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Estatística para Finanças Prof. Dr.

Denis Lima e Alves

Análise de Dados para Administração


Financeira II1

1 Introdução

Esta é uma apostila para ser usada como material de suporte e referência na disciplina de
Administração Financeira II. As expressões aqui ilustradas são de domínio público e consistem
das formas mais fundamentais e geralmente aplicáveis à maioria das situações que as requerem.
Embora útil, este material não pretende ser exaustivo ou completo. Em especial, a diferen-
ciação entre estatísticas populacionais e amostrais não é expressamente feita aqui, mas deverá
ocorrer durante as aulas. Adicionalmente, é importante ressaltar, durante as aulas, o conceito
e uso dos graus de liberdade, ajustes encontrados em algumas das expressões para incluir a
perda de informação que ocorre quando determinadas quantidades são calculadas.

2 Média: uma medida de tendência

Em situações em que se busca prever um determinado valor assumido por uma variável, a média
aponta a tendência dessa variável. Por exemplo, valores anuais de vendas de uma empresa, o
valor unitário de uma determinada ação ou mesmo o EBIT de uma organização, se acompa-
nhados periodicamente, fornecerão um valor que tenderá a:

1 ∑N
x̄ = µ = N i xi ou
∑N
x̄ = µ = i xi ∗ P (xi )
Nestas expressões, N representa a quantidade de vezes que o valor em questão foi observado,
xi representa os valores observados e, P(xi ), a probabilidade de ocorrência deste valor quando
todos os valores possíveis possuem probabilidades não iguais de ocorrer.
É importante observar que, por vezes, a média é calculada em relação a uma população.
Quando calculada com valores de uma amostra obtida da população, seu valor pode diferir de
forma significativa daquele que é o real valor da média na população e esta variação, conforme
teoria subjacente, depende do tamanho da amostra. Nesta disciplina, será considerado que a
média, quando amostral, é um bom estimador da média populacional.

Exemplos de aplicação na disciplina:


* A média de valores de uma ação observados no passado pode ser um estimador de valor
futuro;
1
Texto em permanente construção.

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* O valor esperado para o retorno de um portfolio de ações é a média dos retornos das ações
que o compõem;
* A média de valores anuais de vendas, orçados pela controladoria, quando ponderados por suas
respectivas probabilidades de ocorrência fornecem o melhor cenário de estudos para projeção
de custos e outros resultados financeiros;
* O custo total das fontes de recursos financeiros de uma empresa é a média ponderada dos
custos individuais de capital oriundo de cada fonte, embora, neste caso, as probabilidades sejam
substituídas pelas proporções, conduzindo a uma média ponderada.
Recomenda-se revisar o procedimento para calcular médias por meio da calculadora HP
12C.

2.1 Exercício (use sua calculadora financeira):

• Determinada empresa apresentou os seguintes valores de vendas totais ao longo dos últi-
mos cinco anos: 400 mil, 435 mil, 415 mil, 390 mil e 410 mil reais. Se você tivesse que
apontar um valor aproximado para as vendas desta empresa no ano seguinte, que valor
seria esse?

• Considere que a empresa do exercício anterior está fazendo orçamento de vendas para
o ano seguinte e concorda que as probabilidades de ocorrência de cada um dos valores
mencionados é, respectivamente, de: 15%, 15%, 15%, 30%, 25%. Qual seria, nesse caso,
o valor esperado das vendas para o ano seguinte?

• Os valores de mercado de determinada ação ordinária no últimos 10 dias foram: 3.2, 3.5,
3.2, 3.6, 3.1, 3.3, 3.7, 4.5, 4.2 e 3.9 reais. Considerando que você comprou uma dessas
ações no sétimo dia (a 3.1/ação) e que você possui uma expectativa calculada para o valor
da ação no dia seguinte a esta série, qual é seu retorno esperado no 11o dia?

• Você precisa de dinheiro para comprar um carro e resolveu tomar emprestado de várias
pessoas de sua família: sua mãe, sua irmã, um primo e do padrasto. De sua mãe, você
obtém 50% do total a uma taxa de 0% ao mês; sua irmã lhe empresta 20% do total à
taxa de 1% a.m.; seu primo, mais 20% a 1,5% a.m. e, o padrasto, 10% a 3% a.m. Qual
é a taxa de juros sobre o valor total?

• Considere a tabela seguinte:


A 1.5 1.7 1.4 1.7 1.9
B 1.8 2.1 1.6 2.2 2.3

Sabendo que as colunas “A” e “B” representam duas ações ordinárias distintas disponíveis
no mercado e que os valores listados na tabela consistem dos últimos respectivos retornos
anuais, qual das duas você optaria por comprar como investimento de longo prazo? Por

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que? Desenhe um gráfico que represente, no eixo X, os retornos observados e esperados


de ambas as ações.

