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• A França, durante o período napoleónico, conheceu uma fase de conquista territorial, que se estendeu da Península

Ibérica à Rússia. Não obstante, o sonho expansionista de Napoleão teve o seu fim aquando das derrotas sucessivas dos
seus exércitos, nomeadamente na Campanha da Rússia (1812) e na Batalha de Waterloo (1815).

• Terminado esse período de expansão, os ideais revolucionários permaneceram vivos, sendo estes difundidos através
de livros, panfletos, da imprensa, todavia também as guerras, tiveram um papel preponderante nesta difusão. De facto,
a presença dos exércitos franceses contribuiu para que os povos, por um lado, valorizasse os valores de liberdade,
igualdade e fraternidade; e por outro, se unissem contra o domínio dos franceses, dando lugar a sentimentos
nacionalistas.

• Foi com este objetivo que, em 1814-1815, se reuniu o Congresso de Viena, onde estiveram representadas as nações

vencedoras, e também a França. Portugal também esteve presente nas negociações, sobretudo, para defender os
interesses coloniais na América e, ainda, poder, eventualmente, beneficiar da redefinição das fronteiras das colónias
francesas.

Objetivos do Congresso de Viena: restabelecer as antigas fronteiras, pôr fim às ameaças que a revolução apresentava;
traçar um novo mapa da Europa; engrandecer o poder dos seus Estados; pôr termo aos ideais revolucionários.
• Foi neste contexto que surgiu a Santa Aliança, assinada entre a Rússia, Prússia e Áustria, a que se juntou a Inglaterra,
formando a Quádrupla Aliança, tendo em vista: congregar esforços para impedir o regresso de Napoleão Bonaparte e
vigiar os perigos revolucionários.

• Todavia, apesar dos esforços das monarquias europeias, representadas no Congresso de Viena, os ideais da Revolução
Francesa mantinham-se acesos na Europa. Entre os princípios divulgados destacam-se: a ideia de criar uma república
("uma e indivisível"); os princípios da soberania popular; a vontade de pôr fim às instituições do Antigo Regime; a defesa
da separação dos poderes; valorização dos direitos e liberdades do individuo; a soberania da nação.

• Foi, portanto, com base nestes princípios que se criaram condições políticas e sociais na Europa para que surgissem
ondas revolucionárias: de tipo liberal ou de tipo nacionalista.
A primeira vaga revolucionária compreendeu a década de 1820.

Na Europa, os movimentos revolucionários de cariz liberal tivessem lugar em vários reinos: em Espanha (1820), onde o
rei Fernando VII foi obrigado a adotar a Constituição de 1812 (que havia sido revogada em 1814); em Nápoles (1820); no
Piemonte (1821) e em Portugal (1820), e traduziram-se, essencialmente, na adoção de Constituições. No entanto, estes
movimentos liberais acabaram, posteriormente, por serem reprimidos pelos poderes absolutistas. Na Rússia, em 1825,
assistiu-se a uma tentativa falhada de substituir o regime aristocrático do czar Nicolau I.

Na Grécia, em 1821, surgiu uma revolta de cariz nacionalista: os gregos revoltaram-se contra o domínio otomano e, com
o auxílio da França, da Inglaterra e da Rússia, conseguiram a independência. Na década de 20 do século XIX, assistiu-se
ainda a movimentos independentistas na América Latina, de cariz nacionalista, que visava a libertação dos povos do
domínio colonial português e espanhol. As, colónias aproveitando a instabilidade provocada nos reinos ibéricos, devido
às guerras napoleónicas e à difusão de ideais revolucionários, iniciaram o seu processo de emancipação. Destaca-se a
ação de Simão Bolivar e San Martín na libertação da América Latina. Neste contexto, assistiu-se ao nascimento de novos
países na América Latina e à independência do México (América do Norte).

A segunda vaga revolucionária ocorreu na década de 1830.

Em França, em 1830, assistiu-se a uma insurreição liberal (movimento conhecido por "Três Gloriosos"), que levou ao
trono Luís Filipe de Orleães, que se assumiu como rei constitucional. Subiu ao trono com o título de Luís Filipe I, e acabou
por ser o último rei de França.

Da França a onda revolucionária difundiu-se para a Alemanha (1832) e Itália (1831), cujas revoltas foram completamente
esmagadas pelo regime absolutista austríaco. No caso Italiano, a revolta foi, simultaneamente política e nacional, na
medida em que pretendia não só estabelecer regimes constitucionais nos ducados de Parma e Modena, como também
procurava criar uma república unida e livre. A insurreição italiana teve como figura de destaque Giuseppe Mazzini, o
líder do movimento "Jovem Itália", percursor da unificação italiana.

As revoltas nacionalistas aconteceram igualmente na Bélgica, em 1831, e na Polónia, 1830-1831. Porém, enquanto que
a Bélgica conseguiu a independência face à Holanda, os polacos viram a sua revolta sucumbir quando o exército russo
invadiu a Polónia e pôs fim aos desejos de emancipação.
A terceira, e última, vaga revolucionária, ocorreu em 1848.

Esta vaga revolucionária ficou conhecida por "Primavera dos Povos", e de facto assistiu-se a ondas revolucionárias por
toda a Europa, durante este movimento. Em França, a monarquia constitucional de Luís Filipe I foi abolida. A segunda
república francesa foi instaurada com Luís Napoleão, o qual foi eleito presidente da França, por sufrágio universal
masculino.

Na Itália, ainda que tenha sido proclamada, em 1848, uma república romana, esta insurreição sucumbiu devido à
intervenção austríaca que repôs o absolutismo.

Em Viena, surgiram também revoltas que aclamavam por um governo mais liberal, O imperador Francisco José continuou
a governar de forma autocrática. Os húngaros e os checos, povos submetidos ao domínio do Império austríaco,
reclamavam autonomia. Em 1849, os húngaros proclamaram um república, tendo as tropas do império com o auxilio
russo posto fim à rebelião. Em Praga, após o congresso de Pan-Eslavo, surgiu a exigência de que os povos do império
austríaco tivessem igualdade de direitos, o que resultou, como já referido, na emergência de sentimentos nacionalistas
entre os checos.

Na Alemanha, surgiram também levantamentos que exigiram a obtenção de uma Constituição, tendo em vista uma
unificação dos Estados alemães, no entanto estes movimentos de insurreição foram dominados pela Prússia.