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E-BOOK DE ESTUDOS NA

FLAUTA TRANSVERSAL:
COMO APRENDER
ATRAVÉS DE CANÇÕES

IANES COELHO
ÍNDICE

Apresentação.................................................................................................. 3

7 erros básicos ao iniciar na flauta transversal ................................................. 4

7 regras de ouro para evoluir na flauta transversal .......................................... 6

A flauta e a canção: um pouco da minha história ..............................................8

5 motivos para aprender flauta transversal com canções ................................ 9

7 passos para quem está começando do zero..................................................11

Sugestão de rotina de estudos .......................................................................13

Dedilhados na flauta transversal ....................................................................17


APRESENTAÇÃO

A ideia desse e-book é auxiliar e ajudar quem


tem interesse em iniciar os estudos na flauta
transversal ou que já começou a tocar e está
nesse processo. As informações contidas aqui
são baseadas na experiência de uma trajetória
de mais de 15 anos no instrumento, envolvendo
o contato com diferentes flautistas, músicos e
professores durante minha experiência como
estudante e músico profissional. Espero que
aproveitem!

Ianes Coelho é mestre em música pela


Universidade Federal do Rio Grande do Sul
na área de Práticas Interpretativas com
ênfase em flauta transversal, tendo
também em sua formação os cursos de
licenciatura em violão e bacharelado em
flauta. Atua como instrumentista,
arranjador e compositor com diferentes
artistas, grupos e trabalhos, transitando
tanto no universo da canção como no
âmbito da música instrumental e de
concerto. Atualmente integra a Orquestra
de Sopros de Novo Hamburgo como
primeiro flautista e chefe de naipe e
também a Orquestra Municipal de Sopros
de Caxias do Sul. É também professor de
música na Escola PROJETO, em Porto
Alegre, e leciona flauta transversal e violão
para diferentes faixa-etárias.

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7 ERROS BÁSICOS AO INICIAR NA FLAUTA TRANSVERSAL
Ausência de uma rotina de estudos organizada
Nesse caso, a pessoa já tem sua flauta e quer dar os primeiros
passos para aprender, então busca referências em livros ou na
internet. Chega o momento de praticar e acaba não sabendo
exatamente o que tocar ou como tocar. Quando sabe, não tem
ideia sobre qual ordem seguir e por quanto tempo praticar. Dessa
forma, corre-se o risco de desenvolver vícios, ter avanços muito
lentos ou ficar andando em círculos e não sair do lugar.
Falta de equilíbrio entre exercícios e repertório
Comumente percebo que focar demais em exercícios sem
trabalhar com um repertório musical tende a desmotivar quem
está aprendendo. Ao mesmo tempo, a vontade de aprender as
músicas também não pode impedir que sejam trabalhados
fundamentos básicos para tocar com muito mais facilidade e
qualidade. Os dois extremos são ruins e o segredo está no
equilíbro. Integrar a parte técnica com o repertório de maneira
criativa, sempre que possível, é também uma boa ideia.
Falta de cuidados com o instrumento
Uma negligência recorrente é deixar a flauta em locais que
oferecem risco de queda e choque com outras pessoas e objetos.
Sempre que possível, não estando em punho ou num lugar muito
seguro, o ideal é guardar a flauta dentro do estojo após o uso.
Outro descuido comum é não realizar a limpeza interna da flauta
com uma flanela, secando-a sempre após a prática, o que pode
trazer problemas ao instrumento. É importante também ter duas
flanelas distintas, evitando assim que a de uso interno seja
também utilizada na parte externa.

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Não buscar orientação de um bom professor
Tentar aprender sozinho não é impossível. Ser curioso, explorar o
instrumento com dicas avulsas de diferentes materiais pode
certamente nos levar a alcançar alguns avanços que permitam se
expressar através da flauta. Entretanto, o progresso tende a ser
lento e provavelmente deixará lacunas. Procurar orientação de
um professor qualificado irá economizar energia e tempo de
maneira considerável.
Falta de continuidade
Sem um mínimo de regularidade e constância na prática do
instrumento o progresso não acontece, não existem mágicas ou
milagres. Dessa forma, ao sentir que não avançamos, a tendência
ao desânimo tende a aumentar e, por consequência, mais cedo
ou mais tarde acabamos desistindo. A boa notícia é que, ainda que
estudemos pouco, se tocarmos com continuidade, inteligência e
boa orientação podemos alcançar bons resultados.
Tocar sempre sozinho e não buscar parcerias
Quando deixamos de nos relacionar com outras pessoas que
tocam e buscar parcerias com amigos e colegas que trilham a
mesma jornada que a nossa, perdemos uma boa oportunidade de
troca e aprendizado. Praticar sozinho é fundamental para evoluir,
mas compartilhar e tocar com mais gente abre um espaço amplo
e de ricas possibilidades.
Esperar o momento ideal para tocar para outras pessoas
Se expor não é fácil e envolve vencer medos, obstáculos e lidar
com nosso nível de exigência. Entretanto, quando nossa
autocrítica exagerada nos impede de compartilhar com outras
pessoas, tocando para amigos, familiares e oferendo algo ao
mundo, perdemos uma boa oportunidade de colher o combustível
que dá sentido a tudo e faz com que possamos seguir.

