas nele
inscritas.
2. As receitas correntes serão, pelo menos, iguais às despesas correntes.
Artigo 25º
(Especificação)
1. O orçamento especificará suficientemente as receitas e as despesas nele previstas.
2. São nulos os créditos que possibilitem a existência de dotações para utilização con-
fidencial ou para fundos secretos.
3. Na rubrica de exercícios findos só podem ser inscritas despesas que nos anos an-
teriores tenham sido realizadas em conformidade com os princípios e normas da presente
lei.
4. Os recursos disponibilizados por outras entidades públicas ou privadas, nacionais,
estrangeiras ou internacionais, para suportar actividades realizadas pelo Município só po-
derão ser considerados como fundos extra-orçamentais quando respeitem a actividades
extraordinárias fora do âmbito normal das atribuições municipais, devendo, em todos os
demais casos, ser especificados como receita municipal, mesmo que consignada.
Artigo 26º
(Proibição da consignação)
1. No orçamento municipal não pode afectar-se o produto de quaisquer receitas à co-
bertura de determinadas despesas, salvo tratando-se de:
a) Recursos disponibilizados ao Município no âmbito da cooperação internacio-
nal descentralizada ou da cooperação técnica e financeira com o Estado liga-
dos a actividades ou finalidades determinadas;
b) Recursos provenientes de crédito de médio ou longo prazos;
c) Recursos disponibilizados por outras entidades públicas ou privadas, nacio-
nais, estrangeiras ou internacionais, para suportar actividades ou finalidades
determinadas e que não devam ser considerados como fundos extra-orçamen-
tais;
d) Outras receitas consignadas por lei.
2. As receitas consignadas só poderão ser utilizadas para liquidação e pagamento de
despesas, na medida das disponibilidades existentes e proporcionadas pela cobrança efecti-
va das receitas, confirmada pela sua entrada nos cofres da tesouraria municipal.

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Lei nº 79/VI/2005, de 5 de Setembro

3. As receitas consignadas deverão constar de um mapa informativo, anexo ao orça-


mento, com a indicação das respectivas contrapartidas em despesas, sejam elas de funcio-
namento ou de investimento.
Artigo 27º
(Não compensação)
1. Todas as receitas serão inscritas no orçamento pela importância integral em que
forem avaliadas, sem dedução alguma para encargos de cobrança ou de qualquer outra
natureza.
2. Todas as despesas serão inscritas no orçamento pela importância integral, sem de-
dução de qualquer espécie.
Artigo 28º
(Classificação das receitas e despesas)
1. A classificação das receitas e despesas orçamentais obedece ao Plano Nacional de
Contabilidade Pública.
2. Por decreto-lei, poderão ser feitos ajustamentos à classificação referida no número
anterior, tendo em vista a sua melhor adequação ao normal funcionamento dos Municí-
pios.
Artigo 29º
(Princípio geral)
1. O orçamento municipal é aprovado em prazo que permita respeitar a exigência de
consolidação orçamental requerida pela Constituição e pelo artigo 5º da Lei de Enquadra-
mento do Orçamento de Estado.
2. Para efeitos do disposto no número precedente, até 30 de Junho do ano anterior
ao que o orçamento respeita, o departamento governamental responsável pela área das Fi-
nanças comunicará, por escrito, à ANMCV, a repartição, por cada Município, do montante
global das transferências previstas no artigo 10º, com base nos critérios estabelecidos nos
artigos 11º a 13º da presente lei.
CAPÍTULO IV
Procedimentos para a elaboração e organização
do Orçamento do Município
Secção I
Artigo 30º
(Elaboração da proposta de orçamento)
1. A proposta de orçamento municipal para o ano económico seguinte é elaborada
pelo Presidente da Câmara Municipal e submetida à apreciação da Câmara Municipal até
31 de Julho do ano em curso.

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Lei nº 79/VI/2005, de 5 de Setembro

2. O orçamento pode ser apresentado sob a forma de orçamento programa, englobando


as receitas e as despesas, o qual deverá reflectir as políticas, os objectivos, as metas e as
actividades a serem desenvolvidas de acordo com o plano de actividades.
3. Sem prejuízo do disposto no nº 1 do artigo 22º da presente lei, o orçamento progra-
ma pode ser apresentado sob a forma de orçamento plurianual.
Artigo 31º
(Despesas obrigatórias)
1. As despesas obrigatórias derivadas da satisfação de compromissos assumidos con-
tratualmente pelo Município, impostas por lei ou por consignação de receitas, devem ser
integralmente dotadas e ter primazia face a outras despesas.
2. Consideram-se despesas obrigatórias, nomeadamente, os encargos fixos e perma-
nentes com o pessoal que mantém vínculo contratual com o Município, o subsídio de rein-
tegração dos eleitos locais que deixem de o ser, os encargos decorrentes de contratos de
empreitada ou de fornecimento em curso, o reembolso de empréstimos contraídos, as trans-
ferências correntes e de capital impostas por lei ou assumidas legalmente pelo Município e
as despesas permanentes objecto de contratos, como sejam as rendas de casa, os prémios de
seguros, a segurança e higiene de instalações e outras obrigações resultantes de contratos
de prestação de serviços.
3. Na preparação do orçamento as despesas obrigatórias deverão ser devidamente
identificadas e quantificadas, servindo como o primeiro elemento para a determinação do
equilíbrio orçamental e para o apuramento das necessidades de financiamento.
Artigo 32º
(Despesas com o pessoal)
1. As despesas com o pessoal deverão ter uma relevância especial no processo de ela-
boração do orçamento, nomeadamente através da observância dos seguintes princípios:
a) A elaboração do orçamento de despesas com o pessoal que representem remu-
nerações certas e permanentes e encargos com a segurança social deve ser fei-
ta partindo das listas nominais dos efectivos existentes, indicando a situação
funcional e o tipo de vínculo dos funcionários e agentes do Município;
b) Do orçamento de despesas com o pessoal deverão constar mapas dos efecti-
vos existentes e mapas de previsão de acréscimos de despesas com o pessoal
resultantes de nomeações, recrutamentos, progressões, promoções, reclassifi-
cações, abonos, subsídios e quaisquer outras situações previsíveis que possam
ocorrer durante o exercício económico a que se refere o orçamento, susceptí-
veis de alterar os montantes dos encargos resultantes da previsão inicial efec-
tuada com base no quadro dos efectivos existentes.
2. A dotação orçamental para a cobertura de despesas resultantes das previsões de
acréscimos de despesas com o pessoal nas situações previstas na alínea b) do número ante-

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Lei nº 79/VI/2005, de 5 de Setembro

rior será inscrita no orçamento como encargos provisionais com o pessoal através de uma
rubrica própria.
3. As despesas com o pessoal, incluindo os encargos provisionais com o pessoal, não
podem exceder 50% das receitas correntes previstas no orçamento.
Artigo 33º
(Dotação provisional)
Poderá ser inscrita uma dotação provisional para servir exclusivamente de contrapar-
tida de reforços ou de inscrições de verbas determinadas pela necessidade de acorrer a
despesas inadiáveis insuficientemente dotadas ou não previstas.
Artigo 34º
(Estruturas e organização do orçamento de investimento)
1. O orçamento de investimentos é apresentado sob a forma de programas, sub-progra-
mas e projectos, podendo ser plurianual.
2. O orçamento de investimentos é elaborado de acordo com o plano de actividades
do Município.
3. O orçamento de investimentos deve apresentar fichas de programa, sub-programa e
projectos que deverão conter de forma resumida e clara os seguintes elementos:
a) Descrição sumária, objectivos, metas, principais políticas e medidas e a estru-
tura de gestão de cada programa e o respectivo orçamento;
b) Objectivos, metas, principais políticas e medidas de indicadores de resultados
de cada sub-programa e respectivo orçamento;
c) Projectos enquadrados nos programas e sub-programas contendo todos os
elementos que permitam a sua validação para financiamento e avaliação da
sua execução, nomeadamente a coerência com as políticas, objectivos e me-
tas dos programas e sub-programas em que se integram, os custos directos e
correntes, a programação física financeira das actividades a desenvolver e os
indicadores de resultados.
4. Cada projecto deve indicar, obrigatoriamente, as fontes de financiamento e todas as
informações relevantes para um adequado enquadramento, classificação e execução orça-
mental das despesas correspondentes.
Secção II
Artigo 35º
(Conteúdo da proposta de orçamento)
A proposta do orçamento a submeter à aprovação da Assembleia Municipal deve con-
ter o articulado da respectiva proposta de deliberação, os mapas orçamentais e ser acompa-
nhada de anexos informativos.

104
Lei nº 79/VI/2005, de 5 de Setembro

Artigo 36º
(Conteúdo do articulado da proposta de deliberação)
O articulado da proposta de deliberação deve conter:
a) As condições de aprovação dos mapas orçamentais e as normas necessárias
para orientar a execução orçamental;
b) A indicação das fontes de financiamento que acresçam as receitas efectivas
municipais, nomeadamente no que se refere a financiamentos previstos atra-
vés de acordos de geminação e outros, bem como a indicação do destino a dar
a esses fundos;
c) O montante, as condições gerais e a aplicação prevista de financiamentos a
obter junto de instituições de crédito, nos termos do artigo 8º da presente lei;
d) Todas as outras medidas que se revelem indispensáveis à correcta gestão orça-
mental do Município para o ano económico a que o orçamento se destina.
Artigo 37º
(Estrutura dos mapas orçamentais)
1. Os mapas orçamentais a que se refere o artigo 35º da presente lei são os seguintes:
a) Mapa I - Receitas correntes e de capital do Município, especificadas segundo
uma classificação económica e orgânica;
b) Mapa II - Despesas de funcionamento e de investimento do Município, espe-
cificadas segundo uma classificação económica e orgânica;
c) Mapa III- Despesas de funcionamento e de investimento do Município, espe-
cificadas segundo uma classificação funcional;
d) Mapa IV - Receitas dos serviços autónomos municipais, segundo uma classi-
ficação orgânica e económica;
e) Mapa V - Despesas dos serviços autónomos municipais, especificadas segun-
do uma classificação económica e orgânica;
f) Mapa VI - Despesas dos serviços autónomos municipais, especificadas segun-
do uma classificação funcional;
g) Mapa VII - Orçamento consolidado das receitas correntes e de capital e das
despesas de funcionamento do Município e dos serviços autónomos munici-
pais, segundo uma classificação económica;
h) Mapa VIII - Orçamento consolidado das receitas correntes e de capital e das
despesas de funcionamento do Município e dos serviços autónomos munici-
pais, segundo uma classificação orgânica;
i) Mapa IX - Orçamento consolidado das despesas do Município e dos serviços
autónomos municipais, segundo uma classificação funcional;

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Lei nº 79/VI/2005, de 5 de Setembro

j) Mapa X - Programas de Investimentos Públicos Municipais, estruturado por


programas, sub-programas e projectos;
k) Mapa XI - Resumo das operações fiscais do Município especificando os sal-
dos e a natureza do seu financiamento.
2. A estrutura dos mapas a que se refere o número anterior é a dos correspondentes
mapas do Orçamento de Estado, salvo disposição em contrário.
3. Sem prejuízo da tendencial uniformização com os mapas orçamentais do Orçamento
de Estado, a estrutura dos mapas pode ser alterada por portaria dos membros do Governo
responsáveis pelas áreas das Finanças e dos Municípios, ouvida a ANMCV, tendo em vista
a sua melhor adequação possível ao normal funcionamento dos Municípios e à eficiência
do controlo da execução orçamental.
Artigo 38º
(Anexos informativos)
1. Com a proposta de orçamento, o Presidente da Câmara Municipal apresentará à
Assembleia Municipal os elementos necessários à justificação da política orçamental muni-
cipal para o período da vigência do orçamento apresentado e, designadamente, os seguintes
relatórios e elementos:
a) As prioridades e as metas para a política fiscal e para as políticas de despesas
e da dívida pública municipais;
b) Política de gestão dos recursos humanos, nomeadamente no que se refere à
formação e ao recrutamento de pessoal;
c) Evolução, nos últimos três anos, da situação da dívida pública municipal e a
sua estrutura e composição, indicando a sua variação líquida e as previsões
para o exercício económico a que respeita o Orçamento do Município;
d) Operações de tesouraria e contas bancárias do Município, com o apuramento
dos respectivos saldos;
e) Mapas de evolução da execução das receitas e despesas do Município nos últi-
mos três anos, de acordo com a estruturação prevista no n.º 1 do artigo 36º da
presente lei, e análise comparativa relativamente às previsões para o exercício
económico a que respeita o Orçamento do Município;
f) Receitas consignadas, com a indicação das respectivas contrapartidas em des-
pesas de funcionamento e de investimentos;
g) Mapas dos efectivos, das previsões de acréscimo de despesas com o pessoal e
orçamento de encargos provisionais com o pessoal, previstos na alínea b) do
n.º 1 do artigo 32º da presente lei;
h) Situação financeira de todos os serviços autónomos municipais.

106
Lei nº 79/VI/2005, de 5 de Setembro

2. Além disso, devem também ser remetidos os seguintes relatórios:


a) Formas de financiamento do eventual déficit orçamental efectivo e das amor-
tizações;
b) Justificação das previsões das receitas fiscais com discriminação da situação
dos principais impostos e taxas.
Secção III
Artigo 39º
(Discussão e aprovação)
1. A Câmara Municipal, através do seu Presidente, apresenta à Assembleia Municipal,
até 25 de Agosto de cada ano, a proposta de orçamento municipal para o ano económico
seguinte.
2. A proposta de orçamento municipal é exposta nos Paços do Concelho, para consulta
pública, durante pelo menos dez dias, a contar da sua apresentação nos termos do número
anterior.
3. A Assembleia Municipal aprova o orçamento municipal para o ano económico se-
guinte até 20 de Setembro de cada ano.
4. Para efeitos informativos e de consolidação orçamental do Sector Público Adminis-
trativo, até 1 de Outubro de cada ano, o presidente da Assembleia Municipal deve enviar ao
membro do Governo responsável pela área das Finanças o orçamento municipal aprovado
para o ano económico seguinte ou comunicar-lhe a sua não aprovação, indicando as razões
justificativas.
5. O Presidente da Assembleia Municipal deve adoptar as medidas necessárias para
a publicação do orçamento municipal até 31 de Dezembro do ano anterior àquele a que
corresponde.
Artigo 40º
(Atraso na aprovação do projecto de orçamento)
1. Se, por qualquer razão, o orçamento municipal não for aprovado pela Assembleia
Municipal antes do início do ano económico a que se refere, mantém-se transitoriamente
em vigor o orçamento do ano anterior, incluindo o articulado e os mapas orçamentais, com
as alterações que nele hajam sido formalmente introduzidos ao longo da sua execução, até
aprovação do novo orçamento.
2. A manutenção transitória da vigência do orçamento do ano anterior abrange a auto-
rização para a cobrança de todas as receitas nele previstas, bem como a prorrogação da au-
torização de cobrança das que se destinavam a vigorar apenas até o final do referido ano.
3. Durante o período transitório referido no nº 1, só podem ser autorizadas, proces-
sadas e liquidadas, mensalmente, despesas até ao limite de um duodécimo das despesas
fixadas nos mapas do exercício precedente.

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Lei nº 79/VI/2005, de 5 de Setembro

4. Durante o período transitório referido nos números anteriores são aplicáveis os prin-
cípios sobre alterações orçamentais estabelecidos no artigo 46º.
5. O orçamento municipal referente ao ano económico em curso deve ser obrigatoria-
mente aprovado até 31 de Janeiro desse ano, mesmo que a totalidade dos elementos neces-
sários, designadamente quanto a receitas, não esteja disponível.
6. No caso previsto na segunda parte do número anterior, a regularização e actualiza-
ção de tais elementos serão feitas por via de orçamento rectificativo a aprovar até 31 de
Março do ano em curso.
Artigo 41º
(Publicidade)
A deliberação da Assembleia Municipal que aprova o orçamento, bem como as suas
alterações e os respectivos mapas deverão ser publicados no Boletim Oficial.
CAPÍTULO V
Execução do Orçamento
Secção I
Artigo 42º
(Execução orçamental)
A Câmara Municipal deve tomar as providências necessárias para que o orçamento
municipal possa começar a ser executado no início do ano económico a que se destina, de-
vendo, no exercício do poder de execução orçamental, adoptar as deliberações necessárias
que garantam o princípio da mais racional utilização possível das dotações orçamentais e o
princípio da melhor gestão da tesouraria.
Artigo 43º
(Efeitos do orçamento das receitas)
1. Nenhuma receita pode ser liquidada ou cobrada, mesmo que seja legal, se não tiver
sido objecto de inscrição orçamental.
2. A cobrança pode, todavia, ser efectuada mesmo para além dos valores inicialmente
previstos no orçamento.
3. Os actos administrativos que directamente envolvem perda de receita fiscal devem
ser fundamentados e publicados.
4. As receitas liquidadas e não cobradas até 31 de Dezembro deverão ser contabiliza-
das pelas correspondentes rubricas do orçamento de ano em que a cobrança se efectuar.
Artigo 44º
(Realização de despesas)
1. Nenhuma despesa pode ser assumida, autorizada e paga sem que, para além de ser
legal, se encontre suficientemente discriminada no orçamento, tenha cabimento no corres-

108
Lei nº 79/VI/2005, de 5 de Setembro

pondente crédito orçamental e obedeça ao princípio da utilização por duodécimo, salvas,


nesta última matéria, as excepções previstas na lei.
2. Excluem-se do regime duodecimal as despesas de investimentos.
3. As dotações orçamentais constituem o limite máximo a utilizar na realização das
despesas, tendo em conta as alterações orçamentais que forem efectuadas ao abrigo do
artigo 46º.
4. As despesas a realizar com compensação em receitas legalmente consignadas pode-
rão ser autorizadas até à concorrência das importâncias cobradas.
5. A utilização da rubrica exercícios findos só pode ser feita para registar despesas que
nos anos anteriores tenham sido realizadas com respeito pelos princípios estabelecidos no
presente artigo.
Artigo 45º
(Administração orçamental e contabilidade pública)
1. A aplicação das dotações orçamentais e o funcionamento da administração orça-
mental obedecem às normas de contabilidade pública.
2. A vigência e a execução do orçamento obedecem ao regime do ano económico.
Secção II
Artigo 46º
(Alterações orçamentais)
1. No decurso da sua execução os órgãos municipais podem alterar o orçamento mu-
nicipal através da inscrição ou de transferências de verba, nos termos dos números seguin-
tes.
2. São da competência da Câmara Municipal as seguintes alterações orçamentais:
a) As transferências de dotações inscritas a favor de serviços que, no decorrer do
ano económico, transitem de um departamento para outro;
b) O reforço de verbas, por inscrição ou transferência, que tenham por contrapar-
tida as dotações provisionais previstas nos artigos 32º nº 2 e 33º da presente
lei;
c) A inscrição de dotações orçamentais relativas a donativos, internos ou exter-
nos, não previstos no orçamento;
d) A inscrição ou reforço de dotações orçamentais por contrapartida de emprés-
timos que venham a ser disponibilizados ou utilizados durante o período de
execução orçamental e que à data da aprovação do orçamento não estavam
efectivamente concedidos, desde que não ultrapassem dos limites, condições
e aplicação estabelecidos pela Assembleia Municipal na deliberação de apro-
vação do orçamento;

109
Lei nº 79/VI/2005, de 5 de Setembro

e) A inscrição ou reforço de dotações orçamentais por contrapartida em acrésci-


mos de transferências do Estado que, à data da aprovação do orçamento, não
estavam definitivamente fixadas;
f) As alterações nos orçamentos dos serviços e fundos autónomos municipais
que não envolvam recurso ao crédito para além dos limites, condições e apli-
cação estabelecidos pela Assembleia Municipal na deliberação de aprovação
do orçamento.
3. As alterações referidas no n.º 2 devem ser publicitadas e publicadas nos termos da
lei, no prazo máximo de sessenta dias a contar da sua aprovação.
4. As alterações referidas nas alíneas c), d) e e) do nº 2 são comunicadas à Assembleia
Municipal no prazo de quinze dias, a contar da data da sua aprovação.
5. Quaisquer outras alterações ao orçamento do Município não previstas no nº 2 só
podem ser efectuadas através de orçamento rectificativo proposto pela Câmara Municipal
e aprovado pela Assembleia Municipal.
6. O orçamento rectificativo deve, no que respeita às modificações introduzidas, con-
ter a mesma estrutura de apresentação dos mapas e anexos informativos aprovados com o
orçamento inicial.
CAPÍTULO VI
Fiscalização e responsabilidades orçamental
Secção I
Artigo 47º
(Fiscalização orçamental)
1. A fiscalização administrativa e financeira da execução orçamental compete, além da
própria Câmara Municipal, à Assembleia Municipal e aos órgãos de inspecção e de contro-
lo administrativo do Estado com competências na matéria, estabelecidas por lei, devendo
ser efectuada nos termos de legislação aplicável.
2. A Câmara Municipal deve estabelecer e executar dispositivos permanentes de acom-
panhamento, avaliação e fiscalização orçamental e financeira pelo menos trimestralmente.
3. Para efeitos do disposto no número anterior, poderá a Câmara Municipal recorrer a
serviços externos especializados através de contrato.
4. A Assembleia Municipal poderá deliberar o estabelecimento de dispositivos, pontu-
ais e permanentes de fiscalização, que permitam o exercício adequado da sua competência,
devendo a Câmara Municipal facultar os meios e informações necessários aos objectivos a
atingir, de acordo com o que for definido pela Assembleia Municipal.
5. A Assembleia Municipal e a Câmara Municipal deverão estabelecer dispositivos
pontuais ou permanentes de acompanhamento das actividades dos serviços municipais au-
tónomos.

110
Lei nº 79/VI/2005, de 5 de Setembro

6. A fiscalização jurisdicional da execução orçamental compete ao Tribunal de Contas


e é efectuada nos termos de legislação aplicável.
Artigo 48º
(Tutela inspectiva)
1. A tutela inspectiva do Governo sobre os Municípios, em tudo o que se refere à ges-
tão patrimonial e financeira, tem por objecto a verificação do cumprimento da lei no que se
refere às seguintes matérias:
a) Plano de actividades;
b) Orçamento e sua execução;
c) Contabilidade;
d) Criação, liquidação e cobrança de receitas;
e) Endividamento;
f) Gestão patrimonial;
g) Obrigações fiscais.
2. O Governo exercerá a tutela referida no número anterior através da Inspecção – Ge-
ral das Finanças e em articulação com os serviços competentes do departamento governa-
mental que tutela os Municípios.
3. A inspecção a que se refere o número precedente será realizada ordinariamente uma
vez por ano e extraordinariamente sempre que se justificar.
Secção II
Artigo 49º
(Responsabilidade dos titulares dos órgãos municipais
pela execução orçamental)
Os titulares dos órgãos municipais a quem, por dever do seu cargo, incumba dar cum-
primento às normas de execução orçamental e coincidentemente, dolosamente ou por ne-
gligência grosseira, as violem, designadamente contraindo encargos não permitidos por lei,
autorizando pagamentos sem visto do Tribunal de Contas legalmente exigido, autorizando
ou promovendo operações de tesouraria ou alterações orçamentais proibidas por lei ou
violando reiteradamente o dever de informar relativamente ao orçamento e plano de acti-
vidades, balancetes trimestrais, conta de gerência, relatório de actividades e relatório sobre
o estado da administração municipal, incorrem em ilegalidade grave para efeitos de perda
de mandato e podem ser responsabilizados civilmente pelos prejuízos sofridos pelo muni-
cípio, constituídos na obrigação de repor dinheiros públicos ou condenados por crime de
responsabilidade, nos termos da lei.

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Lei nº 79/VI/2005, de 5 de Setembro

Artigo 50º
(Responsabilidade dos funcionários e agentes municipais
pela execução orçamental)
Os funcionários e agentes municipais são responsáveis financeira, civil, criminal e dis-
ciplinarmente pelas suas acções e omissões de que resulte violação das normas de execução
orçamental nos termos do artigo 239º da Constituição e da legislação aplicável.
Artigo 51º
(Utilizações indevidas das dotações)
1. A utilização indevida das dotações, por parte dos titulares dos órgãos municipais,
quando não possa ser revelada em virtude das circunstâncias especiais em que tenha ocor-
rido, é punida com coima até 100.000$00 (cem mil escudos) graduada segundo a gravidade
da falta, podendo os responsáveis ser obrigados a restituição das importâncias indevida-
mente despendidas.
2. Os titulares referidos no número anterior são apenas responsáveis pela utilização in-
devida das dotações se tiverem excedido os limites das suas funções ou se, no desempenho
destas, tiverem procedido com dolo ou negligência grosseira.
3. A violação do disposto no nº 1 do artigo 44º não poderá ser relevada, salvo em cir-
cunstâncias excepcionais, que deverão ser invocadas pelos responsáveis e constar detalha-
damente do acórdão do Tribunal de Contas.
4. A efectivação das responsabilidades a que se refere o n.º 1 do presente artigo com-
pete ao Tribunal de Contas.
Artigo 52.º
(Reintegração coerciva)
O Ministério Público promoverá, pelas vias judiciais próprias, oficiosamente ou a pe-
dido do Município interessado ou do Tribunal de Contas, as necessárias diligências para fa-
zer entrar no cofre do Município as quantias pelas quais os titulares dos órgãos municipais
e seus funcionários ou agentes tenham sido julgados responsáveis.
Secção III
Artigo 53º
(Resultado da execução orçamental)
1. O resultado da execução orçamental consta de balancetes trimestrais e da conta de
gerência.
2. Se no decorrer do ano financeiro se verificar a substituição total da Câmara Mu-
nicipal, deverão ser organizadas separadamente contas de gerência relativas ao período
decorrido até a sua substituição sem prejuízo anual, e devendo o encerramento das contas
reportar-se nesta hipótese, à data em que se processa a substituição.

112
Lei nº 79/VI/2005, de 5 de Setembro

3. O Presidente da Câmara Municipal deve enviar regularmente à Assembleia Muni-


cipal os balancetes trimestrais relativos à execução orçamental elaborados pelos serviços
competentes.
Artigo 54º
(Âmbito da conta de gerência)
A conta de gerência abrange as contas de todos os serviços municipais que não tenham
natureza, forma e designação de empresa municipal.
Artigo 55º
(Princípios fundamentais)
1. A conta de gerência deve ter uma estrutura idêntica à do orçamento municipal,
sendo elaborado pela Câmara Municipal com clareza, exactidão e simplicidade, de modo a
possibilitar a sua análise económica e financeira.
2. A conta de gerência deve ser apresentada também sob forma consolidada.
Artigo 56º
(Estrutura da conta de gerência)
A conta de gerência compreende:
a) O relatório do Presidente da Câmara Municipal sobre os resultados da execu-
ção orçamental;
b) Os mapas referentes à execução orçamental das receitas e despesas;
c) Os mapas relativos à situação de tesouraria;
d) Os mapas relativos à situação patrimonial;
e) A aplicação do produto de empréstimos;
f) A situação da dívida pública municipal;
g) Os mapas de origem e de aplicação de fundos originais das receitas consigna-
das por lei e o destino dado a eventuais saldos;
h) Os mapas de contabilização dos subsídios e comparticipações recebidos do
Estado para os fins previstos no artigo 15º da presente lei e as respectivas
aplicações de fundos.
Artigo 57º
(Anexos informativos)
A Câmara Municipal deve remeter à Assembleia Municipal, com o relatório e os ma-
pas a que se refere o artigo anterior, todos os elementos necessários à justificação da conta
apresentada.

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Lei nº 79/VI/2005, de 5 de Setembro

Artigo 58º
(Elaboração, apresentação, apreciação e aprovação)
1. A conta de gerência é elaborada pelo competente serviço municipal sob a responsa-
bilidade do Presidente da Câmara, que a submeterá a Câmara Municipal para aprovação até
o dia 1 de Março do ano seguinte a que respeitar.
2. A Câmara Municipal aprovará e apresentará a conta de gerência até final do mês de
Março do ano seguinte àquele a se respeitar.
3. A Assembleia Municipal apreciará a conta de gerência na secção ordinária de
Abril.
4. A conta de gerência será submetida, independentemente da sua apreciação pela As-
sembleia Municipal, a julgamento do Tribunal de Contas até ao final de Junho do ano se-
guinte àquele a que respeitarem.
5. No caso previsto no nº 2 ao artigo 53º, a respectiva conta de gerência será enviada
ao Tribunal de Contas conjuntamente com a conta de gerência anual.
Artigo 59º
(Julgamento das contas)
O Tribunal de Contas julgará a conta de gerência dentro do prazo estipulado na lei e
remetê-la-á, com o seu acórdão, à Assembleia Municipal, bem como uma cópia ao depar-
tamento governamental que tutela os municípios.
CAPÍTULO VII
Operações de tesouraria
Artigo 60º
(Operações de tesouraria)
1. São operações de tesouraria os movimentos excepcionais de fundos efectuados nos
cofres de tesouraria municipal que não se encontrem sujeitos a disciplina do orçamento
municipal, bem como as restantes operações escriturais com eles relacionados.
2. As operações de tesouraria são passivas e activas, correspondendo as activas à en-
trada de fundos nos cofres da tesouraria municipal e as passivas à saída de fundos daquele
cofre.
Artigo 61º
(Finalidades)
As operações de tesouraria têm por finalidades:
a) Antecipar receitas orçamentais cuja cobrança está prevista para o ano econó-
mico;

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Lei nº 79/VI/2005, de 5 de Setembro

b) Colocar junto de instituições, designadamente do sistema bancário ou afins,


eventuais disponibilidade de tesouraria;
c) Assegurar a gestão de fundos a cargo da tesouraria municipal.
Artigo 62º
(Proibição)
É proibido realizar despesas orçamentais por operações de tesouraria.
Artigo 63º
(Regularização orçamental)
1. As operações de tesouraria referidas na alínea a) do artigo 61º deverão ser regulari-
zadas no ano económico em que tiverem lugar, por via orçamental.
2. A regularização, no caso de operações activas, far-se-á por conta das dotações or-
çamentais.
3. Exceptuam-se do disposto no nº 1 do presente artigo:
a) O produto de empréstimo que não tenha sido utilizado para cobertura das ne-
cessidades de financiamento decorrentes da execução orçamental;
b) Outras situações devidamente justificadas que tenham consagração na lei.
4. Os saldos das contas de operações de tesouraria referidos nas alíneas b) e c) do
artigo 61º podem transitar para os anos seguintes, não devendo ser ultrapassados, caso
houver saldos activos, o limite a fixar anualmente na deliberação que aprovar o orçamento
pela Assembleia Municipal.
Artigo 64º
(Competência)
Compete exclusivamente ao Presidente da Câmara Municipal autorizar e ordenar a
realização de operações de tesouraria nos termos do artigo 61º.
Artigo 65º
(Fiscalização)
As operações de tesouraria estão sujeitas à fiscalização do Tribunal de Contas, dos
órgãos de inspecção e de controlo administrativo do Estado.
CAPÍTULO XIII
Relações entre a Administração Central e os Municípios
Artigo 66º
(Transmissão mútua de informações)
1. A transmissão de informações entre a Administração Central e os Municípios e vice-
versa, nas áreas de finanças e conexas, deve fazer-se utilizando a rede informática do Esta-
do, salvo não havendo conexão entre as partes através dessa rede.

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Lei nº 79/VI/2005, de 5 de Setembro

2. Para efeitos do disposto na primeira parte do número anterior, o Governo instalará


em todos os Municípios os equipamentos e software necessários e prestar-lhes-á assistência
técnica adequada à sua manutenção e operacionalização.
Artigo 67º
(Acompanhamento das finanças locais)
Para efeitos de uma adequada definição das políticas globais da natureza económica e
financeira, compete aos departamentos governamentais responsáveis pela tutela dos Mu-
nicípios e pelas Finanças acompanhar a evolução da situação económica e financeira dos
Municípios, em termos a definir por lei.
Artigo 68º
(Informações de natureza estatística,
orçamental e financeira)
1. Para efeitos do disposto no artigo 67º, o Presidente da Câmara Municipal tem o
dever de informar ao membro do Governo responsável pela área das Finanças, bem como
ao membro do Governo que exerce a tutela sobre as Autarquias Locais, sobre o orçamento
e o plano de actividades, balancetes trimestrais, conta de gerência, relatório de actividades
e relatório sobre o estado da administração municipal, nos termos e prazos do Decreto Re-
gulamentar nº 7/98, de 7 de Dezembro.
2. Para o mesmo efeito, deve o Presidente da Câmara Municipal remeter:
a) Ao serviço central das contribuições e impostos, os mapas de contabilização
das receitas fiscais liquidadas e cobradas pelo município em sede de IUP, até
ao dia 10 do mês seguinte ao da liquidação e cobrança, de conformidade com
modelo a indicar pelo referido serviço central;
b) Ao Instituto Nacional de Estatística, a conta de gerência e os respectivos ma-
pas e anexos informativos previstos nos artigos 56º e 57º da presente lei, até
31 de Maio do ano seguinte àquele a que a conta respeita, independentemente
da sua aprovação pela Assembleia Municipal.
Artigo 69º
(Isenções)
1. O Estado e qualquer dos seus serviços e fundos autónomos, ainda que personaliza-
dos, estão isentos do pagamento de todos os impostos, taxas e encargos devidos aos Mu-
nicípios, nos termos da presente lei, com excepção do Imposto Único sobre o Património
incidente em imóveis do domínio privado do Estado não afectos a actividades de interesse
público e das tarifas e preços referidos no artigo 14º.
2. O Município e qualquer dos seus serviços e fundos autónomos, ainda que persona-
lizados, estão isentos de quaisquer impostos, taxas e encargos devidos ao Estado, excepto
quando exerçam actividades de natureza empresarial, designadamente comercial, indus-
trial, agrícola, piscatória ou de prestação de serviços.

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Lei nº 79/VI/2005, de 5 de Setembro

Artigo 70º
(Dívidas dos Municípios)
Quando o Município tenha, para com o Estado, dívida certa e líquida, pode o respec-
tivo montante de capital e de juros moratórios ser deduzido nas transferências financeiras
não consignadas, que o Município tenha de receber do Estado, até ao limite de 15% do
montante global da transferência devida.
CAPÍTULO IX
Regime financeiro dos serviços
Artigo 71º
(Concessão de Autonomia Financeira)
1. Por deliberação da Assembleia Municipal poderá ser atribuída aos serviços munici-
pais autonomia financeira para actos de gestão corrente.
2. Os serviços dotados de autonomia financeira possuem orçamento e contabilidade
privativos, com afectação de receitas próprias às despesas próprias, quer os respectivos
movimentos se façam pelos seus cofres, quer se façam transitando pelos cofres municipais,
competindo aos seus dirigentes autorizar a realização de despesas e o seu pagamento, po-
dendo, nesse âmbito, realizar actos definitivos e executórios.
3. A competência da Câmara Municipal ou a do Presidente da Câmara Municipal inclui
sempre os necessários poderes de direcção, supervisão e inspecção, bem como a prática dos
actos que excedam a gestão corrente.
4. Para efeito deste diploma, actos de gestão corrente são todos aqueles que integra
a actividade que os serviços desenvolvem para a prossecução das suas atribuições, com
excepção dos que envolvam opções fundamentais de enquadramento da actividade dos ser-
viços e designadamente, que se traduzem na aprovação dos planos de actividade e respec-
tivos relatórios de execução ou na autorização para a realização de despesas cujo montante
ou natureza ultrapassem a normal execução dos planos aprovados.
Artigo 72º
(Conservação de autonomia financeira)
1. A autonomia financeira dos serviços municipais só poderá ser conservada se as suas
receitas próprias atingirem um mínimo de dois terços das suas despesas totais.
2. Para efeitos do número anterior, não são considerados como receitas próprias as
resultantes de transferências correntes e de capital do orçamento do município ou do orça-
mento do Estado ou de quaisquer pessoas colectivas públicas.
Artigo 73º
(Cessação de autonomia financeira)
1. A não verificação dos requisitos previstos no nº 1 do artigo anterior durante dois
anos consecutivos determinará a cessação do respectivo regime financeiro e a aplicação do
regime geral da autonomia administrativa.

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Lei nº 79/VI/2005, de 5 de Setembro

2. A constatação da situação prevista no número anterior será feita com base no exer-
cício dos anos anteriores e a cessação do regime de autonomia administrativa e financeira
será efectivada mediante deliberação da Assembleia Municipal, produzindo os seus efeitos
a partir do início do ano económico seguinte ao da publicação.
Artigo 74º
(Controlo de gestão orçamental dos serviços dotados
de autonomia financeira)
1. Sobre os serviços municipais dotados de autonomia financeira, será efectuado um
controlo sistemático sucessivo da gestão orçamental, o qual incluirá a fiscalização da con-
formidade legal e regularidade financeira das despesas efectuadas, abrangendo ainda a aná-
lise da sua eficiência e eficácia.
2. O controlo referido no número anterior será feito com base nos mapas justificativos
e na documentação de despesas remetidos e poderá envolver uma verificação directa da
contabilidade dos próprios serviços.
3. Será ainda assegurado o julgamento das contas pelo Tribunal de Contas.
CAPÍTULO X
Contabilidade Municipal
Artigo 75º
(Contabilidade municipal)
1. A contabilidade municipal baseia-se no Plano Nacional de Contabilidade Pública e
rege-se pelos princípios e regras da contabilidade pública definidos por lei.
2. Tendo em conta a necessidade de assegurar a plena harmonização das regras e pro-
cedimentos contabilísticos, bem como a integração orçamental do Sector Público Adminis-
trativo, as Câmaras Municipais tomam as medidas necessárias para que a adaptação dos
planos de contas municipais e as regras e procedimentos contabilísticos se conformem ao
disposto no número anterior.
3. Para o efeito, o Governo e a Associação Nacional dos Municípios Cabo-Verdianos
criam uma equipa de acompanhamento, com a finalidade de implementar todas as fases
necessárias ao processo de adaptação da contabilidade municipal às exigências do Plano
Nacional de Contabilidade Pública.
4. Cabe ao Governo realizar os investimentos necessários em equipamentos e sistemas
informáticos necessários à integração dos Municípios na rede informática do Estado, bem
como assegurar a formação de pessoal dos municípios nas aplicações informáticas de ges-
tão contabilística e orçamental, por forma a assegurar que a transição para o sistema con-
tabilístico da Administração Pública se faça, nos Municípios, directamente por processos
informáticos.

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Lei nº 79/VI/2005, de 5 de Setembro

5. Por decreto-lei podem ser feitos ajustamentos ao Plano Nacional de Contabilidade


Pública tendo em vista a sua melhor adaptação ao normal funcionamento dos Municípios
e à eficiência do controlo da execução orçamental. Poderá, também, ser estabelecido um
sistema simplificado de contabilidade para os Municípios com movimento de receita anual
inferior ao montante nele fixado.
CAPÍTULO XI
Disposições transitórias e finais
Artigo 76º
Revogações
São revogados a lei nº76/V/98, de 7 de Dezembro, e todas as disposições que contra-
riem a presente lei.
Artigo 77º
Disposições transitórias
As alíneas b), o), p), q), s), t), u), w), v), y) e z) do nº1 do artigo 6º e os artigos 10º, 11º,
12º e 13º produzem os seus efeitos a partir de 1 de Janeiro de 2006.
Artigo 78º
Entrada em vigor
A presente lei entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação.
Aprovada em 27 de Julho de 2005.
O Presidente da Assembleia Nacional, Aristides Raimundo Lima
Promulgada em 18 de Agosto de 2005.
Publique-se.
O Presidente da República, PEDRO VERONA RODRIGUES PIRES
Assinada em 19 de Agosto de 2005.
O Presidente da Assembleia Nacional, Aristides Raimundo Lima.

119
Decreto-Lei nº 22/99, de 26 de Abril

UTILIZAÇÃO NOS MUNICÍPIOS DE MEIOS INFORMÁTICOS


NA CONTABILIDADE PÚBLICA
Decreto-Lei nº 22/99
de 26 de Abril
Convindo definir um quadro que permita o uso de meios informáticos na contabilidade
municipal.
No uso da faculdade conferida pela alínea a), do nº 1, do artigo 216º da Constituição,
o Governo decreta o seguinte:
Artigo 1º
(Utilização de meios informáticos na contabilidade)
1. É permitido aos Municípios, em alternativa aos livros de contabilidade previstos na
Secção I do Capítulo II do Decreto-Lei nº 47/80, de 26 de Junho, utilizar registos informá-
ticos na organização da contabilidade municipal.
2. Os dados informatizados devem constar obrigatoriamente de fichas cujos elementos
serão utilizados no final de cada exercício.
3. Os modelos das fichas a que se refere o número anterior serão estabelecidos por
Portaria do Ministro das Finanças.
Artigo 2º
(Código de acesso)
1. Os municípios que utilizarem meios informáticos na organização da contabilidade
ficam obrigados a definir um código de acesso aos registos.
2. O código, previsto no número anterior, é de utilização restrita, competindo ao Presi-
dente da Câmara Municipal, por despacho, fixar a lista dos utilizadores.
Artigo 3º
(Entrada em vigor)
O presidente diploma entra imediatamente em vigor.
Visto e aprovado em Conselho de Ministros.
Carlos Veiga – Rui Figueiredo Soares.
Promulgado em 9 de Abril de 1999.
Publique-se.
O Presidente da República, ANTÓNIO MANUEL MASCARENHAS GOMES MON-
TEIRO.
Referendado em 13 de Abril de 1999.
O Primeiro Ministro, Carlos Veiga.

120
Decreto-Lei nº 13/95, de 27 de Fevereiro

APROVA O REGULAMENTO FINANCEIRO DAS MISSÕES


DIPLOMÁTICAS E DOS POSTOS CONSULARES.
Decreto-Lei nº 13/95
de 27 de Fevereiro
Convindo estabelecer e clarificar as normas que devem reger a gestão financeira e
patrimonial das missões diplomáticas e dos postos consulares da República de Cabo Verde,
suprindo finalmente, nesse domínio, lacuna grave que tem estado na origem de inúmeras
irregularidades e anomalias;
No uso da faculdade conferida pela alínea a) do artigo 216º da Constituição, o Governo
decreta o seguinte:
Artigo 1º
É aprovado o Regulamento Financeiro da Missões Diplomáticas e dos Postos
Consulares, anexo ao presente diploma, do qual faz parte integrante.
Artigo 2º
Este diploma entra imediatamente em vigor.
Visto e aprovado em Conselho de Ministros.
Carlos veiga – Manuel Chantre – Úlpio Mapoleão Fernandes – Mário Silva.
Promulgado em 22 de Fevereiro de 1995.
Publique-se.
O Presedente da República, ANTÓNIO MANUEL MASCARENHAS GOMES
MONTEIRO.
Referendado em 22 d2 Fevereiro de 1995.
O Primeiro Ministro, Carlos Veiga.

121
Decreto-Lei nº 13/95, de 27 de Fevereiro

REGULAMENTO FINANCEIRO DAS MISSÕES DIPLOMÁTICAS


E POSTOS CONSULARES
CAPÍTULO I
Disposições gerais
Artigo 1º
Âmbito
O presente diploma aplica-se às diplomáticas e aos postos consulares da República de
Cabo Verde, admite designados por representação, à excepção dos consulados honorários.
Artigo 2º
Orçamento próprio
Cada representação terá orçamento próprio, especificado no quadro do orçamento do
Ministério dos Negócios Estrangeiros.
CAPÍTULO II
Aprovação do orçamento
Artigo 3º
Proposta
1. Cada representação deve apresentar à Direcção-Geral de Administração do Ministério
dos Negócios Estrangeiros, até 30 de Junho de cada ano, a respectiva proposta orçamental
para o ano económico seguinte, devidamente especificada por rúbricas, na forma prescrita
nas leis e regulamentos em vigor.
2. Na proposta orçamental, para além das dispesas, deverão estar previstas as receitas
do Orçamento do Estado habitualmente arrecadadas, designadamente, as consulares e,
igualmente, as remessas de fundos para ou da representação que se revelarem indispensáveis
ao equilíbrio orçamental da representação.
3. Transcorrido o prazo referido no número 1, competirá à Direcção-Geral de
Administração do Ministério dos Negócios Estrangeiros apresentar ao Ministro dos
Negócios Estrangeiros as propostas de orçamentos para as representações em falta.
Artigo 4º
Aprovação
1. Nos quinze dias subsequentes à aprovação do Orçamento do Estado, a Direcção-
Geral de Administração do Ministério dos Negócios Estrangeiros, independentemente de
posterior publicação, comunicará a cada representação a versão definitiva do respectivo
orçamento, com as rúbricas devidamente especificadas.
2. O orçamento de cada representção, especificado nos termos do número anterior,
deverá ser publicado em separatas de desenvolvimento do Orçamento do Estado, emitidos
pelo departamento do Governo responsável pela área das Finanças.
3. Enquanto não for recebida a comunicação referida no número 1, as despesas, que
tiveram de ser realizadas, deverão conformar-se ao orçamento de funcionamento do ano
anterior, com eventuais alterações que nele tenham sido introduzidas.

122
Decreto-Lei nº 13/95, de 27 de Fevereiro

CAPÍTULOS III
Execução e alterações do orçamento
Artigo 5º
Remessas de fundos
1. As remessas á representação dos fundos de gestão e para o pagamento do pessoal,
constantes do respectivo orçamento, são efectudas directamente pelo Tesouro, em
fracções trimestrais e mediante requisições de fundos, feitos pelo Ministário dos Negócios
Estrangeiros, através da Direcção-Geral de Administração.
2. As remessas de fundos são efectudas por operação bancária ou, quando isso for
menos viável, por meio de cheque nominativo.
Artigo 6º
Recebimentos
1. Os recibos são passdos em triplicado, devendo o original ser entrgue ao interessado,
o duplicado remetido aos serviços de contabilidade e o triplicado conservado na caderneta
de recibos, cujas folhas deverão ser pré-numeradas, picotadas e trazer a chancela do
responsável administrativo e financeiro.
2. Todo o impresso, cujo uso esteja associado a recebimentos, deve ser tipograficamente
pré-numerado e trazer a menção: “inválido sem o número de recebimento”.
3. Os exemplares destacáveis dos impressos de cobrança, pré-numerados, que forem
inutilizados, serão remetidos aos serviços de contabilidade, em apenso ao primeiro
documento contabilístico que sair do mesmo emitente.
Artigo 7º
Autorização de despesas
1. Nenhuma despesa por conta e ordem da representação poderá ser autorizada, sem
que se encontre discriminada e cabimentada no respectivo orçamento de funcionamento,
devidamente aprovado.
2. Antes da autorização de qualquer despesa, a representação deve proceder, através
dos mecanismos previstos na lei, ao controlo prévio da respectiva cabimentação e das
disponibilidades em tesouraria.
3. A realização de qualquer despesa carece de autorização prévia do chefe da representação,
salvo delegação de competências, nos limites estabelecidos na lei e definidos pelo Ministro dos
Negócios Estrangeiros, e sem prejuízo do disposto no nº 6 do artigo 44º.
Artigo 8º
Pagamentos
1. Toda a despesa deve ser paga por transferência bancária ou cheque nominativo,
salvo disposição legal expressa em contrário.
2. A ordem de transferência bancária ou o cheque nominativo conterá, obrigatoriamente,
duas assinaturas, sendo uma do chefe da representação e outra do responsável por serviços
de contabilidade ou, nas suas ausências e impedimentos, dos respectivos substitutos.