3 Variância: uma medida de variação da tendência

Enquanto a média reflete a tendência da variável X que está sendo observada, sua variância
consiste da média dos desvios que os valores observados apresentam em relação àquela tendência
e é definida como: ∑n 2
i=1 (x−µ)
σ2 = n : variância na população ou
∑n 2
i=1 (x−x̄)
s2 = n−1 : variância na amostra
... em que n é a quantidade de observações feitas, σ, sigma, é a letra grega que indica
variância populacional e µ, mi, é a letra que indica a média populacional. Ao usar valores
médios para descrever uma população ou amostra, é fácil verificar que poucos ou nenhum dos
valores da amostra serão iguais à média e, portanto, busca-se uma estatística que descreva
o conjunto de dados por meio de evidenciar como os dados se distanciam daquela tendência
central mostrada pela média.
A variância2 fornece uma medida da magnitude que os valores observados de x possuem em
relação à sua média e, portanto, é dita ser uma medida de dispersão. Deve ser observado que o
denominador da variância amostral possui um ajuste (n-1) em função de que, como geralmente
não se conhece a média populacional, emprega-se a média da amostra como estimador da
média da população. Graus de liberdade existem em função de que, ao calcular a média de
uma amostra, todas as observações, menos uma, podem assumir qualquer valor existente na
população de onde a amostra foi retirada, mas o último deve assumir um valor tal que a soma
dos desvios em relação à média populacional (estimada pela média amostral) seja igual a zero.
Como resultado, tem-se que, por exemplo, a variância, consistindo do somatório dos qua-
drados dos desvios, tem como unidade o quadrado da unidade da variável que se observa: cm2 ,
R$2 , kg2 /m6 e, assim, sucessivamente. Este formato de medidas não faz sentido na prática e,
portanto, emprega-se a raiz quadrada da variância como medida usual de desvio.

3.1 Desvio-padrão: variação com sentido prático

O termo “padrão” se refere ao fato de que o desvio observado em relação à média é calculado
em sua forma média. Note que, mesmo na expressão que define a variância, é possível observar
que a média está incluída: ∑ n 2
i=1 (x−µ)
σ2 = n

O desvio-padrão consiste, portanto, do valor médio dos quadrados dos desvios


2
Variância também pode ser rapidamente calculada pela expressão σ 2 = x¯2 − x̄2 .

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observados. Seria equivalente a dizer que se usa a medida “kg-padrão” para designar a massa
das coisas no intuito de ressaltar de forma clara que um kg é um kg para qualquer coisa cuja
massa se esteja medindo. Em Estatística, adota-se uma unidade padrão, que neste caso é a
média dos quadrados dos desvios, para descrever a amostra em termos de sua dispersão em
relação à média. Portanto, dizer que determinado valor observado se encontra a uma distância
de “um desvio-padrão” da média significa dizer que este valor se encontra exatamente na metade
“do caminho” entre a mesma média e um outro valor que se encontre dois desvios-padrão de
distância da média. √ ∑ n
(x−µ)2
σ= i=1
n
: na população ou
√ ∑n
(x−x̄)2
s= i=1
n−1
: na amostra
Observa-se, portanto, que o desvio-padrão é dado pela raiz quadrada da variância.
Embora seja possível tomar alguma decisão a partir dos dados após obtidas informações
sobre tendência dos valores e dispersão desses valores em relação àquela tendência, nada ainda
se sabe acerca da distribuição dos valores observados ao longo destas escalas. Por exemplo,
constitui informação relevante, saber se a maioria das observações apresenta valores inferiores
à média, localizando-se à esquerda no gráfico, ou superiores, à direita. Especificamente, esta
característica se refere à simetria da distribuição dos valores observados ao longo do eixo e é
denominada, originalmente no inglês, skewness.

As duas figuras acima mostram como as diferenças nas distribuições dos valores observados
podem ocorrer. O gráfico à esquerda mostra três testes, sendo que o Teste C possui um
distanciamento maior em relação a sua média, que é inferior às médias dos resultados nos
outros testes. No entanto, os três testes apresentam simetria semelhante, caracterizada pela
aparente igualdade na quantidade de valores distribuídos dos dois lados da média. Tal não
ocorre com o gráfico à direita, que possui uma clara tendência a apresentar valores mais altos
Estas duas características da distribuição de dados observados estão relacionadas com a
média e o desvio-padrão e podem ser facilmente calculadas por meio das seguintes expressões:

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1 ∑n y i −ȳ 3 1 ∑n y i −ȳ 4
assimetria = n i=1 ( s ) e curtose = n i=1 ( s )

A visualização gráfica torna mais fácil o entendimento, mas a avaliação por meio do indicador
é mais rápida. O que deve ser observado é que comparar valores que possuem distribuições
distintas como as observadas nos gráficos acima pode levar a conclusões equivocadas. O que
poderia ser dito de uma comparação entre a média do Teste C e a média do Teste A? E se
forem comparadas as médias do Teste A e aquela observada no gráfico à direita? Dizer que suas
médias são diferentes e tomar decisões com base nesta informação seria adequado? Existem
formas mais adequadas de fazer isso?