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7 REGRAS DE OURO PARA EVOLUIR NA FLAUTA TRANSVERSAL
Organizar uma boa rotina de estudos
Estruturar uma rotina de estudos eficaz e equilibrada e colocá-la
em prática é um grande diferencial para progredir na flauta. É
importante dividir a prática em exercícios técnicos que abordem
diferentes aspectos do instrumento e também reservar um tempo
para o repertório musical.
Continuidade é melhor do que quantidade
É pouco eficaz estudar muito durante um único dia e ficar vários
outros sem ter contato com o instrumento. Muito mais válido é
ter uma rotina estável que se repita durante vários dias ao longo
da semana, mesmos com um tempo menor, algo entre 30 minutos
e 1 hora, do que ter quantidade sem constância e regularidade.
Buscar orientação de qualidade
Fazer aulas com um professor qualificado fará toda a diferença na
qualidade e velocidade do progresso na flauta transversal. Além
de ensinar através do exemplo, um bom professor pode auxiliar
na organização de uma boa rotina de estudos e transmitir um
conhecimento adquirido e organizado durante muitos anos de
experiência, o que será um grande diferencial.
Tocar um repertório alinhado ao gosto pessoal
É importante conhecer diferentes estilos e vertentes, ampliando
nosso conhecimento musical e referencial estético. Ao mesmo
tempo, se relacionar com um repertório que tenhamos afinidade
é muito importante. Tocar a música que nos dá prazer e que
expressa com verdade o que acreditamos e quem somos é um
grande fator motivacional e que faz toda diferença em nosso
progresso.

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Registrar o processo de aprendizagem
Documentar nossa prática ao longo do tempo, seja através do
registro escrito ou também com gravações em áudio ou vídeo é
uma ótima maneira de se envolver mais com nossos estudos no
instrumento. Dessa forma, conseguimos curtir mais a viagem e
não se fixar tanto na expectativa pelos resultados. Assim, é
também possível planejar o que estudaremos, avaliar o que foi
feito e preparar as próximas práticas com base nesses registros.
Tocar com outras pessoas
Encontrar parcerias de quem também toca ou está aprendendo
um instrumento musical, não necessariamente o mesmo que o
nosso, é uma ótima maneira de se estimular a praticar e tocar
mais. Esse tipo de experiência expande nosso olhar para as
referências novas que essas pessoas trazem e permite também
vivenciar e trabalhar a música em aspectos importantes que
somente uma prática coletiva pode proporcionar.
Buscar referências inspiradoras
Ter referências de músicos e artistas – flautistas e de outros
instrumentos – que admiramos e ouvi-los é algo que considero
primordial. A sonoridade, maneira pessoal de tocar e outras
características desses músicos irão moldar um ideal que
passaremos a seguir no momento de nossa prática e busca por
aprimoramento.

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A FLAUTA E A CANÇÃO: UM POUCO DA MINHA HISTÓRIA
Aos 14 anos de idade iniciei na flauta transversal, mas antes disso
tive contato com dois instrumentos: a flauta doce e o violão.
Sobretudo, meu primeiro contato com a música, de modo
informal, foi ouvindo meus pais tocando e cantando canções em
casa, no convívio familiar diário. Antes de entrar no ensino formal
de música, aos nove anos de idade, passei cerca de um ano
tocando flauta doce e explorando os dedilhados das notas que
meu pai havia me ensinado. Lembro que me aventurava a “tirar
novas músicas de ouvido” e ia aumentando meu repertório, que
era anotado em uma folha a medida que a lista crescia.
Quando passei a fazer aulas no Prelúdio – um projeto de extensão
da universidade que ensinava música para crianças – tive a
oportunidade de aprender a ler música, tocar e cantar com outras
pessoas e conhecer diferentes tipos de música. Ao mesmo tempo
em que passei a ouvir Bach, Vivaldi, Villa-Lobos, também escutava
canções dos Beatles, Caetano Veloso e Chico Buarque. Cresci em
um ambiente musical rico e que integrava a música de concerto,
o contato com a notação musical e o desenvolvimento no
instrumento com a música popular e a possibilidade de
improvisar, criar, experimentar e fazer música em grupo.
Posteriormente, ingressei na escola de música da OSPA, orquestra
sinfônica de Porto Alegre, e foi nela que propriamente iniciei meus
estudos na flauta transversal. Era um ambiente diferente, pois
tinha o objetivo de formar instrumentistas que tocassem em
orquestra e o foco maior era na disciplina do estudo e formação
de uma técnica sólida no instrumento. Mesmo assim, tive a
oportunidade de estudar com um professor extremamente
flexível, o que permitiu aproveitar minha bagagem musical e
afinidade com a canção e a música popular em meus primeiros
passos no instrumento.