123
Decreto-Lei nº 13/95, de 27 de Fevereiro

3. Da ordem de transferência bancária ou de cheque nominativo conservar-se-à cópia


no processo da despesa.
Artigo 9º
Fim do exercício orçamental
O exercício orçamental termina a 31 de Dezembro, devendo o encerramento das
contas, os pagamentos e recebimentos referentes a cada exercício serem efectudos até 31
de Janeiro do ano seguinte, salvo em casos de pedido de reforço de cuja decisão esteja
dependente da remessa de fundos.
Artigo 10º
Alterações orçamentais
1. As alterações do orçamento da representação, que impliquem aumento da despesa
total do Orçamento do Estado ou transferência de verbas do ou para o Ministério dos
Negócios Estrangeiros, serão aprovadas nos termos das leis de aprovação do Orçamento
do Estado.
2. As alterações, que impliquem aumento ou diminuição global do orçamento de
funcionamento da representação, com transferência de verbas de ou para outra sub-unidade
orgânica do Ministério dos Negócios estrangeiros, mas que não afectem os orçamentos de
outros serviços do Estado, são aprovadas nos termos da legislação que põe em execução o
Orçamento do Estado.
3. As alterações que não se enquadrem nos nºs 1 e 2 e que impliquem aumento de
qualquer das verbas que, na tabela de classificação económica das despesas em vigor, se
encontram sistematizadas sob os códigos de 01.00 a 18.00, são aprovadas por despacho
do Ministro dos Negócios Estrangeiros, com conhecimento do membro do Governo
responsável pela área das Finanças nos termos da lei, quando o valor das alterações no
exercício exceda 5% do volume global do Orçamento de Funcionamento.
4. As alterações de menor importância, e que não se enquadrem nos números anteriores,
poderão ser aprovadas pelo chefe da representação, devendo, no prazo de sete dias, a contar
da data da aprovação, ser remetida, através do Ministério dos Negócios Estrangeiros, cópia
do respectivo despacho à Direcção-Geral do Orçamento, do Ministério das Finanças.
CAPÍTULO IV
Receitas do orçamento do Estado
Artigo 11º
Receitas consulares
1. Pela prática dos actos consulares são devidos os emolumentos fixados por lei.
2. A totalidade dos emolumentos consulares, incluindo o preço dos impressos e a
eventual compensação do pessoal, constituiu receita corrente do Orçamento do Estado, e
deve, como tal, ser prevista no orçamento da representação.
3. As despesas cobertas pelas receitas arrecadadas, a título de compensação do pessoal
e de aquisição de impressos, devem ser enquadradas no orçamento de funcionamento, nos
termos da legislação em vigor.

124
Decreto-Lei nº 13/95, de 27 de Fevereiro

Artigo 12º
Outras receitas do orçamento do Estado
Devem ser previstas no orçamento da representação outras receitas eventuais, que
constituam receitas do Orçamento do estado, tais como:
a) Saldo da gerência anterior;
b) Retenções do imposto do selo sobre quitações, referentes a pagamentos
diversos, efectuados a funcionários do Estado de Cabo Verde;
c) Juros de depósitos;
d) Compensações por serviços de intermediação;
e) Desembolsos de empréstimos obtidos, nos termos deste regulamento;
f) Reposições decorrentes de anulações parciais ou integrais de despesas de
funcionamento;
g) Reposições provenientes do reembolso de impostos e taxas de que a
representação se ache isenta.
Artigo 13º
Utilização das receitas do Orçamento do Estrado
1. As receitas do Orçamento do Estado serão utilizadas na cobertura das despesas
fixadas no orçamento de representação, devidamente aprovado.
2. Para efeitos do disposto no número anterior, as representações devem remeter à
Direcção-Geral de Administração, do Ministério dos Negócios Estrangeiros, nos trinta dias
subsequentes ao fim do trimestre a que diz respeito, o mapa da totalidade das receitas do
Orçamento do Estado, arrecadadas no trimestre findo.
3. O montante da arrecadação, constante no mapa referido no número anterior deve
ser deduzido à primeira remessa que a Direcção-Geral de Administração, do Ministério
dos Negócios Estrangeiros, processar, após à recepção mapa, devendo ficar averbada essa
dedução na respectiva requisição.
4. Após à remessa referida no número anterior, a representação fica autorizada a
transferir do depósito das receitas do Orçamento do Estado para o depósito principal a
quantia deduzida.
5. O disposto no artigo 135º do Decreto-Lei nº 67/89 de 14 de Setembro aplicar-se-á
apenas às receitas do Orçamento do Estado, que não puderem ser absolvidas nos termos
do número 3 deste artigo, ou tiverem utilização diferente, prevista na lei de aprovação do
Orçamento do Estado ou, ainda, autorizada por despacho conjunto dos responsáveis do
governo das áreas dos negócios estrangeiros e das finanças, para ocorrer a solicitações
de carácter socio-económico, provindas das comunidades cabo-verdianas e reconhecidas
como dignas de atendimento pelo Governo.
6. A utilização das receitas do Orçamento do Estado, diferentemente do estipulado
no presente regulamento, é passível de procedimento disciplinar, sem prejuízo de outras
medidas previstas na lei.

125
Decreto-Lei nº 13/95, de 27 de Fevereiro

Artigo 14º
Restituição
Para efeitos de restituição de emolumentos consulares, cobrados indevidamente, o
lesado poderá reclamar, dentro dos três meses subsequentes à cobrança, em carta dirigida
ao chefe da representação, com recurso para o Ministro dos Negócios Estrangeiros.
CAPÍTULO V
Despesas de representação
Artigo 15º
Finalidade
1. A verba de representação destina-se a suportar os gastos decorrentes da actividade
diplomática e visa garantir a observância de relações sócio-profissionais e de cortesia
que, em razão das suas funções, a representação, os diplomatas em serviço na mesma e,
especialmente, o respectivo chefe são obrigados a manter.
2. A verba de representação destina-se, ainda, no quadro das disponibilidades, a
suportar, integral ou parcialmente, eventuais gastos com entidades nacionais, de visita à ou
em trânsito, pela área de jurisdição da representação, em actos de cortesia ou de interesse
nacional.
3. A verba de representação não pode, em caso algum, suportar outros encargos que,
pela sua natureza, não preencham os requisitos e objectivos constantes dos números
anteriores.
Artigo 16º
Especificação
1. São consideradas despesas de representação as incorridas em:
a) Recepções, almoços, juntares e outros actos similares, de convívio social
e cortesia, realizados pela representação, em atenção a entidades do país
de acreditação ou de organizações internacionais e regionais, ao corpo
diplomático, a operadores económicos e culturais ou, ainda, a entidades do
Estado ou de outras instituições cabo-verdianas, que se desloquem ao país ou
área de acreditação da representação;
b) Recepções, almoços, jantares e outros actos similares, de convívio social, para
os quais o chefe da representação ou os diplomatas em serviço na representação
convidem outros diplomatas ou entidades com as quais desenvolvam relações
de trabalho ou de amizade profissional, com interesse para o Estado de Cabo
Verde;
c) Aquisições de publicações, colecções e objectos de arte ou artesanato e outros
destinados a ofertas a entidades ou individualidades dos países de acreditação
ou de estados terceiros, em virtude da praxis diplomática e dentro dos limites
estabelecidos na lei e nos regulamentos;

126
Decreto-Lei nº 13/95, de 27 de Fevereiro

d) Aquisições de bebidas ou quaisquer outros produtos e serviços para as


residências oficiais ou, eventualmente, de outros diplomatas, quando e na
medida em que os mesmos sejam necessários à realização de relações públicas
e da praxe diplomática, referidos neste artigo;
e) Gratificações informais por serviços prestados.
2. Os encargos com aquecimento e electricidade serão contabilizados e tratados, para
todos os efeitos, como gastos com as instalações.
Artigo 17º
Indumentária
São, igualmente, consideradas despesas de representação as incorridas no aluguer
ou na compra de indumentária completa de cerimónia, exigida para determinados actos
oficiais, em que participem o chefe da representação ou outros diplomatas, por motivo de
serviço, ou outras despesas exigidas pelo exercício das suas funções, e dentro dos limites
estabelecidos por despacho conjunto dos membros do governo, responsáveis pelas áreas
dos negócios estrangeiros e das finanças.
Artigo 18º
Cônjuges dos diplomatas
1. Quando as regras protocolares e de cortesia diplomática assim o imponham, os
cônjuges dos diplomatas em serviço na representação, especialmente, o do chefe da
representação, poderão beneficiar, em nome deste e por causa da ligação com o serviço
deste, de indumentária de cerimónia, nos termos referidos no artigo anterior.
2. Serão, igualmente, regulamentados, por despacho conjunto dos membros do
governo responsáveis pelas áreas dos negócios estrangeiros e das finanças, as formas e
os limites em que o tesouro público poderá subsidiar as deslocações do cônjuge do chefe
da representação ou dos outros diplomatas, quando aqueles, excepcionalmente, devam,
efectivamente, acompanhar estes, em missão de serviço fora da cidade ou do país de
localização da representação.
Artigo 19º
Critérios de gestão
Na gestão da verba de representação, o chefe da representação diplomática ou consular
deverá ter em devida conta os princípios da razoabilidade e da estrita necessidade, bem
como as categorias dos diplomatas, a natureza as circunstâncias concretas do trabalho de
cada um deles e as possibilidades da representação e do Estado de Cabo Verde
Artigo 20º
Quantificação
1. Em anexo à proposta orçamental, deve a representação apresentar o desenvolvimento
das despesas, especificando-as e fundamentando-as, nos termos dos artigos anteriores.

127
Decreto-Lei nº 13/95, de 27 de Fevereiro

2. Dos documentos de desenvolvimento do orçamento, aprovado para cada


representação, fará parte um anexo idêntico ao referido no número anterior, o qual não
poderá ser alterado sem autorização prévia dos serviços centrais, nos termos da lei de
execução do Orçamento do Estado.
Artigo 21º
Justificativos
1. Sempre que um acto de representação acarretar despesas parcelares, far-se-à, para
fins de lançamento, o arrolamento dos justificativos.
2. No justificativo ou arrolamento das despesas de representação deve constar o
necessário enquadramento do acto, apontando, nomeadamente, o promotor, as circunstâncias
e eventuais benefíciários, salvaguardando eventuais conveniências de carácter diplomático
ou protocolar.
3. Com relação à despesa referida na alínea f) do artigo 16º o justificativo consistirá
numa declaração adequada prestada por quem efectuou a despesa, sem prejuízo do disposto
na ultima parte do número anterior.
CAPÍTULO VI
Outras despesas com regime especial
Artigo 22º
Recheio da residência oficial
O chefe da representação tem direito a habitar, gratuitamente e por conta do Estado
de Cabo Verde, residência oficial, guarnecida com mobiliário condigno e adaptado
às circunstâncias locais, com base em despacho conjunto dos membros do governo,
responsáveis pelas áreas dos negócios estrangeiros e das finanças.
Artigo 23º
Bens de consumo
É proibida a aquisição, para as residências oficiais, às expensas do Estado, de bens de
consumo, nomeadamente, alimentos, bebidas e produtos de higiene, excepto quando estes
se destinarem a actos de representação, devidamente identificados e individualizados, nos
termos do presente regulamento.
Artigo 24º
Pessoal doméstico
As condições de recrutamento de pessoal doméstico para servir nas residências
oficiais serão definidas por despacho do membro do governo responsável pela área dos
negócios estrangeiros, que terá em consideração, nomeadamente, a especificidade de cada
representação, a legislação e o mercado de trabalho do país de acreditação e a legislação
nacional em vigor nessa matéria.

128
Decreto-Lei nº 13/95, de 27 de Fevereiro

CAPÍTULO VII
Empréstimo
Artigo 25º
Princípios gerais
1. Mediante proposta, devidamente fundamentada, e parecer dos serviços competentes
dos departamentos dos negócios estrangeiros e das finanças, podem as representações
ser autorizadas, por despacho conjunto dos membros do governo responsáveis por esses
dois departamentos, a contrair empréstimos, avalisados ou não, para ocorrerem a certas
necessidades, reconhecidas superiormente como sendo da utilidade pública.
2. Excepcionalmente, e em virtude de atraso considerável na remessa dos fundos
trimestrais, poderão as representações, com dispensa de autorização prévia, contrair
empréstimos a curto prazo, não devendo, contudo, a soma mais os correspondentes juros
ultrapassar o montante das remessas de fundo em atraso.
3. A contracção de empréstimos nas circunstâncias referidas no número anterior
deverá ser, imediatamente, comunicada aos serviços centrais do Ministério dos Negócios
Estrangeiros e por este ao departamento do governo responsável pela área das finanças.
4. Os empréstimos, contraidos nos termos dos números 2 e 3 do presente artigo, deverão
ser pagos, imediatamente, após a recepção dos fundos em atraso.
Artigo 26º
Assistência consular e comunitária
1. Poderão ser concedidas, a título excepcional, pequenos empréstimos a nacionais de
Cabo Verde ou seus familiares, ao abrigo da proteção consular e de acções de solidariedade,
quando a natureza e as características das situações contempladas impliquem a realização
de despesas adicionadas, que não se inscrevam na actividade normal da representação.
2. Os empréstimo de carácter excepcional, concedidos nos termos do número anterior,
deverão ser reembolsados, antes do encerramento das contas anuais, sem prejuízo da
consideração de dificuldades extraordinárias, dignas de contemplação e devidamente
comprovadas.
3. Nos casos de manifesta debilidade económica da pessoa ou do grupo assistido
ou, ainda, de reconhecido interesse em apoiar projectos sócio-económicos de carácter
comunitário, as despesas decorrentes das acções de apoio e de solidariedade poderão ser
consideradas fundos perdidos.
4. Os fundos perdidos nos termos do número anterior poderão ser compensados
mediante transferência para a conta de gestão, do montante equivalente de receitas
consulares, autorizada por despacho conjunto dos membros do governo responsáveis pelas
áreas dos negócios estrangeiros e das finanças, sobre proposta do chefe da representação e
pareceres dos serviços competentes dos dois departamentos.
Artigo 27º
Contabilização
Da proposta orçamental deverão constar as rúbricas e as verbas, que possibilitem a
realização das operações referidas neste capítulo.

129
Decreto-Lei nº 13/95, de 27 de Fevereiro

CAPÍTULO VIII
Operações de tesouraria
Artigo 28º
Conceito
1. Consideram-se operações de tesouraria as transacções financeiras não relacionados
com a execução do orçamento ou com a prática de actos consulares, e nas quais a
representação intervenha como mero intermediário, tais como recebimentos, aquisições e
pagamentos por conta e ordem de entidades ou serviços públicos nacionais.
2. Para efeitos deste diploma, consideram-se, ainda, operações de tesouraria os
recebimentos e pagamentos, efectuados na sequência de instruções pontuais emanadas do
Governo, desde que, concomitantemente, não tenha sido determinada a sua inclusão no
orçamento de funcionamento da representação.
Artigo 29º
Serviços de intermediação
1. Qualquer serviço de intermeditação, solicitado por entidade ou serviço público
nacional e que não se enquadre nas funções próprias da representação ou não se encontre
coberto pelo orçamento de funcionamento, deve ser facturado, com base nas despesas
adicionais inerentes.
2. A representação não deve incorrer em qualquer despesa, no quadro da satisfação dos
serviços referidos no número anterior, sem que, previamente, tenha recebido do serviço
interessado a quantia, que possa cobrir não só os pagamentos a terceiros mas também os
serviços de intermeditação.
3. As receitas provenientes dos serviços referidos nos números anteriores constituem
receitas do Estado, cujas taxas e outras condições serão fixadas por portaria conjunta dos
membros do governo responsáveis pelas áreas dos negócios estrangeiros e das finanças,
ouvidos os serviços competentes dos respectivos departamentos.
CAPÍTULO IX
Responsabilidade pela gestão financeiro-patrimonial
Artigo 30º
Responsabilidades especiais
Sem prejuízo do dever geral de contribuir para a boa e correcta gestão dos serviços, que
impende sobre todos os funcionários e agentes afectos à representação, são especialmente
responsáveis pela gestão financeira e patrimonial da representação, por ordem de
hierarquia:
1º) O chefe da Representação;
2º) O responsável administrativo e financeiro;
3º) O responsável pelos serviços de contabilidade;
4º) O responsável pela tesouraria.

130
Decreto-Lei nº 13/95, de 27 de Fevereiro

Artigo 31º
Do chefe da representação
1. Nos termos do presente regulamento, e sem prejuízo do disposto na legislação em
vigor, o chefe da representação é solidariamente responsável com as outras entidades referidas
no artigo anterior, pela gestão financeiro-patrimonial da representação, competindo-lhe,
nomeadamente:
a) Superintender na boa execução do orçamento de funcionamento;
b) Zelar pela boa gestão dos meios financeiros postos à disposição da
representação.
c) Promover e zelar pela boa conservação do património, móvel e imóvel, posto
à disposição da chancelaria e da residência oficial.
2. Essas responsabilidades não excluem as que sejam específicas de outros servidores
públicos.
Artigo 32º
Do responsável administrativo e financeiro
1. Em cada representação haverá um responsável administrativo e financeiro, que
superintende, directamente, nas questões administrativas, financeiras e patrimoniais, sob a
autoridade e supervisão do chefe da representação e a orientação técnica da Direcção-Geral
de Administração e da Inspecção-Geral do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
2. Compete ao responsável administrativo e financeiro, nomeadamente, dar balanço à
tesouraria, admnistrar os bens inventariáveis do Estado afectos à representação, incluindo
os que se encontrem na residência oficial do chefe de representação e outros sob a respectiva
jurisdição; coordenar os processos de inventariação; e controlar o economato e a utilização
das cadernetas de recibos de cobrança.
3. O responsável administrativo e financeiro é escolhido de entre funcionários
do quadro do Ministério dos Negócios Estrangeiros, com categoria igual ou superior a
oficial principal ou equiparado, e é designado por despacho do Ministro dos Negócios
Estrangeiros, sob proposta fundamentada do chefe de representação, ouvida a Direcção-
Geral de Administração.
Artigo 33º
Do responsável dos serviços da contabilidade
1. O responsável dos serviços de contabilidade será escolhido de entre pessoal do
quadro ou fora do quadro e designado pelo chefe da representação, ouvida a Direcção-
Geral de Administração.
2. Compete-lhe apoiar a gestão financeiro-patrimonial da representação, assegurando,
nomeadamente:
a) A regularidade do processamento, a conferência e a verificação dos justificativos
das despesas e das receitas e de outros documentos de movimentação de
fundos, nomeadamente, os de caixa e bancários;

131
Decreto-Lei nº 13/95, de 27 de Fevereiro

b) A classificação e o registo tempestivo dos documentos nos livros ou fichas


dos serviços de contabilidede;
c) A guarda, o arquivamento e a conservação dos documentos e informações da
contabilidade da representação;
d) Preparar os instrumentos de prestação de contas;
e) Prestar informações escritas quanto à observância do disposto nos números 1
e 2 do artigo 7º;
f) Outras tarefas, que lhe forem cometidas por lei, regulamento e instruções
gerais do Ministro dos Negócios Estrangeiros ou do Director Geral da
Administração, e sejam inerentes ou compatíveis com as suas funções.
Artigo 34º
Do responsável da tesouraria
1. O responsável da tesouraria é designado pelo chefe da representação de entre o
pessoal administrativo afecto à mesma.
2. À tesouraria compete, nomeadamente, a guarda do numerário e valores selados;
a efetivação dos recebimentos e pagamentos devidamente autorizados e processados; a
emissão dos documentos correspondentes, a conservação e o arquivamento das cópias
regulamentares; a elaboração dos registos de caixa e de outras informações relativas à
movimentação e à situação das disponibilidades da representação.
Artigo 35º
Início e cessação de funções
Para efeitos de assunção de responsabilidades na gestão financeiro-patrimonial, o
início e a correlativa cessação de funções dos chefes da representação, dos responsáveis
administrativos e financeiros, dos responsáveis da contabilidade e dos tesoureiros contam-
se a partir da data da entrega recebimento, segundo termo da entrega, elaborado nos termos
dos artigos seguintes.
Artigo 36º
Termo de entrega
1. Sempre que houver mudança de chefe da representação ou de responsável
administrativo e financeiro, por iniciativa destes ou dos serviços centrais, deverá ser
elaborado rigoroso inventário e o competente termo de entrega, no qual se consignará a
entrega dos fundos primários, selos e documentos de contas e o acervo de bens, móveis e
imóveis, existentes na chancelaria e na residência oficial do chefe da representação.
2. O termo de entrega bem como o inventário, que lhe será anexo, serão assinados pelo
responsável cessante e pelo que inicia funções, assinalando-se neles as faltas e anomalias
constatadas, que não tenham qualquer documento a justificà-las.

132
Decreto-Lei nº 13/95, de 27 de Fevereiro

3. Os originais do termo de entrega e do inventário serão conservados no arquivo


da representação, devendo deles ser extraídas cópias, que serão distribuídos do seguinte
modo: uma para o responsável cessante, uma para o novo responsável empossante, uma
para a Inspecção Geral, do Ministério dos Negócios Estrangeiros; e duas que deverão ser
remetidas à Direcção-Geral do Ministério dos Negócios Estrangeiros, que delas enviará
uma aos serviços competentes do departamento do governo responsável pela área das
finanças.
Artigo 37º
Substituição do responsável pelos serviços de contabilidade
Em caso de substituição definitiva do responsável pelos serviços da contabilidade,
do correspondente termo de entrega deverão constar a indicação e a descrição do estado
dos trabalhos, no momento da mudança, incluindo às eventuais anomalias detectadas e
dificuldades técnicas, bem como o levantamento do arquivo contabilístico.
Artigo 38º
Substituição do responsável da tesouraria
Em caso de substituição definitiva do tesoureiro, do termo de entrega constará a conta
de responsabilidade do funcionário que transmite, acompanhado do auto de contagem e
entrega do numerário, dos valores selados e documentos em cofre, extratos ou talões de
depósitos e reconciliações bancárias, com referência ao período compreendido entre o
início de funções pelo funcionário cessante e a data em que a substituição teve lugar.
Artigo 39º
Ausências e impedimentos
1. Em caso de ausência ou impedimento temporário do chefe da representação, do
responsável administrativo e financeiro ou do responsável pela contabilidade, por período
não superior a 45 dias, não é obrigatória a elaboração do termo da entrega.
2. Em caso de ausência ou impedimento temporário do responsável pela tesouraria,
proceder-se-à sempre de acordo com o disposto no artigo 38º.
Artigo 40º
Cessação de responsabilidades
Sem prejuízo do disposto na lei, nomeadamente, quanto à prescrição e à caducidade, a
cessação de responsabilidade pelos actos de gestão administrativa e financeira, praticados
por qualquer dos intervinientes referidos no artigo 30º, ocorre apenas quando o Tribunal
de Contas julgar as contas de gestão ou os termos de entrega e declarar quites os
responsáveis.
CAPÍTULO X
Tesouraria
Artigo 41º
Consideram-se tesouraria o conjunto de meios de pagamento em cofre e em depósito
afectos à representação e sob a directa administração desta.

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Decreto-Lei nº 13/95, de 27 de Fevereiro

Artigo 42º
Cofre
1. A representação terá cofre, no qual não poderá conservar montante superior ao
subsídio de custa de vida atribuído ao chefe da representação.
2. O produto dos recebimentos efectuados em dinheiro, cheques e outros títulos
emitidos a favor da representação devem ser, obrigatória e integralmente, depositados na
respectiva conta bancária.
3. Nas representações em que o movimento assim o justifique, ao funcionário ou
agente, que desempenhar a função de responsável pela tesouraria, é atribuida uma quantia
mensal, a título de abono para falhas, nos termos da lei geral.
4. A quantia a que se refere o número anterior será fixada na moeda do país de acreditação,
por despacho do Ministro dos Negócios Estrangeiros, sob proposta fundamentada do chefe
da representação e parecer de Direcção-Geral de Administração.
5. Do despacho referido no número anterior, dar-se-à o devido conhecimento aos
serviços competentes do departamento do governo responsável pela área das finanças.
Artigo 43º
Contas de Tesouraria
1. O produto dos recebimentos ou levantamentos efectuados pelo responsável da
tesouraria, nos termos regulamentares, será guardado no cofre, devendo, porém, haver,
sempre que necessário, diferentes registos relativos ao dinheiro em cofre, com as seguintes
designações: “receitas do Estado”, “operações de tesouraria” e “fundo permanente”.
2. Cada representação abrirá, uma conta bancária, que se designará depósito principal,
e compreenderá as passagens de fundos e as transferências referidas, respectivamente, no
artigo 5º e no número 4 do artigo 13º, bem como as disponibilidades referentes às operações
de tesouraria.
3. Sempre que necessário, abrir-se-à uma segunda conta bancária, que se designará
“Depósito das receitas do Estado”, e que compreenderá as receitas consulares e outras
receitas do Orçamento do Estado.
4. Mediante proposta fundamentada do chefe da representação, o Director-Geral de
Administração do Ministério dos Negócios Estrangeiros poderá autorizar a abertura de
outras contas bancárias.
5. Na contabilidade haverá, sempre que necessário, três contas-correntes relativas ao
depósitos: a primeira, para disponibilidades do orçamento de funcionamento; a segunda,
para receitas do Orçamento do Estado; e a terceira, para disponibilidades de operações de
tesouraria.

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Decreto-Lei nº 13/95, de 27 de Fevereiro

Artigo 44º
Fundo permanente
1. Em cada representação haverá um fundo permanente, para fazer face a pequenas
despesas, o qual será constituído a partir das disponibilidades da representação e cujo
montante não ultrapassará o valor do subsídio do custo de vida auferido pelo chefe da
representação.
2. O fundo permanente será gerido pelo responsável dos serviços de contabilidade e
será utilizado mediante requisições dos serviços à tesouraria.
3. Não havendo funcionários ou agentes em número suficiente, a gestão do fundo
será feita pelo responsável administrativo e financeiro ou, mesmo, pelo chefe da
representação.
4. A reconstituição do fundo far-se-à, à medida que forem sendo apresentados os
justificativos das despesas efectuadas, devendo a sua total reposição operar-se até 31 de
Dezembro do ano a que dizer respeito.
5. Os justificativos referidos no número anterior são classificados, para efeitos, segundo
a natureza das despesas.
6. Às despesas feitas com o fundo permanente não se aplica o disposto no nº 3 do
artigo 8º.
CAPÍTULO XI
Bens inventariáveis
Artigo 45º
Conceito de bens inventariáveis
Consideram-se bens inventariáveis os considerados como tais pela lei geral.
Artigo 46º
Inventário inicial
1. Com a entrada em funcionamento de uma nova representação deverá, sempre, ser
elaborado, nos termos do presente regulamento, inventário inicial, dentro dos noventa dias
seguintes ao do início efectivo das actividades da nova representação.
2. Na falta de inventário inicial, à data da entrada em vigor do presente regulamento,
considerar-se-à como tal o primeiro a ser elaborado, após a entrada em vigor do presente
diploma, devendo, nesse caso, o arrolamento e a atribuição de valores serem feitos por uma
comissão, composta pelo responsável administrativo e financeiro e por um funcionário,
designado pelo chefe da representação.
Artigo 47º
Aquisição
1. A aquisição de bens destinados à representação, incluindo os destinados à residência
oficial, e que constituam investimento, depende de autorização prévia dos responsáveis do

135
Decreto-Lei nº 13/95, de 27 de Fevereiro

governo pelas áreas dos negócios estrangeiros e das finanças, sob proposta fundamentada
do chefe da representação e pareceres da Direcção-Geral da Administração e dos serviços
competentes do departamento das finanças.
2. A proposta de aquisição dos veículos automóveis, para além dos requisitos referidos
no número anterior, deverá conter, nomeadamente, as fichas técnicas da viatura preferida
com a indicação de mais dois modelos alternativos, preços respectivos e as condições de
pagamento.
3. Todo o projecto de aquisição de imóveis deverá apresentar, sempre que possível,
duas alternativas, e ser submetida ao Ministério dos Negócios Estrangeiros, para estudo e
decisão prévia, contendo, nomeadamente:
a) Razões e objectivos da operação;
b) Descrição sumária e composição do imóvel ou imóveis eleitos, e respectivas
plantas, fotografia e custos de aquisição;
c) Necessidade ou não de obras a introduzir e, em caso afirmativo, indicação de
plano de adaptação ou melhorias, acompanhada da estimativa do respectivo
custo;
d) Modalidades possíveis de pagamento e prazos de validade das propostas de
venda;
e) Possibilidades e condições de obtenção de empréstimos no país de
acreditação;
f) Pareceres distintos de dois peritos independentes, locais, idóneos e isentos
sobre o estado de conservação do imóvel ou imóveis, custos e obras a
introduzir;
g) Indicação de que não existem impossibilidade ou óbices jurídicos à aquisição
do imóvel por parte do Estado de Cabo Verde, directamente, ou através da
representação.
4. A aquisição de bens inventariáveis para recheio de residêndia oficial do chefe da
representação dependente de autorização prévia do Director-Geral de Administração,
do Ministério dos Negócios Estrangeiros, sob proposta fundamentada e orçamento da
representação.
Artigo 48º
Arrendamento e alterações de imóveis
O disposto no número 3 do artigo anterior aplica-se, com as necessárias adaptações,
às situações de arrendamento ou modificações estruturais de imóveis.
Artigo 49º
Arrendamento, aluguer e leasing
Aos contratos de arrendamento e aluguer de longa duração ou de “leasing” de bens de
investimento aplica-se, com as necessárias adaptações, o disposto no artigo 47º.

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Decreto-Lei nº 13/95, de 27 de Fevereiro

Artigo 50º
Condições de utilização para habitação
A construção, a aquisição e as condições de utilização de edifícios afectos à
representação, para habitação de pessoal diplomático, serão fixadas por despacho conjunto
dos membros do governo responsáveis pelas áreas dos negócios estrangeiros, das finanças,
e das obras públicas.
Artigo 51º
Abate de bens inventariáveis
1. O abate de bens inventariáveis por inutilização, troca, venda, cedência ou extravio,
bem como a reafectação a outras representação ou serviços só poderão ter lugar, mediante
prévia autorização dos Ministérios dos Negócios Estrangeiros e das Finanças, sob proposta
fundamentada da representação e pareceres favoráveis dos serviços competentes desses
dois departamentos governamentais.
2. O abate por unitilização ou extravio deve ser efectuado, sempre que possível, por um
número de funcionários ou agentes não inferior a dois, lavrando-se o competente auto, que
será remetido, no prazo de trinta dias, à Direcção-Geral de Administração, do Ministério dos
Negócios Estrangeiros e, através desta, à Direcção-Geral da Fazenda Pública, conservando-
se cópia na representação.
3. A venda deve ser efectuada mediante concurso ou leilão, com publicitação prévia da
operação, pelos meios adequados, sem prejuízo de afixação da respectiva informação no
quadro de avisos da representação.
CAPÍTULO XII
Registo contabilístico
Artigo 52º
Registos de execução do orçamento de funcionamento
1. Para efeitos de acompanhamento e controle da execução do orçamento de
funcionamento, a representação disporá dos seguintes registos:
a) Diário das receitas;
b) Diário das despesas;
c) Razão das receitas;
d) Razão das despesas cativadas;
e) Razão das despesas realizadas;
f) Contas correntes para dinheiro em cofre;
g) Contas correntes para disponibilidades no banco;
h) Contas correntes das dívidas activas e passivas.

137
Decreto-Lei nº 13/95, de 27 de Fevereiro

2. No Diário das receitas são lançadas, cronologicamente, dia a dia , através de partida
simples, documento a documento, todas as receitas do orçamento do Estado, arrecadadas
pela representação bem como as remessas de fundos, referidas no artigo 5º.
3. No Diário das despesas são lançadas, cronologicamente, dia-a-dia, através de partida
simples documento a documento, todas as despesas de funcionamento.
4. No Razão das receitas abrir-se-á folio, por cada rubrica das receitas do orçamento de
funcionamento, incluindo as remessas de fundos, devendo o valor das receitas arrecadadas
ser neles lançado, cronologicamente e documento a documento.
5. No Razão das despesas cativadas abrir-se-á folio, por cada rúbrica de despesas do
orçamento de funcionamento, e neles serão lançadas as respectivas despesas cativadas,
cronologicamente, documento a documento de aprovação , devendo, ainda, ser apurado o
montante disponível em cada rúbrica, após cada lançamento.
6. No Razão das despesas realizadas abrir-se-á folio, por cada rúbrica de despesas
do orçamento de funcionamento e neles serão lançadas as respectivas despesas,
cronologicamente, documento a documento de realização.
7. Na conta-corrente do dinheiro em cofre, com a designação de Fundo Permanente,
serão lançadas, cronologicamente, documento a documento, a débito e a crédito,
respectivamente, a constituição e a reposição desse fundo.
8. Nas outras contas correntes para dinheiro em cofre, com as designações de
“Orçamento de Funcionamento” e de “Receitas do Orçamento do Estado”, serão lançadas,
cronologicamente, documento a documento, a débito e a crédito, respectivamente, os
aumentos e as diminuições que ocorram.
9. Nas contas correntes de disponibilidades no banco, com as designações de
“Orçamento de Funcionamento” e de “Receitas do Orçamento do Estado”, serão lançadas,
cronologicamente, documento a documento, a débito e a crédito, respectivamente, os
aumentos e as diminuições que ocorram.
10. Com relação às contas correntes das dívidas activas e passivas abrir-se-á folio,
por cada devedor, credor, mutuário ou mutante, e neles serão lançadas, cronologicamente,
documento a documento, as respectivas alterações, da seguinte forma:
a) Debitam-se e creditam-se, respectivamente, pelos aumentos e pelas
diminuições, tratando-se de dívidas activas;
b) Creditam-se e debitam-se, respectivamente, pelos aumentos e pelas
diminuições, tratando-se de dívidas passivas.
Artigo 53º
Livros de operações de tesouraria
1. Para efeito de acompanhamento das operações de tesouraria, a representação deverá
dispor dos seguintes livros:
a) Diário de operações de tesouraria;
b) Razão de operações de tesouraria;

138
Decreto-Lei nº 13/95, de 27 de Fevereiro

2. No Diário de operações de tesouraria são lançadas, cronologicamente, dia a dia,


através de partidas dobradas, documento a documento, todas as operações de tesouraria.
3. No razão de operações de tesouraria abrir-se-á folio por cada devedor ou credor
e, ainda para o depósito de operações de tesouraria e para o dinheiro de operações de
tesouraria em cofre, devendo neles serem lançados, cronologicamente, através de partidas,
dobradas, documento a documento, as respectivas alterações, da seguinte forma:
a) Debitam-se, respectivamente, pelos aumentos e pelas diminuições, tratando-
se de devedores;
b) Creditam-se e debitam-se respectivamente, pelos aumentos e pelas
diminuições, tratando-se de credores.
Artigo 54º
Livros de inventário
1. Em cada representação haverá dois livros de inventário, sendo um para a chancelaria
e outro para a residência oficial, nos quais o responsável pela contabilidade registará o
inventário inicial e, por ordem cronológica, todas as alterações que ocorrem nos bens
inventariáveis, com base nos correspondentes documentos de suporte.
2. Cada lançamento relativo a aumento deve ser suficientemente descritivo, de forma
a permitir a correcta identificação do bem ou dos bens, os que serão, sempre que possível,
fisicamente identificados por meio de etiquetas numeradas.
3. No fim de cada ano, proceder-se-á ao enceramento dos livros de inventário.
4. Os livros de inventário devem conter termo de abertura e encerramento, averbado
pelo chefe a representação, nos termos da lei geral.
Artigo 55º
Uniformização dos livros
1. Os modelos de livros e impressos mencionados neste diploma são aprovados
por despacho conjunto dos membros do governo responsável pelas áreas dos Negócios
Estrageiros e das Finanças.
2. Os livros e impressos , referidos no número anterior, são fornecidos às representações
pela Direcção-Geral de Administração, do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
3. Para efeitos de informatização, as representações poderão propor aos serviços
centrais alterações aos modelos e procedimentos previstos por este regulamento, não
devendo, porém, ser aprovada qualquer alteração que resulte em diminuição do nível do
controlo, da clareza e da segurança das oprações e informações.
Artigo 56º
Conservações dos livros
1. Os livros e os justificativos são conservados em arquivo, com segurança adequada,
sob a responsabilidade directa do funcionário ou agente responsável da Contabilidade.

139
Decreto-Lei nº 13/95, de 27 de Fevereiro

2. As cadernetas de cheques, as disponibilidades, os selos, impressos e demais valores


em cofre são conservados pelo responsável da tesouraria.
3. A representação e os serviços centrais do Ministério dos Negócios Estrangeiros
deverão conservar os livros, outros registos de natureza administrativo financeira e
os justificativos, devidamente arquivados, pelo período e nos termos estabelecidos na
legislação em vigor.
CAPÍTULO XIII
Prestação de contas
Artigo 57º
Balancetes trimestrais
1. Nos trinta dias seguintes ao fim do trimestre, cada representação, do Ministério dos
Negócios Estrangeiros o balancete de execução do respectivo orçamento e o das operações
de tesouraria, acompanhados dos extractos das contas bancárias existentes.
2. Os balancetes, referidos no número anterior, devem reflectir os gastos realizados,
os fundos recebidos e a situação de cada rúbrica do orçamento de funcionamento e de cada
conta-corrente.
Artigo 58º
Contas anuais
1. As representações deverão remeter à Direcção-Geral de Administração, do Ministério
dos Negócios Estrangeiros, até 31 de Janeiro e com relação ao ano findo, os seguintes
processos de prestação de contas: conta gerência, contas das operações de tesouraria, e
contas de responsabilidade por bens patrimónias do Estado, organizados separadamente.
2. Fazem parte do processo da conta de gerência: o mapa da conta de gerência; as
fotocópias autênticadas dos justificativos de receitas e despesas e os extractos das respectivas
contas; o balancete com a movimentação e a situação de eventuais dívidas activas e passivas,
discriminadas por mutuário ou mutuante; mapas comparativos de despesas e receitas;
conta de responsabilidade do responsável da tesouraria; auto de contagem do numerário
e documentos em cofre a 31 de Dezembro; extracto dos depósitos existentes cobrindo o
movimento de todo o ano; e a reconciliação bancária relativa aos depósitos.
3. Fazem parte do processo de contas das operações de tesouraria: o mapa de origem
e aplicação de fundos; o balancete com os movimentos e situação das contas correntes;
os duplicados ou fotocópias autenticadas dos justificativos das operações de tesouraria,
relevantes para a Conta Geral do Estado, que não tenham, ainda, sido remetidos aos titulares
das contas correntes, e as respectivas relações.
4. Fazem parte do processo das contas da responsabilidade por bens patrimóniais do
Estado; a conta de responsabilidade por materiais, mobiliário e equipamentos, as relações
dos bens matrimoniais adquiridos, recebidos, abatidos ou alienados, e transferidos,
devidamente justificados; e o inventário anual classificado.

140
Decreto-Lei nº 13/95, de 27 de Fevereiro

2. Toda documentação de suporte, respeitante aos processos decontas remetidos aos


serviços centrais, e cuja remessa não é exigida neste regulamento, ficará à disposições dos
serviços competentes de fiscalização e controlo, devidamente acondicionada nos arquivos
da representação.
Artigo 59º
Instrução dos processos de contas anuais
1. Em anexo ao extracto de cada rúbrica orçamental, constarão as respectivas fotocópias
autenticadas dos justificativo, organizados por ordem numérica, devendo ser anotado, no
canto superior direito, o número de cheque, sempre que o houver.
2. Os originais de cada processo de prestação de contas são obrigatoriamente,
guardados e conservados no arquivo da representação, sendo remetidas à Direcção-Geral
de Administração, do Ministério dos Negócios Estrangeiros duas cópias decalcadas ou
fotocípias autenticadas.
3. Os processos deficientemente instruídos serão devolvidos à representação, sendo-
lhe fixado, pela Direcção-geral de Administração, do Ministério dos Negócios Estrangeiros,
um prazo limite razoável, para a regularização dos mesmos.
CAPÍTULO XIV
Controlo financeiro
Artigo 60º
Fiscalização
1. Os balancetes trimestrais e os processos de prestação de contas, referidos,
respectivamente, nos artigos 58º e 59º serão conferidos e apreciados pelos serviços
competentes do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
2. Após à conferência, os processos de contas, referidos no número anterior, são
encaminhados, pela direcção-Geral da Administração, do Ministério dos Negócios
Estrabgeiros, ao departamento governamental das Finanças, para efeitos de rrequisição de
nova remessa de fundos trimestrais, e outros previstos na lei.
3. Após às diligências referidas no número anterior, o departamento governamental das
Finanças remeterá os processos de contas ao Tribunal de Contas, par os efeitos ordenados
na lei.
Artigo 61º
Inspecção
1. As representações serão, periodicamente, obejecto de inspecção ordinária, a realizar
pela Inspecção-Geral do Ministério dos Negócios Estrangeiros, sem prejuízo de eventuais
inspecções e auditoriais, levadas a cabo por outros serviços estatais competentes.
2. As inspecções ordinárias são efectuadas, segundo o programa anual de actividades,
devidamente aprovado pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros, não devendo, porém, uma
representação ficar ser inspeccionada, por um período superior a dois anos.

141
Decreto-Lei nº 13/95, de 27 de Fevereiro

3. Sem prejuízo do disposto nos números anteriores, e sempre que necessário, serão
realizadas inspecções extraodinárias, determinação pontual do Ministério dos Negócios
Estrangeiros, a partir da próxima iniciativa ou sob proposta fundamentada de Inspecção-
Geral ou de outros serviços ou entidades com legitimidade para o fazer.
4. As representações deverão prestar à Inspecção-Geral, do Ministério dos Negócios
estrangeiros a colaboração necessária ao normal desempenho das suas funções e de cada
missão específica.
5. Pela falta da colaboração referida no número anterior, designadamente, a não
prestação de informações ou a não fornecimento de documentos solicitados ou, ainda, a não
comparência para a prestação de declarações ou informações, de que resultem dificuldades
no exercício das suas funções de inspecção, ficam os faltosos sujeitos à responsabilidade
disciplinar e outras previstas na lei.
Artigo 62º
Relatório de inspecção
1. Cada inspecção será objecto de um relatório no número anterior, dirigido ao
Ministro dos Negócios Estrangeiros, e que conterá designadamente, o âmbito material e
temporal, metodologia, os constrangimentos, as constatações, análises, as conclusões e
recomendações, e um programa de implementação das mesmas.
2. Constando do relatório constatações, conclusões ou recomendações desabonatórias
para qualquer funcionário ou agente, antes de se apresentar ao Ministério a versão definitiva,
deve a Inspecção-Geral remeter a parte que interessa do relatório ao visado, com a indicação
de poder proceder, da forma que achar melhor à sua defesa.
3. As alegações, respostas ou observações dos visados, no número anterior, quando
remetidas no prazo estabelecido pela Inspecção-Geral, serão referidas no corpo do relatório
e anexadas ao mesmo, desde que se mentenham, integral ou parcialmente, no relatório as
referências desabonatórias.
4. O Ministério dos Negócios Estrangeiros, por decisão do Ministro, enviará à
Inspecção-geral de Finanças e ao Tribunal de Contas cópias dos relatórios de inspecções.
5. O mesmo se fará em relação à Procuradoria-Geral da República, sempre que houver
indícios de crime.
CAPÍTULO XV
Disposições finais e transitórias
Artigo 63º
Instruções nas representações
1. O Ministro dos Negócios Estrangeiros, a Direcção-Geral de Administração e
Inspecção-Geral zelarão, em especial, e através de circulares e instruções concretas, pela
correcta aplicação do presente regulamento.

142
Decreto-Lei nº 13/95, de 27 de Fevereiro

2. O Ministro dos Negócios Estrangeiros poderá aprovar proposta de adequação de


certas disposições do presente regulamento à realidade de representações com reduzido
pessoal ou com outras dificuldades específicas, resalvando, sempre, a efectividades dos
princípios e regras fundamentais nele consagrados.
Artigo 64º
Delegação de competências
1. As competências atribuídas ao chefe da representação no presente regulamento
poderão ser delegadas no funcionário de carreira diplomática que lhe suceda na hierárquia
sendo, porém, aquele solidariamente responsável pelos actos praticados por este.
2. A delegação de competência prevista no número anterior não poderá resultar em
descarecterização ou esvaziamento praticadas responsabilidades e funções do chefe da
representação.
Artigo 65º
Recheio existente
1. Ao recheio existente nas residências oficiais, à data da entrada em vigor do presente
regulamento, aplicar-se-á, imediatamente, o disposto nele.
2. As representações remeterão, obrigatoriamente, à Direcção-Geral de Administração,
do Ministério dos Negócios Estrangeiros, até 60 dias após à entrada do presente regulamento,
inentário completo e actualizado dos bens que constituem o recheio das resid~encias
oficiais.
Artigo 66º
Contabilidade e registos transitórios
1. Enquanto não forem fornecidos os modelos de registos e os impressos referidos no
artigo 52º e seguintes, as representações são autorizadas a mater os actuais procedimentos
e registos de contabilidade e tesouraria.
2. Os departamentos do governo responsáveis pelas áreas dos negócios estrangeiros e
das finanças deverão promover a substituição por registos informáticos os livros e outros
registos contabilísticos e patrimoniais, previstos no presente diploma.
Artigo 67º
Revogação
São revogadas toda a legislação e outras normas que contrariem o disposto no presente
regulamento.
Artigo 68º
Entrada em vigor
O presente regulamento entrará em vigor, a partir de 1 de janeiro de 1995.

143
Decreto-Lei nº 19/2002, de 19 de Agosto

REGIME DE UTILIZAÇÃO E PRESTAÇÃO DE CONTAS DAS RECEITAS


PRÓPRIAS ARRECADADAS PELAS ESCOLAS SECUNDÁRIAS
Decreto-Lei nº 19/2002
de 19 de Agosto
A Resolução nº 21/97, de 7 de Abril, que concede autonomia administrativa e financeira
aos estabelecimentos público de ensino secundário circunscritas à cobrança e utilização
das propinas e emolumentos bem como dos demais rendimentos gerados na exploração
do património que lhes está afecto, fez emergir a obrigação da prestação de contas e a
julgamento destas pelo tribunal de contas.
A nível interno, as escolas secundárias públicas deverão apresentar as contas e prestar
todas as informações que forem solicitadas pela Inspecção-Geral da Educação, enquanto
serviço central de auditoria administrativa e financeira, sem prejuízo para o acompanhamento
da gestão financeira pela Direcção de Administração e Finanças do Ministério da Educação
e Desportos.
Sendo a prestação de contas um elemento fulcral para a apreciação da legalidade e
responsabilidade financeira, o presente diploma pretende emitir as normas reguladoras
da utilização das receitas próprias e da apresentação de contas às entidades atrás
mencionadas.
Nestes termos,
No uso da faculdade conferida pela alínea a) do nº 2 do artigo 203º da Constituição, o
Governo decreta o seguinte:
Artigo 1º
(Objecto)
O presente diploma estabelece o regime de utilização e prestação de contas das receitas
próprias arrecadadas pelos estabelecimentos de ensino secundário públicos.
Artigo 2º
(Receitas próprias)
1.Constituem, nomeadamente, receitas próprias da escola secundária pública, as
provenientes de:
a) Cobrança de propinas e emolumentos;
b) Locação de salas;
c) Exploração de bens patrimoniais que lhe estejam afectos;
d) Exploração de cantinas;
e) Cursos ministrados no âmbito de ensino recorrente de adultos;
f) Donativos.
2.As escolas secundárias não devem, em caso algum, cobrar receitas que contrariem o
disposto na lei e no presente diploma.