3.1.1 Exercícios

Faça o download do arquivo “títulos.csv” disponível no site do professor e use os dados para
resolver os exercícios seguintes (Faça a importação do arquivo de tipo “csv” para o software de
planilha eletrônica. Em geral, basta usar a seção de obtenção de dados externos > do arquivo).
Considere que cada coluna (Títulos) corresponde a retornos obtidos com uma ação ordinária
específica, disponível no mercado de capitais.

• Exercício 1.

– Compare os títulos em função de seu retorno esperado;


– Descreva os títulos em termos de risco;
– Qual deles você compraria para obter retornos adequados no longo prazo? Por que?
– Descreva os títulos em termos de sua assimetria. O que chama a atenção?

• Exercício 2. Faça o download do arquivo “emprego.csv”3 e considere: age = idade de um


participante da pesquisa, lwage = log natural do salário desta pessoa, black = se a pessoa
foi considerada negra, exper = anos de experiência que a pessoa possui e educ = anos de
formais de estudo.

– Avalie os grupos da amostra (mais velhos, com mais anos de estudo, cor da pele,
etc...) em termos de seus salários médios;
– Avalie:
O salário esperado aumenta com a idade?
Nesta amostra, pessoas consideradas negras recebem salários inferiores, em mé-
dia?
Descreva a distribuição da variável lwage em termos de assimetria e curtose. O
que isso significa?

Recomenda-se fazer histogramas dos valores de cada título.


3
Adaptado de Wooldridge.

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3.2 Coeficiente de Variação

Embora o desvio-padrão fornece uma medida da magnitude dos desvios médios observados em
relação ao valor esperado para uma determinada variável e essa medida seja particularmente útil
na mensuração de risco em diversos dos problemas que se apresentam na área de finanças, ainda
existem situações em que um mesmo valor de desvio-padrão pode ser observado em eventos
distintos que apresentam valores esperados diferentes. Por exemplo, o desvio-padrão do EBIT4
de duas empresas é igual a $100 mil, mas seus valores esperados são, respectivamente, $300 mil
e $600 mil. Certamente, o desvio-padrão calculado representa risco maior para investidores do
caso da empresa que apresenta menor valor esperado do EBIT.
Portanto, uma medida capaz de expressar o risco relativo na distribuição observada de uma
variável qualquer é o coeficiente de variação:

σ
cv X = µ
A unidade desta medida consiste de porcentual, posto que representa o desvio-padrão em
termos do valor médio (esperado). No caso do exemplo anterior, o cv da empresa cujo EBIT
100
esperado é igual a $300 mil é de 33% ( 300 ), enquanto que o da segunda empresa é de 17%
100
( 600 ). Portanto, o cv consiste de uma medida relativa de utilidade maior na prática análise de
investimentos, quando o objetivo é comparar ativos em função de seus respectivos riscos.

4 Covariância: uma medida de variação conjunta

Frequentemente, é necessário obter uma medida da ocorrência conjunta de valores extremos de


duas variáveis: se uma “aumenta”, a outra acompanha? O inverso também é verdadeiro?

1 ∑k
cov(X, Y ) = n i (xi − E(X))(y i − E(Y ))
Deve ser observado que se trata do valor médio de uma multiplicação entre desvios em
relação a valores médios. Intuitivamente, quanto maior o resultado, maiores são os valores
conjuntos dos desvios. No entanto, Esta medida consiste de um valor absoluto que pode assumir
qualquer dimensão.

4.1 Coeficiente de correlação: quociente entre semelhantes

A informação contida no coeficiente de correlação fornece uma medida relativa entre a covari-
ância entre duas variáveis e a dimensão de seus desvios-padrão:

cov(X,Y )
ρX,Y = σX σY
4
Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization

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Este coeficiente de correlação será igual a um quando a média dos produtos dos desvios
(não o desvio-padrão) das variáveis for igual ao produto entre seus respectivos desvios-padrão.
Pela definição deste último, é possível observar que o numerador e o denominador de ρ são
compostos por expressões muito semelhantes:
∑n
[(xi − x̄)(y i − ȳ)]/n − 1
√∑ i √∑
n n
(x−x̄)(x−x̄) (y−ȳ)(y−ȳ)
i=1 i=1
n−1 n−1

Observação: busque a fórmula do CAPM (Capital Asset Pricing Method) e compare com a
expressão de ρ. O que muda?

5 Elasticidades

Elasticidade é o indicador que se usa para descrever a variação porcentual de uma variável em
relação à variação porcentual de outra:
E =∆%X⁄∆%Y
Pode ser verificada com:
(X 1 − X 0 )/X 0 ∆X/X 0
E= (Y 1 − Y 0 )/Y 0 = ∆Y /Y 0 = alavancagem

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