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A medida que levava melodias de diferentes canções para tocar
em aula, o professor se mostrava receptiva a esse material.
Trabalhamos então minha iniciação no instrumento tocando essas
melodias em diferentes tonalidades, com e sem o
acompanhamento do piano, tocando em duetos e também
cantando essas melodias. Dessa forma, me desenvolvi no
instrumento e, com o tempo passei a tocar também outros
repertórios, tanto dentro da música de concerto como também
da música popular, como o choro e música instrumental de forma
ampla.
Essa maneira que iniciei e aprendi o instrumento acabou por ser
positivamente marcante e significativa em minha formação como
músico e flautista. Quando comecei a tocar em orquestra,
ensinar flauta transversal e trabalhar profissionalmente com
música, alguns anos depois, passei a incorporar a canção e a
música popular como ferramentas primordiais nas aulas de meus
alunos. Com o tempo, percebi essa tendência como diferencial em
meu trabalho, e passei então, a partir disso a desenvolver uma
maneira própria de ensinar flauta transversal a partir de canções.
As vantagens que acredito existir nessa abordagem seguem
abaixo.

5 MOTIVOS PARA APRENDER FLAUTA TRANSVERSAL COM CANÇÕES


Desenvolver o ouvido e a percepção através do canto
Criar a imagem mental do que iremos comunicar musicalmente e
expressá-la através da voz tende a refinar nosso ouvido e nossa
apropriação do que iremos tocar no instrumento. Quando as
melodias são originalmente vocais e ainda possuem letras que
estimulam a musicalidade e imaginação poética do discurso, o
estímulo a usar a voz como ferramenta é ainda maior e os
benefícios são muitos.

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Vivência harmônica
Trabalhar com a textura de melodia acompanhada da canção
estimula naturalmente o desenvolvimento da percepção
harmônica. Mesmo que de maneira intuitiva no início, se
relacionar com a sonoridade harmônica de uma canção permite:
sentir e (re)agir ativamente a pontos de tensão e repouso na
melodia; conduzir as frases com maior expressividade; conectar-
se a uma interpretação mais rica; e também tocar de forma muito
mais prazerosa.
Conhecer a música como um todo
É muito comum que o conhecimento total dos elementos
melodia, harmonia e letra que constroem uma canção seja
assimilada integralmente pelo músico que se relaciona com esse
universo, além de se apropriar também de noções de estrutura e
arranjo. Ter essa visão ampla estimula que ao tocar estejamos
atentos à música como um todo e não apenas à parte que nos
cabe tocar.
Proximidade com o repertório
As canções estão enraizadas na cultura popular e falam de
questões comuns à vida de todo ser humano. Contam histórias,
falam da natureza, descrevem situações e lugares e estabelecem
interação entre a narrativa verbal e o discurso sonoro. Se
apropriar desse universo poético e expressá-lo através da flauta
nos permite enriquecer nossa aprendizagem e conectar-se a
pessoas e referências que se relacionam com essas músicas.
Estímulo à criatividade
A canção se caracteriza por não ser uma composição estritamente
fechada, estando flexível a questões relacionadas ao arranjo,
acompanhamento harmônico, forma estrutural e padrões
rítmicos. Esse abertura estimula que o músico explore e

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desenvolva uma faceta criativa em sua aprendizagem, sendo
estimulado a pensar possibilidades de arranjo, tocar em
diferentes tonalidades, improvisar e desenvolver conhecimentos
de harmonia.