144
Decreto-Lei nº 19/2002, de 19 de Agosto

Artigo 3º
(Despesas)
As receitas próprias dos estabelecimentos públicos de ensino secundário serão utilizadas
para cobrir as despesas orçamentadas de manutenção, segurança e higiene das instalações e
equipamentos, encargos com o pessoal administrativo e auxiliar de apoio ao funcionamento
da escola, aquisição de materiais didácticos, acção social escolar, reprografia, serviços de
exame, seguro escolar, actividades de promoção da qualidade de ensino e outras previstas
na lei.
Artigo 4º
(Âmbito do controle)
Sem prejuízo do disposto na lei e no presente diploma, estão sujeitas a auditoria da
Inspecção-Geral da Educação e a Julgamento do tribunal de Contas as contas das escolas
secundárias públicas sempre que as sus despesas excedam cem mil escudos.
Artigo 5º
(Plano de Contas)
O sistema contabilístico montado nas escolas secundárias, destinado à prestação de
contas, obedece a um plano de contas de modelo nº 1, anexo ao presente diploma, do qual
faz parte integrante.
Artigo 6º
(Fecho das contas)
É fixada a data de 31 de Dezembro para o fecho das contas para o efeito de sua
apresentação a julgamento do Tribunal de Contas.
Artigo 7º
(Período a que referem as contas)
Salvo disposição legal em contrário, ou substituição total dos responsáveis, o período
de prestação de contas é, em regra o seguinte:
a) Trimestralmente, através de Balancetes, à Direcção de Administração
e Finanças bem como às delegações do departamento governamental
responsável pela Educação;
b) Por anos económicos, ao Tribunal de Contas para julgamento.
Artigo 8º
(Prazos)
1. O prazo de apresentação de contas à Direcção de Administração e Finanças do
departamento governamental responsável pela educação é de quinze dias, contados do
último dia do trimestre a que dizem respeito.
2. Para o Tribunal de Contas, o prazo para apresentação de contas é de seis meses
contados do último dia do período a que dizem respeito.

145
Decreto-Lei nº 19/2002, de 19 de Agosto

Artigo 9º
(Conta bancária)
As receitas próprias dos estabelecimentos de ensino secundário devem ser depositadas
numa conta bancária, a qual deve ser movimentada por assinaturas conjuntas de três
membros do Conselho Directivo.
Artigo 10º
(Aprovação do orçamento)
O orçamento privativo da escola secundária deve, anualmente, ser aprovado em sessão
da Assembleia da Escola, especialmente convocada para o efeito.
Artigo 11º
(Homologação)
O orçamento privativo da Escola é homologado pelo Secretário-geral, precedendo
parecer do respectivo delegado do departamento governamental responsável pela
educação.
Artigo 12º
(Responsabilidade financeira)
1. Os responsáveis pela gestão financeira das escola secundárias públicas respondem
pessoal e solidariamente pela reintegração dos fundos desviados da sua afectação legal ou
cuja utilização tenha sido irregular.
2. Os responsáveis a que se refere o número anterior são igualmente responsáveis pela
violação culposa das regras de gestão racional dos bens e fundos públicos.
3. O disposto nos números anteriores não prejudica o apuramento de responsabilidade
disciplinar e de outras responsabilidades perante os tribunais ou entidades competentes
para o efeito.
Artigo 13º
(Defeituosa prestação de contas)
A não prestação de contas nos termos do presente diploma, implica a responsabilidade
individual ou colegial, conforme couber.
Artigo 14º
(Conta de gerência)
1. A conta de gerência, que inclui contas a débito e a crédito, será elaborada no final de
cada ano económico, de acordo com o modelo nº 2 em anexo ao presente diploma.
2. A conta a débito deverá conter:
a) O saldo da gerência anterior com a mesma discriminação do saldo de
encerramento dessa gerência;
b) As receitas próprias descritas de acordo com o código das receitas e cobranças
efectuadas;
c) Os descontos efectuados na gerência para a entrega ao Estado ou outras entidades;

146
Decreto-Lei nº 19/2002, de 19 de Agosto

3. A conta a crédito deverá conter:


a) As despesas realizadas durante a gerência, descritas de harmonia com o
código das despesas;
b) As importâncias relativas a descontos entregues ao Estado ou outras entidades;
c) O saldo que transita para a gerência seguinte.
4. A conta de gerência deve ser datada e assinada por todos os responsáveis pela
gestão e conter ainda os seguintes elementos:
a) O nome do estabelecimento público de ensino;
b) O ano económico a que a conta respeita bem como as datas de início e termo
de gerência;
c) A data de aprovação da conta.
Artigo 15º
(Documentos que acompanham a conta de gerência)
A conta de gerência será acompanhada dos documentos a seguir mencionados, conforme
os modelos em anexo, sem prejuízo de quaisquer outros documentos ou informações que as
entidades referidas no artigo 2º venham a julgar necessárias:
a) Balancete mensal;
b) Mapa de receitas orçadas;
c) Mapa de despesas orçadas;
d) Estado recapitulativo das receitas;
e) Estado recapitulativo de execução financeira;
f) Mapa comparativo entre a despesa orçada e a despesa paga;
g) Registo de receitas;
h) Diário de caixa;
i) Diário de banco;
j) Reconciliação bancária e extracto de conta bancária;
k) Relação das guias de entrapa de descontos – receitas do Estado;
l) Relação dos bens de capital adquiridos durante a gerência;
m) Relação dos funcionários ou agentes administrativos ou cuja situação se
alterou durante a gerência.
Artigo 16º
(Aprovação)
A conta de gerência deve ser acompanha de uma cópia de acta da sessão em que
tenha sido discutida e aprovada a referida conta.

147
Decreto-Lei nº 19/2002, de 19 de Agosto

Artigo 17º
(Balancete mensal)
1. Até ao décimo dia contado do último dia do mês a que diz respeito, a escola secundária
deve elaborar, para o seu controlo interno, o balancete mensal que deverá conter: o saldo
da gerência anterior;
a) As receitas próprias discriminadas de harmonia com o modelo em anexo;
b) As despesas realizadas, conforme se discrimina no modelo anexo;
c) A reconciliação bancária;
d) O saldo para o mês seguinte.
2. O balancete mensal é submetido ao Director e aprovado pelo Conselho Directivo
da escola secundária.
Artigo 18º
(Diário de banco)
Os estabelecimentos de ensino secundário devem manter um registo sequencial de todas as
operações de depósito e levantamento bancário, o qual será utilizado para reconciliação bancária.
Artigo 19º
(Diário de caixa)
O diário de caixa é um instrumento de registo sequencial dos pagamentos no dia-a-
dia, registando nele, por ordem das datas, em assento separado, cada um dos movimentos
de reconstituição do fundo de caixa e de pagamento de despesas até o montante máximo
estabelecido neste diploma.
Artigo 20º
(Fundo de caixa)
1. Os estabelecimentos de ensino secundário poderão constituir um fundo de caixa, caso
exista um cofre com segurança, no montante de dez mil escudos, destinado à realização de
pequenas despesas, o qual será reconstituído à medida que se apresentarem os documentos
comprovativos dos gastos efectuados que servirão para liquidação definitiva.
2. As despesas pagas por conta do fundo de caixa não devem exceder o montante de
dois mil escudos.
3. A reconstituição do fundo de caixa referido no nº 1 será feita em nome do gestor
de caixa que for indicado pelo Director do estabelecimento de ensino, cabendo àquele a
competência para a realização e pagamento das despesas por conta do mesmo.
4. As despesas efectuadas com as receitas do fundo de caixa devem ser registadas no
diário de caixa, nos termos referidos no artigo anterior.
5. Os montantes referidos nos nºs 1 e 2 poderão ser actualizados por despacho do
membro do Governo responsável pela educação.

148
Decreto-Lei nº 19/2002, de 19 de Agosto

Artigo 21º
(Previsão orçamental das despesas)
As escolas não podem realizar despesas que não estejam previstas no seu orçamento.
Artigo 22º
(Ordenação de despesas)
1. Salvo o disposto nos números seguintes, é da competência do Director da Escola
Secundária a ordenação de despesas, sob propostas fundamentadas do Subdirector
Administrativo e Financeiro.
2. Carece de autorização formal de delegado do departamento responsável pela
educação a realização de despesas que ultrapassem o montante de cento e cinquenta mil
escudos.
3. Nos casos em que o valor das despesas ultrapasse duzentos e cinquenta mil escudos
e até ao limite de quinhentos mil escudos, a autorização é da competência do Director de
Administração e Finanças do departamento do governamental responsável pela educação.
4. As despesas superiores a quinhentos mil escudos são autorizadas pelo Secretário-Geral.
Artigo 23º
(Prazos para autorização das despesas)
1. As requisições de fundos devem dar entrada até ao 15 de Dezembro do ano
económico.
2. As despesas que excepcionalmente não forem pagas até ao dia 31 de Dezembro,
deverão transitar para o económico seguinte.
Artigo 24º
(Modalidades de execução)
1. As requisições emitidas pelo Subdirector Administrativo e Financeiro deverão
ser dirigida à entidade competente para a sua autorização, acompanhadas de originais
de documentos que suportam o processo de aquisição e pagamentos, organizados por
fornecedor ou beneficiário e classificados conforme a natureza da despesa, de acordo com
as rubricas orçamentais enquadradas.
2. Nos casos referidos nos nºs 2 a 4 do artigo 22º, as requisições e ordens de pagamento
devem ser previamente confirmadas pelo Director da escola.
3. Das requisições deverão constar os seguintes elementos:
a) Número e data de ordem;
b) Valor da requisição;
c) Nome do beneficiário e respectivo Número de Identificação Fiscal;
d) Rubrica orçamentada de enquadramento da despesa;
e) Assinatura do requisitante e um funcionário que consta da ficha de abertura
da conta bancária.

149
Decreto-Lei nº 19/2002, de 19 de Agosto

4. O pagamento aos fornecedores de bens e serviços deve ser feito pelo subdirector
administrativo, com base em original de factura remetida pela entidade fornecedora,
devidamente confirmada por aquele quando à recepção das bens e serviços.
5. A não observância do disposto neste artigo implica responsabilidade financeira do
requisitante e do ordenador de despesa perante o fornecer, para, além da responsabilidade
disciplinar que couber.
Artigo 25º
(Justificativos de despesas)
1. Toda a despesa efectuada por conta bancária ou por fundo de caixa deve reunir as
peças a seguir mencionadas, conforme couber:
a) Requisição
b) Ordem/autorização de despesa;
c) Fotocópia de cheque;
d) Documentos de consulta a três fornecedores.
2. Os justificativos de despesas, devidamente codificados e agrupados, devem ser
arquivados em pastas próprias.
Artigo 26º
(contratação de pessoal)
1. A contratação de pessoal administrativo e auxiliar pelas escolas secundárias deve
ser previamente autorizada pelo Secretário-Geral, por proposta do Concelho Directivo e
parece do delegado do departamento governamental responsável pela educação, tendo em
conta o disposto na lei e presente diploma.
2. Os documentos de despesas relativos à contratação de pessoal devem fazer-se
acompanhar do despacho da entidade que a autorizou bem como de respectivo contrato.
Artigo 27º
(Forma de pagamento)
1. Os pagamentos são feito por meio de cheques nominativos, com a excepção de
valores iguais ou inferiores a dois mil escudos, que podem ser pagos, em dinheiro, pelo
fundo de caixa.
2. A ordem de pagamentos deve ter sempre o visto do Director da escola.
Artigo 28º
(Regulamentação)
O presente diploma pode ser regulamentado por portaria do membro do Governo
responsável educação.

150
Decreto-Lei nº 19/2002, de 19 de Agosto

Artigo 29º
(Vigência)
O presente diploma entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação.
Visto e aprovado em Conselho de Ministros.
José Maria Pereira Neves – Carlos Duarte de Burgo – Victor Manuel Barbosa
Borges
Promulgado em 13 de Agosto de 2002.
Publique-se.
O Presidente da República, PEDRO VERONA RODRIGUES PIRES
Referendado em 13 de Agosto de 2002.
O Primeiro-ministro, José Maria Pereira Neves.

151
Decreto-Lei nº 19/2002, de 19 de Agosto

Modelo nº 1
PLANO DE CONTAS DAS ESCOLAS SECUNDÁRIAS

RECEITAS DESPESAS
Códigos Designação das receitas Códigos Designação das despesas

I PROPINAS VII ENCARGOS COM O PESSOAL


1.1 De inscrição e frequência 7.1 Salários
1.2 De exames 7.2 Subsídios
II EMOLUMENTOS 7.3 Salários com prestações de serviços
2.1 Certificado de habilitações literárias VIII MANUTENÇÃO DE INSTALAÇÕES
2.2 Declaração de frequência 8.1 MAQUINARIAS E EQUIPAMENTOS
2.3 Curriculum escolar 8.2 CONSUMO DE SECRETARIA
III RENDIMENTOS PATRIMONIAS IX AQUISIÇÃO DE MATERIAL DIDÁCTICO
3.1 Arrendamento de salas 9.1 SEVIÇOS DE AVALIAÇÃO
3.2 Serviço de reprografia 9.2 ACÇÃO SOCIAL E ESCOLAR
3.3 Parqueamento de viaturas X ACTIVIDADES PEDAGÓGICAS DE
IV SERVIÇOS E RENDIMENTOS NÃO 10.1 PROMOÇÃO DA QUALIDADE
4.1 PATRIMONAIS 10.2 SEGURO ESCOLAR DOS ALUNOS
4.2 Ensino recorrente de adultos XI OUTRAS**
V Acções de formação XII
5.1 DONATIVOS XIII
5.2 OUTRAS XIV
5.3 XV
VI XVI

* As despesas incluídas em “outras” devem estar previstas na lei e especificadas no


orçamento privativo

152
Decreto-Lei nº 19/2002, de 19 de Agosto

Modelo nº 2
CONTA GERÊNCIA
a) _____________________ Concelho d __________________
Gerência _____ de ______ de ________ a _______ de ______de _______
Importância Importância
Cód. Débito Parcial Total Cód. Crédito Parcial Total

Saldo da gerência anterior DESPESAS PRÓPRIAS


De receitas próprias $
De descontos não entregues $
Imposto de selo …………. VII ENCARGOS COM O PESSOAL
IUR ……………………… $ Salários $
$ Subsídios $
Sendo: Em cofre $ 7.1 Salários com prestações de serviços
: Em depósito $ 7.2 $
7.3 MANUTENÇÃO DE $
RECEITAS DE PROPINAS INSTALAÇÕES $
De inscrição de frequência $
I De exames MAQUINARIAS E $
VIII EQUIPAMENTOS $
EMOLUMENTOS $
1.1 Certificados de habilitações $ 8.1 CONSUMO DE SECRETARIA $
1.2 literárias $ 8.2 $
Declarações de frequência $ 7.3 AQUISIÇÃO DE MATERIAL $
II Curriculum escolar DIDÁCTICO $
2.1 IX $
RENDIMENTOS $ SEVIÇOS DE AVALIAÇÃO $
2.2 PATRIMONIAIS $ 9.1 $
2.3 Arrendamento de salas $ 9.2 ACÇÃO SOCIAL E ESCOLAR $
Exploração de cantina $ 9.3 $
Serviço de reprografia ACTIVIDADES $
III Parqueamento de viaturas X PEDAGÓGICAS DE
PROMOÇÃO DA QUALIDADE
3.1 SERVIÇOS E $ $
3.2 RENDIMENTOS NÃO $ 10.1 SEGURO ESCOLAR DOS $
3.3 PATRIMONIAIS $ 10.2 ALUNOS
3.4 Ensino recorrente de adultos $
Acções de formação $ OUTRAS $
XI $
IV DONATIVOS ENTREGA DE DESCONTOS $
4.1 $ $ Imposto de
4.2 $ $ XII Selo……………………….. $
OUTRAS …… IUR ………………………...
V $ $
5.1 DESCONTOS …… XIII SALDO PARA A GERÊNCIA
5.2 EFECTUADAS SEGUINTE $
5.3 $ XIV De receitas próprias
Imposto de selo ……………... $
IUR…………………………... $ ……. XV De descontos não entregues $
$ Imposto de selo
XVI IUR
$
VI Sendo: Em cofre $
: Em depósito $
…….
$
…….
TOTAL $
TOTAL
Elaborado por
__________________
Aprovado
____________________
Homologado.
_____________________

153
Decreto-Lei nº 19/2002, de 19 de Agosto

Modelo nº 3
ESTADO RECAPITULATIVO DE EXECUÇÃO FINANCEIRA
(de­­­­_______de _________de________ a _______de _______ de _______)
Escola Secundária de __________________ concelho de ________________
Mês _____________ Ano de _______
Despesas Despesas Despesas
Cód. Rubricas Dotação Saldo
anteriores actuais acumuladas

I ENCARGOS COM O PESSOAL

1.1 Salários
1.2 Subsídios
1.3 Salários com prestações de serviços

II MANUTENÇÃO DE INSTALAÇÕES
2.1
2.2
2.3
MAQUINARIAS E EQUIPAMENTOS
III
3.1
3.2
3.3

IV CONSUMO DE SECRETARIA
4.1
4.2

V AQUISIÇÃO DE MATERIAL
DIDÁCTICO

VI SEVIÇOS DE AVALIAÇÃO

VII ACÇÃO SOCIAL E ESCOLAR

VIII ACTIVIDADES PEDAGÓGICAS DE


PROMOÇÃO DA QUALIDADE

IX SEGURO ESCOLAR DOS ALUNOS

X OUTRAS

Elaborado por
___________________
Aprovado
____________________

154
Decreto-Lei nº 19/2002, de 19 de Agosto

Modelo nº 4
ESTADO RECAPITULATIVO DAS RECEITAS
(de­­­­_______de _________de________ a _______de _______ de _______)
Escola Secundária de __________________ concelho de ________________
Mês _____________ Ano de _______
Diferença entre a receita
Previsões orçada e cobrada
Receitas Receitas Receitas
Cód. Rubricas (Receita (4 -1)
Anteriores Actuais Acumuladas
orçada)
(2) (3) (4)
(1) (Para mais) (Para menos)

I PROPINAS
1.1 De inscrição e frequência
1.2 De exames

II EMOLUMENTOS
2.1 Certificado de habilitações
literárias
2.2 Declaração de frequência
2.3 Curriculum escolar

III RENDIMENTOS
PATRIMONIAS
3.1 Arrendamento de salas
3.2 Exploração de cantina
3.3 Serviço de reprografia
3.4 Parqueamento de viaturas

IV SERVIÇOS E
RENDIMENTOS NÃO
PATRIMONAIS
4.1 Ensino recorrente de
4.2 adultos
Acções de formação
V
DONATIVOS

VI
OUTRAS

Elaborado por
___________________
Aprovado
____________________

155
Decreto-Lei nº 19/2002, de 19 de Agosto

Modelo nº 5
REGISTO DE RECEITAS
(de­­­­_______de _________de________ a _______de _______ de _______)
Escola Secundária de __________________ concelho de ________________
Mês _____________ Ano de _______
Nº Valor
Ano Mês Dia Descrição do código Valor Observações
Doc. acumulado

Elaborado por
___________________
Aprovado
____________________

Modelo nº 6
DIÁRIO DE CAIXA
Escola Secundária de __________________ concelho de ________________
Mês _____________ Ano de _______

Nº de ordem de Beneficiário
Data Código Entradas Saídas Saldo
despesa (caixa)

Elaborado por
___________________
Visto.
____________________

156
Decreto-Lei nº 19/2002, de 19 de Agosto

Modelo nº 7
DIÁRIO DE BANCO
Escola Secundária de __________________ concelho de ________________
Mês _____________ Ano de _______
Data
Nº Documento/ Beneficiário
Código Depósitos Levantamentos Saldo
Cheque (conta nº …….)
Ano Mês Dia

Elaborado por
___________________
Visto.
____________________

157
Decreto-Lei nº 19/2002, de 19 de Agosto

Modelo nº 8
RECONCILIAÇÃO BANCÁRIA
Escola Secundária de __________________ concelho de ________________
Mês _____________ Ano de _______

1 2 3 4
……………………….
Saldo no diário de banco (registo da escola) $
A

……………………….
Saldo no extracto bancário $
B

……………………….
Diferença (C= A - B) $
C

$
1 Cheques em trânsito $ ……………………….
$

$
2 Erros de lançamento $ ……………………….
$

Justificação da $
D diferença 3 Operações indevidas $ ……………………….
(C) $

$
4 Operações registadas $ ……………………….
$

……………………….
Total (1+2+3+4) $

................................... ……………………….
Saldo reconciliado $
E

Obs.: Este documento deve estar acompanhado do extracto bancário

Elaborado por
___________________
Aprovado
____________________

158
Decreto-Lei nº 19/2002, de 19 de Agosto

Modelo nº 9
Escola Secundária de __________________ concelho de ________________
Mês _____________ Ano de _______
RECEITAS ORÇADAS
Código Designação da receita Montante

I PROPINAS
1.1 De inscrição e frequência $
1.2 De exames $

II EMOLUMENTOS
2.1 Certificado de habilitações literárias $
2.2 Declaração de frequência $
2.3 Curriculum escolar $

III RENDIMENTOS PATRIMONIAS


3.1 Arrendamento de salas $
3.2 Exploração de cantina $
3.3 Serviço de reprografia $
3.4 Parqueamento de viaturas $

IV SERVIÇOS E RENDIMENTOS NÃO PATRIMONAIS


4.1 Ensino recorrente de adultos $
4.2 Acções de formação $

V DONATIVOS $

VI OUTRAS $

Total $

Elaborado por
___________________
Aprovado
____________________
Homologado.
_____________________

159
Decreto-Lei nº 19/2002, de 19 de Agosto

Modelo nº 10
Escola Secundária de __________________ concelho de ________________
Mês _____________ Ano de _______
DESPESAS ORÇADAS
Código Designação da receita Montante

I ENCARGOS COM O PESSOAL


1.1 Salários $
1.2 Subsídios $
1.3 Salários com prestações de serviços $

II MANUTENÇÃO DE INSTALAÇÕES
2.1 $
2.2 $
2.3 $

III MAQUINARIAS E EQUIPAMENTOS


3.1 $
3.2 $
3.3 $
$
IV CONSUMO DE SECRETARIA
4.1 $
4.2 $

V AQUISIÇÃO DE MATERIAL DIDÁCTICO


$
VI SEVIÇOS DE AVALIAÇÃO

VII ACÇÃO SOCIAL E ESCOLAR $

VIII ACTIVIDADES PEDAGÓGICAS DE PROMOÇÃO DA $


QUALIDADE
$
IX SEGURO ESCOLAR DOS ALUNOS
$
X OUTRAS

Total ………………………………………..

Total $

Elaborado por
___________________
Aprovado
____________________
Homologado.
_____________________

160
Decreto-Lei nº 19/2002, de 19 de Agosto

Modelo nº 11
BALANCETE MENSAL
Escola Secundária de __________________ concelho de ________________
Mês _____________ Ano de _______
Importância Importância
Cód. Débito Crédito
Parcial Total Cód. Parcial Total

Saldo da gerência $ DESPESAS PRÓPRIAS


anterior $ VII ENCARGOS COM O
De receitas próprias $ $ 7.1 PESSOAL
De descontos não $ 7.2 Salários $
entregues $ 7.3 Subsídios $
Imposto de selo Salários com prestações de
…………. $ serviços $
IUR $
……………………… $ VIII MANUTENÇÃO DE $ $
Sendo: Em cofre $ 8.1 INSTALAÇÕES $
$ $ 8.2 $
: Em depósito $ 7.3 MAQUINARIAS E $
$ $ $ IX EQUIPAMENTOS $
RECEITAS DE 9.1 $
PROPINAS 9.2 $
De inscrição de $ 9.3 CONSUMO DE SECRETARIA $
frequência X AQUISIÇÃO DE MATERIAL $
I De exames $ 10.1 DIDÁCTICO $
1.1 EMOLUMENTOS $ 10.2 $
1.2 Certificados de $ XI SEVIÇOS DE AVALIAÇÃO $
habilitações literárias …… $ XII ACÇÃO SOCIAL E ESCOLAR
Declarações de …… $ XIII ACTIVIDADES $
frequência $ XIV PEDAGÓGICAS DE
II Curriculum escolar $ $ XV PROMOÇÃO DA $
2.1 RENDIMENTOS XVI QUALIDADE
2.2 PATRIMONIAIS $ SEGURO ESCOLAR DOS
2.3 Arrendamento de ALUNOS $
salas OUTRAS
Exploração de cantina $
III Serviço de reprografia ENTREGA DE DESCONTOS
Parqueamento de Imposto de $
viaturas Selo………………………..
3.1 SERVIÇOS E IUR ………………………... $
3.2 RENDIMENTOS SALDO PARA A GERÊNCIA $
3.3 NÃO SEGUINTE $
3.4 PATRIMONIAIS De receitas próprias $
Ensino recorrente de De descontos não entregues $
adultos Imposto de selo $
Acções de formação IUR $
IV DONATIVOS Sendo: Em cofre $ $
4.1 OUTRAS : Em depósito $
4.2 DESCONTOS …….
V EFECTUADAS $
5.1 Imposto de selo
5.2 ……………...
5.3 IUR……………...
VI ……. …….
TOTAL $ TOTAL $

Elaborado por
___________________
Aprovado
____________________

161
Decreto-Lei nº 19/2002, de 19 de Agosto

Modelo nº 12
Escola Secundária de __________________ concelho de ________________
Mês _____________ Ano de _______
ORDEM DE DESPESA Nº ____________

Objecto:
Beneficiário :
Valor:
Código: Rúbrica:
Peças Justificativas:
Data: _______________
Elaborado por,
___________________
Visto.
_____________________
Aprovado,
____________________

Modelo nº 13
Escola Secundária de __________________ concelho de ________________
Mês _____________ Ano de _______
ORDEM DE RECEITA Nº ____________

Beneficiário : conta beneficária nº _________________


Código: Rúbrica:
Valor (es):
Peças Justificativas:
Data: _______________

Elaborado por,
___________________
Visto.
_____________________
Aprovado,

____________________

O Ministro da Educação e Desportos, Victor Manuel Barbosa Borges.

162
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro

PLANO NACIONAL
DA CONTABILIDADE PÚBLICA
E SISTEMA DE NORMALIZAÇÃO CONTABILÍSTICA

163
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro

164
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro

PLANO NACIONAL
DA CONTABILIDADE PÚBLICA (PNCP).
Decreto-Lei nº 10/2006
de 30 de Janeiro
A adopção do Plano Nacional da Contabilidade Pública (PNCP) vem na esteira de um
conjunto de medidas em curso que visam a reforma do sector financeiro do Estado.
A contabilidade, enquanto um dos instrumentos de boa gestão e protecção da integri-
dade patrimoniais, é indispensável a qualquer organização económica, mormente ao Esta-
do, de forma a assegurar eficácia na prossecução dos objectivos de interesse público.
Como é sabido, o Estado é titular de um vasto património (dinheiros, dívidas a receber
e a pagar, bens não duradouros, prédios rústicos e urbanos, viaturas, equipamentos, etc.)
que está em constante mutação e com uma grande dispersão espacial, de tal sorte que, devi-
do à inexistência de um registo digráfico, cronológico, integral e sistemático, desconhece-
se o valor líquido aproximado desse património. Por outro lado, carece o registo existente
da execução orçamental de aperfeiçoamentos, designadamente da adopção da digrafia.
Presentemente, o sistema de registo contabilístico do Estado é constituído por compo-
nentes atomizados, independentes e desintegrados, baseado na unigrafia ou partidas sim-
ples, sem tradição de consolidação periódica dos patrimónios das entidades componentes
do Sector Público Administrativo – SPA.
O PNCP pretende equacionar os problemas acima referidos, trazendo para o Estado a
ciência contabilística aplicada nas empresas. Busca a sua inspiração no Plano Nacional de
Contabilidade em vigor e nas melhores práticas de diversos países e, além do mais, preser-
va e melhora a prática do acompanhamento pelo Estado da execução orçamental.
Com este diploma é introduzida a obrigatoriedade do inventário físico e da circulação
dos saldos para a generalidade dos residentes com contabilidade organizada. Esta medida
vem aumentar significativamente a fiabilidade dos dados contabilísticos produzidos não só
pelo SPA, mas também pelas empresas. Com isso todos ganham, graças, nomeadamente: a
uma maior segurança e fluidez nas relações financeiras; à redução para metade dos custos
associados à circulação dos saldos.
Assim,
No uso da faculdade conferida pela alínea c) do n.º 2 do artigo 203º da Constituição, o
Governo decreta o seguinte:
Artigo 1º
Aprovação
É aprovado o Plano Nacional da Contabilidade Pública (adiante, PNCP), anexo ao
presente diploma e que dele faz parte integrante.

165
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro

Artigo 2º
Âmbito de aplicação
1. O PNCP é obrigatoriamente aplicável:
a) Ao Estado;
b) Aos municípios, institutos públicos ou equiparados e fundos públicos ou equi-
parados;
c) Às demais instituições criadas pelas entidades especificadas nas alíneas ante-
riores deste número, desde que tenham dinheiro em caixa e ou em depósito no
banco ou Tesouro, e não tenham a natureza, forma e designação de empresa
pública.
2. O PNCP é ainda obrigatoriamente aplicável às pessoas colectivas de direito privado
sem fins lucrativos que disponham de receitas maioritariamente públicas.
3. O membro do Governo responsável pela área das Finanças pode exigir a aplicação
deste PNCP por parte de outras pessoas colectivas de direito privado sem fins lucrativos
quando estas usufruam de benefícios proporcionados por entidades públicas ou pratiquem
operações financeiras de interesse público.
Artigo 3º
Fiabilidade das demonstrações financeiras dos residentes
1. Todos os credores residentes obrigados por lei a aplicar o Plano Nacional de Conta-
bilidade ou o Plano Nacional da Contabilidade Pública devem remeter ao devedor residente
ou a quem este indicar o extracto da conta, cobrindo as variações ocorridas de 1 de Janeiro
a 31 de Dezembro de cada ano.
2. Todos os bancos ou equiparados devem remeter ao depositante residente ou a quem
este indicar o extracto bancário, cobrindo as variações ocorridas de 1 de Janeiro a 31 de
Dezembro de cada ano.
3. As remessas referidas nos números anteriores devem ser feitas até 15 de Fevereiro
do ano subsequente ao ano a que o extracto diga respeito.
4. Todos os residentes obrigados por lei a aplicar o Plano Nacional de Contabilidade
ou o Plano Nacional da Contabilidade Pública devem efectuar anualmente inventário físico
das suas Existências, Imobilizações e Disponibilidades contabilizadas na conta Caixa.
5. Na elaboração do inventário físico das Existências e das Disponibilidades contabi-
lizadas na conta Caixa, devem ser observados os seguintes procedimentos:
a) Para os bens contabilizados nas contas de Existências através do sistema de
inventário intermitente, as quantificações físicas devem ser efectuadas com
referência ao final do exercício;

166
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro

b) Para os bens contabilizados nas contas de Existências através do sistema de


inventário permanente, e bem ainda para as Disponibilidades contabilizadas
na conta Caixa, as contagens, medições e pesagens devem ser efectuadas com
referência ao final do exercício, ou ao longo do exercício, de forma rotativa,
de modo que cada bem ou Caixa seja inventariado, pelo menos, uma vez em
cada exercício.
6. As quantificações físicas respeitantes aos bens contabilizados nas contas de Imobi-
lizações devem ser efectuadas com referência ao final do exercício, ou ao longo do exercí-
cio, de forma rotativa, de modo que cada item seja inventariado, pelo menos, uma vez em
cada exercício.
7. O inventário físico respeitante às Existências e às Imobilizações deve identificar os
bens, em termos da sua natureza, quantidade, custo unitário, estado de conservação, locali-
zação e discrepância entre os dados reais e contabilísticos.
8. O inventário físico deve ser reduzido a escrito e assinado pela comissão e pela eventual
subcomissão intervenientes, os seus itens devem ser designados, ordenados e agrupados de for-
ma a permitir uma rápida comparação entre os dados contabilísticos e reais, devendo outrossim
os intervenientes apresentar análises das possíveis causas das discrepâncias e doutras anomalias
eventualmente constatadas, e propostas para a sua regularização.
9. Todos os residentes obrigados por lei a aplicar o Plano Nacional de Contabilidade
ou o Plano Nacional da Contabilidade Pública devem ter um regulamento interno de inven-
tário, formalmente aprovado pelo seu órgão máximo, que define, nomeadamente:
a) O órgão responsável pelo desencadeamento e supervisão do processo de in-
ventariação;
b) As incompatibilidades para os constituintes das comissões e subcomissões de
inventariação;
c) A composição e a área de actuação de cada comissão ou subcomissão;
d) Os formulários a serem utilizados;
e) Os eventuais instrumentos de quantificação a serem utilizados;
f) A periodicidade ou data do início e o prazo de conclusão de cada parte do
inventário;
g) A obrigatoriedade da colaboração dos seus agentes com a comissão e eventu-
ais subcomissões de inventariação;
h) Os actos preparatórios e cautelares;
i) A obrigatoriedade do órgão executivo máximo analisar e deliberar sobre as
eventuais propostas contidas no inventário;
j) Os prazos para a tomada da deliberação referida na alínea anterior e para sa-
nar as eventuais discrepâncias.

167
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro

10. As Demonstrações Financeiras anuais devem espelhar a situação real do patrimó-


nio, constatada nos termos do presente artigo.
Artigo 4º
Elaboração das demonstrações financeiras
e dever de colaboração
1. O Serviço da Contabilidade Pública é responsável pela contabilidade do Estado
e pelas Demonstrações Financeiras Consolidadas do Sector Público Administrativo e, a
título complementar, deste e da Segurança Social.
2. Os serviços e organismos do Sector Público Administrativo referidos no nº 1 do
artigo 2º e os integrantes do sistema de segurança social obrigatório devem colaborar com
o Serviço da Contabilidade Pública na preparação das Demonstrações Financeiras Conso-
lidadas do Sector Público Administrativo e das Demonstrações Financeiras Consolidadas
do Sector Público Administrativo e Segurança Social.
3. As Demonstrações Financeiras anuais com referência a 31 de Dezembro ou com
referência ao exercício concluído a 31 de Dezembro devem ficar elaboradas nos seguintes
prazos:
a) As Demonstrações Financeiras de cada entidade referida nos números 1 e 2
do Artigo 2º, até 15 de Março subsequente ao ano a que disserem respeito as
Demonstrações;
b) As Demonstrações Financeiras Consolidadas do Sector Público Administrati-
vo especificado no nº 1 do Artigo 2º e as Demonstrações Financeiras Conso-
lidadas do Sector Público Administrativo e Segurança Social, até 30 de Junho
subsequente ao ano a que disserem respeito as Demonstrações.
Artigo 5º
Supervisão contabilística
As entidades obrigadas a aplicar o PNCP devem fazê-lo com recurso a Técnico, depen-
dente ou independente, de nível médio ou superior na área económica, com aproveitamento
em pelo menos três disciplinas de contabilidade.
Artigo 6º
Faseamento e simplificação da aplicação do Plano
A implementação do PNCP pode ser faseada ou simplificada, mediante portaria do
Ministro responsável pela área das Finanças, de modo a conceder mais tempo de adaptação
aos quadros de diferentes sectores, salvo para as autarquias locais que é por decreto-lei.
Artigo 7º
Contra-ordenação financeira
1. A inobservância das regras e procedimentos conta-bilísticos definidos neste diplo-
ma constitui contra-ordenação financeira, punível com coima de zero vírgula vinte e cinco
Vencimento Mínimo da Administração Pública (VMAP) a vinte e cinco VMAP ou de dois

168
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro

vírgula vinte e cinco VMAP a trezentos e trinta e três VMAP, consoante forem cometidas,
respectivamente, por pessoa singular ou pessoa colectiva.
2. A contra-ordenação financeira referida no número anterior é regida, designadamente quan-
to a instauração, instrução e decisão, pelas disposições concernentes à contra-ordenação financeira
vertidas no Estatuto do Pessoal da Inspecção de Finanças aprovado pelo Decreto-Lei n.º
55/2005, de 22 de Agosto.
Artigo 8.º
Normas transitórias
1. O Governo deve promover as condições para a entrada em vigor do PNCP, nomea-
damente, através de diligências no sentido da adopção, pela Lei de Bases do Orçamento do
Estado, das inovações assumidas pelo Plano, bem ainda através de outras orientações que
entender adequadas para o efeito.
2. O Ministro responsável pela área das Finanças aprova, mediante portaria, os mo-
delos das Demonstrações Financeiras Anuais e do respectivo Anexo, no prazo de noventa
dias, a contar da publicação do presente diploma.
3. Enquanto não se proceder à revisão do Plano Nacional de Contabilidade, aprovado
pelo Decreto nº 4/84, de 30 de Janeiro, as entidades obrigadas por lei a implementar o PNC
aplicarão as regras de contabilização do IUR e do IVA definidas no PNCP, com as devidas
adaptações.
4. Para os casos omissos, aplicam-se ao PNCP as normas aplicáveis ao PNC, designa-
damente as relativas a taxas de provisões e de amortizações, e as relativas a reavaliações
de imobilizado.
Artigo 9.º
Revogação
Fica revogada toda a legislação que contrarie as disposições do presente diploma.
Artigo 10.º
Entrada em vigor
O presente diploma entra em vigor a 1 de Janeiro de 2007.
Visto e aprovado em Conselho de Ministros.
José Maria Pereira Neves - João Pinto Serra
Promulgado em 20 de Janeiro de 2006.
Publique-se.
O Presidente da República (Interino), ARISTIDES RAIMUNDO LIMA
Referendado em 20 de Janeiro de 2006.
O Primeiro-Ministro, José Maria Pereira Neves

169
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro

I – Introdução
A. – Antecedentes
O PNCP – Plano Nacional da Contabilidade Pública – constitui um marco funda-
mental na Reforma da Administração Financeira do Estado e na organização das contas
públicas. É um instrumento actual e inovador nunca dantes adoptado em Cabo Verde.
Até recentemente, na Administração Financeira do Estado, o principal e quase único
objectivo da informação prestada pela Contabilidade Pública visava demonstrar que os di-
versos organismos públicos executaram correctamente o Orçamento aprovado pelas auto-
ridades orçamentais. Logo deu-se importância essencialmente à Contabilidade Orçamental
tradicional, assente em lançamentos unigráficos e regendo-se por movimentos sob o regime
puro de caixa, com um período complementar.
Com o desenvolvimento das novas técnicas de gestão e com as actuais necessidades de
acrescentar outros tipos de informação contabilística, de modernizar a gestão dos recursos
públicos e de acompanhar as novas correntes da Contabilidade Pública Moderna sustenta-
das, nomeadamente, pelas recomendações do FMI – Fundo Monetário Internacional – e
pelas recomendações do IFAC – International Federation of Accountants – impunha-se a
Cabo Verde a criação dos instrumentos essenciais à integração dessas novas abordagens
no processo de reforma em curso. As boas práticas e os resultados satisfatórios de diversos
países que já utilizam esses instrumentos – a título de experiências comparadas – serviram
igualmente de quadro de referência.
Com o Decreto-Lei nº 29/2001, de 19 de Novembro, instituiu-se o novo regime relati-
vo à Administração Financeira do Estado – introduziu-se em Cabo Verde uma nova filoso-
fia de Gestão do Sector Público Administrativo – exigindo assim a modernização dos ins-
trumentos que deverão fornecer as informações contabilísticas necessárias, nomeadamente
a informatização da gestão financeira, com a utilização do SIGOF – Sistema Integrado de
Gestão Orçamental e Financeira.
É no Capítulo VII, Artigos 85º e seguintes do Decreto-Lei nº 29/2001, que vai-se
encontrar o suporte legal para a instituição do Plano Nacional da Contabilidade Pública
(PNCP).
B. – Âmbito de Aplicação
A Contabilidade Pública “É única, uniforme e aplicável a todos os organismos, sem
prejuízo de especificidades próprias de cada um” – Decreto-Lei nº 29/2001, Artigo 86º,
alínea a) (Características da contabilidade).
A Contabilidade Pública, para cada entidade e de forma consolidada, organiza-se de
modo a permitir o conhecimento da movimentação e ou situação:
• Das Disponibilidades;
• Das relações com Terceiros, isto é, das dívidas a receber e a pagar;

170
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro

• Das Existências e das Imobilizações;


• Da Situação Líquida e da Dívida Pública;
• Dos elementos patrimoniais concernentes à Previdência Social da Função Pú-
blica de forma segregada, facilitando o acompanhamento da evolução do seu
equilíbrio financeiro e o apuramento da sua situação patrimonial;
• Dos Custos e Perdas, Proveitos e Ganhos;
• Das operações de Execução Orçamental, permitindo, outrossim, o controlo do
processo;
• Dos fenómenos Extrapatrimoniais concernentes a responsabilidades e facili-
dades contingenciais e futuras;
• Dos resultados anuais operacionais, financeiros e extraordinários, permitindo,
outrossim, a sua análise.
A Contabilidade Pública, para cada entidade e de forma consolidada, organiza-se de
modo a permitir, outrossim:
• A organização periódica de balancetes e doutros quadros demonstrativos da
gestão em todas as vertentes – patrimonial, operacional, financeira, orçamen-
tal e extrapatrimonial;
• A organização anual dos balanços gerais consolidados e doutros demonstrati-
vos da gestão que integrem a Conta Geral do Estado;
• A integração das informações económico-financeiras do Sector Público Ad-
ministrativo nas Contas Nacionais.
C. – Destinatários e Requisitos da Informação Contabilística
As informações contabilísticas contidas nas contas anuais, elaboradas segundo o Plano
Nacional da Contabilidade Pública, devem ser acessíveis a uma pluralidade de agentes eco-
nómicos e sociais. O Decreto-Lei nº 29/2001 define que “os instrumentos demonstrativos
de gestão financeira devem ser amplamente divulgados com a devida actualidade, nome-
adamente através de meios electrónicos de acesso público” – Artigo 89º (Publicitação das
informações). Podem-se sintetizar esses grupos em, nomeadamente:
- Órgãos de representação política, tais como a Assembleia Nacional e as As-
sembleias Municipais;
- Órgãos de gestão das diferentes instituições públicas, tanto a nível político-
administrativo (tais como o Primeiro-Ministro e demais membros do Gover-
no, os Presidentes das Câmaras e Vereadores), como a nível puramente de
gestão;

171
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro

- Órgãos de controlo nas suas múltiplas acepções (financeira, de legalidade,


eficiência, eficácia, etc.), quer de controlo interno (tais como a Inspecção-
Geral de Finanças e outros), quer de controlo externo (tais como o Tribunal de
Contas e auditores externos);
- Entidades privadas, tais como associações da sociedade civil e cidadãos inte-
ressados na gestão da coisa pública.
A necessidade de informação de cada um desses grupos é diversa, tanto na quantidade
de informação como na sua apresentação. Assim, para que haja uma melhor consistência da
informação, é necessário que as demonstrações contabilísticas obedeçam a determinados
requisitos essenciais, designadamente os seguintes:
- Identificabilidade – As contas anuais referem-se a sujeitos perfeitamente defi-
nidos, com actividades e intervalos temporais perfeitamente identificados. As
contas anuais devem mostrar expressamente os dados de identificação pessoal
e temporal da informação nelas contida.
- Oportunidade – Para que as decisões sejam tomadas atempadamente, a infor-
mação contabilística deve ser disponibilizada aos seus destinatários em tempo
útil.
- Compreensibilidade – A informação contabilística deve ser compreensível e
apresentada em termos claros, para que se possa assegurar a adequada utiliza-
ção da mesma por parte dos diferentes destinatários.
- Relevância – A informação deve possuir uma utilidade notória, potencial ou
real, para os fins prosseguidos pelos diferentes destinatários das contas anuais.
Igualmente há-de ser completa, para que se possa alcançar um conhecimento
necessário e suficiente dos factos que se querem relevar, pelo que se devem
adicionar todos os dados pertinentes e informações complementares indispen-
sáveis ao processo de tomada de decisões. Deve-se orientar pelos conceitos de
verdade, justiça e equidade.
- Materialidade – A relevância da informação é afectada pela sua natureza e
materialidade. A informação é material se a sua omissão ou inexactidão for
susceptível de influenciar as decisões económicas dos utentes, tomadas na
base das demonstrações financeiras.
- Razoabilidade – A informação contabilística não pode alcançar, em todos os
casos, uma exactidão absoluta sobre os factos ocorridos durante a actividade e
que se quer dar a conhecer, pelo que deve-se prosseguir uma aproximação ra-
zoável dos mesmos. Portanto, as contas anuais devem espelhar de forma razo-
ável os factos que representam. A razoabilidade das contas alcança-se através
da aplicação correcta dos Princípios Contabilísticos.

172
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro

- Economicidade – A informação contabilística é útil para o processo de tomada


de decisões, mas ao mesmo tempo a sua obtenção ocasiona custos. Deve-se
ter em consideração o critério custo-benefício, no momento de se ajuizar
sobre o nível de agregação ou desenvolvimento de certos dados que possam
proporcionar o conhecimento mais detalhado dos factos por parte dos desti-
natários da informação que é disponibilizada.
- Neutralidade – A informação contida nas contas anuais deve ser elaborada
com a intenção de ser absolutamente neutral e imparcial, isto é, não deve ser
enviesada ou distorcida de forma a beneficiar certos destinatários em detri-
mento de outros.
- Objectividade – A informação contabilística deve ser elaborada utilizando
mecanismos de processamento o mais objectivos possíveis, que impeçam a
introdução de critérios subjectivos por parte dos responsáveis pelo processo. A
informação contabilística possui um grau de objectividade suficiente quando
vários processadores de um mesmo facto contabilístico, dentro de um mesmo
sistema de informação e aplicando as mesmas regras, chegam a resultados
idênticos. A fiabilidade e a consistência do sistema automatizado de proces-
samento contabilístico de dados diminuem as influências subjectivas dos pro-
cessadores.
- Verificabilidade – As informações contidas nas contas anuais devem ser sus-
ceptíveis de controlo e revisão, tanto interno como externo. A verificabilidade
interna depende essencialmente das normas de controlo interno que regulam
as diferentes operações da entidade pública e o próprio sistema de processa-
mento da informação contabilística. A verificabilidade externa representa a
propriedade que a informação possui de poder ser submetida à comprovação,
através de provas pertinentes fora do sistema de processamento.
D. – Estrutura do Plano Nacional da Contabilidade Pública
O presente Plano se encontra estruturado da seguinte forma:
I. Introdução;
II. Considerações Técnicas;
III. Princípios Contabilísticos;
IV. Critérios de Valorimetria;
V. Quadro de Contas;
VI. Código de Contas;
VII. Notas Explicativas;
VIII. Contas Anuais e respectivo Anexo, a serem publicados por portaria.

173
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro

A primeira parte do PNCP faz a introdução ao mesmo, abordando alguns aspectos de


interesse que servirão de orientação e facilitação aos utilizadores do PNCP.
A segunda parte do PNCP trabalha as considerações técnicas que são importantíssimas
para a compreensão dos conceitos fundamentais que enformam o plano, bem como da rela-
ção entre as suas classes de contas. As considerações técnicas não se esgotam nessa parte,
pelo que às operações e aos conceitos que não estejam aí tratados, aplicam-se os entendi-
mentos normalmente referidos na ciência contabilística.
A terceira parte do PNCP reconhece um conjunto de princípios enunciados neste do-
cumento como sendo “Princípios Contabilísticos”, cuja aplicação conduz a que as contas
anuais expressem (com relação a uma dada entidade) uma imagem verdadeira e apropriada
da situação patrimonial e da sua evolução e bem ainda da execução orçamental.
A quarta parte trabalha os critérios de valorimetria que constituem as regras a serem
aplicadas na atribuição de valores aos fenómenos contabilísticos, assim como a diversos
elementos patrimoniais.
A oitava parte trabalha as Contas Anuais, incluindo dois tópicos essenciais – os mo-
delos a serem utilizados na apresentação das contas anuais e o respectivo anexo. As contas
anuais são o resultado do trabalho contabilístico desenvolvido durante um exercício econó-
mico e constituem um instrumento transmissor da informação contabilística “ex-post”, aos
diferentes utilizadores da mesma. As contas anuais compreendem:
• O Balanço;
• A Demonstração dos Resultados;
• O Mapa de Origens e Aplicações dos Fundos;
• A Conta da Gerência;
• Os demais Mapas de Execução Orçamental;
• O Anexo às Demonstrações Financeiras;
• O Relatório Técnico.
As restantes partes representam a essência do PNCP – contêm o Quadro de Contas, o
Código de Contas e as Notas Explicativas, respectivamente. O Quadro de Contas abrange
10 Classes de contas. As Classes de 1 a 5 reúnem as contas designadas contas de Balanço,
que apresentam os componentes do património da Entidade; as Classes 6 e 7 são usadas
para apresentar os Custos e Perdas e os Proveitos e Ganhos, respectivamente, que concor-
rem para o apuramento do resultado; a Classe 8 fica reservada à Contabilidade Orçamental;
a Classe 9 é destinada à Contabilidade Analítica na Entidade e a Classe 0 à Contabilidade
Extrapatrimonial.
E. – Conteúdo das Classes
Nesta parte pretende-se apresentar uma abordagem sumária das características de cada
Classe – grupo de contas – do PNCP.

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Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro

Classe 1: Disponibilidades
Regista essencialmente os meios monetários e outros activos com alto grau de liqui-
dez, facilmente transformáveis em meios monetários sem grandes prejuízos para a enti-
dade, designadamente dinheiros e cheques na posse da entidade, depósitos nos bancos e
estabelecimentos financeiros similares e bem ainda as aplicações de tesouraria.
Classe 2: Terceiros
Regista essencialmente as dívidas activas e passivas derivadas de operações com ter-
ceiros, especificadas atendendo simultaneamente à sua origem e às diferentes entidades
envolvidas, com exclusão da Dívida Pública.
Classe 3: Existências
Nesta Classe registam-se essencialmente os bens circulantes armazenáveis, devendo-
se aplicar um dos 3 subsistemas de inventário permanente descritos pelo PNCP. A título
excepcional, o Serviço da Contabilidade Pública poderá autorizar a uma determinada enti-
dade a adopção do sistema de inventário intermitente ou periódico, desde que paralelamen-
te tenha um sistema fiável de controlo físico e administrativo das existências e estas não
sejam materialmente relevantes.
Classe 4: Imobilizações
Registam-se nesta Classe essencialmente os bens e direitos detidos com continuidade
ou permanência, isto é, bens que não se destinam a ser vendidos ou consumidos no decurso
normal das operações da entidade (quer estejam na posse desta, quer estejam na posse de
outras entidades) e bem ainda aplicações duradouras, normalmente tituladas, detidas com o
objectivo de estabelecer relações com outras entidades ou de assegurar renda.
Classe 5: Situação Líquida e Dívida Pública
Regista essencialmente as origens próprias dos recursos da entidade e os empréstimos
obtidos.
Classe 6: Custos e Perdas
Nesta Classe registam-se todos os empobrecimentos brutos e ou líquidos, ordinários e
ou extraordinários, associados ao funcionamento da entidade, reconhecidos quando incor-
ridos, independentemente dos pertinentes pagamentos.
Classe 7: Proveitos e Ganhos
Registam-se nesta Classe todos os enriquecimentos brutos e ou líquidos, ordinários e
ou extraordinários, associados ao funcionamento da entidade, reconhecidos quando ocorri-
dos, independentemente dos pertinentes recebimentos.
Classe 8: Contabilidade Orçamental
Nesta Classe registam-se essencialmente os movimentos associados ao processo de
execução orçamental.

175
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro

Classe 9: Contabilidade Analítica


Esta Classe é livre. Pode ser utilizada para a contabilidade por funções, actividades ou
processos da entidade. Se for utilizada como Classe 9 – Custos de Produção, com contabi-
lização integrada na Contabilidade Patrimonial, deixa de ser livre a sua movimentação.
Classe 0: Contabilidade Extrapatrimonial
Registam-se nesta Classe as responsabilidades e facilidades contingenciais ou futu-
ras.
F. – Conclusão
O PNCP deve acompanhar a evolução da legislação em vigor, da normalização conta-
bilística internacional para o sector público, da investigação científica e das inovações tec-
nológicas. O PNCP é assim flexível, sendo a sua actualização da competência do Governo,
com o apoio técnico da Comissão Nacional da Normalização Contabilística.
II – CONSIDERAÇÕES TÉCNICAS
A maior parte das considerações técnicas encontra-se espalhada pelos diversos capí-
tulos do Plano de Contas. Contudo, algumas considerações técnicas vão ser aqui tecidas,
designadamente as relativas aos principais mapas.
A. – Balanço
O modelo adoptado neste Plano tem como grande finalidade contribuir para a melhoria
da informação contabilística. Mantém uma estrutura próxima do modelo do PNC, existindo
algumas especificidades que serão descritas ao longo destas notas.
O modelo de balanço tem disposição vertical e inclui os valores referentes ao exercício
anterior, evidenciando uma melhoria qualitativa quanto à informação.
A arrumação dos elementos dentro das grandes massas patrimoniais activas e passivas
obedece às seguintes regras:
- O Activo está ordenado segundo o grau crescente de liquidez;
- A Situação Líquida vem ordenada segundo o grau decrescente da sua estabili-
dade (permanência);
- O Passivo encontra-se ordenado segundo o prazo decrescente de exigibilidade.
B. – Demonstração dos Resultados
Opta-se por um modelo com disposição vertical, permitindo analisar a lógica da evo-
lução dos resultados, nomeadamente: o Valor Acrescentado Bruto, o resultado operacional,
o resultado financeiro, o resultado corrente, o resultado extraordinário e o resultado líquido
apurado no exercício.

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Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro

O modelo de Demonstração dos Resultados inclui os valores referentes ao exercício


anterior e a percentagem de cada rubrica em relação ao total dos Proveitos Fiscais (impos-
tos, taxas e contribuições), evidenciando uma melhoria qualitativa quanto à informação.
C. – Mapas de Execução Orçamental
Os Mapas de Execução Orçamental têm como objectivo assegurar o acompanhamento
da execução orçamental, designadamente acompanhar de forma sintética o desenvolvimen-
to das principais fases das receitas e das despesas.
D. – Anexo às Demonstrações Financeiras
Sendo o primeiro plano de contas públicas, no anexo às Demonstrações Financeiras,
tentou-se introduzir um maior número de mapas, capazes de reproduzir em forma de rela-
tório um conjunto de informação muito útil e relevante não só para os decisores públicos,
mas também para o Gestor Público que (na nova concepção de gestão consagrada no regi-
me financeiro da Administração Pública) vai necessitar de informação fiável, tempestiva
e completa. A qualidade da informação está muito dependente da extensão da informação
que for facultada pelo Anexo.
A grande inovação é a inclusão de indicadores de gestão como elemento relevante da
informação, podendo as entidades optarem por indicadores adicionais julgados importantes
para utentes específicos, por forma a que estes possam tomar decisões com conhecimento
da evolução do passado ao presente e da previsão.
E. – Quadro e Código de Contas
Mantém-se uma estrutura próxima da já existente no actual Plano Nacional de Conta-
bilidade. Na codificação seguiram-se os seguintes princípios: I) iniciar as contas de 1º grau
com 0 por forma a aumentar as possibilidades de desagregação e a assegurar maior consis-
tência geral, já que no primeiro nível de desagregação do património (classes) usa-se o 0;
II) quanto aos outros graus, iniciar um grau seguinte com 0 apenas quando forem indispen-
sáveis mais do que 9 subcontas ou quando houver necessidade de assegurar a simetria nas
contas mistas – nos restantes casos, iniciar com 1; III) só introduzir ponto no meio de um
código quando o grau da respectiva conta, em termos do número de dígitos, não segue a re-
gra geral; IV) utilizar mais de um dígito para indicar conta de grau imediatamente seguinte
apenas quando 10 subcontas não forem suficientes para a desagregação pretendida.
Refira-se que todas as contas previstas nas Demonstrações Financeiras e respectivo
Anexo, independemente do seu grau, são de abertura obrigatória, desde que ocorra na en-
tidade fenómeno contabilístico pertinente. No caso de neste Plano de Contas, com relação
às Demonstrações Financeiras e respectivo Anexo, prever-se para um mapa uma dada conta e
para outro mapa preverem-se uma ou várias subcontas dessa mesma conta, só será obriga-
tória a abertura da(s) respectiva(s) subcontas (as ditas contas lançadoras).

177
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro

F. – Movimentações Internas
Com relação a movimentações internas de elementos patrimoniais, esta contabilidade
distingue movimentações internas à entidade e movimentações internas ao grupo económi-
co (neste caso, Sector Público Administrativo – SPA). A movimentação interna à entidade
obviamente ocorre dentro da mesma pessoa jurídica, de uma subunidade orgânica para
outra – por exemplo, a reafectação de um veículo ao Ministério da Saúde antes afectado
ao Ministério da Agricultura. A movimentação interna ao SPA ocorre quando um elemento
patrimonial de uma pessoa jurídica pertencente ao SPA passa a integrar o património de
outra pessoa jurídica também pertencente ao SPA – por exemplo, quando um edifício an-
tes propriedade do Instituto Público A passa a ser efectivamente propriedade do Instituto
Público B.
Há elementos patrimoniais para os quais o PNCP exige informações segregadas por
tipos de movimentos. Com relação a esses elementos patrimoniais, desde que neles ocor-
ram frequentes movimentações internas à entidade, convém proceder a desagregação da
pertinente conta por tipos de alterações, entre as quais alterações devidas a movimentações
internas – isto é, proceder a segregação de movimentos por forma a facilitar a obtenção das
informações exigidas. Neste contexto, serve como exemplo as segregações de movimentos
especificadas a nível das Subcontas da Conta Imobilizações Corpóreas.
Com relação a elementos patrimoniais para os quais o PNCP não exige informações
segregadas por tipos de movimentos, desde que ocorram frequentes movimentações in-
ternas à entidade e haja risco de duplicação de lançamentos, convém proceder apenas à
criação de uma subconta intermédia, à semelhança do que consta na conta Caixa.
Com relação a movimentações internas ao SPA, este Plano de Contas recomenda que
se proceda, nas contas em que isso ocorre com maior frequência, à necessária segregação
ou agrupamento por forma a facilitar as correcções que ocorrem aquando da consolidação
das contas do SPA – por exemplo, nas contas contendo dívidas entre entidades pertencentes
ao SPA haverá o isolamento dessas dívidas através da criação das subcontas próprias ou do
agrupamento das contas analíticas respectivas (idem com relação a contas contendo com-
pras/vendas internas ao SPA, transferências internas ao SPA, etc.)
G. – Consolidação das Contas
As Demonstrações Financeiras e o respectivo Anexo concernentes às entidades inte-
grantes do SPA devem ser consolidadas. Para efeito de consolidação consideram-se compo-
nentes do SPA: o Estado estrito senso, os Municípios, os Institutos Públicos e equivalentes
e outras Entidades Públicas com autonomia patrimonial e sem fins lucrativos. A título com-
plementar, haverá ainda contas consolidadas que incluem, para além do SPA, os sistemas
de previdência social obrigatória.
O objectivo da versão consolidada das Demonstrações Financeiras e do respectivo
Anexo é dar uma imagem verdadeira e apropriada da situação patrimonial e sua evolução

178
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro

e bem ainda da execução orçamental, desta feita do SPA como se se tratasse de uma só
pessoa jurídica.
Refira-se que com relação às entidades públicas do SPA criadas pelo Estado estrito
senso e com autonomia financeira, mas sem autonomia patrimonial, por esta última razão,
os elementos patrimoniais por elas geridas são (não só do ponto de vista económico, mas
também do ponto de vista legal) parte integrante do património do Estado estrito senso,
pelo que pelo menos no final de cada trimestre do ano civil as alterações patrimoniais
registadas autonomamente na contabilidade própria de cada uma dessas entidades devem
ser transferidas para a contabilidade do Estado estrito senso, com um só lançamento com-
posto, com subsequentes correcções relativas a relações internas – entre elas e entre elas
e o Estado estrito senso. Aplica-se a mesma lógica a nível dos municípios, com relação às
entidades públicas do SPA criadas por um município e com autonomia financeira, mas sem
autonomia patrimonial.
O responsável pela consolidação do SPA é o Serviço da Contabilidade Pública, deven-
do para o efeito os demais integrantes do SPA prestar-lhe toda a colaboração necessária.
A consolidação é feita pelo método integral, com a versão consolidada das Demons-
trações Financeiras e respectivo Anexo apresentando a totalidade dos activos, passivos,
situação líquida, custos e perdas, proveitos e ganhos, despesas lato senso e receitas lato
senso concernentes aos integrantes do SPA como se se tratasse de uma única pessoa jurídi-
ca, devendo porém dessas categorias económicas serem eliminados:
a) Os direitos/obrigações internos ao SPA, incluindo o saldo da Conta 45 – Par-
ticipação na Situação Líquida do SPA constante na contabilidade do Estado
estrito senso e o saldo da Conta 51 – Fundo Permanente Próprio constante na
contabilidade de cada uma das entidades integrantes do SPA, excepto o saldo
da Conta 51 – Fundo Permanente Próprio do Estado estrito senso;
b) Os custos e perdas, proveitos e ganhos, despesas lato senso e receitas lato
senso relativos às operações efectuadas entre as entidades do SPA;
c) Os resultados (lucros ou prejuízos) incluídos nos activos constantes nos balan-
ços e resultantes de vendas/compras e doutras cessões internas ao SPA.
Pode-se, excepcionalmente, não proceder à eliminação referida na alínea c) supra
quando ela acarrete custos desproporcionados e a compra/venda ou outra forma de cessão
pertinente tenha sido concluída de acordo com as condições normais do mercado.
As eliminações nas alíneas supra referidas podem não ser efectuadas quando envolvam
montantes materialmente irrelevantes para o objectivo da consolidação supra referido.
Aplicam-se, com as necessárias adaptações, à versão consolidada das Demonstrações
Financeiras e respectivo Anexo, os mesmos Princípios Contabilísticos e Critérios de Valo-
rimetria previstos para a restante contabilidade.

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Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro

Se a composição do SPA se alterar significativamente no decurso do exercício, a versão


consolidada das Demonstrações Financeiras e respectivo Anexo deve fornecer informações
que permitam a comparabilidade desta versão com a do exercício anterior. Esta obrigação
pode ser cumprida ou pela elaboração de versão consolidada suplementar sem as alterações
significativas da composição ou por outras informações complementares a prestar no Ane-
xo às Demonstrações Financeiras consolidadas.
O SIGOF deve permitir um elevado grau de automatização na preparação da versão
consolidada das Demonstrações Financeiras e respectivo Anexo, graças nomeadamente à
centralização automatizada da base de dados das contabilidades do SPA.
Visando facilitar o processo de consolidação, as contas cujos saldos são mais susceptí-
veis de alteração nesse processo vêm sinalizadas com asterisco no Quadro de Contas.
No caso de um município ser titular de outra(s) entidade(s) com autonomia patrimonial
e sem fins lucrativos, há que assegurar a consolidação das contas ao nível desse município,
nos termos referidos nesta parte do PNCP, com as necessárias adaptações.
III – PRINCÍPIOS CONTABILÍSTICOS
A aplicação dos princípios contabilísticos fundamentais a seguir formulados deve con-
duzir à obtenção, com relação a uma dada entidade, de uma imagem verdadeira e apropria-
da da situação patrimonial e da sua evolução e bem ainda da execução orçamental.
Os princípios contabilísticos (designadamente, o do registo e o do acréscimo) são es-
sencialmente aplicáveis de forma integral à Contabilidade Patrimonial. A Contabilidade
Orçamental acompanha a execução do Orçamento, que é um instrumento de disciplina dos
fluxos financeiros. Pelo que nem todos os princípios contabilísticos aplicáveis à Contabili-
dade Patrimonial são aplicáveis integralmente à Contabilidade Orçamental, já que esta tem
que se submeter à visão dos fluxos financeiros, fluxos de dinheiros. Não obstante, neste Pla-
no de Contas há um esforço para trazer todos os princípios contabilísticos à Contabilidade
Orçamental, desde que não conflituosos com a visão básica desta.
Quando não for possível aplicar à Contabilidade Patrimonial os princípios estabele-
cidos neste Plano de modo a assegurar que as contas anuais expressem a referida imagem
verdadeira e apropriada, deverá indicar-se, no Anexo às Demonstrações Financeiras, a cor-
respondente justificação.
Princípio da Entidade Contabilística
Constitui entidade contabilística todo o ente público ou de direito privado que esteja
obrigado a elaborar e apresentar contas de acordo com o presente Plano de Contas, de-
signadamente as pessoas jurídicas públicas sem fins lucrativos com autonomia patrimo-
nial. Quando as estruturas organizativas e as necessidades de gestão e informação assim
o requeiram, podem ser criadas subentidades, desde que esteja devidamente assegurada a
coordenação com o sistema central.

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Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro

Princípio da Continuidade
Presume-se que a actividade é considerada em continuidade, isto é, que a entidade
continuará a operar com duração ilimitada.
Princípio da Consistência
Considera-se que a entidade não altera as suas políticas contabilísticas de um exercí-
cio para o outro. Se alterar e a alteração tiver efeito materialmente relevante, esta deve ser
divulgada no Anexo às Demonstrações Financeiras.
Princípio do Registo
Todos os factos contabilísticos devem ser registados por ordem cronológica, sem que
possam existir vazios, saltos ou lacunas na informação. O registo dos factos contabilísticos
deve efectuar-se mediante os procedimentos técnicos mais adequados à organização conta-
bilística da entidade, garantindo a coerência interna da informação.
Princípio da Prudência
À luz desse princípio devem-se relevar os empobrecimentos prováveis futuros, mas
evitar a relevação de enriquecimentos prováveis futuros.
Princípio do Acréscimo (ou da Especialização do Exercício ou da Efectividade das
Operações)
Pressupõe-se que os Custos e Perdas, Proveitos e Ganhos são reconhecidos quando
incorridos ou obtidos, independentemente do seu pagamento ou recebimento, devendo ser
apresentados nas Demonstrações Financeiras dos períodos a que dizem respeito.
A imputação temporal de Custos e Perdas, Proveitos e Ganhos deve-se fazer em fun-
ção do fluxo real de bens, serviços, direitos e obrigações que os mesmos representam e não
no momento em que se produz o fluxo monetário ou financeiro derivado.
Princípio da Imputação das Transacções
A imputação nos Mapas de Execução Orçamental das operações relacionadas com
os orçamentos de despesas e receitas deve efectuar-se de acordo com as seguintes regras
básicas:
• As despesas e as receitas orçamentais imputar-se-ão de acordo com a sua natu-
reza económica e, em caso de despesas, de acordo ainda com a finalidade que
se pretende atingir;
• As despesas e receitas orçamentais classificar-se-ão, outrossim, atendendo ao
órgão encarregado da sua gestão.
Princípio do Custo Histórico
Como regra geral, todos os bens e direitos devem ser registados pelo seu custo de
aquisição ou de produção. As obrigações devem ser contabilizadas pelo seu valor de reem-
bolso.

181
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro

O princípio de custo histórico deve ser respeitado sempre, excepto: no caso de haver
uma disposição legal que autorize rectificações ao mesmo; nas derrogações previstas nos
critérios de valorimetria insertos neste Plano de Contas. Nestes casos e se a alteração tiver
efeito materialmente relevante, esta deve ser divulgada no Anexo às Demonstrações Finan-
ceiras.
Princípio da Materialidade
As Demonstrações Financeiras devem divulgar todos os elementos que sejam sufi-
cientes e materialmente relevantes para afectar as avaliações e decisões dos utentes da
informação.
Princípio da Substância sobre a Forma
Como regra geral, as operações e os acontecimentos devem ser contabilizados e apre-
sentados de acordo com a sua substância (realidade económica) e não meramente de acordo
com a sua forma legal.
Princípio da não Compensação
Como regra geral, não se deverão compensar saldos: de contas activas com os de con-
tas passivas (balanço); de contas de custos e perdas com os de contas de proveitos e ganhos
(demonstração de resultados); e, em caso algum, de contas de despesas com os de contas
de receitas (mapas de execução orçamental).
Princípio da não Consignação
Com carácter geral, as receitas orçamentais destinam-se a financiar a totalidade das des-
pesas orçamentais, sem que exista uma relação directa entre umas e outras. Quando a lei
impõe que determinadas despesas orçamentais se financiem com receitas orçamentais es-
pecíficas a elas afectas (consignadas), o sistema contabilístico deve reflectir estas circuns-
tâncias e permitir o seu seguimento.
IV – Critérios de Valorimetria
Valorimetria é o processo através do qual se determinam as quantias monetárias pelas
quais as classes das demonstrações financeiras devem ser reconhecidas e inscritas no Ba-
lanço e Demonstração dos Resultados. São utilizados diferentes critérios de valorimetria,
ficando desde já definidos, por rubricas, os mais relevantes.
As normas de valorimetria a seguir formuladas são de aplicação obrigatória.
0 – Conceitos
0.0 – O custo de aquisição inclui a soma do preço de compra com os gastos su-
portados directa ou indirectamente para colocar o bem no seu estado actual ou no local
de armazenagem. Assim, para além do valor da factura, deverão considerar-se os direitos
de importação e outros impostos, custos de transportes, seguro, custos de manuseamento,

182
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro

eventuais custos associados à transferência de propriedade, e outros custos directamente


atribuíveis à aquisição do activo. Os descontos comerciais, abatimentos e outras deduções
semelhantes deduzem-se na determinação do custo.
0.1 – O custo de transformação ou custo de produção de um bem inclui a soma do
custo das matérias-primas e outros materiais e serviços directamente consumidos, da mão-
de-obra directa, dos custos industriais necessariamente suportados para produzir e colocar
esse bem no estado em que se encontra ou no local de armazenagem. Os custos industriais
fixos poderão ser imputados ao custo de produção tendo em conta a capacidade normal
dos meios de produção, isto é, dividindo esses custos fixos pela capacidade normal para
se obter a parte alíquota a imputar-se a cada unidade produzida. Os custos de distribuição,
de comercialização, de administração gerais não são incorporáveis no custo de produção.
Também os custos financeiros normalmente não são incorporáveis no custo de produção.
0.2 – O preço de mercado entende-se como o custo de reposição ou o valor realizável
líquido deduzido da margem normal de lucro, conforme se trate de bens adquiridos para a
produção ou de bens para venda, respectivamente.
0.3 – O custo de reposição é definido como o custo que a empresa teria de suportar
para substituir os bens nas mesmas condições, qualidade, quantidade e locais de aquisição
e utilização.
0.4 – O valor realizável líquido é definido como o preço de venda estimado no decur-
so normal da actividade da empresa, deduzidos os necessários custos estimados de acaba-
mento e para efectuar a venda.
0.5 – Os itens monetários são dinheiros detidos e bem ainda obrigações a serem pagas
e direitos a serem recebidos através de quantias fixas ou determináveis de dinheiro.
0.6 – Os custos de empréstimos são empobrecimentos decorrentes do uso temporário
de dinheiros alheios, designadamente: juro associado a empréstimo, a saque sem cobertura
em conta-corrente e a locação financeira; amortização de desconto/prémio associado a em-
préstimo; diferença cambial, quando tida como correcção do juro de empréstimo em moeda
estrangeira; encargo auxiliar associado a empréstimo.
1 – Disponibilidades
Os títulos negociáveis devem ser valorizados pelo seu custo de aquisição, o que inclui
todos os custos incorridos com a compra. Se o seu valor de mercado for inferior ao valor
de compra, o valor contabilístico deve ser reduzido para o valor de mercado, através duma
provisão adequada.
2 – Terceiros
Perante riscos de cobrança, constituem-se ou reforçam-se provisões. À semelhança do
que acontece com as outras provisões, estas não devem ultrapassar as necessidades.

183
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro

3 – Existências
3.1 – As existências são valorizadas ao custo de aquisição ou de produção, sem preju-
ízo das excepções adiante consideradas.
3.2 – Se o custo de aquisição ou o custo de produção for superior ao preço de mercado
à data do balanço de final do exercício, é este que se utiliza.
3.3 – Quando, na data do balanço, haja obsolescência (monos), deterioração física par-
cial, bem como outros factores análogos, deverá ser utilizado o critério referido no ponto
3.2.
3.4 – Em circunstâncias excepcionais e devidamente fundamentadas, quando a deter-
minação do custo de produção acarretar custos excessivos face à relevância do correspon-
dente benefício, poder-se-á adoptar como critério de valorimetria o valor realizável líquido
deduzido da margem de comercialização média aplicável. Este critério pode ser aplicado,
quer aos produtos acabados, quer aos semiacabados.
3.5 – As existências poderão ainda ser valorizadas ao custo padrão, se este for apura-
do de acordo com os princípios técnicos e contabilísticos adequados, devendo no final do
exercício proceder-se ao ajustamento que considere os desvios verificados.
3.6 – Nas actividades de carácter plurianual, designadamente construção de edifícios,
estradas, barragens, pontes e navios, os produtos e trabalhos em curso são valorizados com
recurso a abertura da chamada folha de serviço ou de obra (ou outro instrumento equivalen-
te) na qual lançam-se os custos directos efectivos suportados. Alternativamente, estes bens
podem ser valorizados, no fim do exercício, pelo método da percentagem de acabamento.
3.7 – Os subprodutos, desperdícios, resíduos e refugos serão valorizados, na falta de
critério mais adequado, pelo valor realizável líquido deduzido da margem normal de lu-
cro.
3.8 – Como método de custeio das saídas pode-se optar por um dos seguintes métodos,
mas aplicado de forma consistente:
a) Custo específico;
b) Custo médio ponderado;
c) FIFO;
d) LIFO;
e) Custo padrão.
3.9 – Relativamente às situações previstas em 3.2 e 3.3, as diferenças serão expressas
pela provisão para depreciação de existências, a qual será utilizada, reduzida ou anulada
aquando da venda da existência (com ou sem transformação prévia) ou quando deixarem
de existir os motivos que a originaram.

184
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro

4 – Imobilizações
4.1 – Investimentos Financeiros
4.1.1 – Os Investimentos Financeiros (40 – Imobilizações de Aplicações de Reser-
vas de Superavits, 41 – Imobilizações Financeiras e 46 – Imobilizações de Aplicações do
Fundo da Previdência Social da Função Pública) registam-se pelo custo de aquisição ou
produção, ou ainda, quando inaplicável nenhum desses métodos, pelo valor do mercado.
4.1.2 – Quando os investimentos financeiros com fins lucrativos tiverem, à data do ba-
lanço de fim de exercício, um valor de mercado inferior ao que resulta do critério anterior, o
montante em excesso deve ser objecto de provisão para a perda de valor. Esta deve ser utili-
zada, reduzida ou anulada à medida que se reduzam ou cessem os riscos que visa cobrir.
4.2 – Imobilizações Corpóreas
4.2.1 – O activo imobilizado corpóreo, incluindo os investimentos adicionais ou com-
plementares, deve ser contabilizado pelo seu custo de aquisição ou de produção.
4.2.2 – Quando os respectivos elementos tiverem uma vida útil limitada, devem ser
amortizados de forma sistemática durante o período em que possam ser utilizados em con-
dições de funcionamento económico, período esse a que se denomina por vida útil ou vida
económica, sem prejuízo das excepções expressamente consignadas na lei.
4.2.3 – Quando se trata de activos do imobilizado obtidos a título gratuito, deverá
considerar-se o valor resultante da avaliação segundo critérios técnicos que se adeqúem à
natureza desses bens ou o valor patrimonial definido nos termos legais. O critério de valo-
rimetria aplicado será explicitado e justificado no Anexo às Demonstrações Financeiras.
4.2.4 – Na impossibilidade de valorização dos bens, estes deverão ser identificados no
Anexo às Demonstrações Financeiras, justificada a impossibilidade e especificado o perío-
do desde quando subsiste esta impossibilidade.
4.2.5 – No caso de inventariação inicial de activos cujos valores de aquisição ou de
produção se desconheçam ou cujos apuramentos não sejam exequíveis, aplica-se o disposto
no ponto anterior.
4.2.6 – No caso de transferência de activos entre entidades abrangidas pelo presente
Plano de Contas, o valor a atribuir será o valor constante nos registos contabilísticos da
entidade de origem, desde que em conformidade com os critérios de valorimetria estabele-
cidos no presente Plano de Contas, salvo se existir valor diferente fixado no diploma que
autorizou a transferência ou, em alternativa, valor acordado entre as partes e sancionado
por órgão competente. Na impossibilidade de aplicação de qualquer uma destas alternati-
vas, será aplicado o critério definido no ponto 4.2.3.
4.2.7 – Quando à data do balanço de final do exercício, elementos do activo imobili-
zado corpóreo, seja ou não limitada a sua vida útil, tiverem um valor económico inferior
ao registado na contabilidade, devem ser objecto de amortização extraordinária corres-
pondente à diferença, se for de prever que a redução desse valor seja permanente. Aquela

185
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro

amortização extraordinária não deve ser mantida se deixarem de existir os motivos que a
originaram.
4.3 – Imobilizações Incorpóreas
4.3.1 – As despesas de instalação e desenvolvimento devem ser amortizadas de acordo
com a lei.
4.3.2 – As despesas com propriedade industrial e intelectual devem ser valorizadas
seguindo o critério geral do custo de aquisição ou custo de produção. No caso das patentes
devem-se adicionar os custos de formalização do registo.
4.3.3 – As aplicações informáticas ou programas de computadores devem ser incorpo-
rados no activo (tanto os adquiridos a terceiros, como os produzidos pela própria entidade
utilizando meios próprios) desde que esteja prevista a sua utilização durante vários exer-
cícios.
4.3.4 – Os elementos do activo imobilizado incorpóreo que, à data do balanço de
final do exercício, tiverem um valor económico inferior ao registado na contabilidade, de-
vem ser objecto de amortização extraordinária correspondente à diferença, se for de prever
que a redução desse valor seja permanente (seja ou não limitada a sua vida útil). Aquela
amortização extraordinária não deve ser mantida se deixarem de existir os motivos que a
originaram.
4.4 – Imobilizações de Domínio Público
A valorização das imobilizações do domínio público será efectuada, sempre que pos-
sível, ao custo de aquisição ou ao custo de produção, devendo nos casos restantes aplicar-se o
disposto no subtítulo 4.2.
5 – Efeitos das Diferenças Cambiais
Neste ponto descrevem-se as regras para inclusão, nas Demonstrações Financeiras da
entidade, das transacções em moeda estrangeira e das operações feitas no estrangeiro. Estas
regras aplicam-se a todas as classes de contas.
5.1 – Transacções em Moeda Estrangeira
5.1.1 – Uma operação em moeda estrangeira é registada inicialmente na moeda nacio-
nal multiplicando o quantitativo da moeda estrangeira pelo câmbio da data da operação,
salvo se o câmbio estiver fixado pelas partes ou garantido por uma terceira entidade, caso
em que se multiplica por um destes câmbios. Por razões práticas é permitida a utilização de
câmbios aproximados tais como as médias semanais ou mensais, desde que não se esteja
em presença de instabilidades cambiais graves.
5.1.2 – Por altura de cada balanço: os itens monetários em moeda estrangeira são ac-
tualizados utilizando o câmbio da data do balanço; os itens não monetários conservam o
seu valor inicial.
5.1.3 – Se as diferenças cambiais dos itens monetários estiverem associadas à activida-
de financeira corrente, são contabilizadas como Custos Financeiros – Diferenças de Câm-

186
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro

bio Desfavoráveis ou como Proveitos Financeiros – Diferenças de Câmbio Favoráveis.


Nos demais casos, as diferenças vão para Perdas ou Ganhos. Caso existam expectativas
razoáveis de que o ganho é reversível, procede-se ao seu diferimento.
5.1.4 – As diferenças de câmbio associadas a aquisições recentes de itens não mone-
tários (que se encontrem à data do balanço em poder da entidade) podem ser incluídas no
valor destes itens não monetários ao invés de serem levadas ao resultado, desde que se con-
sidere o procedimento razoável. A diferença de câmbio associada a item monetário que, em
substância, constitua parte da participação financeira numa operação feita no estrangeiro é
registada em conta específica da situação líquida até à extinção do pertinente item monetá-
rio, altura em que a diferença é levada a resultados.
5.2 – Operações Feitas no Estrangeiro
5.2.1 – A consolidação das operações realizadas no estrangeiro por representações au-
tónomas é feita traduzindo: os activos e passivos ao câmbio da data do balanço; os custos e
perdas e os proveitos e ganhos aos câmbios das datas das respectivas operações. Por razões
práticas é permitida a utilização de câmbios aproximados, tais como as médias semanais ou
mensais, desde que não se esteja em presença de instabilidades cambiais graves.
5.2.2 – Tratando-se de itens decorrentes da consolidação de operações realizadas no
estrangeiro por representações autónomas, as respectivas diferenças cambiais são regis-
tadas em contas específicas da situação líquida até à alienação da pertinente participação
líquida, altura em que é levada para o resultado – como Custos Financeiros – Diferenças
de Câmbio Desfavoráveis e ou como Proveitos Financeiros – Diferenças de Câmbio Fa-
voráveis.
6 – Custos de Empréstimos
6.1 – A regra geral básica requer que o custo de empréstimo seja levado imediatamente
a custo extinto do exercício. Contudo, é permitida, a título alternativo, a capitalização do
custo efectivo de empréstimo directamente atribuível à aquisição ou produção do activo
que necessariamente requeira um período de tempo substancial para ser colocado em con-
dições de seu normal uso ou venda, não devendo, porém, o valor contabilístico desse activo
ficar, em consequência, superior ao respectivo valor de mercado.
6.2 – Para se dar início à capitalização dum custo de empréstimo as seguintes condi-
ções devem estar reunidas: ter ocorrido o uso do empréstimo; ter incorrido em custo perti-
nente; estar em curso o processo de aquisição/produção do activo elegível.
6.3 – A capitalização do custo de empréstimo suspende-se quando o processo de aqui-
sição/produção do activo elegível estiver suspenso, por razões extraordinárias, por um pe-
ríodo prolongado.
6.4 – A capitalização do custo de empréstimo cessa integral ou parcialmente quando,
respectivamente, todo o activo elegível ou parte isolável desse activo estiver em condições
de ser usado/vendido.

187
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro

6.5 – A parte do custo de empréstimo eventualmente capitalizada deve ser divulgada


no Anexo às Demonstrações Financeiras.
Quanto à locação financeira, aplicam-se-lhe as pertinentes normas contabilísticas in-
ternacionais e legislação nacional, que são aqui resumidas no que se segue:
a) Considera-se locação financeira designadamente um contrato de cessão tem-
porária do gozo de um activo, mediante retribuição, cujo locatário transfor-
ma-se em proprietário no fim do contrato ou tem opção de compra por valor
residual (fixado ou determinável nos termos do contrato) significativamente
inferior ao do respectivo valor do mercado e cuja cessão temporária do direito
do gozo cobre a maior parte da vida económica do bem;
b) O activo locado é registado na contabilidade do locatário como se fosse um
activo adquirido com financiamento alheio, pelo seu valor do mercado ou,
se inferior, pelo valor actualizado das prestações futuras mínimas, incluindo
nestas prestações o valor residual garantido, havendo;
c) Na contabilidade do locador o activo locado não é registado, mas sim a equi-
valente dívida a receber, equiparada a um empréstimo concedido, pelo valor
actualizado das prestações futuras mínimas a receber (incluindo nestas pres-
tações o valor residual garantido, e, não havendo valor residual garantido,
acrescido do valor residual não garantido actualizado);
d) Contabilisticamente, a renda (prestação) terá duas componentes: uma parte
que amortiza o financiamento, geralmente em função da diminuição efectiva
ou fixada da vida económica do activo locado e outra parte considerada juro
fixo ou variável (proveito financeiro para o locador / custo financeiro para o
locatário) à taxa constante;
e) O locatário, para além da contabilização da renda, deve amortizar o activo
locado sujeito a depreciação pelo tempo que espera utilizá-lo e nos termos
gerais aplicados aos imobilizados próprios da mesma natureza;
f) Os custos directos acessórios iniciais, suportados pelo locatário enquanto tal,
são capitalizados no valor do activo locado;
g) Os custos directos acessórios iniciais, suportados pelo locador enquanto tal,
são levados a custos imediatamente ou capitalizados e, subsequentemente,
amortizados paralelamente à realização dos respectivos proveitos financeiros,
durante o tempo da locação financeira;
h) Quando o locador for paralelamente produtor/comerciante do activo locado,
adicionalmente deve na sua contabilidade contabilizar a equiparada venda do
mesmo activo locado, nos mesmos moldes que faz com a real venda a pronto
pagamento dos demais activos similares ao locado.

188
14

V - QUADRO DE CONTAS DO PNCP DE CABO VERDE

5 - Situação Líquida e 8 - Contabilidade 9 - Contabilidade 0 - Contabilidade


1 - Disponibilidades 2 - Terceiros 3 - Existências 4 - Imobilizações 6 - Custos e Perdas 7 - Proveitos e Ganhos
Dívida Pública Orçamental Analítica Extrapatrimonial

10 - Caixa 20 - Depositantes no Tesouro* 30 - 40 - Imobilizações de 50 - Fundo de Imobilizações do 60 - Custos das Mercadorias 70 - Vendas e Prestações de 80 - Despesas* 00 – Garantias Pessoais
Aplicações de Reservas de Domínio Público Vendidas e das Matérias Serviços*
Superavits* Consumidas*

11 - Depósitos à Ordem - no 21 - Clientes* 31 - 41 - Imobilizações Financeiras* 51 - Fundo Permanente 61 - Fornecimentos e Serviços 71 - Trabalhos para a Própria 81 - Passivos Financeiros - 01 – Penhoras Determinadas
Tesouro* Próprio* de Terceiros* Entidade Diminuições pelo Juízo de Execução Fiscal

12 - Depósitos à Ordem - no 22 - Fornecedores* 32 - Mercadorias 42 - Imobilizações Corpóreas 52 - Reservas* 62 - Tributos* 72 - Taxas e Contribuições* 82 - Reservas de Superavits - 02 – Outras Garantias Reais
BCV Aumentos

13 - Depósitos à Ordem - 23 - Empréstimos Concedidos* 33 - Produtos Acabados e 43 - Imobilizações Incorpóreas 53 - Subsídios e 63 - Custos com o Pessoal 73 - Proveitos Suplementares 83 - Operações de Tesouraria - 03 – Outras Riquezas Alheias
Noutras Instituições Semiacabados Transferências Plurianuais* Saídas*
Financeiras

14 - Disponibilidades 24 - Estado e Outras 34 - Subprodutos, 44 - Imobilizações em Curso* 54 - Resultados* 64 - Amortizações do Exercício 74 - Subsídios e Transferências 84 - Saídas e Entradas de 04 – Créditos Contingentes
Consignadas* Autoridades Públicas* Desperdícios, Resíduos e Correntes Obtidos* Disponibilidades por
Refugos Regularizar*

189
15 - Depósitos a Prazo 25 - Contribuintes e 35 - Produtos e Trabalhos em 45 - Participação na Situação 55 - Fundo da Previdência 65 - Subsídios e 75 - Impostos* 85 - Receitas* 05 – Empréstimos por
Beneficiários* Curso Líquida do SPA* Social da Função Pública Transferências Correntes Desembolsar
Concedidos*

16 - Títulos Negociáveis 26 - Outros Devedores e 36 - Matérias Primas, 46 - Imobilizações de 56 - Dívida Pública a Longo 66 - Custos Financeiros* 76 - Proveitos Financeiros* 86 - Passivos Financeiros - 06 – Outros Créditos Abertos
Credores* Subsidiárias e de Consumo Aplicações do Fundo da Prazo* Aumentos
Previdência Social da Função
Pública*
17 - Depósitos Bloqueados e 27 - Acréscimos e 37 - Adiantamentos por Conta 47 - Imobilizações do Domínio 57 - Dívida Pública a Médio 67 - Provisões do Exercício 77 - Penalidades Legais* 87 - Reservas de Superavits - 07 – Valores dos Activos
Cauções Diferimentos* de Compras* Público Prazo* Diminuições Seguros
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro

18 - Outras Disponibilidades 28 - Pagamentos e 38 - 48 - Amortizações Acumuladas 58 - Dívida Pública a Curto 68 - Outros Custos* 78 - Outros Proveitos* 88 - Operações de Tesouraria - 08 – Outros Activos Futuros ou
Recebimentos por Regularizar* Prazo* Entradas* Contingentes

19 - Provisões para Aplicações 29 - Provisões para Cobranças 39 - Provisões para 49 - Provisões para 59 - Credores Desconhecidos 69 - Perdas* 79 - Ganhos* 89 - Saldo de Gerência 09 – Outros Passivos Futuros
de Tesouraria Duvidosas e Outros Riscos e Depreciação de Existências Investimentos Financeiros por Recursos Alheios ou Contingentes
Encargos Integrados
I SÉRIE — Nº 5 SUP. «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 30 DE JANEIRO DE 2006
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro
I SÉRIE — Nº 5 SUP. «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 30 DE JANEIRO DE 2006 15

CLASSE 1 - DISPONIBILIDADES

10 - Caixa
101 - Caixa - em Moeda Nacional (MN)
101.0001 - Caixa - em MN - Caixa Subunidade A

101.9999 - Caixa - em MN - Fundos Fixos Atribuídos


101.9999.0001 - Caixa - em MN - Fundo de Maneio na Subunidade A
...

102 - Caixa - em Moeda Estrangeira (ME)


102.0001 - Caixa - em ME - Caixa Subunidade A

102.9999 - Caixa - em ME - Fundos Fixos Atribuídos


102.9999.0001 - Caixa - em ME - Fundo de Maneio na Subunidade A
...

108 - Caixa - Movimentação Interna - Conta Intermédia


108.01 - Da Subunidade A para a Subunidade B
108.02 - Da Subunidade B para a Subunidade A
108.03 - Da Subunidade A para a Subunidade C
108.04 - Da Subunidade C para a Subunidade A

11 - Depósitos à Ordem (DO) - no Tesouro


111 - DO - no Tesouro - em Moeda Nacional (MN)
111.01 - DO - no Tesouro - em MN - Movimentada pela Subunidade A

112 - DO - no Tesouro - em Moeda Estrangeira (ME)


112.01 - DO - no Tesouro - em ME - Movimentada pela Subunidade A

118 - DO - no Tesouro - Movimentação Interna - C/Intermédia


12 - Depósitos à Ordem (DO) - no BCV


121 - DO - no BCV - em Moeda Nacional (MN)
1211 - DO - no BCV - em MN - Conta-Corrente do Tesouro
1211.01 -
...
...

1219 - DO - no BCV - em MN - Doutras Instituições do SPA (DI-SPA)


1219.01 - DO - no BCV - em MN - DI-SPA - Movimentada pela Subunidade A

122 - DO - no BCV - em Moeda Estrangeira (ME)


1221 - DO - no BCV - em ME - Conta-Corrente do Tesouro
1221.01 -
...
...

1229 - DO - no BCV - em ME - Doutras Instituições do SPA (DI-SPA)


1229.01 - DO - no BCV - em ME - DI-SPA - Movimentada pela Subunidade A

128 - DO - no BCV - Movimentação Interna - C/Intermédia


190
16 I SÉRIE — Nº 5 SUP. «B. O.» DA nº
Decreto-Lei REPÚBLICA
10/2006, deDE CABO
30 de VERDE — 30 DE JANEIRO DE 2006
Janeiro

CLASSE 1 - DISPONIBILIDADES
13 - Depósitos à Ordem (DO) - Noutras Instituições Financeiras (NIF
131 - DO - NIF - em Moeda Nacional (MN)
131.01 - DO - NIF - em MN - no Banco Comercial A (BC A)
131.01.1 - DO - NIF - em MN - no BC A - Do Tesouro/Orçamento do Estado
131.01.1.01 - na Agência do BC A em ...
...
...
...

131.01.9 - DO - NIF - em MN - no BC A - Doutras Instituições do SPA (DI-SPA)


131.01.9.01 - na Agência do BC A em ...
...

131.02 - DO - NIF - em MN - no Banco Comercial B (BC B)


131.02.1 - DO - NIF - em MN - no BC B - Do Tesouro/Orçamento do Estado
131.02.1.01 - na Agência do BC B em ...
...
...
...

131.02.9 - DO - NIF - em MN - no BC B - Doutras Instituições do SPA (DI-SPA)


131.02.9.01 - na Agência do BC B em ...
...

132 - DO - NIF - em Moeda Estrangeira (ME)


132.01 - DO - NIF - em ME - no Banco Comercial A (BC A)
132.01.1 - DO - NIF - em ME - no BC A - Do Tesouro/Orçamento do Estado
132.01.1.01 - na Agência do BC A em ...
...
...
...

132.01.9 - DO - NIF - em ME - no BC A - Doutras Instituições do SPA (DI-SPA)


132.01.9.01 - na Agência do BC A em ...
...

132.02 - DO - NIF - em ME - no Banco Comercial B (BC B)


132.02.1 - DO - NIF - em ME - no BC B - Do Tesouro/Orçamento do Estado
132.02.1.01 - na Agência do BC B em ...
...
...
...

132.02.9 - DO - NIF - em ME - no BC B - Doutras Instituições do SPA (DI-SPA)


132.02.9.01 - na Agência do BC B em ...
...
...

138 - DO - NIF - Movimentação Interna - C/Intermédia

14 - Disponibilidades Consignadas (DC)


141 - Depósitos à Ordem Consignados (DOC)
1411 - DOC - em Moeda Nacional (MN)
1411.01 - DOC - em MN - no Tesouro
1411.01.01 - DOC - em MN - no Tesouro - Movimentada pela Subunidade A
1411.01.01.000 - Para …

1411.02 - DOC - em MN - no BCV


1411.02.1 - DOC - em MN - no BCV - do Tesouro
1411.02.1.001 - Para Serviço da Dívida Pública
1411.02.1.002 - Para Aplicações de Reservas de Superavits
...
...

1411.02.9 - DOC - em MN - no BCV - Doutras Instituições do SPA (DI-SPA)


1411.02.9.01 - DOC - no BCV - em MN - Movimentada pela Subunidade A
1411.02.9.01.000 - Para …

191
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro
I SÉRIE — Nº 5 SUP. «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 30 DE JANEIRO DE 2006 17

CLASSE 1 - DISPONIBILIDADES

1411.03 - DOC - em MN - no Banco Comercial A (BC A)


1411.03.1 - DOC - em MN - no BC A - do Tesouro
1411.03.1.01 - na Agência do BC A em ...
1411.03.1.01.000 - Para …

...

1411.03.9 - DOC - em MN - no BC A - Doutras Instituições do SPA (DI-SPA)


1411.03.9.01 - na Agência do BC A em ...
1411.03.9.01.000 - Para …

...