7 PASSOS PARA QUEM ESTÁ COMEÇANDO DO ZERO


Adquira o instrumento
Existem diferentes opções de marcas e maneiras de adquirir um
bom instrumento, dentro das variadas perspectivas e objetivos
que cada pessoa tem. Além das lojas, na internet é possível
pesquisar ofertas de flauta novas e seminovas em grupos no
facebook e também no mercado livre, com boas opções de
parcelamento É importante atentar para a procedência do
vendedor e estar atento a instrumentos falsificados.
Escolha um bom local de prática
Recomendo que se escolha um local adequado para praticar, onde
seja possível tocar com tranquilidade, concentrar-se e evitar se
distrair ou ser interrompido nesse momento. É também
interessante que o lugar tenha disponível um espelho. No
primeiro contato com a flauta, poder observar e ver as partes do
corpo que utilizamos para tocar ajuda muito. Na ausência de um
espelho, existe também a opção de usar a câmera de selfie do
celular.
Comece com o bocal
Recomendo que o primeiro contato com a flauta seja apenas com
o bocal do instrumento, com o objetivo de produzir os primeiros
sons. Procure pensar a embocadura da maneira mais natural
possível, sem exageros ou tensões desnecessários. Sopre
procurando direcionar o ar para dentro do bocal e atente em
cobrir cerca de um terço dele com o lábio inferior.
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Aprenda a montar a flauta
Depois de produzir os primeiros sons no bocal, é hora de montar
a flauta. É importante saber a maneira certa de alinhar o encaixe
do pé e do bocal no corpo do instrumento. Tenha como referência
alinhar tanto o eixo do pé como a metade do orifício do bocal em
uma linha imaginária que passe no meio das chaves do
instrumento. Variações podem ocorrer de acordo com cada
flautista em relação ao posicionamento do bocal, podendo estar
um pouco mais para fora ou para dentro em relação a essa
referência inicial.
Construa uma boa postura com base nos pontos de apoio
É preciso aprender então a segurar a flauta da maneira da maneira
correta. Os pontos de apoio que sustentam a flauta são o polegar
e dedo mínimo da mão direita, dedo indicador da mão esquerda
e os lábios. Sugiro construir a postura posicionando os dedos nas
respectivas chaves da flauta e gradativamente ir tirando, até ser
capaz de segurar o instrumento apenas com os pontos de apoio.
Aprenda as primeiras notas
Tendo conseguido produzir som no bocal e segurar a flauta com
uma boa postura, é hora de aprender o dedilhado das primeiras
notas e tocá-las. Sugiro iniciar com os dedilhados da mão
esquerda, iniciando pelas notas sol, lá, si e dó.
Faça exercícios de nota longa, graus conjuntos e respiração
Nesse momento pode-se realizar exercícios de nota longa e graus
conjuntos integrados à respiração. É importante tomar
consciência sobre as fases da respiração. Na expiração o som é
produzido e devemos gerenciar a saída de ar. Já na inspiração o ar
reabastece os pulmões e devemos deixar que o processo aconteça
de forma forma natural e passiva.

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SUGESTÃO DE ROTINA DE ESTUDOS
Para quem dispõe de 30 minutos por dia
* Sugiro dividir cada exercício em partes de pelo menos cinco
minutos, totalizando assim, vinte ao todo, nessa etapa.

Exercícios de nota longa e respiração (1);

Graus conjuntos diatônicos na primeira e segunda oitava (2);

Emissão com a língua (3);

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Intervalos de oitava e harmônicos (4);

Repertório (5);
Melodias simples de canções
* Duração: dez minutos.
Sugestões de melodias para primeira oitava do instrumento, com
possibilidade de tocar também na segunda oitava ou em outras
tonalidades.
– Asa Branca de Luiz Gonzaga, em fá maior;
– Aqui e Agora (refrão) de Gilberto Gil, em fá maior;
– Estrela, estrela de Vitor Ramil, em fá maior;
– Muié rendeira, em fá maior;
– Prenda Minha, em dó maior;
– Canção da América de Milton Nascimento, em fá maior.

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Para quem dispõe de 1 hora por dia
* Seguir com a rotina anterior, acrescentando os novos exercícios
e mais dez minutos para o repertório.
Exercícios de tocar e cantar ao mesmo tempo (6);

Escalas e arpejos (7)


* Duração de quinze minutos.
Praticar escalas e arpejos em tonalidades variadas. As escalas
podem ser tocadas na extensão de uma oitava ou de uma quinta
justa, no andamento 60 bpm nos ritmos de semínima, colcheia e
semicolcheia.

Outras sugestões de repertório (8):


–A Banda de Chico Buarque, em dó maior;
–Leãozinho de Caetano Veloso, em dó maior;
– Aquarela do Brasil de Ary Barroso, em dó maior.
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DEDILHADOS NA FLAUTA TRANSVERSAL

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