1411.04 - DOC - em MN - no Banco Comercial B (BC B)


1411.04.1 - DOC - em MN - no BC B - do Tesouro
1411.04.1.01 - na Agência do BC B em ...
1411.04.1.01.000 - Para …

...

1411.04.9 - DOC - em MN - no BC B - Doutras Instituições do SPA (DI-SPA)


1411.04.9.01 - na Agência do BC B em ...
1411.04.9.01.000 - Para …

...
...

1412 - DOC - em Moeda Estrangeira (ME)


1412.01 - DOC - em ME - no Tesouro
1412.01.01 - DOC - em ME - no Tesouro - Movimentada pela Subunidade A
1412.01.01.000 - Para …

1412.02 - DOC - em ME - no BCV


1412.02.1 - DOC - em ME - no BCV - do Tesouro
1412.02.1.001 - Para Serviço da Dívida Pública
1412.02.1.002 - Para Aplicações de Reservas de Superavits
...
...

1412.02.9 - DOC - em ME - no BCV - Doutras Instituições do SPA (DI-SPA)


1412.02.9.01 - DOC - no BCV - em ME - Movimentada pela Subunidade A
1412.02.9.01.000 - Para …

1412.03 - DOC - em ME - no Banco Comercial A (BC A)


1412.03.1 - DOC - em ME - no BC A - do Tesouro
1412.03.1.01 - na Agência do BC A em ...
1412.03.1.01.000 - Para …

...

1412.03.9 - DOC - em ME - no BC A - Doutras Instituições do SPA (DI-SPA)


1412.03.9.01 - na Agência do BC A em ...
1412.03.9.01.000 - Para …

...

1412.04 - DOC - em ME - no Banco Comercial B (BC B)


1412.04.1 - DOC - em ME - no BC B - do Tesouro
1412.04.1.01 - na Agência do BC B em ...
1412.04.1.01.000 - Para …

...

1412.04.9 - DOC - em ME - no BC B - Doutras Instituições do SPA (DI-SPA)


1412.04.9.01 - na Agência do BC B em ...
1412.04.9.01.000 - Para …

...
...

192
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro
18 I SÉRIE — Nº 5 SUP. «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 30 DE JANEIRO DE 2006

DISPONIBILIDADES

1418 - DOC - Movimentação Interna - C/Intermédia

Depósitos a Prazo Consignados (DPC)


1421 - DPC - em Moeda Nacional (MN)
14211 - DPC - em MN - até 60 Dias
14211.01 - DPC - em MN - até 60 Dias - no Tesouro
14211.01.01 - DPC - em MN - até 60 Dias - no Tesouro - Movimentada pela Subunidade A

14211.02 - DPC - em MN - até 60 Dias - no BCV


14211.02.1 - DPC - em MN - até 60 Dias - no BCV - do Tesouro
14211.02.1.001 - Para Serviço da Dívida Pública
14211.02.1.002 - Para Aplicações de Reservas de Superavits
...
...

14211.02.9 - DPC - em MN - até 60 Dias - no BCV - Doutras Instituições do SPA (DI-SPA)


14211.02.9.01 - DPC - no BCV - em MN - até 60 Dias - Movimentada pela Subunidade A

14211.03 - DPC - em MN - até 60 Dias - no Banco Comercial A (BC A)


14211.03.1 - DPC - em MN - até 60 Dias - no BC A - do Tesouro
14211.03.1.01 - na Agência do BC A em ...
...

14211.03.9 - DPC - em MN - até 60 Dias - no BC A - Doutras Instituições do SPA (DI-SPA)


14211.03.9.01 - na Agência do BC A em ...
...

14211.04 - DPC - em MN - até 60 Dias - no Banco Comercial B (BC B)


14211.04.1 - DPC - em MN - até 60 Dias - no BC B - do Tesouro
14211.04.1.01 - na Agência do BC B em ...
...

14211.04.9 - DPC - em MN - até 60 Dias - no BC B - Doutras Instituições do SPA (DI-SPA)


14211.04.9.01 - na Agência do BC B em ...
...
...

14212 - DPC - em MN - até 90 Dias


14212.01 - DPC - em MN - até 90 Dias - no Tesouro
14212.01.01 - DPC - em MN - até 90 Dias - no Tesouro - Movimentada pela Subunidade A

14212.02 - DPC - em MN - até 90 Dias - no BCV


14212.02.1 - DPC - em MN - até 90 Dias - no BCV - do Tesouro
14212.02.1.001 - Para Serviço da Dívida Pública
14212.02.1.002 - Para Aplicações de Reservas de Superavits
...
...

14212.02.9 - DPC - em MN - até 90 Dias - no BCV - Doutras Instituições do SPA (DI-SPA)


14212.02.9.01 - DPC - no BCV - em MN - até 90 Dias - Movimentada pela Subunidade A

14212.03 - DPC - em MN - até 90 Dias - no Banco Comercial A (BC A)


14212.03.1 - DPC - em MN - até 90 Dias - no BC A - do Tesouro
14212.03.1.01 - na Agência do BC A em ...
...

14212.03.9 - DPC - em MN - até 90 Dias - no BC A - Doutras Instituições do SPA (DI-SPA)


14212.03.9.01 - na Agência do BC A em ...
...

14212.04 - DPC - em MN - até 90 Dias - no Banco Comercial B (BC B)


14212.04.1 - DPC - em MN - até 90 Dias - no BC B - do Tesouro
14212.04.1.01 - na Agência do BC B em ...
...

14212.04.9 - DPC - em MN - até 90 Dias - no BC B - Doutras Instituições do SPA (DI-SPA)


14212.04.9.01 - na Agência do BC B em ...
...
...

193
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro
I SÉRIE — Nº 5 SUP. «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 30 DE JANEIRO DE 2006 19

CLASSE 1 - DISPONIBILIDADES

14213 - DPC - em MN - até 180 Dias


14213.01 - DPC - em MN - até 180 Dias - no Tesouro
14213.01.01 - DPC - em MN - até 180 Dias - no Tesouro - Movimentada pela Subunidade A

14213.02 - DPC - em MN - até 180 Dias - no BCV


14213.02.1 - DPC - em MN - até 180 Dias - no BCV - do Tesouro
14213.02.1.001 - Para Serviço da Dívida Pública
14213.02.1.002 - Para Aplicações de Reservas de Superavits
...
...

14213.02.9 - DPC - em MN - até 180 Dias - no BCV - Doutras Instituições do SPA (DI-SPA)
14213.02.9.01 - DPC - no BCV - em MN - até 180 Dias - Movimentada pela Subunidade A

14213.03 - DPC - em MN - até 180 Dias - no Banco Comercial A (BC A)


14213.03.1 - DPC - em MN - até 180 Dias - no BC A - do Tesouro
14213.03.1.01 - na Agência do BC A em ...
...

14213.03.9 - DPC - em MN - até 180 Dias - no BC A - Doutras Instituições do SPA (DI-SPA)


14213.03.9.01 - na Agência do BC A em ...
...

14213.04 - DPC - em MN - até 180 Dias - no Banco Comercial B (BC B)


14213.04.1 - DPC - em MN - até 180 Dias - no BC B - do Tesouro
14213.04.1.01 - na Agência do BC B em ...
...

14213.04.9 - DPC - em MN - até 180 Dias - no BC B - Doutras Instituições do SPA (DI-SPA)


14213.04.9.01 - na Agência do BC B em ...
...
...

14214 - DPC - em MN - até 1 Ano


14214.01 - DPC - em MN - até 1 Ano - no Tesouro
14214.01.01 - DPC - em MN - até 1 Ano - no Tesouro - Movimentada pela Subunidade A

14214.02 - DPC - em MN - até 1 Ano - no BCV


14214.02.1 - DPC - em MN - até 1 Ano - no BCV - do Tesouro
14214.02.1.001 - Para Serviço da Dívida Pública
14214.02.1.002 - Para Aplicações de Reservas de Superavits
...
...

14214.02.9 - DPC - em MN - até 1 Ano - no BCV - Doutras Instituições do SPA (DI-SPA)


14214.02.9.01 - DPC - no BCV - em MN - até 1 Ano - Movimentada pela Subunidade A

14214.03 - DPC - em MN - até 1 Ano - no Banco Comercial A (BC A)


14214.03.1 - DPC - em MN - até 1 Ano - no BC A - do Tesouro
14214.03.1.01 - na Agência do BC A em ...
...

14214.03.9 - DPC - em MN - até 1 Ano - no BC A - Doutras Instituições do SPA (DI-SPA)


14214.03.9.01 - na Agência do BC A em ...
...

14214.04 - DPC - em MN - até 1 Ano - no Banco Comercial B (BC B)


14214.04.1 - DPC - em MN - até 1 Ano - no BC B - do Tesouro
14214.04.1.01 - na Agência do BC B em ...
...

14214.04.9 - DPC - em MN - até 1 Ano - no BC B - Doutras Instituições do SPA (DI-SPA)


14214.04.9.01 - na Agência do BC B em ...
...
...

14215 - DPC - em MN - Superior a 1 Ano


14215.01 - DPC - em MN - Superior a 1 Ano - no Tesouro

194
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro
20 I SÉRIE — Nº 5 SUP. «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 30 DE JANEIRO DE 2006

CLASSE 1 - DISPONIBILIDADES
14215.01.01 - DPC - em MN - Superior a 1 Ano - no Tesouro - Movimentada pela Subunidade A

14215.02 - DPC - em MN - Superior a 1 Ano - no BCV


14215.02.1 - DPC - em MN - Superior a 1 Ano - no BCV - do Tesouro
14215.02.1.001 - Para Serviço da Dívida Pública
14215.02.1.002 - Para Aplicações de Reservas de Superavits
...
...

14215.02.9 - DPC - em MN - Superior a 1 Ano - no BCV - Doutras Instituições do SPA (DI-SPA)


14215.02.9.01 - DPC - no BCV - em MN - Superior a 1 Ano - Movimentada pela Subunidade A

14215.03 - DPC - em MN - Superior a 1 Ano - no Banco Comercial A (BC A)


14215.03.1 - DPC - em MN - Superior a 1 Ano - no BC A - do Tesouro
14215.03.1.01 - na Agência do BC A em ...
...

14215.03.9 - DPC - em MN - Superior a 1 Ano - no BC A - Doutras Instituições do SPA (DI-SPA)


14215.03.9.01 - na Agência do BC A em ...
...

14215.04 - DPC - em MN - Superior a 1 Ano - no Banco Comercial B (BC B)


14215.04.1 - DPC - em MN - Superior a 1 Ano - no BC B - do Tesouro
14215.04.1.01 - na Agência do BC B em ...
...

14215.04.9 - DPC - em MN - Superior a 1 Ano - no BC B - Doutras Instituições do SPA (DI-SPA)


14215.04.9.01 - na Agência do BC B em ...
...
...

1422 - DPC - em Moeda Estrangeira (ME)


14221 - DPC - em ME - até 1 Semana
14221.01 - DPC - em ME - até 1 Semana - no Tesouro
14221.01.01 - DPC - em ME - até 1 Semana - no Tesouro - Movimentada pela Subunidade A

14221.02 - DPC - em ME - até 1 Semana - no BCV


14221.02.1 - DPC - em ME - até 1 Semana - no BCV - do Tesouro
14221.02.1.001 - Para Serviço da Dívida Pública
14221.02.1.002 - Para Aplicações de Reservas de Superavits
...
...

14221.02.9 - DPC - em ME - até 1 Semana - no BCV - Doutras Instituições do SPA (DI-SPA)


14221.02.9.01 - DPC - no BCV - em ME - até 1 Semana - Movimentada pela Subunidade A

14221.03 - DPC - em ME - até 1 Semana - no Banco Comercial A (BC A)


14221.03.1 - DPC - em ME - até 1 Semana - no BC A - do Tesouro
14221.03.1.01 - na Agência do BC A em ...
...

14221.03.9 - DPC - em ME - até 1 Semana - no BC A - Doutras Instituições do SPA (DI-SPA)


14221.03.9.01 - na Agência do BC A em ...
...

14221.04 - DPC - em ME - até 1 Semana - no Banco Comercial B (BC B)


14221.04.1 - DPC - em ME - até 1 Semana - no BC B - do Tesouro
14221.04.1.01 - na Agência do BC B em ...
...

14221.04.9 - DPC - em ME - até 1 Semana - no BC B - Doutras Instituições do SPA (DI-SPA)


14221.04.9.01 - na Agência do BC B em ...
...
...

14222 - DPC - em ME - até 1 Mês


14222.01 - DPC - em ME - até 1 Mês - no Tesouro
14222.01.01 - DPC - em ME - até 1 Mês - no Tesouro - Movimentada pela Subunidade A

195
I SÉRIE — Nº 5 SUP. «B. O.» Decreto-Lei
DA REPÚBLICA DE CABO
nº 10/2006, de 30VERDE — 30 DE JANEIRO DE 2006
de Janeiro 21

CLASSE 1 - DISPONIBILIDADES
14222.02 - DPC - em ME - até 1 Mês - no BCV
14222.02.1 - DPC - em ME - até 1 Mês - no BCV - do Tesouro
14222.02.1.001 - Para Serviço da Dívida Pública
14222.02.1.002 - Para Aplicações de Reservas de Superavits
...
...

14222.02.9 - DPC - em ME - até 1 Mês - no BCV - Doutras Instituições do SPA (DI-SPA)


14222.02.9.01 - DPC - no BCV - em ME - até 1 Mês - Movimentada pela Subunidade A

14222.03 - DPC - em ME - até 1 Mês - no Banco Comercial A (BC A)


14222.03.1 - DPC - em ME - até 1 Mês - no BC A - do Tesouro
14222.03.1.01 - na Agência do BC A em ...
...

14222.03.9 - DPC - em ME - até 1 Mês - no BC A - Doutras Instituições do SPA (DI-SPA)


14222.03.9.01 - na Agência do BC A em ...
...

14222.04 - DPC - em ME - até 1 Mês - no Banco Comercial B (BC B)


14222.04.1 - DPC - em ME - até 1 Mês - no BC B - do Tesouro
14222.04.1.01 - na Agência do BC B em ...
...

14222.04.9 - DPC - em ME - até 1 Mês - no BC B - Doutras Instituições do SPA (DI-SPA)


14222.04.9.01 - na Agência do BC B em ...
...
...

14223 - DPC - em ME - até 1 Ano


14223.01 - DPC - em ME - até 1 Ano - no Tesouro
14223.01.01 - DPC - em ME - até 1 Ano - no Tesouro - Movimentada pela Subunidade A

14223.02 - DPC - em ME - até 1 Ano - no BCV


14223.02.1 - DPC - em ME - até 1 Ano - no BCV - do Tesouro
14223.02.1.001 - Para Serviço da Dívida Pública
14223.02.1.002 - Para Aplicações de Reservas de Superavits
...
...

14223.02.9 - DPC - em ME - até 1 Ano - no BCV - Doutras Instituições do SPA (DI-SPA)


14223.02.9.01 - DPC - no BCV - em ME - até 1 Ano - Movimentada pela Subunidade A

14223.03 - DPC - em ME - até 1 Ano - no Banco Comercial A (BC A)


14223.03.1 - DPC - em ME - até 1 Ano - no BC A - do Tesouro
14223.03.1.01 - na Agência do BC A em ...
...

14223.03.9 - DPC - em ME - até 1 Ano - no BC A - Doutras Instituições do SPA (DI-SPA)


14223.03.9.01 - na Agência do BC A em ...
...

14223.04 - DPC - em ME - até 1 Ano - no Banco Comercial B (BC B)


14223.04.1 - DPC - em ME - até 1 Ano - no BC B - do Tesouro
14223.04.1.01 - na Agência do BC B em ...
...

14223.04.9 - DPC - em ME - até 1 Ano - no BC B - Doutras Instituições do SPA (DI-SPA)


14223.04.9.01 - na Agência do BC B em ...
...
...

14224 - DPC - em ME - a Médio e Longo Prazos (MLP)


14224.01 - DPC - em ME - a MLP - no Tesouro
14224.01.01 - DPC - em ME - a MLP - no Tesouro - Movimentada pela Subunidade A

14224.02 - DPC - em ME - a MLP - no BCV


14224.02.1 - DPC - em ME - a MLP - no BCV - do Tesouro
14224.02.1.001 - Para Serviço da Dívida Pública
14224.02.1.002 - Para Aplicações de Reservas de Superavits

196
22 I SÉRIE — Nº 5 SUP. «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 30 DE JANEIRO DE 2006
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro

CLASSE 1 - DISPONIBILIDADES
...
...

14224.02.9 - DPC - em ME - a MLP - no BCV - Doutras Instituições do SPA (DI-SPA)


14224.02.9.01 - DPC - no BCV - em ME - a MLP - Movimentada pela Subunidade A

14224.03 - DPC - em ME - a MLP - no Banco Comercial A (BC A)


14224.03.1 - DPC - em ME - a MLP - no BC A - do Tesouro
14224.03.1.01 - na Agência do BC A em ...
...

14224.03.9 - DPC - em ME - a MLP - no BC A - Doutras Instituições do SPA (DI-SPA)


14224.03.9.01 - na Agência do BC A em ...
...

14224.04 - DPC - em ME - a MLP - no Banco Comercial B (BC B)


14224.04.1 - DPC - em ME - a MLP - no BC B - do Tesouro
14224.04.1.01 - na Agência do BC B em ...
...

14224.04.9 - DPC - em ME - a MLP - no BC B - Doutras Instituições do SPA (DI-SPA)


14224.04.9.01 - na Agência do BC B em ...
...
...
...

1428 - DPC - Movimentação Interna - C/Intermédia

143 - DC - da Previdência Social da Função Pública (PSFP)


1431 - DC - da PSFP - Depósitos à Ordem (DO)
14311 - DC - da PSFP - DO - em Moeda Nacional (MN)
14311.01 - DC - da PSFP - DO - em MN - ...
14311.01.01 - DC - da PSFP - DO - em MN - ...

14311.02 - DC - da PSFP - DO - em MN - no BCV


14311.02.1 - DC - da PSFP - DO - em MN - no BCV - do Tesouro
14311.02.1.01 -
...
...

14311.02.9 - DC - da PSFP - DO - em MN - no BCV - ...


14311.02.9.01 - DC - da PSFP - DO - em MN - no BCV - ...

14311.03 - DC - da PSFP - DO - em MN - no Banco Comercial A (BC A)


14311.03.1 - DC - da PSFP - DO - em MN - no BC A - do Tesouro
14311.03.1.01 - na Agência do BC A em ...
...

14311.03.9 - DC - da PSFP - DO - em MN - no BC A - ...


14311.03.9.01 - na Agência do BC A em ...
...

14311.04 - DC - da PSFP - DO - em MN - no Banco Comercial B (BC B)


14311.04.1 - DC - da PSFP - DO - em MN - no BC B - do Tesouro
14311.04.1.01 - na Agência do BC B em ...
...

14311.04.9 - DC - da PSFP - DO - em MN - no BC B - ...


14311.04.9.01 - na Agência do BC B em ...
...
...

14312 - DC - da PSFP - DO - em Moeda Estrangeira (ME)


14312.01 - DC - da PSFP - DO - em ME - ...
14312.01.01 - DC - da PSFP - DO - em ME - ...

14312.02 - DC - da PSFP - DO - em ME - no BCV


14312.02.1 - DC - da PSFP - DO - em ME - no BCV - do Tesouro
14312.02.1.01 -

197
I SÉRIE — Nº 5 SUP. «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 30 DE JANEIRO DE 2006 23
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro

CLASSE 1 - DISPONIBILIDADES
...
...

14312.02.9 - DC - da PSFP - DO - em ME - no BCV - ...


14312.02.9.01 - DC - da PSFP - DO - em ME - no BCV - ...

14312.03 - DC - da PSFP - DO - em ME - no Banco Comercial A (BC A)


14312.03.1 - DC - da PSFP - DO - em ME - no BC A - do Tesouro
14312.03.1.01 - na Agência do BC A em ...
...

14312.03.9 - DC - da PSFP - DO - em ME - no BC A - ...


14312.03.9.01 - na Agência do BC A em ...
...

14312.04 - DC - da PSFP - DO - em ME - no Banco Comercial B (BC B)


14312.04.1 - DC - da PSFP - DO - em ME - no BC B - do Tesouro
14312.04.1.01 - na Agência do BC B em ...
...

14312.04.9 - DC - da PSFP - DO - em ME - no BC B - ...


14312.04.9.01 - na Agência do BC B em ...
...
...

14318 - DC - da PSFP - DO - Movimentação Interna - C/Intermédia

1432 - DC - da PSFP - Depósitos a Prazo (DP)


14321 - DC - da PSFP - DP - em Moeda Nacional (MN)
143211 - DC - da PSFP - DP - em MN - até 60 Dias
143211.01 - DC - da PSFP - DP - em MN - até 60 Dias - ...
143211.01.01 - DC - da PSFP - DP - em MN - até 60 Dias - ...

143211.02 - DC - da PSFP - DP - em MN - até 60 Dias - no BCV


143211.02.1 - DC - da PSFP - DP - em MN - até 60 Dias - no BCV - do Tesouro
143211.02.1.01 -
...
...

143211.02.9 - DC - da PSFP - DP - em MN - até 60 Dias - no BCV - ...


143211.02.9.01 - DC - da PSFP - DP - em MN - até 60 Dias - no BCV - ...

143211.03 - DC - da PSFP - DP - em MN - até 60 Dias - no Banco Comercial A (BC A)


143211.03.1 - DC - da PSFP - DP - em MN - até 60 Dias - no BC A - do Tesouro
143211.03.1.01 - na Agência do BC A em ...
...

143211.03.9 - DC - da PSFP - DP - em MN - até 60 Dias - no BC A - ...


143211.03.9.01 - na Agência do BC A em ...
...

143211.04 - DC - da PSFP - DP - em MN - até 60 Dias - no Banco Comercial B (BC B)


143211.04.1 - DC - da PSFP - DP - em MN - até 60 Dias - no BC B - do Tesouro
143211.04.1.01 - na Agência do BC B em ...
...

143211.04.9 - DC - da PSFP - DP - em MN - até 60 Dias - no BC B - ...


143211.04.9.01 - na Agência do BC B em ...
...
...

143212 - DC - da PSFP - DP - em MN - até 90 Dias


143212.01 - DC - da PSFP - DP - em MN - até 90 Dias - ...
143212.01.01 - DC - da PSFP - DP - em MN - até 90 Dias - ...

143212.02 - DC - da PSFP - DP - em MN - até 90 Dias - no BCV


143212.02.1 - DC - da PSFP - DP - em MN - até 90 Dias - no BCV - do Tesouro
143212.02.1.01 -
...

198
24 I SÉRIE — Nº 5 SUP. «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 30 DE JANEIRO DE 2006
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro

CLASSE 1 - DISPONIBILIDADES
...

143212.02.9 - DC - da PSFP - DP - em MN - até 90 Dias - no BCV - ...


143212.02.9.01 - DC - da PSFP - DP - em MN - até 90 Dias - no BCV - ...

143212.03 - DC - da PSFP - DP - em MN - até 90 Dias - no Banco Comercial A (BC A)


143212.03.1 - DC - da PSFP - DP - em MN - até 90 Dias - no BC A - do Tesouro
143212.03.1.01 - na Agência do BC A em ...
...

143212.03.9 - DC - da PSFP - DP - em MN - até 90 Dias - no BC A - ...


143212.03.9.01 - na Agência do BC A em ...
...

143212.04 - DC - da PSFP - DP - em MN - até 90 Dias - no Banco Comercial B (BC B)


143212.04.1 - DC - da PSFP - DP - em MN - até 90 Dias - no BC B - do Tesouro
143212.04.1.01 - na Agência do BC B em ...
...

143212.04.9 - DC - da PSFP - DP - em MN - até 90 Dias - no BC B - ...


143212.04.9.01 - na Agência do BC B em ...
...
...

143213 - DC - da PSFP - DP - em MN - até 180 Dias


143213.01 - DC - da PSFP - DP - em MN - até 180 Dias - ...
143213.01.01 - DC - da PSFP - DP - em MN - até 180 Dias - ...

143213.02 - DC - da PSFP - DP - em MN - até 180 Dias - no BCV


143213.02.1 - DC - da PSFP - DP - em MN - até 180 Dias - no BCV - do Tesouro
143213.02.1.01 -
...
...

143213.02.9 - DC - da PSFP - DP - em MN - até 180 Dias - no BCV - ...


143213.02.9.01 - DC - da PSFP - DP - em MN - até 180 Dias - no BCV - ...

143213.03 - DC - da PSFP - DP - em MN - até 180 Dias - no Banco Comercial A (BC A)


143213.03.1 - DC - da PSFP - DP - em MN - até 180 Dias - no BC A - do Tesouro
143213.03.1.01 - na Agência do BC A em ...
...

143213.03.9 - DC - da PSFP - DP - em MN - até 180 Dias - no BC A - ...


143213.03.9.01 - na Agência do BC A em ...
...

143213.04 - DC - da PSFP - DP - em MN - até 180 Dias - no Banco Comercial B (BC B)


143213.04.1 - DC - da PSFP - DP - em MN - até 180 Dias - no BC B - do Tesouro
143213.04.1.01 - na Agência do BC B em ...
...

143213.04.9 - DC - da PSFP - DP - em MN - até 180 Dias - no BC B - ...


143213.04.9.01 - na Agência do BC B em ...
...
...

143214 - DC - da PSFP - DP - em MN - até 1 Ano


143214.01 - DC - da PSFP - DP - em MN - até 1 Ano - ...
143214.01.01 - DC - da PSFP - DP - em MN - até 1 Ano - ...

143214.02 - DC - da PSFP - DP - em MN - até 1 Ano - no BCV


143214.02.1 - DC - da PSFP - DP - em MN - até 1 Ano - no BCV - do Tesouro
143214.02.1.01 -
...
...

143214.02.9 - DC - da PSFP - DP - em MN - até 1 Ano - no BCV - ...


143214.02.9.01 - DC - da PSFP - DP - em MN - até 1 Ano - no BCV - ...

199
I SÉRIE — Nº 5 SUP. «B. O.» DA REPÚBLICA
Decreto-Lei DE CABO
nº 10/2006, VERDE
de 30 — 30 DE JANEIRO DE 2006
de Janeiro 25

CLASSE 1 - DISPONIBILIDADES
143214.03 - DC - da PSFP - DP - em MN - até 1 Ano - no Banco Comercial A (BC A)
143214.03.1 - DC - da PSFP - DP - em MN - até 1 Ano - no BC A - do Tesouro
143214.03.1.01 - na Agência do BC A em ...
...

143214.03.9 - DC - da PSFP - DP - em MN - até 1 Ano - no BC A - ...


143214.03.9.01 - na Agência do BC A em ...
...

143214.04 - DC - da PSFP - DP - em MN - até 1 Ano - no Banco Comercial B (BC B)


143214.04.1 - DC - da PSFP - DP - em MN - até 1 Ano - no BC B - do Tesouro
143214.04.1.01 - na Agência do BC B em ...
...

143214.04.9 - DC - da PSFP - DP - em MN - até 1 Ano - no BC B - ...


143214.04.9.01 - na Agência do BC B em ...
...
...

143215 - DC - da PSFP - DP - em MN - Superior a 1 Ano


143215.01 - DC - da PSFP - DP - em MN - Superior a 1 Ano - ...
143215.01.01 - DC - da PSFP - DP - em MN - Superior a 1 Ano - ...

143215.02 - DC - da PSFP - DP - em MN - Superior a 1 Ano - no BCV


143215.02.1 - DC - da PSFP - DP - em MN - Superior a 1 Ano - no BCV - do Tesouro
143215.02.1.01 -
...
...

143215.02.9 - DC - da PSFP - DP - em MN - Superior a 1 Ano - no BCV - ...


143215.02.9.01 - DC - da PSFP - DP - em MN - Superior a 1 Ano - no BCV - ...

143215.03 - DC - da PSFP - DP - em MN - Superior a 1 Ano - no Banco Comercial A (BC A)


143215.03.1 - DC - da PSFP - DP - em MN - Superior a 1 Ano - no BC A - do Tesouro
143215.03.1.01 - na Agência do BC A em ...
...

143215.03.9 - DC - da PSFP - DP - em MN - Superior a 1 Ano - no BC A - ...


143215.03.9.01 - na Agência do BC A em ...
...

143215.04 - DC - da PSFP - DP - em MN - Superior a 1 Ano - no Banco Comercial B (BC B)


143215.04.1 - DC - da PSFP - DP - em MN - Superior a 1 Ano - no BC B - do Tesouro
143215.04.1.01 - na Agência do BC B em ...
...

143215.04.9 - DC - da PSFP - DP - em MN - Superior a 1 Ano - no BC B - ...


143215.04.9.01 - na Agência do BC B em ...
...
...

14322 - DC - da PSFP - DP - em Moeda Estrangeira (ME)


143221 - DC - da PSFP - DP - em ME - até 1 Semana
143221.01 - DC - da PSFP - DP - em ME - até 1 Semana - ...
143221.01.01 - DC - da PSFP - DP - em ME - até 1 Semana - ...

143221.02 - DC - da PSFP - DP - em ME - até 1 Semana - no BCV


143221.02.1 - DC - da PSFP - DP - em ME - até 1 Semana - no BCV - do Tesouro
143221.02.1.01 -
...
...

143221.02.9 - DC - da PSFP - DP - em ME - até 1 Semana - no BCV - ...


143221.02.9.01 - DC - da PSFP - DP - em ME - até 1 Semana - no BCV - ...

143221.03 - DC - da PSFP - DP - em ME - até 1 Semana - no Banco Comercial A (BC A)


143221.03.1 - DC - da PSFP - DP - em ME - até 1 Semana - no BC A - do Tesouro
143221.03.1.01 - na Agência do BC A em ...
...

200
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro
26 I SÉRIE — Nº 5 SUP. «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 30 DE JANEIRO DE 2006

CLASSE 1 - DISPONIBILIDADES
143221.03.9 - DC - da PSFP - DP - em ME - até 1 Semana - no BC A - ...
143221.03.9.01 - na Agência do BC A em ...
...

143221.04 - DC - da PSFP - DP - em ME - até 1 Semana - no Banco Comercial B (BC B)


143221.04.1 - DC - da PSFP - DP - em ME - até 1 Semana - no BC B - do Tesouro
143221.04.1.01 - na Agência do BC B em ...
...

143221.04.9 - DC - da PSFP - DP - em ME - até 1 Semana - no BC B - ...


143221.04.9.01 - na Agência do BC B em ...
...
...

143222 - DC - da PSFP - DP - em ME - até 1 Mês


143222.01 - DC - da PSFP - DP - em ME - até 1 Mês - ...
143222.01.01 - DC - da PSFP - DP - em ME - até 1 Mês - ...

143222.02 - DC - da PSFP - DP - em ME - até 1 Mês - no BCV


143222.02.1 - DC - da PSFP - DP - em ME - até 1 Mês - no BCV - do Tesouro
143222.02.1.01 -
...
...

143222.02.9 - DC - da PSFP - DP - em ME - até 1 Mês - no BCV - ...


143222.02.9.01 - DC - da PSFP - DP - em ME - até 1 Mês - no BCV - ...

143222.03 - DC - da PSFP - DP - em ME - até 1 Mês - no Banco Comercial A (BC A)


143222.03.1 - DC - da PSFP - DP - em ME - até 1 Mês - no BC A - do Tesouro
143222.03.1.01 - na Agência do BC A em ...
...

143222.03.9 - DC - da PSFP - DP - em ME - até 1 Mês - no BC A - ...


143222.03.9.01 - na Agência do BC A em ...
...

143222.04 - DC - da PSFP - DP - em ME - até 1 Mês - no Banco Comercial B (BC B)


143222.04.1 - DC - da PSFP - DP - em ME - até 1 Mês - no BC B - do Tesouro
143222.04.1.01 - na Agência do BC B em ...
...

143222.04.9 - DC - da PSFP - DP - em ME - até 1 Mês - no BC B - ...


143222.04.9.01 - na Agência do BC B em ...
...
...

143223 - DC - da PSFP - DP - em ME - até 1 Ano


143223.01 - DC - da PSFP - DP - em ME - até 1 Ano - ...
143223.01.01 - DC - da PSFP - DP - em ME - até 1 Ano - ...

143223.02 - DC - da PSFP - DP - em ME - até 1 Ano - no BCV


143223.02.1 - DC - da PSFP - DP - em ME - até 1 Ano - no BCV - do Tesouro
143223.02.1.01 -
...
...

143223.02.9 - DC - da PSFP - DP - em ME - até 1 Ano - no BCV - ...


143223.02.9.01 - DC - da PSFP - DP - em ME - até 1 Ano - no BCV - ...

143223.03 - DC - da PSFP - DP - em ME - até 1 Ano - no Banco Comercial A (BC A)


143223.03.1 - DC - da PSFP - DP - em ME - até 1 Ano - no BC A - do Tesouro
143223.03.1.01 - na Agência do BC A em ...
...

143223.03.9 - DC - da PSFP - DP - em ME - até 1 Ano - no BC A - ...


143223.03.9.01 - na Agência do BC A em ...
...

143223.04 - DC - da PSFP - DP - em ME - até 1 Ano - no Banco Comercial B (BC B)


143223.04.1 - DC - da PSFP - DP - em ME - até 1 Ano - no BC B - do Tesouro

201
I SÉRIE — Nº 5 SUP. «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 30 DE JANEIRO DE 2006 27
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro

CLASSE 1 - DISPONIBILIDADES
143223.04.1.01 - na Agência do BC B em ...
...

143223.04.9 - DC - da PSFP - DP - em ME - até 1 Ano - no BC B - ...


143223.04.9.01 - na Agência do BC B em ...
...
...

143224 - DC - da PSFP - DP - em ME - a Médio e Longo Prazos (MLP)


143224.01 - DC - da PSFP - DP - em ME - a MLP - ...
143224.01.01 - DC - da PSFP - DP - em ME - a MLP - ...

143224.02 - DC - da PSFP - DP - em ME - a MLP - no BCV


143224.02.1 - DC - da PSFP - DP - em ME - a MLP - no BCV - do Tesouro
143224.02.1.01 -
...
...

143224.02.9 - DC - da PSFP - DP - em ME - a MLP - no BCV - ...


143224.02.9.01 - DC - da PSFP - DP - em ME - a MLP - no BCV - ...

143224.03 - DC - da PSFP - DP - em ME - a MLP - no Banco Comercial A (BC A)


143224.03.1 - DC - da PSFP - DP - em ME - a MLP - no BC A - do Tesouro
143224.03.1.01 - na Agência do BC A em ...
...

143224.03.9 - DC - da PSFP - DP - em ME - a MLP - no BC A - ...


143224.03.9.01 - na Agência do BC A em ...
...

143224.04 - DC - da PSFP - DP - em ME - a MLP - no Banco Comercial B (BC B)


143224.04.1 - DC - da PSFP - DP - em ME - a MLP - no BC B - do Tesouro
143224.04.1.01 - na Agência do BC B em ...
...

143224.04.9 - DC - da PSFP - DP - em ME - a MLP - no BC B - ...


143224.04.9.01 - na Agência do BC B em ...
...
...

14328 - DC - da PSFP - DP - Movimentação Interna - C/Intermédia

1433 - Disponibilidades Consignadas - da PSFP - Títulos Negociáveis (TN)


14331 - DC - da PSFP - TN - em Moeda Nacional (MN)
143311 - DC - da PSFP - TN - em MN - Acções
1433111 - DC - da PSFP - TN - em MN - Acções - Instituições Financeiras
14331110 - Saldo Inicial
14331111 - Aquisições
14331112 - Movimentações Internas à Entidade - Aumentos
14331113 - Reavaliações
14331114 - Outras Alterações - Aumentos
14331115 - Abates
14331116 - Alienações
14331117 - Movimentações Internas à Entidade - Diminuições
14331118 - Outras Alterações - Diminuições
14331119 - Apuramento

1433112 - DC - da PSFP - TN - em MN - Acções - Outras Sociedades de Capital Misto


1433119 - DC - da PSFP - TN - em MN - Acções - Outras Empresas


143312 - DC - da PSFP - TN - em MN - Títulos da Dívida Pública (TDP)


1433121 - DC - da PSFP - TN - em MN - TDP - Bilhetes do Tesouro

1433122 - DC - da PSFP - TN - em MN - TDP - Obrigações do Tesouro


202
28 I SÉRIE — Nº 5 SUP. «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 30 DE JANEIRO DE 2006
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro

CLASSE 1 - DISPONIBILIDADES
1433123 - DC - da PSFP - TN - em MN - TDP - Títulos Consolidados de Mobilização Financeira (TCMF)

1433128 - DC - da PSFP - TN - em MN - TDP - Obrigações dos Municípios


1433129 - DC - da PSFP - TN - em MN - TDP - Outros Títulos da Dívida Pública


143313 - DC - da PSFP - TN - em MN - Outras Obrigações (OO)


1433131 - DC - da PSFP - TN - em MN - OO - Instituições Financeiras

...

143319 - DC - da PSFP - TN - em MN - Outros Títulos Negociáveis


14332 - DC - da PSFP - TN - em Moeda Estrangeira (ME)


143321 - DC - da PSFP - TN - em ME - Acções
1433211 - DC - da PSFP - TN - em ME - Acções - Instituições Financeiras

1433212 - DC - da PSFP - TN - em ME - Acções - Outras Empresas


143322 - DC - da PSFP - TN - em ME - Títulos da Dívida Pública (TDP)


1433221 - DC - da PSFP - TN - em ME - TDP - Bilhetes do Tesouro

1433222 - DC - da PSFP - TN - em ME - TDP - Obrigações do Tesouro



...

1433229 - DC - da PSFP - TN - em ME - TDP - Outros Títulos da Dívida Pública


143323 - DC - da PSFP - TN - em ME - Outras Obrigações (OO)


1433231 - DC - da PSFP - TN - em ME - OO - Estados Estrangeiros
...

1433232 - DC - da PSFP - TN - em ME - OO - Instituições Financeiras Supranacionais


...

1433233 - DC - da PSFP - TN - em ME - OO - Instituições Financeiras Paragovernamentais


...

1433234 - DC - da PSFP - TN - em ME - OO - Outras Instituições Financeiras Estrangeiras


...
...

143329 - DC - da PSFP - TN - em ME - Outros Títulos Negociáveis


...

144 - DC - para Serviço da Dívida Pública - Títulos Negociáveis (TN)


1441 - DC - para Serviço da Dívida Pública - TN - em Moeda Nacional (MN)
...

1442 - DC - para Serviço da Dívida Pública - TN - em Moeda Estrangeira (ME)


...

145 - DC - para Aplicações de Reservas de Superavits - Títulos Negociáveis (TN)


1451 - DC - para Aplicações de Reservas de Superavits - TN - em Moeda Nacional (MN)
...

203
I SÉRIE — Nº 5 SUP. «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 30 DE JANEIRO DE 2006 29
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro

CLASSE 1 - DISPONIBILIDADES
1452 - DC - para Aplicações de Reservas de Superavits - TN - em Moeda Estrangeira (ME)
...

15 - Depósitos a Prazo (DP)


151 - DP - em Moeda Nacional (MN)
1511 - DP - em MN - até 60 Dias
1511.01 - DP - em MN - até 60 Dias - no Tesouro
1511.01.01 - DP - em MN - até 60 Dias - no Tesouro - Movimentada pela Subunidade A

1511.02 - DP - em MN - até 60 Dias - no BCV


1511.02.1 - DP - em MN - até 60 Dias - no BCV - do Tesouro
1511.02.1.01 -
...
...

1511.02.9 - DP - em MN - até 60 Dias - no BCV - Doutras Instituições do SPA (DI-SPA)


1511.03 - DP - em MN - até 60 Dias - no Banco Comercial A (BC A)


1511.03.1 - DP - em MN - até 60 Dias - no BC A - do Tesouro
1511.03.1.01 - na Agência do BC A em ...
...

1511.03.9 - DP - em MN - até 60 Dias - no BC A - Doutras Instituições do SPA (DI-SPA)


1511.03.9.01 - na Agência do BC A em ...
...

1511.04 - DP - em MN - até 60 Dias - no Banco Comercial B (BC B)


1511.04.1 - DP - em MN - até 60 Dias - no BC B - do Tesouro
1511.04.1.01 - na Agência do BC B em ...
...

1511.04.9 - DP - em MN - até 60 Dias - no BC B - Doutras Instituições do SPA (DI-SPA)


1511.04.9.01 - na Agência do BC B em ...
...
...

1512 - DP - em MN - até 90 Dias


1512.01 - DP - em MN - até 90 Dias - no Tesouro
1512.01.01 - DP - em MN - até 90 Dias - no Tesouro - Movimentada pela Subunidade A

1512.02 - DP - em MN - até 90 Dias - no BCV


1512.02.1 - DP - em MN - até 90 Dias - no BCV - do Tesouro
1512.02.1.01 -
...
...

1512.02.9 - DP - em MN - até 90 Dias - no BCV - Doutras Instituições do SPA (DI-SPA)


1512.03 - DP - em MN - até 90 Dias - no Banco Comercial A (BC A)


1512.03.1 - DP - em MN - até 90 Dias - no BC A - do Tesouro
1512.03.1.01 - na Agência do BC A em ...
...

1512.03.9 - DP - em MN - até 90 Dias - no BC A - Doutras Instituições do SPA (DI-SPA)


1512.03.9.01 - na Agência do BC A em ...
...

1512.04 - DP - em MN - até 90 Dias - no Banco Comercial B (BC B)


1512.04.1 - DP - em MN - até 90 Dias - no BC B - do Tesouro
1512.04.1.01 - na Agência do BC B em ...
...

1512.04.9 - DP - em MN - até 90 Dias - no BC B - Doutras Instituições do SPA (DI-SPA)


1512.04.9.01 - na Agência do BC B em ...
...
...

204
30 I SÉRIE — Nº 5 SUP. «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 30 DE JANEIRO DE 2006
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro

CLASSE 1 - DISPONIBILIDADES
1513 - DP - em MN - até 180 Dias
1513.01 - DP - em MN - até 180 Dias - no Tesouro
1513.01.01 - DP - em MN - até 180 Dias - no Tesouro - Movimentada pela Subunidade A

1513.02 - DP - em MN - até 180 Dias - no BCV


1513.02.1 - DP - em MN - até 180 Dias - no BCV - do Tesouro
1513.02.1.01 -
...
...

1513.02.9 - DP - em MN - até 180 Dias - no BCV - Doutras Instituições do SPA (DI-SPA)


1513.03 - DP - em MN - até 180 Dias - no Banco Comercial A (BC A)


1513.03.1 - DP - em MN - até 180 Dias - no BC A - do Tesouro
1513.03.1.01 - na Agência do BC A em ...
...

1513.03.9 - DP - em MN - até 180 Dias - no BC A - Doutras Instituições do SPA (DI-SPA)


1513.03.9.01 - na Agência do BC A em ...
...

1513.04 - DP - em MN - até 180 Dias - no Banco Comercial B (BC B)


1513.04.1 - DP - em MN - até 180 Dias - no BC B - do Tesouro
1513.04.1.01 - na Agência do BC B em ...
...

1513.04.9 - DP - em MN - até 180 Dias - no BC B - Doutras Instituições do SPA (DI-SPA)


1513.04.9.01 - na Agência do BC B em ...
...
...

1514 - DP - em MN - até 1 Ano


1514.01 - DP - em MN - até 1 Ano - no Tesouro
1514.01.01 - DP - em MN - até 1 Ano - no Tesouro - Movimentada pela Subunidade A

1514.02 - DP - em MN - até 1 Ano - no BCV


1514.02.1 - DP - em MN - até 1 Ano - no BCV - do Tesouro
1514.02.1.01 -
...
...

1514.02.9 - DP - em MN - até 1 Ano - no BCV - Doutras Instituições do SPA (DI-SPA)


1514.03 - DP - em MN - até 1 Ano - no Banco Comercial A (BC A)


1514.03.1 - DP - em MN - até 1 Ano - no BC A - do Tesouro
1514.03.1.01 - na Agência do BC A em ...
...

1514.03.9 - DP - em MN - até 1 Ano - no BC A - Doutras Instituições do SPA (DI-SPA)


1514.03.9.01 - na Agência do BC A em ...
...

1514.04 - DP - em MN - até 1 Ano - no Banco Comercial B (BC B)


1514.04.1 - DP - em MN - até 1 Ano - no BC B - do Tesouro
1514.04.1.01 - na Agência do BC B em ...
...

1514.04.9 - DP - em MN - até 1 Ano - no BC B - Doutras Instituições do SPA (DI-SPA)


1514.04.9.01 - na Agência do BC B em ...
...
...

1515 - DP - em MN - Superior a 1 Ano


1515.01 - DP - em MN - Superior a 1 Ano - no Tesouro
1515.01.01 - DP - em MN - Superior a 1 Ano - no Tesouro - Movimentada pela Subunidade A

1515.02 - DP - em MN - Superior a 1 Ano - no BCV


1515.02.1 - DP - em MN - Superior a 1 Ano - no BCV - do Tesouro
1515.02.1.01 -

205
I SÉRIE — Nº 5 SUP. «B. O.» DA REPÚBLICA
Decreto-Lei DE CABO
nº 10/2006, VERDE
de 30 de — 30 DE JANEIRO DE 2006
Janeiro 31

CLASSE 1 - DISPONIBILIDADES
...
...

1515.02.9 - DP - em MN - Superior a 1 Ano - no BCV - Doutras Instituições do SPA (DI-SPA)


1515.03 - DP - em MN - Superior a 1 Ano - no Banco Comercial A (BC A)


1515.03.1 - DP - em MN - Superior a 1 Ano - no BC A - do Tesouro
1515.03.1.01 - na Agência do BC A em ...
...

1515.03.9 - DP - em MN - Superior a 1 Ano - no BC A - Doutras Instituições do SPA (DI-SPA)


1515.03.9.01 - na Agência do BC A em ...
...

1515.04 - DP - em MN - Superior a 1 Ano - no Banco Comercial B (BC B)


1515.04.1 - DP - em MN - Superior a 1 Ano - no BC B - do Tesouro
1515.04.1.01 - na Agência do BC B em ...
...

1515.04.9 - DP - em MN - Superior a 1 Ano - no BC B - Doutras Instituições do SPA (DI-SPA)


1515.04.9.01 - na Agência do BC B em ...
...
...

152 - DP - em Moeda Estrangeira (ME)


1521 - DP - em ME - até 1 Semana
1521.01 - DP - em ME - até 1 Semana - no Tesouro
1521.01.01 - DP - em ME - até 1 Semana - no Tesouro - Movimentada pela Subunidade A

1521.02 - DP - em ME - até 1 Semana - no BCV


1521.02.1 - DP - em ME - até 1 Semana - no BCV - do Tesouro
1521.02.1.01 -
...
...

1521.02.9 - DP - em ME - até 1 Semana - no BCV - Doutras Instituições do SPA (DI-SPA)


1521.03 - DP - em ME - até 1 Semana - no Banco Comercial A (BC A)


1521.03.1 - DP - em ME - até 1 Semana - no BC A - do Tesouro
1521.03.1.01 - na Agência do BC A em ...
...

1521.03.9 - DP - em ME - até 1 Semana - no BC A - Doutras Instituições do SPA (DI-SPA)


1521.03.9.01 - na Agência do BC A em ...
...

1521.04 - DP - em ME - até 1 Semana - no Banco Comercial B (BC B)


1521.04.1 - DP - em ME - até 1 Semana - no BC B - do Tesouro
1521.04.1.01 - na Agência do BC B em ...
...

1521.04.9 - DP - em ME - até 1 Semana - no BC B - Doutras Instituições do SPA (DI-SPA)


1521.04.9.01 - na Agência do BC B em ...
...
...

1522 - DP - em ME - até 1 Mês


1522.01 - DP - em ME - até 1 Mês - no Tesouro
1522.01.01 - DP - em ME - até 1 Mês - no Tesouro - Movimentada pela Subunidade A

1522.02 - DP - em ME - até 1 Mês - no BCV


1522.02.1 - DP - em ME - até 1 Mês - no BCV - do Tesouro
1522.02.1.01 -
...
...

1522.02.9 - DP - em ME - até 1 Mês - no BCV - Doutras Instituições do SPA (DI-SPA)


206
32 I SÉRIE — Nº 5 SUP. «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 30 DE JANEIRO DE 2006
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro

CLASSE 1 - DISPONIBILIDADES
1522.03 - DP - em ME - até 1 Mês - no Banco Comercial A (BC A)
1522.03.1 - DP - em ME - até 1 Mês - no BC A - do Tesouro
1522.03.1.01 - na Agência do BC A em ...
...

1522.03.9 - DP - em ME - até 1 Mês - no BC A - Doutras Instituições do SPA (DI-SPA)


1522.03.9.01 - na Agência do BC A em ...
...

1522.04 - DP - em ME - até 1 Mês - no Banco Comercial B (BC B)


1522.04.1 - DP - em ME - até 1 Mês - no BC B - do Tesouro
1522.04.1.01 - na Agência do BC B em ...
...

1522.04.9 - DP - em ME - até 1 Mês - no BC B - Doutras Instituições do SPA (DI-SPA)


1522.04.9.01 - na Agência do BC B em ...
...
...
...

1523 - DP - em ME - até 1 Ano


1523.01 - DP - em ME - até 1 Ano - no Tesouro
1523.01.01 - DP - em ME - até 1 Ano - no Tesouro - Movimentada pela Subunidade A

1523.02 - DP - em ME - até 1 Ano - no BCV


1523.02.1 - DP - em ME - até 1 Ano - no BCV - do Tesouro
1523.02.1.01 -
...
...

1523.02.9 - DP - em ME - até 1 Ano - no BCV - Doutras Instituições do SPA (DI-SPA)


1523.03 - DP - em ME - até 1 Ano - no Banco Comercial A (BC A)


1523.03.1 - DP - em ME - até 1 Ano - no BC A - do Tesouro
1523.03.1.01 - na Agência do BC A em ...
...

1523.03.9 - DP - em ME - até 1 Ano - no BC A - Doutras Instituições do SPA (DI-SPA)


1523.03.9.01 - na Agência do BC A em ...
...

1523.04 - DP - em ME - até 1 Ano - no Banco Comercial B (BC B)


1523.04.1 - DP - em ME - até 1 Ano - no BC B - do Tesouro
1523.04.1.01 - na Agência do BC B em ...
...

1523.04.9 - DP - em ME - até 1 Ano - no BC B - Doutras Instituições do SPA (DI-SPA)


1523.04.9.01 - na Agência do BC B em ...
...
...
...

1524 - DP - em ME - a Médio e Longo Prazos (MLP)


1524.01 - DP - em ME - a MLP - no Tesouro
1524.01.01 - DP - em ME - a MLP - no Tesouro - Movimentada pela Subunidade A

1524.02 - DP - em ME - a MLP - no BCV


1524.02.1 - DP - em ME - a MLP - no BCV - do Tesouro
1524.02.1.01 -
...
...

1524.02.9 - DP - em ME - a MLP - no BCV - Doutras Instituições do SPA (DI-SPA)


1524.03 - DP - em ME - a MLP - no Banco Comercial A (BC A)


1524.03.1 - DP - em ME - a MLP - no BC A - do Tesouro
1524.03.1.01 - na Agência do BC A em ...
...

1524.03.9 - DP - em ME - a MLP - no BC A - Doutras Instituições do SPA (DI-SPA)

207
I SÉRIE — Nº 5 SUP. «B. Decreto-Lei nº 10/2006,
O.» DA REPÚBLICA DE deCABO
30 de VERDE
Janeiro— 30 DE JANEIRO DE 2006 33

CLASSE 1 - DISPONIBILIDADES
1524.03.9.01 - na Agência do BC A em ...
...

1524.04 - DP - em ME - a MLP - no Banco Comercial B (BC B)


1524.04.1 - DP - em ME - a MLP - no BC B - do Tesouro
1524.04.1.01 - na Agência do BC B em ...
...

1524.04.9 - DP - em ME - a MLP - no BC B - Doutras Instituições do SPA (DI-SPA)


1524.04.9.01 - na Agência do BC B em ...
...
...
...

158 - DP - Movimentação Interna - C/Intermédia

16 - Títulos Negociáveis (TN)


161 - TN - em Moeda Nacional (MN)
1611 - TN - em MN - Acções
16111 - TN - em MN - Acções - Instituições Financeiras
161110 - Saldo Inicial
161111 - Aquisições
161112 - Movimentações Internas à Entidade - Aumentos
161113 - Reavaliações
161114 - Outras Alterações - Aumentos
161115 - Abates
161116 - Alienações
161117 - Movimentações Internas à Entidade - Diminuições
161118 - Outras Alterações - Diminuições
161119 - Apuramento

16112 - TN - em MN - Acções - Outras Sociedades de Capital Misto


...

16119 - TN - em MN - Acções - Outras Empresas


...

1612 - TN - em MN - Títulos da Dívida Pública (TDP)


16121 - TN - em MN - TDP - Bilhetes do Tesouro
...

16122 - TN - em MN - TDP - Obrigações do Tesouro


...

16123 - TN - em MN - TDP - Títulos Consolidados de Mobilização Financeira (TCMF)


...

16128 - TN - em MN - TDP - Obrigações dos Municípios


...

16129 - TN - em MN - TDP - Outros Títulos da Dívida Pública


...

1613 - TN - em MN - Outras Obrigações (OO)


16131 - TN - em MN - OO - Instituições Financeiras
...

...

1619 - TN - em MN - Outros Títulos Negociáveis


...

162 - TN - em Moeda Estrangeira (ME)


1621 - TN - em ME - Acções

208
34 I SÉRIE — Nº 5 SUP. «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 30 DE JANEIRO DE 200
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro

CLASSE 1 - DISPONIBILIDADES
16211 - TN - em ME - Acções - Instituições Financeiras
...

16212 - TN - em ME - Acções - Outras Empresas


...

...

1622 - TN - em ME - Títulos da Dívida Pública (TDP)


16221 - TN - em ME - TDP - Bilhetes do Tesouro
...

16222 - TN - em ME - TDP - Obrigações do Tesouro


...
...

16229 - TN - em ME - TDP - Outros Títulos da Dívida Pública


...

1623 - TN - em ME - Outras Obrigações (OO)


16231 - TN - em ME - OO - Estados Estrangeiros
...

16232 - TN - em ME - OO - Instituições Financeiras Supranacionais


...

16233 - TN - em ME - OO - Instituições Financeiras Paragovernamentais


...

16234 - TN - em ME - OO - Outras Instituições Financeiras Estrangeiras


...

...
...

1629 - TN - em ME - Outros Títulos Negociáveis


...

17 - Depósitos Bloqueados e Cauções


171 - Depósitos Bloqueados
1711 - Depósitos Bloqueados - em Moeda Nacional (MN)
...

1712 - Depósitos Bloqueados - em Moeda Estrangeira (ME)


...

172 - Cauções
1721 - Cauções - em Moeda Nacional (MN)
...

1722 - Cauções - em Moeda Estrangeira (ME)


...

18 - Outras Disponibilidades
181 - Outras Aplicações de Tesouraria
1811 - Outras Aplicações de Tesouraria - em Moeda Nacional (MN)
...

1812 - Outras Aplicações de Tesouraria - em Moeda Estrangeira (ME)


...

189 - Disponibilidades Diversas


1891 - Disponibilidades Diversas - em Moeda Nacional (MN)
1891.01 - Letras Descontadas e Endossadas na Nossa Posse

209
I SÉRIE — Nº 5 SUP. «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 30 DE JANEIRO DE 2006 35
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro

CLASSE 1 - DISPONIBILIDADES
...

1892 - Disponibilidades Diversas - em Moeda Estrangeira (ME)


...

19 - Provisões para Aplicações de Tesouraria


191 - Provisões para DC - da PSFP - Títulos Negociáveis (TN)
1911 - Provisões para DC - da PSFP - TN - em Moeda Nacional (MN)
19111 - Provisões para DC - da PSFP - TN - em MN - Acções
191111 - Provisões para DC - da PSFP - TN - em MN - Acções - Instituições Financeiras
1911110 - Saldo Inicial
1911111 - Constituição
1911112 - Reforços
...
1911115 - Utilizações
1911116 - Reposições
1911117 - Anulações

1911119 - Apuramento

191112 - Provisões para DC - da PSFP - TN - em MN - Acções - Outras Sociedades de Capital Misto


...

191119 - Provisões para DC - da PSFP - TN - em MN - Acções - Outras Empresas


...

19112 - Provisões para DC - da PSFP - TN - em MN - Títulos da Dívida Pública (TDP)


191121 - Provisões para DC - da PSFP - TN - em MN - TDP - Bilhetes do Tesouro
...

191122 - Provisões para DC - da PSFP - TN - em MN - TDP - Obrigações do Tesouro


...

191123 - Provisões para DC - da PSFP - TN - em MN - TDP - Títulos Consolidados de Mobilização Financeira (TCMF)
...
...

191128 - Provisões para DC - da PSFP - TN - em MN - TDP - Obrigações dos Municípios


...

191129 - Provisões para DC - da PSFP - TN - em MN - TDP - Outros Títulos da Dívida Pública


...

19113 - Provisões para DC - da PSFP - TN - em MN - Outras Obrigações (OO)


191131 - Provisões para DC - da PSFP - TN - em MN - OO - Instituições Financeiras
...

...

19119 - Provisões para DC - da PSFP - TN - em MN - Outros Títulos Negociáveis


...

1912 - Provisões para DC - da PSFP - TN - em Moeda Estrangeira (ME)


19121 - Provisões para DC - da PSFP - TN - em ME - Acções
191211 - Provisões para DC - da PSFP - TN - em ME - Acções - Instituições Financeiras
...

191212 - Provisões para DC - da PSFP - TN - em ME - Acções - Outras Empresas


...

...

19122 - Provisões para DC - da PSFP - TN - em ME - Títulos da Dívida Pública (TDP)


191221 - Provisões para DC - da PSFP - TN - em ME - TDP - Bilhetes do Tesouro
...

191222 - Provisões para DC - da PSFP - TN - em ME - TDP - Obrigações do Tesouro


...
...

210
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro
36 I SÉRIE — Nº 5 SUP. «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 30 DE JANEIRO DE 2006

CLASSE 1 - DISPONIBILIDADES
191229 - Provisões para DC - da PSFP - TN - em ME - TDP - Outros Títulos da Dívida Pública
...

19123 - Provisões para DC - da PSFP - TN - em ME - Outras Obrigações (OO)


191231 - Provisões para DC - da PSFP - TN - em ME - OO - Estados Estrangeiros
...

191232 - Provisões para DC - da PSFP - TN - em ME - OO - Instituições Financeiras Supranacionais


...

191233 - Provisões para DC - da PSFP - TN - em ME - OO - Instituições Financeiras Paragovernamentais


...

191234 - Provisões para DC - da PSFP - TN - em ME - OO - Outras Instituições Financeiras Estrangeiras


...

...

19129 - Provisões para DC - da PSFP - TN - em ME - Outros Títulos Negociáveis


...

192 - Provisões para DC - para Serviço da Dívida Pública - Títulos Negociáveis (TN)
1921 - Provisões para DC - para Serviço da Dívida Pública - TN - em Moeda Nacional (MN)
...
1922 - Provisões para DC - para Serviço da Dívida Pública - TN - em Moeda Estrangeira (ME)
...

193 - Provisões para DC - para Aplicações de Reservas de Superavits - Títulos Negociáveis (TN)
1931 - Provisões para DC - para Aplicações de Reservas de Superavits - TN - em Moeda Nacional (MN)
...
1932 - Provisões para DC - para Aplicações de Reservas de Superavits - TN - em Moeda Estrangeira (ME)
...
...

198 - Provisões para Aplicações de Tesouraria (AT) - Títulos Negociáveis (TN)


1981 - Provisões para AT - TN - em Moeda Nacional (MN)
19811 - Provisões para AT - TN - em MN - Acções
198111 - Provisões para AT - TN - em MN - Acções - Instituições Financeiras
...

198112 - Provisões para AT - TN - em MN - Acções - Outras Sociedades de Capital Misto


...

198119 - Provisões para AT - TN - em MN - Acções - Outras Empresas


...

19812 - Provisões para AT - TN - em MN - Títulos da Dívida Pública (TDP)


198121 - Provisões para AT - TN - em MN - TDP - Bilhetes do Tesouro
...

198122 - Provisões para AT - TN - em MN - TDP - Obrigações do Tesouro


...

198123 - Provisões para AT - TN - em MN - TDP - Títulos Consolidados de Mobilização Financeira (TCMF)


...

198128 - Provisões para AT - TN - em MN - TDP - Obrigações dos Municípios


...

198129 - Provisões para AT - TN - em MN - TDP - Outros Títulos da Dívida Pública


...

19813 - Provisões para AT - TN - em MN - Outras Obrigações (OO)


198131 - Provisões para AT - TN - em MN - OO - Instituições Financeiras
...
...
...

19819 - Provisões para AT - TN - em MN - Outros Títulos Negociáveis


...

211
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro
I SÉRIE — Nº 5 SUP. «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 30 DE JANEIRO DE 2006 37

CLASSE 1 - DISPONIBILIDADES

1982 - Provisões para AT - TN - em Moeda Estrangeira (ME)


19821 - Provisões para AT - TN - em ME - Acções
198211 - Provisões para AT - TN - em ME - Acções - Instituições Financeiras
...

...

198212 - Provisões para AT - TN - em ME - Acções - Outras Empresas


...

19822 - Provisões para AT - TN - em ME - Títulos da Dívida Pública (TDP)


198221 - Provisões para AT - TN - em ME - TDP - Bilhetes do Tesouro
...

198222 - Provisões para AT - TN - em ME - TDP - Obrigações do Tesouro


...

...

198229 - Provisões para AT - TN - em ME - TDP - Outros Títulos da Dívida Pública


...

19823 - Provisões para AT - TN - em ME - Outras Obrigações (OO)


198231 - Provisões para AT - TN - em ME - OO - Estados Estrangeiros
...

198232 - Provisões para AT - TN - em ME - OO - Instituições Financeiras Supranacionais


...

198233 - Provisões para AT - TN - em ME - OO - Instituições Financeiras Paragovernamentais


...

198234 - Provisões para AT - TN - em ME - OO - Outras Instituições Financeiras Estrangeiras


...

...
...

19829 - Provisões para AT - TN - em ME - Outros Títulos Negociáveis


...

199 - Provisões para Outras Aplicações de Tesouraria


1991 - Provisões para Outras Aplicações de Tesouraria - em Moeda Nacional (MN)
...

1992 - Provisões para Outras Aplicações de Tesouraria - em Moeda Estrangeira (ME)


...

212
38 I SÉRIE — Nº 5 SUP. «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 30 DE JANEIRO DE 2006
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro

CLASSE 2 - TERCEIROS

20 - Depositantes no Tesouro (DT)


20.01 - DT - Depósitos à Ordem do SPA (DO-SPA)
20.01.1 - DT - DO-SPA - em Moeda Nacional (MN)
20.01.1.1 - DT - DO-SPA - em MN - Municípios
20.01.1.1.+NIF - DT - DO-SPA - em MN - Município ...

20.01.1.2 - DT - DO-SPA - em MN - Institutos Públicos


20.01.1.2.+NIF - DT - DO-SPA - em MN - Instituto ...

20.01.1.3 - DT - DO-SPA - em MN - Fundos Autónomos


20.01.1.3.+NIF - DT - DO-SPA - em MN - Fundo ...

20.01.1.4 - DT - DO-SPA - em MN - UC de Programas ou Projectos


20.01.1.4.+NIF - DT - DO-SPA - em MN - UC ...

...

20.01.2 - DT - DO-SPA - em Moeda Estrangeira (ME)


20.01.2.1 - DT - DO-SPA - em ME - Municípios
20.01.2.1.+NIF - DT - DO-SPA - em ME - Município ...

20.01.2.2 - DT - DO-SPA - em ME - Institutos Públicos


20.01.2.2.+NIF - DT - DO-SPA - em ME - Instituto ...

20.01.2.3 - DT - DO-SPA - em ME - Fundos Autónomos


20.01.2.3.+NIF - DT - DO-SPA - em ME - Fundo ...

20.01.2.4 - DT - DO-SPA - em ME - UC de Programas ou Projectos


20.01.2.4.+NIF - DT - DO-SPA - em ME - UC ...

...

20.02 - DT - Depósitos à Ordem Consignados do SPA (DOC-SPA)


20.02.1 - DT - DOC-SPA - em Moeda Nacional (MN)
20.02.1.1 - DT - DOC-SPA - em MN - Municípios
20.02.1.1.+NIF - DT - DOC-SPA - em MN - Município ...

20.02.1.2 - DT - DOC-SPA - em MN - Institutos Públicos


20.02.1.2.+NIF - DT - DOC-SPA - em MN - Instituto ...

20.02.1.3 - DT - DOC-SPA - em MN - Fundos Autónomos


20.02.1.3.+NIF - DT - DOC-SPA - em MN - Fundo ...

20.02.1.4 - DT - DOC-SPA - em MN - UC de Programas ou Projectos


20.02.1.4.+NIF - DT - DOC-SPA - em MN - UC ...

...

20.02.2 - DT - DOC-SPA - em Moeda Estrangeira (ME)


20.02.2.1 - DT - DOC-SPA - em ME - Municípios
20.02.2.1.+NIF - DT - DOC-SPA - em ME - Município ...

20.02.2.2 - DT - DOC-SPA - em ME - Institutos Públicos


20.02.2.2.+NIF - DT - DOC-SPA - em ME - Instituto ...

20.02.2.3 - DT - DOC-SPA - em ME - Fundos Autónomos


20.02.2.3.+NIF - DT - DOC-SPA - em ME - Fundo ...

20.02.2.4 - DT - DOC-SPA - em ME - UC de Programas ou Projectos


20.02.2.4.+NIF - DT - DOC-SPA - em ME - UC ...

213
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro
I SÉRIE — Nº 5 SUP. «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 30 DE JANEIRO DE 2006 39

CLASSE 2 - TERCEIROS

...

20.03 - DT - Depósitos a Prazo Consignados do SPA (DPC-SPA)


20.03.1 - DT - DPC-SPA - em Moeda Nacional (MN)
20.03.1.1 - DT - DPC-SPA - em MN - até 60 Dias
20.03.1.1.1 - DT - DPC-SPA - em MN - até 60 Dias - Municípios
20.03.1.1.1.+NIF - DT - DPC-SPA - em MN - até 60 Dias - Município ...

20.03.1.1.2 - DT - DPC-SPA - em MN - até 60 Dias - Institutos Públicos


20.03.1.1.2.+NIF - DT - DPC-SPA - em MN - até 60 Dias - Instituto ...

20.03.1.1.3 - DT - DPC-SPA - em MN - até 60 Dias - Fundos Autónomos


20.03.1.1.3.+NIF - DT - DPC-SPA - em MN - até 60 Dias - Fundo ...

20.03.1.1.4 - DT - DPC-SPA - em MN - até 60 Dias - UC de Programas ou Projectos


20.03.1.1.4.+NIF - DT - DPC-SPA - em MN - até 60 Dias - UC ...

...

20.03.1.2 - DT - DPC-SPA - em MN - até 90 Dias


20.03.1.2.1 - DT - DPC-SPA - em MN - até 90 Dias - Municípios
20.03.1.2.1.+NIF - DT - DPC-SPA - em MN - até 90 Dias - Município ...

20.03.1.2.2 - DT - DPC-SPA - em MN - até 90 Dias - Institutos Públicos


20.03.1.2.2.+NIF - DT - DPC-SPA - em MN - até 90 Dias - Instituto ...

20.03.1.2.3 - DT - DPC-SPA - em MN - até 90 Dias - Fundos Autónomos


20.03.1.2.3.+NIF - DT - DPC-SPA - em MN - até 90 Dias - Fundo ...

20.03.1.2.4 - DT - DPC-SPA - em MN - até 90 Dias - UC de Programas ou Projectos


20.03.1.2.4.+NIF - DT - DPC-SPA - em MN - até 90 Dias - UC ...

...

20.03.1.3 - DT - DPC-SPA - em MN - até 180 Dias


20.03.1.3.1 - DT - DPC-SPA - em MN - até 180 Dias - Municípios
20.03.1.3.1.+NIF - DT - DPC-SPA - em MN - até 180 Dias - Município ...

20.03.1.3.2 - DT - DPC-SPA - em MN - até 180 Dias - Institutos Públicos


20.03.1.3.2.+NIF - DT - DPC-SPA - em MN - até 180 Dias - Instituto ...

20.03.1.3.3 - DT - DPC-SPA - em MN - até 180 Dias - Fundos Autónomos


20.03.1.3.3.+NIF - DT - DPC-SPA - em MN - até 180 Dias - Fundo ...

20.03.1.3.4 - DT - DPC-SPA - em MN - até 180 Dias - UC de Programas ou Projectos


20.03.1.3.4.+NIF - DT - DPC-SPA - em MN - até 180 Dias - UC ...

...

20.03.1.4 - DT - DPC-SPA - em MN - até 1 Ano


20.03.1.4.1 - DT - DPC-SPA - em MN - até 1 Ano - Municípios
20.03.1.4.1.+NIF - DT - DPC-SPA - em MN - até 1 Ano - Município ...

20.03.1.4.2 - DT - DPC-SPA - em MN - até 1 Ano - Institutos Públicos


20.03.1.4.2.+NIF - DT - DPC-SPA - em MN - até 1 Ano - Instituto ...

20.03.1.4.3 - DT - DPC-SPA - em MN - até 1 Ano - Fundos Autónomos


20.03.1.4.3.+NIF - DT - DPC-SPA - em MN - até 1 Ano - Fundo ...

20.03.1.4.4 - DT - DPC-SPA - em MN - até 1 Ano - UC de Programas ou Projectos


20.03.1.4.4.+NIF - DT - DPC-SPA - em MN - até 1 Ano - UC ...

...

214
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro
40 I SÉRIE — Nº 5 SUP. «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 30 DE JANEIRO DE 2006

CLASSE 2 - TERCEIROS
20.03.1.5 - DT - DPC-SPA - em MN - Superior a 1 Ano
20.03.1.5.1 - DT - DPC-SPA - em MN - Superior a 1 Ano - Municípios
20.03.1.5.1.+NIF - DT - DPC-SPA - em MN - Superior a 1 Ano - Município ...

20.03.1.5.2 - DT - DPC-SPA - em MN - Superior a 1 Ano - Institutos Públicos


20.03.1.5.2.+NIF - DT - DPC-SPA - em MN - Superior a 1 Ano - Instituto ...

20.03.1.5.3 - DT - DPC-SPA - em MN - Superior a 1 Ano - Fundos Autónomos


20.03.1.5.3.+NIF - DT - DPC-SPA - em MN - Superior a 1 Ano - Fundo ...

20.03.1.5.4 - DT - DPC-SPA - em MN - Superior a 1 Ano - UC de Programas ou Projectos


20.03.1.5.4.+NIF - DT - DPC-SPA - em MN - Superior a 1 Ano - UC ...

...

20.03.2 - DT - DPC-SPA - em Moeda Estrangeira (ME)


20.03.2.1 - DT - DPC-SPA - em ME - até 1 Semana
20.03.2.1.1 - DT - DPC-SPA - em ME - até 1 Semana - Municípios
20.03.2.1.1.+NIF - DT - DPC-SPA - em ME - até 1 Semana - Município ...

20.03.2.1.2 - DT - DPC-SPA - em ME - até 1 Semana - Institutos Públicos


20.03.2.1.2.+NIF - DT - DPC-SPA - em ME - até 1 Semana - Instituto ...

20.03.2.1.3 - DT - DPC-SPA - em ME - até 1 Semana - Fundos Autónomos


20.03.2.1.3.+NIF - DT - DPC-SPA - em ME - até 1 Semana - Fundo ...

20.03.2.1.4 - DT - DPC-SPA - em ME - até 1 Semana - UC de Programas ou Projectos


20.03.2.1.4.+NIF - DT - DPC-SPA - em ME - até 1 Semana - UC ...

...

20.03.2.2 - DT - DPC-SPA - em ME - até 1 Mês


20.03.2.2.1 - DT - DPC-SPA - em ME - até 1 Mês - Municípios
20.03.2.2.1.+NIF - DT - DPC-SPA - em ME - até 1 Mês - Município ...

20.03.2.2.2 - DT - DPC-SPA - em ME - até 1 Mês - Institutos Públicos


20.03.2.2.2.+NIF - DT - DPC-SPA - em ME - até 1 Mês - Instituto ...

20.03.2.2.3 - DT - DPC-SPA - em ME - até 1 Mês - Fundos Autónomos


20.03.2.2.3.+NIF - DT - DPC-SPA - em ME - até 1 Mês - Fundo ...

20.03.2.2.4 - DT - DPC-SPA - em ME - até 1 Mês - UC de Programas ou Projectos


20.03.2.2.4.+NIF - DT - DPC-SPA - em ME - até 1 Mês - UC ...

...

20.03.2.3 - DT - DPC-SPA - em ME - até 1 Ano


20.03.2.3.1 - DT - DPC-SPA - em ME - até 1 Ano - Municípios
20.03.2.3.1.+NIF - DT - DPC-SPA - em ME - até 1 Ano - Município ...

20.03.2.3.2 - DT - DPC-SPA - em ME - até 1 Ano - Institutos Públicos


20.03.2.3.2.+NIF - DT - DPC-SPA - em ME - até 1 Ano - Instituto ...

20.03.2.3.3 - DT - DPC-SPA - em ME - até 1 Ano - Fundos Autónomos


20.03.2.3.3.+NIF - DT - DPC-SPA - em ME - até 1 Ano - Fundo ...

20.03.2.3.4 - DT - DPC-SPA - em ME - até 1 Ano - UC de Programas ou Projectos


20.03.2.3.4.+NIF - DT - DPC-SPA - em ME - até 1 Ano - UC ...

...

20.03.2.4 - DT - DPC-SPA - em ME - a Médio e Longo Prazos (MLP)


20.03.2.4.1 - DT - DPC-SPA - em ME - a MLP - Municípios
20.03.2.4.1.+NIF - DT - DPC-SPA - em ME - a MLP - Município ...

215
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro
I SÉRIE — Nº 5 SUP. «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 30 DE JANEIRO DE 2006 41

CLASSE 2 - TERCEIROS

20.03.2.4.2 - DT - DPC-SPA - em ME - a MLP - Institutos Públicos


20.03.2.4.2.+NIF - DT - DPC-SPA - em ME - a MLP - Instituto ...

20.03.2.4.3 - DT - DPC-SPA - em ME - a MLP - Fundos Autónomos


20.03.2.4.3.+NIF - DT - DPC-SPA - em ME - a MLP - Fundo ...

20.03.2.4.4 - DT - DPC-SPA - em ME - a MLP - UC de Programas ou Projectos


20.03.2.4.4.+NIF - DT - DPC-SPA - em ME - a MLP - UC ...

...

20.04 - DT - Depósitos a Prazo do SPA (DP-SPA)


20.04.1 - DT - DP-SPA - em Moeda Nacional (MN)
20.04.1.1 - DT - DP-SPA - em MN - até 60 Dias
20.04.1.1.1 - DT - DP-SPA - em MN - até 60 Dias - Municípios
20.04.1.1.1.+NIF - DT - DP-SPA - em MN - até 60 Dias - Município ...

20.04.1.1.2 - DT - DP-SPA - em MN - até 60 Dias - Institutos Públicos


20.04.1.1.2.+NIF - DT - DP-SPA - em MN - até 60 Dias - Instituto ...

20.04.1.1.3 - DT - DP-SPA - em MN - até 60 Dias - Fundos Autónomos


20.04.1.1.3.+NIF - DT - DP-SPA - em MN - até 60 Dias - Fundo ...

20.04.1.1.4 - DT - DP-SPA - em MN - até 60 Dias - UC de Programas ou Projectos


20.04.1.1.4.+NIF - DT - DP-SPA - em MN - até 60 Dias - UC ...

...

20.04.1.2 - DT - DP-SPA - em MN - até 90 Dias


20.04.1.2.1 - DT - DP-SPA - em MN - até 90 Dias - Municípios
20.04.1.2.1.+NIF - DT - DP-SPA - em MN - até 90 Dias - Município ...

20.04.1.2.2 - DT - DP-SPA - em MN - até 90 Dias - Institutos Públicos


20.04.1.2.2.+NIF - DT - DP-SPA - em MN - até 90 Dias - Instituto ...

20.04.1.2.3 - DT - DP-SPA - em MN - até 90 Dias - Fundos Autónomos


20.04.1.2.3.+NIF - DT - DP-SPA - em MN - até 90 Dias - Fundo ...

20.04.1.2.4 - DT - DP-SPA - em MN - até 90 Dias - UC de Programas ou Projectos


20.04.1.2.4.+NIF - DT - DP-SPA - em MN - até 90 Dias - UC ...

...

20.04.1.3 - DT - DP-SPA - em MN - até 180 Dias


20.04.1.3.1 - DT - DP-SPA - em MN - até 180 Dias - Municípios
20.04.1.3.1.+NIF - DT - DP-SPA - em MN - até 180 Dias - Município ...

20.04.1.3.2 - DT - DP-SPA - em MN - até 180 Dias - Institutos Públicos


20.04.1.3.2.+NIF - DT - DP-SPA - em MN - até 180 Dias - Instituto ...

20.04.1.3.3 - DT - DP-SPA - em MN - até 180 Dias - Fundos Autónomos


20.04.1.3.3.+NIF - DT - DP-SPA - em MN - até 180 Dias - Fundo ...

20.04.1.3.4 - DT - DP-SPA - em MN - até 180 Dias - UC de Programas ou Projectos


20.04.1.3.4.+NIF - DT - DP-SPA - em MN - até 180 Dias - UC ...

...

20.04.1.4 - DT - DP-SPA - em MN - até 1 Ano

216
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro
42 I SÉRIE — Nº 5 SUP. «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 30 DE JANEIRO DE 2006

CLASSE 2 - TERCEIROS
20.04.1.4.1 - DT - DP-SPA - em MN - até 1 Ano - Municípios
20.04.1.4.1.+NIF - DT - DP-SPA - em MN - até 1 Ano - Município ...

20.04.1.4.2 - DT - DP-SPA - em MN - até 1 Ano - Institutos Públicos


20.04.1.4.2.+NIF - DT - DP-SPA - em MN - até 1 Ano - Instituto ...

20.04.1.4.3 - DT - DP-SPA - em MN - até 1 Ano - Fundos Autónomos


20.04.1.4.3.+NIF - DT - DP-SPA - em MN - até 1 Ano - Fundo ...

20.04.1.4.4 - DT - DP-SPA - em MN - até 1 Ano - UC de Programas ou Projectos


20.04.1.4.4.+NIF - DT - DP-SPA - em MN - até 1 Ano - UC ...

...

20.04.1.5 - DT - DP-SPA - em MN - Superior a 1 Ano


20.04.1.5.1 - DT - DP-SPA - em MN - Superior a 1 Ano - Municípios
20.04.1.5.1.+NIF - DT - DP-SPA - em MN - Superior a 1 Ano - Município ...

20.04.1.5.2 - DT - DP-SPA - em MN - Superior a 1 Ano - Institutos Públicos


20.04.1.5.2.+NIF - DT - DP-SPA - em MN - Superior a 1 Ano - Instituto ...

20.04.1.5.3 - DT - DP-SPA - em MN - Superior a 1 Ano - Fundos Autónomos


20.04.1.5.3.+NIF - DT - DP-SPA - em MN - Superior a 1 Ano - Fundo ...

20.04.1.5.4 - DT - DP-SPA - em MN - Superior a 1 Ano - UC de Programas ou Projectos


20.04.1.5.4.+NIF - DT - DP-SPA - em MN - Superior a 1 Ano - UC ...

...

20.04.2 - DT - DP-SPA - em Moeda Estrangeira (ME)


20.04.2.1 - DT - DP-SPA - em ME - até 1 Semana
20.04.2.1.1 - DT - DP-SPA - em ME - até 1 Semana - Municípios
20.04.2.1.1.+NIF - DT - DP-SPA - em ME - até 1 Semana - Município ...

20.04.2.1.2 - DT - DP-SPA - em ME - até 1 Semana - Institutos Públicos


20.04.2.1.2.+NIF - DT - DP-SPA - em ME - até 1 Semana - Instituto ...

20.04.2.1.3 - DT - DP-SPA - em ME - até 1 Semana - Fundos Autónomos


20.04.2.1.3.+NIF - DT - DP-SPA - em ME - até 1 Semana - Fundo ...

20.04.2.1.4 - DT - DP-SPA - em ME - até 1 Semana - UC de Programas ou Projectos


20.04.2.1.4.+NIF - DT - DP-SPA - em ME - até 1 Semana - UC ...

...

20.04.2.2 - DT - DP-SPA - em ME - até 1 Mês


20.04.2.2.1 - DT - DP-SPA - em ME - até 1 Mês - Municípios
20.04.2.2.1.+NIF - DT - DP-SPA - em ME - até 1 Mês - Município ...

20.04.2.2.2 - DT - DP-SPA - em ME - até 1 Mês - Institutos Públicos


20.04.2.2.2.+NIF - DT - DP-SPA - em ME - até 1 Mês - Instituto ...

20.04.2.2.3 - DT - DP-SPA - em ME - até 1 Mês - Fundos Autónomos


20.04.2.2.3.+NIF - DT - DP-SPA - em ME - até 1 Mês - Fundo ...

20.04.2.2.4 - DT - DP-SPA - em ME - até 1 Mês - UC de Programas ou Projectos


20.04.2.2.4.+NIF - DT - DP-SPA - em ME - até 1 Mês - UC ...

217
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro
I SÉRIE — Nº 5 SUP. «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 30 DE JANEIRO DE 2006 43

CLASSE 2 - TERCEIROS
...

20.04.2.3 - DT - DP-SPA - em ME - até 1 Ano


20.04.2.3.1 - DT - DP-SPA - em ME - até 1 Ano - Municípios
20.04.2.3.1.+NIF - DT - DP-SPA - em ME - até 1 Ano - Município ...

20.04.2.3.2 - DT - DP-SPA - em ME - até 1 Ano - Institutos Públicos


20.04.2.3.2.+NIF - DT - DP-SPA - em ME - até 1 Ano - Instituto ...

20.04.2.3.3 - DT - DP-SPA - em ME - até 1 Ano - Fundos Autónomos


20.04.2.3.3.+NIF - DT - DP-SPA - em ME - até 1 Ano - Fundo ...

20.04.2.3.4 - DT - DP-SPA - em ME - até 1 Ano - UC de Programas ou Projectos


20.04.2.3.4.+NIF - DT - DP-SPA - em ME - até 1 Ano - UC ...

...

20.04.2.4 - DT - DP-SPA - em ME - a Médio e Longo Prazos (MLP)


20.04.2.4.1 - DT - DP-SPA - em ME - a MLP - Municípios
20.04.2.4.1.+NIF - DT - DP-SPA - em ME - a MLP - Município ...

20.04.2.4.2 - DT - DP-SPA - em ME - a MLP - Institutos Públicos


20.04.2.4.2.+NIF - DT - DP-SPA - em ME - a MLP - Instituto ...

20.04.2.4.3 - DT - DP-SPA - em ME - a MLP - Fundos Autónomos


20.04.2.4.3.+NIF - DT - DP-SPA - em ME - a MLP - Fundo ...

20.04.2.4.4 - DT - DP-SPA - em ME - a MLP - UC de Programas ou Projectos


20.04.2.4.4.+NIF - DT - DP-SPA - em ME - a MLP - UC ...

...

21 - Clientes
211 - Clientes, C/C
2111 - Clientes, C/C - Moeda Nacional (MN)
21111 - Clientes, C/C - MN - Mercado Interno (MI)
211111 - Clientes, C/C - MN - MI - Ano Corrente
211111.+NIF - ...

211112 - Clientes, C/C - MN - MI - Anos Anteriores
211112.+NIF - ...

21112 - Clientes, C/C - MN - Mercado Externo (MEx)
211121 - Clientes, C/C - MN - MEx - Ano Corrente
211121.+NIF - ...

211122 - Clientes, C/C - MN - MEx - Anos Anteriores
211122.+NIF - ...

2112 - Clientes, C/C - Moeda Estrangeira (ME)


21121 - Clientes, C/C - ME - Mercado Interno (MI)
211211 - Clientes, C/C - ME - MI - Ano Corrente
211211.+NIF - ...

211212 - Clientes, C/C - ME - MI - Anos Anteriores
211212.+NIF - ...

21122 - Clientes, C/C - ME - Mercado Externo (MEx)
211221 - Clientes, C/C - ME - MEx - Ano Corrente
211221.+NIF - ...

211222 - Clientes, C/C - ME - MEx - Anos Anteriores
211222.+NIF - ...

218
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro
44 I SÉRIE — Nº 5 SUP. «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 30 DE JANEIRO DE 2006

CLASSE 2 - TERCEIROS

212 - Clientes - Títulos a Receber


2121 - Clientes - Títulos a Receber - Moeda Nacional (MN)
21211 - Clientes - Títulos a Receber - MN - Mercado Interno (MI)
212111 - Clientes - Títulos a Receber - MN - MI - Ano Corrente
212111.+NIF - ...

212112 - Clientes - Títulos a Receber - MN - MI - Anos Anteriores
212112.+NIF - ...

21212 - Clientes - Títulos a Receber - MN - Mercado Externo (MEx)
212121 - Clientes - Títulos a Receber - MN - MEx - Ano Corrente
212121.+NIF - ...

212122 - Clientes - Títulos a Receber - MN - MEx - Anos Anteriores
212122.+NIF - ...

2122 - Clientes - Títulos a Receber - Moeda Estrangeira (ME)


21221 - Clientes - Títulos a Receber - ME - Mercado Interno (MI)
212211 - Clientes - Títulos a Receber - ME - MI - Ano Corrente
212211.+NIF - ...

212212 - Clientes - Títulos a Receber - ME - MI - Anos Anteriores
212212.+NIF - ...

21222 - Clientes - Títulos a Receber - ME - Mercado Externo (MEx)
212221 - Clientes - Títulos a Receber - ME - MEx - Ano Corrente
212221.+NIF - ...

212222 - Clientes - Títulos a Receber - ME - MEx - Anos Anteriores
212222.+NIF - ...

...

218 - Clientes de Cobrança Duvidosa


2181 - Clientes, C/C - de Cobrança Duvidosa
21811 - Clientes, C/C - de Cobrança Duvidosa - Moeda Nacional (MN)
218111 - Clientes, C/C - de Cobrança Duvidosa - MN - Mercado Interno (MI)
2181111 - Clientes, C/C - de Cobrança Duvidosa - MN - MI - Ano Corrente
2181111.+NIF - ...

2181112 - Clientes, C/C - de Cobrança Duvidosa - MN - MI - Anos Anteriores
2181112.+NIF - ...

218112 - Clientes, C/C - de Cobrança Duvidosa - MN - Mercado Externo (MEx)
2181121 - Clientes, C/C - de Cobrança Duvidosa - MN - MEx - Ano Corrente
2181121.+NIF - ...

2181122 - Clientes, C/C - de Cobrança Duvidosa - MN - MEx - Anos Anteriores
2181122.+NIF - ...

21812 - Clientes, C/C - de Cobrança Duvidosa - Moeda Estrangeira (ME)


218121 - Clientes, C/C - de Cobrança Duvidosa - ME - Mercado Interno (MI)
2181211 - Clientes, C/C - de Cobrança Duvidosa - ME - MI - Ano Corrente
2181211.+NIF - ...

2181212 - Clientes, C/C - de Cobrança Duvidosa - ME - MI - Anos Anteriores
2181212.+NIF - ...

218122 - Clientes, C/C - de Cobrança Duvidosa - ME - Mercado Externo (MEx)
2181221 - Clientes, C/C - de Cobrança Duvidosa - ME - MEx - Ano Corrente
2181221.+NIF - ...

2181222 - Clientes, C/C - de Cobrança Duvidosa - ME - MEx - Anos Anteriores
2181222.+NIF - ...

2182 - Clientes - Títulos a Receber - de Cobrança Duvidosa


21821 - Clientes - Títulos a Receber - de Cobrança Duvidosa - Moeda Nacional (MN)

219
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro
I SÉRIE — Nº 5 SUP. «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 30 DE JANEIRO DE 2006 45

CLASSE 2 - TERCEIROS
218211 - Clientes - Títulos a Receber - de Cobrança Duvidosa - MN - Mercado Interno (MI)
2182111 - Clientes - Títulos a Receber - de Cobrança Duvidosa - MN - MI - Ano Corrente
2182111.+NIF - ...

2182112 - Clientes - Títulos a Receber - de Cobrança Duvidosa - MN - MI - Anos Anteriores
2182112.+NIF - ...

218212 - Clientes - Títulos a Receber - de Cobrança Duvidosa - MN - Mercado Externo (MEx)
2182121 - Clientes - Títulos a Receber - de Cobrança Duvidosa - MN - MEx - Ano Corrente
2182121.+NIF - ...

2182122 - Clientes - Títulos a Receber - de Cobrança Duvidosa - MN - MEx - Anos Anteriores
2182122.+NIF - ...

21822 - Clientes - Títulos a Receber - de Cobrança Duvidosa - Moeda Estrangeira (ME)


218221 - Clientes - Títulos a Receber - de Cobrança Duvidosa - ME - Mercado Interno (MI)
2182211 - Clientes - Títulos a Receber - de Cobrança Duvidosa - ME - MI - Ano Corrente
2182211.+NIF - ...

2182212 - Clientes - Títulos a Receber - de Cobrança Duvidosa - ME - MI - Anos Anteriores
2182212.+NIF - ...

218222 - Clientes - Títulos a Receber - de Cobrança Duvidosa - ME - Mercado Externo (MEx)
2182221 - Clientes - Títulos a Receber - de Cobrança Duvidosa - ME - MEx - Ano Corrente
2182221.+NIF - ...

2182222 - Clientes - Títulos a Receber - de Cobrança Duvidosa - ME - MEx - Anos Anteriores
2182222.+NIF - ...

219 - Adiantamentos de Clientes


2191 - Adiantamentos de Clientes - Moeda Nacional (MN)
21911 - Adiantamentos de Clientes - MN - Mercado Interno (MI)
219111 - Adiantamentos de Clientes - MN - MI - Ano Corrente
219111.+NIF - ...

219112 - Adiantamentos de Clientes - MN - MI - Anos Anteriores
219112.+NIF - ...

21912 - Adiantamentos de Clientes - MN - Mercado Externo (MEx)
219121 - Adiantamentos de Clientes - MN - MEx - Ano Corrente
219121.+NIF - ...

219122 - Adiantamentos de Clientes - MN - MEx - Anos Anteriores
219122.+NIF - ...

2192 - Adiantamentos de Clientes - Moeda Estrangeira (ME)


21921 - Adiantamentos de Clientes - ME - Mercado Interno (MI)
219211 - Adiantamentos de Clientes - ME - MI - Ano Corrente
219211.+NIF - ...

219212 - Adiantamentos de Clientes - ME - MI - Anos Anteriores
219212.+NIF - ...

21922 - Adiantamentos de Clientes - ME - Mercado Externo (MEx)
219221 - Adiantamentos de Clientes - ME - MEx - Ano Corrente
219221.+NIF - ...

219222 - Adiantamentos de Clientes - ME - MEx - Anos Anteriores
219222.+NIF - ...

22 - Fornecedores
221 - Fornecedores, C/C
2211 - Fornecedores, C/C - Moeda Nacional (MN)
22111 - Fornecedores, C/C - MN - Mercado Interno (MI)
221111 - Fornecedores, C/C - MN - MI - Ano Corrente
221111.+NIF - ...

221112 - Fornecedores, C/C - MN - MI - Anos Anteriores
221112.+NIF - ...

220
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro
46 I SÉRIE — Nº 5 SUP. «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 30 DE JANEIRO DE 2006

CLASSE 2 - TERCEIROS

22112 - Fornecedores, C/C - MN - Mercado Externo (MEx)
221121 - Fornecedores, C/C - MN - MEx - Ano Corrente
221121.+NIF - ...

221122 - Fornecedores, C/C - MN - MEx - Anos Anteriores
221122.+NIF - ...

2212 - Fornecedores, C/C - Moeda Estrangeira (ME)


22121 - Fornecedores, C/C - ME - Mercado Interno (MI)
221211 - Fornecedores, C/C - ME - MI - Ano Corrente
221211.+NIF - ...

221212 - Fornecedores, C/C - ME - MI - Anos Anteriores
221212.+NIF - ...

22122 - Fornecedores, C/C - ME - Mercado Externo (MEx)
221221 - Fornecedores, C/C - ME - MEx - Ano Corrente
221221.+NIF - ...

221222 - Fornecedores, C/C - ME - MEx - Anos Anteriores
221222.+NIF - ...

222 - Fornecedores - Títulos a Pagar


2221 - Fornecedores - Títulos a Pagar - Moeda Nacional (MN)
22211 - Fornecedores - Títulos a Pagar - MN - Mercado Interno (MI)
222111 - Fornecedores - Títulos a Pagar - MN - MI - Ano Corrente
222111.+NIF - ...

222112 - Fornecedores - Títulos a Pagar - MN - MI - Anos Anteriores
222112.+NIF - ...

22212 - Fornecedores - Títulos a Pagar - MN - Mercado Externo (MEx)
222121 - Fornecedores - Títulos a Pagar - MN - MEx - Ano Corrente
222121.+NIF - ...

222122 - Fornecedores - Títulos a Pagar - MN - MEx - Anos Anteriores
222122.+NIF - ...

2222 - Fornecedores - Títulos a Pagar - Moeda Estrangeira (ME)


22221 - Fornecedores - Títulos a Pagar - ME - Mercado Interno (MI)
222211 - Fornecedores - Títulos a Pagar - ME - MI - Ano Corrente
222211.+NIF - ...

222212 - Fornecedores - Títulos a Pagar - ME - MI - Anos Anteriores
222212.+NIF - ...

22222 - Fornecedores - Títulos a Pagar - ME - Mercado Externo (MEx)
222221 - Fornecedores - Títulos a Pagar - ME - MEx - Ano Corrente
222221.+NIF - ...

222222 - Fornecedores - Títulos a Pagar - ME - MEx - Anos Anteriores
222222.+NIF - ...

...

228 - Fornecedores - Facturas em Recepção e Conferência (Fª em RC)


2281 - Fornecedores - Fª em RC - Moeda Nacional (MN)
22811 - Fornecedores - Fª em RC - MN - Mercado Interno (MI)
228111 - Fornecedores - Fª em RC - MN - MI - Ano Corrente
228111.+NIF - ...

228112 - Fornecedores - Fª em RC - MN - MI - Anos Anteriores
228112.+NIF - ...

22812 - Fornecedores - Fª em RC - MN - Mercado Externo (MEx)
228121 - Fornecedores - Fª em RC - MN - MEx - Ano Corrente
228121.+NIF - ...

221
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro
I SÉRIE — Nº 5 SUP. «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 30 DE JANEIRO DE 2006 47

CLASSE 2 - TERCEIROS

228122 - Fornecedores - Fª em RC - MN - MEx - Anos Anteriores
228122.+NIF - ...

2282 - Fornecedores - Fª em RC - Moeda Estrangeira (ME)


22821 - Fornecedores - Fª em RC - ME - Mercado Interno (MI)
228211 - Fornecedores - Fª em RC - ME - MI - Ano Corrente
228211.+NIF - ...

228212 - Fornecedores - Fª em RC - ME - MI - Anos Anteriores
228212.+NIF - ...

22822 - Fornecedores - Fª em RC - ME - Mercado Externo (MEx)
228221 - Fornecedores - Fª em RC - ME - MEx - Ano Corrente
228221.+NIF - ...

228222 - Fornecedores - Fª em RC - ME - MEx - Anos Anteriores
228222.+NIF - ...

229 - Adiantamentos a Fornecedores


2291 - Adiantamentos a Fornecedores - Moeda Nacional (MN)
22911 - Adiantamentos a Fornecedores - MN - Mercado Interno (MI)
229111 - Adiantamentos a Fornecedores - MN - MI - Ano Corrente
229111.+NIF - ...

229112 - Adiantamentos a Fornecedores - MN - MI - Anos Anteriores
229112.+NIF - ...

22912 - Adiantamentos a Fornecedores - MN - Mercado Externo (MEx)
229121 - Adiantamentos a Fornecedores - MN - MEx - Ano Corrente
229121.+NIF - ...

229122 - Adiantamentos a Fornecedores - MN - MEx - Anos Anteriores
229122.+NIF - ...

2292 - Adiantamentos a Fornecedores - Moeda Estrangeira (ME)


22921 - Adiantamentos a Fornecedores - ME - Mercado Interno (MI)
229211 - Adiantamentos a Fornecedores - ME - MI - Ano Corrente
229211.+NIF - ...

229212 - Adiantamentos a Fornecedores - ME - MI - Anos Anteriores
229212.+NIF - ...

22922 - Adiantamentos a Fornecedores - ME - Mercado Externo (MEx)
229221 - Adiantamentos a Fornecedores - ME - MEx - Ano Corrente
229221.+NIF - ...

229222 - Adiantamentos a Fornecedores - ME - MEx - Anos Anteriores
229222.+NIF - ...

23 - Empréstimos Concedidos (EC)


231 - EC - ao Sector Público Administrativo (SPA)
2311 - EC - ao SPA - a Curto Prazo (CP)
23111 - EC - ao SPA - a CP - Empréstimos de Retrocessão
231111 - EC - ao SPA - a CP - Empréstimos de Retrocessão - Municípios
231111.+NIF - ...

231112 - EC - ao SPA - a CP - Empréstimos de Retrocessão - Institutos Públicos


231112.+NIF - ...

231113 - EC - ao SPA - a CP - Empréstimos de Retrocessão - Fundos Autónomos


231113.+NIF - ...

222
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro
48 I SÉRIE — Nº 5 SUP. «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 30 DE JANEIRO DE 2006

CLASSE 2 - TERCEIROS
23112 - EC - ao SPA - a CP -

2312 - EC - ao SPA - a Médio e Longo Prazos (MLP)


23121 - EC - ao SPA - a MLP - Empréstimos de Retrocessão
231211 - EC - ao SPA - a MLP - Empréstimos de Retrocessão - Municípios
231211.+NIF - ...

231212 - EC - ao SPA - a MLP - Empréstimos de Retrocessão - Institutos Públicos


231212.+NIF - ...

231213 - EC - ao SPA - a MLP - Empréstimos de Retrocessão - Fundos Autónomos


231213.+NIF - ...

23122 - EC - ao SPA - a MLP -

232 - EC - ao Sector Público Empresarial (SPE)


2321 - EC - ao SPE - a Curto Prazo (CP)
23211 - EC - ao SPE - a CP - Empréstimos de Retrocessão
232111 - EC - ao SPE - a CP - Empréstimos de Retrocessão - Instituições Financeiras
232111.+NIF - ...

232112 - EC - ao SPE - a CP - Empréstimos de Retrocessão - Instituições não Financeiras


232112.+NIF - ...

23212 - EC - ao SPE - a CP -

2322 - EC - ao SPE - a Médio e Longo Prazos (MLP)


23221 - EC - ao SPE - a MLP - Empréstimos de Retrocessão
232211 - EC - ao SPE - a MLP - Empréstimos de Retrocessão - Instituições Financeiras
232211.+NIF - ...

232212 - EC - ao SPE - a MLP - Empréstimos de Retrocessão - Instituições não Financeiras


232212.+NIF - ...

23222 - EC - ao SPE - a MLP -

233 - EC - às Empresas Mistas (EM)


2331 - EC - às EM - a Curto Prazo (CP)
23311 - EC - às EM - a CP - Empréstimos de Retrocessão
233111 - EC - às EM - a CP - Empréstimos de Retrocessão - Instituições Financeiras
233111.+NIF - ...

233112 - EC - às EM - a CP - Empréstimos de Retrocessão - Instituições não Financeiras


233112.+NIF - ...

23312 - EC - às EM - a CP -

2332 - EC - às EM - a Médio e Longo Prazos (MLP)


23321 - EC - às EM - a MLP - Empréstimos de Retrocessão
233211 - EC - às EM - a MLP - Empréstimos de Retrocessão - Instituições Financeiras
233211.+NIF - ...

233212 - EC - às EM - a MLP - Empréstimos de Retrocessão - Instituições não Financeiras


233212.+NIF - ...

23322 - EC - às EM - a MLP -

223
Decreto-Lei
I SÉRIE — Nº 5 SUP. «B. O.» nº 10/2006,
DA REPÚBLICA de 30 de
DE CABO Janeiro
VERDE — 30 DE JANEIRO DE 2006 49
PNCP CÓDIGO DE CONTAS

CLASSE 2 - TERCEIROS

234 - EC - a Outras Empresas (OE)


2341 - EC - a OE - a Curto Prazo (CP)
23411 - EC - a OE - a CP - Empréstimos de Retrocessão
234111 - EC - a OE - a CP - Empréstimos de Retrocessão - Instituições Financeiras
234111.+NIF - ...

234112 - EC - a OE - a CP - Empréstimos de Retrocessão - Instituições não Financeiras


234112.+NIF - ...

23412 - EC - a OE - a CP -

2342 - EC - a OE - a Médio e Longo Prazos (MLP)


23421 - EC - a OE - a MLP - Empréstimos de Retrocessão
234211 - EC - a OE - a MLP - Empréstimos de Retrocessão - Instituições Financeiras
234211.+NIF - ...

234212 - EC - a OE - a MLP - Empréstimos de Retrocessão - Instituições não Financeiras


234212.+NIF - ...

23422 - EC - a OE - a MLP -

235 - EC - a Outros Residentes (OR)


2351 - EC - a OR - a Curto Prazo (CP)
23511 - EC - a OR - a CP - Empréstimos de Retrocessão
235111 - EC - a OR - a CP - Empréstimos de Retrocessão - ONG
235111.+NIF - ...

235112 - EC - a OR - a CP - Empréstimos de Retrocessão - Diversos


235112.+NIF - ...

23512 - EC - a OR - a CP -

2352 - EC - a OR - a Médio e Longo Prazos (MLP)


23521 - EC - a OR - a MLP - Empréstimos de Retrocessão
235211 - EC - a OR - a MLP - Empréstimos de Retrocessão - ONG
235211.+NIF - ...

235212 - EC - a OR - a MLP - Empréstimos de Retrocessão - Diversos


235212.+NIF - ...

23522 - EC - a OR - a MLP -

236 - EC - a Estados Estrangeiros (PE)


2361 - EC - a PE - a Curto Prazo (CP)
23611 - EC - a PE - a CP - em Moeda Nacional
23611.+NIF - ...

23612 - EC - a PE - a CP - em Moeda Estrangeira


23612.+NIF - ...

2362 - EC - a PE - a Médio e Longo Prazos (MLP)


23621 - EC - a PE - a MLP - em Moeda Nacional
23621.+NIF - ...

23622 - EC - a PE - a MLP - em Moeda Estrangeira

224
50 Decreto-Lei
I SÉRIE — Nº 5 SUP. «B. O.»nºDA
10/2006, de 30 de
REPÚBLICA DEJaneiro
CABO VERDE — 30 DE JANEIRO DE 2006

CLASSE 2 - TERCEIROS
23622.+NIF - ...

237 - EC - a Instituições Financeiras Supranacionais (IFS)


2371 - EC - a IFS - a Curto Prazo (CP)
23711 - EC - a IFS - a CP - em Moeda Nacional
23711.+NIF - ...

23712 - EC - a IFS - a CP - em Moeda Estrangeira


23712.+NIF - ...

2372 - EC - a IFS - a Médio e Longo Prazos (MLP)


23721 - EC - a IFS - a MLP - em Moeda Nacional
23721.+NIF - ...

23722 - EC - a IFS - a MLP - em Moeda Estrangeira


23722.+NIF - ...

239 - Outros Empréstimos Concedidos

24 - Estado e Outras Autoridades Públicas (Estado e OAP)


240 - Estado e OAP - Subsídios e Transferências a Receber (STR)
2401 - Estado e OAP - STR - do Tesouro
2402 - Estado e OAP - STR - Doutras Instituições do SPA

241 - Estado e OAP - Imposto Único sobre os Rendimentos (IUR)


2411 - Estado e OAP - IUR Gerados no Ano Corrente (IUR-GAC)
24111 - Estado e OAP - IUR-GAC - Retenções na Fonte por Terceiros
24112 - Estado e OAP - IUR-GAC - IUR Estimado

2412 - Estado e OAP - IUR Gerados no Ano Findo (IUR-GAF)


24121 - Estado e OAP - IUR-GAF - Retenções na Fonte por Terceiros Transitadas
24122 - Estado e OAP - IUR-GAF - IUR Estimado Transitado
24123 - Estado e OAP - IUR-GAF - Pagamentos por Conta
...
24125 - Estado e OAP - IUR-GAF - Excesso da Estimativa
24126 - Estado e OAP - IUR-GAF - Insuficiência da Estimativa
24127 - Estado e OAP - IUR-GAF - Apuramento
24128 - Estado e OAP - IUR-GAF - IUR a Pagar
24129 - Estado e OAP - IUR-GAF - IUR a Recuperar

2413 - Estado e OAP - IUR Gerados Antes do Ano Findo (IUR-GAAF)


...
24138 - Estado e OAP - IUR-GAAF - IUR a Pagar Transitado
24139 - Estado e OAP - IUR-GAAF - IUR a Recuperar Transitado

242 - Estado e OAP - Retenções de IUR pela Entidade (R-IUR-E)


2421 - Estado e OAP - R-IUR-E - Trabalho Dependente
2422 - Estado e OAP - R-IUR-E - Trabalho Independente
2423 - Estado e OAP - R-IUR-E - Capitais
2424 - Estado e OAP - R-IUR-E - Prediais
...
2429 - Estado e OAP - R-IUR-E - Sobre Outros Rendimentos

243 - Estado e OAP - Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA)


2431 - Estado e OAP - IVA - Suportado
24311 - Estado e OAP - IVA - Suportado - Existências
24312 - Estado e OAP - IVA - Suportado - Serviços Correntes
24313 - Estado e OAP - IVA - Suportado - Imobilizado

2432 - Estado e OAP - IVA - Dedutível


24321 - Estado e OAP - IVA - Dedutível - Existências
24322 - Estado e OAP - IVA - Dedutível - Serviços Correntes
24323 - Estado e OAP - IVA - Dedutível - Imobilizado

225
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro
I SÉRIE — Nº 5 SUP. «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 30 DE JANEIRO DE 2006 51

CLASSE 2 - TERCEIROS

2433 - Estado e OAP - IVA - Liquidado


24331 - Estado e OAP - IVA - Liquidado - Autoconsumos e Operações Gratuitas
24332 - Estado e OAP - IVA - Liquidado - Operações Especiais
24333 - Estado e OAP - IVA - Liquidado - Operações Gerais

2434 - Estado e OAP - IVA - Regularizações


24341 - Estado e OAP - IVA - Regularizações - Anuais por Cálculo dos Pro Rata Definitivos
24342 - Estado e OAP - IVA - Regularizações - Periódicas a Favor da Entidade
24343 - Estado e OAP - IVA - Regularizações - Periódicas a Favor do Tesouro

2435 - Estado e OAP - IVA - Apuramento

2436 - Estado e OAP - IVA - a Pagar


24361 - Estado e OAP - IVA - a Pagar - Valores Apurados
24362 - Estado e OAP - IVA - a Pagar - Liquidações Oficiosas

2437 - Estado e OAP - IVA - a Recuperar

2438 - Estado e OAP - IVA - Reembolsos Pedidos

2439 - Estado e OAP - IVA - Liquidações Oficiosas

244 -

245 - Estado e OAP - Restantes Tributos Nacionais

246 - Penalidades Legais


2461 - Penalidades Legais - Cobradas pelas Autoridades Nacionais
24611 - Penalidades Legais - Cobradas pelas Autoridades Nacionais - Multas
24611.01 -

24612 - Penalidades Legais - Cobradas pelas Autoridades Nacionais - Coimas


24612.01 -

2462 - Penalidades Legais - Cobradas pelas Autoridades Municipais


24621 - Penalidades Legais - Cobradas pelas Autoridades Municipais - Multas
24621.01 -

24622 - Penalidades Legais - Cobradas pelas Autoridades Municipais - Coimas


24622.01 -

247 - Estado e OAP - Municípios


247.01 - Estado e OAP - Municípios - Taxa Ecológica

...

247.10 - Estado e OAP - Município de ...


247.10.01 - Imposto Único sobre o Património - Contribuição Predial
247.10.02 - Imposto Único sobre o Património - SISA
247.10.03 - Imposto Único sobre o Património - Sucessões e Doações
...
247.10.10 - Imposto de Circulação de Veículos Automóveis
...
...

248 - Estado e OAP - Instituições de Previdência


2481 - Instituto Nacional da Previdência Social

2482 - Previdência Social da Função Pública (PSFP)


24821 - PSFP - TSU Retida
24822 - PSFP - Comparticipação Patronal Vencida

249 - Outras Autoridades Públicas


249.01 - Concessionárias de Água
249.01.+NIF - ...

226
52 I SÉRIE — Nº 5 Decreto-Lei
SUP. «B. O.»nºDA REPÚBLICA
10/2006, de 30 deDE CABO VERDE — 30 DE JANEIRO DE 2006
Janeiro
PNCP CÓDIGO DE CONT

CLASSE 2 - TERCEIROS
...

249.02 - Concessionárias de Electricidade


249.02.+NIF - ...
...

249.03 - Concessionárias de Telecomunicações


249.03.+NIF - ...
...

...

25 - Contribuintes e Beneficiários
250 - Contribuintes por Impostos
250.00 - Imposto Único sobre os Rendimentos (IUR)
250.00.1 - IUR - Pessoas Singulares (PS)
250.00.1.1 - IUR - PS - Ano Corrente
250.00.1.1.+NIF - ...

250.00.1.2 - IUR - PS - Anos Anteriores
250.00.1.2.+NIF - ...

250.00.2 - IUR - Pessoas Colectivas (PC)


250.00.2.1 - IUR - PC - Ano Corrente
250.00.2.1.+NIF - ...

250.00.2.2 - IUR - PC - Anos Anteriores
250.00.2.2.+NIF - ...

250.01 - Imposto Único sobre o Património (IUP)


250.01.1 - IUP - Pessoas Singulares (PS)
250.01.1.1 - IUP - PS - Ano Corrente
250.01.1.1.+NIF - ...

250.01.1.2 - IUP - PS - Anos Anteriores
250.01.1.2.+NIF - ...

250.01.2 - IUP - Pessoas Colectivas (PC)


250.01.2.1 - IUP - PC - Ano Corrente
250.01.2.1.+NIF - ...

250.01.2.2 - IUP - PC - Anos Anteriores


250.01.2.2.+NIF - ...

...

250.49 - Outros Impostos Directos (OID)


250.49.1 - OID - Pessoas Singulares (PS)
250.49.1.1 - OID - PS - Ano Corrente
250.49.1.1.+NIF - ...

250.49.1.2 - OID - PS - Anos Anteriores
250.49.1.2.+NIF - ...

250.49.2 - OID - Pessoas Colectivas (PC)


250.49.2.1 - OID - PC - Ano Corrente
250.49.2.1.+NIF - ...

250.49.2.2 - OID - PC - Anos Anteriores
250.49.2.2.+NIF - ...

250.50 - Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA)


250.50.1 - IVA - Ano Corrente
250.50.1.+NIF - ...

250.50.2 - IVA - Anos Anteriores
250.50.2.+NIF - ...

227
I SÉRIE — Nº 5 Decreto-Lei
SUP. «B. O.»nºDA
10/2006, de 30 DE
REPÚBLICA de Janeiro
CABO VERDE — 30 DE JANEIRO DE 2006 53

CLASSE 2 - TERCEIROS

250.51 - Direitos de Importação (DI)


250.51.1 - DI - Ano Corrente
250.51.1.+NIF - ...

250.51.2 - DI - Anos Anteriores
250.51.2.+NIF - ...

250.52 - Imposto sobre Consumos Especiais - ICE


250.52.1 - ICE - Ano Corrente
250.52.1.+NIF - ...

250.52.2 - ICE - Anos Anteriores
250.52.2.+NIF - ...

250.53 - Taxa Comunitária CEDEAO (TC-CEDEAO)


250.53.1 - TC-CEDEAO - Pessoas Singulares (PS)
250.53.1.1 - TC-CEDEAO - PS - Ano Corrente
250.53.1.1.+NIF - ...

250.53.1.2 - TC-CEDEAO - PS - Anos Anteriores
250.53.1.2.+NIF - ...

250.53.2 - TC-CEDEAO - Pessoas Colectivas (PC)
250.53.2.1 - TC-CEDEAO - PC - Ano Corrente
250.53.2.1.+NIF - ...

250.53.2.2 - TC-CEDEAO - PC - Anos Anteriores
250.53.2.2.+NIF - ...

250.54 - Taxa Ecológica (TE)


250.54.1 - TE - Ano Corrente
250.54.1.+NIF - ...

250.54.2 - TE - Anos Anteriores
250.54.2.+NIF - ...

250.55 - Imposto do Selo (IS)


250.55.1 - IS - Ano Corrente
250.55.1.+NIF - ...

250.55.2 - IS - Anos Anteriores
250.55.2.+NIF - ...

250.99 - Outros Impostos Indirectos (OII)


250.99.1 - OII - Ano Corrente
250.99.1.+NIF - ...

250.99.2 - OII - Anos Anteriores
250.99.2.+NIF - ...

251 - Contribuintes por Taxas e Contribuições


2511 - Contribuintes por Emolumentos
25111 - Contribuintes por Emolumentos - Ano Corrente
25111.+NIF - ...

25112 - Contribuintes por Emolumentos - Anos Anteriores
25112.+NIF - ...

2512 - Contribuintes por Custas


25121 - Contribuintes por Custas - Ano Corrente
25121.+NIF - ...

25122 - Contribuintes por Custas - Anos Anteriores
25122.+NIF - ...

2513 - Imposto de Circulação de Veículos Automóveis (ICVA)

228
54 Decreto-Lei
I SÉRIE — Nº 5 SUP. nº 10/2006,
«B. O.» DA de 30DE
REPÚBLICA de Janeiro
CABO VERDE — 30 DE JANEIRO DE 2006

CLASSE 2 - TERCEIROS
2513.1 - ICVA - Pessoas Singulares (PS)
2513.1.1 - ICVA - PS - Ano Corrente
2513.1.1.+NIF - ...

2513.1.2 - ICVA - PS - Anos Anteriores
2513.1.2.+NIF - ...

2513.2 - ICVA - Pessoas Colectivas (PC)
2513.2.1 - ICVA - PC - Ano Corrente
2513.2.1.+NIF - ...

2513.2.2 - ICVA - PC - Anos Anteriores
2513.2.2.+NIF - ...

2519 - Contribuintes por Outras Taxas e Contribuições (COTC)


25191 - COTC - Ano Corrente
25191.+NIF - ...

25192 - COTC - Anos Anteriores
25192.+NIF - ...

252 - Contribuintes por Penalidades Legais


2521 - Coimas
25211 - Coimas - Ano Corrente
25211.+NIF - ...

25212 - Coimas - Anos Anteriores
25212.+NIF - ...

2522 - Multas
25221 - Multas - Ano Corrente
25221.+NIF - ...

25222 - Multas - Anos Anteriores
25222.+NIF - ...

253 - Contribuintes da Previdência Social da Função Pública


2531 - Contribuintes da PSFP - TSU Retida
25311 - Contribuintes da PSFP - TSU Retida - Ano Corrente
25311.+NIF - ...

25312 - Contribuintes da PSFP - TSU Retida - Anos Anteriores


25312.+NIF - ...

2532 - Contribuintes da PSFP - Comparticipação Patronal Vencida


25321 - Contribuintes da PSFP - Comparticipação Patronal Vencida - Ano Corrente
25321.+NIF - ...

25322 - Contribuintes da PSFP - Comparticipação Patronal Vencida - Anos Anteriores


25322.+NIF - ...

254 - Contribuintes por Outras Prestações Obrigatórias


2541 - Contribuintes por Outras Prestações Obrigatórias - Ano Corrente
2541.+NIF - ...

2542 - Contribuintes por Outras Prestações Obrigatórias - Anos Anteriores
2542.+NIF - ...

255 - Beneficiários por Subsídios (BS)


2551 - BS - Sector Público Empresarial (SPE)
25511 - BS - SPE - Ano Corrente
25511.+NIF - ...

229
I SÉRIE — Nº 5 SUP. «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 30 DE JANEIRO DE 2006 55
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro

CLASSE 2 - TERCEIROS

25512 - BS - SPE - Anos Anteriores


25512.+NIF - ...

2552 - BS - Empresas Mistas (EM)


25521 - BS - EM - Ano Corrente
25521.+NIF - ...

25522 - BS - EM - Anos Anteriores


25522.+NIF - ...

2553 - BS - Outras Empresas (OE)


25531 - BS - OE - Ano Corrente
25531.+NIF - ...

25532 - BS - OE - Anos Anteriores


25532.+NIF - ...

...

2559 - BS - Outras Entidades Lucrativas (OEL)


25591 - BS - OEL - Entidades Colectivas
255911 - BS - OEL - Ano Corrente
255911.+NIF - ...

255912 - BS - OEL - Anos Anteriores


255912.+NIF - ...

25592 - BS - OEL - Entidades Individuais


255921 - BS - OEL - Ano Corrente
255921.+NIF - ...

255922 - BS - OEL - Anos Anteriores


255922.+NIF - ...

256 - Beneficiários por Transferências (BT)


2561 - BT - Sector Público Administrativo (SPA)
25611 - BT - SPA - Municípios
256111 - BT - SPA - Municípios - Ano Corrente
256111.+NIF - ...

256112 - BT - SPA - Municípios - Anos Anteriores


256112.+NIF - ...

25612 - BT - SPA - Institutos Públicos


256121 - BT - SPA - Institutos Públicos - Ano Corrente
256121.+NIF - ...

256122 - BT - SPA - Institutos Públicos - Anos Anteriores


256122.+NIF - ...

25613 - BT - SPA - Fundos Autónomos


256131 - BT - SPA - Fundos Autónomos - Ano Corrente
256131.+NIF - ...

256132 - BT - SPA - Fundos Autónomos - Anos Anteriores


256132.+NIF - ...

230
56 Decreto-Lei
I SÉRIE — Nº 5 SUP. nº 10/2006,
«B. O.» DA REPÚBLICAde 30DEde CABO
JaneiroVERDE — 30 DE JANEIRO DE 2006

CLASSE 2 - TERCEIROS

25614 - BT - SPA - UC de Programas ou Projectos


256141 - BT - SPA - UC de Programas ou Projectos - Ano Corrente
256141.+NIF - ...

256142 - BT - SPA - UC de Programas ou Projectos - Anos Anteriores


256142.+NIF - ...

2562 - BT - Organizações Não Governamentais (ONG)


2562.01 - BT - ONG - Desenvolvimento Comunitário
2562.01.1 - BT - ONG - Desenvolvimento Comunitário - Ano Corrente
2562.01.1.+NIF - ......
...

2562.01.2 - BT - ONG - Desenvolvimento Comunitário - Anos Anteriores


2562.01.2.+NIF - ......
...

2562.02 - BT - ONG - Desportivas


2562.02.1 - BT - ONG - Desportivas - Ano Corrente
2562.02.1.+NIF - ......
...

2562.02.2 - BT - ONG - Desportivas - Anos Anteriores


2562.02.2.+NIF - ......
...

2562.03 - BT - ONG - Culturais


2562.03.1 - BT - ONG - Culturais - Ano Corrente
2562.03.1.+NIF - ......
...

2562.03.2 - BT - ONG - Culturais - Anos Anteriores


2562.03.2.+NIF - ......
...

...

2563 - BT - Pensionistas não Contributivos


25631 - BT - Pensionistas não Contributivos - Ano Corrente
...

25632 - BT - Pensionistas não Contributivos - Anos Anteriores


...

...

257 - Beneficiários - da PSFP - Aposentados e Pensionistas Contributivos


267.+NIF - ...

...

26 - Outros Devedores e Credores


260 - Devedores e Credores da Previdência Social da Função Pública
2600 - Devedores da PSFP - Juros Vencidos
2600.+NIF - ...

2605 - Credores da PSFP - Fornecedores aos Segurados


2605.+NIF - ...

231
Decreto-Lei
I SÉRIE — Nº 5 SUP. «B. O.» DA REPÚBLICAnº 10/2006,
DE CABOde 30 de Janeiro
VERDE — 30 DE JANEIRO DE 2006 57

CLASSE 2 - TERCEIROS
261 - Fornecedores de Imobilizado
2611 - Fornecedores de Imobilizado, C/C
26111 - Fornecedores de Imobilizado, C/C - Moeda Nacional (MN)
261111 - Fornecedores de Imobilizado, C/C - MN - Mercado Interno (MI)
2611111 - Fornecedores de Imobilizado, C/C - MN - MI - Ano Corrente
2611111.+NIF - ...

2611112 - Fornecedores de Imobilizado, C/C - MN - MI - Anos Anteriores
2611112.+NIF - ...

261112 - Fornecedores de Imobilizado, C/C - MN - Mercado Externo (MEx)
2611121 - Fornecedores de Imobilizado, C/C - MN - MEx - Ano Corrente
2611121.+NIF - ...

2611122 - Fornecedores de Imobilizado, C/C - MN - MEx - Anos Anteriores
2611122.+NIF - ...

26112 - Fornecedores de Imobilizado, C/C - Moeda Estrangeira (ME)


261121 - Fornecedores de Imobilizado, C/C - ME - Mercado Interno (MI)
2611211 - Fornecedores de Imobilizado, C/C - ME - MI - Ano Corrente
2611211.+NIF - ...

2611212 - Fornecedores de Imobilizado, C/C - ME - MI - Anos Anteriores
2611212.+NIF - ...

261122 - Fornecedores de Imobilizado, C/C - ME - Mercado Externo (MEx)
2611221 - Fornecedores de Imobilizado, C/C - ME - MEx - Ano Corrente
2611221.+NIF - ...

2611222 - Fornecedores de Imobilizado, C/C - ME - MEx - Anos Anteriores
2611222.+NIF - ...

2612 - Fornecedores de Imobilizado - Títulos a Pagar


26121 - Fornecedores de Imobilizado - Títulos a Pagar - Moeda Nacional (MN)
261211 - Fornecedores de Imobilizado - Títulos a Pagar - MN - Mercado Interno (MI)
2612111 - Fornecedores de Imobilizado - Títulos a Pagar - MN - MI - Ano Corrente
2612111.+NIF - ...

2612112 - Fornecedores de Imobilizado - Títulos a Pagar - MN - MI - Anos Anteriores
2612112.+NIF - ...

261212 - Fornecedores de Imobilizado - Títulos a Pagar - MN - Mercado Externo (MEx)
2612121 - Fornecedores de Imobilizado - Títulos a Pagar - MN - MEx - Ano Corrente
2612121.+NIF - ...

2612122 - Fornecedores de Imobilizado - Títulos a Pagar - MN - MEx - Anos Anteriores
2612122.+NIF - ...

26122 - Fornecedores de Imobilizado - Títulos a Pagar - Moeda Estrangeira (ME)


261221 - Fornecedores de Imobilizado - Títulos a Pagar - ME - Mercado Interno (MI)
2612211 - Fornecedores de Imobilizado - Títulos a Pagar - ME - MI - Ano Corrente
2612211.+NIF - ...

2612212 - Fornecedores de Imobilizado - Títulos a Pagar - ME - MI - Anos Anteriores
2612212.+NIF - ...

261222 - Fornecedores de Imobilizado - Títulos a Pagar - ME - Mercado Externo (MEx)
2612221 - Fornecedores de Imobilizado - Títulos a Pagar - ME - MEx - Ano Corrente
2612221.+NIF - ...

2612222 - Fornecedores de Imobilizado - Títulos a Pagar - ME - MEx - Anos Anteriores
2612222.+NIF - ...

...

2619 - Adiantamentos a Fornecedores de Imobilizado


26191 - Adiantamentos a Fornecedores de Imobilizado - Moeda Nacional (MN)
261911 - Adiantamentos a Fornecedores de Imobilizado - MN - Mercado Interno (MI)
2619111 - Adiantamentos a Fornecedores de Imobilizado - MN - MI - Ano Corrente
2619111.+NIF - ...

2619112 - Adiantamentos a Fornecedores de Imobilizado - MN - MI - Anos Anteriores
2619112.+NIF - ...

232
58 Decreto-Lei
I SÉRIE — Nº 5 SUP. «B. nº 10/2006, DE
O.» DA REPÚBLICA de 30 de Janeiro
CABO VERDE — 30 DE JANEIRO DE 2006

CLASSE 2 - TERCEIROS

261912 - Adiantamentos a Fornecedores de Imobilizado - MN - Mercado Externo (MEx)
2619121 - Adiantamentos a Fornecedores de Imobilizado - MN - MEx - Ano Corrente
2619121.+NIF - ...

2619122 - Adiantamentos a Fornecedores de Imobilizado - MN - MEx - Anos Anteriores
2619122.+NIF - ...

26192 - Adiantamentos a Fornecedores de Imobilizado - Moeda Estrangeira (ME)


261921 - Adiantamentos a Fornecedores de Imobilizado - ME - Mercado Interno (MI)
2619211 - Adiantamentos a Fornecedores de Imobilizado - ME - MI - Ano Corrente
2619211.+NIF - ...

2619212 - Adiantamentos a Fornecedores de Imobilizado - ME - MI - Anos Anteriores
2619212.+NIF - ...

261922 - Adiantamentos a Fornecedores de Imobilizado - ME - Mercado Externo (MEx)
2619221 - Adiantamentos a Fornecedores de Imobilizado - ME - MEx - Ano Corrente
2619221.+NIF - ...

2619222 - Adiantamentos a Fornecedores de Imobilizado - ME - MEx - Anos Anteriores
2619222.+NIF - ...

262 - Adiantamentos por Conta de Vendas


2621 - Adiantamentos por Conta de Vendas - Moeda Nacional (MN)
26211 - Adiantamentos por Conta de Vendas - MN - Mercado Interno (MI)
262111 - Adiantamentos por Conta de Vendas - MN - MI - Ano Corrente
262111.+NIF - ...

262112 - Adiantamentos por Conta de Vendas - MN - MI - Anos Anteriores
262112.+NIF - ...

26212 - Adiantamentos por Conta de Vendas - MN - Mercado Externo (MEx)
262121 - Adiantamentos por Conta de Vendas - MN - MEx - Ano Corrente
262121.+NIF - ...

262122 - Adiantamentos por Conta de Vendas - MN - MEx - Anos Anteriores
262122.+NIF - ...

2622 - Adiantamentos por Conta de Vendas - Moeda Estrangeira (ME)


26221 - Adiantamentos por Conta de Vendas - ME - Mercado Interno (MI)
262211 - Adiantamentos por Conta de Vendas - ME - MI - Ano Corrente
262211.+NIF - ...

262212 - Adiantamentos por Conta de Vendas - ME - MI - Anos Anteriores
262212.+NIF - ...

26222 - Adiantamentos por Conta de Vendas - ME - Mercado Externo (MEx)
262221 - Adiantamentos por Conta de Vendas - ME - MEx - Ano Corrente
262221.+NIF - ...

262222 - Adiantamentos por Conta de Vendas - ME - MEx - Anos Anteriores
262222.+NIF - ...

263 - Pessoal
2631 - Remunerações de Base a Pagar
26311 - Remunerações de Base a Pagar - Ano Corrente
26311.+NIF - ...

26312 - Remunerações de Base a Pagar - Anos Anteriores
26312.+NIF - ...

2632 - Remunerações Adicionais a Pagar


26321 - Remunerações Adicionais a Pagar - Ano Corrente
26321.+NIF - ...

26322 - Remunerações Adicionais a Pagar - Anos Anteriores
26322.+NIF - ...

233
I SÉRIE — Nº 5 SUP. «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 30 DE JANEIRO DE 2006 59
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro

CLASSE 2 - TERCEIROS

2638 - Cauções do Pessoal


2638.+NIF - ...

2639 - Outras Operações com o Pessoal


2639.+NIF - ...

264 - Sindicatos
2641 - Sindicatos - Ano Corrente
2641.+NIF - ...

2642 - Sindicatos - Anos Anteriores
2642.+NIF - ...

265 - Obrigacionistas
2651 - Obrigacionistas - em Moeda Nacional (MN)
26511 - Obrigacionistas - em MN - C/Subscrição
26512 - Obrigacionistas - em MN - C/Obrigações Sorteadas ou Vencidas
26513 - Obrigacionistas - em MN - C/Juros a Pagar

2652 - Obrigacionistas - em Moeda Estrangeira (ME)


26521 - Obrigacionistas - em ME - C/Subscrição
26522 - Obrigacionistas - em ME - C/Obrigações Sorteadas ou Vencidas
26523 - Obrigacionistas - em ME - C/Juros a Pagar

266 - Credores por Subscrições não Liberadas


2661 - Credores por Subscrições não Liberadas - em Moeda Nacional (MN)
2662 - Credores por Subscrições não Liberadas - em Moeda Estrangeira (ME)

267 - Consultores e Intermediários


2671 - Consultores

2672 - Intermediários
2672.01 - Intermediários no Pagamento das Aposentações e Pensões (PAP)
2672.01.1 - Intermediários no PAP Contributivas
2672.01.1.1 - Intermediários no PAP Contributivas - Ano Corrente
2672.01.1.1.+NIF - ...

2672.01.1.2 - Intermediários no PAP Contributivas - Anos Anteriores
2672.01.1.2.+NIF - ...

2672.01.2 - Intermediários no PAP não Contributivas


2672.01.2.1 - Intermediários no PAP não Contributivas - Ano Corrente
2672.01.2.1.+NIF - ...

2672.01.2.2 - Intermediários no PAP não Contributivas - Anos Anteriores
2672.01.2.2.+NIF - ...

268 - Doadores Externos


2681 - Doadores Externos - em Moeda Nacional (MN)
26811 - Doadores Externos - em MN - Ano Corrente
...

26812 - Doadores Externos - em MN - Anos Anteriores


...

2682 - Doadores Externos - em Moeda Estrangeira (ME)


26821 - Doadores Externos - em ME - Ano Corrente
...

26822 - Doadores Externos - em ME - Anos Anteriores


...

269 - Devedores e Credores Diversos


269.00 - Cheques Sem Provisão

234
60 I SÉRIE — Nº 5 SUP. «B. O.» DA
Decreto-Lei REPÚBLICA
nº 10/2006, DEdeCABO
de 30 JaneiroVERDE — 30 DE JANEIRO DE 2006
PNCP CÓDIGO DE CONTAS

CLASSE 2 - TERCEIROS
269.00.1 - Cheques Sem Provisão - Ano Corrente
269.00.1.+NIF - ...

269.00.2 - Cheques Sem Provisão - Anos Anteriores
269.00.2.+NIF - ...

269.01 - Devedores por Alienação de Imobilizações


269.01.1 - Devedores por Alienação de Imobilizações - Ano Corrente
269.01.1.+NIF - ...

269.01.2 - Devedores por Alienação de Imobilizações - Anos Anteriores
269.01.2.+NIF - ...

269.02 - Devedores por Sinistros


269.02.1 - Devedores por Sinistros - Ano Corrente
269.02.1.+NIF - ...

269.02.2 - Devedores por Sinistros - Anos Anteriores
269.02.2.+NIF - ...

269.03 - Restituições Não Fiscais por Terceiros


269.03.1 - Restituições Não Fiscais por Terceiros - Ano Corrente
269.03.1.+NIF - ...

269.03.2 - Restituições Não Fiscais por Terceiros - Anos Anteriores
269.03.2.+NIF - ...

269.04 - Reembolsos Não Fiscais por Terceiros


269.04.1 - Reembolsos Não Fiscais por Terceiros - Ano Corrente
269.04.1.+NIF - ...

269.04.2 - Reembolsos Não Fiscais por Terceiros - Anos Anteriores
269.04.2.+NIF - ...

269.05 - Devedores por Cauções Prestadas


269.05.+NIF - ...

269.06 - Penalidades Contratuais


269.06.1 - Penalidades Contratuais - Ano Corrente
269.06.1.+NIF - ...

269.06.2 - Penalidades Contratuais - Anos Anteriores
269.06.2.+NIF - ...

...

269.50 - Retenções Eventuais a Transferir


269.50.1 - Retenções Eventuais por Ordem Judicial
269.50.11 - Retenções Eventuais por Ordem Judicial - Ano Corrente
269.50.11.+NIF - ...

269.50.12 - Retenções Eventuais por Ordem Judicial - Anos Anteriores
269.50.12.+NIF - ...

269.50.2 - Retenções Eventuais para Reembolso de Empréstimos


269.50.21 - Retenções Eventuais para Reembolso de Empréstimos - Ano Corrente
269.50.21.+NIF - ...

269.50.22 - Retenções Eventuais para Reembolso de Empréstimos - Anos Anteriores
269.50.22.+NIF - ...

269.51 - Credores por Cauções Recebidas


269.51.+NIF - ...

269.52 - Valores Cobrados de Terceiros a Transferir


269.52.1 - Valores Cobrados de Terceiros a Transferir - Ano Corrente

235
I SÉRIE — Nº 5 SUP.Decreto-Lei
«B. O.» DAnºREPÚBLICA
10/2006, de DE CABO
30 de VERDE — 30 DE JANEIRO DE 2006
Janeiro 61
PNCP CÓDIGO DE CONTAS

CLASSE 2 - TERCEIROS
269.52.1.+NIF - ...

269.52.2 - Valores Cobrados de Terceiros a Transferir - Anos Anteriores
269.52.2.+NIF - ...

269.53 - Restituições Não Fiscais a Terceiros


269.53.1 - Restituições Não Fiscais a Terceiros - Ano Corrente
269.53.1.+NIF - ...

269.53.2 - Restituições Não Fiscais a Terceiros - Anos Anteriores
269.53.2.+NIF - ...

269.54 - Reembolsos Não Fiscais a Terceiros


269.54.1 - Reembolsos Não Fiscais a Terceiros - Ano Corrente
269.54.1.+NIF - ...

269.54.2 - Reembolsos Não Fiscais a Terceiros - Anos Anteriores
269.54.2.+NIF - ...

...

27 - Acréscimos e Diferimentos
271 - Acréscimos de Proveitos
271.01 - Acréscimos de Proveitos - Juros com Cobranças Diferidas - PSFP
271.02 - Acréscimos de Proveitos - Outros Juros com Cobranças Diferidas
271.03 - Acréscimos de Proveitos - Rendas com Cobranças Diferidas
...
271.99 - Acréscimos de Proveitos - Outros Devedores por Cobranças Diferidas

272 - Custos Diferidos


272.01 - Custos Diferidos - Rendas e Alugueres Pagos Adiantadamente
272.02 - Custos Diferidos - Seguros não Relativos ao Pessoal Pagos Antecipadamente
272.03 - Custos Diferidos - Publicidade e Propaganda Pagas Antecipadamente
272.04 - Custos Diferidos - Seguros a Favor do Pessoal Pagos Antecipadamente
272.05 - Custos Diferidos - Juros Pagos Antecipadamente
272.06 - Custos Diferidos - Juros Corridos de Obrigações Adquiridas Entre Datas de Juro
272.07 - Custos Diferidos - Despesas de Emissão de Obrigações
272.08 - Custos Diferidos - Descontos de Emissão de Obrigações
272.09 - Custos Diferidos - Rendas de Terrenos Pagas Adiantadamente
272.10 - Custos Diferidos - Beneficiações em Imobilizações

...
272.99 - Custos Diferidos - Outras Despesas Antecipadas

276 - Acréscimos de Custos


276.01 - Acréscimos de Custos - Água com Pagamentos Diferidos
276.02 - Acréscimos de Custos - Electricidade com Pagamentos Diferidos
276.03 - Acréscimos de Custos - Rendas e Alugueres com Pagamentos Diferidos
276.04 - Acréscimos de Custos - Comunicação com Pagamentos Diferidos
276.05 - Acréscimos de Custos - Férias Corridas com Pagamentos Diferidos
276.06 - Acréscimos de Custos - Juros Corridos com Pagamentos Diferidos
276.07 - Acréscimos de Custos - Rendas de Terrenos com Pagamentos Diferidos
...
276.99 - Acréscimos de Custos - Outros Credores por Pagamentos Diferidos

277 - Proveitos Diferidos


277.01 - Proveitos Diferidos - Rendas Recebidas Adiantadamente
277.02 - Proveitos Diferidos - Juros Recebidos Antecipadamente
277.03 - Proveitos Diferidos - Juros Corridos de Obrigações Emitidas Entre Datas de Juro
277.04 - Proveitos Diferidos - Prémios de Emissão de Obrigações
277.05 - Proveitos Diferidos - Diferenças de Câmbio Favoráveis
277.06 - Proveitos Diferidos - Diferenças Favoráveis do IVA
277.07 - Proveitos Diferidos - Pagamento por Conta de Impostos
277.07.1 - Proveitos Diferidos - Pagamento por Conta de Impostos - IUR
277.07.1.+NIF - ...
...
...

...

236
62 I SÉRIE — Nº 5 SUP. Decreto-Lei
«B. O.» DAnºREPÚBLICA
10/2006, de DE
30 de Janeiro
CABO VERDE — 30 DE JANEIRO DE 2006

CLASSE 2 - TERCEIROS
277.99 - Proveitos Diferidos - Outras Receitas Antecipadas

28 - Pagamentos e Recebimentos por Regularizar


280 - Pagamentos a Título de Despesas - por Regularizar (Pagamentos TD - por Regularizar)
280.00 - Pagamentos TD - por Regularizar - em Exercícios Anteriores
280.00.000 - ... (Classificação orgânica)
280.00.000.00 - ... (Classificação funcional)
280.00.000.00.(…) - ... (Classificação económica)

280.01 - Pagamentos TD - por Regularizar - no Exercício / em Janeiro


280.01.000 - ... (Classificação orgânica)
280.01.000.00 - ... (Classificação funcional)
280.01.000.00.(…) - ... (Classificação económica)

280.02 - Pagamentos TD - por Regularizar - no Exercício / em Fevereiro


280.02.000 - ... (Classificação orgânica)
280.02.000.00 - ... (Classificação funcional)
280.02.000.00.(…) - ... (Classificação económica)

280.03 - Pagamentos TD - por Regularizar - no Exercício / em Março


280.03.000 - ... (Classificação orgânica)
280.03.000.00 - ... (Classificação funcional)
280.03.000.00.(…) - ... (Classificação económica)

...

281 - Pagamentos a Título de Passivos Financeiros - por Regularizar (Pagamentos TPF - por Regularizar)
281.00 - Pagamentos TPF - por Regularizar - em Exercícios Anteriores
281.00.0 - Pagamentos TPF - por Regularizar - em Exercícios Anteriores - Orçamento Corrente
281.00.0.00 - ... (Classificação segundo a desagregação da Dívida Pública na Classe 5)

281.00.1 - Pagamentos TPF - por Regularizar - em Exercícios Anteriores - Orçamento de Capital


281.00.1.00 - ... (Classificação segundo a desagregação da Dívida Pública na Classe 5)

281. 01 - Pagamentos TPF - por Regularizar - no Exercício / em Janeiro


281.01.0 - Pagamentos TPF - por Regularizar - no Exercício / em Janeiro - Orçamento Corrente
281.01.0.00 - ... (Classificação segundo a desagregação da Dívida Pública na Classe 5)

281.01.1 - Pagamentos TPF - por Regularizar - no Exercício / em Janeiro - Orçamento de Capital


281.01.1.00 - ... (Classificação segundo a desagregação da Dívida Pública na Classe 5)

281. 02 - Pagamentos TPF - por Regularizar - no Exercício / em Fevereiro


281.02.0 - Pagamentos TPF - por Regularizar - no Exercício / em Fevereiro - Orçamento Corrente
281.02.0.00 - ... (Classificação segundo a desagregação da Dívida Pública na Classe 5)

281.02.1 - Pagamentos TPF - por Regularizar - no Exercício / em Fevereiro - Orçamento de Capital


281.02.1.00 - ... (Classificação segundo a desagregação da Dívida Pública na Classe 5)

281. 03 - Pagamentos TPF - por Regularizar - no Exercício / em Março


281.03.0 - Pagamentos TPF - por Regularizar - no Exercício / em Março - Orçamento Corrente
281.03.0.00 - ... (Classificação segundo a desagregação da Dívida Pública na Classe 5)

281.03.1 - Pagamentos TPF - por Regularizar - no Exercício / em Março - Orçamento de Capital


281.03.1.00 - ... (Classificação segundo a desagregação da Dívida Pública na Classe 5)

...

282 - ...

283 - Pagamentos a Título de Operações de Tesouraria - por Regularizar (Pagamentos TOT - por Regularizar)
283.00 - Pagamentos TOT - por Regularizar - em Exercícios Anteriores
283.00.0 - Pagamentos TOT - por Regularizar - em Exercícios Anteriores - SPA
283.00.1 - Pagamentos TOT - por Regularizar - em Exercícios Anteriores - Outros Sectores

283.01 - Pagamentos TOT - por Regularizar - no Exercício / em Janeiro


283.01.0 - Pagamentos TOT - por Regularizar - no Exercício / em Janeiro - SPA
283.01.1 - Pagamentos TOT - por Regularizar - no Exercício / em Janeiro - Outros Sectores

283.02 - Pagamentos TOT - por Regularizar - no Exercício / em Fevereiro


283.02.0 - Pagamentos TOT - por Regularizar - no Exercício / em Fevereiro - SPA
283.02.1 - Pagamentos TOT - por Regularizar - no Exercício / em Fevereiro - Outros Sectores

283.03 - Pagamentos TOT - por Regularizar - no Exercício / em Março


283.03.0 - Pagamentos TOT - por Regularizar - no Exercício / em Março - SPA

237
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro
I SÉRIE — Nº 5 SUP. «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 30 DE JANEIRO DE 2006 63

CLASSE 2 - TERCEIROS
283.03.1 - Pagamentos TOT - por Regularizar - no Exercício / em Março - Outros Sectores

...

284 - ...

285 - Recebimentos a Título de Receitas - por Regularizar (Recebimentos TR - por Regularizar)


285.00 - Recebimentos TR - por Regularizar - em Exercícios Anteriores
285.00.000 - ... (Classificação orgânica)
285.00.000.00 - ...(Recebimentos que aumentam o PIB - por Regularizar)
285.00.000.00.(…) - ... (Classificação económica)
...
285.00.000.01 - ...(Recebimentos que redistribuem o rendimento nacional - por Regularizar)
285.00.000.01.(…) - ... (Classificação económica)

285.00.000.02 - ...(Recebimentos que são transferências unilaterais externas - por Regularizar)


285.00.000.02.(…) - ... (Classificação económica)

285.01 - Recebimentos TR - por Regularizar - no Exercício / em Janeiro


285.01.000 - ... (Classificação orgânica)
285.01.000.00 - ...(Recebimentos que aumentam o PIB - por Regularizar)
285.01.000.00.(…) - ... (Classificação económica)

285.01.000.01 - ...(Recebimentos que redistribuem o rendimento nacional - por Regularizar)


285.01.000.01.(…) - ... (Classificação económica)

285.01.000.02 - ...(Recebimentos que são transferências unilaterais externas - por Regularizar)


285.01.000.02.(…) - ... (Classificação económica)

285.02 - Recebimentos TR - por Regularizar - no Exercício / em Fevereiro


285.02.000 - ... (Classificação orgânica)
285.02.000.00 - ...(Recebimentos que aumentam o PIB - por Regularizar)
285.02.000.00.(…) - ... (Classificação económica)

285.02.000.01 - ...(Recebimentos que redistribuem o rendimento nacional - por Regularizar)


285.02.000.01.(…) - ... (Classificação económica)

285.02.000.02 - ...(Recebimentos que são transferências unilaterais externas - por Regularizar)


285.02.000.02.(…) - ... (Classificação económica)

285.03 - Recebimentos TR - por Regularizar - no Exercício / em Março


285.03.000 - ... (Classificação orgânica)
285.03.000.00 - ...(Recebimentos que aumentam o PIB - por Regularizar)
285.03.000.00.(…) - ... (Classificação económica)

285.03.000.01 - ...(Recebimentos que redistribuem o rendimento nacional - por Regularizar)


285.03.000.01.(…) - ... (Classificação económica)

285.03.000.02 - ...(Recebimentos que são transferências unilaterais externas - por Regularizar)


285.03.000.02.(…) - ... (Classificação económica)

...

286 - Recebimentos a Título de Passivos Financeiros - por Regularizar (Recebimentos TPF - por Regularizar)
286.00 - Recebimentos TPF - por Regularizar - em Exercícios Anteriores
286.00.0 - Recebimentos TPF - por Regularizar - em Exercícios Anteriores - Orçamento Corrente
286.00.0.00 - ... (Classificação segundo a desagregação da Dívida Pública na Classe 5)

286.00.1 - Recebimentos TPF - por Regularizar - em Exercícios Anteriores - Orçamento de Capital


286.00.1.00 - ... (Classificação segundo a desagregação da Dívida Pública na Classe 5)

286.01 - Recebimentos TPF - por Regularizar - no Exercício / em Janeiro


286.01.0 - Recebimentos TPF - por Regularizar - no Exercício / em Janeiro - Orçamento Corrente
286.01.0.00 - ... (Classificação segundo a desagregação da Dívida Pública na Classe 5)

286.01.1 - Recebimentos TPF - por Regularizar - no Exercício / em Janeiro - Orçamento de Capital


286.01.1.00 - ... (Classificação segundo a desagregação da Dívida Pública na Classe 5)

286.02 - Recebimentos TPF - por Regularizar - no Exercício / em Fevereiro


286.02.0 - Recebimentos TPF - por Regularizar - no Exercício / em Fevereiro - Orçamento Corrente
286.02.0.00 - ... (Classificação segundo a desagregação da Dívida Pública na Classe 5)

286.02.1 - Recebimentos TPF - por Regularizar - no Exercício / em Fevereiro - Orçamento de Capital


286.02.1.00 - ... (Classificação segundo a desagregação da Dívida Pública na Classe 5)

286.03 - Recebimentos TPF - por Regularizar - no Exercício / em Março


286.03.0 - Recebimentos TPF - por Regularizar - no Exercício / em Março - Orçamento Corrente

238
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro
64 I SÉRIE — Nº 5 SUP. «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 30 DE JANEIRO DE 2006

CLASSE 2 - TERCEIROS
286.03.0.00 - ... (Classificação segundo a desagregação da Dívida Pública na Classe 5)

286.03.1 - Recebimentos TPF - por Regularizar - no Exercício / em Março - Orçamento de Capital


286.03.1.00 - ... (Classificação segundo a desagregação da Dívida Pública na Classe 5)

...

287 - ...

288 - Recebimentos a Título de Operações de Tesouraria - por Regularizar (Recebimentos TOT - por Regularizar)
288.00 - Recebimentos TOT - por Regularizar - em Exercícios Anteriores
288.00.0 - Recebimentos TOT - por Regularizar - em Exercícios Anteriores - SPA
288.00.1 - Recebimentos TOT - por Regularizar - em Exercícios Anteriores - Outros Sectores

288.01 - Recebimentos TOT - por Regularizar - no Exercício / em Janeiro


288.01.0 - Recebimentos TOT - por Regularizar - no Exercício / em Janeiro - SPA
288.01.1 - Recebimentos TOT - por Regularizar - no Exercício / em Janeiro - Outros Sectores

288.02 - Recebimentos TOT - por Regularizar - no Exercício / em Fevereiro


288.02.0 - Recebimentos TOT - por Regularizar - no Exercício / em Fevereiro - SPA
288.02.1 - Recebimentos TOT - por Regularizar - no Exercício / em Fevereiro - Outros Sectores

288.03 - Recebimentos TOT - por Regularizar - no Exercício / em Março


288.03.0 - Recebimentos TOT - por Regularizar - no Exercício / em Março - SPA
288.03.1 - Recebimentos TOT - por Regularizar - no Exercício / em Março - Outros Sectores

...

29 - Provisões para Cobranças Duvidosas e Outros Riscos e Encargos


291 - Provisões para Cobranças Duvidosas
2911 - Provisões para Clientes de Cobrança Duvidosa
29111 - Provisões para Clientes, C/C - de Cobrança Duvidosa
291110 - Saldo Inicial
291111 - Constituição
291112 - Reforços
...
291115 - Utilizações
291116 - Reposições
291117 - Anulações

291119 - Apuramento

29112 - Provisões para Clientes - Títulos a Receber - de Cobrança Duvidosa


...

2912 - Provisões para Fornecedores de Cobrança Duvidosa


29121 - Provisões para Adiantamentos a Fornecedores - de Cobrança Duvidosa
...

2913 - Provisões para Empréstimos Concedidos de Cobrança Duvidosa


...

2914 -

2915 - Provisões para Contribuintes e Beneficiários de Cobrança Duvidosa


29151 - Provisões para Contribuintes de Cobrança Duvidosa
...

29152 - Provisões para Devoluções de Beneficiários de Cobrança Duvidosa


...

2916 - Provisões para Outros Devedores de Cobrança Duvidosa


...

292 - Provisões para Outros Riscos e Encargos


292.01 - Provisões para Garantias a Clientes
...

239
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro
I SÉRIE — Nº 5 SUP. «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 30 DE JANEIRO DE 2006 65

CLASSE 2 - TERCEIROS

292.02 - Provisões para Letras Descontadas


...

292.03 - Provisões para Processos Judiciais em Curso


...

292.04 - Provisões para Acidentes no Trabalho e Doenças Profissionais


...

...

292.98 - Provisões para Previdência Social da Função Pública


292.98.1 - Provisões para Previdência Social da Função Pública - Aposentações
...

292.98.2 - Provisões para Previdência Social da Função Pública - Pensões


...

292.98.3 - Provisões para Previdência Social da Função Pública - Assistência na Doença


...

292.99 - Provisões para Outros Riscos e Encargos - não Especificados


240
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro
66 I SÉRIE — Nº 5 SUP. «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 30 DE JANEIRO DE 2006

CLASSE 3 - EXISTÊNCIAS

30 -

31 -

32 - Mercadorias
321 - Embalagens Comerciais
3211 - Embalagens Comerciais em Armazém
3212 - Embalagens Comerciais em Poder de Terceiros
3213 - Embalagens Comerciais em Trânsito
...
3217 - Compras de Embalagens Comerciais
32171 - No Mercado Interno
321711 - Aumentos
...
321717 - Devoluções de Compras
321718 - Descontos e Abatimentos
32172 - No Mercado Externo
321721 - Aumentos
...
321727 - Devoluções de Compras
321728 - Descontos e Abatimentos
3218 - Regularização de Existências - Embalagens Comerciais
3218.00 - Reclassificações do Imobilizado para Embalagens Comerciais
3218.01 - Reclassificações de Outras Existências para Embalagens Comerciais
3218.02 - Beneficiações Externas de Embalagens Comerciais
3218.03 - Entradas por Ofertas de Embalagens Comerciais
3218.04 - Sobras Normais de Embalagens Comerciais
3218.05 - Sobras Anormais de Embalagens Comerciais
...
3218.49 - Outras Regularizações Aumentativas - Embalagens Comerciais
3218.50 - Reclassificações para Imobilizado de Embalagens Comerciais
3218.51 - Reclassificações de Embalagens Comerciais para Outras Existências
3218.52 - Embalagens Comerciais Sinistradas
3218.53 - Saídas por Ofertas de Embalagens Comerciais
3218.54 - Quebras Normais de Embalagens Comerciais
3218.55 - Quebras Anormais de Embalagens Comerciais
...
3218.99 - Outras Regularizações Diminutivas - Embalagens Comerciais
3219 - Embalagens Comerciais - Movimentação Interna - Conta Intermédia (MI-CI)
3219.01 - Embalagens Comerciais - MI-CI - da Subunidade Orgânica A para B
3219.02 - Embalagens Comerciais - MI-CI - da Subunidade Orgânica B para A
3219.03 - Embalagens Comerciais - MI-CI - da Subunidade Orgânica A para C
3219.04 - Embalagens Comerciais - MI-CI - da Subunidade Orgânica C para A
...

322 - Outras Mercadorias


3221 - Outras Mercadorias em Armazém
3222 - Outras Mercadorias em Poder de Terceiros
32221 - Outras Mercadorias em Consignação
32222 - Outras Mercadorias à Guarda de Terceiros
3223 - Outras Mercadorias em Trânsito
...
3227 - Compras de Outras Mercadorias
32271 - No Mercado Interno
322711 - Aumentos
...
322717 - Devoluções de Compras
322718 - Descontos e Abatimentos
32272 - No Mercado Externo
322721 - Aumentos
...
322727 - Devoluções de Compras
322728 - Descontos e Abatimentos
3228 - Regularização de Existências - Outras Mercadorias
3228.00 - Reclassificações do Imobilizado para Outras Mercadorias
3228.01 - Reclassificações de Outras Existências para Outras Mercadorias

241
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro
I SÉRIE — Nº 5 SUP. «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 30 DE JANEIRO DE 2006 67

CLASSE 3 - EXISTÊNCIAS
3228.02 - Beneficiações Externas de Outras Mercadorias
3228.03 - Entradas por Ofertas de Outras Mercadorias
3228.04 - Sobras Normais de Outras Mercadorias
3228.05 - Sobras Anormais de Outras Mercadorias
...
3228.49 - Outras Regularizações Aumentativas - Outras Mercadorias
3228.50 - Reclassificações para Imobilizado de Outras Mercadorias
3228.51 - Reclassificações de Outras Mercadorias para Outras Existências
3228.52 - Outras Mercadorias Sinistradas
3228.53 - Saídas por Ofertas de Outras Mercadorias
3228.54 - Quebras Normais de Outras Mercadorias
3228.55 - Quebras Anormais de Outras Mercadorias
...
3228.99 - Outras Regularizações Diminutivas - Outras Mercadorias
3229 - Outras Mercadorias - Movimentação Interna - Conta Intermédia (MI-CI)
3229.01 - Outras Mercadorias - MI-CI - da Subunidade Orgânica A para B
3229.02 - Outras Mercadorias - MI-CI - da Subunidade Orgânica B para A
3229.03 - Outras Mercadorias - MI-CI - da Subunidade Orgânica A para C
3229.04 - Outras Mercadorias - MI-CI - da Subunidade Orgânica C para A
...

33 - Produtos Acabados e Semiacabados


331 - Produtos Acabados
3311 - Produtos Acabados em Armazém
3312 - Produtos Acabados em Poder de Terceiros
33121 - Produtos Acabados em Consignação
33122 - Produtos Acabados à Guarda de Terceiros
...
3318 - Regularização de Existências - Produtos Acabados
3318.00 - Reclassificações do Imobilizado para Produtos Acabados
3318.01 - Reclassificações de Outras Existências para Produtos Acabados
3318.02 - Beneficiações Externas de Produtos Acabados
3318.03 -
3318.04 - Sobras Normais de Produtos Acabados
3318.05 - Sobras Anormais de Produtos Acabados
...
3318.49 - Outras Regularizações Aumentativas - Produtos Acabados
3318.50 - Reclassificações para Imobilizado de Produtos Acabados
3318.51 - Reclassificações de Produtos Acabados para Outras Existências
3318.52 - Produtos Acabados Sinistrados
3318.53 - Saídas por Ofertas de Produtos Acabados
3318.54 - Quebras Normais de Produtos Acabados
3318.55 - Quebras Anormais de Produtos Acabados
...
3318.99 - Outras Regularizações Diminutivas - Produtos Acabados
3319 - Produtos Acabados - Movimentação Interna - Conta Intermédia (MI-CI)
3319.01 - Produtos Acabados - MI-CI - da Subunidade Orgânica A para B
3319.02 - Produtos Acabados - MI-CI - da Subunidade Orgânica B para A
3319.03 - Produtos Acabados - MI-CI - da Subunidade Orgânica A para C
3319.04 - Produtos Acabados - MI-CI - da Subunidade Orgânica C para A
...

332 - Produtos Semiacabados


3321 - Produtos Semiacabados em Armazém
3322 - Produtos Semiacabados em Poder de Terceiros
33221 - Produtos Semiacabados em Consignação
33222 - Produtos Semiacabados à Guarda de Terceiros
...
3328 - Regularização de Existências - Produtos Semiacabados
3328.00 - Reclassificações do Imobilizado para Produtos Semiacabados
3328.01 - Reclassificações de Outras Existências para Produtos Semiacabados
3328.02 - Beneficiações Externas de Produtos Semiacabados
3328.03 -
3328.04 - Sobras Normais de Produtos Semiacabados
3328.05 - Sobras Anormais de Produtos Semiacabados
...
3328.49 - Outras Regularizações Aumentativas - Produtos Semiacabados
3328.50 - Reclassificações para Imobilizado de Produtos Semiacabados

242
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro
68 I SÉRIE — Nº 5 SUP. «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 30 DE JANEIRO DE 2006

CLASSE 3 - EXISTÊNCIAS
3328.51 - Reclassificações de Produtos Semiacabados para Outras Existências
3328.52 - Produtos Semiacabados Sinistrados
3328.53 - Saídas por Ofertas de Produtos Semiacabados
3328.54 - Quebras Normais de Produtos Semiacabados
3328.55 - Quebras Anormais de Produtos Semiacabados
...
3328.99 - Outras Regularizações Diminutivas - Produtos Semiacabados
3329 - Produtos Semiacabados - Movimentação Interna - Conta Intermédia (MI-CI)
3329.01 - Produtos Semiacabados - MI-CI - da Subunidade Orgânica A para B
3329.02 - Produtos Semiacabados - MI-CI - da Subunidade Orgânica B para A
3329.03 - Produtos Semiacabados - MI-CI - da Subunidade Orgânica A para C
3329.04 - Produtos Semiacabados - MI-CI - da Subunidade Orgânica C para A

34 - Subprodutos, Desperdícios, Resíduos e Refugos


341 - Subprodutos
3411 - Subprodutos em Armazém
3412 - Subprodutos em Poder de Terceiros
34121 - Subprodutos em Consignação
34122 - Subprodutos à Guarda de Terceiros
...
3418 - Regularização de Existências - Subprodutos
3418.00 - Reclassificações do Imobilizado para Subprodutos
3418.01 - Reclassificações de Outras Existências para Subprodutos
3418.02 - Beneficiações Externas de Subprodutos
3418.03 -
3418.04 - Sobras Normais de Subprodutos
3418.05 - Sobras Anormais de Subprodutos
...
3418.49 - Outras Regularizações Aumentativas - Subprodutos
3418.50 - Reclassificações para Imobilizado de Subprodutos
3418.51 - Reclassificações de Subprodutos para Outras Existências
3418.52 - Subprodutos Sinistrados
3418.53 - Saídas por Ofertas de Subprodutos
3418.54 - Quebras Normais de Subprodutos
3418.55 - Quebras Anormais de Subprodutos
...
3418.99 - Outras Regularizações Diminutivas - Subprodutos
3419 - Subprodutos - Movimentação Interna - Conta Intermédia (MI-CI)
3419.01 - Subprodutos - MI-CI - da Subunidade Orgânica A para B
3419.02 - Subprodutos - MI-CI - da Subunidade Orgânica B para A
3419.03 - Subprodutos - MI-CI - da Subunidade Orgânica A para C
3419.04 - Subprodutos - MI-CI - da Subunidade Orgânica C para A

342 - Desperdícios, Resíduos e Refugos


3421 - Desperdícios, Resíduos e Refugos em Armazém
3422 - Desperdícios, Resíduos e Refugos em Poder de Terceiros
34221 - Desperdícios, Resíduos e Refugos em Consignação
34222 - Desperdícios, Resíduos e Refugos à Guarda de Terceiros
...
3428 - Regularização de Existências - Desperdícios, Resíduos e Refugos
3428.00 - Reclassificações do Imobilizado para Desperdícios, Resíduos e Refugos
3428.01 - Reclassificações de Outras Existências para Desperdícios, Resíduos e Refugos
3428.02 - Beneficiações Externas de Desperdícios, Resíduos e Refugos
3428.03 -
3428.04 - Sobras Normais de Desperdícios, Resíduos e Refugos
3428.05 - Sobras Anormais de Desperdícios, Resíduos e Refugos
...
3428.49 - Outras Regularizações Aumentativas - Desperdícios, Resíduos e Refugos
3428.50 - Reclassificações para Imobilizado de Desperdícios, Resíduos e Refugos
3428.51 - Reclassificações de Desperdícios, Resíduos e Refugos para Outras Existências
3428.52 - Desperdícios, Resíduos e Refugos Sinistrados
3428.53 - Saídas por Ofertas de Desperdícios, Resíduos e Refugos
3428.54 - Quebras Normais de Desperdícios, Resíduos e Refugos
3428.55 - Quebras Anormais de Desperdícios, Resíduos e Refugos
...
3428.99 - Outras Regularizações Diminutivas - Desperdícios, Resíduos e Refugos

243
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro
I SÉRIE — Nº 5 SUP. «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 30 DE JANEIRO DE 2006 69

CLASSE 3 - EXISTÊNCIAS
3429 - Desperdícios, Resíduos e Refugos - Movimentação Interna - Conta Intermédia (MI-CI)
3429.01 - Desperdícios, Resíduos e Refugos - MI-CI - da Subunidade Orgânica A para B
3429.02 - Desperdícios, Resíduos e Refugos - MI-CI - da Subunidade Orgânica B para A
3429.03 - Desperdícios, Resíduos e Refugos - MI-CI - da Subunidade Orgânica A para C
3429.04 - Desperdícios, Resíduos e Refugos - MI-CI - da Subunidade Orgânica C para A

35 - Produtos e Trabalhos em Curso


351 - Produtos em Curso
3511 - Produtos em Curso em Armazém
3512 - Produtos em Curso em Poder de Terceiros
...
3518 - Regularização de Existências - Produtos em Curso
3518.00 -
...
3518.49 - Outras Regularizações Aumentativas - Produtos em Curso
3518.50 -
...
3518.52 - Produtos em Curso Sinistrados
...
3518.99 - Outras Regularizações Diminutivas - Produtos em Curso
3519 - Produtos em Curso - Movimentação Interna - Conta Intermédia (MI-CI)
3519.01 - Produtos em Curso - MI-CI - da Subunidade Orgânica A para B
3519.02 - Produtos em Curso - MI-CI - da Subunidade Orgânica B para A
3519.03 - Produtos em Curso - MI-CI - da Subunidade Orgânica A para C
3519.04 - Produtos em Curso - MI-CI - da Subunidade Orgânica C para A

352 - Trabalhos em Curso


3521 - Trabalhos em Curso em Armazém
3522 - Trabalhos em Curso em Poder de Terceiros
...
3528 - Regularização de Existências - Trabalhos em Curso
3528.00 -
...
3528.49 - Outras Regularizações Aumentativas - Trabalhos em Curso
3528.50 -
...
3528.52 - Trabalhos em Curso Sinistrados
...
3528.99 - Outras Regularizações Diminutivas - Trabalhos em Curso
3529 - Trabalhos em Curso - Movimentação Interna - Conta Intermédia (MI-CI)
3529.01 - Trabalhos em Curso - MI-CI - da Subunidade Orgânica A para B
3529.02 - Trabalhos em Curso - MI-CI - da Subunidade Orgânica B para A
3529.03 - Trabalhos em Curso - MI-CI - da Subunidade Orgânica A para C
3529.04 - Trabalhos em Curso - MI-CI - da Subunidade Orgânica C para A

36 - Matérias Primas, Subsidiárias e de Consumo


361 - Matérias-Primas
3611 - Matérias-Primas em Armazém
3612 - Matérias-Primas em Poder de Terceiros
3613 - Matérias-Primas em Trânsito
...
3617 - Compras de Matérias-Primas
36171 - No Mercado Interno
361711 - Aumentos
...
361717 - Devoluções de Compras
361718 - Descontos e Abatimentos

36172 - No Mercado Externo


361721 - Aumentos
...
361727 - Devoluções de Compras

244
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro
70 I SÉRIE — Nº 5 SUP. «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 30 DE JANEIRO DE 2006

CLASSE 3 - EXISTÊNCIAS
361728 - Descontos e Abatimentos
3618 - Regularização de Existências - Matérias-Primas
3618.00 - Reclassificações do Imobilizado para Matérias-Primas
3618.01 - Reclassificações de Outras Existências para Matérias-Primas
3618.02 - Beneficiações Externas de Matérias-Primas
3618.03 - Entradas por Ofertas de Matérias-Primas
3618.04 - Sobras Normais de Matérias-Primas
3618.05 - Sobras Anormais de Matérias-Primas
...
3618.49 - Outras Regularizações Aumentativas - Matérias-Primas
3618.50 - Reclassificações para Imobilizado de Matérias-Primas
3618.51 - Reclassificações de Matérias-Primas para Outras Existências
3618.52 - Matérias-Primas Sinistradas
3618.53 - Saídas por Ofertas de Matérias-Primas
3618.54 - Quebras Normais de Matérias-Primas
3618.55 - Quebras Anormais de Matérias-Primas
...
3618.99 - Outras Regularizações Diminutivas - Matérias-Primas
3619 - Matérias-Primas - Movimentação Interna - Conta Intermédia (MI-CI)
3619.01 - Matérias-Primas - MI-CI - da Subunidade Orgânica A para B
3619.02 - Matérias-Primas - MI-CI - da Subunidade Orgânica B para A
3619.03 - Matérias-Primas - MI-CI - da Subunidade Orgânica A para C
3619.04 - Matérias-Primas - MI-CI - da Subunidade Orgânica C para A
...

362 - Matérias Subsidiárias


3621 - Matérias Subsidiárias em Armazém
3622 - Matérias Subsidiárias em Poder de Terceiros
3623 - Matérias Subsidiárias em Trânsito
...
3627 - Compras de Matérias Subsidiárias
36271 - No Mercado Interno
362711 - Aumentos
...
362717 - Devoluções de Compras
362718 - Descontos e Abatimentos
36272 - No Mercado Externo
362721 - Aumentos
...
362727 - Devoluções de Compras
362728 - Descontos e Abatimentos
3628 - Regularização de Existências - Matérias Subsidiárias
3628.00 - Reclassificações do Imobilizado para Matérias Subsidiárias
3628.01 - Reclassificações de Outras Existências para Matérias Subsidiárias
3628.02 - Beneficiações Externas de Matérias Subsidiárias
3628.03 - Entradas por Ofertas de Matérias Subsidiárias
3628.04 - Sobras Normais de Matérias Subsidiárias
3628.05 - Sobras Anormais de Matérias Subsidiárias
...
3628.49 - Outras Regularizações Aumentativas - Matérias Subsidiárias
3628.50 - Reclassificações para Imobilizado de Matérias Subsidiárias
3628.51 - Reclassificações de Matérias Subsidiárias para Outras Existências
3628.52 - Matérias Subsidiárias Sinistradas
3628.53 - Saídas por Ofertas de Matérias Subsidiárias
3628.54 - Quebras Normais de Matérias Subsidiárias
3628.55 - Quebras Anormais de Matérias Subsidiárias
...
3628.99 - Outras Regularizações Diminutivas - Matérias Subsidiárias
3629 - Matérias Subsidiárias - Movimentação Interna - Conta Intermédia (MI-CI)
3629.01 - Matérias Subsidiárias - MI-CI - da Subunidade Orgânica A para B
3629.02 - Matérias Subsidiárias - MI-CI - da Subunidade Orgânica B para A
3629.03 - Matérias Subsidiárias - MI-CI - da Subunidade Orgânica A para C
3629.04 - Matérias Subsidiárias - MI-CI - da Subunidade Orgânica C para A
...

363 - Materiais Consumíveis de Escritório


3631 - Materiais Consumíveis de Escritório em Armazém
3632 - Materiais Consumíveis de Escritório em Poder de Terceiros
3633 - Materiais Consumíveis de Escritório em Trânsito
...

245
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro
I SÉRIE — Nº 5 SUP. «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 30 DE JANEIRO DE 2006 71

CLASSE 3 - EXISTÊNCIAS
3637 - Compras de Materiais Consumíveis de Escritório
36371 - No Mercado Interno
363711 - Aumentos
...
363717 - Devoluções de Compras
363718 - Descontos e Abatimentos

36372 - No Mercado Externo


363721 - Aumentos
...
363727 - Devoluções de Compras
363728 - Descontos e Abatimentos
3638 - Regularização de Existências - Materiais Consumíveis de Escritório
3638.00 - Reclassificações do Imobilizado para Materiais Consumíveis de Escritório
3638.01 - Reclassificações de Outras Existências para Materiais Consumíveis de Escritório
3638.02 - Beneficiações Externas de Materiais Consumíveis de Escritório
3638.03 - Entradas por Ofertas de Materiais Consumíveis de Escritório
3638.04 - Sobras Normais de Materiais Consumíveis de Escritório
3638.05 - Sobras Anormais de Materiais Consumíveis de Escritório
...
3638.49 - Outras Regularizações Aumentativas - Materiais Consumíveis de Escritório
3638.50 - Reclassificações para Imobilizado de Materiais Consumíveis de Escritório
3638.51 - Reclassificações de Materiais Consumíveis de Escritório para Outras Existências
3638.52 - Materiais Consumíveis de Escritório Sinistrados
3638.53 - Saídas por Ofertas de Materiais Consumíveis de Escritório
3638.54 - Quebras Normais de Materiais Consumíveis de Escritório
3638.55 - Quebras Anormais de Materiais Consumíveis de Escritório
...
3638.99 - Outras Regularizações Diminutivas - Materiais Consumíveis de Escritório
3639 - Materiais Consumíveis de Escritório - Movimentação Interna - Conta Intermédia (MI-CI)
3639.01 - Materiais Consumíveis de Escritório - MI-CI - da Subunidade Orgânica A para B
3639.02 - Materiais Consumíveis de Escritório - MI-CI - da Subunidade Orgânica B para A
3639.03 - Materiais Consumíveis de Escritório - MI-CI - da Subunidade Orgânica A para C
3639.04 - Materiais Consumíveis de Escritório - MI-CI - da Subunidade Orgânica C para A
...

364 - Outros Materiais de Consumo


3641 - Outros Materiais de Consumo em Armazém
3642 - Outros Materiais de Consumo em Poder de Terceiros
3643 - Outros Materiais de Consumo em Trânsito
...
3647 - Compras de Outros Materiais de Consumo
36471 - No Mercado Interno
364711 - Aumentos
...
364717 - Devoluções de Compras
364718 - Descontos e Abatimentos
36472 - No Mercado Externo
364721 - Aumentos
...
364727 - Devoluções de Compras
364728 - Descontos e Abatimentos
3648 - Regularização de Existências - Outros Materiais de Consumo
3648.00 - Reclassificações do Imobilizado para Outros Materiais de Consumo
3648.01 - Reclassificações de Outras Existências para Outros Materiais de Consumo
3648.02 - Beneficiações Externas de Outros Materiais de Consumo
3648.03 - Entradas por Ofertas de Outros Materiais de Consumo
3648.04 - Sobras Normais de Outros Materiais de Consumo
3648.05 - Sobras Anormais de Outros Materiais de Consumo
...
3648.49 - Outras Regularizações Aumentativas - Outros Materiais de Consumo
3648.50 - Reclassificações para Imobilizado de Outros Materiais de Consumo
3648.51 - Reclassificações de Outros Materiais de Consumo para Outras Existências
3648.52 - Outros Materiais de Consumo Sinistrados
3648.53 - Saídas por Ofertas de Outros Materiais de Consumo
3648.54 - Quebras Normais de Outros Materiais de Consumo
3648.55 - Quebras Anormais de Outros Materiais de Consumo
...
3648.99 - Outras Regularizações Diminutivas - Outros Materiais de Consumo
3649 - Outros Materiais de Consumo - Movimentação Interna - Conta Intermédia (MI-CI)
3649.01 - Outros Materiais de Consumo - MI-CI - da Subunidade Orgânica A para B

246
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro
72 I SÉRIE — Nº 5 SUP. «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 30 DE JANEIRO DE 2006

CLASSE 3 - EXISTÊNCIAS
3649.02 - Outros Materiais de Consumo - MI-CI - da Subunidade Orgânica B para A
3649.03 - Outros Materiais de Consumo - MI-CI - da Subunidade Orgânica A para C
3649.04 - Outros Materiais de Consumo - MI-CI - da Subunidade Orgânica C para A
...

37 - Adiantamentos por Conta de Compras


372 - Mercadorias
372.+NIF - ...
...

376 - Matérias Primas, Subsidiárias e de Consumo


376.+NIF - ...
...

39 - Provisões para Depreciação de Existências (PDE)


392 - PDE - Mercadorias
3920 - Saldo Inicial
3921 - Constituição
3922 - Reforços
...
3925 - Utilizações
3926 - Reposições
3927 - Anulações

3929 - Apuramento

393 - PDE - Produtos Acabados e Semiacabados


...

394 - PDE - Subprodutos, Desperdícios, Resíduos e Refugos


...

395 - PDE - Produtos e Trabalhos em Curso


...

396 - PDE - Matérias Primas, Subsidiárias e de Consumo


...

247
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro
I SÉRIE — Nº 5 SUP. «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 30 DE JANEIRO DE 2006 73

CLASSE 4 - IMOBILIZAÇÕES

40 - Imobilizações de Aplicações de Reservas de Superavits (IARS)


401 - IARS - Aplicações em Instituições Financeiras (AIF)
4011 - IARS - AIF - Nacionais (N)
40111 - IARS - AIF - N - Acções
401110 - Saldo Inicial
401111 - Aquisições
401112 - Movimentações Internas à Entidade - Aumentos
401113 - Reavaliações
401114 - Outras Alterações - Aumentos
401115 - Abates
401116 - Alienações
401117 - Movimentações Internas à Entidade - Diminuições
401118 - Outras Alterações - Diminuições
401119 - Apuramento
40112 - IARS - AIF - N - Quotas
...
...
4012 - IARS - AIF - Estrangeiras (E)
40121 - IARS - AIF - E - Acções
...
40122 - IARS - AIF - E - Quotas
...
...

402 - IARS - Aplicações em Instituições não Financeiras (AInF)


4021 - IARS - AInF - Nacionais (N)
40211 - IARS - AInF - N - Acções
...
40212 - IARS - AInF - N - Quotas
...
...

4022 - IARS - AInF - Estrangeiras (E)


40221 - IARS - AInF - E - Acções
...
40222 - IARS - AInF - E - Quotas
...
...

403 - IARS - Outras Aplicações (OA)


4031 - IARS - OA - Mercado Interno (MI)
40313 - IARS - OA - MI - Obrigações
...
40314 - IARS - AO - MI - Certificados de Depósitos Bancários
...
...

4032 - IARS - OA - Mercado Externo (ME)


40323 - IARS - OA - ME - Obrigações
...
40324 - IARS - AO - ME - Certificados de Depósitos Bancários
...
...

41 - Imobilizações Financeiras (IF)


411 - IF - Partes de Capital (PC)
4111 - IF - PC - Empresas Públicas (EP)
41111 - IF - PC - EP - Financeiras
411110 - Saldo Inicial
411111 - Aquisições
411112 - Movimentações Internas à Entidade - Aumentos
411113 - Reavaliações
411114 - Outras Alterações - Aumentos

248
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro
74 I SÉRIE — Nº 5 SUP. «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 30 DE JANEIRO DE 2006

CLASSE 4 - IMOBILIZAÇÕES
411115 - Abates
411116 - Alienações
411117 - Movimentações Internas à Entidade - Diminuições
411118 - Outras Alterações - Diminuições
411119 - Apuramento
41112 - IF - PC - EP - Não Financeiras
...

4112 - IF - PC - Empresas de Capitais Públicos (ECP)


41121 - IF - PC - ECP - Financeiras
...
41122 - IF - PC - ECP - Não Financeiras
...

4113 - IF - PC - Empresas Associadas (EA)


41131 - IF - PC - EA - Financeiras
...
41132 - IF - PC - EA - Não Financeiras
...

4114 - IF - PC - Instituições Financeiras Supranacionais


...

4115 - IF - PC - Outras Empresas (OE)


41151 - IF - PC - OE - Financeiras
...
41152 - IF - PC - OE - Não Financeiras
...

412 - IF - Obrigações (O)


4121 - IF - O - Empresas Públicas (EP)
41211 - IF - O - EP - Financeiras
...
41212 - IF - O - EP - Não Financeiras
...

4122 - IF - O - Empresas de Capitais Públicos (ECP)


41221 - IF - O - ECP - Financeiras
...
41222 - IF - O - ECP - Não Financeiras
...

4123 - IF - O - Empresas Associadas (EA)


41231 - IF - O - EA - Financeiras
...
41232 - IF - O - EA - Não Financeiras
...

4124 - IF - O - Instituições Financeiras Internacionais (IFI)


41241 - IF - O - IFI - Instituições Financeiras Supranacionais
...
41242 - IF - O - IFI - Instituições Financeiras Paragovernamentais
...
41243 - IF - O - IFI - Outras Instituições Financeiras Internacionais
...

4125 - IF - O - Outras Empresas (OE)


41251 - IF - O - OE - Financeiras
...
41252 - IF - O - OE - Não Financeiras
...

4126 - IF - O - Títulos da Dívida Pública das Outras Entidades do SPA


...

413 - IF - Outros Títulos Financeiros (OTF)


4131 - IF - OTF - Certificados de Depósitos Bancários

249
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro
I SÉRIE — Nº 5 SUP. «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 30 DE JANEIRO DE 2006 75

CLASSE 4 - IMOBILIZAÇÕES
...
...

414 - Investimentos Financeiros em Imobilizações Corpóreas


4141 - Terrenos e Recursos Naturais
...
4142 - Edifícios e Outras Construções
...
4143 - Equipamentos
...
4144 -

4145 - Material de Carga e Transporte


...
...
...

419 - Outras Aplicações Financeiras


...

42 - Imobilizações Corpóreas
421 - Terrenos e Recursos Naturais
4211 - Terrenos do Domínio Privado
42110 - Saldo Inicial
42111 - Aquisições
42112 - Movimentações Internas à Entidade - Aumentos
42113 - Reavaliações
42114 - Outras Alterações - Aumentos
42115 - Abates
42116 - Alienações
42117 - Movimentações Internas à Entidade - Diminuições
42118 - Outras Alterações - Diminuições
42119 - Apuramento
4212 - Recursos Naturais do Domínio Privado
...
4218 - Movimentações Internas à Entidade - Conta Intermédia (MIE-CI)
4218.01 - MIE-CI - da subunidade orgânica A para B
4218.02 - MIE-CI - da subunidade orgânica B para A
4218.03 - MIE-CI - da subunidade orgânica A para C
4218.04 - MIE-CI - da subunidade orgânica C para A

422 - Edifícios e Outras Construções


4221 - Edifícios do Domínio Privado
4221.01 - Edifícios para Escritórios
...
4221.02 - Edifícios para Ensino
...
4221.03 - Habitações
...
...
4221.99 - Outros Edifícios do Domínio Privado
4227 - Outras Construções do Domínio Privado
...
4228 - Movimentações Internas à Entidade - Conta Intermédia (MIE-CI)
...

423 - Equipamento Básico


4231 - …
...

4238 - Movimentações Internas à Entidade - Conta Intermédia (MIE-CI)

250
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro
76 I SÉRIE — Nº 5 SUP. «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 30 DE JANEIRO DE 2006

CLASSE 4 - IMOBILIZAÇÕES

424 - Taras e Vasilhame


4241 - Embalagens Retornáveis
42411 - Embalagens Retornáveis em Armazém
42412 - Embalagens Retornáveis em Circulação
42412.+NIF - …

...
4248 - Movimentações Internas à Entidade - Conta Intermédia (MIE-CI)

425 - Equipamentos de Carga e Transporte


4251 - …
...

4258 - Movimentações Internas à Entidade - Conta Intermédia (MIE-CI)
...

426 - Equipamentos Administrativo e Social


4261 - …


4268 - Movimentações Internas à Entidade - Conta Intermédia (MIE-CI)
...
...

427 - Ferramentas
4271 -
...

4278 - Movimentações Internas à Entidade - Conta Intermédia (MIE-CI)
...

428 -

429 - Outras Imobilizações Corpóreas


4291 - …
...

4298 - Movimentações Internas à Entidade - Conta Intermédia (MIE-CI)
...

43 - Imobilizações Incorpóreas
431 - Despesas de Instalação e Expansão
4310 - Saldo Inicial
4311 - Aquisições
4312 -
4313 - Reavaliações
4314 - Outras Alterações - Aumentos
4315 - Abates
4316 - Alienações
4317 -
4318 - Outras Alterações - Diminuições
4319 - Apuramento

432 - Despesas de Desenvolvimento


...

433 - Propriedade Industrial e Outros Direitos


4331 -
...
...

251
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro
I SÉRIE — Nº 5 SUP. «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 30 DE JANEIRO DE 2006 77

CLASSE 4 - IMOBILIZAÇÕES
4338 - Propriedade Intelectual
...

434 - Aplicações Informáticas


...

435 - Conservações Plurianuais em Bens Alheios


...
...

439 - Outras Imobilizações Incorpóreas


...

44 - Imobilizações em Curso (IC)


441 - IC - de Imobilizações Financeiras

442 - IC - de Imobilizações Corpóreas


4421 - Obras em curso
44210 - Saldo Inicial
...
44214 - Outras Alterações - Aumentos
44215 - Abates
44216 - Alienações
44217 - Transferência para Imobilizações Corpóreas
44218 - Outras Alterações - Diminuições
44219 - Apuramento

443 - IC - de Imobilizações Incorpóreas


...
447 - Adiantamentos por Conta de Imobilizações Financeiras

448 - Adiantamentos por Conta de Imobilizações Corpóreas

449 - Adiantamentos por Conta de Imobilizações Incorpóreas

45 - Participação na Situação Líquida do SPA


451 - Participação na Situação Líquida dos Municípios
451.00 - Participação na Situação Líquida dos Municípios - (Nome do Município)
451.00.0 - Saldo inicial
451.00.1 - Resultados Positivos
...
451.00.4 - Outros Aumentos
451.00.5 - Resultados Negativos
...
451.00.8 - Outras Diminuições
451.00.9 - Apuramento

452 - Participação na Situação Líquida dos Institutos


452.00 - Participação na Situação Líquida dos Institutos - (Nome do Instituto)
...

...

459 - Participação na Situação Líquida Doutras Entidades do SPA


459.00 - Participação na Situação Líquida Doutras Entidades do SPA - (Nome da Entidade)
...

...

252
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro
78 I SÉRIE — Nº 5 SUP. «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 30 DE JANEIRO DE 2006

CLASSE 4 - IMOBILIZAÇÕES

46 - Imobilizações de Aplicações do Fundo da Previdência Social da Função Pública (IAF-PSFP)


461 - IAF-PSFP - Aplicações em Instituições Financeiras (AIF)
4611 - IAF-PSFP - AIF - Nacionais (N)
46111 - IAF-PSFP - AIF - N - Acções
461110 - Saldo Inicial
461111 - Aquisições
461112 - Movimentações Internas à Entidade - Aumentos
461113 - Reavaliações
461114 - Outras Alterações - Aumentos
461115 - Abates
461116 - Alienações
461117 - Movimentações Internas à Entidade - Diminuições
461118 - Outras Alterações - Diminuições
461119 - Apuramento
46112 - IAF-PSFP - AIF - N - Quotas
...
...
4612 - IAF-PSFP - AIF - Estrangeiras (E)
46121 - IAF-PSFP - AIF - E - Acções
...
46122 - IAF-PSFP - AIF - E - Quotas
...
...

462 - IAF-PSFP - Aplicações em Instituições não Financeiras (AInF)


4621 - IAF-PSFP - AInF - Nacionais (N)
46211 - IAF-PSFP - AInF - N - Acções
...
46212 - IAF-PSFP - AInF - N - Quotas
...
...

4622 - IAF-PSFP - AInF - Estrangeiras (E)


46221 - IAF-PSFP - AInF - E - Acções
...
46222 - IAF-PSFP - AInF - E - Quotas
...
...

463 - IAF-PSFP - Outras Aplicações (OA)


4631 - IAF-PSFP - OA - Mercado Interno (MI)
46313 - IAF-PSFP - OA - MI - Obrigações
...
46314 - IAF-PSFP - OA - MI - Certificados de Depósitos Bancários
...
...

4632 - IAF-PSFP - OA - Mercado Externo (ME)


46323 - IAF-PSFP - OA - ME - Obrigações
...
46324 - IAF-PSFP - OA - ME - Certificados de Depósitos Bancários
...
...

47 - Imobilizações do Domínio Público


471 - Terrenos e Recursos Naturais de Domínio Público
4710 - Saldo Inicial
4711 - Aquisições
4712 - Movimentações Internas à Entidade - Aumentos
4713 - Reavaliações
4714 - Outras Alterações - Aumentos
4715 - Abates
4716 - Alienações
4717 - Movimentações Internas à Entidade - Diminuições
4718 - Outras Alterações - Diminuições

253
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro
I SÉRIE — Nº 5 SUP. «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 30 DE JANEIRO DE 2006 79

CLASSE 4 - IMOBILIZAÇÕES
4719 - Apuramento

472 - Infra-estruturas
472.01 - Estradas Públicas
...
472.02 - Portos Públicos
...
472.03 - Aeroportos Públicos
...
472.04 - Pontes de Estradas Públicas
...
472.05 - Rede Pública de Água
...
472.06 - Rede Pública de Esgotos
...
472.07 - Rede Pública de Distribuição Eléctrica
...
472.08 - Rede Pública de Telefone
...
472.09 -
...

473 - Valor Actualizado dos Direitos de Concessão a Receber



477 - Construções e Equipamentos Militares


4771 - Construções Militares
...
4772 - Equipamentos Militares
...

478 - Imobilizações do Domínio Público em Curso


...

479 - Outras Imobilizações do Domínio Público


...

48 - Amortizações de Imobilizações
481 - De Imobilizações Financeiras
4814 - De Investimentos Financeiros em Imobilizações Corpóreas
48141 - De Recursos Naturais
481410 - Saldo Inicial
481411 - Amortizações Ordinárias do Exercício
481412 - Correcções por Exercícios Anteriores - Aumentos
481413 - Amortizações Extraordinárias do Exercício
481414 - Outras Alterações - Aumentos
481415 - Abates
481416 - Alienações
481417 - Correcções por Exercícios Anteriores - Diminuições
481418 - Outras Alterações - Diminuições
481419 - Apuramento
48142 - De Edifícios e Outras Construções
...
48143 - De Equipamentos
...
48144 -
...
48145 - De Material de Carga e Transporte
...
...

482 - De Imobilizações Corpóreas


4821 - De Terrenos e Recursos Naturais
48212 - De Recursos Naturais do Domínio Privado

254
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro
80 I SÉRIE — Nº 5 SUP. «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 30 DE JANEIRO DE 2006

CLASSE 4 - IMOBILIZAÇÕES
482120 - Saldo Inicial
482121 - Amortizações Ordinárias do Exercício
482122 - Correcções por Exercícios Anteriores - Aumentos
482123 - Amortizações Extraordinárias do Exercício
482124 - Outras Alterações - Aumentos
482125 - Abates
482126 - Alienações
482127 - Correcções por Exercícios Anteriores - Diminuições
482128 - Outras Alterações - Diminuições
482129 - Apuramento

4822 - De Edifícios e Outras Construções


48221 - De Edifícios do Domínio Privado
48221.01 - De Edifícios para Escritórios
...
48221.02 - De Edifícios para Ensino
...
48221.03 - De Habitações
...
...
48221.99 - Doutros Edifícios do Domínio Privado
48222 - Doutras Construções do Domínio Privado
...

4823 - De Equipamento Básico



4824 - De Taras e Vasilhame
48241 - De Embalagens Retornáveis
...
4825 - De Equipamento de Carga e Transporte

4826 - De Equipamentos Administrativo e Social

4827 - De Ferramentas e Utensílios

4829 - De Outras Imobilizações Corpóreas

483 - De Imobilizações Incorpóreas


4831 - De Despesas de Instalação e Expansão
48310 - Saldo Inicial
48311 - Amortizações Ordinárias do Exercício
48312 - Correcções por Exercícios Anteriores - Aumentos
48313 - Amortizações Extraordinárias do Exercício
48314 - Outras Alterações - Aumentos
48315 - Abates
48316 - Alienações
48317 - Correcções por Exercícios Anteriores - Diminuições
48318 - Outras Alterações - Diminuições
48319 - Apuramento

4832 - De Despesas de Desenvolvimento


...

4833 - De Propriedade Industrial e Outros Direitos


48338 - De Propriedade Intelectual
...
...
4834 - De Aplicações Informáticas
...

4835 - De Conservações Plurianuais em Bens Alheios


...
...

4839 - De Outras Imobilizações Incorpóreas


...

255
Decreto-Lei nº 10/2006, de 30 de Janeiro
I SÉRIE — Nº 5 SUP. «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 30 DE JANEIRO DE 2006 81

CLASSE 4 - IMOBILIZAÇÕES
487 - De Imobilizações do Domínio Público
4871 - De Terrenos e Recursos Naturais de Domínio Público
48710 - Saldo Inicial
48711 - Amortizações Ordinárias do Exercício
48712 - Correcções por Exercícios Anteriores - Aumentos
48713 - Amortizações Extraordinárias do Exercício
48714 - Outras Alterações - Aumentos
48715 - Abates
48716 - Alienações
48717 - Correcções por Exe